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12.1.17

FRED PERRY


Mais de seis décadas foram construídas sobre uma história única em sportswear e streetwear, mesclando a herança britânica com o design contemporâneo. O espírito da marca inglesa FRED PERRY, que inspirou gerações de pessoas ao longo do tempo, permanece em cada uma de suas coleções. Ícone da moda street fashion, isso pode ser constatado pelas várias personalidades que se declaram admiradoras da marca, como a modelo Kate Moss, a banda Blur e os irmãos Gallagher do Oasis. 

A história 
Frederick John Perry (imagem abaixo), filho de operários, nasceu em 1909 na cidade de Stockport, próxima à Manchester, no norte industrial inglês. O garoto de origem humilde desafiou a aristocracia britânica, primeiro ao se sagrar campeão mundial de tênis de mesa aos 19 anos e depois ao se tornar um jogador de tênis, conquistando torneios importantes como o US Open, o Australian Open, o Roland Garros e principalmente Wimbledon, cujo primeiro título foi conquistado em 1934. O sucesso no tênis nos anos seguintes fez de Fred Perry uma estrela, indo parar na capa da tradicional revista Time. Seu tino para os negócios começou em 1941, quando Perry foi abordado pelo jogador de futebol austríaco Tibby Wegner, que tinha inventado um acessório atoalhado e antitranspirante para ser usado ao redor do pulso. Foi então que Perry, utilizando toda a sua experiência como tenista, fez algumas alterações no produto (utilizou um material mais leve, macio e mais absorvente) e inventou o primeiro sweatband (aquela munhequeira utilizada para enxugar o suor do rosto ou evitar que o suor escorresse para a raquete).


A ideia rapidamente se tornou um enorme sucesso entre os tenistas e, em 1952, utilizando sua popularidade ele fundou, juntamente com Tibby Wegner, a FRED PERRY SPORTSWEAR e criou a primeira camisa pólo da marca. A camisa pólo, branca com dois botões na frente, Twin Tipped (risca dupla), e que era feita de algodão foi lançada no tonteio de Wimbledon e se tornou um sucesso entre os tenistas. Facilmente reconhecível pelo logotipo de Coroa de Louros no lado esquerdo do peito, que foi baseado no antigo símbolo que decorava as medalhas dos ganhadores de Wimbledon, torneio no qual Fred brilhou durante anos (ele venceu três vezes consecutivamente). A camisa, chamada por Fred de “the shirt that fits” (algo como “a camisa que veste”), tinha um diferencial: o logotipo de Coroa de Louros bordado, ao contrário de sua principal concorrente, a francesa Lacoste, que colava o logotipo de crocodilo.


Inicialmente a FRED PERRY fazia roupas para tenistas. Isso lhe conferiu o status de marca de elite. Por isso, no final da década de 1950, o corte simples e limpo de sua camisa pólo foi adotado pelo incipiente movimento Mod e, em pouco tempo, tornou-se uma peça básica para numerosas tribos jovens, desde rude boys, punks à Brit pop. Com isso, os jovens exigiram mais cores além da tradicional branca e assim uma nova paleta de cores foi lançada no mercado. Além disso, outros produtos para atender a demanda dos novos jovens consumidores foram lançados, como por exemplo, calçados (1957). Entre as décadas de 1960 e 1970, a camisa pólo da marca se tornou uma febre entre os jovens britânicos, desde os skinheads aos adeptos do movimento northern soul. Com isso, a FRED PERRY ficou muito associada com a cultura de rua inglesa e com os diferentes gêneros de música inglesa também.


Na década de 1990, adotou uma estratégia para divulgar sua marca ao dar roupas para famosas bandas usarem, cativando assim ainda mais seu público e conquistando muitos fãs internacionais. Com a morte de Fred Perry em 1995, os herdeiros venderam a marca para a empresa japonesa Hit Union. Depois de um período de ostracismo, a marca voltou a ganhar notoriedade ao patrocinar o tenista britânico Andy Murray (até novembro de 2009). O ressurgimento da marca também veio com o estilista Raf Simons, que adaptou e modernizou a FRED PERRY, mas sem perder seu lado clássico. Em 2012 a marca FRED PERRY celebrou 60 anos de vida. Para celebrar esta data, a tradicional camisa pólo de 1952 foi reproduzida a partir do arquivo de imagens e ilustrações e lançada em seis cores (branco, bege, castanho, azul-glaciar, old navy e preto). A coleção incluía também dois calçados comemorativos. Em 2013, conhecida por criar o lifestyle londrino em roupas e acessórios, a marca inaugurou sua primeira loja no Brasil, localizada no luxuoso Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.


Hoje a gama de produtos da marca, que tem exercido bastante influência e apresentou alguns dos estilos mais emblemáticos do século passado, que continuam a ser relevantes, é bem vasta com um mix completo e com linhas diferentes criadas por designers e estilistas convidados como Richard Nicoll e Emma Cook. Apesar de ter nascida intrinsecamente vinculada ao tênis, a marca FRED PERRY hoje está também associada ao ciclismo, incluindo o campeão olímpico Bradley Wiggins, e principalmente à música, tendo lançado coleções em parceria com a saudosa Amy Winehouse, Peter Blake e a banda No Doubt. Com uma herança puramente esportiva, a FRED PERRY alcançou uma liderança quase inigualável como marca underground, com peças de roupas imediatamente reconhecidas. Ao longo da história, a marca sempre se manteve fiel a sua autenticidade, integridade e atitude.


