Mostrando postagens com marcador Puig Beauty & Fashion. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Puig Beauty & Fashion. Mostrar todas as postagens

16.8.16

NINA RICCI


Considerada um dos mitos da alta costura francesa, símbolo máximo do glamour parisiense levando ao máximo a expressão da feminilidade. Roupas, bolsas e principalmente fragrâncias de luxo desejadas por quem pode pagar caro por esses objetos do mundo fashion. Assim pode ser definida a marca de luxo NINA RICCI. 

A história 
Maria Adelaide Nielli (foto abaixo) nasceu na cidade italiana de Turim no dia 14 de janeiro de 1883, e aos cinco anos se mudou para Florença, onde foi educada. Foi somente aos 12 anos que a estilista se mudou para a França e adotou a nacionalidade francesa. Sem perder tempo, aos 14 anos, começou como aprendiz de costureira em um atelier (Casa Raffing), se casou com o joalheiro italiano Luigi Ricci e, aos 22 anos, já desenhava e vendia as suas próprias roupas para diversas casas de moda. Nina Ricci começou a dedicar-se à alta-costura, a que acrescentava sempre um adereço para dar um toque especial e personalizado às roupas feitas para as clientes ricas. Com a carreira encaminhada e um futuro promissor, em 1932, aos 49 anos, já conhecida como Madame Ricci, e em parceria com seu filho Robert, abriu sua própria Maison de alta costura. Maria combinou seu apelido (“Nina”) ao sobrenome de casada (“Ricci”) para batizar sua nova Maison de moda. Robert ajudava cuidando da administração, enquanto a mãe ficava responsável exclusivamente pela criação das roupas.


Com sua Maison localizada na Rue des Capucines, Nina optou por deixar de vender as suas criações a outras casas de moda e, em apenas sete anos, o negócio expandiu de tal forma que passou a ocupar onze andares de três edifícios na mesma rua, cujos salões ficavam lotados de clientes que apreciavam o refinamento dos vestidos, além da maestria do corte e a capacidade de adaptar-se a personalidade de cada mulher. Liberdade de movimento, elegância, romantismo e muito refinamento. As roupas criadas por Nina Ricci tinham características em comum e não demoraram muito para conquistar notoriedade na alta sociedade parisiense e estrelas do cinema francês como Suzy Delair, Danielle Darrieux e Micheline Presle. O destaque de sua costura eram as criações mais sofisticadas. Vestidos drapeados, camadas de renda e chiffon, sempre realçando a feminilidade de quem usava. Além disso, foi ousada ao misturar cores diferentes em um vestido, algo incomum para a época.


A cada ano, o visionário Robert se provava um exímio administrador do negócio e queria aproveitar o grande sucesso das roupas NINA RICCI, para expandir a marca para outras categorias. Foi então, que no ano de 1946, a marca ingressou no segmento da perfumaria com o lançamento do Coeur-Joie (que significa em português “coração feliz”). Mas o sucesso nesta categoria ainda estava por vir. Em 1948 foi lançado o perfume Nina Ricci L’Air du Temps, que fazia referência à esperança do pós-guerra e cujo frasco feito pela Lalique continha duas pombas de cristais simbolizando o amor e a liberdade. Esse perfume se tornou um clássico e continua um campeão de vendas nos dias de hoje. Pouco tempo depois, em 1952, surgiu uma das fragrâncias mais famosas e consagradas da grife francesa, Fille d’Eve, apresentando em um icônico frasco no formato de uma maçã, representando de forma ousada e provocativa o fruto proibido. Até hoje, a marca NINA RICCI já criou mais de 60 perfumes.


O papel da marca na recuperação do glamour da moda francesa (e consequente recuperação de vendas) no pós-guerra, foi essencial. Robert Ricci e Lucien Lelong organizaram uma mostra em 1945, onde reuniram dezenas de modelos completos de diversos estilistas franceses, feitos de tecidos luxuosos e do tamanho de bonecas, para percorrer o mundo, estimulando o desejo das consumidoras pela moda francesa depois de um período de discrição e crise. A mostra chamou-se Theatre de La Mode, e os visuais incluíam miniaturas de casacos de peles, acessórios e joias, e acertaram em cheio em criar um renovado desejo por moda e glamour.


