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25.3.12

TRANSITIONS


A TRANSITIONS é uma marca líder em tecnologia fotossensível que oferece soluções inovadoras que se adaptam ás diversas condições de luminosidade, ajudando a proteger os olhos dos raios solares, proporcionando assim maior conforto visual para milhões de pessoas ao redor do mundo. Sua principal missão é ajudar pessoas a ter uma vida mais rica e vibrante, melhorando a visão e a maneira como percebem a luz. 

A história 
Tudo começou em 1990 quando a PPG, um gigante mundial do setor químico conhecido no meio ótico por ser o criador e deter a patente do CR-39 (resina para a produção das lentes plásticas oftálmicas), e a francesa Essilor, tradicional fabricante de lentes, resolveram unir suas experiência para fundar na pequena cidade de Pinellas Park, na ensolarada Flórida, a TRANSITIONS OPTICAL. Contando inicialmente com apenas 50 funcionários, as primeiras lentes fotossensíveis de plástico do mundo foram lançadas no mercado. O nome “transitions” (“transição” em português), era a perfeita representação do que as lentes fotossensíveis eram capazes de fazer: mudar automaticamente de claras em ambientes internos para uma tonalidade de óculos de sol ao ar livre, adaptando-se continuamente às condições de luz - reduzindo a claridade e o cansaço visual, além de oferecer maior qualidade na visão e conforto visual durante todo dia e noite.


Em uma época em que esse mercado era dominado pelas lentes fotossensíveis em cristal (vidro), a TRANSITIONS apresentou ao mundo um novo conceito: lentes de desempenho fotossensível superior, com proteção UV total, e a inédita vantagem de ter tecnologia aplicável em uma variada gama de materiais orgânicos e desenhos diferentes. Já no ano seguinte a segunda geração de lentes, batizadas de TRANSITIONS PLUS, estreou no mercado com tecnologia aprimorada. Pouco depois, em 1992, a empresa iniciou sua expansão global com a inauguração de uma fábrica na Europa, seguida, pouco depois, por escritórios de vendas na região da Ásia/Pacífico e América do Sul. Além disso, as lentes ficaram disponíveis para um maior tipo de prescrição.


O ano de 1995 foi marcado por duas grandes novidades: lançamento de uma lente com ação ainda mais rápida (TRANSITIONS III); e a realização do primeiro Transitions Academy, evento anual criado para manter profissionais óticos atualizados sobre as tendências de saúde da visão e bem-estar. Em 1996 a marca lançou no mercado a terceira geração de suas lentes que, pela primeira vez, foram disponibilizadas em material policarbonato resistente a impacto. Dando continuidade a sua expansão global, em 1997, a empresa iniciou suas operações com a instalação de uma fábrica e constituição de uma equipe de vendas no Brasil. Aqui no país, o sucesso mundial se repetiu. Por aqui, a marca cresceu 20% ao ano, e a filial local assumiu a condição de segundo maior mercado da marca no mundo, atrás somente dos Estados Unidos. O novo milênio tem início com a expansão da disponibilidade das lentes para mais tipos de prescrição, compatíveis com quase todas as solicitações feitas originalmente para lentes claras.


Em 2001, uma nova geração de lentes, com Trivex (material extremamente resistente a impactos), foi lançada no mercado. Em 2005 a marca introduziu uma tecnologia de lente ainda mais avançada, tornando-as tão claras quanto às lentes claras comuns em ambientes internos e tão escuras quanto os óculos de sol ao ar livre. Já em 2006, a marca lançou no mercado a TRANSITIONS DRIVEWEAR®, a primeira lente solar polarizada, projetada especificamente para melhorar a visão para dirigir. No ano de 2008, introduziu a mais avançada tecnologia fotossensível (Transitions VI) com lentes de transição mais rápida de ambientes claros para ambientes externos a escuros, fazendo a mudança de luz quase imperceptível para a maioria dos usuários. Em 2009 a empresa lançou uma linha de lentes fotossensíveis para o sol, batizadas de TRANSITIONS SOLFX, desenhadas para melhorar o desempenho visual em atividades ao ar livre. Enquanto os óculos de sol tradicionais tinham uma tonalidade fixa essas lentes ajustavam o nível de escuridão e mudavam de cor conforme a intensidade da luz solar. Além disso, ingressou em um novo segmento ao apresentar a primeira viseira fotocrômica comercialmente viável para capacetes de motocicleta. Nos Estados Unidos, em 2010, surgiu a TRANSITIONS XTRActive®, lente mais escura e confortável. Pouco depois, no Brasil, a empresa lançou as lentes na cor marrom.


Nos anos seguintes a marca lançou grandes novidades, como por exemplo, em 2012, com as lentes TRANSITIONS VANTAGE™ (que apresentam polarização variável, o que significa que são praticamente claras em ambientes internos e escurecem e polarizam ao ar livre). Pouco depois, em 2014, a empresa expandiu sua tecnologia para esportes de inverno, anunciando óculos com suas famosas lentes. E lançou novas gerações de lentes como a linha TRANSITIONS SIGNATURE®, que utiliza a exclusiva tecnologia Chromea7™, tornando estas lentes mais rápidas para clarear de ambientes externos para ambientes internos e que se adaptam a todas as condições de luminosidade e temperatura. Já a linha TRANSITIONS STYLE COLOURS oferece vibrantes cores da moda (âmbar, safira, ametista, além de cinza, marrom e verde grafite) que permitem criar a combinação perfeita de lentes e armação. Mais recentemente apresentou a TRANSITIONS SIGNATURE® GEN 8™, a primeira lente fotocrômica inteligente com uma revolucionária tecnologia nano-composta que melhora o desempenho fotocrômico e oferece visão, conforto e proteção ideais durante todo o dia.


