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5.9.17

KRUG


Não se deixe enganar pelo nome alemão, pois ela é uma legítima francesa. E com muita estirpe. Considerada a excelência do champanhe, a KRUG geração após geração se transformou no sinônimo do que é o blend perfeito da bebida cheia de borbulhas. Assim, seu champanhe, sempre com o mesmo estilo, conquistou especialistas do mundo inteiro devido ao seu caráter único e alcançou o status de lenda. E não por acaso, é comum ouvir uma legião de abastados fãs dizer: “Existe Krug. E há os outros champanhes”

A história 
Conta a história que Johann-Joseph Krug, um imigrante alemão da cidade de Mainz e filho de um açougueiro, aportou na região de Champagne em meados do século XIX. Ele começou trabalhando na Maison Jacquesson e, depois de sete anos, tornou-se sócio de Adolphe Jacquesson. Nesse período, apesar de ter sido contratado como contador, ele começou a testar o mercado e avaliar as críticas dos vendedores de vinhos e clientes, além de aprender a mistura de vinhos e o gosto do champanhe. Já em uma posição confortável na empresa, em 1841, casou-se com a cunhada de Adolphe, Emma-Anne Jaunay, e, um ano depois, deixou a Maison em Chalon-sur-Marne. Na pitoresca cidade de Reims, ele começou a trabalhar com Hipployte de Vivès e, em 1843, fundou a MAISON KRUG, para produzir um champanhe que se diferenciasse dos outros da região. Não interessava a ele lançar mais um bom rótulo entre os tantos encontrados na região. Queria fazer um champanhe sublime, de qualidade inquestionável, mantendo o mesmo padrão de um ano para outro. Com o objetivo de atingir essa meta, trabalhou com alguns produtores de champanhe para descobrir o segredo das borbulhas engarrafadas. Desde o início, ele era extremamente meticuloso com a assemblagem (nome dado à mistura clássica dos vinhos Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) que iriam compor seu champanhe, e diz-se que sua técnica única de identificar e juntar esses vinhos base foram passadas de geração para geração cuidadosamente e foi sempre um membro da família Krug o responsável por montar os blends de cada safra desde então, assim como determinar quando os champanhes deveriam ser lançados no mercado.


Primeiro dos champanhes criados pela Maison, o Krug Grande Cuvée respeitava a tradicional fórmula de combinar três tipos de vinho. Um trabalho artesanal, semelhante ao dos perfumistas, que mesclam diferentes aromas para obter um resultado sofisticado em um líquido único. Nos anos seguintes, Joseph Krug rompeu com a convenção para seguir sua visão e criar a expressão mais generosa de champanhe a cada ano, independentemente da imprevisibilidade climática. Como Joseph era fluente em francês, inglês e alemão, e falava um pouco de russo, ele colocou a Maison em posição de explorar os principais mercados estrangeiros. Com isso, foi conquistando aos poucos uma clientela fiel e abastada por diversos países, principalmente da Europa. Joseph morreu em 1866 e foi sucedido por seu filho, Paul Krug. Na década de 1880, o prestígio dos champanhes KRUG foi reconhecido no Reino Unido, então o principal mercado no exterior do champanhe. A Maison passou por um difícil período durante a Primeira Guerra Mundial, já que a cidade de Reims foi severamente bombardeada. Após o conflito, a empresa se recuperou lentamente. Apesar disso, foi nesta década que foram criadas as safras KRUG de 1926 e 1928, que foram consideradas pelos críticos como os melhores champanhes.


Na década de 1970, a empresa foi vendida ao grupo Rémy-Martin, tradicional produtor de conhaques, mas membros da família Krug continuaram comandando o processo de produção. Apesar de hoje em dia a totalidade da produção da marca mal chegar a 0,2% da produção total de champanhe francês, ela está no topo de qualidade da região. E, dentro desse topo, há uma verdadeira joia rara: o Krug Clos de Mesnil, elaborado somente com uvas Chardonnay de um pequeno vinhedo (que dá nome ao champanhe). O vinhedo está localizado no pequeno povoado de Mesnil-sur-Oger, aninhado em um microclima favorável em uma suave inclinação face sudoeste. Foi comprado por Henri e Rémi Krug em 1971, como parte de seis hectares de vinhedos. Quando visitaram a propriedade, perceberam a existência dessa pequena gleba em particular, de 1.85 hectares, que datava de 1698, como atestava uma placa em um de seus muros. Durante oito anos, eles replantaram o vinhedo e, ao provar o vinho produzido em 1979, no lugar de utilizá-lo para fazer suas mesclas habituais, decidiram engarrafá-lo assim mesmo. Nascia um novo ícone do moderno champanhe. Os irmãos foram grandes responsáveis por dar à KRUG o status e prestígio que a marca goza hoje em dia.


Em 1983, mesmo contrariando as ordens do pai, Paul Krug, seus filhos Henri e Rémi resolveram produzir um champanhe rosé e, depois de pronto, apresentaram ao genitor durante um jantar, sem identificar a garrafa. Paul teria ficado tão espantado com a qualidade que teria afirmado que outra Maison estava imitando o estilo KRUG, mas em formato de rosé. Era o surgimento do champanhe KRUG ROSÉ. Na década de 1990 a Maison continuou lançando produtos que “violam” suas próprias regras de blending, com o surgimento em 1995 do Krug Clos d’Ambonnay, um Blanc de Noirs 100% Pinot Noir de um pequeno vinhedo de 0,685 hectares no sudeste da Montanha de Reims, adquirido em 1984. Para atingir a maturação ideal, 3.000 garrafas do blanc de noirs permaneceram na cave da Maison descansando por catorze anos. Elas só começaram a ser comercializadas em 2009. Clos é o nome que os franceses dão para os vinhedos “murados”, ou seja, pequeníssimas parcelas. O mais raro entre todos os champanhes KRUG imediatamente confirmou sua personalidade, como um manto em ouro brilhante, elevado por um splash de cobre.


Mesmo quando o conglomerado de luxo LVMH assumiu o controle da empresa em 1999, o modo de produzir o champanhe continuou, com a família Krug pertencendo ao grupo que forma o comitê que determina a assemblagem, o envelhecimento e a data de lançamento. A única coisa que mudou foi o investimento em marketing e o poder de distribuição, que fizeram os fenomenais champanhes da KRUG chegaram aos mais sofisticados mercados mundiais. E, para ser ainda mais exclusivista, a KRUG guarda em suas adegas em Reims algumas garrafas de safras espetaculares para serem lançadas muitos anos mais tarde. A isso eles dão o nome de Krug Collection, criada na década de 1980. Estas garrafas só são colocadas no mercado depois de membros da família terem provado seu sabor e chegado ao consenso de que elas estão prontas para o consumo.


