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27.3.17

CAMISARIA COLOMBO


Foco em atender as necessidades do homem moderno de forma conveniente, prática e com qualidade. Foi assim que a CAMISARIA COLOMBO se tornou uma das mais tradicionais marcas de moda masculina do país, com 100 anos de atuação no mercado. Em qualquer uma de suas lojas é possível encontrar tudo em moda masculina para quem deseja se vestir bem pagando pouco por isso. 

A história 
Tudo começou com um libanês de origem humilde que chegou ao Brasil com sua família. Seu sonho era construir uma vida nova e digna, no país desconhecido. Foi assim que, no mês de outubro de 1917, Aziz Jabur Maluf abriu as portas de um pequeno comércio de moda masculina. Na modesta loja localizada na esquina das ruas Direita e Líbero Badaró, no centro de São Paulo, o comerciante vendia gravatas italianas, camisas finas e ternos confeccionados com tecidos importados da Inglaterra. A clientela era composta principalmente pela elite paulista, que podia pagar os altos preços dos produtos importados.


Por mais de sete décadas a CAMISARIA COLOMBO teve somente um ponto de venda, mas com seus produtos de alto padrão e qualidade conquistou um enorme público fiel, com clientes como o ex-presidente Jânio Quadros. Tudo começou a mudar quando Álvaro Jabur Maluf Júnior, neto do fundador, assumiu o comando da empresa. Juntamente com seu irmão, Paulo, elaborou todo projeto de expansão, que começou com a inauguração de uma loja no Shopping Ibirapuera, no bairro de Moema, em 1990. Com a abertura de mais dois pontos de venda na capital, os dois resolveram estender as atividades da rede para o interior paulista e, posteriormente, outros estados. Mas para transformar uma grife tradicional em uma das maiores redes de vestuário masculino do mercado brasileiro, os irmãos desenvolveram o conceito de “moda inteligente”, que consiste em oferecer produtos com a qualidade responsável pelo tradicionalismo da marca, a preços justos. Ou seja, até então sinônimo de moda masculina elegante, a COLOMBO fez uma opção preferencial pelos consumidores das classes emergentes. Essa foi a fórmula que popularizou a marca junto às classes B e C, garantindo sucesso ao plano de expansão da empresa. A política do “preço justo” acabou se transformando na plataforma de crescimento da empresa.


Sempre atenta às tendências do mercado, a COLOMBO também foi a primeira rede de vestuário masculino a oferecer kit com preços promocionais – camisa, calça e sapato, por exemplo. Iniciativa que, além de ser copiada pela concorrência, se tornou uma exigência dos consumidores. Também inovou ao, em 2005, se tornar a primeira empresa do Brasil a implantar um sistema de cotas para negros e afros descendentes em seu quadro de funcionários. A partir desse momento, a empresa implantou um agressivo plano de expansão. Até o final de 2007, mais 15 lojas foram inauguradas. A marca também passou a investir em marketing, como por exemplo, ao completar 90 anos, em 2007, com uma campanha publicitária estrelada pelo ator Marcos Pasquim. No final de 2009 a rede já contava com 198 lojas em 23 estados brasileiros.


A partir de 2010, a marca ingressou em outros segmentos da moda, como calçados masculinos, relógios, moda infantil e feminina (COLOMBO WOMAN). E para continuar crescendo, a empresa vendeu 49% de suas ações para a Gávea Investimentos. Com novo aporte financeiro, a COLOMBO continuou seu acelerado processo de expansão, com média de 50 lojas inauguradas por ano. Em 2015 já eram 428 unidades. Além disso, contratou garotos-propaganda de peso como o ator Caio Castro e o apresentador Rodrigo Faro. Mas toda essa expansão e investimento tiveram um alto custo. Após a recompra de 49.9% das ações pelos irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, e depois de uma fracassada e conturbada negociação com o empresário paulista Mario Garnero, a COLOMBO se viu em apuros, com dívidas gigantescas. Com isso, a empresa passou por uma enorme reestruturação, pediu recuperação extrajudicial e, somente em 2016, fechou 90 lojas. Tudo para voltar a ser lucrativa.


