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29.10.14

GOPRO


Você pode até não conhecer a GoPro, mas com certeza já viu fotos ou vídeos capturados por suas câmeras. Verdadeira febre entre esportistas e aventureiros, as versáteis câmeras digitais da marca americana retratam fielmente imagens e vídeos de um ângulo jamais visto antes. Quando o assunto é captura de imagens em ação a GoPro é capaz de transformar momentos em experiências inesquecíveis para os olhos. Ou como diz seu slogan “BE A HERO” (Seja um herói). 

A história 
Tudo começou com o americano Nicholas Woodman, formado em artes visuais pela Universidade da Califórnia e praticante assíduo de esportes radicais, especialmente o surfe, que sempre sonhou fazer grandes imagens de suas aventuras pelo mundo, mas nunca conseguiu. Isto porque os fotógrafos normalmente não estavam preparados para chegar onde os surfistas estavam. Foi então que Nick, como era conhecido, teve uma ideia que iria mudar sua vida. E se houvesse uma câmera portátil, resistente e à prova d’água capaz de registrar os momentos mais incríveis de um ponto de vista único. E para registrar imagens de boa qualidade enquanto pegava ondas, ele amarrou sua câmera de 35mm ao pulso para bater fotos. Em março de 2002, durante uma temporada de surfe nas agitadas águas da Austrália e da Indonésia, ele resolveu testar a câmera e capturou imagens únicas de um ângulo surpreendente. Surgia neste momento a visão empreendedora do jovem Nick. Para financiar a ideia, o empresário, juntamente com sua futura mulher, Jill, comprou em Bali 600 colares feitos de concha por US$ 1.90 e os revendeu nas praias da costa da Califórnia por US$ 60 cada um. Com o valor arrecadado, mais um empréstimo de US$ 35.000, conseguido com a mãe, Concepcion Socarras, e mais US$ 200 mil do pai, um banqueiro da Califórnia, ele começou a investir em seu novo e promissor negócio.


Ainda em 2002, no mês de outubro, ele fundou oficialmente a Woodman Labs Inc. Por quase dois anos, Nick ficou trancado em seu quarto por 18 horas diariamente, trabalhando em seus protótipos de câmeras e acessórios. O resultado de tamanho esforço foi uma câmera analógica que utilizava filme de 35mm. Ou seja, apenas fotos e nada de vídeos (por enquanto). Batizada de GP HERO era muito semelhante á uma câmera descartável convencional e vinha equipada com uma grande lente angular de 28mm (livre de foco), um case para utilizar embaixo d’água (até 5 metros), uma alça para fixação no pulso, um adaptador para luvas e um cabo para disparo rápido. Todos esses apetrechos eram o diferencial da nova câmera, desenvolvida e criada, principalmente, para que os surfistas conseguissem tirar seus famosos selfies enquanto pegavam ondas. E para isso bastava prender a GP HERO no pulso e ao movimentá-lo para cima, o cabo de disparo rápido entrava em ação e a foto era batida. A novidade possibilitava que surfistas registrassem imagens fantásticas sem precisar de um fotógrafo ou alguém do lado de fora para fazer isso. A câmera, produzida pelo fabricante chinês Hotax, começou a ser vendida em setembro de 2004 por US$ 19.99.


Inicialmente ele vendeu os equipamentos a amigos adeptos da prática de esportes radicais e para lojas de surfe da Califórnia, para quais entregava as câmeras em uma VW Kombi ano 1971. Prometia aos surfistas e praticantes de esportes radicais um equipamento confiável para ajudar a registrar os momentos mais inacreditáveis. E eles compraram, e gostaram. Nesta época a GoPro era uma empresa de um homem só: Nick era engenheiro de produto, responsável por pesquisa e desenvolvimento, vendedor, embalador e, é claro, garoto-propaganda. Para promover sua própria invenção, ele a usava em qualquer lugar. A primeira grande encomenda, no entanto, aconteceu ainda em 2004, quando a GoPro fechou a venda de 100 equipamentos para uma feira de esportes de ação no Japão. Em 2005 a empresa vendeu 35.000 câmeras. Nos anos seguintes, a GoPro literalmente estendeu-se pelos sete mares e arrebentou com as fronteiras que a limitava ao universo do surfe. Suas câmeras passaram a ser utilizadas para registrar basicamente qualquer situação que exija versatilidade de ângulos e facilidade de manuseio. Isto porque, podiam ser instaladas em praticamente qualquer lugar, de asas-deltas e capacetes a pranchas, skates, diversas partes do corpo e até coleiras de cachorro. O sucesso foi comprovado quando canais de TV (National Geographic e Discovery Channel) passaram a utilizar câmeras da GoPro para registar e filmar documentários ou aventuras. A mudança de perspectiva também foi muito importante no desenvolvimento da marca GoPro. Afinal, a câmera permitia que fotos fossem tiradas de ângulos incomuns, contribuindo para a criatividade de fotógrafos amadores e profissionais ao redor do mundo.


Outro fator de sucesso foi o desenvolvimento da câmera original. A cada nova versão foi adicionada novas funcionalidades, o tamanho da câmara foi sendo reduzido, o tempo da bateria aumentado, entre outras coisas. Por exemplo, em 2006, a empresa introduziu sua primeira câmera digital, que tinha capacidade para gravar vídeos de apenas 10 segundos e não captava áudio. No ano seguinte foi introduzida a DIGITAL HERO 3, que possuía recursos de vídeo e áudio ilimitados, além de aguentar até 30 metros de profundidade. Em 2008 foi a vez da DIGITAL HERO 5, com 16mb de memória interna e primeira câmera a utilizar uma lente com ângulo de 170 graus de amplitude, que aguentava até 100 metros de profundidade. Já no início de 2010, a GoPro deu um salto na questão tecnológica ao lançar a HERO HD, câmera de alta definição. Começava então outra revolução na empresa com aumento considerável nas vendas. Mais recentemente, no final de 2013, a empresa lançou a HERO 3+, câmera com 10 megapixels para fotos e 1080 pixels para vídeos em alta resolução (permite filmar em resolução de até 4K), equipada com WI-FI quatro vezes mais rápido, bateria com 30% a mais de duração, 20% menor e mais leve. Com todos esses avanços, as câmeras da GoPro podiam ser utilizadas para filmar, filmar em câmera lenta (slow motion) ou simplesmente tirar fotos, tudo com alta qualidade.


