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27.3.17

CAMISARIA COLOMBO


Foco em atender as necessidades do homem moderno de forma conveniente, prática e com qualidade. Foi assim que a CAMISARIA COLOMBO se tornou uma das mais tradicionais marcas de moda masculina do país, com 100 anos de atuação no mercado. Em qualquer uma de suas lojas é possível encontrar tudo em moda masculina para quem deseja se vestir bem pagando pouco por isso. 

A história 
Tudo começou com um libanês de origem humilde que chegou ao Brasil com sua família. Seu sonho era construir uma vida nova e digna, no país desconhecido. Foi assim que, no mês de outubro de 1917, Aziz Jabur Maluf abriu as portas de um pequeno comércio de moda masculina. Na modesta loja localizada na esquina das ruas Direita e Líbero Badaró, no centro de São Paulo, o comerciante vendia gravatas italianas, camisas finas e ternos confeccionados com tecidos importados da Inglaterra. A clientela era composta principalmente pela elite paulista, que podia pagar os altos preços dos produtos importados.


Por mais de sete décadas a CAMISARIA COLOMBO teve somente um ponto de venda, mas com seus produtos de alto padrão e qualidade conquistou um enorme público fiel, com clientes como o ex-presidente Jânio Quadros. Tudo começou a mudar quando Álvaro Jabur Maluf Júnior, neto do fundador, assumiu o comando da empresa. Juntamente com seu irmão, Paulo, elaborou todo projeto de expansão, que começou com a inauguração de uma loja no Shopping Ibirapuera, no bairro de Moema, em 1990. Com a abertura de mais dois pontos de venda na capital, os dois resolveram estender as atividades da rede para o interior paulista e, posteriormente, outros estados. Mas para transformar uma grife tradicional em uma das maiores redes de vestuário masculino do mercado brasileiro, os irmãos desenvolveram o conceito de “moda inteligente”, que consiste em oferecer produtos com a qualidade responsável pelo tradicionalismo da marca, a preços justos. Ou seja, até então sinônimo de moda masculina elegante, a COLOMBO fez uma opção preferencial pelos consumidores das classes emergentes. Essa foi a fórmula que popularizou a marca junto às classes B e C, garantindo sucesso ao plano de expansão da empresa. A política do “preço justo” acabou se transformando na plataforma de crescimento da empresa.


Sempre atenta às tendências do mercado, a COLOMBO também foi a primeira rede de vestuário masculino a oferecer kit com preços promocionais – camisa, calça e sapato, por exemplo. Iniciativa que, além de ser copiada pela concorrência, se tornou uma exigência dos consumidores. Também inovou ao, em 2005, se tornar a primeira empresa do Brasil a implantar um sistema de cotas para negros e afros descendentes em seu quadro de funcionários. A partir desse momento, a empresa implantou um agressivo plano de expansão. Até o final de 2007, mais 15 lojas foram inauguradas. A marca também passou a investir em marketing, como por exemplo, ao completar 90 anos, em 2007, com uma campanha publicitária estrelada pelo ator Marcos Pasquim. No final de 2009 a rede já contava com 198 lojas em 23 estados brasileiros.


A partir de 2010, a marca ingressou em outros segmentos da moda, como calçados masculinos, relógios, moda infantil e feminina (COLOMBO WOMAN). E para continuar crescendo, a empresa vendeu 49% de suas ações para a Gávea Investimentos. Com novo aporte financeiro, a COLOMBO continuou seu acelerado processo de expansão, com média de 50 lojas inauguradas por ano. Em 2015 já eram 428 unidades. Além disso, contratou garotos-propaganda de peso como o ator Caio Castro e o apresentador Rodrigo Faro. Mas toda essa expansão e investimento tiveram um alto custo. Após a recompra de 49.9% das ações pelos irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, e depois de uma fracassada e conturbada negociação com o empresário paulista Mario Garnero, a COLOMBO se viu em apuros, com dívidas gigantescas. Com isso, a empresa passou por uma enorme reestruturação, pediu recuperação extrajudicial e, somente em 2016, fechou 90 lojas. Tudo para voltar a ser lucrativa.


Sempre preocupada com o bem-estar e em proporcionar melhorias aos seus clientes, a marca inova também com tecnologia têxtil, tecidos novos, cortes mais finos e estruturados, para facilitar o caimento e movimento. Peças básicas, que não saem de moda e que o consumidor vai utilizar no dia-a-dia do trabalho ou do lazer, são encontradas o ano todo nas lojas da rede. Além do básico, a marca também conta com uma linha Premium que traz novidades a cada estação. Um dos pontos fortes da COLOMBO é sua identidade. Ao longo dos anos, tornou-se conhecida como a marca ideal para o homem inteligente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A principal foi a modernização da tipografia de letra, mas sempre mantendo a coroa como símbolo visual.


Os slogans 
O Brasil veste esta marca. 
O estilo que conquista. 
A moda inteligente. 
O espaço da moda.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Outubro de 1917 
● Fundador: Aziz Jabur Maluf 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Q1 Comercial de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Warley Pimentel 
● Faturamento: R$ 370 milhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 320 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 2.000 (incluindo franqueados) 
● Segmento: Moda (varejo) 
● Principais produtos: Ternos, camisas, calças, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aramis, Dudalina, Brooksfield, Vila Romana, Harry’s, Luigi Bertolli e Cia. do Terno 
● Ícones: A coroa 
● Slogan: O Brasil veste esta marca. 

A marca no Brasil 
Atualmente a COLOMBO, uma das maiores redes de moda masculina do país, conta com 320 lojas espalhadas por 26 estados brasileiros, que oferecem roupas e acessórios para homens, mulheres e crianças. A COLOMBO vende mais de 300.000 ternos por ano. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), portais de notícias (Portal Fator), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/3/2017

31.1.17

LE LIS BLANC


Apesar do pomposo nome francês, a Le Lis Blanc é genuinamente brasileira. Em quase três décadas, não somente se tornou referência nacional em termos de sofisticação, estilo e qualidade em moda feminina, como expandiu seu conceito para moda masculina e infantil, cosméticos e até objetos de decoração. 

A história 
Tudo começou em 1982 quando a Restoque Comércio de Roupas Ltda. foi fundada na cidade de São Paulo como um outlet de marcas famosas (com o nome de Estoque) por Rahyja Calixto Afrange (que comprava e revendia roupas) e Waltraut Guida (uma ex-balconista), mas ambas com vasta experiência nesse setor. Em 1988, Waltraut, responsável pela parte de estilo e desenvolvimento de produtos, e Rahyja, responsável pela área comercial, resolveram criar a marca Le Lis Blanc Deux (inicialmente batizada assim) com o objetivo de desenvolver um negócio de moda feminina direcionada ao público de alto padrão aquisitivo. As duas já começaram arriscando com uma loja no sofisticado Shopping Iguatemi, em São Paulo. Não demorou muito para o pequeno ponto (apenas 46 m²), localizado no último andar de um dos maiores e mais badalados shoppings da cidade, ficar cheio e chamar a atenção do público feminino.


