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13.4.17

RIDER


Um verdadeiro clássico nos anos de 1990, RIDER marcou uma geração inteira com seus confortáveis chinelos de tira única e propagandas históricas. A marca se reinventou para sobreviver e voltou com produtos mais modernos e descolados, mas sem deixar a originalidade de lado. 

A história 
A história começou em 1986 quando a Grendene, uma das maiores empresas de calçados do Brasil fundada em 1971 inicialmente para produzir embalagens de plástico para a indústria de vinhos, resolveu ingressar em uma nova categoria de mercado e criou RIDER, o famoso chinelo de tira única e larga com solado fofinho, direcionado para o público masculino. Rapidamente o chinelo, com design diferenciado e priorizando o conforto, se tornou um sucesso e podia ser visto nas praias, piscinas e ruas. Mas esse sucesso não aconteceu por acaso. A Grendene investiu pesado em sua nova marca e produto com campanhas publicitárias que se tornaram clássicas. Campanhas estas estreladas por atletas como Careca, Roberto Carlos, Falcão, Rivelino, Nelson Piquet, Romário e Emerson Fittipaldi, aliadas ao conceito “sombra e água fresca” e o slogan “Dê férias para seus pés” contribuíram para tornar o chinelo cada vez mais popular e um verdadeiro clássico dos anos de 1990. Além disso, RIDER também fez sucesso por uma característica única, especialmente para os consumidores que moravam em cidades de clima frio: o chinelo podia ser usado com meia e ainda assim ser confortável.


O famoso chinelo chegou a vender 40 milhões de pares no início dos anos de 1990, correspondendo a 20% de participação, em valor, no mercado brasileiro de chinelos. Em seguida, RIDER lançou as linhas feminina e infantil, aumentando assim seu alcance e público. O chinelo estava no auge, quando as Havaianas se reinventaram e, a partir de 1994, entraram com tudo no segmento da moda. As vendas dos modelos femininos foram os primeiros a cair. E depois os masculinos. Mesmo assim, RIDER foi lançado no mercado americano em 1997, onde o chinelo ficou conhecido como sleeper, por causa da facilidade de enfiar o pé. Depois de perder a liderança para as Havaianas também no mercado de chinelos masculinos em 2004, nos anos seguintes RIDER era apenas uma marca “perdida” dentro do portfólio da Grendene. Mas mesmo assim, uma pesquisa apontou que o nome RIDER era conhecido por 93% dos brasileiros, um ativo que a Grendene não iria desperdiçar.


Foi então que no mês de outubro de 2009, para acabar com o estigma de “chinelo de velho”, e reverter a baixa aceitação do produto, especialmente por parte do público jovem, a marca foi completamente rejuvenescida ganhando um apelo fashion, um novo conceito e um público-alvo diferente. Com isso, foi tomada uma decisão radical: o modelo tradicional, aquele de tira única, foi substituído por chinelos com divisória entre os dedos, para concorrer diretamente com as descoladas Havaianas. A partir deste momento RIDER foi promovido ao posto de sandália. Porém, fora do Brasil, o modelo de tira única nunca deixou de ser vendido e sempre fez enorme sucesso.


Com o novo posicionamento, RIDER também lançou papetes e tênis, alinhados com a temática da aventura e da caminhada explorada neste novo momento, que incentivava o consumidor a curtir todos os momentos do dia a dia. Nos anos seguintes, após um hiato, a marca RIDER voltou a investir na publicidade de seus produtos, agora com ar moderno e visual fashion, utilizando slogans como “Enjoy the Ride” (em português, aproveite o movimento) e “Lifeaholic”, além de campanhas como “Fuja da Mesmice’’, lançada de 2015.