Em dezembro de 2012, o empresário americano vendeu 8.88% de participação da GoPro para a Foxconn, a conhecida fabricante chinesa de produtos eletrônicos, que monta aparelhos como o iPhone e o iPad para a Apple. O negócio foi fechado por US$ 200 milhões, dinheiro utilizado para a expansão da empresa em outros países e o desenvolvimento e lançamento de novos produtos. Em meados de 2014, a empresa abriu seu capital na Nasdaq, bolsa americana que concentra empresas de tecnologia, arrecadando US$ 427 milhões. Pouco depois, lançou no mercado sua nova câmera, HERO 4, equipada com tela touchscreen integrada, capaz de capturar vídeos a 60 quadros por segundo em altíssima resolução (4K), além de uma nova lente de 13Mp e melhorias na gravação no escuro. A GoPro também se apoia na produção de conteúdo para impulsionar as vendas. Para isso, disponibilizou aos consumidores o GoPro Studio, um editor de vídeos para usuários das câmeras, cujos principais recursos são a adição de conteúdo multimídia e efeitos aos vídeos, conversão para novos formatos e edição de gravações. Além disso, disponibiliza um aplicativo para controlar a câmera remotamente, reproduzir e compartilhar o conteúdo, ou até mesmo assistir aos “melhores” vídeos no canal GoPro.


Desde 2002 esse foi o caminho percorrido pela GoPro até evoluir ao estágio atual para que milhões de aventureiros, esportistas e entusiastas amadores tenham a oportunidade de fazer produções cinematográficas e ótimas fotos apenas com uma única e pequena câmera na mão.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2002 
● Fundador: Nicholas Woodman 
● Sede mundial: San Mateo, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: GoPro, Inc. 
● Capital aberto: Sim (2014) 
● CEO: Nicholas Woodman 
● Presidente: Tony Bates 
● Faturamento: US$ 985.7 milhões (2013) 
● Lucro: US$ 60.4 milhões (2013) 
● Valor de mercado: US$ 8.6 bilhões (outubro/2014) 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 650 
● Segmento: Eletrônicos 
● Principais produtos: Câmeras digitais e acessórios 
● Concorrentes diretos: Sony, Nikon, Canon, Polaroid, Toshiba e Garmin 
● Slogan: Be a HERO. 
● Website: www.gopro.com 

A marca no mundo 
Atualmente a GoPro, líder absoluta de seu segmento no mundo, comercializa sua linha de câmeras e acessórios em mais de 100 países. Em 2013 a empresa vendeu mais de 3.8 milhões de câmeras no mundo inteiro. Segundo dados do setor, a GoPro detém mais de 30% de participação de mercado no segmento de filmadoras de bolso no mercado americano. 

Você sabia? 
A GoPro também investe em patrocínios de eventos e atletas. Entre os quais o surfista Kelly Slater. 
Além de ter sido um produto inovador, explorando um nicho ainda não pensado pelos grandes fabricantes, são os conteúdos compartilhados pelos utilizadores na internet que “espalham” a marca, fazendo assim uma publicidade gratuita e espontânea. 
O empreendedorismo de Nick Woodman o tornou bilionário com apenas 39 anos, dono de uma fortuna avaliada em US$ 1.3 bilhões. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 29/10/2014

6.8.06

CANON


Pioneira desde a captura de imagem à impressão, transmissão e partilha, passando pela manipulação e gestão de imagens, a CANON propõe tecnologias de elevada qualidade para todos os setores de atividade em todo o mundo. 

A história 
A história da empresa teve origem no ano de 1933 quando foi inaugurado o Laboratório de Instrumentos de Precisão Ópticos (em inglês Precision Optical Instruments Laboratory), localizado no terceiro andar de um apartamento da cidade de Tóquio, por um jovem apaixonado por fotografia de nome Goro Yoshida e seu cunhado Saburo Uchida. O principal objetivo dos dois jovens era fazer manutenção e fabricar máquinas fotográficas de alta qualidade a um preço muito menor do que as existentes no mercado, até então exclusivamente importadas e muito caras. No mês de junho do ano seguinte a empresa produziu a primeira máquina fotográfica de 35 mm japonesa com foco plano, batizada de “Kwanon”, nome que teve origem na Deusa da Misericórdia da religião budista, chamada Kuan Yin. Essa câmera foi construída com a ajuda de um grande amigo de Uchida, o Dr. Takeshi Mitari, que depois viria a se tornar presidente da empresa.


O nome CANON foi registrado como marca exatamente no dia 26 de junho de 1935. A palavra foi alterada em virtude da pronúncia, por ter um som semelhante ao nome do primeiro produto da empresa, e pelo significado de “Kwanon” implicar em precisão, representando exatamente os ambiciosos objetivos da empresa no que se referia ao desenvolvimento de tecnologias avançadas. Dois anos depois, no dia 10 de agosto, a empresa mudou de nome, surgindo assim à antecessora da CANON: Seiki-Kōgaku Kenkyūsho. O Dr. Takeshi Mitari se tornou o presidente da nova empresa, que reunia um pequeno grupo de inventores e cientistas do antigo Laboratório de Instrumentos de Precisão Ópticos. No ano de 1940 a empresa fabricou a primeira câmara de raios-x japonesa. A primeira sucursal nos Estados Unidos foi inaugurada em 1955, iniciando assim a internacionalização da marca. No ano seguinte lançou a Canon Cine 8T, primeira câmera 8mm para cinema do país, com avançada tecnologia, ingressando assim no milionário segmento do cinema; criou a subsidiária europeia em 1957; e pouco depois, em 1958, a primeira lente objetiva de foco variável estreou no mercado.


No final desta década, a CANON introduziu uma linha de equipamentos para escritórios, composta por aparelhos como as copiadoras e acessórios para máquinas de escrever. Na década de 1960 a CANON introduziu no mercado várias novidades como a primeira calculadora com 10 teclas, o Canofax eletrônico (em 1965) e a primeira fotocopiadora de papel normal (1968). Mais tarde, diversificou-se e expandiu suas atividades com o lançamento das impressoras a laser (LBP) e bubble jet (conhecidas como impressoras BJ) nos anos de 1980. Após a introdução da EOS D30 em 2000, uma época em que a propagação das câmeras digitais SLR estava em pleno andamento, a CANON desenvolveu tecnologias avançadas, tais como sensores de propriedade CMOS e processador de imagem digital de alto desempenho, o DIGIC. Além disso, desenvolveu também uma extensa linha de lentes EF, em um esforço para cumprir os novos conceitos-chave de alta velocidade, facilidade de uso e alta qualidade de imagem.