A evolução visual 
A ideia original era usar um cachimbo como logotipo. Um plano abandonado diante da óbvia disparidade com a imagem de saúde no esporte. E aí sim surgiu a emblemática Coroa de Louros como ícone da marca, que se mantém ainda hoje como um símbolo de excelência e homenagem a um homem que cresceu humilde e conquistou o torneio de Wimbledon três vezes. Este logotipo passou por pequenas alterações ao longo dos anos, mais precisamente na tipografia de letra.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1952 
● Fundador: Frederick Perry e Tibby Wegner 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Fred Perry Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Hit Union Co. Ltd.) 
● Presidente: John Flynn 
● Faturamento: £120 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 141 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 400 
● Segmento: Moda casual 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Lacoste, Gant, Ralph Lauren, Tommy HilfigerLa Martina e Gola 
● Ícones: O logotipo de Coroa de Louros 
● Slogan: The mark of excellence. 
● Website: www.fredperry.com 

A marca no mundo 
Atualmente a FRED PERRY vende roupas, calçados e acessórios para homens, mulheres e crianças em mais de 50 países ao redor do mundo. Seus produtos são comercializados através da internet, lojas multimarcas, lojas de departamento e mais de 140 lojas próprias em 30 países. 

Você sabia? 
A Coroa de Louros é o principal símbolo de reconhecimento da marca. Hoje em dia são necessários apenas 94 segundos para bordar mais de 60 anos de uma rica história em suas camisas pólos. 
É bastante provável que muitos clientes da grife sequer saibam de sua ligação com as quadras de grama do All England Club, palco do mais tradicional e antigo torneio da história moderna do tênis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/1/2017

22.10.15

HUNTER


De frequentadores de festivais à agricultores, entusiastas de acampamento, membros da realeza e fazendeiros, as botas HUNTER são a escolha certa para atividades ao ar livre e lugares potencialmente cheios de lama e encharcados. Super úteis para usar em dias de chuva e clima mais frio, as tradicionais botas de borracha da britânica HUNTER nasceram no “campo de batalha” e se transformaram em um acessório de moda cultuado por celebridades em muitos países do mundo, entre as quais Kate Moss, Katie Holmes, Angelina Jolie e Jennifer Aniston. Com diversos modelos de botas, estilo casual e bem moderno, a HUNTER se tornou uma das queridinhas do mundo fashion. Afinal, faça chuva, faça sol ou neve, está todo mundo usando. 

A história 
A história da HUNTER começou na Escócia, no ano de 1856, quando o americano Henry Lee Norris e seu sócio, o também americano Spencer Thomas Parmelee, fundou a North British Rubber Company, uma fábrica para a produção de itens de borracha. Norris utilizava uma forma inovadora de trabalhar a borracha que aplicava na fabricação de vários objetos, entre os quais pneus, pentes, bolas de golfe e as tradicionais botas de borracha, ideais para o clima e os difíceis terrenos da Grã Bretanha. A empresa ganhou uma enorme ajuda do exército britânico, que solicitou a produção de resistentes botas para os soldados que atuavam nos terrenos encharcados das trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Com isso, a produção cresceu muito (ao todo foram mais de 1.18 milhões de pares de botas), assim como seu faturamento. A empresa continuou ganhando notoriedade por sua qualidade ao longo das décadas seguintes.


Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa novamente voltou boa parte de sua produção para suprir as Forças Armadas Britânicas com suas tradicionais botas. Com o final do conflito, as tradicionais botas de borracha começaram, aos poucos, ganhar enorme popularidade entre homens, mulheres e crianças que viviam em regiões com climas úmidos e chuvosos. As botas de borracha preta também foram adotadas por caçadores, pescadores, trabalhadores rurais e pessoas que faziam atividade ao ar livre, como por exemplo, jardineiros. Claro que o clima do Reino Unido (com índice pluviométrico alto) ajudou as botas de borracha a aumentar sua popularidade. Com isso, uma nova fábrica teve que ser construída.


Mas foi no inverno do ano de 1955 que a marca lançou seu modelo mais famoso, a Hunter Original Green Wellington (a bota de cor verde militar), primeira bota ortopédica (mais confortável) feita pela empresa. Também conhecidas como Wellies, abreviatura para Wellington, as botas de montaria (ainda em couro) para uso no campo ganharam esse nome no início do século XIX, quando seu uso foi popularizado entre a nobreza britânica pelo Primeiro Duque de Wellington, Arthur Wellesley. Inicialmente as vendas foram fracas, mas com o tempo o modelo se tornou um verdadeiro sucesso, impulsionando as vendas da marca.


As botas HUNTER ganharam ainda mais impulso e popularidade quando receberam o certificado de fornecedor real (Royal Warrants by Appointment) de calçados impermeáveis do Duque de Edimburgo (em 1977) e da Rainha Elizabeth II (em 1986), o que contribuiu para sua fama de material de qualidade. No final da década de 1980, a HUNTER ingressou no mercado de roupas impermeáveis para a prática de esportes aquáticos. Nos anos seguintes a HUNTER continuou crescendo no mercado e conquistando novos consumidores. No ano de 2004, para comemorar os 50 anos da Hunter Original Green Wellington, a marca lançou no mercado uma linha da tradicional bota de borracha em sete cores diferentes. Era o início da transformação das famosas galochas em acessórios de moda. A coleção ainda continha a linha de botas infantis.


A marca ganhou ainda mais notoriedade no mundo da moda em 2005 quando a bela modelo Kate Moss resolveu aparecer no festival de Glastonbury, um dos mais reconhecidos festivais de música do mundo, com um short curto e um par de galochas da HUNTER. Foi um verdadeiro e frenético sucesso no mundo fashion. A partir deste momento, os profissionais da moda começaram a usar as galochas para compor seus visuais para dias chuvosos. Aproveitando a oportunidade a HUNTER iniciou o lançamento de diversos modelos para serem usados nas cidades, nas baladas, além é óbvio de uma de uma linha especial de galochas para festivais de verão, onde a marca tem forte presença, blindando os pés da galera contra a lama com estilo. Outra novidade foi o lançamento de uma linha de botas que mistura materiais como a borracha e tecidos. A marca também iniciou sua expansão internacional, com a apresentação de suas botas em vários países, como por exemplo, através da inauguração de um showroom em Nova York. Além disso, realizou parcerias com estilistas e designers consagrados para o lançamento de linhas em edições limitadas, como por exemplo, a galocha prateada assinada por Jimmy Choo.


