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29.5.17

ISTOÉ


A revista ISTOÉ acompanhou passo a passo a evolução da sociedade brasileira. Os avanços dos costumes e as criações culturais de um povo cheio de imaginação e vontade sempre tiveram a atenção da revista, que se tornou leitura obrigatória para aqueles que quisessem conhecer as transformações que marcaram as últimas quatro décadas. Desde o início, a revista ISTOÉ tem a vocação para antecipar as mudanças do país. Atualizada, dinâmica, combativa, é uma revista com opinião própria, força e coragem para contribuir para o bem do país. 

A história 
Uma das mais importantes e respeitadas revistas do mercado brasileiro, a ISTOÉ, foi lançada no mês de maio de 1976, com periodicidade mensal, por uma nova editora fundada em 1972, a Editora Três, criada por um argentino naturalizado brasileiro chamado Domingo Alzugaray, um ex-diretor comercial da Editora Abril, e os irmãos e jornalistas Luís e Mino Carta, este último criador da revista Veja. Quando foi às bancas o primeiro exemplar da revista, o Brasil ainda estava sob uma ditadura militar que insistia em sufocar, torturar e, muitas vezes, calar para sempre aqueles que bradavam por democracia, respeito às opiniões divergentes, soberania nacional, direitos humanos e liberdade de expressão. ISTOÉ ajudou a fazer com que as vozes abafadas nos porões da repressão fossem ouvidas e ousou desafiar o poder fardado em nome de uma sociedade que clamava por mudanças. Um exemplo disso foi a primeira capa da revista, que clamava pelo fim do regime totalitário e pela volta à democracia, mesmo com o país vivendo sob a sombra da ditadura. Desde o início apresentou-se como uma revista de variedades, ocupando-se de política, economia, ciência, comportamento, artes, esportes e outros assuntos. Luís Carta deixou a sociedade meses depois do lançamento da revista. Publicada com periodicidade mensal nos seus dez primeiros números, em março de 1977 a revista passou a circular semanalmente. Data desta época, o início da colaboração do cartunista Henfil, que seria uma das características mais marcantes da revista nos anos seguintes, com a bem-humorada crônica política do país que fazia em sua “Carta à mãe”.


Nos anos seguintes, empurrada pelo empenho de Mino e pelo olhar seletivo de Alzugaray, a revista cresceu e logo conquistou leitores, respeito e espaço no mercado. Um fato mudaria os rumos da revista. No auge da animação com o sucesso de ISTOÉ, Mino e Alzugaray lançaram, em abril de 1979, o Jornal da República, tribuna de textos e fotos sublimes, mas um estrondoso fracasso comercial que levou, entre outras coisas, a Editora Três a perder a marca ISTOÉ. A revista foi comprada por Mino Carta, que a vendeu para Fernando Moreira Salles. Mino ainda dirigiu a redação da revista até março de 1981. Três anos depois de sua saída, Moreira Salles vendeu a ISTOÉ para Luís Fernando Levy, do então jornal Gazeta Mercantil. Mas Alzugaray não jogou a toalha. Em 1988, após uma conversa com Levy na mesa de uma churrascaria paulistana, pegou de volta a marca que um dia ele mesmo tirara da gaveta por US$ 3 milhões, divididos em 36 parcelas mensais. Negócio fechado, em julho, logo após a publicação de sua edição de número seiscentos, ISTOÉ fundiu-se com a respeitada revista Senhor e a redação foi entregue a Mino Carta. Surgia então a ISTOÉ SENHOR, que seguiu até abril de 1992, quando voltou novamente a se chamar apenas ISTOÉ. Ainda este ano, a revista foi a principal protagonista do impeachment do ex-presidente Fernando Collor ao trazer à tona para o Brasil o personagem que veio a comprovar ilicitudes que tornaram sua permanência insustentável. O motorista Eriberto França foi a testemunha-chave para que o então presidente Collor se afastasse do poder.


Em abril de 1993, os editores da revista anunciaram uma grande reformulação gráfica e editorial. Inspirada na tradicional revista americana Time, a reformulação baseava-se em um texto mais ágil, que exigisse do leitor um tempo menor de leitura. Mino dirigiu a revista até agosto de 1993. Tão Gomes Pinto, o substituto de Mino, iniciou um competente trabalho de diversificação de temas e pautas. A partir deste momento acentuou sua veia de jornalismo investigativo. Trouxe à baila em suas páginas casos de escândalos na alta esfera de governo, como o Sivam, a Pasta Rosa e vários outros. Graças à manutenção da sequência de trabalho, ISTOÉ confirmou a tendência de abrir espaço para reportagens sobre comportamento, medicina, bem-estar, tecnologia e saúde. Além disso, a revista lançou no país novidades, como por exemplo, a editoria de notas da semana e a edição da grande maioria das reportagens com as assinaturas dos autores e repórteres fotográficos, uma informação adicional para o leitor. Todas essas propostas serviram, digamos, de inspiração para a concorrência, que passou a segui-las parcial ou totalmente.


Em meados dessa década, sob a direção do competente Hélio Campos Mello, a ISTOÉ seguiu com o seu DNA de reportagem de campo e descobriu que o então presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães, havia violado o sigilo da votação da cassação de Luiz Estevão, na famosa “Fraude do Painel do Senado”, no episódio que o fez renunciar daquela presidência e do cargo de senador, horas antes da votação que o expulsaria do senado. O ano de 1996 foi marcado pelo lançamento do site oficial, conquistando a marca de primeira revista semanal de informação online. Em setembro de 1997 a marca foi expandida para o lançamento de outra revista: ISTOÉ DINHEIRO, a semanal de negócios, economia e finanças que mostrou ser possível informar o público do setor com leveza e teve recepção eufórica do mercado. Com este lançamento, a revista equilibrou suas contas rapidamente e consolidou a imagem com prêmios importantes, que lhe foram agraciados ou conquistados por seus profissionais.


