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18.6.12

DIAGEO


Mesmo que você nunca tenha ouvido falar, a empresa britânica DIAGEO é presença constante em milhares de restaurantes, bares, hotéis e festas no mundo inteiro. Afinal, quem nunca experimentou uma dose do uísque Johnnie Walker, tomou uma Smirnoff gelada, virou uma dose de tequila Don Julio, se deliciou com um cálice de Baileys após as refeições ou degustou uma Guinness estupidamente refrescante em um pub. Portanto, em qualquer parte do planeta onde tenha uma celebração a DIAGEO é sempre um convidado de honra. 

A história 
A história da empresa começou exatamente no dia 27 de outubro de 1997 quando duas grandes tradicionais companhias de bebidas alcoólicas britânicas, a Guinness (cervejaria irlandesa fundada por Arthur Guinness em 1759) e a Grand Metropolitan (que ingressou no segmento de bebidas alcoólicas na década de 1970), anunciaram a fusão de suas operações, estimada na época em US$ 19 bilhões, para formar a DIAGEO, cujo nome provém do latim “dia” (dia) e do grego “geo” (mundo). A nova empresa, cuja fusão foi arquitetada e realizada pelos executivos Anthony Greener e Philip Yea (Guinness) e George Bull e John McGrath (Grand Metropolitan), escolheu esse nome por um motivo mais que direto: dizer que todos os dias e em todas as partes do mundo, as pessoas celebram consumindo suas marcas.


E essa afirmação não era nenhum exagero ou pretensão. Afinal, a DIAGEO surgia com produtos e marcas sob seu portfólio de fazer inveja aos concorrentes e arrecadar bilhões de dólares: as cervejas irlandesas Guinness e Harp, os uísques Johnnie Walker e J&B, a vodca Smirnoff, o licor Baileys, os gins Tanqueray e Gordon’s, além de vários rótulos de vinhos. Além disso, essa união também trouxe marcas famosas no setor de alimentação, como a rede Burger King e a tradicional empresa de alimentos Pillsbury. Ainda no final desta década a empresa, além de vender algumas de suas marcas regionais de uísques, demonstrou que a inovação já fazia parte de seu DNA ao lançar no mercado a cerveja Guinness em garrafa e a Smirnoff Ice, que faria enorme sucesso em vários países do mundo, especialmente entre os jovens.


Entre os anos de 2000 e 2002 a empresa resolveu focar suas atividades somente no segmento de bebidas alcoólicas, o que culminou com a venda de seus negócios na aérea de alimentação. Isto aconteceu durante o período em que a empresa adquiriu, em 2001, os negócios de bebidas e vinhos da canadense Seagram, que trouxeram para seu portfólio marcas como o rum jamaicano Captain Morgan e o uísque canadense Crown Royal, além do uísque americano Seagram’s 7 Crown. Essa aquisição foi estratégica para a empresa britânica que aumentou sua participação no mercado americano para 25%. Nos anos seguintes a DIAGEO fez algumas aquisições estratégicas, como por exemplo, ao comprar a Old Bushmills Distillery, considerada a destilaria mais antiga do mundo, cujas origens datam de 1608 e que seria vendida em 2015.


A partir de 2010 a DIAGEO iniciou aquisições de empresas em países emergentes, como por exemplo, a Mey Icki (Turquia) e Shui Jing fang (China). Pouco depois, em meados de 2012, o grupo britânico, que anos atrás tinha adquirido a marca de cachaça carioca Nêga Fulô, anunciou a aquisição da fabricante brasileira de aguardente Ypióca por aproximadamente US$ 300 milhões, aumentando assim sua presença em mercados emergentes enquanto brigava por um maior espaço no segmento de tequila, no qual adquiriu em 2015 a Don Julio, uma marca prmium criada em 1942. Essas aquisições eram fruto de uma estratégia para aumentar as vendas em mercados emergentes. Além disso, no final de 2015, a DIAGEO vendeu sua divisão de vinhos. Mais recentemente, em 2017, a empresa adquiriu por US$ 1 bilhão a marca americana de tequila Casamigos, fundada em 2013 pelo ator George Clooney e seus amigos Rande Gerber (empresário do setor de entretenimento e marido de Cindy Crawford) e Mike Meldman (empresário do ramo imobiliário).


A constelação bilionária 
A DIAGEO, maior fabricante de bebidas alcoólicas premium do mundo, tem sob seu portfólio mais de 200 marcas diferentes e consagradas. Suas mais importantes e principais marcas globais são: 
JOHNNIE WALKER: uísque mais consumido no mundo é uma das marcas mais valiosas da empresa. Seus maiores mercados são Estados Unidos, Brasil e Oriente Médio, além de vasta presença nos principais aeroportos do mundo. 
SMIRNOFF: considerada a marca de bebida alcoólica mais consumida do planeta. Seus maiores mercados são Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Brasil e África do Sul. 
GUINNESS: tradicional cerveja irlandesa lançada no mercado em 1759. 
BAILEYS: introduzido no mercado em 1974, se transformou em um dos licores cremosos mais consumidos do planeta. 
J&B: um dos uísques oito anos mais consumidos do planeta, cuja origem data de 1749. Tem forte presença em países como Espanha, França, África do Sul, Estados Unidos e Portugal. 
BUCHANAN’S: criado há mais de um século, por James Buchanan, este uísque é marcado por uma mistura que busca tanto qualidade quanto sabor inconfundível. Os maltes e grãos utilizados em sua fabricação descansam por, no mínimo, 12 anos. 
CÎROC: lançada em 2003, é uma vodca francesa extremamente sofisticada à base de uvas nobres, comercializada em mais de 50 países ao redor do mundo. 
KETEL ONE: uma vodca holandesa super premium fabricada a partir de trigo cuidadosamente selecionado e produzida em pequenos lotes e volumes em alambiques e destiladores de cobre. 
TANQUERAY: desenvolvido em 1839 por Charles Tanqueray, é o gim líder do mercado americano, além de ser o preferido da maioria dos barmans. 
CROWN ROYAL: criado no ano de 1939 em virtude da histórica visita do Rei George VI e da Rainha Elizabeth, é o uísque canadense mais consumido do mundo. 
CAPTAIN MORGAN: lançado em 1943 e de origem jamaicana é o segundo rum mais consumido do mundo, com forte presença nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Alemanha.


