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2.3.08

AMERICAN GIRL


Bonecas são símbolos do universo feminino. Brincar, trocá-las, dar “comidinha”, pentear os cabelos, são coisas que milhares de meninas de várias gerações sempre fizeram. E a marca AMERICAN GIRL se tornou um símbolo justamente por tratar bonecas como se fossem de verdade e um mundo criado ao redor delas, com direito a cabeleireiro, SPA e cadeira à mesa do restaurante. Suas lojas, onde fantasia e realidade se confundem, são um enorme sucesso e se transformaram em verdadeiros pontos turísticos nos Estados Unidos, gerando uma febre de consumo entre pequenas donzelas de três a doze anos. 

A história 
A empresa estabeleceu-se como Pleasant Company em 1984, fundada por Pleasant T. Rowland, uma conceituada educadora e autora de materiais educacionais. Pouco depois, em 1986, ela criou a marca AMERICAN GIRL como uma maneira de educar e entreter garotas de 3 á 9 anos com livros de qualidade, bonecas e brinquedos que integrassem aprendizagem de forma lúdica e diversão, com o objetivo de enfatizar importantes valores tradicionais, principalmente da cultura americana. O catálogo inicial da marca era composto pelas três primeiras personagens (bonecas): Samantha Parkington (uma menina órfã criada por sua avó na cidade de Mount Bedford, Nova York, em 1904), Kirsten Larson (uma menina imigrante sueca que viveu no território de Minnesota em 1854) e Molly McIntire (uma menina do meio oeste que viveu durante a Segunda Guerra Mundial). O catálogo era composto também por seis livros com as três primeiras histórias, originalmente escritas por Daniel Steele, sobre as personagens (que explicava como era ser uma menina naquela época e com uma vestimenta exclusiva de seu tempo, região e classe social), assim como alguns objetos como pijamas, camas e malas para as bonecas. Inicialmente as primeiras bonecas eram produzidas na Alemanha.


Lançada oficialmente no início de setembro as bonecas fizeram enorme sucesso, vendendo US$ 1.7 milhões até o dia 31 de dezembro daquele ano. Com o passar dos anos a marca, uma das mais respeitadas no mercado americano em seu segmento, introduziu uma infinidade de novos produtos como, por exemplo, uma revista voltada para meninas entre 9 a 13 anos, outras linhas de bonecas, DVD’s com histórias, linha de roupas e acessórios (que incluía chapéus, cadeiras, camas e até mesmo cavalos) para as bonecas e também para as meninas, e com isso acabou conquistando a fidelidade de milhões de consumidoras, além de encantar pais e educadores.


A Mattel, maior fabricante mundial de brinquedos, adquiriu a empresa em 1998 por aproximadamente US$ 700 milhões, mas manteve a AMERICAN GIRL operando independente como uma subsidiária. Foi neste mesmo ano que a empresa inaugurou sua primeira loja temática na cidade de Chicago, criando uma experiência de compra única para as meninas, suas amigas e familiares. Era como se a loja fosse uma espécie de “portal mágico” que conduzia a menina para um mundo de sonhos do qual ela podia fazer parte e, onde pudesse aprender a cuidar de si e a ter um estilo de vida. Em julho de 2000, Ellen L. Brothers sucedeu Pleasant Rowland como presidente da AMERICAN GIRL e vice-presidente executiva da Mattel, dando continuidade ao brilhante trabalho de criar um universo único para as meninas.


Nos anos seguintes a marca inaugurou outras lojas por grandes cidades americanas, transformando o ato de comprar boneca em um acontecimento especial e mágico para milhões de pequenas consumidoras. Recentemente, o canal HBO anunciou um contrato com a marca AMERICAN GIRL para produzir filmes, séries e documentários sobre as bonecas, que já ganharam vida em outras interpretações de atrizes mirins para a televisão, feitas pela Warner Bros.


Atualmente a empresa mantém parcerias com instituições sem fins lucrativos promovendo ações filantrópicas, doando parte de seus recursos para programas educacionais, literários, ambientais, multiculturais e artísticos. O sucesso da marca AMERICAN GIRL pode ser traduzido em números: 140 milhões de livros vendidos desde 1986; 22 milhões de bonecas vendidas através do catálogo, lojas e internet; mais de 95% das garotas entre 7 e 12 anos de idade conhecem as bonecas AMERICAN GIRL, perdendo apenas para a Barbie nesta categoria; o catálogo da marca é um dos 25 maiores dos Estados Unidos; mais de 450.000 garotas assinam a revista AMERICAN GIRL, a maior publicação infantil dedicada à faixa etária acima de 8 anos; desde sua inauguração, em novembro de 1998, a loja de Chicago recebeu mais de 20 milhões de visitantes, serviu 850.000 refeições e teve 450.000 expectadores no teatro; e a página da marca na internet aproximadamente 60 milhões de visitantes por ano.


O enorme sucesso da marca está além do brand experience. Está pautado em conhecer profundamente seu público alvo e o contexto em que ele vive. Todos os produtos e serviços oferecidos pela AMERICAN GIRL atingem as pequenas consumidoras em vários pontos, mesclando moda, eventos, marketing de relacionamento, brand sense, brand content, storytelling, entre outras ferramentas e plataformas de comunicação combinadas. E um exemplo disso, é que alguns hotéis nos Estados Unidos são certificados pela AMERICAN GIRL para transformar sonhos na mais pura realidade. Há um pacote especial composto por estadia e acomodações para adultos, uma criança e uma boneca. Ao final da estadia, a criança é presenteada com a cama da boneca para levar para casa. A boneca também não passa fome. Isto porque o pacote inclui a entrega de cookies e leite para a menina poder se alimentar e não deixar sua bonequinha ficar subnutrida. Se os pais estiverem dispostos a gastar um pouco mais (na verdade muito mais), há o pacote premium, com direito a roupões iguais para criança e boneca e uma sessão de beleza para a boneca, que terá os seus cabelos tratados e penteados. Realmente trata-se de uma bonequinha de luxo.


