BIANCHI é muito mais do que uma renomada marca de bicicleta, é paixão, inovação, exclusividade, qualidade e design italiano há mais de 130 anos. Objeto de desejo de 9 entre 10 ciclistas, suas bicicletas com a inconfundível pintura celeste são presença constante nos pódios das principais competições mundiais.
A história
Tudo começou no ano de 1885 quando Edoardo Bianchi, um jovem engenheiro de instrumentos cirúrgicos de apenas 21 anos, inaugurou uma pequena oficina de bicicletas na cidade de Milão, na Rua Nirone nº 7. Inicialmente realizava reparos e produzia quadros para bicicletas. Foi a sua capacidade de criação que o distinguiu dos outros construtores da época. Por exemplo, ele reduziu o diâmetro da roda dianteira, com a finalidade de equilibrar a diferença do movimento com à aplicação de uma corrente, que tinha sido inventada pelo francês Frenchman Vincent, para baixar a altura dos pedais e fazer com que ficassem mais leves. Uma das maiores vantagens do novo modo de transporte era a estabilidade, afinal já não eram mais necessárias acrobacias para manter o equilíbrio. Então a partir daí Edoardo desenhou um veículo similar, mas com as rodas ainda menores, sendo as rodas dianteira e traseira do mesmo tamanho e chamou de “o pequeno ferreiro”. Mudou sua oficina da Rua Nirone para a Rua Bertani para ampliá-la e aumentar a produção desse novo modelo. Nesse novo local de trabalho, ele produziu, em 1888, a primeira bicicleta com pneus infláveis, uma invenção do veterinário e engenheiro escocês John Boyd Dunlop.
Em 1897 construiu sua primeira motocicleta em colaboração com Gian Fernando Tomaselli. Ao posicionar um monocilíndrico de quatro tempos no ponto mais baixo do triângulo que forma o quadro, Bianchi colocou o motor onde melhor poderia obter um ponto de gravidade baixo, e por isso, uma condução mais segura. A produção de motocicletas seria definitivamente encerrada em 1967. Desde o início Edoardo sempre se empenhou em trazer melhorias para as bicicletas esportivas, e as competições eram a chance perfeita para o jovem fabricante testar suas novas soluções técnicas antes de levá-las para a produção. Grandes ciclistas estiveram ligados a história de sucesso da marca. O primeiro sucesso internacional da bicicleta esportiva BIANCHI, remonta a 1899, quando Giovanni Tomaselli ganhou o Grand Prix de la Ville de Paris. Foi dessa forma que a aventura da BIANCHI começou. E não somente com as bicicletas. Ainda em 1899, ele fabricou seu primeiro automóvel (com motor de um só cilindro), e começou sua produção em série no ano seguinte. A produção de automóvel seria encerrada com a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Porém o sucesso industrial não fez Edoardo parar com suas pesquisas e inovações. Por exemplo, em 1901, apresentou a primeira bicicleta usando transmissão com eixo cardã. Em 1913, ele inventou o sistema de freio frontal. Ainda neste ano, embora não sendo projetada para corridas, a primeira bicicleta de suspensão total no mundo foi fabricada pela BIANCHI. Já em 1915 produziu uma bicicleta para o exército, com rodas mais largas e quadro dobrável, que tinha também suspensão nas duas rodas. Essas bicicletas foram designadas à brigada de infantaria ligeira conhecida como “Bersaglieri”, que as usavam como veículo em qualquer terreno e em qualquer teatro de guerra, desde os Alpes até os desertos africanos. Na verdade foi a primeira mountain bike, a mãe de todas as bicicletas “fora de estrada” modernas.
Em 1935, a BIANCHI já era líder absoluta do mercado italiano, produzindo mais de 70 mil bicicletas por ano. Apesar da fábrica ter sido destruída em um bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, foi reconstruída e retomou as operações em 1946. Nesse mesmo ano, no dia 3 de julho, morreu Edoardo Bianchi em um acidente de automóvel. Isto marcou o declínio, que se prolongaria por décadas, da BIANCHI em um mercado cada vez mais competitivo. Em 1982 a marca italiana lançou seus primeiros modelos de bicicletas para BMX. Pouco depois, em 1984, ampliou sua linha de produtos com o lançamento das primeiras mountain bikes. Em 1990, revolucionou o segmento com o lançamento da Bianchi Spillo, uma bicicleta urbana moderna. No mês de maio de 1997 a empresa foi adquirida pela Cycleurope AB, empresa sueca do grupo Grimaldi, conhecida mundialmente como a mais importante no setor de ciclismo. Nos anos seguintes, a tradicional marca italiana lançou novos produtos, como por exemplo, as bicicletas elétricas. Além disso, fez parcerias com marcas como Ducati e Gucci para o lançamento de linhas especiais, onde cada bicicleta chegava a custar US$ 15 mil. Em 2015 a marca comemorou 130 anos de paixão, pioneirismo e tradição no ciclismo e apresentou sua nova bicicleta de competição: Bianchi Oltre XR2, repleta de inovações como freios a disco hidráulicos e rodas tubulares de carbono.
A BIANCHI tem sua sede na cidade de Treviglio, onde sua equipe de desenvolvimento trabalha com tecnologia de ponta, que envolve a criação de novas técnicas de produção de quadros em fibra de carbono. Graças à nova tecnologia Rapid Prototype Machine de impressão em 3D, os engenheiros podem criar e montar protótipos em resina de componentes para testes antes de lançá-los comercialmente no mercado. Além disso, a empresa mantém em sua sede um laboratório específico para teste de resistência e de fadiga em todos os produtos que fabrica. A BIANCHI acredita que o quadro é o coração da bicicleta e está constantemente investindo em tecnologia de materiais com o objetivo de produzir as melhores bicicletas do mundo. Todos os quadros são projetados e desenvolvidos dentro de sua sede. A marca liderou o mercado de bicicletas de corrida comprovando a geometria e tecnologia seguindo a mudança de mercado de aço para o alumínio e titânio, e agora com o material mais avançado: carbono. Mais recentemente introduziu pela primeira vez na indústria do ciclismo o material Countervail® viscoelástico carbono e desenvolveu o sistema Bianchi CV, inovador e exclusivo que cancela até 80% da vibração das estradas de paralelepípedo.
A polêmica do celeste
As bicicletas BIANCHI se tornaram reconhecidas por sua chamativa cor celeste. Afinal, é azul turquesa ou verde celeste? Durante anos foram os dois. Mas hoje, nenhum deles. Oficialmente é CELESTE #227, cor registrada com Pantone específico. Mas afinal, como esta cor se tornou símbolo da marca italiana? Para variar, existem algumas histórias. Em 1895, Edoardo Bianchi foi convidado a Corte, na Villa Reale em Monza, pela Rainha Margaret que tinha ouvido falar muito sobre sua bicicleta e estava ansiosa para aprender a montá-la. Então Bianchi criou especialmente para a Rainha a bicicleta da primeira-dama e deu a ela a cor azul turquesa. Alguns dizem que a cor foi escolhida, pois seria o azul do céu de Milão e outros contam que seria o azul dos olhos da Rainha Margaret. Outros ainda atestam que a origem da cor está ligada à Primeira Guerra Mundial, quando a cor verde militar, predominante nos arsenais e veículos militares, foi misturada pela BIANCHI à cor branca para atenuar o caráter bélico do tom escuro. O importante, porém, é que hoje em dia a cor celeste é como um título de nobreza entre as “magrelas”.