Após recrutar jovens talentos da moda para sua Maison, Nina Ricci decidiu abandonar a empresa na início da década de 1950 e deixou tudo para Robert, que se mostrou um verdadeiro empresário de sucesso. O belga Jules-François Crahay, assistente direto de Nina Ricci, assumiu o comando criativo da Maison em 1954. Uma de suas coleções, em particular, foi bem recebida com grandes elogios e aclamação da crítica, especialmente pelo “traje azafrán” e o “vestido de bolsa”. Robert expandiu o negócio ao acrescentar várias novas fragrâncias à marca NINA RICCI, enquanto licenciava, de forma pioneira, o nome a diversas empresas, especialmente para a produção da linha prêt-à-porter. A coleção “Crocus” de 1959 alcançou um sucesso triunfal, que reforçou a fama mundial do nome NINA RICCI. A marca deslumbrou a América em meados dos anos de 1960 com sua silhueta especial e foi uma das primeiras maisons francesas a criar o prêt-à-porter. Mademoiselle Ricci, sua coleção, virou capa de várias revistas e assunto no mundo da moda. Em 1963, Gerard Pipart assumiu o posto de estilista e continuou apresentando vestidos elegantes e bonitos. Nina Ricci faleceu no dia 29 de novembro de 1970. Nove anos depois de sua morte, a marca ganhou uma loja na Avenida Montaigne, ponto prestigiado no mundo da moda em Paris.


Na década seguinte, a marca continuou criando e lançando perfumes de sucesso, como por exemplo, Fleur de Fleurs (1980), mais uma bela composição floral e, em 1987, a última criação de Robert Ricci, que recebeu o nome de Nina em homenagem a sua mãe. Em 1988, Robert faleceu, deixando uma marca conceituada, famosa, premiada, sinônimo de elegância e bom gosto e que continua vestindo e perfumando celebridades do mundo todo. Quem assumiu o comando dos negócios foi Gilles Fuchs, genro de Nina Ricci, que através da contratação de jovens talentos expandiu a marca para outras categorias, como prêt-à-porter e acessórios, especialmente bolsas. Em 1998, a NINA RICCI foi adquirida pela espanhola Puig, que além de ser proprietária de grifes como Carolina Herrera e Paco Rabanne, foi durante muitos anos distribuidora exclusiva dos perfumes da grife francesa no mercado espanhol.


Nos anos seguintes a marca francesa ampliou sua linha de produtos com relógios, óculos e calçados; reforçou a linha prêt-à-porter; continuou lançando perfumes de sucesso, como o Love in Paris (2004), um floral oriental com baunilha e anis, e L’Extase (2015), uma fragrância que é um convite ao erotismo feminino com poesia; e inaugurou lojas próprias nas mais importantes cidades do mundo. Outro sucesso recente da marca é a bolsa Irrisor, cujo tamanho grande é ideal para colocar laptop e outras coisas, como carteira, passaporte e óculos de sol, além de ser revestida por uma estrutura em couro (quando vazia não fica mole). Em 2015, o estilista francês Guillaume Henry foi apontado como o novo diretor criativo da grife, apresentando sua primeira coleção na temporada de inverno.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma alteração ao longo de sua história. As letras foram afinadas, ganhando ainda mais sofisticação, e a palavra “Paris” foi retirada do logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1932 
● Fundador: Maria e Robert Ricci 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Puig Beauty & Fashion Group S.L. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ralph Toledano 
● Diretor criativo: Guillaume Henry 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 32 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas e perfumes 
● Concorrentes diretos: Donna Karan, Marc Jacobs, Chloé, Cacharel, Céline, Balenciaga, Prada e Gucci 
● Ícones: Os perfumes 
● Website: www.ninaricci.com/pt-BR 

A marca no mundo 
Atualmente a NINA RICCI comercializa sua linha de produtos, que engloba prêt-à-porter (feminino e masculino), acessórios, bolsas, relógios, óculos e perfumes, em mais de 60 países ao redor do mundo. A marca possui mais de 30 lojas próprias e está presente nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo. 