Em 2016 a marca completou 30 anos e, para comemorar, relançou sua icônica linha de chinelos shape slide, aqueles com uma única tira e dedos de fora. Entre modelos do relançamento estava uma releitura do R86, primeiro chinelo da marca nos clássicos tons de azul marinho, branco e vermelho. Era uma réplica do original, só que reconstruída com uma sola mais leve e com um material de cima mais macio e flexível do que o original. Os modelos foram repaginados e vendidos inicialmente apenas em algumas lojas selecionadas em tiragens limitadas. E não é que os tradicionais chinelos RIDER voltaram a fazer sucesso. Tanto que a marca fechou parceria com a Marvel e a NBA (liga americana profissional de basquete) e lançou modelos com as cores e símbolos da equipes e personagens de quadrinhos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande e radical remodelação ao longo da história. Essa mudança aconteceu em 2009 quando a marca foi totalmente reformulada e adotou um novo posicionamento.


Os slogans 
Lifeaholic. (2014) 
Enjoy the Ride. (2010) 
Para tudo que é novo, novo Rider. (2009) 
Dê férias para seus pés.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1986 
● Criador: Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Rudimar Dall’Onder 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Chinelos e sandálias 
● Concorrentes diretos: Havaianas, Dupé, Nike, Puma e Adidas 
● Ícones: O chinelo de tira única 
● Slogan: Lifeaholic. 
● Website: www.rider.com.br 

A marca no mundo 
A marca RIDER comercializa sua vasta linha de produtos, composta por mais de 60 modelos de chinelos e sandálias para o público masculino, feminino e infantil, em mais de 90 países ao redor do mundo. 

Você sabia? 
A marca se tornou popular muito em virtude das campanhas publicitárias assinadas pela W/Brasil do publicitária Washington Olivetto, que, na década de 1990, acrescentaram pérolas à cultura brasileira como a interpretação dos Paralamas do Sucesso para País tropical, de Jorge Ben Jor. Sem falar na troca de gentilezas entre Tim Maia, que cantou Como uma Onda, e Lulu Santos, que emprestou sua voz a Descobridor dos Sete Mares. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Estadão, Folha, Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/4/2017

29.6.10

IPANEMA


Um verdadeiro sucesso de vendas. É leve, sensual e tropical como a mulher brasileira. É sucesso na Europa, Ásia e nas Américas. E charmosa até no nome, que remete a uma das praias mais famosas do Brasil. Quem poderia imaginar que em algum momento surgisse uma marca capaz de desafiar o maior ícone do segmento brasileiro de calçados. Pois foi justamente isso que a marca IPANEMA fez com as famosas Havaianas. Sempre ligada com as últimas tendências, a IPANEMA conquistou os pés de mulheres dos mais variados perfis, desde urbanas, românticas, praianas, até as clássicas. Tudo com estilo e uma dose ousadia. 

A história 
A história começou quando a Grendene, uma das maiores empresas produtoras de calçados sintéticos do Brasil e do mundo, fundada em 1971, resolveu ingressar de vez no segmento de mercado da linha praia. Depois de anos de estudos e pesquisas, em julho de 2001, a empresa lançou no mercado a marca IPANEMA, composta por sandálias femininas a preços competitivos. O nome IPANEMA foi escolhido porque tinha tudo a ver com o que a empresa queria da marca: Ipanema é cosmopolita, símbolo internacional da beleza brasileira (tanto a natural quanto a feminina) e ícone do “south american way of life”, como diriam os fãs gringos. Além disso, o nome remetia à tropicalidade e à moda praia, duas características que se identificavam com o novo produto. Mesmo tendo como forte concorrente a tradicional e fashion Havaianas, a nova marca começou a conquistar de vez um lugar cativo nos pés de milhões de brasileiras.


A grande visibilidade que faltava aconteceu já no ano seguinte. Para dar nome a uma nova linha de chinelos e sandálias, nada como uma celebridade que era sinônimo de moda. A linha IPANEMA GB com a cara – e o nome – da super modelo Gisele Bündchen, foi lançada no mercado no mês de julho de 2002, incluindo sandálias e chinelos com design diferenciado para atender aquela parcela do mercado chamada de “casual chic”. Era a primeira vez que a modelo licenciava seu nome para um produto. O resultado não poderia ser outro: uma explosão nas vendas e o aumento do reconhecimento da marca pelo público brasileiro e também internacional.


