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14.1.15

THE SALVATION ARMY (EXÉRCITO DE SALVAÇÃO)


THE SALVATION ARMY, conhecido no Brasil como EXÉRCITO DE SALVAÇÃO, é uma das instituições de ajuda humanitária mais atuante no mundo. Há mais de um século esta respeitada instituição contribui diretamente para o bem estar da sociedade mundial. Os programas e projetos se estendem pelo mundo todo, pois não há fronteiras que o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO não ultrapasse para ajudar da melhor maneira possível quem necessita. 

A história 
Tudo começou na região leste da cidade de Londres em pleno auge da Revolução Industrial. Era 1865 quando o pastor metodista William Booth contou para seu filho sobre os inúmeros moradores de rua dormindo em bancos nas margens do rio Tamisa, e obteve uma resposta simples: “Vá e faça alguma coisa”. E William fez. Juntamente com sua mulher, Catherine Mumford, fundou no dia 5 de julho a organização Missão Cristã do Leste de Londres, cuja missão era ajudar os mais necessitados suprindo as necessidades espirituais e físicas que afligiam milhares de homens, mulheres e crianças. No natal de 1878 ele reorganizou a instituição, dando-lhe um caráter militar e mudando seu nome para THE SALVATION ARMY (em português Exército de Salvação). Enquanto William pregava aos pobres e miseráveis, Catherine contatava os ricos, conseguindo assim apoio financeiro para a continuidade do trabalho. Ela também atuava como ministra religiosa, o que era bastante incomum naquela época. William Booth logo se ficou conhecido como General e sua esposa Catherine como a Mãe do Exército de Salvação.


William descrevia o lema da organização como os três “S”, que representavam a melhor maneira de como o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO atuava: primeiro a Sopa, depois o Sabão e por fim a Salvação. Os primeiros membros da organização eram alcoólatras, viciados e prostitutas convertidos ao protestantismo. Muitos destes, em função da busca por uma vida de acordo com os princípios morais do cristianismo protestante, mudavam seus hábitos de vida. À medida que o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO se expandia, também crescia a oposição ao movimento na Inglaterra. Os oponentes da instituição se reuniam no chamado “Exército Esqueleto” (Skeleton Army), para perturbar os encontros do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO e suas atividades sociais. Muitos oponentes, que chegavam a agredir fisicamente os membros salvacionistas, eram proprietários de tabernas e bares que estavam perdendo seus clientes, ao passo que novas pessoas largavam o vício e se uniam ao EXÉRCITO DE SALVAÇÃO. Mas William insistiu em suas ações, fornecendo abrigo e alimento, buscando náufragos e vítimas de acidentes, cuidando de emprego e saúde, conciliando famílias, criticando a superexploração do trabalhador e combatendo a prostituição.


A partir do fim do século XIX e início do século XX o trabalho humanitário do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO se expandiu rapidamente para outros países como Estados Unidos (1880), Austrália (1881), França (1881), Índia (1882), Canadá (1882), África do Sul (1883), Alemanha (1886), Argentina (1890), Uruguai (1890), Japão (1895), Coréia (1908) e Chile (1909). Convidado para importantes cerimônias, como por exemplo, a coroação de Eduardo VII ou a abertura da sessão legislativa do Senado Americano, William Booth faleceu no dia 20 de agosto de 1912. Em sessenta anos como evangelista, Booth viajou cinco milhões de milhas, pregou quase 60.000 sermões e seu espírito hipnótico atraiu 16.000 oficiais (membros) para seguir a bandeira do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO em 58 países, para pregar o evangelho em 34 línguas.


No Brasil a organização passou a atuar em 1922 com a chegada de David Miche e Stelle Miche na cidade do Rio de Janeiro. Foram recebidos com simpatia por muitos brasileiros que já conheciam o trabalho da organização no hemisfério norte, mas com alguma desconfiança por aqueles que não conheciam a missão da instituição. Sempre preocupado com a miséria existente no país, já em 1928 foi criado um espaço na cidade de Santos para atender aos marinheiros expostos a perigos e dificuldades próprias da profissão. Pouco depois, em 1931, trabalho parecido foi desenvolvido na cidade do Rio de Janeiro, sempre visando o resgate do ser humano de situações degradantes. Ao longo dos anos o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO passou a atender diversos grupos sociais no território brasileiro, que tinham em comum o desamparo social, a falta de perspectivas de vida e futuro.


No Brasil em 2000 foi criado o programa de lojas beneficentes, batizadas de Salvashopping, que desde então tem atuado como verdadeiro parceiro da população de baixa renda nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. As lojas beneficentes atuam em diversos países ao redor do mundo e têm por finalidade criar oportunidades para que as pessoas possam apoiar a missão do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO. Isso se dá através da coleta de doações em domicílio e da venda dos objetos doados nos bazares tais como roupas, móveis e eletrodomésticos que, depois de classificados e avaliados, são comercializados ao público em geral. O programa também é uma oportunidade para ação social na captação de recursos e na criação de empregos para jovens iniciantes no mercado de trabalho. Todos os recursos gerados são empregados na manutenção das diversas atividades sociais do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO. O valor é revertido para os programas assistenciais mantidos pela instituição tais como centros comunitários, creches, centros integrados, clínicas médicas e lares para idosos.


Hoje em dia, o trabalho social do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO é bastante diversificado, divido em três grandes áreas: Assistencial (compreende a organização e manutenção de programas de proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice, de abrigos para gestantes e mulheres, crianças e adolescentes em situação de risco ou carentes, pessoas idosas e necessitadas em geral, e de clínicas médicas, dentárias e serviços à comunidade), Promocional (compreende a organização e manutenção de programas de promoção humana, tais como residência para estudantes, instituições de longa permanência para a terceira idade e promoção de cursos, seminários, profissionalização, entre outros) e Educacional (compreende a organização e manutenção de programas de educação infantil, de apoio escolar, escolas e cursos). Destaca-se também o atendimento a situações de emergência em todo o mundo.


Nos últimos anos o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO tem trabalhado intensamente para servir à humanidade que sofre com situações degradantes e grandes catástrofes através de ações como o auxílio à população de Santa Catarina atingida pelas enchentes de 2007, às vítimas da Guerra do Iraque, aos desabrigados de desastres naturais como o Furacão Katrina nos Estados Unidos e o devastador Tsunami que literalmente “varreu” alguns países da Ásia e a promoção de programas de apoio aos portadores de AIDS no continente africano. Com isso, a instituição tem aliviado o sofrimento de milhares de pessoas ao redor do mundo.


A evolução visual 
O tradicional logotipo da marca, um escudo vermelho, foi adotado em 1901. Ao redor do mundo THE SALVATION ARMY adota outros nomes de acordo com idiomas locais, como por exemplo, no Brasil (EXÉRCITO DE SALVAÇÃO), na Itália (ESERCITO DELLA SALVEZZA) e em países de língua espanhola (EJÉRCITO DE SALVACIÓN) e francesa (ARMÉE DU SALUT). Apesar da diferença entre os nomes, o logotipo da marca é utilizado com sua estrutura original, com pequenas diferenças entre os tons de vermelho.