Em 2005 a CANON lançou uma nova campanha publicitária com o slogan imageANYWARE, que simbolizava um ambiente sem fronteiras de pessoas, dispositivos, imagens e informações, o que permitia viver e trabalhar da forma que quiser, a qualquer hora e em qualquer lugar. Era uma afirmação à própria empresa e aos seus clientes de que a CANON não era simplesmente uma empresa de copiadoras e câmeras, mas também capaz de oferecer soluções de imagens totalmente integradas para o ambiente de negócios e doméstico. No mês de março de 2014 a empresa celebrou marcos de grande importância. Primeiro, atingiu o número de 250 milhões de câmeras digitais fabricadas, incluindo modelos compactos e SLRs. Depois também comemorou o 11º ano consecutivo como líder do mercado no segmento de câmeras digitais SLRs. Em fevereiro deste ano a empresa já havia anunciado a produção de 70 milhões de câmeras da série EOS.


Mais recentemente a marca japonesa lançou o Canon Camera Connect, um aplicativo para transferir imagens gravadas com câmeras CANON compatíveis para smartphones/tablets. Ao ligar a câmera ao Wi-Fi (ligação direta ou através de router wireless) é possível transferir e guardar as imagens da câmera para um smartphone ou também disparar à distância com visualização ao vivo da câmera de um smartphone. Em 2018, a CANON anunciou o encerramento das vendas da sua última câmera analógica, chamada EOS-1V, e que havia sido lançada em 2000, sendo a última SLR com compatibilidade com filmes de 35 milímetros.


Atualmente a CANON se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias de gerenciamento de documentos e de imagem e pela fabricação de uma ampla variedade de produtos que vão desde câmeras, copiadoras, fax e impressoras, até equipamentos óticos para a indústria de semicondutores e lentes profissionais para broadcasting. Em cada linha de produtos que desenvolve a CANON considera como desafio próprio nada menos que atingir seu padrão de excelência de tecnologia em todo o mundo, quase sempre resultando em destacadas posições de liderança nos mercados onde atua. A CANON é uma das raras marcas que pode se orgulhar de sua presença nos segmentos profissional e amador. A vasta gama de soluções de impressão e de gestão de documentos destina-se a uma clientela muito diversificada, desde empresas multinacionais e governos, passando pelos trabalhadores independentes ou meros amantes amadores da fotografia.


A linha do tempo 
1952 
Lançamento da CANON IVSb, primeira câmera de 35mm com flash sincronizado. 
1954 
Desenvolvimento, em parceria com o NHK Science and Technical Research Laboratories, de uma câmera especificamente para gravações de televisão. 
1958 
Lançamento das primeiras lentes objetiva com foco variável. 
1961 
Lançamento da primeira máquina fotográfica CANONET, equipada com um novíssimo mecanismo de exposição automática. 
1964 
Lançamento da CANOLA 130, primeira calculadora eletrônica de dez teclas do mundo. 
1965 
Lançamento do CANOFAX 1000, primeiro aparelho de fax da marca. 
1970 
Lançamento da NP1100, primeira fotocopiadora da marca. 
1973 
Lançamento da primeira copiadora colorida. 
1979 
Lançamento da LBP-10, impressora que utilizava um semicondutor a laser. 
1981 
Lançamento do sistema de vídeo CVC. 
Lançamento da copiadora NP-8500 SUPER, capaz de fazer 135 cópias por minuto. 
1982 
Lançamento das primeiras copiadoras com cartuchos recarregáveis. 
Lançamento das primeiras máquinas de escrever eletrônicas. 
1983 
Lançamento do My Card, calculadora do tamanho de um cartão de crédito. 
1985 
Lançamento da BJ-80, primeira impressora inkjet que utilizava tecnologia jato de tinta. 
1987 
Lançamento da CLC-1, uma copiadora digital totalmente colorida. 
Lançamento da linha de câmeras EOS (que significa em português “Sistema Óptico Elétrico” e leva também o nome da deusa grega do amanhecer). Essa nova geração de câmeras AF SLR incorporava o primeiro sistema de baionetas com contatos eletrônicos, alcançando controle completo, não apenas entre a lente e o corpo, mas em todo o sistema da câmera. 
Apresentada pela primeira vez em março, juntamente com o sistema de câmeras EOS SLR, a lente CANON EF incorporou, ao longo dos anos, uma série de tecnologias inovadoras inicialmente desenvolvidas pela CANON, como a lente Ultrasonic Motor-powered (USM); o Estabilizador de Imagem (IS), que compensa os efeitos da trepidação da câmera; tecnologia anti-reflexo, Subwavelength Structure Coating (SWC); e o elemento ótico difrativo de múltiplas camadas (DO). A atual linha de lentes CANON EF é composta por mais de 65 modelos, que variam desde lentes grandes angulares, lentes equipadas com estabilizador de imagem, até as super-telefotos zoom. 
1989 
Lançamento da câmera profissional EOS-1, que utilizava os conceitos-chave de alta velocidade e facilidade de uso. 
1990 
Lançamento de uma linha de impressoras do tamanho de um computador portátil. 
1992 
Lançamento da PowerShot 600, primeira câmera digital da empresa japonesa. 
1993 
Lançamento da câmera compacta EOS KISS, que ganhou a aceitação de muitos usuários. 
1995 
Lançamento da EOS DCS 3, primeira câmera digital SLR. 
1997 
Lançamento de suas primeiras filmadoras digitais, ingressando assim no segmento de vídeo digital. 
2000 
Lançamento da IXUS DIGITAL, a menor e mais leve máquina com 2.0 megapixels do mercado na época. 
2005 
Lançamento de sua primeira filmadora de alta definição. 
2010 
Lançamento pela primeira vez no mundo, da lente com zoom olho de peixe, que captura imagens circulares e retangulares. 
2013 
Lançamento do monitor 4K de 30 polegadas DP-V3010 para uso profissional, ingressando assim no mercado de exibição de produção de vídeo 4K. 
2018 
Lançamento da CANON EOS R, sua primeira câmera mirrorless full frame (que não usa o sistema de espelhos e têm sensores equivalentes ao das tradicionais máquinas de filme, com 35mm) com o novo sistema de montagem RF com quatro lentes.


