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29.5.17

ISTOÉ


A revista ISTOÉ acompanhou passo a passo a evolução da sociedade brasileira. Os avanços dos costumes e as criações culturais de um povo cheio de imaginação e vontade sempre tiveram a atenção da revista, que se tornou leitura obrigatória para aqueles que quisessem conhecer as transformações que marcaram as últimas quatro décadas. Desde o início, a revista ISTOÉ tem a vocação para antecipar as mudanças do país. Atualizada, dinâmica, combativa, é uma revista com opinião própria, força e coragem para contribuir para o bem do país. 

A história 
Uma das mais importantes e respeitadas revistas do mercado brasileiro, a ISTOÉ, foi lançada no mês de maio de 1976, com periodicidade mensal, por uma nova editora fundada em 1972, a Editora Três, criada por um argentino naturalizado brasileiro chamado Domingo Alzugaray, um ex-diretor comercial da Editora Abril, e os irmãos e jornalistas Luís e Mino Carta, este último criador da revista Veja. Quando foi às bancas o primeiro exemplar da revista, o Brasil ainda estava sob uma ditadura militar que insistia em sufocar, torturar e, muitas vezes, calar para sempre aqueles que bradavam por democracia, respeito às opiniões divergentes, soberania nacional, direitos humanos e liberdade de expressão. ISTOÉ ajudou a fazer com que as vozes abafadas nos porões da repressão fossem ouvidas e ousou desafiar o poder fardado em nome de uma sociedade que clamava por mudanças. Um exemplo disso foi a primeira capa da revista, que clamava pelo fim do regime totalitário e pela volta à democracia, mesmo com o país vivendo sob a sombra da ditadura. Desde o início apresentou-se como uma revista de variedades, ocupando-se de política, economia, ciência, comportamento, artes, esportes e outros assuntos. Luís Carta deixou a sociedade meses depois do lançamento da revista. Publicada com periodicidade mensal nos seus dez primeiros números, em março de 1977 a revista passou a circular semanalmente. Data desta época, o início da colaboração do cartunista Henfil, que seria uma das características mais marcantes da revista nos anos seguintes, com a bem-humorada crônica política do país que fazia em sua “Carta à mãe”.


Nos anos seguintes, empurrada pelo empenho de Mino e pelo olhar seletivo de Alzugaray, a revista cresceu e logo conquistou leitores, respeito e espaço no mercado. Um fato mudaria os rumos da revista. No auge da animação com o sucesso de ISTOÉ, Mino e Alzugaray lançaram, em abril de 1979, o Jornal da República, tribuna de textos e fotos sublimes, mas um estrondoso fracasso comercial que levou, entre outras coisas, a Editora Três a perder a marca ISTOÉ. A revista foi comprada por Mino Carta, que a vendeu para Fernando Moreira Salles. Mino ainda dirigiu a redação da revista até março de 1981. Três anos depois de sua saída, Moreira Salles vendeu a ISTOÉ para Luís Fernando Levy, do então jornal Gazeta Mercantil. Mas Alzugaray não jogou a toalha. Em 1988, após uma conversa com Levy na mesa de uma churrascaria paulistana, pegou de volta a marca que um dia ele mesmo tirara da gaveta por US$ 3 milhões, divididos em 36 parcelas mensais. Negócio fechado, em julho, logo após a publicação de sua edição de número seiscentos, ISTOÉ fundiu-se com a respeitada revista Senhor e a redação foi entregue a Mino Carta. Surgia então a ISTOÉ SENHOR, que seguiu até abril de 1992, quando voltou novamente a se chamar apenas ISTOÉ. Ainda este ano, a revista foi a principal protagonista do impeachment do ex-presidente Fernando Collor ao trazer à tona para o Brasil o personagem que veio a comprovar ilicitudes que tornaram sua permanência insustentável. O motorista Eriberto França foi a testemunha-chave para que o então presidente Collor se afastasse do poder.


Em abril de 1993, os editores da revista anunciaram uma grande reformulação gráfica e editorial. Inspirada na tradicional revista americana Time, a reformulação baseava-se em um texto mais ágil, que exigisse do leitor um tempo menor de leitura. Mino dirigiu a revista até agosto de 1993. Tão Gomes Pinto, o substituto de Mino, iniciou um competente trabalho de diversificação de temas e pautas. A partir deste momento acentuou sua veia de jornalismo investigativo. Trouxe à baila em suas páginas casos de escândalos na alta esfera de governo, como o Sivam, a Pasta Rosa e vários outros. Graças à manutenção da sequência de trabalho, ISTOÉ confirmou a tendência de abrir espaço para reportagens sobre comportamento, medicina, bem-estar, tecnologia e saúde. Além disso, a revista lançou no país novidades, como por exemplo, a editoria de notas da semana e a edição da grande maioria das reportagens com as assinaturas dos autores e repórteres fotográficos, uma informação adicional para o leitor. Todas essas propostas serviram, digamos, de inspiração para a concorrência, que passou a segui-las parcial ou totalmente.


Em meados dessa década, sob a direção do competente Hélio Campos Mello, a ISTOÉ seguiu com o seu DNA de reportagem de campo e descobriu que o então presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães, havia violado o sigilo da votação da cassação de Luiz Estevão, na famosa “Fraude do Painel do Senado”, no episódio que o fez renunciar daquela presidência e do cargo de senador, horas antes da votação que o expulsaria do senado. O ano de 1996 foi marcado pelo lançamento do site oficial, conquistando a marca de primeira revista semanal de informação online. Em setembro de 1997 a marca foi expandida para o lançamento de outra revista: ISTOÉ DINHEIRO, a semanal de negócios, economia e finanças que mostrou ser possível informar o público do setor com leveza e teve recepção eufórica do mercado. Com este lançamento, a revista equilibrou suas contas rapidamente e consolidou a imagem com prêmios importantes, que lhe foram agraciados ou conquistados por seus profissionais.


ISTOÉ GENTE, outra ideia inovadora inspirada na fórmula de sucesso da revista americana People, cresceu de forma sólida e constante desde seu lançamento, em agosto de 1999. A nova revista já chegou fazendo bom jornalismo – a primeira capa desvendou o romance até então secreto entre Ciro Gomes e Patrícia Pillar. No final de 2004, mais uma novidade: lançamento da DINHEIRO RURAL, revista mensal voltada ao setor de agronegócio. Em 2006, ISTOÉ completou 30 anos de sucesso do mercado editorial brasileiro e se consolidou como uma das revistas mais respeitadas do país. Pouco depois, em 2007, a marca resolveu realizar mais uma expansão com o lançamento da edição especial ISTOÉ PLATINUM, uma revista trimestral dirigida ao mercado de luxo que apresenta os mais novos, raros e caros objetos de desejo. Devido à crise econômica no mercado editorial, em 2015 a revista ISTOÉ GENTE foi descontinuada. Mais recentemente, em março de 2016, a ISTOÉ provou mais uma vez sua importância no jornalismo nacional com a reportagem “Delcídio Conta Tudo.” Nela, os leitores conheceram, também com exclusividade, o teor explosivo da delação premiada do senador. Após as revelações de Delcídio, o impeachment se tornou um caminho sem volta para a então presidente Dilma Rousseff. Graças a seu jornalismo independente, ISTOÉ foi determinante para o afastamento de dois presidentes da República envolvidos em episódios nebulosos. Nenhuma outra publicação brasileira, em qualquer período da história, pode se orgulhar de ter feito o mesmo.