Rapidamente a marca conquistou uma clientela formada por mulheres com alto poder aquisitivo, de diferentes faixas etárias, que procuravam produtos elegantes e femininos, inspirados nas últimas tendências internacionais. Cinco anos depois, em 1993, como fruto da boa aceitação dos produtos da Le Lis Blanc, a empresa inaugurou três novas lojas, localizadas em áreas nobres na cidade de São Paulo, expandindo a sua área total de vendas para 466 m². Sua expansão para os demais estados deu-se também rapidamente, a partir de 1997, iniciando por Curitiba no Paraná e no ano seguinte, inaugurando uma loja licenciada em Fortaleza.


Em 2001 a Le Lis Blanc passou também a vender seus produtos a selecionadas lojas varejistas multimarcas, localizadas em cidades que apresentavam população com alto poder aquisitivo. Essas lojas multimarcas não recebiam o direito de exploração da marca Le Lis Blanc, mas adquiriam seus produtos para revendê-los. Ainda este ano, atenta às movimentações globais do mundo da moda, onde grandes grifes têm um perfume exclusivo para ambientes, a marca investiu na criação de sua linha própria: a Le Lis Aromas. O portfólio da linha era composto inicialmente pelo aroma Alecrim (em 2009 seria lançado o Âmbar) que surgiu da necessidade de criar uma identidade única e diferenciada para suas lojas. Algo como uma lembrança olfativa da marca. Atualmente essa linha é vendida em home spray, kit difusor, velas aromatizantes, sabonete líquido e água para perfumar roupas. Pouco depois, em 2003, lançou sua própria revista com o objetivo de consolidar a marca, reforçar a fidelidade de seus clientes e transmitir ao seu público-alvo as tendências de moda e de estilo de vida associadas à marca Le Lis Blanc. No ano seguinte, a marca inaugurou sua loja âncora no Shopping Iguatemi, um espaço de 500 m² com atmosfera diferenciada e uma arquitetura atraente e acolhedora.


No ano de 2005, inaugurou a primeira loja exclusiva da Linha Casa (conhecida como Le Lis Blanc Casa), visando assim a diversificação da linha de produtos, ampliar o conceito premium e reforçar a associação da marca com um estilo de vida desejado e sofisticado, também dentro de casa. A nova marca oferecia móveis, tapetes, lustres, porcelanas, vasos, copos, almofadas, talheres, cristais, artigos de cama, mesa e decoração. Além disso, inaugurou lojas licenciadas em diversas cidades do país, ampliando assim sua atuação geográfica. Em 2007, o fundo de investimento Artesia adquiriu a marca Le Lis Blanc. Logo depois, em 2008, a empresa realizou a sua abertura de capital (IPO, em inglês) na Bolsa de Valores e utilizou os recursos principalmente para expandir sua base de lojas próprias, recomprar lojas licenciadas e iniciar o processo de expansão de marcas. Com isso, ainda esse ano, a Le Lis Blanc adquiriu a Bo.Bô (abreviação de Bourgeois Bohême), uma marca feminina criada em 2006 pelas estilistas Flávia Viacava e Carla Di Palma e focada em mulheres jovens, de alto poder aquisitivo e que têm estilo próprio, independente de tendências. A Le Lis Blanc possuía, no início deste ano, 11 lojas próprias, finalizando com 33 lojas. Não demorou muito para a empresa voltar a usar seu nome antigo (Restoque), com a Le Lis Blanc se tornando apenas uma marca.


Em 2009 a novidade foi o lançamento de uma linha feminina de roupas, sapatos e acessórios infantis (Le Lis Petit), direcionada para crianças de 2 a 10 anos. Já a linha masculina infantil é batizada de Noir, Petit. Outra grande novidade foi o lançamento da Água de Colônia 21 em comemoração aos 21 anos da marca. Em abril de 2012 a marca expandiu seu segmento de atuação com o lançamento da Noir, Le Lis, especializada em moda masculina. A nova marca surgiu do pedido de clientes da Le Lis Blanc, dos shoppings centers e do próprio mercado de moda masculina, que exigia renovação. Focando homens clássicos, mas de estilo mais contemporâneo, a nova marca oferecia roupas para trabalhar, para ficar em casa, viajar e sair no fim de semana. Para estampar sua primeira campanha publicitária, a marca escolheu o ator americano Matthew McConaughey. Além disso, esse ano foi lançado no mercado a linha de cosméticos e produtos de beleza Le Lis Beauté, que engloba itens de maquiagem e bem-estar. Outra novidade deste ano foi a aquisição da Rosa Chá, marca focada na moda praia. A Le Lis Blanc fechou este ano com mais de 80 lojas espalhadas pelo país.


No final de 2014, mais uma grande jogada de mercado: a empresa adquiriu a Dudalina, fundada em 1957 e focada na produção e comercialização de camisas. No decorrer de todos esses anos a Le Lis Blanc construiu uma imagem premium através do glamour de suas campanhas publicitárias com astros de Hollywood e belas modelos (como Kendall Jenner, Penélope Cruz, Lindsay Ellingson, Jerry Hall e Georgia May Jagger) ou flashes de colunas sociais que tomam conta dos coquetéis de inaugurações de suas lojas. Com atendimento diferenciado, acabamento impecável e posicionamento premium, a Le Lis Blanc possui equipes de estilistas divididas por produtos, atualizando suas coleções de acordo com as tendências da moda, sempre respeitando as preferências da mulher brasileira. A marca conta ainda com artigos de decoração para casa e acessórios. Cada uma de suas coleções chega a três mil itens diferentes. No segmento feminino, a marca é conhecida por ser capaz de atender todas as necessidades da mulher, do dia a dia à roupa de festa.


O nome e a evolução visual 
A grife brasileira tem nome francês, cujo significado é “O lírio branco”, demonstrando desde o princípio a inocência, delicadeza, sofisticação, feminilidade que envolve a marca. A pronúncia causa confusão porque, em francês, algumas letras finais são omitidas. Nesse caso, porém, o “s” de Lis é pronunciado normalmente. O correto, assim, é falar Le Lis Blã. Já em relação à identidade visual as mudanças foram poucas. As principais delas aconteceram mais recentemente com a retirada da palavra “deux” do nome e do lírio, um símbolo da marca (que ainda é utilizado ocasionalmente).


