Mostrando postagens com marcador Desenhos animados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenhos animados. Mostrar todas as postagens

17.1.12

TINTIN

Ele é repórter, aventureiro, perspicaz e intuitivo. Já enfrentou inúmeros vilões, sempre dispostos a fazer maldades. É capaz de viajar do Tibet para a Lua ou do Egito para as profundezas do mar, perseguindo a verdade e a justiça. E sempre acompanhado de um simpático cachorrinho branco. Dificilmente quem tem mais de 40 anos não se lembra de TINTIN, que recentemente voltou, agora no cinema, para conquistar uma nova geração de apaixonados fãs.

A história
Criado em 1929 por Georges Prosper Remi, um escritor e cartunista belga mais conhecido pelo apelido de Hergé (baseado na pronúncia das iniciais de Remi e Georges), TINTIN era um jovem repórter, curioso por instinto, que adorava viajar e desvendar casos misteriosos. A primeira história em quadrinhos (na verdade tirinhas semanais em preto e branco) apareceu no dia 10 de janeiro nas páginas do “Le Petit Vingtième”, suplemento juvenil do jornal Le Vingtième Siècle. As tirinhas foram um verdadeiro sucesso imediato, fazendo com que as vendas da edição de quinta-feira do jornal, dia em que o suplemento onde TINTIN aparecia circulava, aumentassem em 600%.


A aventura inicial já construía as bases da série. Hergé apresentou o personagem como um jornalista do suplemento, o que fica explícito logo no primeiro quadrinho: “O Petit Vingtième, sempre preocupado em satisfazer seus leitores e mantê-los informados do que acontece no mundo, acaba de enviar à Rússia soviética um de seus melhores repórteres: Tintim!”. Seus companheiros de aventuras eram Milu (Milou, no original em francês), um fiel fox terrier de estimação e seu melhor amigo; e o Capitão Archibald Haddock, um ex-oficial da marinha mercante e irremediável amante de rum, que passou a fazer parte das histórias somente na década de 40. O enorme sucesso de TINTIN fez com que nas anos seguintes seguintes outras histórias fossem criadas, onde o personagem aparecia viajando pelo mundo para desvendar mistérios. Misturando fantasia, ficção científica, espionagem, mistérios e humor, AS AVENTURAS DE TINTIM (no original em francês, Les Aventures de Tintin) conseguiam prender a atenção de pessoas de todas as idades, amealhando milhões de devotados fãs pelo mundo inteiro.


Além disso, as aventuras do perspicaz TINTIN foram adaptadas para outras mídias, como livro (a reunião das aventuras, uma por álbum, ajudou a moldar um suporte editorial que vigora até hoje na Europa), incluindo a primeira versão encadernada (1930) e as versões coloridas (a partir de 1940), revistas e até mesmo versões animadas, além de virar peça de teatro (1941) e comédia musical. A primeira tentativa de adaptar uma aventura do personagem para filme, com marionetes, ocorreu em 1947. A primeira tradução de suas aventuras para o inglês ocorreu em 1958, mesmo ano em que o personagem estreou na televisão. No Brasil, TINTIM (em português ganhou um “m” no final” começou a ser publicado nas décadas de 1960 e 1970, pelas editoras Flamboyant e Record. E não parou por aí. TINTIN virou selo na Bélgica em 1979, moedas comemorativas e ganhou até um museu, localizado na pequena cidade de Louvain-La-Neuve, 30 km distante de Bruxelas, em um parque cortado por uma pequena rodovia que passa sob o edifício.


A morte de Hergé, no dia 3 de março de 1983 vitimado por uma leucemia, pôs fim às aventuras. Mas apenas no papel. Em outras mídias, o personagem continuou popular. O personagem conquistou uma nova geração de fãs no início da década de 90, quando em uma co-produção francesa e canadense, a série ganhou uma nova animação para televisão. O desenho animado estreou em 1991 e teve ao todo 21 episódios. No final de outubro de 2011, um dos mais queridos personagens dos quadrinhos chegou aos cinemas (Reino Unido) em uma superprodução 3D, intitulada “As aventuras de Tintin: O segredo do Licorne”, com direção de Steven Spielberg e produção de Peter Jackson. O filme foi gravado em motion capture, que capta as expressões e movimentos dos atores e os transforma em animação.