Você sabia? 
Nina Ricci costumava trabalhar com os tecidos diretamente no manequim para garantir que eles tivessem forma e caimento perfeito depois de acabado. 
A grife NINA RICCI criou os uniformes dos comissários de bordo da Air France nas décadas de 1960 e 1970. 
Coco Chanel tinha uma rivalidade pública com Nina Ricci, a qual chamava de “A Italiana” ou “A senhora da esquina”. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Vogue, Elle e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 16/8/2016

2.6.11

JEAN PAUL GAULTIER


Conhecido como o “enfant terrible” da moda francesa, Jean Paul Gaultier tem alma de pop-star, alcançou o estrelato quando Madonna empunhou um sutiã de cone em uma turnê mundial e, com sua criatividade e ousadia à flor da pele, se tornou um dos maiores expoentes da moda, assim como fez com sua marca. Sua maior inspiração, tanto na moda quanto na perfumaria, onde suas fragrâncias são campeãs de venda, é o espartilho rosa e a camiseta de marinheiro, ícones usados nos frascos de seus dois mais famosos perfumes da marca. 

A história 
Nascido no dia 24 de abril de 1952 em Arcueil, um subúrbio de Paris, quando menino Jean Paul Gaultier (foto abaixo) pouco queria saber dos brinquedos que tanto encantavam a garotada da época. Sempre preferiu vestir, pentear e maquiar seu ursinho de estimação, chamado Nana, do que participar de um jogo de futebol entre seus amigos. Além disso, queria mesmo era criar bijuterias e acessórios com elementos que achava no lixo. Isso já revelava seu espírito transgressor e o precoce talento de unir opostos completos em uma peça de roupa. Não é à toa que a imprensa e a crítica de moda são unânimes em afirmar que Gaultier foi o responsável por levantar a discussão sobre o limiar entre o bom e o mau gosto por meio da prática da subversão. Depois de enviar seus desenhos para todos os importantes estilistas da época, no dia do seu aniversário de 18 anos, em 24 de abril de 1970, recebeu um contato da Maison Pierre Cardin: o autodidata Jean Paul Gaultier havia conseguido seu primeiro emprego com um dos mais importantes criadores da época.


No ano seguinte, após uma rápida passagem por Jacques Esterel e pela Jean Patou, voltou a trabalhar com Pierre Cardin em 1974 para cuidar da loja do estilista francês em Manila nas Filipinas, onde chegou a desenhar para a primeira-dama do país e mulher do ditador Ferdinand Marcus, Imelda. E, finalmente, em outubro de 1976, já de volta a França, Gaultier, com a ajuda de seu companheiro Francis Menuge, apresentou no planetário de Paris sua primeira coleção, batizada Bric et Broc, composta por roupas feitas de tapetes, de ráfia, tutus de bailarina e jaquetas. As críticas não foram muito favoráveis, mas a rejeição não duraria muito. Em pouco tempo, o estilista passaria a ter suas loucuras não só aceitas, mas disputadas. E finalmente, em 1977, inaugurou sua própria Maison. Era o surgimento oficial da marca JEAN PAUL GAULTIER e do estilo irreverente que se baseava mais no movimento punk londrino da época do que nas tendências da moda parisiense. Rapidamente ganhou fama graças a um estilo rebelde e sexy que seduzia tanto a garota do subúrbio quanto a burguesa dos bairros chiques.


