23.6.11

CHRISTOFLE

Dizem que para saborear uma refeição perfeita a apresentação do prato é fundamental. Mas para a francesa CHRISTOFLE, centenária marca de artigos para mesa, isto vai muito além, passando pelos talheres de prata, objetos pela qual se tornou famosa mundialmente, toalhas, pratos de porcelana e copos de cristais, que tornam qualquer refeição em um banquete digno da realeza. Por isso seus produtos são presença certa nas mesas mais requintadas e nos estabelecimentos mais luxuosos e de maior prestígio no mundo.

A história
A tradicional empresa foi fundada em 1830 quando o joalheiro francês Charles Christofle assumiu o comando da pequena joalheria pertencente à família de sua mulher, que desde 1793 atuava nesse ramo. Rapidamente ele utilizou seu talento e consagrou sua marca por dominar a técnica de transformar prata em objetos primorosos, revolucionando a ourivesaria francesa ao inventar a técnica de dourar e pratear metais. Devido à qualidade de seus produtos a CHRISTOFLE se tornou fornecedora oficial da corte francesa em 1855. Símbolo do luxo e elegância, graças à prata, sua matéria prima, e à ousadia e inovação de seus designers, nos anos seguintes a CHRISTOFLE se firmou como uma marca prestigiosa no mundo inteiro, sendo presença constante nas principais cortes européias. Até 1880, a CHRISTOFLE fabricou, sobretudo, peças sob encomenda real e imperial, pautadas por movimentos artísticos como o naturalista e oriental. No inicio do século, a produção foi orientada pelas tendências do art déco.


A partir de 1935, a marca passou a produzir também peças em prata para os luxuosos restaurantes de primeira classe dos transatlânticos, viagens muito em voga na época. Na década de 80 a tradicional marca iniciou uma diversificação em sua linha de produtos com o lançamento de uma pequena coleção de jóias e relógios. Foi preciso um economista italiano descendente de franceses para moldar o destino de uma das mais tradicionais grifes de luxo do mundo. Em 1993, a empresa vivia uma de suas maiores crises: as vendas estavam em forte declínio, os produtos não tinham foco e a distribuição era totalmente deficiente.


Naquela altura, a única saída para que a marca voltasse a ser sinônimo de requinte seria conseguir dinheiro para investir e sangue novo para assumir o comando da empresa. Mas com um requisito importantíssimo: deveria entender a cultura e as raízes da marca. O milanês Maurizio Borletti, de apenas 25 anos, preenchia todas as expectativas. Era herdeiro de um conglomerado italiano que faturava milhões de dólares, era jovem e descendia do joalheiro Charles Christofle. Seu primo que comandava a CHRISTOFLE na época o convidou para trabalhar com ele. O jovem investiu US$ 12 milhões e se tornou presidente quatro meses após seu ingresso na empresa.


A escolha foi mais do que acertada. Além de colocar as finanças da empresa no azul, ele reinventou a tradicional grife e colocou-a novamente no mapa mundial do luxo. O executivo imprimiu um conceito de arte na mesa e aumentou a variedade de produtos. Antes, quem entrasse em uma das lojas da grife francesa encontraria apenas objetos de prata. Hoje, há copos e vasos de cristais, pratos de porcelana e toalhas finas. Não é difícil ver nomes como os estilistas Christian Lacroix e Christian Dior, o diretor de cinema Jean Cocteau e os designers Andrée Putman, Ora Ito e Karim Rashid assinando os produtos da marca nos dias de hoje. Com tanta opulência, se engana quem pensa que o glamour dos velhos tempos esvaiu-se com a automação industrial. Vasos e peças que exigem mais arte continuam a ser produzidas a mão. Nos ateliês de Saint Denis, em Paris, concentra-se a chamada alta ourivesaria da empresa, onde poucos artesãos moldam a classe e o refinamento que darão às peças.