Alguns outros personagens importantes da série são o Professor Girassol (Tryphon Tournesol no original em francês), um inventor maluco quase surdo que carrega um pêndulo para onde quer que vá e que, entre outras coisas, criou o foguete que levou TINTIN à Lua; Dupont e Dupond, dois atrapalhados investigadores que, mesmo não tendo nenhum parentesco, são incrivelmente parecidos tanto na aparência quanto nas ações (apenas o bigode permite diferenciá-los); a cantora Bianca Castafiore, diva da ópera dona de uma voz aplaudida no mundo todo, menos pela maioria dos personagens da série, a quem sempre traz muita confusão; além do mordomo Nestor e dos vilões Rastapopolus, desprovido de escrúpulos, que organiza complôs para atingir seus objetivos, General Alcazar e Dr. Müller.


Os álbuns
Ao todo As Aventuras de Tintim renderam 24 fantásticos álbuns:
1. Tintin au pays des Soviets – Tintim na Terra dos Sovietes (1930)
2. Tintin au Congo – Tintim no Congo (1931)
3. Tintin em Amérique – Timtim na América (1932)
4. Les Cigares du Pharaon – Os Charutos do Faraó (1934)
5. Le Lotus bleu – O Lótus Azul (1936)
6. L’Oreille cassée– O Ídolo Roubado (1937)
7. L’Île Noire – Ilha Negra (1938)
8. Le Sceptre d’Ottokar – O Cetro de Ottokar (1939)
9. Le Crabe aux pinces d’or – O Caranguejo das Pinças de Ouro (1941)
10. L’Étoile mystérieuse – A Estrela Misteriosa (1942)
11. Le Secret de la Licorne – O Segredo do Licorne (1943)
12. Le Trésor de Rackham le Rouge – O Tesouro de Rackham o Terrível (1944)
13. Les 7 Boules de cristal – Nas Sete Bolas de Cristal (1948)
14. Le Temple du Soleil – O Templo do Sol (1949)
15. Tintin au pays de l’or noir – Timtim ao País do Ouro Negro (1951)
16. Objectif Lune – Rumo à Lua (1953)
17. On a marché sur la Lune – Explorando a Lua (1954)
18. L’Affaire Tournesol – O Caso Girassol (1956)
19. Coke en stock – Perdidos no Mar (1958)
20. Tintin au Tibet – Timtim no Tibete (1960)
21. Les Bijoux de la Castafiore – As Jóias da Castafiore (1963)
22. Vol 714 pour Sydney – Vôo 714 para Sydney (1968)
23. Tintin et les Picaros – Tintim e os Picaros (1976)
24. Tintin et l’Alph-art – Timtim e a Alfa-Arte (1986)


Dados técnicos
● Origem: Bélgica
● Estréia (oficial):
10 de janeiro de 1929
● Estréia (televisão): 1958
● Criador:
Georges Prosper Remi
● Proprietário da marca:
Hergé Foundation
● Faturamento: Não divulgado
● Álbuns:
24
● Episódios TV: 21
● Filmes: 1
● Presença global: + 90 países
● Presença no Brasil: Sim
● Segmento: Desenhos animados tradicionais
● Website: www.tintin.com

A marca no mundo
TINTIN e suas histórias, que pertencem a Fundação Hergé, estão presentes em mais de 90 países ao redor do mundo. As histórias do carismático personagem já foram traduzidas para aproximadamente 60 idiomas (inclusive vários dialetos como alsaciano, occitano e valão) e venderam mais de 220 milhões de cópias. Além disso, a fundação fatura com o personagem através de licenciamento. Existem mais de 250 produtos, desde despertadores, canecas, roupas e DVDs, até cuecas e jogos, que estampam a imagem de TINTIN e sua turma. A primeira loja totalmente dedicada a produtos sobre o personagem, The Tintin Shop, foi inaugurada em 1984 no Covent Garden em Londres.

