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27.6.17

THE WASHINGTON POST


Há mais de um século o THE WASHINGTON POST é referência de bom jornalismo, marcado pela independência editorial e grandes furos de reportagens. Jornal mais antigo em circulação na capital americana, o POST, como é carinhosamente chamado por seus leitores, é talvez o mais importante, prestigiado e influente do país quando o assunto é política local. 

A história 
O THE WASHINGTON POST (literalmente “O Correio de Washington”) foi idealizado pelo repórter e jornalista Stilson Hutchins para apoiar o partido democrata. Começou a circular no dia 6 de dezembro de 1877, impresso no número 914 da tradicional Avenida Pensilvânia em Washington, com uma tiragem inicial de 10 mil exemplares, quatro páginas e vendido a US$ 0,03. O novo jornal tinha ênfase particular na política nacional. Pouco depois, no dia 2 de maio de 1880, se tornou o primeiro jornal da capital do país a circular sete dias da semana com o lançamento da edição de domingo. Em 1889, Hutchins vendeu o jornal, considerado na época medíocre, mas com uma circulação crescente, para Frank Hatton e ao congressista democrático Beriah Wilkins que ficaria com a totalidade da sociedade em 1894. Mas os seus filhos acabariam por vender o POST em 1905 a John Roll McLean, proprietário do jornal do Cincinnati Enquirer. Nesta época o POST se tornou um jornal popular mais interessado em escândalos, tirinhas cômicas e esportes do que especificamente em política.


A partir da década de 1920, mais uma crise: o jornal se transformou em um órgão racista e devido aos escândalos e má administração, sua circulação despencou e os anunciantes sumiram. Em plena Grande Depressão que assolava o país, o investidor e banqueiro de família judia Eugene Isaac Meyer adquiriu o THE WASHINGTON POST, que estava à beira da falência, no mês de junho de 1933 por US$ 825 mil. Meyer fez questão de dizer na época que o objetivo era que o jornal fosse independente e estivesse presente nas mesas de café da manhã dos congressistas e poderosos do país. Em março de 1954 o grande passo. Meyer e seu genro Phillip Graham, que já era editor chefe, compraram o matutino rival The Washington Times-Herald, o que permitiu duplicar a circulação e o alcance do jornal. Durante um período de cinco anos o jornal passou a circular com o nome de The Washington Post and Times-Herald. Em 1960 o POST já vendia 400 mil jornais nos dias úteis e 460 mil aos domingos.


No ano de 1963 aconteceria uma tragédia que iria mudar os rumos e a história do jornal. Sofrendo de uma profunda depressão Phillip Graham suicidou-se e a sua mulher, Katharine Graham, assumiu o comando do POST. Ela se tornou uma empresária influente em Washington, tanto que ganhou o apelido de “The Iron Lady” (em tradução livre, “A dama de aço”), e sua administração iria transformar o jornal. Sob seu comando, em 1965, o THE WASHINGTON POST contratou Benjamin Bradlee para dirigir a redação do jornal. Ele foi o responsável por transformar o POST de jornal eminentemente local em veículo nacional que colocava os poderosos de Washington em apuros. Isto porque, em apenas três anos ele triplicou o orçamento da redação, contratou os melhores repórteres da região, pagou excelentes salários e deu liberdade para escrever. Tudo isso culminou, no início dos anos de 1970, com a revelação dos documentos secretos detalhando o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã – a série conhecida como Pentagon Papers. Pouco depois, em 1972, aconteceria o episódio mais emblemático na história do jornal, quando os jovens repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein lideraram reportagens que detonaram uma investigação, resultando assim no conhecido escândalo Watergate, que revelou uma trama de espionagem política e, culminou em 1974, com a renúncia do então presidente Richard Nixon. A apuração foi fruto de trabalho duro, demorado e, portanto, caro, realizado por repórteres de primeira linha e sustentado pela estrutura do jornal, ancorada em uma equação financeira que tinha como principais fontes de receita a venda de exemplares avulsos, assinaturas e espaços de publicidade. Neste momento o THE WASHINGTON POST conquistou notoriedade internacional.


O jornal ingressou na era digital em 1996 com o lançamento de seu site de notícias na internet. A quinta geração da família chegou ao comando do jornal em 2008, com Katharine Weymouth, sobrinha de Donald Graham. No seu mandato, a circulação caiu dos 638 mil jornais nos dias de semana para 450 mil em 2012. As receitas publicitárias despencaram, mas a fama internacional do jornal se manteve. Neste período, o POST foi o escolhido pelo ex-consultor de inteligência da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden para revelar os programas de vigilância das comunicações eletrônicas realizado pelo governo americano.


Em outubro de 2013, após perder 40% de sua receita nos últimos sete anos e 30% de sua circulação, além de ter seu principal negócio (jornalismo impresso, em geral) abalado pela revolução tecnológica das últimas décadas, que tem seu epicentro na internet, o THE WASHINGTON POST foi vendido por US$ 250 milhões pela família Meyer, que comandava o jornal havia oito décadas. O capítulo da venda do jornal fica muito mais interessante quando se considera que seu novo proprietário era Jeff Bezos (imagem abaixo), fundador da Amazon, um colosso mundial do comércio online. Pela primeira vez, um gigante do combalido setor do jornalismo impresso foi adquirido por um titã acostumado a fazer dinheiro no mundo virtual.


Desde então, o POST ampliou seu quadro de funcionários, principalmente com jovens talentos ligados ao setor de tecnologia e jornalistas com vasto conhecimento no universo digital; realizou permanentes investimentos em tecnologia lançando novos aplicativos para dispositivos móveis; e tornou seu site mais veloz e dinâmico. O resultado foi um enorme aumento de acessos por dispositivos móveis, ganho crescente nas assinaturas digitais e o crescimento de público online em mais de 50%, superando o rival The New York Times em acessos nos Estados Unidos. Outro dado que impressiona é a aproximação com os jovens: 4 a cada 10 leitores fazem parte da geração Milênio, caracterizada por pessoas que nasceram sob a influência da internet. Em 2017, um mês após a posse do presidente americano Donald Trump, o POST, um dos alvos de ataque favoritos do presidente, que constantemente o acusa de divulgar informações falsas à seu respeito, adotou o provocativo slogan “Democracy Dies in Darkness” (em “português “A democracia morre na escuridão”).