ISTOÉ GENTE, outra ideia inovadora inspirada na fórmula de sucesso da revista americana People, cresceu de forma sólida e constante desde seu lançamento, em agosto de 1999. A nova revista já chegou fazendo bom jornalismo – a primeira capa desvendou o romance até então secreto entre Ciro Gomes e Patrícia Pillar. No final de 2004, mais uma novidade: lançamento da DINHEIRO RURAL, revista mensal voltada ao setor de agronegócio. Em 2006, ISTOÉ completou 30 anos de sucesso do mercado editorial brasileiro e se consolidou como uma das revistas mais respeitadas do país. Pouco depois, em 2007, a marca resolveu realizar mais uma expansão com o lançamento da edição especial ISTOÉ PLATINUM, uma revista trimestral dirigida ao mercado de luxo que apresenta os mais novos, raros e caros objetos de desejo. Devido à crise econômica no mercado editorial, em 2015 a revista ISTOÉ GENTE foi descontinuada. Mais recentemente, em março de 2016, a ISTOÉ provou mais uma vez sua importância no jornalismo nacional com a reportagem “Delcídio Conta Tudo.” Nela, os leitores conheceram, também com exclusividade, o teor explosivo da delação premiada do senador. Após as revelações de Delcídio, o impeachment se tornou um caminho sem volta para a então presidente Dilma Rousseff. Graças a seu jornalismo independente, ISTOÉ foi determinante para o afastamento de dois presidentes da República envolvidos em episódios nebulosos. Nenhuma outra publicação brasileira, em qualquer período da história, pode se orgulhar de ter feito o mesmo.


Durante mais de quatro décadas a revista refletiu em suas páginas a caminhada tecnológica que alterou o dia a dia de cada cidadão Brasileiro. Todos esses movimentos, políticos, econômicos, sociais e culturais, foram retratados pela revista sem preconceitos. ISTOÉ fez isso sem se atrelar a nenhum grupo político ou econômico, firmando compromissos apenas com o leitor. É essa independência que permite ao corpo de jornalistas o exercício pleno da profissão. E a revista segue respeitando seus valores natos e continua a desempenhar o papel de bem informar e fiscalizar o uso dos bens públicos, independentemente da coloração partidária ou dos princípios ideológicos daqueles que estejam exercendo o poder de governar. Esta é a história da ISTOÉ. Uma revista nem melhor nem pior do que as outras semanais do mercado, apenas diferente. Bem diferente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos como mostra a imagem abaixo.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: Maio de 1976 
● Criador: Domingo Alzugaray, Mino e Luís Carta 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Três Editorial Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Caco Alzugaray 
● Redator chefe: Amauri Segalla e Sérgio Pardellas 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação semanal: 310 mil exemplares 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 250 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revistas semanais de informações gerais e de negócios 
● Concorrentes diretos: Veja, Época, Carta Capital, Exame e Época Negócios 
● Slogan: Independente. 
● Website: www.istoe.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a marca ISTOÉ está estampada em quatro títulos: ISTOÉ (assuntos gerais), ISTOÉ DINHEIRO (economia e mercado), DINHEIRO RURAL (agronegócio) e ISTOÉ PLATINUM (mercado de luxo). Somente a revista ISTOÉ tem circulação semanal de 310 mil exemplares. Além disso, o site da ISTOÉ é um dos principais canais de conteúdo da internet e recebe mais de 5 milhões de visitantes únicos por mês. 


Você sabia? 
Em 1978 a revista ISTOÉ descobriu, e pôs na capa, um irrequieto líder metalúrgico do ABC, Luiz Inácio da Silva, apelidado de Lula. Era a estreia dele em uma publicação de alcance nacional. 
O pioneirismo, a modernidade e a ousadia de ISTOÉ, fizeram da publicação uma escola de jornalismo que tem revelado muitos talentos através do tempo e contou com a assinatura, entre repórteres, cartunistas e colaboradores como Vilas Boas Correia, Cláudio Abramo, Bolívar Lamounier, Henfil, Millôr Fernandes, Luís Fernando Veríssimo, Elio Gaspari, Antônio Calado, Maurício Kubrusly, Paulo Caruso, Pietro Maria Bardi, Ferreira Gullar, Luís Gonzaga Belluzzo, Carlos Castelo Branco e Zuenir Ventura, entre outros. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 29/5/2017

30.8.13

COQUETEL


Cruzar palavras, descobrir significados, exercitar o raciocínio e o cérebro, além de ampliar o conhecimento. É exatamente isso que as revistas de passatempo COQUETEL oferecem, quer seja para estudantes, donas de casa, idosos ou profissionais bem-sucedidos de várias áreas. As revistas oferecem conteúdo cultural gerando uma diversão inteligente e saudável para milhões de brasileiros. 

A história 
No Brasil, as revistas COQUETEL se transformam em sinônimos de palavras cruzadas. Mas afinal, como surgiu e quem inventou as divertidas palavras cruzadas? O surgimento aconteceu no ano de 1913 quando o visionário jornalista Arthur Wynne, então ocupando o cargo de editor do jornal americano The New York World, decidiu lançar uma novidade na seção de passatempos da edição dominical: um diagrama que ele denominou de “Crosswords”. Com o passar dos anos, a novidade virou mania nacional para milhões de pessoas e os Estados Unidos se consagraram como o país que mais consome palavras cruzadas no mundo.


Mas esse divertido passatempo só chegou ao Brasil em 1925 quando o jornal A Noite passou a publicá-lo e atribui-lhe o nome de “palavras cruzadas”, tradução da palavra inglesa “crosswords”. Foi no ano de 1948 que a Editora Gertum Carneiro (atual Ediouro) resolveu apostar nesse segmento e lançou no país a primeira revista de palavras cruzadas. Com o nome de COQUETEL, essa publicação inaugurou um ramo editorial até então carente e revolucionou o mercado brasileiro (hoje o 4º maior mercado de passatempos do mundo). Em uma época em que não havia TV, videocassete, computador e internet, famílias numerosas costumavam preencher o tempo livre com passatempos como adivinhações e charadas. Ao ser editada a primeira revista de palavras cruzadas, o sucesso foi imediato.


Diferentemente dos Estados Unidos, onde as palavras cruzadas apresentam as chaves, ou definições, fora do diagrama, aqui no Brasil tornaram-se mais populares as palavras cruzadas diretas, ou seja, com chaves, ou definições, dentro dos diagramas. Esse tipo de palavras cruzadas foi criado e desenvolvido pelos alemães e introduzido justamente pela COQUETEL. Com o enorme sucesso, nos anos seguintes a COQUETEL começou a publicar outros tipos de passatempo, como por exemplo, caça-palavras, duplex, criptogramas (passatempo em que se descobre uma palavra por meio de símbolos, que equivalem a letras), jogo dos erros e desafios de lógica. Mais recentemente, em 2005, a COQUETEL lançou no país o popular quebra-cabeça matemático, conhecido como Sudoku. Não demorou muito para este tipo de passatempo se tornar um verdadeiro sucesso entre muitos brasileiros. No ano seguinte, lançou a revista Logic Pix, trazendo aos brasileiros os jogos de lógicas japoneses.