Além disso, no compito geral a DIAGEO atua em diversos segmentos da indústria de bebidas alcoólicas, incluindo a propriedade de diversas marcas menores ou regionais: 
Uísques: CARDHU (luxuoso uísque single malte, produzido em quantidades limitadas, através de um lento processo de destilação durante 12 anos em barris de carvalho especialmente selecionados), BELL’S (um dos uísques mais populares no Reino Unido, é produzido desde 1825), DIMPLE (uísque cujos maltes são envelhecidos por, no mínimo, 15 anos, amplamente reconhecido por sua garrafa com três lados), BLACK & WHITE (desenvolvido há mais de um século por James Buchanan, este uísque se tornou um dos mais importantes representantes do segmento no século XIX), VAT 69 (criado em 1882 este uísque é bastante popular na Venezuela, Espanha e Austrália), WHITE HORSE (envelhecido por até 8 anos em barris de carvalho, este uísque possui sabor incomparável e marcante, resultado do longo tempo de maturação e da atenção dispensada ao processo produtivo e controle de qualidade), GRAND OLD PARR (lançado em 1909, este uísque de luxo oferece envelhecimentos de 12, 15 e 18 anos), TALISKER (uísque de malte único envelhecidos por no mínimo 10 anos), WINDSOR (uísque de luxo com forte presença nos mercados coreano e chinês) e HAIG CLUB (lançado pelo ex-jogador David Beckham, é feito na destilaria Cameronbridge, na Escócia, e possui um frasco com design único, inspirado na história de garrafas inovadoras produzidas pela House of Haig). 
Cervejas: TUSKER (lançada em 1922 no Quênia, é uma das primeiras cervejas produzidas no continente africano), HARP (cerveja tipo lager com grande participação de mercado no Reino Unido e a mais consumida da Irlanda), SMITHWICK’S (cerveja irlandesa que foi originalmente produzida na cervejaria da abadia St. Francis, em Kilkenny) e KILKENNY (cerveja red ale mais antiga da Irlanda). 
Licores: SHERIDAN’S (licor irlandês duplo, que combina uma parte de sabor cremoso de baunilha, elaborado com creme de leite fresco, com duas partes de um blend rico e misterioso de chocolate e café. É o licor nº 1 em compras por impulso em todo mundo) e YENI RAKI (considerada a bebida nacional da Turquia, é um licor derivado da uva e com sabor de anis). 
Cachaças: YPIÓCA (cachaça premium líder do mercado brasileiro) e NÊGA FULÔ (cachaça premium de altíssima qualidade, onde 90% da produção é voltada para exportação). 
Gins: GORDON’S (lançado em 1769 este gim tem forte presença no Reino Unido e Estados Unidos) e GILBEY’S (gim criado em 1857 com fórmula exclusiva e seguindo rigorosamente os critérios londrinos de fabricação). 
Runs: CACIQUE (lançado em 1959 é um rum venezuelano triplamente destilado), PAMPERO (rum venezuelano lançado em 1938), BUNDABERG (rum australiano) e ZACAPA (produzido na Guatemala, é considerado por muitos especialistas o melhor rum do mundo). 
Tequilas: DON JULIO (tequila super premium produzida através de métodos artesanais tradicionais, que proporcionam um sabor suave e leve) e DELEÓN (lançada em 2009, é uma tequila feita a partir do melhor agave, proveniente da rica terra da região de Los Altos de Jalisco).


* A DIAGEO ainda é proprietária da marca de baijiu SHUI JING FANG, bebida que ocupa um lugar muito importante na cultura chinesa. Produzido e consumido desde os tempos mais antigos tornou-se um sinal de respeito em eventos sociais chineses. Sendo uma das bebidas mais consumidas na china, o baijiu oferece-se em um jantar aos convidados para criar uma atmosfera de cordialidade e respeito. A empresa ainda possui 37% nas operações da Moët Hennessy, produtora dos champanhes MOËT & CHANDON e VEUVE CLICQUOT e dos sofisticados conhaques HENNESSY.


A identidade visual 
A identidade visual da empresa pode ser aplicada de três maneiras: na tradicional cor rosa, na preta e na branca sob um fundo preto.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 27 de outubro de 1997 
● Fundador: Fusão da Guinness plc e Grand Metropolitan plc 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Diageo plc 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Javier Ferrán 
● CEO: Ivan Menezes 
● Faturamento: £18.1 bilhões (2017) 
● Lucro: £2.77 bilhões (2017) 
● Valor de mercado: £67.6 bilhões (junho/2018) 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 30.400 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Uísques, vodcas, cervejas, cachaças e licores 
● Concorrentes diretos: Pernod Ricard, Bacardi Limited, Campari Group, Beam Suntory, Brown-Forman, Heineken International e Kweichow Moutai 
● Ícones: O uísque Johnnie Walker e a vodca Smirnoff 
● Slogan: Celebrating Life, Every Day, Everywhere. 
● Website: www.diageo.com 

A marca no mundo 
A DIAGEO vende seus produtos em aproximadamente 180 países ao redor do mundo, e alcançou em 2017 um faturamento de £18.1 bilhões, além de produzir mais de 6.5 bilhões de litros de bebidas alcoólicas por ano. Apesar da América do Norte e Europa serem responsáveis por 50% de seu faturamento anual, a empresa é líder de mercado no Brasil, Índia, Coréia do Sul e Austrália. A empresa possui mais de 100 fábricas e engarrafadoras instaladas em países como Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Itália, Austrália, Índia, além de África, América Latina (incluindo o Brasil) e Caribe. Além disso, possui aproximadamente 30 destilarias na Escócia, que produzem uma infinidade de tipos de uísque. 

Você sabia? 
A empresa produz e distribui 9 das 40 marcas de bebidas alcoólicas mais poderosas do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/6/2018

13.2.12

MONTILLA

Poucas marcas brasileiras têm uma história de sucesso como MONTILLA obteve e vem conquistando ao longo dos tempos. Dificilmente um nordestino abordado na rua não vai se lembrar da bebida do Pirata, que de tão presente no cotidiano popular acabou se tornando parte integrante de uma cultura. Trata-se daquela bebida que vem um pirata no rótulo. Agora sim, você deve ter ligado o produto à marca. A popularidade da bebida é tamanha que aproximadamente 75% dos brasileiros conhecem ou bebem rum MONTILLA.