Os slogans 
Democracy Dies in Darkness. (2017) 
The paper that digs deeper. 
Every story. Every feature. Every insight.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 6 de dezembro de 1877 
● Criador: Stilson Hutchins 
● Sede mundial: Washington, D.C., Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Nash Holdings LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Frederick J. Ryan Jr. 
● Editor executivo: Marty Baron 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação diária: 359.100 cópias 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Jornais, cadernos especiais e sites de notícias 
● Concorrentes diretos: The New York Times, The Wall Street Journal, Financial Times, Los Angeles Times, The Washington Times e Huffpost 
● Ícones: As reportagens investigativas 
● Slogan: Democracy Dies in Darkness. 
● Website: www.washingtonpost.com 

A marca no mundo 
O THE WASHIGNTON POST, jornal de maior circulação da capital Washington, tem leitores em mais de 30 países e um competente staff de 740 jornalistas. A circulação da versão impressa é superior a 350 mil cópias durante a semana, e quase dobra no domingo. Apesar da queda dessa circulação, os assinantes da versão digital crescem exponencialmente e seu site tem acesso superior a 65 milhões de visitantes diários. O jornal tem escritórios também no exterior, localizados em cidades como Tóquio, Paris, Berlim, Beijing, Bogotá, Cairo, Jerusalém, Nairobi, Moscou e Cidade do México. 

Você sabia? 
As edições diárias são impressas no Distrito de Columbia, Maryland e Virginia. O jornal é publicado no formato standard, com fotografias impressas, tanto em cores quanto em preto e branco. 
O THE WASHINGTON POST já ganhou mais de 50 prêmios Pulitzer, o mais importante do jornalismo mundial. Isto inclui seis Pulitzer separados concedidas em 2008, o segundo maior número já concedido a um único jornal em um ano. 
Apesar de tanto prêmios, um episódio manchou a história do jornal. Em 1980, a jornalista Janet Cooke publicou uma reportagem chamada “O Mundo de Jimmy”, onde inventou o protagonista de seu artigo comovente, um menino de oito anos viciado em heroína. 
Como concorrente direto do POST na capital aparece o The Washington Times, fundado em 1982 pelo coreano Sun Myung Moon (mais conhecido como Reverendo Moon), considerado pelos habitantes da cidade como uma alternativa mais conservadora em relação ao POST, socialmente e politicamente mais esquerdista. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Veja e Exame), jornais (Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 27/6/2017

10.7.12

DESTAK


Textos enxutos, cujos temas enfocam o impacto no dia a dia dos leitores, fazem parte da receita de sucesso do jornal gratuito DESTAK, tornando-o disputado entre os leitores, não somente em Portugal como também no Brasil, que buscam informação de qualidade e objetiva, e não têm tempo a perder.

A história
Tudo começou em 2001 quando um grupo de jovens empreendedores, formado por António Stilwell Zilhão, Francisco Pinto Barbosa e Gonçalo Sousa Uva, teve a ideia de criar o primeiro jornal gratuito a ser editado em Portugal. O novo jornal, batizado de DESTAK, foi oficialmente lançado no mês de setembro, inicialmente como um jornal semanal distribuído na cidade de Lisboa. Somente a partir do mês de novembro de 2004 o DESTAK se tornou um jornal diário e passou a ser distribuído maciçamente nas principais estações de trens e metros, e também em movimentados centro comerciais e hospitais da principal cidade portuguesa. Nos anos seguintes o jornal ganhou novas edições em cidades como Braga, Coimbra e Guimarães, Leiria, Aveiro e Setúbal. O ano de 2006 foi marcado por um grande acontecimento: o DESTAK foi adquirido pelo grupo Cofina, líder no segmento de jornais e revistas, com 24 títulos publicados no país. Com grande injeção de capital chegara a hora de uma expansão ousada.


Primeiro jornal de distribuição gratuita e grande circulação do país, o DESTAK foi lançado no dia 6 de julho de 2006, em São Paulo, com a missão de atender a um público exigente e sem tempo a perder, que busca informação concisa, mas completa. Feito para ser lido em meia hora, nas páginas do DESTAK estavam as principais notícias do dia, apresentadas de modo claro e objetivo, com alta qualidade gráfica e editorial. A qualidade do DESTAK rapidamente atraiu um público leitor fiel, formado principalmente por jovens, economicamente ativos e essencialmente urbanos.


O jornal então passou a ser presença constante nos cruzamentos e faróis mais movimentados da capital paulista. Após dois anos, o DESTAK partiu para uma nova fase: a segmentação, com foco em temas como esportes, imóveis, arquitetura e decoração, público universitário, turismo, cultura e entretenimento. Ancorado nos resultados positivos e na crescente aceitação pelo mercado publicitário, o DESTAK ganhou maturidade e circulação ainda mais ampla.


O enorme sucesso na capital paulista levou ao lançamento de edições no Rio de Janeiro em 7 de julho de 2008, Brasília em 21 de maio de 2010, Campinas, lançada em 6 de outubro de 2011 e região do Grande ABC. Mais recentemente, em meados de 2012, o jornal lançou sua mais nova edição no Recife. Além disso, o jornal apresentou versões dirigidas a públicos e temas específicos, com o lançamento do Radar Universitário, versão gratuita distribuída quinzenalmente dirigida aos alunos do ensino superior. Detalhe: as primeiras edições do Radar Universitário já nasceram patrocinadas pela Telefônica.


Dados corporativos
● Origem: Portugal
● Lançamento: 2001
● Criador: António Stilwell Zilhão, Francisco Pinto Barbosa e Gonçalo S. Uva
● Sede mundial: Lisboa, Portugal
● Proprietário da marca: Grupo Cofina
● Capital aberto: Não
● Chairman: António Stilwell Zilhão
● CEO: Paulo Jorge Fernandes (Cofina)
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Circulação diária: 600.000 unidades
● Presença global: 2 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 1.000
● Segmento: Comunicação
● Principais produtos: Jornal diário gratuito
● Concorrentes diretos: Metro e Metrô News (Brasil)
● Slogan: Todo mundo tem motivo para ler o Destak.