Você sabia?
O personagem é conhecido como TIM em alemão, TENTEN em turco e TITINUS em latim.
Especialmente por causa de TINTIN, Hergé ficou conhecido como o “Walt Disney europeu”.
Há dúvidas sobre essa afirmação, mas alguns estudiosos dizem que Hergé se inspirou nas características físicas de seu irmão caçula, Paul, para desenhar o personagem. TINTIN é mostrado como um jovem de pele clara e cabelos castanhos, com um charmoso topetinho no alto da cabeça.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 17/1/2012

23.9.06

SMURFS

Lala lalala la lalalala... Pequenas criaturas azuis, semelhantes a duendes, felizes e boazinhas, vivendo em casinhas de cogumelos em uma aldeia escondida no meio de uma floresta. Coisa de criança? Tenha a maior certeza! Mas ainda atrai fãs que já passaram da idade de ficar em frente à televisão em um típico sábado de manhã. Esses são os SMURFS.

A história
As pequenas criaturas foram criadas por Pierre Culliford, um cartunista e ilustrador belga mais conhecido pelo apelido de Peyo. A primeira aparição, na qual nem chegam a aparecer de corpo inteiro, aconteceu no dia 23 de outubro de 1958, onde as criaturas eram coadjuvantes em uma das histórias de “Johan’s and Peewit’s Adventures” (que narra aventuras de um cavaleiro chamado Johan e de seu escudeiro anão Pirlouit na Idade Média), publicada na revista em quadrinhos Le Journal de Spirou. Os pequenos seres, que segundo o criador tinham a estatura comparada a três maçãs empilhadas, estrearam na história “La flûte à six trous” (“A flauta de 6 buracos”), quando a dupla descobre a existência deles. Não demorou muito para conquistarem a simpatia do público e ganharem suas próprias histórias e quadrinhos já em 1959. Com o nome original de “Les Schtroumpfs”, cada SMURF possuía personalidade específica e habilidade ou defeito característico. Em uma aldeia comandada pelo PAPAI SMURF viviam os pequenos seres azuis, entre eles o gênio, o cozinheiro, o poeta, o brincalhão, o ranzinza, o apaixonado, o robusto, o pintor, o habilidoso, o preguiçoso, o bebê SMURF, o vovô SMURF e até o guloso.


Nas imediações da aldeia, vivia o feudal Gargamel e seu gato Cruel. O feiticeiro perseguia os SMURFS, inicialmente queria apenas comê-los, porém mais tarde descobriu uma fórmula para obter ouro que precisava de SMURFS como ingrediente (no mínimo seis). Algumas coisas eram comuns a todos os pequeninos personagens: vestiam gorrinhos brancos, com exceção do PAPAI SMURF, que utilizava um vermelho, falavam um idioma chamado “smurfês” e adoravam comer as folhas de Salsaparrilha.


Na década seguinte, alguns curtas de animação em preto e branco dos SMURFS foram produzidos em seu país de origem. O sucesso foi tão grande que em 1981 as histórias foram transformadas em desenhos animados para a televisão por Fred Silverman, diretor da rede NBC, e reproduzidos pelas mãos da Hanna-Barbera Productions, que produziu 421 animações entre 1981 e 1989. Os SMURFS se tornaram populares também por causa do “Lala lalala la lalalala”, canção repetida incansavelmente pelos azulados seres enquanto trabalham ou realizam alguma tarefa. Foi a partir deste momento que a série conquistou crianças em vários países do mundo, se tornou um clássico dos desenhos infantis, ganhou um prêmio Emmy e até inspirou outro desenho: os Snorks.


No Brasil o desenho foi apresentado pela Rede Globo nos programas Balão Mágico e Xou da Xuxa. Com o passar dos anos, os pequeninos personagens azuis não se limitaram apenas às páginas impressas e às telas das televisões. Eles inspiraram discos e CDs que venderam milhões de cópias, coleções inteiras de bonecos e brinquedos, e muitos outros produtos. Ao todo, mais de 3 mil produtos derivados dos personagens foram produzidos e grandes marcas e empresas espalharam suas mensagens publicitárias pelo mundo com a ajuda dos pequenos seres azuis.


