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10.8.17

RED WING SHOES


Há mais de um século a RED WING SHOES é uma das melhores e mais respeitadas fabricantes de botas e calçados do mundo. Durante esse período, o compromisso de alta qualidade e durabilidade por trás de cada calçado, fez com que a marca estivesse nos pés de mineradores, vaqueiros, lenhadores, operários, caçadores e motociclistas, que literalmente “construíram a América”. O que um dia foi uma bota para trabalho pesado hoje é também perfeita no guarda roupa de qualquer um. Mas não se engane. Até mesmo as botas e calçados da linha casual são feitos para durar. 

A história 
Tudo começou em 1905 quando o imigrante alemão e habilidoso vendedor de sapatos Charles H. Beckman, juntamente com mais 14 investidores, fundou uma fábrica de calçados na pacata cidade de Red Wing, estado americano do Minnesota. Inicialmente a pequena empresa produzia botas para a indústria de mineração local, pois seus trabalhadores necessitavam de calçados resistentes e seguros para enfrentar o árduo trabalho. A primeira bota da marca foi vendida por US$ 1.75. Esse primeiro modelo (work boot original) era feito em couro e combinava cadarço e fivelas para ajustes no encaixe. As botas eram (e ainda são) produzidas em parceria com o curtume S.B. Foot Tanning, que opera desde 1872. Hoje, ele pertence à própria RED WING SHOES (foi adquirido em 1987), para desenvolver seus couros especiais.


Devido à alta qualidade de suas botas o sucesso não demorou e rapidamente a RED WING SHOES se tornaria para qualquer cidadão norte-americano, mesmo os que viviam em grandes cidades, sinônimo de calçados resistentes e duráveis. Com dez anos de existência a empresa já produzia mais de 200 mil pares de calçados por ano. A empresa mudou radicalmente seu foco durante a Primeira Guerra Mundial, passando a produzir coturnos de couro para os soldados americanos, tornando-se um dos principais fornecedores de calçados militares. O término da guerra gerou um boom na economia e atividades industriais americanas, aumentando muito a demanda por calçados de trabalho. Foi então que a RED WING SHOES expandiu sua linha de produtos e começou a fabricar calçados para cada tipo de profissão. O catálogo então contava com botas para carteiros, fazendeiros, lenhadores, eletricistas, operários e até para trabalhar em plataformas de petróleo (lançada em 1920). Em 1926 a marca lançou sua primeira bota feminina, conhecida como Gloria. O logotipo alado da marca apareceu pela primeira vez em 1928.


Se a década anterior tinha sido excelente para a empresa, a Grande Depressão que assolou os Estados Unidos deixava claro que a década de 1930 seria muito difícil. A contração da economia quase acabou com o mercado de botas, e a RED WING SHOES respondeu com a produção de modelos mais baratos. Foi lançada então a No.99 Boot, que nunca apareceu nos catálogos oficiais da marca. Essa bota era vendida por apenas 99 centavos (o que seria mais ou menos US$ 15 nos valores de hoje). Apesar das dificuldades econômicas do país, a década também foi marcada por grandes lançamentos, como por exemplo, a Billy Boot, uma bota infantil para os aventureiros e escoteiros mirins. Essa bota tinha um bolso lateral para canivetes e virou uma campeã de vendas. Foi em 1934 que a marca lançou sua primeira bota com biqueira de aço, inaugurando uma nova era na segurança do trabalho. Essa década também assistiu ao aparecimento do estilo Engineer Boots, botas sem cadarço para motociclistas.


Durante a Segunda Guerra Mundial a empresa novamente voltou sua produção para os coturnos militares. A empresa produziu desde botas de paraquedista aos coturnos tradicionais estilo “boondocker”, o design mais icônico de botas da Segunda Guerra Mundial. Outra inovação para manter a fábrica produzindo e combater a crise durante a guerra foi a venda móvel (Mobile Shoe Sales), onde a própria RED WING levava os calçados e botas até as fábricas, atendendo os clientes sem intermediários. O verdadeiro sucesso global da marca começou em 1950 com o lançamento da linha The Irish Setter Sport Boots, inicialmente com o modelo Red Wing 854, uma bota especialmente desenvolvida para caçadores. Essa linha tinha esse nome como uma referência ao cachorro da raça Setter Irlandês, cujos pelos eram da mesma cor do couro das primeiras botas. O couro era tingido usando um extrato de casca de sequoias gigantes da Califórnia.