A história
A história começou no ano de 1957 quando a Destilaria Medellin, fundada em 1918, lançou o RON MONTILLA CARTA BLANCA no mercado, um blend de runs envelhecidos de várias origens. O novo produto teve seu nome originado no pequeno município espanhol de Montilla, localizado na província de Córdoba. Além disso, a marca resolveu adotar a palavra Ron, que significa Rum para os espanhóis. Desde seu lançamento o rum MONTILLA ficou conhecido como a bebida do “Espírito do Pirata”, conceito criado para divulgar a marca, especialmente na região nordeste. Afinal, os piratas são apreciadores e beberrões de rum há séculos. A figura do Pirata com um papagaio em seu ombro então se tornou o mais importante elemento do produto, sendo utilizada em toda a comunicação da marca.


Em 1966 a marca passou a fazer parte do portfólio da canadense Seagram, quando esta adquiriu a Destilaria Medellin. Já nos anos 80, MONTILLA alcançou o volume de 1 milhão de caixas vendidas, comprovando assim o sucesso do produto junto ao público. Nesta década a empresa resolveu reformular o rótulo do RON MONTILLA, e o tradicional pirata foi retirada, para voltar uma década depois. Em 1996, a marca rompeu outra barreira importante ao vender 1.5 milhões de caixas. Nesta época as vendas do rum já se concentravam na região nordeste e MONTILLA tornava-se símbolo da cultura local, sendo presença constante no patrocínio das tradicionais festas de São João. Pouco depois, em 1998, a marca resolveu diversificar sua linha de produto com o lançamento da variante MONTILLA LIMÃO, rum com extratos naturais de limão.


Em 2001 a francesa Pernod Ricard adquiriu a Seagram e conseqüentemente seu portfólio de marcas, que incluía o rum MONTILLA. A partir desse momento a marca ganhou um poder maior de distribuição, investimentos em marketing e desenvolvimento de novos produtos. Em 2005 a marca celebrou o ano do lançamento de novas embalagens e nova identidade visual, além de um posicionamento mais moderno e inovadora campanha publicitária, sempre com a presença do Pirata. Além disso, lançou a versão “cuba libre” do RON MONTILLA (rum + refrigerante de cola), em lata. No ano seguinte, já com forte presença na região nordeste, a marca partiu para conquistar paladares de outros estados brasileiros. Em 2007, para comemorar seus 50 anos a marca lançou a bebida MONTILLA PREMIUM, composta por runs envelhecidos de três a 18 anos e coloração âmbar. A nova variante trouxe mais sofisticação para a linha com um produto de alta qualidade.


Em 2010 a marca voltou a inovar ao lançar, inicialmente na região nordeste, a versão em lata (disponível em 310ml e 473ml) das variações Carta Branca e Carta Cristal. O principal objetivo da lata era agregar novas ocasiões de consumo, como em grandes eventos e festas de rua. Entre os diferenciais da lata, destaque para o fechamento com tampa plástica, que, por meio da vedação, não necessita de consumo imediato, fazendo com que o rum possa ser saboreado moderadamente em diversas doses.


Outra importante ferramenta de marketing utilizada pela marca é a realização de ações para demonstrar e ensinar diferentes receitas de drinques preparadas com o rum, como por exemplo, a Caipirata Montilla, que traz uma opção diferenciada da caipirinha ao unir rodelas de limão, açúcar e Ron Cristal. Todos os drinques levam a assinatura do mixologista da Pernod Ricard Brasil.


A evolução visual
O logotipo da tradicional marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. A mais recente delas ocorreu em 2005 quando foi apresentado um novo logotipo, muito mais moderno, com nova tipologia de letra e o slogan escrito entre duas pequenas espadas piratas.


Além disso, a marca apresentou recentemente novas embalagens, que ganharam formas mais longilíneas e modernas.


Os slogans
Liberte seu espírito pirata.
Viva o espírito pirata.
O verdadeiro espírito pirata.



Dados corporativos
● Origem:
Brasil
● Lançamento:
1957
● Criador:
Destilaria Medellin S.A.
● Sede mundial:
São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca:
Pernod Ricard S.A.
● Capital aberto:
Não
● Presidente:
Bryan Fry
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Segmento:
Bebidas alcoólicas
● Principais produtos: Runs
● Concorrentes diretos:
Bacardi e Merino
● Ícones: O Pirata
● Slogan:
Liberte seu espírito pirata.
● Website: www.montilla.com.br

A marca no Brasil
A marca MONTILLA, ícone da cultura nordestina e líder de mercado no país com 77% de participação, vende a cada segundo uma garrafa de rum no Brasil. Oferecendo as versões Carta Branca, Ouro, Cristal e Limão, a marca supera os 25 milhões de litros vendidos anualmente. A região nordeste representa mais de 80% das vendas da marca.

Você sabia?
No processo de produção do MONTILLA são comprados runs nacionais de várias origens. O envelhecimento dos runs é feito em Resende no Rio de Janeiro. Já o Blending (mistura) e engarrafamento são feitos em Suape, Pernambuco, e também em Resende.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Veja), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Jornais (Valor Econômico) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 13/2/2012

26.10.11

HAVANA CLUB

O rum é a bebida que associamos aos piratas, além de ser um forte símbolo cultural de Cuba. Para os conhecedores, a Ilha de Fidel produz os melhores entre os melhores runs do mundo. E não existe uma marca que represente melhor a tradição cubana em produzir rum que a HAVANA CLUB. A força de sua origem autêntica, a fidelidade à tradição de elaboração do rum na ilha e sua indiscutível qualidade proporcionam à marca o status de “El Ron de Cuba”.

A história
A ligação entre Cuba e o rum começou em 1493 quando Cristóvão Colombo introduziu a cana de açúcar na ilha caribenha. Rapidamente o clima favorável e o solo fértil fizeram com que a cana-de-açúcar se desenvolvesse bem e também fosse utilizada para fazer uma espécie de suco fermentado e forte chamado “tafia” (antecessor do rum). A partir de 1800 a qualidade desta bebida melhorou sensivelmente com a introdução dos alambiques de cobre e do processo de envelhecimento. Em 1878, com a alta demanda por um rum superior (mais suave ao paladar), especialmente por parte da Corte Espanhola, José Arechabala, um jovem imigrante espanhol, fundou uma pequena destilaria na cidade de Cárdenas que iniciou a produção de runs de qualidade superior. Com sabor único, o rum produzido por ele apresentava um aroma leve e delicado, resultado das condições únicas de clima e solo de Cuba.