Ainda em 2006, a COQUETEL alcançou um feito e tanto ao entrar para o Guinness Book, o livro dos recordes. A conquista ocorreu graças à produção da “Maior Palavra Cruzada Direta do Mundo”, que possuía medidas gigantescas: 25 metros de largura por 1,30 metros de altura e 16 mil quadrinhos com aproximadamente 3 mil definições. O feito pôde ser visto e acompanhado por inúmeras pessoas que visitaram a décima nona edição da Bienal do Livro de São Paulo. E não parou por aí. Criou ainda a “Maior Caça-Palavra do Mundo”, com nada menos que 3,20 metros de largura por 1,30 metros de altura e 18 mil letras.


As revistas COQUETEL passaram por inúmeras transformações, sempre se modernizando, renovando e inovando para crescer junto com seu público. O crescimento não foi apenas no catálogo de publicações. A COQUETEL se empenhou em novos projetos, como por exemplo, os jogos de tabuleiro, licenciados e produzidos pela Grow; e, de olho nas novas tendências, expandiu seus passatempos para novas mídias. Ou seja: transpôs seus maiores sucessos das bancas para o ambiente online. Por isso hoje, é possível jogar os tradicionais passatempos em seu site e até nos celulares. Isso sem contar com os desafios realizados com seus seguidores nos perfis da marca no Facebook e no Twitter.


Atualmente as revistas COQUETEL são abrangentes, pois possuem diversos títulos voltados para públicos específicos, como, por exemplo, o infantil, suprido por títulos como “Picolé” (faixa etária de 5 a 12) e “Brincando e Aprendendo”. As edições variam por níveis de dificuldade (fácil, simples médio, difícil, desafio, letrão), formatos e tipos de passatempos (incluindo palavras cruzadas em inglês). A empresa cultiva, paralelamente, um programa solidário chamado “Coquetel nas escolas”, que tem como objetivo auxiliar crianças de todo o Brasil a aprimorar o aprendizado com a ajuda dos passatempos de suas revistas. Aproximadamente 16.000 instituições de ensino utilizam as revistas como forma de ensinar através do lúdico as matérias da grade curricular.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. Há alguns anos atrás, o logotipo passou a ser aplicado na vertical e não mais na horizontal.


Os slogans 
Bom pra cabeça. (2011) 
Qualquer hora, em qualquer lugar. (2008) 
Atitude Saudável. (2008) 
Não esquenta, faça Coquetel.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1948 
● Criador: Editora Gertum Carneiro S.A. 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: Empresas Ediouro Publicações Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Diretor executivo: Rogério Ventura 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Passatempo e entretenimento 
● Principais produtos: Palavras cruzadas, caça-palavras, problemas de lógica e jogo dos erros 
● Concorrentes diretos: A Recreativa 
● Ícones: As palavras-cruzadas 
● Slogan: Bom pra cabeça. 
● Website: www.coquetel.com.br 

A marca no Brasil 
Hoje em dia a COQUETEL, uma divisão da Ediouro Publicações voltada exclusivamente para a área de passatempos, publica mais de 90 revistas mensais com os mais variados tipos de passatempos, desde palavras cruzadas e jogo dos erros, até jogos de lógica e desafios numéricos. Suas revistas estão disponíveis em todas as bancas e revistarias do Brasil. E cada vez mais os produtos da marca estão presentes em supermercados, lojas de varejo e de conveniência, postos de gasolina, quiosques. Com tiragens que podem chegar a mais de 600 mil exemplares, as revistas atingem 5 milhões de leitores por mês. Aproximadamente 62% de seu mercado é concentrado no estado de São Paulo. A COQUETEL também atua produzindo passatempos para mais de 600 jornais de todo o Brasil. 

Você sabia? 
Em 2007, por sua vasta experiência no segmento a COQUETEL foi escolhida pela World Puzzle Federation para organizar o World Puzzle Championship pela primeira vez no país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 30/8/2013

27.11.12

NEWSWEEK


A revista NEWSWEEK por quase 80 anos foi presença constante nos lares americanos, e ajudou a milhões de leitores se informarem das notícias da semana anterior. Mas hoje os tempos são outros. A NEWSWEEK continua com seu ótimo jornalismo, suas matérias geniais, seus editoriais sempre cheios de personalidade, só que no formato digital. A revista impressa irá desaparecer no último dia de 2012, mas a marca NEWSWEEK continuará sendo um dos ícones do jornalismo mundial.

A história
Originalmente chamada de News-Week, a tradicional revista foi idealizada pelo inglês Thomas John Cardell Martyn, que havia trabalhado por dez anos como editor de notícias internacionais na revista TIME, e lançada oficialmente no dia 17 de fevereiro de 1933 com a ajuda de investidores, entre os quais John Hay Whitney e Paul Mellon. A revista foi criada para levar aos leitores americanos um resumo analítico das notícias da semana e uma visão do que seria importante na semana seguinte. A primeira edição, que custava apenas 10 centavos de dólar, possuía sete fotografias das notícias semanais da imprensa em sua capa. Em 1937, estrangulado pelas dívidas ele vendeu a revista. Pouco depois, Malcolm Muir se tornou presidente e editor-chefe da revista e mudou seu nome para NEWSWEEK, relançando-a no mercado com o slogan “The magazine of news significance” (algo como “A revista das notícias significativas”).


Nos anos seguintes Malcolm imprimiu uma nova personalidade a revista, enfatizando mais a interpretação de histórias, introduzindo colunas assinadas (que seriam um grande atrativo da revista) e criando inúmeras edições internacionais (a NEWSWEEK chegou a ter 12 edições, escrita em japonês, coreano, russo, Turco, e até mesmo em árabe e espanhol). Em 1961 a revista foi comprada pelo tradicional e influente jornal Washington Post. Ao longo desses anos, a NEWSWEEK foi desenvolvendo um vasto material de notícias, de grandes histórias e análises à reviews e comentários. Durante este período a NEWSWEEK com seu jornalismo dinâmico travou uma das mais acirradas rivalidades, talvez a mais célebre na história do jornalismo americano, com a revista TIME. Em meados dos anos 90 a NEWSWEEK lançou seu site na Internet, que agregava as matérias e notícias da revista com reportagens do tradicional jornal Washington Post.