Sempre preocupada com o bem-estar e em proporcionar melhorias aos seus clientes, a marca inova também com tecnologia têxtil, tecidos novos, cortes mais finos e estruturados, para facilitar o caimento e movimento. Peças básicas, que não saem de moda e que o consumidor vai utilizar no dia-a-dia do trabalho ou do lazer, são encontradas o ano todo nas lojas da rede. Além do básico, a marca também conta com uma linha Premium que traz novidades a cada estação. Um dos pontos fortes da COLOMBO é sua identidade. Ao longo dos anos, tornou-se conhecida como a marca ideal para o homem inteligente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A principal foi a modernização da tipografia de letra, mas sempre mantendo a coroa como símbolo visual.


Os slogans 
O Brasil veste esta marca. 
O estilo que conquista. 
A moda inteligente. 
O espaço da moda.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Outubro de 1917 
● Fundador: Aziz Jabur Maluf 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Q1 Comercial de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Warley Pimentel 
● Faturamento: R$ 370 milhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 320 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 2.000 (incluindo franqueados) 
● Segmento: Moda (varejo) 
● Principais produtos: Ternos, camisas, calças, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aramis, Dudalina, Brooksfield, Vila Romana, Harry’s, Luigi Bertolli e Cia. do Terno 
● Ícones: A coroa 
● Slogan: O Brasil veste esta marca. 

A marca no Brasil 
Atualmente a COLOMBO, uma das maiores redes de moda masculina do país, conta com 320 lojas espalhadas por 26 estados brasileiros, que oferecem roupas e acessórios para homens, mulheres e crianças. A COLOMBO vende mais de 300.000 ternos por ano. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), portais de notícias (Portal Fator), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/3/2017

29.7.10

DUDALINA


DUDALINA é sinônimo de camisaria perfeita. A empresa utiliza uma seleção exclusiva de matérias-primas diferenciadas que garantem a sofisticação de seus produtos para satisfazer os mais exigentes dos clientes. Estes ingredientes, somados ao design de origem italiana, afirmam a elegância clássica de quem veste suas camisas, ressaltando o bom gosto e o requinte do homem moderno e da mulher contemporânea. 

A história 
Tudo começou no dia 3 de março de 1957, na pequena cidade de Luís Alves, município próximo a Blumenau em Santa Catarina, com o casal Rodolfo Francisco de Souza Filho (mais conhecido pelo apelido de Duda) e Adelina Clara Hess de Souza. A história empreendedora começou a partir de um grande lote de tecidos de seda, que estava encalhado no estoque do pequeno armazém de secos e molhados do casal, e que Adelina resolveu transformar em camisas para vender aos seus clientes e assim se livrar do prejuízo. Pegou um pedaço de papel, desenhou um modelo de camisa e, dentro de um quarto de sua casa, começou a costurar os trajes, com a ajuda das irmãs Lídia e Gertrudes. Com as peças prontas, foi vendê-las aos engenheiros que trabalhavam em uma obra próxima à cidade. Como a mercadoria foi bem aceita, a venda de secos e molhados, que provinha o sustento à numerosa família, foi deixada de lado, e o casal iniciou uma pequena confecção depois de contratar duas costureiras e transformar o quarto da empregada em sala de costura, pelo menos durante o dia, quando as camas eram retiradas para dar lugar à confecção. A pequena confecção crescia e o quartinho da casa da família já não era suficiente para suportar a demanda. Para ter mais espaço, o casal alugou uma casa em frente ao sobrado onde moravam.


Em 1962, a empresa ganhou um novo nome: Indústria e Comércio Dudalina S.A. A marca DUDALINA, criada a partir dos apelidos de seus fundadores (Duda e Lina), foi sugerida pelo sobrinho Frederico de Souza, que sempre ajudou os tios na confecção. O espaço da confecção em Luís Alves não demorou muito para ficar pequeno, e a família se mudou para Blumenau no ano de 1969. As exportações de suas camisas começaram já na década de 1970. Na década de 1980 os negócios da empresa na região sudeste foram incrementados com a abertura de um escritório de vendas na capital paulista. Em 1984 com a inauguração da nova sede da empresa, no Bairro Fortaleza, em instalações muito mais amplas e modernas, os 16 filhos do casal começaram a administrar os negócios da família. Nos anos seguintes, além da marca principal que levava o nome da empresa, a DUDALINA criou, em 1987, a Individual, com camisas mais casuais para consumidor um pouco mais novo; e, em 1994, a BASE, mais esportiva e direcionada para os jovens.