Os profissionais de pesquisa e desenvolvimento da TRANSITIONS estão continuamente inovando no segmento de lentes adaptativas diárias, melhorando o escurecimento, a velocidade de desativação, a cor, a capacidade de reação e a claridade em ambientes internos. Por exemplo, as lentes da marca se adaptam automaticamente a diferentes condições de luminosidade. Com a tecnologia Transitions Light Intelligent, os óculos adaptam-se automaticamente às mudanças de condições de luz e ajudam a proteger contra a luz azul nociva, tanto no interior como no exterior. Respondendo à luz existente à nossa volta, mudam de forma inteligente de claro para escuro quando se sai à rua, passando novamente a claro quando se volta para um ambiente interior. Além disso, ajudam a proteger contra os raios UV e a prejudicial luz azul. A empresa continua avançando significativamente na ciência das cores e nos materiais para lentes, criando uma experiência fotocrômica melhor, disponível para mais pessoas. Também expandiu sua linha e atualmente oferece um produto para quem quer mais do que uma simples lente básica. A empresa também está se adaptando a novos mercados por meio de parcerias com marcas como Nike, Oakley e Bell.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma significativa remodelação ao longo da história. Isto aconteceu em março de 2018, quando a marca apresentou um logotipo completamente novo, criado em torno da ideia de capturar a luz e dominá-la, enquanto o uso do espectro de luz expressa melhor seu segmento de atuação e sua gama de produtos fotocromáticos. A nova identidade também apresenta um “O” dividido em “Transições”, com a divisão diagonal repartida em claro e escuro por um raio de luz.


Os slogans 
Light intelligent lenses. (2018) 
Light Under Control. (2018) 
Live the Good Light. (2017) 
Life Well Lit. (2012) 
Healthy sight in every light. (2009) 
 Right in any light. 
Visão saudável em qualquer ambiente.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1990 
● Fundador: PPG Industries e Essilor 
● Sede mundial: Pinellas Park, Flórida, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Transitions Optical Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Essilor International S.A.) 
● Presidente: Chrystel Barranger 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.800 
● Segmento: Ótico 
● Principais produtos: Lentes fotossensíveis 
● Concorrentes diretos: Carl Zeiss Vision, NXT, Ciba Vision, Bausch & Lomb, Corning, Sensity, LifeRx e BBGR 
● Slogan: Light intelligent lenses. 

A marca no mundo 
Atualmente a TRANSITIONS, que fabrica e desenvolve tecnologia para as lentes fotossensíveis mais recomendadas do mundo, está presente em mais de 80 países, vendendo a cada segundo um par de lentes. A empresa tem parceria com praticamente uma dúzia de fabricantes de lentes para oferecer mais de 100 opções de lentes aos consumidores. Além de Pinellas Park (Flórida), e da unidade em Sumaré (interior paulista), a empresa possui fábricas na Irlanda, Tailândia e nas Filipinas. 

Você sabia? 
A empresa detém mais de 85 patentes registradas que protegem suas avançadas tecnologias fotossensíveis. Suas lentes foram as primeiras a receber do Conselho Mundial de Optometria (WCO) o Global Seal of Acceptance for Ultraviolet Absorbers and Blockers baseada no protocolo de testes científicos realizado pela instituição. 
De 2009 a 2012 a marca foi parceira global da PGA TOUR (Associação Americana Profissional de Golfe). Dois dos melhores jogadores de golfe da PGA TOUR - Trevor Immelman e Kenny Perry - já foram embaixadores da TRANSITIONS para a visão saudável. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/8/2019

26.1.12

LEICA


É justo dizer que cenas pitorescas da história mundial, retratos importantes de fatos que marcaram época, só foram possíveis devido a uma empresa alemã que revolucionou o mercado de câmeras fotográficas no início do século XX. As câmeras da alemã LEICA são sem dúvida uma das mais cobiçadas e caras do mercado. Sua reputação de alta qualidade fez com que grandes fotógrafos do passado, construíssem sua fama com uma câmera LEICA nas mãos, uma verdadeira “extensão do olho”, que criou uma nova escola dentro da fotografia. Para a marca seus produtos têm uma única missão: proporcionar as melhores imagens. 

A história 
As origens da marca LEICA remontam ao ano de 1911 quando o engenheiro Oskar Barnack começou a trabalhar na fábrica de lentes e microscópios Ernst Leitz Optische Werke, fundada em 1869 e localizada na pequena cidade alemã de Weztlar. Ele era apaixonado por fotografia e pela mais recente invenção da época, o cinema. Enquanto fotografava e filmava suas viagens pelas montanhas, Oskar sentia o esforço e a falta de mobilidade, em virtude de sua saúde fraca, de carregar as pesadas câmeras de chapas e estava disposto a deixar de usar essas câmeras de placa de vidro, que ficavam fixas sobre tripés. Depois de muitas pesquisas e estudos, em 1913, ele desenvolveu um protótipo com uma caixa de metal e uma lente semelhante as que eram utilizadas nos microscópios da época, que tinha velocidade única de obturador (1/40s). Além disso, ele colocou um mecanismo para utilizar o filme para cinema, só que ampliou o tamanho do fotograma para 24 x 36 mm, o dobro do utilizado na época, pois acreditava que este formato permitiria ampliações sem perder a qualidade dos detalhes. Pronto, estava criada a primeira máquina fotográfica portátil da história.


