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12.12.16

TORY BURCH


Mais influente do que Miuccia Prada e Diane von Furstenberg, a estilista Tory Burch e sua marca de mesmo nome se tornaram “queridinhas” no mundo da moda, com produtos que vão muito além da linha de prêt-à-porter: são bolsas, relógios, sapatos, perfumes, batom, cremes para o corpo, sombras e até produtos para casa. TORY BURCH tem tudo a ver com cor, impressão, detalhes ecléticos e estilo americano com um toque de boemia. Vendendo um estilo de vida, a marca TORY BURCH conquistou inúmeras celebridades pelo mundo afora, como por exemplo, Michelle Obama, Katie Holmes, Sarah Jessica Parker, Jessica Alba e Oprah Winfrey. 

A história 
Nascida em uma fazenda na Pensilvânia no dia 17 de junho de 1966, Tory (foto abaixo) cresceu em uma casa de estilo georgiano de 250 anos em Valley Forge, subindo em árvores, tendo aulas de equitação e jogando tênis com os irmãos. A mudança para Nova York foi após se formar em história da arte em 1988. Quando Tory abriu uma pequena butique no bairro de Nolita (abreviação de “North of Little Italy”) em Manhattan no mês de fevereiro de 2004, após trabalhar como relações-públicas para designers famosos como Ralph Lauren, Vera Wang e Narciso Rodriguez, começava a traçar seu caminho para o sucesso no mundo da moda com a marca TRB by Tory Burch (batizada assim inicialmente), em sociedade com Chris Burch (então seu marido). Em cada experiência profissional, aprendeu sobre marketing com Ralph, a expandir o negócio para novas categorias com Vera e a cortar e modelar com Narciso, mostrando que seu sucesso não seria mero acaso. Ela juntou à energia e o espírito de Nova York para criar uma visão de design exclusivamente dela, inicialmente com túnicas inspiradas em um mercado de pulgas de Paris e até no ambiente da loja, com interior vibrante, candelabros com folhas douradas, cortinas de veludo e peças Lucite, que se tornaram a assinatura da marca, além de um estilo residencial. No primeiro dia, a loja vendeu quase todo o estoque. Ao mesmo tempo em que a loja abria suas portas, a marca também lançou seu comércio eletrônico.


Inicialmente os produtos, com estampas grandes e ousadas, eram desenhados na cozinha de sua casa. A túnica foi uma das primeiras criações de Tory e, desde então, tem feito parte de cada coleção da marca, tornando-se objeto de desejo de mulheres de bom gosto. A própria mãe, ex-namorada de Steve McQueen, e a avó usaram essas túnicas durante a infância da estilista, além de seu pai, que costumava combinar túnicas longas com alpargatas. Em 2005, seu site recebeu oito milhões de acessos no dia seguinte ao aparecimento no programa da apresentadora Oprah Winfrey. Neste mesmo ano, novas lojas foram abertas. Em 2006, um lançamento iria colocar a marca TORY BURCH em evidência no mundo da moda: a sapatilha Reva (nomeada assim em homenagem à sua mãe, seu ícone de estilo) com medalhão de metal na ponteira representando o logotipo da marca. A linha era composta por sapatilhas coloridas de couro, com preço inicial de US$ 195. E o sucesso foi enorme, levando ao crescimento da empresa e ao reconhecimento da marca. A ideia original era abrir três lojas em cinco anos. A TORY BURCH abriu 17. Quando Tory ainda engatinhava na profissão, a poderosa editora da revista Vogue, Anna Wintour, chegou a ligar pessoalmente para alguns líderes da indústria para alertar sobre o talento da jovem estilista. Ainda em 2006, a marca iniciou sua internacionalização com a distribuição de seus produtos em Londres e Dubai.


Em 2007 a marca inaugurou sua primeira unidade no conceito outlet. Em 2008, ingressou timidamente no mercado francês através de lojas multimarcas. Além do grande sucesso como estilista, Tory é famosa no universo da filantropia. Em 2009 ela criou sua fundação homônima onde ajuda mulheres carentes e suas famílias a encontrarem esperança, aprenderem novas profissões, fazerem tratamentos médicos, dentre uma infinidade de outras ações. Afinal, depois de realizar o sonho de criar uma marca de sucesso, ela quis retribuir e apoiar mulheres empreendedoras. Ainda em 2009 iniciou a expansão da marca para o continente asiático com a inauguração de uma loja em Tóquio. O impulso definitivo para o sucesso da marca ocorreria em 2010, quando a popular apresentadora Oprah Winfrey incluiu as sapatilhas Reva na sua tradicional lista de produtos favoritos. As vendas literalmente foram às alturas. Ainda este ano, além de lançar sua primeira coleção de óculos, a TORY BURCH ingressou com força total na Europa (com lojas em Londres e Roma) e, em um projeto mais ousado, lançou uma completa coleção de jeans, incluindo seis estilos, em várias lavagens. No mês de setembro de 2011, Tory Burch desfilou com sua coleção pela primeira vez na badalada Semana da Moda de Nova York. Este ano também foi marcado pela inauguração da loja de número 50, na China.


Em 2012, a marca americana inaugurou a primeira loja no Brasil, localizada no shopping Iguatemi em São Paulo. Rapidamente, acessórios como a sapatilha estilo bailarina e blusas no modelo túnica, que se tornaram sua marca registrada, cativaram consumidoras famosas. Além disso, seu comércio eletrônico lançado no Reino Unido e Alemanha. A linha de produtos da marca foi ampliada com o lançamento, em 2013, da primeira fragrância, de uma pequena linha de produtos de beleza e da linha de decoração para casa. Em 2014 lançou sua primeira linha de relógios. Este ano foi marcado pela inauguração da maior loja da marca na cidade de Xangai. O desenvolvimento internacional da marca continuou em 2015, quando no mês de julho, a marca inaugurou sua primeira loja própria na capital da moda, em Paris. Pouco depois, em setembro, a marca lançou a TORY SPORT, uma linha de roupas e acessórios esportivos para corrida, tênis, natação, golfe, além de peças casuais, com inaugurações de lojas próprias no ano seguinte em Nova York, East Hampton e Dallas.