O logotipo utilizado no Brasil mantém a estrutura original, porém com contornos mais modernos.


Os slogans 
Doing the most good. 
Transforming lives in every community. Strength 
For Today, Hope For Tomorrow.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 5 de julho de 1865 
● Fundador: William Booth e Catherine Mumford 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: The Salvation Army 
● Capital aberto: Não (Organização religiosa e filantrópica) 
● Líder: André Cox 
● Membros: 1.600.000 
● Arrecadação: Não divulgado 
● Presença global: 126 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 110.000 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais serviços: Hospitais, maternidades, clínicas de reabilitação, abrigos e ajudas humanitárias 
● Organizações semelhantes: Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras, Anistia Internacional e United Way 
● Ícones: O escudo vermelho 
● Slogan: Doing the most good. 

A marca no mundo 
Atualmente THE SALVATION ARMY, uma das maiores instituições de caridade e ajuda humanitária do mundo, está presente em 126 países através de igrejas, lojas beneficentes, abrigos, centros comunitários, hospitais, escolas, lares para idosos, creches, centros de recuperação, veículos e equipes de emergência. A organização prega a palavra de Deus em mais de 175 idiomas, aliando seu trabalho evangelístico a um cunho social intenso. No Brasil o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO mantém 27 unidades de atendimento social, agrupadas em abrigos, centros de educação infantil, apoio sócio educativo em meio aberto, centros integrados, apoio ao idoso e residência de estudantes, além de 46 igrejas em diversos estados. 

Você sabia? 
O EXÉRCITO DE SALVAÇÃO herdou do metodismo a maior parte de suas crenças e tradição doutrinária, e por isso se inclui na igreja de origem Wesleyana. As igrejas são chamadas “corpos” e os membros são denominados “soldados”. Os membros usam uniforme e há uma hierarquia de característica militar, onde os pastores e bispos são “capitães”, “majores”, “coronéis” e “comissários”. 
O EXÉRCITO DE SALVAÇÃO é extremamente conhecido por suas orquestras/bandas, formadas pelos membros das igrejas ao redor do mundo. A principal função dessas bandas é auxiliar musicalmente nas reuniões e também divulgar a obra da instituição em locais abertos. A banda “mais prestigiada” é a International Staff Band, fundada em 1891. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/1/2015

9.3.11

DOUTORES DA ALEGRIA


Dizem que é mais difícil arrancar risadas do que lágrimas e que poucos têm talento para transformar uma situação complicada ou delicada em comédia. E para complicar um pouco mais, levar o riso a locais de extrema tristeza, como os hospitais, não é tarefa nada fácil. Se rir é o melhor remédio, como diz o famoso ditado popular, os DOUTORES DA ALEGRIA são a melhor receita para levar alegria, distração e conforto para milhares de crianças internadas em hospitais espalhados pelo Brasil. E o único pagamento que eles aceitam são sorrisos e gargalhadas. 

A história 
A inspiração para a criação dos DOUTORES DA ALEGRIA começou no ano de 1986 quando Michael Christensen, um palhaço americano, diretor do Big Apple Circus de Nova York, apresentava-se em uma comemoração num hospital daquela cidade, quando pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens do local por outras alegres e engraçadas. Essa foi a semente do Clown Care Unit™, um grupo pioneiro de artistas especialmente treinados para levar alegria à crianças internadas em hospitais de Nova York. Em 1988 Wellington Nogueira, um ator graduado pela Academia Americana de Teatro Dramático e Musical de Nova York, onde trabalhou em algumas das melhores companhias de teatro, cinema e circo, passou a integrar a trupe americana. No dia do teste brincou com um garoto engessado das pernas até a barriga, cheio de tubos espetados e várias cicatrizes de operações ortopédicas. Quando terminou, ouviu do menino: “Estou me sentido melhor, muito obrigado”. Nascia naquele momento o Dr. Zinho.


Voltando ao Brasil, em 1991, para ficar com o pai doente, já em estado terminal, percebeu que havia muita coisa a ser feita nos hospitais brasileiros e resolveu tentar aqui um projeto parecido ao americano, enquanto ex-colegas faziam o mesmo na França (Le Rire Medecin) e Alemanha (Die Klown Doktoren). Os preparativos foram extremamente trabalhosos, mas valeu muito a pena: em setembro daquele ano, em uma louvável iniciativa do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (atualmente conhecido como Hospital da Criança), em São Paulo, teve início o programa DOUTORES DA ALEGRIA. Surgia assim um grupo dedicado a levar alegria a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde, através da arte do palhaço, nutrindo esta forma de expressão como meio de enriquecimento da experiência humana.


Nesta época pouco se falava da necessidade de humanizar o tratamento de doentes em hospitais. Os DOUTORES DA ALEGRIA inovaram ao chamar atenção para o fato e ao realizar suas intervenções de maneira profissional. Munidos de jalecos brancos e narizes de palhaço, nos anos seguintes, a trupe foi aumentando e se apresentando em outros hospitais de São Paulo. Em 1996 os DOUTORES DA ALEGRIA entraram nas empresas pela primeira vez, por meio de palestras. E também chegaram ao Rio de Janeiro (1998) e ao Recife (2003). Em 2007, a organização inventou dois novos produtos como forma de aumentar sua arrecadação: Poemas Esparadrápicos, um rolo com catorze poesias adesivas, à venda em seu site; e Riso 9000, em que palhaços visitam empresas para fazer esquetes, fazendo uma varredura besteirológica por baias, salas de reunião, cafés e corredores, oxigenando o ambiente e lembrando sempre que bobagem pouca é desgraça. Em 2008, dando sequência ao seu projeto de expansão, os DOUTORES DA ALEGRIA iniciaram atividades na ala pediátrica da Santa Casa na cidade de Belo Horizonte em Minas Gerais.


Atualmente, os DOUTORES DA ALEGRIA trabalham ainda pelo cumprimento de novos objetivos. Entre eles, a ampliação de sua atuação em hospitais da rede pública, o desenvolvimento do Programa Palhaços em Rede, que desde 2007 promove encontros e oficinas com grupos de ação semelhante ao da organização, que hoje reúne mais de 650 grupos de palhaços, que trabalham em hospitais de todos os estados brasileiros, oferecendo assim orientação gratuita cujo objetivo é reforçar a identidade dos grupos, prezando pela qualidade do trabalho levado para dentro dos hospitais. Além disso, o grupo realiza duas atividades fantásticas: Roda Besteirológica, realizada a cada dois meses em um hospital diferente, apresenta cenas e descobertas besteirológicas; e Bloco do Miolinho Mole, que realiza desde 2007 um cortejo pelos hospitais atendidos no Recife com instrumentos musicais, frevos carnavalescos e até estandarte.


Apesar de ser impossível medir se as intervenções dos “besteirologistas”, como eles se denominam, contribuem para o tratamento dos pacientes infantis, é sabido que o riso influi positivamente no sistema imunológico. E ainda hoje a essência do trabalho é a utilização da paródia do palhaço que brinca de ser médico no hospital, tendo como referência a alegria e o lado saudável das crianças e colaborando para a transformação do ambiente em que se inserem.


