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29.5.17

ISTOÉ


A revista ISTOÉ acompanhou passo a passo a evolução da sociedade brasileira. Os avanços dos costumes e as criações culturais de um povo cheio de imaginação e vontade sempre tiveram a atenção da revista, que se tornou leitura obrigatória para aqueles que quisessem conhecer as transformações que marcaram as últimas quatro décadas. Desde o início, a revista ISTOÉ tem a vocação para antecipar as mudanças do país. Atualizada, dinâmica, combativa, é uma revista com opinião própria, força e coragem para contribuir para o bem do país. 

A história 
Uma das mais importantes e respeitadas revistas do mercado brasileiro, a ISTOÉ, foi lançada no mês de maio de 1976, com periodicidade mensal, por uma nova editora fundada em 1972, a Editora Três, criada por um argentino naturalizado brasileiro chamado Domingo Alzugaray, um ex-diretor comercial da Editora Abril, e os irmãos e jornalistas Luís e Mino Carta, este último criador da revista Veja. Quando foi às bancas o primeiro exemplar da revista, o Brasil ainda estava sob uma ditadura militar que insistia em sufocar, torturar e, muitas vezes, calar para sempre aqueles que bradavam por democracia, respeito às opiniões divergentes, soberania nacional, direitos humanos e liberdade de expressão. ISTOÉ ajudou a fazer com que as vozes abafadas nos porões da repressão fossem ouvidas e ousou desafiar o poder fardado em nome de uma sociedade que clamava por mudanças. Um exemplo disso foi a primeira capa da revista, que clamava pelo fim do regime totalitário e pela volta à democracia, mesmo com o país vivendo sob a sombra da ditadura. Desde o início apresentou-se como uma revista de variedades, ocupando-se de política, economia, ciência, comportamento, artes, esportes e outros assuntos. Luís Carta deixou a sociedade meses depois do lançamento da revista. Publicada com periodicidade mensal nos seus dez primeiros números, em março de 1977 a revista passou a circular semanalmente. Data desta época, o início da colaboração do cartunista Henfil, que seria uma das características mais marcantes da revista nos anos seguintes, com a bem-humorada crônica política do país que fazia em sua “Carta à mãe”.


Nos anos seguintes, empurrada pelo empenho de Mino e pelo olhar seletivo de Alzugaray, a revista cresceu e logo conquistou leitores, respeito e espaço no mercado. Um fato mudaria os rumos da revista. No auge da animação com o sucesso de ISTOÉ, Mino e Alzugaray lançaram, em abril de 1979, o Jornal da República, tribuna de textos e fotos sublimes, mas um estrondoso fracasso comercial que levou, entre outras coisas, a Editora Três a perder a marca ISTOÉ. A revista foi comprada por Mino Carta, que a vendeu para Fernando Moreira Salles. Mino ainda dirigiu a redação da revista até março de 1981. Três anos depois de sua saída, Moreira Salles vendeu a ISTOÉ para Luís Fernando Levy, do então jornal Gazeta Mercantil. Mas Alzugaray não jogou a toalha. Em 1988, após uma conversa com Levy na mesa de uma churrascaria paulistana, pegou de volta a marca que um dia ele mesmo tirara da gaveta por US$ 3 milhões, divididos em 36 parcelas mensais. Negócio fechado, em julho, logo após a publicação de sua edição de número seiscentos, ISTOÉ fundiu-se com a respeitada revista Senhor e a redação foi entregue a Mino Carta. Surgia então a ISTOÉ SENHOR, que seguiu até abril de 1992, quando voltou novamente a se chamar apenas ISTOÉ. Ainda este ano, a revista foi a principal protagonista do impeachment do ex-presidente Fernando Collor ao trazer à tona para o Brasil o personagem que veio a comprovar ilicitudes que tornaram sua permanência insustentável. O motorista Eriberto França foi a testemunha-chave para que o então presidente Collor se afastasse do poder.


Em abril de 1993, os editores da revista anunciaram uma grande reformulação gráfica e editorial. Inspirada na tradicional revista americana Time, a reformulação baseava-se em um texto mais ágil, que exigisse do leitor um tempo menor de leitura. Mino dirigiu a revista até agosto de 1993. Tão Gomes Pinto, o substituto de Mino, iniciou um competente trabalho de diversificação de temas e pautas. A partir deste momento acentuou sua veia de jornalismo investigativo. Trouxe à baila em suas páginas casos de escândalos na alta esfera de governo, como o Sivam, a Pasta Rosa e vários outros. Graças à manutenção da sequência de trabalho, ISTOÉ confirmou a tendência de abrir espaço para reportagens sobre comportamento, medicina, bem-estar, tecnologia e saúde. Além disso, a revista lançou no país novidades, como por exemplo, a editoria de notas da semana e a edição da grande maioria das reportagens com as assinaturas dos autores e repórteres fotográficos, uma informação adicional para o leitor. Todas essas propostas serviram, digamos, de inspiração para a concorrência, que passou a segui-las parcial ou totalmente.


Em meados dessa década, sob a direção do competente Hélio Campos Mello, a ISTOÉ seguiu com o seu DNA de reportagem de campo e descobriu que o então presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães, havia violado o sigilo da votação da cassação de Luiz Estevão, na famosa “Fraude do Painel do Senado”, no episódio que o fez renunciar daquela presidência e do cargo de senador, horas antes da votação que o expulsaria do senado. O ano de 1996 foi marcado pelo lançamento do site oficial, conquistando a marca de primeira revista semanal de informação online. Em setembro de 1997 a marca foi expandida para o lançamento de outra revista: ISTOÉ DINHEIRO, a semanal de negócios, economia e finanças que mostrou ser possível informar o público do setor com leveza e teve recepção eufórica do mercado. Com este lançamento, a revista equilibrou suas contas rapidamente e consolidou a imagem com prêmios importantes, que lhe foram agraciados ou conquistados por seus profissionais.