Desde as icônicas portas laqueadas na cor laranja aos sofás confortáveis, as lojas da marca trazem inspiração da casa da estilista e do trabalho do designer de interiores David Hicks, um dos preferidos de Tory. A decoração de cada loja é ligeiramente diferente, incorporando peças antigas e detalhes regionais desde a cerâmica Talavera, na Cidade do México, até candelabros com chifres, em Scottsdale. Independentemente da cidade, as lojas são instantaneamente reconhecidas como TORY BURCH. Atualmente a marca TORY BURCH vende um estilo de vida de luxo, definindo-se por uma forma de vestir esportivo, tipicamente americano, onde são vistos ao mesmo tempo referências do clássico, com uma sensibilidade eclética, conhecida pelas cores, pelas estampas e pelos detalhes. E o medalhão de metal em forma de T que adorna seus itens de couro reluz como ouro no mercado, algo invejável no inconstante mercado fashion.


O logotipo 
Belo e gráfico, o logotipo de T duplo é inspirado na arquitetura marroquina e no designer de interiores David Hicks. Esse logotipo pode ser aplicado na tradicional cor laranja ou dourada.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: Fevereiro de 2004 
● Fundador: Tory Burch 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Tory Burch LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Tory Burch e Roger Farah 
● Presidente: John Mehas 
● Estilista: Tory Burch 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 186 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.000 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Roupas, calçados, bolsas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Michael Kors, Kate Spade, DFV, Miu Miu, Coach, Ralph Lauren e Donna Karan 
● Ícones: A cor laranja e a sapatilha Reva 
● Website: www.toryburch.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a TORY BURCH comercializa sua linha de produtos (entre roupas, bolsas, calçados, perfumes e acessórios) através de seu comércio eletrônico (em sete idiomas), de 186 lojas próprias, além de 3.000 lojas especializadas e lojas de departamento, como por exemplo, Saks Fifth Avenue, Harvey Nichols e Bergdorf Goodman. Com faturamento estimado superior a US$ 1 bilhão ao ano, a marca, que tem presença em 75 países, possui âncoras em cidades como Nova York, Los Angeles, Londres, Paris, Roma, Xangai, Tóquio e Seul. 

Você sabia? 
A jovem e poderosa estilista já ganhou prêmios importantes como o Council of Fashion Designers of America – melhor designer de acessórios do ano, em 2008 – e o Accessory Brand Launch, promovido pela Accessories Council of Excellence em 2007, bem como a consagração representada por sua participação, como ela mesma no seriado Gossip Girl em 2009. 
Tory Burch é atualmente uma das cem mulheres mais influentes do mundo, segundo o ranking de 2015 da revista Forbes. Com fortuna avaliada em US$ 1 bilhão, ela é a segunda mulher mais jovem da lista a fazer fortuna sozinha – e não por herança de pais ou maridos ricos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame, Vogue e Isto é Dinheiro), portais (UOL), jornais (Valor Econômico e O Globo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 12/12/2016

16.8.16

NINA RICCI


Considerada um dos mitos da alta costura francesa, símbolo máximo do glamour parisiense levando ao máximo a expressão da feminilidade. Roupas, bolsas e principalmente fragrâncias de luxo desejadas por quem pode pagar caro por esses objetos do mundo fashion. Assim pode ser definida a marca de luxo NINA RICCI. 

A história 
Maria Adelaide Nielli (foto abaixo) nasceu na cidade italiana de Turim no dia 14 de janeiro de 1883, e aos cinco anos se mudou para Florença, onde foi educada. Foi somente aos 12 anos que a estilista se mudou para a França e adotou a nacionalidade francesa. Sem perder tempo, aos 14 anos, começou como aprendiz de costureira em um atelier (Casa Raffing), se casou com o joalheiro italiano Luigi Ricci e, aos 22 anos, já desenhava e vendia as suas próprias roupas para diversas casas de moda. Nina Ricci começou a dedicar-se à alta-costura, a que acrescentava sempre um adereço para dar um toque especial e personalizado às roupas feitas para as clientes ricas. Com a carreira encaminhada e um futuro promissor, em 1932, aos 49 anos, já conhecida como Madame Ricci, e em parceria com seu filho Robert, abriu sua própria Maison de alta costura. Maria combinou seu apelido (“Nina”) ao sobrenome de casada (“Ricci”) para batizar sua nova Maison de moda. Robert ajudava cuidando da administração, enquanto a mãe ficava responsável exclusivamente pela criação das roupas.


Com sua Maison localizada na Rue des Capucines, Nina optou por deixar de vender as suas criações a outras casas de moda e, em apenas sete anos, o negócio expandiu de tal forma que passou a ocupar onze andares de três edifícios na mesma rua, cujos salões ficavam lotados de clientes que apreciavam o refinamento dos vestidos, além da maestria do corte e a capacidade de adaptar-se a personalidade de cada mulher. Liberdade de movimento, elegância, romantismo e muito refinamento. As roupas criadas por Nina Ricci tinham características em comum e não demoraram muito para conquistar notoriedade na alta sociedade parisiense e estrelas do cinema francês como Suzy Delair, Danielle Darrieux e Micheline Presle. O destaque de sua costura eram as criações mais sofisticadas. Vestidos drapeados, camadas de renda e chiffon, sempre realçando a feminilidade de quem usava. Além disso, foi ousada ao misturar cores diferentes em um vestido, algo incomum para a época.


A cada ano, o visionário Robert se provava um exímio administrador do negócio e queria aproveitar o grande sucesso das roupas NINA RICCI, para expandir a marca para outras categorias. Foi então, que no ano de 1946, a marca ingressou no segmento da perfumaria com o lançamento do Coeur-Joie (que significa em português “coração feliz”). Mas o sucesso nesta categoria ainda estava por vir. Em 1948 foi lançado o perfume Nina Ricci L’Air du Temps, que fazia referência à esperança do pós-guerra e cujo frasco feito pela Lalique continha duas pombas de cristais simbolizando o amor e a liberdade. Esse perfume se tornou um clássico e continua um campeão de vendas nos dias de hoje. Pouco tempo depois, em 1952, surgiu uma das fragrâncias mais famosas e consagradas da grife francesa, Fille d’Eve, apresentando em um icônico frasco no formato de uma maçã, representando de forma ousada e provocativa o fruto proibido. Até hoje, a marca NINA RICCI já criou mais de 60 perfumes.