A filosofia corporativa 
Desde sua constituição, a CANON destaca-se pelo alto grau de motivação de seus colaboradores, resultado da bem sucedida implantação de planejamento corporativo apoiado em três pilares básicos: 
● Uma filosofia de gerenciamento, representada pela expressão japonesa “Kyosei” resumida em “viver e trabalhar unidos para o bem-estar comum”, que acredita que todas as pessoas, independente de raça, religião ou cultura podem trabalhar juntas em harmonia contribuindo para um futuro melhor. 
● A aplicação anual de pelo menos 10% do resultado das vendas em Pesquisa & Desenvolvimento (a empresa foi a terceira maior dos Estados Unidos em número de patentes em 2017 e sustenta um investimento diário de US$ 6 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias). 
● A proteção contra instabilidades locais, traduzida por forte presença global.


Á serviço dos fotógrafos 
O Canon Professional Services existe desde 1973, criado sob o nome de Canon Salon. É um programa que apoia fotógrafos profissionais alugando ou emprestando equipamentos para a cobertura de grandes eventos esportivos. Em todos esses eventos, os profissionais da CANON levam os melhores equipamentos para que o fotógrafo tenha a melhor experiência possível. Afinal, quem vive de boas imagens sabe a importância de se registrar fotos perfeitas. A mensalidade deste programa também dá direito a limpeza e verificação de equipamento, acesso a lançamentos, treinamentos e descontos. Por exemplo, nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, os fotógrafos cadastrados no programa podiam pegar o equipamento emprestado, sem custo adicional. Eram 78 profissionais da CANON trabalhando no evento e atendendo mais de 1.600 fotógrafos que foram credenciados para a cobertura através desse programa. Atualmente, o CPS está presente em aproximadamente 40 países ao redor do mundo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O primeiro logotipo adotado pela marca japonesa era a imagem da Deusa Budista da Misericórdia: Kwanon, que possuía 1.000 braços e cuspia fogo, o que justifica as chamas que faziam parte da identidade visual. Em 1935, não somente o logotipo, mas também o nome da empresa foi modificado para CANON. O logotipo, que representava as perspectivas globais da empresa, foi desenhado por um designer especializado em publicidade, onde a letra C ganhava enorme destaque. Uma nova e sutil mudança ocorreu em 1953. Pouco depois, em 1956 surgiu o logotipo atual da marca CANON. Atualmente, este logotipo com sua coloração vermelha viva é reconhecido nos quatro cantos do mundo.


Os slogans 
Live for the story. (2017) 
Canon See Impossible. (2014) 
Power to your next step. (2013) 
Delighting You Always. (2008) 
Advanced Simplicity. (2007) 
We speak image. (2006) 
ImageANYWARE. (2005) 
Canon. Yes, you can. (2003) 
You can. (2002) 
Imaging across networks. (2000) 
Cameras in the right hand, business machines in the left. (1967) 
Make it possible with canon.


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 10 de agosto de 1937 
● Fundador: Takeshi Mitarai, Goro Yoshida e Saburo Uchida 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Canon Incorporated 
● Capital aberto: Sim (1949) 
● Chairman & CEO: Fujio Mitarai 
● Presidente: Masaya Maeda 
● Faturamento: US$ 36.6 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 2.1 bilhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 41 bilhões (outubro/2018) 
● Valor da marca: US$ 10.380 bilhões (2018) 
● Presença global: 200 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 197.700 
● Segmento: Fotografia e Imagem 
● Principais produtos: Câmeras, copiadoras, scanners e impressoras 
● Concorrentes diretos: Nikon, Kodak, Konica Minolta, Leica, Sony, Panasonic, Olympus, Fujifilm, Ricoh, Xerox, Brother, Epson e HP 
● Slogan: Live for the story. 
● Website: www.canon.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca CANON está avaliada em US$ 10.380 bilhões, ocupando a posição de número 55 no ranking das marcas mais valiosas do mundo em 2018.

A marca no Brasil 
Desde 1974 no país, a CANON atua no fornecimento de equipamentos e soluções de tecnologia de imagem, visando atender o público nacional com competência e know-how de uma marca líder mundial no segmento. Atualmente é responsável pela distribuição de equipamentos e soluções na linha de impressão, controle e gerenciamento de documentos, com equipes especializadas para atendimento de pequenas, médias e grandes empresas e revendedores autorizados espalhados por todo o território nacional. A distribuição das linhas de consumo, como por exemplo, câmeras digitais, filmadoras, scanners e impressoras de uso pessoal, são comercializadas por distribuidores exclusivos da marca.


A marca no mundo 
Atualmente a CANON, que fabrica além das tradicionais câmeras fotográficas, filmadoras fax, copiadoras, scanners, impressoras e equipamentos médicos (como aparelhos de ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada), comercializa seus produtos em mais de 200 países, empregando mais de 197 mil pessoas. Mais de 60% do faturamento mundial da empresa superior a US$ 36 bilhões em 2018 provém de soluções destinadas ao mercado corporativo. 

Você sabia? 
Pronuncia-se “Canon” e não “Cânon” como muitos falam, pois a marca é japonesa e não americana. 
Localizado na sede da empresa, em Tóquio, o Museu da Canon, inaugurado em 30 de setembro de 1996, reúne alguns dos modelos (máquinas e lentes) mais importantes da história da marca e, por consequência, da história fotografia. 
Em 2003, o primeiro aparelho de raio-x portátil do mundo produzido pela empresa foi utilizado para reconstruir a face de uma múmia egípcia, que acredita-se ser da Rainha Nefertiti. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 17/10/2018

13.6.06

FUJIFILM


Pioneira no desenvolvimento de tecnologias digitais e maior fabricante mundial de produtos fotossensíveis, o nome FUJIFILM significa muito mais que fotografias de alta qualidade. Ele representa o desenvolvimento de tecnologia e a fabricação de produtos da mais alta qualidade quando o assunto é imagem. Por tudo isso, a marca japonesa está ajudando a tornar o mundo um lugar melhor, mais nítido, mais saudável e muito mais interessante. 

A história 
Foi no ano de 1934, em uma pequena cidade localizada na base do mais famoso cartão postal do Japão - o Monte Fuji - que surgiu a primeira fábrica da FUJIFILM no dia 20 de janeiro fundada por Sakae Haruki. Criada para produzir filmes cinematográficos, a aposta parecia arriscada já que a ideia era investir em um segmento que, na época, dava os primeiros passos. Seu primeiro produto foi a película 35 mm para cinema. Somente um mês depois tem início à produção de filmes fotográficos, papel para impressão, chapas a seco e outros materiais fotossensíveis. Em 1936, a nova empresa já ingressava em um novo segmento de mercado ao iniciar a produção de películas para Raio-X e outros materiais médicos.


