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13.4.17

RIDER


Um verdadeiro clássico nos anos de 1990, RIDER marcou uma geração inteira com seus confortáveis chinelos de tira única e propagandas históricas. A marca se reinventou para sobreviver e voltou com produtos mais modernos e descolados, mas sem deixar a originalidade de lado. 

A história 
A história começou em 1986 quando a Grendene, uma das maiores empresas de calçados do Brasil fundada em 1971 inicialmente para produzir embalagens de plástico para a indústria de vinhos, resolveu ingressar em uma nova categoria de mercado e criou RIDER, o famoso chinelo de tira única e larga com solado fofinho, direcionado para o público masculino. Rapidamente o chinelo, com design diferenciado e priorizando o conforto, se tornou um sucesso e podia ser visto nas praias, piscinas e ruas. Mas esse sucesso não aconteceu por acaso. A Grendene investiu pesado em sua nova marca e produto com campanhas publicitárias que se tornaram clássicas. Campanhas estas estreladas por atletas como Careca, Roberto Carlos, Falcão, Rivelino, Nelson Piquet, Romário e Emerson Fittipaldi, aliadas ao conceito “sombra e água fresca” e o slogan “Dê férias para seus pés” contribuíram para tornar o chinelo cada vez mais popular e um verdadeiro clássico dos anos de 1990. Além disso, RIDER também fez sucesso por uma característica única, especialmente para os consumidores que moravam em cidades de clima frio: o chinelo podia ser usado com meia e ainda assim ser confortável.


O famoso chinelo chegou a vender 40 milhões de pares no início dos anos de 1990, correspondendo a 20% de participação, em valor, no mercado brasileiro de chinelos. Em seguida, RIDER lançou as linhas feminina e infantil, aumentando assim seu alcance e público. O chinelo estava no auge, quando as Havaianas se reinventaram e, a partir de 1994, entraram com tudo no segmento da moda. As vendas dos modelos femininos foram os primeiros a cair. E depois os masculinos. Mesmo assim, RIDER foi lançado no mercado americano em 1997, onde o chinelo ficou conhecido como sleeper, por causa da facilidade de enfiar o pé. Depois de perder a liderança para as Havaianas também no mercado de chinelos masculinos em 2004, nos anos seguintes RIDER era apenas uma marca “perdida” dentro do portfólio da Grendene. Mas mesmo assim, uma pesquisa apontou que o nome RIDER era conhecido por 93% dos brasileiros, um ativo que a Grendene não iria desperdiçar.


Foi então que no mês de outubro de 2009, para acabar com o estigma de “chinelo de velho”, e reverter a baixa aceitação do produto, especialmente por parte do público jovem, a marca foi completamente rejuvenescida ganhando um apelo fashion, um novo conceito e um público-alvo diferente. Com isso, foi tomada uma decisão radical: o modelo tradicional, aquele de tira única, foi substituído por chinelos com divisória entre os dedos, para concorrer diretamente com as descoladas Havaianas. A partir deste momento RIDER foi promovido ao posto de sandália. Porém, fora do Brasil, o modelo de tira única nunca deixou de ser vendido e sempre fez enorme sucesso.


Com o novo posicionamento, RIDER também lançou papetes e tênis, alinhados com a temática da aventura e da caminhada explorada neste novo momento, que incentivava o consumidor a curtir todos os momentos do dia a dia. Nos anos seguintes, após um hiato, a marca RIDER voltou a investir na publicidade de seus produtos, agora com ar moderno e visual fashion, utilizando slogans como “Enjoy the Ride” (em português, aproveite o movimento) e “Lifeaholic”, além de campanhas como “Fuja da Mesmice’’, lançada de 2015.


Em 2016 a marca completou 30 anos e, para comemorar, relançou sua icônica linha de chinelos shape slide, aqueles com uma única tira e dedos de fora. Entre modelos do relançamento estava uma releitura do R86, primeiro chinelo da marca nos clássicos tons de azul marinho, branco e vermelho. Era uma réplica do original, só que reconstruída com uma sola mais leve e com um material de cima mais macio e flexível do que o original. Os modelos foram repaginados e vendidos inicialmente apenas em algumas lojas selecionadas em tiragens limitadas. E não é que os tradicionais chinelos RIDER voltaram a fazer sucesso. Tanto que a marca fechou parceria com a Marvel e a NBA (liga americana profissional de basquete) e lançou modelos com as cores e símbolos da equipes e personagens de quadrinhos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande e radical remodelação ao longo da história. Essa mudança aconteceu em 2009 quando a marca foi totalmente reformulada e adotou um novo posicionamento.


Os slogans 
Lifeaholic. (2014) 
Enjoy the Ride. (2010) 
Para tudo que é novo, novo Rider. (2009) 
Dê férias para seus pés.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1986 
● Criador: Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Rudimar Dall’Onder 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Chinelos e sandálias 
● Concorrentes diretos: Havaianas, Dupé, Nike, Puma e Adidas 
● Ícones: O chinelo de tira única 
● Slogan: Lifeaholic. 
● Website: www.rider.com.br 

A marca no mundo 
A marca RIDER comercializa sua vasta linha de produtos, composta por mais de 60 modelos de chinelos e sandálias para o público masculino, feminino e infantil, em mais de 90 países ao redor do mundo. 

