14.6.06

LUFTHANSA

Poucas empresas têm tamanha tradição e são tão respeitadas quanto a DEUTSCHE LUFTHANSA. Esse é o resultado de quando se trabalha por décadas de forma séria, meticulosa, exemplar em uma indústria que é julgada, antes de mais nada, pela segurança e eficiência. Sob estes e vários outros aspectos, a LUFTHANSA é um exemplo mundial para a aviação comercial. A maior companhia aérea européia reflete a imagem de qualidade, seriedade e excelência técnica tipicamente germânica. Num antigo anúncio, deixava isso muito claro: sob a foto de um Boeing 747 saindo do hangar em Frankfurt, lia-se um provérbio alemão, que talvez traduza fielmente a alma desta empresa líder da aviação comercial: “pontualidade é a virtude dos reis”.

A história
Reconhecendo o dia 6 de janeiro de 1926 como a data oficial de sua fundação, as origens da principal companhia aérea da Alemanha remontam ao mês de janeiro de 1919, quando foi criada a DLR – abreviação de Deutsche Luft-Reederei - uma pequena empresa que transportava jornais entre as cidades de Berlim e Weimar. Nesse mesmo ano, juntamente com empresas da Dinamarca, Reino Unido, Holanda, Suécia e Noruega foi uma das fundadoras da IATA, mas as restrições impostas pelas forças de ocupação (a Primeira Guerra Mundial mal tinha acabado) impediram um desenvolvimento mais imediato de sua malha. Durante a primeira metade da década de 20, a empresa passou por diversas mãos. Em 1925, com o nome de DAL - Deutsche Aero Lloyd - fazia parte de um grupo de empresas de transporte naval. A Alemanha possuía então duas grandes empresas, a DAL e a Junkers Luftverkehr. Pouco rentáveis, dependiam de subsídios do governo para continuar operando. Decidiu-se pela fusão: em janeiro de 1926, nascia a Deutsche Luft Hansa Aktiengesellschaft, forma longa do nome original da empresa. A palavra LUFTHANSA é derivada do alemão Luft (ar, em alemão) e Hansa (a organização de comércio que governou partes do norte da Europa durante a era medieval). Depois da fusão, a nova empresa criada pelo governo alemão contava com 162 aeronaves operando serviços regulares em oito rotas. A jovem empresa rapidamente ganhou excelente reputação pelos excelentes serviços prestados. Em 1928 a LUFTHANSA estabeleceu o primeiro serviço de carga aérea com uso de aeronaves exclusivamente para esse fim.


Entre 1927 e 1930, a empresa alemã foi determinante na criação de companhias aéreas estrangeiras como a Ibéria (Espanha), a Condor (Brasil) e a Eurásia (China). Somente em 1933 a companhia aérea passou a adotar a designação LUFTHANSA escrita em uma só palavra. Em 1934 a empresa inaugurou seu primeiro vôo transoceânico. Em 1939, início da Segunda Guerra Mundial, a malha de rotas já era extremamente densa na Europa, chegando até Pequim, Bangkok e Santiago no Chile. Porém, ao final do conflito, sua frota fora reduzida a cinco aeronaves e alguns vôos domésticos. Nos dez anos seguintes, não somente o país, mas sua aviação comercial teve que recomeçar do zero. Era praticamente um recomeço para a LUFTHANSA.


Em 1953, o governo alemão foi autorizado a formar uma nova empresa (chamada Luftag, abreviação de Aktiengesellschaft für Luftverkehrsbedarf, com base em Hamburgo) com uma frota de aviões Lockheed Super Constellation e Convair 340. Foi somente no dia 1 de abril de 1955 que a nova empresa fez seu primeiro vôo, já rebatizada de DEUTSCHE LUFTHANSA AG, servindo algumas cidades européias em maio, e em 8 de junho voando para a cidade de Nova York. Com o surgimento dos primeiros jatos, a LUFTHANSA encomendou o Boeing 707. Era o início do casamento com a americana Boeing, união que dura até hoje e que rendeu frutos importantes, como o Boeing 737, o jato mais vendido de todos os tempos, desenvolvido em estreita parceria com a companhia aérea alemã. Foi também uma das primeiras empresas aéreas a acreditar no conceito wide-body: a companhia aérea alemã foi a primeira cliente internacional do famoso e gigantesco Boeing 747, em janeiro de 1970.


