28.7.06

LAMBORGHINI


Touros quase indomáveis estão soltos por aí. Atendem pelos nomes de Diablo, Gallardo, Murciélago, Reventón ou Huracán. São capazes de acelerar a mais de 300 km/h, em poucos segundos. Esses “touros” são as preciosidades fabricadas pela montadora italiana LAMBORGHINI, sinônimo de veículos superesportivos exclusivos e nervosos que cativam os amantes da velocidade. 

A história 
Tudo começou por causa de uma resposta grosseira e malcriada. O fabricante de tratores agrícolas, ar condicionado e calefação, Ferruccio Elio Arturo Lamborghini (foto abaixo), que durante a Segunda Guerra Mundial tinha sido o responsável pela manutenção dos veículos da Força Aérea Real Italiana, tinha uma Ferrari 250 GT Coupé 1958 que sofria de problemas crônicos de embreagem. Um dia, reclamou do defeito diretamente com o comendador Enzo Ferrari e foi destratado. “Você não entende nada de carros. Vá dirigir tratores!” ou “Você é apenas um agricultor. Vá andar de trator e não fale mal dos meus carros” teria respondido grosseiramente o fundador da Ferrari. Sentindo-se ofendido ele respondeu: “Eu criarei uma marca melhor que a sua!”. Ferruccio não se deu por vencido. Conta a história que ele consertou a Ferrari de uma vez por todas, usando uma embreagem de trator. Mais do que isso: resolveu fabricar automóveis superesportivos que não descem dores de cabeça e fossem mais dóceis com seus proprietários. Foi então que fundou, no dia 30 de outubro de 1963, a FERRUCCIO LAMBORGHINI AUTOMOBILI. Para sua vingança estar completa, montou sua nova empresa na cidade de Sant’Agata Bolognese, localizada à apenas 17 quilômetros de Modena, sede da montadora Ferrari, e próximo a Bolonha, sede da tradicional Maserati.


O primeiro protótipo da nova montadora foi o 350 GTV (Gran Turismo Veloce), que tinha um motor V12 de 3.5 litros e 360 cv, alcançava 280 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em apenas 6.7 segundos, que fez sua estreia no Salão do Automóvel de Turim. Em maio do ano seguinte, o modelo de produção, batizado de 350GT, foi revelado no Salão de Genebra. O carro vinha equipado com um motor V12 de 280 cv de potência, com suspensão independente, câmbio de 5 marchas e freios a disco. Ferruccio viu que, para chegar perto da concorrência, precisaria de algo ainda mais ousado. Em 1965 a fábrica construiu um interessante chassi, chamado de P400 que fez muito sucesso no Salão do Automóvel de Turim do mesmo ano. No inverno, Ferruccio encomendou ao estúdio Bertone uma carroceria para o modelo. Nascia, em 1966, um dos mais belos automóveis esportivos em todos os tempos: o MIURA P400, desenhado por Marcello Gandini e primeiro carro da marca a ter mais de 300 cavalos de potência. Miura era uma linhagem de touro, uma das grandes paixões do fundador da empresa, que pertencia ao fazendeiro Don Eduardo Miura, em Sevilha, na Espanha. A fama da LAMBORGHINI como fabricante de carros esportivos espetaculares começava a crescer e conquistar admiradores.


Em 1968, o modelo ISLERO, foi apresentado no Salão de Genebra, com chassi de alumínio, um motor V12 de 320 cv, suspensão independente e freios a disco. O visual surpreendente do modelo Espada (primeiro carro da montadora com capacidade para quatro pessoas) foi outra novidade do mercado apresentada pela LAMBORGHINI. Era baseado no protótipo Marzal do estúdio Bertone e combinava a aparência, desempenho e dirigibilidade de um esportivo com o conforto e luxo de uma perua. O Espada foi um dos carros mais bem sucedidos da LAMBORGHINI. Nos anos de 1970, o futuro era incerto para a LAMBORGHINI. Sua divisão de tratores fora vendida para a Fiat, e ao mesmo tempo, o mercado de automóveis superesportivos andava em baixa por causa das constantes crises do petróleo. Falida a empresa foi entregue a um grupo de investidores suíços, e Ferruccio viveu o resto de seus dias longe de problemas, em uma bela propriedade rural. Ele morreu aos 76 anos de idade no dia 20 de fevereiro de 1993. O modelo Countach, de 1974, foi a última criação da marca sob o domínio e comando de Ferruccio.