Você sabia? 
A marca se tornou popular muito em virtude das campanhas publicitárias assinadas pela W/Brasil do publicitária Washington Olivetto, que, na década de 1990, acrescentaram pérolas à cultura brasileira como a interpretação dos Paralamas do Sucesso para País tropical, de Jorge Ben Jor. Sem falar na troca de gentilezas entre Tim Maia, que cantou Como uma Onda, e Lulu Santos, que emprestou sua voz a Descobridor dos Sete Mares. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Estadão, Folha, Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/4/2017

29.6.10

IPANEMA


Um verdadeiro sucesso de vendas. É leve, sensual e tropical como a mulher brasileira. É sucesso na Europa, Ásia e nas Américas. E charmosa até no nome, que remete a uma das praias mais famosas do Brasil. Quem poderia imaginar que em algum momento surgisse uma marca capaz de desafiar o maior ícone do segmento brasileiro de calçados. Pois foi justamente isso que a marca IPANEMA fez com as famosas Havaianas. Sempre ligada com as últimas tendências, a IPANEMA conquistou os pés de mulheres dos mais variados perfis, desde urbanas, românticas, praianas, até as clássicas. Tudo com estilo e uma dose ousadia. 

A história 
A história começou quando a Grendene, uma das maiores empresas produtoras de calçados sintéticos do Brasil e do mundo, fundada em 1971, resolveu ingressar de vez no segmento de mercado da linha praia. Depois de anos de estudos e pesquisas, em julho de 2001, a empresa lançou no mercado a marca IPANEMA, composta por sandálias femininas a preços competitivos. O nome IPANEMA foi escolhido porque tinha tudo a ver com o que a empresa queria da marca: Ipanema é cosmopolita, símbolo internacional da beleza brasileira (tanto a natural quanto a feminina) e ícone do “south american way of life”, como diriam os fãs gringos. Além disso, o nome remetia à tropicalidade e à moda praia, duas características que se identificavam com o novo produto. Mesmo tendo como forte concorrente a tradicional e fashion Havaianas, a nova marca começou a conquistar de vez um lugar cativo nos pés de milhões de brasileiras.


A grande visibilidade que faltava aconteceu já no ano seguinte. Para dar nome a uma nova linha de chinelos e sandálias, nada como uma celebridade que era sinônimo de moda. A linha IPANEMA GB com a cara – e o nome – da super modelo Gisele Bündchen, foi lançada no mercado no mês de julho de 2002, incluindo sandálias e chinelos com design diferenciado para atender aquela parcela do mercado chamada de “casual chic”. Era a primeira vez que a modelo licenciava seu nome para um produto. O resultado não poderia ser outro: uma explosão nas vendas e o aumento do reconhecimento da marca pelo público brasileiro e também internacional.


O fator Gisele Bündchen foi fundamental para a jovem marca IPANEMA crescer e ganhar notoriedade. Rapidamente a marca conquistou uma importante participação de mercado, oferecendo produtos com tecnologia diferenciada, além é claro, de conforto. As sandálias IPANEMA também passaram a ser presença constante em renomadas lojas de departamento na Europa, como por exemplo, a Galeria Lafayette e a Printemps, em Paris, e no El Corte Inglés, em Madri. Pioneira no lançamento de novidades, a IPANEMA foi a primeira marca a criar grafias na palmilha e nos cabedais; e também foi quem lançou nessa categoria a anatomia, com formas e curvas que se moldam aos pés, proporcionando maior conforto e proteção ao caminhar.


Inicialmente direcionada mais para o público feminino, nos anos seguintes a marca começou a diversificar seus produtos com o lançamento de uma linha masculina, composta por modelos com estampas exclusivas; a linha Baby e Kids, que trazia para um público infantil sandálias e chinelinhos estampados com personagens populares da Disney, Homem-Aranha, Barbie e Moranguinho; Ipanema Bliss, com apliques nas tiras; a linha masculina Ipanema Brasil Surf, com grafia lateral, mais uma inovação da marca; Ipanema Rebelde Fun, com sandálias extremamente divertidas; Ipanema Shine, sandália com salto alto e cores vibrantes estampadas em tiras transparentes que se encaixam perfeitamente; e Ipanema Tropical, com estampas de todos os lados da sandália, muito mais colorida, muito mais alegre e, é claro, tropicalíssima.


O ano de 2009 foi marcante para a IPANEMA, que se consolidou como a mais versátil marca brasileira de sandálias de dedo. Neste ano foram lançados mais de 70 novos modelos, extrapolando o universo da moda praia com mais estilo e informação de moda. Depois de lançar seu comércio eletrônico em 2011, a marca inaugurou, no ano seguinte, seu primeiro quiosque, no Aeroporto Internacional de Fortaleza. Mais recentemente, no início de 2014, a marca inaugurou sua primeira loja própria, batizada de CASA IPANEMA. Localizada em plena praia de Ipanema no Rio de Janeiro, além de reunir os principais lançamentos da marca, incluindo peças assinadas em parceria com renomados estilistas, o prédio de três andares funciona ainda também como espaço colaborativo para exposições permanentes e lançamentos dos universos da moda, música e literatura. Há também um ateliê, em que as consumidoras podem montar suas próprias versões de famosa sandália, com opções de cor de base, de tiras e de pins. A decoração da loja é um capricho à parte: todos os objetos foram emprestados por personalidades do bairro de Ipanema.