Em 1990, com a reunificação alemã e 45 anos após o final da Segunda Guerra Mundial, a LUFTHANSA voltou a voar para a cidade de Berlim. Neste período, resultados financeiros negativos precipitaram um abrangente processo de reestruturação, levando à privatização, concluída em 1997. Também este ano, a empresa aplicou seu golpe de mestre no cenário da aviação internacional: juntamente com a United, Air Canada, SAS, Thai e VARIG, criou a Star Alliance, hoje a mais poderosa aliança comercial de empresas aéreas. No ano seguinte a LUFTHANSA ganhou uma nova identidade visual com novas pinturas em suas aeronaves, novas cabines, e nova decoração nos escritórios regionais e lounges dos aeroportos. Os exemplos mais recentes de como a companhia aérea alemã encara o futuro são: o novo conceito de Classe Executiva em rotas de longo curso, inaugurada em dezembro de 2003, e a Flynet, fazendo com que a LUFTHANSA fosse a primeira companhia aérea a disponibilizar acesso à Internet em banda larga a bordo das suas aeronaves. Em 2011, um avião Airbus A321 com prefixo D-AIDG passou a voar diariamente na rota Hamburgo/Frankfurt/Hamburgo com 50% de uma das turbinas abastecida com querosene biossintético.


A frota
A LUFTHANSA dispõe de uma das frotas mais jovens, avançadas tecnicamente e ecologicamente amistosas da aviação mundial. São ao todo 710 aviões (incluindo suas subsidiárias) com idade média de nove anos. Somente a frota da LUFTHANSA é composta por 287 aeronaves dos modelos Boeing 747-400 (30), Boeing 737-300 (33), Boeing 737-500 (30), Airbus A340-600 (22), Airbus A340-300 (28), Airbus A330-300 (15), Airbus A300-600 (8), Airbus A321 (33), Airbus A320 (36), Airbus A319 (25), MD 11F (18), Avro RJ85A (18), CRJ900 (12), CRJ700 (20) e CRJ100/200 (22). A frota consome 4.4 litros a cada 100 quilômetros por passageiro voados, mas o objetivo é chegar a 3 litros em apenas 7 anos. Recentemente o Conselho Fiscal da companhia aérea aprovou a compra de 27 novas aeronaves de longo curso. Com isso, a empresa começou a receber, a partir de 2010, 20 novos Boeing 747-8 e outros 7 Airbus A340-600, estes a partir de 2008, que serão empregados para substituir modelos mais antigos. Além disso, tem opção preferencial para a compra de outros 20 aviões modelo B747-8. O dia 19 de maio de 2010 foi marcada pela entrega do primeiro avião Airbus A380 da companhia alemã. Hoje em dia, somente empresas lucrativas e sólidas estão em condições de investir em aviões de longa distância modernos, que consome pouco combustível, e que, portanto, são econômicos e respeitam o meio ambiente. A LUFTHANSA moderniza, cresce e investe em mais progresso com sucesso sustentável. Afinal, uma frota moderna e bem estruturada é a coluna vertebral de uma empresa aérea que visa o bom atendimento a clientes e mercados.


A estrutura e eficiência
A nova e espetacular edificação que serve como principal escritório da companhia aérea é o LAC - Lufthansa Aviation Center. Localizado a poucos metros dos hangares do Aeroporto Internacional de Frankfurt, o LAC mostra, sem que seja necessária uma única palavra, que se está prestes a entrar num mundo notável. Tudo ali foi pensado de maneira a minimizar o impacto ambiental. As soluções arquitetônicas do edifício suprimem milhares de toneladas de emissão de CO2 ao ano. O projeto dispensa o uso de ar condicionado; a iluminação é natural, com a utilização de grandes painéis de vidro. Até a água consumida, praticamente toda ela, é aquecida pelo sol. O edifício principal realmente é um prazer para os sentidos. Amplo, arejado, sua arquitetura privilegia o uso de materiais naturais - um marcante contraste com o alumínio, titânio e fibra de carbono das aeronaves.


