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16.5.17

AUDEMARS PIGUET


Sinônimo de sofisticação, tradicionalismo e inovação no segmento da alta relojoaria. Para a AUDEMARS PIGUET um relógio é muito mais do que apenas um objeto ou um instrumento de medição de tempo. É uma peça de arte, um investimento, um legado. É uma peça emocional. É a arte familiar repassada de geração em geração. 

A história 
Para entender a tradicional marca suíça é preciso retroceder no tempo e voltar à união do estudante de tecnologia Jules-Louis Audemars e do estudante de economia Edward-Auguste Piguet, dois jovens com então 23 e 21 anos respectivamente. A dupla, que se conheceu em 1873 na cidade de Le Brassus, no Vallée de Joux, um dos berços da alta relojoaria, mudaria daquele momento em diante o mercado de relógios não só da Suíça como também do mundo. Os dois se uniram em 1875 para desenvolver e fabricar relógios equipados com mecanismos complexos. Dividindo as obrigações, Audemars ficou responsável pela parte mais técnica, no que se referia ao processo de produção das peças. Já Piguet era responsável pelas vendas e o marketing, ficando em suas mãos a missão de viajar por cidades e, depois, continentes para estabelecer contatos que não muito tempo depois seriam essenciais para estabelecer a marca, principalmente na Europa. Exatamente no dia 17 de dezembro de 1881 eles fundaram a Audemars Piguet et Cie. Nesta época os relógios fabricados pela AUDEMARS PIGUET destacavam-se pelo seu funcionamento preciso e elevada qualidade. Em 1889, a AP (como ficou conhecida) inaugurou sua primeira oficina em Genebra e rapidamente começou a crescer e prosperar. Com seus 70 trabalhadores, a empresa tornou-se um dos maiores empregadores na área de Vaud. Neste mesmo ano a empresa apresentou seus relógios pela primeira vez na Exposição Universal de Paris.


Em uma época em que os relógios de pulso estavam começando a cair no gosto dos consumidores e se tornar populares, mais precisamente em 1892, a AUDEMARS PIGUET desenvolveu o primeiro modelo desta categoria com repetidor de minutos. Nas décadas seguintes o sucesso da marca só cresceu, ultrapassando os limites do continente europeu até chegar à América. Em 1915, mais uma vez chamou a atenção do setor ao fabricar o menor calibre feito com repetição de cinco minutos, com um diâmetro de apenas 15,80 milímetros. Além disso, apresentou um de seus primeiros relógios de alta complexidade, com 400 peças. Pouco depois, em 1920, a empresa produziu um sofisticado relógio composto de 16 complicações (turbilhão, carrilhão grande e pequeno, indicador de equação de tempo, calendário perpétuo, indicador de tempo sideral e um mostrador de esmalte azul gravado com 315 estrelas que reproduziam o céu noturno de Londres). Ao longo dos próximos anos, a marca surpreendeu o mundo por diversas vezes com seus designs inovadores. Como por exemplo, em 1928, quando apresentou o primeiro relógio que mostrava seus mecanismos, visíveis através do vidro.


Já consolidada, a grife suíça superou até mesmo o período da Grande Depressão, em 1929, quando inspirada pela art deco lançou um relógio de bolso feito de platina cravejado de diamantes para um público feminino. Em 1934 a marca apresentou seu primeiro relógio modelo Skeleton, permitindo que as partes móveis do calibre fossem vistas na parte posterior do mostrador. Depois de atravessar os difíceis períodos da Segunda Guerra Mundial, em 1946 a marca apresentou o relógio de pulso mais fino do mundo (1.64 mm). Neste período a empresa se focou na produção de relógios inovadores e continuou a criar peças tradicionais de alta qualidade. Em 1957, a marca suíça lançou um modelo de pulso com calendário perpétuo, capaz de prever a irregularidade dos meses e até mesmo os anos bissextos. Para a época, o avanço era inquestionável, ainda mais quando o mecanismo foi adotado por um modelo de tamanho reduzido.


Uma década mais tarde, fabricou o calibre automático mais fino do mundo com rotor central (2,45 mm). A crise do setor relojoeiro dos anos de 1970 também pouco abalou a grife suíça, ainda mais quando em 1972 a marca lançou no mercado o lendário Royal Oak, primeiro relógio esportivo top de linha feito em aço inoxidável. Desenhado pelo designer Gérald Genta, este modelo derrubou os padrões até então existentes, que diziam que para ser relógio de luxo era preciso ser fabricado com metais preciosos. E o pioneirismo não parou por aí. Em 1978 lançou o primeiro relógio de pulso automático ultrafino com calendário perpétuo e rotor central.


Outra grande inovação da marca foi apresentada em 1990: Dual Time, mostrando mais uma vez o pioneirismo da marca ao fabricar o primeiro relógio de pulso que exibia outro fuso horário com um movimento automático. Pouco depois, em 1992, foi lançado o Royal Oak Offshore, a versão mais esportiva do relógio ícone da marca suíça. Em 1996 foi apresentada a coleção Millenary, relógios com caixas ovais, arquitetura tridimensional e uma excelência relojoeira inquestionável. Três anos mais tarde, foi lançada a coleção Jules Audemars, cujos relógios clássicos podem ser imediatamente reconhecidos pela sua elegância atemporal e clareza dos seus mostradores. Era uma obra-prima de alta relojoaria que apresentava um repetidor de minutos, um tourbillon e uma complicação de cronógrafo de segundo. Em 2005 a marca lançou o relógio Edward Piguet Moss Agate Tourbillon, primeiro feito com a pedra preciosa Ágata Musgo. No ano seguinte, lançou o primeiro modelo com equação de tempo, nascer e por do sol e calendário perpétuo. Além disso, a marca lançou o Real Oak Off-shore Rubens Barrichello, mesclando o mundo da alta velocidade com o da relojoaria. Dois anos depois, quando Barrichello rompeu a barreira de maior número de corridas disputadas na Fórmula 1, a grife suíça ofereceu um modelo especialmente criado para a ocasião, que indicava, inclusive, o recorde histórico. Neste mesmo ano, lançou o primeiro relógio fabricado com caixa e movimento de carbono.


Com uma rica história na produção de relógios de calendário perpétuo de alta complexidade, a AUDEMARS PIGUET lançou em 2015 a coleção Royal Oak Perpetual Calendar, que consistia em quatro novos modelos: aço ou ouro rosa, ambos com mostrador branco ou azul. Os novos modelos vinham em uma caixa com 41 mm de diâmetro, que abrigavam o novo movimento 5134. Além disso, este novo tamanho oferecia mais espaço no mostrador para melhorar a legibilidade e adicionar uma nova função: um contador de semanas. Isto significa que a peça realiza as indicações tradicionais de dia, dia da semana, mês, indicação de ano bissexto, indicação de fases da lua e ainda há um ponteiro central para a contagem de semanas, que são numeradas e impressas na região periférica do dial.


Os valores defendidos pelos pioneiros são os mesmos que norteiam os herdeiros (seus bisnetos) até os dias de hoje: respeito, integridade, exclusividade, inspiração, paixão e sofisticação. Mas nem só o design faz com que uma peça da AUDEMARS PIGUET se diferencie de outras marcas: seus relógios também se destacam pela utilização de materiais e técnicas de alta qualidade. Por exemplo, a empresa pode utilizar cerâmica preta, em vez de aço inoxidável, com acabamento simultaneamente mecânico e manual para conseguir um acabamento polido ou de escovado acetinado. A utilização de parafusos de ouro branco mostra que a perfeição se encontra muitas vezes até mesmo nos detalhes. Visto que estes padrões de qualidade também contribuem para o funcionamento, comprar um AUDEMARS PIGUET significa que o felizardo poderá apreciar um relógio da marca durante muitos anos. Desde o lendário Royal Oak, que revolucionou a perspectiva dos relógios esportivos, aos modelos clássicos como o Millenary ou modelos femininos como Devas e Danae, onde os diamantes são abundantes, os relógios da marca suíça sempre fizeram parte dos melhores da alta relojoaria.