No ano de 1977, a montadora desbravava novos caminhos com a apresentação do protótipo Cheetah, primeiro utilitário-esportivo da marca. Em 1986, o LM002, sucessor do Cheetah, começou a ser produzido comercialmente, mas serviu apenas para fins militares. Foi produzido até 1993 e chegou a ter boas vendas nos Estados Unidos e no Oriente Médio, local para onde ele foi projetado originalmente. Os suíços que passaram a administrar a montadora italiana não demoraram a revender a empresa, em 1987, para o grupo americano Chrysler. A montadora começou então a preparar um motor para equipar carros de Fórmula 1. A estreia nesta competição automobilística ocorreu em 1989, mas nunca alcançou o sucesso esperado.


E foi neste tempo que nasceu o superesportivo DIABLO, no ano de 1990. Com um design surpreendente, o superesportivo, mais uma vez, vinha equipado com o motor 4.0 litros V12, chassi tubular, portas que abriam para cima (conhecidas como portas gaivota) e 375 cv de potência. Apesar do sucesso do novo modelo, a Chrysler também começou a viver dificuldades financeiras e, mais uma vez, a LAMBORGHINI teve que ser passada adiante, agora para um grupo da Indonésia, que no fim dos anos de 1990, se viu em meio a uma grave crise. Novamente parecia que o fim seria inevitável da marca italiana. Aí, aconteceu uma surpresa: a Audi (que atualmente pertence a Volkswagen) comprou a LAMBORGHINI em 1998 e salvou a montadora italiana da falência.


Inicialmente a montadora alemã seguiu produzindo e vendendo o Diablo, mas fazia tempo que a marca não lançava um novo automóvel. No Salão do Automóvel de Frankfurt em 2001, exatos 11 anos após a apresentação, o inesquecível modelo Diablo, enfim, ganhou um sucessor: o superesportivo Murciélago. A palavra significa “morcego” em espanhol, mas não tem nada a ver com mamíferos voadores. Murciélago era o nome de um touro tão nobre que, em 1879, foi poupado em uma tourada e transformado em reprodutor. Nos anos seguintes a montadora italiana lançou modelos exclusivos como o Gallardo, o Reventón e o Aventador, e continua criando superesportivos cobiçados por muitos, mas produzidos para poucos que podem pagar milhões de dólares por suas máquinas indomáveis. Um exemplo disto ocorreu em 2010, onde visto pela primeira vez no Salão de Paris, o Sesto Elemento, um super carro da LAMBORGHINI, tinha um motor 5.2 V10 de 570 cv que o levava de 0 a 100 km/h em apenas 2.7 segundos. O nome é uma referência ao número atômico do carbono, já que ele é todo coberto da fibra desse material. A produção foi limitada em 20 unidades somente para uso em pistas de corrida. Recentemente a marca anunciou que vai ingressar em um novo segmento: utilitários esportivos. O modelo URUS (foto abaixo), apresentado em 2012, deverá entrar em produção em 2018. O automóvel será o primeiro da marca a ostentar um motor turbo, V8 4.0, provavelmente fornecido pela Audi. O modelo deverá ser vendido a partir de US$ 200 mil nos Estados Unidos. A projeção é de que o modelo seja responsável por dobrar a produção da montadora e, consequentemente, também multiplicar por dois o volume de vendas no ano seguinte ao lançamento.


Além de fabricante, a LAMBORGHINI tem um lugar garantido entre as marcas de supercarros. Ao longo dos mais de 50 anos, a montadora italiana se firmou como uma das marcas mais desejadas e respeitadas da indústria automobilística, batendo de frente com a rival Ferrari. Até mesmo os fervorosos ferraristas concordam que há algo de mágico nos extraordinários bólidos produzidos pela LAMBORGHINI. Durante o processo de crescimento da empresa, a marca italiana deu ao mundo alguns dos carros mais velozes, modernos e icônicos.