Escola do riso 
Além de contar com um núcleo de pesquisa dedicado à arte do palhaço, com foco na produção de conhecimento e criações artísticas, a organização, desde 2008, tem a Escola de Palhaços dos Doutores da Alegria, que ministra cursos voltados na pesquisa da linguagem do palhaço e na formação de jovens, artistas profissionais e interessados. O aprendizado é traduzido pela máxima “a máscara se dá pelo outro”, significando que a sala de aula está sempre em construção, levando em conta a experiência de vida e a história de cada aluno e abrindo um espaço de possibilidades, tentativas e descobertas. Essa metodologia nasceu em parte da experiência, dos questionamentos de conteúdos e dinâmicas nos cursos ministrados e em parte da prática nos hospitais, da abordagem com as crianças. Os cursos da escola não se destinam a formar palhaços para a atuação em hospitais. Mais de 180 jovens artistas já se formaram em um programa com duração de três anos.


A evolução visual 
Há alguns anos atrás o logotipo dos DOUTORES DA ALEGRIA passou por uma modernização, adquirindo um visual mais sóbrio, visando passar mais credibilidade e seriedade no trabalho “engraçado” que a trupe realiza divertindo crianças em diversos hospitais.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1991 
● Fundador: Wellington Nogueira 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Grupo Doutores da Alegria 
● Capital aberto: Não (Sociedade civil sem fins lucrativos)
● Presidente: Carmen Lúcia Ritner 
● Coordenador Unidade de Negócios: Wellington Nogueira 
● Orçamento: R$ 6 milhões (estimado) 
● Sedes regionais:
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários da alegria: 90 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais produtos: Levar alegria às crianças internadas 
● Ícones: Os palhaços (denominados de “besteirologistas”) 
● Slogan: O engraçado é que é sério. 

A marca no Brasil 
Hoje em dia os DOUTORES DA ALEGRIA, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, realiza mais de 62 mil visitas por ano a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. A organização conta com uma equipe de 30 funcionários e colaboradores nas áreas de pesquisa, formação, gestão, administração e mobilização, e mais de 40 artistas que atuam hoje dentro de 24 hospitais. Desde sua fundação eles já visitaram mais de 900 mil crianças e adolescentes hospitalizados, atingindo também cerca de 750 mil familiares, e envolvendo mais de 14 mil profissionais de saúde. Suas receitas são provenientes de doações de empresas e pessoas físicas (Sócios da Alegria) na forma de patrocínio, parceria e associação, além de palestras e venda de materiais (roupas, DVDs, livros e brinquedos) pelo site. 

Você sabia? 
Para ser um Doutor da Alegria é preciso ser artista profissional (palhaço ou ator especializado na linguagem do palhaço). Esses artistas são remunerados. 
A organização recebeu em 1997 o Prêmio Criança da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e foi incluída três vezes na lista das 100 melhores práticas globais da divisão Habitat da Organização das Nações Unidas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Veja, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 11/7/2013

9.6.08

MÉDECINS SANS FRONTIÉRES


Epidemias. Terremotos. Tufões. Guerras civis. Inundações. São em cenários como esses que os profissionais da organização Médicos Sem Fronteiras atuam, proporcionando que milhões de pessoas tenham ao menos uma chance de sobrevivência. Seus voluntários levam socorro às populações em perigo e às vítimas de catástrofes de origem natural ou humana e de situações de conflito, sem qualquer discriminação racial, religiosa, filosófica ou política. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, os Médicos Sem Fronteiras reivindicam, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício da sua atividade. 

A história 
A organização Médecins Sans Frontières (conhecida no Brasil de Médicos Sem Fronteiras) foi criada no dia 20 de dezembro de 1971 por um grupo de 13 jovens médicos franceses (conhecidos então como French Doctors), liderado pelo médico Bernard Kouchner, e jornalistas, liderados por Raymond Borel, editor chefe do jornal médico Tonus, que, em sua maioria, tinham trabalhado como voluntários da Cruz Vermelha em Biafra, região no sudeste da Nigéria, que, no final dos anos de 1960, estava sendo destruída por uma guerra civil brutal. Enquanto trabalhavam para socorrer as vítimas do conflito, eles perceberam que as limitações da ajuda humanitária internacional da época eram fatais. Para tratar dos doentes e feridos era preciso esperar por um entendimento entre as partes em conflito ou pela autorização oficial das autoridades locais. Além dos entraves burocráticos e políticos, os grupos de ajuda humanitária não se manifestavam diante dos fatos testemunhados, ainda que diante de situações gritantes.


Ao retornarem à França, estimaram que a política de neutralidade e de reserva da Cruz Vermelha havia sido um erro, e que era necessária a criação de uma associação que aliasse ajuda humanitária e ações de sensibilização junto à mídia e às instituições políticas. A organização surgiu com o objetivo de levar cuidados de saúde para quem mais precisa, independentemente de interesses políticos, raça, credo ou nacionalidade. Na verdade era uma organização humanitária que associava ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, dando visibilidade a realidades que não podiam permanecer negligenciadas. Seus fundadores acreditavam que todas as pessoas tinham o direito a tratamento médico, e que essa necessidade era mais importante que as fronteiras nacionais (princípio de ingerência). No ano seguinte, o MSF fez sua primeira intervenção, na Nicarágua, após um terremoto que devastou a capital do país, Manágua, matando entre 10 e 30 mil pessoas.


Ainda nesta década a organização atuou em Honduras, depois da passagem de um furacão em 1974; nos campos de refugiados da Tailândia, em 1975; estabeleceu o primeiro programa médico de grande escala durante a crise de refugiados no Camboja, em 1975; e no Líbano, em 1976, durante sua primeira missão de guerra. Pouco depois, em 1980, após a ocupação do Afeganistão pelos Estados Unidos, o MSF forneceu proteção e estrutura para as vítimas da guerra. No final desta década, em 1988, a organização levou ajuda às vítimas de um grande terremoto na Armênia. A atuação da organização nesses anos culminou com o recebimento do Prêmio Nobel da Paz em 1999 em reconhecimento ao trabalho humanitário pioneiro em diversos continentes e para honrar seus profissionais médicos, que haviam atuado em mais de 80 países, tendo tratado dezenas de milhões de pessoas. A partir desse ano, a organização começou a promover a Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais, visando chamar a atenção para doenças negligenciadas, como a malária, doença de Chagas e a doença do sono, que matam milhões de pessoas a cada ano. Além disso, a campanha também visava proporcionar o acesso a medicamentos para tratamento da AIDS nos países mais atingidos.


Neste momento a organização já possuía escritórios regionais em vários países, inclusive no Brasil, onde havia desembarcado no começo da década. A partir de 2005, o MSF começou a recrutar profissionais brasileiros para trabalhar em seus projetos pelo mundo. Nos últimos anos, algumas das crises nas quais o MSF esteve presente ativamente foram: o Terremoto no Haiti (2010), a Guerra da Síria (2011), o Tufão nas Filipinas (2013), a Epidemia de Ebola na África ocidental (2014), o Conflito do Iêmen (2015) e o Terremoto no Nepal (2015). Em 2015, um bombardeio dos Estados Unidos ao centro de trauma do MSF na cidade de Kunduz, no Afeganistão, fez o maior número de vítimas em ataques a instalações da organização: 42 pessoas foram mortas, sendo 14 profissionais do MSF.


