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14.7.16

CANADA GOOSE


Sempre aquecido, seco e confortável nas piores condições climáticas de frio extremo. Essa é a principal missão da marca CANADA GOOSE, que com seus casacos e parcas aquece e protege do frio e do vento, até mesmo no Ártico. Suas roupas e acessórios são produzidos somente no Canadá utilizando materiais nobres, e exibem o design que é a assinatura da grife. E experimente perguntar para quem usa uma de suas parcas porque CANADA GOOSE e a resposta será: “é a peça mais quente que se pode comprar”. Afinal, a marca se tornou uma declaração de moda global como um escudo contra o frio. 

A história 
A história começou nos anos de 1950, quando o polonês Sam Tick se instalou no Canadá. Depois de trabalhar como costureiro em diversas fábricas de parcas e casacos para o intenso frio canadense, seguindo seu espírito empreendedor ele fundou em 1957 na cidade de Toronto a Metro Sportswear, que iniciou em um pequeno galpão a fabricação de casacos capazes de suportar o rigoroso frio dos invernos canadenses. Originalmente produzindo casacos, jaquetas e coletes à base de lã, além de capas de chuva, no início da década de 1970, com o desenvolvimento de novas tecnologias, a empresa iniciou a fabricação de casacos e parcas com penas de ganso para invernos rigorosos e climas adversos. A empresa então se concentrou principalmente na fabricação de casacos e parcas pesadas para os Rangers canadenses (que normalmente realizam o papel de vigilância do Ártico), departamentos municipais de polícia, Polícia Provincial do Ontário, trabalhadores municipais, do Ministério do Ambiente e do Ministério de Serviços Penitenciários. Nesta época a empresa também fabricava casacos e parcas para outras marcas.


No início da década de 1980, seu genro, David Reiss, que já trabalhava na empresa, assumiu o comando dos negócios. No dia 5 de outubro de 1982, Laurie Skreslet fez história como o primeiro canadense a chegar ao cume do Monte Everest vestindo uma parca projetada e fabricada pela empresa. Em 2011, este icônico casaco seria relançado no mercado como Skreslet Parka. Pouco depois, em 1985, as parcas e casacos da empresa começaram a ser comercializadas com a marca SNOW GOOSE. O nome da nova marca era bastante apropriado, afinal a empresa fabricava casacos para frio (e neve remete a isso) com penas de ganso (goose em inglês). Foi nesta década que, inspirada por um dos lugares mais frios da Terra, a empresa lançou a Expedition Parka, uma parca desenvolvida especificamente para atender às necessidades exclusivas de cientistas na Estação McMurdo, na Antártida. A parca rapidamente se tornou popular entre os exploradores e pesquisadores de regiões extremamente frias e ganhou o apelido de “Big Red”. Nesta época, a marca começou a patrocinar as equipes de pesquisa instaladas no Ártico e rapidamente se tornou indispensável para as expedições polares.


Antes de expandir as vendas para o restante do mundo, a empresa concentrou seus esforços no mercado europeu a partir da década de 1990, pois fazia mais sentido devido ao clima severo encontrado em alguns países do continente. Só que surgiu um enorme problema. O nome SNOW GOOSE já estava registrado na Europa e a empresa então resolveu comercializar seus produtos com a marca CANADA GOOSE em 1993. Rapidamente seus casacos e parcas se tornaram populares, especialmente nos países escandinavos.


A história da empresa e da marca começaria a mudar em 1997 quando Dani Reiss, filho de David, ingressou nos negócios. Quando ele assumiu o cargo de CEO em 2001, a CANADA GOOSE faturava poucos milhões de dólares anualmente. Para tornar a marca  um ícone no seu segmento de atuação, ele tomou duas decisões cruciais: comercializar seus produtos somente com a marca CANADA GOOSE e fabricar suas peças no Canadá (“Made in Canada”), uma decisão arriscada quando a maioria das empresas terceirizava a produção para a Ásia, onde os custos trabalhistas são muito mais baixos. Mas essas decisões deram resultados. Isto porque, nos próximos dez anos, o faturamento da empresa cresceu mais de 2.000% e a CANADA GOOSE construiu enorme reputação de qualidade e luxo nos mercados americano, europeu e asiático, e até em países de clima quente como a Índia e os Emirados Árabes Unidos.


Outros fatores explicam o enorme sucesso da marca canadense nos últimos anos: celebridades e o glamour do cinema. Apesar de não contratar famosos para endossarem seus produtos, inúmeras celebridades já foram fotografadas com suas parcas, como por exemplo, o jogador inglês David Beckham, Emma Stone, Bradley Cooper, Matt Damon, Hilary Duff, Sarah Silverman, Daniel Craig e a modelo Kate Upton (que pôde ser vista usando uma parca da marca na capa da revista Sports Illustrated, em 2013). Além disso, a CANADA GOOSE é a marca não-oficial de parcas para equipes de cinema trabalhando em ambientes de frio hostil, e tem sido usada fora das câmeras para tudo – desde a série “Game of Thrones” até “Garota Dinamarquesa”. Suas parcas também já foram utilizadas em filmes famosos, como por exemplo, “O Dia Depois do Amanhã” e “A Lenda do Tesouro Perdido”. Embora a marca diga que não utilize a estratégia de patrocínio direto à celebridades, ela tem distribuído gratuitamente seus casacos e parcas em eventos que patrocina como o Sundance ou Festival de Cinema de Toronto.


Nos últimos anos a CANADA GOOSE expandiu sua linha de produtos ao lançar luvas, gorros e chapéus para frio extremo. Além disso, introduziu sua linha de produtos voltados para crianças. A CANADA GOOSE se viu recentemente forçada a inaugurar duas novas fábricas, uma em Winnipeg e outra em Scarborough, para suprir a alta demanda por seus produtos. O governo do Canadá, desde então, certificou a empresa como responsável por 6% de toda produção têxtil do país. Além disso, em 2013, a compra de parte de ações da empresa canadense pelo fundo de investimento Bain Capital injetou US$ 250 milhões no negócio, o que possibilitou ampliar sua expansão internacional. E a marca anunciou recentemente, que no segundo semestre de 2016, irá inaugurar suas primeiras lojas próprias, inicialmente em Toronto e Nova York.