A linha do tempo 
1991 
Lançamento da boneca FELICITY MERRIMAN com direito a um elegante chá colonial na cidade de Williamsburg, na Carolina do Sul, onde 11 mil pessoas estiveram presentes. Foi a partir desta boneca que todas começaram a ser produzidas com o corpo da mesma cor do rosto. Antes, todas as bonecas tinham corpos brancos. 
1992 
Lançamento da revista AMERICAN GIRL MAGAZINE, que traz jogos, ilustrações, ideias para festas e conteúdo editorial de ficção e não-ficção voltado para meninas de 8 à 13 anos. Atualmente a revista tem mais de 450.000 assinantes estando entre as 10 maiores publicações para crianças nos Estados Unidos e a maior publicação exclusiva para meninas a partir de 8 anos de idade. A cada edição, a redação recebe mais de 12.000 cartas de leitoras mirins, um feedback que ajuda a marca a atender melhor suas consumidoras. 
Lançamento do AMERICAN GIRL FASHION SHOW, eventos com desfiles, onde as modelos são meninas e bonecas, com o objetivo de arrecadar fundos para instituições beneficentes. 
1995 
Início da comercialização de bonecas e acessórios da linha AMERICAN GIRL TODAY, que representam a individualidade e diversidade das meninas americanas dos dias atuais; livros de atividades contemporâneas (AMERICAN GIRL LIBRARY); e da coleção AMERICAN GIRL GEAR composta por roupas e produtos para meninas. 
Lançamento da linha BITTY BABY, composta por bonecas-bebês voltadas para meninas de 3 a 6 anos com diferentes combinações de cor de pele, olhos e cabelos (atualmente são 11 diferentes opções). Todas as bonecas vinham acompanhadas de um ursinho de pelúcia (chamado Bitty Bear) e um livro de estórias. 
1996 
Lançamento do site oficial da marca na internet (www.americangirl.com). Anualmente cerca de 60 milhões de pessoas visitam a página da marca na internet. 
1998 
Inauguração, na cidade de Chicago, da primeira loja temática da marca chamada AMERICAN GIRL PLACE
2000 
Lançamento da boneca ANGELINA BALLERINA, livro de pintura e outros produtos da personagem para crianças acima de três anos. 
2001 
Lançamento das bonecas de edições limitas conhecidas como GIRL OF THE YEAR. A primeira foi a boneca Lindsey. 
Firma parceria com a tradicional Hallmark para produção de uma linha de papelaria exclusiva da marca. 
2002 
Lançamento da GIRLS of MANY LANDS, uma linha composta por 8 bonecas e livros que contavam a história de garotas de diversas partes do mundo. 
Lançamento da BITTY TWINS, uma linha de bonecas gêmeas (menina+menina, menina+menino e menino+menino) com inúmeros acessórios, voltada para garotas mais novas. 
2003 
Lançamento da HOPSCOTCH HILL SCHOOL, uma linha integrada de boneca e livros de alta qualidade para meninas de 4 a 6 anos com temas pré-escolares. 
Lançamento da linha COCONUT, composta por um personagem (cachorrinho) e livros de atividades. 
2005 
Lançamento da boneca JESS e toda sua linha de produtos, tais como livro e acessórios. A boneca trazia o conceito de viagens e aventuras por novos continentes com produtos que estimulavam a “eco-aventura” e a descoberta de lugares exóticos. 
Lançamento da linha AMERICAN GIRL REALBEAUTY INSIDE AND OUT composta por produtos de beleza direcionados para meninas entre 8 a 12 anos, além de livros que ensinavam como cuidar da pele e dos cabelos por faixa etária. 
2010 
Lançamento da linha MY AMERICAN GIRL, onde a consumidora pode montar sua própria boneca através da combinação de 40 diferentes cores de olhos, cabelos e pele, além de acessórios e roupas.


As bonecas 
A AMERICAN GIRL possui três linhas principais de bonecas, possibilitando assim, que a menina tenha muitas opções e escolha a que mais se assemelhe fisicamente a ela ou a personagens históricas da cultura americana: 
AMERICAN GIRL COLLECTION 
Composta por bonecas que contam histórias de garotas de outras épocas, geralmente personagens históricas da cultura americana, propondo às suas consumidoras reviverem um pouco do passado e incentivando a imaginação e o aprendizado. A linha é composta pelas bonecas: 
Molly McIntire (introduzida em 1986) – Boneca que representa uma menina que viveu nos tempos da Segunda Guerra Mundial. 
Addy Walker (introduzida em 1993) – Boneca que representa uma menina negra que fugiu com sua mãe do estado da Carolina do Norte para a Filadélfia durante a Guerra Civil Americana. 
Josefina Montoya (introduzida em 1997) – Boneca que representa uma menina de origem hispânica que viveu em um rancho no estado do Novo México durante o controle mexicano em 1824. 
Kit Kittedrge (introduzida em 2000) – Boneca que representa uma menina que viveu em meio aos distúrbios da Grande Depressão Americana, em 1934, na cidade de Cincinnati, estado do Ohio. Ela vive com sua melhor amiga, a inglesa Emily Bennett (introduzida em 2006). 
Kaya Atonmy (introduzida em 2002) – Boneca que representa uma índia nativa americana da tribo Nez Perce que viveu em 1764, antes do país ser colonizado por europeus. 
Julie Albright (introduzida em 2007) – Boneca que representa uma menina, filhas de pais separados, que viveu na cidade de San Francisco em pleno movimento Hippie na década de 1970. Ela vive com sua melhor amiga Ivy Ling, uma menina de origem chinesa. 
Rebecca Rubin (introduzidas em 2009) – Boneca que representa uma típica menina nova-iorquina de 1914. 
Marie-Grace e Cécile (introduzidas em 2011) – Duas bonecas que representam meninas que viveram em 1853 na cidade de New Orleans. 
Caroline Abbott (introduzidas em 2012) – Boneca que representa uma menina que cresceu durante a guerra de 1812.


MY AMERICAN GIRL 
Coleção mais contemporânea que possui o diferencial de possibilitar por meio de 40 modelos diferentes (que medem 46 centímetros em versões loiras, ruivas, morenas, asiáticas e negras) que as meninas possam ter uma boneca parecida com elas fisicamente, o que segundo os conceitos culturais é uma forma de incentivar a continuidade dos valores étnicos e sociais dessas famílias. As roupas e acessórios podem ser vestidos pelas meninas e por suas bonecas, como mãe e filhas que dividem os mesmos gostos e que por meio dessa simbologia estão perpetuando tradições e modos de pensar.


GIRL OF THE YEAR 
Coleção composta por bonecas com edições limitadas. Apenas uma boneca é lançada por ano. Cada uma delas possui um universo particular, com histórias e personalidade que buscam representar as meninas atuais. Desde sua introdução, em 2001, foram lançadas as bonecas Lindsey Bergman (2001), Kailey Hopkins (2003), Marisol Luna (2005), Jess Akiko McConnell (2006), Nicki Fleming (2007), Mia (2008), Chrissa (2009), Lanie (2010), Kanani (2011), McKenna (2012) e Saige (2013).


As lojas 
As lojas da marca, batizadas de AMERICAN GIRL PLACE, proporcionam aos consumidores, formados em sua esmagadora maioria por meninas e suas mães, avós e amiguinhas, uma verdadeira experiência de compra, ou como gostam de chamar os profissionais de comunicação, marketing experiencial. Cada detalhe das lojas, desde as prateleiras até os assentos do restaurante, foi projetado nos mínimos detalhes tendo em mente as meninas acima de 7 anos.


Na famosa loja da marca na 5ª Avenida em Nova York, para ter uma ideia de onde a experiência de compra pode chegar, é possível encontrar: um conciérge, recepcionando e orientando as consumidoras que chegam à loja; uma livraria onde se vendem livros que contam estórias sobre as bonecas à venda; um completo salão de beleza para bonecas (Doll Hair Salon), onde por US$ 10 é possível fazer as unhas e mudar o penteado da boneca ou até mesmo aplicar máscara de barro e pepinos nos olhos; um estúdio, onde as meninas tiram fotos com suas “filhas”; grande e variada oferta de acessórios e roupas iguais para as meninas e para as bonecas; um hospital de bonecas (Doll Hospital), local onde as bonecas são “internadas” para conserto (uma espécie de assistência técnica moderna), com direito até a cadeira de roda (paga à parte); uma área para a família de bonecas históricas, onde, por exemplo, uma delas viveu na época da Grande Depressão Americana e outra foi uma escrava que lutou pela liberdade, sempre com estórias relacionadas ao desenvolvimento do país e que podem ser lidas nos livros vendidos na livraria; um teatro (American Girl Theater) com capacidade para 200 pessoas onde são realizadas duas apresentações diárias com uma hora de duração assinadas por profissionais da Broadway, cujo ingresso só é conseguido com antecedência; e um aconchegante restaurante/café onde as bonecas são acomodadas em cadeiras especiais ao lado de suas donas e servidas pelas garçonetes. O cardápio apresenta pratos inspirados nas personagens e histórias infantis. O restaurante, que também oferece festas infantis, serve diariamente café da manhã, almoço e chá da tarde, além de jantar às sextas e sábados. Esta loja, inaugurada em novembro de 2003, já mais de 4 milhões visitantes.