O ícone 
Pensar na marca AUDEMARS PIGUET é pensar no emblemático relógio Royal Oak. Desde que este relógio de design arrojado e radical foi lançado em 1972, o modelo entrou no imaginário coletivo como um dos mais importantes da história. O Royal Oak foi uma novidade sem precedentes e revolucionou não somente a estética relojoeira como também o conceito de relógio esportivo. Coube ao designer suíço Charles Gérald Genta em apenas 24 horas criar um relógio não convencional adequado a todas as ocasiões. De alguma forma ele conseguiu, inspirando-se nas tradicionais escotilhas de navios. Supostamente ele teria pensado que se os parafusos dessas escotilhas eram suficientemente fortes para impedir a entrada de água, o mesmo se poderia aplicar a um relógio. Conta a história, que a inspiração para a criação da caixa do relógio teria vindo das bocas octogonais dos canhões de um navio de guerra lançado em 1862 pela Marinha Real Britânica e denominado HMS Royal Oak, de onde foi retirado o nome para batizar o novo modelo.


O modelo chamava a atenção pelo seu tamanho e pela sua concepção original: considerado na época um relógio de tamanho grande, com um diâmetro de 39 mm, tinha uma luneta octogonal fixada à caixa por 8 parafusos, a coroa do mesmo protejo e, pela primeira vez, a pulseira integrada com a caixa, que até então, era uma novidade. Além disso, em uma atitude ousada, utilizava o aço inoxidável como matéria-prima. Na época, muitos críticos cravaram que o modelo seria um verdadeiro fracasso comercial. Mas o resultado prático foi o oposto: com um mecanismo automático de excelente qualidade e de visual extremamente robusto, o Royal Oak conheceu um sucesso tal que deu origem à criação de uma enorme coleção que não pára de crescer até os dias de hoje. O primeiro modelo feminino Royal Oak foi apresentado em 1976, em parceria com a designer Jacqueline Dimier, que fez uma reinterpretação deste verdadeiro ícone para os pulsos femininos. Em 1997 a coleção lançou seu primeiro cronógrafo. Já em 2000 a marca vendeu o Royal Oak de número 100 mil. E atualmente, a linha Royal Oak representa quase 50% do faturamento da empresa suíça. Os relógios antigos dessa linha continuam a ser muito procurados por colecionadores. E valem muito, mas muito, dinheiro.


O museu 
O primeiro museu da AUDEMARS PIGUET foi inaugurado em 1992, dentro da antiga casa da família Audemars, que tem sua construção datada de 1868, na pitoresca cidade suíça de Le Brassus. Mais tarde, em 2004, o museu foi expandido e passou a ocupar a casa toda. Sua coleção inclui mais de 1.300 relógios que fazem parte da herança da marca e explicam seus mais 140 anos de uma rica e pioneira história.


Em 2016 a empresa anunciou o início das obras de ampliação de seu museu, na cidade de Le Brassus. O projeto, batizado de “Maison des Fondateurs” (casa dos fundadores, em português), é resultado de um concurso realizado em 2014 em que o projeto vencedor foi do escritório dinamarquês Bjarke Ingels Group. A ideia é transformar o museu em uma engrenagem gigante, semelhante as que fazem relógios de luxo funcionarem perfeitamente. Ele consiste em uma espiral que emerge do solo com paredes inteiramente feitas de vidro curvo, ligando-se diretamente ao mais antigo prédio da empresa, a casa original da família Audemars. O projeto deve adicionar 2.800 m² de espaços para exposições – onde aproximadamente 400 relógios estarão dispostos – assim como áreas para workshops e recepções, e uma área para manutenção de arquivos. A inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2019.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O atual logotipo ganhou uma imagem mais moderna e pode ser aplicado na cor preta ou dourada.


Os slogans 
There are exceptions to every rule. (2014) 
To break the rules, you must first master them. (2012) 
Breaking all rules. 
Le maître de l’horlogerie depuis 1875. (2010) 
The master watchmaker. 
La plus prestigieuse des signatures.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1875 
● Fundador: Jules-Louis Audemars e Edward-Auguste Piguet 
● Sede mundial: Le Brassus, Suíça 
● Proprietário da marca: Audemars Piguet Holding S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: François-Henry Bennahmias 
● Faturamento: US$ 903 milhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 41 
● Presença global: 88 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.450 
● Segmento: Relojoeiro 
● Principais produtos: Relógios de luxo 
● Concorrentes diretos: Patek Philippe, Roger Dubbuis, Richard Mille, Vacheron Constantin, Jaeger-LeCoultre, Chopard, Piaget e Breguet 
● Ícones: A linha de relógios Royal Oak 
● Slogan: There are exceptions to every rule. 
● Website: www.audemarspiguet.com 

A marca no mundo 
A marca suíça, que ainda detém o título de mais antiga manufatura de relógios do mundo a permanecer nas mãos das famílias fundadoras, está presente em 88 países e fatura mais de US$ 900 milhões por ano (dados de 2016). Seus luxuosos relógios são comercializados através de uma rede própria de 41 lojas, além de joalheiras selecionadas. Com produção anual restrita a pouco mais de 40 mil relógios, a marca preza muito mais pela qualidade do que pela quantidade. Tanto isso faz sentido que o modelo Jules Audemars, que apresenta 443 peças, pode demorar até oito semanas para ficar pronto. 

Você sabia? 
Uma das marcas registradas da AUDEMARS PIGUET é o padrão Grande Tapisserie dos mostradores, que consiste em uma trama feita de quadrados tridimensionais. 
A empresa AUDEMARS PIGUET incorpora todos os campos de atividades envolvidas na manufatura, desde a produção dos movimentos e caixas em Le Brassus e suas filiais em Le Locle e Genebra, até a distribuição por seus escritórios regionais e a venda através de suas butiques próprias. 
A AUDEMARS PIGUET fez algumas edições limitadas de relógios em parceria com celebridades e atletas, como Jarno Trulli, Quincy Jones, Arnold Schwarzenegger, Shaquille O’Neal, Lionel Messi, Jay-Z e Rubens Barrichello. Atualmente a marca tem como embaixadores globais os tenistas Stanislas Wawrinka e Serena Willians, além de ser parceira do teatro Bolshoi na Rússia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 16/5/2017

10.7.06

PATEK PHILIPPE


Nunca somos donos de um PATEK PHILIPPE. Apenas o guardamos para a geração seguinte. Essa frase traduz fielmente a fama de um dos maiores ícones da alta relojoaria mundial. Reluzentes nos pulsos ou nos bolsos da primeira, segunda ou terceira linhagem de famílias abastadas, essas verdadeiras joias desafiam o tempo e sobrevivem ao longo dos anos em busca da eternidade. A marca não está entre as mais vendidas do mundo no segmento de relógios, prefere a exclusividade para poucos que podem pagar o caríssimo preço de seus produtos, que primam pela precisão de engenharia e qualidade. 

A história 
A marca foi criada no dia 1 de março de 1839, no pequeno e aconchegante vilarejo de Plan-les-Ouates, perto de Genebra, na Suíça, pelo Conde Antoine Norbert de Patek, um nobre polonês exilado, e por François Czapek, um relojoeiro de Varsóvia. Juntos, eles fundaram a Patek, Czapek & Co. A empresa, apoiada financeiramente por outros relojoeiros poloneses, como Wawrzyniec Gostkowski, Wincenty Gostkowski e Wladyslaw Bandurski, produzia relógios de bolso por encomenda. Tais relógios eram artisticamente inspirados nos temas da história e cultura polonesa, com retratos de heróis revolucionários, lendas dos séculos X e XII, e o culto da Madonna Negra de Czestochowa. Nesta época, a empresa, que empregava uma meia dezena de funcionários, produzia aproximadamente duzentos relógios de alta qualidade por ano. Rapidamente transformaram-se nos melhores relojoeiros da Suíça e em 1844 resolveram mostrar ao mundo suas fabulosas peças na exposição internacional de Paris. Lá, os fundadores da empresa conheceram o francês Jean Adrien Philippe, que anos antes havia inventado o sistema de corda para relógios de pulso que dispensava o uso de uma chave usada na época.