Nos anos seguintes a HUNTER ampliou sua linha de produtos com o lançamento de chinelos (de borracha), sandálias, botas para montaria, além de meias (fabricadas especialmente para serem usadas em suas galochas, deixando um pedaço para fora na parte superior), guarda-chuva, roupas (casacos e capas de chuva com materiais impermeáveis), bolsas, mochilas e acessórios. Mais recentemente a marca lançou um novo modelo de suas tradicionais galochas de cano alto, a Hunter Tall Tour, feita em uma borracha mais maleável, justamente para poder ser dobrada e levada em malas nas viagens. Em 2014, a HUNTER inaugurou sua primeira flagship store (loja âncora) na badala Regent Street, em Londres. A enorme loja de três andares e 1.600 m² oferece todas as coleções da marcas, incluindo calçados, roupas e acessórios, além da linha HUNTER FIELD, que oferece botas e calçados de alto desempenho para atividades ao ar livre.


As botas da linha Original, as mais clássicas da marca, oferecem as versões Tall (cano mais alto), Gloss (com brilho), Short (cano mais curto), Adjustable (com ajuste na lateral), Back Adjustable (com ajuste na parte de trás), Neoprene (nesse material), Snow (ideal para uso na neve), Huntress (com cano mais largo na panturrilha e mais curta, ideal para mulheres de perna mais curta e grossa), Tour (dobrável) e Tour Canvas (dobrável com cano em tecido). Além de cores diferentes, existem modelos que trazem detalhes com listras, com a bandeira do Reino Unido (conhecida como Union Jack) e até peças em metal. A marca ainda oferece outras linhas de botas, como por exemplo, a Balmoral (com visual mais pesado, parecido com botas de couro, e material mais resistente), a Sandhurst (mais justa, no estilo bota de montaria) e a Argyl (voltada para o trabalho no campo).


A linha de botas da HUNTER tem diferentes medidas. Além do tamanho do pé, as botas variam em largura e na altura do cano. O modelo tradicional, a chamado Original Tall, por exemplo, tem o cano bem longo. A bota é feita de um material resistente, possuí design especial, ótima qualidade, solado antiderrapante, além de ser fácil de limpar e proteger os pés do frio e da água. Consideradas as melhores botas de borracha do mundo, os modelos da HUNTER são capazes de proteger os pés das condições mais adversas, sempre em grande estilo e com o maior conforto. E mesmo sem chuva, lama ou poças, usar HUNTER é um estilo descolado.


A identidade visual 
A HUNTER utiliza dois logotipos distintos, um para imagem corporativa (que possui os brasões reais, indicando ser fornecedora oficial do Duque de Edimburgo e da Rainha Elizabeth II) e outro estampado em seus produtos (que ganha bordas vermelhas). Nas botas esse último logotipo é usado na parte frontal.


Dados corporativos 
● Origem: Escócia 
● Fundação: 1856 
● Fundador: Henry Lee Norris e Spencer Thomas Parmelee 
● Sede mundial: Edimburgo, Escócia 
● Proprietário da marca: Hunter Boot Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: James Seuss 
● Diretor criativo: Alasdhair Willis 
● Faturamento: £95 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1 
● Presença global: 35 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Botas, galochas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Burberry, Le Chameau, Palladium, Aigle, Chooka e Kamik 
● Ícones: A galocha em tom verde militar 
● Website: www.hunterboots.com 

A marca no mundo 
Atualmente a linha de produtos da HUNTER, que além das famosas galochas (em diversos modelos, cores e texturas), oferece sapatos e até sandálias, além de itens como capas de chuva, casacos, guarda-chuva, meias para galochas e bolsas, é comercializada em mais de 35 países ao redor do mundo. Os produtos da marca são vendidos através de seu comércio online, badaladas lojas de departamentos e varejistas especializados em calçados, além da única loja própria da HUNTER, localizada em Londres. 

Você sabia? 
Até a princesa Diana apareceu desfilando as botas HUNTER minutos antes de seu casamento. 
As botas originais da HUNTER são feitas de borracha vulcanizada com forro de náilon ou malha. Embora sempre evoluindo, a marca permanece fiel à fabricação original em 28 partes. 
Para a limpeza das botas, a marca oferece a Hunter Boots Shine, uma esponja de silicone que dá um acabamento polido imediato, além de um spray específico. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 22/10/2015

23.8.13

MARMITE


MARMITE é uma verdadeira instituição para os britânicos. Faz parte da história e cultura do Reino Unido como nenhum outro alimento. Esta pasta feita de extrato de levedura com sabor extremamente acentuado é a preferida por milhões de súditos da Rainha no café da manhã, especialmente para passar no pão. Mas ao experimentar MARMITE, ninguém fica indiferente. Ou ama ou odeia, como diz seu peculiar slogan. Afinal, MARMITE provoca reações distintas e imprevisíveis nos consumidores. 

A história 
A história começou ainda no século 19 quando o químico alemão Justus Freiherr von Liebig descobriu que a levedura podia ser concentrada, embalada e utilizada como alimento. Surgia assim uma pasta comestível concentrada de alto valor energético feita de extrato de levedura, um subproduto da fabricação de cervejas. Em 1902 a família Gilmour resolveu fundar a Marmite Food Extract Company na pequena cidade de Burton Upon Trent, localizada em Staffordshire, para produzir a tal pasta de extrato de levedura. O produto foi lançado no mercado com a marca MARMITE, cujo nome deriva da língua francesa e significa um grande pote de barro ou panela metálica. Isto explica o pote que aparece no logotipo da marca e no tradicional rótulo amarelo do produto desde então.