Em 1934, quando ele iniciou a exportação de seu rum para o mercado americano, resolveu registrar a marca HAVANA CLUB em vários países. O logotipo da marca possuía como emblema a Giraldilla, uma estatueta que simboliza a cidade de Havana. A marca esteve à beira da falência durante o regime de Batista, mas a nacionalização levada a cabo depois da Revolução de 1959, co-liderada por Che Guevara, recuperou o HAVANA CLUB como a imagem oficial do rum cubano. Isto porque, o governo cubano relançou a marca e a registrou em 80 países.


Durante as próximas duas décadas o governo cubano foi o único responsável pela produção e exportação do HAVANA CLUB. Mas o grande passo para tornar a marca HAVANA CLUB global aconteceu em 1993 quando foi constituída a Havana Club International, uma joint-venture entre o governo cubano (responsável pela distribuição nacional) e a multinacional francesa Pernod-Ricard (responsável pela distribuição internacional). Com isso, nos anos seguintes os excepcionais runs da marca foram lançados em diversos novos mercados pelo mundo, ganhando eficiência na distribuição ao utilizar toda a poderosa estrutura da empresa francesa.


Além disso, a Pernod-Ricard também investiu em marketing, como por exemplo, através da criação em 1996 do Havana Club International Cocktail Grand Prix, uma aclamada competição internacional de bartenders, que ajudou sensivelmente a divulgar a marca e o rum cubano pelo mundo. Outro importante fator de crescimento da marca no mundo foi a divulgação maciça de coquetéis tradicionais como mojito e daikiri, onde utilizar um rum cubano superior faz toda diferença. Mas essa época também foi marcada por batalhas intermináveis nos tribunais contra a Bacardi pelo uso da marca HAVANA CLUB, especialmente em território americano.


Hoje em dia a marca HAVANA CLUB oferece oito versões de seus excepcionais rum: Blanco (autêntico rum branco cubano, sendo o mais jovem da linha), 3 Años (um rum envelhecido três anos, ideal para coquetéis), Reserva (considerado o rum premium envelhecido mais aromático do mundo), Especial (rum envelhecido quatro anos), 7 Años (referência mundial em rum, com produção muito limitada e próprio para ser degustado puro com os melhores charutos cubanos), 15 Años (um verdadeiro clássico dos runs cubanos), Cuban Barrel Proof (rum engarrafado diretamente dos barris, com teor alcoólico de 45%) e Máximo Extra Añejo (um rum ultra-premium lançado em 2006 e cuja garrafa, de cristal, pode custar mais de US$ 1.700). A marca ainda produz o HAVANA LOCO, uma bebida pronta para o consumo que mistura o tradicional rum branco com sucos de fruta, entre as quais limão, manga e maracujá.


Dados corporativos
● Origem:
Cuba
● Fundação:
1878
● Fundador:
José Arechabala
● Sede mundial:
Santa Cruz del Norte, Cuba
● Proprietário da marca:
Governo cubano (50%) e Pernod Ricard (50%)
● Capital aberto: Não
● Diretor internacional:
Jérôme Cottin-Bizonne
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global:
124 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Maiores mercados:
Cuba, Itália, Alemanha e Espanha
● Funcionários: 700
● Segmento:
Bebidas alcoólicas
● Principais produtos: Runs
● Principais concorrentes:
Bacardi e Captain Morgan
● Slogan:
El ron de Cuba.
● Website: www.havana-club.com

A marca no mundo
Os mais puros runs cubanos da HAVANA CLUB, produzidos na cidade de Santa Cruz do Norte, são comercializados em mais de 120 países ao redor do mundo, com vendas superiores a 3.4 milhões de caixas de nove litros. A marca tem como maiores e mais importantes mercados Cuba, Itália, Alemanha, Espanha e França. A HAVANA CLUB está listada entre as 100 marcas premium mais vendidas no mundo.

Você sabia?
Devido ao embargo americano à Ilha de Fidel, os runs da HAVANA CLUB não são comercializados nos Estados Unidos.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 26/10/2011

17.12.09

MALIBU

 

Uma garrafa branca opaca com dois tradicionais coqueiros em uma cena paradisíaca de pôr do sol carrega mais que o rum aromatizado com coco mais consumido do mundo. Transmite a empolgação, alegria e descontração do povo caribenho. Por isso, MALIBU sempre é associado a momentos de prazer e descontração, transformando o espírito das pessoas em qualquer lugar do planeta.

A história
A história começou na bela e paradisíaca ilha caribenha de Barbados quando a empresa Twelve Islands Shipping Company resolveu criar uma nova bebida feita com o suave rum produzido na West Indies Rum Distillery (Destilaria de Rum das Índias Ocidentais), que desde 1893 produzia a tradicional bebida tão apreciada pelos piratas. A primeira etapa para se criar o MALIBU começava com a extração do melaço da plantação de cana-de-açúcar, o qual era misturado com água e levedura para transformar o açúcar em álcool. O melaço caribenho era destilado três vezes em um alambique tubular. O rum branco produzido neste alambique era então aromatizado com extrato de coco natural da região. Assim em 1980 nascia MALIBU, uma deliciosa e suave bebida embalada em uma icônica garrafa branca opaca, comercializada inicialmente em 12 pequenas ilhas da região.

 

Ainda nesse mesmo ano a nova bebida estreou no mercado do Reino Unido, e pouco depois, em 1983 em outros países europeus e nos Estados Unidos. Inicialmente MALIBU era utilizado para simplificar e facilitar a preparação da tradicional Piña Colada (combinação de rum com coco) pelos bartenders. Não demorou muito para que nos anos seguintes a bebida começasse a ser consumida de outras maneiras, como por exemplo, com gelo, leite, suco de frutas e até mesmo misturado com refrigerantes de cola e água tônica, e fosse incluída como ingrediente de vários drinques, aumentando assim sua popularidade ao redor do mundo. Neste momento MALIBU havia se transformado em uma bebida extremamente versátil, podendo ser consumida tanto no inverno como no verão de diferentes maneiras.