Durante mais de quatro décadas a revista refletiu em suas páginas a caminhada tecnológica que alterou o dia a dia de cada cidadão Brasileiro. Todos esses movimentos, políticos, econômicos, sociais e culturais, foram retratados pela revista sem preconceitos. ISTOÉ fez isso sem se atrelar a nenhum grupo político ou econômico, firmando compromissos apenas com o leitor. É essa independência que permite ao corpo de jornalistas o exercício pleno da profissão. E a revista segue respeitando seus valores natos e continua a desempenhar o papel de bem informar e fiscalizar o uso dos bens públicos, independentemente da coloração partidária ou dos princípios ideológicos daqueles que estejam exercendo o poder de governar. Esta é a história da ISTOÉ. Uma revista nem melhor nem pior do que as outras semanais do mercado, apenas diferente. Bem diferente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos como mostra a imagem abaixo.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: Maio de 1976 
● Criador: Domingo Alzugaray, Mino e Luís Carta 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Três Editorial Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Caco Alzugaray 
● Redator chefe: Amauri Segalla e Sérgio Pardellas 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Circulação semanal: 310 mil exemplares 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 250 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revistas semanais de informações gerais e de negócios 
● Concorrentes diretos: Veja, Época, Carta Capital, Exame e Época Negócios 
● Slogan: Independente. 
● Website: www.istoe.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a marca ISTOÉ está estampada em quatro títulos: ISTOÉ (assuntos gerais), ISTOÉ DINHEIRO (economia e mercado), DINHEIRO RURAL (agronegócio) e ISTOÉ PLATINUM (mercado de luxo). Somente a revista ISTOÉ tem circulação semanal de 310 mil exemplares. Além disso, o site da ISTOÉ é um dos principais canais de conteúdo da internet e recebe mais de 5 milhões de visitantes únicos por mês. 


Você sabia? 
Em 1978 a revista ISTOÉ descobriu, e pôs na capa, um irrequieto líder metalúrgico do ABC, Luiz Inácio da Silva, apelidado de Lula. Era a estreia dele em uma publicação de alcance nacional. 
O pioneirismo, a modernidade e a ousadia de ISTOÉ, fizeram da publicação uma escola de jornalismo que tem revelado muitos talentos através do tempo e contou com a assinatura, entre repórteres, cartunistas e colaboradores como Vilas Boas Correia, Cláudio Abramo, Bolívar Lamounier, Henfil, Millôr Fernandes, Luís Fernando Veríssimo, Elio Gaspari, Antônio Calado, Maurício Kubrusly, Paulo Caruso, Pietro Maria Bardi, Ferreira Gullar, Luís Gonzaga Belluzzo, Carlos Castelo Branco e Zuenir Ventura, entre outros. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 29/5/2017

27.11.12

NEWSWEEK


A revista NEWSWEEK por quase 80 anos foi presença constante nos lares americanos, e ajudou a milhões de leitores se informarem das notícias da semana anterior. Mas hoje os tempos são outros. A NEWSWEEK continua com seu ótimo jornalismo, suas matérias geniais, seus editoriais sempre cheios de personalidade, só que no formato digital. A revista impressa irá desaparecer no último dia de 2012, mas a marca NEWSWEEK continuará sendo um dos ícones do jornalismo mundial.

A história
Originalmente chamada de News-Week, a tradicional revista foi idealizada pelo inglês Thomas John Cardell Martyn, que havia trabalhado por dez anos como editor de notícias internacionais na revista TIME, e lançada oficialmente no dia 17 de fevereiro de 1933 com a ajuda de investidores, entre os quais John Hay Whitney e Paul Mellon. A revista foi criada para levar aos leitores americanos um resumo analítico das notícias da semana e uma visão do que seria importante na semana seguinte. A primeira edição, que custava apenas 10 centavos de dólar, possuía sete fotografias das notícias semanais da imprensa em sua capa. Em 1937, estrangulado pelas dívidas ele vendeu a revista. Pouco depois, Malcolm Muir se tornou presidente e editor-chefe da revista e mudou seu nome para NEWSWEEK, relançando-a no mercado com o slogan “The magazine of news significance” (algo como “A revista das notícias significativas”).


Nos anos seguintes Malcolm imprimiu uma nova personalidade a revista, enfatizando mais a interpretação de histórias, introduzindo colunas assinadas (que seriam um grande atrativo da revista) e criando inúmeras edições internacionais (a NEWSWEEK chegou a ter 12 edições, escrita em japonês, coreano, russo, Turco, e até mesmo em árabe e espanhol). Em 1961 a revista foi comprada pelo tradicional e influente jornal Washington Post. Ao longo desses anos, a NEWSWEEK foi desenvolvendo um vasto material de notícias, de grandes histórias e análises à reviews e comentários. Durante este período a NEWSWEEK com seu jornalismo dinâmico travou uma das mais acirradas rivalidades, talvez a mais célebre na história do jornalismo americano, com a revista TIME. Em meados dos anos 90 a NEWSWEEK lançou seu site na Internet, que agregava as matérias e notícias da revista com reportagens do tradicional jornal Washington Post.


Apesar de sua força e influência na mídia americana, a NEWSWEEK começou a enfrentar uma grave crise financeira em 2008, quando passou a registrar enormes perdas financeiras e a passar por mudanças em uma desesperada tentativa de evitar o colapso. Isto culminou com sua aquisição em agosto de 2010 pelo magnata da indústria de áudio, Sidney Harman, pelo valor simbólico de US$ 1, além de assumir as pesadas dívidas. Após esta aquisição, a NEWSWEEK foi relançada com novo design, e, em novembro desse mesmo ano, se uniu ao site de notícias THE DAILY BEAST, fundado por Tina Brown, que passou a comandar também a revista, que ganhou rumos sensacionalistas, sendo muito criticada por suas decisões editoriais que a levaram a produzir capas “vendedoras e polêmicas” como a que imaginava a Princesa Diana com 50 anos ou a que retratava Barack Obama como “o primeiro presidente gay”.


Após 80 anos nas bancas, a revista semanal americana, em mais um episódio da inexorável transição para o digital, anunciou que a partir de 31 de dezembro de 2012 deixará de existir no formato impresso. Mas isso não significa o fim da tradicional NEWSWEEK, que a partir desta data ganhará uma nova edição digital, que será acessada apenas por assinantes. Além da redução no quadro de funcionários, a revista semanal deixará de publicar a versão em espanhol. O novo formato, batizado de NEWSWEEK GLOBAL, para ser acessado por meio de tablets, e-books e outros dispositivos móveis, será sustentado por assinaturas e irá oferecer um jornalismo de alta qualidade para leitores que querem se informar sobre os eventos mundiais em um contexto sofisticado. A revista afirma que isso se deve ao crescimento dos acessos através destes meios, a queda vertiginosa em sua circulação (em apenas uma década a revista encolheu de uma circulação paga de 3 milhões de assinantes para 1.5 milhões), altos custos de impressão e distribuição, além da preocupação ambiental em banir o papel.