A partir de 2007 a empresa desenvolveu um novo formato de loja, com unidades nas cidades de Atlanta e Dallas, chamada AMERICAN GIRL BOUTIQUE AND BISTRO. São lojas em formatos menores que as lojas âncoras (flagships stores) existentes nas cidades de Nova York, Chicago (inaugurada em 1998) e Los Angeles (inaugurada em 2006), porém com mais espaço dedicado a salões para festas infantis. Segundo a empresa, para muitas pessoas a visita a uma loja AMERICAN GIRL é uma experiência para a vida inteira, e o conceito Boutique and Bistro pretende tornar a marca mais acessível e estimular o relacionamento das clientes com a marca. Assim como acontece nas lojas âncoras, o novo formato conta com um restaurante, porém com ambientação mais informal e não existe a possibilidade de fazer reservas. O conceito Bistro também conta com vários salões de festa, para que as clientes possam celebrar, junto com suas bonecas, datas importantes de suas vidas (das meninas e das bonecas). Desde a inauguração da primeira loja, mais de 54 milhões de pessoas já experimentaram o incrível universo da AMERICAN GIRL.


Os slogans 
Follow your inner star. 
Those dolls are just like you.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1986 
● Criadora: Pleasant T. Rowland 
● Sede mundial: Middleton, Wisconsin 
● Proprietário da marca: Mattel, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Presidente: Jean McKenzie 
● Faturamento: US$ 550 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 17 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 2.500 
● Segmento: Brinquedos 
● Principais produtos: Bonecas, livros, revistas, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Madame Alexander e Middleton Doll 
● Ícones: A perfeição de suas bonecas 
● Slogan: Follow your inner star. 
● Website: www.americangirl.com 

A marca nos Estados Unidos 
Os produtos da marca (livros educativos, bonecas, roupas, acessórios, papelaria e jogos) são vendidos por catálogo (anualmente 58 milhões deles são enviados para lares americanos), pela internet, nas 3 lojas âncoras AMERICAN GIRL PLACE (Chicago, Nova York e Los Angeles), nas 13 lojas AMERICAN GIRL BOUTIQUE AND BISTRO (Atlanta, Denver, Dallas, Boston, Houston, Minneapolis, Kansas City, Miami, Seattle, St. Louis, Washington, Columbus e San Francisco) e na loja estilo Outlet, localizada em Oshkosh, estado do Wisconsin. Os livros são também encontrados em livrarias espalhadas por todos os Estados Unidos. A AMERICAN GIRL emprega 2.500 pessoas fixas, podendo chegar a 4.700 durante a alta temporada. Três fabricantes têm criado as bonecas AMERICAN GIRL. A primeira foi a Goetz, na Alemanha. As bonecas mais antigas apresentam uma etiqueta com a inscrição “Fabricado na Alemanha Ocidental”. Posteriormente, a produção passou para a Hungria e para a China. O processo de criação de uma nova boneca pode envolver profissionais de várias áreas, incluindo historiadores e educadores. 

Você sabia? 
O preço da boneca básica é de aproximadamente US$ 110, numa oferta que inclui livro ou DVD que conta sua história. A linha de bonecas é bastante vasta e permite que a menina possa escolher a que mais se assemelhe fisicamente a ela ou personagens históricas da cultura americana. 
Desde sua publicação, em 1998, o livro da marca que ensina meninas a cuidarem de si e de seu corpo (The Care & Keeping of You: The Body Book for Girls) já vendeu mais de 3.8 milhões de cópias. 
As bonecas podem “ganhar vida” online através da Innerstar University™, que é o campus virtual para meninas e suas AMERICAN GIRL, repleto de jogos e brincadeiras. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 12/10/2013

26.9.06

GULLIVER


Muitos de seus brinquedos como o tradicional Forte Apache, marcaram a infância de milhões de crianças brasileiras e se tornaram verdadeiros clássicos que continuam, mesmo depois de anos e anos, encantando gerações de pequenos. 

A história 
A história da marca GULLIVER começou na Espanha com Mariano Lavin Ortiz, que já mantinha forte relação com o universo dos brinquedos, sendo proprietário de uma pequena fábrica na cidade de Madri no começo dos anos de 1950. Sua convicção democrática, no entanto, era incompatível com a política do general Francisco Franco e, no ano de 1959, ele imigrou para o Brasil com sua família. Assim como no célebre romance de Jonathan Swift chamado “As Viagens de Gulliver”, onde o herói da história saía de seu país indo parar em Lilliput, uma terra habitada por homens pequeninos, na chegada ao Brasil encontraram também uma porção de seres pequeninos: as crianças.



E foi pensando nelas e para dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo pai na Espanha e aqui (ele foi sócio na empresa Casablanca, que lançou o Forte Apache no mercado brasileiro) que, no mês de outubro 1969, em São Caetano do Sul, o filho Mariano Lavin Cebada e sua esposa Ana Exposito Cantero fundaram a Gulliver Manufatura de Brinquedos. O nome foi escolhido por eles, que quando crianças, eram fascinados pelas viagens narradas no romance do escritor irlandês Jonathan Swift. No começo eram produzidos brinquedos de PVC, que evoluíram depois para diversos processos de transformação de plásticos. No início produzindo miniaturas pintadas artesanalmente baseadas em seriados de TV de temas do velho oeste americano, que faziam enorme sucesso, entre os quais Bonanza e Rin Tin Tin, surgiram no mercado Forte Apache (que havia sido lançado nos Estados Unidos em 1952), Acampamento Apache, Caravana, Chaparral, e figuras de plástico rígido pintadas à mão de Super-Heróis (Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Batman, Robin, Hulk, Surfista Prateado, Duende Verde, Mulher Maravilha, Super-Homem, Aquaman, Batgirl, Gavião Negro e os vilões Coringa e Pinguim), além do tradicional Zoológico (miniaturas de animais feitas em plástico e pintadas a mão). 




Na década de 1970 a GULLIVER lançou os tradicionais jogos de futebol de botão, que se tornaram um ícone da marca. Em 1975, entram em cena os personagens de pelúcia da Família Peposo (Papai e Mamãe Ursos e seus dois filhotes Peposinho e Peposinha), com 2 milhões de unidades comercializadas, juntamente com os Agarradinhos - mascotes de pelúcia que com 8 milhões de unidades vendidas em 4 anos alcançaram recorde de vendas do setor de brinquedos no país. Alguns casos de sucesso vividos pela empresa ao longo dos próximos anos chamam a atenção como do Xadrez Mequinho, com 150.000 jogos vendidos no primeiro ano e torneios promovidos em clubes como Esperia e Juventus, na capital paulista, com 7.500 e 10.000 participantes, basicamente crianças. Em 1977, a empresa lançou a primeira coleção de figuras articuladas do mercado brasileiro, baseadas em Super-Heróis como Batman e Robin, Falcão, Fantasma, Capitão América, Zorro, sem falar no inesquecível Batmóvel clássico. Nos anos seguintes destacaram-se inúmeros sucessos de vendas como Big Frota, Pino Gol, Caneta-Maluca, Linha Náutica, incorporando uma grande parte de mão-de-obra artesanal, além do Futebol Club (réplicas de jogadores de futebol com perna articulada, que formam um time em um campo, com traves e gol).