O sucesso no ciclismo
Poucos fabricantes de bicicletas podem se dar ao luxo de ter deixado na história do ciclismo marcas tão profundas quanto a italiana BIANCHI. Sempre presente nas mais importantes competições do ciclismo mundial geraram excelente visibilidade na mídia para a marca italiana. E essa associação com o ciclismo começou em 1896. O primeiro campeão a ser associado à marca foi Constante Girardengo, considerado um dos maiores corredores de estrada da história do esporte na década de 1930. O lado esportivo ganhou novo impulso com os feitos de Fausto Coppi, que começou em 1940 com sua primeira vitória no Giro d’Itália, seguido em 1942 com o estabelecimento do recorde mundial de distância percorrido em uma hora. Ele ainda conquistou o tradicional Tour de France em 1949. Em 1952 ganhou novamente o Giro e o Tour em uma mesma temporada, antes de vencer o Campeonato do Mundo em 1953.
A marca compreendeu como nenhuma outra a cultura das competições ciclísticas, fornecendo bicicletas de altíssima qualidade para atletas históricos como Felice Gimondi, Moreno Argentin e Gianni Bugno, que triunfaram em cima de uma BIANCHI. Mas de todos os ciclistas que tiveram a BIANCHI como “lar”, nenhum se destacou mais que Marco Pantani. A marca fornecia ao Pirata, como era carinhosamente conhecido, nada menos que 30 quadros por ano, cada um com ângulos, geometria e pesos distintos. Seu ano histórico foi 1998, quando conquistou o Giro d’Italia e o Tour de France. Os títulos da marca italiana impressionam: no ciclismo de estrada foram 12 vitória no Giro d’Italia, e 3 no Tour de France, 2 na Vuelta de España, 7 no Paris-Roubaix, entre outros. Já na categoria mountain bike foram 40 campeonatos italianos, 11 títulos europeus, uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, entre tantas outras glórias. Atualmente, a marca patrocina as equipes Team LottoNL Jumbo, Team Treberg Bianchi e Bianchi MTB Official Team.
As lojas
Em 2010, a BIANCHI resolveu ingressar no segmento de varejo de uma forma diferente, com a inauguração na cidade de Estocolmo, na Suécia, do primeiro Bianchi Café & Cycles, uma espécie de café, restaurante, oficina e loja para os amantes do ciclismo e da marca italiana. O sucesso foi tamanho, que no ano seguinte, uma nova unidade foi inaugurada na cidade de Tóquio. O próximo passo foi inaugurar outras unidades nas cidades suecas de Salen e Vasteras. Finalmente, em 2014, a marca inaugurou o Bianchi Café & Cycles na cidade de Milão, onde tudo começou em 1885. A loja-conceito no centro de Milão, próxima à histórica catedral Duomo, possui 570 m² e, além de vender as desejadas bicicletas da marca, possui em seu interior um restaurante, café, lounge, salão de eventos e oficina mecânica. O restaurante oferece aos clientes especialidades de diferentes regiões da Itália. Já o bar oferece uma happy hour no melhor estilo milanês, com coquetéis, aperitivos e mais de 150 diferentes opções de vinhos, além de possuir um mini empório onde é possível encontrar chocolates, cafés e temperos tipicamente italianos.
Como toda boa loja do ramo, as bicicletas são o principal destaque, não apenas como produtos para venda, mas também como parte da decoração, que também inclui imagens enormes do ciclista Fausto Coppi, que ajudou a tornar a marca BIANCHI tão bem conhecida na década de 1950. O foco principal da loja são as bicicletas de estrada específicas para competições, embora disponha também de bicicletas elétricas e as cobiçadas mountain bikes das linhas Methanol e Ethanol. Ao comprar uma bicicleta no Bianchi Café & Cycles, o cliente recebe inteiramente grátis uma análise de bike fitting, que analisa as medidas corporais e posturais de modo que os atendentes possam recomendar a melhor bicicleta, o tamanho e ainda fazer ajustes personalizados. A análise é realizada com um simulador biomecânico e análise 3D. Outra peculiaridade da loja milanesa é o horário de atendimento ao público: das 6:30 da manhã até meia-noite todos os dias.
A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O logotipo atual, que pode ser aplicado em preto ou na tradição na cor celeste, tem abaixo uma faixa com as cores da bandeira italiana.
A marca italiana também utiliza como logotipo a tradicional águia coroada na cor celeste.
Os slogans
Passione Celeste.
La bicicletta da Campioni.
Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 1885
● Fundador: Edoardo Bianchi
● Sede mundial: Treviglio, Bergamo, Itália
● Proprietário da marca: F.I.V. Edoardo Bianchi S.p.A.
● Capital aberto: Não (subsidiária da Cycleurope A.B. Group)
● CEO: Bob Ippolito
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 5 lojas
● Presença global: 60 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 250
● Segmento: Transportes
● Principais produtos: Bicicletas e acessórios
● Concorrentes diretos: Giant, Trek, Scott, De Rosa, Colnago e Cannondale
Atualmente a BIANCHI, mais antiga fábrica de bicicletas do mundo ainda em atividade, comercializa sua sofisticada linha de bicicletas (urbana, estrada, mountain bike, BMX, infantis e elétricas) e acessórios em mais de 60 países ao redor do mundo. A marca italiana produz mais de 16.000 bicicletas por ano.
Você sabia?
● Os fanáticos fãs da marca italiana são chamados carinhosamente de Bianchisti.
● Cada bicicleta da marca italiana é construída por uma pessoa do começo ao fim.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e GQ), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
Há mais de 60 anos a BRINQUEDOS BANDEIRANTE vem transformando em realidade o sonho de milhares de crianças e contribuindo para uma infância saudável e inesquecível. A emoção dos primeiros passos, a liberdade das primeiras pedaladas, a concentração, o equilíbrio, a imaginação para criar e montar. Quando um brinquedo BANDEIRANTE passa a fazer parte da vida de uma criança, ela ganha muito mais do que bons momentos de diversão. Ganha um crescimento sadio, liberdade, movimento e criatividade.
A história
Tudo começou exatamente no dia 24 de junho de 1952 quando os senhores Manuel Francisco de Almeida, Pedro Pucci e Cyro de Souza Nogueira fundaram a BRINQUEDOS BANDEIRANTE, que iniciou suas atividades com a produção de bolas, patins, triciclos, carros a pedal, carrinhos de bebê e parquinhos infantis. O nome da nova empresa foi uma homenagem à história de um movimento de homens que mudou o rumo da história do país: Bandeirante, aventureiros que se embreavam nas matas atrás de índios e ouro. Após três meses, passou a ocupar um prédio de 4.800 m² na Rua Cuiabá, no tradicional bairro paulistano da Mooca, e gradativamente concentrou sua produção em brinquedos que proporcionassem velocidade e movimento.
No final dos anos 50 e início dos 60, apresentou altos índices de crescimento, sabendo aproveitar o salto da taxa de natalidade observada nesse período e os novos hábitos de uma população urbana crescente. Nesse período, já orientada para a qualidade e resistência de seus produtos, adotou o slogan “Tão fortes que passam de irmão para irmão”. Nos anos 70, iniciou suas exportações de forma maciça, competindo em igualdade de condições no exterior com indústrias tradicionais de brinquedos, como a japonesa, a americana, a espanhola e a italiana. Era o início do uso do plástico como componente principal dos brinquedos, e a BANDEIRANTE foi uma das pioneiras nessa tecnologia. Já com a consolidação dos brinquedos predominantemente de plástico, a empresa lançou grandes sucessos como o triciclo América, Jet Ban, Gatão, Banderetta e Tico-Tico Europa – este último produzido totalmente em plástico e, atualmente, na quarta geração, com mais de quatro milhões de unidades produzidas.
Nos anos 80, a chamada “década perdida”, mesmo com a economia brasileira estagnada, a empresa diversificou sua linha de produtos com a produção de brinquedos menores, em miniatura – como carrinhos de fricção e cozinha infantil –, e manteve bom desempenho. Foi nesta década que a empresa iniciou os primeiros programas de licenciamento e o desenvolvimento de novos conceitos de produtos como a primeira versão de um triciclo de passeio. Lançou também a Baby Moto movida à pilha, primeira moto elétrica fabricada no Brasil.