A linha do tempo 
1966 
Lançamento do 400GT, sucessor do modelo 350GT (na verdade era apenas uma versão alargada), que tinha configuração 2+2 e era ainda mais esportivo. O modelo tinha motor 3.9 V12 e câmbio manual de cinco marchas.
Lançamento do MIURA, um superesportivo que tinha motor central, localizado atrás do motorista. A nova posição do motor permitia uma melhor distribuição de peso, algo essencial em um automóvel esportivo. O modelo possuía ainda um motor V12 de 350 cv e alcançava 290 km/h. Mesmo custando US$ 20 mil quando lançado, o esportivo foi um sucesso de vendas e teve 673 unidades produzidas entre 1966 e 1973 – um belo número naquele tempo em que a construção era artesanal. 
1970 
Lançamento do JARAMA, um dos veículos mais conservadores da montadora italiana. O desenho foi feito para tentar agradar ao mercado americano, principal destino do carro. Mais confortável que esportivo, virou o carro de uso de Ferruccio Lamborghini. 
1971 
Lançamento do MIURA SV (Super Veloce), uma versão mais “nervosa” do modelo original. Graças a modificações nos comandos de válvulas e carburadores, o carro tinha 390 cv, sendo capaz de chegar aos 100 km em 6.5 segundos, com máxima de 273 km/h. O modelo teve 150 unidades fabricadas, e deixou de ser produzido em 1973. 
1972 
Lançamento do URRACO, que permitiu à marca italiana ingressar no segmento dos pequenos supercarros. 
1974 
Lançamento do COUNTACH, um automóvel marcado pela irreverência das suas linhas (design extremamente angular e aerodinâmico), sendo o primeiro modelo da montadora italiana a incorporar o conhecido sistema de abertura das portas em tesoura (conhecidas popularmente como portas gaivotas). O modelo era dotado de um potente motor traseiro de 4.000cc e 12 cilindros em V. O carro foi produzido com estas características até 1988, ano em que o motor passou a ter 5.000cc. O nome do modelo vem do dialeto piemontês, região de origem do chefe da equipe de design do estúdio Bertone, criador do projeto. Quando ele viu o desenho do protótipo que mais tarde viria a se tornar realidade, ele simplesmente exclamou “Countach!”. Não existe tradução para isso. Foi como se ele tivesse dito algo como “Minha Nossa”. 
1990 
Lançamento do DIABLO, veículo mais rápido do mundo na época, capaz de chegar a uma velocidade final superior aos 321 km/h. Foi um sucesso de vendas com mais de 2.900 unidades produzidas. 
1996 
Lançamento do DIABLO SV, uma versão mais esportiva do famoso modelo, inspirada no lendário Miura SV. Os 525 cv de potência de seu motor levavam o carro de 0 a 100 km/h em apenas 4 segundos. 
2001 
Lançamento oficial do MURCIÉLAGO, com seu motor de 6.2 litros V12 de 571 cv de potência e tração integral. Esse lendário modelo teve sua produção interrompida em 2010, vendendo durante este período 4.099 unidades no mundo inteiro. O nome do modelo remete ao touro Murciélago, que entrou para a história não apenas por sua agressividade, mas também por sua extrema resistência. Diz uma lenda que Murciélago lutou com tanto vigor em uma tourada que, depois de receber 24 estocadas da espada do toureiro, continuava firme e bravo. Sua vida teria sido poupada a pedido da multidão extasiada com a performance taurina e ele teria passado o resto dos seus dias na fazenda de Don Miura. 
2003 
Lançamento do GALLARDO, equipado com motor V10 de 500 cv de potência. O automóvel era uma versão menor e mais barata do modelo Murciélago. O modelo foi o LAMBORGHINI mais vendido da história: em apenas dois anos, mais de três mil unidades foram comercializadas. Em suas primeiras quatro décadas de existência, a LAMBORGHINI tinha média de 200 veículos produzidos por ano. Com a chegada do Gallardo, este índice alcançou aproximadamente 2 mil unidades. Até 2013 foram comercializadas mais de 14.022 unidades do modelo em suas 30 versões. 