A marca no mundo
Atualmente o DESTAK, que pertence a Cofina, maior grupo português de mídia impressa, está presente em Portugal e no Brasil, onde está entre os cinco jornais de maior circulação. No Brasil, os 100 mil exemplares que circulam no Rio de Janeiro somado aos 200 mil publicados em São Paulo os 40.000 de Brasília e os 30.000 em Campinas e Recife, além da edição do Grande ABC, totalizam uma tiragem superior 383 mil exemplares de segunda a sexta-feira, o que segundo estimativas atinge mais de 1.5 milhões de leitores. Somente na capital paulista, o DESTAK é distribuído em mais de 100 cruzamentos e outros 300 pontos fixos, como prédios comerciais e faculdades. Já em Portugal o jornal atinge mais de 600 mil leitores nas cidades de Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Aveiro, Leiria e Coimbra. O jornal também disponibiliza sua versão digital que pode ser entregue diretamente no e-mail.

Você sabia?
Com uma equipe editorial experiente, o DESTAK obedece aos melhores padrões éticos e técnicos do jornalismo e, portanto, tem um compromisso absoluto com a veracidade do que publica, sem sujeitar-se a qualquer influência que não seja a busca do bem público e o interesse dos seus leitores.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 10/7/2012

4.12.10

NEWSPAPERDIRECT

Imagine oferecer o jornal preferido de um hóspede, cliente ou viajante, na porta de seu quarto no hotel, durante uma viagem de avião, na cabine de um transatlântico e na mesa de uma sofisticada cafeteria. Ou até mesmo disponibilizar o jornal diário de sua preferência em tempo real, antes que ele seja impresso em seu país de origem. Isto claramente agrada e surpreende, ainda mais se ele for estrangeiro e o título pertencer ao seu país de origem e se tratar da edição do dia. É este o “segredo do sucesso” da NewspaperDirect.
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A história
Tudo começou quando Miljenko Horvat, um investidor financeiro; Anatoly Karachinsky, um empreendedor russo; e Esther Dyson, uma espécie de “guru” econômico; baseado em suas terríveis dificuldades de ter acesso às edições diárias dos jornais de seus países de origem durante suas constantes viagens pelo mundo, resolveram iniciar um projeto em conjunto para acabar com esse problema. Eles também perceberam que não eram os únicos a enfrentarem essas dificuldades. Mas, a questão era: como reduzir os exorbitantes custos de envio das edições diárias de jornais para outros países. Foi então, que eles recorreram a Internet. Primeiro o trio desenvolveu um software que pudesse formatar e imprimir as edições de jornais e disponibilizá-las para serem acessadas de forma rápida e prática. O segundo passo foi fechar acordos com editores de vários jornais mundiais, desde o tradicional The Wall Street Journal ao espanhol El Pais, para que enviassem suas edições diárias para um centro de operações, que otimizava e disponibilizava os arquivos para seus clientes e leitores.
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Com o plano de negócios totalmente montado e desenvolvido, eles fundaram em 1999 no Canadá a NewspaperDirect, uma empresa que venderia o serviço de acesso e impressão as edições diárias dos principais jornais do mundo, eliminando assim o alto custo de transporte e entrega em outros países, que, dependendo da localização, poderiam chegar somente no dia seguinte. Inicialmente a nova empresa vendeu seus serviços para renomadas redes de hotéis de luxo como Four Seasons, assim como para empresas de cruzeiros marítimos e corporações interessadas em disponibilizar notícias internacionais. Esses clientes compravam o software da NewspaperDirect e instalavam em computadores com impressoras a laser para imprimir qualquer edição diária dos 80 jornais iniciais que a empresa oferecia. Os jornais eram apresentados em seu formato original incluindo layout, editorial gráfico e publicidade. Com isso, os primeiros clientes da empresa podiam oferecer, gratuitamente ou mediante à pagamento, edições diárias de vários jornais a seus hóspedes, viajantes e clientes. A NewspaperDirect pagava royalty para os editores dos jornais a cada cópia impressa.
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Nos anos seguintes a empresa aumentou o número de títulos de jornais, incluindo os tradicionais Washington Post, USA Today, The New York Times, Daily Telegraph, Corriere della Sera, The Guardian, Le Figaro, e até revistas, e com isso assistiu a um enorme aumento em sua base de clientes pelo mundo. Além disso, investindo constantemente no desenvolvimento de novas tecnologias e melhorias nas operações, ampliou seus serviços com a introdução do Hotel PressDisplay, o maior banco de jornais online do planeta utilizado pelos hotéis mais bem conceituados do mundo; PressReader, um aplicativo exclusivo desenvolvido pela NewspaperDirect que permite ler o jornal favorito sem precisar estar conectado na internet; Newspaper Radio, onde os jornais podem ser “lidos” usando o Windows Media Player; e serviços especiais sob medida para bibliotecas e empresas. A empresa canadense também passou a oferecer aos seus clientes o Jornal Verde (conhecido internacionalmente como “Green Paper”), uma solução ecologicamente correta do Hotel PressDisplay. Com baixíssimo custo, é possível disponibilizar aos hóspedes mais de 1.700 títulos de jornais e revistas no formato digital, que podem ser lidos através de laptop, tablet, net book ou iPad, bastando para isso fazer o download da edição desejada utilizando o próprio serviço de Internet do estabelecimento.
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Dados corporativos
● Origem: Canadá
● Fundação: 1999
● Fundador: Miljenko Horvat, Anatoly Karachinsky e Esther Dyson
● Sede mundial: Vancouver, Canadá
● Proprietário da marca:
NewspaperDirect Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO: Alexander Kroogman
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global:
105 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 300
● Segmento: Comunicação
● Principais produtos: Serviço de impressão e distribuição de jornais
● Slogan: Worldwide newspaper same day delivery.
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A marca no mundo
Atualmente a NewspaperDirect, líder mundial em distribuição de jornais e revistas no formato impresso e digital, oferece a distribuição física de 1.740 jornais e revistas de 93 países em 49 idiomas na forma de assinatura tradicional para uso pessoal ou corporativo. Atuando em mais de 100 países ao redor do mundo, sua matriz se localiza em Vancouver, no Canadá, com escritórios em Nova York, Viena, Londres e Düsseldorf.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 4/12/2010

14.1.10

LE FIGARO


O LE FIGARO, jornal mais antigo da França, é uma verdadeira instituição da notícia por sua credibilidade e independência. Por suas páginas, nomes como o filósofo Raymond Aron, o célebre escritor Marcel Proust e o ator Omar Sharif, utilizaram “suas canetas” para expor seus pensamentos e convicções. Isto levou o LE FIGARO a ficar conhecido como “o jornal dos acadêmicos”, justamente em virtude do grande número de imortais que nele escreveram suas idéias e pensamentos. 