Desde que assumiu o comando da empresa, em 2003, a empresária Sônia Hess, uma das filhas dos fundadores, começou a moldar uma nova face para a DUDALINA. Primeiro modernizou as fábricas após ouvir reclamações de que o ambiente de trabalho era apertado; depois ampliou as unidades, o que proporcionou maior conforto aos operários; e quando descobriu que muitos de seus funcionários iam trabalhar de bicicleta, a empresária comprou modelos novos para eles. Mas sua principal ousadia foi inovar no mix de produtos com a produção de calças, malhas e até peças em tricô. A partir deste momento a DUDALINA deixava de ser apenas uma fabricante de camisas.


A partir de 2006 a força da união das marcas DUDALINA (social), INDIVIDUAL (casual) e BASE (esportiva) e o vasta experiência no design, produção e comercialização de camisas, resultaram na criação, inicialmente em caráter experimental, da rede de lojas DUDALINA CONCEPT. Com projeto contemporâneo, requintado e elegante, além de uma linha completa de vestuário masculino e acessórios com base nas últimas tendências da moda, as primeiras unidades localizadas em Blumenau, atendiam às necessidades do homem atual, que se preocupa com a aparência, que tem liberdade de escolha e sabe o que quer. Em 2007, mais uma ampliação em sua linha de produtos: camisetas e polos em malha. E pouco depois, em 2009, o primeiro perfume masculino da marca e uma linha de sapatos.


Em junho de 2010, a empresa estreou no segmento de vestuário feminino com o lançamento de camisas sociais voltadas para executivas. A linha, batizada de DUDALINA FEMININA, rapidamente se tornou a queridinha das executivas brasileiras. Esse sucesso instantâneo teve ainda a ajuda de algumas celebridades, como as apresentadoras Fátima Bernardes e Ana Paula Padrão, que apareceram com as camisas da marca na televisão. A decisão de atender um nicho desamparado deu resultado. Em apenas três anos, a linha feminina passou a responder por 35% do faturamento da empresa, vendendo camisas sofisticadas e elegantes com abotoaduras em cristal Swarovski, de seda com bordado, de seda maquinetada com abotoaduras de pérolas e de renda com cetim de seda pura. A marca também lançou a linha DUDALINA JR., com camisas que vestem crianças de 6 a 12 anos.


Além disso, devido ao enorme sucesso e boa aceitação das lojas conceitos, a maior fabricante de camisas masculinas do Brasil, decidiu ingressar para valer no mercado de varejo. A decisão veio após a boa receptividade dos consumidores às seis lojas abertas pela empresa, localizadas em shopping centers e aeroportos. E o resultado desta expansão foi a inauguração de dezenas de lojas em várias cidades brasileiras nos anos seguintes. Mais recentemente a empresa iniciou seu processo de internacionalização. Primeiro, em outubro de 2012, a cidade italiana de Milão, considerada uma das capitais da indústria da moda, recebeu o primeiro showroom da DUDALINA fora do Brasil. Depois, em 2013, ocorreu a inauguração da primeira loja da marca no exterior, localizada na Cidade do Panamá, uma das regiões de maior concentração de turistas estrangeiros no mundo. E a intenção da empresa é inaugurar nos próximos anos novas unidades em países como Alemanha, Suíça, Áustria, Itália, Reino Unido, Rússia e Austrália. Além disso, a empresa lançou o primeiro perfume feminino da marca.


Outro destaque da empresa é a inovação e investimentos no marketing. Para o consumidor final, a influência da marca chega através da televisão. A flor de lis, ícone da DUDALINA, veste repórteres e apresentadores de diversos telejornais. Além disso, uma parceria com a Rede Globo permite o fornecimento de roupas que vestem, muitas vezes, um mesmo personagem durante toda a novela.