A partir de 1990, com a abertura do mercado para produtos estrangeiros, a invasão de brinquedos orientais fez todo o setor entrar em colapso. A BANDEIRANTE foi uma das poucas exceções e conseguiu superar essa dificuldade investindo no desenvolvimento interno de produtos, com especial atenção ao design, às formas de produção e a intensificação de novos projetos com mais tecnologia, como o primeiro carro elétrico movido por bateria recarregável. Ao contrário da maioria de seus concorrentes, a empresa manteve sua fábrica no Brasil e não se associou a nenhuma empresa multinacional.
Já neste século, a empresa se consolidou como a maior inovadora em brinquedos sobre rodas e, para confirmar isso, basta reparar nos parques e nas ruas das cidades para ver como as crianças se divertem com patinetes, bicicletas e até modernos veículos elétricos da marca. Atualmente a empresa oferece brinquedos cada vez mais atrativos, confortáveis e seguros. Além de divertidos, sempre com o benefício de estimular a coordenação motora, a lateralidade, e contribuir para as crianças se movimentarem.
A linha do tempo
1952
● Lançamento do REMA REMA, um triciclo construído com tubos de ferro roliços e chapas de ferro, que possuía assento de madeira, rodas de chapa e pneus de borracha.
● Lançamento do AUTO RÁDIO PATRULHA, construído inteiramente de chapa nº 20, com assento e encosto estofados, farol e buzina elétricos, pneu 1/2 balão maciço, além de cores modernas e atraentes.
● Lançamento do TICO TICO POPULAR, de ferro chato, com assento e encosto de madeira e pneus de borracha de 1".
1953
● Lançamento do TRICICLO BALILA, fabricado em 4 tamanhos diferentes, para crianças de 2 a 7 anos, que continha selim de metal regulável e pneus de borracha inteiriça de 1".
1955
● Lançamento do TRICICLO 2 IRMÃOS, que tinha lugar para levar uma pessoa na garupa.
1957
● Lançamento do AUTO BARATA AMERICAR LUXO, construído inteiramente em chapa de ferro, sem soldas ou emendas. Possuía rodas de chapa de ferro com pneus de borracha inteiriça 1/2 balão, assento estofado, sendo oferecido na cor vermelha.
1959
● Lançamento do CARRINHO REGENTE, um carrinho para passeios confortável, seguro, prático e robusto, com amplo porta-pacotes, ideal também para quando o bebê estava começando a aprender a andar.
● Lançamento do CARRINHO PRINCESA, um carrinho de passeio com rodas com buchas de náilon, lavável, silencioso e inquebrável, cuja Capota era reversível. O carrinho ainda era ajustável em qualquer posição (sentar ou deitar) e possuía amplo espaço para guardar fraldas e sacolas.
1961
● Lançamento do VELOCÍPEDE APOLO, que possuía um novo e arrojado tipo de guidão, pneus fixa branca, selim com protetor para conforto e segurança, revestido em plástico.
1962
● Lançamento do CANDANGO BANDEIRANTE, um trator ao alcance de todas as crianças.
1963
● Lançamento do BANCICLE, um moderno e atraente velocípede entregador extremamente forte e resistente, que suportava vários quilos de carga.
1964
● Lançamento do JEEP BANDEIRANTE, especialmente construído para suportar os maus tratos de qualquer brincadeira.
● Lançamento do BAN KART, que possuía assento com ampla regulagem, para crianças de 3 a 14 anos, tração mais rápida, corrente semi-embutida e protetores especiais contra batidas em todas as rodas.
1965
● Lançamento do MUSTANG, o mais luxuoso carro para gente pequena.
1967
● Lançamento da FERRARI, pela primeira vez um legítimo carro de corrida ao alcance das crianças.
1969
● Lançamento da ESCAVADEIRA BANDEIRANTE, criando assim um convívio com a emocionante imagem de uma moderna máquina de escavação.
1970
● Lançamento do JIPE POLÍCIA RODOVIÁRIA, um veículo sensacional para o pequeno policial. Com a mesma pintura dos famosos carros da Polícia Rodoviária, ele possuía sirene de alarme, farol, buzina e até pisca-pisca.
● Lançamento da BICICLETA ESPORTIVA, que possuía aro 14" com pneus macios.
1972
● Lançamento do BIG BAN, um veículo com estrutura de aço, que proporcionava maior resistência e durabilidade, além de assento regulável em 4 distâncias.
1973
● Lançamento do BAN BOLÃO, que possuía garfo-guidão em tubos cromados, com farol decorativo. A grande inovação era que o veículo reproduzia o som de um motor quando em movimento.
1974
● Lançamento do CAVALO DE AÇO, uma verdadeira inovação em matéria de brinquedos. O velocípede com plástico nos lugares certos, assento-encosto anatômico, antichoque, regulável e superconfortável, proporcionava o máximo de segurança e estabilidade à criança.
1975
● Lançamento do BUGGY, veículo moldado em plástico ABS ultrarresistente.
● Lançamento da JOANINHA, um veículo nas cores e formato do simpático inseto. Uma criação colorida em cada detalhe de desenho e cor.
● Lançamento da BICICLETA GRAN TURISMO, que possuía um novo desenho de quadro, em tubos de aço esmaltados a fogo e linhas extremamente modernas. A concepção do garfo era inovadora: conjugado com o guidão cromado em estilo atual. Tinha ainda selim anatômico e regulável.
1976
● Lançamento do JET BAN, um triciclo em tamanho grande com detalhe de estepe e rodas tala larga tipo lameiro.
1979
● Lançamento do TICO TICO EUROPA, um dos veículos de maior na história da empresa. Atualizado em 1986 e 2002, o ícone da BANDEIRANTE ainda está disponível para venda com design desenvolvido em 2009.
1997
● Lançamento da MOTO POLÍCIA ELÉTRICA, primeira moto movida a bateria recarregável.
2011
● Lançamento do RELÂMPAGO McQUEEN, carro disponível nas versões pedal e elétrico. Possui buzina, rodas lisas e assento anatômico. Indicado para estimular a percepção de movimentos e despertar a coordenação motora da criança.
2012
● Lançamento do UNO PASSEIO (desenvolvido para a criança pedalar, conta também com a função auxiliar passeio, com haste para o adulto empurrar, além de cinto com três pontos, volante com buzina eletrônica e porta objetos traseiro) e do UNO ELÉTRICO (permite que pais e filhos brinquem juntos, pois o veículo pode ser pilotado pela própria criança ou conduzido por meio de controle remoto, além de estimular a interatividade através de um painel com chave eletrônica que emite som de ignição, câmbio com duas marchas e volante com buzina eletrônica), réplicas fiéis do automóvel produzido pela FIAT.
A evolução visual
Ao longo das décadas a identidade visual da marca passou por modificações radicais. A marca, que teve como primeiro logotipo um pequeno bandeirante com patins, mudou sua identidade visual pela primeira vez em 1957. Já uma década mais tarde, com sua linha de produtos mantendo o foco nos brinquedos sobre rodas surgiu o célebre logotipo do triciclo com as rodas representadas por três rostinhos, que passaria a identificar os brinquedos da marca. Após passar por uma remodelação em 1987, a última modificação aconteceu no início dos anos 2000: um triciclo estilizado sem os tradicionais rostinhos nas rodas.
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 24 de junho de 1952
● Fundador: Manuel Francisco de Almeida, Pedro Pucci e Cyro de Souza Nogueira
● Sede mundial: São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca: Brinquedos Bandeirante S.A.