O papel da marca na recuperação do glamour da moda francesa (e consequente recuperação de vendas) no pós-guerra, foi essencial. Robert Ricci e Lucien Lelong organizaram uma mostra em 1945, onde reuniram dezenas de modelos completos de diversos estilistas franceses, feitos de tecidos luxuosos e do tamanho de bonecas, para percorrer o mundo, estimulando o desejo das consumidoras pela moda francesa depois de um período de discrição e crise. A mostra chamou-se Theatre de La Mode, e os visuais incluíam miniaturas de casacos de peles, acessórios e joias, e acertaram em cheio em criar um renovado desejo por moda e glamour.


Após recrutar jovens talentos da moda para sua Maison, Nina Ricci decidiu abandonar a empresa na início da década de 1950 e deixou tudo para Robert, que se mostrou um verdadeiro empresário de sucesso. O belga Jules-François Crahay, assistente direto de Nina Ricci, assumiu o comando criativo da Maison em 1954. Uma de suas coleções, em particular, foi bem recebida com grandes elogios e aclamação da crítica, especialmente pelo “traje azafrán” e o “vestido de bolsa”. Robert expandiu o negócio ao acrescentar várias novas fragrâncias à marca NINA RICCI, enquanto licenciava, de forma pioneira, o nome a diversas empresas, especialmente para a produção da linha prêt-à-porter. A coleção “Crocus” de 1959 alcançou um sucesso triunfal, que reforçou a fama mundial do nome NINA RICCI. A marca deslumbrou a América em meados dos anos de 1960 com sua silhueta especial e foi uma das primeiras maisons francesas a criar o prêt-à-porter. Mademoiselle Ricci, sua coleção, virou capa de várias revistas e assunto no mundo da moda. Em 1963, Gerard Pipart assumiu o posto de estilista e continuou apresentando vestidos elegantes e bonitos. Nina Ricci faleceu no dia 29 de novembro de 1970. Nove anos depois de sua morte, a marca ganhou uma loja na Avenida Montaigne, ponto prestigiado no mundo da moda em Paris.


Na década seguinte, a marca continuou criando e lançando perfumes de sucesso, como por exemplo, Fleur de Fleurs (1980), mais uma bela composição floral e, em 1987, a última criação de Robert Ricci, que recebeu o nome de Nina em homenagem a sua mãe. Em 1988, Robert faleceu, deixando uma marca conceituada, famosa, premiada, sinônimo de elegância e bom gosto e que continua vestindo e perfumando celebridades do mundo todo. Quem assumiu o comando dos negócios foi Gilles Fuchs, genro de Nina Ricci, que através da contratação de jovens talentos expandiu a marca para outras categorias, como prêt-à-porter e acessórios, especialmente bolsas. Em 1998, a NINA RICCI foi adquirida pela espanhola Puig, que além de ser proprietária de grifes como Carolina Herrera e Paco Rabanne, foi durante muitos anos distribuidora exclusiva dos perfumes da grife francesa no mercado espanhol.


Nos anos seguintes a marca francesa ampliou sua linha de produtos com relógios, óculos e calçados; reforçou a linha prêt-à-porter; continuou lançando perfumes de sucesso, como o Love in Paris (2004), um floral oriental com baunilha e anis, e L’Extase (2015), uma fragrância que é um convite ao erotismo feminino com poesia; e inaugurou lojas próprias nas mais importantes cidades do mundo. Outro sucesso recente da marca é a bolsa Irrisor, cujo tamanho grande é ideal para colocar laptop e outras coisas, como carteira, passaporte e óculos de sol, além de ser revestida por uma estrutura em couro (quando vazia não fica mole). Em 2015, o estilista francês Guillaume Henry foi apontado como o novo diretor criativo da grife, apresentando sua primeira coleção na temporada de inverno.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma alteração ao longo de sua história. As letras foram afinadas, ganhando ainda mais sofisticação, e a palavra “Paris” foi retirada do logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1932 
● Fundador: Maria e Robert Ricci 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Puig Beauty & Fashion Group S.L. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ralph Toledano 
● Diretor criativo: Guillaume Henry 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 32 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas e perfumes 
● Concorrentes diretos: Donna Karan, Marc Jacobs, Chloé, Cacharel, Céline, Balenciaga, Prada e Gucci 
● Ícones: Os perfumes 
● Website: www.ninaricci.com/pt-BR 

A marca no mundo 
Atualmente a NINA RICCI comercializa sua linha de produtos, que engloba prêt-à-porter (feminino e masculino), acessórios, bolsas, relógios, óculos e perfumes, em mais de 60 países ao redor do mundo. A marca possui mais de 30 lojas próprias e está presente nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo. 


Você sabia? 
Nina Ricci costumava trabalhar com os tecidos diretamente no manequim para garantir que eles tivessem forma e caimento perfeito depois de acabado. 
A grife NINA RICCI criou os uniformes dos comissários de bordo da Air France nas décadas de 1960 e 1970. 
Coco Chanel tinha uma rivalidade pública com Nina Ricci, a qual chamava de “A Italiana” ou “A senhora da esquina”. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Vogue, Elle e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 16/8/2016

11.5.16

LANVIN


Com mais de um século de uma rica tradição no mundo da moda, as roupas e acessórios da marca francesa LANVIN se transformaram em ícones de vestir-se bem e manter-se antenada com as principais tendências mundiais. Não é exagero afirmar que a LANVIN consolidou-se como uma das marcas mais emblemáticas e responsáveis por transformar a moda naquilo que conhecemos hoje. Não por menos, é a marca escolhida por nove entre dez atrizes de Hollywood. Beldades como Cate Blanchett, Juliane Moore, Diane Kruger e Meryl Streep (que usou um estonteante longo dourado ao receber seu Oscar, em 2012). 