A história 
O jornal foi lançado no dia 15 de janeiro de 1826 como um semanário de artes e literatura pelo cantor Maurice Alhoy e o escritor Étienne Arago, que mais tarde seria prefeito da cidade de Paris. Tomou seu nome do personagem das comédias do dramaturgo francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais que serviram de base para as óperas “As Bodas de Fígaro”, de Mozart, e “O Barbeiro de Sevilha”, de Rossini. Inicialmente o jornal tinha somente quatro páginas. Nos anos seguintes o LE FIGARO seguiu uma linha satírica e anticlerical, leve e impertinente. Foi censurado, impedido de circular, multado, e um de seus redatores chegou a passar seis meses na prisão. Teve vários proprietários e uma circulação irregular. A nova etapa do LE FIGARO começou em 1854 quando ele foi adquirido por Hippolyte de Villemessant, que construiu as bases do jornal atual. Dono de várias publicações, fez dele um jornal audacioso, leve, de tendência conservadora e influente na política.


No dia 6 de janeiro de 1856 passou a ser editado duas vezes por semana (quarta-feira e domingo) e somente a partir de 1866 começou a circular diariamente. Sua primeira edição diária, lançada no dia 16 de novembro, vendeu 56.000 exemplares. Nesta época, o jornal sofreu processos de difamação, além de ter redatores deportados ou feridos em duelo. Em 1875 vendia 65 mil cópias, das quais 40% fora de Paris. Fez oposição à Comuna de Paris e deu apoio às ideias monarquistas durante o início da III República. O LE FIGARO se tornou um dos principais jornais da França e um negócio próspero, com base nos anúncios classificados. Foi também o único jornal a mandar regularmente jornalistas às províncias e ao exterior. Dava a seus leitores uma dose diária de rumores e de escândalos. Quando Villemessant morreu, em 1879, um triunvirato assumiu o comando. O jornal se tornou mais moderado, menos cáustico, melhor informado, mais realista e aceitou o regime republicano. Sua vida era próspera e estável. Teve colaboradores de diversas tendências, de Emile Zola à Anatole France.


Como a imprensa da época, o LE FIGARO complementava suas receitas com os fundos de embaixadas e homens de negócios para ter uma cobertura favorável. Em 1874 o jornal arrendou suas páginas de finanças à Banque Parisienne e recebeu dinheiro durante o “escândalo do Panamá”: 500 mil francos para o jornal e alguns jornalistas. O “Caso Dreyfus” provocou uma das piores crises da história do jornal. O capitão Alfred Dreyfus, judeu, foi injustamente condenado como traidor. O episódio dividiu a sociedade francesa ao meio. Os círculos conservadores insistiam na culpabilidade de Dreyfus. LE FIGARO foi o primeiro jornal de peso a sair em sua defesa. Essa atitude provocou a indignação do público conservador. A tiragem caiu de 80 mil para 20 mil exemplares. O diretor teve que deixar o cargo. Gaston Calmette, secretário da redação e genro do presidente do conselho, assumiu o cargo de diretor-gerente em 1902. Ele fez mudanças: comprou rotativas, pagou as dívidas e modernizou o jornal. Com isso, a circulação voltou a aumentar gradualmente. Em 1917, já em plena Primeira Guerra Mundial, o jornal aumentou sua circulação para 43.500 exemplares diários.


Pouco depois, em 1922, o LE FIGARO foi comprado por François Spoturno, conhecido como “Coty”, que se tornou bilionário no ramo de perfumes. Ele admirava Mussolini e o fascismo italiano e usou o jornal para promover suas ideias. Fez campanhas contra os impostos altos e denunciou as forças ocultas das altas finanças e do comunismo internacional em longos artigos demagógicos e primários. Manteve algum prestígio pela qualidade das páginas literárias e das colaborações acadêmicas. Durante a Segunda Guerra Mundial, o jornal se estabeleceu na cidade de Lyon, no sul do país. A então proprietária, Madame Cotnaréanu, passou a guerra nos Estados Unidos. Pierre Brisson foi nomeado diretor-geral. Para manter o jornal conseguiu um empréstimo de Jean Prouvost, conhecido como o “rei da lã” e empresário no setor da imprensa. Como o LE FIGARO foi censurado, Brisson preferiu descontinuar a circulação em novembro de 1942. O jornal voltou a circular somente no mês de agosto de 1944, com a entrada dos aliados em Paris, por iniciativa de Brisson. O jornal foi trazido de volta ao liberalismo moderado da direita clássica. Pierre Brisson não aceitou a interferência de Madame Cotnaréanu e seu marido, o que provocou longas batalhas legais. Finalmente, em 1950, eles chegaram a um entendimento. Foram formadas então duas empresas, uma proprietária do jornal, de Madame Cotnaréanu, e outra gestora, que cuidava da administração e da redação, em nome de Brisson e de seus “colaboradores imediatos”. Mas quando o LE FIGARO tomou posições contrárias às tendências conservadoras de seus leitores, como sua oposição à invasão de canal de Suez em 1956, ou ao referendo de 1964, convocado pelo presidente Charles De Gaulle, a circulação despencou. Brisson teve que interromper uma série de artigos de François Mauriac sobre o sultão do Marrocos: o elevado número de cartas de protesto provocou uma situação insustentável. Brisson morreu em 1964 e foi substituído por Louis-Gabriel Robinet. A redação não demonstrou muito respeito por ele. Começava uma tumultuada etapa para o jornal, que entrou em lenta decadência nos anos seguintes.


Um dos novos proprietários, Robert Hersant, que comprou o LE FIGARO em 1975, investiu adquirindo máquinas novas e lançando vários suplementos específicos. Um deles, “Le Figaro Magazine”, foi um sucesso imediato. Era editado pelo romancista Louis Pauwels, que imprimiu uma linha editorial vigorosa e direitista. Ao ser lançado, com a edição dos sábados - na França, os jornais diários não saem aos domingos - em 1978 sua circulação já era de 380 mil exemplares. Em 1982 chegava a 620 mil. Também com a edição dos sábados, foi lançada a “TV Magazine” (sobre programação televisiva) e, um sábado por mês, circulava “Madame Figaro”. Em meados da década de 1980, enquanto a circulação média do jornal era de 460 mil cópias, aos sábados chegava aos 700 mil. O jornal também obteve igualmente bons resultados com um novo caderno diário, “Le Figaro Économie”, impresso em papel de cor salmão.