Pouco depois, em junho de 1938, com a construção de uma fábrica em Odawara, a empresa expandiu a área de produtos químicos, na qual eram manuseados materiais fotossensíveis, tais como prata, tintas e outros químicos e a área de equipamentos e de materiais de precisão ótica, como fibra ótica e equipamento fotográfico. Com o início da Segunda Guerra Mundial, a empresa praticamente direcionou sua produção para abastecer as tropas japonesas durante o conflito. Com o final da guerra, a FUJIFILM experimentou um crescimento fantástico, introduzindo no mercado inúmeras novidades, como por exemplo, o filme fotográfico colorido e iniciou a produção de câmeras fotográficas.


No final da década de 1950, a empresa iniciou um forte processo de expansão internacional, chegando ao Brasil em 1958; inaugurando, em 1965, sua primeira subsidiária nos Estados Unidos, onde contava com apenas seis funcionários trabalhando no icônico edifício Empire State na cidade de Nova York; e abrindo uma filial na cidade de Hambrugo na Alemanha em 1966. Na década de 1970 a FUJIFILM ampliou ainda mais a sua linha de produtos com o lançamento de aparelhos de FAX, copiadoras coloridas, e, pouco depois, no início da próxima década, as máquinas fotográficas instantâneas. Em 1982, a empresa introduziu no mercado o FUJIFILM Memory Tape, primeiro suporte informático para arquivo de informação produzido no Japão. Mas a maior novidade da década aconteceria com o lançamento da câmera digital, considerada por alguns, como a primeira do mundo. Nos anos seguintes, quando o mundo digital “tomou de assalto” a fotografia, a marca japonesa passou a desenvolver câmeras digitais para os mais variados estilos, com máquinas compactas, semiprofissionais e até modelos retrô.


A década de 1990 foi marcada pelo desenvolvimento de tecnologias como a ATOMM (Advanced Super Thin Layer & High Output Metal Media) para gravação digital, podendo desta forma, lançar no mercado uma ampla gama de produtos únicos; do Sistema FCR (Fuji Computed Radiography) de diagnóstico de Imagem Digital para a área médica, introduzido em 1992; do sistema de impressão direta em chapa CTP Plate; e do Minilab Digital Frontier, que causou uma revolução digital com altíssimo nível de qualidade, praticidade e velocidade, oferecendo uma grande variedade de opções de impressão, muito além dos equipamentos tradicionais, tendo uma exclusiva impressão a laser e um scanner de última geração que garantiam total controle da nitidez das imagens, tonalidades mais ricas e o máximo de definição para objetos, cores e sombras.


A partir do novo milênio, a FUJIFILM passou a desenvolver e lançar no mercado tecnologias inovadoras no segmento de imagens que iriam revolucionar o mercado, como por exemplo, o SDES (Secure Document Exchange Services) para distribuição de documentos via internet; e o serviço pioneiro em rede Net Print, que oferecia impressão segura de conteúdos digitais através do uso de fotocopiadoras em lojas de conveniência. Mundialmente, a FUJIFILM está atuando dentro do conceito “Image Intelligence”, sistema de softwares de processamento de imagem digital que está incorporado ao painel de comando da série Frontier (impressoras e câmaras digitais fotográficas da marca). Esse sistema é capaz de fazer uma análise instantânea na entrada da imagem e identificar as correções necessárias para que o resultado final seja uma impressão de alta qualidade e mais fiel ao ambiente e à emoção do fotógrafo no momento da foto.


Atualmente a FUJIFILM atua em três segmentos de negócios: Soluções de imagem (filmes coloridos, câmeras digitais, dispositivos óticos, equipamentos de acabamento fotográfico e papel colorido, bem como produtos químicos e serviços para acabamento fotográfico), Soluções de informação (sistemas de diagnósticos, sistemas gráficos, materiais altamente funcionais, meios de gravação, materiais eletrônicos e produtos industriais) e Soluções de documento (copiadoras de escritório e dispositivos multifuncionais, impressoras, sistemas de produção e serviços, papel, consumíveis e serviços de escritório). Este último segmento é operado pela Fuji Xerox, uma joint-venture formada em 1962 entre a empresa japonesa e a americana Xerox para a região Ásia Pacífico.


A linha do tempo 
1948 
Lançamento do filme colorido fotográfico com a marca FUJICOLOR
1956 
Início da produção de máquinas fotográficas com o lançamento do primeiro modelo batizado de Fujica Six IA
1961 
Desenvolvimento do FUJIC, o primeiro computador produzido no Japão, concebido para produzir lentes de elevada gradação. 
1963 
Início da produção de papel fotográfico. 
1965 
Lançamento da Fuji DP Master S, primeira impressora de fotografias para uso em laboratório. 
1972 
Lançamento dos primeiros aparelhos de FAX. 
1973 
Lançamento da Fuji Xerox 2200, primeira fotocopiadora desenvolvida na empresa, e da Fuji Xerox 6500, fotocopiadora a cores. 
1977 
Lançamento dos primeiros disquetes no Japão. 
1981 
Lançamento do ISO 400, primeiro filme colorido de elevada sensibilidade. 
1982 
Lançamento da FOTORAMA, uma câmera fotográfica instantânea. 
1983 
Lançamento de papel para FAX sensível ao calor (térmico). 
1985 
Lançamento da Fuji Xerox XP-9, primeira impressora a laser desenvolvida internamente pela empresa. 
1986 
Lançamento da primeira câmera descartável chamada QuickSnap
Lançamento do Minilab, equipamento portátil que revela filmes. 
1988 
Lançamento da primeira câmera digital do mundo, que armazenava as fotos em um cartão de memória. 
1989 
Lançamento do REALA, primeiro filme fotográfico a reproduzir as cores como o olho humano as via. 
1990 
Lançamento do FUJICHROME VELVIA, um filme profissional colorido que revolucionou o mercado. 
1992 
Lançamento da Acolor 635/630, fotocopiadora digital a cores. 
1995 
Lançamento da DocuColor 4040, fotocopiadora a cores mais rápida do mundo na época. 
1996 
Lançamento do filme Wide View (WV), que ampliava os ângulos de visão do LCD. 
1998 
Lançamento da MX-700, menor e mais leve câmera fotográfica digital do mundo na época. 
Lançamento da primeira película de cinema que integra a tecnologia da 4ª camada de cor. 
Lançamento das primeiras câmeras instantâneas da linha Instax. Essas primeiras câmeras produziam fotografias do tamanho de um cartão de crédito. No ano seguinte seria lançada da câmera Instax Wide, com formato maior de fotografia. 
1999 
Lançamento do Minilab Digital Frontier, líder mundial em saídas fotográficas com o uso da tecnologia digital. 
2001 
Lançamento da FUJIFILM FinePix, uma popular linha de câmeras digitais que se transformou em um enorme sucesso, incluindo versões a prova de água e resistentes a quedas (FinePix XP). 
2003 
Desenvolvimento do módulo de câmaras megapixel para aparelhos celulares. 
2014 
Lançamento da Instax Share SP-1, uma impressora para smartphones que permite a criação fácil de fotos instantâneas utilizando imagens enviadas remotamente a partir de um smartphone. 
2016 
Lançamento da Instax Share SP-2, segunda versão da impressora de fotos para smartphone. O aparelho ganhou uma série de melhorias em relação à antecessora. A nova versão, que transforma qualquer celular em uma máquina instantânea, ganhou imagens com melhor resolução, mais rapidez de impressão e novos recursos de fotografia. Também ganhou da antecessora no quesito velocidade de impressão, que caiu de 14 para 10 segundos através da conexão Wi-Fi com o smartphone ou tablet.