Mas o sucesso da Irish Setter atingiria seu auge em 1952, mesmo ano em que o logotipo da linha surgiu e cuja inspiração foi um verdadeiro cão setter irlandês chamado “Red Mike of Doxmoe”, com o lançamento do modelo “moc toe” Red Wing 877 (usado por Jack Nicholson no clássico filme Um Estranho no Ninho). Essas famosas botas com solado branco tinham o nome “moc toe” em referência ao design do bico. A costura em “u” lembra a construção mocassim. O objetivo dessas botas de cano alto eram elevar a altura da costura e assim dificultar a entrada da água. Essa bota de cano mais alto foi vendida inicialmente como um calçado esportivo (para caçadores e pescadores), mas fez enorme sucesso entre os fazendeiros. Essa clássica bota provou ser uma companheira ideal, proporcionando durabilidade e conforto para quem estava nas fazendas e nas fábricas. Uma história conta que a sola branca foi desenvolvida para os fazendeiros e caçadores. O desenho da sola não tinha ranhuras proeminentes para evitar o acumulo de terra e outros resíduos. Mas também, fez surgir uma anedota: dizem que a sola branca era para as esposas baterem o olho e mandar o marido limpar antes de entrar em casa. A versão de cano mais baixo (conhecida como modelo 875) veio logo em seguida quando o mercado industrial pediu uma versão mais baixa, pois não precisava da mesma proteção contra os elementos que fazendeiros e caçadores necessitam. Foi o modelo “moc toe” que transformou a RED WING SHOES em uma das marcas de botas mais conhecidas dos Estados Unidos, ajudando a marca a se estabelecer na Europa e depois no Japão, um de seus maiores mercados.


Outra novidade da década foi a bota Pecos, lançada em 1953. Esse modelo combinava durabilidade e conforto com o estilo das botas country. Além disso, em 1956, foi apresentado o modelo 898, primeira bota a se caracterizar pelo isolamento, que foi muito apreciado pelos caçadores que passavam longas horas em condições de frio. Ainda nos anos de 1950, a empresa iniciou a inauguração de lojas próprias, ingressando no varejo de calçados. A década seguinte tem início com o lançamento em 1963 do modelo RED WING 888, bota que apresentava couro de canguru verde e era embalada em uma caixa revestida de vinil. Essas botas eram vendidas com um par de meias e uma lata de produto para realizar a manutenção do couro. Em 1964, para atender a alta demanda por seus calçados e botas a empresa inaugurou uma segunda fábrica, muito próximo da original. No final da década, em 1968, foi lançada a primeira bota da linha Irish Setter com couro impermeável. Os solados também ganharam melhorias com o modelo chamado SuperSole®, que tinha a sola presa ao cabedal através de um processo que prometia durabilidade e conforto bem superiores. As inovações continuaram nos anos seguintes, como por exemplo, em 1986 com o lançamento da bota 855, cujo couro de camada dupla proporcionava total impermeabilidade.


Nos anos de 2000 os japoneses resolveram encomendar um modelo especial que replicava o couro e os detalhes de uma tradicional bota RED WING da década de 1950. O sucesso foi tanto que o mercado japonês começou a pedir mais modelos antigos do catálogo da marca. Os clientes desejavam usar essas botas, não para o trabalho, mas como complemento de estilo (lifestyle). A empresa viu neste episódio uma grande oportunidade de negócios e, em 2008, lançou a RED WING HERITAGE, responsável por recriar as botas mais clássicas na história da marca. Essa linha oferece botas tipo coturno, chelsea, desert, moc toe, entre outras. Nos últimos anos a RED WING diversificou sua linha de produtos de couro com o lançamento de cintos, luvas, carteiras e malas, além de acessórios como meias, palmilhas e produtos para conservação dos calçados. Além disso, apresentou tecnologias inovadoras para suas botas, como por exemplo, em 2013 com a RPM™, um material compacto que reduz significativamente o peso da bota, ao mesmo tempo em que aumenta o conforto e a durabilidade extrema. Uma das mais recentes novidades da marca, lançada em 2015, é a bota de caça de borracha Rutmaster 2.0, com tecnologia ExoFlex™, uma combinação inovadora de design e materiais, tornando-a fácil de colocar e tirar.


Apesar de ter globalizado sua operação, mais da metade das botas RED WING ainda são feitas em território norte-americano, com materiais e componentes locais, contando inclusive com o próprio curtume. A tecnologia e os requerimentos dos ambientes de trabalho pesado mudaram, e a marca acompanhou esse movimento com botas mais modernas sem deixar para trás seu rico passado. Com botas e calçados marcados pela longevidade e atemporalidade, elas provam que a qualidade do produto e a satisfação dos clientes nunca saem de moda. Hoje em dia, a RED WING SHOES tem como principal mercado as botas de segurança e botas para trabalho pesado. A tecnologia dos calçados evoluiu bastante desde o lançamento da primeira bota da marca e atualmente atendem características específicas para cada profissão de risco.