A história 
Jeanne-Marie Lanvin nasceu no dia 1 de janeiro de 1867 na cidade de Paris, em uma família modesta e começou a trabalhar com apenas 11 anos de idade. Aos 13, ela já era aprendiz de moda fazendo delicados chapéus. Nesta época seu talento já era evidente. Em 1889, sem nenhum financiamento, somente utilizando suas economias, inaugurou em Paris, na esquina da Rue Boissy d’ Anglas e Rue du Faubourg Saint-Honoré, sua primeira loja para comercializar sofisticados chapéus. Sua vida começou a mudar com o nascimento em 1897 de sua filha Marguerite di Pietro. Fruto de seu casamento com o Conde Emilio De Pietro, um nobre de origem italiana, ela começou a desenhar roupas e vestidos altamente sofisticados para a pequena Marguerite. Não demorou muito para suas clientes se interessarem pelos trajes e passarem a fazer encomendas para suas meninas também. Com o passar do tempo, a estilista começou também a vestir as mães, até que no ano de 1909 a MAISON LANVIN foi oficialmente fundada e passou a integrar o Chambre Syndicale de la Haute Couture (sindicato da Alta-Costura). Em honra a história da grife, até hoje é fabricada e comercializada a linha Lanvin Petite, que veste crianças com estilo e sofisticação.


Neste momento Jeanne Lanvin quebrava paradigmas, já que o mundo da alta costura era dominado pelos homens. Ela tinha uma postura de vanguarda para época, trabalhando as linhas arquitetônicas e um romantismo único. Sua linha principal era a de vestidos, o primeiro de noiva foi apresentado em 1911, mas também trabalhou os vestidos chemisiers, e um tom de azul que sempre aparecia em suas coleções acabou sendo conhecido como o “azul Lanvin”. Poucos estilistas souberam trabalhar com tanta propriedade as formas como a Madame Lanvin. Seus vestidos eram quase obras de arte, amava os tecidos fluidos, as rendas e os lamês. Eram inspirados em formas vitorianas suavizadas e generosamente adornados com bordados, e uma severidade muitas vezes atenuada por babados. Ela também era fascinada por civilizações, se inspirou muitas vezes no Egito, no norte da África, Europa Central e América do Sul para criar verdadeiras obras luxuosas com tecidos. Para ampliar sua linha de produtos, em 1913, começou a fabricar belos e luxuosos casacos de pele. Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, ela criou os chamados robes de style, com cintura marcada e saias fartamente rodadas, que estiveram em moda, com pequenas modificações, até o início dos anos de 1920.


Jeanne Lanvin foi uma grande mulher de negócios, e nos anos seguintes chegou a empregar 800 pessoas, trabalhou também com roupas esportivas (1923), moda masculina (1926), lingeries, decoração e teve até uma fábrica de tintas, quando do seu cuidadoso estudo das cores surgiu à conhecida “paleta Lanvin”. Como manda a cartilha das tradicionais Maisons francesas da alta costura a LANVIN também teve de lançar a sua própria fragrância. Por isso, em 1927, surgiu o perfume Arpège, como presente de aniversário de Jeanne para sua filha. O clássico perfume inspirado no som das notas de piano tocadas por Marguerite suplantou o sucesso de My Sin, lançado em 1925. O frasco esférico de Arpège era embelezado por uma ilustração de Jeanne e Marguerite a caminho de um baile de gala, figura que viria, em 1954, a tornar-se o logotipo da marca.


Com a morte de Jeanne no dia 6 de julho de 1946, aos 79 anos, o comando dos negócios passou para a filha então conhecida como Marguerite Marie Blanche. Jeanne dizia que suas únicas paixões eram sua filha e sua marca. Ela deixou um legado precioso, fazendo de seu nome sinônimo de lifestyle com linhas de cosméticos, decoração e perfumes. Pouco depois, a direção criativa da grife foi assumida por Antonio del Castillo, que desde sua primeira coleção, apresentada em 1951, seguiu sempre de perto o estilo da fundadora. Quando Castillo deixou a Maison, em 1962, para abrir seu próprio negócio, foi sucedido por Jules François Crahay, que vinha do ateliê de Nina Ricci. Nas décadas seguintes a LANVIN cresceu pouco e não era vista como uma das principais marcas de luxo do mundo. Depois de ser comprada em 1990 pela Orcofi Group, a grife francesa foi vendida em 1996 para a L’Oréal.


No ano de 2001 a marca francesa foi adquirida pela empresária e filantropista taiwanesa Shaw Wang Lang. E foi justamente ela a responsável por colocar o marroquino Alber Elbaz no posto de diretor criativo para conduzir a marca ao século 21. Continuando a tradição maternal de Jeanne, criou a linha de noivas Blanche - nome do meio de Marguerite Lanvin - que segue a mesma premissa das outras linhas da grife: o conforto. Foi responsável por lançar em 2010 uma coleção cápsula em parceria com a rede de moda sueca H&M, composta por 30 peças e 15 acessórios, que se transformou em um imediato sucesso. Além disso, comandou o lançamento do comércio eletrônico e a abertura de lojas próprias em várias importantes cidades do mundo. Como por exemplo, em 2009 quando abriu sua primeira loja em solo americano; ou em 2012 quando inaugurou uma loja em São Paulo, no Shopping JK Iguatemi (a única na América Latina). Entre os best-sellers, além dos longos e cocktail dresses, peças mais informais, como camisas de seda, saias lápis, calças de alfaiataria e sapatilhas bailarina. A loja fechou no final de 2015, mas não em virtude da crise, e sim em discordância com o parceiro local.


O ano de 2013 marcou uma das últimas conquistas de Elbaz como diretor criativo da LANVIN, quando a marca se tornou responsável pelo equipamento oficial da equipe de futebol do Arsenal. O talentoso estilista permaneceu em seu posto por 15 anos, sendo responsável por conduzir a LANVIN novamente ao topo da lista das mais importantes marcas do mundo da moda. É importante ressaltar a qualidade do trabalho de Elbaz, que soube fazer uma leitura precisa dos valores da marca, trabalhando com maestria a modernidade sem perder a essência que é o romantismo e a fluidez. Em seu lugar foi anunciada, no mês de março de 2016, a francesa Bouchra Jarrar, uma estilista minimalista que tem tudo para transformar o estilo da marca por completo.


Um dos segredos para se manter viva e sempre em evidência em um universo de tamanha competitividade e dinamismo foi a diversificação e a facilidade de se transformar e de remodelar seus próprios paradigmas em igualdade com as mudanças sociais ao longo de tantas décadas. Hoje, as roupas e acessórios da marca LANVIN são ícones em moda feminina e masculina, dispondo de uma variedade imensa de peças que possuem em comum a paixão pelo luxo. Mesmo com mais de um século de vida, a marca francesa nunca fez parte de um grande conglomerado de luxo. Tem como marca registrada não uma bolsa específica ou uma peça extravagante e, sim, pequenos e simples laços de gorgurão, daqueles que se usam em caixas de presente.