ISTOÉ GENTE, outra ideia inovadora inspirada na fórmula de sucesso da revista americana People, cresceu de forma sólida e constante desde seu lançamento, em agosto de 1999. A nova revista já chegou fazendo bom jornalismo – a primeira capa desvendou o romance até então secreto entre Ciro Gomes e Patrícia Pillar. No final de 2004, mais uma novidade: lançamento da DINHEIRO RURAL, revista mensal voltada ao setor de agronegócio. Em 2006, ISTOÉ completou 30 anos de sucesso do mercado editorial brasileiro e se consolidou como uma das revistas mais respeitadas do país. Pouco depois, em 2007, a marca resolveu realizar mais uma expansão com o lançamento da edição especial ISTOÉ PLATINUM, uma revista trimestral dirigida ao mercado de luxo que apresenta os mais novos, raros e caros objetos de desejo. Devido à crise econômica no mercado editorial, em 2015 a revista ISTOÉ GENTE foi descontinuada. Mais recentemente, em março de 2016, a ISTOÉ provou mais uma vez sua importância no jornalismo nacional com a reportagem “Delcídio Conta Tudo.” Nela, os leitores conheceram, também com exclusividade, o teor explosivo da delação premiada do senador. Após as revelações de Delcídio, o impeachment se tornou um caminho sem volta para a então presidente Dilma Rousseff. Graças a seu jornalismo independente, ISTOÉ foi determinante para o afastamento de dois presidentes da República envolvidos em episódios nebulosos. Nenhuma outra publicação brasileira, em qualquer período da história, pode se orgulhar de ter feito o mesmo.


Durante mais de quatro décadas a revista refletiu em suas páginas a caminhada tecnológica que alterou o dia a dia de cada cidadão Brasileiro. Todos esses movimentos, políticos, econômicos, sociais e culturais, foram retratados pela revista sem preconceitos. ISTOÉ fez isso sem se atrelar a nenhum grupo político ou econômico, firmando compromissos apenas com o leitor. É essa independência que permite ao corpo de jornalistas o exercício pleno da profissão. E a revista segue respeitando seus valores natos e continua a desempenhar o papel de bem informar e fiscalizar o uso dos bens públicos, independentemente da coloração partidária ou dos princípios ideológicos daqueles que estejam exercendo o poder de governar. Esta é a história da ISTOÉ. Uma revista nem melhor nem pior do que as outras semanais do mercado, apenas diferente. Bem diferente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos como mostra a imagem abaixo.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: Maio de 1976 
● Criador: Domingo Alzugaray, Mino e Luís Carta 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Três Editorial Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Caco Alzugaray 
● Redator chefe: Amauri Segalla e Sérgio Pardellas 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação semanal: 310 mil exemplares 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 250 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revistas semanais de informações gerais e de negócios 
● Concorrentes diretos: Veja, Época, Carta Capital, Exame e Época Negócios 
● Slogan: Independente. 
● Website: www.istoe.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a marca ISTOÉ está estampada em quatro títulos: ISTOÉ (assuntos gerais), ISTOÉ DINHEIRO (economia e mercado), DINHEIRO RURAL (agronegócio) e ISTOÉ PLATINUM (mercado de luxo). Somente a revista ISTOÉ tem circulação semanal de 310 mil exemplares. Além disso, o site da ISTOÉ é um dos principais canais de conteúdo da internet e recebe mais de 5 milhões de visitantes únicos por mês. 


Você sabia? 
Em 1978 a revista ISTOÉ descobriu, e pôs na capa, um irrequieto líder metalúrgico do ABC, Luiz Inácio da Silva, apelidado de Lula. Era a estreia dele em uma publicação de alcance nacional. 
O pioneirismo, a modernidade e a ousadia de ISTOÉ, fizeram da publicação uma escola de jornalismo que tem revelado muitos talentos através do tempo e contou com a assinatura, entre repórteres, cartunistas e colaboradores como Vilas Boas Correia, Cláudio Abramo, Bolívar Lamounier, Henfil, Millôr Fernandes, Luís Fernando Veríssimo, Elio Gaspari, Antônio Calado, Maurício Kubrusly, Paulo Caruso, Pietro Maria Bardi, Ferreira Gullar, Luís Gonzaga Belluzzo, Carlos Castelo Branco e Zuenir Ventura, entre outros. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 29/5/2017

4.12.15

BuzzFeed


Assuntos e notícias relevantes, mas também irrelevantes. Intermináveis listas dos mais variados assuntos. Testes bem-humorados. Fotos de animais com legendas divertidas. O uso frequente de GIFs (animações curtas). A criação de memes (uma espécie de piada interna da internet). Vídeos que se tornam virais. E uma linguagem própria das redes sociais. Muito prazer, eu sou o BuzzFeed, site que se tornou um dos maiores fenômenos da internet. Talvez você nunca tenha entrado diretamente no BuzzFeed, mas certamente já esbarrou em algum assunto que surgiu ali. Pode ser a lista das “48 coisas que vão te fazer chorar de saudade dos anos 90” ou o teste “Quem é você na novela das 9”. 