É justamente perto do edifício que está localizado um enorme pátio da companhia área. Lá, no horário da manhã, é comum a presença de alguns aviões Boeing 747 passando por revisões de linha, após a chegada dos vôos intercontinentais e antes do prosseguimento da escala normal de vôos. Os enormes jumbos são examinados com rigor por equipes de mecânicos e supervisores, além de receberem cuidados extras de limpeza. A LUFTHANSA desenvolveu um sistema “verde” de lavagem externa das aeronaves, que praticamente elimina descargas de poluentes, além de reduzir de sobremaneira o consumo de água. Depois de passar por esse “tratamento de beleza”, cada jato é liberado para voltar aos terminais, pronto para entrar novamente na escala de vôo.


O principal hangar da empresa em Frankfurt é chamado de Hangar 5. Inaugurado em 1970 para acomodar os então novíssimos Boeing 747, a estrutura tem 230 metros de fachada e é capaz de abrigar simultaneamente seis enormes jumbos, além de outras aeronaves menores. Ao seu lado está localizado o “Airbus Halle”, um hangar dedicado à manutenção pesada dos jatos A340 e A330. É indisfarçável o orgulho que os funcionários da companhia aérea alemã têm pelo A340. O modelo foi construído em parceria estreita entre a Airbus e a LUFTHANSA, que é justamente a maior operadora do modelo em todo o mundo. A própria Airbus reconhece a importância da empresa alemã no desenvolvimento e definição final de vários sistemas da aeronave. Em seguida, existe o enorme galpão de manutenção de motores. O piso no local é tão imaculado que seria possível almoçar sentado no chão. É impressionante o zelo dos mecânicos alemães no trato dos enormes motores Pratt & Whitney, Rolls Royce, IAE, CFM e General Electric que equipam os aviões da frota alemã.


A companhia aérea está investindo muito dinheiro, cerca de €150 milhões, somente em um hangar na parte sul do aeroporto de Frankfurt, especialmente para receber e manter a frota de 15 Airbus A380 encomendados. Cada aeronave da frota vai gerar 400 empregos diretos. Será o maior hangar de manutenção da Europa, com capacidade simultânea para quatro aeronaves Airbus A380 ou seis Boeing 747. O novo jato inaugurou uma nova era no conforto aos passageiros.


Mas o complexo de Frankfurt, ainda guarda outra surpresa: a divisão responsável pelo treinamento em simuladores, a Lufthansa Flight Training (LFT), que opera nada menos que 34 simuladores de vôos de 20 tipos de aeronaves. São simuladores para os jatos Airbus A310/300-600, A319-100, A320-200 (2 unidades), A321-100, A330-300 Enhanced, A340-300 (2 unidades), A340-600, Boeing 737-300, B737-300/-400/-500, B747-200 B747-400 (3 unidades), B757-200/767-300ER, B767-300ER e MD-11/MD-11F. Há ainda centros de treinamento de vôo em Bremen, Berlim Zurique e Viena.


O centro de treinamento
Uma rápida visita pela escola para tripulantes da empresa, o Lufthansa Training Center, dá uma idéia da seriedade do trabalho da companhia aérea alemã. Lá, sob o mesmo teto, pilotos e comissários da companhia e de outras empresas de todo o mundo recebem o que há de melhor e mais avançado em treinamento. Serviço de bordo, simuladores de vôo, amerissagens, escapar de uma cabine cheia de fumaça ou aprender a forma mais graciosa de dobrar um guardanapo de linho: tudo isso é exaustivamente treinado no LTC. Os pilotos e comissários treinam em mock-ups de cabines, réplicas em escala natural do interior de aeronaves. No A320, se aprende os primeiros passos do padrão LUFTHANSA de serviço de bordo. No mock-up de um A340, situações de emergência, com ênfase nos procedimentos de coordenação de equipe, são ministrados e discutidos por tripulações com anos de experiência. Numa sala de ensino adjacente, voluntários fazem um curso de enologia, de maneira a conhecer melhor o fascinante mundo dos vinhos. O nível de detalhe é impressionante: os mock-ups apresentam os assentos reais usados nas três classes de serviço de todas as aeronaves da companhia aérea. Nesses mock-ups, tanto os treinamentos recorrentes dos tripulantes quanto novas turmas de formandos praticam a arte de bem servir. Mas não apenas: grande ênfase é dada ao treinamento de utilização de equipamentos de segurança e de simulações de emergências. Quase cinco andares acima de vários mock-ups estão seções transversais dianteiras completas das aeronaves em tamanho natural. O mock-up de um Boeing 747 repentinamente tem o nariz afundado, tremendo, simulando um pouso forçado. Em segundos, é possível ouvir os gritos de comando dos tripulantes coordenando a evacuação.