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1988 
● Criador: Waltraut Guida e Rahyja Afrange 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Restoque Comércio e Confecções de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Marcelo Moojen Epperlein 
● Faturamento: R$ 420 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 99 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Roupas, calçados, bolsas, acessórios e objetos de decoração 
● Concorrentes diretos: Zara, Les Filós, Animale, Farm, Brooksfield Donna, Arezzo, Letage e Mob 
● Website: www.lelis.com.br 

A marca no Brasil 
Hoje em dia somente a marca Le Lis Blanc conta com 95 lojas próprias em 18 estados brasileiros. A marca inda possui 3 lojas da Le Lis Blanc Casa e uma da Noir, Le Lis. A Le Lis Blanc, que fatura aproximadamente R$ 420 milhões por ano, pertence à Restoque, detentora de marcas como Bo.Bô, John John, Rosa Chá e Dudalina. Além disso, o Grupo tem 5 unidades fabris nos Estados de Santa Catarina e Paraná e dois centros de distribuição nos Estados de São Paulo e Santa Catarina. 

Você sabia? 
Em 1996, a Le Lis Blanc foi a primeira marca de moda do mercado brasileiro a inserir manequins com cabelo e rosto e vitrines com cenário. 
Todas as unidades possuem um layout semelhante, com os produtos selecionados por tema e cor, além de ocasiões de uso. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), portais (UOL), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/1/2017

12.5.13

OSCAR DE LA RENTA


Um nome latino ecoa com pompa no universo da moda de luxo: Oscar de la Renta. Com estilo único transformou seu nome e sua grife em sinônimos de tapete vermelho, uma alusão aos seus luxuosos e impecáveis vestidos que constantemente desfilam nos corpos de beldades nas mais badaladas premiações de gala ao redor do mundo. Referência no mundo da moda, a grife se tornou muito conhecida por suas cores e elegância únicas, conquistando clientes famosas e influentes como Hillary Clinton, Jacqueline Kennedy, Barbara Walters, Sarah Jessica Parker, Nancy Reagan e Laura Bush. 

A história 
Oscar Aristides de la Renta Fiallo (foto abaixo) nasceu no dia 22 de julho de 1932 na cidade de Santo Domingo, na ensolarada República Dominicana. Filho de mãe dominicana e pai porto-riquenho, ele cresceu em um país cheio de flores e estampas coloridas, e tiraria daí, anos mais tarde, sua inspiração para fazer moda. Deixou sua terra natal ainda jovem, aos 18 anos, para estudar pintura na Real Academia de Belas Artes de San Fernando, em Madri. Enquanto morou na Espanha, ele se interessou pelo mundo da moda e começou a desenhar para as principais grifes do país. Ao desenhar um vestido para a filha do embaixador americano no país, ele se tornaria internacionalmente conhecido: sua criação foi capa da revista Life em 1956. Seu talento rapidamente chamou a atenção de um mestre: Cristóbal Balenciaga, do qual foi aprendiz. Mais tarde, em 1961, Oscar mudou-se para Paris, juntou-se a Antonio Castillo e passou a trabalhar como assistente de costura na renomada Maison Lanvin.


Em 1963, o estilista disse a Diana Vreeland, então poderosa diretora da revista Vogue, que desejava ingressar no segmento “prêt-à-porter”, porque era realmente onde estava o dinheiro no universo da moda. A influente diretora então o aconselhou: “vá trabalhar para Elisabeth Arden, pois assim irá construir sua reputação mais rapidamente”. E ele seguiu o conselho da poderosa diretora. Foi para os Estados Unidos, onde começou a trabalhar como assistente no salão de alta costura e prêt-à-porter para Elisabeth Arden. Neste período, o estilista começou a vestir, ninguém menos, que a então primeira-dama americana Jacqueline Kennedy, conquistando assim projeção internacional. Mais tarde o estilista vestiria outras primeiras-damas americanas, como Betty Ford, Nancy Reagan, Hillary Clinton e Laura Bush.


Em 1965, foi trabalhar para Jane Derby, conhecida por sua linha simples e especial para o tipo feminino mignon. Quando Derby morreu no dia 9 de agosto do mesmo ano, Oscar decidiu dar um novo rumo a sua vida profissional. Em 1966 o estilista, com a ajuda de seu sócio Ben Shaw, comprou a empresa e resolveu iniciar sua carreira independente lançando em Nova York a primeira coleção prêt-à-porter feminina. Era o surgimento oficial da marca OSCAR DE LA RENTA. O sucesso de seu talento foi praticamente instantâneo. E o sucesso fez o estilista conquistar, em 1967 e 1968, o prestigiado Coty Award (o “Oscar” da indústria da moda americana). Nesta época, Oscar alcançou seu primeiro grande êxito ao lançar uma coleção de roupas inspirada nas tradições ciganas e russas. Na década de 1970, já com a América literalmente “aos seus pés”, Oscar resolveu expandir seu talento para outros segmentos da moda de luxo e, em 1977, lançou sua primeira fragrância feminina (batizada de OSCAR), que durante anos foi um verdadeiro sucesso de vendas.


Apesar da marca estar inserida totalmente no universo feminino, em 1980 ocorreu o lançamento do primeiro produto voltado para o público masculino: o perfume Por Lui. Em 1992, Oscar de la Renta se tornou o primeiro estilista latino-americano a ocupar o cargo de diretor criativo de uma marca de luxo francesa, a Balmain, onde permaneceu até 2002. Com a chegada do novo milênio a marca OSCAR DE LA RENTA ingressou em novos segmentos da moda de luxo ao lançar uma linha de acessórios (2001), que incluía bolsas, carteiras, cintos, lenços e sapatos; uma linha de móveis (2002); além de uma sofisticada coleção de óculos e uma linha de roupas mais acessíveis (2004).


Foi somente no ano de 2004 que a marca inaugurou sua primeira loja exclusiva na Madison Avenue, em Manhattan, Nova York. Nos anos seguintes, outras lojas OSCAR DE LA RENTA foram inauguradas em badaladas cidades americanas como Bal Harbour, Costa Mesa, Dallas, Las Vegas e Los Angeles. Em 2006, a marca criou a OSCAR DE LA RENTA BRIDAL, especializada em luxuosos vestidos de noiva. A marca iniciou sua expansão no exterior com a inauguração de lojas em Madri e Atenas, em 2008, além de lançar uma sofisticada linha de joias em colaboração com Loulou de la Falaise, musa da então Yves Saint Laurent. Foi também a partir desse ano que a marca iniciou uma enorme e importante estratégia de reorganização interna, quando decidiu entrar em uma disputa jurídica complexa contra a L’Oréal para reassumir o controle de suas operações de cosméticos e fragrâncias, que haviam mudado de mãos seis vezes nos últimos dez anos e perdido sua identidade e qualidade. E como resultado, ocorreu o lançamento em 2011 do perfume feminino Live in Love.


