25.3.10

CANSON


Graças à qualidade de seus papéis, variedade de cores, texturas, gramaturas, formatos e efeitos, a CANSON se tornou sinônimo mundial de papel destinado à expressão artística, às artes gráficas e ao desenho técnico. Não por menos, seus produtos foram aprovados por pintores e artistas como Monet, Miró, Picasso e Andy Warhol. O constante foco em investimento tecnológico e exigência de qualidade possibilitaram à CANSON ser líder mundial hoje em dia, convidando artistas, amadores e profissionais, para livremente expressarem sua criatividade em papéis de alta qualidade. 

A história 
A história da tradicional empresa começou no longínquo ano de 1557 quando Jacques Montgolfier, um fabricante de papel de Ambert, deixou a cidade de Auvergne para se estabelecer em Beaujolais. Era apenas o início da expansão geográfica desta família que, durante vários séculos, iria se tornar um ícone na produção de papel. Em 1692, seus filhos Michel e Raymond chegam a Vidalon enquanto a família Chelles, fabricantes de papel originários da Auvergne, se empenham na colagem do papel. Os dois apaixonam-se pelas filhas do dono da fábrica local e, duas semanas depois, casam-se com Françoise e Marguerite, aliança que enraíza a família Montgolfier em Vivarais. Passados quase um século, em 1777, Etienne Montgolfier criou o primeiro papel Vitela francês, onde as folhas eram fabricadas sobre uma tela de latão sem nenhuma aspereza, o que permitia obter um papel perfeitamente liso. Pouco depois, em 1780, Pedro Montgolfier decidiu substituir os mastros por cilindros desfibradores holandeses. Com a peça holandesa o papel passou da produção artesanal para a industrial, impulsionando a empresa para um crescimento vertiginoso.


Ao mesmo tempo nesta época, Joseph Montgolfier, irmão de Etienne e um prodígio inventor, realizou seu sonho de voar inserindo ar quente à um saco de papel, criando assim o primeiro balão de ar quente do mundo, o qual voou pela primeira vez no dia 19 de setembro de 1783 na cidade francesa de Versailles na presença do rei Luis XVI e da rainha Maria Antonieta. A partir deste momento, a marca estaria intimamente ligada ao balão, que acabaria, de forma estilizada, fazendo parte de seu logotipo. Estes importantes progressos proporcionaram à fábrica de Vidalon, o título de manufatura real, outorgada pelo rei Luís XVI em 1784, que podia ser considerado um certificado de qualidade e garantia. Quando terminou a revolução francesa, a família Montgolfier saiu do anonimato, mas com o falecimento de Etienne no ano de 1799, seu genro e sucessor, o político Barthélémy Barou de Canson, que se revelou um inovador de talentos, foi responsável por lançar a papelaria definitivamente na abertura industrial. Foi na coloração que ele empenhou suas forças e suas pesquisas, o que culminou com um novo procedimento que permitia fabricar papéis com cores resistentes às piores provas, exceto à alguns ácidos. Esta fraqueza se tornou também uma força: as doses de ácido necessárias para apagar a escrita faziam desaparecer a cor do papel. Portanto, estes novos papéis não podiam ser falsificados. Napoleão I atribui em 1809, uma patente de invenção ao seu criador e o papel de Vidalon passou a se chamar oficialmente papel CANSON. Foi também nesta época que a empresa passou a fabricar o papel para marcar e desenhar, uma verdadeira revolução no universo dos desenhistas e artistas gráficos. Além disso, Barthélémy renunciou às incríveis receitas à base de alho e de cola de peixe e conseguiu criar um papel vegetal a partir do cânhamo.


A partir de 1815 surgiu um projeto de se instalar uma máquina contínua de alto rendimento, a qual foi colocada em funcionamento em 1822. Seu filho Stevan de Canson, em 1826, adaptou nesta máquina as famosas caixas de aspiração, que, ao sugarem a água sob a tela metálica, melhoram o escoamento e dão mais resistência à folha em formação. Em 1827, os Canson patenteiam sua técnica de colagem na massa para tornar o papel menos absorvente e evitar que não funcionasse como um mata-borrão. Esta linha de conduta consistia em se adaptar as variadas técnicas de expressão artística e fabricar papéis específicos para diferentes usos, fazendo com que a marca ingressasse no mundo do desenho e da pintura.


Em 1865, foi concedida à CANSON uma patente por um sistema que simplificou, ao fazê-lo menos custoso, o processo de impressão de foto e melhorou a qualidade dos tons pretos. Essa invenção foi premiada na Exposição Internacional de Fotografia de 1892. No século XX, grandes alianças e incorporações abriram as portas da CANSON para a internacionalização, como por exemplo, em 1926 quando a empresa abriu uma filial na cidade de Nova York. Durante este período a marca se tornou a preferida de artistas, desenhistas e pintores, lançando, ano após ano, inúmeras novidades quando o assunto é papel. Em 1947 a empresa encontrou a solução para a conservação e o transporte dos papéis artísticos escolares com a criação da Pochette Canson®, uma prática pasta que continha uma dúzia de folhas de papéis artísticos.