O fator Gisele Bündchen foi fundamental para a jovem marca IPANEMA crescer e ganhar notoriedade. Rapidamente a marca conquistou uma importante participação de mercado, oferecendo produtos com tecnologia diferenciada, além é claro, de conforto. As sandálias IPANEMA também passaram a ser presença constante em renomadas lojas de departamento na Europa, como por exemplo, a Galeria Lafayette e a Printemps, em Paris, e no El Corte Inglés, em Madri. Pioneira no lançamento de novidades, a IPANEMA foi a primeira marca a criar grafias na palmilha e nos cabedais; e também foi quem lançou nessa categoria a anatomia, com formas e curvas que se moldam aos pés, proporcionando maior conforto e proteção ao caminhar.


Inicialmente direcionada mais para o público feminino, nos anos seguintes a marca começou a diversificar seus produtos com o lançamento de uma linha masculina, composta por modelos com estampas exclusivas; a linha Baby e Kids, que trazia para um público infantil sandálias e chinelinhos estampados com personagens populares da Disney, Homem-Aranha, Barbie e Moranguinho; Ipanema Bliss, com apliques nas tiras; a linha masculina Ipanema Brasil Surf, com grafia lateral, mais uma inovação da marca; Ipanema Rebelde Fun, com sandálias extremamente divertidas; Ipanema Shine, sandália com salto alto e cores vibrantes estampadas em tiras transparentes que se encaixam perfeitamente; e Ipanema Tropical, com estampas de todos os lados da sandália, muito mais colorida, muito mais alegre e, é claro, tropicalíssima.


O ano de 2009 foi marcante para a IPANEMA, que se consolidou como a mais versátil marca brasileira de sandálias de dedo. Neste ano foram lançados mais de 70 novos modelos, extrapolando o universo da moda praia com mais estilo e informação de moda. Depois de lançar seu comércio eletrônico em 2011, a marca inaugurou, no ano seguinte, seu primeiro quiosque, no Aeroporto Internacional de Fortaleza. Mais recentemente, no início de 2014, a marca inaugurou sua primeira loja própria, batizada de CASA IPANEMA. Localizada em plena praia de Ipanema no Rio de Janeiro, além de reunir os principais lançamentos da marca, incluindo peças assinadas em parceria com renomados estilistas, o prédio de três andares funciona ainda também como espaço colaborativo para exposições permanentes e lançamentos dos universos da moda, música e literatura. Há também um ateliê, em que as consumidoras podem montar suas próprias versões de famosa sandália, com opções de cor de base, de tiras e de pins. A decoração da loja é um capricho à parte: todos os objetos foram emprestados por personalidades do bairro de Ipanema.


Assim como a moda, a renovação da IPANEMA é contínua. O departamento de design está sempre em busca de novos materiais, técnicas de fabricação e inspiração nas principais tendências da moda mundial para lançar os produtos, estampas e variações. Por ano, são mais de 100 novos modelos. Além disso, a tecnologia utilizada para desenvolver as sandálias também é única, possibilitando modelos inéditos para um produto dessa categoria. Tem as anatômicas, elaboradas pra quem gosta de conforto sem perder o charme; as plataformas, para quem não abre mão da postura altiva; e toda uma sorte de desenhos que incluem transparências, brilhos e cores exclusivas. A marca foi a responsável por trazer para o segmento das sandálias a informação de moda traduzida em estampas, formas e design inovadores. Tudo isso aliado à tecnologia de última geração são os componentes que transformam os modelos da IPANEMA em itens de charme indispensável para qualquer guarda-roupa.


A evolução visual 
Para coroar o lançamento da nova marca em 2001, o famoso cartunista Ziraldo foi o responsável pela criação do primeiro logotipo da IPANEMA. Depois de passar por uma radical modificação, com o logotipo assumindo a forma de um pé e, pouco depois, ganhar uma nova tipografia de letra, a identidade visual foi simplificada (apenas com o nome da marca).