Nos últimos anos, o MSF proporciona também ações de longo prazo, na ajuda a refugiados, em casos de conflitos prolongados, instabilidade crônica ou após a ocorrência de catástrofes naturais ou provocadas pela ação humana. Também é missão do MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos. Além disso, em situações em que a atuação médica não é suficiente para garantir a sobrevivência de determinada população – como ocorre em casos de extrema urgência –, a organização pode fornecer água, alimentos, saneamento e abrigos. Esse tipo de ação se dá prioritariamente em períodos de crise, quando o equilíbrio anterior de uma situação é rompido e a vida das pessoas é ameaçada.


A linha do tempo 
1984 
Grande projeto de nutrição intensiva para vítimas da fome na Etiópia, na África. 
1985 
A organização é expulsa da Etiópia depois de ter denunciado o desvio da ajuda humanitária e a migração forçada das populações locais. 
1987 
Primeiros projetos médico-sociais em países desenvolvidos, começando pela França. 
1989 
Lançamento de programas de saúde na Europa Oriental, depois do colapso do bloco comunista. 
1991 
Primeira intervenção no Brasil, para conter uma epidemia de cólera na Amazônia. Depois de 10 anos, o MSF finalizou atuação na região, uma vez que os povos indígenas atendidos passaram a ter acesso a cuidados básicos de saúde com a criação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). 
Denuncia a limpeza étnica e crimes contra a humanidade, na Bósnia-Herzegovina. 
1993 
Chegada ao Rio de Janeiro, iniciando trabalhos com crianças de rua. 
1994 
Presença antes, durante e depois do genocídio em Ruanda, na África, onde aproximadamente 800 mil ruandeses da etnia tutsi foram assassinados por milicianos hutus. 
1996 
Vacinação de 4.5 milhões de pessoas contra a meningite, na Nigéria. 
1997 
Intervenção em epidemia de cólera no oeste da África. 
1998 
Assistência e envio de medicamentos e de material médico para as vítimas do furacão que varreu a América Central (Honduras, Nicarágua e Guatemala). 
Causou polêmica ao retirar-se da Coréia do Norte, acusando o regime de Pyongyang de malversar a ajuda humanitária vinda do exterior. 
1999 
Assistência humanitária aos refugiados durante a guerra do Kosovo. 
2000 
Denuncia a negligência em relação ao povo angolano em meio à guerra entre governo e rebeldes. 
2001 
Critica a operação pão e bombas durante ataque dos Estados Unidos ao Afeganistão. 
2002 
Amplia presença em Angola, que, após o fim do conflito que durou anos, vivia a pior crise de desnutrição da África na última década. 
2003 
Durante pesados conflitos entre forças do governo e tropas rebeldes na capital da Libéria, o MSF oferece assistência a milhares de deslocados e transforma casas em hospitais. 
2010 
Após o terremoto que devastou o Haiti, a organização tratou mais de 173 mil pacientes e realizou mais de 11 mil cirurgias. 
2011 
Concentra esforços no atendimento às pessoas afetadas pelo conflito na Síria e atua em três hospitais no norte do país transformando casas e uma granja em hospitais. Impedido de acessar outras áreas da Síria, o MSF inicia apoio a mais de 50 unidades de saúde espalhadas pelo país. 
2013 
A República Centro-Africana alcança status de emergência humanitária crônica após o golpe de Estado e a violência chega a níveis sem precedentes. O MSF mantém sete projetos regulares e seis de emergência, em quase todo o país, além prestar assistência a refugiados nos países vizinhos. É das poucas organizações que levam cuidados a essa população. 
2014 
Início de uma epidemia de Ebola sem precedentes: em seis países, o MSF tratou quase 5 mil pacientes no ano, aproximadamente 25% de todos os casos declarados na África Ocidental.


Missões do bem 
Atualmente, as principais ações do MSF no mundo são: 
+ Campanhas de vacinação 
+ Ações de prevenção de doenças 
+ Assistência a campos de refugiados 
+ Nutrição terapêutica e suplementar 
+ Distribuição de alimentos em regiões em situação de fome aguda 
+ Distribuição de medicamentos 
+ Assistência médica dentro de instalações públicas pré-existentes 
+ Reforma de estruturas de saúde - reabilitação de hospitais e clínicas 
+ Cirurgias 
+ Campanhas de sensibilização da opinião pública 
+ Projetos de saneamento e provisão de água 
+ Construção de hospitais e postos de saúde 
+ Formação de agentes comunitários 
+ Formação de pessoal de saúde 
+ Apoio à reinserção social 
+ Acompanhamento epidemiológico de um país ou região


A ajuda em números 
A cada ano, aproximadamente 7.700 médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde da organização Médecins Sans Frontières, partem de diferentes países, em direção a quase 470 projetos de ajuda humanitária em mais de 70 países, levando atendimento para mais de 30 mil pessoas diariamente. O trabalho sério da organização realmente salva milhões de vidas anualmente: são aproximadamente 9.1 milhões de consultas ambulatoriais; 3 milhões de crianças vacinadas; 43 mil cirurgias de guerra; tratamento para mais de 180 mil casos de desnutrição severa e moderada; mais de 250 mil partos; 30.600 imigrantes e refugiados resgatados do mar; mais de 55 mil internações; tratamento para casos de malária (2.5 milhões de pessoas), HIV/AIDS (mais de 220 mil pacientes), tuberculose, sarampo, meningite e cólera; milhões de atendimentos psicológicos; além da distribuição de milhares de kits de higiene e cozinha e lonas plásticas.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 20 de dezembro de 1971 
● Fundador: Bernard Kouchner e Raymond Borel 
● Sede mundial: Genebra, Suíça 
● Proprietário da marca: Médecins Sans Frontières 
● Capital aberto: Não (organização não-governamental) 
● Presidente: Joanne Liu 
● Secretário Geral: Jérôme Oberreit 
● Arrecadação: €1.5 bilhões (2016) 
● Presença global: 71 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários/voluntários: 36.000 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais produtos: Assistência médica e humanitária 
● Concorrentes diretos: Red Cross (Cruz Vermelha), Médecins du Monde, The Salvation Army e Anistia Internacional 
● Slogan: Hope without borders. 
● Website: www.msf.org.br 

A marca no Brasil 
Em 1991, o Médicos Sem Fronteiras iniciou sua primeira intervenção no Brasil no combate a uma epidemia de cólera na Amazônia, em parceria com o Ministério da Saúde. Depois que a epidemia foi controlada, o MSF passou a desenvolver um trabalho de saúde preventiva com tribos indígenas, impulsionada pelo alto índice de mortalidade e morbidade provocadas principalmente pela malária. Nos anos seguintes, a organização implantou vários projetos, como por exemplo, em 1996 quando criou o Programa Local de Prevenção a DST/Aids, através da implantação de bancos de preservativos e atividades educativas de prevenção em comunidades carentes do Rio de Janeiro, em parceria com associações de moradores; o Dentemania em 1998, onde realizava um trabalho com crianças de rua e de comunidades carentes, para ensinar, de maneira lúdica, como manter a higiene bucal; e constituiu, em 1998, uma rede de médicos voluntários que se preocupam com a questão da exclusão social e oferecem atendimento gratuito à população excluída. Atualmente, o MSF do Brasil envia 150 brasileiros de diversas especialidades para seus projetos pelo mundo e conta com aproximadamente 260 mil doadores.