De maio de 1845 a janeiro de 1851, com a saída de François Czapek da sociedade, a empresa passou a ser conhecida como Patek & Co. Foi quando Philippe emprestou seu nome e tornou-se sócio do negócio, que passou a se chamar PATEK PHILIPPE & Co. Entre as razões para o seu sucesso nesta época estava o alto padrão de fabricação e a praticidade do sistema de corda de seus relógios. Nos primeiros anos dessa parceria, a rainha Vitória da Inglaterra já era uma cliente assídua da marca, e seria seguida nos anos seguintes por vários outros ilustres monarcas, presidentes, papas e magnatas. A partir da metade do século XIX, PATEK PHILIPPE assumiu um papel de liderança na indústria relojoeira suíça pela elevação dos padrões de manufatura e medição do tempo, além da introdução de inovações técnicas (como a mola principal livre, entre outras) e o aperfeiçoamento de mecanismos reguladores, cronógrafos e calendário perpétuo. Já na Exposição de Paris em 1867, a empresa exibiu relógios centrados nas funções que eram padrão apenas para mecanismos complicados no início do século XX: calendários completos, repetidores e um cronógrafo com capacidade de assinalar as frações de segundos.


Patek e Philippe forjaram uma sociedade única, que abrigou seus talentos individuais. Patek era um vendedor talentoso, tanto como um viajante intrépido, sempre buscando a comercialização de seus relógios. Dessa forma, viajou à Inglaterra em 1847, aos Estados Unidos, em 1854, e à Rússia em 1858, numa época que cruzar o oceano era uma coisa muito perigosa e demorada. Viajou através do mundo para promover os relógios de sua empresa e documentou suas jornadas em diários pessoais, relacionando as muitas privações que teve que enfrentar por conta disso. Adrien Philippe, por outro lado, se fixou em Genebra e focou seus esforços em supervisionar a direção técnica da empresa, bem como sua produção diária. Desta forma, a companhia trabalhou tão bem, que antes de sua morte em 1º de março de em 1877, Patek havia sido condecorado com o título de conde pelo papa Pio IX. Adrien Philippe morreria 17 anos depois, em 1894. Após a morte dos fundadores, três antigos empregados da empresa, incluindo Edouard Kohn, assumiram seu comando.


Em 1932, a empresa mudou de mãos, com os irmãos Charles e Jean Stern tornando-se seus novos donos. O resultado não poderia ser melhor, já que a empresa cresceu e rapidamente ganhou mais espaço por conta da administração bem-sucedida dos irmãos, que investiram em diversas inovações e levaram a produção de relógios para outro nível. Depois da Segunda Guerra Mundial, a empresa criou uma divisão eletrônica em 1948, e nos anos de 1950 foi pioneira na tecnologia do quartzo, com a conquista de diversas patentes e vencendo importantes prêmios do segmento. Em 1953 a marca introduziu no mercado seu primeiro relógio de bolso automático. Uma presença constante nas competições do Observatório de Genebra (a grande autoridade mundial de relojoaria), entre 1900 e 1967, a PATEK PHILIPPE venceu mais de 750 prêmios, incluindo 187 primeiros lugares.


Uma pequena revolução aconteceu em Genebra no ano de 1976, quando a empresa lançou o NAUTILUS, um relógio de luxo com caixa de aço. O mundo da horologia, ciência e arte relacionada aos instrumentos de medição de tempo, ficou perplexo e cético porque, até então, relógios de luxo eram feitos de ouro ou platina - de preferência com braceletes também de metais preciosos - muitas vezes também com marcadores de horas e aros com diamantes. Ao mesmo tempo, as manufaturas competiam entre si para desenvolver relógios cada vez mais finos. E então surgiu este relógio de grandes dimensões e em aço; ele não apenas era mais caro que muitos relógios em ouro da época, mas também violava todas as convenções com seu tamanho proeminente e forma extravagante. O mais surpreendente: foi a respeitada e eminente PATEK PHILIPPE que ousou cometer esta transgressão na categoria luxo.


Mas como Philippe Stern, o presidente honorário da empresa, admite hoje, esta quebra de tabu foi um movimento calculado. Uma progressiva mudança de paradigma tinha sido observada. Muitos indivíduos abastados eram extremamente ativos, não apenas em suas vidas profissionais, mas também em suas atividades de lazer. Eles estavam no comando de iates, esquiavam em montanhas geladas e corriam no Central Park ao amanhecer para manter a forma. Esta nova geração amava desafios e dinâmicos estilos de vida. Um relógio em ouro, precioso e sujeito a riscos, nos anos de 1970, com seu delicado movimento, não se adequava ao seu cotidiano. Tais relógios eram ideais para elegantes eventos noturnos, não para serem usados por ocupados diretores e empreendedores no escritório, na quadra de tênis ou durante uma partida de golfe no fim de semana. A PATEK PHILIPPE antecipou esta tendência com o lançamento do NAUTILUS. Embora desenhado para atrair um novo segmento de consumidores, ele também tinha intenção de convencer os clássicos donos de um PATEK PHILIPPE a complementar seu modelo em ouro com uma alternativa caixa de aço. Ambos os objetivos foram atingidos e uma campanha publicitária ajudou a converter o estilo iconoclasta do NAUTILUS em um princípio. “Um dos mais caros relógios do mundo é feito de aço”, proclamava um anúncio com intensa exposição. O título “Combina tanto com um traje molhado como com um smoking” também chamava a atenção.


Em 2006, a PATEK PHILIPPE celebra o trigésimo aniversário da coleção NAUTILUS com o lançamento de uma coleção totalmente redesenhada. Estes novos modelos agora têm caixas com três peças, o que não compromete sua lendária robustez. Avançados processos de manufatura e novas tecnologias de materiais tornaram possível a construção de clássicas caixas com fundo, lateral e aro que igualam a construção monobloco original em termos de robustez e resistência à água. Durante toda sua história a PATEK PHILIPPE foi sempre pioneira nas grandes inovações tecnológicas da relojoaria. São incontáveis as invenções e as contribuições da marca para o segmento. Muitas das funções comuns que hoje em dia qualquer relógio carrega partiram das mentes criativas de Patek e Philippe. Alguns exemplos são o calendário perpétuo, o cronógrafo, o duplo cronógrafo (a função “split second”) ou o aviso sonoro em relógios de pulso.