Na década de 1990, o LE FIGARO foi comprado por Serge Dassault, senador e dono da indústria aeroespacial fabricante de caças militares como Mirage e Rafale, além dos aviões privados de negócios Falcon. O novo proprietário garantiu a independência editorial e, em 2005, promoveu uma grande reforma no jornal: diminuiu a largura das enormes páginas em 3.4 centímetros e dividiu o LE FIGARO em três cadernos. A cor predominante era o azul. Ao apresentar o novo projeto gráfico, disse que o LE FIGARO seria um jornal “engajado, liberal e europeu”, aberto a opiniões diferentes das suas. Além disso, a nova linha editorial era descrita de maneira precisa no slogan do jornal durante uma campanha publicitária: “Em matéria de economia, somos pela liberdade das trocas comerciais. E também em matéria de ideia”. Em 2016, o jornal comemorou 190 anos sob a máxima: “Sem a liberdade para criticar, nenhum elogio é adulador” (frase esta defendida pelo jornal em seu primeiro número). Hoje em dia, o LE FIGARO continua sua tradição de inovação, estando presente nas novas plataformas de internet e mobilidade e diversificando em muitos setores de informação.


A linha do tempo 
1929 
São publicadas as primeiras palavras cruzadas nas páginas do jornal. 
1939 
O jornal faz grandes reportagens sobre a Guerra da Etiópia, a Guerra Sino-Japonesa e a Guerra da Espanha. 
1946 
Publicação do Littéraire, um hebdomadário gratuito e publicado fora do jornal, que no ano seguinte passaria a se chamar Le Figaro Littéraire
1978 
Lançamento do suplemento do fim de semana Le Figaro Magazine. Atualmente, é uma revista semanal de notícias variadas com circulação superior a 400 mil cópias. 
1980 
Lançamento do suplemento (aos sábados) Madame Figaro, direcionado para o universo das mulheres, que aborda temas como moda, tendências, beleza, joias, relacionamento, decoração, negócios, sociedade e culinária. 
1999 
Desaparecimento do desenho de Jacques Faizant da primeira página. 
Lançamento do site de notícias do jornal.
2005 
No dia 3 de outubro o jornal muda de forma pela primeira vez em trinta anos: passa a ser publicado com título em azul e dois novos cadernos, um de economia e outro sobre lazer, intitulado Et vous. A nova apresentação era vista pela direção como capaz de permitir a venda de mais espaços publicitários. 
2008 
Em junho o site do jornal ultrapassa o de seu principal concorrente, o também tradicional Le Monde, tornando-se o primeiro site de informações gerais.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo dos anos. Foi na década de 1920 que o jornal começou a utilizar como logotipo a letra F atravessada por uma pena. Algumas décadas depois foi adotado um logotipo contendo o nome do jornal em preto. Este logotipo ganhou uma nova tipografia de letra em 1999.


Somente em 2005 o LE FIGARO apresentou um logotipo com uma caixa azul no fundo e o nome do jornal em branco. O atual logotipo da marca, adotado em 2009, voltou a ter como símbolo a tradicional pena estilizada na letra F.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 15 de janeiro de 1826 
● Fundador: Maurice Alhoy e Étienne Arago 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Société du Figaro S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Groupe Industriel Marcel Dassault S.A.) 
● CEO: Marc Feuillée 
● Editor chefe: Alexis Brézet 
● Faturamento: €520 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação diária: 313.000 exemplares 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.500 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Jornais, revistas e sites de notícias 
● Concorrentes diretos: Le Monde, Le Parisien, Libération, El País, The Guardian, Frankfurter Allgemeine e The New York Times 
● Website: www.lefigaro.fr 

A marca no mundo 
Atualmente o tradicional jornal LE FIGARO, com tiragem diária de aproximadamente 313 mil exemplares, além da edição cotidiana, publica inúmeros cadernos e suplementos. O jornal, cuja linha editorial é de centro-direita e possui uma edição internacional, é lido em mais de 100 países ao redor do mundo por aproximadamente 1.3 milhões de pessoas. Somente na versão digital o LE FIGARO tem mais de 80 mil assinantes. Sua página da internet é o principal site francês de notícias, com mais de 7 milhões de usuários únicos por mês. 

Você sabia? 
No dia 16 de março de 1914, Gaston Calmette, diretor do jornal, foi assassinado por Henriette Caillaux, então esposa do Ministro das Finanças, acusado pelo jornal em uma campanha de imprensa.   


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/11/2018

11.3.09

METRO


Todas as manhãs em 120 grandes metrópoles do mundo, milhões de pessoas tomam as ruas, trens, ônibus e metrôs para irem trabalhar ou simplesmente realizar alguma atividade diária. Ávidos por informações, como requer o mundo atual, essas pessoas possuem um companheiro de leitura diária, faça sol ou chuva: o jornal METRO. Simples, dinâmico, bem diagramado e compacto, o jornal é capaz de informar milhões de pessoas que praticamente não conseguiriam ler durante o dia. E o melhor de tudo, é totalmente grátis. De Nova York à Paris, de Hong Kong a Cidade do México, o METRO redefiniu o hábito diário de leitura de milhões de pessoas pelo mundo afora. 

A história 
O jornal gratuito METRO surgiu de uma constatação, em meados da década de 1990: cada vez mais as pessoas tinham menos tempo para ler jornal (principalmente os tradicionais, grandes e pagos) e se informar com as notícias mais importantes do dia. Foi então que a empresa Modern Times Group, fundada pelo jornalista Pelle Andersson, juntamente com a Viasat Broadcasting, criou uma subsidiária para produção e distribuição de um jornal gratuito e de qualidade na capital da Suécia. A primeira edição (foto abaixo) do jornal METRO (pronuncia-se “métrou”) foi publicada no dia 13 de fevereiro de 1995 e distribuída no metrô de Estocolmo, com um total de 200 mil cópias. Como muitos pensam o nome METRO não foi escolhido em virtude do canal de distribuição do novo jornal: a rede de transporte público (especialmente o metrô). Mas sim é uma referência á vida nas grandes metrópoles.