A evolução visual
A identidade visual da NEWSWEEK passou por inúmeras modificações ao longo dos anos, mas sempre manteve a cor vermelha, de fundo, como ponto central de seu logotipo.


Os slogans
What Matters Most. (2010)
The magazine of news significance. (1937)


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 17 de fevereiro de 1933
● Criador: Thomas J.C. Martyn
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: The Newsweek Daily Beast Company LLC
● Capital aberto: Não
● CEO: Baba Shetty
● Editor chefe: Tina Brown
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Assinantes: 35.000 (versão digital)
● Presença global: 190 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 400
● Segmento: Comunicação
● Principais produtos: Revista de notícias (digital) e websites
● Concorrentes diretos: Time, The New Yorker, US News And World Report e The Economist
● Ícones: O jornalismo dinâmico
● Slogan: What Matters Most.
● Website: www.newsweek.com

A marca no mundo
Hoje em dia a NEWSWEEK, que era a segunda revista semanal de informação mais importante dos Estados Unidos, atrás somente da sua eterna rival TIME, se adaptou aos novos tempos, deixando a versão impressa e se tornando uma revista digital com mais de 35.000 assinantes, milhões de leitores em 190 países (14 milhões somente nos Estados Unidos) e voltada especificamente para uma audiência altamente móvel. A NEWSWEEK mantém 9 bureaus nos Estados Unidos, além de escritórios com correspondentes em várias cidades do mundo, como por exemplo, Londres, Paris, Moscou, Jerusalém, Tóquio, Beijing, Cidade do México e Buenos Aires.

Você sabia?
No cemitério da pacata cidade de Agrolândia, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, uma sepultura chama a atenção pelo tamanho de sua lápide em pedra, com mais de um metro de largura. Nela está escrito “Thomas John Cardell Martyn”. E logo abaixo: “Founder of Newsweek”. Isso mesmo, o fundador de uma das mais importantes revistas americanas passou seus últimos anos de vida e morreu (em 5 de fevereiro de 1979) no Brasil.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 27/11/2012

2.4.11

Bloomberg Businessweek

A BusinessWeek é uma importante organização de mídia empresarial que se transformou nas últimas décadas em um ícone do mundo dos negócios, proporcionando visão e análise sem paralelo a um público de líderes empresariais no mundo todo. Presença indispensável nas mesas dos principais executivos, banqueiros e nos corredores do alto escalão de governos no mundo inteiro, a revista sucumbiu à crise econômica recente, foi vendida e adotou um novo nome, Bloomberg Businessweek. Apesar deste turbilhão, a revista não perdeu seu maior ativo: a credibilidade.

A história
A história de uma das mais importantes e tradicionais revistas econômicas do mundo começou no final dos anos de 1920 quando Malcolm Muir, presidente da editora McGraw-Hill Publishing, resolveu criar a The Business Week, na época escrita assim. A revista que abordaria informações econômicas, financeira e do mundo dos negócios, teve sua primeira edição publicada no dia 7 de setembro de 1929, poucos dias antes do devastador crash da Bolsa de Valores de Nova York, que mergulhou o país em uma grave crise econômica. Inicialmente a revista abordava assuntos como marketing, mercado de trabalho, economia e administração. A nova revista foi a primeira a retratar em primeira mão o colapso do sistema financeiro americano que resultou na pior crise econômica do século XX, conhecida como a Grande Depressão. Nos anos seguintes, com opiniões e reportagens de alto nível e credibilidade, a revista se transformou em um valioso veículo de informação para grandes executivos e homens tomadores de decisões, incluindo governantes das principais nações do mundo.


Em 1984, Stephen B. Shepard, assumiu como editor chefe da revista, cargo que ocuparia por mais de vinte anos. Ele foi o responsável por atrair novos leitores, abordar novos assuntos, implantar as edições internacionais e expandir o interesse global da BusinessWeek. A revista ficou ainda mais conhecida e respeitada em 1988, quando divulgou pela primeira vez o ranking das instituições americanas com os melhores cursos de MBA. Em 1994 a revista lançou seu site na Internet, que não demorou muito para se transformar em um destacado fornecedor diário de notícias, informações e serviços empresariais essenciais a tomadores de decisões no mundo dos negócios.


Com a chegada do novo milênio, a revista começou a sentir os efeitos da transformação dos tempos modernos, enfrentando sérios problemas financeiros e perda de audiência, que culminaram em 2005, com o cancelamento das edições européias e asiáticas. Ao mesmo tempo, lançou sua edição em árabe. Em 2006, a revista iniciou a publicação anual de rankings dos cursos de graduação em administração. No ano seguinte apresentou um novo projeto gráfico. Nesta época, a revista estava lutando para se adaptar ao redemoinho de informação da Internet.


Por ironia do destino foi justamente o principal assunto abordado pela revista que faria com que a BusinessWeek fosse vendida no final de 2009 para a Bloomberg, tradicional empresa de informações financeiras fundada pelo atual prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Em um negócio avaliado em US$ 5 milhões, a revista que vinha amargando enormes perdas, tanto financeiras como de circulação, publicidade (o total de páginas de anúncio caiu de 6 mil no ano 2000 para menos de 1.900) e audiência, passou a se chamar oficialmente Bloomberg Businessweek. A revista permitirá à Bloomberg atingir um público diferente dos investidores profissionais que consomem seus produtos por meio do aluguel de terminais de informações de mercado. Afinal, a revista tem grande audiência entre diretores e presidentes de grandes corporações, assim como nos altos escalões do governo dos Estados Unidos. A nova fase da revista começou com um incremento de 20% no número de páginas e novas colunas que abordam ssuntos mais abrangentes.


A evolução visual
O logotipo da revista passou por algumas alterações ao longo dos anos. A mais recente ocorreu em 2010 quando o nome BLOOMBERG foi acrescentado, marcando o fim do tradicional retângulo vermelho que havia se transformado em um dos ícones da Businessweek.

Também ao longo dos anos a revista sofreu inúmeras alterações em seus projetos gráficos.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 7 de setembro de 1929
● Criador: Malcolm Muir
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Bloomberg L.P.
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman: Norman Pearlstine
● Presidente: Paul Bascobert
● Editor chefe: Josh Tyrangiel
● Faturamento: US$ 130 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Assinantes: 900.000
● Leitores: 5 milhões
● Presença global: 140 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 350
● Segmento: Comunicação
● Principais produtos: Revista de economia e negócios
● Principais concorrentes: Forbes, The Economist e Fortune
● Ícones: O ranking de cursos de MBA

A marca no mundo
A tradicional revista Bloomberg Businessweek é líder de mercado com aproximadamente 5 milhões de leitores a cada semana em 140 países ao redor do mundo. Além disso, seu site é acessado por aproximadamente 8 milhões de pessoas. Semanalmente a revista possui tiragem superior a 920.000 exemplares no mundo inteiro.