● Capital aberto: Não
● Diretor de marketing: Alexandre Branco
● Faturamento: R$ 243 milhões (2011)
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: 10 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 1.200
● Segmento: Brinquedos
● Principais produtos: Triciclos, patinetes, bicicletas, carros a pedal, veículos elétricos e playground
● Concorrentes diretos: Estrela, Long Jump, Magic Toys e Caloi
Com produtos encontrados em mais de 10 mil lojas no Brasil, a BRINQUEDOS BANDEIRANTE oferece uma linha de produtos completa, composta por mais de 135 itens, entre os quais triciclos, patinetes, bicicletas, carros a pedal, veículos elétricos e playground, além de uma linha de bonecos colecionáveis de vinil. Sua unidade fabril possui aproximadamente 100 mil m² de área construída e emprega aproximadamente 1.200 colaboradores. Além disso, a empresa exporta seus produtos para países da América Latina e África.
Você sabia?
● Aproximadamente 70% do faturamento da empresa é obtido entre o Dia das Crianças e o Natal.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).
Durabilidade, visual moderno, linhas arrojadas, desempenho e inovação. Essas cinco qualidades estão sempre presentes em automóveis representados por três ou quatro dígitos, como 206, 308, 407, 508 ou 4008, e que levam um pequeno leão como símbolo na grade frontal. Esses automóveis oferecem uma experiência de direção fantástica, com sensações fortes de condução e grandes emoções. Esses fatos transformaram a montadora PEUGEOT em um respeitado gigante mundial no setor automobilístico mundial.
A história
Nascido em 1734, Jean-Pierre Peugeot está na origem da orientação industrial da família. Atuou na indústria da tecelagem, e deixou aos seus herdeiros uma tinturaria, uma fábrica de óleos e um moinho de cereais. A história da tradicional montadora remonta a 1810, quando Jean-Pierre II e Jean-Frédéric Peugeot converteram o antigo moinho de cereais herdado de seu pai em uma fábrica de aço laminado a frio. Esta primeira fábrica produzia chapas de serra laminadas e molas de relojoaria, destinados à indústria do Franco-Condado. Em 1818 a PEUGEOT FRÉRES, como era chamada na época, iniciou a produção de ferramentas e acessórios para usos diversos. Além do famoso moinho de café criado em 1840, a família Peugeot inovou e desenvolveu suas atividades industriais, produzindo serras de fita, molas e armações para guarda-chuvas. Por volta de 1850 apareceu a marca do leão, utilizada para designar as ferramentas feitas com aço de alta qualidade (utilizado na fabricação de lâminas de serra). Oito anos mais tarde, no dia 20 de novembro de 1858, Émile Peugeot registrou a marca do leão no Conservatório Imperial de Artes e Ofícios.
A empresa crescia e a diversificação na linha de produtos era inevitável: as primeiras bicicletas feitas sob a marca PEUGEOT foram produzidas em 1882. O conhecimento adquirido na produção de bicicletas e sua posterior motorização colaboraram para o desenvolvimento dos primeiros triciclos e quadriciclos automotores comercializados pela empresa. Isto aconteceu em 1889, quando impulsionada pelo visionário Armand Peugeot, a empresa apresentou o primeiro veículo com a sua marca: o Serpollet-Peugeot, triciclo a vapor construído em colaboração com Léon Serpollet. Em seguida, no ano de 1890, Armand abandonou o vapor para adotar o petróleo e produziu o primeiro quadriciclo a gasolina: o Type 2, equipado com motor de 2 cilindros em V na parte traseira da marca alemã Daimler e que desenvolvia potência de 1cv. Foi então que, no dia 2 de abril de 1896, Armand Peugeot fundou a Société Anonyme des Automobiles Peugeot na cidade de Audincourt, tendo como endereço a cidade de Paris, e uma subsidiária em Marselha. A nova empresa tinha como objetivo produzir veículos de passeio e caminhões. Já no ano seguinte foi fabricado o primeiro automóvel chamado modelo 15, equipado com motor 100% produzido pela empresa. Os números aumentaram de forma constante, graças às muitas inovações, tais como a suspensão de três pontos e as primeiras rodas com pneus de borracha, que a PEUGEOT foi a primeira a empregar na produção de automóveis. No final do século, em 1899, o portfólio da empresa já compreendia 15 modelos, oferecendo automóveis de 2 a 12 lugares. Um ano depois a PEUGEOT alcançava a marca de 500 unidades produzidas. Do vapor à gasolina, do guidão ao volante, da roda ao pneu. Através de uma lógica de parceria industrial com Serpollet, Daimler e Michelin, Armand Peugeot não deixou passar nenhuma das inovações tecnológicas do seu tempo.
Em 1901, ao acrescentar um motor de 1.5cv a uma bicicleta foi criada a primeira motocicleta sob a marca francesa: a Motobicyclette. No ano seguinte foi lançado o modelo 306, primeiro carro a ter o motor na parte frontal, capô e volante. Pouco depois, em 1905, foi lançado o carro popular que ficou conhecido como “Bébé Peugeot”, um verdadeiro sucesso de venda. Pesando apenas 350 kg e tendo 2.7 metros de comprimento permitiam que seu pequeno motor pudesse levá-lo a velocidades pouco além de 40 km/h, um excelente desempenho para a época. Em 1912, Robert Peugeot sucedeu Armand e inaugurou uma nova fábrica na cidade de Sochaux. O desenvolvimento industrial e comercial teve apoio com o ingresso nas competições automobilísticas dos célebres automóveis da montadora francesa com motor de quatro cilindros, que ganharam inúmeras corridas. O período entre 1914 á 1918 foi dedicado quase por completo a suprir as necessidades do exército francês (ônibus, motores de avião, caminhões e 63.000 bicicletas) durante a Primeira Guerra Mundial. Somente em 1920, com o fim do conflito, a PEUGEOT deu um novo impulso em seu desenvolvimento com o lançamento de um pequeno modelo, o Quadrilette 161. Incluído na categoria de ciclomotores, este veículo de dois lugares, que atingia “incríveis” 60 km/h, teve uma grande aceitação entre os clientes da marca. Nesta época, a empresa foi separada em duas partes: divisão de motocicletas e bicicletas e a divisão automóvel.
Nos anos seguintes um plano de racionalização muito importante e a adoção de meios de produção em massa na fábrica de Sochaux permitiram que a empresa lançasse o primeiro modelo realmente de série: o 201, introduzido no mercado em 1929. O modelo de 6 cv revolucionou a história da montadora, afinal, foi a partir dele que a tradicional nomenclatura de três dígitos (com um zero no meio) da marca francesa começou a ser definitivamente adotada. Desde a sua origem, as denominações dos modelos não seguiam uma lógica que permitisse aos clientes identificá-los com facilidade. Então foi criada a famosa nomenclatura: com o primeiro algarismo representando o tamanho do carro, o terceiro a cronologia, e o número zero no meio representando a articulação entre os dois elementos. A PEUGEOT patenteou todos os números de 101 a 909, motivo pelo qual a Porsche, em 1963, foi obrigada a alterar o nome do modelo 901 para 911. O sucesso do modelo 201 serviu de ponto de partida para a criação da primeira linha de veículos novos da PEUGEOT, como por exemplo, o modelo 301 lançado em 1932, o 401 e o 601, estes comercializados em 1934. Inclusive os modelos 401 e 601 na versão Eclipse foram comercializados com um teto metálico retrátil, fruto da imaginação do designer Georges Paulin. Com isso, a PEUGEOT foi a primeira montadora a propor versões cupê conversível em série.
Em 1939, todos estes esforços de crescimento foram interrompidos, pois, mais uma vez, a empresa sofreu as consequências de uma guerra mundial: ocupação, bombardeios e saques de suas fábricas. Somente em 1948, no período pós-guerra, a montadora apresentou um novo modelo no Salão do Automóvel de Paris: era o PEUGEOT 203. Depois de três anos de reconstrução e reativação da produção, Jean-Pierre Peugeot, que presidia a empresa na época, viu seus esforços recompensados com o sucesso alcançado por este modelo entre uma clientela que se mantivera durante uma década órfã de novidades. O design deste modelo, de linhas arredondadas, inspirava-se nos veículos americanos e rompia com a habitual linha sisuda dos modelos 402, lançados em 1934. O modelo foi lançado no mercado em outubro, a versão berlina com quatro portas foi adaptada pelos taxistas de vários países, e também duas versões conversível, com 2 e 4 portas, assim como os modelos picape e furgão. Do modelo 203 fabricaram-se aproximadamente 70.000 exemplares entre 1948 e 1960.