A linha do tempo 
1854 
A badalada joalheria Tiffany & Co. de Nova York, torna-se um cliente oficial da empresa. 
1868 
Criação de um relógio montado em um bracelete com movimento baguete, corda por chave e mostrador esmaltado. 
1887 
Em 27 de abril, a marca PATEK PHILIPPE & CIE FABRICANTS a GENEVE é registrada oficialmente, tendo como símbolo a cruz de Calatrava, presente até hoje em sua identidade visual. 
1889 
Em 23 de maio, um mecanismo de calendário perpétuo é protegido pela patente 1018. 
É concedida patente para um sistema de carga com dois tambores de mola principal para movimentos de segundos independentes. 
1897 
É concedida uma patente para um dispositivo fixador da mola de abertura da tampa, colocado sobre a lateral de caixa do relógio. 
1899 
É concedida uma patente para um sistema de botão para disparo do repetidor de minutos. 
1915 
Criação do primeiro relógio de pulso feminino, em platina com repetidor de 5 minutos, 10o. calibre com 29 rubis, roda do balanço bimetálica e mola do balanço Breguet. 
1925 
Início da fabricação de movimentos de relógios de pulso repetidores de minutos. 
Criação do primeiro relógio de pulso com calendário perpétuo com mudança instantânea e indicação de anos bissextos. 
1926 
Fabricação dos primeiros cronógrafos de pulso com um botão, com movimento de 13 linhas, 19 rubis. Este tipo de movimento é abrigado em clássicas caixas em ouro branco, rosa ou amarelo, platina ou aço. 
1927 
Fabricação de um relógio masculino para canhotos, com cronógrafo ratrapante e acumulador de 30 minutos, movimento de 13 linhas revestido de ródio, 21 rubis e caixa em ouro 18 k em forma de almofada. 
Em 13 de outubro é vendido o primeiro relógio de pulso com calendário perpétuo de mudança instantânea, construído em 1925. 
1928 
Início da fabricação de relógios de pulso com calendário completo, mas não perpétuo, e alguns modelos com fases da lua. 
1933 
Fabricação de um relógio de pulso masculino retangular, reversível, dos quais muito poucos exemplares foram produzidos. Um deles foi dado como presente por Charles e Jean Stern a um empregado em comemoração a seus 20 anos de serviços prestados á empresa. 
1941 
Início da produção do relógio de pulso astronômico com calendário perpétuo e fases da lua, cronógrafo, acumulador de 30 minutos, botões quadrados, com calibre 13 Q, dos quais 281 peças são feitas e usadas até 1954, em ouro amarelo, rosa ou aço inoxidável. 
1954 
Manufatura de relógios automáticos com indicação de dois fusos horários em dois mostradores paralelos, mas com um único movimento. Os ponteiros dos dois fusos podem ser ajustados separadamente. 
1956 
Criação do primeiro relógio a quartzo autônomo. 
1968 
Lançamento do primeiro modelo da coleção ELLIPSE
1993 
Lançamento do primeiro modelo da coleção GONDOLO
1999 
Lançamento da coleção feminina TWENTY~4
2000 
Criação do STAR CALIBER 2000, um relógio que demorou oito anos para ser construído. No processo de fabricação dessa relíquia de US$ 7.5 milhões, todo cuidado foi pouco. O mecanismo foi feito dentro de uma redoma de vidro, na qual o ar era trocado de tempos em tempos, para evitar que fosse contaminado pelo pó. Foram esses pequenos detalhes que deram à PATEK PHILIPPE um lugar de destaque no Olimpo da relojoaria. 
2002 
Lançamento do seu mais complicado relógio de pulso até então, com dupla-face: o SKY MOON TOURBILLON
2003 
Lançamento do relógio de pulso TOURBILLON 10 DAYS, com 10 dias de reserva de marcha. 
2005 
Lançamento do primeiro NAUTILUS com três complicações: reserva de marcha, fases da lua e data. As listas de espera dos revendedores autorizados cresciam cada vez mais, e logo os primeiros modelos desse lendário relógio começaram a aparecer nos catálogos das prestigiosas casas de leilões, às vezes atingindo preços maiores do que um modelo novo. 
2006 
Lançamento de um relógio com uma mola de balanço baseada no silício, a Spiromax.


A precisão
A especialidade da PATEK PHILIPPE são máquinas altamente complexas. Até hoje essas maravilhas são incomparáveis, tanto no requinte como na precisão. Em média, cada relógio da clássica marca suíça contém 1.800 engrenagens. E os cuidados com essas engenhocas seriam exagerados se não estivéssemos falando de um PATEK PHILIPPE, joias que passam de pai para filho como o que há de mais valioso em termos de herança. Durante a montagem do relógio as peças são colocadas em uma redoma de vidro para evitar o contato com a poeira. Lá dentro, o ar é trocado o tempo todo, além de ser umidificado no inverno e seco no verão. A PATEK PHILIPPE tradicionalmente produziu relógios completos, empregando artesãos que são mestres relojoeiros capazes de projetar e finalizar os mais complicados movimentos. Outros especialistas, tais como ourives, esmaltadores, joalheiros e gravadores completam o quadro da manufatura. Resumindo: os relojoeiros da empresa são vistos como os “Michelângelos do tic-tac”.


Os dois relógios mais complexos de todos os tempos foram feitos pela PATEK PHILIPPE. O primeiro, feito por encomenda ao colecionador americano Henry Graves Jr., demorou nove messes para ser produzido e foi entregue no ano de 1933, feito em ouro, com 24 mecanismos de complicação, como as fases da lua, calendário perpétuo, o movimento das estrelas do céu de Nova York entre outras funções. E o segundo, o Calibre 89, considerado o relógio mais complexo do mundo, em 1989 (daí o nome) como homenagem aos 150 anos de fundação da empresa. O modelo é o relógio com o maior número de mecanismos do mundo. Com 33 funções e 1.728 partes distintas, o Caliber 89 consumiu nove anos de intensas pesquisas. Toda essa reputação pode ser medida pelos preços dos relógios adquiridos em leilões: dos 20 relógios mais caros vendidos em leilões pelo mundo, todos foram fabricados pela empresa. Embora a PATEK PHILIPPE seja famosa pela liderança na manufatura de relógios mecânicos, também está na linha de frente da indústria como produtora de relógios industriais e eletrônicos, com seus altamente precisos relógios instalados em usinas de força, hospitais, aeroportos, fábricas e outros prédios públicos.


Sua confecção é tão seletiva que em mais de um século e meio a PATEK PHILIPPE cunhou apenas 750 mil relógios, número que muitas empresas fabricam em um único ano. A produção anual da empresa hoje em dia é de 50 mil relógios, com valores que variam entre US$ 17 mil e US$ 70 mil a unidade – isso sem contar as séries especiais, como a Star Caliber. Com US$ 7.5 milhões se constrói uma pequena fortuna. Ou então, compra-se um relógio. Ou melhor, quatro peças da mais fina relojoaria suíça. Este é o preço de um conjunto Star Caliber. Concebido após oito anos de pesquisas, é um artigo tão excepcional que só é vendido em série de quatro unidades, uma delas de platina. Como todo PATEK PHILIPPE, trata-se de uma das preciosidades feitas artesanalmente na tradicional fábrica de Plan-les-Ouates, vilarejo perto de Genebra, na Suíça.


O museu 
O museu PATEK PHILIPPE, localizado na Rue des Vieux Grandiers em Genebra, é para verdadeiros apaixonados por relógios. Instalado em um antigo prédio de quatro andares, que levou dois anos para ser restaurado, o museu foi concebido por um time internacional de arquitetos e designers sob a batuta de Gerdi Stern, esposa do presidente da empresa. Ela cuidou pessoalmente de todos os detalhes do edifício, que é decorado com móveis do século 18. As vitrines onde ficam expostas as preciosas relíquias são feitas com um raro tipo de eucalipto. Pedras da região francesa de Provence revestem as paredes internas do prédio. A entrada do museu é forrada com mármore espanhol.


São duas coleções permanentes. A de objetos antigos mostra relógios dos séculos 16 ao 19, e é acompanhada por uma apresentação audiovisual. Já a coleção The Patek Philippe conta a história da empresa. O museu reúne a maior e mais completa coleção de relógios do mundo. São cerca de duas mil peças que contam a história da relojoaria nos últimos cinco séculos. Alguns exemplares estão avaliados em mais de US$ 5 milhões. Entre a valiosa coleção do museu há relógios que consistem do escudo de armas da Princesa Zubów, feito em 1845, os de retratos do general polonês Tadeusz Kosciuszko, além dos figurativos do marechal e príncipe polonês Józef Poniatowski. Além disso, no terceiro andar do edifício, uma vasta biblioteca com livros, documentos e desenhos de relógios coloca à disposição dos visitantes aproximadamente 7.000 volumes, com datas de edição iniciando-se no ano de 1531 até os dias atuais, entre os quais a obra “Vigniaux”, tratado horológico considerado o melhor manual de técnicas relojoeiras no século XVIII. O museu foi aberto ao público em novembro de 2001, e desde então foi visitado por milhares de pessoas.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1 de março de 1839
● Fundador: Antoine Norbert de Patek, François Czapek e Adrien Philippe 
● Sede mundial: Genebra, Suíça 
● Proprietário da marca: Patek Philippe S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente honorário: Philippe Stern 
● CEO: Thierry Stern 
● Faturamento: €744.2 milhões (2012) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas:
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.600 
● Segmento: Relojoeiro 
● Principais produtos: Relógios de luxo 
● Concorrentes diretos: Vacheron Constantin, Jaeger-LeCoultre, Chopard, Piaget e Breguet 
● Ícones: O relógio Nautilus 
● Slogan: Patek Philippe. Begin your own tradition. 
● Website: www.patek.com 

A marca no mundo 
A PATEK PHILIPPE comercializa seus refinados relógios em mais de 100 países através de 500 das mais renomadas e conceituadas joalherias. Além disso, possui três sofisticadas lojas próprias (chamadas de PATEK PHILIPPE SALONS), localizadas em Genebra, Londres e Paris. A marca oferece aproximadamente 200 diferentes modelos de relógios em suas linhas regulares. 