 

Na década de 90 a marca começou a investir muito em campanhas publicitárias como a “Seriously Easy Going”, onde a bebida era associada às ilhas caribenhas, ao clima aconchegante da região e a atitude e alegria da população local. Em uma paródia, a campanha mostrava os sempre alegres caribenhos levando uma vida cheia de seriedade com um posicionamento divertido: If people in the Caribbean took life as seriously as this, they would never have invented MALIBU (algo como “Se o povo caribenho levasse a vida seriamente, eles não teriam inventado MALIBU”). Afinal, somente os caribenhos com sua atitude positiva de enxergar a vida, poderiam criar uma mistura perfeita de rum com o delicioso sabor de coco. A primeira variação de MALIBU, aromatizado com limão, foi lançada na Jamaica e em alguns clubes noturnos da França. Como a versão não fez o sucesso esperado, ela foi descontinuada em 2003.

 

A marca, que já havia sido vendida para a britânica Diageo, passou pelas mãos da Allied Domecq, que pagou US$ 800 milhões em 2002, e depois foi adquirida pela empresa francesa Pernod-Ricard. Com a chegada do novo milênio, a marca também deu início à uma forte diversificação em sua linha de produtos com o lançamento de outros runs aromatizados nos sabores de manga (2004), abacaxi (2004), maracujá (2005), banana (2007) e melão (2009). Durante este período, em 2007, a marca lançou sua nova campanha global, denominada “Get Your Island On”, que reinterpretava a imagem e atitude caribenha de uma forma contemporânea, vibrante e cheia de humor. Além disso, durante datas e periódos marcantes do ano, como por exemplo, verão, inverno e festas de final de ano, a MALIBU iniciou a tradição de lançar no mercado garrafas decoradas em edições limitadas, assinadas por grandes designers e artistas.

 

Em 2008, a respeitada International Wine and Spirit Record nomeou MALIBU como uma marca de elite, com grande influência no segmento de bebidas alcoólicas. Ainda este ano, com o objetivo de reforçar o posicionamento jovem, moderno e divertido da marca, foi lançado em edição limitada MALIBU By U, o tradicional rum em uma garrafa personalizável vendida com quatro canetas exclusivas, que apelava à criatividade do consumidor e o envolvia no universo da marca. As mais recentes novidades da marca que está sempre procurando atender aos desejos dos consumidores e continua acrescentando novos produtos à sua linha são: MALIBU RED (o tradicional rum de coco com uma mistura de tequila Olmeca Blanco); MALIBU BLACK (versão original do rum mais forte com 35% de graduação alcoólica); uma linha de drinques prontos para beber em convenientes latas de 250 ml nas combinações de rum com pera, cranberry e cola; famosos drinques caribenhos prontos para o consumo em uma apresentação inovadora, sachês com pequenas torneiras; e o MALIBU SUNSHINE (rum aromatizado de coco com um toque de frutas cítricas), que estreou no mercado em 2012.

 

A evolução visual
Há alguns anos atrás o tradicional logotipo da marca passou por uma modernização, onde o sol ganhou um tom degrade para passar uma impressão ainda maior de pôr do sol. Outras pequenas mudanças, que só os mais atentos e fiéis consumidores podem ter percebido, ocorreu em relação aos coqueiros: o coqueiro menor, que ficava do lado direito, passou para o esquerdo, trocando de posição com o maior; e ambos passaram a estar entrelaçados.

 

Os slogans
Get Your Island On. (2007)
Seriously Easy Going. (anos 90)

 

Dados corporativos
● Origem: Barbados
● Lançamento: 1980
● Criador: The Twelve Island Shipping Company
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Pernod Ricard S.A.
● Capital aberto: Não
● Chairman: Patrick Ricard
● CEO: Pierre Pringuet
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: 150 países
● Presença no Brasil: Sim
● Segmento: Bebidas alcoólicas
● Principais produtos: Runs com sabores de frutas
● Concorrentes diretos: Bacardi, Captain Morgan e Barbarossa
● Ícones: A inconfundível garrafa branca opaca
● Slogan: Get Your Island On.
● Website: www.malibu-rum.com

A marca no mundo
Atualmente MALIBU é comercializado em 150 países de todos os continentes, vendendo anualmente mais de 3.7 milhões de caixas, sendo o rum aromatizado com coco número um do mercado. Os mais importantes mercados para marca são Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Holanda e Espanha. Desde seu lançamento no mercado MALIBU já vendeu mais de 390 milhões de garrafas.

Você sabia?
Hoje em dia, grande parte do rum utilizado na composição de MALIBU provêm da Ilha de Barbados, onde o sol, o clima ameno e os corais, que filtram a água da chuva, são ideais para o crescimento da cana de açúcar.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 20/6/2012

29.5.06

BACARDI


Quando pensamos em rum, logo o que vem em nossas mentes são imagens de piratas. Uma associação muito explorada em histórias, desenhos e filmes. Agora, quando pensamos em marca de rum, a BACARDÍ é a mais famosa e proeminente do mundo. Não importa onde o rum seja feito, com que ingrediente é misturado, quando a marca do morcego está presente, todos sabem que é BACARDÍ, cujo sabor exclusivo inspirou os pioneiros da coquetelaria a inventar alguns dos drinques mais famosos do mundo, entre os quais o Mojito, o Daiquiri e a Cuba Libre. 

A história 
Facundo Bacardí Massó nasceu em Sitges (próximo à Barcelona) no ano de 1814. Tinha apenas 14 anos quando imigrou para Cuba, onde prosperou como importador de vinhos e outras mercadorias. Em meados do século XIX, o catalão conheceu um especialista francês em vinhos que decidiria a sua vida frente ao rum mais popular até então: o jamaicano. Este “vinho de açúcar”, como também era chamado esse aguardente obtido pela fermentação e destilação do melaço ou da trituração de cana de açúcar fresca, possuía características refinadas e aroma suave, capaz de curar doenças e exorcizar até os “demônios” do corpo. Porém, o paladar agressivo do rum, uma bebida de péssima qualidade na época, causava muita dor de cabeça e desconforto no dia seguinte. Era a conhecida ressaca. Foi então que Facundo criou uma fórmula secreta de um rum encorpado, porém mais suave e muito agradável ao paladar. Primeiramente começou a produzir para o seu próprio consumo um rum refinado graças às técnicas apuradas de filtragem, para as quais utilizava carvão com o objetivo de reter as impurezas e conseguir assim um sabor agradável, que melhorava muito o paladar da bebida, deixando-a não tão forte. Seus amigos começaram a experimentar a bebida e logo fizeram a fama de Don Facundo, que começou a distribuir cada vez mais o rum entre seus conhecidos. Esta pequena distribuição entre familiares e conhecidos deu origem a ideia de estabelecer um pequeno comércio para então colocar à venda a bebida.