Nos últimos anos a marca francesa lançou no mercado grandes novidades, como por exemplo, Vivaldi A4, uma linha de papéis especiais lisos, ideal para cartazes, maquetes, bordas para fotos e capas para trabalhos escolares; Vivaldi Wave, uma linha composta por 6 cores de papel micro-ondulado para projetos escolares, embalagens, sacolas, caixas, convites, capas para álbuns; e CANSON INFINITY, uma linha de papéis desenvolvida especificamente para impressões digitais e fotografias, que possui um tom branco único, além de uma textura singular, macia e aveludada. Em 2007, ao completar 450 anos, a CANSON foi adquirida pela francesa Hamelin, empresa que atua nos segmentos de cadernos, blocos, produtos de arquivo e outros. A marca recentemente ganhou uma mascote: o personagem CANSONINO, um estudante estilizado criado no Brasil, que promete manter a tradição dos papéis CANSON viva entre as novas gerações.


Atualmente a CANSON oferece papéis específicos para diferentes segmentos: Belas Artes (papéis para artes), Desenho Técnico (papéis específicos para desenhos técnicos), DFAP (papéis para Digital Fine Art & Photo), Linha Escolar (papéis artísticos escolares para alunos da educação infantil ao ensino médio) e SOHO (papéis especiais com texturas variadas, efeitos metálicos, fibras aparentes e muito mais). Devido à toda essa vasta e rica história, a marca CANSON passou a fazer parte do patrimônio artístico. Um exemplo disso foi a parceria firmada em 2010 com o tradicional museu do Louvre para o lançamento de suas coleções de artes gráficas. Afinal, grandes artistas como Henri Matisse fizeram suas obras em papéis CANSON. Além disso, nesse mesmo ano foi criado o Fundo Canson para a Arte em Papel (Le Fonds Canson®), cujo objetivo é promover e apoiar os artistas que trabalham com papel.


O museu 
Instalado na casa antiga dos irmãos Montgolfier, o museu Papeteries Canson & Montgolfier, inaugurado em 1987, apresenta aos visitantes documentos, artefatos e máquinas de fabricação de papel. As máquinas que marcaram a história da fabricação do papel são apresentadas em um sofisticado espaço com mais de 500 m². Apesar de antigas, essas máquinas estão em bom estado de conservação e funcionamento, o que permite ao visitante familiarizar-se desde a fabricação do papel até a tipografia. O museu também retrata a história do papel, da família Montgolfier e da CANSON. Também é possível ao visitante iniciar-se na fabricação manual do papel e de balões de ar quente, os montgolfières, em papel.


O marketing 
Para reforçar o posicionamento da CANSON, a empresa realiza um forte trabalho de comunicação e marketing como, por exemplo, a presença da marca em importantes feiras do setor papeleiro e artístico, participação de mostras internacionais de artes gráficas, campanhas publicitárias em revistas especializadas, além de visitar constantemente professores de desenho e pintura em universidades e escolas de artes. A marca está presente também em diversos eventos do mercado artístico e escolar, além de patrocinar um balão, o que é natural para uma marca que está relacionada a esta grande invenção. O balão da CANSON viaja através das principais concentrações internacionais, símbolo de sua tradição e modernidade que constitui os mesmos princípios da marca.


A evolução visual 
A história do logotipo da marca segue o mesmo conceito gráfico desde o século XVIII, quando o balão passou a fazer parte integrante de sua identidade visual. Este símbolo foi adotado em 1782. Somente em 1980, o logotipo atual foi introduzido. Mais recentemente, em 2007, o logotipo foi apenas atualizado, tendo como principal mudança as cores.


Os slogans 
Papiers d’inspiration depuis 1557. 
Release your creativity. 
Espaços livres de criatividade. (Brasil, antigo)


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1557 
● Fundador: Jacques Montgolfier 
● Sede mundial: Annonay, França 
● Proprietário da marca: Le Groupe Hamelin 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Eric Joan 
● Presidente: James Allery 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Papelaria 
● Principais produtos: Papéis para fotografia digital, desenho e impressão 
● Concorrentes diretos: Xerox, HP, Chamex, Riport e Copimax 
● Mascote: Cansonino 
● Slogan: Papiers d’inspiration depuis 1557. 
● Website: www.canson.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a CANSON possui filiais instaladas na Alemanha, Bélgica, Itália, Espanha, Austrália, Japão, Estados Unidos e Brasil, comercializando uma diversificada linha de produtos, incluindo papéis para desenho, pastel, aquarela, pintura a óleo, acrílica, artes gráficas, edição de arte, fotografia digital e impressão ink jet. Seus produtos são vendidos em mais de 100 países através de papelarias e lojas de materiais artísticos. 

Você sabia? 
A CANSON está na origem de muitas invenções do segmento tais como o papel vegetal (em 1807), papéis coloridos e papel fotográfico, e também na origem de técnicas de produção como as máquinas continuadas de papel (1822) e o enquadramento do papel diretamente no tanque. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 24/4/2014

Um comentário:

Diego Dii disse...

Gostaria de saber qual fonte usada no logo da canson.