O modelo 403 foi lançado em 1955, equipado com pára-brisa convexo e pedais suspensos. Quatro anos depois foi lançada a versão a diesel deste modelo, tornando-se o primeiro automóvel de passeio movido a este tipo de combustível. Em 1962 foi introduzido no mercado o modelo 404 desenhado pelo renomado estúdio italiano Pininfarina, que vendeu mais de 1.4 milhões de unidades. A versão conversível do modelo 404 foi um dos mais bonitos automóveis da década, sendo ainda hoje muito procurada pelos colecionadores. O modelo 204 foi lançado em abril de 1965. Este carro se destacou por sua modernidade: além de tração dianteira e um motor transversal, tinha freios a disco dianteiros e suspensão independente nas quatro rodas. Foi também o primeiro veículo da marca desenvolvido como um projeto, tal como os modelos que vieram depois. Neste momento, a PEUGEOT finalmente alcançava o sucesso. A década de 1970 foi repleta de novidades, primeiro, em 1972, com o lançamento do modelo 104, considerado na época o menor sedã quatro portas do mundo; segundo em 1974, quando ocorreu a fusão com a montadora Citröen, que se encontrava em apuros financeiros, criando assim o grupo PSA Peugeot Citröen (atual PSA Groupe), cujo objetivo era manter a identidade de ambas as marcas separadas, partilhando apenas os mesmos recursos técnicos; e por fim com o lançamento dos modelos 604 (1975) e 305 (1977), sendo que o primeiro entrou para a história como o primeiro veículo europeu equipado com um motor turbo diesel.
Nas décadas seguintes a montadora PEUGEOT se estabeleceu como uma das gigantes europeias, amparada por lançamentos de sucesso mundial como os modelos 206, 307 e 607, que venderam milhões de unidades e arrebataram outros milhares de fãs. Além disso, a montadora inaugurou fábricas em países estratégicos, como por exemplo, a China (1995), o Brasil (2001) e a Argentina, se tornando uma empresa verdadeiramente global. Em junho de 2008, a PEUGEOT, evidenciou o pioneirismo e comemorou a marca de 50 milhões de veículos produzidos em um total de mais de 160 modelos e 34 famílias de produtos, desde o modelo 201 ao 308, com estilo e características mundialmente reconhecidas. Em 2010, a Peugeot Motocycles mudou de nome para Peugeot Scooters, que em 2011 continuou revolucionando a mobilidade urbana com o lançamento da scooter e-Vivacity (100% elétrica) e a apresentação, em estreia mundial, no âmbito do 69º Salão Internacional de Motocicletas de Milão, da sua futura scooter de 3 rodas, denominada Peugeot Metropolis Project 400i.
Passados mais de 200 anos, a marca PEUGEOT ainda é sinônimo de inovação e diversidade. Inovação na área de automóveis elétricos e dos motores híbridos com a comercialização, na Europa, do PEUGEOT iOn, em 2010, e do 3008 HYbrid4 (primeiro veículo híbrido a diesel do mundo, que propunha uma oferta inédita em matéria de prestações ambientais e sensações de condução), em 2012. Além disso, lançou o selo Blue Lion, identificando os melhores modelos de sua gama que melhor conjugam desempenho e respeito ao meio ambiente, cuja redução das emissões de CO2 se traduz em uma oferta de produtos que ostentam este símbolo.
A linha do tempo
1953
● Lançamento da primeira scooter da marca francesa, denominada S 55.
1983
● Lançamento do PEUGEOT 205, um automóvel de pequeno porte apresentado em duas versões, Turbo e GTI, e oferecido a diesel ou gasolina. Foram produzidas mais de 5.3 milhões de unidades do modelo até 1998.
1987
● Lançamento do PEUGEOT 405, um automóvel de porte médio-grande, com tração dianteira.
1989
● Lançamento do PEUGEOT 605, um automóvel executivo de porte médio-grande produzido até 1999.
1991
● Lançamento do PEUGEOT 106, um automóvel super pequeno, sendo uma alternativa ideal para o transporte urbano, cidades lotadas e trânsito caótico. Foi inicialmente vendido apenas na versão hatch de 3 portas, e apenas no início de 1992 a versão hatch de 5 portas foi disponibilizada. Sua produção foi encerrada em 2003 com aproximadamente 2.8 milhões de unidades vendidas.
1993
● Lançamento do PEUGEOT 306, um automóvel compacto. Este modelo foi produzido até 2002 com mais de 2.8 milhões de unidades vendidas em todas as suas versões.
1994
● Lançamento do PEUGEOT BOXER, uma van utilitária que se tornou um sucesso no mercado mundial. Foi uma tentativa bem sucedida de revitalizar sua linha de veículos utilitários. O modelo já passou por algumas revitalizações e continua como carro chefe dos veículos comerciais da marca.
1995
● Lançamento do PEUGEOT 406, automóvel de porte médio-grande. Este modelo foi produzido até 2004.
1998
● Lançamento do PEUGEOT 206, um grande sucesso mundial conquistado pelo design moderno e as linhas esportivas. O modelo de pequeno porte era ágil e adequado para o dia a dia das grandes cidades, e se tornou o maior sucesso comercial da marca francesa. O modelo, que parou de ser fabricado em 2012, vendeu mais de 9 milhões de unidades.
1999
● Lançamento do PEUGEOT 607, automóvel de porte grande de quatro portas. A grande novidade estava no motor HDi equipado com filtro de partículas (FAP), um dispositivo de auto limpeza que reduzia em 99.9% as emissões de partículas de fuligem emitidas pelos motores diesel. A produção do modelo foi encerrada em 2010.
2001
● Lançamento do PEUGEOT 307, um compacto médio oferecido nas versões hatch, perua, cupê (conversível) e sedã (esta última apenas na América do Sul e na China).
2002
● Lançamento do PEUGEOT 807, um monovolume top de linha para sete passageiros com portas corrediças em ambos os lados, acionadas eletricamente, que virou um sucesso de venda. O modelo foi redesenhado em 2008 e teve a produção encerrada em 2014.
● Lançamento da ELYSTAR, primeira scooter com freios ABS.
2004
● Lançamento do PEUGEOT 407, um automóvel de porte grande oferecido nas versões sedã, perua e cupê. O modelo era montado sobre a mesma plataforma do Citroën C5. A PEUGEOT também mostrou grande preocupação com o visual. O acabamento interno era primoroso e o painel e o quadro de instrumentos eram de fácil adaptação e manuseio. Foi produzido até 2010.
2005
● Lançamento do PEUGEOT 107, menor automóvel produzido pela montadora até então e cuja produção foi encerrada em 2014.
● Lançamento do PEUGEOT 1007, uma minivan que possuía como destaque suas duas portas pantográficas (deslizam por um trilho fixado na lateral do carro). A produção foi encerrada em 2009 depois de um fracasso histórico nas vendas que causou enorme prejuízo.
2006
● Lançamento do PEUGEOT 207, um carro mais robusto e seguro que o antecessor 206, com mais de 1.250 kg e 4 metros de comprimento. Apresentava-se em duas versões: Sport e Classic. A produção foi encerrada em 2014 com mais de 4.1 milhões de unidades vendidas.
2007
● Lançamento do PEUGEOT 308, um compacto de porte médio. O modelo tinha seis opções de motor, três a gasolina e três a diesel. Sem contar a versão esportiva, denominada RC, equipada com motor de 210 cv.