Pouco depois, em fevereiro de 1914, o modelo Ur-Leica já fazia fotografias com sucesso. O nome LEICA surgiu de uma combinação das palavras Leitz Camera. Com o início da Primeira Guerra Mundial o projeto teve que ser interrompido e só foi retomado em 1920, quando Oskar após ter fotografado uma enchente em Wetzlar resolveu implantá-lo. No entanto, ele percebeu que alguns ajustes teriam que ser feitos, como por exemplo, procurar um design de lente que fosse mais compatível com o tamanho da película da Ur-Leica. Só assim as imagens poderiam ser ampliadas em até dez vezes sem perder praticamente nada de detalhes. Foi então, que outro projetista da Leitz, o Doutor Max Berek, criou a lente que ele estava procurando. Ela tinha distância focal de 50 mm e abertura f/3.5.


Para começar a ser produzida, a primeira LEICA levou mais 10 anos, e somente em 1924 entrou em linha de produção, após Oskar convencer o dono da fábrica, Ernst Leitz II. Então foram produzidas 30 raríssimas unidades da LEICA 0. Na primavera do ano seguinte foi apresentada oficialmente ao público em uma feira de fotografia na Alemanha com o nome de LEICA I, que se tornou a primeira câmera 35 mm portátil que utilizava padrão de cinema em filme de 35 mm. Durante esse ano mais de 1.000 unidades foram fabricadas, e se tornou um sucesso absoluto entre os fotógrafos alemães. Em 1930 surgiu o primeiro modelo com lentes intercambiáveis, com base em uma rosca de 39 milímetros de diâmetro. Além da lente de 50 mm normal, uma angular de 35 milímetros de largura e uma lente de 135 milímetros teleobjetiva, estavam inicialmente disponíveis. A novidade conquistou imediatamente muitos fotógrafos e fez enorme sucesso no meio jornalístico, trazendo uma nova dimensão para a cobertura dos fatos através das imagens. Pouco depois, em 1932, já era estimado que aproximadamente 90 mil máquinas da marca alemã estavam em uso em toda a Europa. Ainda neste ano a empresa lançou a LEICA II, equipada com um mecanismo de telêmetro acoplado à lente de focalização. Este modelo tinha um visor separado (mostrando uma imagem reduzida) e medidor de distância (“rangefinder”), que dava um panorama de como seria capturada a imagem pelo fotógrafo.


Oskar Barnack faleceu em 1936, a tempo de ver seu projeto de câmera consagrado como o maior sucesso do mercado fotográfico, depois da própria invenção da fotografia. Foi inevitável que grandes fotojornalistas aderissem ao uso da LEICA pela qualidade das imagens e por ser leve e pequena, o que facilitava o trabalho do profissional que precisava estar sempre na rua. Durante os anos 1940 e 1950, com a fundação da agência parisiense de fotojornalismo, a LEICA foi imortalizada como câmera predileta de gênios como o francês Henri Cartier-Bresson, o húngaro Robert Capa e o polonês David Seymour. Um dos modelos da marca alemã que mais fizeram sucesso foi a LEICA M3, lançada em 1954 e que introduziu o sistema M, de encaixe de baioneta para lentes. Em 1961, a empresa computava a quantidade de 1 milhão de máquinas pelo mundo. E pouco depois, em 1965, lançou a LEICAFLEX, primeira câmera SLR da marca (SLR é a sigla para Single Lens Reflex, sistema no qual o fotógrafo vê exatamente a mesma imagem que vai ser exposta ao filme). Em 1984 a empresa lançou uma de suas máquinas de maior sucesso: LEICA M6, que possuía um medidor de luz moderno, fora do obturador, sem partes móveis e setas LED no visor. Em 1986, a empresa Ernst Leitz GmbH mudou seu nome para LEICA, muito em virtude da força e credibilidade que a marca havia conquistado no mundo. Neste momento, a empresa mudou sua fábrica de Wetzlar para a cidade vizinha de Solms. Em 1996, a divisão de câmeras foi separada da empresa e se tornou uma companhia de capital aberto.


Finalmente em 1998, o grupo dividiu-se em duas unidades independentes: Leica Microsystems (detentora da LEICA CÂMERAS) que produzia equipamentos de pesquisa geológica e Leica Geosystems (fabricante de microscópios). Com a chegada do novo milênio a marca alemã resolveu investir no luxo. Em estreita colaboração com a sofisticada francesa Hermès lançou uma máquina em edição limitada em couro e aço polido e um modelo retrô inspirado na clássica M3, dos anos de 1950. A parceria deu tão certo, que nos anos seguintes novos modelos, sempre em edição limitada, foram lançados no mercado, incluindo uma câmera M7 que “vestia” uma capa de pele de vitela ao preço de US$ 24 mil. A empresa chegou à beira da falência em 2004, quando as câmeras digitais se popularizaram no mercado e a LEICA, por sua vez, se mantinha analógica. Mas em 2009, a marca deu a volta por cima e passou a produzir mais de 300 mil câmeras por ano, ingressando assim no mercado de máquinas digitais. Em 2010, a empresa lançou no mercado a LEICA V-LUX 20, uma câmera digital compacta de alta qualidade para toda família, que rapidamente se tornou um sucesso de vendas. Mais recentemente a marca lançou a SOFORT, uma resposta ao fenômeno das máquinas fotográficas instantâneas e cujo nome deriva da palavra alemã para imediato. Hoje em dia a LEICA conta com modelos digitais como o da linha M, a M8, primeira câmera SLR digital desta série, mas sempre mantendo a tradição de qualidade de sistema ótico, e até a LEICA M MONOCHROM, uma câmera de 18 megapixels que tira somente fotos em preto e branco.


A lendária qualidade da marca baseia-se em uma longa tradição de excelência na construção de lentes. E hoje, em combinação com tecnologias inovadoras, os produtos LEICA continuam a garantir as melhores imagens em todas as situações de visualização e percepção. Cada câmera LEICA ainda traz um pouco do espírito daquele homem que, com sua ousadia e genialidade, mudaria para sempre aquilo que conhecemos como fotografia. A qualidade de seus produtos é tamanha, que as lentes LEICA estão presentes nas máquinas digitais LUMIX, produzidas pela japonesa Panasonic.