Você sabia?
A Bloomberg Businessweek mantém edições regionais na China, Indonésia, Tailândia e Turquia, além de sua versão em árabe.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 2/4/2011

18.6.09

FORBES


A FORBES, mais antiga revista de negócios dos Estados Unidos, é um sonho de consumo para executivos, empresários, bilionários, celebridades e empresas, que torcem para que seus nomes estejam em suas capas ou em uma de suas infinitas listas (dos melhores e maiores em várias categorias) divulgadas durante o ano. Além disso, a credibilidade e o teor de suas matérias e reportagens transformaram a FORBES em uma das mídias mais influentes no mundo dos negócios, do poder e das finanças. 

A história 
A história da tradicional revista começou em 1917 quando Bertie Charles Forbes, sexto dos dez filhos de um alfaiate escocês e colunista financeiro do jornal Hearst, onde publicava reportagens e perfis extremamente laudatórios dos ricos e poderosos, com os quais mantinha estreitos contatos, e Walter Drey, gerente-geral da revista Magazine of Wall Street, vislumbraram que havia espaço e demanda para uma nova revista especializada em finanças e economia no mercado americano. Nessa associação, Forbes entrou com o dinheiro e o nome para a revista, enquanto Walter fornecia toda sua experiência no segmento de edição e publicação. A primeira edição da revista FORBES foi às bancas no dia 15 de setembro custando apenas 15 centavos de dólar, sendo voltada como o próprio título dizia (Forbes: Devoted to Doers and Doings ou em português “Dedicado para Realizadores e Realizações”), para empresários e empreendedores do mercado americano. O primeiro número da revista, que possuía 52 páginas e tinha como editor-chefe o próprio B.C. Forbes, trazia na capa uma chamada da entrevista com o empresário e magnata John D. Rockefeller com o título “How Forbes gets big men to talk” (algo como “Como Forbes fez o grande homem falar”). A nova revista dava informações sobre empregos, serviços úteis, comentários e dados das Bolsas de Valores e colocava nas alturas os principais executivos do mercado. Tecia também críticas à interferência indevida do governo no mundo dos negócios e no sistema educacional.


A revista foi fortemente atingida pela Grande Depressão que assolou o país. Em 1932, estava quase falida - os anúncios tinham encolhido mais de 80%. B.C. Forbes manteve a revista viva com os rendimentos que obtinha como autônomo – ainda era colunista de jornais como o Hearst. No final da década de 1930, Forbes já contava com a assistência de seus dois filhos mais velhos, Bruce Charles e Malcolm Stevenson, que foi o responsável pelo lançamento do “The Forbes Investor”, um boletim informativo semanal que recomendava ações e analisava o mercado. Foi um sucesso e trouxe capital para reorganizar a empresa. Com a morte de seu pai, no dia 6 de maio de 1954, Bruce Charles assumiu o comando da empresa, implantando nos anos seguintes planos de crescimento ambiciosos, assim como estratégias de marketing que permitiram um enorme crescimento da revista FORBES. Entre 1954 e 1964 a circulação da revista mais que dobrou, aumentando o número de leitores, sua influência e capacidade de formar opinião. Quando seu irmão, Malcolm, assumiu o comando da FORBES em 1964, modificou totalmente a estrutura operacional, constituindo uma redação própria, pois até então os repórteres e jornalistas eram, em sua grande maioria free-lancer; os textos da revista ficaram mais enxutos, secos e diretos; as reportagens eram mais fundamentadas, apoiadas em pesquisas minuciosas, e mais críticas. Continuou dando especial atenção aos ricos, o que não impediu que mostrasse que algumas empresas muito admiradas tinham problemas sérios em seus negócios. Em 1967, para marcar o 50º aniversário da revista, Malcolm deu uma festa em sua casa em Nova Jersey. Compareceram mais de 500 líderes das maiores empresas americanas. O discurso de abertura foi feito pelo vice-presidente Hubert Humphrey. Nessa época a FORBES já era uma revista influente.


Fiel ao seu princípio de glorificar os ricos e elogiar a livre iniciativa, a FORBES adotou o lema “The Capitalist Tool” (A Ferramenta Capitalista) e não se cansou de apregoar que os homens de negócios sabiam resolver melhor os problemas da nação e que o governo só atrapalhava. Além disso, uma iniciativa visionária iria tornar a revista conhecida no mundo inteiro: em setembro de 1982 foi lançada a FORBES 400, edição especial que continha a lista das 400 pessoas mais ricas dos Estados Unidos. O nome foi inspirado no salão nobre do icônico hotel Waldorf Astoria - onde só cabiam 400 pessoas especialmente convidadas, a elite da elite. O lançamento teve um impacto muito além do esperado. Para ter uma ideia desse impacto, na Grand Central, a famosa estação ferroviária de Manhattan, a edição se esgotou em quinze minutos. Nos anos seguintes, a Forbes 400 venderia 100 mil cópias nas bancas, três vezes mais que as edições comuns. Todo esse sucesso começou a gerar subprodutos: os esportistas mais ricos, por tipo de esporte, as atores mais ricos, os mais ricos por país, etc.


No início da década de 1990, a FORBES começou a diversificar suas revistas com o lançamento da FORBES LIFE (inicialmente conhecida como FORBES FYI), publicação especializada em estilo de vida, com reportagens que abordavam assuntos como consumo, cultura, turismo, decoração e luxo; além de sua primeira edição internacional, lançada no Japão em 1992. Nesta década, com o crescimento da internet no mundo, a tradicional FORBES lançou seu website no ano de 1996, que assim como a revista, divulga inúmeros rankings de diferentes assuntos, além de contar com reportagens e notícias exclusivas. Rapidamente o site, divulgado com o slogan “Home Page For The World’s Business Leaders”, se tornou um dos mais populares e acessados da internet. No início do novo milênio, em 2001, a FORBES em parceria com o canal de notícias Fox News, lançou um programa de televisão chamado “Forbes on Fox”, estendendo assim seu alcance para outro tipo de mídia.


Em 2002, a empresa passou a licenciar a marca FORBES para mercados locais como as edições coreana (2003), chinesa (2003), israelense (2004), polonesa (2004), russa (2004) e turca (2005). Todas essas edições internacionais continham aproximadamente 40% do conteúdo da edição americana e 60% de matérias nacionais. A partir de 2005, a FORBES começou a dar especial atenção aos produtos digitais com o lançamento do ForbesAutos.com, um site especificamente desenvolvido para compradores e entusiastas de automóveis de luxo; e o ForbesTraveler.com (lançado em 2006), site especializado em viagens, direcionadas a turistas exigentes e experientes. Outra grande novidade da época foi o lançamento da FORBES ASIA (no dia 5 de setembro de 2005), edição voltada para a influente e populosa região asiática. Publicada em língua inglesa duas vezes por semana, a edição asiática tem uma circulação superior a 100.000 exemplares, atingindo mais de 6 milhões de leitores.


Pouco depois, em outubro de 2007, a empresa lançou a revista FORBES WOMAN, publicação especialmente direcionada ao público feminino, abordando assuntos como carreira profissional, liderança, saúde e sucesso. Outros produtos lançados pela FORBES nos anos seguintes foram às edições locais na Croácia (2008), Romênia (2009), Índia (2009), Ucrânia (2011) e Bulgária (2011), além da FORBES AFRICA e da FORBES MIDDLE EAST (edição para o Oriente Médio). Em 2017 a revista comemorou 100 anos com o lançamento de uma edição especial que incluía ensaios e ideias das 100 maiores mentes vivas do mundo dos negócios dos próximos 100 anos.