As marcas 
Mais do que um negócio do segmento têxtil, a empresa se destaca na distribuição de marcas fortes, criadas para atender a diferentes segmentos de mercado - homens e mulheres com necessidades e desejos distintos - oferecendo um amplo mix de produtos, fabricados com matéria-prima diferenciada. As quatro marcas da empresa são: 
DUDALINA 
É o real sinônimo de camisa perfeita. Todas as peças resultam de uma seleção exclusiva de matérias-primas diferenciadas, que garantem o conforto e a sofisticação notória. O design é de origem italiana, conquistando uma elegância clássica e quase aristocrata, que reflete o desejo e o prestígio dos homens que vestem a marca.


DUDALINA FEMININA 
Elegante! Essa é a tradução perfeita para a linha de camisas e roupas femininas. As camisas femininas, com seus colarinhos e punhos inconfundíveis, são sinônimos de elegância e sofisticação. São criadas para uma mulher de negócios que procura por modelos com caimento perfeito e sofisticado, que traduzam seu estilo e importância.


INDIVIDUAL 
Veste o homem contemporâneo e único. É uma marca que traduz modernidade com elegância. O homem que veste Individual possui identificação total com a marca, pois sabe muito bem o quer e precisa. Ele está sempre pronto para ser notado tanto nos negócios quanto na vida pessoal.


BASE 
É uma marca destinada aos momentos de lazer, trazendo em sua essência a qualidade de suas coleções. Através de tecidos desenvolvidos com as mais modernas novidades tecnológicas que as tecelagens podem oferecer, as peças traduzem um universo totalmente orientado pelo design, representando um verdadeiro elo entre o conforto, a informação e a originalidade.


A identidade visual 
O primeiro logotipo da DUDALINA tinha como símbolo tinha o desenho de uma âncora, um sinal de segurança e solidez.


Atualmente a DUDALINA utiliza dois logotipos distintos. Isto porque a empresa e sua principal marca carregam o mesmo nome. A identidade corporativa tem um símbolo de uma camisa. Já a marca tem um logotipo mais sofisticado com um ícone, uma flor de lis, que é bordada em todas as camisas.


Os slogans 
Amor à camisa e às pessoas. (corporativo) 
Amor à camisa. (corporativo) 
Camisas que emocionam pelo requinte e pela perfeição. (Dudalina masculina) 
Camisas para mulheres que decidem. (Dudalina feminina)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 3 de maio de 1957 
● Fundador: Adelina Hess de Souza e Rodolfo Francisco de Souza Filho 
● Sede mundial: Blumenau, Santa Catarina, Brasil 
● Proprietário da marca: Dudalina S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Sônia Hess 
● Faturamento: R$ 515 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas: 6 
● Lojas: 95 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.330 
● Segmento: Vestuário 
● Principais produtos: Camisas, calças e malhas 
● Concorrentes diretos: Richards, Brooksfield, Vila Romana, Crawford, VR e Aramis 
● Slogan: Amor à camisa e às pessoas. 
● Website: www.dudalina.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a empresa, uma das principais exportadoras de camisas sociais da América Latina, produz mais de 4.5 milhões de peças de roupas por ano e está presente em 3.500 pontos de venda no Brasil com suas quatro marcas, além de possuir 95 lojas, entre próprias e franquias, e duas unidades no exterior. Hoje, 65% da produção da DUDALINA não é camisaria: fabrica também calças, malhas, blusas, saias, regatas, peças em tricô, entre outros itens. Seus produtos chegam a 50 países, especialmente Paraguai, Venezuela e Argentina, fazendo da empresa a responsável por 70% das exportações de camisas do Brasil. A empresa tem seis fábricas (localizadas em Blumenau, Luis Alves e Presidente Getúlio, em Santa Catarina, e Terra Boa, no Paraná) e fatura mais de R$ 500 milhões por ano. A empresa também é responsável por parte da produção de grifes como Brooksfield, Via Veneto e Zara. 