No final de julho de 2011, os pequenos seres finalmente ganharam vida nas telonas com o lançamento do filme THE SMURFS, que mistura live action (atores reais) e animação em 3D, dirigido por Raja Gosnell e estrelado por Hank Azaria (Gargamel), Neil Patrick Harris, Jayma Mays e a colombiana Sofia Vergara. No filme, o malvado feiticeiro Gargamel persegue os SMURFS até deixarem a sua aldeia, fazendo com que seis deles caiam através de um portal mágico, e venham parar no nosso mundo, na verdade, em pleno Central Park de Nova York. Com apenas 3 maçãs de altura e presos na “Big Apple”, eles precisarão encontrar um modo de voltar à sua aldeia antes que Gargamel os encontre. Os SMURFS são populares até os dias. E existe uma explicação para tamanho sucesso desses pequenos seres: eles representam a humanidade em sua melhor expressão, enfatizando a família e a importância da cooperação.


Os personagens
Existem 106 diferentes SMURFS no total, alguns somente apareceram em poucos episódios da série e por tempo limitado. Entre os principais personagens estão:
PAPAI SMURF (Papa Smurf): Chefe da aldeia é o terceiro mais velho, com 543 anos, reconhecido de imediato pela sua barba branca. Utiliza uma calça e um gorro vermelho e conhece alquimia melhor que seu inimigo Gargamel. Sua sabedoria e sua paciência marcantes são as responsáveis por manter todos os pequenos seres azuis unidos.
VOVÔ SMURF (Grandpa Smurf): O mais velho deles, que retorna a aldeia depois de 500 anos de ausência. É identificado pela sua enorme barba branca, pelo seu inseparável cajado, óculos de leitura, além de vestir gorro e calça amarelos.
SMURFETE (Smurfette): Originalmente a única SMURF feminina, foi criada por Gargamel como parte de um plano para atrair os pequenos seres para uma armadilha. Mas a mágica de Papai Smurf a transformou em uma charmosa SMURF loira (já que era morena) que todos na vila adoram. Ela adora flores e a cor rosa.
BEBÊ SMURF (Baby Smurf): Foi entregue na vila por uma cegonha em uma noite de lua cheia. Ele tem poderes mágicas.
RANZINZA (Grouchy Smurf): Tão mal-humorado e pessimista que chega a ser tremendamente cômico sempre repetindo a frase “Eu odeio (qualquer assunto)”. Não importa o que os outros digam, ele discorda. Ele reclama, briga e é sempre o pessimista da aldeia, achando que tudo vai dar errado.
GÊNIO (Brainy Smurf): Único que usa óculos é o mais estudioso, inventor e inteligente da aldeia. Sempre bola os planos para fugir das emboscadas criadas por Gargamel. Apesar de ser uma enciclopédia ambulante, não se pode contar com ele para tomar decisões rápidas. É o aprendiz do PAPAI SMURF.
ROBUSTO (Hefty Smurf): É o mais forte deles, tem uma tatuagem de coração flechado no braço e está sempre se exercitando e levantando peso.
BRINCALHÃO - JOCA (Jokey): É o SMURF que prega peças, faz piadas irritantes e distribui presentes explosivos.
VAIDOSO (Vanity Smurf): Possui uma florzinha no gorro e vive se admirando em seu espelho. A única pessoa que ele admira além de si mesmo é a Smurfette (da qual aliás todos os SMURFS admiram) mas não mais do que a si próprio.
HABILIDOSO (Handy Smurf): Conserta tudo. Usa sempre um lápis na orelha para desenhar e calcular os seus projetos. Boa parte do tempo veste um macacão azul. Ele é famoso também pelas suas criações tecnológicas como o telefone (Telesmurf), a máquina do tempo e o automóvel (Smurfmobile).
POETA (Poet Smurf): As voltas com sua caneta de pena e seu pergaminho, vive declamando e escrevendo poesias, versos e sonetos.
PINTOR (Painter Smurf): Utiliza paleta, avental e fala com sotaque francês. Quadros, tintas, pincéis e cores são as maiores alegrias de sua vida.
HARMONIA (Harmony Smurf): Tem alma de um grande músico, mas não o talento, por isso quando toca seu trompete deixa os outros SMURFS irritados.
DESASTRADO (Clumsy Smurf): Está sempre tropeçando, causando desastres e quebrando as coisas. Todos torcem para que ele fique o mais parado possível, porque qualquer coisa banal que faça pode desencadear uma grande confusão.
PREGUIÇOSO (Lazy Smurf): Vive dormindo. Desde que acorda a única coisa que ele quer na vida é que a noite chegue logo para poder voltar ao seu adorado travesseiro. Se bem que ele dorme durante o dia em qualquer lugar.
APAIXONADO (Enamored Smurf): Desde a chegada de Smurfete passa o dia sonhando com ela, escrevendo seu nome nos troncos das árvores.
COZINHEIRO (Cook Smurf): É o cozinheiro, e como tal usa chapéu de chef e avental. Sua casa exala cheiro de deliciosas guloseimas, bolos e tortas.
GULOSO (Greedy Smurf): Tudo é delicioso para ele que só pensa em comida. Suas comidas favoritas são aquelas que ele rouba do SMURF Cozinheiro.
FAZENDEIRO (Farmer Smurf): Cultiva plantações, organiza as colheitas e abastece a aldeia com frutas e vegetais. É claramente identificado pelo seu tradicional chapéu de palha e macacão verde.
SONHADOR (Dreamy Smurf): Vive sonhando com outros lugares e coisas.
ARQUITETO (Architect Smurf): Responsável pela criação das casas em forma de cogumelos da aldeia.
ALFAIATE (Tailor Smurf): Responsável por fazer todas as roupas dos SMURFS, é sempre visto com uma fita métrica pendurada no pescoço.
ASSUSTADO (Scared Smurf): O medroso.
SUJÃO (Sloopy Smurf): Adora sujeira.
PESCADOR (Fisher Smurf): É o pescador da aldeia.
ARROJADO: Está sempre tentando ser o corajoso da aldeia, mas nunca consegue.
SAPATEIRO (Cobbler Smurf): Com seu tradicional avental marrom é o responsável por fazer os sapatos dos SMURFS.
MINEIRO (Miner Smurf): É identificado pelas luvas marrons e por uma vela em cima do gorro. Ele trabalha em uma mina retirando metais preciosos.
CARPINTEIRO (Carpenter Smurf): É o responsável por construir os móveis e objetos de madeira da aldeia.
NATURAL (Wild Smurf): Ele usa roupas feitas de folha, foi criado na natureza e tem o poder de se comunicar com os animais da floresta.
PUPPY: Esse simpático cachorro foi dado como presente para o PAPAI SMURF. Mesmo um cão pequeno é grande para os padrões dos SMURFS, o que pode sempre causar algum problemas para os pequenos seres. Como apenas bebê Smurf sabe como abrir a coleira do pescoço dele, Puppy adotou-o como proprietário. Ele sempre protege seus amigos dos ataques de Gargamel e Cruel.