O jornal oferecia informação rápida, de qualidade, ilustrada e dirigida a um público jovem, gratuitamente. A fórmula era perfeita para um público jovem e qualificado, que não tinha o hábito de ler diariamente os jornais tradicionais. Para completar, o jornal inovou também na distribuição, buscando seus leitores nas ruas e estações do metrô. A concretização do sonho da conquista mundial aconteceu no dia 7 de julho de 1996, com o lançamento da primeira edição internacional na cidade de Praga, na República Checa. Daí em diante, a cada ano, o jornal conquistou mais e mais cidades em diversos países europeus. Budapeste, Amsterdã, Atenas, Barcelona, Lisboa, Madri, Paris, Porto, Roma, São Petersburgo e Valencia, todas ganharam sua edição local.


Em 2000 o METRO ultrapassou os limites da Europa, e além de Grécia e Itália ganhou edições no Chile, Estados Unidos e Canadá. No ano seguinte foi criada a Metro World News, uma agência interna do jornal, onde notícias de diferentes países podiam ser compartilhadas. Em 2002 o jornal chegou à Ásia com as edições em Hong Kong e Seul. Em 2004 ganhou as ruas da agitada e eclética Nova York. Somente em 2005 foram lançadas 19 novas edições. O enorme sucesso do jornal pode ser comprovado em 2006, quando, com mais de 18.5 milhões de leitores diários, o METRO entrou para o Livro dos Recordes (Guinness Book of Records) como o “maior jornal global do mundo”. O METRO adotou uma política agressiva de expansão global, sendo que somente neste ano lançou edições na Croácia, Espanha, México, Ilhas Canárias, Alemanha e no país Basco. Focado em um público “jovem, ativo, educado e urbano”, o jornal conseguiu se provar um investimento atraente para a publicidade, sua maior fonte de renda.


No dia 7 de maio de 2007, graças a uma parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação, o METRO passou a circular também em São Paulo. De segunda à sexta-feira, dezesseis heroicos profissionais multifuncionais produziam 150 mil cópias gratuitas de alto padrão internacional, extremamente bem diagramadas, repletas de cores vivas e mesclando informações de consumo rápido com algumas (poucas) reportagens exclusivas e variadas. Neste mesmo ano, ganharam as ruas edições do METRO nas cidades de Calgary e Edmonton, ambas no Canadá. Em apenas 13 anos de vida, o METRO se tornou o maior jornal diário do mundo, sendo distribuído em mais de 21 países ao redor do planeta. Em janeiro de 2009, devido à crise econômica, o METRO cessou sua publicação e distribuição na Espanha (onde estava presente em 7 cidades com mais de 1.8 milhões de leitores). E nos anos seguintes encerrou ou vendeu muitas de suas edições europeias para focar no mercado da América Latina.


A linha do tempo 
1997 
Lançamento de edições locais em Budapeste (Hungria) e Gotemburgo (Suécia). 
1999 
Lançamento de edições locais em Amsterdã, Roterdã e Haia (Holanda), Helsinque (Finlândia) e Malmo (Suécia). 
2000 
Lançamento de edições locais em Milão e Roma (Itália), Buenos Aires (Argentina), Atenas (Grécia), Varsóvia (Polônia), Santiago (Chile), Zurique (Suíça), Toronto (Canadá) e Filadélfia (Estados Unidos). 
2001 
Lançamento da edição local de Boston (Estados Unidos), Copenhagen (Dinamarca), Madri e Barcelona (Espanha). 
2002 
Lançamento da edição local de Paris, Marselha e Lion (França), Hong Kong e Seul (Coréia do Sul). 
2003 
Lançamento da edição local de La Coruña, Sevilha e Zaragoza (Espanha), e Pusan (Coréia do Sul). 
2004 
Lançamento da edição local de Bordeaux, Lille e Tolousse (França), Valencia e Alicante (Espanha), Lisboa (Portugal) e Nova York (Estados Unidos). 
2005 
Lançamento da edição local de Dublin (Irlanda), Rennes, Strasburgo e Nantes (França), Vancouver e Ottawa (Canadá). 
2006 
Lançamento da edição local na Cidade do México. 
2007 
Lançamento da edição local de São Paulo (Brasil), Calgary e Edmonton (Canadá). 
2008 
Lançamento do e-Metro, a versão digital do jornal gratuito. Nos anos seguintes todos os países ganharam edições digitais, mais completas e com novos conteúdos. 
2009 
Lançamento da edição local de Moscou (Rússia). 
2010 
Lançamento das edições locais de Campinas e Rio de Janeiro (Brasil). 
2011 
Lançamento do jornal na Guatemala, na Colômbia (Bogotá) e no Peru (Lima). 
Lançamento das edições locais em Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre. 
2012 
Lançamento da edição local de San Juan (Porto Rico) e Brasília. 
2013 
Lançamento da edição local de Manágua (Nicarágua).


O segredo do sucesso 
Atualmente, as edições do METRO são distribuídas em zonas de tráfego movimentado ou em redes de transporte público em uma combinação de cabines de auto-serviço e por distribuidores em dias de semana. Edições de final de semana também são publicadas em algumas cidades, como por exemplo, Estocolmo e Santiago. Os pontos de distribuição estão localizados em volta ou nas redes de transporte público (metrô, trens e ônibus), prédios de escritórios, grandes lojas, em pontos-chave de ruas movimentadas, ou em outras áreas populacionais de alta densidade como campus de universidades. O nome local das edições do jornal METRO pode variar devido a questões de direitos autorais. As edições chilenas, colombianas, peruanas e mexicanas são chamadas PUBLIMETRO, a da Guatemala conhecida como PUBLINEWS e a espanhola era nomeada METRO DIRECTO.


Com mais de 400 jornalistas espalhados por mais de 20 países, o METRO oferece uma grande rede de correspondentes nas principais cidades do mundo. Mais do que notícias, eles vão trazer informações únicas. Enquanto o METRO de Milão vai nos manter em dia com o mundo da moda, por exemplo, o METRO Helsinque vai antecipar as próximas tendências da telefonia celular. Mas apesar de pensar globalmente, o METRO age aqui e agora. Ele é um jornal local, um veículo da cidadania.