Serviços exclusivos
Um dos pontos mais surpreendentes é o exclusivíssimo First Class Terminal (FCT) da LUFTHANSA, localizado também no aeroporto de Frankfurt, dedicado somente aos passageiros da primeira classe, membros do Hon Circle, o nível mais alto do programa de fidelidade da companhia e, finalmente, aos clientes do Lufthansa Private Jet. O edifício foi projetado especialmente para esta função. Dessa maneira, nenhum detalhe foi esquecido, nenhuma necessidade comprometida. É de fato, um ambiente tão exclusivo que é absolutamente natural que os usuários esqueçam que estão num aeroporto. A atmosfera, os espaços, os serviços e o silêncio dão a impressão que se está num hotel-boutique luxuoso ou até mesmo num exclusivo spa. O ambiente já impressiona na chegada. No lobby, cada passageiro é recebido por um assistente pessoal que será seu “anjo” por toda a duração da estadia. Em seguida, o passageiro é acompanhado até o controle de passaporte/segurança. Após passar pelo procedimento de raio-x, ele entra numa verdadeira zona de conforto. Um espelho d’água domina o salão principal. São 1.200 m2 de área.


Elegantes poltronas e sofás de couro da B & B Italia estão posicionados em pontos estratégicos. Divisórias de vidro separam ainda mais os ambientes, permitindo um jogo de luzes surpreendente. Espalhados pelo lounge principal estão portas-revista com uma notável seleção de títulos, dispostos em estandes. Ao fundo um extenso bar, feito de mármore branco e aço escovado, oferece 84 tipos de uísques. Há ainda alguns bares-satélite, estrategicamente espalhados pelos diversos ambientes. Ao lado do bar, um restaurante completo. Mesas amplas para duas pessoas equipadas por confortáveis poltronas de couro, discretamente dispostas entre divisórias de mármore, delimitam um bufê de comida quente e fria. Além do bufê, há um cardápio a la carte, disponível por todo o horário de funcionamento da sala. Fato raro na Europa hoje em dia: há um “lounge para fumantes”. A zona é separada do resto do edifício por um diferencial de pressão. Dentro da sala, a pressão é ligeiramente mais baixa que no restante do edifício. Assim, quando as portas de correr são abertas, o ar da sala não escapa para o restante das instalações. Um detalhe que mostra que nada foi deixado de lado neste projeto. Neste lounge há também um pequeno bufê exclusivo.


O First Class Terminal apresenta ainda completos escritórios localizados em uma galeria de dois andares, garantindo discrição e silêncio. Essas unidades contam com portas de vidro que podem ser fechadas, mesa telefônica com conexão para notebooks e suplementos de escritório. Para quem quer apenas relaxar entre os vôos, o FCT possui uma ampla área de descanso, garantindo total silêncio e privacidade. Num espaço conjugado estão localizadas áreas de banho (na verdade um SPA), que são um show à parte, decoradas com limestone, mármore branco e detalhes em carvalho, contrastando com aço inoxidável e vidro. O box de chuveiro é enorme e permite longos banhos vaporizados, aumentando ainda mais o relaxamento. Se o passageiro preferir, pode ainda desfrutar de banheiras de hidromassagem, ofurô e uma banheira enorme, tendo por companhia um simpático patinho de borracha. “O patinho é um sucesso total” garante um funcionário da companhia aérea. Mas a maior surpresa ainda está por vir: o detalhe de como é feita a transferência dos passageiros (ou clientes, como prefere a LUFTHANSA) do FCT para as aeronaves: eles descem ao nível da pista por um elevador exclusivo e então embarcam em limusines Mercedes S-Class ou Porsche Cayenne. De lá são levados diretamente para as aeronaves. Detalhes como a placa dos automóveis (todas com as letras “LH”) deixam claro que nenhum detalhe foi esquecido. O enorme e luxuoso espaço custou US$ 190 milhões.