As famosas listas 
A revista FORBES não teria o mesmo reconhecimento e alcance se não fossem suas famosas listas (chamadas pelos americanos de Ranking), divulgadas anualmente. Abordando assuntos diversos, a mais famosa provavelmente é a dos maiores bilionários mundiais. Outras importantes listas divulgadas pela revista são: 
200 Best Small Companies (lista das 25 melhores pequenas empresas do mundo) 
400 Best Big Companies (lista das 400 melhores grandes empresas) 
Forbes 500 (lista das 500 maiores empresas do mercado americano) 
The Global 2000 (listas das 2.000 maiores empresas privadas globais) 
America’s Largest Private Companies (lista das maiores empresas privadas do mercado americano) 
Forbes 400 (lista das 400 pessoas mais ricas dos Estados Unidos) 
The World’s Most Powerful People (lista das 75 pessoas mais poderosas e influentes do mundo) 
The World’s 100 Most Powerful Women (lista das 100 mulheres mais poderosas e influentes do mundo) 
Executive Pay (lista dos executivos mais bem pagos do mercado) 
The World’s Billionaires (lista das pessoas mais ricas/bilionárias do mundo) 
Forbes Fictional 15 (lista dos 15 mais ricos personagens de ficção, incluindo filmes, desenhos animados e mascotes publicitários) 
The World’s 50 Most Innovative Companies (lista das 50 empresas mais inovadoras do mundo) 
The World’s Most Valuable Brands (lista das 100 marcas mais valiosas do mundo) 
The Celebrity 100 (lista anual das 100 mais ricas e influentes celebridades mundiais, incluindo artistas, apresentadores, produtores, músicos e atletas) 
Top-Earning Dead Celebrities (lista das celebridades mortas que mais faturam no mundo) 
Forbes 30 Under 30 (lista dos 600 jovens abaixo dos 30 anos pioneiros em diversas áreas de atuação) 
The World’s Highest-Paid Athletes (os 100 atletas mais bem pagos do mundo) 
Forbes SportsMoney Index (lista das 430 equipes, atletas, marcas e ligas mais influentes do mundo do esporte) 
America’s Top Colleges (lista das melhores universidades americanas)


A volta ao Brasil com criatividade 
A FORBES possuía uma edição brasileira (escrita em português), que circulou durante os anos de 2000 a 2007. A revista, publicada pela Editora Peixes, deixou de circular no Brasil no mês de agosto de 2007, depois que a empresa, venceu um longo processo que corria na justiça americana e que impedia a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), detentora da editora, de continuar a publicar o título. No mês de agosto de 2012 a revista foi relançada no mercado brasileiro, e já trazia uma versão brasileira do seu famoso ranking de bilionários.


E para comemorar o relançamento da revista foi lançada uma campanha extremamente criativa, cujos anúncios repletos de muito bom-humor brincavam com pessoas famosas que já fizeram parte das tradicionais listas divulgadas pela FORBES (os mais ricos, executivos mais bem pagos, maiores empresas, entre outras). O objetivo da campanha, batizada de “O mundo sem bilionários”, era tentar mostrar aos leitores como seria o mundo sem as figuras que ilustram as listas da FORBES e também enaltecer a importância de cada profissional em sua área. Em um dos anúncios, “O Mundo Sem Bill Gates”, mostrava que, se ele não existisse, o mundo teria menos 1.2 bilhões de pessoas usando computadores de um jeito mais fácil, 317.721 piadas sobre geeks e nerds na internet, 57 milhões de videogames vendidos, entre outras “perdas”. Outros homens importantes fizeram parte da campanha, como por exemplo, Eike Batista, Mark Zuckerberg, Richard Branson, Donald Trump e Tiger Woods.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A identidade visual original continha a palavra “magazine” (que significa em inglês “revista”) abaixo do nome. Nos anos seguintes o logotipo ganhou diferentes tipografias de letra.


Depois de adotar uma nova identidade visual em 1978, o atual logotipo da FORBES foi criado em 1999 e pode ser aplicado tanto em preto como também em azul, vermelho e outras cores dependendo do design da capa.


Os slogans 
Innovation since 1917. (2017) 
Change the World. (2012) 
The Capitalist Tool. (1966) 
Home Page For The World’s Business Leaders. (website)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 15 de setembro de 1917 
● Criador: B.C. Forbes e Walter Drey 
● Sede mundial: Jersey City, New Jersey, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Forbes Media LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Mike Federle 
● Editor chefe: Steve Forbes 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Edições internacionais: 40 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.200 
● Segmento: Mídia 
● Principais produtos: Revistas de negócios e website de notícias 
● Concorrentes diretos: Fortune, Bloomberg BusinessWeek, The Economist, Fast Company, Wired e Business Insider 
● Ícones: A lista Forbes 400 
● Slogan: Innovation since 1917. 
● Website: www.forbes.uol.com.br 

A marca no mundo 
Em um segmento cada vez mais dominado por grandes conglomerados de mídia, a FORBES consegue manter-se no topo com seu principal produto, a revista (publicada quinzenalmente), que atinge mais de 23 milhões de leitores em 100 países. A revista tem circulação mensal de 900.000 cópias no mundo. Além da revista principal, a empresa publica ainda a FORBES AISA, FORBES MIDDLE EAST (em árabe), FORBES LIFE e FORBES WOMAN, além de 40 edições internacionais e locais (como no Brasil, China, Índia, Israel, Japão, Coréia do Sul, Rússia, Turquia e Ucrânia). O site da FORBES tem uma audiência mensal de 71 milhões de internautas. A marca também atua em outros formatos, como programas de TV e rádio, além da realização de eventos. Desde julho de 2014, a FORBES é de propriedade do fundo de investimento Integrated Whale Media Investiments (51%) e da Família Forbes (49%). 

Você sabia? 
O sucesso da revista transformou o próprio Malcolm Forbes em um bilionário, que viajava em seu próprio avião, um Boeing 727, batizado de “Capitalist Tool”, e adaptado para 24 pessoas; voava também em um de seus muitos balões a gás, com os quais atravessou os Estados Unidos de costa a costa e sobrevoou a China; e em terra, tinha vários automóveis de luxo, mas preferia as motocicletas Harley-Davidson, que o levaram de Munique a Helsinque, via Moscou; da França à Noruega; de Bangkok a Brunei. 
Por meio de sua empresa de investimentos, a Elevation Partners, o líder do U2, Bono Vox, controlou 51% da revista entre 2006 e 2013, época em que os planos de aposentadoria de vários funcionários foram congelados. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Newsweek, BusinessWeek, Fortune, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/12/2018

19.9.06

VALOR ECONÔMICO


O jornal VALOR ECONÔMICO tem a missão de oferecer aos leitores um panorama abrangente e confiável do que ocorre no Brasil e no mundo, principalmente na esfera produtiva, para auxiliar a tomada de decisões dos agentes econômicos e para servir de orientação ao público em geral. Por tudo isso, as publicações e conteúdos do VALOR ECONÔMICO são reconhecidos nacional e internacionalmente como fontes de informações precisas para empresários e investidores em potencial. 