A marca no mundo 
Hoje, mais de 36 mil profissionais, dos quais mais de 7.700 são médicos, trabalham com a organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que oferece assistência à saúde, em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social em mais de 70 países. Aproximadamente 95% da arrecadação provém de doações particulares (são mais de 6 milhões de doadores individuais), enquanto o restante é proveniente de governos e empresas. Atualmente é a maior organização de ajuda humanitária não governamental do mundo, na área da saúde. 

Você sabia? 
A organização, mundialmente conhecida pela sigla MSF (abreviação da frase em francês “Médecins Sans Frontières”), também adota os nomes MÉDICOS SEM FRONTEIRAS (no Brasil) e DOCTORS WITHOUT BORDERS (nos Estados Unidos). 
Em junho de 2016, após o acordo firmado entre a União Europeia e a Turquia, o MSF decidiu não receber mais recursos financeiros dos países-membros do bloco em protesto contra a vergonhosa política migratória imposta a refugiados e migrantes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/11/2017

24.8.06

CRUZ VERMELHA

A CRUZ VERMELHA dedica-se em todo o mundo a proteger a vida humana e promover a paz duradoura. Os membros deste Movimento ajudam as pessoas afetadas pelos conflitos armados, catástrofes naturais e outras tragédias humanas, protegendo as vítimas e a dignidade humana, aliviando o sofrimento.
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A história
A mais popular e conhecida organização humanitária surgiu como resultado direto dos esforços do comerciante suíço Jean Henri Dunant. Durante uma viagem de negócios pela Itália, em junho de 1859, ele testemunhou a Batalha de Solferino, no norte da Itália, um violento e sangrento conflito, que durou apenas dezesseis horas, entre tropas austríacas e francesas (com a ajuda dos piemonteses), que resultou em quase 40 mil mortes e feridos graves. Naquela época, não existiam organizações destinadas a atender os soldados ou a população atingidos em conflitos. Quem fazia esse tipo de assistência eram os próprios sobreviventes. Impressionado com a tragédia, ele organizou os serviços para atender e socorrer os feridos de ambos os lados com o auxílio de civis das vilas vizinhas, providenciando assistência com os recursos que possuía a disposição.
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Três anos depois, ele publicou o livro “Un Souvenir de Solférino” (“Uma Lembrança de Solferino”), no qual relatava sua experiência e sugeria a formação de sociedades voluntárias com enfermeiros para ajudar e proteger os feridos de guerra, e que os mesmos fossem reconhecidos e protegidos por meio de acordo internacional. O livro despertou a opinião pública européia para o problema. Estas idéias levaram rapidamente à criação do Comitê Internacional para a Assistência aos Feridos, que mais tarde se transformou no Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O próximo passo foi reunir um comitê no dia 17 de fevereiro de 1863. O grupo foi constituído por integrantes suíços - o advogado e banqueiro Gustav Moynier, os médicos Dr. Louis Appia e Dr. Théodore Maunoir, e o general Dufour - e ficou conhecido como Comitê dos Cinco. Rapidamente ele tratou de expandir sua idéia para outros países ao convocar uma conferência sobre o assunto com representantes de várias nações.
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Finalmente, no dia 23 de outubro de 1863, foi realizada a Conferência Internacional de Genebra, o primeiro encontro entre o comitê e representantes de 16 países, onde foram adotadas resoluções que se tornaram a carta de fundação da CRUZ VERMELHA e definiram as funções e métodos de trabalho para os Comitês para a Assistência aos Feridos que Dunant havia proposto. Dessa reunião surgiu o Comitê Internacional de Socorro a Feridos e ficou decidido que cada país montaria um órgão nacional. O símbolo escolhido para a organização foi uma cruz vermelha sobre um fundo branco, uma homenagem à Suíça, cuja bandeira tem as cores invertidas. Mas Henry Dunant queria que a entidade fosse oficialmente reconhecida no mundo e que uma convenção garantisse a proteção dos serviços sanitários nos campos de batalha. O governo suíço convocou então uma Conferência Diplomática no ano seguinte, 1864, em Genebra. Representantes de 12 países adotaram um tratado, preparado pelo Comitê Internacional, intitulado Convenção de Genebra para o Melhoramento da Sorte dos Soldados Feridos nos Exércitos em Campanha. Este foi o primeiro acordo sobre Direito Internacional Humanitário.
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Em 1876 a designação foi alterada oficialmente para Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Ainda neste ano, durante a Guerra entre a Rússia e a Turquia, travada nos Bálcãs, o Império Otomano decidiu usar um crescente vermelho sobre um fundo branco, ao invés da cruz vermelha. O Egito também decidiu optar pelo crescente vermelho, e a Pérsia subseqüentemente escolheu o leão vermelho e o sol sobre um fundo branco.
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Na Primeira Grande Guerra, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e as Sociedades Nacionais se depararam com uma guerra que matou milhões de combatentes, resultou em milhares de prisioneiros de guerra, e em epidemias e fome em uma escala jamais vista. Em 1918, a guerra acabou, mas a fome e as epidemias continuaram a matar outros milhões. Apesar da CRUZ VERMELHA ter sido fundada para ajudar as vítimas de guerra, ela não podia permanecer parada sem tomar providências diante das conseqüências da guerra, embora o desastre ocorresse em tempos de paz. Assim, em 1919, a Liga das Sociedades da Cruz Vermelha (agora Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedades do Crescente Vermelho), foi fundada para trabalhar em casos de desastres naturais.