O novo produto, inicialmente vendido em pequenos potes de barro, tinha uma inconfundível cor castanho escuro, sabor extremamente forte e salgado, além de um aspecto pegajoso (similar ao do mel). Com o extrato de levedura sendo fornecido pela tradicional cervejaria Bass, o produto agradou em cheio ao paladar dos ingleses, que passaram a consumir MARMITE de diferentes formas, como por exemplo, no café da manhã para passar no pão ou na torrada, como molho e até cobertura de sorvete. O enorme sucesso do produto fez com que a empresa construísse em 1907 uma segunda fábrica nos arredores de Londres. Pouco depois, o produto passou a ser produzido sob licença na Austrália e Nova Zelândia. Nessa época o produto também agradava, e muito, os vegetarianos, pois poderia ser um ótimo substituto para o caldo de carne em molhos e sopas, ou até mesmo dissolvido em água quente, como uma bebida típica de inverno.


Em 1912, após a síntese das vitaminas, o produto passou a ser considerado grande fonte de cinco importantes vitaminas B, fazendo com que suas vendas aumentassem substancialmente. Afinal, MARMITE era nutritivo, energético e rico em vitaminas, ideal para ser incorporado na alimentação das crianças. Durante a Primeira Guerra Mundial, MARMITE fazia parte da dieta das tropas britânicas nos campos de batalha, especialmente por seu alto teor nutritivo. Além disso, se tornou um alimento de primeira necessidade dentro de escolas e hospitais. A partir dos anos de 1920 MARMITE passou a ser comercializado em pequenos potes de vidro, que desde então tiveram seu design alterado muito pouco. Foi nesta época que as donas de casa foram incentivadas a espalhar o produto, principalmente em pães, como forma de fazê-lo render mais, em uma época de racionamento. Entre 1934 e 1935 o produto foi utilizado para combater a desnutrição, provocada por uma epidemia de malária no Sri-Lanka. Durante a Segunda Guerra Mundial MARMITE novamente desempenhou um papel importante na alimentação dos soldados britânicos.


Em 1984 foi introduzida a embalagem de plástico, em substituição aos tradicionais potes de vidro. Em 1990, a empresa até então subsidiária da Bovril Limited, foi adquirida pela CPC International (que passou a ser chamar Best Foods), e que no ano de 2000 fez uma fusão com a tradicional Unilever. Nos anos seguintes a marca passou a oferecer o produto em potes de diferentes tamanhos (125g, 200g e 500g), além de novas embalagens, como por exemplo, as porções individuais (8g) em formato de coração ou em 2006 quando lançou no mercado a versão squeezy (permitia que o produto fosse utilizado como nos tradicionais potes de mostarda, ou seja, sendo apertado). Além disso, MARMITE serviu de ingrediente para o lançamento de outros produtos alimentícios, como deliciosos snacks (bolinhas de queijo, biscoitos, palitinhos de pão, cookies de arroz) e até barras de cereais, que carregavam seu inconfundível sabor.


Outra estratégia adotada pela marca foi o lançamento de edições especiais, com potes comemorativos e pequenas mudanças na fórmula. Assim surgiram as edições limitadas GUINNEESS MARMITE (quando se associou a famosa marca de cerveja e cujo pote era preto), em 2007; do Dia dos Namorados em 2008, cuja formulação tinha 0.3% de champanhe e o logotipo foi substituído pela expressão I Love You; em 2010 com a versão MARMITE XO, com sabor ainda mais acentuado; MARMITE GOLD, primeira vez que o tradicional produto teve sua coloração alterada através de pequenos flocos de ouro comestíveis; ou em abril de 2012, cujo pote em comemoração ao jubileu da Rainha Elizabeth II ganhou as cores da bandeira britânica e a expressão Ma’amite.


O marketing 
Inicialmente MARMITE enfatizava em sua comunicação as propriedades saudáveis e naturais do produto, como atestava um de seus primeiros slogans “The growing up spread you never grow out of”. A primeira grande campanha publicitária da marca foi criada somente na década de 1930. Já em 1987, a marca adotou o slogan “My mate, Marmite”. Na década de 1990, o sabor forte e marcante do produto dividia opiniões (ama-se ou odeia-se). E foi justamente isso que a marca viu como uma oportunidade para lançar, no mês de outubro de 1996, uma campanha que se tornaria um ícone da publicidade inglesa. Com o slogan “Love it or Hate it” (ame ou odeie), a campanha acabou cunhando a expressão MARMITE EFFECT, demonstrando a reação das pessoas ao experimentarem o produto.


Em 2013 um comercial para a marca gerou enorme polêmica no Reino Unido. Isto porque o comercial, centrado no caráter polarizante da marca (há quem ame e quem odeie), mostrava equipes de resgate visitando casas para levar potes de MARMITE escondidos ou esquecidos no fundo de armários de cozinha, transportando-os em caixas especiais, como se fossem um animal de estimação sendo resgatado. E como o produto está longe de ser unanimidade (alguns adoram outros detestam) o comercial encerrava com a frase “Ame ou Odeie. Nunca esqueça isso”. Pronto, polêmica instaurada. Isto porque houve mais de 400 reclamações de telespectadores, que acreditaram que o filme banalizava o trabalho dos profissionais que cuidam do bem-estar de animais. Em resposta a marca doou US$ 28 mil para a RSPCA (Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, associação mais antiga do mundo de defesa dos direitos dos animais). Assista ao vídeo abaixo.

   

Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1902 
● Fundador: Família Gilmour 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Unilever N.V. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Paul Polman 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Pasta de levedura 
● Concorrentes diretos: Vegemite, Vegex e Cenovis 
● Ícones: A tradicional embalagem 
● Slogan: Love it or Hate it. 
● Website: www.marmite.com 

A marca no mundo 
A MARMITE, hoje em dia de propriedade da Unilever, vende seu tradicional produto, assim como uma pequena linha de alimentos derivados, como, por exemplo, deliciosos snacks, em aproximadamente 10 países ao redor do mundo, sendo extremamente popular no Reino Unido e no Sri-Lanka. Todos os anos são produzidos mais de 50 milhões de potes de MARMITE, que está inserido na categoria dos alimentos intensificadores de sabor e é muito empregado como pasta para untar pães e torradas. 