Um dos produtos mais antigos e icônicos da marca canadense é a parca SNOW MANTRA (imagem abaixo), desenvolvida especificamente para atender as necessidades dos trabalhadores no Ártico canadense e que tem servido como “uniforme oficial” para os Rangers canadenses e equipes de resgate no Ártico. Pesando aproximadamente 3.4 quilos, testado em campo em temperaturas de até -70°C e composto por mais de 247 peças, a parca se tornou um vestuário indispensável para aqueles que vivem e trabalham em climas hostis de frio extremo.


Hoje em dia, desde as instalações de pesquisas do pólo sul e do Ártico, das expedições ao Monte Everest até as ruas de Nova York, Moscou, Estocolmo, Milão, Toronto e Tóquio, as pessoas usam os produtos da CANADA GOOSE devido à reputação de qualidade, funcionalidade e estilo para enfrentar adversidades climáticas causadas pelo frio extremo.


A alta qualidade 
Peças luxuosas de alta performance para o frio extremo estão no DNA da CANADA GOOSE. Por isso, cada jaqueta ou parca da marca canadense passa por 13 etapas de produção e muitas mãos, todas guiadas pelo compromisso artesanal. Do zíper ao botão, cada elemento é cuidadosamente escolhido e meticulosamente colocado no lugar. E antes que deixe a fábrica, uma competente equipe de garantia de qualidade inspeciona cada casaco à mão, garantindo assim que nenhum detalhe seja esquecido. Alguns de seus casacos e parcas requerem até 450 horas de trabalho para serem produzidos. Em uma época onde a produção é terceirizada para manter os preços baixos e reduzir custos, cada peça da CANADA GOOSE é produzida somente em território canadense. Isto explica o porquê de seus casacos e parcas terem preços que começam em US$ 600 e podem facilmente passar de US$ 1.700. Mas manter a produção local também se transformou em uma ótima ferramenta de marketing. Afinal, o clima frio faz parte da identidade nacional do Canadá, e não há melhores julgadores da qualidade dos produtos CANADA GOOSE do que aqueles para os quais eles são projetados - e por quem eles foram inspirados.


Algumas de suas parcas têm uma tira de pele de coiote no gorro e são preenchidas com penas de ganso. E isto tem despertado a ira dos ambientalistas e defensores dos direitos animais. A CANADA GOOSE responde que apoia o povo canadense que tem a tradição secular de capturar os animais para o uso de suas peles, e a prática é estritamente regulada por autoridades locais.


A evolução visual 
O logotipo da marca canadense passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A identidade visual atual adotou uma tipografia de letra mais fina, moderna e elegante. Mas o principal símbolo de reconhecimento da marca (costurado no peito ou manga de cada peça de vestuário) permanece inalterado: um círculo que contém o mapa do Canadá, folhas de Bordo (símbolo nacional do país) e a inscrição “Arctic Program”. Sempre utilizando as cores vermelho, azul e branco.


Os slogans 
Ask Anyone Who Knows™. 
Proudly made in Canada since 1957. 
This Land is Your Brand.


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 1957 
● Fundador: Sam Tick 
● Sede mundial: Toronto, Canadá 
● Proprietário da marca: Canada Goose Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Dani Reiss 
● Faturamento: US$ 300 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Jaquetas, parcas, calças, luvas e gorros 
● Concorrentes diretos: The North Face, Patagonia, Moncler, Pyrenex, Millet, Columbia Sportswear e Arc’teryx 
● Ícones: As parcas 
● Slogan: Ask Anyone Who Knows™. 
● Website: www.canadagoose.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a CANADA GOOSE, cujo faturamento anual supera os US$ 300 milhões, comercializa sua vasta gama de produtos para climas severos e adversos em mais de 50 países ao redor do mundo. A marca produz mais de 400.000 parcas e casacos anualmente. 

Você sabia? 
A CANADA GOOSE oferece vestuário para frio (incluindo climas fortemente adversos) para homens, mulheres e crianças. Estes produtos irão proteger de elementos extremos que vão do frio entorpecente da Antártida, dos ventos fortes no Mar do Norte até dos climas severos de cidades gélidas. 
A CANADA GOOSE é extremamente famosa por seus doudounes (aqueles casacos de náilon super acolchoados). 
Com dois terços dos ursos polares do mundo vivendo no Canadá, em 2007 a marca uniu forças com a Polar Bears International (PBI) e lançou a coleção de parcas e casacos PBI. As vendas são revertidas para apoiar a conservação dos habitats do urso polar. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Entrepeneur), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 14/7/2016

15.4.15

SLOW COW


SLOW COW se posiciona como um “anti-energético”. A semelhança da marca canadense com o energético Red Bull está na brincadeira do nome. E apenas isso. Feito com ingredientes que são calmantes naturais, o produto promete, ao contrário do famoso energético, relaxar e acalmar, mas sem dar sono, e assim aumentar o poder de concentração e foco. Por isso, bateu aquele estresse ou nervosismo, abra uma latinha de SLOW COW. 