O nome de Gaultier ficará para sempre gravado na história da moda como um estilista que rompeu conceitos há muito estabelecidos, o que resultou em seu apelido: “enfant terrible” (“criança terrível” em português). Nos anos de 1980, ele ousou ao deixar aparente a lingerie, trazendo-a do interior para o exterior com o famoso espartilho cônico (inspirado em um corselete encontrado no guarda-roupa da avó). Em 1983, em um desfile para apresentar sua coleção masculina, o estilista eternizou um de seus maiores ícones: a camiseta de marinheiro. Além disso, desde 1984 com a coleção Le Retour de L’Imprimé (prêt-à-porter feminino primavera-verão), Gaultier criou uma mistura da África e da Europa ao dobrar túnicas e minissaias e enfeitar suas modelos com chéchias. No ano seguinte, mais uma ousadia ao desconstruir o terno masculino de listras e propor saia para os homens, inspirada no kilt, o traje típico dos escoceses. Uma imagem dessa revolução lhe valeu, anos depois, o lugar no pôster principal de uma badalada exposição no Metropolitan Museum de Nova York com o título Coração Valente: homens de saia, com imagens e peças de top estilistas do mundo fashion, entre eles o próprio Jean Paul Gaultier. Causou também grande impacto nos desfiles ao utilizar modelos nada convencionais, como homens idosos e mulheres gordas, modelos tatuadas e com piercings, entre outras excentricidades. Isto lhe valeu muita crítica, mas também trouxe enorme popularidade para sua marca.


Em 1990, seu talento recebeu a coroação final ao ser ungido pela deusa máxima do pop, Madonna, que o elegeu como o estilista de sua turnê mundial “Blond Ambition” (do inglês, “ambição loira”). Graças a sua intimidade com a subversão, o estilista trouxe a lingerie à mostra e imortalizou em Madonna o espartilho com os bojos cônicos, imagem que ficou registrada como um dos ícones do final do século. Esse foi apenas o início de uma íntima parceria entre a diva loira e o estilista, que muito rendeu - inclusive um pedido de casamento. Em 1995, Gaultier revelou à imprensa que, por várias vezes, teria proposto matrimônio à pop-star, que lhe disse: “sim, Jean Paul, eu me casarei com você porque é o único homem que não me fez sofrer”. Quando questionado pela imprensa porque a ideia de matrimônio não teria sido concretizada, Gaultier inteligentemente retrucou: “um dia, nos casaremos de verdade, o que acontece é que ainda não criei um vestido de casamento adequado”.


Brincadeiras à parte, por duas temporadas, Madonna brilhou em desfiles do grande amigo. E, de acordo com a sua postura polêmica da época, sempre causando furor. Gaultier também deu um toque de Midas para o segmento dos cosméticos. Vários de seus perfumes bateram recordes de vendas por anos seguidos. O primeiro, feminino, foi lançado em 1993 e a embalagem remetia ao corpete criado para Madonna. O masculino LE MÂLE arrasou quarteirão: ainda é best-seller em muitos países da Europa. Seus perfumes foram inovadores: os frascos tinham forma de bustos masculinos e femininos, e alguns vinham acondicionados em lata. Tal sucesso impulsionou o lançamento não apenas de cosméticos, mas também de uma linha de maquiagem para homens. Delírio para modernos e metrossexuais.


Outro ponto alto de sua carreira foi o ingresso no mundo da alta-costura. Em 1997, ano em que completava duas décadas de sua marca própria, debutou no topo do mundo da moda e, ao lado de seu contemporâneo e também brilhante estilista, o francês Thierry Mugler, celebrizou-se por renovar o mundo da alta-costura com desfiles performáticos e inesquecíveis. Em 2003, aceitou o convite da tradicional e luxuosa Hermès e assumiu a direção criativa da Maison francesa, sendo a primeira vez em sua carreira que desenharia para outra marca. Gaultier repaginou a estética tradicional da marca e foi muito elogiado pela imprensa, além de trazer enormes ganhos financeiros para a Hermès até 2010, quando deixou o cargo.