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Em 1949, após os horrores da Segunda Grande Guerra, as convenções existentes dando proteção aos soldados feridos e aos náufragos e marinheiros feridos e prisioneiros de guerra foram todas revisadas e uma nova convenção dando proteção para os civis foi adotada pela primeira vez. Essas são as famosas quatro Convenções de Genebra, e estão em vigor até a data de hoje. Nascida do desejo de prestar assistência aos feridos nos campos de batalha sem discriminação e intimamente ligada ao desenvolvimento do Direito Humanitário Internacional, a CRUZ VERMELHA continua se esforçando em prevenir e aliviar o sofrimento humano aonde ele for encontrado.
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Os símbolos
O emblema da CRUZ VERMELHA segue de um modo geral, dois propósitos:
O emblema protetor – é a manifestação visível da proteção conferida no Direto Internacional Humanitário a algumas pessoas e a determinados bens, isto é, aos que se colocam à disposição do mesmo. Sendo constituído da Cruz em vermelho sobreposta no fundo branco.
O emblema indicativo – significa que uma pessoa ou um bem está a serviço da CRUZ VERMELHA, beneficiando-se assim da proteção estipulada no Direito Internacional Humanitário. Este emblema apresentará o nome ou as iniciais da Sociedade Nacional, sendo que a Cruz Vermelha será sempre o elemento dominante do emblema e seu fundo sempre branco. No entanto, para difusão, coleta de fundos, assim como em medalhas, se admite uma configuração de fantasia, quando se utiliza o emblema com finalidade decorativa.
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O principal símbolo da organização é uma Cruz Grega de cor vermelha sobre fundo branco. Os países não-cristãos adotam o símbolo de sua religião vermelho como símbolo de socorro. Os países muçulmanos, questionaram a cruz como símbolo e, em 1906, adotaram definitivamente o Crescente vermelho para designar o serviço médico voluntário. Israel por sua vez, adota a estrela de davi vermelha (Magen David Adom). Os países neutros como a Índia adotam o Cristal vermelho.
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Para além das sociedades nacionais da CRUZ VERMELHA, o símbolo destina-se a ser usado pelos exércitos de todos os países para designar hospitais, ambulâncias e pessoal sanitário.
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Dados corporativos
● Origem: Suíça
● Fundação: 1863
● Fundador: Jean Henry Dunant
● Sede mundial: Genebra, Suíça
● Proprietário da marca:
Comitê Internacional da Cruz Vermelha
● Capital aberto: Não (Organização não-governamental)
● Presidente: Jakob Kellenberger
● Arrecadação: US$ 1 bilhão (estimado)
● Voluntários:
+ 350 milhões
● Presença global: + 180 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 12.000
● Segmento:
Organização não governamental
● Principais produtos: Ajuda humanitária internacional
● Ícones: O símbolo da cruz vermelha
● Slogan: Together, we can save a life. (American Red Cross)
● Website:
www.redcross.int
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A marca no Brasil
A Cruz Vermelha Brasileira foi fundada em 5 de dezembro de 1908 como uma sociedade de socorro voluntário, civil, sem fins lucrativos, de natureza filantrópica. A Cruz Vermelha Brasileira possui atualmente 50 filiais, sendo 17 estaduais e 33 municipais, que, apesar de desenvolverem algumas atividades similares, adaptadas aos diferentes contextos regionais, seguem a mesma diretriz, cujo objetivo é prevenir e atenuar os sofrimentos humanos com toda a imparcialidade, sem distinção de raça, nacionalidade, sexo, nível social, religião e opinião política.
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A missão da Cruz Vermelha Brasileira compreende:
I – agir, em caso de guerra, e preparar-se, na paz, para atuar em todos os setores abrangidos pelas Convenções de Genebra e em favor de todas as vítimas de guerra, tanto civis como militares;
II – contribuir para a melhoria de saúde, a prevenção de doenças e o alívio do sofrimento, através de programas de treinamento e de serviços que beneficiem à comunidade, adaptados às necessidades de peculiaridades nacionais e regionais, podendo também, para isso, criar e manter cursos regulares, profissionalizantes e de nível superior;
III – organizar, dentro do plano nacional, serviços de socorro de emergência às vítimas de calamidade, seja qual for sua causa;
IV – recrutar, treinar e aplicar o pessoal necessário às finalidades da instituição;
V – incentivar a participação da comunidade em geral, especialmente crianças e jovens, nas atividades da instituição;
VI – divulgar os princípios humanitários da CRUZ VERMELHA a fim de desenvolver na população os ideais de paz, respeito mútuo e compreensão entre todos os homens e todos os povos.
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A marca no mundo
Em todo o mundo a CRUZ VERMELHA tem Sociedades Nacionais em 185 países com mais de 350 milhões de voluntários. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) financia suas atividades com contribuições feitas pelos Estados Partes das Convenções de Genebra (Governos), por Sociedades Nacionais de Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, por organizações supranacionais (como a União Européia) e por fontes públicas e privadas. Todas as contribuições são voluntárias. Atualmente as dez maiores operações mundiais da CRUZ VERMELHA estão no Afeganistão, Iraque, Sudão, República Democrática do Congo, Israel e territórios ocupados, Paquistão, Somália, Colômbia, Iêmen e Chade.
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Você sabia?
Quando começou organizar a criação da CRUZ VERMELHA, Jean Henri Dunant era um empresário milionário. Mas ele acabou indo à falência ao dedicar mais tempo às atividades humanitárias do que aos seus negócios, chegando a virar um mendigo de rua em uma pequena cidade suíça. Doente, foi redescoberto por um admirador, que conseguiu interná-lo num sanatório. Em 1901, ele recuperou o reconhecimento mundial e teve seus esforços humanitários recompensados ao se tornar o primeiro ganhador do Prêmio Nobel da Paz. Henry Dunant morreu em 30 de outubro de 1910. No dia 8 de maio, data de seu nascimento, celebra-se o Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 2/5/2010