Você sabia? 
A PATEK PHILIPPE ao longo de anos conquistou clientes famosos, incluindo nobres como a rainha Vitória, e cientistas, artistas, escritores e músicos, tais como Albert Einstein, Richard Wagner, Marie Curie, Charlotte Bronte e Peter Tchaikowsky. O relógio de Einstein, inclusive, foi produzido, a pedido do cientista, com os números em alto relevo, pois ele já não enxergava direito. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 18/10/2013

14.6.06

CARAN D'ACHE


“Deus escreve certo por linhas tortas, e quando quer desenhar ou pintar, abre sua caixa de CARAN D’ACHE”. Sonho de qualquer ser humano que tenha algum dia usado um lápis de cor, os produtos desta marca há um século são sinônimos da mais pura perfeição suíça, praticamente imbatíveis na qualidade e na preferência de quem entende do assunto. Sempre a serviço dos apaixonados pela cor e máxima qualidade na hora de desenhar, pintar ou escrever, os produtos CARAN D’ACHE oferecem ao imaginário uma liberdade ilimitada na hora de criar ou finalizar um trabalho. Distribuída por todo o planeta, a linha artística da marca é reconhecida como uma das melhores do mundo, utilizada pelas mãos dos mais renomados artistas, arquitetos, designers, cartunistas e ilustradores. 

A história 
CARAN D’ACHE é uma história de amor que nasceu da paixão de um homem pela cor, e que ainda hoje, se mantém fiel às suas origens. Tudo começou em 1915 com a fundação da fábrica de lápis Fabrique Genevoise de Crayons, situada na cidade de Genebra na Suíça. Em 1924 o empresário Arnold Schweitzer assumiu o comando da empresa e trocou seu nome para CARAN D’ACHE SWISS PENCIL FACTORY. O nome foi inspirado no caricaturista e ilustrador naturalizado francês que trabalhava sob o pseudônimo de Caran D’Ache e ficou conhecido pelas tiras publicadas em jornais. O artista nasceu na Rússia, seu verdadeiro nome era Emmanuel Poiré (1859-1909) e seu pseudônimo foi baseado na palavra russa “Karandash”, que significa lápis. Pouco depois, a marca começou a construir sua alta reputação com o lançamento do Technograph, um lápis grafite de madeira de cedro, identificado por sua cor amarela. Um dos slogans publicitários da fábrica de lápis nesta época era “Caran d’Ache à toujours bonne mine” (em tradução livre “Tem sempre boa mina”, ou seja, um bom cilindro de grafite no interior do lápis). Juntamente com esse slogan surgiu o personagem conhecido como “Bonne-Mine”, um simpático lápis segurando sua cartola, que com um toque de humor representava a qualidade e confiança da marca. No ano de 1929, a empresa lançou no mercado a primeira lapiseira mecânica do mundo toda feita de metal e com sistema de garra, chamada de Fixpencil, inventada pelo engenheiro Carl Schmid.


Dois anos depois introduziu o primeiro lápis solúvel em água, batizado de Prismalo, revolucionando assim o segmento da pintura e desenho. Bastava umedecer a ponta do lápis para que o grafite produzisse um efeito semelhante ao da tinta guache. Essa linha rapidamente se tornou marca registrada da CARAN D’ACHE, com seus lápis feitos em madeira de cedro da Califórnia, em cores vibrantes, solúveis em água e que vinham acondicionados dentro de uma charmosa caixa de metal. Depois de um período difícil durante a Segunda Guerra Mundial, em 1952, a CARAN D’ACHE lançou no mercado a linha Neocolor, composta por lápis pastéis, mais conhecidos como lápis de cera (cuja versão solúvel em água seria introduzida em 1972); e no ano seguinte a caneta esferográfica de ponta redonda Ecridor, que com seu corpo hexagonal ganhou status de um ícone moderno. Pouco tempo depois, em 1955, adotou o Colour Guide (um sistema de classificação de cores) para designar seus lápis coloridos que ficariam tão famosos em todo o mundo.


A década seguinte foi marcada pelo lançamento, em 1963, da linha Modela, composta por massas e material para modelar, fazendo com que a marca ingressasse em um novo e rentável segmento de mercado. Nos anos seguintes a CARAN D’ACHE se transformou em um verdadeiro ícone para o mundo da pintura, escrita e design, com o lançamento de produtos revolucionários e de alta qualidade, ingressando inclusive no segmento de instrumentos de escrita de luxo, que possuem garantia vitalícia, com a introdução de sua primeira caneta tinteiro (batizada de Madison) em 1970. No final desta década, em 1978, a empresa lançou seu primeiro isqueiro, estabelecendo uma marca em termos de tecnologia e design no segmento. Na década seguinte a CARAN D’ACHE introduziu no mercado grandes novidades, entre as quais a linha de caneta com formato hexagonal (1983) e a linha Neopastel (1985), composta por lápis de cera oleoso.


Os anos de 1990 foram marcados pela grande quantidade de edições limitadas de canetas de luxo, além da Neoart Aquarelle, uma coleção de lápis de cera solúvel em água direcionada para o mercado artístico, introduzida em 1999. Este ano também foi marcado pelo lançamento da caneta “La Modernista Diamonds”, exclusivamente para ser vendida na Harrods de Londres (a mais luxuosa e elegante loja de departamentos do mundo). A caneta, criada em memória do arquiteto Antonio Gaudi, era feita em prata sólida, com pena de ouro 18 quilates, possuía 5.072 diamantes e 96 rubis, e custava nada menos que US$ 265.000. Por anos a La Modernista Diamonds figurou no livro Guinness dos recordes como a caneta mais cara do mundo até ser desbancada pela italiana Aurora. Com a chegada do novo milênio a CARAN D’ACHE continuou investindo no segmento de luxo com o lançamento de canetas de ouro adornadas com pedras preciosas, além de acessórios de escrita de altíssima qualidade. Além disso, em 2009, a empresa criou um conceito de exposição de seus produtos no ponto de venda, batizado de Bar à Couleurs (bar das cores), espaços especiais para que o consumidor tenha uma experiência intensa ao entrar em contato com as coleções fazendo com que as cores evoquem emoções.


A partir de 2010, a CARAN D’ACHE iniciou a abertura de lojas próprias em cidades como Genebra, Zurique, Hong Kong, Dubai e Kuala Lumpur. Outra novidade foi o lançamento da exclusiva caneta 1010, inspirada em relógios e cujo nome nasceu “do equilíbrio que se produz nos ponteiros de um relógio às 10:10”. O luxuoso modelo era decorado com engrenagens de metais preciosos visíveis através de sua cobertura transparente e estava repleto de pequenas surpresas, que incluíam uma safira, um par de rubis e uma terminação de ródio para dar um efeito branco brilhante, o mesmo utilizado nas joias de platina e ouro branco. O modelo 1010 estava disponível pela bagatela de US$ 19.000. Uma das linhas mais populares da marca é Fancolor, desenvolvida especialmente para divertir e fomentar a criatividade das crianças, sempre com total segurança em relação à saúde. Repleta de cores alegres e luminosas, e de fácil utilização, esta linha é composta por lápis de cor (47 tons), canetinhas (cuja ponta, muito resistente e flexível, não desgasta nem resseca) e guaches (disponíveis em 15 cores). Outra novidade é a linha de lápis CARAN D’ACHE LUMINANCE, especialmente desenvolvida para artistas profissionais, totalmente resistentes à luz e em conformidade com os mais altos padrões internacionais de qualidade.