Foi então que no dia 4 de fevereiro de 1862, Don Facundo Bacardí comprou por 3.500 pesos uma pequena e modesta destilaria em Santiago de Cuba fundando assim a empresa Rum Bacardí y Compañia. A destilaria, com telhados de zinco, possuía velhos alambiques feitos de cobre e ferro para destilar rum, barris de envelhecimento, tanques de fermentação, além de uma colônia de morcegos que vivia nas vigas da velha casa, o que explica a presença da figura do animal nas garrafas do tradicional rum. Nesse dia, um ato muito simbólico ocorreu. Don Facundo plantou uma palmeira em frente à destilaria para simbolizar o nascimento de seu rum.


Em dois anos, Don Facundo experimentou diversas formas de destilar e filtrar o rum, armazenou-o em barris de carvalho, trazidos dos Estados Unidos e do Canadá, e finalmente encontrou a “fórmula Bacardí”. Durante anos, a empresa se esforçou para sobreviver em meio à guerra da independência de Cuba e cresceu em torno da palmeira plantada por Don Facundo. Mesmo assim, em 1876, o rum conquistou a medalha de ouro na Exposição da Filadélfia. No ano seguinte, Don Facundo aposentou-se, passando o comando da destilaria para seu filho Emilio e o segredo de seu rum para seu outro filho, Facundo M. O primeiro seguiu o caminho da política e das artes e coube a Facundo M. dar continuidade ao grande negócio que seu pai havia criado. Em meados de 1890, seu terceiro filho, José, abriu um escritório de vendas na cidade de Havana.


Em 1898, após a derrota da Espanha na guerra hispano-americana, a popularidade da empresa cresceu com a invenção de dois novos drinques: a Cuba Libre, uma mistura de rum e Coca-Cola, que surgiu em 1900 quando um grupo de soldados americanos que estava de folga em Havana pediu BACARDÍ com Coca-Cola, gelo e lima fresca, e logo depois de experimentarem o drinque, um deles sugeriu que brindassem à “Cuba Libre” (“À Liberdade de Cuba), surgindo assim o nome do famoso drinque; e o Daiquiri, criado em 1910 pelo americano e engenheiro de mineração Jennings Stockton Cox que misturou rum, lima fresca e açúcar. Ainda nesse ano, o rum BACARDÍ foi engarrafado pela primeira vez fora de Cuba, em uma recém-inaugurada fábrica na cidade espanhola de Barcelona, o que deu início a uma larga expansão internacional, transformando a empresa na primeira corporação cubana multinacional. Nos anos seguintes, Emilio expandiu a empresa para a Espanha, Estados Unidos e construiu uma nova destilaria em Santiago de Cuba.


Após sua morte, com o início da lei-seca nos Estados Unidos, seu cunhado, Henri Schueg, terminou a construção do edifício da BACARDÍ, em estilo Art Deco, na cidade de Havana. O edifício atraiu um enorme número de turistas americanos que se reuniam para consumir coquetéis da BACARDÍ, como por exemplo, Piña Colada e Mojitos. Nos anos de 1930, a empresa internacionalizou sua produção. Em 1931, inaugurou uma fábrica no México. Após o término da Segunda Guerra Mundial, a empresa constituiu um escritório na cidade de Nova York para atender exclusivamente o crescente mercado americano, além de construir, em 1958, uma fábrica em Porto Rico, conhecida como “A Catedral do Rum”, considerada atualmente a maior do mundo.


Tudo ia bem até que, o jovem advogado Fidel Castro, que estabelecera um núcleo guerrilheiro em Cedera Maestria, derrubou o regime de Fulgencio Batista em 1958, e assumiu o controle da ilha em 1959, confiscando ilegalmente os ativos da BACARDÍ, então estimados em US$ 76 milhões, obrigando a família a exilar-se nos Estados Unidos. Nessa época o crescimento da empresa não era nada satisfatório e com o novo regime de esquerda na ilha caribenha a família construiu novas instalações nas Bahamas, Canadá, Estados Unidos e Espanha. Além disso, passou a produzir seu rum em novas instalações no Brasil em 1961. Apesar disso, Fidel Castro tentou vender o rum, pois achava que havia se apoderado da marca. Porém a BACARDÍ ganhou todos os casos e processos nas cortes da Inglaterra, França, Israel e Japão, onde ele tentou vender o produto. Em meados da década de 1970, o rum da BACARDÍ tinha se transformado no maior sucesso de vendas nos Estados Unidos e consequentemente no mundo. Isto ficou evidente em 1978, quando o rum BACARDÍ PREMIUM se transformou no mais vendido do mundo, com 16 milhões de caixas comercializadas. O consumo da bebida era tamanho, que já em 1983 foram vendidas aproximadamente 200 milhões de caixas.


Na década de 1990, a empresa diversificou sua gama de produtos com lançamentos de diversas versões do rum misturadas aos mais infindáveis sabores de frutas, além de, em 1993, adquirir a tradicional Martini, empresa italiana fabricante do legítimo vermute. Além disso, introduziu uma linha de famosos drinques, como Daiquiri, Piña Colada e Margarita, misturados ao rum BACARDÍ e sucos de frutas prontos para o consumo. Essa diversificação em sua linha de produtos transformou a marca popular entre os jovens, especialmente através dos runs com sabores. Em 2008, aderindo à tendência já seguida por grandes marcas a BACARDÍ inaugurou uma loja conceito em Nassau, nas Bahamas, onde são vendidos os produtos das várias marcas do portfólio da empresa, além de acessórios que não têm exatamente a ver com bebidas, como camisas e bonés, além de itens e lembranças exclusivas. Pouco depois, em 2009, no lançamento mundial das novas embalagens da linha de runs com sabores, com o objetivo de agregar os conceitos de estilo e sofisticação á marca, novos sabores para a bebida também foram anunciados. Eram sete as opções de sabores para o rum: limão, laranja, framboesa, maça, pêssego, melancia e coco.


