12.9.17

AMERICAN TOURISTER


Com mais de 80 anos de uma rica história a American Tourister® tem um compromisso constante com o design, qualidade e acessibilidade quando o assunto é bagagem. Seja em viagens de trabalho, em família ou com os amigos a ampla linha de malas da American Tourister® está apta a atender qualquer necessidade, sempre com estilo e design de ponta. 

A história 
Tudo começou no ano de 1933 quando o imigrante polonês Sol Koffler resolveu aplicar suas economias para fundar uma empresa de malas de viagem, inicialmente batizada de American Luggage Works, na cidade de Providence, em Rhode Island. Sua ideia era produzir uma mala resistente que poderia ser vendida por apenas US$ 1. Embora sua primeira mala não tenha revolucionado o design de bagagem da época, Koffler tinha certeza de ter criado um produto significativamente mais durável que qualquer concorrente na mesma faixa de preço. A mala vendida por um dólar fez sucesso e, no primeiro ano de operação, a empresa vendeu 5.000 unidades. Como único funcionário, Koffler tratava de todos os aspectos da empresa. Pouco depois, a linha de produtos foi ampliada para incluir dois novos tamanhos, vendidos por dois e três dólares. Cada tamanho era produzido em duas cores, preto ou marrom.


O grande avanço da empresa ocorreu nesta época. Koffler adaptou um maquinário utilizado para fabricar caixas de rádio de madeira compensada. O novo equipamento permitiu que ele simplificasse significativamente o design da mala e ainda aumentasse sua durabilidade. O novo design era mais leve e redondo, mas ainda assim oferecia mais espaço do que outras malas. Outras características inovadoras, como revestimentos e bolsos com zíper, melhoraram ainda mais o produto, ajudando-o a se distinguir dos demais concorrentes. Para distinguir esta linha das anteriores, Koffler a batizou de American Tourister®. A nova linha de malas, lançada em 1938, foi um enorme sucesso e definiu um novo padrão para a indústria.


A linha de produtos foi ampliada novamente na década de 1940, com quatro cores, quatro estilos e oito tamanhos de malas. Em 1945, com o grande desenvolvimento das companhias aéreas e a necessidade de bagagens mais leves sendo cada vez maior, a American Tourister® introduziu a Hi-Taper, uma mala leve e com fácil organização que se tornou um enorme sucesso. Nesta época, apesar do rápido crescimento na década anterior, a American Luggage Works ainda era uma empresa regional. Com o objetivo de ampliar as vendas para todo território americano, Koffler decidiu divulgar a marca American Tourister® através de uma campanha publicitária, onde foram investidos US$ 12 mil. Nos anos de 1950 a empresa iniciou a experimentação de novos materiais para produzir a primeira mala de viagem moldada em plástico. Pouco depois, a empresa melhorou a composição química, resultando em uma estrutura que era praticamente indestrutível. Quando a empresa começou a receber histórias de bagagens da American Tourister® “sobrevivendo” a acidentes incríveis, Koffler os usou em propagandas para promover a durabilidade de suas malas. Uma dessas histórias contava que uma mala da American Tourister® caiu de um carro a 60 milhas por hora e foi atropelada por outro automóvel. Apesar de alguns arranhões na superfície externa, a mala não estava danificada.


As viagens internacionais dispararam na década de 1960 e a American Tourister® foi a primeira empresa a realizar o chamado “teste de voo” com suas malas, fornecendo a bagagem aos comissários de bordo da maioria das companhias aéreas. Era também uma forma de marketing para tornar a marca ainda mais popular. Já na década de 1970, a American Tourister® era uma das fabricantes mais populares de bagagens de preço médio do mercado americano. Em 1978, Koffler vendeu a American Luggage Works para a Hillenbrand Industries, um fabricante de móveis com sede em Indiana. A partir deste momento a empresa passaria a ter o mesmo nome de suas famosas malas. Nos anos de 1980 e 1990, a empresa continuou a desenvolver malas de viagem rígidas, ao mesmo tempo respondia à mudança dos hábitos de consumo que pedia malas de viagem em tecido – duráveis e resistentes.


Em 1993, a American Tourister® já era uma marca forte e bem estabelecida no segmento de malas de viagem, quando foi adquirida pela Samsonite, unindo assim as maiores marcas de malas de viagem do mundo. Nos anos seguintes, além de ampliar sua distribuição e ingressar em novos mercados mundiais, como por exemplo, a Índia em 2004, a American Tourister® diversificou sua linha de produtos com o lançamento de mochilas e até cases de notebooks. Já as bagagens de mão trouxeram segurança para os objetos mais sensíveis e frágeis, além de ágil locomoção e bom desempenho, facilitando a vida de quem viaja.