Você sabia? 
Dos mais de 2.300 funcionários da empresa, 77% são do sexo feminino. 
Os 16 filhos dos fundadores são acionistas da empresa. No entanto, apenas dois irmãos trabalham na DUDALINA: Sônia, como presidente, e Rui Hess de Souza, diretor de varejo. 
No final de 2013, o sucesso dessa história de empreendedorismo levou o Warburg Pincus e o Advent International — dois fundos americanos — a desembolsar R$ 650 milhões por 72,2% do capital da empresa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem, Valor Econômico e O Estado de São Paulo), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/2/2014

26.9.06

BROOKS BROTHERS


As listras e o xadrez compõem as estampas de suas inúmeras peças. As cores sóbrias e os tons pastéis, distribuídos por tecidos aconchegantes, remetem a conforto e classe. Seus modelos foram inspirados em esportes como o golfe, a equitação e o tênis, e a praticidade das peças sempre foi uma de suas grandes qualidades. As coleções apresentam figurinos apropriados tanto para uma festa de gala quanto para caminhadas ao ar livre. Clássica e elegante. Esses dois adjetivos são os mais adequados para descrever a tradicionalíssima grife americana BROOKS BROTHERS, que há dois séculos veste homens, e agora também mulheres, com elegância e requinte. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 7 de abril de 1818 na cidade de Nova York quando Henry Sands Brooks abriu uma pequena loja chamada H. & D.H. Brooks & Co., que foi pioneira no conceito prêt-à-porter (roupas prontas) para homens nos Estados Unidos. A modesta loja tinha como lema “fabricar e negociar apenas mercadorias de excelente qualidade, vendê-las a um preço justo e tratar com pessoas que procurem e apreciem tais mercadorias”. Por se tratar de uma marca que fabricava e comercializava as próprias roupas, tanto de prêt-à-porter como costumes feitos sob medida, sempre possuiu controle absoluto sobre seus produtos, o que assegurava a altíssima qualidade de suas roupas. E a marca soube inovar em sua área, introduzindo elementos clássicos e de requinte ao guarda-roupa de seus clientes. No ano de 1849 a empresa lançou os primeiros ternos prontos no mercado americano.


Porém, foi somente em 1850 que a empresa adotou seu atual nome, quando os netos de Henry Brooks, os irmãos Edward, Daniel, John e Elisha, herdaram-na de seu pai. No mesmo ano, foi criado o tradicional símbolo da marca: uma ovelha de ouro suspensa por uma fita (conhecida como “The Golden Fleece”, em português “O Velo Dourado”, na mitologia grega a lã de ouro do carneiro alado Crisómalo), que já era emblema dos mercadores britânicos de lã, bem como da ordem dos Cavaleiros do Cordeiro de Ouro (fundada pelo duque da Borgonha, Felipe, o Bom). Somente no ano de 1858 foi aberta a segunda loja da marca, situada na esquina da badalada Broadway com a Grand Street.


Em 1896, John E. Brooks, um dos herdeiros da marca, ficou impressionado com os colarinhos abotoados nas pontas usados pelos jogadores de pólo a cavalo na Inglaterra. Quatro anos depois, a marca lançou nos Estados Unidos a camisa com o colarinho abotoado. Essa foi uma das diversas especialidades da BROOKS BROTHERS, muitas das quais tiveram origem na elegante Inglaterra. Outras incluem a gravata em seda foulard introduzida em 1890; o tweed Harris (importado da Escócia); meias em tricô com padrão de losangos Argyle (inspirado no xadrez de clãs escoceses); as gravatas Repp com estampas diagonais (inspiradas nas regimentais inglesas, elas tiveram seus traços diagonais redirecionados); o tecido Madras (de algodão e com listras de variadas larguras, formando grandes xadrezes, que foi inicialmente adotado em camisas criadas para oficiais britânicos na Índia) usado em camisas, calças e jaquetas em 1902; o suéter Shetland (originalmente feito à mão por camponeses da ilha de mesmo nome) introduzidos em 1904; e o Paletó Pólo (originariamente em branco, com botões de madrepérola e cinto, e que mais tarde passou a existir também em cinza e em pêlo de camelo, com diversos modelos de cinto) lançado em 1910. Pouco depois, em 1915, inaugurou uma loja da badalada Madison Avenue, em Nova York, onde permanece até os dias atuais.