Apesar de sua força e influência na mídia americana, a NEWSWEEK começou a enfrentar uma grave crise financeira em 2008, quando passou a registrar enormes perdas financeiras e a passar por mudanças em uma desesperada tentativa de evitar o colapso. Isto culminou com sua aquisição em agosto de 2010 pelo magnata da indústria de áudio, Sidney Harman, pelo valor simbólico de US$ 1, além de assumir as pesadas dívidas. Após esta aquisição, a NEWSWEEK foi relançada com novo design, e, em novembro desse mesmo ano, se uniu ao site de notícias THE DAILY BEAST, fundado por Tina Brown, que passou a comandar também a revista, que ganhou rumos sensacionalistas, sendo muito criticada por suas decisões editoriais que a levaram a produzir capas “vendedoras e polêmicas” como a que imaginava a Princesa Diana com 50 anos ou a que retratava Barack Obama como “o primeiro presidente gay”.


Após 80 anos nas bancas, a revista semanal americana, em mais um episódio da inexorável transição para o digital, anunciou que a partir de 31 de dezembro de 2012 deixará de existir no formato impresso. Mas isso não significa o fim da tradicional NEWSWEEK, que a partir desta data ganhará uma nova edição digital, que será acessada apenas por assinantes. Além da redução no quadro de funcionários, a revista semanal deixará de publicar a versão em espanhol. O novo formato, batizado de NEWSWEEK GLOBAL, para ser acessado por meio de tablets, e-books e outros dispositivos móveis, será sustentado por assinaturas e irá oferecer um jornalismo de alta qualidade para leitores que querem se informar sobre os eventos mundiais em um contexto sofisticado. A revista afirma que isso se deve ao crescimento dos acessos através destes meios, a queda vertiginosa em sua circulação (em apenas uma década a revista encolheu de uma circulação paga de 3 milhões de assinantes para 1.5 milhões), altos custos de impressão e distribuição, além da preocupação ambiental em banir o papel.


A evolução visual
A identidade visual da NEWSWEEK passou por inúmeras modificações ao longo dos anos, mas sempre manteve a cor vermelha, de fundo, como ponto central de seu logotipo.


Os slogans
What Matters Most. (2010)
The magazine of news significance. (1937)


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 17 de fevereiro de 1933
● Criador: Thomas J.C. Martyn
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: The Newsweek Daily Beast Company LLC
● Capital aberto: Não
● CEO: Baba Shetty
● Editor chefe: Tina Brown
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Assinantes: 35.000 (versão digital)
● Presença global: 190 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 400
● Segmento: Comunicação
● Principais produtos: Revista de notícias (digital) e websites
● Concorrentes diretos: Time, The New Yorker, US News And World Report e The Economist
● Ícones: O jornalismo dinâmico
● Slogan: What Matters Most.
● Website: www.newsweek.com

A marca no mundo
Hoje em dia a NEWSWEEK, que era a segunda revista semanal de informação mais importante dos Estados Unidos, atrás somente da sua eterna rival TIME, se adaptou aos novos tempos, deixando a versão impressa e se tornando uma revista digital com mais de 35.000 assinantes, milhões de leitores em 190 países (14 milhões somente nos Estados Unidos) e voltada especificamente para uma audiência altamente móvel. A NEWSWEEK mantém 9 bureaus nos Estados Unidos, além de escritórios com correspondentes em várias cidades do mundo, como por exemplo, Londres, Paris, Moscou, Jerusalém, Tóquio, Beijing, Cidade do México e Buenos Aires.

Você sabia?
No cemitério da pacata cidade de Agrolândia, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, uma sepultura chama a atenção pelo tamanho de sua lápide em pedra, com mais de um metro de largura. Nela está escrito “Thomas John Cardell Martyn”. E logo abaixo: “Founder of Newsweek”. Isso mesmo, o fundador de uma das mais importantes revistas americanas passou seus últimos anos de vida e morreu (em 5 de fevereiro de 1979) no Brasil.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 27/11/2012

26.2.12

ESQUIRE

A revista ESQUIRE não somente se tornou um ícone americano, como inovou com suas fantásticas e criativas capas, abordou matérias de interesse de homens dinâmicos, como também ensinou o jornalismo a ser moderno. Nunca houve revista mensal masculina mais bem editada, excitante, aristocrática e imitada do que este símbolo americano da mídia. Não por acaso se transformou na voz ressonante do homem moderno.

A história
Tudo começou no início dos anos 30, em plena Grande Depressão Americana, quando David A. Smart, Henry L. Jackson e o editor Arnold Gingrich resolveram criar uma revista masculina de moda. Muitos os chamaram de malucos. Afinal, como lançar uma nova revista em plena grande depressão e cobrar 50 centavos de dólar, quando a Saturday Evening Post custava dez vezes menos. Mas somente eles pareciam saber da existência de um público jovem, esperançoso e sofisticado à espera de uma publicação que explorasse com brilho e vivacidade a cultura contemporânea. A revista, batizada de ESQUIRE, foi lançada oficialmente no mês de outubro de 1933, inicialmente com distribuição restrita à lojas de miudezas. A nova revista nasceu trimestral. Daí seu slogan: “A revista trimestral do homem”. Na capa do primeiro número não se lia outubro, mas outono de 1933. Nela, três cavalheiros esportivos saíam de uma canoa para embarcar em um hidroavião.


A ESQUIRE estreou com artigos escritos por Ernest Hemingway, Nicholas Murray Butler, Gilbert Seldes, Ring Lardner Jr., Gene Tunney, e contos de John Dos Passos, Erskine Caldwell e Dashiell Hammett. Sob o comando de Gingrich a ESQUIRE se tornou padrão de elegância não somente em moda, mas referencial de estilo de vida e bom gosto, que serviu de inspiração principal para o homem americano afluente daquela época. Abordava temas como os carros de luxo, os drinques da moda, a gastronomia sofisticada, as novidades do jazz, entre outros assuntos. Foi um verdadeiro sucesso. Ainda na década de 30, o escritor F. Scott Fitzgerald foi o responsável por assinar as histórias que iriam compor a coletânea “The Crack-Up with Other Pieces and Stories”, publicada em 1936.