Atualmente a marca oferece uma completa e moderna linha de bagagens, incluindo a Curio (coleção cheia de energia, com temas em torno de padrões de onda circulares, perfeito para viajantes prontos para explorar o mundo, reconhecida por seu premiado design inovador), Summer Wave (garante muito mais estilo às viagens, graças ao desenho único com linhas onduladas e elegantes), Speed (mala de tecido ideal para as pessoas que gostam de mais organização na hora de viajar, uma vez que tem um lugar especial para cada artigo), Tropical (confeccionada em material colorido resistente e com um desenho diferenciado, as malas têm diversos bolsos internos e externos que garantem e separação perfeita da bagagem) e Niue (para quem gosta de combinar beleza, estilo, resistência e praticidade através de malas espaçosas, expansíveis e com rodinhas multidirecionais). A American Tourister® oferece ainda uma completa linha de bagagens baseada em personagens da Disney, já que a marca, desde 2012, é a mala oficial dos parques Walt Disney World Resort e Disneyland. Em 2017 a American Tourister® aterrissou oficialmente no Brasil. Com cores animadas, mais possibilidades de criação, com estampas diferentes, e um preço acessível, a marca americana tenta atrair um novo público, mais jovem e com espírito de aventura, que troca de mala com frequência por questão de moda, não necessariamente má qualidade.


Campanhas que fizeram história 
Mesmo nos dias de hoje, muitas marcas ainda não estão dispostas a ter a qualidade e resistência de seus produtos testadas na TV. Mas no início da década de 1970 era tudo o que a American Tourister® desejava para divulgar a extrema resistência de suas malas. Foi então que a agência de publicidade DDB resolveu criar uma campanha publicitária que se transformaria em uma das mais famosas e populares da história americana. Com uma pitada de bom-humor, eles sugeriram que as malas da American Tourister® suportariam até o peso e a força brutal de um gorila. Um dos primeiros comerciais da campanha, e talvez o mais popular, mostrava uma mala sendo colocada dentro da jaula de um gorila, que a atirava contra as grades, arrastava, batia e até subia em cima da bagagem. De forma criativa e bem-humorada o filme convidava os consumidores a comprarem a proteção das resistentes malas contra o manejo brutal por qual uma bagagem é submetida durante uma viagem. Enquanto isso o locutor assegurava aos espectadores que o produto poderia suportar os “maus tratos” de bruscos taxistas, carregadores e manipuladores de bagagens.


O popular filme da campanha, que durou mais de 15 anos e ajudou a consolidar a marca entre os consumidores americanos, pode ser visto clicando no ícone abaixo.

       

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. No final da década de 1960 ocorreu à primeira modificação com a apresentação de um logotipo nas cores vermelha, azul e branca com o formato das tradicionais etiquetas de identificação colocadas nas malas. No final da década de 1990, o tradicional logotipo foi modernizado, apresentando um novo design para a etiqueta e uma nova tipografia de letra. Mais recentemente esse logotipo passou apenas por atualizações.


Os slogans 
Trusted All Over The World. 
When Life Calls, Be Ready With American Tourister. 
Take On The World. (2013) 
Survive The World. (2011) 
The world is calling. (2011) 
Making travel less primitive. (1994)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1933 
● Fundador: Sol Koffler 
● Sede mundial: Warren, Rhode Island, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: American Tourister Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Samsonite International S.A.) 
● CEO: Ramesh Dungarmal Tainwala 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Acessórios de viagens 
● Principais produtos: Malas, frasqueiras e mochilas 
● Concorrentes diretos: Kipling, Skybag, Travelpro, Eagle Creek, Antler e Victorinox 
● Ícones: O logotipo em formato de etiqueta de mala 
● Slogan: Trusted All Over The World. 
● Website: www.americantourister.pt 

A marca no mundo 
Atualmente a American Tourister®, segunda marca de bagagens mais vendida do mundo (atrás somente da sua proprietária, a Samsonite) comercializa seus produtos em mais de 90 países. A marca ainda vende seus produtos em mais de 100 outlets próprios espalhados pelos Estados Unidos e alguns outros países. A marca oferece uma vasta gama de malas de viagem de qualidade superior com uma identidade jovem, divertida e colorida a um preço acessível. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/9/2017