O ícone 
A bota RED WING IRON RANGER é talvez o miar ícone da marca. Tem esse nome em homenagem aos moradores de uma região chamada “Mesabi Iron Range”, uma área montanhosa e remota ao norte do estado de Minnesota, muito rica em minério de ferro. E foi justamente lançada na década de 1930 para os mineradores com o nome de Style No. 8111 Iron Ranger. A principal característica do modelo é um detalhe utilitário para garantir a durabilidade necessária. A camada dupla de couro no bico, costurada com duas camadas de pontos duplos é uma antepassada das biqueiras de aço. A parte de trás da bota também é reforçada por uma camada extra de couro que firma o calcanhar e o tornozelo. O bico é bem arredondado e relativamente alto. O cano tem uma inclinação super característica dessa bota. Já o tipo de couro é o “Amber Harness”, feito especialmente para a empresa, em seu curtume próprio. É um couro grosso, maleável e bastante oleado para garantir muita impermeabilidade.


A evolução visual 
O tradicional logotipo da marca, adotado oficialmente em 1928, passou por pequenas mudanças ao longo dos anos.


Os slogans 
Built to fit. Built to last. 
Work is Our Work. 
Hand crafted, purpose-built boots made with pride.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1905 
● Fundador: Charles H. Beckman 
● Sede mundial: Red Wing, Minnesota, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Red Wing Brands of America Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: David Murphy 
● Faturamento: US$ 750 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 500 
● Presença global: 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Botas e sapatos 
● Concorrentes diretos: Wolverine, CAT, Oak Street, Dr. Martens, Alden, Timberland e L.L. Bean 
● Ícones: A bota Iron Ranger 
● Slogan: Built to fit. Built to last. 
● Website: www.redwingshoes.com 

A marca no mundo 
Atualmente a RED WING SHOES, que produz calçados para caça, trilhas e trabalho pesado, esta última linha inclusive atende as especificações de segurança da legislação dos Estados Unidos e Canadá, além de uma linha lifestyle, comercializa seus produtos em mais de 110 países ao redor do mundo. A marca tem uma rede de lojas próprias com mais de 500 unidades em vários países. A empresa possui duas fábricas principais, localizadas em Potosi, estado do Missouri, e em Red Wing, estado do de Minnesota, nesta última são produzidos diariamente 5.000 pares de botas. 

Você sabia? 
O nome e o logotipo da marca são homenagem a cidade e a um índio norte-americano chamado Red Wing, líder dos habitantes originais do território ao redor do rio Mississippi. 
Boa parte das botas da marca é feita com a construção “Goodyear Welted”, também conhecida como palmilhada. Essa é a maneira mais resistente de se fazer uma bota. São várias camadas e costuras para garantir conforto e durabilidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/8/2017

20.9.16

UGG®


Elas são confortáveis, apesar de esquisitas. Afinal mais parece uma espécie de pantufa de cano alto forrada por dentro com lã de ovelha e couro de carneiro por fora. Mas são aconchegantes para os pés em climas frios. E se tornaram um verdadeiro fenômeno entre as celebridades e no mundo da moda. Elas são as botas da marca UGG®, que se transformou em uma das mais desejadas do mundo. 

A história 
Para contar a história da UGG® é preciso primeiro saber a origem dessas botas que fizeram a marca famosa. Existe uma saudável disputa, entre a Austrália e a Nova Zelândia, por quem pode dizer que foi o inventor deste estilo de bota feita com couro de carneiro e lã de ovelha. Porém, segundo conta a história, essas botas se tornaram popular nas praias da Baía de Byron, onde os surfistas australianos começaram a usar calçados com couro de carneiro e forrados com lã de ovelha para se aquecerem entre as baterias. Localizada na margem leste do continente australiano, a Baía de Byron ostenta mares de água cristalina com famosos pontos para a prática de surfe. As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas pelo descobrimento desses pontos pelos surfistas que se dirigiam aos locais e permaneciam por semanas e, durante sua estadia, buscavam maneiras de manter os pés quentes e secos. Como a Austrália é abundante em couro de carneiro e lã de ovelha, os surfistas passaram a desenvolver artesanalmente uma espécie de bota que manteria a umidade longe de seus pés. Outra história conta que elas foram criadas por tosquiadores para impedir que os dedos dos pés congelassem nos galpões em que trabalhavam. Deixando a disputa pela criação do calçado de lado, surge outra polêmica em relação ao nome: descritas como ugs, uggs ou ughs (trocadilhos com a palavra “ugly”, ou feio) devido a sua aparência nada bonita. Segundo muitos, as botas receberam seu nome na Primeira Guerra Mundial, quando pilotos australianos usaram “uggs voadoras”, ou botas de couro de carneiro que ficavam bem acima do joelho para impedir que suas pernas congelassem nas cabines despressurizadas dos aviões da época.