2006 
Lançamento do MIURA CONCEPT, uma interpretação moderna para um clássico da marca na década de 1960. 
Lançamento do GALLARDO SPYDER, um conversível baseado na versão cupê. Uma das novidades ficava por conta do teto, concebido em fibra de carbono, o que contribuía para sua leveza e permitia uma abertura e fechamento em apenas 20 segundos. A operação era feita de maneira eletrônica, acessada por meio de um botão no console central. 
2007 
Lançamento do REVENTÓN, o automóvel mais veloz e potente já produzido pela montadora italiana e inspirado no caça F22-Raptor. Custando €1.5 milhões, sua produção foi limitada à apenas 20 unidades equipadas com motor 6.5 litros V12 Central (650 cv). Reventón é o nome do famoso touro que matou o toureiro Félix Guzmán, em 1943. 
Lançamento do GALLARDO SUPERLEGGERA, uma versão mais rápida (“super ligeira“) do famoso modelo. Em relação ao GALLARDO normal, essa versão tem 10 cavalos a mais e pesa 100 quilos menos, o que permite que o bólido faça de 0 a 100 km/h em 3.8 segundos. O motor é um V10 de 530 cavalos. 
2011 
Lançamento do AVENTADOR, sucessor do modelo Murciélago. A nova máquina italiana era capaz de ir de 0-100 km/h em 2.9 segundos e atingir velocidade máxima de 350 km/h. Para alcançar tal desempenho o carro era equipado com motor 6.5 V12 que gerava 700 cavalos de potência. A montadora italiana afirma que o Aventador estava duas gerações à frente de qualquer carro esportivo a venda no mercado, usando suspensão inspirada em carros da Fórmula 1 e chassi em fibra de carbono. O nome do novo modelo é uma homenagem a um lendário touro da década de 1990, considerado o animal mais nervoso que já batalhou na Plaza de Toros de Zaragoza. Com 507 kg, ele entrou na arena em 1993 para duelar com o toureiro Emilio Muñoz, mas acabou morto. Por seu desempenho no combate, recebeu o prêmio de touro mais bravo do evento. Até o final de 2016 já tinham sido vendidas mais de 6.000 unidades do modelo, confirmando assim seu sucesso. 
2013 
Lançamento do VENENO, em comemoração aos 50 anos da marca. O modelo era até então o mais rápido já produzido pela marca e foi baseado no Aventador. De baixo do capô, uma supermáquina: motor V12 6.5 aspirado, com 760 cavalos de potência, um câmbio automático de 7 marchas capaz de alcançar 355 km/h e vai de 0 a 100 km/h em 2.8 segundos. O modelo, que custava 3 milhões, era uma edição limitada. Na verdade, para pouquíssimos: de acordo com a marca, apenas três unidades foram fabricadas. O nome surgiu de um touro famoso por matar um toureiro espanhol em 1914. 
2014 
Lançamento do HURACÁN, que trouxe uma nova tecnologia: chassis híbrido, feito de carbono e alumínio, o que deixa o carro 10% mais leve que seu antecessor (o modelo Gallardo) e com uma carroceria 50% mais rígida. O modelo utiliza um motor de 5.2 litros V10, tem potência 610 cv, acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3.2 segundos e alcança 200 km/h em 9.9 segundos. É possível conduzir o carro em três modos: Strada, Sport e Corsa que modificam o comportamento do bólido. A caixa de sete velocidades é automatizada de uma única embreagem. 
2016 
Apresentação do CENTENARIO, um superesportivo para comemorar 100 anos do fundador da marca. Equipado com um motor 6.5 V12 que entrega 770 cavalos de potência, se tornou o carro mais potente já produzido pela marca italiana. O que significa uma aceleração de 0 a 100 km/h feita em apenas 2.8 segundos e uma velocidade máxima de 350 km/h. O modelo terá apenas 40 unidades produzidas (20 cupês e 20 roadsters), todas já reservadas para interessados que pagaram a partir de US$ 1.9 milhões.