5.9.17

KRUG


Não se deixe enganar pelo nome alemão, pois ela é uma legítima francesa. E com muita estirpe. Considerada a excelência do champanhe, a KRUG geração após geração se transformou no sinônimo do que é o blend perfeito da bebida cheia de borbulhas. Assim, seu champanhe, sempre com o mesmo estilo, conquistou especialistas do mundo inteiro devido ao seu caráter único e alcançou o status de lenda. E não por acaso, é comum ouvir uma legião de abastados fãs dizer: “Existe Krug. E há os outros champanhes”

A história 
Conta a história que Johann-Joseph Krug, um imigrante alemão da cidade de Mainz e filho de um açougueiro, aportou na região de Champagne em meados do século XIX. Ele começou trabalhando na Maison Jacquesson e, depois de sete anos, tornou-se sócio de Adolphe Jacquesson. Nesse período, apesar de ter sido contratado como contador, ele começou a testar o mercado e avaliar as críticas dos vendedores de vinhos e clientes, além de aprender a mistura de vinhos e o gosto do champanhe. Já em uma posição confortável na empresa, em 1841, casou-se com a cunhada de Adolphe, Emma-Anne Jaunay, e, um ano depois, deixou a Maison em Chalon-sur-Marne. Na pitoresca cidade de Reims, ele começou a trabalhar com Hipployte de Vivès e, em 1843, fundou a MAISON KRUG, para produzir um champanhe que se diferenciasse dos outros da região. Não interessava a ele lançar mais um bom rótulo entre os tantos encontrados na região. Queria fazer um champanhe sublime, de qualidade inquestionável, mantendo o mesmo padrão de um ano para outro. Com o objetivo de atingir essa meta, trabalhou com alguns produtores de champanhe para descobrir o segredo das borbulhas engarrafadas. Desde o início, ele era extremamente meticuloso com a assemblagem (nome dado à mistura clássica dos vinhos Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) que iriam compor seu champanhe, e diz-se que sua técnica única de identificar e juntar esses vinhos base foram passadas de geração para geração cuidadosamente e foi sempre um membro da família Krug o responsável por montar os blends de cada safra desde então, assim como determinar quando os champanhes deveriam ser lançados no mercado.


Primeiro dos champanhes criados pela Maison, o Krug Grande Cuvée respeitava a tradicional fórmula de combinar três tipos de vinho. Um trabalho artesanal, semelhante ao dos perfumistas, que mesclam diferentes aromas para obter um resultado sofisticado em um líquido único. Nos anos seguintes, Joseph Krug rompeu com a convenção para seguir sua visão e criar a expressão mais generosa de champanhe a cada ano, independentemente da imprevisibilidade climática. Como Joseph era fluente em francês, inglês e alemão, e falava um pouco de russo, ele colocou a Maison em posição de explorar os principais mercados estrangeiros. Com isso, foi conquistando aos poucos uma clientela fiel e abastada por diversos países, principalmente da Europa. Joseph morreu em 1866 e foi sucedido por seu filho, Paul Krug. Na década de 1880, o prestígio dos champanhes KRUG foi reconhecido no Reino Unido, então o principal mercado no exterior do champanhe. A Maison passou por um difícil período durante a Primeira Guerra Mundial, já que a cidade de Reims foi severamente bombardeada. Após o conflito, a empresa se recuperou lentamente. Apesar disso, foi nesta década que foram criadas as safras KRUG de 1926 e 1928, que foram consideradas pelos críticos como os melhores champanhes.


Na década de 1970, a empresa foi vendida ao grupo Rémy-Martin, tradicional produtor de conhaques, mas membros da família Krug continuaram comandando o processo de produção. Apesar de hoje em dia a totalidade da produção da marca mal chegar a 0,2% da produção total de champanhe francês, ela está no topo de qualidade da região. E, dentro desse topo, há uma verdadeira joia rara: o Krug Clos de Mesnil, elaborado somente com uvas Chardonnay de um pequeno vinhedo (que dá nome ao champanhe). O vinhedo está localizado no pequeno povoado de Mesnil-sur-Oger, aninhado em um microclima favorável em uma suave inclinação face sudoeste. Foi comprado por Henri e Rémi Krug em 1971, como parte de seis hectares de vinhedos. Quando visitaram a propriedade, perceberam a existência dessa pequena gleba em particular, de 1.85 hectares, que datava de 1698, como atestava uma placa em um de seus muros. Durante oito anos, eles replantaram o vinhedo e, ao provar o vinho produzido em 1979, no lugar de utilizá-lo para fazer suas mesclas habituais, decidiram engarrafá-lo assim mesmo. Nascia um novo ícone do moderno champanhe. Os irmãos foram grandes responsáveis por dar à KRUG o status e prestígio que a marca goza hoje em dia.