Já a história da marca UGG® começou no ano de 1978 quando o jovem surfista australiano Brian Smith chegou à costa sul da Califórnia trazendo uma mala com algumas dúzias das tradicionais botas de couro de carneiro (forradas com lã), na esperança de que os surfistas locais compartilhassem a paixão que ele desenvolvera pelo produto em sua terra natal. As praias da Califórnia sempre foram o epicentro de um estilo de vida relaxado e casual, levando Brian a achar este clima perfeito para estas botas. Os exemplares foram vendidos rapidamente e Brian percebeu um enorme potencial para o produto. Foi então que ele, com apenas US$ 500, fundou a marca UGG® AUSTRALIA e começou as vendas. Estas inesquecíveis botas, inicialmente importadas da Austrália, e a sensação única que proporcionavam rapidamente se disseminaram entre os surfistas, estabelecendo inicialmente a UGG® como uma marca masculina. Em meados de 1980, a marca passou a ser um símbolo do estilo de vida e da cultura dos californianos, ganhando espaço em lojas de surfe e outros estabelecimentos, por toda a costa da Califórnia, desde San Diego e San Francisco a Santa Cruz. Além disso, por ser um modelo unissex, as mulheres começaram a usar as botas.


Rapidamente as botas da UGG® alcançaram o mercado além da praia, surgindo aos poucos em grandes e pequenas cidades e, no inverno, passaram a ser vendidas em lojas de esqui, se tornando tendência em badaladas estações de esqui como Aspen e Vail, ambas no estado do Colorado. Em agosto de 1995 e com vendas que alcançavam mais de US$ 18 milhões, chamou a atenção da Deckers, uma empresa que vendia sandálias, que comprou a UGG® AUSTRALIA e começou a transformar suas botas em calçados de luxo. Em 1998 a coleção da UGG® era constituída por duas botas (cano alto e cano baixo), quatro chinelos e alguns modelos de calçados casuais. Foi então que a empresa começou a investir em branding, distribuição (para lojas mais premium e selecionadas, como a Nordstrom) e estratégia de marketing para tornar a UGG® uma marca mais conhecida entre os consumidores de alto poder aquisitivo. A curiosidade da mídia catapultou rapidamente as botas UGG® para as revistas de moda mais emblemáticas o que contribuiu para que elas se tornassem populares nos lugares mais cosmopolitas do mundo, aparecendo nas ruas de Nova York, Londres ou Amsterdã.


A história da marca começaria a mudar a partir da década de 2000, quando suas botas literalmente começaram a cair no gosto das celebridades e do mundo da moda, ganhando ainda mais visibilidade depois que a carismática apresentadora Oprah Winfrey declarou seu amor por suas botas UGG® em seu popular programa de televisão. O impacto foi instantâneo. As botas começaram a aparecer nos pés de celebridades como Sarah Jessica Parker, Kate Hudson, Avril Lavigne, Sienna Miller e Cameron Diaz, e invadiram a cultura popular, se tornando presença constante nos sets de gravação do seriado Sex and the City. Tudo isso ajudou a transformá-la em uma marca cultuada. E esse enorme interesse pelas botas chegou aos fabricantes das “uggs genéricas” na Austrália, criando então uma polêmica que parece não ter fim. Embora as botas já fossem, havia décadas, produzidas por um pequeno segmento industrial na Austrália, a imagem caseira delas contrastava bruscamente com a imagem sofisticada que a UGG® cultivava nos Estados Unidos.


O investimento para transformar as botas UGG® em ícones fashion deu resultado e, a partir de 2004, elas começaram a ser presença constante nas passarelas de moda em Paris, Milão e Nova York. Foi um verdadeiro sucesso. Além disso, em 2006 a UGG® começou a inaugurar suas primeiras lojas próprias em cidades como Nova York (no badalado bairro do SoHo) e Tóquio e a ganhar espaço também nos mercados da Europa e Ásia. Pouco depois, em 2009, a marca em parceria com o estilista Jimmy Choo lançou uma coleção de botas que se tornou um enorme sucesso. Nos anos seguintes, a UGG® inaugurou novas lojas (decoradas com mobílias em dois tons de cáqui, românticas luzes indiretas e prateleiras de alumínio polido) em cidades como San Francisco, Chicago, Honolulu e Nova York, que nada se pareciam com as acanhadas lojas de família e postos de gasolina na Austrália em que “botas ugg genéricas” ainda são vendidas.


Além disso, marca a UGG® diversificou sua linha de produtos com o lançamento de calçados para bebês e crianças, sapatilhas, botas de couro, pantufas, sandálias, sapatos casuais, meias, luvas, gorros, acessórios (como bolsas) e até uma linha de roupas. E, em 2013, a marca lançou sua primeira linha Home, composta por tapetes, cobertores, travesseiros e outras peças para casa. Pouco depois, a marca apresentou o material UGGpure, uma luxuosa lã natural tecida em um suporte durável, que melhora a experiência geral do produto. Mais recentemente em 2016 e após 38 anos, a UGG® apresentou a nova geração de seu popular modelo de bota. Batizada de Classic II e tendo como embaixadora global a bela Huntington-Whiteley, o novo modelo inclui uma sola exterior com a tecnologia Treadlite para uma maior tração e amortização enquanto a tecnologia Scotchgard™ Protector ajuda a repelir a água e as manchas, tornando-as mais duráveis, leves e confortáveis. Outra novidade foi a inauguração de uma moderna loja dentro do complexo Disney Springs em Orlando, onde é possível encontrar coleções exclusivas da marca baseadas em personagens da Disney.