Assim como a moda, a renovação da IPANEMA é contínua. O departamento de design está sempre em busca de novos materiais, técnicas de fabricação e inspiração nas principais tendências da moda mundial para lançar os produtos, estampas e variações. Por ano, são mais de 100 novos modelos. Além disso, a tecnologia utilizada para desenvolver as sandálias também é única, possibilitando modelos inéditos para um produto dessa categoria. Tem as anatômicas, elaboradas pra quem gosta de conforto sem perder o charme; as plataformas, para quem não abre mão da postura altiva; e toda uma sorte de desenhos que incluem transparências, brilhos e cores exclusivas. A marca foi a responsável por trazer para o segmento das sandálias a informação de moda traduzida em estampas, formas e design inovadores. Tudo isso aliado à tecnologia de última geração são os componentes que transformam os modelos da IPANEMA em itens de charme indispensável para qualquer guarda-roupa.


A evolução visual 
Para coroar o lançamento da nova marca em 2001, o famoso cartunista Ziraldo foi o responsável pela criação do primeiro logotipo da IPANEMA. Depois de passar por uma radical modificação, com o logotipo assumindo a forma de um pé e, pouco depois, ganhar uma nova tipografia de letra, a identidade visual foi simplificada (apenas com o nome da marca).


Os slogans 
Só a Ipanema Tem. 
As anatômicas só a Ipanema tem. (2007) 
Live The Fantasy. (internacional)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 2001 
● Criador: Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Rudimar Dall Onder 
● Faturamento: R$ 500 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sandálias e chinelos 
● Concorrentes diretos: Havaianas, Dupé e Azaléia 
● Ícones: A modelo Gisele Bündchen 
● Slogan: Só a Ipanema Tem. 

A marca no mundo 
Atualmente a completa linha de chinelos, tamancos e sandálias da marca IPANEMA é exportada para 90 países ao redor do mundo (com distribuição em mais de 60.000 pontos de venda), com mais de 100 milhões de pares vendidos todos os anos. No Brasil, a marca tem expressiva participação de mercado (com mais de 25%), sendo comercializada em todo território nacional. A marca IPANEMA responde por aproximadamente 22% do faturamento total da Grendene. 

Você sabia? 
As sandálias IPANEMA têm uma grande vantagem ambiental, pois são fabricadas com um composto de polímeros (plástico) 100% recicláveis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 4/7/2015

24.6.10

GRENDENE


Que menina nunca calçou uma sandália Melissa. E que menino nunca usou um confortável chinelo Raider. Isto sem contar as sandálias Ipanema, vistas desfilando nas principais praias do país e do mundo. Todos esses ícones do segmento foram criados pela GRENDENE, uma empresa que produz calçados inovadores e originais, de forma mais rápida, com maior precisão, com qualidade superior a custos altamente competitivos. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 25 de fevereiro de 1971 quando o empresário Pedro e seu irmão Alexandre Grendene Bartelle, atentos às inúmeras possibilidades do plástico, fundaram a GRENDENE na cidade gaúcha de Farroupilha para produzir telas para os garrafões de vinho produzidos na Serra Gaúcha, uma grande novidade para época, já que as telas até então eram feitas em vime. Desde então, nunca mais outra embalagem abraçou a bebida com tanta funcionalidade. Em 1976 a empresa iniciou a fabricação de peças de plásticos para máquinas e implementos agrícolas, e, em seguida, de componentes para calçados, tais como solados e saltos. A empresa foi pioneira na utilização da poliamida (náilon) como matéria-prima para a fabricação desses componentes. No final desta década, em 1979 lançou a NUAR, primeira marca de sandálias da empresa, e começou suas exportações.


A história da empresa começaria a mudar de rumos ainda neste ano quando observando as sandálias de tiras dos pescadores da Riviera Francesa, Pedro teve a ideia que revolucionou a GRENDENE e a moda brasileira: nascia a Melissa Aranha. Muito mais que um calçado de plástico injetado, a marca virou símbolo fashion e literalmente caiu no gosto das brasileiras. E inaugurou o merchandising de calçados em novela: a partir dos pés de Júlia, personagem interpretada por Sônia Braga na novela Dancing Days, a Melissa ganhou milhões de outros pés pelo Brasil afora. Em 1980 a empresa inaugurou uma matrizaria localizada em Carlos Barbosa, também no estado do Rio Grande do Sul, para produzir matrizes próprias para a fabricação de calçados de plástico.


Em 1983, o casamento de sucesso da marca Melissa com os grandes designers mundiais começou com as invenções de Jean-Paul Gaultier, Thierry Mugler, Jacqueline Jacobson e Elisabeth De Seneville. Pouco depois, em 1984, a GRENDENE ganhou os pés das meninas brasileiras quando foi lançada a Melissinha, a versão da sandália voltada para um público infantil e sempre acompanhada de algum brinde. Desde então, a linha Kids da empresa não parou mais de crescer. A aposta foi abusar dos licenciamentos, com personagens como Barbie, Hot Wheels e Disney, utilizando em boa parte o apelo emocional e lúdico dos calçados com acessórios, que expressassem o universo infantil.


A década contou ainda com outra grande novidade: em 1986, com design diferenciado e priorizando o conforto, a GRENDENE lançou os chinelos de tira única Rider, direcionados ao público masculino (as versões, feminina e infantil, foram acrescentadas a linha na década seguinte) e que ficaram conhecidos por “dar férias para os seus pés”. O chinelo continua um sucesso até os dias de hoje, sendo comercializada em 70 países. A década seguinte tem início com a instalação em Fortaleza da primeira unidade fabril no estado do Ceará, que tinha capacidade anual de produção de 5 milhões de pares. Pouco depois, em 1993, a GRENDENE inaugurou outra fábrica, desta vez na cidade de Sobral, também no estado do Ceará, motivada pelos benefícios fiscais, menor custo de mão-de-obra e localização estratégica para acesso ao mercado internacional.