Depois de muita negociação, em 2011, o grupo espanhol Puig (que detém marcas como Nina Ricci, Paco Rabanne e Carolina Herrera) adquiriu 60% da empresa, sendo 45% comprados do grupo Hermès e 15% do próprio Gaultier. Depois de anunciar que encerraria as coleções de ready-to-wear (que compreende itens femininos e masculinos, além de acessórios), a partir de 2014 a marca se concentrou apenas no desenvolvimento de sua coleção de alta-costura, além dos perfumes. Mais recentemente, em 2016, a Puig também comprou a divisão de perfumes da marca, cuja licença estava nas mãos da japonesa Shiseido. Durante mais de quatro décadas de carreira, o iconoclasta militante coloca sistematicamente em questão os clichês, as normas, os códigos, as convenções e as tradições que ele contorna, desloca, inverte e destrói para melhor reinventá-los.


A linha do tempo 
1988 
Lançamento da JUNIOR GAULTIER, coleção de roupas para adolescentes e jovens. 
1992 
Lançamento da GAULTIER JEANS, coleção baseada em peças jeans com influência da moda de rua. 
Lançamento de uma pequena coleção de móveis. 
1993 
Lançamento do CLASSIQUE, primeiro perfume feminino da marca. 
1994 
Lançamento do JPG by GAULTIER, uma linha mais esportiva e direcionada aos jovens. 
1995 
Lançamento do LE MÂLE, primeiro perfume masculino da grife. 
1997 
Lançamento da primeira coleção de alta-costura da marca francesa. 
1999 
Lançamento do perfume feminino FRAGILE
2002 
Inauguração de sua primeira loja própria nos Estados Unidos, localizada em Nova York. 
2003 
Lançamento de sua primeira linha de cosmético masculina. 
2005 
Lançamento do perfume unissex GAULTIER²
2007 
Lançamento do perfume masculino FLEUR du MÂLE
2008 
Lançamento do perfume feminino MA DAME
2009 
Relançamento da JUNIOR GAULTIER, agora com roupas voltadas para crianças. 
2011 
Lançamento da GALTIER BEBÉ, uma linha de roupas e acessórios para bebês e crianças até dois anos. A nova marca era composta por macacões de tricô, camisetas no estilo marinheiro, além de bodys com as cores da label, vermelho, azul e branco. 
Lançamento do perfume masculino KOKORICO
2017 
Lançamento do perfume feminino SCANDAL. O perfume é ousado como a marca, a começar pelo frasco, que mudou drasticamente após décadas de uma interminável e desejável coleção de bustos. Agora, chegou à vez das pernas. E para deixar as mulheres de pernas para o ar, a marca criou um frasco cuja tampa chama muita atenção pela pequena escultura que apresenta. A modelo húngara Vanessa Axente foi o rosto da campanha de lançamento do perfume, que rapidamente se tornou um enorme sucesso. 
Lançamento de um perfume feminino inspirado na heroína Mulher Maravilha. Para os homens, o escolhido foi o Super Homem. Ambos os perfumes tem edição limitada e os frascos são os já conhecidos bustos feminino e masculino.


Seu talento nas telas e nos palcos 
Além das passarelas, o estilista também deu um show nas telas e nos palcos. Foi responsável por criar o figurino de filmes marcantes de cineastas de muita personalidade e que entraram para a história do cinema não apenas pela genialidade da obra, mas também pelas roupas especialíssimas. Começou com “O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher e o Amante” (1989), uma deliciosa experiência visual do diretor inglês Peter Greenway. Prosseguiu com “Kika” (1994), do espanhol Pedro Almodóvar. E, mais uma vez, deixou a marca de sua genialidade ao vestir Andrea Caracortada, a personagem encarnada pela atriz espanhola Victoria Abril. Em 1997, cuidou dos croquis da divertida ficção científica do francês Luc Besson, “O Quinto Elemento”, com a participação de Bruce Willis e da modelo e atriz Mila Jovovitch. Além disso, ele foi responsável pela criação de alguns dos trajes usados pelo roqueiro Marilyn Manson, incluindo as roupas para o álbum The Golden Age of Grotesque. Já em 2008, desenhou o vestido de sereia branco e prata que Marion Cotillard usava no 80º Prêmio da Academia, quando ganhou o Oscar por sua atuação em La Vie en Rose.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1977 
● Fundador: Jean Paul Gaultier 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Jean Paul Gaultier S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Puig Beauty & Fashion Group S.L.) 
● CEO: Christine Chapellu 
● Diretor criativo: Jean Paul Gaultier 
● Faturamento: €170 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 10 
● Presença global: 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 200 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas e perfumes 
● Ícones: Os vidros de perfume em forma de bustos 