Além de GARGAMEL e seu gato CRUEL (Azrael) os SMURFS tem outros inimigos menos conhecidos como SCRUPLE, o aprendiz de Gargamel; LORD BALTAZAR, o terrível padrinho de Gargamel; HOGATHA, uma bruxa feia que utiliza sua magia para conseguir pretendentes; WARTMONGERS, monstros do pântano comandados pelo Rei BULLRUSH; e BIG MOUTH, um gigante que apesar de não ser propriamente um inimigo dos SMURFS, devido ao seu tamanho sempre causa enormes problemas para os pequeninos seres azuis.


Os nomes
O nome original em francês, já que foram criados na Bélgica, é Les Schtroumpfs. Se no Brasil ficaram conhecidos como SMURFS, em outros países os personagens assumiram outros nomes.


Dados técnicos
● Origem: Bélgica
● Estréia (quadrinhos):
23 de outubro de 1958
● Estréia (televisão):
12 de setembro de 1981
● Criador:
Pierre Culliford
● Proprietário da marca: International Merchandising, Promotion & Services (IMPS)
● Episódios: 421
● Presença global: + 30 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Segmento:
Desenhos animados tradicionais
● Principais personagens:
Papai Smurf, Smurfete e Gargamel
● Website: www.smurfs.com

A marca no mundo
Os pequenos personagens ainda fazem sucesso em mais de 30 países ao redor do mundo, onde suas histórias (ao todo foram criados 421 episódios somente para televisão) são traduzidas para 25 idiomas. Atualmente os SMURFS emprestam sua marca e personagens para inúmeros produtos, desde livros (que venderam mais de 25 milhões de unidades traduzidas para 25 idiomas) jogos, álbuns de figurinhas, brinquedos até produtos para recém-nascidos. Hoje em dia a empresa belga International Merchandising, Promotion & Services (IMPS) administra os direitos autorais dos SMURFS.