No ano seguinte, pensando atingir diferentes tipos de mulheres, surgiu a linha Grendha, com opções para todos os estilos, desde os modelos mais clássicos até moda praia, casual e fashion, que tinha a frente dos lançamentos, celebridades como a cantora baiana Ivete Sangalo. Em 1996 tem início o reposicionamento da marca Melissa, que após dois anos sem lançamentos, inovou ao trazer a modelo Claudia Schiffer para desfilar os novos modelos da marca. No final desta década, em 1998, a GRENDENE criou uma divisão somente para cuidar especificamente da grife Melissa e entrar no novo milênio como ícone da moda. Em julho de 2001, para ingressar de vez na linha praia, a empresa lançou no mercado a marca Ipanema, composta por chinelos e sandálias femininas a preços competitivos. No ano seguinte, para dar nome a um produto GRENDENE, nada como uma celebridade que fosse sinônimo de moda: era a estreia da linha com a cara – e o nome – da super modelo Gisele Bündchen, que incluía sandálias e chinelos com design diferenciado com a marca Ipanema GB. Neste mesmo ano, a Melissa estreou na São Paulo Fashion Week, com modelos desenhados pelo renomado artista plástico Romero Britto. Era a GRENDENE cada vez mais inserida no universo da moda.


Em 2005, com ares high-tech e moderno, foi inaugurada a Galeria Melissa, na badalada Rua Oscar Freire, um dos endereços mais valorizados de São Paulo. A loja não se limitava a vender os produtos Melissa, mas também objetos de arte e design, e contava a história de um dos calçados mais tradicionais do país, que se renova a cada coleção. No final de 2006, houve o lançamento de uma nova marca, a Ilhabela, voltada para um público jovem feminino, na faixa etária de 18 a 25 anos. Já no ano seguinte a empresa lançou uma nova marca no mercado: Zaxy, linha de combate, vendida mais barato para concorrer com as cópias piratas da Melissa. O ano de 2009 foi repleto de novidades para a empresa: primeiro atingiu a expressiva marca de 150 milhões de calçados inteiramente produzidos no Brasil; depois, reposicionou a marca Rider no mercado; e por fim lançou a Cartago, uma nova marca de chinelos para o público masculino. Em 2012, além de inaugurar a Galeria Melissa em Nova York, a empresa comemorou pelo décimo ano a liderança em pares de calçados exportados pelo Brasil.


E a GRENDENE conseguiu um fato notável na indústria: ano após ano, a empresa gaúcha vem aumentando o número de pares vendidos na China (os maiores fabricantes de sapatos baratos), provando que é possível jogar também no contra-ataque e não apenas ficar lamentando a invasão dos artigos Made in China no Brasil. O segredo? Uma combinação de marca, produtividade, design e escala.


Marcas que vestem pés 
A GRENDENE oferece uma extensa e versátil linha de calçados composta por diversas e consagradas marcas: 
MELISSA (1979): seus lançamentos encantam fashionistas brasileiros, adolescentes americanas e consumidores de cinco continentes. Full plastic, ícone de moda e referência de comportamento, a Melissa criou um conceito de vanguarda para o mercado da moda. Divertida, fashion, original. Em mais de 30 anos, a Melissa criou mais de 550 diferentes modelos, fabricou mais de 100 milhões de pares, exportou outros 50 milhões para mais de 80 países e produziu sapatos para as mais renomadas figuras da moda. 
RIDER (1986): é o “after-sport footwear” da GRENDENE. Voltado para o mercado masculino, esta marca líder segue conquistando novos consumidores no Brasil e no exterior. Rider busca em todos os esportes sua inspiração para desenvolver produtos que reinventam a categoria. Recentemente, em uma tentativa de reinventar a marca, Rider virou sandália de dedo semelhante a Havaianas. 
GRENDHA (1994): é a marca feminina que mais cresce no portfólio da empresa, com uma linha extensa que atinge os mais diversos tipos de consumidoras. Com grandes volumes de vendas, consegue agregar tecnologia, atualidade e preço competitivo. Seu diferencial é traduzir as tendências da moda para as necessidades da mulher prática, dinâmica e trabalhadora. Seja no Brasil ou no mundo. 
IPANEMA (2001): um verdadeiro sucesso de vendas. É leve, sensual e tropical como a mulher brasileira. É sucesso na Europa, Américas e Ásia. É charmosa até no nome, que remete a uma das praias mais famosas do Brasil. O ano de 2009 foi marcante para a Ipanema, que se consolidou como a mais versátil marca brasileira de sandálias de dedo. Neste ano foram lançados mais de 70 novos modelos, extrapolando o universo da moda praia com mais estilo e informação de moda. As sandálias Ipanema hoje são exportadas para 90 países. Pioneira no lançamento de novidades foi a primeira a criar grafias na palmilha e nos cabedais e também foi quem lançou a anatomia nessa categoria. As sandálias têm uma grande vantagem ambiental, pois são fabricadas com um composto de polímeros (plástico) 100% reciclável. 
GRENDENE KIDS: é líder de mercado, com aproximadamente 30 linhas voltadas para o segmento baby e infantil. Sob o guarda-chuva desta marca são vendidos produtos através de contratos de licenciamento, utilizando grifes, nomes de apresentadoras, cantoras, artistas, personagens de desenho animado e do universo infanto-juvenil, agregando apelo emocional aos produtos e um aspecto lúdico. As principais linhas licenciadas são Disney, Barbie, Xuxa, Hello Kitty, Galinha Pintadinha, Hot Wheels e Marvel. 
ILHABELA (2006): meninas de atitude, que se destacam pelo seu comportamento e estilo, encontram nesta coleção produtos dedicados a elas e que falam a sua língua. 
ZAXY (2007): inspirada na campeã de vendas Melissa é uma linha de calçados mais em conta, composta por modelos mais simples. Uma espécie de linha de combate, que é vendida mais barato e concorre com as cópias piratas da Melissa. 
CARTAGO (2009): uma linha de sandálias abertas idealizada para homens versáteis, elegantes, que valorizam seu estilo nos momentos de lazer, aliando a moda ao seu lifestyle contemporâneo. 
ZIZOU (2013): marca de calçados infantis, criada para atender a forte demanda do segmento infantil feminino, na faixa etária entre 6 e 8 anos, por uma moda em calçados inspirada em tendências da moda adulta.