A história 
Tudo começou no Canadá quando o empreendedor Lino Fleury percebeu que não havia no mercado uma bebida para acalmar as pessoas que estavam estressadas ou cansadas. Muito pelo contrário, o que existia era uma verdadeira avalanche de marcas de energéticos cheios de cafeína e taurina que aumentavam a ansiedade. Fleury então, com a ajuda de uma equipe de pesquisadores, iniciou em 2006 o desenvolvimento de uma bebida que utilizava boa parte de seus ingredientes naturais, cujo efeito seria calmante, mas sem causar sonolência a quem bebia. Após mais de dois anos de intensas pesquisas, ele se juntou a um grupo de investidores canadenses, fundou a empresa Boisson Slow Cow Inc., e no mês de dezembro de 2008 o novo produto foi lançado na região de Quebec. A nova bebida era feita à base de ingredientes naturais com propriedades calmantes como chá verde, camomila, melissa e capim-limão. E estreou no mercado com a promessa inversa dos energéticos encontrados nas prateleiras.


Muito mais que uma nova bebida, a marca SLOW COW estava inaugurando uma nova categoria de produto, batizada de “Relax Drinks” (Bebidas Relaxantes, em português), que diminuem o stress em virtude dos seus componentes fitoterápicos. E isso era uma enorme dificuldade em mercados extremamente competitivos. Justamente por isso, eles sabiam que o marketing seria fundamental para o sucesso da marca. E resolveram parodiar o energético Red Bull, já que SLOW COW prometia o contrário. A começar pela embalagem semelhante (a lata de 250 ml). Mas a grande ironia estava na escolha do nome. Afinal, SLOW COW em tradução livre significa algo como “vaca lenta/vagarosa”. E não parou por aí. O logotipo inicial da marca mostrava duas vaquinhas dormentes e relaxadas, uma clara paródia aos dois touros cheios de energia que se enfrentam na identidade visual de Red Bull. Era uma sugestão que relaxar é melhor do que energizar.


E claro que toda essa estratégia despertou a atenção da marca Red Bull. Ao ser lançado, SLOW COW recebeu inclusive uma nota formal da marca austríaca dizendo que a sua embalagem e o logotipo teriam sido copiados. Mas a associação, mesmo que por uma paródia, com uma grande marca de energéticos foi uma estratégia de marketing da fabricante para impulsionar as vendas e gerar reconhecimento de marca, aproveitando uma brecha para fazer frente ao segmento de bebidas energéticas. E ao que parece deu certo. Em 2010, SLOW COW conquistou o prêmio SOFI (Specialty Outstanding Food Innovation) Silver na categoria “bebidas”, colocando a marca nos holofotes da mídia. Outro fator determinante foram suas campanhas nas mídias sociais que diziam: o consumo de SLOW COW era com se fosse uma “Uma sessão de ioga”, “Uma sessão de acupuntura” ou ainda “Uma semana de férias”.


Pouco mais de um ano após ser lançado, SLOW COW já estava disponível em várias regiões do Canadá com enorme sucesso, vendendo mais de 1.2 milhões de latas. E não era somente em virtude do posicionamento e do marketing. Afinal, SLOW COW era levemente gaseificada, com sabor predominante de pitaia e citrus, tinha zero calorias, não continha glúten e lactose e era ideal para ser consumida em momentos em que se busca foco e tranquilidade. Além disso, a coloração azul-clara da bebida (não à toa) era praticamente hipnotizante, já que essa cor comprovadamente provoca sensações de profundidade, estabilidade e tranquilidade. Um calmante aos olhos antes mesmo de beber.


Com isso a marca começou a chamar a atenção de outros grandes mercados consumidores. Então, SLOW COW foi lançado nos Estados Unidos, Portugal, Islândia e Dinamarca, iniciando assim sua expansão internacional. E finalmente, no mês de setembro de 2013 chegaram ao mercado brasileiro as cobiçadas latinhas de SLOW COW. O desembarque do produto inaugurou uma nova categoria de bebidas funcionais no mercado brasileiro: a de relaxantes. Para a divulgação foi criado uma mascote (uma simpática vaquinha azul) e slogan (“Mais Calma. Mais Foco.”), adaptados ao público local. Outra modificação ocorreu na lata: com 269 ml. O posicionamento do produto como relaxante, torna a bebida ideal para ser consumida no trabalho, após exercícios, em momentos de lazer ou para encerrar o dia. No Brasil, SLOW COW convida os jovens “a incluir uma pausa, um respiro no meio de sua rotina. Um momento para relaxar, sair do automático, recarregar e focar no que importa”.


Os ingredientes 
Os ingredientes contidos na formulação exclusiva de SLOW COW têm diferentes funções, principalmente calmantes. O produto ainda promete reduzir os efeitos colaterais da cafeína, os sintomas da tensão pré-menstrual e ajudar o sistema imunológico. Confira a lista: 
Chá verde - Rico em teanina, é um polifenol com inúmeras propriedades como evitar a ação dos radicais livres, ter efeito antienvelhecimento, ajudar a queimar gorduras, melhorar a cognição e o sistema cardíaco, além de fortalecer o sistema imunológico. 
Valeriana - Utilizada desde a Grécia Antiga, é reconhecida pela OMS por ser útil no tratamento da ansiedade, inquietação e nervosismo. Melhora o equilíbrio mental, restaura o sono e ajuda nas alterações de humor. 
Capim-Limão - Também conhecido como capim santo ou cidreira, a planta tem princípios analgésicos, calmantes e antidepressivos. Também alivia a tensão muscular. 
Maracujá - Planta da família das passifloras, o maracujá induz o relaxamento sem causar sono. Ajuda a tratar a irritação e nervosismo. 
Linden - Nativo da Europa, possui propriedades calmantes que estimulam a concentração e aliviam o estresse. Seu chá é bastante utilizado para tratar a hiperatividade, febre e dores de cabeça causadas pela sinusite. 
Potássio - Essencial para o bom funcionamento das atividades musculares e nervosas. 
Sódio - Tem um papel fundamental na atividade muscular e nos impulsos nervoso. Ajuda a reduzia a sensação de cansaço na hora de praticar algum esporte, sem contar que regula a pressão sanguínea. 
Lúpulo - É um diurético e tonificante que também estimula o sistema digestivo, ajuda no combate à anemia e distúrbios do sono. 
Melissa - É calmante, ajuda na digestão e combate a agitação. Também melhora a qualidade do sono e ajuda a relaxar. 
Camomila - Serve para aliviar o estresse, pois é um agente calmante, além de ajudar na digestão.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma alteração em sua história. O logotipo original do produto era uma paródia a marca Red Bull. Para evitar problemas legais, já que tinha sido avisada pela marca austríaca, pouco depois resolveu alterar sua identidade visual. Ao invés de duas vaquinhas, apenas uma, mas extremamente relaxada. O logotipo ao ser aplicado nas embalagens utiliza a cor marrom no nome da marca.