A história 
Para contar a história do BuzzFeed é preciso voltar ao ano de 2001, época em que o mundo online vivia sua pré-história. Afinal, a internet servia basicamente para acessar sites pouco interativos, trocar e-mails e mensagens por programas de bate-papo. No mês de fevereiro desse ano, Jonah Peretti, um americano de 27 anos, navegava na web à procura de uma distração, pois estava sem inspiração para finalizar o trabalho da pós-graduação do Media Lab, laboratório de tecnologia do renomado MIT (Massachusetts Institute of Technology). Foi então que ele encontrou o anúncio de um tênis em uma loja virtual da Nike que podia ser personalizado com uma palavra enviada online. Mandou a expressão “sweatshop” (em inglês, um local de trabalho com condições precárias). Nesta época a Nike sofria acusações de trabalho infantil nas fábricas da Ásia. E ele recebeu uma resposta por e-mail dizendo que o pedido violava as regras da loja. Após uma troca de mensagens, ele escreveu: “Vou pedir o tênis com outra palavra. Só gostaria de um pequeno favor: vocês teriam como me enviar a foto da garota vietnamita de 10 anos que irá fabricá-lo?”. A Nike não lhe respondeu. Peretti pegou a troca de e-mails e a enviou a dez amigos contando o ocorrido, que mandaram para mais dez, e assim a história se espalhou. Em poucos dias, ele havia recebido mais de 3.500 mensagens comentando a iniciativa. O fato virou notícia, e ele foi parar na bancada de um programa popular de TV para debater o caso com um executivo da Nike. Sem querer, Peretti havia criado seu primeiro viral na internet.


Essa história da Nike seria a faísca para aquilo que anos mais tarde se transformaria em um dos maiores fenômenos da internet: o BuzzFeed. Depois de ser um dos fundadores em 2005 do site de jornalismo e notícias The Huffington Post, no ano de 2006 o empreendedor digital, juntamente com Kenneth Lerer e John S. Johnson III, fundou na cidade de Nova York o BuzzFeed Labs, como um laboratório experimental para testar, controlar e criar conteúdo viral na internet. A ideia inicial era simplesmente listar automaticamente os principais conteúdos virais que corriam na internet, com uma produção eventual de material próprio. Sem agenda de lançamento eles incluíram: tentar quebrar uma garrafa de cerveja pela metade para uso como um canivete em uma briga de bar, jornalismo cidadão investigando um incêndio na ponte de Manhattan e a criação de uma bebida energética de licor usando cerveja e uma lata de Red Bull. Mas em 2008 os rumos mudaram: em vez de acompanhar os memes — aquele tipo de postagem em que há uma foto com uma frase supostamente engraçada, por exemplo —, o BuzzFeed passou a criá-los.


Nos anos seguintes o BuzzFeed foi aumentando seu conteúdo e, consequentemente, seu alcance, principalmente com a popularização das redes sociais. Uma lista bem-humorada de imagens relacionando “30 coisas que somente hipocondríacos vão entender”. Outra, irresistível, mostrando fotos de “32 gatos curiosos demais para o seu próprio bem”. E até matérias jornalísticas. Foi a partir de combinações inusitadas de chamadas como essas que o BuzzFeed se tornou sinônimo de relevância e conteúdo viral na internet. E esse jeito de fazer as coisas, adotado pelo site, provou-se incrivelmente popular entre os jovens internautas nos anos seguintes.


Em 2011, Peretti trouxe para o time do BuzzFeed o jornalista Ben Smith, um blogueiro e colunista de política de enorme sucesso nos Estados Unidos. A ideia era fazer o site ir além das listas engraçadinhas e das fotografias de bichos fofos. Peretti queria fazer jornalismo. Entre testes engraçados e gatos, começaram a surgir notícias e reportagens. E deu certo. Não demorou muito para que a nova parceria rendesse frutos. No início de janeiro de 2012, menos de 15 dias depois de Smith ter assumido o cargo de editor-chefe, o BuzzFeed furou diversos veículos jornalísticos tradicionais ao revelar que o republicano John McCain apoiaria a candidatura de Mitt Romney à presidência dos Estados Unidos nas eleições daquele ano. Com repercussão em grandes nomes da imprensa americana, como o The New York Times e o Washington Post, o furo mostrou uma faceta até então pouco conhecida do site: sua capacidade de produzir jornalismo sério, político e de impacto. O BuzzFeed também teve papel fundamental na cobertura dos atentados na maratona de Boston em 2013. A partir de então o BuzzFeed começou a expandir seu conteúdo de notícias em editoriais tradicionais como Política, Negócios, Tecnologia e Mundo, além de produzir reportagens especiais.


O que possibilitou Peretti investir em jornalismo foi um caminhão de dinheiro depositado por investidores americanos. Primeiro o BuzzFeed recebeu US$ 50 milhões do fundo de investimento Andreessen Horowitz, um dos mais influentes do Vale do Silício. A empresa abriu escritório em diversos países, incluindo o Brasil, onde o site em português foi lançado em 2013, em sua primeira investida fora dos países de língua inglesa. Por aqui, há uma redação de jornalistas. Além disso, a empresa criou a divisão de vídeos, sob o pomposo nome de BuzzFeed Motion Pictures, e construiu um moderno estúdio em Los Angeles para produção de vídeos com conteúdo original e sob encomenda para anunciantes — outra nova fonte de receita. Ao mesmo tempo, tem correspondentes internacionais em zonas de conflito. E mais recentemente criou um núcleo de reportagens investigativas, liderado por Mark Schoofs, jornalista vencedor do Prêmio Pulitzer. Ao longo de 2014, o número de funcionários saltou de 350 para 700 e o faturamento ultrapassou a marca dos US$ 100 milhões. O que começou como uma coleção de fotos de gatos e listas divertidas agora cobre a crise em Gaza (sem abandonar, claro, os gatos e listas). O sucesso é tamanho, que o BuzzFeed foi avaliado em mais de três vezes o valor do tradicional jornal The Washington Post, famoso por revelar o escândalo de Watergate que derrubou o presidente americano Richard Nixon.