A história 
A ideia de criar um novo jornal de economia e negócios no Brasil surgiu no final de 1999, desafiando a lógica mercadológica do momento. Enquanto nove em cada dez projetos editoriais da época eram destinados à internet, surgia em uma sala improvisada no centro de São Paulo o embrião do que se tornaria a redação do VALOR ECONÔMICO. Além disso, foi identificado por pesquisas que havia espaço para outro diário econômico em um mercado até então dominado pela já extinta Gazeta Mercantil, que àquela época, enfrentava sérias dificuldades financeiras. Neste empreendimento, os acionistas, Grupo Folha (que edita o jornal Folha de S.Paulo) e Organizações Globo, investiram aproximadamente US$ 50 milhões para lançar o que deveria ser, em cinco anos, o líder em economia, política e negócios no país. A promessa básica do projeto era criar um veículo que praticasse um jornalismo sério e independente, com um design moderno e arrojado. Foi desta maneira que nasceu o VALOR ECONÔMICO, um jornal de circulação de segunda a sexta-feira que oferecia informação de economia e negócios em um contexto interpretativo e analítico, capaz de prover informação confiável, análise útil e opiniões credenciadas. O jornal foi lançado oficialmente no dia 2 de maio de 2000, sob o comando dos jornalistas Celso Pinto (então diretor de redação), Vera Brandimarte, Carlos Eduardo Lins Silva e uma equipe altamente especializada. Na era da internet, o jornal já nasceu com sua versão online, além de contar com a produção própria de conteúdo diário para o site.


Com um projeto gráfico criado pelo grupo inglês Simon Esterson, pelo americano John Belknap e pelo escocês Ally Palmer, o jornal trouxe uma nova linguagem para o jornalismo econômico, abordando temas ligados às finanças e empresas e também um foco sobre investimentos pessoais. Além disso, entre os principais pontos do projeto gráfico, estava o uso de fotos fortes e muita informação gráfica. Não demorou muito para que uma quantidade expressiva de executivos, empresários e formadores de opinião se tornassem leitores assíduos do jornal, buscando nele referências em economia, negócios, política e finanças. De maneira geral, o VALOR ECONÔMICO era visto como um jornal bonito, agradável de ler, com textos concisos, porém profundos. Novidades foram incorporadas nos anos seguintes. Em 2001, passaria a ser publicado o anuário Valor 1000, com rankings e análises de balanço das 1.000 maiores empresas brasileiras, de capital aberto e fechado. O levantamento minucioso, realizado por uma equipe de economistas, inclui a captura de centenas e centenas de balanços em papel e ligações telefônicas, às vezes, para contadores ou controladores de muitas dessas empresas. O “trabalho de formiguinha” e as pilhas de papel armazenadas foram às bases para o desenvolvimento, anos mais tarde, do módulo Valor Empresas do serviço de informação em tempo real do jornal. Outra novidade incorporada ao VALOR ECONÔMICO em seus primeiros passos foi o Executivo de Valor, publicação com o perfil de executivos eleitos como destaque em seus setores, em votação promovida entre headhunters.


Exatos dois anos mais tarde, enquanto o Ibope registrava aumento no tráfego pela internet de 26%, a versão web do jornal triplicava o número de visitantes únicos com quatro vezes mais visitas ao portal e sete vezes mais páginas visualizadas. A diversificação de produtos se intensificou em 2004 com o lançamento do Valor Setorial, que tinha finalidade traçar o perfil dos diferentes segmentos da economia brasileira. Além disso, novas estratégias de logística e distribuição foram implantadas, permitindo a melhora na qualidade de entrega e ampliação das regiões de circulação do jornal. Em apenas cinco anos de mercado, depois de consolidar-se como o mais influente jornal de economia do país com tiragem que ultrapassava os 40 mil exemplares diários, o VALOR ECONÔMICO detectou espaços no mercado editorial e oportunidades não exploradas. Assim surgiram as revistas, anuários e setoriais. Nesse mesmo ano, o jornal expandiu seus limites geográficos pelo território brasileiro.


Os anos seguintes foram intensos no planejamento estratégico do jornal. Era clara, naquele momento, a necessidade de evolução digital do VALOR ECONÔMICO. Em 2007, tem início o projeto, por exemplo, para a digitalização dos balanços acumulados durante anos e a criação de um banco de dados eletrônico de empresas. Em 2008, o jornal retomou seu portal, até então terceirizado. Em 2010, ao comemorar sua primeira década, os acionistas aprovam um investimento de R$ 100 milhões para uma nova plataforma digital, enquanto o jornal impresso passou por uma revisão da apresentação gráfica, feita pelo escritório de design inglês Esterson Associates, dirigido por Simon Esterson, um dos três que desenharam o projeto do VALOR ECONÔMICO em sua concepção. A ideia era manter a linha mestra do projeto, tornando o jornal apenas mais leve e fácil de ler. Dois pilares, ambos já presentes na gênese do VALOR ECONÔMICO, nortearam a construção da então nova plataforma digital. O primeiro foi a preparação de bases de conteúdo (notícias e dados) para atender o leitor onde quer que ele esteja: no jornal impresso, no portal, em aplicativos ou em um sistema sofisticado de informação em tempo real. O segundo foi o da integração – para abastecer vários produtos, essas bases multiplataformas têm de estar integradas e classificadas corretamente. O primeiro fruto da plataforma digital foi o relançamento do portal VALOR, em agosto de 2011, com o acréscimo de novos conteúdos, a ênfase no layout, navegação e usabilidade e o diferencial que já é marca registrada do VALOR ECONÔMICO: os dados de mercado e macroeconômicos, que ficam sob responsabilidade do núcleo de economistas do jornal. Foi também o primeiro veículo do país a adotar o modelo do que ficou conhecido no Brasil como “paywall poroso”, em que o conteúdo é fechado para assinantes, mas leitores que se dispõem a realizar um cadastro têm direito a ler gratuitamente uma quantidade de matérias mensais.


Desde o relançamento do portal, sob o chapéu do VALOR DIGITAL, já foram lançados novos aplicativos para smartphones, criados a área de relações com investidores, um serviço especial em inglês (Valor International) e uma área de mídias sociais, além de experiências inovadoras em infografias e vídeos. Os números mostram que o caminho escolhido foi acertado. A audiência digital do VALOR ECONÔMICO bateu recordes, alcançando 2.64 milhões de visitantes únicos, sendo 1.53 milhões no portal e 910 mil no site móvel. Do total de assinantes, quase 30% optaram pela edição digital do VALOR ECONÔMICO e o restante pela assinatura que dá direito ao impresso e ao digital. Na web, o tempo médio de leitura é de 30 minutos, o mais alto entre os veículos noticiosos brasileiros.