No ano seguinte a marca ingressou no universo infantil com o lançamento de uma completa linha de roupas e acessórios para crianças (meninas e meninos até 14 anos). Além disso, lançou a coleção Home, composta por porta-retratos, vasos, louças, enfeites, almofadas, lençóis, toalhas, etc. Em 2013, a marca inaugurou sua maior loja própria no mundo, localizada na cidade de Londres. O espaço, situado no badalado bairro de Mayfair, tem três andares, aproximadamente 1.000m² e abriga coleções femininas, moda noiva, decoração, acessórios, beleza e moda infantil.


Outra novidade recente da grife: quase dois anos após se envolver em polêmica por comentários antissemita e ser demitido da Christian Dior, John Galliano retornou à moda fazendo uma espécie de estágio (três semanas) na OSCAR DE LA RENTA, o que alimentou boatos de que o polêmico estilista pudesse ser o sucessor de Oscar. Mas, uma semana antes de sua morte, Oscar nomeou Peter Copping, que havia trabalhado na Nina Ricci, como novo diretor criativo de sua grife. E no dia 20 de outubro de 2014, Oscar de la Renta faleceu aos 82 anos em sua casa na cidade de Kent, estado de Connecticut. Apesar de lutar contra o câncer desde 2006, Oscar foi resiliente. Neste período de quase dez anos, sua marca cresceu aproximadamente 50% e seu nome ficou ligado a celebridades como Amy Adams, Hillary Clinton, Oprah Winfrey, Sarah Jessica Parker e Penélope Cruz. Era o fim de uma trajetória de enorme sucesso que se manterá viva através das suas magníficas criações e do seu legado no mundo da moda. Hoje em dia, a OSCAR DE LA RENTA continua desenvolvendo roupas que até podem ser consideradas extravagantes, mas que jamais deixam de lado o bom gosto e a sofisticação. Sempre adepto de coleções temáticas, o estilista cria modelos de nítida inspiração oriental e também cigana.


A evolução visual 
A identidade visual da marca, composta pela assinatura de Oscar de la Renta, passou por alterações ao longo dos anos. Ganhou uma nova tipografia de letra, mais afinada e sofisticada.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1966 
● Fundador: Oscar de la Renta 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Oscar de la Renta LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Alex Bolen 
● Diretor criativo: Peter Copping 
● Faturamento: US$ 200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 10 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 200 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, acessórios e perfumes 
● Concorrentes diretos: Carolina Herrera, Valentino, Saint Laurent, Givenchy, Gucci e Chanel 
● Ícones: As flores e estampas coloridas 
● Website: www.oscardelarenta.com 

A marca no mundo 
Considerada uma das principais grifes no segmento de luxo da moda mundial, a OSCAR DE LA RENTA oferece uma completa e sofisticada linha de itens direcionada às mulheres, homens e crianças. Com presença em mais de 70 países ao redor do mundo, a marca comercializa seus produtos, que vão desde alta-costura, noiva e roupas esportivas até bolsas, sapatos, óculos, joias, perfumes, lingeries, lenços, pijamas e uma linha beachwear, através de 10 lojas exclusivas próprias, comércio online e nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo. 

Você sabia? 
O DNA da OSCAR DE LA RENTA é colorido, feminino e sempre sofisticado, admirada por seus vestidos de noite, tanto na linha de alta costura como no prêt-à-porter. 
A grife tornou-se um verdadeiro negócio de família: o CEO é Alex Bolen, a diretora de criação para a divisão de licenciamento Eliza Bolen e o responsável pelo atelier de design Moisés de la Renta, respectivamente, o cunhado, a enteada e o filho adotivo de Oscar de la Renta. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 20/1/2016

19.2.13

DVF (Diane von Furstenberg)


Considerada o maior sucesso financeiro no mundo da moda depois de Chanel, a estilista Diane von Furstenberg com seu gosto elegante e talento conquistou, através de sua marca DVF, clientes famosos e poderosos, como por exemplo, Michelle Obama, Gwyneth Paltrow, Madonna, Jessica Alba, Susan Sarandon, Jennifer Lopez e Kate Middleton. Com isso, transformou a DVF em um verdadeiro ícone no segmento de luxo, cujos produtos, as campanhas e as lojas dizem a mesma coisa: “seja a mulher que você quer ser”.

A história
Diane Simone Michelle Halfin nasceu no dia 31 de dezembro de 1946 na cidade de Bruxelas em uma família judaica de classe média alta, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Estudou economia na renomada Universidade de Genebra. Aos dezoito anos conheceu o príncipe Egon von Furstenberg, descendente por parte de pai de uma família alemã de sangue azul, e por parte de mãe, dos fundadores da montadora Fiat, e se casou em 1969 na cidade de Paris, onde ela disse o “sim” vestida com uma criação de Christian Dior. O casamento, embora não fosse feliz e muito bem aceito pela família do noivo por causa da religião dela, foi considerado dinástico e, por isso, Diane recebeu o título de princesa von Furstenberg. Mudou-se em 1969 com o marido para Nova York. Apesar de ser extremamente rica e não precisar trabalhar, ficou famosa meteoricamente quando desenhou uma coleção de vestidos de jérsei para passar o tempo, em 1972. Seu talento recebeu elogios de ninguém menos que Diana Vreeland, a lendária editora da revista Vogue.


Em 1973, a estilista surpreendeu o mundo da moda com a criação do vestido-envelope (conhecido em inglês como “wrap dress”), confeccionado em jérsei de algodão, cruzado na altura dos seios e fechado por um laço na cintura. Vendido por US$ 75, o modelo rapidamente caiu no gosto das americanas. Era visto por todos os lados: em mães de famílias de classe média, badaladas estrelas de Hollywood, primeiras-damas e militantes feministas. Mas porque tanto sucesso? Era uma peça democrática e feminina, que valorizava todos os tipos de silhuetas. O vestido era sensual e prático ao mesmo tempo. Bastava envolver o corpo em um laço, colocar sandálias de salto e estar elegante. “Os homens adoravam porque era fácil de tirar”, sempre relembra Diane. “Como ele não tinha botões nem zíper, podíamos nos despir sem fazer o menor barulho”, completa a estilista.