O logotipo 
O tradicional e icônico símbolo da marca francesa foi criado pelo ilustrador e figurinista Paul Iribe em 1923 a partir de uma fotografia em que Jeanne e sua filha estão prontas para um baile de gala em 1907. A imagem em questão (a bordo de um vestido longo e um casaco imponente, uma mulher elegante segura os braços da filha, vestida à sua imagem e semelhança, com chapéu e tudo), redesenhada por Armand Albert Rateau foi imortalizada no logotipo da marca a partir de 1954 e esteve sempre calcada no relacionamento entre mãe e filha.


Hoje em dia o logotipo com este icônico símbolo é ainda utilizado em alguns produtos e como identidade visual da marca. A marca também utiliza um logotipo oficial mais simplificado, que contém apenas o nome da marca e a palavra “Paris” abaixo.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1909 
● Fundador: Jeanne-Marie Lanvin 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Harmoine S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Michele Huiban 
● Diretor criativo: Bouchra Jarrar e Lucas Ossendrijver 
● Faturamento: €200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 61 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 330 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, acessórios e perfumes 
● Concorrentes diretos: Chanel, Gucci, Prada, Christian Dior, Valentino e Cacharel 
● Ícones: O “azul Lanvin” 
● Website: www.lanvin.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a LANVIN, mais antiga casa de alta-costura do mundo e especializada em moda masculina, feminina e infantil, oferece um imenso mix de roupas, calçados, perfumes e acessórios, comercializados em mais de 60 lojas próprias e outros 550 pontos de venda espalhados por mais de 50 países. A marca francesa fatura estimados €200 milhões anuais. 

Você sabia? 
Apesar da Maison Lanvin ter surgido oficialmente somente em 1909, Jeanne inaugurou seu primeiro negócio em 1889, uma chapelaria. Por isso, em 2014 a marca francesa completou 125 anos de vida. 
Os perfumes da marca são um caso à parte, com nomes provocativos como Scandal, Rumeur, Prétexte, Mon Peché (nos Estados Unidos, traduzido como My Sin, ou Meu Pecado) e Arpège (homenagem à filha que era pianista). 
O estilista brasileiro Ocimar Versolato também atuou como diretor criativo na Maison LANVIN, entre 1996 e 1998. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Marie-Claire, Elle e Vogue), canais de TV (GNT), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 11/5/2016

21.12.15

CHOPARD


Não é sem motivos, e muitos deles cravejados de diamantes, que a suíça CHOPARD se transformou em uma das marcas de luxo preferidas das estrelas de Hollywood. Com mais de 155 anos de história e tradição, a marca se tornou referência máxima quando o assunto são joias, relógios e acessórios de luxo, o que lhe garante os holofotes tão almejados do mundo das celebridades. É por isso que nos dias de hoje, em qualquer premiação artística badalada, CHOPARD é o que não falta. Oscar e Cannes que o digam. 

A história 
A história começou na região suíça do Vallée de Joux, que ficava isolada das planícies durante os rigorosos meses de inverno em virtude da enorme quantidade de neve. Os fazendeiros, então, impossibilitados de fazer os trabalhos rurais, dedicavam-se à arte da relojoaria. Inclinados sobre as suas mesas de trabalho instaladas debaixo de janelas, as mãos habilidosas meticulosamente cortavam as rodas dentadas e as pequenas espirais para os precisos relógios de bolso suíços. Foi neste cenário que um dos moradores dessa região, um jovem de 24 anos chamado Louis-Ulysse Chopard, iniciou em 1860 seu próprio negócio no pequeno vilarejo de Sonvilier. Inicialmente, a relojoaria do jovem Chopard tinha a intenção de produzir apenas cronógrafos e relógios de bolso. Porém, com o passar do tempo, a oficina L.U.C. (as iniciais de seu nome) começou a se destacar pela precisão e qualidade dos seus relógios. Como os pequenos relojoeiros encontravam dificuldades para acompanhar o desenvolvimento desta indústria, foi nesta lacuna que Chopard começou a fazer sucesso, já que ele estava convicto de que haveria uma clientela para seus relógios precisos e confiáveis, produzidos artesanalmente.


Visionário, ele decidiu tentar sua sorte na Europa Oriental. Foi então, que em 1912, ele colocou seus mais finos relógios em dois baús de viagem marrons e iniciou uma longa jornada através da Polônia, Hungria, países bálticos e Rússia. O ambicioso ato teve enorme sucesso. Isto porque, em seu retorno a Sonvilier, os baús estavam vazios e Louis tinha a satisfação de saber que seus cronômetros marcavam os dias e as horas na corte do Czar Nicolau II. Com os negócios evoluindo, a empresa mudou sua sede para a cidade de Genebra, em 1937. E esta atitude foi tomada, pois a cidade de Genebra se solidificava cada vez mais como a capital mundial da relojoaria, facilitando assim os contatos internacionais e as vendas da CHOPARD, sem a necessidade de exaustivas e longas viagens. Enquanto para muitos relojoeiros o período entre as duas grandes guerras mundiais foi de enorme crise, desemprego e reestruturação, ele foi benéfico para os precisos cronômetros feitos pela “Le Fils de L.U.Chopard”, como a empresa era conhecida. Naquela época, o filho de Louis-Ulysse já havia assumido a empresa, que então empregava 150 pessoas.


Em 1963, Paul-André Chopard, neto do fundador e aos 65 anos de idade, tomou uma decisão fundamental que iria mudar a história da marca. Percebendo que seus filhos não tinham interesse em assumir a empresa, uma nova estratégia precisava ser tomada. Foi então que Karl Scheufele III, herdeiro de uma tradicional relojoaria alemã, assumiu o controle da CHOPARD. O negócio se mostrava interessante: a CHOPARD necessitava de um sucessor financeiramente sólido e confiável para perpetuar sua marca, já Karl Scheufele procurava a independência de fabricantes de movimentos com a aquisição de sua própria manufatura. O resultado deste negócio fez com que a CHOPARD, enfim, se transformasse em referência no mercado de luxo nos anos seguintes. Em 1974, a fábrica da CHOPARD foi transferida do centro de Genebra para Meyrin (nos arredores da cidade), iniciando assim uma nova fase na empresa com a produção de relógios femininos e suntuosas joias. Pouco depois, em 1976, ocorreu o lançamento da coleção de relógios Happy Diamonds, onde diamantes móveis flutuam livremente entre dois cristais de safira. Uma verdadeira obra-prima da relojoaria de luxo que conquistaria os mais exigentes consumidores pelo mundo afora.