A evolução visual 
A empresa foi fundada em 1934 em uma pequena cidade localizada na base do vulcão mais famoso do Japão – o Monte Fuji. Isso explica porque o seu primeiro logotipo continha como símbolo o famoso Monte. Depois de algumas reformulações a marca chegou em 1980 ao símbolo que a fez conhecida, a “caixinha de filme fotográfico em perspectiva” na cor vermelha. Este logotipo ficaria famoso também aplicado com detalhes verde e o nome da marca escrito em branco.


Porém, em 2006, apresentou sua nova identidade visual, baseada exclusivamente em tipografia, eliminando a marca Fuji hexagonal vermelha, que lembrava uma caixinha de filme fotográfico. A explicação da empresa foi que durante os anos a FUJIFILM expandiu-se por diversos setores, deixando de atuar somente no segmento fotográfico. O design da letra i cortada no centro do logo em vermelho, expressava modernidade e o compromisso para o avanço tecnológico. Transmitia confiança, empenho e determinação para uma contínua inovação. O novo logotipo foi adotado oficialmente a partir de 1 de outubro de 2006.


Os slogans 
Value from Innovation. (2014) 
Release creativity. (2012) 
Bringing Image to Life. 
Expand the World of Imaging. (2008) 
Fujifilm…love the picture. 
Fujifilm. Picture the Future. (2004) 
Get the Picture. (2002)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 20 de janeiro de 1934 
● Fundador: Sakae Haruki 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Fujifilm Holdings Corporation 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman & CEO: Shigetaka Komori 
● Presidente: Kenji Sukeno 
● Faturamento: US$ 21.55 bilhões (2016/2017) 
● Lucro: US$ 1.21 bilhões (2016/2017) 
● Valor de mercado: US$ 18.7 bilhões (junho/2017) 
● Presença global: 200 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 78.500 
● Segmento: Fotográfico e imagem 
● Principais produtos: Câmeras digitais, equipamentos de imagens e impressoras 
● Concorrentes diretos: Canon, Kodak, Nikon, Sony, Olympus, Konica Minolta, Polaroid, Ricoh e HP 
● Ícones: O filme colorido Fujicolor 
● Slogan: Value from Innovation. 

A marca no Brasil 
A FUJIFILM chegou ao Brasil no ano de 1958, país escolhido para abrigar sua primeira filial fora do Japão. Com duas unidades fabris instaladas, uma em Caçapava (SP) e outra em Manaus (AM), a empresa atua sob quatro divisões de operação. A Divisão de Imagem oferece produtos e serviços fotográficos a clientes e empresas, como: papel fotográfico, equipamentos para impressão digital, incluindo manutenção e atendimento, filmes, câmeras instantâneas, câmeras digitais e uma extensa linha de lentes e acessórios. A Divisão Médica é fornecedora de produtos e soluções de diagnóstico por imagem para atender as necessidades dos serviços de saúde. As soluções vão de raios x digitais, Synapse® (marca de PACS), a sistemas avançados de mamografia digital, a FUJIFILM tem produtos que são ideais para qualquer ambiente de imagem. A Divisão de Sistemas Gráficos oferece produtos e serviços à indústria gráfica comercial e editorial, embalagens e impressão digital de grandes formatos. A Divisão de Recording Media atua com operações de vendas de mídias de gravação de dados. Em 2013, a FUJIFILM ultrapassou o marco de 100 milhões de fitas de dados LTO Ultrium fabricadas e vendidas desde a introdução, estabelecendo a liderança e sucesso da empresa como o principal fabricante mundial de fita de dados.


A marca no mundo 
A FUJIFILM possui 13 unidades fabris e diversos escritórios de representação espalhados por países como Estados Unidos, Canadá, Taiwan, China, Hong Kong, Cingapura, Malásia e no continente Europeu. Além da sede, em Tóquio, a FUJIFILM mantém quatro fábricas em seu país de origem e seis laboratórios de pesquisa que testam e desenvolvem novas tecnologias que seguem para várias partes do mundo. Atualmente a empresa produz filmes, câmeras fotográficas digitais, impressoras digitais, papéis fotográficos, películas de cinema e minilabs convencionais e digitais, entre outros produtos, que são comercializados em 200 países. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 19/6/2017

29.5.06

POLAROID


Fundada a mais de 75 anos, a POLAROID construiu seu negócio em cima de constante inovação baseada na sua tecnologia de fotografia instantânea que explorava o conceito de “gratificação imediata”. Mas os tempos mudaram e a POLAROID teve que se reinventar para sobreviver à modernidade e as mudanças de hábitos dos consumidores, passando de uma empresa de materiais fotográficos para uma produtora de equipamentos eletrônicos baseados no design atrativo e na funcionalidade. 

A história 
A POLAROID CORPORATION foi fundada em 1937 na cidade de Cambridge, estado do Massachusetts, pelo físico americano Edwin Herbert Land, um estudante da badalada universidade de Harvard que desistiu do curso alguns meses antes de sua graduação, e começou a manufaturar produtos com tecnologia polarizada, como por exemplo, lentes para microscópios, máscaras de mergulho, óculos para pilotos de caça e binóculos. A história da empresa começou a mudar em 1943 quando o físico estava de férias tirando algumas fotografias de sua filha de apenas três anos. Uma simples pergunta feita pela pequenina mudaria os rumos da empresa: “Porque é que não podemos ver estas fotos agora?”. Ele então percebeu que aquele era o mesmo desejo de muitos fotógrafos amadores. Desse modo, em 1948, ele criou a máquina POLAROID, chamada de Model 95 Land, capaz de produzir fotos instantâneas, sem o negativo sair do aparelho, em apenas 60 segundos. Como isso era possível? Simples, o negativo era revelado com produtos químicos que transportavam sais de prata para uma folha de papel dez segundos depois de bater a fotografia.