Para qualquer conhecedor de champanhe, KRUG é um nome mítico. Outras marcas certamente possuem mais “lendas”. Algumas ganharam fama por serem preferidas por reis e rainhas ou outras celebridades mundo afora. A KRUG também esteve em diversas mesas de monarcas e festas glamorosas de artistas e milionários (como a família real inglesa, nas recepções do ex-presidente francês François Mitterrand e de Coco Chanel), no entanto, boa parte de sua notoriedade se deve ao seu champanhe agradar especialistas. Por isso, com rótulos muito disputados, garrafas chegam a custar mais de US$ 10 mil.


As obras de arte 
Atualmente a KRUG oferece uma coleção limitada dos melhores champanhes do planeta: 
Krug Grand Cuvée 
Considerado a razão de ser da histórica marca, é o primeiro cuvée de prestige recriado todos os anos desde 1843. Sua melhor definição é plenitude e elegância. Elaborado com um extraordinário assemblage de aproximadamente 120 vinhos de dez diferentes safras, alguns dos quais podendo atingir 15 anos de idade. No Grand Cuvée, as partes de uvas Pinot Noir e Pinot Meunier são mais relevantes do que as de Chardonnay. 
Krug Rosé 
É vibrante e provocativo, tem o mesmo espírito criativo da Krug Grande Cuvée. Elaborado com uma seleção de vinhos, incluindo um da uva Pinot Noir fermentado com a casca. É envelhecido por 5 anos e pode ser guardado por muito mais tempo. 
Krug Vintage 
Elaborada como uma interpretação única do caráter de um ano excepcional. É uma combinação dos vinhos do ano, a partir de muitos terrenos diferentes, com Chardonnays e presença significativa de vinhos de uvas tintas (Pinot Noirs e Meuniers) selecionadas a partir de uma grande variedade de vilas. 
Krug Collection  
Representa as últimas garrafas disponíveis de uma safra excepcional do passado, cuidadosamente armazenadas nas adegas da Maison em Reims, depois relançadas em comemoração à lendária longevidade do champanhe da marca. 
Krug Clos du Mesnil e Krug Clos d’Ambonnay 
São as únicas exceções à regra KRUG de assemblagem, pois, cada uma é elaborada com uma única variedade de uvas, de um ano único, e de um único vinhedo.


Um espaço exclusivo 
A Krug Ambassade é um espaço exclusivo para apreciar o champanhe KRUG, com atendimento, cardápio e harmonização única dentro de 60 sofisticados restaurantes, localizados em mais de 20 países. No Brasil, o premiado restaurante que possui esse espaço é o japonês Kinoshita, em São Paulo.


A produção 
Há seis gerações, a família Krug tem feito um produto sempre igual. A cada ano, o blend utiliza aproximadamente 50 vinhos das três variedades permitidas na região de Champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) de seis a 10 safras diferentes, de 20 a 25 vinhedos. A primeira fermentação se dá em pequenos barris de carvalho de 205 litros (diz-se que é a única Maison que faz esse processo) e o envelhecimento em garrafa segue por longos seis anos, geralmente. Tudo isso para, a cada ano, seu champanhe ser lançado sempre com o mesmo estilo que o fundador criou: uma cor dourada, um buquê extravagante e textura quase cremosa, com fruta madura, notas tostadas e de avelãs e um final de grande frescor. A KRUG afirma que não há fórmula para compor o blend de seus champanhes, pois nunca haverá duas colheitas iguais. Conta que a mistura é feita com base em um “banco de memória” cuja missão é recriar ano a ano o sabor inimitável criado pelo fundador da marca.


Descubra a história de cada garrafa 
Apesar de clássica e histórica, a KRUG tem utilizado a tecnologia para contar sua história e a de seus excepcionais champanhes. Para isso, lançou um aplicativo batizado de KRUG ID. Para começar a usufruir do aplicativo, o usuário deve criar um perfil. Cada garrafa da KRUG tem um código ID único (de seis dígitos) acima do código de barras. É ele que deve ser fotografado para revelar a história por trás daquela garrafa, como por exemplo, a safra, o trimestre em que a garrafa deixou as adegas da Maison, os desafios da colheita, recomendações para armazenamento, entre outras informações. Ainda é possível receber sugestões de pratos que harmonizam com o champanhe e dicas de listas de músicas para ouvir enquanto se saboreia uma taça.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo dos anos.


Os slogans 
Unlock your treasures. 
For most Krug will remain out of reach. 
There is champagne and then there is Krug. 
C’è lo champagne, e c’è Krug.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 1843 
● Fundador: Joseph Krug 
● Sede mundial: Reims, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Margareth Henriquez 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Champanhes de luxo 
● Concorrentes diretos: Louis Roederer Cristal, Dom Pérignon, Perrier-Jouët, Piper-Heidsieck, Bollinger e Taittinger 
● Slogan: Unlock your treasures. 
● Website: www.krug.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a KRUG comercializa seus exclusivos e caros champanhes em 60 países ao redor do mundo. Entre as mais célebres Maisons produtoras de champanhe, a KRUG é uma das menores. Seu tamanho está em proporção diametralmente oposta à qualidade da bebida que elabora, em torno de 500.000 garrafas por ano (80% das quais para exportação). Além das vendas na própria França (20% da produção), a KRUG é um símbolo de excelência e prestígio em países como Itália, Alemanha, Austrália e na região da Califórnia. Apesar de possuir apenas 20 hectares próprios de vinhedos (em Ambonnay, Aÿ, Le Mesnil e Trépail), a Maison mantém contratos longuíssimos com fornecedores de alta qualidade. Hoje em dia aproximadamente 100 viticultores trabalham com a Maison, fornecendo 65% a 70% das uvas. Hoje em dia, Olivier Krug, 6ª geração da família fundadora, assessora o comando da prestigiosa produtora de champanhe. 

Você sabia? 
Da cave na Rue Coquebert, no centro da cidade de Reims, saem champanhes superlativos, encantadores e, particularmente, caros. O mais simples, se é possível empregar essa denominação em um KRUG, tem preço idêntico ao das linhas tops da maioria dos concorrentes, entre eles o Dom Pérignon e o La Grande Dame, da Veuve Clicquot, aliás, grifes que, como a marca, pertencem ao conglomerado de luxo LVMH. 
Durante a Primeira Guerra Mundial, a pitoresca cidade de Reims sofreu 1.151 dias de bombardeios e nenhuma família foi poupada desta trágica devastação. Nesta época, os ancestrais de Olivier Krug abriram as portas das adegas às famílias da cidade, oferecendo abrigo seguro. 
Enquanto outras vinícolas usam vinhos recentes, na KRUG as idades podem ser superiores à 50 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Veja, Época Negócios, Isto é Dinheiro e Adega), jornais (Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/9/2017

28.8.17

EMILIO PUCCI


Poucos estilistas entraram para a história da moda tendo como passaporte a criação de estampas. Este é o caso de Emilio Pucci. Estampas extravagantes e multicoloridas que exaltam o verdadeiro estilo de vida italiano. Assim é a exclusiva marca italiana EMILIO PUCCI, criada por um “marquês alfaiate” de mesmo nome, que veste celebridades como Victoria Beckham, Elizabeth Hurley e Kylie Minogue e continua a ser um símbolo de status e luxo há sete décadas. 