A amplitude de conteúdos econômico-financeiros e a possibilidade de utilizá-los em diferentes meios são fruto do forte investimento realizado na plataforma digital para colocar no mercado o Valor PRO, serviço de informações eletrônicas em tempo real. Lançado em janeiro de 2013 e voltado para os mercados financeiro e corporativo, o Valor PRO tem notícias e análises financeiras, políticas e macroeconômicas, do Brasil e do mundo, cotações das bolsas brasileiras e estrangeiras em tempo real, ferramentas de análise gráfica, fundos de investimento, séries históricas, acompanhamento de processos no Legislativo e o mais completo banco de dados de empresas de capital aberto e fechado do país. São 5 mil companhias, com planos de contas detalhados, informações cadastrais, análises financeiras e comparações por setor.


Hoje em dia o VALOR ECONÔMICO oferece aos seus leitores a mais completa linha de publicações voltada para economia, política e negócios, composta por um jornal (com cinco cadernos de circulação nacional e um de circulação regional); um caderno semanal (Eu & Fim de semana, que circula somente as sextas-feiras, em formato tablóide e que traz o que há de melhor no ambiente cultural, entre os quais críticas de arte, exposições, livros, roteiros turísticos, shows); anuários (como o Valor Grandes Grupos, que traz, graficamente, as árvores societárias das maiores holdings do país; Valor Carreira, que traz as melhores empresas na gestão de pessoas; Valor Inovação Brasil, com as empresas mais inovadoras do Brasil; e Multinacionais Brasileiras, com análise das organizações do Brasil que possuem atividades globais, com ranking das empresas com maior presença no exterior); trinta revistas; o Valor Financeiro, que traz o ranking das instituições financeiras divididas por área, como bancos, bancos de investimento, financeiras, companhias de leasing, seguradoras; mais de 120 suplementos especiais (que vão de perfis setoriais a novas tecnologias) e mais de 15 seminários anuais, além das informações minuto a minuto no Valor Online. Ao longo de sua história, o VALOR ECONÔMICO construiu sua marca forte ao entregar conteúdo relevante e de credibilidade para um público formador de opinião, promovendo o debate de ideias que contribuem para o desenvolvimento do país.


Os slogans 
Seu melhor investimento. 
Notícias que geram negócios. 
Informação que vira dinheiro.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 2 de maio de 2000 
● Criador: Grupo Folha e Organizações Globo 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Valor Econômico S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Diretor de Redação: Vera Brandimarte 
● Faturamento: R$ 235 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Assinantes: 62.000 exemplares 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Principais mercados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais 
● Funcionários: 250 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Jornal, portal de informações, anuários e revistas de economia 
● Concorrentes diretos: Folha, Estadão, Exame, Época Negócios e Isto é Dinheiro 
● Slogan: Notícias que geram negócios. 
● Website: www.valor.com.br 

A marca no Brasil 
O VALOR ECONÔMICO é líder absoluto em seu segmento em número de leitores, circulação e publicidade legal. Atualmente são mais de 62.000 assinantes nos sete principais mercado do país, o que significa aproximadamente 200.000 leitores diários. O VALOR ECONÔMICO disponibiliza todo o conteúdo, inclusive suplementos, revistas especiais e anuários, em plataformas digitais adaptadas para internet, smartphones e tablets. Hoje em dia, mais de 200 jornalistas compõem a redação, que reúne uma das mais especializadas equipes de articulistas, nacionais e internacionais, da imprensa brasileira. O Grupo Folha e o Grupo Globo detêm 50% cada um de participação do jornal, com os conselhos administrativo e editorial divididos em partes iguais, e as decisões sempre tomadas por unanimidade. 

Você sabia? 
O segmento masculino responde por 66.6% dos leitores do jornal e, do total geral, 65% têm nível superior completo, mestrado e/ou doutorado. Pesquisas mostram que 90% dos leitores do jornal são das classes A e B. 
Além disso, um dos maiores e mais respeitados jornais de economia do mundo está presente nas páginas e no portal do VALOR ECONÔMICO através de parcerias editoriais exclusivas: The Wall Street Journal


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/9/2016

8.6.06

THE ECONOMIST

Ela é uma verdadeira “Bíblia Sagrada do capitalismo, sem freios nem retoques” para administradores, economistas, altos executivos e formadores de opinião, que sempre possuem um exemplar, tipicamente reconhecido por seu logotipo vermelho, em cima de suas mesas. A prestigiada e influente revista britânica THE ECONOMIST é uma verdadeira fonte de informações, conhecimentos e pesquisas para profissionais que queiram ter uma visão dinâmica e independente do que acontece no mundo.

A história
A tradicional e conceituada revista britânica THE ECONOMIST foi criada no dia 5 de agosto de 1843 na cidade de Londres por representantes da indústria têxtil de Manchester, liderados pelo escocês James Wilson, um fabricante de chapéu da pequena cidade escocesa de Hawick, tendo então como objetivo “a defesa do livre comércio, do internacionalismo e da mínima interferência do governo, especialmente nos negócios de mercado”, princípios que mantém até hoje. A principal motivação que levou Wilson a criar a revista foi à lei protecionista do milho (corn laws, ou leis dos grãos em inglês) e outras leis protecionistas que o governo inglês impunha às commodities importadas na época, que acabavam por “amarrar” as forças produtivas do país e impedia seu pleno desenvolvimento rumo ao capitalismo empresarial. A revista, que na época era impressa no formato de jornal, começou a circular no mês de setembro, abordando assuntos políticos, comerciais e agrícolas, com a proposta de estimular todo homem que possuísse dinheiro no país a consultar e aprender um pouco mais onde aplicá-lo. O logotipo original da revista foi escrito com letras góticas e estampado em sua primeira página. Neste primeiro ano sua circulação semanal atingiu 1.969 exemplares.


Pouco depois, em 1845, uma pequena parte de sua tiragem já estava circulando em alguns países da Europa e Estados Unidos. Um dos grandes editores da revista foi Walter Bagehot, genro de Wilson e também banqueiro, que assumiu o cargo em 1861 e permaneceu até 1877. O editor ficou conhecido por seus artigos notáveis sobre política e constituição britânica. Nesta época a THE ECONOMIST tinha uma circulação de 3.700 exemplares. Por volta de 1920 a tiragem e circulação da revista já chegavam a 6 mil exemplares. No ano de 1928 a revista foi comprada pelo Financial Newspaper Proprietors e por um grupo independente e influente de acionistas.


Uma década mais tarde, em 1938, foi lançada uma seção dedicada exclusivamente a negócios nos Estados Unidos, chamada “American Survey” (renomeada United States em 1997), tendo como principal objetivo o maior conhecimento do leitor britânico em relação ao seu grande aliado. Nesta época a circulação semanal atingia 100.000 exemplares, com 50% sendo comercializada no mercado internacional. Em 1959, o logotipo foi remodelado por Reynolds Stone, um tipógrafo inglês, que apenas acrescentou uma caixa vermelha de fundo em cima da palavra THE ECONOMIST. Na década seguinte a revista introduziu, em 1967, uma edição escrita em espanhol, visando atingir o público latino americano. Porém, a edição não atingiu o sucesso esperado e foi descontinuada três anos mais tarde.