Você sabia? 
Na região da Oceania o produto é comercializado com o nome de OUR MITE
O produto já chegou a ser vendido na forma de cubos desidratados, sendo utilizado em substituição aos tradicionais caldos de carne. 
Em 1999, MARMITE foi enviado para as forças de paz britânicas no Kosovo para elevar a moral da tropa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 23/8/2013

25.9.12

BOOTS


A BOOTS alcançou o posto de maior rede de drogarias do Reino Unido e se transformou em um grande centro de compras, onde o consumidor pode encontrar quase tudo. Apesar de possuir vastas opções de medicamentos e cosméticos em suas prateleiras, a rede é uma das maiores vendedoras de sanduíches da Inglaterra. Afinal, cada vez mais o consumidor vê uma drogaria como centro de conveniência e a marca inglesa soube muito bem aproveitar essa nova visão, aliando a isso serviços diferenciados e um atendimento de alta qualidade. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 18 de abril de 1849 quando o trabalhador rural John Boot abriu uma pequena e farmácia em Goose Gate na cidade inglesa de Nottingham, onde ele preparava medicamentos feitos com ervas naturais (os conhecidos fitoterápicos). Rapidamente seu negócio se tornou popular na cidade, especialmente pelas péssimas condições de trabalho das indústrias têxteis locais, que não ofereciam tratamento médico aos funcionários, que recorriam aos medicamentos de John. Com sua morte em 1860, a viúva, Mary, com a ajuda de seu filho, Jesse, continuou administrando a pequena farmácia. Em 1877, Jesse assumiu definitivamente o comando dos negócios, e rapidamente mostrou seu espírito empreendedor ao expandir a linha de produtos com medicamentos tradicionais e itens de bem-estar e higiene pessoal. Além disso, ele implantou uma agressiva campanha de marketing, cujo slogan era “Health for a Shilling”, vendendo seus produtos a um preço bem popular e abaixo da concorrência. Com isso os lucros aumentaram muito, novas lojas foram inauguradas na cidade e, em 1884, a rede abria suas primeiras unidades fora de Nottingham, em Lincoln e Sheffield. Foi também neste ano que a empresa contratou seu primeiro farmacêutico qualificado, fazendo com que a rede ganhasse reputação e confiabilidade diante dos consumidores.


Pouco depois, em 1888, a empresa foi rebatizada como Boots Pure Drug Company. A ambição de Jesse em transformar a BOOTS em um gigante do varejo britânico ficou cada vez mais evidente nos anos seguintes. A rede cresceu rapidamente: se em 1890 eram apenas 10 lojas, em 1914 a rede já possuía mais de 550 unidades em funcionamento na Inglaterra, Escócia e País de Gales. Ainda nesse ano a empresa inaugurou o primeiro laboratório exclusivamente dedicado aos cuidados da pele e ao desenvolvimento de cosméticos. Além disso, a linha de produtos acompanhou a expansão física da rede, que também passou a comercializar itens de papelaria, objetos em prata, porta-retratos, assim como a instalação, em suas maiores lojas, de serviços diferenciados, como, por exemplo, cafés e pequenas livrarias. Após a Primeira Guerra Mundial, Jesse resolveu se aposentar e vendeu a BOOTS para a empresa United Drug Company of America. Sob comando americano a rede BOOTS continuou crescendo nos próximos 13 anos, inaugurando sua milésima loja em 1933.


Porém, com a deterioração da economia americana, a BOOTS foi novamente vendida para um grupo de investidores britânicos, liderados pelo neto do fundador da empresa, também chamado John. De volta ao controle familiar, a BOOTS começou sua expansão internacional em 1936 com a inauguração de lojas na Nova Zelândia, além de iniciar o lançamento de marcas próprias, como a linha de cosméticos e maquiagens No 7 (introduzida um ano antes), que se tornaria extremamente popular (hoje em dia, uma em cada três mulheres britânicas tem ao menos um produto dessa linha em sua bolsinha de maquiagem); e a linha de produtos solares SOLTAN (1939). Convencido de que a rede precisava oferecer serviços e atendimentos excepcionais, ele implantou iniciativas como as lojas com funcionamento 24 horas para melhor atender aos clientes. Após a Segunda Guerra Mundial, período no qual chegou a produzir penicilina para o governo, a empresa voltou a crescer e continuou introduzindo inovações em suas lojas, como o conceito self-service (o tradicional “sirva-se você mesmo”), adotado primeiramente em 1951 em uma unidade da rede localizada em Londres. Nos anos de 1960 a empresa teve um papel fundamental no desenvolvimento do ibuprofen (1969), utilizado em todo o mundo para tratar dores de cabeça, criando em 1983 a marca de analgésicos Nurofen, hoje de propriedade da Reckitt Benckiser.


Os anos de 1980 foram marcados por grandes novidades, como por exemplo, a instalação de óticas (BOOTS OPTICIANS) dentro ou a lado de suas lojas, em 1983, fato que tornaria a BOOTS a segunda maior rede de óticas do Reino Unido, apenas poucos anos depois. Na década seguinte a BOOTS continuou crescendo, especialmente com a introdução de novas marcas próprias (como uma linha de cosméticos com ingredientes botânicos), a inauguração de sua primeira loja em Dublin (1996) e o lançamento de um cartão de fidelidade, batizado de BOOTS ADVANTAGE CARD, em 1997, que oferece inúmeros benefícios através do acúmulo de pontos e atualmente tem mais de 15.5 milhões de membros. Essa década também foi marcada por mais uma onda de expansão internacional, com inauguração de lojas na Holanda, Tailândia, Taiwan e Japão. Apenas as operações da Tailândia e da Holanda sobreviveram.