16.7.06

GREENPEACE

Pessoas dispostas a se colocar entre as baleias e os arpões de navios criminosos, navegar rumo a terras geladas para impedir a matança de bebês-foca, enfrentar grandes navios com pequenos botes infláveis para evitar o despejo de lixo tóxico e atômico nos oceanos, escalar chaminés industriais como alerta sobre os perigos da poluição atmosférica, ocupar plataformas petrolíferas para denunciar o aquecimento global, invadir madeireiras nos confins da Amazônia para questionar o desmatamento predatório. Esse é o espírito dos ativistas do GREENPEACE, uma das organizações mais importantes em defesa do meio ambiente. Suas ações, freqüentemente teatrais e arriscadas, são irresistíveis para a mídia, um dos objetivos centrais do grupo.
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A história
A história do GREENPEACE começou em 1969, quando um teste nuclear americano em Amchitka havia gerado enorme controvérsia. A região - com uma das estruturas geológicas mais instáveis do planeta - é palco de freqüentes terremotos. No dia do teste - 2 de outubro de 1969 - dez mil pessoas, em protesto, bloquearam o maior posto de fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, carregando faixas que diziam: “Não faça onda”, referência aos maremotos que poderiam ser causados pelo teste. O governo americano desprezou os protestos e realizou o teste programado. Não houve terremotos ou maremotos, o único abalo foi provocado pelo anúncio de um novo teste no mesmo local, dois anos depois. O teste seria cinco vezes mais potente. Era preciso fazer algo mais, além de colocar faixas na fronteira, pensavam dois dos envolvidos nos protestos, Jim Bohlen e Irving Stowe.
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O nova-iorquino Jim Bohlen era um ex-mergulhador e operador de radar da Marinha Americana durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1966, quando percebeu que o envolvimento norte-americano no Vietnã era irreversível, deixou a Marinha e mudou-se para Vancouver com a mulher, Maria. Lá, durante uma passeata contra a guerra, o casal conheceu Irving e Dorothy Stowe, que também havia abandonado os Estados Unidos por convicção religiosa, eram Quakers e profundamente antiviolência. Juntos com um jovem estudante de direito da Universidade da Colúmbia Britânica, Paul Cote, eles fundariam um movimento pacifista e ecologista - o “Comitê Não Faça Onda” - para lutar contra os testes nucleares americanos. Rapidamente descobriram que o nome não tinha grande apelo.
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O nome da nova organização é fruto do acaso: isoladas, as palavras “green” e “peace”, que expressavam a idéia de pacifismo e defesa do meio ambiente que animava seus fundadores, não cabiam em um botton vendido para ajudar a arrecadar fundos para a viagem. Foi necessário juntá-las. Nascia o GREENPEACE. Os Quakers acreditam em uma forma de resistência pacífica - “bearing witness”, em inglês (a tradução mais próxima para isso seria “testemunha envolvida”). Foi inspirado nisso que os membros da organização decidiram alugar um barco para ir ao local previsto para o teste nuclear de 1971. Surgia assim a “ação direta”, que viria a ser a forma mais conhecida de atuação do GREENPEACE. Em 15 de setembro de 1971, este pequeno grupo de ecologistas e jornalistas, levantou âncora no porto da cidade de Vancouver, no Canadá, a bordo do “Phyllis Cormack”, um pequeno barco de pesca alugado, com apenas 24 metros de comprimento, que rumava para Amchitka, nas Ilhas Aleutas, no Pacífico Norte, local de mais um teste nuclear dos Estados Unidos. No mastro da embarcação tremulavam duas bandeiras: a da ONU - para marcar o internacionalismo da tripulação - e outra que unia as palavras “green” e “peace” em uma única idéia: a da defesa do meio ambiente e da paz a qualquer preço.
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Ao zarpar, a tripulação do barco incluía alguns jornalistas, entre eles Robert Hunter, do jornal canadense The Vancouver Sun; Ben Metcalfe, da Canadian Broadcasting Corporation (CBC); Bob Cummings, repórter do Georgia Straight; Dave Birmingham, engenheiro; Richard Fineberg, cientista político; Terry Simmons, geógrafo; Dr. Lyle Thurston, médico; além do Capitão John Cormack; o fotógrafo Bob Keziere e os integrantes do GREENPEACE Jim Bohlen, Bill Darnell e Patrick Moore. Robert Hunter enfrentou a viagem lendo um livro sobre mitos e lendas indígenas. Um trecho do livro impressionou a tripulação. Narrava a previsão, feita 200 anos antes por uma velha índia Cree, chamada Olhos de Fogo, sobre o futuro do planeta: “Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris”. Foi deste trecho que saiu a expressão Guerreiros do Arco-Íris. Alguns anos depois, o nome “Guerreiro do Arco-Íris” (Rainbow Warrior) estaria orgulhosamente pintado no casco do mais famoso navio do GREENPEACE e terminaria por virar sinônimo de ativismo ambiental. O pequeno barco, porém não chegou a seu destino: em 20 de outubro, a tripulação foi presa pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, e expulsa da região.
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Ao voltar para Vancouver, os pioneiros do GREENPEACE estavam nas manchetes de jornais em toda a América do Norte. O teste nuclear havia sido adiado em mais de um mês. Mas seria o último. Em 1979, sete países já tinham escritórios O GREENPEACE - e foi necessário criar uma instância internacional de decisão e supervisão. Nascia o GREENPEACE Internacional (GPI), sediado em Amsterdã na Holanda. Não demorou muito para se tornar à ONG mais conhecida e polêmica do planeta, lutando para a conservação do planeta, seu meio ambiente e por uma vida muito mais saudável. Além de combater os destruidores do meio ambiente, o GREENPEACE produz soluções: os pesquisadores da organização desenvolveram, por exemplo, geladeiras que não destroem a camada de ozônio (conhecido como “Greenfreeze”) e convenceram empresas a produzi-las; criaram um modelo de carro altamente econômico (conhecido como Smile); e promoveram fontes de energia limpa como a solar. O GREENPEACE utiliza um slogan que reflete sua verdadeira luta: “GREENPEACE existe porque esta frágil Terra merece uma voz. Precisa de soluções. Precisa de mudança. Precisa de ação”.
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Por décadas, o GREENPEACE foi visto como uma entidade que fazia muito barulho com pouca eficiência, se limitando a manifestações de rua e protestos em portas de fábricas. Mas essa situação mudou no momento em que a sustentabilidade passou a ser decisiva para as empresas. Antes vista como xiita e causadora de problemas, a entidade passou a ajudar empresas a se tornar sustentáveis. Essa preocupação fez com que a rede de restaurantes McDonald’s e a varejista Walmart procurarassem o Greenpeace, em 2007, em momentos diferentes, para que pudessem detectar os produtores que são capazes de provar, sem sombra de dúvida, a origem de sua soja e carnes. As recentes conquistas do GREENPEACE em parceria com as empresas são satisfatórias: em julho de 2008, a italiana Ferrero se tornou uma das grandes consumidoras de óleo de palma a cortar produtores da Indonésia de sua lista de fornecedores; em agosto de 2009, a fabricante de papéis Kimberly-Clark anunciou uma política de sustentabilidade considerada pelo GREENPEACE muito abrangente; em maio de 2010, a Nestlé concordou em parar de comprar óleo de palma de fonecedores que destroem florestas na Indonésia.
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As ações
As campanhas, protestos e ações do GREENPEACE procuram atrair a atenção da mídia para assuntos urgentes e assim confrontar e constranger os que promovem agressões ao meio ambiente. Dessa forma o grupo conseguiu ao longo de sua história algumas importantes vitórias como o fim dos testes nucleares no Alasca e no Oceano Pacífico, o fechamento de um centro de testes nucleares americano, a proibição da importação de pele de morsa pela União Européia, a moratória à caça de baleias e a proteção da Antártida contra a mineração. No Brasil conseguiu vitórias principalmente na Amazônia, denunciando a extração ilegal de madeira da região.
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Rainbow Warrior
No início de 1977, o GREENPEACE procurava um barco que pudesse ser usado contra navios baleeiros islandeses no Atlântico Norte e encontrou uma velha traineira encostada na Ilha dos Cães, em Londres. O “Sir William Hardy” foi o primeiro navio diesel-elétrico construído no Reino Unido, em 1955, e havia sido usado como barco de pesquisa pelo Ministério da Agricultura e Pesca da Inglaterra. Estava em péssimo estado, mas serviria. O único problema era o preço de 44 mil libras, muito dinheiro para a organização na época. Em oito meses de campanha de arrecadação de fundos, o GREENPEACE conseguiu juntar apenas 10% para a entrada. Faltava o resto, e o World Wildlife Fund (WWF) veio em socorro, com uma doação de 40 mil libras. Totalmente remodelado em três meses graças ao trabalho duro de dezenas de voluntários vindos de várias partes da Europa, o navio ganhou o nome de “Rainbow Warrior”. Era uma referência à profecia da índia Cree Olhos de Fogo, que havia impressionado os fundadores da organização ao prever a destruição do meio ambiente pela ação dos homens e o surgimento de uma raça de guerreiros defensores do planeta - os guerreiros do arco-íris (rainbow warriors, em inglês). No dia 29 de abril de 1978, pintado de verde, com um arco-íris na proa e ostentando orgulhosamente as bandeiras do GREENPEACE e das Nações Unidas - para caracterizar o internacionalismo de sua tripulação de 24 pessoas, o barco levantou âncora nas docas de Londres rumo à glória. Com seus 43,92 metros de comprimento e 8,42 de largura, defendeu o meio ambiente em campanhas memoráveis por sete anos - até ser bombardeado e afundado pelo serviço secreto francês em 1985, matando o fotógrafo português Fernando Pereira. As imagens do atentado podem ser vistas na figuras abaixo.
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Em 1987, o GREENPEACE comprou uma nova embarcação, o “Grampian Fame”, e trocou seu nome para “Rainbow Warrior”. O novo “Rainbow Warrior” foi ao mar em Hamburgo em 10 de julho de 1989, após dois anos de reparos que o transformaram em uma embarcação própria para ações.
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A frota
O GREENPEACE possui uma frota completamente equipada para atender as necessidades da organização, tanto para fazer protestos como pesquisas e projetos em qualquer região do planeta. Confira abaixo as fichas técnicas da frota verde.
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RAINBOW WARRIOR
Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Data de chegada: 1987