A superioridade 
A revolução da fotografia em filmes de 35 mm iniciada pela marca alemã há mais de 100 anos fez com que a LEICA estampasse dois slogans: “uma parte integrante do olho” e “uma extensão da mão”, que durante anos definiriam seus produtos na cabeça dos consumidores. Tamanha inovação fez com que a empresa popularizasse o uso da máquina fotográfica, pois era mais barato adquirir uma câmera pequena e mais simples de executar os procedimentos para conseguir um instantâneo. Nas décadas seguintes, a LEICA criou fama de ser a câmera que se adaptava melhor para fotografias à luz natural, tanto que até hoje diversos fotógrafos renomados – tal como o brasileiro Sebastião Salgado – utilizam-na para retratar suas obras de arte.


Diz-se ainda que uma LEICA e suas lentes são eternas se bem cuidadas tamanha a robustez do equipamento. Além disso, a LEICA tem a reputação de possuir as lentes mais claras do mercado. Tamanha clareza permite ao fotógrafo o uso da câmera sem flash em ocasiões de pouca luz, algo que todo profissional valoriza. Em virtude disso suas câmeras são conhecidas por ser uma das poucas que têm permissão para serem operadas dentro de alguns tribunais devido à sua extrema suavidade ao fotografar (muito silenciosa). O estilo de construção das câmeras permanece similar aos modelos clássicos do início do século, o que serve para manter sua mística. Ser discreta, silenciosa, rápida e precisa são os preceitos que a nortearam durante décadas e isso bate com os dogmas do fotojornalismo. Apesar de diversas inovações na fotografia digital nos últimos anos e a crescente concorrência de marcas japonesas e de outras tantas nacionalidades, a LEICA permanece na mente de quem sabe que a fotografia não é apenas um clique, mas uma arte que vai além de capturar as imagens. Afinal, conquistou tudo isso sem deixar de lado a tecnologia de suas câmeras, que chegam a ser submetidas a 60 controles de qualidade nas fábricas de Famalicão, em Portugal, e Wetzlar, na Alemanha.


A evolução visual 
A identidade visual da marca alemã passou por algumas remodelações ao longo da história. Sempre mantendo a mesma arquitetura (a letra L estendida), as mudanças ocorreram em relação á tipografia de letra. O logotipo atual ganhou um fundo circular vermelho.


Os slogans 
Passion for the perfect picture. 
A Thing of Beauty. 
When it has to be right. (2009) 
My point of view. (2001) 
Fascination and precision. (2000) 
The freedom to see. (1994) 
Lifetime investment in perfect photography. (1958) 
Makes better pictures easier. (1952) 
Toda Leica tem alma.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Lançamento: 1914 
● Criador: Oskar Barnack 
● Sede mundial: Wetzlar, Alemanha 
● Proprietário da marca: Leica Camera AG 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Dr. Andreas Kaufmann 
● CEO: Oliver Kaltner 
● Faturamento: €365 milhões (2015/2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 73 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.600 
● Segmento: Ótico 
● Principais produtos: Câmeras, lentes e binóculos 
● Concorrentes diretos: Canon, Nikon, Olympus, Pentax, Sony e Carl-Zeiss 
● Ícones: A qualidade de suas lentes 
● Slogan: Toda Leica tem alma. 
● Website: www.leica-camera.com 

A marca no mundo 
Atualmente os produtos da LEICA, que incluem câmeras fotográficas, lentes, binóculos, lunetas, monóculos para golfistas e até miras para rifles, são comercializados em mais de 75 países ao redor do mundo. A empresa possui ainda 73 lojas próprias (batizadas de LEICA STORES e LEICA BOUTIQUES) localizadas em cidades como Tóquio, Berlim, Paris, Moscou, Beijing, Xangai, Londres, Lisboa, Nova York, entre outras. A empresa, que possui somente duas fábricas no mundo, uma na Alemanha (Wetzlar) e outra em Portugal (Vila Nova de Famalicão), investe todos os anos aproximadamente €12.5 milhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos, e possui forte penetração na Alemanha, Europa, Ásia e América do Norte. A marca inda possui 17 unidades da LEICA GALLERY, localizadas em cidades como São Paulo, Boston, Frankfurt, Milão, Los Angeles, Tóquio. É espaço cuja proposta é apoiar artistas, promover workshops e encontros, no intuito de gerar uma relação íntima entre fotografia, espectador e espaço expositivo. 

Você sabia? 
Em 1979 a empresa criou o OSKAR BARNACK AWARDS, concurso que premia as melhores fotografias de cada ano. 
Hoje em dia, outras três empresas utilizam a marca LEICA: Leica Microsystems (microscópios e softwares de análise de imagem), Leica Biosystems (soluções de biópsia para o diagnóstico) e Leica Geosystems (produz e comercializa equipamentos e sistemas para topografia e geomática). 
A LEICA é, hoje, a “Louis Vuitton da fotografia”. Uma câmera da marca alemã pode chegar a somas estratosféricas. Foi o caso de um modelo vintage, criado pela empresa em 1923, leiloado pela bagatela de US$ 2.8 milhões em 2011, o que lhe conferiu o recorde de câmera fotográfica mais cara do mundo. 
As câmeras da marca LEICA sempre estiveram presentes em alguns dos momentos mais marcantes da história, como a Segunda Guerra Mundial ou os ataques de napalm no Vietnã, e captaram através de suas lentes personagens icônicos como Che Guevara ou James Dean. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 25/3/2017

18.7.06

NIKON


Câmeras fotográficas, lentes, flashes, filtros, binóculos, microscópios e instrumentos de medida. Quando o assunto é imagem e ótica, a japonesa NIKON é especialista em desenvolver produtos que proporcionem a máxima qualidade diante do olho humano, melhorando assim a experiência de imagem e auxiliando na obtenção dos mais incríveis resultados. A NIKON atingiu um nível de excelência ótica sem paralelo, com milhões de consumidores e clientes profissionais fiéis, conquistando status de marca de qualidade superior que continua sendo uma potência no segmento de equipamentos ótico e fotográfico. 