A marca no mundo 
Com 10 lojas próprias localizadas nas mais badaladas cidades do planeta e centenas de pontos de vendas em luxuosas lojas de departamento pelo mundo afora, a marca JEAN PAUL GAULTIER comercializa roupas e perfumes em 110 países. Os perfumes representam aproximadamente 90% do faturamento da marca francesa. 

Você sabia? 
As extravagâncias de Jean Paul Gaultier o tornaram mais famoso do que muitos dos estilistas contemporâneos e lhe valeram alguns convites para atividades fora do mundo da moda, como a apresentação de um programa televisivo inglês chamado “Eurotrash”. 
Em 1987, a França reconheceu o talento de Jean Paul Gaultier, dando-lhe o Oscar da Moda, um evento que iniciou a escalada de prêmios internacionais incluindo a Agulha de Ouro, concedida na Espanha. 
Em 2012, Jean Paul Gaultier foi eleito para o júri da 65ª edição do Festival Cinema de Cannes. Foi o primeiro estilista a ocupar este cargo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 19/9/2017

13.9.10

PACO RABANNE


Na história da moda, Paco Rabanne ficou famoso por suas roupas futuristas, que fizeram o guarda-roupa das moderninhas na década de 1960. Sua grife é sinônimo de perfumes campeões de vendas. Hoje em dia, a moda PACO RABANNE é tímida no badalado mundo fashion, mas a marca continua muito forte com seus perfumes, relógios e óculos.



A história

Paco Rabanne (imagem abaixo) nasceu no dia 18 de fevereiro de 1934 na cidade espanhola de Passaia, na região basca, com o nome verdadeiro de Francisco Rabaneda y Cuervo. Ainda enquanto jovem, a sua família mudou para França, para a região da Bretanha, onde esteve exilada a partir do momento em que o ditador Franco tomou o poder na Espanha. Enquanto a mãe se tornou uma colaboradora do conceituado estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, Paco, então com 17 anos, se inscreveu no curso de arquitetura da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, onde se licenciou três anos depois. O espanhol, contudo, optou pela moda e deu os primeiros passos no mundo da alta-costura como produtor de botões, em casas renomadas como Dior, Givenchy, Nina Ricci e Balenciaga. Depois, vieram os bordados, que revolucionavam o que existia na época, com seus desenhos geométricos, sapatos, que desenhou para Charles Jourdan, e gravatas, desenvolvidas para Pierre Cardin.




Em 1964, se tornou independente e começou a criar suas próprias peças de vestuário, lançando seus primeiros vestidos experimentais, feitos de materiais contemporâneos. Ainda neste ano, no mês de julho, Paco Rabanne foi o primeiro estilista a escolher modelos negras para desfilar nas passarelas. Dois anos mais tarde, apresentou uma coleção muito original, sugestivamente chamada “12 vestidos impossíveis de usar em materiais contemporâneos”. Desde essa época, Paco Rabanne revolucionou por várias vezes as tradicionais tendências da moda, principalmente por recorrer a materiais pouco usais na confecção de roupa como o plástico, couro fluorescente, alumínio, papel, cabos de fibra ótica, penas de avestruz, puxadores de portas, correntes metálicas, entre muitos outros.




Logo surgiram críticos diante de tanta inovação. A diva Coco Chanel o chamou de “metalúrgico”, criticando as desconfortáveis criações do estilista basco. A resposta de Paco era que as mulheres devem vestir roupas cômodas, mas para conquistar um homem, não deve haver limites para o sacrifício. Ganhou projeção em 1967 quando desenhou o vestido futurista usado por Jane Fonda no filme de ficção científica “Barbarella”, de Roger Vadim. A atriz norte-americana passou a integrar, juntamente com as colegas Brigitte Bardot, Audrey Hepburn e Ursula Andrews, o grupo de vedetes que vestiam as criações de Paco Rabanne.