Os slogans 
The world’s largest newspaper. 
Read More. Know More. Live More. 
The world’s largest global newspaper. 
Informação que cabe no seu dia. (Brasil) 
O maior jornal do mundo. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Lançamento: 13 de fevereiro de 1995 
● Criador: Pelle Andersson, Robert Braunerhielm e Monica Lindstedt 
● Sede mundial: Estocolmo, Suécia 
● Proprietário da marca: Metro International S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Leif Eliasson 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 21 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 850 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Jornais diários gratuitos 
● Concorrentes diretos: Destak, City A.M., 20 Minutes e Metrô News (Brasil) 
● Slogan: Informação que cabe no seu dia. 
● Website: www.metrojornal.com.br 

A marca no mundo 
Com uma tiragem diária superior a 8 milhões de exemplares e 67 edições internacionais, o METRO é lido diariamente por mais de 20 milhões de pessoas em mais de 120 metrópoles e cidades de 21 países da Europa, Américas e Ásia. A versão digital do jornal recebe aproximadamente 35 milhões de visitantes mensalmente. O maior jornal do mundo é editado em 13 línguas diferentes, tendo em sua redação mais de 400 capacitados jornalistas. As edições do METRO no Brasil tem tiragem diária de 505 mil cópias, sendo distribuído de segunda à sexta-feira em mais de 400 pontos vitais de 10 cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Campinas e Curitiba, atingindo mais de 2 milhões de leitores. A edição tem diagramação diferenciada e pode ser lida rapidamente, em um tempo médio estimado de 17 minutos. 

Você sabia? 
O jornal patrocina e realiza o Metro Photo Challenge, maior concurso de fotografia amadora do mundo, com participação de leitores de mais de cem cidades. O Metro Photo Challenge é realizado desde 2004 e tem como objetivo conectar pessoas ao redor do mundo por meio da linguagem universal da fotografia. 
A cor verde no logotipo não é por acaso. Ela simboliza a questão ambiental. A preocupação é tanta que o METRO é impresso em papel certificado FSC (Conselho de Manejo Florestal, em português), um selo de sustentabilidade que garante que o produto vem de florestas plantadas. 
O globo no lugar da letra “O” representa a extensão global do jornal. 
Atualmente a METRO INTERNATIONAL pertence ao grupo sueco Investment AB Kinnevik, criado em 1936 e que atua em diversas áreas da comunicação como Telecom, canais de televisão e telefonia móvel. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/10/2017

30.8.08

DIÁRIO LANCE!