Outra novidade: para assinalar o 50º aniversário do primeiro voo espacial tripulado, ocorrido em 12 de abril de 1961, a Maison de Haute Écriture (casa da alta escritura) criou uma edição limitada de canetas permanente e roller. Repletas de simbolismos, estas canetas foram produzidas com materiais nobres. A laca preto mate, que representa a escuridão do universo, envolve o corpo e a tampa da caneta, contrastando de forma elegante com a camada de ródio banhada a ouro ou prata. No corpo de cada instrumento é possível ler a famosa e inspiradora frase proferida por Yuri Gagarin, quando voltou da sua primeira viagem espacial: “Ao completar a órbita da Terra na nave especial, vi quão belo é o nosso planeta. Vamos preservar e reforçar esta beleza e não destruí-la!”. Para tornar estas canetas ainda mais emblemáticas, os artesãos da CARAN D’ACHE conseguiram gravar uma fotografia do cosmonauta diretamente na tampa, através de um novo processo e de técnicas inovadoras. Uma das mais recentes criações da marca, lançada em 2012, é a Caelograph, que inclui vários instrumentos de escrita capazes de mapear o movimento das estrelas. A nova linha inclui caneta tinteiro, esferográfica, um tinteiro e um compasso. As constelações e um mapa estão gravados no corpo da caneta, que sendo calibrada, permite aprender as posições das estrelas em qualquer época do ano, bem como os pontos cardeais e a linha do horizonte.


Seus lápis são sinônimos de alta qualidade e para celebrar seus 100 anos, em 2015 a marca lançou no mercado a Caran D’Ache Anniversary Collection, uma coleção exclusiva composta por cinco modelos icônicos que encarnam a história da Maison e que homenageia alguns artistas que fizeram parte dessa trajetória. Baseada em um país que é famoso mundialmente por seus relógios e joias, não é de se surpreender que a empresa tenha obtido reputação internacional de qualidade e beleza excepcional de seus produtos, que são desenhados, desenvolvidos e produzidos em sua totalidade na cidade de Genebra.


A marca cria instrumentos de escrita que são distinguidos pelo seu excelente design, a excepcional qualidade dos materiais empregados e sua perfeição técnica. Estas qualidades são reunidas pela perícia de seus artesãos especializados, cujo objetivo é alcançar a autenticidade e a atemporalidade, juntamente com absoluta precisão e confiabilidade. Assim como um legítimo relógio suíço. Os produtos da marca CARAN D’ACHE são desenvolvidos para satisfazer à todas as necessidades, quer seja de profissionais, amadores, estudantes e crianças. Instrumento de escrita e materiais para colorir. É desta forma que, de uma maneira geral, se divide o negócio da empresa, sendo que cada uma das áreas responde por metade do volume de negócios.


A evolução visual 
O logotipo original da marca foi baseado e inspirado nas assinaturas (foto abaixo) do caricaturista e ilustrador Emmanuel Poiré, que trabalhava sob o pseudônimo de Caran D’Ache.


O primeiro logotipo da marca, todo em preto, tinha inspiração no estilo Art Deco. Em 1929 passou a adotar a cor vermelha, extremamente ligada à suíça, e ganhou uma nova tipografia de letra. Em 1958 a identidade visual ganhou nova tipografia de letra, um fundo vermelho e a silhueta do tradicional personagem da marca (“Bonne-Mine”) do lado direito. Em 1974, nova mudança: o personagem foi posicionado entre o nome da marca e a frase “Swiss Made” posicionada abaixo.


Na década de 1970, com o lançamento de sua linha de instrumentos de escrito de luxo, a empresa resolveu adotar dois logotipos distintos: um para sua linha de canetas e instrumentos de luxo (adotado a partir de 1981, foto a esquerda) e outro para sua linha artística (adotado em 1977, foto a direita), inspirado na assinatura de Emmanuel Poiré e cujo design decorava suas caixas de lápis coloridos desde 1930.


A partir de então a marca suíça utilizou dois logotipos bastante distintos: o tradicional e mais despojado na cor vermelha para designar sua linha de lápis e acessórios artísticos; e outro mais sóbrio e elegante que estampava sua linha de canetas e acessórios de luxo, sendo utilizado também como logotipo corporativo, cuja última alteração havia ocorrido em 1998. No início de 2015, como comemoração de seu 100º aniversário, a marca revelou um novo logotipo único para todos os seus produtos, que deliberadamente mantém a essência do gráfico existente, mas é uma versão contemporânea da assinatura de Emmanuel Poiré. Um claro retorno às suas origens, enriquecida pelos elementos mais marcantes dos gráficos que moldaram a evolução da marca. A nova identidade visual pode ser aplicada na cor vermelha, preta e com fundo vermelho.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1915 
● Fundador: Arnold Schweitzer 
● Sede mundial: Genebra, Suíça 
● Proprietário da marca: Caran D’Ache S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Jean-François de Saussure 
● Presidente: Carole Hubscher 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Papelaria e escrita 
● Principais produtos: Lápis de cor, canetas, lapiseiras, guaches e acessórios para escrita 
● Concorrentes diretos: Faber-Castell, Staedtler, Koh-I-Noor, Prismacolor, Giotto, Aurora e Mont Blanc 
● Ícones: A enorme variedade de cores de sua linha de lápis 
● Slogan: The art of beautiful writing. 
● Website: www.carandache.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CARAN D’ACHE, que possui uma completa linha de instrumentos de escrita (canetas, lapiseiras e acessórios) e cores (lápis), além de acessórios de luxo, comercializa seus produtos em mais de 90 países ao redor do mundo através de uma rede de distribuição especializada. Com subsidiárias na Alemanha, França, Estados Unidos, Japão e Oriente Médio, a empresa tem uma forte presença internacional e mantém relações próximas com seus clientes e parceiros. A empresa mantém uma pequena rede de lojas próprias, boa parte delas localizadas na Suíça, Ásia e Oriente Médio. Seus tradicionais lápis coloridos (em mais de 120 tonalidades diferentes e com produção anual superior a 75 milhões de unidades) estão disponíveis em sets de 12, 18, 24, 30, 40, 48, 60, 80, 120, 160 e também avulsos. Em seu portfólio, a marca suíça tem peças cujos preços vão desde €50 até mais de €500.000. 

Você sabia? 
A CARAN D’ACHE mantém o mesmo conjunto de pigmentos estáveis em seus lápis, com décadas de pesquisas e tradição na fabricação, e excelente resistência à luz. A codificação da resistência à luz vem gravada no próprio lápis assim: * = 25 anos de garantia do fabricante, ** = 50 anos, *** = resistência total à luz. 
Todos os produtos CARAN D’ACHE são feitos na Suíça e marcados com o conhecido selo de qualidade “Swiss Made”, que garante aos clientes qualidade excepcional, elevada precisão, fiabilidade e resistência fora do comum, estética refinada, elegância e originalidade no design e produção. 
A empresa tem por tradição contratar funcionários que amam desenhar. 
Mesmo com tantos avanços em termos tecnológicos, o curioso é que a atmosfera de exclusividade da marca foi mantida. Até hoje a empresa recebe cartas de clientes contando histórias de estojos coloridos de lápis que estão na mesma família – e na ativa – há mais de 60 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 26/3/2015

9.6.06

VICTORINOX


Durante muito tempo, o canivete era o presente inevitável de milhões de turistas que visitavam a Suíça. Em todas as formas, cores e tamanhos, eles eram, e ainda são, expostos nas lojas de lembranças em todo país. E a marca VICTORINOX foi quem inventou a fórmula mágica de colocar, em um objeto do tamanho da palma da mão, um punhado de ferramentas: de cortador de unha e saca-rolhas a navalhas e chave de fenda. Com isso, a VICTORINOX, que hoje é uma marca de estilo de vida, se tornou conhecida por milhões de pessoas em todo o mundo, que à associam aos típicos valores suíços, como inventividade, confiabilidade, funcionalidade e qualidade. 

A história 
Karl Elsener, o fundador da empresa, nasceu no dia 9 de outubro de 1860 em Schwyz na Suíça. Após anos de aprendizado em Paris, onde trabalhou como jornaleiro, e no distrito de Tuttlingen, no sul da Alemanha, voltou para casa com o objetivo de abrir seu próprio negócio no pequeno vilarejo de Ibach, localizado no cantão de Schwyz, próximo aos belos Alpes Suíços. Naquele tempo havia muito pouca atividade industrial no distrito de Schwyz, fazendo com que muitos jovens lavradores tivessem que imigrar para a América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. Procurando criar novas oportunidades de empregos, tomou a iniciativa, em 1884, de fundar uma pequena empresa de cutelaria. Nessa época, a energia para operar as máquinas era obtida utilizando a correnteza do pequeno rio Tobelbach. Pouco depois, em 1891, organizou a Associação de Cuteleiros Suíços (Swiss Cutlers Association) cujo principal objetivo era produzir canivetes para o exército suíço, principalmente ao perceber que as facas de bolso usadas pelos soldados do seu país eram feitas na Alemanha.