As tradicionais latinas acompanharam a evolução da marca. No Brasil a embalagem (segunda à direita) tem um visual ligeiramente diferente.


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 2008 
● Fundador: Lino Fleury 
● Sede mundial: Quebec City, Canadá 
● Proprietário da marca: Boisson Slow Cow Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Serge Ferland 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 150 
● Segmento: Bebidas não alcoólicas 
● Principais produtos: Bebidas relaxantes 
● Concorrentes diretos: Mary Jane’s Relaxing Soda, iChill, Just Chill, Koma Unwind e Drank 
● Ícones: A vaquinha azul 
● Slogan: Keep You Cool. 
● Website: www.slowcow.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente os produtos da marca são vendidos em mais de 10 países ao redor do mundo, incluindo Canadá, Estados Unidos, Portugal, Coréia do Sul e Rússia. No Brasil SLOW COW está presente em mais de 2.000 pontos de venda espalhados pelo país, em todos estados e no Distrito Federal. 

Você sabia? 
O segmento de Bebidas Relaxantes foi inicialmente desenvolvido no Japão em 2005. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 15/4/2015

2.3.13

LULULEMON ATHLETICA


Ioga e senso de comunidade. Essa é a receita do enorme sucesso da rede canadense LULULEMON ATHLETICA, que vende artigos para praticantes de ioga, dança e corrida. Em tudo o que a marca faz e comunica está uma clara intenção de tornar a vida das pessoas mais longa, saudável e feliz. E parece que a marca vem agradando em cheio aos consumidores.

A história
Tudo começou no ano de 1998 quando o canadense Dennis “Chip” Wilson, um aficionado por surfe, skate e snowboard, depois de participar de uma aula de ioga, concluiu que as roupas usadas para a prática eram desconfortáveis demais. Nessa época, roupas de algodão eram utilizadas para a prática de ioga e ele, um estudioso de tecidos, viu ali uma oportunidade para oferecer algo diferente aos consumidores. Resolveu então criar a LULULEMON ATHLETICA para produzir roupas para a prática de ioga, como por exemplo, calças, bermudas e tops, para os aficionados nesta relaxante atividade. Assim, investiu dinheiro em uma pequena sala na cidade de Vancouver para confeccionar roupas de ioga. À noite, essa mesma sala era transformada em um aconchegante studio de ioga, o que ajudava a pagar o aluguel. Lá, as roupas também eram vendidas e assim a empresa foi crescendo aos poucos. Chip também fornecia peças para instrutores e professores de ioga e pedia em troca opiniões e sugestões sobre modelagem e design. Os insights geravam novas peças em perfeita coerência com o que queriam os praticantes desta modalidade.


A primeira loja da LULULEMON foi inaugurada somente no mês de novembro de 2000, localizada na exuberante área praiana de Kitsilano, em Vancouver. A ideia inicial era transformar a loja em um ponto de encontro para a comunidade que tinha o hábito de praticar ioga, onde as pessoas pudessem se encontrar, trocar experiências, aprender mais sobre a atividade, discutir aspectos da vida saudável, falar sobre nutrição, entre outros assuntos. A equipe de vendedores da loja recebeu treinamento sobre essa filosofia de vida. Essa loja, que a princípio seria a única da marca, começou a ficar pequena. Foi então que a empresa resolveu inaugurar outras unidades, mas sempre seguindo a filosofia da marca, baseada no bem-estar e uma vida saudável.


Depois de ingressar no mercado americano, a LULULEMON ATHLETICA levantou US$ 344 milhões em julho de 2007 com a abertura de capital. Isso permitiu que a empresa aumentasse seus pontos de venda, especialmente no voraz mercado americano, e ingressasse em novos mercados, como Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong e Reino Unido. Já em agosto de 2008, a marca possuía 40 unidades no Canadá, 38 nos Estados Unidos e sete na Austrália. Além disso, a marca canadense expandiu sua linha de produtos com o lançamento de roupas para dança e corrida. Outro fator de sucesso foi a utilização de materiais pouco convencionais como bambu, prata, carvão, coco e soja, na confecção de suas roupas. Uma das linhas, batizada de VitaSea, segundo a empresa, era confeccionada a partir de algas marinhas. O tecido, conforme descreve a etiqueta dos produtos, libera aminoácidos marinhos, minerais e vitaminas na pele com o contato com o suor.


Além da utilização de tecidos altamente tecnológicos na confecção das peças, outros fatores explicam o bom desempenho da marca canadense. Um dos motivos para o sucesso da rede varejista é uma política criada anos atrás: para entender melhor os consumidores, todos os funcionários da empresa, sem exceção, são obrigados à passar 8 horas por mês dentro dos pontos de venda. Além disso, a marca tem se destacado de forma bastante saudável. Suas estratégias englobam desde vitrines vivas (com pessoas praticando ioga) à publicação das metas dos seus vendedores (em painéis dentro das próprias lojas), chamados pela empresa de educadores. Tudo isso para envolver seus convidados (como são chamados os clientes) e suas comunidades (como são chamados os clientes que costumam visitar a mesma loja). Ou seja, cada loja é um centro de disseminação de cultura e práticas saudáveis.