O museu do touro 
Inaugurado em 2001, o MUSEU LAMBORGHINI é um espaço que se destina a preservar as preciosidades da marca italiana, também conhecida pelo apelido de pela “Casa do Touro”, que nasceu para desafiar a Ferrari. Construído depois que a marca de superesportivos foi adquirida pela Audi, o museu fica localizado ao lado da fábrica, na pitoresca cidadezinha italiana, ou comune, como eles as chamam, de Sant’Agata Bolognese, na província de Bolonha, perto da mítica cidade de Modena, onde fica outra fabricante das mais famosas, a Ferrari. Uma curiosidade: esse pequeno triângulo entre Modena e Bologna é batizado de “Terra dei motori” (em português, Terra de motores).


Totalmente renovado em 2016, logo na entrada do museu, o visitante é recepcionado pelo ronco arrebatador dos modelos Aventador e Huracán rugindo pelo ambiente. No térreo, está exposto o primeiro veículo fabricado pela marca (depois dos tratores, claro): o 350GT, fabricado entre os anos de 1964 a 1966. O veículo para duas pessoas (2+1, na verdade, mas o espaço para o terceiro passageiro era praticamente inexistente) teve apenas 135 unidades produzidas. Outra estrela em exposição é o mítico Miura, carro que fez a fama da marca italiana pelos quatro cantos do planeta. Lá é possível também encontrar o superesportivo Diablo, o modelo P 140 com seu chassi de alumínio, o Sesto Elemento com carroceria de fibra de carbono, o Asterion (conceito híbrido), a picape LM 002 e o SUV conceito Urus, modelo que pode aparecer em sua versão final em 2018. Chama a atenção também uma parede onde são projetadas imagens que mostram as especificações de todos os modelos, além da história da marca, como uma linha do tempo.


Já no piso superior o visitante encontrará duas áreas distintas: uma com todos os principais carros da fabricante, como 400 GT, Countach, Diablo, Murciélago e Aventador, e outra dedicada ao automobilismo, que inclui modelos que disputaram (e disputam) a Super Trofeo Series como o Diablo GTR, Gallardo e Huracán. Há ainda o Lotus 102 com motor V12 usado na temporada de 1990 e 1991 da Fórmula 1. Na parte central, se destaca um conceito que faz a releitura do Miura e a única unidade roadster do Miura original existente no mundo. O museu ainda conta com simuladores para os visitantes se sentirem no controle de um Huracán. Outras curiosidades são os motores náuticos da empresa, que, nas palavras dela própria, serve para mostrar que a LAMBORGHINI consegue ser rápida também na água. O passeio termina em uma demonstração no Lamborghini Centre Stile, onde os designers pensam e desenham os futuros supercarros da marca italiana.


A origem do símbolo 
Ferruccio Lamborghini nasceu no dia 28 de abril de 1916. Era do signo de touro, daí usar o animal como símbolo de sua marca de carros esportivos. Outros contam que Ferruccio decidiu usar o touro como símbolo após visitar um rancho na Espanha onde eram criados touros de briga e se impressionar com os bichos. Mas esses não foram os únicos motivos. Ele queria simplesmente algo que confrontasse visualmente o cavalo rampante de Enzo Ferrari e o touro é um símbolo histórico de força e desempenho. O animal está presente, não somente, no logotipo da marca LAMBORGHINI, assim como batiza os modelos produzidos pela montadora desde a década de 1960, com o lançamento do MIURA. Depois vieram o DIABLO, MURCIÉLAGO, GALLARDO, AVENTADOR e HURACÁN, todos com o temperamento do animal bravio.


A evolução visual 
A identidade visual da marca italiana passou por algumas modificações no decorrer dos anos, mas sempre manteve o touro como símbolo central. O atual logotipo foi adotado no início da década de 1990.