Mesmo uma simples imagem pode virar um enorme sucesso em poucos minutos pelas mãos do BuzzFeed. Um exemplo recente foi a polêmica envolvendo a cor de um vestido que estava na vitrine de uma loja em Londres. Dependendo de quem olhava a foto, via o vestido branco e dourado ou preto e azul. A repercussão foi global. Apresentadores de TV brincavam ao vivo para saber quais eram as cores corretas. A jornalista Poliana Abritta chegou a apresentar o Fantástico, da Rede Globo, com o vestido. Mas o segredo do sucesso do BuzzFeed como empresa não está em somente atrair audiência com conteúdo superficial. A empresa conseguiu adequar seu modelo editorial às demandas do mercado publicitário. Por exemplo, empresas como Pepsi-Cola e BMW pagam ao BuzzFeed para que se crie listas, jogos e outros conteúdos relacionados. Cada campanha pode custar até US$ 100 mil.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2006 
● Fundador: Jonah Peretti, Kenneth Lerer e John S. Johnson III 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: BuzzFeed Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Jonah Peretti 
● Presidente: Gregory Coleman 
● Faturamento: US$ 100 milhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 780 
● Segmento: Mídia digital 
● Principais produtos: Site de notícias e entretenimento 
● Concorrentes diretos: The Huffington Post, Play Buzz, FOX News, NBC News e Yahoo! 
● Ícones: As listas bem-humoradas 
● Slogan: The Media Company for the Social Age. 

A marca no mundo 
Atualmente o BuzzFeed, que possui sites em idiomas como português, inglês, espanhol, alemão e francês, tem mais de 200 milhões de visitantes mensais, provenientes de mais de 100 países. A maior parte da audiência, 75%, vem de textos do BuzzFeed publicados em redes sociais, como Facebook e Twitter. O agregador de conteúdos virais não apenas tem alguns dos artigos mais compartilhados na internet, como também é um dos sites mais influentes do mundo, segundo o Technorati. Hoje em dia emprega 780 pessoas em Nova York, Londres, Sydney e Paris, entre outras cidades, sendo mais de 250 envolvidos diretamente com a cobertura de política, esporte, negócios, entretenimento e viagem. O BuzzFeed está avaliado, segundo estimativas do mercado, em aproximadamente US$ 1 bilhão. 

Você sabia? 
O BuzzFeed é reconhecido como a “bíblia dos modernos”: seus textos mesclam notícias a conteúdos descompromissados, humor e, evidentemente, memes. Seu valor: vender distração, assim como fazem seus concorrentes Twitter e Facebook. 
Graças aos avançados recursos analíticos e investimentos em ferramentas capazes de cruzar uma série de informações e serviços, os editores do BuzzFeed sabem exatamente o que precisa ser dito – e como – para conseguir que o maior número possível de pessoas compartilhem um conteúdo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame, Ito é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem e O Globo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 4/12/2015

3.8.09

HOW STUFF WORKS


Não são apenas as crianças que fazem perguntas sobre o mundo e as coisas. E, geralmente muitas delas não sabemos responder. Você já parou para pensar em como funcionam os buracos negros? Ou, em tempos de lei seca, precisou saber como funciona o bafômetro? Hoje em dia existe um site que pretende tirar muitas dúvidas de curiosos e estudantes de plantão. De motores de carros a ferramentas de busca, de telefones celulares a células de energia, o HowStuffWorks é o melhor lugar para descobrir como todas essas, e muitas outras coisas funcionam. 

A história 
Tudo começou no dia 11 de julho de 1998 quando o ex-professor Marshall David Brain, formado pela Universidade Estadual da Carolina do Norte, começou por hobby o site HowStuffWorks (em bom português, “como tudo funciona”), que procurava ensinar de uma forma clara e objetiva como funcionam, para que servem e são utilizadas muitas coisas. Inicialmente o site era focado em assuntos da ciência e máquinas, abordando desde o funcionamento de submarinos a produtos eletrônicos e aparelhos domésticos. Com um imenso interesse por parte dos internautas, em 1999, o professor começou a aumentar o capital de investimentos e formou uma empresa. Rapidamente diversos outros assuntos foram incluídos e divididos por categorias como Carros, Ciência, Eletrônicos, Gente, Informática, Saúde e Viagem. Os itens buscados vinham todos com a frase “Como funciona”, e os artigos traziam infográficos, fotografias, animações, vídeos e curiosidades, para facilitar a explicação e consequentemente o entendimento por parte do internauta.


Diferente de enciclopédias colaborativas, como a Wikipedia, o conteúdo do HSW, como o site ficou popularmente conhecido, era grado por professores, cientistas e profissionais especializados em cada assunto, fazendo do site uma fonte de informação confiável. Sua importância foi reconhecida pelo público e pelos meios de comunicação, o que é atestado pelos diversos prêmios recebidos pelo site. Em março de 2002, o HowStuffWorks foi adquirido pelo Convex Group, uma companhia de investimento e mídia da cidade de Atlanta, fundada por Jeff Arnold. Pouco depois, em 2003, começou a expansão internacional. E os planos eram realmente para conquistar curiosos do mundo todo. Após o lançamento, no dia 22 de junho de 2007, da versão brasileira (totalmente em português), chamada “Como Tudo Funciona” e a primeira fora dos Estados Unidos, surgiria, no ano seguinte, a versão chinesa. No dia 15 de outubro de 2007, o HSW foi adquirido por US$ 250 milhões pela Discovery Communications, empresa proprietária dos canais Discovery Channel e Animal Planet, passando a fazer parte da maior empresa de mídia de não-ficção do mundo. Um casamento entre os textos explicativos do HowStuffWorks com as 100 mil horas de documentários e vídeos educacionais da Discovery foi o principal objetivo da compra.