Você sabia?
Segundo Peyo, falecido em 1992, o nome original “Schtroumpfs” é uma palavra inventada por ele, que falou de brincadeira para pedir o sal para o amigo cartunista André Franquin durante um almoço.
Recentemente na Bélgica, país de origem dos personagens, foi lançada uma série de moedas de €5 com a figura de um SMURF para comemorar o 50º aniversário de existência dos divertidos seres azuis.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), sites especializado em desenhos animados e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 12/8/2011

20.8.06

MICKEY MOUSE


Esse pequeno roedor, grande apreciador do calção vermelho, sapatos amarelos e luvas brancas, com um eterno sorriso estampado no rosto é o grande embaixador da DISNEY pelo mundo. Walt Disney e o desenhista Ub Iwerks não imaginavam que ao criarem Mickey Mouse, que virou símbolo máximo do Grupo DISNEY e o personagem mais conhecido do planeta, estariam inventando também uma verdadeira máquina de fazer dinheiro. Mickey sozinho é uma indústria gigantesca, estampando sua marca em produtos dos mais variados tipos.

A história
A origem mítica do pequeno rato foi estabelecida pelo próprio Walt Disney. Ele teve a ideia de criá-lo durante uma viagem de trem de Nova York para Los Angeles. Foi então que se lembrou de um camundongo que havia em seu antigo estúdio, com o qual brincava com a ponta do lápis e que chegou até mesmo a batizar com o nome de Mortimer. Mas sua esposa, Lilian, achou o nome formal demais para o personagem e sugeriu MICKEY MOUSE. O personagem tomou forma pelas mãos do talentoso desenhista Ub Iwerks pela primeira vez em 1928, nos curtas-metragens “Crazy Plane” (lançado em 15 de maio) e “Galloping Gaucho” (lançado no dia 2 de agosto) que passaram praticamente despercebidos aos olhos do público. Apesar disso, a data oficial de seu nascimento é o dia 18 de novembro de 1928, quando o curta-metragem STEAMBOAT WILLIE (O Vapor Willie), no qual Mickey é marinheiro de um barco, comandado pelo malvado capitão João Perneta (Peg-Leg Pete), sendo condenado a descascar batatas por gostar muito de música, estreou no Old Colony Theatre de Nova York. Dirigido e produzido pelo próprio Walt Disney e Ub Iwerks, ao custo de US$ 15 mil, foi o primeiro desenho animado a utilizar trilha sonora sincronizada (missão cumprida pelo maestro Carl Edouard e sua orquestra), ou seja, o filme tinha som, diálogos e efeitos sonoros (os personagens animados podiam falar, cantar e tocar instrumentos), e isso fez a diferença, embora nenhum dos espectadores pudesse adivinhar que assistia ao nascimento de um dos mais populares heróis do cinema de animação.


O título era uma paródia do filme “Steamboat Bill Jr.” de Buster Keaton. A música foi adicionada por Wilfred Jackson e incorpora melodias populares como “Steamboat Bill” e “Turkey and the Straw”. A maior dificuldade na produção foi conseguir um dublador que fizesse a voz do camundongo exatamente como seu criador, Walt Disney, queria. Como ninguém conseguia acertar, não teve dúvida: ele mesmo gravou a voz que ficou famosíssima no mundo todo. No filme de aproximadamente 8 minutos, Mickey tinha uma aparência bem diferente da atual: olhos representados por dois pontos negros, um focinho mais pontudo e comprido e a cor da pele de sua cara branca e não bege. O filme foi uma espécie de apoteose antecipada para um personagem destinado a tornar-se um dos ícones do século passado. O sucesso foi tanto nos cinemas, que desencadeou a criação de “Silly Symphonies”, uma série musical para a abertura das sessões de cinema. Esse curta-metragem apresentava Mickey em preto-e-branco e a inovação do uso da câmera multiplano. Mickey pronunciou suas primeiras palavras (“Hot-dogs, Hot-dogs”) em 1929 no curta animado “The Karnival Kid”, no qual vendia cachorros-quentes em um parque de diversões. Em 1930, o pequeno personagem havia conquistado não apenas os corações dos americanos como também audiência e popularidade no mundo inteiro, passando a chamar-se Michel Souris (França), El Miguelito Ratón (México), Mikki Kuchi (Japão), Micky Maus (Alemanha), Mikki Mús (Islândia), Mikki Maus (Rússia), Topolino (Itália), Miki Fare (Turquia), Míky Máous (Grécia), Myszka Miki (Polônia), Miki ha-`akhbar (Israel) e Mikki Hiri (Finlândia).