Em 1920 introduziu as gravatas com listras diagonais, que iriam se tornar sinônimo da marca. Nesta época a BROOKS BROTHERS já era uma marca elegante e clássica, usada pelas elites americanas. A marca também inovou ao introduzir em 1930 o seersucker (em português, anarruga), um tecido leve em algodão com superfície de listras enrugadas usado tanto em sobretudos como em roupas de verão. Nesta época, em plena Grande Depressão Americana, a empresa foi uma das poucas a estender suas linhas de créditos. Em 1946, a empresa inaugurou uma fábrica no bairro do Brooklyn para produzir camisas masculinas. Pouco depois, em 1949, a BROOKS BROTHERS começou a vender camisas femininas de algodão cor-de-rosa com colarinho abotoado, ingressando definitivamente neste mercado. Camisas pólo de caxemira, lançadas na década de 1950, também foram apropriadas pelas mulheres. Em 1953, a marca inovou ao lançar no mercado a primeira camisa que não precisava ser passada a ferro.


Em 1969 existiam dez lojas BROOKS BROTHERS, localizadas nas cidades de Nova York, Chicago, Boston, San Francisco, Pittsburgh, Los Angeles, Atlanta e Washington. Em 1976 a marca inovou ao introduzir um novo departamento chamado BROOKSGATE, com roupas e ternos feitos especialmente para jovens executivos. Além disso, a marca criou um departamento exclusivo para moda feminina, lançando sua primeira coleção completa. Três anos mais tarde começou sua expansão internacional com a inauguração de uma loja no Japão. No ano de 1988 a tradicional loja de departamento inglesa Marks & Spencer comprou a marca e realizou uma reforma monumental na loja âncora localizada na sofisticada Madison Avenue, em Nova York; abriu outlets (espécie de ponta de estoque), o primeiro inaugurado em 1991 na cidade de Kittery, estado americano do Maine; e, em 1999, inaugurou uma segunda loja âncora em Nova York, na badalada 5ª Avenida.


Em 2001 a marca foi vendida pela rede de lojas britânicas para a Retail Brand Alliance (RBA), uma subsidiária da Luxottica, por US$ 225 milhões. Nesse mesmo ano a marca inovou mais uma vez ao introduzir o “digital tailoring” – inovadora tecnologia de escaneamento do corporal, permitindo ao cliente customizar ternos, casacos esportivos, calças e camisas. O resultado são peças de caimento perfeito e impecáveis, adaptadas aos contornos únicos e proporções específicas do corpo de cada cliente. O dono da RBA e CEO, o milionário italiano Claudio Del Vecchio, foi o responsável pelo projeto lançado em setembro de 2006, o “Brooks Brothers Laboratory Collection”. Trata-se de um conceito criativo no qual designers conceituados são convidados a desenharem pequenas coleções para a marca. Thom Browne foi o primeiro a participar do projeto e sua coleção contou com 50 peças para a coleção Black Fleece do outono 2007. No ano seguinte, a marca lançou uma sofisticada linha de malas de viagens em couro batizada de Brooks Brothers by Hartmann. Além disso, introduziu uma linha de roupas esportivas para a prática do golfe.


A revitalização da marca coincidiu com o momento em que a moda respirava os ares nostálgicos dos anos de 1950 e 1960, décadas de sucesso e que definiram o estilo da BROOKS BROTHERS. Assim, os arquivos da marca têm servido como inspiração para novas combinações de cores, materiais e tecidos, tendo nos ternos, camisas e gravatas o carro-chefe da grife. Em 2009, a marca inaugurou suas primeiras lojas próprias no Canadá e no México. Contrariando as previsões, a BROOKS BROTHERS sobreviveu a dezenas de milhares de concorrentes que abriram e fecharam suas portas, a guerras civis e mundiais, e a crises econômicas e depressões de proporções globais. Por exemplo, durante a posse presidencial de 2017, tanto o presidente eleito Donald Trump quanto o ex-presidente Barack Obama usaram casacos (sobretudos) da tradicional marca americana. E parte desse enorme sucesso se deve a sensibilidade de clientes fiéis que, em tempos onde a lealdade às marcas é praticamente inexistente ou rara, mantém a tradição de frequentar suas lojas e serem atendidos impecavelmente pelos mesmos vendedores, décadas a fio.