Logo depois, uma das novas empreitadas da marca foi um programa de televisão através do canal Discovery Channel, que teve seu primeiro episódio exibido no mês de novembro de 2008, que ficou no ar por várias temporadas. Com uma linguagem de fácil compreensão, o programa utilizava o auxílio de infográficos e animações para analisar cada tópico de maneira clara, simples e objetiva. Pouco depois, para promover, tanto o site como a série de TV, alguns comerciais foram lançados com cenas dos novos episódios, seguindo sempre a nova assinatura da marca, a “Keep Asking”. Em junho de 2014, a Discovery Communications anunciou a venda do HowStuffWorks para a InfoSpace por US$ 45 milhões. Porém, em 2017, a empresa se tornou novamente independente. Além disso, o HSW lançou também um aplicativo, expandindo assim seu alcance, e está agora está focado no podcasting. Afinal, o HowStuffWorks já possui podcasts populares como Stuff You Should Know e Stuff You Missed in History Class, que receberam mais de 1 bilhão de downloads.


Outro sucesso do HSW é Guia de Compras, que mostra de maneira simplificada o que deve ser considerado na hora da compra de um produto. Atualmente alguns outros destaques do site são: “NOW HowStuffWorks”, onde um artigo do dia é lançado diariamente, com mais 3 outros artigos anteriormente selecionados para estar no destaque; Quiz, um teste divertido e dinâmico sobre vários assuntos; Guia de Compras, onde o internauta se informa sobre produtos e tem noções básicas sobre eles, para não restar dúvidas na hora de adquiri-los; e o Shopping HowStuffWorks, que compara preços de vários produtos disponíveis em lojas virtuais, mostrando ao internauta as melhores opções de compra e os preços mais competitivos. Além disso, o usuário pode participar votando no Fato do dia, Frase do dia e Enquete do dia. Há também o Boletim HowStuffWorks por email, onde o internauta é informado de todas as novidades do site.


A evolução visual 
A identidade visual do HSW mudou radicalmente ao longo dos anos. A primeira mudança ocorreu em 2000, quando foi introduzido um logotipo redondo em dois tons de azul. Nova mudança ocorreu em 2003, quando um cérebro aberto com o planeta terra dentro foi adicionado como símbolo do logotipo. Em 2009, o HSW passou a adotar um logotipo que exibe apenas o nome do site em dois tons de azul e o sinal de interrogação (?) sobre a letra O da palavra works.


Os slogans 
Learn How Everything Works. 
It’s good to know. 
Keep Asking. 
É legal saber.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 11 de julho de 1998 
● Fundador: Marshall David Brain 
● Sede mundial: Atlanta, Georgia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: HowStuffWorks LLC 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Conal Byrne 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 150 
● Segmento: Informação 
● Principais produtos: Site de conhecimentos gerais 
● Concorrentes diretos: Wikipedia, Encyclopedia.com, BuzzFeed, eHow e wikiHow 
● Slogan: Learn How Everything Works. 
● Website: www.howstuffworks.com 

A marca no mundo 
O HSW, que tem seu modelo de negócios baseado em vendas de links patrocinados, publicidade online e comércio eletrônico, é um dos sites mais populares da internet, e um dos mais descolados do mundo (oferece vídeos informativos, podcasts e conteúdo editorial). No mundo são mais de 30 milhões de visitantes por mês. Somente nos Estados Unidos, o HSW atinge uma média de 12 milhões de visitantes únicos e 60 milhões de páginas visitadas mensalmente. Índia, Canadá, Reino Unido e Paquistão são países com mais acessos no HSW depois dos Estados Unidos. 

Você sabia? 
O HSW já teve uma versão brasileira, cuja variedade de assuntos incluía 13 grandes temas, com mais de 5 mil artigos, 1.200 testes de perguntas e respostas e mil vídeos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 29/1/2018

10.10.06

WIKIPEDIA


WIKIPEDIA! Guarde este nome, ou melhor, inclua-o nos favoritos de seu navegador de internet. Ao lado do Google, é um dos fenômenos da rede mundial de computadores e com o passar do tempo revolucionou a forma de se adquirir e trocar conhecimento e informações. A enciclopédia, gratuita e escrita apenas por internautas, transformou-se no maior fenômeno editorial e na maior obra de referência do planeta. 

A história 
A WIKIPEDIA, uma enciclopédia online construída pelos próprios internautas, foi criada no dia 15 de janeiro de 2001 por Jimmy Donal Wales e Lawrence Mark “Larry” Sanger, ambos formados em filosofia e que trabalhavam juntos em outro projeto de enciclopédia chamado Nupedia (escrita por especialistas). Eles resolveram criar uma enciclopédia de conteúdo livre que podia ser editada por todos. O nome é uma junção da palavra Wiki (tecnologia para criar sites colaborativos que parte da palavra havaiana wiki, que significa rápido) e enciclopédia. Originalmente na língua inglesa, seus verbetes eram escritos e revistos pelos próprios internautas, em um dos projetos coletivos com maior participação na rede mundial de computadores. Vários autores (colaboradores) podiam trabalhar em conjunto editando sucessivamente a mesma página. Um colaborador podia assumir vários níveis de colaboração: escrever e corrigir erros ortográficos; participar esporadicamente, além de traduzir artigos, divulgar ou participar nas discussões. Isso distinguia a WIKIPEDIA de todas as outras enciclopédias: qualquer pessoa podia modificar os artigos, sendo cada leitor um potencial colaborador do projeto, criando no meio digital o maior fenômeno editorial dos tempos modernos e a maior fonte de referência do mundo com um grande repertório de informações.