Ao longo de sua carreira Mickey Mouse passou por várias transformações em suas formas e a voz do personagem, dublada inicialmente pelo próprio Walt Disney, passou a ser feita por Jim Macdonald (entre 1947 e 1977) e depois por Wayne Allwine (1977-2009), que faleceu recentemente, em 2011, e curiosamente era casado com Russi Taylor, que faz a atual voz de Minnie Mouse. Atualmente o personagem é dublado por Bret Iwan. A primeira tira (ainda em preto e branco) diária do personagem surgiu em 13 de janeiro de 1930 com a aventura “Lost on a Desert Island” ainda desenhada pelas mãos de Iwerks, que pouco depois entregou a tarefa a Floyd Gottfredson, que para ele criou aventuras onde o pequeno rato se passava por detetive e jornalista, encontrando pelo caminho diversos personagens, entre os quais o amigo Goofy (Pateta), o seu cachorro Pluto, a sua namorada Minnie, entre muitos outros. Em 1932, a Academia de Hollywood premiou a DISNEY com um Oscar pela criação do personagem. Ainda neste ano, Mickey começou a aparecer em tiras dominicais de jornais desenhadas por Earl Duvall e escritas por Ted Osborne e Merill de Maris. Um dos primeiros produtos a contar com a imagem do personagem foi o famoso relógio do Mickey, produzido por Ingersoll em junho de 1933 ao preço de US$ 3.25. O primeiro desenho colorido do personagem, chamado “The Band Concert” (O Concerto da Banda), estreou no dia 23 de fevereiro de 1935. Foi neste momento que o personagem ganhou o tradicional calção vermelho e os sapatos amarelos, uma homenagem que Walt Disney fez à Ordem De Molay, da qual era membro.


Nos anos quarenta ocorrem as primeiras alterações gráficas que surgiriam em um de seus mais famosos filmes: “Fantasia” (1940). A revista nº 1 do Mickey foi publicada somente em outubro de 1952. O Mickey Mouse Club, um marcante programa infantil, foi levado ao ar pela rede ABC em 1955 e estendeu-se até 1959, apresentando uma variedade de entretenimento: dança, música, astros de cinema e televisão, desenhos clássicos DISNEY, séries e um grupo de talentosas crianças que se tornaram uma sensação na época. Em 1978, na celebração de seus 50 anos, Mickey se tornou o primeiro desenho animado a ter direito a uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 2008, Mickey comemorou seus 80 anos de vida. Mas ele não parou no tempo, e mesmo depois de tantos anos continua na ativa em diversas mídias. Além de atuar nos parques DISNEY, ele conquistou a televisão, e formou uma legião de fãs ao redor do globo a partir do saudoso “Clube do Mickey”. Seus quadrinhos continuam em alta em vários países, com o lançamento de novas séries e gibis especiais. E o ratinho invadiu até mesmo os modernos games e também foi adaptado para os mangás. Apesar de tanta inovação, ele continua desempenhando seu melhor papel, o de entreter e até educar crianças e adultos em todo o mundo.