● Lançamento do PEUGEOT 4007, um utilitário esportivo de médio porte, sendo a primeira experiência da montadora francesa neste segmento. O modelo era feito sob a plataforma do Mitsubishi Outlander, tendo as mesmas medidas: 4,64 metros de comprimento, 1,81 metros de altura e distância entre eixos de 2,67 metros. A produção foi encerrada em 2012 com apenas 49 mil unidades vendidas.
2009
● Apresentação no Salão do Automóvel de Genebra do PEUGEOT 3008, um crossover para cinco passageiros que procurava conciliar as conveniências e o conforto de um veículo utilitário esportivo com a dirigibilidade de um automóvel normal. O modelo oferecia alguns sistemas valiosos de auxílio ao motorista, como o Head Up Display (que projeta informações em um visor de policarbonato transparente, situado à frente do pára-brisa), alerta de distância em relação ao veículo da frente, freio de estacionamento com acionamento automático e um sistema de assistência para sair da imobilidade em ladeiras. Seu porta-malas era generoso: 432 litros com os bancos em posição normal, e 1.241 litros com os encostos rebatidos.
● Lançamento do PEUGEOT 5008, uma minivan extremamente versátil, que pode acomodar cinco ou sete passageiros com muito conforto.
2010
● Lançamento do PEUGEOT RCZ, um cupê esportivo com linhas agressivas para dois passageiros, que se tornou o primeiro carro da marca a não utilizar a tradicional nomenclatura numérica. O modelo vendeu mais de 67 mil unidades.
● Lançamento do PEUGEOT 408, um sedã compacto que se tornou uma das maiores apostas da montadora. Até 2012 o modelo já tinha vendido mais de 200 mil unidades.
● Lançamento do PEUGEOT iOn, um pequeno carro urbano 100% elétrico.
2011
● Lançamento do PEUGEOT 508, um sedã grande e luxuoso, equipado com as mais avançadas tecnologias. O modelo também disponibiliza a versão SW (perua).
2012
● Lançamento do PEUGEOT 301, um novo sedã compacto, especificamente desenvolvido para países emergentes.
● Lançamento do PEUGEOT 208, um subcompacto oferecido nas versões 3 e 5 portas. Existe também a versão super esportiva, lançada em 2016 e chamada GTi by Peugeot Sport. É o mítico GTi em uma versão ainda mais radical desenvolvida pela divisão Peugeot Sport.
2013
● Lançamento do PEUGEOT 2008, um crossover compacto que se tornou um enorme sucesso.
2014
● Lançamento do PEUGEOT 108, novo compacto da marca que traz equipamentos como partida por botão e ar-condicionado automático. O modelo dá um salto evolutivo em relação ao antecessor, o 107. Agora, há uma inédita versão de quatro portas, chamada de Top!, que traz, de série, teto solar retrátil de tecido.
2016
● Lançamento do PEUGEOT TRAVELLER, uma van luxuosa de passageiros que pode ser configurada para carregar cinco, sete, oito ou até nove pessoas e aposta em equipamentos de segurança e no consumo eficiente. O modelo ainda aposta na versão TRAVELLER i-Lab, que incorpora ao seu interior um escritório de luxo, sendo apropriada no período de deslocamento entre o aeroporto e o escritório, e até em uma situação de retorno de viagem de negócios.
A tecnologia e design interior
A marca francesa deseja que seus clientes tenham uma experiência diferenciada no interior dos seus carros. Isso começou em 2012 quando a marca apresentou o PEUGEOT i-Cockpit® no modelo 208, que tornou as sensações ao volante ainda mais dinâmicas, aumentando o prazer do condutor. A partir daí, o estilo de design interno foi adotado para outros modelos e, em 2016, a marca revelou sua mais recente atualização. O painel ficou extremamente futurista. Mas o que mais chama atenção é o painel de instrumentos totalmente digital com tela de 12,3 polegadas. Há ainda outra tela central de 8 polegadas, sensível ao toque e que traz funções de entretenimento, ar-condicionado, telefonia, entre outras. Já o exclusivo volante Sportdrive de dimensões reduzida, revestimento em couro e aplique cromado conferem um toque sofisticado e maior agilidade, enquanto seu tamanho reduzido garante melhor visibilidade do painel elevado. Isso permite ao motorista ficar atento às informações do veículo, ao mesmo tempo em que mantém os olhos na pista. O console central recebeu mudanças significativas. Há uma moldura em aço que começa nos botões centrais e vai descendo, criando uma espécie de proteção para o local onde fica situada a alavanca de câmbio, botões Sport e Start/Stop e o freio de estacionamento. Seu desenvolvimento baseou-se na experiência de 2.2 milhões de utilizadores da primeira geração do PEUGEOT i-Cockpit®.
A tradição no esporte
Através dos tempos, a PEUGEOT firmou-se como uma marca genuína de forte ligação com o automobilismo. Desde o início a empresa francesa entendeu que os esportes automobilísticos eram uma base sólida para avaliar e promover seus modelos. Foi pioneira ao participar, em 1894, com cinco automóveis do Rali Paris-Rouen. Um dos pilotos chegou em segundo lugar com um PEUGEOT. Era um começo de uma ligação vitoriosa com o automobilismo através da divisão PEUGEOT SPORT que rendeu muitas glórias: 5 títulos de construtores no Campeonato Mundial de Rali (1985, 1986, 2000, 2001 e 2002); 3 vitórias na tradicional prova 24 horas de Le Mans (1992, 1993 e 2009); 2 vitórias nas tradicionais 500 Milhas de Indianápolis (1913 e 1916); 5 vitórias no Rali Paris-Dakar (1987, 1988, 1989, 1990 e 2016), além de participações honrosas na Fórmula 1. Hoje a competição e os valores a ela relacionados estão solidificados em seu DNA. Essa característica contribui de forma efetiva para o desenvolvimento de novas tecnologias, agindo favoravelmente para o fortalecimento da imagem de seus produtos. Fundamentada nesta tradição esportiva, a montadora francesa elegeu 2007 como o ano do retorno às 24 Horas de Le Mans, uma das mais prestigiadas provas de resistência do mundo. Para tanto, projetou um carro à altura deste ambicioso desafio: o PEUGEOT 908 HDi FAP, que venceria a tradicional prova em 2009.
Além disso, a marca francesa também esteve sempre muito presente no ciclismo. A PEUGEOT construiu sua primeira bicicleta em 1882, mas foi com o modelo Grand Bi, em 1896, e a produção em série de bicicletas com transmissão por corrente, que permitiu a marca ingressar nas competições de ciclismo. Em 1905, a marca venceu a sua primeira Tour de France com Louis Trousselier, marcando presença com sucesso em uma das mais simbólicas provas esportivas do mundo. Em 1977, a PEUGEOT venceu a sua 10ª e última Tour de France com Bernard Thévenet. Este recorde de vitórias, não igualado até hoje, confere à marca francesa o status de lenda no mundo do ciclismo.
O museu
A história para a concepção do museu começou em 1982 quando Pierre Peugeot, então presidente do grupo PSA Peugeot-Citröen, criou a PEUGEOT ADVENTURE ASSOCIATION, que tinha como proposta coletar e organizar a rica história da tradicional montadora. Depois de quase seis anos de pesquisas e recuperação de dados e carros históricos, o MUSÉE de L’AVENTURE PEUGEOT foi inaugurado em 1988 na cidade de Sochaux, localizada à 400 quilômetros a leste de Paris, onde fica a uma das mais importantes sedes da montadora e não muito distante da fronteira com a Suíça. Em 2000, o museu já estava três vezes maior que seu projeto original, cobrindo 45.000 m², dos quais 10.000 m² abertos ao público.