Com pouco menos de um mês no ar, a WIKIPEDIA já possuía mil artigos. Em 16 de março deste ano surgia a versão da WIKIPEDIA em alemão, seguida, minutos depois, pela versão em Catalão. Logo depois vieram as versões em francês, espanhol, holandês, português, chinês, esperanto, hebreu, italiano, japonês, russo e sueco. Em apenas um ano de existência, a versão inglesa já possuía quase 10.000 artigos. No dia 23 de fevereiro de 2004 adotou um novo design para a página principal. Foram então escolhidas manualmente entradas para as seções Daily Featured Article, Anniversaries, In the News e Did You Know (em português, Artigos em Destaque, Aniversários, Eventos Recentes e Sabia que). No dia 20 de setembro a WIKIPEDIA atingia o número de 1 milhão de artigos em inúmeras línguas. Nos anos seguintes a WIKIPEDIA cresceu rapidamente, sendo editada em centenas de línguas e dialetos, e atingindo mais de 13 milhões de artigos, 1.7 milhões de imagens e 17.4 milhões de usuários. O simples fato de ter atraído tanta atenção mostrou como o site ganhou importância desde que foi criado. Um estudo de artigos feito pela revista Nature, colocou a WIKIPEDIA em pé de igualdade com a tradicional Enciclopédia Britânica no que diz respeito à precisão dos assuntos de caráter científico. Confira o resultado da pesquisa: 

Britânica: 123 erros, uma média de 2.92 por artigo. 
Wikipedia: 162 erros, uma média de 3.86 por artigo. 

Em janeiro de 2007, a WIKIPEDIA entrou na lista dos dez sites mais acessados nos Estados Unidos. Em 2010, a WIKIPEDIA anunciou uma série de mudanças no visual da página, que incluíam a implantação de um logotipo 3D. Entre as novidades, estavam uma nova página inicial chamada “Vector”, que tornava mais fácil encontrar as funções essenciais do site. Nesta nova página, categorias como artes, biografias, geografia, etc., foram inseridas no cabeçalho superior da tela. No início de 2016, a enciclopédia digital coletiva, universal e gratuita completou 15 anos como o sétimo site mais consultado do mundo, com mais de 30 milhões de artigos, edições em 277 línguas e 365 milhões de leitores.


O processo de atualização da WIKIPEDIA não é apenas diário: ocorre a qualquer instante, muitas vezes em tempo real, principalmente com eventos mais importantes. Sobre isso, a revista Época salientou: “O verbete sobre a presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet, trazia a notícia sobre a sua vitória nas eleições momentos após o anúncio oficial”. É, portanto, uma enciclopédia viva e ágil.


As versões 
Até o mês de fevereiro de 2017 a WIKIPEDIA continha versões em 295 idiomas e dialetos. A lista abaixo mostra os principais idiomas (ou dialetos), quando foram criados e o número de artigos contidos na versão. 
Inglês (janeiro 2001) - 5.338.775 artigos 
Cebuano (julho 2014) - 4.029.762 artigos 
Sueco (maio 2001) - 3.782.865 artigos 
Alemão (março 2001) - 2.034.283 artigos 
Holandês (junho 2001) - 1.894.186 artigos 
Francês (março 2001) - 1.844.390 artigos 
Russo (maio 2001) - 1.374.733 artigos 
Italiano (janeiro 2002) - 1.336.606 artigos 
Espanhol (maio 2001) - 1.317.217 artigos 
Waray (setembro 2005) - 1.262.279 artigos 
Polonês (setembro 2001) - 1.208.370 artigos 
Vietnamita (novembro 2002) - 1.153.855 artigos 
Japonês (maio 2001) - 1.050.271 artigos 
Português (junho 2001) - 957.202 artigos 
Chinês (outubro 2002) - 927.603 artigos 
Ucraniano - 682.085 artigos 
Catalão (março 2001) - 534.630 artigos 
Persa (dezembro 2003) - 524.144 artigos 
Árabe (julho 2003) - 466.446 artigos 
Norueguês (novembro 2001) - 462.023 artigos


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo dos anos. O logotipo original era um globo com um texto dentro. Já o globo em que letras de diversos alfabetos se encaixam como em um quebra-cabeça, foi criado no ano de 2007 pelo designer Philip Metschan. Ele transmitia a ideia de conhecimento, de troca de culturas e de um “serviço até então incompleto”. “Faltando peças? E o que tem ali atrás?”. Para nossa sorte, a tecnologia 3D permitiu nos dar a resposta que procurávamos. Em 2010, como parte da renovação visual da enciclopédia colaborativa, foi criada uma versão tridimensional do logotipo.


Graças ao trabalho de Philip Metschan, agora é possível ver o globo em outros ângulos, com novos caracteres (onde foram corrigidos erros de tipografias, apontados pelos usuários nos hieróglifos que compõem o logotipo), e até contemplar o vazio considerável que domina a parte posterior do objeto. Mas a mudança também atende a outras necessidades: era preciso corrigir alguns erros tipográficos e criar uma versão em alta resolução do simpático globinho.


Para visualizar os 52 caracteres inclusos no logotipo da WIKIPEDIA, clique na imagem abaixo para ampliar.


Os slogans 
The free encyclopedia that anyone can edit. 
The Free Encyclopedia. 
A Enciclopédia Livre. (português) 
La Enciclopedia Libre. (espanhol)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 15 de janeiro de 2001 
● Criador: Jimmy Wales e Larry Sanger 
● Sede mundial: San Francisco, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Wikimedia Foundation Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Christophe Henner 
● Diretor executivo: Katherine Roberts Maher 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Idiomas: 295 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 280 
● Segmento: Informação 
● Principais produtos: Enciclopédia online 
● Concorrentes diretos: Encyclopedia.com, Britannica, Larousse, Barsa e How Stuff Works 
● Slogan: The free encyclopedia that anyone can edit. 
● Website: pt.wikipedia.org/ 

A marca no mundo 
Atualmente a WIKIPEDIA, gerida e operada pela Wikimedia Foundation, uma organização sem fins lucrativos, reúne mais de 43.7 milhões de artigos em 295 idiomas e dialetos, mais de 2.4 milhões de imagens e 4 bilhões de palavras. A versão na língua inglesa é a que possui mais artigos, seguida da versão em cebuano (falado nas Filipinas), sueca e alemã. Em média, 800 novos artigos são criados a cada dia na WIKIPEDIA. São 500 milhões de visitantes e 18 bilhões de páginas visitadas todos os meses. O número total de páginas inclui imagens, páginas de usuários, páginas de discussão, categorias, predefinições, páginas de gestão dos projetos, etc. A WIKIPEDIA é o 6º site mais visitado da internet no mundo. 