Ao longo de sua carreira o simpático rato fez mais de 130 filmes, embora tenha saído praticamente de cena nos anos 50, com exceção de filmes esporádicos, o último nos anos 80. Mickey também teve vários animais de estimação: o inseparável Pluto (cão), Tanglefoot (cavalo), Bianca (peixe), Milton (gato), Leeza (gata), Bobo (elefante) e Oscar (avestruz). A principal razão do sucesso do Mickey Mouse está na construção de sua imagem nas últimas oito décadas. Ainda continua sendo a cara da DISNEY, o garoto-propaganda dos pacotes turísticos, o símbolo maior do mundo da fantasia (o famoso camundongo, ao lado da parceira Minnie, é o anfitrião oficial dos parques temáticos Walt Disney World). O simpático rato tem sua imagem estampada em chaveiros, roupas, bichos de pelúcia, inúmeros souvenires, e até computadores (que possuem monitores com as inconfundíveis orelhas do rato mais famoso do mundo). Mickey Mouse tem 175 modelos diferentes de roupa. Acompanhe abaixo a evolução ao longo dos anos da cara de Mickey Mouse. Apesar das modificações, o mais importante é que com o passar das décadas, Mickey não perdeu a essência da sua identidade. Ficou mais tranquilo, estabeleceu um compromisso sério com a Minnie, virou um rato de família, com seu cachorro de estimação, mas sempre Mickey, com suas orelhas redondas e pretinhas.


Para quem não sabe Hidden Mickey, algo semelhante com °o°, é a denominação dada a toda silhueta das orelhinhas do Mickey incluídas sutilmente e estrategicamente nos desenhos animados, na arquitetura dos parques, no chão, nas suas atrações, dentro dos hotéis da DISNEY e que inúmeros visitantes adoram descobrir e observar. Segundo consta, surgiu nos anos 80 durante a construção do Epcot, quando os Imagineers decidiram esconder a silhueta do rato mais famoso do mundo em toda parte: atrações, latas de lixo, decoração e até no chão. Para ser considerado um Hidden Mickey, a imagem não pode ser percebida imediatamente. Além disso, deve estar inserida dentro de um parque ou loja e em um contexto que normalmente não teria Mickey Mouse. Por todo o império DISNEY Mickey parece ser onipresente: no design dos prédios, móveis e portais, assim como em todas as atrações em seus parques temáticos; e até o sorvete tem o formato de suas orelhas.


O primeiro desenho 
Mickey Mouse fez sua verdadeira estréia no desenho STEAMBOAT WILLIE no dia 18 de novembro de 1928, que revolucionária o cinema mundial por suas inovações. Assista abaixo o filme original.

 

A evolução do personagem
Apesar de manter suas características e traços iniciais, o personagem passou por mudanças visuais ao longo do tempo. Com o rabo e o focinho menores, ele ganhou jovialidade. Acompanhe abaixo a evolução da cara do Mickey.


E para os designers e ilustradores a imagem abaixo é um guia rápido para aprender a desenhar o famoso ratinho.


Dados técnicos
● Origem: Estados Unidos
● Estréia (oficial): 18 de novembro de 1928
● Estréia (televisão): 1955
● Criador: Walt Disney
● Desenhista: Ub Iwerks
● Proprietário da marca: Walt Disney Company
● Faturamento: US$ 750 milhões (somente na América do Norte)
● Filmes: 29
● Presença global: + 180 países
● Presença no Brasil: Sim
● Segmento: Desenhos animados tradicionais
● Website: www.disney.com

A marca no mundo
Mascote oficial da Walt Disney Company, Mickey Mouse é tão onipresente em todas as áreas da empresa como seu criador, Walt Disney. Um dos personagens mais conhecido do mundo, o simpático ratinho é uma verdadeira mina de ouro para a empresa, faturando todos os anos aproximadamente US$ 750 milhões (em anos passados o camundungo já chegou a registrar vendas superiores a US$ 10 bilhões ou quase um terço da receita do grupo DISNEY), somente na América do Norte com licenciamento de produtos. O personagem está presente na televisão, em filmes, gibis, livros, revistas, jogos de videogames, nos parques temáticos e em centenas de produtos licenciados. Os livros Mickey Mouse Clubhouse são publicados em 25 línguas e 48 países, vendendo anualmente 21 milhões de cópias.

Você sabia?
Mickey Mouse posou para fotografias com praticamente todos os presidentes americanos, desde Harry Truman em 1945.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas), sites (viajandoparaorlando.com e wdwnews.com), livro “A magia do Império Disney” (da autora Ginha Nader) e Kadu Dias (Publisher & Founder do Mundo das Marcas, que há mais de 20 se dedica a pesquisar e estudar a Walt Disney Company).

Última atualização em 15/1/2013