O sucesso era tanto que, em 1976, a estilista vendia 25 mil vestidos por semana. Ancorado na máxima “Feel like a woman, dress like a woman” (em tradução “Sinta-se como uma mulher, vista-se como uma mulher”), o vestido se tornou um must-have atemporal. Desde então, feminilidade e o estilo sexy chique estão no DNA da grife da estilista. Além disso, ela conquistou Nova York e virou rainha do Studio 54, o nightclub mais badalado da época. Diane também se cercou de amigos influentes, entre eles Yves Saint Laurent, Bianca Jagger e Andy Warhol. Não demorou muito para o vestido se transformar em um império de milhões de dólares, o que levou a estilista à lendária capa na revista Newsweek como a mulher mais poderosa no mundo da moda depois de mademoiselle Coco Chanel. Depois dos vestidos, a talentosa estilista lançou óculos, lenços, cosméticos (a maquiagem com a paleta de cores mais ousada que a indústria da beleza já tinha visto até então), perfumes (o primeiro deles em 1974, batizado de Tatiana, nome de sua filha), bolsas e malas. Em 1979, segundo o jornal The New York Times, a marca já faturava mais de US$ 150 milhões.


Mas o trajeto da estilista na moda teve um hiato. Depois do sucesso estrondoso na década de 1970, ela licenciou a linha de vestidos e vendeu a empresa de cosméticos em 1983. Mudou-se para Paris em 1985, onde trabalhou como editora. Mas retornou para os Estados Unidos e fez sucesso com vendas pela televisão da linha de roupas Silk Assets (vestidos, calças, blusas e blazers), em 1992. Em apenas duas horas vendeu US$ 1.3 milhões. Pouco depois, em 1997, quando percebeu que garotas descoladas passaram a comprar vestidos-envelope em brechós de Nova York, ela voltou a vestir as mulheres com o clássico modelo: Gwyneth Paltrow foi uma das primeiras a usar de novo o icônico vestido, agora reinterpretado. Era o ressurgimento da marca, agora batizada de DVF. Em pouco tempo seus luxuosos produtos já eram vendidos globalmente. Nos anos seguintes iniciou a inauguração de lojas próprias em endereços sofisticados e badalados.


Em 2004, a estilista criou uma linha de joias em parceria com a brasileira H. Stern, originando assim os chamados power rings, anéis feitos de pedras grandes. Seus brincos, anéis, pulseiras e relógios rapidamente figuravam entre os objetos mais vendidos pela joalheria brasileira. Pouco depois introduziu uma linha de echarpes e moda praia, iniciando assim uma diversificação da linha de produtos da marca. Em 2009 ganhou destaque mundial ao assinar o vestido usado pela primeira-dama americana, Michelle Obama, na foto do cartão de Natal da família.


Em 2010, a marca inaugurou sua primeira loja na América Latina, localizada em São Paulo, no shopping Iguatemi. A loja transmitia a ideia de uma caixinha de joias, com bancos em forma de diamante e constelações de espelhos em espiral na direção do teto criando assim um contraste para os produtos da marca. Mais recentemente, em 2011, além de lançar o perfume Diane, a DVF ingressou no segmento de decoração com uma linha de produtos para casa, que incluía tapetes, roupas de cama, toalhas de mesa e almofadas. Pouco depois, firmou parceria com a GAP, para quem Diane desenhou uma coleção infantil. Atualmente a DVF se tornou especialista em fazer dos cortes e modelagens ponto de partida para a criação de visuais sedutores, que mesclam uma visita a elementos clássicos, mas submetidos a uma visão moderna.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1972
● Fundador: Diane von Furstenberg
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Diane von Furstenberg Studio, L.P.
● Capital aberto: Não
● Presidente: Paula Sutter
● Diretora criativa: Diane von Furstenberg
● Faturamento: US$ 275 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 75
● Presença global: 72 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 500
● Segmento: Moda de luxo
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios
● Concorrentes diretos: Marc Jacobs, Chanel, Prada, Gucci, Christian Dior e Carolina Herrera
● Ícones: O vestido-envelope
● Website: www.dvf.com

A marca no mundo
Atualmente, a badalada marca DVF desfila na Semana de Moda de Nova York, comercializa seus produtos, que incluem vestidos, sapatos, bolsas, óculos, acessórios, moda praia e casa, em mais de 70 países e tem 75 lojas próprias espalhadas pelo mundo. A marca também está presente nas mais badaladas lojas de departamento do mundo.

Você sabia?
Diane e seu primeiro marido divorciaram-se em 1972. Desde então, ela não tem mais o título de princesa von Furstenberg, mas pode utilizar o nome, como o faz em sua profissão.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 19/2/2013

22.11.12

KATE SPADE NEW YORK


Das costuras aos zíperes, das frases criativas bordadas nas etiquetas às estampas coloridas das peças expostas nas prateleiras, cada detalhe nos produtos da americana KATE SPADE NEW YORK é pensado e feito especialmente para contar uma história cheia de vida e alegria. Seja em Nova York, Londres ou Tóquio, as aconchegantes e convidativas lojas da marca oferecem uma abordagem prática, colorida e atemporal para uma mulher vibrante e moderna, sempre refletindo o estilo nova-iorquino tão apreciado por celebridades internacionais como Taylor Swift, Malia Obama, Kate Middleton e Elizabeth Moss. 

A história 
Tudo surgiu de uma necessidade, e também insatisfação, da jornalista e editora de acessórios da extinta revista Mademmoiselle, Katherine (Kate) Noel Brosnahan (foto abaixo), que durante seis anos escrevendo sobre desfiles, roupas e acessórios, se deu conta de que não havia nada que a entediasse mais do que uma bolsa clássica. Ela desejava bolsas de mão com um design bacana e cores interessantes, e que ela não conseguia encontrar em loja nenhuma, nem mesmo na agitada Nova York. Ela sonhava com bolsas lúdicas repletas de cores, estampas e formas. Kate chegou à conclusão de que para ter as bolsas do jeito que queria, teria que fazê-las. Foi então que junto com seu futuro marido, Andy Spade, um publicitário que conheceu na universidade (irmão do ator e comediante David Spade), ela fundou a KATE SPADE NEW YORK HANDBAGS, em janeiro de 1993. Na noite anterior ao apresentar sua primeira coleção ela decidiu estampar seu nome no lado de fora da bolsa: um gesto que as tornaria tão reconhecíveis quanto populares. Os laços, os desenhos ou as formas mais inesperadas se converteram em símbolo de identidade de seu estilo com alergia ao tédio.