A história 
Era uma vez um marquês que se tornou alfaiate. À primeira vista, a história de Emilio Pucci (foto abaixo) soa como um conto de fadas ao contrário. Ele nasceu na cidade de Nápoles no dia 20 de novembro de 1914 como Marquês de Barsento. Isto porque, seus pais, Orazio Pucci (de origem russa) e a Condessa napolitana Anguste Pavoncelli pertenciam a uma das mais aristocráticas famílias italianas. Pucci cresceu no coração de Florença, em um palácio com paredes que ostentavam obras feitas por Sandro Botticelli, Donatello e Leonardo da Vinci, local que se tornaria também palco de seus desfiles e um dos símbolos da grife que levaria seu nome. Entre 1935 a 1937 cursou sociologia nos Estados Unidos e, em 1938, alistou-se na força aérea italiana como piloto e combateu na Segunda Guerra Mundial. Apaixonado por esportes, ele praticava esqui, natação, tênis, esgrima, e por viagens, sua carreira no mundo da moda começou quase por acaso, quando ainda era piloto da aeronáutica. Preocupado com sua imagem, essa história com a moda começou quando ele desenhou modelos de roupa para si. Um dia ele ofereceu a uma amiga um traje de esqui que havia imaginado: uma calça comprida levemente justa na cintura, um pulôver, uma camisa e, por fim, um casaco desenhado como uma parca com um capuz e um bolso na frente fechado com um zíper na cintura.


A história começou a mudar quando a fotógrafa americana Toni Frissell, que trabalhava regularmente para a renomada revista Harper’s Bazaar, mostrou-se entusiasmada por aquele traje esportivo e elegante que ainda não se encontrava no mercado. E por sorte essas fotografias foram parar nas mãos de Diane Vreeland, então editora chefe da Harper’s Bazaar americana, que em dezembro de 1947 publicou um artigo sobre as criações de Pucci com o título: “An Italian Skier Designs”. Era o início do sucesso. Após a enorme promoção de sua criação, Emilio Pucci lançou no ano de 1948 sua primeira coleção, que apresentava poucas peças (um traje de esqui composto por duas peças de gabardine azul, uma calça de esqui bege no mesmo tecido, duas camisas masculinas de popeline de algodão e três túnicas de tricô de lã) e foi vendida para duas tradicionais lojas de departamentos localizadas na luxuosa 5ª Avenida em Nova York, a White Stag e Lord & Taylor. Seus primeiros sucessos, embora modestos, deram-lhe maior consciência de seu talento e permitiram que trabalhasse a partir de suas potencialidades criativas. Com a fama de estilista promissor na Itália, Pucci se associou com diversas indústrias do setor têxtil de seu país e desenvolveu tinturas de tons inéditos, além de tratamentos especiais em algodões e sedas, que lhe renderam fama até o final de sua carreira.


Foi em 1949, quando pediu licença da aeronáutica, que Pucci viajou até a belíssima Capri, no sul da Itália, e criou a sua segunda coleção, uma linha de maiôs e roupas esportivas que podiam ser usadas durante todo o dia. O sucesso foi imediato e de Capri rapidamente se espalhou por todo o Mediterrâneo nos corpos de suas frequentadoras elegantes e refinadas. A bela ilha teve grande influência na escolha de cores e temas para suas estampas. Sob o pretexto de elaborar peças para sua namorada na época, ele criou uma coleção repleta de frescor com modelagens livres da estrutura rígida da alta costura francesa, que rapidamente foi consumida e copiada por mulheres elegantes de Capri, Portofino, Cote d’Azur e em todas as praias mediterrâneas. Foi neste momento que Pucci apresentou as famosas calças Capri que ainda hoje são itens clássicos de um bom guarda-roupa feminino. O marquês criou um estilo que nunca seria dissociado de seu carisma estético e intelectual e Capri nunca deixaria de inspirá-lo: o azul da Gruta Azul, o rosa das primaveras, o verde e o amarelo das plantas de folhas espessas e carnudas, da menta e do limão. Essa síntese de autenticidade e refinamento sugerida pelo espírito de sua moda é justamente o que caracterizaria o chamado “Estilo Pucci”.


Em 1950 o estilista abandonou definitivamente a carreira militar para abrir sua loja própria, a La Canzone Del Mare, e com ela nasceu o que viria a se tornar uma grife revolucionária, a EMILIO PUCCI. Sua produção tinha características peculiares: eram poucas peças feitas à mão, de modelagens simples, a preços relativamente baratos, e esses foram um dos motivos essenciais de sua fama no início. Seus vestidos eram em sua maioria de jérsei de seda, que era leve, sem rugas e muito confortável. “É como usar nada”, exclamou na época Diana Vreeland sobre essas roupas. Emilio foi premiado em 1954 com o Neiman Marcus Award, um importante prêmio que era entregue anualmente às personalidades da moda que se destacavam por sua criatividade e originalidade. Em 1959 ele se casou com a jovem Baronesa Cristina Nannini e para atender a demanda de seus sucessos inaugurou no segundo andar de seu palácio em Florença uma espécie de escritório de estilo, onde criava suas estampas, negociava suas vendas e realizava seus desfiles. Apesar de se autodenominar artesão foi a partir desse momento que Pucci começou a trabalhar intuitivamente com metodologias de design que comprovaram que ele estava além da categoria de estilo ou gosto pessoal. Com a abertura de seu escritório ele dirigia pessoalmente a elaboração de desenhos, os contatos com os fornecedores e com os seus clientes, a realização de seus desfiles e sessões de fotos e acompanhava a demanda de seus produtos mundo a fora.


Calças afuniladas, shorts, calças Capri, vestidos resort, camisas, blusas de seda, roupas casuais viraram objetos de desejo e em pouco tempo o “Estilo Pucci” estava disponível nas mais importantes lojas de departamento dos Estados Unidos (onde o lifestyle que suas roupas exprimiam alcançaram ampla aceitação). Suas criações já eram parte das divas da mídia americana como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Liz Taylor e Lauren Bacall. Autêntico admirador da feminilidade, severo crítico dos limites impostos as mulheres pela moda e inovador por natureza, ele introduziu uma série incessante de pequenas e grandes transformações que estavam além das estampas que lhe renderam a fama de “O Príncipe das Estampas”. Emilio patenteou inúmeros tecidos inéditos como o jérsei de seda e o Emilioform (tecido composto por 45% de xantungue de seda e 55% de náilon). Em 1960 o estilista assinou contrato com uma empresa de Chicago para produzir uma coleção de moda íntima e desenvolveu uma lingerie revolucionária, o Viva Panty. Neste período, o corpo da mulher ainda estava encerrado em corpetes que apertavam a cintura, comprimiam o corpo e empurravam para o alto os seios, tudo conforme os ditames da alta-costura. Em harmonia com a concepção leve, flexível e desprovida de forro de suas roupas, Pucci lançou o Viva Panty, um body de seda strecht que não comprimia e nem levantava, mas deixava adivinhar uma agradável e natural nudez do corpo. Depois desse sucesso, nasceu uma linha completa de lingeries, incluindo camisolas caracterizadas por suas estampas.