Ele estava procurando um canivete compacto e firme, que oferecesse várias funções combinadas em uma única ferramenta. Desenvolveu então um rudimentar utensílio (uma faca grande de madeira), embrião dos cobiçados canivetes, e integrou a ele diversas ferramentas, além da lâmina: uma chave de fenda, um abridor de latas e um perfurador. Em outubro de 1891 foi feita a primeira entrega aos soldados suíços. Porém, empresas alemãs conseguiam produzir canivetes mais baratos em suas fábricas, fazendo com que todos os outros membros da associação de cuteleiros abandonassem o projeto após um ano. Mesmo perdendo sua fortuna, Elsener perseverou, focando suas energias na produção de outros canivetes multifuncionais, como por exemplo, o Canivete do Estudante, Canivete do Fazendeiro e o Canivete do Cadete. Para ampliar o negócio, ele aperfeiçoou seu principal produto.


Em 1897, criou uma maneira de utilizar uma mola para dobrar as lâminas. Isso permitiu adicionar mais instrumentos. Surgiram os modelos com abridor de latas, chave de fenda, saca-rolhas, serra, alicate, abridor de garrafas, palito de dente, pinça, gancho de pesca, lente de aumento e até uma pequena bússola. Em 12 de junho, registrou o projeto do “Offiziermesser”, em alemão algo como “Canivete dos Oficiais Suíços”, que seria responsável por seu sucesso e sua fortuna. Este era mais leve e elegante, utilizando talas de fibra e seis ferramentas com apenas duas molas (lâmina, punção, abridor de latas, chave de fenda, lâmina pequena e saca-rolhas).


O exército suíço não adotou o canivete, mas muitos oficiais que reconheciam seus méritos, o compravam em inúmeras cutelarias onde o canivete também estava disponível. Esta útil ferramenta multifuncional se tornou rapidamente popular. Mais e mais vendas foram feitas para o exterior. Elsener utilizou-se de constantes inovações e altíssima qualidade para combater as inúmeras imitações que começaram a surgir. Em 1909, por exemplo, conseguiu distinguir definitivamente seu produto das imitações, pois o governo suíço lhe permitiu utilizar a cruz suíça com um escudo – conhecida como Cross and Shield - em seus canivetes. Após a morte de sua mãe, no mesmo ano, decidiu utilizar seu nome de batismo VICTORIA como marca registrada. Em 1918, Karl Elsener faleceu, deixando a fábrica sob o controle dos filhos Carl e Alois. Após a criação do aço inoxidável em 1921 e sua consequente utilização na fabricação das lâminas e funções dos canivetes, a palavra INOX acabou sendo adicionada à marca VICTORIA, formando um acrônimo que mesclava o nome da sua mãe ao novo material, surgindo assim a VICTORINOX.


O produto popularizou-se ainda mais depois da Segunda Guerra Mundial, com as unidades militares americanas, e tornou-se um símbolo da própria Suíça, ao lado dos relógios e dos chocolates. Foi neste período que surgiu a expressão “canivete suíço”. Isto porque seu nome original (Offiziermesser) era praticamente impronunciável para os soldados americanos que compraram o objeto para levar como presente no retorno para casa. Sabendo que a arma vinha da Suíça, eles passaram a chamá-la de SWISS ARMY KNIFE (em português, Faca do Exército Suíço). E a empresa percebeu que ali tinha um mercado enorme a ser explorado. E rapidamente iniciou seu processo de internacionalização. A partir de 1969, alguns produtos da linha de cutelaria doméstica e profissional passam a serem produzidos na nova fábrica da empresa. Na década de 1990 a empresa começou a diversificar sua linha de produtos, até então compostas por facas, canivetes e alicates, além de uma pequena linha de relógios. Ainda durante este período inaugurou subsidiárias no Japão, México, Brasil, Polônia, Hong Kong/China, Vietnã e Chile.


Com a chegada do novo milênio tudo mudou. A história da VICTORINOX pode ser dividida em duas fases: de 1884 a 2001 e de 2002 até agora. Explica-se: durante os primeiros 117 anos, a VICTORINOX foi sinônimo de canivete. Afinal, foi a empresa quem inventou a fórmula mágica de colocar, em um objeto do tamanho da palma da mão, um punhado de ferramentas com várias funcionalidades. Mas aí, aconteceu a tragédia de 11 de setembro de 2001, o ataque terrorista ao WTC (World Trade Center), a paranoia americana com objetos cortantes e a empresa acusou duramente o golpe. Da noite para o dia, a venda de canivetes despencou 30%, e a empresa perdeu dois dos seus mais importantes canais de comercialização, os aeroportos e as aeronaves. Isto porque, surgiu a proibição de embarque de objetos cortantes nos aviões. Para ter uma ideia, as lojas de souvenires em aeroportos respondiam por quase 70% do faturamento da empresa. E pior: os Estados Unidos eram os grandes consumidores do produto. Segundo dados das autoridades americanas, nos 14 meses após os atentados foram confiscadas, nos aeroportos do país, 1.8 milhões de facas, na maioria canivetes vermelhos. Para piorar, muitas corporações que compravam o produto como presente ou brinde suspenderam suas encomendas.


A empresa, então, para enfrentar seu período mais difícil, se dedicou à estratégia de se tornar uma marca global de estilo de vida e diversificar suas atividades. Acertou em cheio, principalmente na linha de relógios, que havia surgido de uma associação com a Swiss Army, anos antes. Hoje, os relógios já respondem por mais de 20% do faturamento mundial da VICTORINOX. Além disso, a empresa lançou inúmeros novos produtos, incluindo os itens de cutelaria, antes em menor escala, que ganharam uma divisão para chefs de cozinha. Atualmente sua gama de produtos oferece facas profissionais e de cozinha, utensílios de cozinha (saca-rolhas, descascador, afiador de facas, abridor de latas, tesoura, espátula multiuso, raspador e cutelo), alicates (conhecidos como SwissTool Spirit com trinta e nove funções e design arrojado para quem aprecia uma ferramenta de altíssima qualidade, pesando apenas 205 gramas), perfumes e colônias, roupas, malas para viagem, carteiras e bolsas, entre outros itens, como cadeados. A marca também cresceu no segmento promocional com presentes corporativos. Além de sua comprovada qualidade, estão disponíveis a um custo bastante atrativo.


E durante este período, a VICTORINOX inaugurou algumas lojas conceitos em cidades como Nova York, Londres e Genebra. Outro fato marcante desse período ocorreu no dia 26 de abril de 2005, com a aquisição da tradicional empresa Wenger, fundada em 1893, o que proporcionou a VICTORINOX se tornar novamente a fornecedora oficial de canivetes do Exército Suíço. Além disso, a marca lançou novidades para seu principal e icônico produto: canivete Spartan Lite, com luz branca muito mais potente e econômica que a tradicional vermelha, e o Voyager Lite, que trazia relógio, alarme e cronógrafo digital embutidos em seu revestimento transparente. Em 2013, a VICTORINOX inaugurou seu primeiro espaço próprio em São Paulo, no badalado Shopping Cidade Jardim. O quiosque conta com diversos produtos da marca, como os famosos canivetes, relógios, perfumes e artigos da linha de cutelaria.


Há décadas a empresa manteve uma marca que virou objeto de desejo dos homens. A constante atualização e a diversificação de seus produtos mantêm a empresa faturando alto. E não só com canivetes, mas também relógios, roupas, perfumes, carteiras, pastas e malas de viagem. Tudo isso voltado essencialmente para os homens. Porém, recentemente, a divisão Travel Gear resolveu mirar o público feminino. Isto porque, apesar de 80% de seus produtos serem usados por homens, 50% deles são comprados por mulheres. Um exemplo disso é a atenção especial dedicada à variedade de formas e cores das malas, que antes se limitavam a praticamente três opções (preto, vermelho e bege) e outros utensílios de viagem. Nos Estados Unidos, celebridades femininas da música e do cinema já descobriram as malas da VICTORINOX, como a cantora Madonna e a atriz Renée Zellweger.