O futebol sempre foi a paixão número um do brasileiro no esporte. Há pouco mais de dez anos, o leitor jovem (quer seja palmeirense, Corintiano, tricolor, rubro-negro ou santista) que jamais teve o hábito de ir a uma banca comprar jornal ganhou um motivo para sair de casa atrás das principais notícias sobre o seu time do coração: o Diário Esportivo Lance!, que em uma década se transformou num sucesso editorial.
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A história
Tudo começou quando Walter de Mattos Júnior resolveu passear pelo mundo para conhecer os fenômenos dos diários esportivos estrangeiros. La Gazzetta dello Sport, da Itália, fundada em 1927; o tablóide dos esportes de Madrid, O Marca; na França, o Léquipe; em Portugal, A Bola; e na Argentina, o Olé. Queria criar um veículo semelhante no Brasil e que, sem dúvida, faria muito sucesso. No dia 14 de agosto de 1997, o diário esportivo Lance! estava com sua equipe formada. Com Lédio Carmona, veterano de duas Copas do Mundo por Placar e Jornal do Brasil; Leão Serva, diretor de redação na Folha de S. Paulo e do Jornal da Tarde, e César Seabra, editor de Esportes de O Globo. Depois de montada surgiram os problemas: Qual o público-alvo? Walter já tinha tudo planejado. Queria que fossem vendidas por assinaturas. Mas não imaginava que as classes desfavorecidas e os jovens seriam os principais leitores. O jornal circulou pela primeira vez no dia 26 de outubro de 1997 no Rio de Janeiro, uma semana depois do portal esportivo LANCENET estar disponível na Internet.
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Uma semana depois, no dia 2 de novembro, sairia a edição paulista. Em formato tablóide, não usual no país, o jornal foi o primeiro em cores no Brasil e de leitura curta. O lançamento contou com diversas promoções e um forte investimento em comunicação para o jovem leitor a fim de tirá-lo de casa para comprar o Lance!. O planejamento da campanha de lançamento do diário estimava a venda de 80 mil exemplares por mês. O jornal exibia edições diferentes para Rio e São Paulo e sua distribuição começou terceirizada. Apesar da novidade, o lançamento do jornal acarretou em um fracasso fabuloso, onde a expectativa de venda foi frustrante devido ao grande investimento feito com capitais de risco. Um ano após a chegada do jornal nas bancas veio a Copa do Mundo de 1998. A expectativa de todos os colaboradores envolvidos com o tablóide era a melhor possível. Ano de Copa do Mundo significava busca por mais informação por parte do leitor e, conseqüentemente, uma grande oportunidade de atingir a expectativa de vendas. E foi novamente criado um leque de promoções baseada no conceito esportivo com fascículos, bola, camisa, entre outros. Com todos os olhos dos leitores voltados para o maior evento de futebol do mundo, o que era oportunidade virou guerra.
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Assim como o Lance! foi criado para veicular notícias somente sobre esportes outros jornais tiveram a mesma visão do “negócio” futebol e passaram a ser – mesmo que momentaneamente - jornais de esportes. Assim como a Copa do Mundo daquele ano foi uma catástrofe para todos os brasileiros, para o Lance! não foi diferente. Mesmo com uma redação instalada em Paris e jornais impressos na França, a venda do diário não passou de 6 mil exemplares. Depois da decepção dupla em apenas um mês – a perda da Copa e o fracasso nas vendas – a decisão tomada pela cúpula do tablóide foi de descaracterizar o projeto. Entre as idéias sugeridas estava a de não usar mais cores na publicação, reduzindo o custo da impressão. Após as dificuldades encontradas desde o início do jornal, Afonso Cunha, diretor executivo do Lance!, tomou uma decisão que talvez tenha sido a mais importante da história do diário. “Se é para fracassar, que seja com convicção”.
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Diante do fracasso iminente, foi decidido que o projeto seria mantido, porém com alguns ajustes operacionais, oferecendo conteúdo de qualidade. O ano seguinte, 1999, foi o período em que as notícias passaram a ser agradáveis. Após um enxugamento na estrutura do jornal com foco no Rio de Janeiro, o Lance! ganhou terreno e relevância para o leitor a partir da Internet. Com o crescimento das vendas, o jornal viu a marca Lance! ser consolidada ano após ano, com mudanças em sua apresentação. Com a marca reconhecida e o público-alvo reagindo às campanhas e ações promocionais, a empresa passou a adotar uma visão minimalista, apresentando a letra “L” como marca, remetendo a um posicionamento jovem e diferente.
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Já com cinco anos de existência, o Lance! encontrou novas dificuldades com a mudança de governo em 2003, uma vez que o preço do Dólar chegou a R$ 4,00, o que se transformou em tragédia para os veículos impressos. Assim como uma bola cruzada pelo alto na área, o jornal fez, mais uma vez, novos cortes. Através de uma reforma capital e societária, o jornal perdeu alguns sócios mas readmitiu outros profissionais que conheciam o ritmo e o perfil do diário. Desde então, desenvolveu novas marcas, ampliou sua plataforma e venceu o preconceito sobre os diários esportivos. Com investimento em marketing através de ações promocionais foi possível contornar mais uma dificuldade usando três vertentes: ações promocionais (oferecendo mochilas, camisas e outros produtos para o leitor), desenvolvimento da marca através da comunicação e o trade marketing. Em novembro de 2004, a edição Minas Gerais chegou ao mercado. No dia 29 de janeiro de 2006, o jornal publicou sua 3000ª edição. Contrariando prognósticos pessimistas, a maior inovação do jornalismo esportivo, nos anos 90, veio para se consolidar como expressão de uma imprensa combativa e inteligente.
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Outros produtos
Hoje, além do diário e do portal, o grupo Lance! tem também outros produtos na área de comunicação: a revista A+, lançada em 2000, que originalmente circulava com o jornal todos os sábados e passou a ser mensal em outubro de 2007; a agência de notícias LancePress; a Lance! Editorial; a Rádio Lance! (lançada em 2004); a TV Lance! (com exibições pela Internet); o LanceClic (sistema de assinatura da versão eletrônica do diário); e o LanceMobile (serviço que distribui conteúdo esportivo pelo celular, lançado em 2005).
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O sucesso
Concorrente da veterana Gazeta Esportiva, que em 1980 destacava manchetes de forma picante, o jornal veio para tentar, e conseguiu, o que a Gazeta não. Lance! arriscou “fazer jornalismo esportivo como nunca se viu”. O jornal cativou o público com suas páginas coloridas, formato tablóide, notícias diárias sobre os times, jogadores, além de bate-bola com os atletas, novidades diárias e estatísticas para as próximas rodadas. Matérias sobre os mais variados esportes são tratadas, mesmo sendo curtas como notícias all news. Ao final, traz os resultados dos campeonatos e pôsteres dos campeões. Ponto também para os excelentes especiais que a Lance faz antes dos principais campeonatos de futebol, e para sua revista Lance A+. A sessão mais interativa é a tabelinha, na penúltima página, com pequenos textos de leitores que enviam suas broncas, pedidos e “zoam dos adversários” via e-mail ou carta. Já na última aparece a programação da TV para o leitor não perder nenhum jogo. Os colunistas renomados como Juca Kfouri, Paulo Vinícius Coelho, Paulo César Vasconcelos, Benjamim Back e Roberto Assaf dão enfoque principalmente para o futebol, sempre mostrando o lado cômico da notícia, sem falar nas mais variadas formas de promoção que atraem ainda mais os leitores. Diversão, seriedade, honestidade e prêmios são os ingredientes dessa receita esportiva que é o diário Lance!.
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Jornalismo transparente
Gostem ou não gostem, uma coisa ninguém pode negar: o Lance! não tem se furtado à boa luta. Tão investigativo como preciso na análise dos seus comentaristas, combateu a CBF e os desmandos de seu presidente. Mostrou, em textos inteligíveis para o leitor, majoritariamente situado na faixa de 15 a 24 anos, o caráter escravocrata da Lei do Passe. Apoiou todas as iniciativas que visavam a estabelecer um calendário viável para o futebol brasileiro. Colidiu com interesses políticos regionais ao defender o fim dos falidos torneios estaduais. Deu amplo espaço às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que foram instaladas para apurar irregularidades envolvendo dirigentes esportivos em negociatas lesivas ao patrimônio dos clubes. Vislumbrou no Clube dos 13 a possibilidade de ruptura com modelos organizacionais ultrapassados e lamentou sua domesticação pela CBF. Sem descuidar de uma inteligente formulação gráfica, que contempla desde o desenho tático ao retrospecto de cada equipe em múltiplas competições, o jornal já pode ser considerado a maior vitória da imprensa esportiva. Seu objetivo foi alcançado de forma inquestionável. Elevou o esporte à dimensão política e, ao fazê-lo, inscreveu a ética como elemento propulsor do sucesso esportivo. Seus leitores ludicamente adquirem consciência crítica. Sem dúvida, um golaço.
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A evolução visual
Em 2007, para comemorar o décimo aniversário do jornal, foi criada uma campanha, com a presença do Rei Pelé, e que continha o slogan “LANCE! 10 anos. O LANCE! também é dez”. O Diário aproveitou também para modernizar seu logotipo.
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Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Lançamento:
1997
● Fundador:
Walter de Mattos Júnior
● Sede mundial:
Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Grupo Lance!
● Capital aberto:
Não
● Presidente:
Walter de Mattos Júnior
● Diretor executivo:
Afonso Cunha
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Leitores:
1.5 milhões
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Maiores mercados:
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais
● Funcionários:
500
● Segmento:
Mídia
● Principais produtos: Jornal e portal esportivo
● Ícones: O formato tablóide do jornal

● Slogan: O diário dos esportes.
● Website:
www.lancenet.com
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A marca no Brasil
O jornal tem versões regionais para outros estados, e com isso, alcance nacional, sendo lido por mais de 1.5 milhões de pessoas (sendo 87% homens) com tiragem diária superior a 135.000 exemplares. Atualmente, o jornal tem três redações: em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, com edições também em Manaus e Curitiba. O site Lancenet, com uma equipe formada por mais de 100 jornalistas e fotógrafos no Brasil e no exterior, fornece um conteúdo ágil, em tempo real, do mundo esportivo. O site recebe mensalmente quase 700 mil visitantes.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Iso é, Época, Veja e Isto é Dinheiro), sites especializados em esportes e marketing esportivo, e Wikipedia (informações devidamente checadas).
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Última atualização em 30/3/2009