Em 1980, a marca lançou no mercado seus primeiros relógios esportivos com pulseiras de couro, batizados de St. Moritz. Em 1985, Karl-Friedrich Scheufele e Caroline são nomeados vice-presidente da empresa. Caroline Scheufele também assumiu o cargo de diretora criativa e criou um palhaço com pernas articuladas e reforçadas por diamantes coloridos e pedras no ventre. O palhaço se tornou emblema da CHOPARD e encarnou a primeira linha de joias de alto luxo da marca. Além disso, nesta década a CHOPARD inaugurou suas primeiras lojas próprias em Hong Kong (1983), Genebra (1986) e Viena (1989). Em 1992 a marca lançou no mercado sua primeira fragrância (chamada Casmir) e nos anos seguintes ampliou sua oferta de produtos com a introdução de óculos, instrumentos de escrita, artigos de couro e bolsas. Com isso, a marca levou seu luxo a outras categorias de produtos. Para ter ideia, os óculos Jewel (joia, em inglês) estão na lista dos mais caros do mundo. O preço, US$ 408 mil, é justificado não apenas pelo requinte de sua fabricante, mas por sua composição, que leva 60 gramas de ouro 24 quilates e diamantes incrustados no logotipo da CHOPARD. O sucesso no segmento de perfumes foi tamanho que a CHOPARD ampliou a oferta de sua linha de fragrâncias em frascos que lembram uma pedra preciosa (Wish, por exemplo, lançado em 1999). Além disso, o lançamento de fragrâncias passaram à coincidir com coleções de relógios ou joias.


A CHOPARD pertence a um seleto círculo de marcas de relógios suíças, que podem legitimamente reclamar o título de Manufaturas. Isto significa que a empresa é capaz de fabricar os seus próprios relógios mecânicos, graças às habilidades e talentos de seus relojoeiros, de engenheiros projetistas a ajustadores de precisão. Para atingir tais altas demandas, a CHOPARD estabeleceu novas oficinas, nos anos de 1990, na região do Jura, mais especificamente em Fleurier, no coração do Val-de-Travers. Esta escolha de local, simbolizando um retorno às raízes, foi tudo menos acidental, constituindo ao invés disso em uma deliberada, lógica e justificada decisão. O primeiro relógio com o novo movimento automático L.U.C 1.96, que recebeu como nome as iniciais do fundador da marca (L.U.C 1860), foi apresentado oficialmente em 1997 e foi eleito “Relógio do Ano” na Suíça. A CHOPARD estava definitivamente solidificada no topo da alta relojoaria suíça.


Em 1998, a CHOPARD, através de uma grande jogada de marketing fechou um badalado acordo de patrocínio com o tradicional Festival de Cinema de Cannes para produzir anualmente a Palma de Ouro (Palme d’Or) da premiação. Caroline Gruosi-Scheufele, então co-presidente e diretora artística da marca, foi quem encarou o desafio de renovar artesanalmente a peça na ocasião, apresentada oficialmente no dia 24 de maio. Até hoje a CHOPARD é responsável pela produção da cobiçada Palma de Ouro. Com a chegada do novo milênio, a marca lançou o relógio Chopard L.U.C Quattro, dotado por um calibre altamente técnico, equipado com quatro barris, o que proporciona uma reserva de nove dias. No ano de 2001, o primeiro movimento não circular com micro-rotor foi criado para um magnífico modelo em formato de tonel (batizado de L.U.C Tonneau). Já em 2005, a marca apresentou ao mercado a coleção Copacabana, uma linha de joias (brincos, colares e pulseiras) inspirada no Rio de Janeiro. Em 2007 a marca suíça comemorou a inauguração de sua centésima loja própria, localizada na sofisticada Avenida Madison em Nova York.


Dando prosseguimento à parceria firmada com o Festival de Cannes, em 2008 a marca lançou uma coleção batizada “Red Carpet”, inspirada no famoso festival e composta por 61 peças de elegância e beleza únicas. Em 2010, a CHOPARD celebrou seu 150º aniversário com a apresentação de suas coleções em edição limitada, entre as quais, Mundo Animal, composta por 150 peças de alta joalharia inspirada no exclusivo universo dos animais. Em 2012, a CHOPARD em parceria com a tradicional loja de departamento Harrod’s lançou uma coleção de joias com 10 peças inspiradas no mundo mágico das princesas mais famosas do mundo, como Cinderela, Branca de Neve, Rapunzel, Bela, Mulan, Pocahontas, entre outras. A Disney Princess Collection contava com pedras como safiras, rubis, diamantes e esmeraldas, transformando a ficção em um sonho tangível.


Ao longo dessa rica e inovadora história, é possível entender por que a CHOPARD, uma das marcas líder no segmento de relógios e joalharia de luxo, está para os tapetes vermelhos assim como as celebridades estão para os holofotes. Afinal, seus relógios chegam a custar mais de US$ 50 mil. Alguns dos colares alcançam US$ 70 mil. E mesmo suas fragrâncias, são um luxo estonteante. Quem compra CHOPARD, compra status.


O ícone 
Para contar a história de um dos ícones da marca CHOPARD é preciso falar da Mille Miglia, uma lendária corrida de automóvel que se realizou entre os anos de 1927 e 1957, ligando as cidades italianas de Roma e Brescia, em um percurso que totalizava, como indica o nome, mil milhas (cerca de 1.600 km). Circunstâncias variadas, incluindo trágicos acidentes, levaram ao cancelamento da corrida, mas desde 1977 o evento foi recuperado, já não tanto como uma competição de velocidade, mas como um desfilar (na verdade um rali) de carros clássicos, em um dos mais belos e clássicos eventos do gênero: apenas participam automóveis datados de 1927 a 1957, precisamente os anos em que se realizou a competição. Desde 1988, a CHOPARD patrocina a histórica corrida. E foi neste ano que a marca criou uma coleção sob a designação Chopard Mille Miglia, com o logotipo da célebre Freccia Rossa (Flecha Vermelha), símbolo da corrida. Os relógios são oferecidos aos participantes e cada edição da prova é comemorada com um novo modelo, que depois é comercializado ao público, mas sempre em produção restrita, cujas peças são muito procuradas por colecionadores.


