23.6.13

WILD TURKEY


Nunca, em hipótese alguma, chame o WILD TURKEY de uísque. Isto é a maior ofensa para este típico bourbon, cuja tradição está enraizada no estado do Kentucky. Tendo um peru selvagem como ícone e uma alta qualidade, o WILD TURKEY se tornou um símbolo do estado do Kentucky, presente em bares e o preferido de milhões de americanos que não abrem mão de beber um bourbon original.

A história
O Bourbon é o uísque americano de grãos, especialmente o milho, que teve origem no condado de Bourbon, no estado de Kentucky, nos finais do século XVIII. Tratava-se de um uísque único que representava o espírito genuíno dos Estados Unidos, graças à agressividade e firmeza dos seus aromas e sabores principais. No final do século XIX, mais precisamente no ano de 1869, os irmãos Ripy, James e John, de origem irlandesa, abriram uma pequena destilaria na cidade de Lawrenceburg, encravada no coração do estado do Kentucky. Esta família começou então uma longa tradição na produção de Bourbon, chegando a ser escolhida em uma lista de 400 produtores para representar o estado do Kentucky na Feira Mundial de 1893. As instalações atuais da destilaria foram construídas em 1905. Após passar por um período extremamente difícil durante a Lei Seca, que vigorou nos Estados Unidos até 1933, os irmãos retomaram a produção de bourbon após o fim da proibição.


A história da pequena destilaria começaria a mudar em 1940. Isto porque o nome peculiar e a marca surgiram depois que um executivo da destilaria chamado Thomas MCarthey começou a levar sua reserva pessoal de bourbon para a tradicional temporada de caça ao peru selvagem (Wild Turkey, em inglês) na região. A bebida fez tanto sucesso entre os caçadores, eles insistentemente pediam mais do “some of that wild turkey whiskey”, que ele decidiu produzir o bourbon e deu o nome de WILD TURKEY, em homenagem à caça típica da região. O WILD TURKEY era feito a base de milho, não continha corante e era envelhecido em barril de carvalho novo, o que proporcionava um sabor suave, puro e natural, com um leve toque de baunilha e caramelo, típico da marca. Esta versão original, com o passar do tempo, adotou o nome de WILD TURKEY 101 (50,5% de teor alcóolico).


Após ser vendida em 1952 para os irmãos Gould, a destilaria e seu famoso bourbon, já consolidado em grande parte dos estados americanos, iniciaram um tímido processo de internacionalização da marca, especialmente para mercados como Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido. Além disso, a marca começou a diversificação de seu portfólio com a criação de outros tipos de bourbons, como por exemplo, em 1976 quando criou um licor cuja base de preparação era o bourbon; em 1991 com o RARE BREED, um bourbon premium com 54.1% de teor alcoólico; em 1995 com o KENTUCKY SPIRIT, um bourbon envelhecido no mínimo 8.5 anos de um único barril; em 2006 com o AMERICAN HONEY, um licor que mistura o mais original bourbon americano com mel; e, em 2007, com o AMERICAN SPIRIT, um bourbon envelhecido 15 anos.


Depois de passar pelas mãos de vários proprietários, no dia 8 de abril de 2009 o Grupo Campari anunciou a aquisição, por US$ 575 milhões, da destilaria Austin Nichols, que pertencia à francesa Pernod Ricard desde a década de 1980. Com a maior aquisição de sua história, que incluiu também o licor American Honey, as instalações da destilaria localizadas em Kentucky e um estoque de produtos finalizados e de líquido envelhecido, a empresa italiana passou a ser proprietária da marca WILD TURKEY e, iniciou nos anos seguintes, uma expansão internacional mais acelerada do tradicional bourbon americano. Em 2013 a marca WILD TURKEY foi oficialmente lançada no mercado brasileiro.


Uma das mais recentes novidades da linha de produtos da marca, o WILD TURKEY 81 (40,5% de teor alcóolico), foi lançado no mercado em 2011 e desenvolvido depois de uma extensa pesquisa, inspirada no gosto dos apreciadores de bourbon. Para isso, o filho do mestre da destilaria que produz o WILD TURKEY, Eddie Russell, cujo pai está no cargo desde 1954, conversou com barmens, fez pesquisas junto aos fãs e consumidores, e criou um bourbon que atendesse as necessidades dos apreciadores de hoje em dia, tanto para quem gosta de toma-lo puro ou mistura-lo à drinques e coquetéis que conservem o sabor original da bebida. Depois de envelhecido em barris de carvalho americano das montanhas de Ozark, o WILD TURKEY 81 é engarrafado na tradicional destilaria em Lawrenceburg. Apresentando uma cor ouro escura, seu aroma, além das usuais notas amadeiradas dos bourbon, é mais seco e menos doce do que o habitual.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, mas sempre manteve sua forte identidade e principalmente o icônico peru selvagem como símbolo central.


Os slogans
Give’em the bird. (2011)
Champion of all things genuine.
Not the lastest thing. The genuine thing.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 1940
● Criador: Thomas MCarthey
● Sede mundial: Lawrenceburg, Kentucky
● Proprietário da marca: Davide Campari-Milano S.p.A.
● Capital aberto: Não
● CEO: Robert Kunze-Concewitz
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 75 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 250
● Segmento: Bebidas Alcoólicas
● Principais produtos: Bourbons
● Concorrentes diretos: Jim Beam, Maker’s Mark, Ancient Age e Jack Daniel’s
● Ícones: O peru selvagem
● Slogan: Give’em the bird.

A marca no mundo
Atualmente o WILD TURKEY, principal marca premium do autêntico uísque Kentucky Straight Bourbon, é comercializado em mais de 75 países ao redor do mundo, com forte presença no mercado americano, canadense, japonês e australiano. A marca também comercializa, em alguns mercados como na Oceania, o WILD TURKEY AND COLA, uma bebida pronta para beber que mistura bourbon e refrigerante de cola.

Você sabia?
Um editor da tradicional revista Whisky Magazine, escreveu certa vez que o WILD TURKEY 101 é “um Clint Eastwood dos uísques”.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 24/6/2013

2 comentários:

R.Gray disse...

Você saberia me informar onde consigo comprar o 101 aqui no Brasil?

Anônimo disse...

No walmart