Além das linhas de talheres, a marca possui outros elegantes produtos que fazem parte da linha especial para mesa. Acessórios como saleiros, abridores de garrafas, taças de vinho, bandejas com diversos designs, bules e jarras são algumas das peças criadas para levar o requinte às refeições. A CHRISTOFLE desenvolve ainda uma variedade de peças para decoração, como castiçais de mesa, estojos para charutos, vasos de flores com desenho exclusivo, candelabros e bules de prata com réchaud. Ao todo, a empresa conta com 98 coleções, assinadas por 22 diferentes designers, evidenciando um extenso leque de produção. Entre as coleções estão a linha de louças e bandejas Vertigo, da designer francesa Andrée Putman, e as linhas de talheres Urban e Ténéré, assinadas pelo australiano Adam D. Tihany e pelo francês Martin Szekely.


A evolução visual
A identidade visual da marca francesa passou por algumas alterações ao longo dos anos. Na última delas o símbolo sumiu e uma tipologia de letra foi adotada.


Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1830
● Fundador: Charles Christofle
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Borletti Group
● Capital aberto: Não
● Chairman & CEO: Maurizio Borletti
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Fábricas: 3
● Lojas: 75
● Presença global: 126 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 900
● Segmento: Utilidades domésticas
● Principais produtos:
Faqueiros e objetos de prata e cristais
● Website: www.christofle.com

A marca no mundo
Atualmente a CHRISTOFLE, que fabrica seus produtos em três fábricas localizadas na França e no Brasil (inaugurada em 1974), está presente em mais de 126 países através de 75 lojas próprias (chamadas de “Pavillon Christofle”) e com pontos-de-venda dentro de 500 lojas de departamento e lojas especializadas. Sua luxuosa linha de produtos engloba desde os tradicionais talheres de prata, passando por vasos e copos de cristal, louças de porcelana, até porta retratos de prata e toalhas finas. No Brasil a empresa inaugurou sua primeira loja em 1996 na cidade de São Paulo, primeiro ponto-de-venda da marca na América do Sul.

Você sabia?
Vendidos por preços que oscilam entre R$ 6.900 e R$ 45.000, os faqueiros da grife francesa têm lugar garantido nas listas de casamento da alta sociedade mundial.
A tradição em forjar peças únicas ultrapassa o convencional, beirando a arte. Exemplo disso são as obras da CHRISTOFLE como estátuas da fachada da Ópera de Paris e a carruagem do Papa Pio IX. Entre as diversas criações da marca francesa, uma peça ganhou fama por sua história inusitada: a taça Jules Rimet. Confeccionada a pedido da FIFA, em 1928, foi conquistada em definitivo pela seleção brasileira de futebol na Copa de 70, no México. A taça tornou-se mais conhecida ao ser roubada dos cofres da CBF e derretida em 1983.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 23/6/2011

5 comentários:

Carev2 disse...

Tenho acompanhado silenciosamente o seu trabalho aqui no blog.

Espero que você mantenha o ritmo por muito tempo.

Bom trabalho!

Tiburtino Lacerda disse...

Quando adolescente, nos anos 60, em Sr do Bonfim/Ba, encontrei, na Biblioteca Pública dessa cidade, um livro, capa dura, grosso, grande, com propagandas de lojas de departamentos francesas.Os impressos,de 1840- 1890 em preto e branco, com rústicos desenhos, em francês, me impressionaram, pelo aspecto primitivo dos produtos.Tenho ENORME curiosidade de voltar a ver esse livro, com meus olhos de homem maduro.

Acácia Azevedo Studio Pottery disse...

Muro bom seu blog,parabéns! Espero ver mais e mais postagens!!!!

Kênia Cintra disse...

Faço Design de Interiores e as clientes querem saber sobre uma marca, se realmente vale o que estão pagando...realmente fantástico seu blog, na minha área é muito importante saber para que minha cliente com segurança.Parabéns!Deus continue te abençoando!! Kênia Cintra

Selmateresarruda@gmail.com disse...

Rebeci uns troféus e fui pesquisar a marca, dai conheci um pouco a historia de vcs. As peças servem como para decoração. Vou ver o que faço com elas, minha curiosidade era era saber se era de prata ou estanho?