Um novo capítulo na história da empresa começou a ser escrito no dia 31 de julho de 2006, quando ocorreu a fusão da BOOTS com a Alliance Unichem, formando assim a ALLIANCE BOOTS, um enorme grupo de varejo voltado para o bem-estar, beleza e saúde. A partir de 2008, mais de 700 lojas da UK Alliance Pharmacy, provenientes da fusão, foram transformadas em BOOTS e adaptadas ao conceito “Your Local Boots Pharmacy”, algo como a sua farmácia de bairro. Ainda neste ano a BOOTS inaugurou a primeira farmácia do Reino Unido com drive-thru, onde o cliente não precisa sair do carro para realizar suas compras. Nos três anos seguintes a rede intensificou sua expansão na Ásia, especialmente Tailândia, e Oriente Médio, onde inaugurou lojas em Dubai, Bahrain e no Catar. Em 2012, o gigante Walgreens, segunda maior rede de farmácias dos Estados Unidos, anunciou a aquisição de 45% da BOOTS por US$ 6.7 bilhões, com opção de assumir o comando total em três anos. Essa transação uniu duas grandes empresas nos Estados Unidos e na Europa, formando assim a maior rede de distribuição farmacêutica global e o maior comprador de remédios sujeitos a receitas médicas do mundo. Em 2014 foi formada a Walgreens Boots Alliance Inc., que se tornou proprietária da Walgreens, Duane Reade, BOOTS e Alliance Healthcare, e a maior empresa do setor no mundo com mais de 13.200 lojas em 11 países, 345.000 funcionários e 390 centros de distribuição.


Atualmente a nova proposta da rede é oferecer produtos e serviços que contribuam para que as pessoas se sintam cada vez melhor por dentro e por fora. Em suas modernas lojas é possível encontrar desde produtos de marcas famosas como também fabricados pela própria empresa, cobrindo diversas áreas incluindo maquiagem, cuidado com a pele, produtos e acessórios para cabelos, banho, praia, depilação, perfumes, produtos dentários, vitaminas, produtos para bebês, para homens, brinquedos, eletrônicos, alimentos, bebidas e até serviços de revelação de fotos. Além disso, a rede oferece produtos/serviços de bem-estar (controle de peso, funções do coração, circulação) e remédios, disponíveis em um balcão designado para tal.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O atual logotipo da marca foi adotado entre a década de 1960 e 1970.


Os slogans 
Let’s feel good. (2012) 
Feel Good. 
Trust Boots. 
Look & feel better for less. 
The right chemistry. 
Famous for family medicines.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 18 de abril de 1849 
● Fundador: John Boot 
● Sede mundial: Nottingham, Inglaterra 
● Proprietário da marca: The Boots Company PLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Walgreens Boots Alliance Inc.) 
● Chairman: James Skinner 
● CEO: Stefano Pessina 
● Presidente: Sebastian James 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 3.150 
● Presença global: 15 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 100.000 
● Segmento: Varejo (farmácia e drogaria) 
● Principais produtos: Medicamentos, cosméticos, alimentos e itens de bem-estar 
● Concorrentes diretos: Tesco, Asda, Sainsbury’s, Morrisons, Loyds Pharmacy e Superdrug 
● Ícones: A linha própria de cosméticos No 7 
● Slogan: Let’s feel good. 
● Website: www.boots-uk.com 

A marca no mundo 
Atualmente a rede BOOTS, subsidiária integral da Walgreens Boots Alliance Inc., tem sua operação de varejo (mais de 3.150 lojas) presente em 15 países, como Reino Unido, Holanda, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Tailândia. Boa parte de suas lojas (aproximadamente 2.500) estão instaladas no Reino Unido. A rede detém uma das maiores áreas de vendas do varejo britânico, sendo também a terceira maior rede de farmácias da Europa, além de contar com 637 óticas. Além disso, em países como Estados Unidos, Suíça e Hong Kong, a BOOTS vende seus produtos de marcas próprias através de lojas de departamento, outras redes de drogarias e até comércio online. 

Você sabia? 
Todos os produtos cosméticos e de higiene pessoal de marcas próprias da BOOTS não são testados em animais. Até hoje seus produtos já foram testados em aproximadamente 200 mil homens e mulheres com diferentes tipos de peles. 
Ao longo dos anos a BOOTS passou por aquisições e incorporações e chegou à apostar em investimentos curiosos em áreas inusitadas como bicicletas e móveis para decoração. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 16/3/2018

27.7.12

THOMAS COOK


Não importa o destino, a categoria de hotéis, quantos dias, que companhia aérea ou até mesmo se grandes ou pequenos grupos. A agência de turismo THOMAS COOK há mais de 175 anos oferece principalmente aos europeus sempre os melhores pacotes e serviços para atender desde os mais exigentes aos turistas de primeira viagem, que queiram curtir momentos inesquecíveis sem ter preocupações. 

A história 
No início da década de 1840, apesar da expansão das estradas de ferro na Europa e do crescimento das empresas ferroviárias havia um problema significativo que colocava em risco o desenvolvimento e a qualidade da atividade turística: os horários e as tarifas eram complexos e as acomodações econômicas muito limitadas. Foi em meio a esse cenário que a história da marca mais proeminente no segmento de turismo começou. Em 1841, Thomas Cook, um marceneiro, missionário batista e vendedor de bíblias, e que iria se tornar o primeiro agente de viagens do mundo, teve que andar 15 milhas para um encontro de uma liga contra o alcoolismo na cidade de Leicester na Inglaterra. Visionário que era, para outro encontro, em Loughborough, ocorreu-lhe a ideia de fretar um trem com tarifas reduzidas, o que aumentaria a demanda pela viagem, para levar outros colegas. Juntou 570 pessoas, comprou e revendeu os bilhetes, configurando a primeira viagem agenciada, cuja data de partida foi dia 5 de julho. Já nesta viagem, ele foi pioneiro ao utilizar campanha publicitária para atrair clientes. Durante os próximos três verões Thomas organizou sucessivas viagens entre Leicester, Nottingham, Derby e Birmingham. A partir daí, criou as viagens em grupos, iniciando o que viria a ser a primeira e mais conhecida agência de viagens do mundo: originalmente batizada de COOKS TOURS.