Em 2001 a GULLIVER lançou no mercado brasileiro as charmosas bonequinhas fashion BRATZ que se tornaram uma verdadeira febre entre as meninas. No ano de 2006, a GULLIVER introduziu no mercado o que as crianças queriam cada vez mais: brinquedos tecnológicos. O primeiro a chegar foi o pequeno iDog, um simpático cãozinho eletrônico que se alimentava de músicas. O pet eletrônico podia ser levado no bolso e interagia com seu dono e com a música que ele escutava. Ao ser conectado a um MP3 player (ou qualquer outro dispositivo portátil), se tornava um auto-falante e, além de emitir o som, se movimentava no ritmo da música. Foi um enorme sucesso de venda. Nos anos seguintes a empresa lançou brinquedos que se tornaram um grande sucesso entre as crianças: Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Shrek, Piratas no Caribe, Chaves, Senhor dos Anéis, Spice Girls, Spawn, SOS Comandos e Meninas Super Poderosas.


Recentemente, em 2012, a GULLIVER mais uma vez conseguiu antever as tendências de mercado e lançou a linha de brinquedos Neymar Jr Futebol Clube (incluindo futebol de botão), que em apenas quatro dias atingiu a marca de 150 mil unidades comercializadas. Além disso, a empresa apostou em linha próprias como GULLIVER BABY (brinquedos para bebês maiores de 1 ano), GULLIVER ACTIVITY (linha de brinquedos de montar semelhante ao Lego), GULLIVER PRAIA & JARDIM (brinquedos como baldes, pás, regadores, rastelos, cadeiras de plástico, moldes para areia, caminhões), GULLIVER GARDEN (kits para brincar no jardim com regador, pá, rastelo, balde e até sementes) e SUPER BLOCOS (blocos de encaixe para montar em tamanho grande). Outras linhas populares da empresa são FAZENDINHA e ZOOLÓGICO (kits com animais e cenários de plástico), além da COLLECTA (réplicas em miniaturas de diversos animais das mais variadas espécies).


Funcionando hoje em novas e modernas instalações, em São Caetano do Sul, a GULLIVER continua evoluindo e procurando oferecer sempre o melhor em seu segmento, incluindo os brinquedos de tendência de moda e as licenças, que geralmente estão relacionados com os personagens de televisão e filmes de cinema de enorme sucesso. Por isso a GULLIVER está há quase 50 anos presente nas primeiras aventuras da infância de milhões de brasileiros.



Dados corporativos 
● Origem: Brasil

● Fundação: Outubro de 1969

● Fundador: Mariano Lavin Cebada e Ana Exposito Cantero

● Sede mundial: São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil

● Proprietário da marca: Gulliver S.A. Manufatura de Brinquedos

● Capital aberto: Não
● Diretor: Rodrigo Lavin Gamboa e Andres Luis Lavin

● Faturamento: R$ 100 milhões (estimado)

● Lucro: Não divulgado

● Presença global: Não (presente somente no Brasil)

● Funcionários: 400

● Segmento: Brinquedos

● Principais produtos: Bonecas, bonecos, jogos e brinquedos educativos 
● Concorrentes diretos: Estrela, Grow, Hasbro, Mattel e Playmobil

● Ícones: O Forte Apache

● Website: www.gulliver.com.br 

A marca no Brasil

Líder no mercado de bonecos articulados de ação e em brinquedos inspirados no futebol, a GULLIVER possui uma área fabril de 15 mil m², vendendo seus produtos em milhares de pontos de vendas espalhados pelo país. Atualmente a empresa produz e importa uma grande linha de produtos, desde brinquedos de primeira infância, pré-escolares até os inspirados em séries de TV, personagens de cinema e personagens para colecionar.



Você sabia?

● Em 2015, os produtos licenciados corresponderam a 25% do faturamento da empresa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/8/2016

14.6.06

MATTEL


Milhares de meninas, de várias gerações, já brincaram com a boneca Barbie. Outros milhares de meninos se deliciaram com os carrinhos de ferro, quer seja da marca Hot Wheels ou Matchbox. Crianças no mundo inteiro se desenvolvem com os brinquedos Fisher Price. Há quase 70 anos a MATTEL tem trabalhado para construir o futuro do brincar proporcionando momentos que ficam para a vida toda. Faz isso por meio de suas marcas fortes e representativas, que fazem parte da brincadeira e do dia a dia de milhões de crianças pelo mundo afora. 

A história 
A história começou em 1945 quando o casal Ruth e Elliot Handler se juntou a Harold “Matt” Matson para fundar a MATTEL em uma pequena garagem no sul do estado da Califórnia. O nome MATTEL foi derivado da junção de Matt, apelido de Harold, e as iniciais de Elliot, primeiro nome do marido de Ruth. Inicialmente a modesta empresa vendia porta-retratos de madeira. Porém, para reaproveitar as sobras de madeira, eles começaram a produzir móveis para casa de bonecas. Pouco depois, Matt saiu da sociedade e com o sucesso dos móveis para casa de bonecas o casal passou a dar ênfase à produção de brinquedos, lançando em 1947 a linha de brinquedos musicais composta por um violão de madeira, batizado de Uke-A-Doodle. No ano seguinte, com o sucesso e crescimento da empresa, o casal instalou o escritório central da MATTEL na cidade de Hawthome, estado da Califórnia. Em 1955, a MATTEL começou anunciar seus brinquedos no famoso programa de televisão “Mickey Mouse Club”, gerando enorme visibilidade para a marca e seus produtos e iniciando uma nova era no marketing neste segmento.


A história da MATTEL começou a mudar quando o produto de maior sucesso da empresa, e talvez da indústria de brinquedos, foi lançado no mercado em 1959: era a boneca BARBIE, que, agregando acessórios, como por exemplo, roupas e objetos, criava espaço para as meninas desenvolverem sua imaginação. Criada por Ruth Handler, o novo produto, inspirado na fascinação de sua filha por bonecas de papel e por achar a fisionomia das demais bonecas da época infantis demais, era uma boneca em três dimensões com um ar mais adulto, capaz de proporcionar as meninas todos os sonhos possíveis. O nome BARBIE era o apelido de sua filha Barbara. A previsão, no entanto (e ironicamente), não era das melhores: a boneca fracassaria por fugir dos parâmetros habituais da época. Mas Ruth não se abateu e acreditou em seu projeto. Ela queria que as crianças tivessem a oportunidade de sonhar com metas de vida, do início ao fim da brincadeira. E Barbie daria asas à imaginação: com ela, a menina poderia ser o que quisesse. Parece que a estratégia deu certo: só no primeiro ano de existência, foram vendidas aproximadamente 351 mil bonecas. O sucesso da boneca nos anos seguintes fez com que a empresa abrisse seu capital na Bolsa de Valores, e, em 1965, as vendas atingissem US$ 100 milhões, colocando a MATTEL na lista das 500 maiores empresas americanas segundo a tradicional revista Fortune. A partir deste momento a empresa começou a diversificar fortemente sua linha de produtos com a introdução de brinquedos educacionais e carrinhos de metais em escala sob a marca HOT WHEELS.


No final da década a MATTEL começou a adquirir pequenas empresas produtoras de brinquedos, crescendo ainda mais no mercado. Entre essas empresas, estava a Turco, tradicional fabricante de brinquedos para playground. No início dos anos de 1970 a empresa passou por uma enorme reestruturação, que culminou, em 1975, com a saída do casal Handler do comando. Nesta época, a MATTEL começou a estudar a possibilidade de produzir um sistema de videogame próprio. Afinal este mercado estava em fase crescimento e a empresa desejava ingressar nele também. Ao invés de começar tudo do zero, preferiu aliar-se à General Instruments, que já possuía um projeto de videogame. O projeto foi aperfeiçoado pela MATTEL, e em 1977, o Intellivision foi lançado para testes de mercado no estado da Califórnia. Neste teste foram distribuídos os jogos Poker & Blackjack, Math Fun, Armor Battle e Backgammon. Em 1980 o produto começou a ser fabricado em larga escala, sendo vendido ao preço de US$ 299.95, comercializando 175.000 unidades neste ano. Porém as vendas não se sustentaram e no início da década a empresa registrava enormes prejuízos com a divisão de produtos eletrônicos, forçando sua saída deste segmento.