A identidade visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo de sua história. A mais aparente delas foi a adoção de uma cor de azul mais clara.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 25 de fevereiro de 1971 
● Fundador: Alexandre e Pedro Grendene Bartelle 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Sim (2004) 
● Presidente do conselho: Alexandre Grendene Bartelle 
● CEO: Rudimar Dall Onder 
● Faturamento: R$ 2.23 bilhões (2014) 
● Lucro: R$ 490.2 milhões (2014) 
● Valor de mercado: R$ 5.1 bilhões (julho/2015) 
● Fábricas: 13 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 25.000 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sandálias, sapatos e chinelos 
● Concorrentes diretos: Alpargatas, Vulcabras|Azaleia, Dakota, Beira Rio e Klin 
● Slogan: Há mais de 40 anos nos pés e no coração de todos os brasileiros. 
● Website: www.grendene.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a GRENDENE, uma das maiores produtoras de calçados do mundo, emprega 25 mil funcionários, tem capacidade instalada de produção de 250 milhões de pares/ano; exporta para mais de 90 países, lança 1.000 novos produtos por ano; tem faturamento superior a R$ 2.2 bilhões e, em 2014, comercializou 204.9 milhões de pares de sapatos sob marcas consagradas como Melissa, Rider e Ipanema. O mercado externo responde por algo entre 25% e 27% do faturamento anual da empresa. A empresa possui 13 fábricas de calçados, uma fábrica de PVC e uma matrizaria que estão distribuídas no estado do Ceará, nas cidades de Sobral, Fortaleza e Crato; no estado do Rio Grande do Sul, nas cidades de Farroupilha e Carlos Barbosa (matrizaria); e no estado da Bahia no município de Teixeira de Freitas. A GRENDENE vende seus produtos por meio de representantes comerciais, distribuidores, exportações diretas e via subsidiárias no exterior, atingindo aproximadamente 30 mil pontos de venda fora do país e 60 mil no mercado brasileiro, além de uma área de vendas separada e distribuição seletiva para a marca Melissa. 

Você sabia? 
A GRENDENE também atua através de licenciamentos de celebridades e personagens do universo infanto-juvenil e de histórias em quadrinhos para serem estampados em seus produtos como Xuxa, Gisele Bündchen, Ivete Sangalo, Guga Kuerten, Senninha, Hot Wheels, Barbie, Hello Kitty, Homem Aranha e Disney. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/7/2015

25.7.06

MELISSA


MELISSA, não é um calçado, mas um objeto de design que ultrapassa forma e conteúdo chegando à verdadeira mensagem que quer transmitir: a do plástico como opção. Para a marca a tecnologia está a serviço das emoções humanas. Ela acredita que, com novas técnicas, dá-se um passo à frente para enxergar novos caminhos. Mas isso não sem se abastecer de inspirações. É do mundo das artes plásticas, da arquitetura, da música, da fotografia e de tantos outros universos que a marca absorve influências para se recriar em novas versões de si mesma. E é do Brasil, país de misturas culturais e tentativas criativas, cujo povo vive eternamente de projetos e alternativas ao lugar comum, que a marca herdou sua maior característica: a de ser multidisciplinar. Afinal, MELISSA é o que cada um acha dela. É feminina, sexy, pop, original, refinada, curiosa, inusitada, lúdica, otimista, bem-humorada, sedutora, indecente e inocente.

A história
A sandália MELISSA nasceu em 1979 introduzida no mercado brasileiro pela empresa gaúcha Grendene, fundada em 1971 na cidade de Farroupilha, que inicialmente fabricava embalagens plásticas para garrafões de vinho. Os irmãos Alexandre e Pedro Grendene resolveram investir em calçados feitos de plásticos, e depois de algumas frustradas tentativas de lançamentos, introduziram a sandália MELISSA, que teve como primeiro modelo o Aranha, inspirado nas sandálias Fisherman usadas pelos pescadores da Riviera Francesa, que se revelaram uma ótima inspiração para criar sapatos cheios de estilos, que, feitos de plástico, tinham como principal objetivo ser uma alternativa ao comum. O sucesso foi imediato, chegando a vender nos primeiros 60 dias aproximadamente 200 mil pares e atingindo vendas de 25 milhões de unidades em um único ano. Em 1982, a releitura do modelo Aranha, na versão Rock, que ao invés da fivela trazia um cordão para amarrar no tornozelo, fez um enorme sucesso entre as mulheres brasileiras. A marca tanto tirou proveito quanto foi uma das grandes responsáveis pelo fato do plástico ter se tornado, com o tempo, um item de maior valor agregado na transformação da moda - e principalmente, nos acessórios que a compõem. O lançamento da marca adotou como base à criação de calçados diferenciados, inspirados nas tendências de moda de grandes centros como Paris e Nova York.