No dia 26 de novembro de 1948 as máquinas começaram a ser vendidas, ao preço de US$ 89.50, na loja de departamento Jordan Marshall, atual Macy’s. A nova máquina foi lançada no mercado americano baseado em três virtudes: custava pouco, era rápida, simples de manejar e revelava instantaneamente fotografias, sem a necessidade de enviar filmes a um laboratório. Em busca de propaganda para seu novo produto, Land aproximou-se do mais puro artista de câmera do país, o paisagista Ansel Adams, mestre do preto e branco contrastado no olho, que já era consultor de sua empresa. Radicalmente avesso a flashes e apetrechos capazes de tornar uma fotografia artificial, Adams era o menos indicado dos fotógrafos americanos para operar uma POLAROID. Mas em 1955 ele aceitou a oferta, rumou para o norte da Califórnia e voltou com uma foto da exuberante paisagem do Parque Nacional de Yosemite que nada ficava a dever em beleza e pureza às que fizera com uma câmera “normal”.


Ao experimentar a POLAROID LAND FILM TYPE 42, Adams mudou para sempre a história da fotografia. Ou melhor, da arte fotográfica. Era a publicidade que a nova máquina precisava para se popularizar pelo país. Já em 1956 a empresa havia vendido mais de um milhão de câmeras, que eram distribuídas em 45 países ao redor do mundo. Em 1959 foram inauguradas suas primeiras subsidiárias internacionais na Alemanha e Canadá. Em 1963 a empresa introduziu no mercado a POLAROID automática, uma máquina mais moderna que a original. Outro lançamento da empresa ajudou a popularizar ainda mais a máquina POLAROID: a comercialização do filme colorido, chamado de Polacolour. Ainda nesta década, a POLAROID chegou a ser incluída na lista das 50 mais importantes empresas dos Estados Unidos. Nada parecia ameaçar a sua supremacia. Ledo engano, como veremos mais a frente.


Na década de 1970 a empresa lançou inúmeros produtos com tecnologia avançada para os mais diversos segmentos fotográficos. Nesta época, o sonho de muitos turistas era ter uma câmera fotográfica POLAROID, a fim de tirar fotos instantâneas com os amigos ou de belas paisagens. O sucesso era tanto que a máquina e seu fundador foram capa da tradicional revista Time. Nos anos seguintes a empresa começou a enfrentar dificuldade, especialmente pela letargia, a pesada concorrência e principalmente com a popularização gradual das câmeras digitais. Todos os esforços da empresa na década de 1990, quando lançou inúmeros produtos no mercado, mostrando uma mudança de foco para tentar combater a era digital no segmento fotográfico, não foram suficientes para superar uma grave crise financeira, que chegou ao seu ponto máximo em 2001, quando pediu concordata para tentar se recuperar dos enormes prejuízos, resultado de uma gigantesca dívida de US$ 948.4 milhões e de uma profunda letargia na renovação de sua linha de produtos e negócios. Assim como a Kodak, a POLAROID diversificou ao máximo o uso de seu sistema de revelação, mas finalmente entregou os pontos informando, no dia 9 de fevereiro de 2008, que iria reduzir significativamente sua oferta de produtos analógicos e ao mesmo tempo abraçou fortemente o mundo digital, ingressando neste segmento com o lançamento de TVs LCD, DVD players, GPS, porta-retratos eletrônicos, câmeras digitais e até pequenas impressoras portáteis.


No final de 2009 pediu concordata novamente para proteger e reestruturar os negócios da empresa. Informou que o pedido de proteção judicial deveu-se a eventos da Petters Group Worldwide, que controlava a POLAROID desde 2004. O fundador da Petters estava sob investigação por supostos atos de fraude (ele foi condenado a 50 anos de prisão) que comprometeram a condição financeira da POLAROID e outras entidades pertencentes ao grupo. Com isso, a marca POLAROID, depois de muitas brigas na justiça, passou para as mãos de uma empresa privada. Foi então que a POLAROID passou a ser licenciada para vários segmentos de produtos eletrônicos, como por exemplo, tablets. Em 2010 a empresa firmou parceria com a excêntrica cantora Lady Gaga, que assumiu o posto de diretora criativa da marca, em uma clara intenção de modernizar e atrair jovens consumidores. Gaga desenhou novos modelos de máquinas digitais, lançados comercialmente nas cores preta, azul e vermelha, além de um óculos que permite ao usuário tirar e exibir fotos por meio das suas lentes.


Em 2014, a empresa, em processo de falência há mais de cinco anos, foi comprada por US$ 70 milhões pela tradicional família Pohlad, da cidade de Minnesota. Mais recentemente a empresa anunciou a volta da fabricação de cartuchos para as antigas máquinas POLAROID, além de outras novidades que permitiram aos antigos proprietários tirarem suas câmeras do armário. Além disso, a empresa que outrora ficou conhecida pelas câmeras que imprimiam as fotos no momento do clique, resolveu apostar em novos produtos: câmeras de ação e smartphones. Quadradinhas, pequenas e com o aspecto visual que lembra a marca, as câmeras de ação são simples de operar. Tem apenas um botão. Com um clique nele, se tira uma foto. Com dois, se inicia uma filmagem. Ambos em resolução HD. As pequenas câmeras contam com uma série de acessórios, como cabos e fixadores para capacetes, entre outros itens. Já os smartphones apresentam configuração de alto rendimento. Outro produto lançado recentemente que chamou atenção relembra as raízes da POLAROID. Uma impressora portátil que pode imprimir as fotos tiradas em smartphones, via comunicação bluetooth.