O passeio tem início em uma área dedicada aos produtos resultantes das primeiras atividades da PEUGEOT, ainda antes mesmo de se tornar um fabricante de automóvel. Aí é possível encontrar artigos laminados, lâminas radiais ou mesmo a Gran-Bi, a emblemática bicicleta com uma enorme roda dianteira e uma pequena roda traseira. Segue-se a parte dedicada aos primórdios do automóvel, que abrange o período entre 1891 e 1904, onde é possível encontrar veículos pioneiros, ou seja, alguns dos automóveis mais antigos do mundo – incluindo o “vis-a-vis” de 1891, o primeiro automóvel da história equipado por um motor a gasolina. De 1905 a 1918 destaca-se o célebre “Bébé Peugeot”, um dos pioneiros da produção industrial e dos quais foram produzidos 3.000 exemplares, enquanto o Quadrilette 161 é uma das grandes estrelas do período entre 1919 e 1935. Os excessivos anos de 1920 também influenciaram o mundo automobilístico. Um exemplo é o Landualet 184, um autêntico blindado, exposto lado a lado com os primeiros modelos da PEUGEOT que adotaram a ainda hoje utilizam a tradicional nomenclatura dos três dígitos. Em outra área é retratado o período entre 1950 e 1980, que acabaria ficando conhecido como os “Trinta Anos de Glória” da marca francesa. O museu ainda apresenta inúmeros veículos comerciais produzidos entre 1894 e 1990, destinados aos mais diversos usos, como por exemplo, transporte de bens e pessoas, ambulâncias e veículos militares. As duas rodas têm igualmente lugar na história da marca francesa: da Gran-Bi de 1896 à scooter ST de 1987, passando pela bicicleta com que Bernard Thevent venceu a Tour de France em 1977, e por diversos modelos de automóveis de competição, que conquistaram inúmeras glórias nas pistas.
O acervo do museu conta hoje em dia com mais de 450 automóveis, dos quais 120 em exibição (entre eles a McLaren Peugeot que pertenceu a Mika Hakkinen e o Peugeot 908 HDI, que venceu a tradicional prova de Le Mans); 300 motocicletas; mais de 3.000 objetos que levam a marca PEUGEOT e cinco mil quilômetros de arquivos, que contam a rica e maravilhosa história da marca francesa. No fundo do terreno, há um pequeno ateliê de restauração. O museu oferece ainda peças para quem estiver restaurando automóveis antigos, entre os modelos 203 e 504, além de arquivos de referência para colecionadores. Mais de 2 milhões de pessoas visitaram o museu desde sua inauguração.
O estúdio de design
Fundado em 2012, o PEUGEOT DESIGN LAB, é um estúdio de design aberto a clientes fora da indústria automobilística, cujo objetivo é desenvolver estratégias de marca fortes e coerentes, de modo a reforçar os valores, os códigos e a identidade do cliente. Sua principal missão é a concepção de produtos, serviços e experiências para uma clientela externa de todos os setores do mercado. Uma equipe dedicada à criação de produtos, que não sejam veículos PEUGEOT, foi criada com o objetivo de desenvolver essa área de atividade. Essa ambição tornou-se rapidamente uma realidade em função das solicitações que surgiram de outras empresas. O estúdio já projetou e desenvolveu projetos para iates, helicópteros, brinquedos, relógios, pianos, utensílios de cozinha, entre outros itens.
Outros produtos
A tradicional montadora francesa é também conhecida pela excelente linha de bicicletas, produzidas pela primeira vez no longínquo ano de 1882, relançada no final dos anos de 1990 e cujo maior mercado é a Europa. Hoje em dia, a marca francesa oferece uma completa linha de bicicletas com aproximadamente 50 modelos, desde as urbanas, passando pelas elétricas, infantis e até mountain bikes e modelos para competição. Mais recentemente a marca apresentou a bicicleta DL121 como uma edição limitada que promete atingir novos níveis no quesito design. Fabricada em alumínio e carbono, e com detalhes em cobre, o modelo foi projetado pensando no ciclismo urbano moderno, e possui uma pedaleira de 18 dentes e apenas uma velocidade, além de uma espécie de bolsa instalada no quadro para guardar objetos como tablets.
A marca também oferece mais de 20 modelos de scooters, de 50cc a 200cc. As mais recentes novidades da tradicional marca do leão, neste segmento são: os scooters Kisbee e Tweet e o Hybrid3 Evolution, protótipo de três rodas (duas rodas na dianteira), que pode gerar 49 cv de potência máxima. O modelo está equipado com tecnologia híbrida, na qual o veículo pode rodar com propulsão elétrica, a gasolina ou com ambas funcionando ao mesmo tempo. A PEUGEOT é a quarta montadora europeia e mais antiga marca no segmento dos veículos motorizados de duas rodas, além de ser pioneira no segmento de scooter elétrica.
O que poucos sabem é que a PEUGEOT começou sua trajetória fazendo moedores de pimenta, muito antes de produzir seu primeiro automóvel. A marca francesa fez seu primeiro moedor de café em 1842 e o de pimenta em 1874. Hoje em dia a PEUGEOT continua fabricando moedores de café, pimenta e sal que são um sucesso internacional, objetos indispensáveis nas mesas de todos os gourmets e pessoas sofisticadas do mundo. Estes moedores contam com um sistema patenteado, chamado u’Select, que possibilita uma regulagem exata na espessura da moagem dos grãos, com 6 níveis, a escolha do usuário. A qualidade é indiscutível e as engrenagens são de aço inox, o que evita a corrosão, e possuem garantia vitalícia diretamente com o fabricante. A linha de utensílios ainda oferece moedor de noz-moscada, canivete saca-rolhas, decanter (vinho) e champanheira.
A mobilidade urbana sob uma nova perspectiva
Trata-se do projeto MU by Peugeot, e sinceramente, é uma proposta incrível. A ideia é simples, deixar de fornecer um produto e passar a oferecer um serviço. Não, a PEUGEOT não deixará de vender automóveis. Pelo menos em um futuro próximo. O projeto funciona assim: uma pessoa (que não precisa ser proprietário de um automóvel, e caso seja, não precisa ser da marca PEUGEOT) adquire um cartão pré-pago em um site próprio na internet que dá direito a uma gama de serviços oferecidos pela empresa. Existem duas maneiras de gastar os créditos do cartão: alugando produtos e acessórios oferecidos pela PEUGEOT (como por exemplo, alugar uma scooter durante o mês para uma melhor mobilidade urbana; um veículo comercial para uma mudança ou traslado de um grupo grande de pessoas; ou mesmo, apenas um GPS por um determinado período, cadeirinha infantil e porta-bagagens de teto, dentre outros acessórios), ou adquirindo serviços de uma empresa parceira (como programar uma viagem reservando passagens aéreas, hotel e um transporte para os traslados). Inicialmente o projeto fechou acordo com aproximadamente 20 mil parceiros e foi lançado apenas na França, com expansão para outros países da Europa como Alemanha, Espanha e Reino Unido.
Campanhas que fizeram história
A PEUGEOT é responsável por campanhas marcantes no setor automobilístico. Algumas delas ficaram marcadas na mente do consumidor e colocaram a marca entre as mais criativas e emblemáticas quando a assunto é comunicação. A campanha intitulada “The Cars”, criada em 2004 pela agência BETC Euro RSCG de Paris para o lançamento do novo modelo PEUGEOT 407, carro que iria substituir o modelo 406 da fabricante francesa, foi uma verdadeira aula de comunicação. O novo modelo iria competir diretamente com modelos alemães, como o VW Passat, Audi A4 e BMW 3, que predominavam absolutos nesse segmento. Seguindo o sucesso traçado pelo modelo anterior, o 406, a campanha posicionou o veículo como uma referência de qualidade e design, tal qual acontece com os concorrentes alemães. O jeito escolhido pelos criativos foi mostrar o novo 407 como um carro com corpo latino e alma germânica, como uma nova geração nessa categoria de automóveis. Para tanto, os anúncios faziam brincadeiras com carrinhos de brinquedo em uma excelente aventura visual.