Os slogans 
Só a Ipanema Tem. 
As anatômicas só a Ipanema tem. (2007) 
Live The Fantasy. (internacional)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 2001 
● Criador: Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Rudimar Dall Onder 
● Faturamento: R$ 500 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sandálias e chinelos 
● Concorrentes diretos: Havaianas, Dupé e Azaléia 
● Ícones: A modelo Gisele Bündchen 
● Slogan: Só a Ipanema Tem. 

A marca no mundo 
Atualmente a completa linha de chinelos, tamancos e sandálias da marca IPANEMA é exportada para 90 países ao redor do mundo (com distribuição em mais de 60.000 pontos de venda), com mais de 100 milhões de pares vendidos todos os anos. No Brasil, a marca tem expressiva participação de mercado (com mais de 25%), sendo comercializada em todo território nacional. A marca IPANEMA responde por aproximadamente 22% do faturamento total da Grendene. 

Você sabia? 
As sandálias IPANEMA têm uma grande vantagem ambiental, pois são fabricadas com um composto de polímeros (plástico) 100% recicláveis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 4/7/2015

24.6.10

GRENDENE


Que menina nunca calçou uma sandália Melissa. E que menino nunca usou um confortável chinelo Raider. Isto sem contar as sandálias Ipanema, vistas desfilando nas principais praias do país e do mundo. Todos esses ícones do segmento foram criados pela GRENDENE, uma empresa que produz calçados inovadores e originais, de forma mais rápida, com maior precisão, com qualidade superior a custos altamente competitivos. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 25 de fevereiro de 1971 quando o empresário Pedro e seu irmão Alexandre Grendene Bartelle, atentos às inúmeras possibilidades do plástico, fundaram a GRENDENE na cidade gaúcha de Farroupilha para produzir telas para os garrafões de vinho produzidos na Serra Gaúcha, uma grande novidade para época, já que as telas até então eram feitas em vime. Desde então, nunca mais outra embalagem abraçou a bebida com tanta funcionalidade. Em 1976 a empresa iniciou a fabricação de peças de plásticos para máquinas e implementos agrícolas, e, em seguida, de componentes para calçados, tais como solados e saltos. A empresa foi pioneira na utilização da poliamida (náilon) como matéria-prima para a fabricação desses componentes. No final desta década, em 1979 lançou a NUAR, primeira marca de sandálias da empresa, e começou suas exportações.


A história da empresa começaria a mudar de rumos ainda neste ano quando observando as sandálias de tiras dos pescadores da Riviera Francesa, Pedro teve a ideia que revolucionou a GRENDENE e a moda brasileira: nascia a Melissa Aranha. Muito mais que um calçado de plástico injetado, a marca virou símbolo fashion e literalmente caiu no gosto das brasileiras. E inaugurou o merchandising de calçados em novela: a partir dos pés de Júlia, personagem interpretada por Sônia Braga na novela Dancing Days, a Melissa ganhou milhões de outros pés pelo Brasil afora. Em 1980 a empresa inaugurou uma matrizaria localizada em Carlos Barbosa, também no estado do Rio Grande do Sul, para produzir matrizes próprias para a fabricação de calçados de plástico.


Em 1983, o casamento de sucesso da marca Melissa com os grandes designers mundiais começou com as invenções de Jean-Paul Gaultier, Thierry Mugler, Jacqueline Jacobson e Elisabeth De Seneville. Pouco depois, em 1984, a GRENDENE ganhou os pés das meninas brasileiras quando foi lançada a Melissinha, a versão da sandália voltada para um público infantil e sempre acompanhada de algum brinde. Desde então, a linha Kids da empresa não parou mais de crescer. A aposta foi abusar dos licenciamentos, com personagens como Barbie, Hot Wheels e Disney, utilizando em boa parte o apelo emocional e lúdico dos calçados com acessórios, que expressassem o universo infantil.