Você sabia? 
Em maio de 2006, a revista Time nomeou Jimmy Wales entre as 100 personalidades mais influentes da atualidade. 
O servidor principal da enciclopédia online está localizado na cidade de Tampa, estado da Flórida, possuindo ainda servidores adicionais nas cidades de Amsterdã na Holanda e Seul na Coréia do Sul. 
Antes de ser apresentada popularmente na internet comum a WIKIPEDIA começou na chamada Deep Web (internet profunda). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 20/2/2017

28.7.06

THE WALL STREET JOURNAL


O WSJ, abreviatura que designa o THE WALL STREET JOURNAL, considerado com razão “a bíblia dos homens de negócios”, não é somente o mais completo jornal especializado em política, economia e finanças do mundo, mas também o mais influente entre os poderosos que tomam as decisões mais importantes do planeta. Afinal, se a verdade é sempre essencial para o jornalismo objetivo, ela está no DNA do THE WALL STREET JOURNAL mais do que em qualquer outro jornal americano. 

A história 
O famoso e conceituado jornal THE WALL STREET JOURNAL foi criado no ano de 1889 pelos três jovens repórteres Charles Henry Dow, Edward Davis Jones e Charles Milford Bergstresser, também fundadores, em 1882, da empresa Dow & Jones Company, que na época entregava boletins financeiros para clientes da região de Manhattan. A primeira edição do jornal, que tinha seu nome derivado da Rua Wall Street, considerada o coração financeiro de Manhattan e dos Estados Unidos, circulou no dia 18 de julho contendo apenas quatro páginas ao preço de 2 centavos de dólar, oferecendo notícias do mercado financeiro e preços das ações a investidores individuais. No ano de 1898 a edição matinal do jornal foi introduzida, contando agora com 6 páginas. No ano seguinte adotou o formato de cinco colunas por página. Outro grande fato que ocorreu neste ano foi o início da publicação da coluna de opinião Review & Outlook, que existe até hoje, escrita na época pelo próprio Charles Dow.


No início do próximo século, em 1902, o jornalista e seu correspondente em Boston, Clarence Barron, comprou a empresa por US$ 130 mil. Nesta época a circulação diária do jornal era de aproximadamente 7.000 cópias. No ano seguinte, o THE WALL STREET JOURNAL, introduziu o slogan “The Newspaper for the Investor” (em português “O jornal para o investidor”), deixando bastante claro o público que queria atingir. A primeira edição da Costa Pacífica foi lançada em 21 de outubro de 1929, apenas oito dias antes do famigerado Crash da Bolsa de Valores de Nova York, que desencadeou a mais devastadora crise econômica da história dos Estados Unidos, considerando-se a abrangência e a duração dos seus efeitos. Nesta época a circulação diária havia atingido 50 mil cópias.


No início da década de 1940, o THE WALL STREET JOURNAL perdera metade de sua circulação, pois sua informação básica estava amplamente disseminada por uma nova mídia, o rádio, que dava informações sobre o mercado financeiro em tempo real. Foi então, que o lendário editor Bernard (Barney) Kilgore, percebeu que o jornal necessitava de mudanças para não sumir. O jornal então passou também a dar notícias políticas e internacionais, além de analisar os acontecimentos. Um exemplo disso acorreu no chamado “Day After” ao ataque japonês a base naval de Pearl Harbor no dia 7 de dezembro de 1941. Enquanto os outros jornais relataram os fatos amplamente conhecidos naquele domingo, graças ao rádio, a primeira página do jornal em 8 de dezembro foi um marco do jornalismo. O texto começou com a frase “Guerra com o Japão significa revolução industrial nos Estados Unidos”. O artigo delineou as implicações do conflito para a economia e os mercados financeiros. Era o material que o leitor do THE WALL STREET JOURNAL mais precisava naquele momento.


Após a Segunda Guerra Mundial, em 1947, o jornal introduziu em suas páginas uma famosa coluna que fazia uma avaliação política escrita por William Henry Grimes. Foi neste ano que o jornal ganhou seu primeiro prêmio Pulitzer, o mais importante do jornalismo mundial. Até hoje, o WSJ foi agraciado com 40 prêmios Pulitzer, além de aproximadamente duas mil premiações por reportagens sobre economia. Também nesta época, para ampliar sua cobertura além do mundo das bolsas, o WSJ passou a investir em jornalismo investigativo, que não poupou os podres das grandes corporações americanas. A coragem e a isenção da redação passaram a incomodar os poderosos de plantão. No ano de 1966, o jornal atingiu a marca de mais de 1 milhão de cópias diárias, se tornando um dos mais importantes no cenário e cotidiano dos americanos. Na década seguinte, em 1976, surgiu a versão asiática do tradicional jornal, chamada de The Asian Wall Street Journal, inicialmente impressa em Hong Kong. No final desta década, em 1979, o THE WALL STREET JOURNAL se tornou o jornal pago de maior circulação dos Estados Unidos.


