23.8.06

COLUMBIA TRISTAR PICTURES

Dos estúdios da COLUMBIA TRISTAR PICTURES já saíram obras-primas do cinema mundial e grandes sucessos de bilheterias. Afinal, quem não lembra dos divertidos Caça-Fantasmas, do popular Homem-Aranha, do romantismo em Lagoa Azul ou das intrigas e suspenses na trama de Código Da Vinci?
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A história
Considerado na época o mais pobre e menos importante dos grandes estúdios de Hollywood, sua história começou no mês de maio de 1919 na cidade de Los Angeles quando os irmãos Jack e Harry Cohn, com a ajuda de Joe Brandt, fundaram um estúdio com o nome de Cohn-Brandt-Cohn Film Sales. O primeiro filme produzido pelo estúdio foi “More To Be Pitied Than Scorned”, que estreou exatamente no dia 20 de agosto de 1922. O filme custou apenas US$ 20.000 e teve uma renda de US$ 130.000, dando um impulso inicial para o estúdio, que com um bom dinheiro em caixa financiaria outros dez filmes lucrativos em menos de dois anos. Depois de passar por uma reorganização, somente no ano de 1924 o estúdio passou a se chamar COLUMBIA PICTURES. Neste mesmo ano surgiu a figura elegante de Lady Columbia que sempre esteve presente ao longo da história de Hollywood. Nesta época o estúdio produzia filmes com orçamentos modestos, além de comédias, filmes esportivos, séries e desenhos.
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Em 1927 o diretor Frank Capra foi contratado pela COLUMBIA PICTURES, sendo de extrema importância na ascensão da produtora como um dos principais estúdios de Hollywood. Afinal, ele seria responsável por fazer quase todos os filmes para o estúdio até os anos quarenta. As primeiras produções em evidência foram “Submarine”, de 1928, um filme mudo com efeitos e trilha sonora, e “The Donovan Affair”, de 1929, dirigido por Frank Capra. Na década de 30, o estúdio ganhou enorme destaque quando assinou contrato com Os Três Patetas, e produziu seus dois primeiros filmes premiados com Oscar: “Aconteceu Naquela Noite” (It Happened One Night), de 1935, e “Do Mundo Nada se Leva” (You Can’t Take it With You), de 1939.
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Nesta década, Jean Arthur e Cary Grant eram as grandes estrelas do estúdio. Nos anos 40 surgiu Rita Hayworth, chamada carinhosamente de “Deusa” e a primeira grande estrela dos estúdios COLUMBIA PICTURES. O filme “Gilda”, lançado em 1946, foi considerado um dos maiores noirs de todos os tempos. Com o advento da televisão, a década de 50 trouxe consigo a diminuição das platéias de cinema. A COLUMBIA PICTURES reagiu realisticamente há ameaça que o surgimento da televisão fez pairar sobre a indústria cinematográfica: a resposta do estúdio surgiu na criação da produtora de televisão Screen Gems e na venda de velhos filmes para televisão, que servia para financiar suas produções cinematográficas.
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Com três filmes memoráveis como “A Um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity), “Sindicato dos Ladrões” (On the Waterfront) e “A Ponte do Rio Kwai” (Bridge on River Kwai), a COLUMBIA encerrou uma época de ouro para o cinema americano com grande sucesso. Cada vez mais abrangentes, os estúdios começaram a co-produzir e distribuir com freqüência produções independentes na década de 60. O filme “Lawrence da Arábia” (Lawrence of Arabia), dirigido por Sam Spiegel em 1962, é um exemplo de produção independente que trouxe sucesso e prestígio para o estúdio COLUMBIA PICTURES. Nos anos 70 os filmes “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (Close Encounters of The Third Kind) e “Kramer Vs. Kramer” consolidaram a empresa como produtora dos dois filmes mais rentáveis da década.
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A década seguinte tem início com a Coca-Cola comprando o estúdio em 1982 por US$ 750 milhões. Ainda neste ano, o estúdio se juntou à estação de televisão CBS e ao canal a cabo HBO para criar a produtora e distribuidora TriStar Pictures. Associada a grandes filmes como “Ghostbusters” (Os Caça-Fantasmas), “Karate Kid” e “Tootsie”, poucos lembram, por exemplo, que a COLUMBIA distribuiu nos anos 80 obras primas como “Taxi Driver”, de Martin Scorcese. No final desta década, em 1989, o estúdio foi comprado pela Sony Pictures, que pagou US$ 3.4 bilhões e teria seu nome mudado para COLUMBIA TRI-STAR PICTURES em 1998 depois da fusão com a TriStar.
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Na década seguinte, filmes como “Homens de Preto” (Men in Black), “Jerry Maguire”, “A Época da Inocência” (The Age of Innocence) e “Melhor É Impossível” (As Good as it Gets) deixaram sua marca e foram sucessos de público e crítica. Grandes épicos como “Uma Passagem para a Índia”, “O Último Imperador” e “Gandhi” fazem parte também da história do estúdio nesta época. Nova década, novo milênio. E também novos sucessos como “As Panteras” (Charlie’s Angels), “Final Fantasy”, o grande recordista de bilheteria “Homem-Aranha” (Spiderman) e o polêmico “Código Da Vinci”, baseado no best-seller do escritor Dan Brown. Esses filmes apenas confirmaram a capacidade do estúdio em produzir filmes que se tornariam um enorme sucesso de crítica e píblico.
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Os filmes
Apesar de ser considerado o menor estúdio entre os gigantes e tradicionais de Hollywood, e não possuir muitos filmes em seu portifólio, a COLUMBIA PICTURES produziu ao longo dos anos grandes sucessos de bilheterias:
● A Um Passo da Eternidade, 1953
● A Ponte do Rio Kwai, 1957
● Lawrence da Arábia, 1962
● Taxi Driver, 1976
● Kramer vs. Kramer, 1979
● A Lagoa Azul, 1980
● Tootsie, 1982
● Os Caça-Fantasmas, 1984
● Meu Primeiro Amor, 1991
● Questão de Honra, 1992
● A Jurada, 1996
● Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, 1997
● MIB – Homens de Preto, 1997
● O Colecionador de Ossos, 1999
● O Pequeno Stewart Little, 1999
● As Panteras, 2000
● O Patriota, 2000
● A Casa de Vidro, 2001
● Homem-Aranha, 2002
● Tudo Para Ficar Com Ele, 2002
● MIB II, 2002
● Stuart Little 2, 2002
● Carandiru, 2003
● Closer: Perto Demais, 2004
● A Janela Secreta, 2004
● Homem-Aranha 2, 2004
● Como Se Fosse a Primeira Vez, 2004
● Hellboy, 2004
● Hitch: Conselheiro Amoroso, 2005
● Dois Filhos de Francisco, 2005
● 007 Cassino Royale, 2006
● O Código da Vinci, 2006
● Á Procura da Felicidade, 2006
● Click, 2006
● Homem-Aranha 3, 2007
● 007 Quantum of Solace, 2008
● Anjos e demônios, 2009
● Julie & Julia, 2009
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A evolução visual
A tradicional “Senhora Columbia” (Lady Columbia), a personificação da América feminina, surgiu pela primeira vez em 1924 no logotipo do COLUMBIA PICTURES e foi inspirada por uma debutante num pôster de propaganda anti-Alemanha. Embora diversas atrizes tenham, ao longo dos anos, afirmado que serviram de modelo para o logotipo, a verdade é que nem o próprio estúdio tem registros disso. Ao longo do tempo o logotipo do estúdio passaria por algumas reformulações. No logotipo que aparecia no início do filme “Uma Noite Aconteceu” (1934), a “Senhora Columbia” surgia envolta em uma toga, segurando uma tocha e com a bandeira dos Estados Unidos à sua volta. Nesta versão, as letras do estúdio surgiam já esculpidas em maiúsculas, o fundo era negro e a senhora estava apenas de pé. Cinco anos mais tarde, uma nova versão do logotipo surgiu com o filme “Peço a Palavra” (1939): a “Senhora Columbia” surgia em cima de um pedestal, a sua figura era mais elegante, a bandeira norte-americana menos visível, nuvens substituíam o anterior fundo negro e continha apenas a palavra Columbia. A versão colorida do logotipo foi introduzida em 1943. Ao longo das décadas seguintes, o logotipo sofreu diversos retoques, mas nada que o alterasse significativamente. Em 1976 aconteceu a maior das alterações, com a “Senhora Columbia” desaparecendo por completo e substituída por um desenho dos raios da tocha. Em 1982, a Coca-Cola comprou o estúdio e sete anos depois a “Senhora Columbia” regressou como imagem da marca, mais curvilínea que nunca, havendo quem dissesse que a silhueta da senhora era semelhante a uma garrafa de Coca-Cola.
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No final da década de 80, com a compra do estúdio pela japonesa Sony, o logotipo regressou às origens, com uma imagem clássica, mas atualizada, sendo desenhada por Michael Deas em 1993. Como curiosidade, nesta versão o rosto final, embora baseado numa modelo norte-americana, é uma composição computadorizada. A última alteração ocorreu no ano de 2000, quando a empresa japonesa unificou as operações de seu outro estúdio, de menor porte, e o logotipo passou a conter o cavalo alado correndo, símbolo do estúdio TriStar.
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Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação: 1919
● Fundador: Jack Cohn, Harry Cohn e Joe Brandt
● Sede mundial:
Culver City, Califórnia
● Proprietário da marca: Sony Pictures Entertainment
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman:
Amy Pascal
● CEO & Presidente: Michael Lynton (Sony Pictures)
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Filmes:
+ 500
● Presença global: 120 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários:
2.000
● Segmento:
Estúdios de cinema
● Principais produtos:
Filmes, seriados para televisão e licenciamento de produtos
● Ícones: A “Senhora Columbia”
● Website:
www.sonypictures.com
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A marca no mundo
Atualmente a COLUMBIA PICTURES distribui seus filmes em mais de 120 países do mundo, além de arrecadar milhões de dólares com licenciamentos de personagens. Nos estúdios de Culver City, estado da Califórnia, nasce anualmente dezenas de produções, depois distribuídas em todo o mundo com o selo da COLUMBIA TRISTAR PICTURES. Além dos filmes realizados em suas próprias locações, o estúdio distribui também produções independentes que se beneficiam de sua estrutura para atingir mercados específicos.
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Você sabia?
Chamado de Poverty Row pelos inimigos, o estúdio abrigava Os Três Patetas (que fizeram mais de 190 filmes), as produções independentes de Stanley Kramer e as comédias para Judy Holliday.
Muitos dos filmes antigos do estúdio foram produzidos com um orçamento bastante restrito, fazendo com que a COLUMBIA PICTURES, em seu início, recebesse o apelido de “Corned Beef and Cabbage” (algo como “uma comida estranha”).
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 29/1/2010

Um comentário:

Liderança disse...

Espero que o estúdio recupere a sua Era de Ouro.
Desde 1982 não se vê um filme que possa ser digno de ganhar o Oscar.
As exceções são os filmes de ação, ficção, drama, comédia, animação que tem grande retorno financeiro e são aclamados pelo público.