No verão de 1845 foi organizada a primeira excursão comercial (visando lucro) para o litoral de Liverpool, que em apenas uma semana vendeu 350 passagens. Não contente em apenas vender as passagens ele publicou um pequeno livro de 60 páginas que continha informações preciosas sobre o roteiro (detalhes geográficos, históricos e até culinários dos lugares visitados), uma espécie de ancestral dos guias turísticos. As inovações de Cook marcaram a entrada do turismo na era industrial, no aspecto comercial. Os negócios foram se ampliando. Iniciaram-se as reservas em hotéis e restaurantes, o aumento dos números de viagens, a distância entre os locais, assim como a venda em grande quantidade. Em 1846, ele organizou uma viagem de Londres para Glasgow na Escócia com 800 pessoas, utilizando os serviços de um guia turístico, que cuidava dos mínimos detalhes. Diante da possibilidade de crescimento dos negócios turísticos, ele criou em 1851 um jornal, o The excursionist and Exhibition Advertiser, voltado para orientação em viagens, onde justificava e explicava seus produtos e serviços, visando atingir um público maior.


Em 1855, quando aproveitando a Exposição Internacional de Paris, levou turistas para a capital francesa, organizando assim a primeira excursão turística internacional, ele encontrou resistência das empresas ferroviárias que negaram tarifas especiais. Com isto criou a mais longa rota para a França, passando pela Holanda via Antuérpia, Bélgica e Alemanha. Havia ainda facilidades para as pessoas que não falavam francês, principalmente nos contatos com hotéis. Sendo assim a viagem foi um enorme sucesso. Em 1863 iniciou as viagens para a Suíça (quando 64 excursionistas escalaram os Alpes) e no ano seguinte para a Itália. E pouco depois, em 1865, além de inaugurar sua primeira loja (agência) em Londres (que também vendia acessórios de viagem, incluindo guias, malas, telescópios e calçados), organizou as primeiras viagens para os Estados Unidos, no ano seguinte. Porém, o turismo de massa organizado por Cook começou a perder importância e passou a ser alvo de críticas por parte das populações e por autoridades locais o que acabou originando as viagens por pacotes.


Algumas críticas começaram a surgir em decorrência do grande número de turistas que visitavam cidades históricas da Itália causando impactos turísticos nos locais visitados. Com a experiência adquirida com os bilhetes de trem, Cook criou em 1868 os cupons de hotel objetivando recuperar o mercado. Foram firmados vários acordos com hotéis nos itinerários dos trens. O hóspede tinha direito à acomodação com pensão completa. A ideia era criar um grupo de hotéis em que o cliente teria condições de escolher qual melhor lhe agradava e com tarifas diferenciadas. A grande dificuldade encontrada era negociar com os hotéis de diferentes países, devido à grande variedade de moedas. Dessa forma, em 1874, seu filho, John Mason, decidiu criar o “circular notes” que seria precedente dos atuais cheques de viagem, onde os clientes adquiriam os cupons (moeda circulante) podendo ser trocadas nos hotéis participantes. Em 1886, a agência THOMAS COOK já tinha levado por todo o continente europeu mais de meio milhão de turistas. Pouco depois passaria a abrir filiais pelo mundo, o que lhe permitiu conseguir descontos em diárias de hotéis, navios e trens.


Thomas e seu filho John Mason morreram na década de 1890, e os negócios foram assumidos pelos três netos do fundador: Frank Henry, Ernest Edward e Thomas Albert (conhecido como “Bert”). Até 1925, período em que foram introduzidas as viagens de férias de inverno, as primeiras excursões para o continente africano (incluindo os safaris), tours de carros e motos e viagens aéreas, a agência THOMAS COOK & SON dominou o cenário turístico mundial. No ano de 1927, a empresa organizou a primeira turnê aérea - de Nova York a Chicago - para a luta de boxe da categoria peso-pesado entre Dempsey e Tunney e cujo pacote de US$ 575 incluía passagem aérea, acomodação em hotel e ingresso para a luta. Em 1928, de forma inesperada, a família Cook, responsável por tonar as viagens mais acessíveis e motivando cada vez mais as pessoas a conhecerem novos lugares e culturas, vendeu a empresa para uma companhia belga, a Compagnie Internationale des Wagons-Lits et des Grands Express Européens, operadora do famoso Expresso Oriente. Para salvar a empresa do colapso após a Segunda Guerra Mundial, a THOMAS COOK foi estatizada em 1948.


Nas décadas seguintes, a empresa soube se aproveitar de um momento favorável, com a reconstrução dos países europeus, o aumento do poder aquisitivo e o grande crescimento da procura por viagens turísticas. Com isso, ampliou consideravelmente os serviços prestados, oferecendo a milhões de turistas o sonho de uma viagem inesquecível, com o lançamento de produtos inovadores como os seguros de viagens, cartões pré-pagos, reservas e compras de pacotes e passagens áreas pela internet (serviço lançado em 1997), pacotes específicos para grandes eventos esportivos (através da divisão THOMAS COOK SPORT), até a criação, em 31 de março de 2003, de uma companhia aérea de voos fretados (THOMAS COOK AIRLINES), que em 2016 transportou mais de 6.7 milhões de turistas.