Um ícone americano 
O maior patrimônio da BROOKS BROTHERS é o fato de sua história se confundir com a própria história dos Estados Unidos. O lendário casaco preto (sobretudo) de Abraham Lincoln confirma essa relação. Com uma águia e os dizeres “One Country, One Destiny” (“Um país, um destino”, em português), ele foi, coincidentemente, o mesmo que o presidente usou no dia de sua posse e com o qual foi assassinado na fatídica noite no Ford’s Theater, em Washington. Desde então, nenhum outro casaco como aquele foi confeccionado na cor preta.


A marca já vestiu diversas celebridades, tais como gerações de famílias riquíssimas (entre as quais os poderosos membros do clã Rockefeller e Vanderbilt), líderes políticos, atores de Hollywood, heróis de guerra e esportistas. Entre os admiradores da marca estão Paul McCartney (fã das gravatas da marca), Jon Voight, Kevin Bacon, Ben Affleck, Will Smith e o ex-presidente Bill Clinton. Cary Grant, Gary Cooper, Douglas Fairbanks, Rudolph Valentino, Errol Flynn, Rudy Vallee e John Barrymore foram dos homens mais bem-vestidos de sua época, e todos foram clientes da BROOKS BROTHERS. Outros clientes históricos foram Fred Astaire, Clark Gable, Katherine Hepburn, John Pierpont Morgan e os também ex-presidentes Franklin D. Roosevelt, Richard Nixon, George H. W. Bush e John F. Kennedy. Além desses clientes famosos, a BROOKS BROTHERS é a responsável pelo figurino da Lincoln Jazz Orchestra, cujo diretor artístico é Wynton Marsalis.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos tempos. Do primeiro logotipo, passando pelo tradicional ícone da ovelha de ouro suspensa por uma fita, que se tornou símbolo da sofisticação e elegância para quem tem a honra de vestir BROOKS BROTHERS, a marca sempre manteve uma áurea clássica. O tradicional símbolo está praticamente onipresente em sua comunicação, ambiente das lojas, embalagens e etiquetas.


As lojas de desconto da marca, batizadas de BROOKS BROTHERS FACTORY STORE, utilizam uma tipografia de letra diferente.


Os slogans 
Two Hundred Years of American Style. 
The Original American Brand. 
An American Icon Since 1818. 
Generations of Style.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 7 de abril de 1818 
● Fundador: Henry Sands Brooks 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Brooks Brothers Group Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Retail Brand Alliance) 
● CEO: Claudio Del Vecchio 
● Faturamento: €1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 280 
● Presença global: 71 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 3.500 
● Segmento: Moda casual 
● Principais produtos: Roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Van Heusen, Arrow, Ralph Lauren, Gant, Lacoste, La Martina, Original Penguin e Paul & Shark 
● Ícones: O símbolo The Golden Fleece 
● Slogan: Two Hundred Years of American Style. 
● Website: www.brooksbrothers.com 

A marca no mundo 
A tradicional e clássica BROOKS BROTHERS, mais antiga fabricante americana de roupas masculinas, possui mais de 210 lojas e outlets nos Estados Unidos e opera ainda outras 70 unidades em outros países 70 países, como por exemplo, Austrália, Japão (segundo mais importante mercado da marca), Coréia do Sul, China, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Emirados Árabes Unidos, México, Canadá, Chile e Taiwan. A marca, que se caracteriza pelas estampas onde o xadrez e as listras têm destaque especial, mantém lojas âncoras em cidades como Nova York, San Francisco, Chicago, Boston e Beverly Hills. O vestuário masculino representa 80% das vendas anuais da marca, aproximadamente €1 bilhão. 

Você sabia? 
A marca americana não se apega somente à tradição. Procura acompanhar a história. Além da modernização de suas técnicas de fabricação e de gerenciamento, há uma responsabilidade social construída através de atividades filantrópicas. A BROOKS BROTHERS mantém um hospital infantil que investe em tratamentos para o câncer, além de uma fundação destinada a ajudar diversos mecanismos de caridade pelo país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Adega), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/7/2018