A década contou ainda com outra grande novidade: em 1986, com design diferenciado e priorizando o conforto, a GRENDENE lançou os chinelos de tira única Rider, direcionados ao público masculino (as versões, feminina e infantil, foram acrescentadas a linha na década seguinte) e que ficaram conhecidos por “dar férias para os seus pés”. O chinelo continua um sucesso até os dias de hoje, sendo comercializada em 70 países. A década seguinte tem início com a instalação em Fortaleza da primeira unidade fabril no estado do Ceará, que tinha capacidade anual de produção de 5 milhões de pares. Pouco depois, em 1993, a GRENDENE inaugurou outra fábrica, desta vez na cidade de Sobral, também no estado do Ceará, motivada pelos benefícios fiscais, menor custo de mão-de-obra e localização estratégica para acesso ao mercado internacional.


No ano seguinte, pensando atingir diferentes tipos de mulheres, surgiu a linha Grendha, com opções para todos os estilos, desde os modelos mais clássicos até moda praia, casual e fashion, que tinha a frente dos lançamentos, celebridades como a cantora baiana Ivete Sangalo. Em 1996 tem início o reposicionamento da marca Melissa, que após dois anos sem lançamentos, inovou ao trazer a modelo Claudia Schiffer para desfilar os novos modelos da marca. No final desta década, em 1998, a GRENDENE criou uma divisão somente para cuidar especificamente da grife Melissa e entrar no novo milênio como ícone da moda. Em julho de 2001, para ingressar de vez na linha praia, a empresa lançou no mercado a marca Ipanema, composta por chinelos e sandálias femininas a preços competitivos. No ano seguinte, para dar nome a um produto GRENDENE, nada como uma celebridade que fosse sinônimo de moda: era a estreia da linha com a cara – e o nome – da super modelo Gisele Bündchen, que incluía sandálias e chinelos com design diferenciado com a marca Ipanema GB. Neste mesmo ano, a Melissa estreou na São Paulo Fashion Week, com modelos desenhados pelo renomado artista plástico Romero Britto. Era a GRENDENE cada vez mais inserida no universo da moda.


Em 2005, com ares high-tech e moderno, foi inaugurada a Galeria Melissa, na badalada Rua Oscar Freire, um dos endereços mais valorizados de São Paulo. A loja não se limitava a vender os produtos Melissa, mas também objetos de arte e design, e contava a história de um dos calçados mais tradicionais do país, que se renova a cada coleção. No final de 2006, houve o lançamento de uma nova marca, a Ilhabela, voltada para um público jovem feminino, na faixa etária de 18 a 25 anos. Já no ano seguinte a empresa lançou uma nova marca no mercado: Zaxy, linha de combate, vendida mais barato para concorrer com as cópias piratas da Melissa. O ano de 2009 foi repleto de novidades para a empresa: primeiro atingiu a expressiva marca de 150 milhões de calçados inteiramente produzidos no Brasil; depois, reposicionou a marca Rider no mercado; e por fim lançou a Cartago, uma nova marca de chinelos para o público masculino. Em 2012, além de inaugurar a Galeria Melissa em Nova York, a empresa comemorou pelo décimo ano a liderança em pares de calçados exportados pelo Brasil.


E a GRENDENE conseguiu um fato notável na indústria: ano após ano, a empresa gaúcha vem aumentando o número de pares vendidos na China (os maiores fabricantes de sapatos baratos), provando que é possível jogar também no contra-ataque e não apenas ficar lamentando a invasão dos artigos Made in China no Brasil. O segredo? Uma combinação de marca, produtividade, design e escala.