Nos anos 40, a ESQUIRE continuou surpreendendo, especialmente quando Helen Lawrenson publicou um longo artigo, intitulado “Os Latinos São Péssimos Amantes”, desmistificando a tão propalada superioridade sexual dos “latin lovers”. Talvez tenha sido o texto mais lido e polêmico da revista em toda sua história. Até o governo cubano protestou na época. A revista sempre tentou ser primeira em tudo. E conseguiu. Foi pioneira em moda, reportagem com preocupação literária, humor político (quantas imitações não geraram mundo afora os “Annual Dubious Achievements Awards”, lançados em 1962) e até em pins-ups (desenhadas pelo peruano Alberto Vargas e George Petty), que projetaram a ESQUIRE ainda mais, aumentando assim sua circulação. Nos anos 60 a revista ficou conhecida pela utilização de um formato não convencional, com páginas enormes. O reinado de Gingrich durou até 1977. Sua saída culminou com a venda da revista para Clay Felker, que a venderia dois anos mais tarde. Foi nesta época que ocorreu uma descoberta surpreendente: 25% dos leitores da revista eram do sexo feminino. Essa informação chegou aos ouvidos da filha de um veterano casal de roteiristas de Hollywood, que sugeriu ao editor da ESQUIRE uma coluna diferente sobre mulheres. A moça se chamava Nora Ephron. A coluna, com divertidos comentários sobre seios, fantasias femininas, política sexual, sacanagem e gênios de saias como Dorothy Parker, foi o “abre-te-sésamo” dela para a fama jornalística e seu trampolim para a comédia cinematográfica.


Em meados dos anos 80 a revista foi vendida para a Hearst Corporation, que nos anos seguintes lançou a ESQUIRE em diversos países do mundo, como em 1991, quando a revista estreou no Reino Unido. A partir de novembro de 2004 a revista ganhou ainda mais popularidade ao eleger, anualmente, a mulher mais sexy do mundo (Sexiest Woman Alive). A primeira beldade agraciada foi Angelina Jolie, seguida por Jessica Biel (2005), Scarlett Johansson (2006), Charlize Theron (2007), Halle Berry (2008), Kate Beckinsale (2009), Minka Kelly (2010) e Rhianna (2011).


A partir de 2008, a revista disponibilizou via Internet todas as suas capas, organizadas por ano de lançamento. Em 2010 celebrou seu 75º aniversário de forma pioneira: a edição de outubro da revista masculina foi a primeira publicação a utilizar tinta eletrônica para impressão de sua capa. Além disso, lançou sua versão para iPad. Interatividade é a palavra que melhor define a publicação no tablet, não existindo uma página que não tenha esta característica e isto é o seu grande diferencial em relação à concorrência. Durante toda sua rica história, em suas páginas não desfilaram apenas a fina flor da literatura (inclusive européia), mas também a nata do jornalismo e do show business. Jean Genet fez reportagem política em Chicago. Candice Bergen já era atriz consagrada quando aceitou um trabalho free-lancer como fotógrafa.


As capas
Suas capas e chamadas - assim como os títulos de seus textos, alguns quilométricos e desconcertantes - eram um acinte de inventividade. Das capas, em seu período áureo (1962 a 1972), quem cuidava era George Lois, um verdadeiro gênio da publicidade. Craque em direção de arte foi sua a idéia de afogar Andy Warhol em uma lata de sopa Campbell, jogar uma mulher numa lata de lixo, colocar uma mulher se barbeando para demonstrar a libertação das regras patriarcais e machistas para uma igualdade entre os gêneros, encaixar o cantor Eddie Fisher no colo de Jacqueline Kennedy e colocar o finado marido desta à beira de uma tumba, ao lado do irmão Bob Kennedy e do pastor Martin Luther King, no ano em que estes dois foram assassinados. Algumas das 92 capas criadas por ele estão expostas no MoMa (Museu de Arte Moderna) em Nova York, que se tornaram, nas palavras do próprio museu, “essencial para a iconografia da cultura americana”.


Além da criatividade e genialidade, as capas da revista estamparam celebridades, atores, atrizes, esportistas e políticos como: Elizabeth Taylor (1952, 1963, 1964 e 1983), Marilyn Monroe (1961 e 1986), Sammy Davis Jr. (1965), Frank Sinatra (1966), Muhammad Ali (1966, 1968 e 2003), Woody Allen (1966, 1975, 1987, 1993 e 1994), Brigitte Bardot (1966), Raquel Welch (1967), Jacqueline Kennedy Onassis (1967, 1972 e 1991), Andy Warhol (1969), Rita Hayworth (1972), John Wayne (1973 e 1980), Jimmy Carter (1977 e 1978), Mario Andretti (1978), John Lennon (1980), Ronald Reagan (1980), Marlon Brando (1981), Alfred Hitchcock (1982), Danny DeVito (1986), Ralph Lauren (1987), Kim Basinger (1987), Michael J. Fox (1988), Paul Newman (1989), Madonna (1989, 1991, 1994 e 1999), Michael Jordan (1990 e 1993), Spike Lee (1992), Mick Jagger (1993), Cindy Crawford (1995), Bill Clinton (1996, 2000, 2005 e 2012), Al Pacino (1996 e 2002), John Travolta (1996 e 1998), Robert De Niro (1997, 2003 e 2011), Nicolas Cage (1998), Pamela Anderson (1999), George Clooney (1999, 2001, 2005, 2006, 2008, 2009 e 2012), Mike Tyson (1999), Angelina Jolie (2000, 2004 e 2007), Julia Roberts (2001), Steven Spielberg (2001), Cameron Diaz (2002), Mel Gibson (2002), Jennifer Aniston (2002), Britney Spears (2003), Jennifer Lopez (2003), Catherine Zeta-Jones (2003), Gisele Bündchen (2004), Brad Pitt (2006), Barack Obama (2008 e 2009) e Leonardo Di Caprio (2010).


A mascote
Esky. Era este o nome do venerável senhor, inspirado em Arnold Gingrich, que surgiu em 1934 e nos 12 primeiros anos protagonizou todas as capas da revista. Virou mascote da ESQUIRE, sendo depois deslocado para o logotipo, aparecendo em substituição ao pingo da letra “i” do nome da revista, e por fim reservado para esporádicas aparições.


A evolução visual
O design da revista como não podia ser diferente mudou junto com o passar do tempo. O logotipo sofreu diversas mudanças desde o traço mais simples para um com sombra (anos 40), reduzido, com outra tipografia e sublinhado, volumoso, até o atual. O layout inicial se assemelhava muito aos livros, depois a cartazes até começar a ter mais uma linguagem própria e atual. Apesar do logotipo da revista ser oficialmente vermelho, dependendo da capa ele pode utilizar cores como azul, preto, branco, amarelo ou até ocre.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento:
1933
● Criador:
Arnold Gingrich, Henry L. Jackson e David Smart
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca:
Hearst Corporation
● Capital aberto: Não
● CEO: Frank Bennack, Jr. (Hearst Corporation)
● Editor chefe:
David M. Granger
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Circulação mensal:
+ 720.000
● Presença global:
+ 50 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários:
500
● Segmento: Mídia
● Principais produtos:
Revista masculina
● Concorrentes diretos:
Playboy, GQ e Men’s Journal
● Ícones: Suas capas
● Slogan:
For men who mean business.
● Website: www.esquire.com

A marca no mundo
Editada pela Hearst Corporation, a revista ESQUIRE é comercializada em mais de 50 países ao redor do mundo, com circulação superior a 720.000 exemplares mensais. Atualmente a revista tem 22 edições internacionais publicadas na China, República Tcheca, Grécia, Hong Kong, Indonésia, Japão, Coréia do Sul, Rússia, Taiwan, Espanha, Tailândia, Turquia, Reino Unido, Romênia e Oriente Médio.