Inicialmente a nova marca produzia bolsas com design prático, ares retro e cores vibrantes, resultado de intensas pesquisas realizadas nos famosos mercados de pulgas, um tipo de brechó muito comum em Nova York. Suas bolsas de náilon cheias de personalidade, que combinavam cores fortes e estampas bem elaboradas, e com identidade marcante, começaram a cair no gosto das mulheres descoladas e modernas. Em tempo recorde suas bolsas acabaram penduradas nos braços de Anna Wintour, Julia Roberts e Gwyneth Paltrow. E o melhor: editores de moda rapidamente se apaixonaram pelos designs e sensibilidade moderna de Kate, que combinava praticidade, formas simples e cores vivas. O resultado? Já em 1995 a KATE SPADE faturava US$ 1.5 milhões. O sucesso foi tanto que o casal decidiu inaugurar sua primeira loja própria em 1996, instalada no descolado bairro do SoHo em Nova York. E não demorou muito para a linha ser ampliada com o lançamento de acessórios, como carteiras, cintos e agendas.


Em 1998, Kate ganhou o prêmio de melhor designer de acessórios concedido pelo CFDA (Conselho dos Estilistas Norte-Americanos). Ainda este ano a empresa resolveu criar a JACK SPADE, uma linha de bolsas (tipo carteiro) para o público masculino. Com o crescimento da empresa, seus principais valores de design foram reforçados por meio do logotipo icônico (que possuía o símbolo do naipe de espada) e elementos gráficos modernos, estabelecendo uma representação conceitual para a marca reconhecida em todo o mundo. Em 1999, apesar de vender 56% da marca para o grupo Neiman Marcus por US$ 34 milhões, Kate continuou no comando criativo da KATE SPADE. Nos anos seguintes a marca ganhou ainda mais força e iniciou uma forte expansão com a inauguração de inúmeras lojas em várias grandes cidades americanas, como por exemplo, Boston, Los Angeles, San Francisco e Chicago. O sucesso da KATE SPADE também extrapolou as fronteiras americanas e a marca passou a ser comercializada em muitos países ao redor do mundo.


Em 2002 a marca lançou no mercado seu primeiro perfume. Pouco depois, em 2004, após inaugurar sua primeira loja internacional no Japão, a marca resolveu lançar a KATE SPADE at HOME, uma sofisticada linha de produtos para casa, que incluía lençóis, toalhas de mesa, almofadas e até papel de parede. Em 2006, os outros 44% da empresa foram vendidos ao grupo Liz Claiborne (conhecido atualmente como Kate Spade & Company). Com isso, Kate Spade se desligou definitivamente da marca, que ganhou uma nova diretora criativa, Deborah Lloyd, cujo currículo tinha passagens pelas tradicionais marcas Burberry e Banana Republic. Começava então uma nova fase para a marca com o lançamento de uma linha de bijuterias, roupas, inclusive os seus vestidos com pedras aplicadas, que fazem enorme sucesso pelo mundo afora. Além disso, a marca lançou, em 2010, o perfume Twirl, acompanhado por uma linha de cosméticos que incluía creme para o corpo, sabonete gel e desodorante.


Sua expansão na América Latina começou em 2011 pela cidade de São Paulo, onde a marca inaugurou sua primeira loja na badalada Rua Bela Cintra, nos Jardins. Com uma decoração moderna, a marca trouxe para as fashionistas brasileiras muita sofisticação e elegância, mas sem perder uma atitude divertida e bem humorada. O sucesso e a receptividade das brasileiras com a marca foi tamanho que, em 2012, a KATE SPADE NEW YORK inaugurou mais duas lojas, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, e outra no shopping Leblon, no Rio de Janeiro. Além disso, a marca também lançou seu comércio eletrônico para o mercado brasileiro (onde encerraria suas operações em meados de 2015 devido à crise econômica do país). Outra grande novidade, além do lançamento de sua primeira coleção praia (maios, biquínis e saídas de praia), foi o anúncio da criação da marca KATE SPADE SATURDAY, uma linha mais jovem e acessível criada especialmente paras as consumidoras conectadas no mundo online. Essa nova linha estreou com uma proposta leve e divertida: peças que tenham um clima de sábado, com cores fortes, para serem usadas no dia a dia.


No ano de 2016, mais uma vez demonstrando toda a ousadia que existe em seu DNA, a marca, escalou a maximalista e irresistível porquinha Miss Piggy para anunciar sua estreia na onda de customizações e também uma coleção-cápsula da personagem em parceria com a Disney, composta por acessórios e peças de roupas criadas nos característicos tons de rosa da personagem e complementados com toques de brilho. Em 2017, a marca foi adquirida pela luxuosa Coach por US$ 2.4 bilhões.


Infelizmente, no dia 5 de junho de 2018, Kate Spade, aos 55 anos, cometeu suicídio em seu apartamento na luxuosa região da Park Avenue em Nova York, resultado de uma depressão profunda. A designer, que nasceu em Kansas City, estado do Missouri, foi encontrada pela manhã por sua empregada doméstica em seu quarto com claros sinais de enforcamento. Apesar de não ter mais ligação com sua famosa marca, sua morte deixa um grande vazio na indústria da moda. Afinal, a designer mudou a forma de consumir acessórios. E mais: conseguiu criar uma marca premium, de preço médio, sem aspirações de proclamar-se como luxo.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: Janeiro de 1993 
● Fundador: Kate Brosnahan e Andy Spade 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Kate Spade & Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Tapestry Inc.) 
● CEO: Anna Bakst 
● Faturamento: US$ 1.2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 315 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 4.800 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Bolsas, carteiras, sapatos, roupas, perfumes e acessórios 
● Concorrentes diretos: Michael Kors, Donna Karan, Tory Burch, Marc Jacobs e Ann Taylor 
● Ícones: As bolsas coloridas e estampadas 
● Slogan: Live colorfully. 
● Website: www.katespade.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca, que oferece uma linha completa de produtos incluindo bolsas, sapatos, acessórios, bijuterias, óculos, perfumes e roupas, além da linha home e papelaria, possui mais de 315 lojas próprias ao redor do mundo, sendo 140 delas nos Estados Unidos. Presente em mais de 60 países, a KATE SPADE ainda comercializa seus produtos em mais de 500 pontos de vendas selecionados, especialmente grandes e badaladas lojas de departamento, e através do comércio eletrônico. O faturamento anual estimado da marca é de US$ 1.2 bilhões. 