A história 
A história da NIKON começou exatamente no dia 25 de julho de 1917 na cidade de Tóquio quando três das maiores produtoras óticas japonesas resolveram se unir para formar a Nippon Kogahu Kōgyō Kabushikigaisha (algo como Corporação de Indústrias Óticas Japonesas), inicialmente para produzir vidro de precisão ótica. Na época, muitos técnicos alemães, sempre talentosos e competentes nessa área, foram contratados para desenvolver as áreas de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. No ano seguinte teve início a produção de binóculos, além da realização de pesquisas nessa área. Em 1921 foi introduzido no mercado a prisma binocular pequena chamada de MIKRON 4x ou 6x. Quatro anos depois a empresa introduziu o microscópio JOICO, que possuía lentes objetivas intercambiáveis. O nome NIKKOR foi adotado como marca para as lentes fotográficas objetivas produzidas pela empresa em 1932. Depois vieram os telescópios e equipamentos de medidas.


Durante a Segunda Guerra Mundial a produção civil da empresa foi completamente paralisada (foi a principal fornecedora de equipamentos óticos para o exército japonês), voltando com suas atividades normais somente em 1945, quando já produzia câmeras fotográficas, microscópios, binóculos, lentes oftalmológicas, equipamentos de vigilância e instrumentos de precisão e medida. O nome NIKON foi adotado oficialmente no ano de 1946 para uma linha de pequenas câmeras de 35mm com lentes destacáveis e intercambiáveis produzidas pela empresa. O nome derivou da junção de Nippon Kōgaku (que significa “ótica japonesa”) e Ikon, as famosas lentes fotográficas produzidas pela alemã Zeiss. Em 1948 foi lançada no mercado a NIKON I, primeira câmera fotográfica a levar oficialmente a marca NIKON.


Em 1950 o tradicional jornal The New York Times fez uma reportagem mostrando a superioridade tecnológica das câmeras NIKON, apresentando definitivamente o produto para o público americano e fazendo com que a marca se tornasse sinônimo de excelência em seu segmento. Pouco depois, em 1952, a empresa criou o NIKKOR CLUB, cujo principal objetivo era promover e difundir a cultura fotográfica. No mês de abril de 1959 foi introduzida a NIKON F, primeira câmera da empresa com SLR (Single Lens Reflex, onde o foco é feito através da objetiva), que dominou o mercado por quase 15 anos e rapidamente se tornou a preferida de fotógrafos profissionais e amadores mais exigentes.


A NIKON deu seguimento ao sucesso da NIKON F com muitos outros produtos aclamados pela crítica, como as câmeras compactas, as câmeras subaquáticas NIKONOS (introduzidas no mercado em 1963) e as câmeras SLRs manuais e de focagem automática. Na década de 1960 e 1970, suas câmeras, principalmente as da série F, foram largamente adotadas por muitos profissionais da área de fotojornalismo, fazendo com que o nome NIKON se tornasse sinônimo de excelência e conquistasse sólida reputação. No início da década de 1980, em 1983, a empresa lançou a primeira câmera compacta com foco automático. O nome da empresa foi oficialmente mudado para NIKON CORPORATION em 1988.


A NIKONOS RS, primeira câmera a prova d’água com foco automático foi introduzida no mercado em 1992. Outra novidade foi o lançamento em 1997 da linha de câmeras digitais com preços acessíveis, batizada de COOLPIX 100. Durante esta década a empresa desenvolveu tecnologias de ponta, sendo apontada pelos grandes fotógrafos como uma das marcas preferidas na arte de fotografar. O universo das máquinas digitais SLR na história da NIKON começou com a D1, lançada oficialmente no dia 15 de junho de 1999, mas só com o aparecimento dos modelos mais acessíveis, como por exemplo, D50, D40 e D70, foi possível constatar uma massificação deste formato de máquina. Nos últimos anos, acompanhando a evolução das câmeras digitais, a NIKON não ficou parada e manteve a reconhecida qualidade dos seus produtos tanto no segmento de câmeras para uso doméstico como as voltadas para o mercado profissional com os modernos modelos SLR.


Os lançamentos mais recentes da marca seguem a receita do que ela aprendeu a fazer durante um século: boas lentes. Em 2017, ano em que comemorou 100 anos de existência, a marca anunciou três novas objetivas da faixa grande angular de encaixe F: a primeira olho de peixe zoom projetada para câmeras full frame; fixa atualizada com sistema de abertura eletromagnética da serie E; e uma projetada para sensores DX (APS-C) e até então inédita no portfólio da marca. A NIKON desembarcou oficialmente no Brasil em 2011, atraída pela crescente demanda local. Com um investimento de US$ 10 milhões, à época, o país se tornou o primeiro da América do Sul a ter uma subsidiária da empresa japonesa. Mas devido a uma reestrutura global, a empresa encerrou suas atividades no país em 2018.


O marketing 
Desde 1969 a empresa é responsável pela organização do NIKON PHOTO CONTEST, concurso que reúne fotógrafos de todo o mundo (profissionais e amadores) promovendo a expansão e enriquecimento da cultura fotográfica, assim como o posicionamento e o conceito da marca japonesa. O concurso, que a cada ano tem um tema específico, atraiu em sua última edição mais de 410.000 fotógrafos de 102 países diferentes, gerando uma média de 1.62 milhões de fotografias.