E não para por aí: estão sempre estimulando seus “convidados” a definirem metas para a vida. A empresa chama isso de BHAG - Big, Hairy, Audacious Goal! Metas que provoquem melhorias e tragam felicidade a cada um quando alcançadas. Além disso, imprime seu “manifesto” nas sacolas vermelhas de compras. O manifesto inclui mensagens como: “O stress está relacionado a 99% de todas as doenças”, “Amigos são mais importantes do que dinheiro” ou “Coca-Cola, Pepsi e todos os outros refrigerantes serão os cigarros do futuro”.


O sucesso
A LULEMON ATHLETICA se tornou um enorme sucesso. Além de superar US$ 1 bilhão em faturamento em 2012, a empresa foi eleita recentemente a melhor varejista internacional pelo NRF (National Retail Federation, a Federação Nacional de Varejistas dos Estados Unidos). O sucesso da marca também se reflete nas mídias sociais, como por exemplo, sua Fan Page no Facebook, que já conta com aproximadamente 800 mil fãs. Lá é possível encontrar dicas para uma vida saudável, calendário dos eventos comunitários e muita mensagem positiva para traçar objetivos de vida. Um reflexo claro do pensamento e da filosofia da marca. Mas afinal, porque tanto sucesso? Simples: às terças-feiras à noite tem aula de ioga, nem precisa levar tapetinho – eles estão disponíveis. Quarta-feira é dia do clube de corrida, e quinta-feira dia de ginástica ao ar livre em uma praça em frente. Não, não se trata da programação de um centro de fitness, essa é apenas a filosofia de uma loja qualquer da rede canadense. Ou seja, as lojas são a conexão real entre a marca e sua comunidade. Seja esta comunidade composta de vizinhos da loja que compartilham da mesma filosofia de bem-estar pregada pela marca, seja a comunidade composta por suas consumidoras que se identificam com a proposta e participam das atividades. Isso explica o fascínio das consumidoras em pagar até US$ 100 por uma calça de ioga ou US$ 160 por uma jaqueta de moletom com zíper.


Dados corporativos
● Origem: Canadá
● Fundação: 1998
● Fundador: Chip Wilson
● Sede mundial: Vancouver, Canadá
● Proprietário da marca: Lululemon Athletica Inc.
● Capital aberto: Sim (2007)
● Chairman: Dennis Wilson
● CEO: Christine Day
● Faturamento: US$ 1 bilhão (2012)
● Lucro: US$ 184.1 milhões (2012)
● Valor de mercado: US$ 9.9 bilhões (março/2013)
● Lojas: + 200
● Presença global: 10 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 5.800
● Segmento: Materiais esportivos
● Principais produtos: Roupas e acessórios para ioga, dança e corrida
● Concorrentes diretos: Nike, Adidas, Reebok e Athleta
● Ícones: O ambiente de suas lojas
● Slogan: Yoga. Love. Run. Peace.
● Website: www.lululemon.com

A marca no mundo
A LULULEMON ATHLETICA, uma das marcas esportivas que mais cresce no mundo e cujo foco é fornecer roupas e acessórios para ioga, dança e corrida, possui atualmente mais de 200 lojas espalhadas pelo Canadá, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, além de showroons no Reino Unido e Hong Kong.

Você sabia?
A LULULEMON oferece descontos de 15% em suas lojas para instrutores de academias certificados em troca de comentários sobre os produtos.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 2/3/2013

13.7.11

TIM HORTONS


Para milhões de canadenses a rede TIM HORTONS significa um lugar aconchegante para saborear um café quentinho e deliciosos petiscos sempre frescos e saborosos. Um dos maiores orgulhos empresariais do país, a rede é presença constante no dia a dia dos canadenses oferecendo uma espécie de “secret spot” para relaxar e se divertir comendo verdadeiras delícias, como os famosos donuts (aquelas rosquinhas preferidas dos policiais americanos e do Homer Simpson). Por isso, é praticamente impossível andar em qualquer cidade canadense e não encontrar alguém com um copo de café fumegante da TIM HORTONS na mão. 

A história 
Tudo começou no início dos anos de 1960 quando Miles Gilbert “Tim” Horton, um jogador canadense de hóquei profissional, que atuava desde 1949 na tradicional equipe do Toronto Maple Leafs, percebeu que sua carreira não duraria muito mais tempo. Procurando investir dinheiro em um negócio que lhe proporcionasse tranquilidade quando a aposentadoria chegasse, ele resolveu usar a força de seu nome, já que era um grande ídolo no Canadá, juntamente com a ajuda de seu sócio Jim Charade, para inaugurar no dia 17 de maio de 1964, depois de uma tentativa frustrada de abrir uma lanchonete, a primeira cafeteria TIM HORTON DONUTS na cidade de Hamilton, província de Ontário. Essa primeira loja oferecia aos canadenses apenas cafés quentinhos e deliciosos donuts sempre fresquinhos, que rapidamente se tornaram popular na região. Um ano mais tarde, em 1965, ele decidiu colocar um anúncio no jornal local procurando por mais um sócio para poder ampliar seu negócio. Ronald Joyce, que era policial na época, ao ler o anúncio, decidiu arrumar um empréstimo de US$ 10.000 e se tornar sócio de Tim, o que aconteceu dois anos mais tarde.


Naquele tempo um copo de café e um donut custavam 25 centavos de dólar, enquanto uma dúzia de donuts era vendida por apenas 89 centavos. Aos poucos, mais lojas foram sendo abertas e o negócio se transformou em um verdadeiro sucesso. Entretanto, no dia 21 de fevereiro de 1974, enquanto viajava de volta para a cidade de Buffalo após assistir um jogo em Toronto, Tim sofreu um grave acidente automobilístico e veio a falecer, após ter perdido o controle de seu carro esporte a mais de 160 km/h. Pouco tempo após sua morte, Joyce ofereceu a viúva Lori Horton US$ 1 milhão pelas ações da empresa, que já contava com 40 lojas naquela época. Ela aceitou e ele se tornou o único dono da empresa. Anos mais tarde, a Sra. Horton, percebendo o erro que havia cometido, levou o caso a justiça, porém perdeu o processo em 1993 e teve um recurso negado em 1995.