Construção: 1957 (Cochrane & Sons, Selby, UK)
Call sign: PC 8024
Peso: 555 toneladas
Velocidade máxima: 12 nós
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ESPERANZA
Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Data de chegada: 2000
Construção: 1984 (Poland Gdansk)
Call sign: PD 6464
Tipo de embarcação: expedição/pesquisa
Capacidade para Helicóptero: Sim
Peso: 2.076 toneladas
Velocidade máxima: 14 nós
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ARTIC SUNRISE
Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Data de chegada: 1995
Construção: 1975 (AS Vaagen Verft)
Call sign: PCTK
Peso: 949 toneladas
Velocidade máxima: 13 nós
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ARGUS
Porto de registro: Roterdã, Holanda
Data de chegada: 2000

Construção: 1977 (Lunde, Suécia)
Call sign: PD 6464
Tipo de embarcação: patrulha
Velocidade máxima: 20.5 nós
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BOTES
Nome técnico: RIBs (Rigid Inflatable Boats)
Data de chegada: utilizados desde 1975
Utilização: apoio
Casco: fibra de vidro ou alumínio
Motores: 1 ou 2
Obs: Responsáveis pelas ações mais famosas e espetaculares da organização
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BALÃO
Capacidade: 3 pessoas (piloto + 2 passageiros)
Utilização: desde 1983

Autonomia: cerca de 2 horas (condições normais)
Utilização: imagens e documentação da poluição ambiental
Ações famosas: sobrevôo do muro de Berlin em 1983, sobre o Taj Mahal em 1998, para protestar contra os testes nucleares realizados pela Índia, e sobre as instalações do governo dos Estados Unidos de testes nucelares em Nevada no ano de 1987.

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Recursos
O GREENPEACE não aceita doações de empresas, governos e partidos políticos para financiar suas atividades. Os recursos financeiros que sustentam suas atividades são provenientes da doação voluntária de pessoas físicas e de parte das vendas em suas lojas. Essas lojas, chamadas Espaço Greenpeace (Green Shop), divulga e comercializa a linha de produtos licenciados pela entidade, cuja produção não traz riscos ao meio ambiente ou tem baixo impacto ambiental. A estratégia é oferecer alternativas não poluentes aos consumidores. O licenciamento tem sido feito pelo GREENPEACE em alguns países - como o Brasil e a Alemanha - com o principal objetivo de promover a produção limpa, sinalizando para os consumidores a existência de produtos e serviços ecologicamente sustentáveis. Entre os mais de 200 produtos ecologicamente corretos à venda nas lojas, encontram-se materiais de papelaria (produzidos com papel 100% reciclado), linha têxtil completa, bolsas e acessórios, fabricados com tecido 100% algodão cru e tinto com corantes orgânicos, além de artesanatos, bijuterias, etc.
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Dados corporativos
● Origem: Canadá
● Fundação:
1971
● Fundador:
D. McTaggart, P. Watson, P.Morre & Cia.
● Sede mundial:
Amsterdã
● Proprietário da marca: ONG (organização não governamental)
● Capital aberto:
Não
● Chairman honorário:
David McTaggart
● Diretor executivo: Dr. Gerd Leipold
● Arrecadação: US
$ 600 milhões (estimado)
● Associados:
3.9 milhões
● Presença global: 43 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 175
● Segmento: ONG

● Principais produtos: Pesquisa, consultoria, tecnologia sustentável, defesa de interesses
● Ícones:
Suas ações ousadas e o navio Rainbow Warrior
● Website:
www.greenpeace.org

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A marca no Brasil
Às vésperas do início da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, ativistas do GREENPEACE chegaram ao Rio de Janeiro a bordo do navio Rainbow Warrior para participar do encontro. A embarcação e suas velas azuis fizeram sucesso no litoral carioca e, no dia 26 de abril de 1992 (aniversário da explosão da usina nuclear de Chernobyl), rumou para Angra dos Reis, onde 800 cruzes foram afixadas no pátio da usina nuclear local, simbolizando o número de mortes ocorrido no trágico acidente na Ucrânia. O evento marcou oficialmente a inauguração do GREENPEACE no Brasil. A participação no Brasil não se resume, no entanto, à preocupação com a escalada nuclear. A dilapidação dos recursos naturais da Amazônia, as mudanças climáticas, bem como a entrada dos transgênicos nos campos brasileiros e suas duvidosas conseqüências para o meio ambiente e saúde humana são temas com os quais a organização trabalha atualmente no Brasil. A organização tem mais de 70 pessoas trabalhando nos escritórios de São Paulo, Manaus e Brasília, 250 voluntários, 48 mil colaboradores e 300 mil ciberativistas.
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A marca no mundo
O GREENPEACE, que tem sua sede principal em Amsterdã, possui escritórios em 43 regiões do planeta: Argentina, Australia-Pacific (Austrália, Fiji, Papua Nova-Guiné, Ilhas Salomões), Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, república Checa, França, Alemanha, Greenpeace Nordic (Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia), Grécia, Greenpeace Central and Eastern Europe (Áustria, Hungria, Eslováquia, Polônia, Romênia, Bulgária, Eslovênia, Sérvia, Montenegro e Bósnia, India, Itália, Japão, Luxemburgo), Greenpeace Mediterranean (Israel, Chipre, Líbano, Malta, Tunísia, Turquia), México, Holanda, Greenpeace Aotearoa New Zealand (Nova Zelândia), Rússia, Greenpeace South-East Asia (Filipinas, Indonésia, Thailândia), Espanha, Suíça, Inglaterra e Estados Unidos. O gráfico abaixo mostra a presença global da organização. A organização conta com aproximadamente 3.9 milhões de membros e 4.3 milhões de ciberativistas. O GREENPEACE atua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas e energia renovável.
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Você Sabia?
Em 1987, se tornou a primeira, e até agora, a única organização não-governamental a estabelecer uma base na Antártica.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 24/7/2010