Em 1969 o estilista ampliou sua área de atuação ao lançar Calandre, primeiro de uma série de bem sucedidos perfumes com a sua marca, que chamou a atenção por usar chipre como nota básica, enquanto a moda era utilizar essências cítricas. Graças às suas coleções de alta-costura, o estilista espanhol recebeu, em 1977, o prestigiado prêmio Dedal Dourado (L’Aiguille d’Or). Na década de 1980, a grife PACO RABANNE ganhou projeção internacional e passou a ser mais reconhecida por sua linha de perfumes. Além disso, Paco Rabbane lançou coleções de móveis e toalhas de mesa, linhas de cosméticos masculinos, relógios e óculos. O estilista era tão ousado que, em 1989, na segunda Nuit du Chocolat, Paco foi o primeiro a apresentar um vestido feito inteiramente de chocolate. Em 1990, além de lançar sua primeira coleção de roupas para mulheres, a grife inaugurou sua primeira loja em Paris.




Em junho de 1994, para celebrar o seu 60º aniversário e o 30º de sua carreira como costureiro, Paco Rabanne apresentou de uma só vez 200 criações originais. A linha prét-a-porter Paco, destinada a clientes mais jovens foi lançada no mês de novembro de 1997. Pouco depois, em 1999, Paco Rabanne se retirou, quase que totalmente, do mundo da moda ao apresentar as suas últimas criações de alta-costura. A partir daí passou a se dedicar apenas à supervisão de suas linhas de prét-a-porter e sportswear. Nesta época, a grife PACO RABANNE brilhava em letras de prata no mundo inteiro com 140 contratos de licença nos mais variados segmentos.




Após mais de quatro décadas produzindo criações futuristas, ele decidiu encerar sua marca (especialmente a produção de roupas) em 2006 por motivos financeiros. As vendas das coleções da grife despencaram no mercado de moda que, desde 2005, era assinada pelo estilista Patrick Robinson. Coberto de honras e reconhecimento, tendo desfilado no mundo inteiro, de Berlim a Sevilha, ele pertenceu à linhagem dos costureiros-criadores: o importante para ele era criar volumes, modelos únicos concebidos como móbiles no espaço, vestidos “piquenique” enfeitados com talheres de plástico, boleros feitos de tampas de garrafas ou túnicas de plaquetas articuladas. A partir de então, a marca PACO RABANNE, sob propriedade da espanhola PUIG desde 2000, também proprietária de grifes como Carolina Herrera e Jean Paul Gaultier, existiria durante alguns anos somente nos segmentos de perfumes (coube a eles manter viva a tradicional marca), relógios e óculos.


Mas aos poucos, a marca seria relançada no universo da moda. Primeiro, em 2010, com uma coleção de bolsas, que incluía o icônico modelo tipo carteiro, originalmente feito de correntes e que já foi usado por personalidades como a atriz Brigitte Bardot na década de 1960. As novas versões eram feitas de metal, osso, couro vegetal e camurça. Nos anos seguintes a PACO RABANNE lançou coleções de roupas femininas (primeiro sob a direção do estilista indiano Manish Arora, e a partir de 2013 com Julien Dossena), linhas de acessórios (incluindo sapatos e itens de couro), voltou aos desfiles e as semanas de moda, criou o projeto Paco Lab (onde estilistas colaboradores desenvolvem edições limitadas de peças e acessórios) e lançou seu comércio eletrônico.


Além disso, inaugurou no ano início de 2016 uma moderna loja âncora na luxuosa Rue Cambon na cidade de Paris, no mesmo quarteirão onde Coco Chanel começou seu império. O ambiente da nova loja transmite simplicidade e um ar minimalista, que refletem as características da marca, considerada jovem e atemporal. Era o retorno em grande estilo ao mercado de varejo depois de um hiato de quatorze anos. E também foi o verdadeiro ressurgimento da grife PACO RABANNE no mundo da moda, que já anunciou lojas físicas em Londres e Los Angeles para os próximos anos. 