Apesar do enorme sucesso, as botas UGG® são uma das maiores polêmicas do universo da moda. Afinal, há quem ame e defenda que o modelo é extremamente confortável e esquenta os pés. E há quem odeie argumentando que, além de muito cara, o volume extra da bota deixa a silhueta do corpo sem harmonia. Mesmo assim, é um sucesso extraordinário quando se pensa que na Austrália, até anos atrás, essas botas de couro de carneiro eram um produto rejeitado e ninguém com um mínimo de amor próprio aceitaria ser visto fora de casa com o calçado. Mas sejam as botas rejeitadas ou respeitadas, elas se tornaram um fenômeno no segmento mundial de calçados. Afinal, o conforto de uma bota UGG®, pode facilmente tornar-se uma experiência única, onde o luxo autêntico vai muito mais além da qualidade dos materiais deste icônico calçado.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou recentemente por uma mudança: a palavra “Australia” foi abolida e a marca passou a se chamar somente UGG®.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1978 
● Fundador: Brian Smith 
● Sede mundial: Goleta, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Deckers Outdoor Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dave Powers 
● Faturamento: US$ 918 milhões (2015/2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 150 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Botas, sapatos, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aussie Uggs, Timberland, Wolverine e Hunter 
● Ícones: As botas de couro de carneiro forradas com lã de ovelha 
● Slogan: Your fashion, our passion. 
● Website: www.ugg.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca UGG®, que pertence a Deckers Outdoor Corporation, vende seus produtos (além das famosas botas forradas com lã de ovelha, uma diversificada linha de calçados, roupas a acessórios) em mais de 100 países ao redor do mundo. Os produtos são vendidos através de aproximadamente 150 lojas próprias e em renomadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
A expressão “Botas Ugg” é um termo genérico utilizado na Austrália e Nova Zelândia para botas de couro de carneiro. E a tremenda expansão da popularidade das botas UGG® nos últimos anos foi acompanhada de uma polêmica que, invariavelmente, acaba nos tribunais. No processo de transformar um calçado utilitário em um ícone onipresente da moda, a UGG®, motivou uma disputa internacional de patente que envolveu políticos, mudou a moda e mexeu com o nacionalismo dos australianos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (The Wall Street Journal), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 20/9/2016

22.10.15

HUNTER


De frequentadores de festivais à agricultores, entusiastas de acampamento, membros da realeza e fazendeiros, as botas HUNTER são a escolha certa para atividades ao ar livre e lugares potencialmente cheios de lama e encharcados. Super úteis para usar em dias de chuva e clima mais frio, as tradicionais botas de borracha da britânica HUNTER nasceram no “campo de batalha” e se transformaram em um acessório de moda cultuado por celebridades em muitos países do mundo, entre as quais Kate Moss, Katie Holmes, Angelina Jolie e Jennifer Aniston. Com diversos modelos de botas, estilo casual e bem moderno, a HUNTER se tornou uma das queridinhas do mundo fashion. Afinal, faça chuva, faça sol ou neve, está todo mundo usando. 

A história 
A história da HUNTER começou na Escócia, no ano de 1856, quando o americano Henry Lee Norris e seu sócio, o também americano Spencer Thomas Parmelee, fundou a North British Rubber Company, uma fábrica para a produção de itens de borracha. Norris utilizava uma forma inovadora de trabalhar a borracha que aplicava na fabricação de vários objetos, entre os quais pneus, pentes, bolas de golfe e as tradicionais botas de borracha, ideais para o clima e os difíceis terrenos da Grã Bretanha. A empresa ganhou uma enorme ajuda do exército britânico, que solicitou a produção de resistentes botas para os soldados que atuavam nos terrenos encharcados das trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Com isso, a produção cresceu muito (ao todo foram mais de 1.18 milhões de pares de botas), assim como seu faturamento. A empresa continuou ganhando notoriedade por sua qualidade ao longo das décadas seguintes.


Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa novamente voltou boa parte de sua produção para suprir as Forças Armadas Britânicas com suas tradicionais botas. Com o final do conflito, as tradicionais botas de borracha começaram, aos poucos, ganhar enorme popularidade entre homens, mulheres e crianças que viviam em regiões com climas úmidos e chuvosos. As botas de borracha preta também foram adotadas por caçadores, pescadores, trabalhadores rurais e pessoas que faziam atividade ao ar livre, como por exemplo, jardineiros. Claro que o clima do Reino Unido (com índice pluviométrico alto) ajudou as botas de borracha a aumentar sua popularidade. Com isso, uma nova fábrica teve que ser construída.