Em 1983, mesmo contrariando as ordens do pai, Paul Krug, seus filhos Henri e Rémi resolveram produzir um champanhe rosé e, depois de pronto, apresentaram ao genitor durante um jantar, sem identificar a garrafa. Paul teria ficado tão espantado com a qualidade que teria afirmado que outra Maison estava imitando o estilo KRUG, mas em formato de rosé. Era o surgimento do champanhe KRUG ROSÉ. Na década de 1990 a Maison continuou lançando produtos que “violam” suas próprias regras de blending, com o surgimento em 1995 do Krug Clos d’Ambonnay, um Blanc de Noirs 100% Pinot Noir de um pequeno vinhedo de 0,685 hectares no sudeste da Montanha de Reims, adquirido em 1984. Para atingir a maturação ideal, 3.000 garrafas do blanc de noirs permaneceram na cave da Maison descansando por catorze anos. Elas só começaram a ser comercializadas em 2009. Clos é o nome que os franceses dão para os vinhedos “murados”, ou seja, pequeníssimas parcelas. O mais raro entre todos os champanhes KRUG imediatamente confirmou sua personalidade, como um manto em ouro brilhante, elevado por um splash de cobre.


Mesmo quando o conglomerado de luxo LVMH assumiu o controle da empresa em 1999, o modo de produzir o champanhe continuou, com a família Krug pertencendo ao grupo que forma o comitê que determina a assemblagem, o envelhecimento e a data de lançamento. A única coisa que mudou foi o investimento em marketing e o poder de distribuição, que fizeram os fenomenais champanhes da KRUG chegaram aos mais sofisticados mercados mundiais. E, para ser ainda mais exclusivista, a KRUG guarda em suas adegas em Reims algumas garrafas de safras espetaculares para serem lançadas muitos anos mais tarde. A isso eles dão o nome de Krug Collection, criada na década de 1980. Estas garrafas só são colocadas no mercado depois de membros da família terem provado seu sabor e chegado ao consenso de que elas estão prontas para o consumo.


Para qualquer conhecedor de champanhe, KRUG é um nome mítico. Outras marcas certamente possuem mais “lendas”. Algumas ganharam fama por serem preferidas por reis e rainhas ou outras celebridades mundo afora. A KRUG também esteve em diversas mesas de monarcas e festas glamorosas de artistas e milionários (como a família real inglesa, nas recepções do ex-presidente francês François Mitterrand e de Coco Chanel), no entanto, boa parte de sua notoriedade se deve ao seu champanhe agradar especialistas. Por isso, com rótulos muito disputados, garrafas chegam a custar mais de US$ 10 mil.


As obras de arte 
Atualmente a KRUG oferece uma coleção limitada dos melhores champanhes do planeta: 
Krug Grand Cuvée 
Considerado a razão de ser da histórica marca, é o primeiro cuvée de prestige recriado todos os anos desde 1843. Sua melhor definição é plenitude e elegância. Elaborado com um extraordinário assemblage de aproximadamente 120 vinhos de dez diferentes safras, alguns dos quais podendo atingir 15 anos de idade. No Grand Cuvée, as partes de uvas Pinot Noir e Pinot Meunier são mais relevantes do que as de Chardonnay. 
Krug Rosé 
É vibrante e provocativo, tem o mesmo espírito criativo da Krug Grande Cuvée. Elaborado com uma seleção de vinhos, incluindo um da uva Pinot Noir fermentado com a casca. É envelhecido por 5 anos e pode ser guardado por muito mais tempo. 
Krug Vintage 
Elaborada como uma interpretação única do caráter de um ano excepcional. É uma combinação dos vinhos do ano, a partir de muitos terrenos diferentes, com Chardonnays e presença significativa de vinhos de uvas tintas (Pinot Noirs e Meuniers) selecionadas a partir de uma grande variedade de vilas. 
Krug Collection  
Representa as últimas garrafas disponíveis de uma safra excepcional do passado, cuidadosamente armazenadas nas adegas da Maison em Reims, depois relançadas em comemoração à lendária longevidade do champanhe da marca. 
Krug Clos du Mesnil e Krug Clos d’Ambonnay 
São as únicas exceções à regra KRUG de assemblagem, pois, cada uma é elaborada com uma única variedade de uvas, de um ano único, e de um único vinhedo.