A marca foi pioneira em fazer merchandising na televisão brasileira. Isto ocorreu na novela Dancing Days a partir dos pés de Júlia, personagem interpretada por Sônia Braga. No ano de 1983, com modelos assinados por grandes estilistas internacionais - como Thierry Mugler, Jean Paul Gaultier, Jacqueline Jacobson (da marca Dorothée Bis) e Elisabeth Seneville - as sandálias MELISSA já ultrapassavam as fronteiras tupiniquins, indo parar nas vitrines das mais famosas lojas do mundo. Em outubro, esses estilistas desfilaram suas coleções de primavera-verão em São Paulo. Nos pés, as modelos calçavam a MELISSA criada por cada um deles. A partir daí, a Grendene começou a reforçar seus próprios modelos de MELISSA, atuando no lançamento de coleções a cada estação para firmar cada vez mais o produto no mercado.


O sucesso foi tanto que a sandália ganhou em 1984 uma versão infantil, a MELISSINHA. Desde então, a linha KIDS da empresa não parou mais de crescer. A aposta é abusar dos licenciamentos de personagens fortes e marcantes, como Barbie, Hot Wheels e Disney, utilizando em boa parte o apelo emocional e lúdico dos calçados com acessórios, que expressem o universo infantil. Após um período de estagnação, em 1994 as sandálias foram relançadas. Deste ano até 1998, quando a empresa criou uma divisão para cuidar especificamente de MELISSA, a marca buscou um novo posicionamento no mercado, utilizando até a famosa modelo Claudia Schiffer para uma campanha publicitária em revistas e televisão, criou novas linhas de calçado e no início dos anos 2000 voltou a crescer, o que lhe rendeu as passarelas da moda e a conquista do mundo fashion.


Há alguns anos, a marca, que redescobriu sua vocação fashion, passou a investir em parcerias com profissionais de várias áreas, como o estilista Alexandre Herchcovitch (um dos brasileiros mais renomados dentro e fora do país), os designers Fernando e Humberto Campana e o badalado estilista inglês Judy Blame, famoso por seus editoriais para a revista ID e pelo visual de famosos como Boy George e Björk. A marca vem ganhando espaços expressivos em editoriais de publicações internacionais. Em 2007, a marca mereceu destaque no jornal The Washington Post, que apelidou a MELISSA de “Brazilian Jelly Giant”. Em 2008 foi a vez do renomado International Herald Tribune, na coluna da poderosa editora Suzy Menkes, dedicar meia página à MELISSA e dizer que os sapatos de plástico ditam estilo. Foi neste mesmo que a marca lançou sua primeira campanha internacional com anúncios em revistas e um site exclusivo para esse mercado.


Em 2009 para comemorar seus 30 anos de sucesso, a marca que já criou mais de 500 diferentes modelos e exporta para mais de 80 países, lançou, no início de dezembro, um perfume batizado com o nome das sandálias que ganharam o mundo. O novo produto da marca já prometia encantar pela embalagem: um frasco delicado com a tampa em forma de laço. E a fragrância lembrava o tradicional cheirinho de MELISSA, um dos principais símbolos de reconhecimento da marca, com toques modernos. Criado pela casa Givaudan, responsável por perfumes de sucesso mundial, como Angel, Armani Code for Him, entre outros, o perfume MELISSA foi a primeira fragrância lançada pela marca.


Um dos produtos mais desejados do país, desde sua criação, de bolsas a acessórios até os calçados, produto principal e o mais vendido, desperta nas pessoas que a consomem valores que vão muito além de sua concepção. Pois para a MELISSA seu consumidor vivencia experiências desde as sensoriais, com o inconfundível “cheirinho Melissa” que por sinal é a única empresa de calçados no mundo que possui cheiro em seus produtos, até as emocionais, ligadas à autoestima, atitudes e memória afetiva. Foi assim que a marca MELISSA se tornou a celebração e a democratização do design, sendo reconhecida em todo o mundo pelo seu trabalho inovador com o plástico, sempre buscando, lançando e recriando tendência.