Em 2010, a marca japonesa lançou uma enorme campanha de marketing denominada “I AM NIKON”, que tinha como objetivo melhorar o posicionamento no segmento de câmeras compactas, especialmente no continente europeu. Isto porque, a marca NIKON sempre foi frequentemente associada com fotografia profissional e câmeras de alto desempenho. Para transmitir uma imagem mais acessível de suas câmeras compactas digitais, a NIKON buscou mostrar esse posicionamento através da perspectiva de seus consumidores. Com uma série de filmes geniais, a campanha surgiu para dar um novo posicionamento para a marca, de que os momentos de todas as descobertas devem ser documentados em fotos, reforçando assim o conceito “At the heart of the image” utilizado pela NIKON. Seja nos primeiros passos de um bebê ou na primeira vez que experimentamos uma pimenta forte, os vídeos brincavam com frases que começavam com “I am…”. O conceito da campanha era totalmente centrado no registro dos momentos importantes ou casuais e memórias capturadas e eternizadas em uma fotografia. Graças ao enorme sucesso da campanha, que contou com a participação do ator Robbie Williams, a marca ganhou reconhecimento em 12 países europeu, aumentando assim as vendas e se tornando mais próxima e acessível ao consumidor comum. No Brasil a campanha foi lançada com o slogan “EU SOU NIKON”.


A evolução visual 
A marca alterou sua identidade visual algumas vezes ao longo dos anos. O primeiro logotipo a conter a palavra NIKON foi adotado em 1953. Somente em 1965 a identidade visual adotou as cores amarela e preta. Depois de adotar uma nova tipografia de letra (e voltar a utilizar somente a cor preta) em 1979, no ano de 1988 a marca apresentou um novo logotipo, que continha as cores preta, amarela e azul. A atual identidade visual da marca NIKON foi introduzida em 2003. A tradicional cor amarela e a tipografia da letra foram mantidas, mas o logotipo ganhou traços brancos.


Os slogans 
At the heart of the image. (2003) 
If the picture matters, the camera matters. 
The trusted name in Optics. 
Nikon always succeeds. (2002) 
The future of photography. (2002) 
You’ll remember a great image for the rest of your life. (2000) 
Now you know why we take the world’s greatest pictures. (1990) 
No one takes care of all your photographic needs like Nikon. (1985) 
Trust Nikon to capture your world. (1982) 
Nobody worries more about your image than Nikon. (1979)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 25 de julho de 1917 
● Fundador: Três das maiores produtoras óticas japonesas 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Nikon Corporation 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Makoto Kimura 
● Presidente: Kazuo Ushida 
● Faturamento: US$ 6.5 bilhões (2017/2018) 
● Lucro: US$ 312.9 milhões (2017/2018) 
● Valor de mercado: US$ 6.39 bilhões (novembro/2018) 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 21.000 
● Segmento: Fotografia e Imagem 
● Principais produtos: Máquinas fotográficas, acessórios, lentes e binóculos 
● Concorrentes diretos: Leica, Canon, Pentax, Fujifilm, Konica Minolta, Sony, Olympus, Panasonic e Zeiss 
● Slogan: At the heart of the image. 
● Website: www.nikon.com 

A marca no mundo 
A NIKON comercializa sua ampla linha de produtos em mais de 100 países ao redor do mundo, emprega mais de 21 mil pessoas e faturou US$ 6.5 bilhões no ano fiscal de 2017/2018. A empresa ficou conhecida pelos seus produtos voltados para área de imagem, que correspondem a mais de 50% de suas vendas, tendo em seu portfólio também equipamentos de medida, precisão e metrologia (para várias aplicações, desde peças eletrônicas a aeronaves de grande porte) e produtos médicos (microscópios e itens oftalmológicos). Além disso, a NIKON é a única empresa produtora de microscópios a fabricar suas próprias lentes, assegurando assim a garantia da mais alta qualidade durante o processo. 

Você sabia? 
A marca é pronunciada de várias maneiras diferentes no mundo, enquanto no Japão se fala “nikon”, nos Estados Unidos se diz “naɪkɒn”. 
O Museu Nikon foi inaugurado no dia 17 de outubro de 2015 em Tóquio, para o 100º aniversário de fundação da empresa, que seria comemorado em 2017. O museu apresenta exposições sobre a história, os produtos e as tecnologias dos vários negócios da NIKON. É possível observar aproximadamente 500 itens, entre câmeras e lentes intercambiáveis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 23/11/2018

20.6.06

OLYMPUS


Como fabricante líder de tecnologia ótica e de precisão digital, a OLYMPUS contribui de forma significativa para a medicina, a ciência e a indústria. Nas mãos de seus clientes, os produtos de alta tecnologia ajudam a tornar as vidas de milhões de pessoas mais saudáveis, mais seguras e mais gratificantes. Desde câmeras digitais, microscópios, binóculos até equipamentos óticos avançados para o setor médico, científico e industrial, a marca OLYMPUS é a mais pura tradução do pioneirismo e alta tecnologia colocada a disposição dos olhos humanos. 

A história 
A história teve início exatamente no dia 12 de outubro de 1919 quando o advogado Takeshi Yamashita, juntamente com seu amigo Shintaro Terada, primeiro japonês a criar microscópios utilizando técnicas industriais, fundou a empresa Takachiho Seisakusho, que tinha como objetivo principal produzir microscópios e termômetros clínicos. O primeiro microscópio fabricado pela nova empresa foi batizado de Asahi, e apresentado oficialmente no mês de março de 1920, comercializado sob a marca Tokiwa. Com o preço de ¥ 125 ienes (aproximadamente US$ 12.000, em valores atualizados), o modelo foi considerado um produto de alto valor industrial pelo seu preço, sendo o único modelo produzido com bronze de canhão, uma liga de zinco e bronze utilizada na fabricação de canos para canhões. Somente no mês de fevereiro de 1921 a empresa começou a utilizar oficialmente o nome OLYMPUS como marca registrada para seus produtos. O nome “Olympus” foi escolhido como marca porque o monte Olimpo, na mitologia grega, era o lar dos deuses e deusas. Essa marca comercial também trazia a aspiração da OLYMPUS de iluminar o mundo com seus dispositivos óticos.