Você sabia? 
A filosofia da marca é “Inspiring Women to Live More Interesting Lives” (algo como “Inspirando mulheres a viver uma vida mais interessante”). 
O enorme sucesso da marca no mundo é creditado ao cuidado com os detalhes. Por exemplo, os forros dos vestidos são em seda pura, e o acabamento das barras internas de todos eles é feito à mão. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, Vogue, Marie Claire, BusinessWeek e Exame), jornais (El País e O Globo), sites de moda (Pure Trend), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 7/6/2018

9.10.12

STELLA McCARTNEY


Stella e sua marca carregam um sobrenome famoso. A estilista é bela e a marca bem sucedida. Suas peças utilizam matérias-primas ecológicas e tecidos orgânicos, cujo estilo sensual e elegante, é repleto de estampas delicadas como flores e borboletas. E sua marca sinônimo de naturalidade, moda consciente, elegância e simplicidade. Foi assim, que a estilista Stella McCartney e sua grife se tornaram queridinhas de muitas celebridades, como por exemplo, a atriz Anne Hathaway. 

A história 
Stella Nina McCartney (foto abaixo) nasceu no dia 13 de setembro de 1971 na cidade de Londres, segunda filha do ex-baixista dos Beatles Sir Paul McCartney e da fotógrafa americana Linda McCartney. Passou boa parte de sua infância acompanhando o pai famoso em turnês pelo mundo, ao lado da mãe e dos três irmãos. Stella demonstrou interesse pela moda ainda adolescente e costurou sua primeira peça – uma jaqueta – aos 13 anos. Três anos depois, em 1986, foi assistente do francês Christian Lacroix e, em seguida, estagiou com o alfaiate do pai, o talentoso Edward Sexton, na Saville Row, uma famosa rua no bairro londrino de Mayfair, célebre pelos sofisticados ateliês de alfaiataria. Em 1995, Stella formou-se em design de moda na conceituada universidade Central Saint Martins em Londres. Desde seu trabalho de conclusão de curso, a jovem demonstrava um estilo consistente ao qual sua assinatura é atribuída até hoje: natural, feminino, sexy e, ao mesmo tempo, elegante, dotado de leveza, confiança e alfaiataria precisa.


Porém, não foi somente seu talento que chamou a atenção em seu desfile de formatura. A trilha sonora especialmente gravada pelo pai, intitulada Stella May Day, e a presença de amigas para lá de conhecidas na passarela - como Naomi Campbell e Kate Moss - colaboraram para que o desfile estampasse a primeira página de vários jornais na manhã seguinte. A coleção foi comprada imediatamente pela Tokio, uma butique londrina, e logo as criações de Stella já povoavam as araras de lojas de departamento sofisticadas como Browns, Joseph, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus. Após um início de carreira em que foi privilegiada e também criticada por conta do sobrenome famoso, a estilista Stella McCartney saiu da sombra do pai e aos poucos se firmou como um dos nomes mais respeitados da moda britânica. Em 1997, foi nomeada diretora criativa da grife Chloé, em Paris, cargo até então ocupado pelo alemão Karl Lagerfeld, que criticou duramente a decisão da casa, alegando que a marca deveria ter escolhido um grande nome da moda e não da música para substituí-lo.


Apesar do ceticismo, suas coleções para a marca francesa foram bem-sucedidas comercialmente e agradaram em cheio à imprensa especializada - após o desfile de estreia, em outubro, a influente revista Vogue decretou que o talento da estilista estava mais do que comprovado, com ou sem sobrenome famoso. Pouco depois, em 1998, foi responsável por criar o vestido de casamento de sua irmã mais velha, Mary. Finalmente, em 2001, Stella McCartney aceitou a proposta do grupo Gucci (que integrava o conglomerado francês de moda de luxo PPR, atual Kering) para lançar sua marca própria, com gestão de 50% das operações para cada um. Foi a primeira estilista do sexo feminino a integrar o grupo. Em outubro do mesmo ano, apresentou a sua primeira coleção na prestigiosa semana de moda de Paris.


No ano de 2005, em mais um lance de ousadia, a estilista firmou uma parceria com a alemã Adidas, para a qual assinou linhas de roupas e acessórios para modalidades como ioga, corrida, tênis, natação, golfe, ciclismo, entre outros esportes. A parceria tem sido uma das mais longas e rentáveis da carreira de Stella e levou a estilista a desenvolver os uniformes das equipes britânicas patrocinadas pela marca das três listras nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 (a primeira vez na história dos jogos olímpicos que um estilista de moda projetou o vestuário para a equipe de um país em todas as competições). Além disso, a designer foi novamente apontada como diretora criativa da equipe britânica para os Jogos Olímpicos de verão de 2016 no Rio de Janeiro.


Nos anos seguintes a estilista desenvolveu outras parcerias bem-sucedidas, como por exemplo, em 2005, para a popular rede sueca H&M, que esgotou nas prateleiras em tempo recorde; ou em 2009, antes de apostar em uma coleção infantil própria, ao assinar uma linha exclusiva para a marca americana GAP. Após inaugurar as primeiras lojas em Nova York e Los Angeles, a expansão da marca atingiu o Oriente, com loja em Hong Kong e, em 2009, com uma sofisticada unidade em Paris. No inverno de 2010, a estilista apresentou ao público a bolsa Falabella, cuja característica marcante era uma corrente dupla e que se tornou um dos itens mais vendidos da marca, que ao longo dos anos ganhou inúmeros modelos em diferentes tecidos, estampas e cores. A bolsa virou febre entre os fashionistas e celebridades. Nomes como Chiara Ferragni, Kesha e Jennifer Garner já foram fotografadas com a bolsa, feita de couro vegetariano e náilon originário de garrafas recicladas. Atualmente a bolsa pode ser encontrada nos tamanhos micro (18 x 18 x 7 cm), mini (26 x 26 x 10 cm), médio (36 x 36 x 7 cm) e grande (43 x 43 x 11 cm).


Em 2011, a febre das colaborações fashion de Stella McCartney chegou ao Brasil e também foi um sucesso de vendas: cerca de 40 lojas brasileiras da rede C&A receberam uma coleção de roupas (com 27 itens desenhados a partir de modelos clássicos e adaptados para vestir as curvas da mulher brasileira) criada pela estilista, que esteve em São Paulo para o lançamento. Mais recentemente, em 2016, a marca lançou sua primeira coleção de moda masculina. No início de 2018, a estilista Stella McCartney assumiu o controle total de sua marca ao comprar os 50% da participação acionária do grupo francês de luxo Kering, que também é proprietário da Gucci, após uma parceria de sucesso que durou 17 anos. Porém, em julho de 2019, comprovando a força de sua marca, a estilista britânica vendeu uma participação minoritária da empresa para o poderoso conglomerado de luxo LVMH, dono de inúmeras marcas que incluem Givenchy, Louis Vuitton e Christian Dior. Um fator decisivo para esta associação foi que Stella McCartney foi a primeira a colocar as questões de sustentabilidade e ética no palco principal da moda. Afinal, Stella foi a primeira designer que mostrou que é possível uma marca existir no ambiente de luxo vendendo acessórios e roupas que passam longe de qualquer animal, do bicho da seda ao gado.