A grande circulação da revista nos Estados Unidos começou na década de 70. Foi somente nesta época que a revista ultrapassou a tiragem dos 100 mil exemplares por mês, muito em virtude do enorme aumento de popularidade no mercado americano. Em 1986, Rupert Pennant-Rea assumiu o cargo de editor, sendo responsável pela introdução da seção asiática (com análises e colunas sobre aquele mercado) e esportiva. Em 1993 Bill Emmott assumiu o cargo de editor chefe da THE ECONOMIST, sendo responsável pela introdução de novas seções que tratavam de assuntos específicos, como por exemplo, a economia americana, tecnologia (Technology Quarterly), indicadores de mercados emergentes e até obituário (desde 1995, publicado semanalmente). Nesta década a circulação da revista superou a marca de 500 mil exemplares semanalmente.


No início do novo milênio, em 2001, a THE ECONOMIST foi totalmente reformulada, sendo impressa totalmente a cores pela primeira vez em sua história. Nesta época a circulação global atingia 760 mil exemplares, com a revista sendo lida por mais de 2 milhões de pessoas. No verão de 2007, sua circulação média superou 1.2 milhões de cópias por semana, sendo quase 1/3 do volume comercializado na América do Norte. A partir de 2010, a tradicional revista, acompanhando a evolução dos tempos atuais, lançou aplicativos para telefones celulares e tablets. Em pouco mais de seis meses, os aplicativos para iPhone e iPad foram baixado dois milhões de vezes. Segundo dados da própria revista, mais de 650 mil pessoas leem sua edição digital todos os meses. Em janeiro de 2012 a revista lançou uma seção exclusivamente dedicada à China, mostrando a importância e força da economia que mais cresce no mundo. Atualmente, a THE ECONOMIST, um baluarte do liberalismo clássico (que, vez por outra defende algumas causas progressistas, como o casamento gay e a candidatura do ex-presidente Clinton), aborda diversos assuntos, como por exemplo, notícias internacionais, economia, política, negócios, finanças, ciência, tecnologia e artes. Além disso, sua linha editorial apoia a globalização e o livre comércio.


Capas geniais
A capa de uma revista é tudo. Não é somente uma porta de entrada do leitor ao conteúdo da revista. É um conteúdo em si. E a THE ECONOMIST é mestre em produzir capas geniais e históricas, sempre com pitadas de muito bom humor e criatividade. Verdadeiras obras de arte. Alguns exemplos mais recentes de sua criatividade, até mesmo para criticar ou apoiar determinado assunto, foram: quando declarou total apoio ao então candidato democrata Barack Obama nas eleições presidenciais americanas (1 de novembro de 2008); quando Fidel Castro deixou o poder, um charuto apagado em um cinzeiro foi a metáfora da revista para definir o legado deixado pelo líder para Cuba (23 de fevereiro de 2008;) para demonstrar o medo americano com a ascensão da China, foi utilizada uma paródia do panda com o King Kong (19 de maio de 2007); ou ainda quando utilizou as palavras do discurso de Barack Obama em uma praça de Praga em que o presidente anunciou a iniciativa ou quase um sonho de um mundo sem armas nucleares, para formar uma imagem do famoso cogumelo nuclear, consequência de uma bomba atômica. Para pesquisar capas da tradicional revista em um gigantesco arquivo,
clique aqui.



O índice Big Mac
A revista THE ECONOMIST ficou mundialmente conhecida pela criação do Big Mac Index (Índice Big Mac), introduzido pela primeira vez no mês de setembro de 1986 e criado por Pam Woodall, como um bem humorado e lúdico índice que comparava o valor de um Big Mac (sanduíche padronizado mundialmente da rede McDonald’s) em diversos países do mundo, traçando um paralelo com a cotação das moedas como forma de mensurar o poder de compra em cada um deles. O objetivo era medir, pelo alimento, o grau de valorização de uma divisa com relação ao dólar americano. Para isso, o preço do Big Mac dos Estados Unidos é comparado com o valor do mesmo produto em outros países. De acordo com a atualização mais recente do índice Big Mac a moeda local da Ucrânia está com 50.2% de desvalorização. O preço do Big Mac na Ucrânia é de US$ 2.11, um centavo mais barato do que o país vice-campeão, Hong Kong. Outras moedas subvalorizadas da lista incluem, por exemplo, o ringgit da Malásia, o yuan chinês e o rand sul-africano. A Índia bateu tecnicamente a Ucrânia no índice desde que os restaurantes McDonald’s do país passaram a servir o Maharaja Mac (feito com frango em lugar de carne) foi usado como referência para o gráfico em lugar do Big Mac. O Maharaja Mac na Índia custaria meros US$1.62. Enquanto isso, no Brasil o sanduíche custa menos apenas do que é vendido na Suíça, na Noruega e na Suécia, diante de uma lista publicada de 44 países. No Brasil, o Big Mac custa o equivalente a US$ 5.68. O mesmo sanduíche sai por US$ 6.81 na Suíça e US$ 4.20 nos Estados Unidos.


Propagandas que fizeram história
A tradicional revista THE ECONOMIST tem uma das comunicações mais brilhantes de seu segmento, construindo uma imagem singular e única da marca. Sua indefectível cor vermelha se tornou um ícone da marca. Isso mesmo, somente a cor vermelha identifica a THE ECONOMIST em seu segmento e perante seus consumidores. E juntamente com campanhas inteligentes e bem humoradas, construíram uma imagem independente e forte no mercado.


Os slogans
Get tomorrow’s copy, today.
(2001)

The Economist - not read by millions of people.
(década 90)
Free enterprise with every copy. (1990)
It reaches the people who matter. (1980)
For a class businessman. (1970)
A forthright, non-technical journal of opinion. (1950)
Turning News Into Insight, Insight Into Opportunity.


Dados corporativos
● Origem: Inglaterra
● Fundação:
5 de agosto de 1843
● Fundador:
James Wilson
● Sede mundial:
Londres, Inglaterra
● Proprietário da marca:
The Economist Newspaper Limited
● Capital aberto: Não
● CEO: Andrew Rashbass
● Editor chefe:
John Micklethwait
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Circulação:
1.6 milhão de exemplares semanalmente
● Presença global:
200 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 400
● Segmento:
Mídia
● Principais produtos:
Revista de economia e mercado
● Concorrentes diretos:
Bloomberg BusinessWeek, Fortune e Newsweek
● Ícones:
A tradicional cor vermelha
● Slogan:
Free enterprise with every copy.
● Website: www.economist.com

A marca no mundo
Atualmente a THE ECONOMIST, com tiragem semanal, tem uma circulação superior a 1.6 milhão de exemplares, sendo 75% fora da Grã Bretanha, com os Estados Unidos respondendo por 1/3 desse total. Atualmente a revista é impressa em seis países e distribuídas em outros 200. Além da revista, o grupo mantém na internet o portal Economist.com (que recebe mais de 3.5 milhões de visitas todos os meses) e a ECONOMIST INTELLIGENCE UNIT, que produz análises aprofundadas de dados econômicos mundiais ou focadas em países específicos. Há ainda a ECONOMIST CONFERENCES, que realiza fóruns internacionais para executivos em várias partes do mundo. Aproximadamente 2/3 de seus mais de 75 jornalistas estão baseados em Londres.

Você sabia?
O serviço digital já conta com mais de 100.000 assinantes.
Apesar da THE ECONOMIST ser chamada de jornal e se referir a sua equipe como correspondentes, ela é impressa na forma de uma revista.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 4/2/2012