A linha do tempo

1973

Lançamento do PACO RABANNE POUR HOMME, primeiro perfume masculino da marca.

1979

● Lançamento do perfume METAL.

1981

● Lançamento da coleção de móveis e toalhas de mesa.

1983

● Lançamento da coleção de roupas masculinas.

1984

● Lançamento da linha de cosmético masculina.

1985

● Lançamento dos perfumes LA NUIT e SPORT.

1988

● Lançamento do perfume TENERE.

1990

● Lançamento da coleção de roupas para mulheres (women’s ready-to-wear).

1991

Lançamento da linha de acessórios em couro.

1993

Lançamento do XS, perfume masculino com suaves notas florais.

1996
Lançamento do PACO, primeiro perfume unissex da marca apresentado em um frasco de material reciclado.

1998

● Lançamento do perfume PACO ENERGY.

1999
Lançamento do perfume feminino ULTRAVIOLET. A versão masculina foi lançada dois anos depois.

2005

● Lançamento do perfume masculino BLACK XS. A versão feminina foi lançada dois anos mais tarde.

2008

Lançamento do perfume masculino 1 MILLION, cujo frasco possui o formato de uma barra de ouro. O perfume foi um verdadeiro sucesso em muitos países, sendo o mais vendido na França no ano de 2011.

2010

Lançamento do perfume feminino LADY MILLION, cujo frasco possui o formato de um diamante. A modelo Dree Hemingway era o rosto da nova fragrância. 
2013

● Lançamento do perfume masculino INVICTUS. Em 2015 foi o perfume masculino mais vendido na França. 
2015
Lançamento do perfume feminino OLYMPÉA. Criado pelo designer Marc Ange, o frasco do perfume combina uma estética moderna com símbolos emprestados da antiguidade, incluindo asas e folhas de louro. Para encarnar a nova fragrância, a marca escolheu a bela modelo brasileira Luma Grothe.


A evolução visual 
Como parte do relançamento da marca no universo fashion, em 2016, a marca apresentou seu novo logotipo. Com uma nova tipografia de letra personalizada, batizada de Paco Sans, o logotipo ficou mais leve e contemporâneo. As letras ganharam um espaço maior entre si.


O tradicional monograma da grife também ganhou um novo design, mais limpo, leve e moderno. A letra R ganhou uma nova e ousada tipografia, mais arredondada.



Dados corporativos

● Origem: França
● Fundação: 1964

● Fundador: Paco Rabanne

● Sede mundial: Paris, França

● Proprietário da marca: Puig Beauty & Fashion Group S.L.

● Capital aberto: Não

● CEO: Marc Puig Guasch

● Diretor criativo: Julien Dossena

● Faturamento: Não divulgado

● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1

● Presença global: 100 países

● Presença no Brasil: Sim 

● Segmento: Moda

● Principais produtos: Roupas, sapatos, bolsas, perfumes, relógios e óculos 
● Concorrentes diretos: Pierre Cardin, Moschino, Kenzo, Courrèges, Donna Karan, Saint Laurent, Christian Dior e Calvin Klein
● Ícones: Os perfumes

● Website: www.pacorabbane.com

A marca no mundo

Hoje em dia, a marca que pertence a espanhola PUIG, comercializa seus famosos e populares perfumes, roupas e acessórios, além de relógios e óculos, em mais de 100 países ao redor do mundo através de badaladas lojas de departamento. A marca possui apenas uma loja própria, localizada em Paris.



Você sabia?

● No mês de agosto de 1999, Paco Rabanne se viu envolvido em uma história curiosa que quase acabou manchando a imagem conquistada ao longo de mais de três décadas de carreira. O estilista, que é também astrólogo, resolveu fechar sua casa em Paris porque estava convencido que no dia 11 desse mês a estação espacial russa MIR iria cair sobre a capital francesa. Tal fato não aconteceu e Paco Rabanne foi alvo da chacota geral da mídia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Elle, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/8/2016