Se todas estas notáveis características do tratamento dispensado pela LUFTHANSA aos passageiros de primeira classe parecer pouco, a companhia criou uma maneira ainda mais exclusiva de viajar: os serviços LUFTHANSA PRIVATE JET (LPJ). Desde março de 2005, os passageiros da companhia aérea podem alugar jatos particulares e seguir para qualquer destino na Europa com o máximo de conforto. O Private Jet integra os serviços Premium da LUFTHANSA e foi criado para passageiros que querem chegar a destinos não operados regularmente pela companhia aérea ou desejam fazer a viagem de maneira exclusiva e com rapidez. Os jatos executivos partem dos centros de distribuição da companhia, Munique ou Frankfurt - ou de qualquer outra localidade servida pela LUFTHANSA ou SWISS - e seguem para mais de mil aeroportos em toda a Europa. Os procedimentos de imigração e alfândega são exclusivos, rápidos e os tempos de conexão, mínimos. Assim, um passageiro que parte do Brasil com destino a Nice, na França, pode fazer o trecho intercontinental a bordo das aeronaves LUFTHANSA, em Primeira Classe, Classe Executiva ou Classe Econômica, como preferir, desembarcar em Frankfurt e imediatamente embarcar em um jato com destino a Nice.


O passageiro voa com muito estilo. Pode escolher entre quatro modelos de jatos da frota da NetJets: Cessna Citation Excel, Cessna Citation Bravo ou Hawker 400XP, todos com capacidade para até sete pessoas. O modelo Falcon 2000EX tem capacidade para até 10 pessoas. Todos os aviões dispõem de conexão de dados, tomadas, telefones por satélite e Inflight Entertainment (sistema de áudio e CD ou DVD). Os jatos garantem um conjunto de vantagens únicas: privacidade, segurança e máxima flexibilidade nas viagens. O tratamento em terra é tão VIP quanto no ar. Os clientes LPJ contam com serviço de limusines Mercedes-Benz com motorista de e para os aeroportos. O cliente pode ser apanhado no local de sua preferência e levado diretamente ao jato privado. Depois do pouso, outra limusine estará esperando por ele, para levá-lo imediatamente ao local de destino desejado. Desfrutar destes privilégios custa menos do que se imagina.


O LPJ opera sob um sistema lógico de preço fixo, determinado pela distância voada, com todas as taxas e demais custos incluídos. Os preços dos vôos Lufthansa Private Jet são definidos por zonas tarifárias e incluem o pacote completo - avião e serviços. Por exemplo, um vôo de Munique para Malta a bordo de um Citation Bravo custa por volta de €22.000 (ida e volta). Os acompanhantes não pagam nenhum adicional, ou seja, o custo pode ser repartido entre as sete pessoas. Além disso, para cada vôo, todos os passageiros recebem um crédito de 10.000 milhas no programa de milhagem da empresa, o Miles and More. A reserva pode ser feita com antecedência de até 180 dias ou até 24 horas antes do horário de partida planejado. A viagem toda é coordenada por um gerente de eventos, ao mesmo tempo em que os passageiros dispõem de uma equipe especial de serviços durante 24 horas por dia. Catering e entretenimento a bordo são elaborados conforme as exigências individuais do passageiro, que também poderá usufruir das instalações First Class da LUFTHANSA, Swiss ou parceiros da companhia aérea alemã nos aeroportos.