Em 1988, a MATTEL reviveu uma antiga parceria com a Walt Disney Company para a produção e licenciamento de inúmeros brinquedos, como por exemplo, bonecos, jogos e quebra-cabeças com os famosos personagens Mickey Mouse, ursinho Pooh, Barney, entre outros. O resultado foi um enorme aumento nas vendas e a certeza de que o licenciamento de personagens era extremamente rentável. Ainda esse ano adquiriu a COROLLE, uma tradicional fabricante francesa de bonecas colecionáveis. Na próxima década a MATTEL acelerou o processo de aquisições de outras fabricantes, como a International Games (que incluía o famoso jogo de cartas UNO, desenvolvido em 1971 por Merle Robbins), em 1992, a tradicional FISHER-PRICE, principal fabricante mundial de brinquedos infantis, pré-escolares e educacionais, em 1993; a J.W. Spear and Sons, proprietário do SCRABBLE (conhecido no Brasil como Palavra Cruzada), um dos jogos de tabuleiro mais populares do mundo e comercializado em 121 países, em 1994; a inglesa TYCO TOYS, proprietária dos carrinhos em miniatura MATCHBOX e da licença dos personagens da Vila Sésamo (cujo boneco Elmo quando apertado, ria, e se, apertado três vezes sucessivamente, começava a tremer e rir histericamente), em 1997; e a Bluebird Toys, fabricante da boneca POLLY POCKET, lançada em 1992, e que se tornou um dos produtos de maior sucesso da empresa americana, em 1998.


Com a chegada do novo milênio a MATTEL investiu no licenciamento de personagens famosos do cinema e da televisão, lançando uma diversificada linha de produtos que trouxeram milhões de dólares para os cofres da empresa. No começo de agosto de 2007, a MATTEL enfrentou uma das piores crises de sua história ao anunciar um recall (retirada de produto do mercado) de quase um milhão de brinquedos que continham tinta tóxica e chumbo. Todos esses brinquedos eram fabricados na China. Logo depois, em 14 de agosto anunciou um novo recall de 18.6 milhões de brinquedos do mercado mundial, que incluía aproximadamente 850 mil unidades comercializadas no Brasil, devido aos problemas com pequenos imãs contidos em produtos que podiam ser ingeridos ou inalados por crianças. A empresa foi multada em US$ 2.3 milhões pelos órgãos reguladores americanos e amargou um enorme prejuízo, não somente financeiro, como também em sua imagem. Esses episódios fizeram com que a empresa aumentasse ainda mais o rigor na produção de seus brinquedos.


Hoje em dia, a MATTEL entende a importância do brincar. Afinal, mais do que brinquedos, a empresa cria formas de desenvolver as crianças e proporcionar a pais e filhos momentos que ficam para a vida toda. A empresa desenvolve brinquedos adequados para cada fase da infância, mas sabe que é na imaginação que as crianças ganham força e se tornam mágicas. Por isso, a empresa estimula, através do brincar, a criatividade, a socialização, a imaginação, a alegria e a diversão. E, assim, contribui para o desenvolvimento de uma infância mais saudável e uma sociedade mais feliz.


A linha do tempo 
1955 
Lançamento do BURP GUN, uma revolucionária arma automática de brinquedo baseada em um mecanismo patenteado. 
1961 
Lançamento do boneco Ken, namorado da boneca Barbie. 
1965 
Lançamento da linha de produtos educacionais See N Say
1968 
Lançamento dos carrinhos de metal HOT WHEELS. Inicialmente foram colocados no mercado 16 modelos diferentes. Atualmente, já foram desenvolvidos mais de 10 milhões de modelos diferentes e vendidos mais de dois bilhões de unidades. 
1978 
Criação da MATTEL FOUNDATION, uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de desenvolver projetos educacionais. 
1982 
Lançamento dos bonecos articulados dos personagens The Masters of the Universe, incluindo He-Man e o maléfico Esqueleto. O sucesso foi imediato: US$ 400 milhões de faturamento em três anos. 
1996 
Assinatura de acordo de licenciamento com o Nickelodeon para comercialização de brinquedos com os principais personagens do canal de televisão. 
1998 
Aquisição da tradicional marca AMERICAN GIRL, produtora de bonecas, livros e revistas para meninas até 12 anos. Os produtos da marca, que estrearam no mercado em 1986, são vendidos por catálogo, pela Internet e pelas 15 lojas American Girl Place localizadas nos Estados Unidos. Os livros são também encontrados em grandes redes de livrarias. 
1999 
Lançamento da linha MAX STEEL, composta por bonecos de ação, cujo protagonista é um agente especial da fictícia organização N-Tek, que tem como principal missão deter os mais variados vilões com suas armas e equipamentos. 
2000 
Licenciamento dos personagens do filme Harry Potter para serem utilizados em bonecos articulados, jogos, quebra-cabeças, entre outros itens. 
2001 
Lançamento de uma linha de brinquedos do personagem Barney, o dinossauro cor-de-rosa que encanta milhões de crianças no mundo inteiro. 
2002 
Lançamento dos brinquedos de montar ELLO. A linha foi encerrada em 2004. 
Lançamento da linha de bonecas MY SCENE, para concorrer com a Bratz. Diferente da Barbie, as bonecas tinham pés maiores e cabeças exageradas com enormes olhos e lábios carnudos. O sucesso alcançado com as vendas da linha superaram as expectativas da empresa. Das quatro personagens originais a linha rapidamente atingiu dez personagens diferentes. 
Lançamento da linha IMAGINEXT SYSTEMS, composta por bonecos e acessórios com dois diferentes temas: medieval (castelo, cavaleiros, dragões e cavalos) e cidade. Atualmente a linha conta com uma ampla variedade de temas como dinossauros e piratas. 
2010 
Lançamento da linha MONSTER HIGH, composta por bonecas inspiradas em temas de terror e ficção científica. Diversos personagens como Frankenstein, Conde Drácula e outros, serviram de inspiração para compor as roupas e estilo das bonecas. Essa linha se tornou um verdadeiro sucesso, faturando milhões de dólares pelo mundo afora.


Um laboratório divertido 
A MATTEL apoia totalmente o desenvolvimento de cada etapa da vida da criança, através do pioneirismo, qualidade e segurança de seus brinquedos, proporcionando momentos de aprendizado e alegria para toda a família. Por isso, em 1961, a empresa criou nos Estados Unidos o primeiro laboratório de brinquedos do mundo, batizado de PLAY LAB. Ao longo de décadas, esse laboratório vem ajudando no desenvolvimento e na atualização da linha de brinquedos infantis e pré-escolares da empresa. Em um ambiente agradável e descontraído, centenas de crianças tem a chance de brincar com os produtos de uma forma divertida e irreverente, enquanto são avaliadas por diversos profissionais, como por exemplo, psicólogos, pedagogos e designers. Assim, o laboratório presta serviços essenciais e recursos valiosos para a marca, contribuindo para o desenvolvimento de cada produto.


Em mais de 50 anos de pesquisas, mais de 200 mil crianças já testaram cerca de 60 mil brinquedos. O laboratório também realiza pesquisas em casas de famílias, que recebem os produtos e são observadas por pesquisadores da empresa, que depois fazem uma avaliação sobre esta experiência. Essas informações são utilizadas pelas equipes de design e desenvolvimento de produtos. Tudo para que a brincadeira de milhões de crianças seja as mais alegres e saudáveis possíveis.