Marcas que vestem pés 
A GRENDENE oferece uma extensa e versátil linha de calçados composta por diversas e consagradas marcas: 
MELISSA (1979): seus lançamentos encantam fashionistas brasileiros, adolescentes americanas e consumidores de cinco continentes. Full plastic, ícone de moda e referência de comportamento, a Melissa criou um conceito de vanguarda para o mercado da moda. Divertida, fashion, original. Em mais de 30 anos, a Melissa criou mais de 550 diferentes modelos, fabricou mais de 100 milhões de pares, exportou outros 50 milhões para mais de 80 países e produziu sapatos para as mais renomadas figuras da moda. 
RIDER (1986): é o “after-sport footwear” da GRENDENE. Voltado para o mercado masculino, esta marca líder segue conquistando novos consumidores no Brasil e no exterior. Rider busca em todos os esportes sua inspiração para desenvolver produtos que reinventam a categoria. Recentemente, em uma tentativa de reinventar a marca, Rider virou sandália de dedo semelhante a Havaianas. 
GRENDHA (1994): é a marca feminina que mais cresce no portfólio da empresa, com uma linha extensa que atinge os mais diversos tipos de consumidoras. Com grandes volumes de vendas, consegue agregar tecnologia, atualidade e preço competitivo. Seu diferencial é traduzir as tendências da moda para as necessidades da mulher prática, dinâmica e trabalhadora. Seja no Brasil ou no mundo. 
IPANEMA (2001): um verdadeiro sucesso de vendas. É leve, sensual e tropical como a mulher brasileira. É sucesso na Europa, Américas e Ásia. É charmosa até no nome, que remete a uma das praias mais famosas do Brasil. O ano de 2009 foi marcante para a Ipanema, que se consolidou como a mais versátil marca brasileira de sandálias de dedo. Neste ano foram lançados mais de 70 novos modelos, extrapolando o universo da moda praia com mais estilo e informação de moda. As sandálias Ipanema hoje são exportadas para 90 países. Pioneira no lançamento de novidades foi a primeira a criar grafias na palmilha e nos cabedais e também foi quem lançou a anatomia nessa categoria. As sandálias têm uma grande vantagem ambiental, pois são fabricadas com um composto de polímeros (plástico) 100% reciclável. 
GRENDENE KIDS: é líder de mercado, com aproximadamente 30 linhas voltadas para o segmento baby e infantil. Sob o guarda-chuva desta marca são vendidos produtos através de contratos de licenciamento, utilizando grifes, nomes de apresentadoras, cantoras, artistas, personagens de desenho animado e do universo infanto-juvenil, agregando apelo emocional aos produtos e um aspecto lúdico. As principais linhas licenciadas são Disney, Barbie, Xuxa, Hello Kitty, Galinha Pintadinha, Hot Wheels e Marvel. 
ILHABELA (2006): meninas de atitude, que se destacam pelo seu comportamento e estilo, encontram nesta coleção produtos dedicados a elas e que falam a sua língua. 
ZAXY (2007): inspirada na campeã de vendas Melissa é uma linha de calçados mais em conta, composta por modelos mais simples. Uma espécie de linha de combate, que é vendida mais barato e concorre com as cópias piratas da Melissa. 
CARTAGO (2009): uma linha de sandálias abertas idealizada para homens versáteis, elegantes, que valorizam seu estilo nos momentos de lazer, aliando a moda ao seu lifestyle contemporâneo. 
ZIZOU (2013): marca de calçados infantis, criada para atender a forte demanda do segmento infantil feminino, na faixa etária entre 6 e 8 anos, por uma moda em calçados inspirada em tendências da moda adulta.


A identidade visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo de sua história. A mais aparente delas foi a adoção de uma cor de azul mais clara.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 25 de fevereiro de 1971 
● Fundador: Alexandre e Pedro Grendene Bartelle 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Sim (2004) 
● Presidente do conselho: Alexandre Grendene Bartelle 
● CEO: Rudimar Dall Onder 
● Faturamento: R$ 2.23 bilhões (2014) 
● Lucro: R$ 490.2 milhões (2014) 
● Valor de mercado: R$ 5.1 bilhões (julho/2015) 
● Fábricas: 13 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 25.000 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sandálias, sapatos e chinelos 
● Concorrentes diretos: Alpargatas, Vulcabras|Azaleia, Dakota, Beira Rio e Klin 
● Slogan: Há mais de 40 anos nos pés e no coração de todos os brasileiros. 
● Website: www.grendene.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a GRENDENE, uma das maiores produtoras de calçados do mundo, emprega 25 mil funcionários, tem capacidade instalada de produção de 250 milhões de pares/ano; exporta para mais de 90 países, lança 1.000 novos produtos por ano; tem faturamento superior a R$ 2.2 bilhões e, em 2014, comercializou 204.9 milhões de pares de sapatos sob marcas consagradas como Melissa, Rider e Ipanema. O mercado externo responde por algo entre 25% e 27% do faturamento anual da empresa. A empresa possui 13 fábricas de calçados, uma fábrica de PVC e uma matrizaria que estão distribuídas no estado do Ceará, nas cidades de Sobral, Fortaleza e Crato; no estado do Rio Grande do Sul, nas cidades de Farroupilha e Carlos Barbosa (matrizaria); e no estado da Bahia no município de Teixeira de Freitas. A GRENDENE vende seus produtos por meio de representantes comerciais, distribuidores, exportações diretas e via subsidiárias no exterior, atingindo aproximadamente 30 mil pontos de venda fora do país e 60 mil no mercado brasileiro, além de uma área de vendas separada e distribuição seletiva para a marca Melissa. 