Os slogans 
Follow your ears. 
Closer to the Road. (Mais perto da estrada)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 30 de outubro de 1963 
● Fundador: Ferruccio Lamborghini 
● Sede mundial: Sant’Agata Bolognese, Itália 
● Proprietário da marca: Automobili Lamborghini S.p.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Volkswagen AG
● CEO: Stefano Domenicali 
● Faturamento: €650 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Vendas globais: 3.457 unidades (2016) 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.300 
● Segmento: Automobilístico 
● Principais produtos: Automóveis superesportivos 
● Concorrentes diretos: Ferrari, Maserati, Pagani, McLaren, Koenigsegg, Bugatti, Lotus e Aston Martin 
● Ícones: O touro 
● Slogan: Follow your ears. 
● Website: www.lamborghini.com 

A marca no mundo 
A LAMBORGHINI comercializa sua limitada produção anual em mais de 80 países ao redor do mundo através de 135 exclusivas concessionárias. A marca tem seus maiores mercados nos Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Alemanha. Em 2016 a exclusiva marca italiana comercializou exatas 3.457 unidades, obtendo faturamento estimado de €650 milhões. A marca também possui a divisão Motori Marini Lamborghini, que produz potentes motores náuticos. Além disso, fatura ainda com licenciamento da marca LAMBORGHINI para produtos como miniaturas de carros, roupas, acessórios, malas, eletrônicos e até laptops e smartphones. 

Você sabia? 
Em dezembro de 2004 dois automóveis GALLARDO foram doados pela LAMBORGHINI para a polícia italiana como presente por seu 152º aniversário, devidamente personalizados com pintura especial e sirenes. Com seu motor V10 de 520 cv de potência a 7800rpm, vai de 0-100 km/h em 3.9 segundos, tendo uma velocidade máxima de 333 km/h. Este, com certeza, é o carro de polícia mais rápido do mundo. É atualmente usado pela Polícia Rodoviária Italiana em operações especiais que demandam um deslocamento mais rápido, como o transporte de órgãos para transplantes. 
A LAMBORGHINI, fabricante de alguns dos carros mais rápidos do mundo, está turbinando seus negócios no universo da moda. A grife Collezione Automobili Lamborghini, apresentada ao público no Milan Fashion Week, em 2016, é a grande aposta da marca para expandir seus negócios. A coleção possui desde modelos clássicos, até acessórios e ternos sob medida. Por enquanto, a marca pode ser encontrada apenas em lojas multimarcas na Europa, Rússia e em países da Europa Oriental. 
Em 2009, a marca italiana inaugurou sua primeira concessionária no Brasil, na Avenida Europa, no luxuoso bairro dos Jardins em São Paulo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Quatro Rodas, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/1/2017

6 comentários:

Daniel disse...

é apenas um pequeno comentario...
eu assitir um reportagem na discovery sobre o sr ferruccio lamborghini... ele comentou que ele comprou em ferrari... e a embreagem dela era muito dura...
então ele foi até a fábrica reclamar do problema...ao senhor henzo ferrari... que disse pra ele q aquilo era uma ferrari, que se ele não gostasse que comprasse outro carro.... foi então que ele resolveu criar o lamborghini....por causa de um defeito da ferrari...

Anônimo disse...

eu gostaria de velos na f1

Anônimo disse...

Na verdade o Enzo ele desdenhou de Ferrucio pq ele dirigia tratores e estava reclamando de seus carros e falou pra ele procurar outro então.

Anônimo disse...

Orra daniel... conta a historia direito...

Eles eram amigos... colecionadores de carros... certo dia Ferrucio comentou sobre a embreagem de um de seus carros. Sr. Ferrari disse que não aceitaria conselhos de um fabricante de tratores...

O resto topo mundo sabe... nasceu o sportivo com a melhor embreagem do mundo :)

Gustavo Yudi disse...

Vocês são bons meus parabéns,com um abraso http://japacarros.blogspot.com.br

Anônimo disse...

Como assim, montadora alemão, nunca foi na escola não mds: "Inicialmente a montadora ALEMÃ seguiu produzindo e vendendo o Diablo[...]" então tá, agora a lamborghini é uma montadora ALEMÃ, e o engraçado é que um pouco antes você escreveu "Aí, aconteceu uma surpresa: a Audi (que atualmente pertence a Volkswagen) comprou a LAMBORGHINI em 1998 e salvou a montadora ITALIANA da falência." sua informação foi muito útil ,aprendi que uma marca italiana chamada lamborghini na verdade é da Alemanha.

Octávio P. Martins