Como forma de se manter competitiva, a empresa passou os últimos anos (e gastou muito dinheiro) fundindo-se com agências de viagens na Grã-Bretanha (a principal ocorreu em 2007 com a MyTravel Group) e no resto da Europa. E apesar de seu pioneirismo e tradição a THOMAS COOK no final de 2011 enfrentou o seu pior momento em mais de 170 anos de história. A empresa, que começou vendendo excursões de trem na Grã-Bretanha, sofreu com a concorrência, especialmente na internet com reservas de passagens online, com a má gestão, custos extremamente altos e uma enorme dívida. Muitos analistas cogitaram a hipótese da empresa ser dividida. Afinal, seus negócios na Alemanha e na Escandinávia eram relativamente saudáveis. Mas a THOMAS COOK era grande demais para falir. E de fato isto não aconteceu, porque nos últimos a empresa passou por uma grande reestruturação, conseguiu se reerguer e voltou a ser lucrativa. Como prova disso, em 2016, a empresa criou uma nova marca destinada ao mercado de luxo, a THOMAS COOK SIGNATURE, que oferece pacotes turísticos em hotéis de 4 e 5 estrelas e a possibilidade de reservar bilhetes em companhias aéreas selecionadas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca THOMAS COOK passou por muitas modificações ao longo dos anos. O logotipo original, introduzido em 1880, sofreu a primeira remodelação em 1914, quando um quinto continente (Australasia) foi adicionado às fitas circundantes do globo, expressando assim a expansão da empresa pelo mundo. Em 1928 uma quinta fita foi adicionada, e o nome da marca mudou para Cook’s Travel Service. Pouco depois, em 1930, o tradicional globo foi substituído pela abreviação TC & S (referente ao nome Thomas Cook and Son).


Introduzido após a Segunda Guerra Mundial, em 1947, o novo logotipo da marca combinou o emblema da concha de peregrinos com o capacete alado de Mercúrio, Mensageiro dos Deuses. Um globo também foi incluído na identidade visual. Em 1955, uma mudança radical: o logotipo em vermelho e o nome da marca sem apóstrofe. Finalmente em 1974 o logotipo adotou o nome THOMAS COOK com uma nova tipografia de letra. Em 1989 esse logotipo ganhou uma caixa vermelha de fundo (com o nome da marca escrito em branco).


Em 2001, após a aquisição da THOMAS COOK pela alemã Condor & Neckermann, um novo logotipo foi introduzido, combinando o nome da empresa britânica com as cores azul e amarela (representando mar e sol, que remetem a férias) da C&N. Em outubro de 2013 a marca apresentou sua atual identidade visual, completamente remodelada: foi criado o símbolo “Sunny Heart” (uma espécie de sol em forma de coração, para evocar o calor e a emoção para todos os tipos de férias, até mesmo as de inverno) e uma nova tipografia de letra foi adotada (que pode ser em preto ou cinza).


Os slogans 
You Want We Do. (2016) 
Leave it to us. You’re on Holiday. (2015) 
Let’s Go! (2013) 
Travel Smooth. (2012) 
It’s a wonderful world. Explore it with us. (2012) 
Our world revolves around you. (2007) 
The world on sale. Everywhere must go. (2004) 
No one works harder on their holidays. (2002) 
It’s time to leave the country. (2001) 
Don’t just book it. Thomas Cook it. (1984) 
They’re better now than they’ve ever been. (1981) 
Your one-stop travel shop. (1977) 
Cook’s For Travel. (1935)


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1841 
● Fundador: Thomas Cook 
● Sede mundial: Peterborough, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Thomas Cook Group plc 
● Capital aberto: Sim (2007) 
● Chairman: Frank Meysman 
● CEO: Peter Fankhauser 
● Faturamento: £9 bilhões (2017) 
● Lucro: £12 milhões (2017) 
● Valor de mercado: £1.84 bilhões (abril/2017) 
● Agências: 2.900 
● Presença global: 22 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 22.000 
● Segmento: Turismo 
● Principais produtos: Pacotes turísticos, passagens aéreas e cruzeiros marítimos 
● Concorrentes diretos: TUI Travel, Virgin Holidays, Holidaybreak, Carlson Wagonlit, Cox & Kings, Travelocity e Expedia 
● Slogan: Leave it to us. You’re on Holiday. 
● Website: www.thomascook.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a THOMAS COOK oferece a mais completa linha de serviços turísticos no Reino Unido, Irlanda, Índia, Oriente Médio, Europa e América do Norte, possuindo aproximadamente 2.900 lojas (agências) em 17 países. Anualmente a THOMAS COOK, segunda maior agência de turismo do continente europeu, oferece seus serviços e pacotes para mais de 19.1 milhões de pessoas através de sua rede de agências, sites e call centers. No último verão, os destinos mais populares comercializados pela empresa foram Espanha, Grécia, Turquia, Estados Unidos e Caribe. A empresa ainda é proprietária de 190 hotéis em 16 países e da companhia aérea THOMAS COOK AIRLINES, que oferece voos para mais de 70 destinos através de uma frota de 35 aeronaves. 

Você sabia? 
A THOMAS COOK foi responsável por tornar acessível às viagens e o turismo para pessoas da classe trabalhadora e da classe média, padronizando-os e produzindo-os em massa, fazendo com que o turismo se tornasse semelhante à produção de automóveis fordista (entenda-se Henry Ford). Pessoas com um mesmo comportamento, visitando os mesmos lugares e consumindo as mesmas coisas. 
Com 64 anos de idade, em 1872, Thomas Cook (conhecido como “O Pai do Turismo de Massa”) partiu para seu projeto mais ambicioso: a volta ao mundo. Em companhia de quatro ingleses (incluindo uma mulher), quatro americanos, um grego e um russo, eles visitaram os Estados Unidos, Japão, China, Índia, Sri Lanka e os países árabes. A viagem durou 222 dias e percorreu mais de 29.000 milhas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 29/4/2018