Em 1961 a marca desenhou para a Rosenthal sua primeira coleção de porcelana de mesa, ingressando assim em um novo mercado. Em julho de 1962, Pucci lançou sua primeira coleção de alta-costura, pensada para mulheres de ombros e quadril estreitos, seios pequenos e pernas compridas, cujo retrato era a então primeira-dama americana, Jacqueline Kennedy. Dois anos depois, em uma linha dedicada à África, ele protestou contra o racismo frente ao governo norte-americano ao convocar modelos negras para o desfile. O sucesso era tamanho, que em 1965 a grife criou um guarda-roupa completo para as aeromoças da companhia aérea Braniff International Airways, que apesar de ter deixado de existir em 1982, até os dias de hoje é lembrada justamente por ter-se renovado, com a participação de Pucci, saindo da monotonia cinzenta e sóbria dos uniformes, para o colorido. E a coleção de 1966, denominada Vivara, ilha próxima a Capri, constituiu a síntese gráfica mais abstrata realizada por Pucci e por isso mesmo essa é lembrada como sua coleção mais memorável. Na mesma época ele lançou seu primeiro perfume com o mesmo nome da coleção. Em 1969, por iniciativa de uma empresa argentina, criou doze tapetes, cujos protótipos seriam expostos no Museu Nacional da Arte Decorativa de Buenos Aires. E em 1971 a NASA encarregou o estilista de criar o logotipo da missão espacial Apollo 15, que levou o homem à Lua. Além disso, em 1977, ele foi responsável pelo desenho do interior do Lincoln Continental, um dos carros ícones da cultura americana.


Após décadas de auge absoluto, a casa Pucci viveu um período menos vibrante na segunda metade da década de 1970 e nos anos de 1980. Um dos motivos foi a recusa do estilista de descentralizar a produção, sem falar que os rumos da moda daquela época (pensada para mulheres que estavam saindo de casa para um mercado de trabalho ultra competitivo) eram muito distantes do seu padrão de feminilidade. Uma vez ele disse: “Nasci alfaiate e considero-me como tal. Meu trabalho é o trabalho de um artesão cujos objetivos são a qualidade e o estilo”. Emilio Pucci começou a se retirar progressivamente de suas atividades a partir de 1989. No mesmo período que sua marca viveu a segunda “Puccimania” graças a estilistas como Gianni Versace e Moschino, que mostraram coleções fortemente influenciadas por desenhos clássicos de Pucci. A cantora Madonna, a designer Paloma Picasso, a topmodel Claudia Schiffer e a atriz Isabella Rossellini foram algumas das personalidades que embarcaram nesse resgate do mago das estampas.


Em 1990 sua filha, Laudomia Pucci, assumiu a direção da empresa, já que seu irmão Alessandro Pucci di Barsento havia morrido em um acidente de carro, e no dia 29 de novembro de 1992 Emilio Pucci faleceu, mas deixou um legado precioso. Todas as roupas desenhadas por Emilio Pucci ao longo dos anos são um tesouro, seus vestidos clássicos ainda são considerados como bens de valor inestimável. Em 2000, o conglomerado de luxo francês LVMH, proprietário de marcas como Louis Vuitton, Fendi e Givenchy, adquiriu a maioria das ações da casa PUCCI. Nos anos seguintes, Laudomia Pucci junto com o grupo LVMH iniciou um processo de renovação da marca. O estilista porto-riquenho Julio Espada foi o escolhido para continuar o trabalho do marquês e por lá ficou durante dois anos. Mas a volta por cima da marca é atribuída ao estilista francês Christian Lacroix, que em três anos como diretor criativo, fez o nome EMILIO PUCCI voltar a figurar entre as grifes top do mundo da moda e desfilar na concorrida Semana de Moda de Milão. O francês mergulhou nos antigos arquivos e trouxe de volta as estampas, brincou com modelos que remetem a roupas para a prática do esqui (lembrando as origens da marca), lançando peças modernas, mas sem abrir mão do colorido e irreverente estilo PUCCI. Além disso, a marca inaugurou diversas lojas ao redor do mundo. Incluindo sua primeira unidade no Brasil, em 2011, localizada no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. No ano seguinte a marca inaugurou uma luxuosa loja âncora em Nova York e, em 2013, na icônica Avenida Montaigne em Paris. Hoje, após 70 anos de existência, a EMILIO PUCCI continua apostando em suas marcas registradas: cores fortes e formas abstratas e geométricas.


Os ícones inconfundíveis 
Conhecido como “O Príncipe das Estampas”. O estampado de Emilio Pucci é sem dúvida a sua principal característica. O conjunto de suas cores (puras, primárias, vibrantes ou naturais), o gosto pela abstração, a escolha de formas geralmente não figurativas, a organização modular de escalas cromáticas e a orquestração de linhas retas ou curvas parecem derivar de uma síntese geométrica dos pintores do Renascimento. Emilio Pucci deixou para o mundo da moda um legado ainda maior. Além das inconfundíveis estampas de formas abstratas e geométricas ultracoloridas, a marca é imediatamente reconhecida pelos bordados marcantes, a seda como tecido favorito para imprimir suas estampas, criações não estruturadas, que valorizam a exuberância física, e tecidos especiais (alguns deles patenteados). Outro ícone da marca italiana é impressão da assinatura à mão “Emilio” em todas as estampas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Com isso, o logotipo foi sendo modernizado com o passar dos anos, tudo para transmitir uma imagem mais sofisticada.