A linha do tempo
1980
Lançamento da primeira MELISSA de numeração entre adulta e infantil. Foi uma verdadeira loucura para um calçado no Brasil. Nos primeiros dez meses, a MELISSA nessa numeração vendeu mais de cinco milhões de pares.
1984
Lançamento da MELISSINHA, modelo para criança que vinha sempre acompanhado de um acessório especial, como por exemplo, relógios e pochetes. O modelo infantil foi introduzido no mercado com a célebre campanha das meninas ruivas e o slogan “A Melissinha que vem com a pochetezinha”. O modelo da XUXA vendeu 13 milhões de pares em 1986, tornando-se um verdadeiro sucesso entre as meninas brasileiras.
1996
Lançamento das coleções WINTER, TOP e SUMMER.
2001
Lançamento, no inverno, da MELISSA LOVE SYSTEM, um tênis totalmente injetado que tem o humor como principal matéria-prima. O produto fazia parte da coleção I Love Melissa, uma verdadeira injeção de autoestima no cenário da moda pós-atentados de 11 de setembro.
2002
Em julho, a Grendene patrocina pela primeira vez o maior evento de moda da América Latina, o São Paulo Fashion Week. Em pleno prédio da Bienal, a marca montou um Hospitality Center para apresentar a nova coleção MELISSA do Brasil, com modelos criados pelo artista plástico Romero Britto.
2003
Lançamento de uma linha assinada pelo estilista ALEXANDRE HERCHCOVITCH.
Lançamento do comércio on-line da marca.
2004
Lançamento da coleção MELISSA TOUR, que propunha uma visão divertida das várias etnias do mundo.
Durante a SPFW de junho é lançada a coleção MELISSA CELEBRATION, uma doce comemoração dos 25 anos da marca. Foi neste momento que se iniciou a parceria com os irmãos Fernando e Humberto Campana, designers brasileiros consagrados internacionalmente.
Lançamento da coleção MELISSA ZIG-ZAG, que consistia no clássico modelo Aranha e uma sandália de salto alto.
2005
Lançamento da coleção MELISSA LOVE ROBOTS na SPFW de janeiro como forma de abordar a questão da tecnologia humanizada.
2006
Lançamento da MELISSA CAMPANA ZIG ZAG, uma sapatilha prática, moderna, usual e eclética, capaz de transitar em várias ocasiões com a desenvoltura característica da marca. Inspirada no conceito Zig Zag, sob a forma de linhas entrelaçadas, este modelo se transformou em arte urbana.
2007
Lançamento do modelo MELISSA PAPEETE RAINBOW GLIMPSY que muda de cor de acordo com a luz. Na sombra uma cor e no sol outra completamente diferente. Não é magia. O efeito é conseguido com o uso de um pigmento sensível à luz ultravioleta, presente nos raios do sol.
Lançamento da sapatilha MELISSA NIGHT, concebida pelo estilista Lorenzo Merlino. A peça tinha bico arredondado e detalhes que pareciam pespontos.
2009
Lançamento da MELISSA BUBBLES, que introduziu uma nova tecnologia chamada Skin Touch, capaz de proporcionar ao material a sensação do toque da pele.
2011
Lançamento da MELISSA + GAETANO PESCE, um calçado de plástico coberto com pequenas bolas totalmente customizável. Á primeira vista, parece uma “ankle boot”, formada por círculos vazados. De tesoura na mão, a criativa consumidora desta MELISSA pode transformá-la no calçado que desejar: de rasteirinha a sandália.
2012
Lançamento da coleção MELISSA RAINBOW, uma celebração do que torna a vida mais feliz, colorida e divertida. Por isso, os calçados são extremamente leves, do jeito que a estação pede. Dentre eles, Melissa Prism (peep toe bicolor de salto anabela), Melissa Solar (de tira bem fina e delicada), Melissa Color (tira em formato triangular e com aplicações) e Melissa Optical (super moderna). Mas o carro chefe da coleção é mesmo a Melissa Dance Hits (acima), uma releitura da sapatilha bailarina.
Lançamento de uma coleção de bolsas, cujos modelos são vazados com forro de interno removível.


Uma marca “Cool”
Dentro e fora do país, MELISSA entregou-se ao talento de estilistas como Jean Paul Gaultier, Thierry Muegler, Alexandre Herchcovitch e Marcelo Sommer, de artistas plásticos, como Romero Brito, o estilista e diretor de arte Judy Blame e de designers como Patrick Cox, J.Maskrey, os irmãos Campana, o designer egípcio Karim Rashid, e, mais recentemente, em 2008, a estilista britânica Vivienne Westwood e a arquiteta iraquiana Zaha Hadid. Seus calçados apareceram em inúmeros filmes; vestiram com criatividade e ousadia os pés de inúmeras personalidades e modelos, como Claudia Schiffer, Ana Paula Arósio, Malu Mader, Betty Lago, Bruna Lombardi, Patrícia de Sabrit, Lídia Brondi, Maitê Proença, Claudia Liz, Tônia Carreiro e a atriz americana Victoria Principal; desfilaram em passarelas nos principais centros de moda e fincaram presença nas mais badaladas butiques internacionais. Além disso, um dos acessórios de moda mais desejados do país também passeou pelo mundo nas páginas da Vogue Itália, da francesa Numero, na japonesa Pen, na alemã Zoo Magazine, Time Out, I-D, Elle Americana, Style.com, The Independent, entre muitas outras publicações internacionais de moda e também de decoração. Por tudo isso, milhões de meninas e jovens mulheres cresceram tendo a MELISSA como parte de suas vidas.


Em 2005, após tantas experiências, a empresa decidiu contar a história da marca MELISSA com o mesmo teor emocional de sua trajetória e com total liberdade artística em Plastic.o.rama Made in Brazil, uma exposição multimídia que aconteceu no mês de março no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; e através de um livro em que 100 profissionais de diferentes áreas, entre fotógrafos, estilistas, designers e publicitários, foram convidados a interpretar um modelo básico da sandália, original de 1979, criando obras e customizações únicas. Foi um enorme sucesso. A ideia fez tamanho sucesso que acabou virando sete modelos, distribuídos ao público visitante do SPFW em sua 19ª edição. Agora, de olho no futuro, a marca segue renovando seu estilo, agregando novos conteúdos através de parcerias e reforçando a corrente antimediocridade contra a mesmice e a falta de alternativas. Marca global, não vê fronteiras na moda e no mundo. Pelo menos, não se o plástico for a linguagem.