Depois de mais de 150 anos de tradição, 550 importantes prêmios internacionais, não é estranho que o rum BACARDÍ seja o mais popular e vendido do mundo. E qual a fórmula para tanta longevidade? Simples, a empresa guarda com zelo a fórmula da bebida, que passou de geração em geração. O segredo do rum é a cepa de fermento isolada, de alta qualidade, usada por Don Facundo Bacardí, assim como a seleção de melaço residual de cana de açúcar, a filtragem e o desenvolvimento da arte da mistura. Além é claro, da presença do morcego.


A linha do tempo 
1862 
Lançamento do BACARDÍ CARTA BLANCA, o clássico e original rum da marca. Esse rum é atualmente chamado oficialmente de SUPERIOR. 
1987 
Lançamento do BACARDÍ BREEZER, uma bebida alcoólica com 4 a 5% de rum e sabores variados de frutas como limão, abacaxi, laranja, melancia, entre outros. Inicialmente esta bebida foi desenvolvida para o mercado americano. 
1993 
Lançamento de uma bebida em lata que misturava o rum BACARDÍ com Coca-Cola. Uma espécie de cuba libre pronta para beber. 
1995 
Lançamento do BACARDÍ LIMÓN, combinação do tradicional rum Carta Blanca com frutas cítricas como limão e lima, resultando em uma acidez agradável e uso bastante versátil, especialmente na preparação de drinques. 
1996 
Lançamento do BACARDÍ SPICE, rum com 40% de graduação alcoólica derivado de uma combinação de nove tipos de runs e especiarias como gengibre e canela, envelhecido por dois anos em barris de carvalho. 
2001 
Lançamento do BACARDÍ O, um rum extremamente saboroso feito com misturas de laranja, tangerina e mandarim. Nos primeiros quatros meses de mercado foram vendidas 230 mil caixas do produto. 
2002 
Lançamento do BACARDÍ SILVER, bebida pronta para beber que misturava rum à sabores cítricos. 
2003 
Lançamento do BACARDÍ COCONUT, uma bebida composta pela mistura do rum com a essência do coco. 
Lançamento do BACARDÍ RAZZ, rum cuidadosamente produzido, trazendo essências de framboesas e cerejas doces e escuras. 
2006 
Lançamento do BACARDÍ BIG APPLE, elaborado através das melhores e mais saborosas maçãs verdes, como Fuji, Golden Delicious e Granny Smith, que combinadas ao rum resultam em um incrível e único sabor. O produto se tornou um dos mais importantes e vendidos da marca no mundo. 
Lançamento do BACARDÍ MOJITO, uma bebida pronta para beber com rum, limão e hortelã. 
Lançamento do BACARDÍ GRAND MÉLON, uma mistura de rum com suco de melancia. 
2007 
Lançamento do BACARDÍ SILVER RAZ, uma mistura exótica de rum com framboesa. 
Lançamento BACARDÍ PEACH RED, uma mistura de rum com pêssego. 
2009 
Lançamento do BACARDÍ DRAGON BERRY, uma mistura exótica de rum, suco de morango e “Dragon Fruit”, uma fruta conhecida no Brasil como Pitaia. 
2010 
Lançamento do BACARDÍ TORCHED CHERRY, uma mistura de rum, cerejas de Barbados e uma planta africana chamada Torched Aloe. 
2011
Lançamento do BACARDÍ ARCTIC GRAPE, uma mistura de rum com uvas brancas. 
2012 
Lançamento das versões BACARDÍ WOLF BERRY (rum com sabores do blueberry, conhecido como mirtilho, e do exótico wolfberry) e BACARDÍ BLACK RAZZ (rum misturado com sapote negro mexicano e framboesa). 
Lançamento das variações BACARDÍ MOJITO e BACARDÍ PIÑA COLADA nas versões light, com calorias reduzidas. 
Para homenagear os 150 anos de experiência e arte na produção do rum, oito Maestros de Ron (Misturadores Mestres), todos membros da família Bacardí, combinaram seus talentos extraordinários para criar uma edição limitada muito especial, batizada de RON BACARDÍ DE MAESTROS DE RON, VINTAGE, MMXII®. Uma mistura dos mais finos runs que repousaram em barris de carvalho nos últimos 20 anos e foram finalizados em barris antigos de conhaque de 60 anos. A mistura de última qualidade é apresentada em um decânter de cristal soprado a mão de 500 ml em um estojo de couro e com preço de US$ 2.000. Realmente limitados, apenas 400 decânteres foram disponibilizados para compra em aeroportos internacionais selecionados e estabelecimentos de varejo de primeira linha em todo o mundo. 
2013 
Lançamento do BACARDÍ BIG PINEAPPLE, um rum com sabor de abacaxi. 
Lançamento do BACARDÍ PINEAPPLE INFUSION, um rum com a mistura de abacaxi e coco.


A empresa conta ainda com outras derivações de rum como o BACARDÍ 8, originalmente uma bebida particular da família Bacardí, é o rum mais sofisticado e complexo da marca, amadurecido por mais de oito anos em barris de carvalho cuidadosamente selecionados; BACARDÍ SELECT (rum com 40% de graduação alcoólica); BACARDÍ RESERVA LIMITADA, feito de runs amadurecidos em tonéis de carvalho branco americano ligeiramente queimados e somente disponível no Centro de Visitantes da Casa Bacardí (em Cataño, Porto Rico), na loja da marca em Nassau ou em lojas refinadas em seletas ilhas do Caribe; BACARDÍ 151, rum de alto teor alcoólico, aproximadamente 75.5%; BACARDÍ AÑEJO, um rum super premium envelhecido por três anos; BACARDÍ SOLERA 1873, envelhecido em barris de carvalho por três anos e que utiliza o sistema de solera; BACARDÍ GOLD (ORO), rum de aroma intenso e defumado, robusto, amadurecido em barris de carvalho americano queimado, muito utilizado para fazer Cuba Libre; e BACARDÍ AOKHEART, um rum com especiarias cujo sabor robusto é resultado de seu envelhecimento em barris de madeira de carvalho queimada.