Um novo item do cardápio que provocou inclusive piadas de humor negro por todo o país foi a introdução em 1976 dos famosos TIMBITS (pequenas bolinhas de massa de donuts do tamanho de uma mordida, daí o nome) que se transformaram em ícone da marca e até hoje faz muito sucesso, oferecendo 35 sabores diferentes e vendidas em embalagens de 10, 20 e 40 unidades. Sob o comando do ambicioso Joyce, em 1977, a empresa já alcançava US$ 20 milhões em vendas. No ano seguinte, em dezembro, foi inaugurada a centésima loja da rede. Com a empresa em expansão, Joyce desenvolveu uma forma muito interessante de escolher pontos para abertura de novas unidades: pilotava um avião bi-motor pelo país em busca do “lugar perfeito” que após ser localizado, eram realizados estudos para avaliar as possibilidades de mais um novo ponto de venda. O agressivo plano de expansão da rede resultou em duas grandes mudanças neste segmento no Canadá: lojas independentes de donuts foram praticamente eliminadas e a média per-capita de lojas especializadas em donuts se tornou a maior do mundo.


Na década de 1980 novos produtos foram sendo adicionados ao cardápio da rede, entre eles muffins, tortas, biscoitos, croissants e sopas. Após inaugurar a loja de número 200 em 1984, no ano seguinte foi aberto o primeiro drive-thru em uma unidade na cidade de Hamilton, além da primeira loja nos Estados Unidos, localizada em Amherst, Nova York. Inicialmente a expansão pelo território americano se concentrou em cidades do norte, próximas as fronteiras canadenses. Em 1991 a rede comemorou a abertura de sua loja de número 500. Ainda nesta década a rede diversificou ainda mais seu cardápio com o lançamento de cappuccinos com sabores, cafés gelados, cheesecake e apetitosos sanduíches. Além disso, em 1995, a empresa se fundiu com a Wendy’s, uma das maiores redes de alimentação rápida dos Estados Unidos, em uma operação avaliada em US$ 580 milhões.


Durante duas décadas a rede experimentou um forte processo de expansão até se tornar, em 2002, a maior operadora do setor de alimentos no Canadá, ultrapassando em vendas o poderoso McDonald’s. Esse sucesso foi ratificado em 2005, quando a rede TIM HORTONS abocanhou 22.6% de todos os rendimentos da indústria de alimentação rápida no mercado canadense. Em 2006, com a abertura de capital da TIM HORTONS na Bolsa de Valores a empresa americana Wendy’s abriu mão de sua propriedade na rede canadense. Dois anos depois, a rede inaugurou sua loja de número 500 em solo americano, localizada na cidade de Detroit.


A partir de 2012, a rede iniciou a inauguração de unidades franqueadas na região do Golfo Pérsico, em países como Arábia Saudita e Kuwait. No mês de agosto de 2014 a americana Burger King, controlada pelo fundo de investimento 3G Capital, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, comprou a TIM HORTONS por US$ 11.4 bilhões. Com isso foi criada a terceira maior empresa de fast food do mundo (batizada de Restaurant Brands International), com vendas anuais estimadas em aproximadamente US$ 23 bilhões e 18 mil restaurantes em 100 países. Ambas as marcas continuam tendo administração independente. Essa operação irá ajudar a TIM HORTONS a se expandir pelo mundo, além é claro, de seus cafés serem vendidos dentro das lojas da rede Burger King.


A linha do tempo 
1976 
Lançamento do famosos TIMBITS, espécie de mini-sonhos em diversos sabores. 
1981 
Introdução dos muffins, cookies e bolos em seu cardápio. 
1982 
Introdução de deliciosas tortas em seu cardápio. 
1983 
Introdução de croissants em seu cardápio. 
1985 
Introdução de sopas e Chilli em seu cardápio. 
1991 
Inauguração da loja de número 500. 
1993 
Introdução de sanduíches em seu cardápio. 
1995 
Inauguração no mês de agosto da milésima loja da rede, localizada na cidade de Ancaster, Ontário. 
1996 
Introdução das baggels (pãezinhos de origem judaica em formato de rosca) no cardápio da rede. 
1997 
Lançamento dos cappuccinos com sabores. 
1998 
Relançamento da linha de sanduíches, agora batizada de TIM’S OWN, que oferecia seis variedades diferentes. 
Lançamento do cappuccino gelado. 
1999 
Introdução do Café Mocha em seu cardápio. 
2005 
Lançamento do iogurte com frutas vermelhas e do rolinho de canela (conhecido como Cinnamon Roll). 
2006 
Lançamento dos sanduíches quentes no cardápio de café da manhã e dos wraps de frango com salada. 
Inauguração no dia 14 de dezembro na cidade de Orchard Park, Nova York, da loja de número 3.000 da rede. 
2009 
Lançamento de uma linha de cafés gelados. 
2011 
Lançamento do aplicativo TimmyMe, que permite aos clientes pagarem a conta através do smartphone. 
2012 
Lançamento das cápsulas de café da rede para serem utilizadas nas máquinas automáticas Tassimo. 
2013 
Iniciou o lançamento de itens do cardápio sem glúten. 
2014 
Lançamento do STEAK & CHEESE PANINI, típico sanduíche italiano com farto recheio de queijo e da melhor carne canadense. 
Lançamento do TIM HORTONS DARK ROAST, um café premium feito 100% com grãos arábica, provenientes das regiões cafeeiras mais renomadas do mundo.