Você sabia?
Hugh Hefner, criador da tradicional revista Playboy, foi um dos muitos ases do jornalismo americano que passaram pela ESQUIRE. Nos anos 50 era ele quem cuidava da correspondência e das assinaturas da ESQUIRE, cujas ambições profissionais foram frustradas pela direção da revista. Um dia após pedir um aumento irrisório de salário, que foi negado, ele se demitiu, pegou dinheiro emprestado, e, em uma redação improvisada em sua cozinha, editou o primeiro número de uma revista cujo símbolo seria um coelhinho.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 26/2/2012

20.8.11

QUATRO RODAS


Falar hoje em dia da gloriosa e reconhecida indústria automobilística brasileira, é falar de seu principal veículo de comunicação, seu espelho, seu auto-falante, caixa de ressonância, guia orientador e formador dos milhões de proprietários de automóveis do país: a revista QUATRO RODAS, um dos produtos editoriais de maior sucesso da história das publicações no mercado brasileiro. Muito mais do que uma simples revista, é uma referência para apaixonados por carros. 

A história 
A ideia de se criar a revista foi do visionário Victor Civita, então fundador da Editora Abril, que já estava confortavelmente instalada no segmento das publicações infantis. Ele queria criar um veículo de comunicação que ajudasse o brasileiro a entender e, assim, viver melhor com o automóvel. Ao chegar às bancas no mês de agosto de 1960, a primeira edição de QUATRO RODAS já mostrava que seria uma publicação diferente. Falava de automóveis, é claro, mas também ensinava e orientava a comprar um carro usado, alertava para os perigos do álcool e dos beijos ao volante e trazia um mapa rodoviário com todas as atrações turísticas da Via Dutra. A bordo de uma Kombi, Mino Carta, então chefe de redação, Victor Gouveia, redator-chefe, e Roberto Civita, diretor de publicidade, testaram os serviços disponíveis ao longo dos 406 quilômetros da rodovia. Um mapa central desdobrável ilustrava a reportagem. Foi uma revolução em matéria de serviço ao leitor, e o que era para ser um brinde virou parte da revista. Inicialmente muitos dos mapas de QUATRO RODAS foram feitos por um jovem cartógrafo espanhol, J.R. Duran, que mais tarde se especializaria em revelar outras curvas na revista Playboy.


Na Carta ao Leitor, Victor Civita explicava as razões do lançamento da nova publicação: o crescimento da indústria automobilística brasileira, a necessidade de orientação dos proprietários de automóveis e os recantos do país ainda por serem descobertos. A primeira capa da revista trazia o outrora famoso Karmann-Ghia. Foi uma grande revolução no segmento editorial, afinal era a primeira revista especializada em automóveis do mercado brasileiro, apesar de também abordar o turismo apresentando aos leitores as belíssimas paisagens brasileiras, com seus roteiros e mapas de viagens, que deveriam ser desfrutados pelos novos proprietários de automóveis. Mas foi também uma ousadia. Nesta época a produção mundial de veículos era de 16.5 milhões de unidades e no Brasil o automóvel era ainda um artigo de luxo que poucos tinham acesso. Com esse cenário, os céticos apostaram que a nova revista teria vida muito curta, vivendo de automóveis e mapas em um país de tão poucas estradas. Ledo engano.


Exatamente um ano após seu lançamento, chegou às bancas a revista de número 13, que trazia o primeiro teste com um carro nacional: o DKW-Vemag 1000. Auscultada durante dias, a máquina passou por uma prova de dinâmica - à base de cronômetro e fita métrica - entre os quilômetros 41 e 46 da rodovia Presidente Dutra, que liga a cidade de São Paulo ao Rio de Janeiro. Em 1962, ocorreram grandes mudanças, como o lançamento da seção Impressões ao Dirigir, onde os repórteres contavam suas experiências em dirigir os carros mais desejados do momento. A partir de 1965, novas mudanças na linha editorial: a revista passa a ter o padrão de qualidade das principais publicações internacionais e realizou o primeiro concurso de carros nacionais fora de série. Alem de testar carros, a QUATRO RODAS também se dedicou ao turismo e as reportagens investigativas. Entre as reportagens de destaque estão duas relacionados a emissão de documentos. Em 1965 a revista publicou uma reportagem em que um motorista obteve um licenciamento de um carro roubado e rodou por um mês. Outra reportagem, de 1968, mostra como um deficiente visual conseguiu uma carteira de habilitação.


Na década de 1970 a QUATRO RODAS introduziu uma de suas mais populares seções até os dias de hoje: “Longa Duração” (que surgiu em 1973), onde a revista compra um carro e o avalia por milhares de quilômetros, analisando a resistência, durabilidade e qualidade. Ainda nesta década, a revista intensificou a cobertura das competições automobilísticas em especial da Fórmula 1. Nas décadas seguintes, seus fiéis e apaixonados leitores não compravam e, nem muito ao menos, trocavam de automóvel sem recorrer à revista para conferir os testes e refletir sobre o verdadeiro preço dos veículos considerando-se todos os custos envolvidos, tanto na aquisição como na utilização e manutenção. Com isso, a QUATRO RODAS se tornou uma das publicações mais importantes da Editora Abril.


Em agosto de 2010, a revista comemorou 50 anos com o lançamento de uma super edição com 276 páginas. Ainda neste ano, como presente aos seus fiéis leitores, a QUATRO RODAS disponibilizou todo o acervo (edições) da revista na internet, mais de 70 mil páginas de informação, onde era possível conferir grandes histórias do setor automobilístico brasileiro, assim como importantes marcos do segmento diretamente na tela do computador. Pouco depois, seguindo a evolução do mercado editorial, a revista lançou uma versão digital, para ser lida, ouvida e assistida no tablet. Em 2015 a revista completou 55 anos, lançou um novo projeto editorial (mais limpo) e adotou um novo posicionamento no mercado.