Desde janeiro de 2000, a LUFTHANSA oferece o conceito de serviço de bordo “Connoisseurs on Board”, cujos vértices principais são os programas “Star Chefs” e “Vinothek Discoveries”. O programa “Star Chefs” coloca verdadeiros chefs de cozinha a bordo. Nos vôos intercontinentais que partem da Alemanha, oferecem aos passageiros da First e Business Class suas melhores receitas. A cada dois meses um novo chef é convidado a criar novos cardápios cheios de imaginação. Dentre os mestres que já assinaram os cardápios da empresa estão estrelas da cozinha mundial como Daniel Boulud (Nova York), Paul Bocuse (Lyon), Dieter Müller (Bergisch-Gladbach) e Frank Zlomke (Paarl, África do Sul). O interessante é que esses chefs são estimulados a criar pratos que vão ser servidos nas condições experimentadas a 39.000 pés. Assim, muitas reuniões são feitas entre os cozinheiros da LSG Sky Chefs, a empresa de catering da LUFTHANSA e os chefs de cozinha.


O processo apresenta grandes desafios. O maior é a necessidade de reproduzir essas receitas sofisticadas em escala industrial e prepará-las de maneira que possam apresentar suas características ideais horas depois de embarcadas. A cada ano, somente em vôos de longa distância, a LUFTHANSA oferece três milhões de litros de vinho das melhores procedências. Porém, um ótimo vinho em terra firme pode perder suas características quando servido à altitude de cruzeiro: a baixa umidade do ar dentro das aeronaves influencia o sabor e o buquê dos vinhos. Para cuidar desta e de outras questões referentes às cartas de vinhos servidos a bordo, a companhia aérea contratou Markus Del Monego, campeão mundial de sommeliers e Mestre do Vinho. A cada dois meses, ele escolhe uma nova seleção para os vôos. Ele viaja o mundo, exclusivamente para a LUFTHANSA, à procura dos tesouros que depois recomenda aos passageiros First e Business Class, no programa batizado “Vinothek Discoveries”. Os vinhos pré-selecionados são provados e comparados durante o vôo, de maneira a permitir uma avaliação sem surpresas. As provas são realizadas nos próprios copos que os passageiros utilizam - que foram desenhados sob supervisão de Del Monego. Somente as melhores cepas acabam por entrar para as cartas, inclusive da Alemanha. Como empresa aérea de um país com grande tradição vinícola, a LUFTHANSA não deixa de promover as jóias que vêm das cepas alemãs: a cada ano, 40 vinhos de 30 produtoras alemãs são oferecidos a bordo.


As subsidiárias
A empresa alemã possui mais de 400 subsidiárias e empresas associadas que oferecem serviços diversos. Entre as principais estão:
LUFTHANSA CARGO: empresa aérea cargueira e de logística.
LUFTHANSA CityLine: maior companhia aérea regional da Europa.
LUFTHANSA REGIONAL: empresa que opera várias companhias aéreas regionais na Alemanha.
LUFTHANSA ITALIA: empresa aérea que opera a partir do aeroporto de Malpensa (Milão) realizando vôos para outros destinos europeus.
EUROWINGS: companhia aérea regional que opera a Germanwings, companhia aérea de baixa tarifa. A LUFTHANSA possui 100% da Germanwings.
SWISS INTERNATIONAL AIR LINES: companhia aérea baseada em Zurique na Suíça e de total propriedade da LUFTHANSA.
SunExpress: baseada em Antalya na Turquia, é de propriedade da LUFTHANSA (50%) e Turkish Airlines (50%).
CONDOR: companhia aérea Charter que a LUFTHANSA é dona de 24.9%.
AIR DOLOMITI: companhia aérea baseada em Trieste na Itália e 100% de propriedade da empresa alemã.
LSG SKY CHEFS: maior empresa de serviço alimentício para o setor da aviação comercial, respondendo por cerca de 1/3 das alimentações servidas em todas as companhias aéreas do mundo. Em 2010 essa divisão produziu mais de 460 milhões de refeições.
LUFTHANSA FLIGHT TRAINING: empresa de treinamento de pilotos e comissários, inclusive prestando serviços para outras companhias aéreas. Essa divisão tem bases em Frankfurt, Berlim, Viena, Bremen, Munique e Zurique, operando 35 modernos simuladores.
LUFTHANSA TECHNIK: empresa de manutenção, reparo, operação, modificação, conservação, motores e outros recursos que atua nas aeronaves para linhas aéreas de passageiros.
LUFTHANSA COMMERCIAL HOLDING: empresa que atua no ramo financeiro.
DELVAG: empresa de seguro, especializada em transporte aéreo.