Você sabia? 
A GRENDENE também atua através de licenciamentos de celebridades e personagens do universo infanto-juvenil e de histórias em quadrinhos para serem estampados em seus produtos como Xuxa, Gisele Bündchen, Ivete Sangalo, Guga Kuerten, Senninha, Hot Wheels, Barbie, Hello Kitty, Homem Aranha e Disney. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/7/2015

5.9.06

AZALEIA


Utilizando o conceito “Mulher Brasileira: a grande inspiração da Azaleia”, uma das marcas líderes no segmento de calçados femininos no Brasil e na América Latina, sempre desenvolveu um amplo leque de produtos para atender a todos os gostos femininos. É esta ligação que fortalece cada dia mais, a relação entre a AZALEIA e a mulher brasileira. 

A história 
A história teve início no estado do Rio Grande do Sul, na pequena cidade de Parobé, a 80 quilômetros da capital, Porto Alegre, quando no dia 2 de dezembro de 1958, um grupo de amigos, formado por Nestor Herculano de Paula, Arnaldo Luiz de Paula, Theno José Berlitz, Nelson e Arlindo Lauck, fundou a empresa Berlitz, Lauck e Cia. Ltda. com o objetivo de produzir sapatos femininos artesanais. Inicialmente a nova empresa se instalou em um barracão de madeira alugado, antiga cancha de bolão desativada, contando com o trabalho dos sócios e suas respectivas esposas. Ao final de seu primeiro dia de existência a empresa produziu 10 pares praticamente de forma artesanal. A primeira marca própria lançada pela empresa no mercado foi a LAIKA, aproveitando a popularidade da cachorrinha de mesmo nome que foi ao espaço a bordo do foguete russo Sputnik. Essa foi a primeira marca de calçados femininos do país.


No início dos anos de 1960 a empresa passou a utilizar a marca Néctar, e pouco tempo depois, em 1965, surgiu oficialmente a marca AZALÉIA (assim mesmo com acento), nome sugerido pelo primeiro representante comercial da empresa, Antônio Costa Lopes. Nos anos seguintes, a trajetória da empresa foi marcada por avanços no setor calçadista como, por exemplo, ao criar, em 1975, a primeira marca global de calçado esportivo brasileiro Olympikus e iniciar as exportações de sapatos femininos com a marca AZALEIA. Em 1997, a empresa instalou uma unidade produtiva na cidade de Itapetinga, localizada no interior do Estado da Bahia, com o objetivo de atender a alta demanda de seus calçados no nordeste do país.


Com a chegada do novo milênio a empresa desenvolveu novas marcas com o objetivo de atingir públicos distintos: em 2001 criou a Dijean, uma marca de calçados voltada para o público adolescente feminino com uma diversidade de modelos e estilos que busca atender estas consumidoras tão seletivas e vorazes por novidades e; em 2005, a Funny, uma marca direcionada para meninas que estavam entrando na adolescência. Em 2005, a atriz e ex-BBB Grazi Massafera passou a estrelar as campanhas da marca, representando a mulher brasileira, a grande inspiração da AZALEIA. No ano seguinte, a empresa criou mais uma marca: A/Z, uma linha de calçados mais sofisticada destinada às mulheres das classes A e B que se caracterizava por coleções com design arrojado e materiais diferenciados, abusando no uso de apliques, detalhes e pedrarias, em materiais nobres e acabamento impecável nos saltos finos, plataformas, rasteiras e anabelas em diversas alturas e formatos.