Hoje a revista oferece um vasto conteúdo, como por exemplo, as seções Auto-Serviço (um verdadeiro manual para o proprietário de um carro, com dicas de manutenção e de tudo que acontece no mundo automotivo), Grandes Brasileiros (conta com os automóveis nacionais que mudaram a história do país), O Carro (testes, comparativos e avaliações completas para o leitor), Segredo (previsões de futuros carros do mercado, antecipando lançamentos e mostrando flagras antes disso acontecer), Via Expressa (suas notas trazem o que há de mais novo e quente no universo das quatro rodas, não só em termos de produto, mas também quem são os homens que estão por trás das máquinas) e Zero KM (apresenta todos os lançamentos do mercado no mês). Além é claro da tradicional seção Longa Duração, onde um modelo recém-lançado é testado por 60.000 quilômetros e cuja avaliação, ao longo de meses, é feita não somente em relação ao carro, mas também os serviços de pós-venda da rede autorizada, a disponibilidade de peças e o preço.


Nessas mais de cinco décadas, a revista cumpriu sua missão. Ninguém prestou mais e melhores serviços a seus leitores motoristas e proprietários de veículos do que a popular QUATRO RODAS. E, de quebra, prestou serviços complementares e relevantes a toda a cadeia de valor do negócio de automóveis em nosso país. Para quem ama carro, não existe o verbo folhear uma QUATRO RODAS. O certo é apreciar. Há 55 anos é assim. A cada página, um novo assunto. E a cada edição, essa paixão ganha ainda mais sentido.


O famoso guia 
Com a abertura de novas estradas e a proliferação do automóvel, o cidadão brasileiro descobriu nos anos de 1960 a possibilidade de conhecer o país usando este tipo de transporte. Atenta a essa transformação, a revista lançou, em setembro de 1965 (com data de 1966), o famoso Guia Quatro Rodas Brasil. Minuciosa tomografia rodoviária e turística do país, logo se tornou padrão de referência para milhões de viajantes, sinônimo de precisão, confiabilidade e cobertura nacional. As primeiras classificações de hotéis e restaurantes no Brasil surgiram nesse guia. O sucesso gerou outros frutos, como os guias de estradas, de praias, de cidades e até de fim de semana. Em 2006 foi lançado no mercado o navegador portátil do Guia Quatro Rodas, cujas versões eram um verdadeiro “co-piloto” que conhecia rodovias federais, estaduais, municipais e as ruas de 1.600 cidades brasileiras.


Ao longo das décadas, os repórteres do Guia Quatro Rodas percorreram centenas de milhares de quilômetros a cada ano, recolhendo informações sobre estradas, atualizando mapas, visitando atrações, testando hotéis e restaurantes. Isto fez do guia líder de seu segmento, a maior e mais respeitada publicação do setor turístico do país. O guia ficou conhecido também pelo seu popular slogan “Um guia tão pequeno contém um país tão grande”. Mais recentemente, a editora anunciou que o Guia Quatro Rodas, que editava doze títulos e vendia aproximadamente 800 mil unidades por ano, deixará de ser publicado e o conteúdo será incorporado pelas revistas Viagem e Turismo, Veja São Paulo e Veja Rio.


A evolução visual 
O tradicional logotipo da revista, cujo principal símbolo de identificação é o número 4 com a palavra “quatro” escrita dentro, passou por algumas modificações ao longo dos anos. Ganhou novas tipografias de letras e o formato do número 4 foi sendo estilizado. O atual logotipo é mais limpo e impactante que os anteriores.


Os slogans 
É, a gente só sabe falar disso. (2015) 
Uso obrigatório.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: Agosto de 1960 
● Criador: Victor Civita 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Editora Abril S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Alexandre Caldini (Editora Abril) 
● Redator chefe: Zeca Chaves 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Assinantes: 141.000 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revista automobilística 
● Concorrentes diretos: Auto Esporte e Motor Show 
● Slogan: É, a gente só sabe falar disso. 

A marca no Brasil 
Publicada mensalmente, a revista QUATRO RODAS, que já lançou mais de 650 gloriosas edições, tem uma circulação média de 250 mil exemplares, conta com mais de 141 mil assinantes e está presente em todo território nacional, atingindo mais de 2 milhões de leitores todos os meses. Apesar de ser uma revista voltada para o público masculino, hoje a publicação também tem as mulheres como seu público leitor, apesar desse número ainda ser pequeno, aproximadamente 14% do total. Além de temas como segredos, lançamentos, testes e avaliações, QUATRO RODAS aborda aspectos da vida do leitor como motorista, cidadão e apaixonado por carro, trazendo matérias sobre segurança no trânsito, radiografia de estradas e muito mais. 

Você sabia? 
A publicação também ficou conhecida pela premiação anual “Os Eleitos”, que ocorre em dezembro e premia os carros que mais satisfazem os leitores. 
QUATRO RODAS fechou 2014 apontada como a 7ª revista mais admirada do mercado brasileiro, segundo pesquisa realizada pelo Meio&Mensagem. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 10/8/2015 

28.10.09

BILLBOARD


A revista americana BILLBOARD é considerada uma “Bíblia da Música”, que determina tendência no mercado musical mundial há décadas. E não é por acaso que seus rankings musicais semanais são a principal referência de sucesso no mundo da música. Considerada a principal parada musical do mundo da música, ser citado ou figurar entre seus famosos rankings pode determinar o sucesso de um álbum ou artista.

A história
A tradicional BILLBOARD teve origem na cidade americana de Cincinnati, estado americano de Ohio, quando William H. Donaldson e James H. Hennegan, cujas famílias atuavam no segmento gráfico e editorial, resolveram criar uma nova revista mensal. Lançada no mercado oficialmente no dia 1 de novembro de 1894 com o nome de BILLBOARD ADVERTISING, ela abordava diversos temas (não musicais), voltada especialmente para o mercado publicitário. A primeira edição, com apenas oito páginas, tinha preço de capa de 10 centavos de dólar (90 centavos para assinaturas anuais). Em fevereiro de 1897 a revista passou a se chamar THE BILLBOARD, e, em poucos anos começou a publicar anúncios de circos, parques de diversão, shows, feiras e eventos ao ar livre. Somente a partir de 1900 a revista passou a ser semanal. Em 1909 a BILLBOARD começou a cobrir o mundo do cinema, e, na década de 1920, o universo do rádio.