Um dos grandes clássicos da CHOPARD o modelo Mille Miglia ganhou novas versões para o ano de 2015. Os novos modelos foram apresentados durante a Baselworld, que aconteceu em meados de março, na cidade de Basiléia. As novas peças apresentam as iniciais GTS, para Grand Turismo Sport, e uma delas apresenta indicação de reserva de energia, o modelo Mille Miglia GTS Power Control. Com uma caixa de 43 mm de diâmetro em aço ou ouro rosa 18 quilates, o relógio é equipado com o calibre automático Chopard 01.08-C, que proporciona 60 horas de reserva de energia e operação a 28.800 vph. É possível apreciar o movimento por meio de uma abertura em cristal de safira no verso da caixa. O relógio ainda proporciona 100 metros de resistência à água e é finalizado por uma pulseira de borracha com traços inspirados em pneus de corrida Dunlop dos anos de 1960. A versão em aço também está disponível com pulseira de aço. Até hoje a marca suíça mantém uma relação intrínseca entre os automóveis e os relógios – os brinquedos e as joias culturalmente aceites para serem exibidas pelo homem.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações ao longo dos anos, como mostrado na imagem abaixo.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1860 
● Fundador: Louis-Ulysse Chopard 
● Sede mundial: Meyrin, Suíça 
● Proprietário da marca: Le Petit-Fils de L.-U. Chopard & Cie S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Karl Freidrich Scheufele 
● Presidente: Caroline Gruosi Scheufele 
● Faturamento: US$ 800 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 149 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Relojoaria e joalheria de luxo 
● Principais produtos: Relógios, joias e acessórios de luxo 
● Concorrentes diretos: Cartier, Boucheron, Montblanc, Audemars Piguet, Patek Philippe, Jaeger Le Coultre, Piaget e Vacheron Constantin 
● Ícones: O relógio Mille Miglia 
● Slogan: The passion for excellence. 
● Website: www.chopard.com 

A marca no mundo 
A CHOPARD vende sua luxuosa linha de produtos, que inclui relógios, joias, instrumentos de escrita, artigos de couro, bolsas, perfumes e óculos, em 130 países ao redor do mundo através de renomadas joalherias. Além disso, a marca suíça possui 149 sofisticadas lojas próprias em países como China, Suíça, França, Alemanha, Itália, Índia, Estados Unidos, Jordânia, Irã, Macau, Hong Kong, entre outros. No Brasil os produtos da marca são vendidos nas redes de joalherias Frattina e Sara Joias. O faturamento estimado da marca é superior a US$ 800 milhões anualmente. A CHOPARD tem oficinas em Meyrin e Fleurier na Suíça e Pforzheim na Alemanha, onde ocorrem a fabricação de joias, relógios, movimentos e outros componentes. Por exemplo, em Meyrin a marca fabrica suas ligas e pulseiras de ouro; em Pforzheim são confeccionadas principalmente as joias; e em Fleurier produz modelos de alta relojoaria. 

Você sabia? 
A produção anual da CHOPARD é de aproximadamente 80.000 relógios. Os modelos básicos da marca custam entre US$ 4.000 e US$ 12.000, enquanto as edições especiais e os modelos top de linha superam facilmente US$ 90.000. 
O mais antigo relógio da marca está em exibição no Museu Chopard, inaugurado na cidade de Genebra em 2006. A assinatura “Chopard à Sonvilier” está pintada de maneira ornamental na superfície esmaltada do mostrador ligeiramente curvo. 
A marca já produziu peças lendárias para a indústria cinematográfica. Em 2002, no filme Femme Fatale, a atriz Rebecca Romijn-Stamos interpretou uma ladra que rouba um bustiê de ouro avaliado em US$ 10 milhões, confeccionado pela CHOPARD. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/12/2015

28.5.15

ROGER VIVIER


“Os meus sapatos são esculturas. São criações tipicamente francesas, uma alquimia parisiense de moda”. Esta frase define a marca ROGER VIVIER e seu criador. O designer francês criou durante seis décadas verdadeiras obras de arte que transformavam qualquer mulher em uma reluzente Cinderela. Por tudo isso, suas criações foram consideradas pela crítica como “Fabergé dos sapatos”. Hoje em dia a ROGER VIVIER é uma das grifes mais prestigiadas e artesanais do segmento de calçados de luxo. 

A história 
Roger Vivier (foto abaixo) nasceu na cidade de Paris no dia 13 de novembro de 1907. Ao perder seus pais com apenas 9 anos de idade, foi adotado por Gérard Benoit-Vivier. Em 1925 ingressou na tradicional Escola de Belas Artes de Paris, com a esperança de tornar-se um escultor. Mas quando um amigo da família lhe ofereceu um emprego em uma fábrica de sapatos, fora de Paris, ele percebeu que poderia se tornar um design de calçados. Seu caminho estava traçado. Em 1937 ele abriu seu próprio atelier no número 22 da Rua Royale em Paris e passou a desenhar coleções não assinadas para marcas famosas como I. Miller, Delman, Bally, Rayne e Elsa Schiaparelli. Roger foi ousado e aliou em suas criações materiais antes pertencentes ao vestuário e à chapelaria como rendas e bordados para transformar suas clientes em cintilantes Cinderelas. Durante o período da Segunda Guerra Mundial, devido à escassez de material, Roger decidiu trabalhar como assistente de fotógrafo, mudou para os Estados Unidos e chegou até a abrir uma pequena chapelaria em Manhattan. Somente em 1945 ele voltou a criar sapatos, sendo o primeiro a empregar plástico transparente como material para calçados. Além disso, para driblar a escassez de couro nesse período de pós-guerra, ele utilizou cetim, couro de crocodilo e penas como materiais alternativos. Sua vida começaria a mudar quando em 1947 ele conheceu o estilista Christian Dior.