A campanha era composta por um comercial de televisão, intitulado “The Toys” (clique no ícone acima para assistir), com 60 segundos de duração, embalado pela trilha sonora “Can You Trust Me?”. Todos os carros mostrados no filme eram brinquedos, exceto o novo PEUGEOT 407, que desfilava imponente nas ruas de uma cidade. Apareciam todos os tipos de carros e situações comuns aos motoristas, como uma loja de automóveis de brinquedos, um motorista guardando seu carro dentro da caixa (garagem), um policial multando e um proprietário chutando seu carro de brinquedo que quebrou. No final, entrava o título: “Playtime is Over” (em português “A brincadeira acabou”), seguido da assinatura do PEUGEOT 407. Uma excelente sacada e também uma forma sutil de mostrar a superioridade do novo modelo sobre seus tradicionais concorrentes alemães.
Porém, o comercial mais famoso e premiado da marca foi criado pela agência Euro RSCG da Itália em 2002 para o modelo PEUGEOT 206. O filme, que se passa na Índia, tem início com batidas de um carro contra a parede, seguidas de marretadas e até a ajuda de um elefante para amassar o capô. Tudo isso para “transformar” um velho sedã sem atrativos visuais em um PEUGEOT 206 e estar na moda. Com o slogan “Peugeot 206, Irresistível”, o filme chamado “Sculptor” criou um enorme impacto diante dos consumidores do mundo todo, conquistando inúmeros prêmios publicitários. Clique no ícone abaixo para assistir ao comercial.
A evolução visual
O logotipo da PEUGEOT marca sofreu inúmeras remodelações no decorrer dos anos. O surgimento do tradicional LEÃO aconteceu em 1850 quando a PEUGEOT FRÉRES, para classificar as ferramentas que fabricava, registrou publicamente três símbolos:
- um leão com ou sem flecha para 1º unidade
- uma lua crescente para 2ª qualidade
- uma mão para a 3ª qualidade
Em 1858 o tradicional leão foi oficialmente registrado como marca. Em 1925, uma primeira modificação significativa no grafismo do leão foi feita para atender às necessidades de propaganda e publicidade da época. Quatro anos depois os automóveis ganharam o escudo com cabeça do leão. Em 1939, as bicicletas passaram a utilizar o leão combatente. A partir do período de pós-guerra foi adotado o leão símbolo da região de Franche-Comté que corresponde também ao Montbéliard, região de origem do clã PEUGEOT. Em 1980 uma nova modificação realçou o estilo do leão com uma linha reforçada (Lion Fil) e logotipo que formaram um conjunto “Bloco Marca” inconfundível em todo mundo. A antepenúltima identidade visual da PEUGEOT (Lion Plein) foi introduzida em 1998, e refletia a fidelidade e raízes da marca, com sentido de modernidade e coerência acompanhando a evolução de produtos. Em 2002, o logotipo da PEUGEOT evoluiu a partir da marca do leão, agregando elementos para garantir maior impacto visual, solidez e flexibilidade de aplicação. Valorizou-se a imagem de uma empresa dinâmica, porém sem deixar de lado a tradição de um nome sempre ligado ao pioneirismo. Em janeiro de 2010, a PEUGEOT anunciou uma nova identidade visual. O tradicional leão também mudou. Criado pela equipe de designers da própria empresa, o novo ícone é mais simples e dinâmico em termos de movimento, além de apresentar aspecto metalizado. O leão se libertou da bandeira azul para, segundo a marca, melhor exprimir sua força. O tom de azul que simboliza a PEUGEOT se tornou mais profundo. O primeiro veículo a ostentar o novo logotipo da marca foi o modelo PEUGEOT RCZ.
Os slogans
Motion & Emotion. (2010)
Don’t dream. Drive. (2006)
The drive of your life. (2004)
Good cars cost less at Peugeot. (2000)
The lion goes from strength to strength. (1997)
Beyond the obvious. (1991)
What a feeling. (1984)
A new sensation on the roads. (1983)
Take pride in precision. (1981)
It’s tougher than it has to be. (1979)
Live the pleasure.
Movimento e emoção. (Brasil)
Emoção em movimento. (Brasil)
Dirija este prazer. (Brasil)
Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1810 (empresa) e 2 de abril de 1896 (montadora)
● Fundador: Jean-Pierre II e Jean-Frédéric Peugeot (empresa) e Armand Peugeot (montadora)
A trajetória de sucesso da PEUGEOT com o Brasil começou em 1898, quando Santos Dumont trouxe o primeiro carro da marca para o país. No entanto, a chegada oficial aconteceu em 1992, como importadora de veículos, lançando no ano seguinte o modelo 306, seguido pelo modelo 406 em 1995. A montadora começou a consolidar sua história em solo nacional com a comercialização, em 1999, do modelo 206, um case de sucesso no mundo todo. Então importado da França e Argentina, o veículo chegou a liderar o segmento de modelos compactos 1.6, superando marcas tradicionais no país. A PEUGEOT foi uma das últimas das grandes montadoras a construir uma fábrica em uma onda de investimentos que começou no final dos anos de 1990. A fábrica foi inaugurada no dia 1 de fevereiro de 2001 em Porto Real no estado do Rio de Janeiro como um dos centros de produção mais modernos do grupo no mundo. O primeiro modelo produzido foi o PEUGEOT 206. Atualmente são produzidos automóveis que abastecem países como Argentina, Costa Rica, Venezuela, Chile, Peru, Equador, México, Uruguai, Colômbia, Cuba e, claro, Brasil. E em 15 anos de operação, essa fábrica já produziu mais de 1.3 milhões de veículos e 1.8 milhões de motores.
Em 2008 a montadora iniciou oficialmente à produção do primeiro veículo da marca totalmente desenvolvido no Brasil: o PEUGEOT 207 Brasil, fruto do trabalho de uma equipe formada principalmente por brasileiros. O automóvel era um modelo 206 apenas reestilizado no Brasil com dianteira e painel de instrumentos inspirados no 207 vendido na Europa. Depois de convencer a matriz francesa de que a PEUGEOT precisava investir em uma picape compacta, a primeira em 110 anos de história da marca como fabricante de automóveis, a montadora lançou no mercado em 2010 a PEUGEOT HOGGAR amparada em dois fortes argumentos: dirigibilidade e capacidade de carga. O modelo foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro. A PEUGEOT dispõe atualmente de mais de 170 pontos de venda espalhados pelo território nacional. A montadora francesa vende em média mais de 100 mil veículos no mercado brasileiro anualmente.
A marca no mundo
Os veículos da PEUGEOT são vendidos em aproximadamente 160 países através de uma rede de 10 mil concessionárias. Atualmente, a montadora francesa possui 24 fábricas distribuídas por todo o mundo. As vendas da montadora francesa, sempre muito fortes na Europa, ganham destaque em países como China, Rússia e América Latina, especialmente o Brasil. Em 2016, a marca comercializou 1.92 milhões de veículos ao redor do mundo. A marca PEUGEOT tem aproximadamente 60% de sua produção vendida no continente europeu. A PEUGEOT pertence ao PSA Groupe, também proprietário de marcas como Citröen, Opel e Vauxhall.
Você sabia?
● No início de sua história, a PEUGEOT já fabricou crinolinas, aquelas molduras de arame que ficavam por baixo dos vestidos das mulheres no século XIX.
● A marca já fabricou bicicletas no Brasil. Isto aconteceu entre 1977 e 1982. Na verdade quem fabricava era uma empresa chamada Almec, da cidade de Montes Claros, estado de Minas Gerais, que tinha 40% de seu capital pertencente à Cycles Peugeot. A bike era a Peugeot 10, modelo baseado nas bicicletas de competição que concorria diretamente com a emblemática Caloi 10.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (, Mundo do Marketing, BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).