Mas foi no inverno do ano de 1955 que a marca lançou seu modelo mais famoso, a Hunter Original Green Wellington (a bota de cor verde militar), primeira bota ortopédica (mais confortável) feita pela empresa. Também conhecidas como Wellies, abreviatura para Wellington, as botas de montaria (ainda em couro) para uso no campo ganharam esse nome no início do século XIX, quando seu uso foi popularizado entre a nobreza britânica pelo Primeiro Duque de Wellington, Arthur Wellesley. Inicialmente as vendas foram fracas, mas com o tempo o modelo se tornou um verdadeiro sucesso, impulsionando as vendas da marca.


As botas HUNTER ganharam ainda mais impulso e popularidade quando receberam o certificado de fornecedor real (Royal Warrants by Appointment) de calçados impermeáveis do Duque de Edimburgo (em 1977) e da Rainha Elizabeth II (em 1986), o que contribuiu para sua fama de material de qualidade. No final da década de 1980, a HUNTER ingressou no mercado de roupas impermeáveis para a prática de esportes aquáticos. Nos anos seguintes a HUNTER continuou crescendo no mercado e conquistando novos consumidores. No ano de 2004, para comemorar os 50 anos da Hunter Original Green Wellington, a marca lançou no mercado uma linha da tradicional bota de borracha em sete cores diferentes. Era o início da transformação das famosas galochas em acessórios de moda. A coleção ainda continha a linha de botas infantis.


A marca ganhou ainda mais notoriedade no mundo da moda em 2005 quando a bela modelo Kate Moss resolveu aparecer no festival de Glastonbury, um dos mais reconhecidos festivais de música do mundo, com um short curto e um par de galochas da HUNTER. Foi um verdadeiro e frenético sucesso no mundo fashion. A partir deste momento, os profissionais da moda começaram a usar as galochas para compor seus visuais para dias chuvosos. Aproveitando a oportunidade a HUNTER iniciou o lançamento de diversos modelos para serem usados nas cidades, nas baladas, além é óbvio de uma de uma linha especial de galochas para festivais de verão, onde a marca tem forte presença, blindando os pés da galera contra a lama com estilo. Outra novidade foi o lançamento de uma linha de botas que mistura materiais como a borracha e tecidos. A marca também iniciou sua expansão internacional, com a apresentação de suas botas em vários países, como por exemplo, através da inauguração de um showroom em Nova York. Além disso, realizou parcerias com estilistas e designers consagrados para o lançamento de linhas em edições limitadas, como por exemplo, a galocha prateada assinada por Jimmy Choo.


Nos anos seguintes a HUNTER ampliou sua linha de produtos com o lançamento de chinelos (de borracha), sandálias, botas para montaria, além de meias (fabricadas especialmente para serem usadas em suas galochas, deixando um pedaço para fora na parte superior), guarda-chuva, roupas (casacos e capas de chuva com materiais impermeáveis), bolsas, mochilas e acessórios. Mais recentemente a marca lançou um novo modelo de suas tradicionais galochas de cano alto, a Hunter Tall Tour, feita em uma borracha mais maleável, justamente para poder ser dobrada e levada em malas nas viagens. Em 2014, a HUNTER inaugurou sua primeira flagship store (loja âncora) na badala Regent Street, em Londres. A enorme loja de três andares e 1.600 m² oferece todas as coleções da marcas, incluindo calçados, roupas e acessórios, além da linha HUNTER FIELD, que oferece botas e calçados de alto desempenho para atividades ao ar livre.


As botas da linha Original, as mais clássicas da marca, oferecem as versões Tall (cano mais alto), Gloss (com brilho), Short (cano mais curto), Adjustable (com ajuste na lateral), Back Adjustable (com ajuste na parte de trás), Neoprene (nesse material), Snow (ideal para uso na neve), Huntress (com cano mais largo na panturrilha e mais curta, ideal para mulheres de perna mais curta e grossa), Tour (dobrável) e Tour Canvas (dobrável com cano em tecido). Além de cores diferentes, existem modelos que trazem detalhes com listras, com a bandeira do Reino Unido (conhecida como Union Jack) e até peças em metal. A marca ainda oferece outras linhas de botas, como por exemplo, a Balmoral (com visual mais pesado, parecido com botas de couro, e material mais resistente), a Sandhurst (mais justa, no estilo bota de montaria) e a Argyl (voltada para o trabalho no campo).


A linha de botas da HUNTER tem diferentes medidas. Além do tamanho do pé, as botas variam em largura e na altura do cano. O modelo tradicional, a chamado Original Tall, por exemplo, tem o cano bem longo. A bota é feita de um material resistente, possuí design especial, ótima qualidade, solado antiderrapante, além de ser fácil de limpar e proteger os pés do frio e da água. Consideradas as melhores botas de borracha do mundo, os modelos da HUNTER são capazes de proteger os pés das condições mais adversas, sempre em grande estilo e com o maior conforto. E mesmo sem chuva, lama ou poças, usar HUNTER é um estilo descolado.


A identidade visual 
A HUNTER utiliza dois logotipos distintos, um para imagem corporativa (que possui os brasões reais, indicando ser fornecedora oficial do Duque de Edimburgo e da Rainha Elizabeth II) e outro estampado em seus produtos (que ganha bordas vermelhas). Nas botas esse último logotipo é usado na parte frontal.