A LUFTHANSA possui ainda 15.85% das ações da companhia aérea americana JetBlue Airways; 14.4% da Luxair, companhia aérea de Luxemburgo; 100% da BMI, empresa aérea do Reino Unido; 100% da Austrian Airlines; e 45% da Brussels Airlines, companhia aérea belga.


O logotipo
O logotipo tradicional da LUFTHANSA representado por um Grou (uma grande ave voadora, citada em fábulas, poemas ou contos de fadas onde era mensageira de boa sorte e símbolo de longa vida) voando dentro de um círculo, foi criado em 1918, fazendo parte da imagem corporativa da Deutsche Luftreederei, primeira companhia aérea alemã. Ele foi criado pelo professor Otto Firle.


Em 1926 a LUFTHANSA adotou oficialmente este logotipo da Aero Lloyd AG, companhia aérea que havia se fundido com a DLR e posteriormente formado a LUFTHANSA. Ao longo dos anos o tradicional logotipo passou por pequenas atualizações adquirindo um visual moderno nos dias de hoje.


Dados corporativos
● Origem: Alemanha
● Fundação: 6 de janeiro de 1926
● Fundador: Fusão de duas companhias aéreas alemãs
● Sede mundial: Colônia, Alemanha
● Proprietário da marca: Deutsche Lufthansa AG
● Capital aberto: Sim
● Chairman & CEO:
Christoph Franz
● CEO: Carsten Spohr (companhia aérea)
● Faturamento: €27.3 bilhões (2010)
● Lucro: €1.13 bilhões (2010)
● Valor de mercado: €5.7 bilhões (agosto/2011)
● Hubs:
Frankfurt, Munique e Düsseldorf
● Programa de milhagem:
Miles & More
● Passageiros transportados: 91.157.000 (2010)
● Frota: 287 aviões (excluindo as subsidiárias)
● Destinos: 283
● Presença global: 105 países
● Presença no Brasil: Sim (2 vôos diários)
● Funcionários: 118.776
● Segmento: Aviação
● Principais produtos: Aviação comercial e cargueira
● Principais concorrentes: British Airways e Air France
● Ícones: Eficiência e pontualidade
● Slogan:
There’s no better way to fly.
● Website: www.lufthansa.com

A marca no mundo
A tradicional empresa alemã, que possuí mais de 118.000 funcionários de 146 nacionalidades diferentes, serve 283 destinos em aproximadamente 105 países ao redor do mundo. Em 2010, a companhia aérea e suas subsidiárias transportaram mais de 91 milhões de passageiros em aproximadamente 1 milhão de vôos, atingindo faturamento em torno de €27.3 bilhões. A LUFTHANSA encontra-se nos dias atuais entre as cinco maiores empresas aéreas do mundo em termos de tamanho, sendo a maior companhia aérea da Europa em termos de passageiros transportados. O grupo é também o único na Europa que possui quatro hubs - em Frankfurt, Munique e Düsseldorf, além de Zurique - este operado pela Swiss, cujo controle acionário é da companhia aérea alemã. A empresa é ainda a segunda maior companhia aérea cargueira do planeta, transportando mais de 1.8 milhões de toneladas anualmente para 500 destinos ao redor do mundo. A empresa possui seis divisões principais de negócios: Lufthansa German Airlines (Atendimento a passageiros), Lufthansa Cargo AG (Logística), Lufthansa Technics AG (Manutenção, reparos e revisões), LSG Lufthansa Service Holding AG (Catering) e Lufthansa Systems Group GmbH (Serviços de Informática).

Você sabia?
Diariamente a LUFTHANSA opera mais de 2.445 pousos e decolagens, transporta 209.500 passageiros e 4.6 mil toneladas de carga, serve 1.17 milhões de refeições e sua central atende aproximadamente 27.400 telefonemas.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 6/8/2011

Um comentário:

Rodrigo disse...

Ausgezeichnet!