A evolução visual 
Durante toda sua história a MATTEL modificou seu logotipo somente uma vez. Isto aconteceu em 1969 quando o logotipo original, além de perder o símbolo (uma letra M com uma criança com uma coroa na cabeça), adotou a cor vermelha, mas manteve seu formato original.


Recentemente, em 2012, a MATTEL GAMES, divisão da empresa para jogos de tabuleiro, apresentou uma nova identidade visual, muito mais moderna.


Os slogans 
Creating the future of play. 
The World's Premier Toy Brands, Today and Tomorrow. 
A gente cria, seu filho imagina. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1945 
● Fundador: Ruth e Elliot Handler e Harold “Matt” Matson 
● Sede mundial: El Segundo, Califórnia 
● Proprietário da marca: Mattel Inc. 
● Capital aberto: Sim (1960) 
● Chairman & CEO: Bryan Stockton 
● Faturamento: US$ 6.42 bilhões (2012) 
● Lucro: US$ 768.7 milhões (2012) 
● Valor de mercado: US$ 14.5 bilhões (agosto/2013) 
● Fábricas: 9 
● Presença global: + 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 28.000 
● Segmento: Brinquedos 
● Principais produtos: Jogos de tabuleiro, bonecas, bonecos, carrinhos em miniatura e brinquedos educativos 
● Principais marcas: Barbie, Polly, Fisher-Price, Hot Wheels e Monster High 
● Concorrentes diretos: Hasbro, Lego, Playmobil, Grow e Estrela 
● Slogan: Creating the future of play. 
● Website: www.mattelbrasil.com.br 

A marca no mundo 
A empresa, maior produtora de brinquedos do planeta e com sede na cidade californiana de El Segundo, tem 28 mil funcionários, 9 fábricas próprias (e mais 36 de parceiros) e vende seus produtos em mais de 150 países ao redor do mundo. Um dos produtos mais importantes da MATTEL é a boneca BARBIE, que contribuiu com aproximadamente US$ 1.1 bilhões dos US$ 6.4 bilhões que a empresa faturou em 2012. Porém, sua marca que mais cresce é a HOT WHEELS, cujo faturamento ultrapassou ao da tradicional boneca. Outra fonte importante de receita é o licenciamento de suas marcas e personagens. Presente no Brasil (segunda mais importante operação global da marca, atrás apenas dos Estados Unidos) há mais de 20 anos, seus produtos são encontrados em mais de 100 mil pontos-de-venda, totalizando 200 milhões de unidades vendidas por ano. 

Você sabia? 
A MATTEL fechou sua última fábrica em território americano no ano de 2002. Hoje em dia, grande parte de seus brinquedos são produzidos em fábricas na Ásia, especialmente na China. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 20/8/2013

7.5.06

BARBIE


Barbie Millicent Roberts, registrada em Willows, estado do Wisconsin, tem pouco mais de 50 anos e corpinho de 20. Já foi artista de cinema, roqueira, enfermeira, médica, bailarina e até candidata a presidente. Teve 21 cachorros, inúmeros cavalos, seis gatos e um papagaio. Viveu, ou vive, em mais de 150 países. Ela é rica, bonita, famosa, inteligente e está sempre na moda. Têm o namorado perfeito, e muitos amigos que a adoram. Criticada por suas medidas inatingíveis, mas adorada por crianças (e adultos) de todo o mundo. O mundo BARBIE é cor-de-rosa, feito de sonhos e fantasias, onde tudo é possível. É o que garante o slogan Be anything. A boneca mais famosa do mundo virou referência feminina, ícone da moda, símbolo das aspirações das meninas a caminho da puberdade e da vida adulta. 

A história 
Foi Ruth, esposa de Elliot Handler, fundador da tradicional empresa de brinquedos Mattel, quem teve a ideia de fabricar uma boneca adulta que até então só existia em papel. Na verdade, a boneca alemã Bild Lili, feita de celuloide, é anterior à BARBIE, e pode ter inspirado Ruth, que por achar as caras e fisionomias das bonecas da época infantis demais, desenhou uma boneca em três dimensões com um ar mais adulto, capaz de proporcionar as meninas todos os sonhos possíveis. Além disso, ela ressaltou: “Se uma menina fosse imaginar como seria aos 16 ou 17 anos, seria tolo brincar com uma boneca que não tinha peito. Então, dei belos seios a ela”. O nome BARBIE era o apelido (diminutivo) de sua filha Bárbara. Encomendada ao designer Jack Ryan, em 1958, ela foi apresentada oficialmente na Feira Anual de Brinquedos de Nova York no dia 9 de março de 1959, e começou a ser vendida por apenas US$ 3. Atualmente, uma peça da boneca original supera os US$ 10 mil, sendo muito disputada entre os colecionadores.


Foi apresentada como uma adolescente vestida com as últimas tendências da moda. Loira e trajando um maiô listrado em preto e branco, a boneca nasceu com o corpo de manequim, longas pernas e cintura fina, as medidas perfeitas para os seus 29 centímetros de altura. Ela já trazia modelos de roupas e acessórios que podiam ser trocados, ou seja, tudo o que pudesse identificar o universo jovem do final dos anos de 1950: vestidos rodados, calças cigarretes, luvas e até um modelo para ir ao trabalho como designer de moda.


Os produtores de brinquedos da época foram céticos quanto ao sucesso da nova boneca, porém a reação das mães das meninas foi totalmente diferente. Elas adoraram a boneca desde seu lançamento. Afinal, BARBIE era linda, esbelta, emancipada, usava maquiagem, não tinha filhos e com tempo de sobra para investir na carreira, e não para cuidar das tarefas domésticas. Em resumo, era o oposto do estereótipo da dona de casa americana do pós-guerra. Só no primeiro ano da existência da boneca, foram vendidas 351 mil unidades. As vendas foram tão bem que a Mattel levou algum tempo até conseguir atender todos os pedidos. Nos anos seguintes BARBIE acompanhou as tendências da moda com suas coleções de estilos e modelos, como nos anos de 1960 onde representava a típica garota americana, com seu twin-set de lã e faixas no cabelo (perucas que vinham em três cores: loura, castanha e ruiva). Em 1962, se vestiu de Jacqueline Kennedy, exemplo de elegância e bom gosto, com o famoso tailleur cor-de-rosa; em 1965 ganhou pernas flexíveis, e, em 1968, seu rosto ganhou um aspecto ainda mais jovial, com longos cílios e olhos azuis. Fechando a década, roupas floridas, estampas psicodélicas e grandes óculos.


Durante os anos de 1970, assim como a juventude da época, vestiu mini-saias, os cabelos cresceram, o visual se tornou hippie e em 1972 ganhou um trailer, passaporte para uma vida mais próxima à natureza com suas saias de retalhos e vestidos românticos estilo Laura Ashley. Os anos de 1980 foram marcados pelo glamour e mistura de proporções das roupas. BARBIE apareceu em uma versão “seriado Dallas”, com cabelo estilo Farrah Fawcet e lábios vermelhos. Em 1980, foi lançada a coleção étnica, com modelos da boneca vestidas de roupas típicas de vários países como México, Chile, Jamaica, Brasil (vestida de baiana), Inglaterra, Holanda, França, Itália, Japão e Nigéria. Em 1982, a maquiagem virou item obrigatório e já fazia parte dos acessórios da boneca. Foi nesse período que se iniciou a produção de bonecas para colecionadores e a fabricante de brinquedos começou a importar a BARBIE para o Brasil. Nos anos de 1990, com suas primeiras fãs atingindo a idade balzaquiana, tornou-se brincadeira de gente grande, passando a ser objeto de desejo de colecionadores. Estilistas de renome como Christian Dior, Donna Karan, Giorgio Armani, John Galliano e Bob Mackie vestiram a menina de plástico com suas luxuosas criações. Abriu esta década dirigindo uma Ferrari, se divertindo, cantando e dançando. Seus cabelos estavam mais compridos que nunca e suas roupas cada vez mais sofisticadas. Em 1992, a série da boneca de maior sucesso, Tottaly Hair Barbie (cujos cabelos iam até os pés), foi lançada, vendendo mais de 10 milhões de unidades, gerando aproximadamente US$ 100 milhões em vendas no mundo todo.


