Mundo Das Marcas

31.5.06

Parker

Com um bloco de papéis, algumas ferramentas e idéias, George Safford Parker fez a pena, eventualmente colocou-a em um suporte e a invenção funcionou! E o melhor é que funcionou bem! Quando o assunto é escrita as canetas PARKER são míticas. Contar a história da escrita passa também por contar a história da PARKER, responsável pelo abandono da caneta de tinteiro.
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A história
George Safford Parker, jovem professor de uma pequena escola da cidade de Janesville, localizada no estado americano do Wisconsin, vendia canetas-tinteiro para seus alunos como forma de aumentar um pouco sua renda mensal e equilibrar suas finanças pessoais. Porém, estas canetas apresentavam defeitos freqüentes e Parker sentia-se na obrigação de consertá-las. Desta forma, ele ganhou credibilidade, aumentando em muito o número de canetas vendidas. Tendo em mente a necessidade de produzir um instrumento de escrita “ideal”, e acreditando que se fizesse a melhor caneta as pessoas iriam comprar, George Parker cria sua primeira caneta em 1888. No ano seguinte, o projeto é patenteado, ele funda, juntamente com W. F. Palmer, a PARKER PEN COMPANY e o resto é basicamente a história da escrita moderna no mundo.
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Cinco anos após a abertura de sua firma, Parker dava seu primeiro passo comercial registrando a patente da Lucky Curve, sucesso de vendas até a década de 20. No ano de 1903 a empresa abre sua primeira distribuidora fora dos Estados Unidos, na Escandinávia. Pouco depois, em 1906 é criada a Parker Snake, uma caneta que tinha uma serpente ao redor do corpo, com os olhos em vidro verde. Em 1917, durante a 1ª Guerra Mundial, surgiu um grande negócio: o Departamento de Guerra dos Estados Unidos comprou um grande lote da caneta PARKER Trench, que foi distribuída a soldados americanos e europeus nos frontes de batalha. A tinta vinha em forma de ''pílula'' para ser dissolvida à água da chuva. Este contrato permitiu que a marca PARKER ficasse conhecida no mundo inteiro. No ano seguinte, Parker alcançou seu primeiro U$$ 1 milhão de faturamento.
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Em 1921 é lançada a PARKER Duofold, uma inovação que fez da marca líder mundial em vendas durante vários anos. Ela tinha 25 anos de garantia e até hoje é conhecida como a “Big Red” graças à sua cor vermelha. Em 1929, após o crack da bolsa de valores americana, George Parker coletou restos de materiais da fábrica para produzir uma linha rara e colorida de canetas, a qual batizou de Parker Depression. A PARKER Vacumatic, lançada em 1933, com seu sistema de enchimento com pistão, foi um marco na escrita mundial, sendo a primeira caneta a apresentar o tradicional clip em forma de flecha, símbolo da marca até os dias de hoje.
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A revolucionária PARKER 51, com a pena embutida, que fazia a tinta secar no instante em que tocava o papel foi introduzida no mercado em 1941 para comemorar os 51 anos de existência da empresa. Levou 11 anos para ser projetada, foi produzida em diversos países (incluindo Brasil), sendo o maior sucesso de vendas da história da indústria de canetas (mais de 20 milhões de unidades vendidas até 1970). A 1ª caneta esferográfica da empresa, chamada PARKER Jotter, foi introduzida no mercado em 1945, e escrevia cinco vezes mais que as concorrentes. Somente em seu primeiro ano, a nova caneta alcançou vendas de 3.5 milhões de unidades, e 750 milhões de unidades em sua história.
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Pouco depois, em 1948, é lançada a PARKER 21, uma caneta mais barata e acessível, mostrando a intenção da empresa em entrar nessa fatia de mercado. Na década de 50 ocorreu uma grande novidade: em 1956, foi lançada a PARKER 61, a primeira caneta tinteiro da marca a utilizar o sistema de fluxo capilar de tinta, criando assim uma caneta que se auto-alimentava, não borrava e ainda escrevia até de cabeça para baixo. Nas décadas seguintes a empresa introduziu no mercado produtos revolucionários como a Parker 45, 1ª caneta com cartucho de tinta descartável, lançada em 1960; e a Parker Sistemarc, primeira caneta rollerball da marca, lançada em 1975.
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No ano de 1986, a empresa foi adquirida por um grupo de gerentes e investidores da PARKER européia, dando início ao foco da empresa para o mercado de produtos de alto preço. Em 1993 a Parker Pen Holdings Ltda, foi adquirida por U$$ 500 milhões pela The Gillette Co, empresa mundial de bens de consumo como parte estratégica de diversificação de seus negócios. Nos anos seguintes a PARKER não parou de inovar: Parker Sonnet, que combinava o tradicional trabalho artesanal com alta tecnologia de fabricação estimulando novamente o prazer de se escrever; Parker Pen Man, linha de cargas esferográficas e tintas de alta tecnologia, introduzida em 1993; e a Parker Frontier, uma caneta inovadora, com sua pegada emborrachada, formato contemporâneo com uma grande variedade de cores e materiais. Em 2000, a empresa foi comprada pela Newell Rubbermaid quando a subsidiária Samford adquiriu a divisão de produtos de papelaria da Gillette.