O logotipo da marca também pode ser aplicado com seu tradicional símbolo (na verdade um brasão com dois “P” estilizados e um “E” no meio), especialmente visto em suas bolsas.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1947 
● Fundador: Emilio Pucci 
● Sede mundial: Florença, Itália 
● Proprietário da marca: Emilio Pucci S.r.l. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A.) 
● Chairman: Laudomia Pucci 
● CEO: Mauro Grimaldi 
● Faturamento: €150 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 50 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Moda de Luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas, sapatos e acessórios 
● Ícones: As estampas coloridas 
● Website: www.emiliopucci.com 

A marca no mundo 
Atualmente a exclusiva marca EMILIO PUCCI, que pertence ao conglomerado de luxo LVMH, possui pouco mais de 50 lojas próprias em cidades como Roma, Florença, Saint-Tropez, Londres, Moscou, Nova York, além de vender seus produtos em mais de 70 países através de sofisticadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
Emilio Pucci criou mais de mil estampas, de um total de 20 mil, e todas estão disponíveis no Palácio Pucci, em Florença. 
Aos 25 anos, a estilista Carolina Herrera começou a trabalhar como relações públicas na tradicional Casa PUCCI, na Venezuela. 
Em 2014 Gisele Bündchen foi a estrela da EMILIO PUCCI, clicada por Mario Testino para a campanha outono/inverno. 
Marilyn Monroe foi enterrada usando um clássico vestido PUCCI verde. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, View, Elle e Vogue), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/8/2017

9.10.12

STELLA McCARTNEY


Stella e sua marca carregam um sobrenome famoso. A estilista é bela e a marca bem sucedida. Suas peças utilizam matérias-primas ecológicas e tecidos orgânicos, cujo estilo sensual e elegante, é repleto de estampas delicadas como flores e borboletas. E sua marca sinônimo de naturalidade, moda consciente, elegância e simplicidade. Foi assim, que a estilista Stella McCartney e sua grife se tornaram queridinhas de muitas celebridades, como por exemplo, a atriz Anne Hathaway. 

A história 
Stella Nina McCartney (foto abaixo) nasceu no dia 13 de setembro de 1971 na cidade de Londres, segunda filha do ex-baixista dos Beatles Sir Paul McCartney e da fotógrafa americana Linda McCartney. Passou boa parte de sua infância acompanhando o pai famoso em turnês pelo mundo, ao lado da mãe e dos três irmãos. Stella demonstrou interesse pela moda ainda adolescente e costurou sua primeira peça – uma jaqueta – aos 13 anos. Três anos depois, em 1986, foi assistente do francês Christian Lacroix e, em seguida, estagiou com o alfaiate do pai, o talentoso Edward Sexton, na Saville Row, uma famosa rua no bairro londrino de Mayfair, célebre pelos sofisticados ateliês de alfaiataria. Em 1995, Stella formou-se em design de moda na conceituada universidade Central Saint Martins em Londres. Desde seu trabalho de conclusão de curso, a jovem demonstrava um estilo consistente ao qual sua assinatura é atribuída até hoje: natural, feminino, sexy e, ao mesmo tempo, elegante, dotado de leveza, confiança e alfaiataria precisa.


Porém, não foi somente seu talento que chamou a atenção em seu desfile de formatura. A trilha sonora especialmente gravada pelo pai, intitulada Stella May Day, e a presença de amigas para lá de conhecidas na passarela - como Naomi Campbell e Kate Moss - colaboraram para que o desfile estampasse a primeira página de vários jornais na manhã seguinte. A coleção foi comprada imediatamente pela Tokio, uma butique londrina, e logo as criações de Stella já povoavam as araras de lojas de departamento sofisticadas como Browns, Joseph, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus. Após um início de carreira em que foi privilegiada e também criticada por conta do sobrenome famoso, a estilista Stella McCartney saiu da sombra do pai e aos poucos se firmou como um dos nomes mais respeitados da moda britânica. Em 1997, foi nomeada diretora criativa da grife Chloé, em Paris, cargo até então ocupado pelo alemão Karl Lagerfeld, que criticou duramente a decisão da casa, alegando que a marca deveria ter escolhido um grande nome da moda e não da música para substituí-lo.


Apesar do ceticismo, suas coleções para a marca francesa foram bem-sucedidas comercialmente e agradaram em cheio à imprensa especializada - após o desfile de estreia, em outubro, a influente revista Vogue decretou que o talento da estilista estava mais do que comprovado, com ou sem sobrenome famoso. Pouco depois, em 1998, foi responsável por criar o vestido de casamento de sua irmã mais velha, Mary. Finalmente, em 2001, Stella McCartney aceitou a proposta do grupo Gucci (que integrava o conglomerado francês de moda de luxo PPR, atual Kering) para lançar sua marca própria, com gestão de 50% das operações para cada um. Foi a primeira estilista do sexo feminino a integrar o grupo. Em outubro do mesmo ano, apresentou a sua primeira coleção na prestigiosa semana de moda de Paris.


No ano de 2005, em mais um lance de ousadia, a estilista firmou uma parceria com a alemã Adidas, para a qual assinou linhas de roupas e acessórios para modalidades como ioga, corrida, tênis, natação, golfe, ciclismo, entre outros esportes. A parceria tem sido uma das mais longas e rentáveis da carreira de Stella e levou a estilista a desenvolver os uniformes das equipes britânicas patrocinadas pela marca das três listras nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 (a primeira vez na história dos jogos olímpicos que um estilista de moda projetou o vestuário para a equipe de um país em todas as competições). Além disso, a designer foi novamente apontada como diretora criativa da equipe britânica para os Jogos Olímpicos de verão de 2016 no Rio de Janeiro.


Nos anos seguintes a estilista desenvolveu outras parcerias bem-sucedidas, como por exemplo, em 2005, para a popular rede sueca H&M, que esgotou nas prateleiras em tempo recorde; ou em 2009, antes de apostar em uma coleção infantil própria, ao assinar uma linha exclusiva para a marca americana GAP. Após inaugurar as primeiras lojas em Nova York e Los Angeles, a expansão da marca atingiu o Oriente, com loja em Hong Kong e, em 2009, com uma sofisticada unidade em Paris. No inverno de 2010, a estilista apresentou ao público a bolsa Falabella, cuja característica marcante era uma corrente dupla e que se tornou um dos itens mais vendidos da marca, que ao longo dos anos ganhou inúmeros modelos em diferentes tecidos, estampas e cores. A bolsa virou febre entre os fashionistas e celebridades. Nomes como Chiara Ferragni, Kesha e Jennifer Garner já foram fotografadas com a bolsa, feita de couro vegetariano e náilon originário de garrafas recicladas. Atualmente a bolsa pode ser encontrada nos tamanhos micro (18 x 18 x 7 cm), mini (26 x 26 x 10 cm), médio (36 x 36 x 7 cm) e grande (43 x 43 x 11 cm).


Em 2011, a febre das colaborações fashion de Stella McCartney chegou ao Brasil e também foi um sucesso de vendas: cerca de 40 lojas brasileiras da rede C&A receberam uma coleção de roupas (com 27 itens desenhados a partir de modelos clássicos e adaptados para vestir as curvas da mulher brasileira) criada pela estilista, que esteve em São Paulo para o lançamento. Mais recentemente, em 2016, a marca lançou sua primeira coleção de moda masculina. No início de 2018, a estilista Stella McCartney assumiu o controle total de sua marca ao comprar os 50% da participação acionária do grupo francês de luxo Kering, que também é proprietário da Gucci, após uma parceria de sucesso que durou 17 anos. Porém, em julho de 2019, comprovando a força de sua marca, a estilista britânica vendeu uma participação minoritária da empresa para o poderoso conglomerado de luxo LVMH, dono de inúmeras marcas que incluem Givenchy, Louis Vuitton e Christian Dior. Um fator decisivo para esta associação foi que Stella McCartney foi a primeira a colocar as questões de sustentabilidade e ética no palco principal da moda. Afinal, Stella foi a primeira designer que mostrou que é possível uma marca existir no ambiente de luxo vendendo acessórios e roupas que passam longe de qualquer animal, do bicho da seda ao gado.