No ano de 1999, em comemoração ao quadragésimo aniversário de BARBIE, a Mattel lançou uma campanha promocional global com o tema “Little Girls Need Big Dreams. Celebrating 40 Years with Barbie”. No modelo comemorativo BARBIE usava um vestido longo preto com detalhes em prata e um buquê com 40 rosas vermelhas. Além disso, no decorrer desses anos foram lançadas versões românticas e baseadas em clássicos do cinema, teatro e televisão, que vestiram Barbie e Ken como Romeu e Julieta, Star Trek, Jeannie é um Gênio e até divas como Audrey Hepburn. Em 2002, BARBIE deixou sua marca na Calçada da Fama, em Hollywood, ao lado das celebridades como Marlyn Monroe, Elizabeth Taylor e Charles Chaplin. Com tanto sucesso, ela chegou à Hollywood com os filmes “Barbie e o Quebra Nozes”, “Rapunzel” e “A Princesa e a Plebeia”, entre tantos outros (até hoje já foram mais de 16 filmes), e inspirou diversos livros, incluindo uma biografia não autorizada. Era o auge do sucesso.


A crise dos 50 anos 
A boneca mais famosa do planeta chegou aos 50 anos no ano de 2009 em crise de identidade e com as vendas em queda. Seu estilo de vida e sua silhueta esguia - equivalente a uma mulher de 1.75 m de altura, 91.5 cm de busto, 45.7 cm de cintura e 84 cm de quadril, serviram de inspiração para centenas de milhares de meninas de todos os cantos do planeta. Todas queriam ser como ela. Aos 50 anos, contudo, a boneca loira de 29 cm sentiu o peso da idade. Em termos financeiros está longe de ser o fenômeno de outrora. Em 2008, suas vendas caíram 9%, enquanto a comercialização das demais bonecas avançou 11%. Resultado direto do acirramento da concorrência e de diversos erros estratégicos cometidos pela própria Mattel. O principal deles foi a falta de agilidade para reagir à chegada de concorrentes mais antenadas com as aspirações da chamada geração internet. Basta acompanhar o sucesso de Bratz, uma adolescente com cabeça e pés grandes, salto plataforma e pose de atrevida. A personagem foi rapidamente assimilada pelas pré-adolescentes que a consideravam, em boa medida, e que BARBIE era coisa de criança. A direção da empresa acusou o golpe.


Deixou de lado a postura blasé e colocou em marcha uma verdadeira operação de guerra. Afinal, a BARBIE sozinha respondia por 30% de suas vendas totais. Por isso, criou versões mais despojadas e étnicas da boneca, como a My Scene, e colocou o perfil da boneca em mídias sociais como MySpace e Facebook. Lançou uma linha de fashion dolls bastante iradas, Flavas, inspirada na cultura hip-hop. A ideia era fazer desse modelo uma “versão de combate” para deter o avanço da arqui-rival. Não deu certo. As vendas continuaram despencando ano após ano. Sem sucesso no campo mercadológico, a direção da empresa, então, mudou de tática. Ingressou na justiça contra a MGA, acusando o designer Carter Bryant, conhecido como pai da Bratz, de ter roubado o nome e o desenho da boneca do acervo da Mattel, quando trabalhou por lá. Em agosto de 2008, a MGA foi condenada a indenizar a empresa em US$ 100 milhões. Além da arena jurídica, a Mattel também reagiu no segmento das “fashion dolls”. Para marcar o cinquentenário de BARBIE, a empresa preparou um megadesfile no dia 14 de fevereiro, na prestigiosa Semana de Moda de Nova York. A escolha do local deveu-se ao fato de sua primeira aparição pública ter ocorrido em uma feira de brinquedos justamente nessa cidade. A volta à Big Apple foi em grande estilo. A Mattel convidou 50 renomados estilistas para desenharem peças inspiradas na boneca. Entre eles a americana Vera Wang, o francês Christian Louboutin, Calvin Klein, Diane Von Furstenberg e Tommy Hilfilger. Vera Wang desenhou um sofisticado vestido de noiva que custa, na versão adulta, US$ 15 mil, ou US$ 159.99, no corpo da esbelta BARBIE. Christian Louboutin, por sua vez, apresentou sapatos inspirados no universo da boneca.


As medidas adotadas pela empresa parecem ter surtido resultados. As vendas pelo menos estabilizaram e BARBIE voltou a conquistar um público mais infantil. Mas a grande aposta da empresa foi no licenciamento da marca BARBIE, que hoje é líder em muitos países nesse segmento, oferecendo uma incontável quantidade de produtos de alta qualidade, design e estilo de vida sintonizado com o perfil da boneca. Além disso, para vencer as falsificações e enfrentar as inúmeras concorrentes, a Mattel tem investido pesado na customização. São mais de 20.000 combinações possíveis desde as roupas até cor dos olhos, cabelos e acessórios.


A linha do tempo 
1961 
Lançamento do boneco KEN (seu nome inteiro é Ken Carson), o namorado e companheiro de BARBIE. O nome foi inspirado no filho do casal Handler. Em 2004, houve uma separação e, ele e BARBIE se tornaram apenas bons amigos. Mas isso durou apenas até 2006, quando o casal reatou o namoro. O verdadeiro Ken era homossexual, apesar de ter constituído família com uma mulher. Ele morreu vítima de um tumor cerebral em 1994. 
Introdução da BARBIE na versão enfermeira e aeromoça. 
1962 
Lançamento da primeira casinha da boneca. Depois outros seis modelos diferentes foram produzidos. 
1963 
Lançamento da sua melhor amiga chamada MIDGE. Hoje, ela já tem até sua própria família: o marido Alan, o filho mais velho Ryan e a caçula Nikki. BARBIE tornou-se pediatra e cuida dos filhos da colega, que está grávida novamente. 
1964 
Lançamento da irmã de BARBIE chamada SKIPPER. O nome foi inspirado na outra filha do casal Handler. 
1965 
Introdução da BARBIE na versão astronauta. 
1966 
Lançamento dos irmãos gêmeos de BARBIE chamados TUTTI e TODD
1968 
A linha BARBIE ganhou sua primeira boneca afro-americana chamada CHRISTIE
1971 
BARBIE ganha o estilo Malibu, com direito a pele bronzeada e cabelos loiros claros. 
1973 
Introdução da BARBIE na versão médica cirurgiã. 
1976 
Lançamento da BARBIE como atleta olímpica. 
1983 
Introdução da BARBIE na versão caixa do McDonald’s. 
1986 
Introdução da BARBIE na versão estrela do rock. 
1988 
Lançamento da THERESA, uma BARBIE com feições latinas. 
Introdução da BARBIE na versão bailarina. 
1990 
Lançamento da KIRA, a BARBIE asiática. 
1992 
Lançamento da quarta irmã de BARBIE chamada STACIE e da BARBIE candidata a presidente dos Estados Unidos. 
1993 
Introdução da BARBIE na versão policial. 
1995 
Lançamento da quinta irmã de BARBIE chamada KELLY
Introdução da BARBIE na versão bombeiro. 
1996 
Lançamento da BECKY, uma amiga paraplégica que vinha com uma cadeira de rodas. 
Introdução da BARBIE na versão pediatra. 
1997 
Introdução da BARBIE na versão dentista e paleontologista. 
1998 
Lançamento da BARBIE na versão piloto da Nascar. 
1999 
Lançamento da sexta irmã de BARBIE chamada KRISSY
2000 
Lançamento da BARBIE nadadora. 
BARBIE passa a ter umbigo com o lançamento do modelo JEWEL GIRL (“Garota Joia”). 
2004 
Lançamento da coleção BARBIE Contos de Fadas. 
2007 
Introdução da BARBIE na versão animadora de torcida (cheerleader). 
Lançamento no mês de julho da nova geração da BARBIE, uma mistura de boneca virtual com tocador de MP3. 
2008 
Lançamento da BARBIE mais cara do mundo. A boneca custava US$ 94.8 mil, trazia uma tiara, sandálias, brincos, colar, pulseira e anel adornados com diamantes. Só no vestido, havia 44 brilhantes. 
2009 
Lançamento da coleção TOTTALY TATTOOS BARBIE, cujas bonecas vinham acompanhadas por várias tatuagens para serem coladas em seu corpo esbelto.