A partir de 1980, o jornal começou a publicar vários cadernos especiais que tratavam de assuntos específicos. O ano de 1983 foi marcado pela estreia da edição europeia, editada na cidade de Bruxelas na Bélgica. Na década de 1990, com o início da mudança de hábitos da população e o surgimento de várias novas mídias, o WSJ, como o jornal é popularmente conhecido, introduziu sua edição eletrônica em 1996 (paga), e que constantemente renovada, praticamente compete com as agências de informação econômica de forma contínua. No final de 2004, o tradicional jornal passou a disponibilizar seu conteúdo também via celular. Pouco depois, em agosto de 2007 a empresa News Corporation, pertencente ao magnata das comunicações, o australiano Rupert Murdoch, anunciou a compra da Dow Jones & Company por US$ 5.6 bilhões, e com isso passou a ser proprietária do THE WALL STREET JOURNAL, que acompanhou durante mais de um século o desenvolvimento das finanças americanas, tornando-se seu porta-voz inevitável.


A linha do tempo 
1980 
Lançamento no dia 23 de junho do caderno Marketplace, que circula de segunda à sexta-feira abordando assuntos como saúde, tecnologia, mídia e marketing. 
1988 
Lançamento no dia 3 de outubro do caderno Money and Investing, com cobertura e análises dos principais mercados financeiros internacionais. 
1998 
Lançamento no dia 20 de março do caderno Weekend Journal, publicado as sextas-feiras abordando assuntos de interesse dos leitores como mercado imobiliário, viagens e esportes. 
2002 
Lançamento no dia 9 de abril do caderno Personal Journal, com circulação de terça à quinta-feira abordando assuntos como investimentos pessoais, carreira e culturas corporativas. 
2005 
Lançamento no dia 17 de setembro do caderno Pursuits abordando assuntos como gastronomia, bebidas, restaurantes, entretenimento, cultura, compras e livros. 
Lançamento, em setembro, da edição de fim de semana para todos os assinantes, que marcou o retorno da edição de sábado depois de um lapso de 50 anos. 
2006 
Propagandas aparecem na primeira página pela primeira vez na história do jornal. 
2008 
Lançamento da revista WSJ, que abrange arte, moda, entretenimento, design, gastronomia, arquitetura, viagens e muito mais. Inicialmente trimestral, a revista cresceu para 12 edições por ano. 
2010 
Lançamento no dia 25 de setembro das colunas Off Duty, que aborda assuntos como moda, gastronomia, design e viagens, e Review, com foco em ensaios, comentários, opiniões e ideias. 
2011 
Lançamento do WSJ Live, um aplicativo com programas ao vivo sobre notícias. 
2012 
Lançamento no dia 5 de outubro da coluna Mansion, focada no mercado imobiliário de luxo.


O poder e a influência do WSJ 
Considerado poderoso e influente, o WSJ é leitura obrigatória para os principais homens de negócios e estadistas do mundo. Mas, afinal, porque tanta influência? Em primeiro lugar pelo o alto padrão de suas reportagens, que estão longe de se restringir somente ao universo da atividade produtiva e do dinheiro. As suas matérias sobre política nacional e assuntos internacionais competem rotineiramente com as do The New York Times – ainda a referência planetária do jornalismo de qualidade –, embora as deste sejam mais numerosas e variadas. Segundo, pelo seu padrão de rigorosa distinção entre informação e juízo de valor. Ela complementa a proverbial barreira – própria das publicações preocupadas com a ética e o respeito ao público – entre “Estado” (os interesses negociais das empresas editoras e os de seus anunciantes) e “Igreja” (os critérios estritamente jornalísticos na abordagem dos fatos).


O layout do jornal 
Ao longo dos anos o design do WSJ mudou significativamente: mudou de tamanho, ganhou cores e até anúncios na primeira página. A última modificação significativa ocorreu no ano de 2007. As edições internacionais, asiática e europeia, são mais compactas e menores.


Os slogans 
Live in the know. (2010) 
The Daily Diary of the American Dream. (1985) 
Business. And The Business of Life. 
The Newspaper for the Investor. (1903)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 8 de julho de 1889 
● Criador: Charles Henry Dow, Edward Davis Jones e Charles Milford Bergstresser 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Dow Jones & Company Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da News Corp.) 
● Chairman: Rupert Murdoch 
● CEO: William Lewis 
● Editor chefe: Gerard Baker 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação diária: 3.8 milhões de cópias 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Jornais, cadernos especiais e sites de notícias 
● Concorrentes diretos: The New York Times, Financial Times, The Washington Post, The Huffington Post, Reuters e Bloomberg 
● Slogan: Live in the know. 
● Website: www.wsj.com 

A marca no mundo 
Atualmente o WSJ tem circulação diária superior a 2.5 milhões de cópias (incluindo 1 milhão de assinaturas online) somente nos Estados Unidos, sendo um dos maiores e mais respeitados jornais de negócios do mundo, comercializado em quase 100 países com 3.8 milhões de cópias diárias. O jornal tem um staff de 2.000 jornalistas e correspondentes em 85 escritórios espalhados por 51 países. O WSJ também possui edições na Europa e Ásia. Cada edição norte-americana tem uma média de 96 páginas. O jornal não é editado no domingo. 

Você sabia? 
Apesar de ser um dos jornais mais respeitados do mundo, houve uma época em que os jornalistas do WSJ utilizavam o espaço que tinham no jornal para orientar as notícias de acordo com seus interesses, já que eram também grandes negociantes de ações na Bolsa de Valores. 
O WSJ, conhecido simplesmente como “O Jornal” nos Estados Unidos, é considerado uma das fontes mais confiáveis de informação econômica. Mas também é conhecido, e às vezes criticado, por seus editoriais ultra-conservadores. 
O WSJ tinha uma edição online em português. Mas, a partir de 17 de fevereiro de 2017, deixou de publicar conteúdo em português e a edição WSJ BRASIL foi encerrada. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), portais (G1), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/5/2017