Pouco depois, em 1923, a empresa vendeu seu negócio de termômetros. A empresa que adquiriu a divisão de termômetros foi autorizada a usar OLYMPUS como sua marca comercial. A maior parte dos recursos dessa venda foi investida no desenvolvimento de novos microscópios. No começo dos anos de 1930, a empresa foi responsável por desenvolver o primeiro microscópio metalúrgico do país. Pouco depois, em 1935, inaugurou o centro de pesquisas óticas, dedicado a criar e desenvolver lentes fotográficas. Com isso, já ano seguinte, lançava no mercado a primeira lente fotográfica (ZUIKO) para a primeira máquina OLYMPUS, chamada Semi-Olympus I. O rápido crescimento da empresa foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial. No período do pós-guerra, a OLYMPUS voltou com força total e, em 1948, retomou sua atitude pioneira ao lançar a primeira máquina 35 mm do mercado japonês. Pouco depois, em 1949, o nome da empresa foi alterado para Olympus Optical Co. Ltd. em uma tentativa de melhorar a imagem da corporação. Paralelamente ao desenvolvimento dos microscópios e máquinas fotográficas, a OLYMPUS investiu também em pesquisas para equipamentos de uso médico e científico criando a primeira gastrocâmera (que possibilitava fotografar e examinar o interior do estômago do paciente), em novembro de 1950.


Nos anos seguintes, a OLYMPUS aperfeiçoou sua experiência desenvolvendo produtos para o mercado fotográfico profissional e amador. Com isso surgiram produtos como câmeras compactas, que eram totalmente automáticas; o sistema electrophoresis automático; uma impressora com dispositivo de íon; e um protótipo de estática do transistor de indução. A expansão internacional da marca começou em 1964 com a abertura do primeiro escritório de vendas na cidade de Hamburgo na Alemanha; e continuou em 1968, quando iniciou suas atividades nos Estados Unidos com a formação de uma subsidiária para comercialização de produtos médicos e microscópios, além de câmeras fotográficas. A década de 1970 começou com lançamentos voltados para a área médica, como por exemplo, o primeiro analisador clínico da marca (o Vanox) e um novo modelo de microscópio. Em 1972, a empresa inventou o sistema OM e também foi considerada pioneira no desenvolvimento de câmeras SLRs compactas, abrindo assim um leque para diversas outras empresas fazerem o mesmo.


Os anos de 1980 foram marcados por maciços investimentos no setor médico, que resultaram em produtos inovadores como aparelhos de pré-transfusão, sistemas de teste de sangue e analisador imunológico. Além disso, a OLYMPUS foi responsável, também nesta década, por trazer ao mercado endoscópios, sistema coletor ótico, e pelo desenvolvimento de um reagente que detectava os anticorpos da AIDS – doença tão temida na época. No final desta década, a OLYMPUS experimentou uma nova fase de expansão internacional com a abertura de escritórios de vendas em Miami, voltado para o mercado caribenho e latino-americano, em 1987; e dois anos depois, quando completava 70 anos, com a inauguração de escritórios em Hong Kong, Cingapura e Taiwan, além de fábricas na China e Hong Kong. A década de 1990 foi marcada por inúmeras novidades como as primeiras câmeras digitais, a câmera digital de alta resolução, além do lançamento da mini-televisão. Em 2003, a empresa abriu um novo capítulo em sua história ao adotar o nome OLYMPUS CORPORATION, cujo desejo era criar uma marca corporativa dinâmica com a unificação do nome corporativo e uma marca famosa. Nos últimos anos, a OLYMPUS se concentrou no desenvolvimento da “tecnologia ótico-digital” para maximizar o valor corporativo e tornar-se um dos principais fabricantes desse segmento, especialmente no mercado de equipamentos médicos.


Atualmente a OLYMPUS trabalha com as seguintes divisões de negócios: Divisão de Sistemas Médicos (oferece tecnologias terapêuticas e de diagnóstico de última geração que incluem desde endoscópios a dispositivos elétricos para cirurgia), Divisão de Soluções Científicas (uma vasta gama de instrumentos e serviços inovadores para profissionais das ciências e da indústria, como microscópios para ciências da vida ou tecnologia de testes industriais) e Divisão de Produtos de Consumo (câmeras fotográficas, lentes, sistemas de câmaras sem espelho, gravadores de áudio de elevada qualidade e dispositivos para ditado profissional). Por isso, os produtos premiados da marca japonesa são fundamentais para a detecção, prevenção e cura de doenças, impulsionando a investigação científica e documentando a vida com liberdade artística através de fotografias.