Um espaço exclusivo 
A Krug Ambassade é um espaço exclusivo para apreciar o champanhe KRUG, com atendimento, cardápio e harmonização única dentro de 60 sofisticados restaurantes, localizados em mais de 20 países. No Brasil, o premiado restaurante que possui esse espaço é o japonês Kinoshita, em São Paulo.


A produção 
Há seis gerações, a família Krug tem feito um produto sempre igual. A cada ano, o blend utiliza aproximadamente 50 vinhos das três variedades permitidas na região de Champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) de seis a 10 safras diferentes, de 20 a 25 vinhedos. A primeira fermentação se dá em pequenos barris de carvalho de 205 litros (diz-se que é a única Maison que faz esse processo) e o envelhecimento em garrafa segue por longos seis anos, geralmente. Tudo isso para, a cada ano, seu champanhe ser lançado sempre com o mesmo estilo que o fundador criou: uma cor dourada, um buquê extravagante e textura quase cremosa, com fruta madura, notas tostadas e de avelãs e um final de grande frescor. A KRUG afirma que não há fórmula para compor o blend de seus champanhes, pois nunca haverá duas colheitas iguais. Conta que a mistura é feita com base em um “banco de memória” cuja missão é recriar ano a ano o sabor inimitável criado pelo fundador da marca.


Descubra a história de cada garrafa 
Apesar de clássica e histórica, a KRUG tem utilizado a tecnologia para contar sua história e a de seus excepcionais champanhes. Para isso, lançou um aplicativo batizado de KRUG ID. Para começar a usufruir do aplicativo, o usuário deve criar um perfil. Cada garrafa da KRUG tem um código ID único (de seis dígitos) acima do código de barras. É ele que deve ser fotografado para revelar a história por trás daquela garrafa, como por exemplo, a safra, o trimestre em que a garrafa deixou as adegas da Maison, os desafios da colheita, recomendações para armazenamento, entre outras informações. Ainda é possível receber sugestões de pratos que harmonizam com o champanhe e dicas de listas de músicas para ouvir enquanto se saboreia uma taça.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo dos anos.


Os slogans 
Unlock your treasures. 
For most Krug will remain out of reach. 
There is champagne and then there is Krug. 
C’è lo champagne, e c’è Krug.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 1843 
● Fundador: Joseph Krug 
● Sede mundial: Reims, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Margareth Henriquez 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Champanhes de luxo 
● Concorrentes diretos: Louis Roederer Cristal, Dom Pérignon, Perrier-Jouët, Piper-Heidsieck, Bollinger e Taittinger 
● Slogan: Unlock your treasures. 
● Website: www.krug.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a KRUG comercializa seus exclusivos e caros champanhes em 60 países ao redor do mundo. Entre as mais célebres Maisons produtoras de champanhe, a KRUG é uma das menores. Seu tamanho está em proporção diametralmente oposta à qualidade da bebida que elabora, em torno de 500.000 garrafas por ano (80% das quais para exportação). Além das vendas na própria França (20% da produção), a KRUG é um símbolo de excelência e prestígio em países como Itália, Alemanha, Austrália e na região da Califórnia. Apesar de possuir apenas 20 hectares próprios de vinhedos (em Ambonnay, Aÿ, Le Mesnil e Trépail), a Maison mantém contratos longuíssimos com fornecedores de alta qualidade. Hoje em dia aproximadamente 100 viticultores trabalham com a Maison, fornecendo 65% a 70% das uvas. Hoje em dia, Olivier Krug, 6ª geração da família fundadora, assessora o comando da prestigiosa produtora de champanhe. 

Você sabia? 
Da cave na Rue Coquebert, no centro da cidade de Reims, saem champanhes superlativos, encantadores e, particularmente, caros. O mais simples, se é possível empregar essa denominação em um KRUG, tem preço idêntico ao das linhas tops da maioria dos concorrentes, entre eles o Dom Pérignon e o La Grande Dame, da Veuve Clicquot, aliás, grifes que, como a marca, pertencem ao conglomerado de luxo LVMH. 
Durante a Primeira Guerra Mundial, a pitoresca cidade de Reims sofreu 1.151 dias de bombardeios e nenhuma família foi poupada desta trágica devastação. Nesta época, os ancestrais de Olivier Krug abriram as portas das adegas às famílias da cidade, oferecendo abrigo seguro. 
Enquanto outras vinícolas usam vinhos recentes, na KRUG as idades podem ser superiores à 50 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Veja, Época Negócios, Isto é Dinheiro e Adega), jornais (Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/9/2017