Dados corporativos 
● Origem: Escócia 
● Fundação: 1856 
● Fundador: Henry Lee Norris e Spencer Thomas Parmelee 
● Sede mundial: Edimburgo, Escócia 
● Proprietário da marca: Hunter Boot Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: James Seuss 
● Diretor criativo: Alasdhair Willis 
● Faturamento: £95 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1 
● Presença global: 35 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Botas, galochas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Burberry, Le Chameau, Palladium, Aigle, Chooka e Kamik 
● Ícones: A galocha em tom verde militar 
● Website: www.hunterboots.com 

A marca no mundo 
Atualmente a linha de produtos da HUNTER, que além das famosas galochas (em diversos modelos, cores e texturas), oferece sapatos e até sandálias, além de itens como capas de chuva, casacos, guarda-chuva, meias para galochas e bolsas, é comercializada em mais de 35 países ao redor do mundo. Os produtos da marca são vendidos através de seu comércio online, badaladas lojas de departamentos e varejistas especializados em calçados, além da única loja própria da HUNTER, localizada em Londres. 

Você sabia? 
Até a princesa Diana apareceu desfilando as botas HUNTER minutos antes de seu casamento. 
As botas originais da HUNTER são feitas de borracha vulcanizada com forro de náilon ou malha. Embora sempre evoluindo, a marca permanece fiel à fabricação original em 28 partes. 
Para a limpeza das botas, a marca oferece a Hunter Boots Shine, uma esponja de silicone que dá um acabamento polido imediato, além de um spray específico. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 22/10/2015

19.10.09

SETE LÉGUAS


As tradicionais botas SETE LÉGUAS apresentam características como alta resistência à abrasão, rasgamento e tração, solado antiderrapante e principalmente são confortáveis e flexíveis, ótimas para o uso diário em centenas de situações que exigem segurança. Mas o ponto forte da marca, sem dúvida, é a variedade de modelos. Elas são vistas desfilando em hospitais, cozinhas industriais, postos de gasolina, fazendas, cooperativas, na agroindústria e, mais recentemente, nos pés de crianças como acessórios de moda. 

A história 
Tudo começou em 1961 quando a empresa São Paulo Alpargatas, fundada em 1907, lançou no mercado a marca SETE LÉGUAS, iniciando a produção e comercialização através da bota de borracha vulcanizada (SETE LÉGUAS TRATOR), produto direcionado para o uso diário daqueles que trabalhavam na agricultura, agropecuária, construção civil e outras ocupações árduas que necessitavam uma excelente proteção para os pés. Rapidamente, era possível reconhecer em fotos estampadas, em jornais e revistas, as botas da linha Trator calçando os pés dos operários que ainda finalizavam a construção de Brasília, e dos trabalhadores do agronegócio. Alguns anos depois, em 1970, foi lançado no mercado o primeiro produto de PVC da marca SETE LÉGUAS, o modelo CAPATAZ na cor preta, seguido pela cor branca, que visava atender frigoríficos, indústrias alimentícias, laticínios, apiários, entre outros segmentos. As botas de PVC, que tinham preços mais acessíveis, ofereciam maior resistência à corrosão de alguns produtos químicos e rapidamente se tornaram presença obrigatória em vários segmentos da indústria.


Ainda nesta década, com o intuito de atender a uma faixa de mercado até então explorada somente pela concorrência (infanto/juvenil/feminina), a marca lançou a botinha TODA VIDA em 1976, inicialmente na cor preta, com uma forma e modelagem que calçavam com conforto e permitiam boa mobilidade. Com o relativo sucesso da cor preta, pouco depois, a marca lançou a botinha em outras cores como azul marinho, vermelho e amarelo, que teve excelente aceitação, inclusive por lojas sofisticadas de calçados. Esse modelo de bota foi bem aceito pelos consumidores por diversos fatores, entre os quais, a proteção para os dias chuvosos, o aspecto fashion e o fato de agradar o público infantil. Como mais uma opção de uso, em 1977, foi introduzida a bota Toda Vida com colarinho em tecido, cujas vendas foram suspensas por não terem sido bem aceitas pelo mercado. Em 1978, surgiram normas oficiais que tornaram obrigatória a adoção de equipamentos de proteção individual certificados e aprovados pelo Ministério do Trabalho. A SETE LÉGUAS obteve a certificação ao atender todas as exigências da nova regulamentação.