A linha do tempo 
1948 
Lançamento da primeira câmera japonesa com obturador de lentes, batizada de OLYMPUS 35
1952 
Lançamento da OLYMPUS FLEX, câmera fotográfica com lentes reflexivas gêmeas. 
1955 
Lançamento de seus primeiros equipamentos de precisão. 
Lançamento da OLYMPUS WIDE, câmera fotográfica com ângulo largo. 
1959 
Lançamento da câmera fotográfica OLYMPUS PEN, de meia chapa, com capacidade para tirar 72 fotos. 
1963 
Lançamento da OLYMPUS PEN F, primeira câmera do mundo de lente compacta única reflexiva. 
1968 
A empresa ingressou no segmento de endoscópios industriais. 
1969 
Lançamento do Zuiko Pearlcoder, primeiro gravador microcassete do mundo. 
1970 
Ingressou no segmento de análises clínicas com o desenvolvimento do ACA-III, um sistema automático de análise bioquímica. 
1972 
Lançamento da M1, uma câmera compacta e leve de lente simples reflexiva. O modelo foi renomeado para OM-1 no ano seguinte. 
1978 
Lançamento da câmera fotográfica compacta. 
1979 
Lançamento da primeira câmera fotográfica do mundo com proteção de lente deslizante. 
1982 
Lançamento de um sistema de endoscopia por ultrassom. 
1983 
Lançamento da OLYMPUS AFL, primeira câmera compacta totalmente automática com bateria de lítio. 
Lançamento do PK 7000, um sistema de teste de sangue de transfusão automática. 
1986 
Lançamento da primeira câmera fotográfica compacta à prova d’água do mundo. 
Lançamento do disco ótico magnético. 
1991 
Lançamento da OLYMPUS STYLUS, câmera fotográfica automática mais leve do mundo na época. 
Lançamento da menor câmera de endoscopia do mundo, a InfinityStylus OTF-F2
1996 
Lançamento de suas primeiras câmeras digitais chamadas CAMEDIA
1997 
A câmera digital STYLUS atinge a marca de 10 milhões de unidades comercializadas. 
1999 
Lançamento da câmera digital de alta resolução C-2000 Zoom
Lançamento dos endoscópios veterinários, ingressando assim em um novo segmento de mercado. 
2000 
Lançamento nos Estados Unidos, em parceria com a Polaroid, a G-211 Zoom, primeira câmera digital instantânea. 
2001 
Lançamento do gravador equipado com MP3. 
2002 
Lançamento de seu primeiro sistema de revelação digital em quiosques. 
Lançamento do VISERA, um sistema de vídeo integrado para endoscopia cirúrgica e exames. 
2003 
Lançamento da E-1, câmera digital SLR com sistema intercambiável de lentes. 
2004 
Lançamento da OLYMPUS STYLUS VERVE, câmeras digitais com design revolucionário e várias opções de cores. 
2005 
Lançamento da primeira câmera digital com corpo resistente ao choque e a profundidades de até 5 metros. 
Lançamento da câmera digital equipada também com leitor de música. 
2007 
Lançamento da E-3, câmera digital SLR com o sistema AF mais rápido do mundo na época. 
2009 
Lançamento da OLYMPUS PEN E-P1, câmera digital com lentes intercambiáveis. 
2012 
Lançamento da OM-D E-M5, concentrando assim todos os seus esforços na sua bem sucedida linha de câmeras sem espelho. Uma das características dessa câmera era sua tela traseira de 3″ e do tipo OLED e que pode ser rebatida tanto para cima quanto para baixo. Além disso, tinha o corpo feito com liga de magnésio totalmente selado, tornando-a especialmente resistente à contaminação de pó e respingos d’água.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O primeiro logotipo corporativo continha a palavra TOKIWA TOKYO, sua primeira marca comercial. A marca OLYMPUS foi introduzida somente em fevereiro de 1921 juntamente com um novo logotipo, que trazia a palavra TOKYO escrita abaixo do nome. Já o logotipo utilizado de 1970 até 2000, todo em azul, foi projetado para passar a impressão de qualidade e sofisticação. Em 2001, uma linha amarela foi acrescentada abaixo do logotipo. Essa marca é denominada “padrão ótico-digital” e representa a luz e as ilimitadas possibilidades da tecnologia digital. Simboliza a natureza dinâmica e inovadora da tecnologia ótico-digital e a OLYMPUS.


Os slogans 
Your Vision, Our Future. (2009) 
Capture it all. (2008) 
Nothing’s impossible. (2001) 
Focus on life. (2000)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 12 de outubro de 1919 
● Fundador: Takeshi Yamashita 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Olympus Corporation 
● Capital aberto: Sim 
● CEO & Presidente: Hiroyuki Sasa 
● Faturamento: US$ 7.1 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 760 milhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 10.1 bilhões (novembro/2018) 
● Presença global: 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 35.930 
● Segmento: Equipamentos óticos 
● Principais produtos: Câmeras digitais, microscópios e equipamentos médicos 
● Concorrentes diretos: Canon, Nikon, Pentax, Panasonic, Sony, Casio, Fujifilm, Konica Minolta, Karl Storz e Philips 
● Slogan: Your Vision, Our Future. 
● Website: www.olympus-global.com 

A marca no mundo 
Atualmente a OLYMPUS, que emprega mais de 35 mil funcionários, está presente em mais de 110 países do mundo, vendendo produtos fotográficos digitais, equipamentos óticos para o setor médico (como endoscópios), científico e industrial, música e áudio (gravadores de voz), mantendo ainda sua tradicional produção de equipamentos óticos analógicos, de câmeras com filme e binóculos. Aproximadamente 80% de seu faturamento (US$ 7.1 bilhões no ano fiscal 2017/2018) foi gerado por equipamentos médicos. São mais de 6.700 patentes no setor de medicina, com 70% de participação no mercado global na área de endoscopia gastrointestinal. Por ano, são efetuadas 7.35 milhões de colonoscopias com os endoscópios da OLYMPUS somente na Europa. 

Você sabia? 
Em 2011, o então CEO da empresa Tsuyoshi Kikukawa foi demitido sob a alegação de omitir perdas contábeis resultantes de investimentos no valor de US$ 1.7 bilhões. Os promotores alegaram que a empresa começou a usar um mecanismo complexo de contabilidade para esconder as perdas resultantes de investimentos feitos na década de 1990, com executivos do alto escalão, incluindo ex-presidentes, aprovando esses movimentos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Valor Econômico e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 28/11/2018