28.7.06

ARROW

Conhecida como a marca mais antiga de camisas do mundo, a ARROW por mais de 150 anos vem vestindo homens elegantes com suas camisas de colarinhos impecáveis. Símbolo americano que sempre ditou tendências de moda, a ARROW é destinada a pessoas que admiram e procuram refletir a imagem de juventude, otimismo e liberdade aliados à tradição na hora de vestir uma camisa.
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A história
Tudo começou no ano de 1851 na localidade de Troy, estado americano de Nova York, quando a empresa Maullin & Blanchard, fundada por Joseph Maullin, iniciou a produção de colarinhos removíveis de camisas para homens, que havia sido inventado, em 1825, pela dona de casa Hannah Lord Montague. Poucos anos depois, a empresa passou a ser conhecida como Cluett, Peabody & Company; e, em 1885, lançou no mercado a marca ARROW. Em aproximadamente uma década, Frederick Peabody transformou os colarinhos da marca ARROW em grife de moda, desenvolvendo seu nome no mercado americano. No ano de 1905, o artista J.C. Leyendecker criou o famoso anúncio chamado de “Arrow Collar Man”, tornando a marca muito conhecida e popular nos Estados Unidos. Para se ter uma idéia de como essa imagem ficou tão conhecida, ela acabou virando o símbolo ideal do homem americano na época. Em meados da década de 20, com a mudança dos homens americanos no estilo de se vestir, a ARROW passou a produzir camisas sociais, que rapidamente se tornaram um verdadeiro sucesso. Nos anos seguintes, o principal fator do sucesso das camisas marca foi a atenção que sempre foi dada à qualidade e distinção de seus produtos.
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Com o final da Primeira Guerra Mundial, o Detachable Collar (colarinho fechado e removível) se mostrou ultrapassado. Foi então, que a marca ARROW, atendendo a demanda dos consumidores, influenciados pelos soldados americanos que utilizavam colarinhos mais abertos e confortáveis, lançou no mercado o famoso “Trump” com grande variedade de cores e listras. No começo da década de 30 a marca ingressou com sucesso no mercado de roupas esportivas com o lançamento de camisas mais casuais. O crescimento da empresa foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial, quando a ARROW passou a fabricar uniformes militares. Com o fim do conflito, a marca voltou a produzir suas famosas camisas e aumentou sua linha de produtos com ternos, blazers esportivos, gravatas, pijamas e moda praia.
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Em 1968, menos da metade das camisas produzidas pela marca eram as tradicionais em cores brancas, mostrando a evolução da ARROW através dos tempos. Nos anos seguintes a marca ARROW foi promovida por nomes famosos como o cantor Tony Bennett, o mágico David Copperfield, os astros do futebol americano Joe Montana e Frank Tarkenton, e o tenista Jim Courrier. Além disso, na década de 90, a marca experimentou uma forte expansão internacional, com suas tradicionais e impecáveis camisas sendo comercializadas em vários outros países do mundo.
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Pouco depois da virada do milênio, em 2001, ao completar 150 anos de existência, a ARROW lançou no mercado um forte campanha publicitária como o slogan “A history of excellence”. Nesta época, a Phillips-Van Heusen, uma das empresas mais tradicionais na produção de roupas masculinas, já produzia as camisas ARROW sob licença no mercado americano. Em 2004, a Phillips-Van Heusen adquiriu por aproximadamente US$ 70 milhões os direitos mundiais sob a ARROW e passou a ser proprietária e responsável pela produção e comercialização de seus produtos, que atualmente contam com, além das tradicionais camisas, gravatas, calças, ternos e uma pequena linha feminina.
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A evolução visual
Recentemente a marca ARROW modificou sua identidade visual com a apresentação de um novo logotipo, que apesar da imagem mais contemporânea, não deixou de conter a tradicional seta como símbolo.
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1851
● Fundador:
Joseph Maullin
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca:
Phillips-Van Heusen Corporation
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman & CEO: Emanuel Chirico
● Faturamento: US$ 350 milhões (estimado)
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global:
90 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 800
● Segmento: Vestuários
● Principais produtos: Camisas masculinas e gravatas
● Ícones:
A qualidade das camisas
● Slogan: When You Know.
● Website:
http://www.arrow-menswear.com/
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A marca no mundo
Atualmente a marca AROOW possui aproximadamente 25 afiliados mundiais para produção e distribuição de seus produtos em mais de 90 países, alcançando vendas próximas dos US$ 350 milhões.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 8/2/2010