Guarda-roupa dos sonhos 
Em matéria de guarda-roupa, BARBIE é sem dúvida imbatível. Repleto de roupas cheias de estilo, sapatos chiques, acessórios modernos para os cabelos e tendências brilhantes. Em mais de cinco décadas ela já esteve na pele de 108 profissionais diferentes, incluindo um uniforme militar aprovado pelo Pentágono, além de aparecer em mais de 45 nacionalidades. Já teve mais de 21 cães, 120 cavalos, 60 gatos, 30 pôneis, 1 papagaio, 1 chimpanzé, 1 urso panda, 1 girafa, 1 zebra, entre outros animais. Seu guarda-roupa é composto por um bilhão de peças e uma de suas versões especiais, a Barbie Princesa Liana, era cravejada com 318 diamantes e foi avaliada em US$ 94.8 mil. A peça repousa com segurança no cofre da Mattel. Números que fazem inveja em qualquer mulher bem-sucedida.


Uma loja cor-de-rosa 
No início do mês de março de 2009, em comemoração aos 50 anos da boneca mais famosa do mundo, a Mattel inaugurou a primeira loja-conceito da BARBIE, localizada em uma chique rua da cidade de Xangai na China. Eram quase 3.500 m² de puro rosa e glamour, em um prédio de seis andares repleto de detalhes, acessórios, doces, papelaria, brinquedos, filmes, livros, cosméticos, produtos para banho, objetos de decoração, produtos eletrônicas e infinitas roupas referentes à boneca, proporcionando um total envolvimento no mundo da BARBIE para mulheres de todas as idades. Uma escada transparente em espiral rodeada de 800 unidades da icônica boneca era o destaque central da loja, cujo projeto foi desenvolvido pela Slade Architecture. No último andar estava o restaurante e o “Bar Barbie” que contava com uma decoração em estilo casinha de boneca e um cardápio exclusivo.


A tecnologia não poderia faltar. O “Designer Center” era um ambiente onde as clientes podiam criar suas próprias bonecas exclusivas. Duas novas versões da famosa boneca foram especialmente criadas para a inauguração, uma delas com feições asiáticas. A Mattel esperava que a loja, na qual foram investidos US$ 30 milhões, e os conceitos experimentados nela, ajudassem BARBIE a ganhar força na competição com bonecas mais modernas, videogames e jogos eletrônicos, especialmente no enorme mercado chinês. Porém, a loja foi fechada pela empresa em fevereiro de 2011, acabando com o sonho de milhões de meninas e uma excelente oportunidade de criar uma experiência fantástica para suas consumidoras. Segundo a Mattel, o pouco interesse das meninas chinesas e o choque cultural (entenda-se: a boneca foi considerada muito sexy pelos padrões da recatada sociedade chinesa) foram as principais razões.


Através dos anos 
A boneca BARBIE passou por algumas mudanças de face desde sua introdução. A primeira aconteceu em 1968 (com um novo rosto - com longos cílios e olhos azuis), a segunda em 1977, a terceira em 1998 e a última em 2005. As mudanças foram praticamente mínimas e incluíram a introdução de uma pequena maquiagem em seu rosto (que foi sendo afinado) e as cores de cabelo loiro, moreno e ruivo para criar uma aparência mais natural.


Na imagem abaixo é possível acompanhar as diversas fases da boneca através das décadas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por diversas alterações no decorrer dos anos, mas nunca abandonou a cor rosa. A primeira alteração ocorreu em 1975 quando o logotipo ganhou uma nova tipografia de letra, muito mais pesada. Os anos de 1990 foram marcados por duas mudanças, em 1990 e 1999.


Após nova modificação em 2004, quando o logotipo ganhou uma flor estilizada no lugar do pingo da letra i, abolido no ano seguinte, em 2009 a marca resolveu resgatar suas origens adotando novamente o logotipo original.


Os slogans 
Be anything.
Be anything. B who U wanna B. B-A-R-B-I-E. (2006) 
We girls can do anything. (1984) 
Imagine You’re A Barbie Girl. 
We can do anything..like Barbie.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 9 de março de 1959 
● Criador: Ruth Handler 
● Sede mundial: El Segundo, Califórnia 
● Proprietário da marca: Mattel Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Bryan Stockton 
● Faturamento: US$ 1.3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Brinquedos 
● Principais produtos: Bonecas, acessórios e licenciamento 
● Concorrentes diretos: Bratz, Lottie e Monster High 
● Slogan: Be anything. 
● Website: www.barbie.com.br 

A marca no mundo 
A boneca mais conhecida do mundo está presente em mais de 150 países, vendendo duas unidades a cada segundo, mais de 120 milhões de unidades anualmente. Apenas BARBIE representa aproximadamente 20% do faturamento mundial da Mattel, algo em torno de US$ 1.3 bilhões ao ano. BARBIE fatura alto com o licenciamento da marca, estampada em produtos diversos como artigos escolares, publicações, acessórios, roupas, artigos para casa, artigos esportivos, brinquedos, eletrônicos e alimentos. No Brasil, onde BARBIE detém cerca de 80% do segmento de fashion dolls, são importadas pela empresa mais de 1.5 milhões de bonecas por ano. De 1983 a 1995 a boneca foi produzida no Brasil pela Estrela. Desde o seu lançamento, a boneca já vendeu mais de um bilhão de unidades. 

Você sabia? 
Meninas americanas entre 3 e 11 anos tem em média 10 bonecas BARBIE. Já entre as italianas e as francesas, 98% e 93% respectivamente, possuem pelo menos uma boneca BARBIE. 
A cada ano, aproximadamente 98% dos acessórios da BARBIE, da escova aos móveis da casa, são renovados. 
Playable Barbies Pink Box são as bonecas fabricadas para as crianças. As Barbies Collectibles são feitas para os colecionadores, mais detalhadas e caras. 
O primeiro animal de estimação da BARBIE foi um cavalo chamado Dancer. 
No Bicentenário da Independência dos Estados Unidos, em 1976, uma BARBIE foi colocada em uma cápsula do tempo, que só será aberta em 2076, para mostras às futuras gerações como eram as mulheres daquela época. 
Ruth Handler, considerada a “mãe da BARBIE”, morreu no dia 28 de abril de 2002 aos 85 anos, na cidade de Los Angeles. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), Jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/8/2013