A linha do tempo 
1963 
Lançamento dos filmes coloridos para suas câmeras instantâneas. 
1972 
Lançamento da POLAROID SX-70, uma câmera completamente automática e revolucionária com sistema de fole, que, quando fora de uso, podia ser dobrada e “achatada”, cabendo em qualquer bolso (de casaco). 
1977 
Lançamento da POLAROID ONE-STEP, uma câmera com foco fixo e que bastava apertar um botão para tirar a fotografia. 
1984 
Lançamento dos primeiros aparelhos de videocassete coloridos. 
1986 
Lançamento da câmera POLAROID SPECTRA com um formato de filme maior. 
1991 
Lançamento de uma nova linha de filmadoras, impressoras e scanners. 
1996 
Lançamento da PDC 2000, primeira câmera digital da marca. 
1998 
Lançamento do ColorShot, uma impressora de fotos digitais capaz de imprimir filmes POLAROID de um computador em apenas 30 segundos. 
2001 
Lançamento dos porta-retratos digitais. 
Lançamento de uma câmera digital com MP3. 
2002 
Lançamento do iZone Fortune Film, um filme que mostrava mensagens e brincadeiras enquanto a fotografia estava sendo revelada. 
2003 
Lançamento de uma linha de televisão de LCD e aparelhos de DVD portáteis. 
2007 
Lançamento POLAROID PIXIE, uma linha divertida direcionada para crianças composta de produtos de fácil manuseio e grande durabilidade como câmeras e gravadoras digitais. 
2008 
● Lançamento da PoGo Instant Mobile Printer, uma impressora portátil de fotografias coloridas. 
2009 
Apresentação da PoGo, que combina câmera digital e impressora, e produz fotos de 5cm x 7.6 cm, por meio do aquecimento seletivo de pontos específicos de um papel especialmente tratado. Com o apertar de um botão, os consumidores podem escolher entre as fotos digitais da câmera, ou editá-los e, em menos de 60 segundos, imprimi-las, tudo com um único dispositivo. 
2012 
Lançamento da POLAROID Z2300, uma câmera digital de 10 megapixels que imprime imagens e tem acesso às redes sociais. 
2013 
Lançamento de um tablet voltado para o público infantil. O aparelho tem aplicativos para músicas, fotos e desenhos para estimular a criatividade das crianças. Além disso, possui dispositivos para colisões e quedas e um navegador com configurações de segurança. 
2014 
Lançamento da POLAROID CUBE, uma pequena câmera de ação cuja lente é angular de 120 graus, captura vídeo HD em duas resoluções e também tira fotos de 5 megapixels. A câmera é à prova d’água, vem com memória expansível de até 32GB via cartão micro SD e tem microfone e luz LED. 
Lançamento da POLAROID SOCIALMATIC, uma câmera com visual parecido com o logotipo da rede social Instagram. O equipamento, sonho de consumo dos saudosistas, apresenta um design retrô, câmera de 14 megapixels (e uma frontal de 2 megapixels), tela touchscreen de 4.5 polegadas, sistema Android e conexão WI-FI. Com a máquina o usuário pode compartilhar as fotos nas suas redes sociais preferidas sem necessitar de um smartphone ou computador. 
Lançamento do WinPro 5, primeiro smartphone da marca. 
2015 
Lançamento do POLAROID SELFIE, um smartphone que possui uma câmera de 13 megapixels que pode ser girada tanto para a parte frontal quanto traseira do aparelho. 
Lançamento da POLAROID ZIP INSTANT MOBILE PRINTER, uma mini impressora portátil para smartphones e tablets capaz de imprimir fotos coloridas de através de conexão sem fio. As fotos impressas são coloridas com dimensões de 5 cm x 7.5 cm.


As lojas 
No início de 2013 ocorreu a inauguração, na cidade de Delray Beach, estado da Flórida, da primeira POLAROID FOTOBAR, uma loja onde os clientes podem selecionar suas fotos favoritas em seus telefones ou câmeras digitais, sem o uso de cabos, e transmiti-las às estações de trabalho. A plataforma também permite localizar fotos favoritas e imediatamente enviá-las através de populares plataformas sociais. As fotos podem ser melhoradas nas estações de trabalho usando efeitos de tecnologias como redução de olhos vermelhos brilho, correção e filtros. Os clientes podem escolher entre uma grande variedade de materiais, suportes e opções de enquadramento para as suas obras de arte - que são artesanais e podem ser enviadas para qualquer lugar em apenas alguns dias (a empresa planeja enviar o material em 72 horas após a produção do material). Materiais como lona, metal, acrílico, madeira e bambu podem ser usados como base dessas obras. Para tentar se diferenciar dos estabelecimentos que oferecem impressão de fotos digitais, a POLAROID apostou na nostalgia: tem profissionais entusiastas da fotografia dedicados a guiar os clientes pela experiência da revelação analógica, além de um espaço para aulas de fotografia e eventos, incluindo um estúdio. A loja também vende inúmeras câmeras e acessórios da marca. Hoje existem mais de 10 unidades dessas lojas, localizadas em cidades como Las Vegas, Boca Raton, San Jose, San Francisco e Santa Clara.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Originalmente vermelho, o logotipo foi modificado e ganhou o tradicional espectro de cores. Após passar por mais uma remodelação, em 1996 a marca apresentou uma nova identidade visual: o tradicional espectro se transformou em um quadrado com nove cores.


Os slogans 
Be Original. Be Polaroid. 
Picture your world...with Polaroid. 
Live for the moment. (1997) 
The fun develops instantly. 
The language, which understands immediately everyone. (1986) 
It’s so simple! (1977) 
Click Instantly.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1937 
● Fundador: Edwin Herbert Land 
● Sede mundial: Minnetonka, Minnesota, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Polaroid Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Scott Hardy 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 30 
● Segmento: Equipamentos eletrônicos 
● Principais produtos: Câmeras fotográficas, filmadoras, impressoras, televisores, tablets e smartphones 
● Concorrentes diretos: Sony, Samsung, LG, Olympus, Fujifilm e GoPro 
● Ícones: A câmera fotográfica instantânea 
● Slogan: Be Original. Be Polaroid. 
● Website: www.polaroid.com 

A marca no mundo 
Atualmente a POLAROID oferece uma vasta linha de produtos eletrônicos composta por câmeras digitais, porta-retratos digitais, impressoras portáteis, televisores, tablets e smartphones, entre outros itens, em mais de 100 países ao redor do mundo. A empresa não fabrica sequer um item, apenas licencia e gerencia a marca POLAROID. O que explica seus poucos mais de 30 funcionários. 

Você sabia? 
POLAROID originalmente é o nome de um plástico, patenteado em 1929, que serve para polarizar a luz. É usado em óculos de sol, mostradores de cristal líquido e microscópios. 
Nos bons tempos, a POLAROID atingiu a expressiva marca de 15 fotos tiradas com suas máquinas por segundo ao redor do mundo. 
Décadas atrás a POLAROID ganhou fama e prestígio mundial por sua incrível capacidade de fabricar produtos revolucionários. O sucesso era tamanho que até um dos herdeiros do império Disney, Roy E. Disney, tentou comprá-la “na marra”, através de uma oferta hostil. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 18/3/2015