Em 1953 o designer foi contratado pela Maison Dior para criar suas primeiras coleções de sapatos e por lá ficou durante uma década. Foi um período de glória para Roger Vivier. E logo de início ele chamou a atenção do mundo ao criar os sapatos para a Rainha Elizabeth II calçar em sua coroação em 1953. Os sapatos, em pelica dourada, incrustados com rubis, foram os primeiros a trazer sola dupla na intenção de proporcionar conforto às longas horas de exposição às quais a futura rainha deveria se submeter na cerimônia de coroação. E o sucesso estava apenas começando. Em 1954 ele foi o idealizador do “salto stiletto” (conhecido popularmente como salto agulha). E sua audácia seduziu o mundo da moda. Nos anos seguintes utilizou seda, pérolas, miçangas, rendas, apliques de joias para criar decorações únicas para seus sapatos, que ele mesmo descrevia como verdadeiras esculturas. Em 1959 mais uma inovação com a criação do salto-choque, encurvado para dentro. Em 1963, Roger deixou a Dior para inaugurar uma loja própria no número 24 da Rua François Premier, em Paris, onde passou a colaborar com grandes nomes da moda como Balenciaga e Ungaro. Foi neste mesmo ano que ele criou o famoso salto vírgula, cujo formato de curva, ousado pra época, virou um verdadeiro hit e símbolo da marca francesa. Nesta época suas criações eram marcadas pela riqueza de delicados detalhes em cada modelo de sapato.


Em 1967 ganhou novamente destaque mundial quando o modelo Peregrino, lançado em julho 1965 para acompanhar o vestido Mondrian de Yves Saint-Laurent, ganhou vida nos pés da atriz francesa Catherine Deneuve na pele da bela Séverine no filme La Belle de Jour, de Luis Buñuel. Foi sucesso avassalador e imediato: com a chancela da prestigiada revista Vogue. Eram cinquenta pares vendidos por dia. Em verniz preto e bico quadrado, adornado por uma fivela retangular em metal prateado como aquelas dos chapéus de peregrinos americanos, o modelo com salto de 4.5 cm se tornaria um clássico da marca sempre presente nas coleções até os dias de hoje, vendido em inúmeras cores, em couro e outros materiais, com diferentes tamanhos de salto – de ballerines a alturas de 11 cm. E o sucesso deste modelo, hoje rebatizado Belle Vivier, fez com que Roger conquistasse clientes famosas como Jackie Kennedy, Marlene Dietrich, Ava Gardner, Josephine Baker, Elizabeth Taylor e até os Beatles.


Em 1968 a linha de produtos foi expandida com o lançamento de pequenas coleções de luvas e cachecóis. E foi nesta década, que Roger Vivier criou as botas de cano longo que cobrem as coxas, vestidas por Brigitte Bardot. As botas, inspiradas nos mosqueteiros, foram criadas para combinar com as coleções de Yves Saint-Laurent e Emanuel Ungaro. Alguns anos depois ele lançou botas de cano curto para serem usadas com calças. Para a cantora francesa Françoise Hardy desenvolveu botas brancas que chamou de “moon boots”. Nos anos seguintes o designer continuou lançando novidades e inovando no segmento de calçados. Em 1996, aos 88 anos de idade, sempre hábil e consciente das mudanças criou um modelo de sandálias com salto e sola moldados em uma só peça de plástico.


Roger Vivier faleceu no dia 2 de outubro de 1998 em sua casa na cidade de Toulouse. Pouco depois, no ano de 2000, o grupo italiano Tod’s comprou os direitos de licenciamento da marca. O ressurgimento da marca começou em 2003 quando o italiano Bruno Frisoni foi nomeado diretor criativo e Inès de La Fressange, eterna musa de Chanel, contratada para ser embaixadora global. Além disso, a marca abriu uma nova loja na sofisticada Rua Faubourg Saint-Honoré, em Paris, cujo design foi inspirado no apartamento de Vivier. Depois inaugurou lojas em Nova York e Hong Kong (2005) e lançou sua primeira coleção de óculos de sol em 2006, mesmo ano que abriu uma loja em Londres. Nos anos seguintes continuou sua expansão internacional com inauguração de luxuosas lojas em cidades como Milão (2008), Xangai (2010) e Costa Mesa (2012). Além disso, expandiu sua linha de produtos com o lançamento de perfumes, bolsas, objetos em couro e uma pequena coleção de joias. A marca passou a vender pela internet em 2011. Hoje em dia a marca conquistou novas clientes estreladas como Carla Bruni, Cate Blanchett, Nicole Kidman, Uma Thurman, Jennifer Aniston e Cameron Diaz.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas mudanças ao longo de sua história. Mais recentemente o logotipo ganhou uma nova tipografia de letra, mais afinada, fazendo com que o nome da marca ganhasse mais destaque.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1963 
● Fundador: Roger Vivier 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Roger Vivier Paris SAS 
● Capital aberto: Não (marca licenciada para a Tod’s s.p.a.) 
● CEO: Diego Della Valle 
● Diretor criativo: Bruno Frisoni 
● Faturamento: €113.7 milhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 29 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Sapatos, botas, bolsas, óculos e acessórios em couro 
● Concorrentes diretos: Jimmy Choo, Manolo Blahnik, Christian Louboutin, Salvatore Ferragamo, Chanel e Walter Steiger 
● Ícones: Os saltos agulha e vírgula e o scarpin com fivela na ponta 
● Website: www.rogervivier.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a ROGER VIVIER vende sua refinada linha de produtos (sapatos, bolsas, acessórios em couro, óculos de sol e até uma pequena coleção de joias) em mais de 50 países ao redor do mundo através de uma pequena e exclusiva rede de lojas próprias formada por aproximadamente 30 unidades. As lojas estão instaladas em cidades como Paris, Londres, Milão, Tóquio, Dubai, Nova York, Genebra, Xangai, Beirute, Taipei, entre outras. Além disso, seus produtos são vendidos em sofisticadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
Suas criações eram tão fantásticas que seus sapatos estão expostos em importantes museus mundiais como Victoria and Albert Museum de Londres, Metropolitan Museum of Art de New York e Musée du Costume et de la Mode du Louvre, em Paris. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/5/2015