A linha do tempo 
1989 
Lançamento de uma pequena linha de relógios no mercado americano. 
1996 
Lançamento de sua primeira colônia chamada SWISS ARMY
1997 
Lançamento do VICTORINOX SWISS CARD, um canivete no formato de um cartão de crédito feito de plástico transparente com lâmina, alfinete, tesoura, caneta, pinça, lente de aumento, uma chave de fenda com 4 pontas (2 sendo tipo Phillips), uma lanterna de LED vermelha e duas réguas, uma em polegadas e outra em centímetros. 
1999 
Lançamento de uma linha de mochilas, bolsas e malas de viagens. 
2001 
Licenciamento de uma linha de roupas especialmente voltada para o mercado americano. 
Lançamento do perfume ALTITUDE
Inauguração da primeira loja conceito da marca no badalado bairro do Soho em Nova York. 
2002 
Lançamento do SWISS ARMY FOR HER, primeiro perfume feminino da marca. 
2004 
Lançamento do canivete SwissMemory, que além de ser equipado com as tradicionais ferramentas continha ainda memória USB (pen-drive), permitindo assim carregar uma infinidade de arquivos em seus 1 GB de memória. Nos anos seguintes novas versões com capacidade de memória maior foram lançadas no mercado. 
2009 
Lançamento do perfume masculino VICTORINOX SWISS UNLIMITED
Lançamento do VICTORINOX SwissCard 125, uma prática ferramenta de 10 funções: abridor de cartas (lâmina), tesoura, alfinete, lixa de unha, chave de parafusos, palito, caneta esferográfica, pinça e réguas em centímetros e polegadas. O produto, cujas dimensões são semelhantes à de um cartão de crédito, cabe perfeitamente na carteira.


Os canivetes 
Hoje, o Canivete dos Oficiais existe em mais de 100 diferentes combinações, sendo o mais notório o modelo SwissChamp, com 33 diferentes funções: uma verdadeira caixa de ferramentas (inclui até lente de aumento e caneta) que pesa apenas 185 gramas e cabe confortavelmente na palma da mão. O SwissChamp, lançado no mercado em 1996, é feito de 64 partes separadas e passa por mais de 450 processos durante sua produção. O museu de arte moderna de Nova York escolheu o modelo da VICTORINOX CHAMPION, precursor do SwissChamp e com 24 funções, para fazer parte de sua coleção de excelente design. Um dos mais complexos canivetes da marca agrega 35 ferramentas: lâmina grande, lâmina pequena, serra, lixa de metal, lixa de unha, limpador de unha, tesoura, serra de madeira, escamador de peixe, retirador de anzol, régua, alicate, cortador de fios, crimpador, lente de aumento, chave de fenda Phillips, abridor de garrafa, chave de fenda 6 milímetros, desencapador de fios elétricos, abridor de lata, chave de fenda pequena 3 milímetros, saca-rolha, formão, raspador, gancho multifuncional, chave de fenda fina 2 milímetros, punção, escariador, agulha, argola, pinça, palito de dente, caneta pressurizada, alfinete e mini chave de fenda.


Ao longo dos anos, as necessidades dos clientes e a tecnologia mudaram. O Canivete do Exército Suíço evoluiu respondendo a essas necessidades, enquanto permaneceu como uma ferramenta essencial na qual milhões de clientes podem confiar. A partir de 2004, os canivetes foram modernizados e ganharam formas inovadoras, como em alguns modelos que incluem pen-drive, sensores bluetooth e laser para apresentações corporativas. Outros ainda passaram a ser assinados por grandes artistas, surgindo assim edições limitadas e originais. Outra inovação que buscou estar em consonância com as necessidades do mercado foram as novas opções da roupagem dos canivetes: a marca, que tinha como “pretinho básico”, a tradicional cor vermelha, ganhou coleções diferenciadas, com mais cores, materiais e sofisticação, visando o público feminino.


O que tornou o canivete VICTORINOX um ícone foram inúmeras histórias que clientes experimentaram nas quais esses objetos desempenharam um papel fundamental: histórias sobre momentos memoráveis de aventuras e expedições na terra, no céu e no espaço. Histórias dramáticas nas quais contribuíram com soluções e salvaram vidas. Mais de um século de reputação de qualidade e conceito em todo mundo, a empresa oferece ao canivete, seu principal produto, garantia vitalícia.


Uma joia rara 
A VICTORINOX lançou dois modelos de canivetes cravejados de diamantes para comemorar os 120 anos da marca. Um deles, em ouro, vendido por US$ 50 mil. Já o outro modelo, em platina, sai por US$ 70 mil. Os dois modelos possuem 430 diamantes cravejados no canivete de 7.4 cm. Todos possuem número de fabricação. Os canivetes comemorativos estão longe da funcionalidade dos produtos menos luxuosos da marca, que contam com inúmeras opções de ferramentas. Ambos têm apenas sete ferramentas.


A identidade visual 
A identidade visual da VICTORINOX passou por grandes alterações ao longo dos anos. Apesar de utilizar em seus canivetes desde 1909 a cruz suíça com um escudo – Cross and Shield – este tradicional símbolo passou a fazer parte do logotipo da marca décadas mais tarde.


O principal símbolo do logotipo da marca pode ser aplicado de formas diferentes (imagem abaixo).


Os slogans 
Companion for life. (2010) 
125 years - Your Companion for Life. (2009) 
Made like you. (2003) 
Makers of the Original Swiss Army Knife. 
Com um canivete Victorinox você daria um jeito. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1884 
● Fundador: Karl Elsener 
● Sede mundial: Ibach, Suíça 
● Proprietário da marca: Victorinox AG 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Carl Elsener Jr. 
● Faturamento: US$ 550 milhões (2012) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 10 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.700 
● Segmento: Estilo de vida e Cutelaria 
● Principais produtos: Canivetes, facas, lanternas, relógios, perfumes, malas e roupas 
● Concorrentes diretos: Corneta, Samsonite, Breitling, Swiss Military, Zwilling e Screwpull 
● Ícones: A cor vermelha de seus canivetes 
● Slogan: Companion for life. 
● Website: www.victorinox.com.br 

A marca no mundo 
A empresa, que mantém 11 filiais ao redor do mundo, comercializa seus produtos em mais de 130 países, tendo nos Estados Unidos e na Alemanha seus maiores mercados. O Brasil é o terceiro mercado entre os países latinos. O primeiro é a Venezuela, seguida do México. A marca possui uma pequena rede de lojas próprias em cidades como Nova York, Londres, Düsseldorf, Tóquio e Genebra, além de quiosques em diversos centros de compras sofisticados. Aproximadamente 35 mil canivetes são produzidos diariamente, alcançando uma produção de 25 milhões de unidades anuais (incluindo as facas), sendo 90% dela direcionada para o mercado exterior. A VICTORINOX comercializa seis linhas distintas de produtos, além de facas e canivetes (que respondem por 40% do faturamento), relógios, malas, roupas e perfumes. 

Você sabia? 
Desde seu lançamento, há mais de 120 anos, foram vendidos mais de 440 milhões de unidades desse símbolo helvético reconhecido no mundo todo. 
Na Suíça, a VICTORINOX e seus canivetes são um verdadeiro símbolo da cultura local. Dizem que cada menino suíço carrega no bolso um canivete da marca. E o homem que serve o exército recebe junto com seu uniforme um canivete VICTORINOX. 
O canivete original de soldado tem o corpo de alumínio com a cruz suíça. Já o canivete de oficiais tem o corpo em vermelho e ainda oferece um saca-rolha. 
A agência espacial americana (NASA) utilizou o canivete suíço VICTORINOX como equipamento padrão entre as ferramentas em todas as missões do programa espacial Columbia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 23/1/2014