Quase duas décadas depois de lançar sua marca própria, as criações de Stella podem ser vistas em tapetes vermelhos e capas de revistas vestindo famosos que, em geral, também são amigos da estilista. Uma de suas mais ilustres amigas, Madonna, casou-se com Guy Ritchie com uma criação de McCartney. Seus vestidos são vistos em cerimônias do Oscar, Globo de Ouro e Grammy, atestando o talento da estilista que carrega um sobrenome pra lá de famoso. Atualmente, Stella McCartney é o principal nome da alta moda sustentável. Sua marca tem como característica um impacto ambiental positivo, através da utilização de tecidos orgânicos e reciclados (como algodão, seda, lã e poliéster), que não comprometem o estilo de suas criações. Seguindo os passos da mãe, que ficou bastante conhecida pelo ativismo em favor dos animais, Stella é vegetariana convicta e se recusa a utilizar couro, penas, pelos ou peles em suas criações, um posicionamento difícil em uma indústria que lucra tanto com a venda de acessórios de couro. Afinal, para ela, nenhum animal deve ceder suas vidas pela moda. Essa decisão torna a marca a primeira e uma das únicas que pensam de forma responsável pela ética e meio ambiente. Hoje, pelo menos 50% das criações de Stella McCartney, mãe de quatro filhos e casada com Alasdhair Willis, são feitas com materiais sustentáveis, além dos seus constantes estudos e investimentos em alternativas aos tecidos tradicionais.


A linha do tempo 
2003 
Lançamento da primeira coleção de óculos. 
Lançamento do STELLA, primeiro perfume feminino da grife, uma homenagem à rosa inglesa, e uma expressão de feminilidade. 
2007 
Lançamento da CARE, uma linha de produtos para o cuidado da pele. Feita 100% com ingredientes orgânicos, a linha era composta por sete produtos. Um fato que mostra com clareza as convicções da estilista, é que ela se negou a vender essa linha na China porque lá a lei determina que tudo seja testado em animais. 
2008 
Lançamento de uma sofisticada e sensual linha de lingeries. 
2010 
Lançamento da Stella McCartney Kids, uma linha infantil de roupas e acessórios para recém-nascidos e crianças até 12 anos. Essa linha chegou até a ganhar uma coleção em edição limitada (macacões, pijamas, camisetas e bolsas produzida com algodão orgânico) com estampas da personagem LITTLE MISS STELLA, uma lúdica bolinha azul com braços e pernas criada pelo ilustrador inglês Roger Hargreaves, autor da famosa série de livros e desenhos “Mr. Men and Little Miss”. A personagem já havia aparecido no convite para o desfile primavera/verão 2007 da marca. Atualmente a linha oferece roupas e acessórios para meninos, meninas e bebês com idades entre recém-nascidos e 14 anos. 
Lançamento, em colaboração com a Disney, de uma coleção de joias e acessórios inspirados no filme Alice no País das Maravilhas. 
2012 
Lançamento de uma coleção de sutiãs e calcinhas confortáveis, com variedade de modelos e cores para mulheres que não abrem mão de se sentir bem com uma roupa íntima. Batizada de STELLA, a linha era feita de materiais sustentáveis, como algodão orgânico e metal reciclado. 
Lançamento da fragrância batizada de L.I.L.Y. e descrita como uma jornada através dos sentidos. Stella revelou que a sigla do nome do perfume, além de ser o apelido de sua mãe Linda - falecida em 1998 - contém uma mensagem escondida. O nome deriva do apelido que seu pai deu para sua mãe “Linda, I Love You”, e do nome de uma de suas flores prediletas, o lírio (em inglês, “lily”). 
2016 
Lançamento da fragrância POP, ousada e irreverente, direcionado para uma nova geração de mulheres. 
Lançamento da primeira coleção de maiôs e biquínis da marca britânica. 
2018 
Lançamento da primeira coleção de moda praia masculina, composta por bermudas, sungas, pólos, camisetas, camisas de linho, toalhas, bolsas de praia e ponchos, feitos em algodão orgânico e náilon reciclado, em linha com a filosofia eco-sustentável da marca. 
Lançamento da coleção Made With Love, composta por 17 modelos que incluí clássicos da estilista reeditados para o universo das noivas (sua primeira nesse segmento), como por exemplo, o macacão de renda com faixa na cintura (em versão branca ou vermelha) e um smoking marfim.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única modificação ao longo dos anos, adquirindo um visual mais fashion e sofisticado com os tradicionais pontinhos.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Lançamento: 2001 
● Criador: Stella McCartney e o Grupo Gucci 
● Sede mundial: Haywards Heath, West Sussex, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Stella McCartney Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Stella McCartney 
● Diretor criativo: Stella McCartney 
● Faturamento: €280 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 53 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, perfumes e acessórios 
● Concorrentes diretos: Alexander McQueen, Viviane Westwood, Chloé, Marc Jacobs, Céline, Moschino e DVF 
● Ícones: As peças de alfaiataria para mulheres 
● Website: www.stellamccartney.com 

A marca no mundo 
A marca de Stella McCartney mantém atualmente mais de 50 lojas próprias em bairros descolados de Londres, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Miami, Paris, Milão, Roma, Barcelona, Moscou, Tóquio, Seul, Xangai, Doha, Hong Kong, Dubai, e está presente em mais de 860 lojas de departamentos e multimarcas ao redor do mundo, além de seu comércio online, em mais de 100 países, incluindo o Brasil. Suas coleções incluem moda feminina, masculina e infantil, acessórios, lingeries, perfumes, cosméticos orgânicos e óculos. A marca tem faturamento anual estimado em €280 milhões. 

Você sabia? 
Uma característica marcante da grife Stella McCartney é a alfaiataria masculina trazida impecavelmente para o universo feminino. 
A estilista Stella McCartney foi responsável por vestir Meghan Markle para a recepção de seu casamento real em 2018. McCartney tem experiência vestindo noivas: além de Meghan, foi ela quem criou, entre outros, o vestido de noiva que Madonna usou em seu casamento com Guy Richie, em 2000. 
Stella McCartney foi condecorada com a Ordem do Império Britânico (OBE) pela Rainha Elizabeth II em 2012. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Forbes, Vogue, Elle e View), sites de moda (Pure Trends), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 10/9/2019