Quanto mais, melhor 
O Canadá por ser um país de clima frio, em algumas regiões a temperaturas são praticamente insuportáveis, o consumo de café (especialmente quente) é enorme. Por isso, a TIM HORTONS oferece uma grande variedade de tamanho de copos: Extra Small (236 ml), Small (225 ml), Medium (414 ml), Large (591 ml) e Extra Large (710 ml), este último introduzido em 2012.


Uma causa do bem 
Tudo começou em 1996 quando a rede lançou a campanha Tim Hortons Smile Cookie para angariar fundo para o Hospital Infantil de Hamilton, em Ontário, através da venda de deliciosos cookies. Desde então, clientes e restaurantes da rede mostram seus sorrisos e espírito de comunidade para levantar dinheiro para centenas de instituições de caridades, hospitais e programas em toda América do Norte. Durante uma semana, no mês de outubro, os clientes da rede têm a oportunidade de comprar um delicioso cookie com gotas de chocolate por apenas US$ 1, cujo dinheiro é integralmente doado a essas instituições. Em 2014 foram arrecadados US$ 5.3 milhões.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por acentuadas mudanças ao longo dos anos. Inicialmente conhecida como TIM HORTON DONUTS, o primeiro logotipo da marca (com a imagem dos famosos donuts) era praticamente uma reprodução dos tradicionais sinais luminosos utilizados na frente das lojas. Após o nome ser abreviado para TIM HORTON’S, e em meados da década de 1990 para TIM HORTONS sem apóstrofe, a marca adotou um novo logotipo que possuía um fundo amarelo no formato oval.


Hoje em dia a identidade visual da marca pode ser aplicada em três formas diferentes: apenas o nome da marca em vermelho; o nome da marca dentro de um fundo oval amarelo-claro; e uma versão mais complexa (utilizada no mercado americano) que contém a expressão “Cafe and Bake Shop”.


Os slogans 
Always Fresh. Always Tim Hortons. 
It’s Time for Tims. (2011) 
You’ve Always Got Time for Tim Hortons. 
Your Friend Along The Way. (década de 1960)


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 17 de maio de 1964 
● Fundador: Tim Horton, Jim Charade e Ronald Joyce 
● Sede mundial: Oakville, Ontário, Canadá 
● Proprietário da marca: Tim Hortons Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Restaurant Brands International) 
● CEO: Elías Díaz Sesé 
● Faturamento: US$ 3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 4.600 
● Presença global: 6 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 2.385 (sem contar os franqueados) 
● Segmento: Cafeterias 
● Principais produtos: Cafés e derivados, sanduíches, donuts e sopas 
● Concorrentes diretos: Starbucks, Dunkin’ Donuts, Caribou Coffee, McCafé e Peet’s Coffee & Tea 
● Ícones: Os famosos Timbits 
● Slogan: Always fresh. Always Tim Hortons. 
● Website: www.timhortons.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a rede TIM HORTONS possui mais de 4.600 lojas, das quais 3.700 localizadas no Canadá (somente na cidade de Toronto são mais de 250), mais de 870 nos Estados Unidos (com presença em mais de dez estados), cerca de 60 unidades na região do Golfo Pérsico (em países como Arábia Saudita, Kuwait e Omã), além de 290 quiosques (self-service) operando sob licença dentro de lojas de conveniência na Irlanda e Inglaterra. A rede opera fortemente no sistema de franquias, que representam 99.5% das unidades. Contando as lojas franqueadas a empresa emprega mais de 100 mil pessoas. Cada loja da rede assa diariamente mais de 100 quilos de massa para donuts, que estão disponíveis em 63 sabores diferentes. A rede vende todos os anos mais de 2 bilhões de copos de café. Somente no Canadá, oito em cada dez xícaras/copos de café vendidos saem das lojas da TIM HORTONS, que detém 62% do mercado de café da manhã no país. Em 2014 a rede faturou mais de US$ 3 bilhões. 

Você sabia? 
Os canadenses chamam a rede carinhosamente de Timmies
Os uniformes nos tons de bege, marrom, preto e vermelho usados pelos funcionários da TIM HORTONS foram criados em 2001 pelo estilista Stephan Caras, que já trabalhou para Guy Laroche e Hermès. 
A rede patrocina 10 times profissionais de hóquei no gelo e ainda mantém a Tim Horton Children’s Foundation, que proporciona oportunidades as crianças carentes no Canadá. 
Até hoje, uma placa pendurada na parede da primeira loja contém a seguinte frase: “Built on hard work and dreams, the Tim Hortons chain takes pride in its history” (em português “Construída com trabalho árduo e sonhos, a rede Tim Hortons se orgulha de sua história”). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).  
Última atualização em 24/4/2015

24.1.11

MEGA BLOKS


Sua principal linha de brinquedo estimula a criatividade e habilidade motora de crianças pequenas, permitindo que construam e reconstruam para fazer com que todo dia seja diferente. Seus famosos blocos de montar criam o que uma pequena mente infantil desejar. Se você pensou na marca LEGO errou feio. É a MEGA BLOKS, marca canadense de brinquedos que está entre as de crescimento mais acelerado no mundo. E tudo com total aprovação dos pequeninos e seus pais. Afinal, MEGA BLOKS é a evolução dos brinquedos de montar, uma marca que prima pela imaginação e qualidade para desenvolver pequenas mentes. 