As galerias da criatividade
Outro marco na trajetória de enorme sucesso da marca foi a inauguração da GALERIA MELISSA na badalada Rua Oscar Freire, em pleno circuito fashion paulistano, no mês de agosto de 2005. O espaço, de vocação multidisciplinar, é ponto de encontro entre o universo da MELISSA, coleções criadas por parceiros da marca com total exclusividade, lançamentos de produtos especiais e exposições ligadas a temas como design, fotografia, moda, beleza e tecnologia. Numa breve retrospectiva, a galeria já sediou exposições do designer egípcio Karim Rashid, dos renomados irmãos Fernando e Humberto Campana, da vocalista da banda “Cansei de Ser Sexy”, LoveFoxxx, do estilista Alexandre Herchcovitch, da ilustradora Carla Barth, do artista plástico e ilustrador chileno Andrés Sandoval, da designer de toy art Leila Voodoo, além de trabalhos dos designers Daniela Ktenas e Domenico Salas, da artista plástica Mana Bernardes, da estilista inglesa Vivienne Westwood e da arquiteta iraquiana Zaha Hadid.


A GALERIA MELISSA, projetada por Muti Randolph, revolucionou o conceito de “flagship store”, levando, além de produtos, conteúdo e cultura para suas instalações. A galeria foi idealizada como um canal de comunicação e reúne diferentes colaboradores, paixões, inspirações e desejos. Imponente graças à sua fachada super colorida e constantemente renovada, a galeria tem o jeito da MELISSA: dinâmica, moderna e sempre buscando novidades para assim, em plástico, construir sua história. A cada temporada a MELISSA convida um artista para assinar a fachada da galeria.


Em 2012 a marca deu mais um enorme passou para se consolidar globalmente ao inaugurar uma unidade da GALERIA MELISSA no descolado bairro do SoHo, em Nova York. Na inauguração já deu para sentir o poder que a marca tem no exterior: Vanessa Hudgen, Alessandra Ambrósio, a atriz Dita von Teese e os estilistas Marc Jacobs e Jason Wu, foram apenas alguns nomes famosos que marcaram presença por lá. A nova loja conta com um espaço bem amplo, cheio de sapatos expostos ao longo de corredores e mostruários que hipnotizam as fãs e blogueiras da marca, batizadas carinhosamente como “Melisseiras”. A marca pretende abrir outros pontos na Europa e na Ásia nos próximos anos.


Campanhas que fizeram história
O cheirinho, feito para reativar uma memória afetiva dos melhores momentos da vida, uma mistura de chiclete, jujuba e pirulito (cuja fórmula a Grendene não revela de jeito nenhum), é o mesmo desde que ela surgiu, mas as campanhas publicitárias da marca MELISSA foram muitas ao longo dessas mais de três décadas. Em 2003 a marca adotou o slogan “Melissa, o plástico na sua forma mais sedutora” em uma campanha na qual bonecas de plástico passaram a ser seus novos modelos publicitários. No ano seguinte foi a vez da campanha “Melissa Tour”, onde as bonecas MELISSA, que já estrelaram as campanhas anteriores, davam a volta ao mundo apresentando os novos modelos da coleção Melissa Tour.


Em 2007, a MELISSA lançou a famosa e marcante campanha publicitária “Melissa Create Yourself”, que seguia a tendência do consumidor que interage e cria conteúdo para a marca.


Os slogans
Plastic Dreams. (Internacional)
New order all the way! (Internacional)
Melissa há 30 anos criando sonhos de plástico. (2009)
Melissa, o plástico na sua forma mais sedutora. (2003)
Sempre Igual. Sempre Diferente. (1997)


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Lançamento: 1979
● Criador: Alexandre e Pedro Grendene
● Sede mundial: Farroupilha, Rio Grande do Sul, Brasil
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não
● Presidente do conselho & CEO: Alexandre Grendene
● Diretor criativo: Edson Matsuo
● Faturamento: R$ 600 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 2
● Presença global: 80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Segmento: Calçados
● Principais produtos: Sandálias e sapatos de plástico
● Concorrentes diretos: Na prática não existe
● Ícones: O modelo Aranha
● Slogan: Plastic Dreams.
● Website: www.melissa.com.br

A marca no mundo
Atualmente a marca MELISSA, que está extremamente consolidada no Brasil em mais de 3.500 pontos de venda, trabalha fortemente nos mercados americano e europeu, fortalecendo sua internacionalização ao ser exportada para mais de 80 países. Na França, as criações da marca brasileira estão nas vitrines das badaladas Colette e L’ Éclaireur, Galerie Lafayette, 58M e na loja de departamento Le Bon Marche. Em Londres, na sofisticada Harvey Nichols, Browns Focus, Matches e na moderna Dover Street Market. No Japão, Beams, United Arrows, Loveless, Barneys e L’Éclaireur. Nos Estados Unidos, MELISSA ocupa as prateleiras das mais renomadas lojas das costas leste e oeste, sem esquecer Miami Beach e da Galeria Melissa em Nova York. Desde seu lançamento MELISSA já superou os mais de 150 milhões de pares produzidos.

Você sabia?
A famosa MELISSA Aranha leva 26 segundos para ficar pronta. Isso sem contar o tempo de projeto e confecção das ferramentas para sua produção.
Todas as linhas de produto da marca são feitas de Melflex®, um material composto por PVC e que utiliza em sua composição sais minerais à base de cálcio-zinco, que não agridem a saúde. Esse material é o melhor termomoldável flexível que existe, pois além de resistente, oferece muito mais conforto e suavidade ao toque. Além disso, é facilmente reciclável contando com pouco gasto de energia na fabricação e de vida útil maior, mostrando o lado sustentável da marca.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites de moda (PureTrends), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 20/9/2012