Quase duas décadas depois de lançar sua marca própria, as criações de Stella podem ser vistas em tapetes vermelhos e capas de revistas vestindo famosos que, em geral, também são amigos da estilista. Uma de suas mais ilustres amigas, Madonna, casou-se com Guy Ritchie com uma criação de McCartney. Seus vestidos são vistos em cerimônias do Oscar, Globo de Ouro e Grammy, atestando o talento da estilista que carrega um sobrenome pra lá de famoso. Atualmente, Stella McCartney é o principal nome da alta moda sustentável. Sua marca tem como característica um impacto ambiental positivo, através da utilização de tecidos orgânicos e reciclados (como algodão, seda, lã e poliéster), que não comprometem o estilo de suas criações. Seguindo os passos da mãe, que ficou bastante conhecida pelo ativismo em favor dos animais, Stella é vegetariana convicta e se recusa a utilizar couro, penas, pelos ou peles em suas criações, um posicionamento difícil em uma indústria que lucra tanto com a venda de acessórios de couro. Afinal, para ela, nenhum animal deve ceder suas vidas pela moda. Essa decisão torna a marca a primeira e uma das únicas que pensam de forma responsável pela ética e meio ambiente. Hoje, pelo menos 50% das criações de Stella McCartney, mãe de quatro filhos e casada com Alasdhair Willis, são feitas com materiais sustentáveis, além dos seus constantes estudos e investimentos em alternativas aos tecidos tradicionais.


A linha do tempo 
2003 
Lançamento da primeira coleção de óculos. 
Lançamento do STELLA, primeiro perfume feminino da grife, uma homenagem à rosa inglesa, e uma expressão de feminilidade. 
2007 
Lançamento da CARE, uma linha de produtos para o cuidado da pele. Feita 100% com ingredientes orgânicos, a linha era composta por sete produtos. Um fato que mostra com clareza as convicções da estilista, é que ela se negou a vender essa linha na China porque lá a lei determina que tudo seja testado em animais. 
2008 
Lançamento de uma sofisticada e sensual linha de lingeries. 
2010 
Lançamento da Stella McCartney Kids, uma linha infantil de roupas e acessórios para recém-nascidos e crianças até 12 anos. Essa linha chegou até a ganhar uma coleção em edição limitada (macacões, pijamas, camisetas e bolsas produzida com algodão orgânico) com estampas da personagem LITTLE MISS STELLA, uma lúdica bolinha azul com braços e pernas criada pelo ilustrador inglês Roger Hargreaves, autor da famosa série de livros e desenhos “Mr. Men and Little Miss”. A personagem já havia aparecido no convite para o desfile primavera/verão 2007 da marca. Atualmente a linha oferece roupas e acessórios para meninos, meninas e bebês com idades entre recém-nascidos e 14 anos. 
Lançamento, em colaboração com a Disney, de uma coleção de joias e acessórios inspirados no filme Alice no País das Maravilhas. 
2012 
Lançamento de uma coleção de sutiãs e calcinhas confortáveis, com variedade de modelos e cores para mulheres que não abrem mão de se sentir bem com uma roupa íntima. Batizada de STELLA, a linha era feita de materiais sustentáveis, como algodão orgânico e metal reciclado. 
Lançamento da fragrância batizada de L.I.L.Y. e descrita como uma jornada através dos sentidos. Stella revelou que a sigla do nome do perfume, além de ser o apelido de sua mãe Linda - falecida em 1998 - contém uma mensagem escondida. O nome deriva do apelido que seu pai deu para sua mãe “Linda, I Love You”, e do nome de uma de suas flores prediletas, o lírio (em inglês, “lily”). 
2016 
Lançamento da fragrância POP, ousada e irreverente, direcionado para uma nova geração de mulheres. 
Lançamento da primeira coleção de maiôs e biquínis da marca britânica. 
2018 
Lançamento da primeira coleção de moda praia masculina, composta por bermudas, sungas, pólos, camisetas, camisas de linho, toalhas, bolsas de praia e ponchos, feitos em algodão orgânico e náilon reciclado, em linha com a filosofia eco-sustentável da marca. 
Lançamento da coleção Made With Love, composta por 17 modelos que incluí clássicos da estilista reeditados para o universo das noivas (sua primeira nesse segmento), como por exemplo, o macacão de renda com faixa na cintura (em versão branca ou vermelha) e um smoking marfim.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única modificação ao longo dos anos, adquirindo um visual mais fashion e sofisticado com os tradicionais pontinhos.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Lançamento: 2001 
● Criador: Stella McCartney e o Grupo Gucci 
● Sede mundial: Haywards Heath, West Sussex, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Stella McCartney Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Stella McCartney 
● Diretor criativo: Stella McCartney 
● Faturamento: €280 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 53 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, perfumes e acessórios 
● Concorrentes diretos: Alexander McQueen, Viviane Westwood, Chloé, Marc Jacobs, Céline, Moschino e DVF 
● Ícones: As peças de alfaiataria para mulheres 
● Website: www.stellamccartney.com 

A marca no mundo 
A marca de Stella McCartney mantém atualmente mais de 50 lojas próprias em bairros descolados de Londres, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Miami, Paris, Milão, Roma, Barcelona, Moscou, Tóquio, Seul, Xangai, Doha, Hong Kong, Dubai, e está presente em mais de 860 lojas de departamentos e multimarcas ao redor do mundo, além de seu comércio online, em mais de 100 países, incluindo o Brasil. Suas coleções incluem moda feminina, masculina e infantil, acessórios, lingeries, perfumes, cosméticos orgânicos e óculos. A marca tem faturamento anual estimado em €280 milhões. 

Você sabia? 
Uma característica marcante da grife Stella McCartney é a alfaiataria masculina trazida impecavelmente para o universo feminino. 
A estilista Stella McCartney foi responsável por vestir Meghan Markle para a recepção de seu casamento real em 2018. McCartney tem experiência vestindo noivas: além de Meghan, foi ela quem criou, entre outros, o vestido de noiva que Madonna usou em seu casamento com Guy Richie, em 2000. 
Stella McCartney foi condecorada com a Ordem do Império Britânico (OBE) pela Rainha Elizabeth II em 2012. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Forbes, Vogue, Elle e View), sites de moda (Pure Trends), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 10/9/2019

29.6.10

HUBLOT


Fusão de materiais nobres com matérias-primas exóticas. Cores diferenciadas. Formatos e tamanhos ousados. Além de uma tecnologia de ponta que faz girar ponteiros com a máxima precisão. Para a marca suíça HUBLOT, unir elementos como tradição, excelência, luxo e tecnologia é simplesmente cativar quem faz questão de ostentar no pulso relógios únicos. 