A história 
Tudo começou em 1967 quando o experiente vendedor de brinquedos Victor J. Bertrand e sua esposa Rita fundaram a empresa Ritvik Holdings (o nome é uma combinação de Rita e Victor), cujo objetivo inicial era distribuir brinquedos de outras marcas pelo território canadense. Além disso, a empresa negociava contrato com fabricantes do país para manufaturar brinquedos para grandes marcas estrangeiras. Nos anos seguintes a empresa cresceu vertiginosamente. No início da década de 1980 a empresa já controlava boa parte do mercado canadense de brinquedos moldados de plástico. Neste momento, Victor acreditou que haveria um enorme potencial para blocos de plástico para montar. Foi então que a empresa resolveu produzir os tradicionais blocos para montar, mas com um grande diferencial: eles seriam fabricados em tamanhos maiores, especialmente desenvolvidos para crianças menores. Nesta época, a tradicional Lego possuía os blocos para montar em tamanho menores e que não eram recomendados para crianças pequenas.


O segundo diferencial oferecido pela empresa seria o preço, muito menor em relação aos principais concorrentes. Em 1984 a empresa apresentou oficialmente os blocos para montar MEGA BLOKS em importantes feiras de brinquedos no Canadá e Estados Unidos. O resultado foi instantâneo: pedidos substanciais no Canadá e um pedido de US$ 1 milhão feito pela varejista americana Toys R Us. Finalmente, em 1985, os blocos para montar MEGA BLOKS já estavam disponíveis em grandes redes varejistas do Canadá e dos Estados Unidos. Apesar do novo brinquedo não ter sido uma sensação imediata, no final desta década ele já era distribuído para mais de 30 países, e não demorou muito para se tornar popular entre as crianças no Canadá, Estados Unidos e na Europa.


Apesar da lealdade dos consumidores em relação a Lego, a MEGA BLOKS desenvolveu 30 diferentes sets e posicionou a marca como ideal para crianças muito novas (menores de seis anos), sendo extremamente seguro, principalmente em relação a marca dinamarquesa, cujos bloquinhos eram bem menores. Após cinco anos de crescimento, em 1991 a empresa se viu preparada para fabricar blocos de montar para crianças mais velhas, ente 8 e 14 anos. Foi então que lançou no mercado a linha Micro, com blocos extremamente similares aos da marca Lego. Isso despertou a “fúria” da marca dinamarquesa que impetrou várias ações na justiça, em diversos países, contra a empresa canadense. Era o início de uma “feroz” guerra nos tribunais.


Enquanto as batalhas judiciais continuavam, a MEGA BLOKS crescia à uma velocidade espantosa no mundo inteiro. Em 1996, um fundo de investimento americano resolveu investir na empresa canadense, que com dinheiro em caixa ampliou sua linha de produtos, ingressou em novos mercados e abriu subsidiárias na América Latina e Europa para promover e distribuir a linha de brinquedos MEGA BLOKS. Em 1998 a empresa iniciou o licenciamento de personagens de filmes e desenhos animados para suas linhas de produtos. Os primeiros personagens foram os Teletubbies. No início do novo milênio a marca introduziu seus primeiros veículos, incluindo um modelo com controle remoto.


No início de 2002, devido ao enorme sucesso de seu principal brinquedo, a empresa mudou seu nome para Mega Bloks Inc. A partir de 2003 a empresa avançou sobre o mercado asiático, lançando sets temáticos com populares personagens de desenhos japoneses. Nesse ano introduziu a serie “Dragons”, composta por sets com temas medievais; e a linha Mega Play!, composta por blocos de montar gigantes, permitindo montar estruturas onde as crianças poderiam entrar para se divertir. No dia 15 de junho de 2006, em virtude da diversificação de sua linha de brinquedos, que iam muito além dos tradicionais blocos para montar, a empresa mudou seu nome para Mega Brands. A partir deste momento a MEGA BLOKS passou a ser apenas uma marca de brinquedos da empresa.


Em meados de 2014 a poderosa americana Mattel comprou a empresa canadense por US$ 460 milhões. Com isso, a marca MEGA BLOKS ganhou enorme fôlego em sua feroz batalha contra a dinamarquesa Lego. Além disso, passou a figurar no portfólio da empresa americana ao lado de marcas como Barbie, Fisher-Price e Hot Wheels. Atualmente os blocos de montar MEGA BLOKS estão disponíveis em quatro tamanhos: MAXI (são os maiores blocos da marca, indicados para crianças de zero a três anos), MINI (direcionados a crianças em idade pré-escolar), MICRO (tamanho similar ao Lego) e NANO (o menor de todos os blocos de montar). Outra linha popular da marca é a MEGA BLOKS CAT, formada por escavadeiras, carregadeiras, buldôzeres e caminhões que representam fielmente os tradicionais veículos amarelos de construção civil da empresa Caterpillar. A MEGA BLOKS é muito indicada para a primeira infância. Afinal, a marca consegue aliar de forma contagiante a diversão e a brincadeira com importantes soluções de memória, estímulo ao raciocínio cognitvo e à sociabilidade da criança.


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Lançamento: 1985 
● Criador: Victor J. Bertrand 
● Sede mundial: Montreal, Canadá 
● Proprietário da marca: MEGA Brands Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Mattel, Inc.) 
● Chairman & Presidente: Geoff Massingberd 
● Faturamento: US$ 404.7 milhões (2013) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.700 
● Segmento: Brinquedos 
● Principais produtos: Blocos para montar, veículos e brinquedos educativos 
● Concorrentes diretos: Lego, Best-Lock, Cobi e Hasbro 
● Website: www.megabloks.com.br 

A marca no mundo 
Com operação direta em mais de 11 países, a empresa, agora uma subsidiária integral da Mattel, vende sua linha de brinquedos, o mais conhecido deles, blocos para montar com a marca MEGA BLOKS, em mais de 100 mercados ao redor do mundo. Atualmente a MEGA BLOKS oferece uma extensa linha com mais de 150 produtos diferentes, incluindo os sets de montar com personagens licenciados como Hello Kitty, Barbie, Thomas & Friends, Bob Esponja, Power Rangers e Halo. 

Você sabia? 
Nos Estados Unidos, MEGA BLOKS está entre as dez maiores e mais populares marcas de brinquedos do mercado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/11/2014