Em 1983 o mercado recebeu outro produto inédito e diferenciado: a SETE LÉGUAS PRO, bota bicolor com solado especial próprio para resistir a respingos de sangue, detergentes e temperaturas mais baixas, como as encontradas em frigoríficos e aviários. Nos anos de 1990 as linhas começaram a ganhar maior especialização e voltaram-se para segmentos específicos como as botas de borrachas especiais para o combate a incêndios. Já o modelo SL-Flex, botinha de PVC com cano baixo, para uso doméstico, jardinagem, laboratórios, hospitais, camping e lazer de um modo geral, foi lançado no mercado em janeiro de 2000. No ano seguinte, tendo como principal objetivo diversificar os modelos das linhas Toda Vida e SL-Flex, foi lançado, nos meses de março e abril, respectivamente, as versões em PVC Cristal e Star, onde as botas assumiam a cor do forro interno de poliéster. A linha Star levava ainda Glitter na cor prata proporcionando um visual futurista. Foi justamente a partir deste momento que a marca começou, ainda que de forma tímida, a investir no mercado de moda visando como público alvo as mulheres jovens e antenadas com o mundo fashion.


Ainda este ano a marca investiu em novas tecnologias para lançar no mercado as botas impermeáveis de PVC, com palmilhas e biqueiras de aço, batizadas de SETE LÉGUAS Tech Master, Tech Boot e Tech Term. A partir de 2006, seguindo a tendência internacional em utilizar as galochas como acessórios de moda, elas pipocaram nas passarelas brasileiras, aparecendo lindas e coloridas em desfiles importantes, como o São Paulo Fashion Week. Pouco depois, marca desenvolveu uma linha estampada baseada no que havia de mais moderno no mundo da moda. Eram 19 estampas com temas como xadrez, listras horizontais e flores, além do forro, que acrescentava ainda mais apelo estético. Confeccionadas com a mais alta tecnologia, tinham palmilha desenvolvida com matéria-prima reciclada de garrafa PET, elas não demoraram muito para ganharem as ruas de todas as cidades nos pés das mulheres e crianças mais modernas e antenadas.


Porém nos últimos anos a marca resolveu focar seus esforços somente no segmento profissional (cujas botas possuem tecnologia de ponta que garante maior durabilidade, conforto e segurança para nossas botas), mas manteve a linha infantil. Essas tecnologias são para reduzir o impacto no calcanhar, proporcionando menos fadiga no trabalho e maior conforto; proteger os pés em ambientes molhados e úmidos, garantindo impermeabilidade; resistir no trabalho ao sol ou em ambientes de alta temperatura; proporcionar maior estabilidade em terrenos com inclinação, evitando o escorregamento; eliminar micro-organismos causados pelo suor no trabalho diário; e proteger os dedos contra impactos na queda de objetos pesados ou pontiagudos. Alguns modelos ainda possuem solado com alto teor de borracha nitrílica que confere resistência para substâncias agressivas, como óleos graxos, sangue animal e produtos tóxicos.


Hoje em dia a marca SETE LÉGUAS atua em 5 diferentes segmentos de mercado: Agronegócio (calçados direcionados a cooperativas e indústrias agrícolas, pecuária, apicultura e pesca), Construção Civil (calçados direcionados a construção civil em geral), Alimentícia (calçados direcionados a abatedouros, cozinhas industriais, fazendas produtoras de alimentos e leite, frigoríficos, indústrias alimentícias e laticínios), Indústria (calçados direcionados a indústrias química e mecânica, mineradoras, laboratórios, postos de gasolina, siderúrgicas, petróleo e gás) e Infantil (galochinhas coloridas, estampadas e com personagens infantis).


O famoso jingle 
No final dos anos de 1970 a marca se tornou extremamente conhecida pelo jingle: 

Sete Léguas, Sete Léguas 
É a bota ideal 
Sete Léguas na lavoura 
Sete Léguas no quintal 
Quem com Sete Léguas anda 
Certamente vai melhor 
Dura sete vezes sete 
Sete mil, setenta e sete 
Sete Léguas, Sete Léguas...


Os slogans 
Seus pés à prova de tudo. 
O perigo atrai. Sete Léguas protege. (2012) 
Seus pés a sete léguas de qualquer perigo. (2012) 
Tão profissional quanto você. (2009)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1961 
● Criador: São Paulo Alpargatas S.A. 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Alpargatas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Diretor Presidente: Márcio Luiz Simões Utsch 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Botas profissionais e galochas 
● Concorrentes diretos: Vulcabras, Crival, Bracol, Italbotas, Fujiwara, Pega Forte, Crocs e Calfor 
● Slogan: Seus pés à prova de tudo. 
● Website: www.seteleguas.com.br 

A marca no Brasil 
As botas SETE LÉGUAS, presentes no mercado há mais de 50 anos e produzidas na cidade de João Pessoa na Paraíba, já venderam mais de 75 milhões de pares, sempre produzidos dentro dos melhores padrões de qualidade, procurando atender as exigências técnicas dos calçados voltados para segurança e proteção dos usuários. As variadas opções de modelos são comercializadas em todo o Brasil. 

Você sabia? 
● A bota Capataz foi eleita, em 2011, o produto de maior rentabilidade pelos lojistas do setor de construção civil, razão pela qual foi premiada pela revista Revenda e Construção. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 25/10/2017