A história 
Tudo começou em 1976 quando Carlo Crocco, um italiano herdeiro do grupo Binda, fabricante dos relógios Breil, mudou-se para a cidade de Genebra, na Suíça, e lá fundou a empresa MDM Genève. O seu futuro relógio teria o nome do formato que ele imaginou para a sua caixa – “Hublot”, que em francês, significa “escotilha”. Foi então que, em 1980, ele criou o primeiro relógio HUBLOT em ouro e pulseira de borracha natural preta. Pela primeira vez na história da relojoaria, uma matéria preciosa como o ouro ousou ser combinada à borracha. Foram necessários três anos de pesquisas envolvendo especialistas em vulcanização para criar esta pulseira única e revelar as notáveis propriedades da borracha natural, que aparentemente se regenerava no contato com a pele. As duas metades que a compunham eram colocadas no pulso dos clientes e trabalhadas para se ajustarem no momento da compra, adaptando-se instantaneamente a seus contornos com suavidade e conforto, oferecendo-lhe um bem-estar único e incomparável.


A magnífica caixa em forma de uma escotilha de navio, com sua combinação de ouro polido e bruto, o mostrador preto minimalista e a pulseira única em borracha natural preta passaram a simbolizar os relógios da marca suíça. O relógio foi lançado oficialmente na Basel Watch Fair, e apesar de não ter um único comprador neste evento, no final deste mesmo ano, o relógio mostraria seu potencial, tendo vendido o equivalente a US$ 2 milhões. Membros de famílias reais mostraram imediatamente seu entusiasmo pelos relógios da HUBLOT e foram rapidamente seguidos por um grande número de celebridades e bilionários em todo o mundo. Carlo tinha assumido um risco, mas, em apenas alguns anos, os relógios HUBLOT juntaram-se à elite das marcas líderes na alta relojoaria de luxo. Em meados dos anos de 1990, a borracha se tornou o centro de interesse das melhores marcas de relojoeiros, validando assim a escolha que levaram à criação dos relógios HUBLOT.


Em maio de 2004, Jean-Claude Biver assumiu o cargo de diretor geral, tornando-se também membro do conselho e acionista minoritário da HUBLOT. Sob sua liderança foi relançado o conceito de “A Arte da Fusão”, ou seja, a fusão de materiais por vezes improváveis como o ouro e a cerâmica, o tântalo e o ouro vermelho, e até mesmo o magnésio e o titânio. Em menos de um ano, ele obteve sucesso no desafio que tinha pela frente, elaborando uma nova coleção que foi aclamada pelo público. O cronógrafo BIG BANG, apresentado oficialmente em abril de 2005 foi uma perfeita ilustração do conceito desta fusão. Foi um sucesso imediato e as encomendas triplicaram. Alguns meses depois, as vendas também triplicaram e o cronógrafo já era mundialmente aclamado e reconhecido através de uma série de importantes prêmios internacionais.


Depois disto, vários modelos de BIG BANG foram desenvolvidos, com diversas complicações de relojoaria: Tourbillon, data grande, indicador de reserva de bateria e ponteiro Flyback (útil para cronometrar uma rápida sequência de eventos, como as voltas em uma corrida). O conceito de fusão foi levado ao extremo na procura de materiais não habituais e novas ligas. Em 2006, Jean-Claude lançou a TV HUBLOT, primeiro canal de televisão na internet criado por uma marca de luxo, onde uma competente equipe produzia e difundia notícias sobre a marca suíça, em um claro exemplo bem-sucedido de branding.


Em 2007, um novo modelo para mergulho foi lançado no mercado: o BIG BANG KING recebeu uma caixa maior com 48 mm, mas notavelmente adaptada aos pequenos e aos grandes pulsos. Em fevereiro deste ano a HUBLOT abriu sua primeira loja própria em Paris, situada na badalada Rue Saint-Honoré. A segunda unidade foi inaugurada no verão seguinte, no Hotel Byblos na paradisíaca Saint-Tropez. O mês de outubro rimou inovação com independência. Isto porque a marca apresentou o primeiro relógio inteiramente fabricado “in-house”, ou seja, totalmente produzido pela empresa, sem depender de fornecedores externos, o MAG BANG, concebido e desenvolvido em uma nova liga leve constituída principalmente por alumínio e magnésio batizada de Hublonium. Outra inovação da marca foi a WiseKey, um cartão que permitia, através da ligação a um terminal de computador, verificar imediatamente se o relógio era um verdadeiro HUBLOT ou uma simples imitação.


O início de 2008 foi marcado pelo lançamento do primeiro BIG BANG concebido exclusivamente para mulheres, com um diâmetro de 38 mm, adornado com brilhantes, mas sem cronógrafo. Ainda este ano, o conglomerado de luxo LVMH, que engloba diversas marcas famosas como a francesa Louis Vuitton, anunciou a compra da relojoaria suíça, tendo forte intenção em expandi-la, em especial no continente asiático, em países como Japão, Índia e China. Pouco depois, a marca suíça lançou mais um novo produto: o HUBLOT FIFA WORLD CUP, um relógio de ouro, com pulseira de couro de crocodilo, que tinha o desenho do troféu da Copa do Mundo na parte de trás. Foram produzidas apenas 100 unidades. O preço? US$ 29.5 mil.


Em 2013, apresentou mais uma inovação: um relógio feito com cerâmica vermelha brilhante. Em 2014, a marca inaugurou a sua primeira butique, no Rio de Janeiro, com a presença do rei Pelé, que lançou o seu relógio, o Classic Fusion Pelé, ao preço de R$ 57 mil e com detalhes em safira e pó de prata. A HUBLOT é especialista em ligas metálicas, e foi sob a competente gestão de Biver que criou o incrível “Magic Gold”. Criado em parceira com o departamento de metalurgia da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, a HUBLOT conseguiu “fundir” ouro 18k com cerâmica. O resultado final foi um metal com resistência excepcional, porém, sem perder a preciosidade do ouro. Esta liga foi combinada com o cronógrafo Unico, resultando no modelo Big Bang Unico Magic Gold, lançado em 2015 – um verdadeiro símbolo do princípio da “Arte da Fusão” que norteia a marca.