Na década de 30, com o aumento da popularidade das famosas jukebox, a BILLBOARD começou a dar mais atenção para o mercado musical. E foi no dia 4 de janeiro de 1936, um sábado, que a BILLBOARD publicou o seu primeiro ranking musical, uma espécie de “parada de sucesso”, tendo como líder da primeira lista a canção “Stop! Look! Listen!” do violinista de jazz Joe Venuti. Em 20 de julho de 1940 publicou sua primeira lista de popularidade musical (Music Popularity Chart) em três categorias: Best Sellers in Stores (os mais vendidos nas lojas); Most Played by Jockeys (os detentores das músicas mais tocadas nas rádios americanas); e Most Played in Jukeboxes (os mais tocados nas jukeboxes americanas). Rapidamente a revista e seus populares rankings tornaram-se a principal fonte de informação sobre tendências e novidades do meio musical, atendendo aos fãs, artistas, executivos, organizadores de turnês, publishers, programadores de rádio, advogados, varejistas e empresários do mundo digital.


Nos anos seguintes, seus inúmeros rankings, reconhecidos internacionalmente, classificavam canções e álbuns populares em várias categorias e estilos musicais. Seu ranking mais famoso, o Hot 100, introduzido no dia 4 de agosto de 1958, mostrava os 100 singles mais vendidos e tocados nas rádios e, até os dias de hoje, é frequentemente utilizado nos Estados Unidos como a principal forma de medir a popularidade dos artistas bem como de uma canção. Ricky Nelson, com “Poor Little Fool”, foi o primeiro número 1 desta lista. Os grandes campeões da BILLBOARD entre os artistas solo masculinos são Elvis Presley (17 canções em número 1) e Michael Jackson (13 canções em número 1); e femininos são Mariah Carey (18 canções em número 1), Madonna, Whitney Houston e Rihanna (12 canções em número 1). O cantor Michael Jackson tinha sido o principal responsável pela divulgação da revista no mundo, por meio de seus álbuns fenômenos de venda como Bad, Thriller e Dangerous. Já entre as bandas, The Beatles tem o recorde até os dias atuais (20 canções em número 1). O cantor mais velho a ter uma canção em primeiro lugar na HOT 100 é Louis Armstrong, aos 64 anos. Entre as mulheres, a recordista é Cher, com 52 anos. O recorde de maior número de canções em primeiro lugar para um compositor é de Paul McCartney com 32 composições. Curiosamente, o segundo lugar é de John Lennon, também um ex-Beatles, com 26 músicas compostas por ele. Outro famoso ranking feito pela revista é o Top 200, que correspondente aos álbuns mais vendidos.


Somente a partir de 1961, a revista assumiu exclusivamente o conteúdo que tem mantém até hoje, a indústria da música, e passou a se chamara BILLBOARD MUSIC WEEK. Pouco depois, em 1963, a revista abreviou seu nome apenas para BILLBOARD. Em 1995 lançou no mercado o site billboard.com, cujo conteúdo inclui toda a cobertura do noticiário musical, entrevistas exclusivas, análises de relatórios de tendências e lançamentos, além dos famosos rankings, elaborados com base em informações de vendas de álbuns - físicas e online -, downloads, audiência e diversos outros dados compilados e analisados por ferramentas criadas pela Nielsen Business Media. Em 2007 a revista foi comprada pela empresa holandesa Nielsen Company, e pouco depois, em 2009, vendida para a Prometheus Global Media. Recentemente a BILLBOARD lançou uma versão da revista para iPad.


O mês de outubro de 2009 foi um marco para a música no Brasil. Neste mês, mais especificamente no dia 14, foi lançada a versão brasileira da revista BILLBOARD. Considerada a “Bíblia da Música”, a publicação foi o lançamento do ano, revolucionando o mercado musical brasileiro trazendo, principalmente, a versão nacional de suas famosas paradas. A capa da primeira edição era ilustrada pelo cantor Roberto Carlos e a campanha de lançamento pra lá de sugestiva: “Você só ouvir falar. Agora vai ler”. O Brasil é o terceiro país com a publicação impressa da revista; o primeiro e o segundo foram Rússia e Turquia, respectivamente. No Brasil, a tradicional revista é mensal, diferentemente da edição americana que é semanal, tendo tiragem de 40 mil exemplares e distribuição nacional.


As capas
As capas da BILLBOARD ganharam importância com o decorrer dos anos. A partir da década de 50 se tornaram um território para poucos privilegiados. Elvis Presley, Mariah Carey, Jane Fonda, Beatles, Beyoncé, Michael Jackson, Madonna foram algumas das estrelas que povoaram as capas da revista e tiveram o caminho para o sucesso impulsionado.


A evolução visual
Em janeiro de 2013 a revista apresentou uma nova versão de seu icônico logotipo. Com uma tipografia de letra mais encorpada (bold), seu nome passou a ser escrito totalmente em letras minúsculas. O logotipo utilizado nas capas é totalmente preto ou branco, dependendo do fundo. Já a versão colorida é utilizada na comunicação e campanhas promocionais da marca.


Com a apresentação da nova identidade visual da marca, as revistas também ganharam um novo design gráfico e uma reforma editorial. A primeira edição da reformulada, com novo logotipo branco e capa com design mais limpo do que as anteriores, trazia a foto do cantor Prince, chamado de “American idol” pela revista.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 1 de novembro de 1894
● Criador: William H. Donaldson e James H. Hennegan
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Prometheus Global Media
● Capital aberto: Não
● CEO: Ross Levinsohn
● Editor chefe: Bill Werde
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 500
● Segmento: Entretenimento
● Principais produtos: Revistas musicais e rankings
● Concorrentes diretos: Rolling Stone, Blender, Vibe e Q
● Ícones: O ranking Hot 100
● Slogan: Experience the buzz.
● Website: www.billboard.com

A marca no mundo
Atualmente, a revista americana é também publicada na Turquia, na Rússia e no Brasil, estando presente em mais de 100 países ao redor do mundo com milhões de leitores. Japão e Coréia do Sul também licenciam a marca BILLBOARD. A revista tem sede em Nova York e sucursais em Londres, Los Angeles e Miami, além de correspondentes em todas as grandes cidades do mundo. O site da revista recebe mensalmente mais de 11 milhões de visitantes de 100 países diferentes. A BIILBOARD também mantém vários rankings reconhecidos internacionalmente que classificam canções e álbuns populares em várias categorias e estilos.

Você sabia?
Desde 1989, anualmente, a revista entrega o BILLBOARD MUSIC AWARDS, um prêmio que honra os artistas e as canções mais populares do ano. O primeiro a receber o prêmio de artista do ano foi o cantor George Michael. Esses prêmios são concedidos com base nos rankings anuais, que mostram quais foram as canções mais populares daquele período.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 20/4/2013