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Escrevendo a história por mãos famosas
Por mais de um século, tanto em ocasiões públicas como nos momentos particulares as canetas PARKER, tem sido a escolha dos indivíduos mais eminentes no mundo. É a escolha dos líderes mundiais, desde os Estados Unidos até a Rússia e por famílias reais da Inglaterra ao Marrocos. Nas artes da prosa à opera, as canetas da marca são sinônimo de criação e inspiração. E nos negócios e ciência, tem sido a escolha das personalidades mundiais mais famosas, como Armand Hammer e Albert Einstein. Quando se fala em prestígio e elegância, pessoas de bom senso escolhem PARKER: Ernest Hemingway escreveu suas grandes obras, como “Por quem os Sinos Dobram”, com uma caneta marca; Joan Crawford, uma das estrelas de Hollywood, preferia as canetas PARKER; Norman Rockmell criou a sua­ primeira arte para campanhas públicas com uma caneta da marca; o Presidente Getúlio Vargas era um fiel usuário delas; além disso, a PARKER é escolhida pela nobreza de todo o mundo, sendo a única fornecedora de canetas e tintas para a Família real Britânica. Além disso, momentos importantes para o futuro da humanidade foram assinados por mãos que seguravam uma PARKER: Em 7 de maio de 1945, duas canetas Parker 51 pertencentes ao General D. Eisenhower foram usadas para assinar o fim da 2º Guerra Mundial; pouco depois, no dia 2 de setembro, o General MacArthur assinou a rendição dos japoneses em Pearl Harbour usando sua Parker Duofold vermelha; em 1951, protocolos do GATT foram assinados na conferência das Nações Unidas com uma Parker 51 bem como o Tratado de Paz dos japoneses; o secretário do Estado William P. Rogers assinou o Acordo de Paz do Vietnã usando uma Parker 75 no ano de 1973; os presidentes Bush e Gorbatchev trocaram canetas PARKER ao assinarem os Acordos de Desarmamento Nuclear de 1990 e 1991; o ministro do exterior de Israel, Shimon Peres, assinou o tratado de paz do Oriente médio utilizando uma PARKER em 1993.
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Outros célebres consumidores das canetas PARKER foram: Thomas Edison, Winston Churchil, Nelson Rockfeller, Giacomo Puccini, Margaret Thatcher, Lyndon Johnson, John F. Kennedy, Lee Lacocca e muitos outros.
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A evolução visual
O primeiro logotipo da marca era composto apenas pela palavra PARKER. Somente no ano de 1993 surgiu o tradicional e famoso logotipo “arrow clip” (um clipes em forma de flecha), que se tornaria símbolo de excelência em escrita. Ele foi criado em 1993 pelo artista Joseph Platt.
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Porém, no ano de 2000, a PARKER resolveu reformular toda sua identidade visual, desde o logotipo, passando pela linha de produtos, até suas embalagens. O novo logotipo era mais moderno e dinâmico, contendo um P estilizado.
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Os slogans
Treasure it.
The world’s most wanted pen.
(PARKER 61, 1956)
Writes dry with wet ink. (PARKER 51, 1941)
It won't leak in your pocket and embarrass you.
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação:
1889
● Fundador:
George Safford Parker e W. F. Palmer
● Sede mundial:
Oak Brook, Illinois
● Proprietário da marca: Newell Rubbermaid Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO & Presidente:
Mark D. Ketchum
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global:
120 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Segmento:
Papelaria
● Principais produtos: Canetas
● Ícones:
A caneta Parker 51
● Website:
www.parkerpen.com
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A marca no Brasil
Em 1959, foi inaugurada sua fábrica no Brasil (São Paulo), dando continuidade à expansão mundial de suas operações. Porém, em 1990, a PARKER encerra sua operação fabril e comercial no Brasil, em virtude do difícil cenário econômico vivido pelo país, voltando a atuar no mercado nacional apenas no ano seguinte, através de um distribuidor contratado.
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A marca no mundo
Hoje, a empresa é líder mundial no mercado de instrumentos de escrita, presente em mais de 120 países, oferecendo instrumentos de escrita de alta qualidade e tecnologia.
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Você sabia?
A Parker Suástica foi lançada em 1915, e a suástica nazista, que viria a ser odiada no mundo inteiro, anos depois, era na época um antigo símbolo da sorte dos índios americanos. Com a Segunda Guerra Mundial, as canetas que estavam em estoque na fábrica, juntamente com outras recolhidas pelo mundo, foram enterradas na fundação de uma fábrica em construção da PARKER pelo próprio fundador da empresa em protesto contra Hittler, já que George Parker era judeu. Há informações de que existem apenas 15 unidades pelo mundo hoje.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 19/4/2009

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