A casa do morcego 
Instalada em Porto Rico desde 1958 (apesar de ser engarrafado desde 1936), a fábrica da BACARDÍ mantém à disposição dos turistas um fantástico centro de visitantes. Localizada a 15 minutos da cidade de San Juan, em Cataño, a CASA BACARDÍ, inaugurada pela empresa em 2003, possui sete salas que abrigam desde a história da família fundadora até dados sobre a fabricação do rum. Além disso, existem espaços interativos em que o turista pode apreciar os diferentes aromas e sabores das variações da bebida. Destaque para a reprodução da antiga fábrica da BACARDÍ, em Cuba, onde tudo começou, com móveis, fotografias e documentos originais. No final da visita acontece uma degustação de drinques e um agradável convite às compras em uma loja conceito da marca.


Existe outra unidade da CASA BACARDÍ, inaugurada em julho de 2010 e localizada em Sitges, um pequeno vilarejo localizado a 35 km ao sul de Barcelona na Espanha. Esta unidade conta com o Bacardí Bar Lounge, que está aberto para os visitantes poderem desfrutar e aprender, com a ajuda de mãos profissionais, um pouco do universo fascinante da coqueteleria criativa com rum BACARDÍ.


O logotipo do morcego 
O logotipo do morcego aparece em todo rótulo dos produtos que levam o nome e a marca BACARDÍ. De acordo com a família, isto começou em 1862 quando a esposa de Don Facundo, Dona Amália Lucía Victoria Moreau, sugeriu que o morcego fosse utilizado como marca registrada de seu novo rum. Ao entrar na primeira destilaria da BACARDÍ, Amália notou uma colônia de morcegos frutíferos que viviam nas vigas da edificação. Morcegos tinham grande significado no mundo de Dona Amália. Como uma amante das artes, ela conhecia os Taínos, um povo nativo já extinto de Cuba, que acreditavam piamente que morcegos eram considerados portadores de bens culturais. E conhecia uma lenda local que dizia que os morcegos traziam saúde, sorte e união familiar. A sugestão dela também era inteligente e pragmática. Por causa da alta taxa de analfabetismo no século 19, o produto precisava de um logotipo gráfico fácil de lembrar - uma marca registrada - para ser identificado e assim vender muito. Rapidamente o rum ficou conhecido como “Ron del Murciélago”. As criações de Don Facundo ficaram rapidamente conhecidas em Cuba, especialmente dois novos runs: um era cuidadosamente envelhecido, rico, escuro e fácil de tomar; já o outro era leve, suave, sofisticado e fácil de beber. Mas a mitologia em torno do animal símbolo da marca, também ajudou, pois a novidade do morcego corria de boca em boca, junto com a notícia de seus novos runs.


O principal símbolo de reconhecimento da marca BACARDÍ passou por inúmeras alterações ao longo dos anos. Se até 1959 a imagem era uma representação mais verídica do morcego, neste ano a marca apresentou o animal de uma forma totalmente estilizada. Em 2010 p morcego ganhou mais destaque no logotipo, além de ter sua cabeça virada para o lado direito. Em 2013 a marca resgatou suas raízes ao apresentar um novo logotipo onde o morcego era mais semelhante ao original, com uma representação fiel do mamífero voador.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas atualizações acentuadas ao longo dos anos. Até que em 2011, além atualizar o símbolo do morcego, a palavra Bacardí, com uma nova tipografia de letra, passou a ser escrita com acento na letra “i”, como o sobrenome do fundador. Em 2013 a marca apresentou sua nova identidade visual baseada no conceito “Untameable Since 1862” (em português algo como “Indomável desde 1862”) e inspirada no autêntico e artesanal logotipo do morcego desenhado à mão em 1890, em estilo Art Deco cubano, originário do antigo escritório da empresa em Havana. O logotipo também ganhou uma nova tipografia de letra. O logotipo da marca pode ser aplicado na vertical ou horizontal.


Como a empresa, BACRDI LIMITED, tem o mesmo nome de seu principal produto, é utilizada uma identidade visual diferente, que apesar de utilizar a cor dourada mantém o tradicional símbolo do morcego.


A garrafa do principal produto da marca, o rum Carta Blanca, também passou por diversas modificações em seu design, não somente no rótulo como também no formato. A última modificação mais significativa ocorreu em 2004.


Os slogans 
Untameable Since 1862. (2013) 
Go Together. (2011) 
Alive with Taste. (2007) 
Live like you mean it. (2003) 
You in? 
Welcome to the Latin Quarter. 
More drinkable than ever. 
You know when it’s Bacardi. 
Just Add Bacardi. 
The way it should B. (Inglaterra) 
They get the job done. (Bacardi & Cola)


Dados corporativos 
● Origem: Cuba 
● Fundação: 4 de fevereiro de 1862 
● Fundador: Facundo Bacardí Massó 
● Sede mundial: Hamilton, Bermuda 
● Proprietário da marca: Bacardi & Company Limited 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Facundo L. Bacardí 
● Presidente & CEO: Edward D. Shirley 
● Faturamento: US$ 3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas: 27 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 6.000 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Rum e derivados 
● Concorrentes diretos: Captain Morgan, Havana Club, Tanduay, Montilla e Malibu 
● Ícones: O Morcego 
● Slogan: Untameable Since 1862. 
● Website: www.bacardi.com 

A marca no mundo 
A marca BACARDI, conduzida pela quinta geração de Don Facundo, comercializa seus aclamados runs em mais de 150 países, empregando aproximadamente 6 mil funcionários ao redor do mundo. A marca detém aproximadamente 67% de participação do mercado mundial, vendendo anualmente mais de 21 milhões de caixas de 9 litros (mais de 240 milhões de garrafas). Atualmente, o rum BACARDÍ é produzido nas Bahamas, Índia, México, Panamá, Trinidad Tobago e Porto Rico, além de ser engarrafado em fábricas na Austrália, Brasil, Canadá, Costa Rica, Alemanha, Nova Zelândia, Espanha, Suíça, Grã Bretanha e Estados Unidos. A versão BACARDÍ BIG APPLE representa 50% das vendas da marca no Brasil. 

Você sabia? 
A BACARDI LIMITED é proprietária de marcas famosas como as vodcas Grey Goose e Eristoff, o uísque Dewar’s, a tequila Cazadores, o gim Bombay Sapphire e o tradicional vermute Martini. 
Apesar da marca BACARDÍ ter nascido em Cuba, hoje em dia, seus runs não são mais comercializados na ilha caribenha. 
O escritor americano Ernest Hemingway celebrou seu Nobel de Literatura, em 1954, em uma festa patrocinada pela BACARDÍ. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 9/4/2014