Ligada ao conceito da “Arte da Fusão” e alimentada pelo seu espírito de inovação, a fábrica de relógios HUBLOT representa o elo entre o relógio tradicional e a modernidade da fusão de materiais de desempenho inesperado como o carbono, zircônio, tântalo, titânio, tungstênio, cerâmica, alumínio aos materiais mais convencionais como o ouro, o aço, os diamantes e as pedras preciosas – e no desenvolvimento dos movimentos tradicionais sempre com uma concepção inovadora e criativa. Com os pés no presente e sempre em evolução, na vanguarda de novos avanços em tecnologia e pesquisa fundamental de novos materiais, a HUBLOT continua comprometida com a experiência tradicional, criando relógios que ostentam a marca dos mestres relojoeiros mais talentosos. Mas nem só de novos relógios vive a HUBLOT. Durante o ano, a marca também lança edições limitadas de objetos que não, necessariamente, marcam horas, minutos e segundos. É o caso dos esquis, trenós e da bicicleta All Black em fibra de carbono, resultado de parcerias com outras empresas para mostrar como seus materiais são versáteis e podem ser utilizados em outros objetos.


Uma obra-prima 
Em 2013, para celebrar sua parceria com a Ferrari, a marca suíça lançou um relógio de pulso inspirado na, então, mais nova máquina italiana, a LaFerrari. O Hublot MP-05 LaFerrari chamava a atenção pelo visual excêntrico que trazia onze barris – cilindros que contem molas responsáveis por mover o mecanismo – dispostos em forma de coluna ao centro. O vidro do exótico mostrador, em cristal de safira, deixava à vista alguns componentes. Ao todo eram 637 peças – um recorde entre os relógios fabricados pela empresa – acionadas por corda e permitiam até 50 dias de funcionamento ininterrupto. A caixa, cuja aparência remete aos motores V12 dos carros da Ferrari, era feita de titânio com componentes em fibra de carbono. Os indicadores de hora e minutos eram exibidos em cilindros de alumínio anodizado pintados de preto – e ficavam à direita. À esquerda era possível ver a quantidade de energia remanescente. O relógio tinha o preço de US$ 300 mil.


Presença no esporte 
Nos últimos anos a HUBLOT tem investido milhões de dólares em parcerias esportivas para associar seu nome a grandes eventos e equipes vencedoras. A HUBLOT investe em vários campos esportivos, que incluem a vela e o mundo náutico, através de parcerias com o prestigioso Yacht Club de Monaco (YCM) e o Real Club Nautico de Palma. A marca também está associada aos esportes de elite como golfe, pólo a cavalo, esqui, futebol americano, críquete, corridas de automóveis, pôquer e tênis. Há alguns anos atrás a marca assinou aquele que considerava ser o contrato mais importante da sua história. A HUBLOT passou a estar oficialmente associada à FIFA e a ser a cronometrista dos Campeonatos Mundiais de Futebol (África do Sul/2010 e Brasil/2014). O papel reservado à HUBLOT como “Cronometrista Oficial” significava que a marca era visível nas placas de indicação de substituições da equipe de arbitragem. A marca renovou seu contrato com a FIFA para as copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). Apesar da importância do contrato, que tornou a HUBLOT reconhecida mundialmente, a marca não é nenhuma estranha no que se refere a parcerias com o mundo do futebol. Em 2006 foi patrocinadora oficial da seleção Suíça e, em 2008, tornou-se parceira da Eurocopa. Teve ainda ligações privilegiadas com a Federação Mexicana de Futebol e com a seleção Espanhola, sendo também a marca relojoeira oficial do Bayern de Munique, Chelsea e Juventus. Também estendeu essas parcerias garantindo a colaboração de um dos nomes mais destacados deste esporte, o argentino Diego Maradona, o que resultou no lançamento de um relógio em edição limitada que carregava o simbólico “10” e a assinatura do craque na esfera.


Em março de 2010, a HUBLOT novamente fez história ao ser “cronometrista” oficial da Formula 1. Este acordo proporcionava acesso aos bastidores da famosa categoria automobilística, ganhando assim visibilidade junto aos seus clientes, onde quer que eles se encontrem. Além disso, é uma das parceiras oficiais da escuderia Ferrari desde 2011. Atualmente a HUBLOT tem alguns importantes embaixadores mundiais, entre os quais o jamaicano Usain Bolt, considerado o homem mais rápido de todos os tempos; o rei Pelé; o técnico português José Mourinho; e o jogador de basquete Dwyane Wade. Nada mais propício para uma marca que mede o tempo com tamanha precisão. A Hublot e seus embaixadores colaboram para criar relógios inovadores, audaciosos e exclusivos. Durante os últimos anos, essa abordagem colaborativa com líderes da indústria tem impulsionado a criação de relógios verdadeiramente inovadores. Já no Brasil, a empresa tem se associado a nomes como o do rei Pelé, do ex-tenista Gustavo Kuerten e até do time do Flamengo. Além disso, em parceria com o Instituto Ayrton Senna a marca suíça lançou inúmeras edições limitadas.


A marca utilizou um fato inusitado ocorrido em 2010 para lançar uma campanha publicitária de oportunidade. O então chefão da F1 Bernie Ecclestone e sua namorada, a brasileira Fabiana Flosi, foram abordados por quatro ladrões ao sair do escritório da Formula One Holdings, no bairro de Knightsbridge, um dos mais sofisticados de Londres. Não satisfeitos em roubarem o equivalente a R$ 500 mil em joias e relógios (incluindo um HUBLOT F1 KING POWER, modelo básico de R$ 50 mil), eles espancaram o homem forte da F1. A HUBLOT aproveitou o fato e lançou uma campanha onde Bernie aparece com o olho roxo seguido da frase “Veja o que as pessoas fazem por um Hublot” (See what people will do for a Hublot). A ação virou um case de marketing, levando a marca de luxo, já sobejamente conhecida entre ricos e famosos do esporte, a ter uma surpreendente exposição espontânea na mídia e em redes sociais.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1980 
● Fundador: Carlo Crocco 
● Sede mundial: Nyon, Suíça 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Chairman: Jean-Claude Biver 
● CEO: Ricardo Guadalupe 
● Faturamento: €350 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 70 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Relojoaria 
● Principais produtos: Relógios e cronômetros 
● Concorrentes diretos: Richard Mille, Omega, Rolex, Bell & Ross, Audemars Piguet, IWC, Panerai, Zenith e Breitling 
● Ícones: A pulseira de borracha natural preta 
● Slogan: The art of fusion. 
● Website: www.hublot.com/pt/ 

A marca no mundo 
Atualmente os luxuosos e cobiçados relógios da HUBLOT, presentes em aproximadamente 80 países do mundo, são comercializados em mais de 800 pontos de venda cuidadosamente selecionados. Além disso, a marca suíça possui mais de 70 lojas próprias localizadas em cidades importantes do mundo como Paris, Moscou, Praga, Genebra, Cannes, Miami, Berlim, Xangai, Beijing, Las Vegas, Nova York, Dubai, Londres e Hong Kong. Com produção anual superior a 60 mil peças, o faturamento estimado da marca anualmente ultrapassa €350 milhões. Com mais de 100 variações de modelos, o BIG BANG é o carro-chefe da marca, cujos relógios mais baratos custam R$ 50 mil, com modelos que chegam a bater a cifra de US$ 3 milhões. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Veja, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 25/4/2017