Em julho de 2007, a tradicional fabricante de calçados Vulcabrás, fundada em 1952, comprou a empresa formando assim a Vulcabrás-azaleia. Nesta época, a AZALEIA era um gigante do setor: produzia 45 milhões de pares de sapatos por ano, empregava 14 mil funcionários e faturava aproximadamente R$ 980 milhões. A partir deste momento AZALEIA deixou de ser uma empresa para se tornar uma marca dentro do portfólio da nova empresa. Pouco depois, em 2009, ocorreu o lançamento de uma sandália, cuja marca significou a estreia da marca no segmento de licenciamento com celebridades. A escolhida para a parceria foi a atriz Grazielli Massafera, sendo lançado um único modelo de sandália com cinco cores. O resultado obtido foi além do esperado vendendo 80 mil unidades da sandália GRAZI AZALEIA em uma feira do setor. Essa linha se tornou um grande sucesso e rejuvenesceu a marca. Depois de identificar através de pesquisas em desfiles internacionais, nas ruas e vitrines de grandes capitais da moda e no comportamento do consumidor, em 2010 a marca lançou sua maior coleção dos últimos cinco anos, com mais de 500 produtos, inspirada nos metais. Pouco depois introduziu a linha AZALEIA FIT, desenvolvida em couro legítimo e materiais nobres.


Nos últimos anos a marca AZALEIA, que já foi referência em calçados femininos no Brasil nas décadas de 1980 e 1990, acabou ficando perdida dentro do portfólio da Vulcabrás/Azaleia, que havia decidido investir em sua linha de calçados esportivos. Porém, em 2015, a empresa resolveu “resgatar” a marca AZALEIA. A divisão feminina, que ficou durante anos em segundo plano em relação à linha de calçados esportivos Olympikus, voltou a ter estrutura própria. Por trás do investimento estava a ambição de que a fatia da marca no faturamento da empresa subisse de 15% para 50% nos próximos anos. Percebendo que outras marcas conseguiram se estabelecer justamente no nicho que a AZALEIA deixou vago - sapatos de preço competitivo para mulheres - e que era difícil competir com os tênis de marcas estrangeiras, a empresa decidiu reverter a estratégia e voltara investir na AZALEIA. Com isso, em 2016, além dos modelos tradicionais que unem conforto, qualidade e design, a marca apresentou uma novidade, uma linha completa de calçados flatform (salto plataforma reto). Outra estratégia para tornar a AZALEIA mais fashion foi associar a marca á pessoas formadoras de opinião, como por exemplo, a blogueira gaúcha Clau Bartelle, que assinou uma coleção. Atualmente, em todas as coleções, a tecnologia e o conforto trabalham sempre a favor do estilo. Buscando inspiração na beleza, pluralidade e criatividade da brasileira.


A evolução visual 
Ao longo dos anos o logotipo da marca AZALEIA passou por muitas modificações. Até alguns anos atrás, a cor laranja sempre esteve presente em sua identidade visual. Mas isso mudou. No final de 2010 a mudança foi radical: saiu a cor laranja para entrar a dourada, passando uma imagem de sofisticação para a marca; e a palavra Azaléia perdeu o assento agudo, para seguir o Novo Acordo Ortográfico entre os oito países que têm a língua portuguesa como idioma oficial. Mais recentemente o logotipo adotou um novo tom de dourado, mais puxando para o areia.


Os slogans 
Bonito é você gostar de você. (2011) 
Mulher brasileira. A grande inspiração da Azaleia. (2009)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 2 de dezembro de 1958 (empresa) e 1965 (marca) 
● Fundador: Nestor Herculano de Paula, Arnaldo Luiz de Paula, Theno José Berlitz, Nelson e Arlindo Lauck 
● Sede mundial: Jundiaí, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Vulcabrás-azaleia S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Presidente: Pedro Grendene Bartelle Filho 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sapatos femininos, tamancos, botas e sandálias 
● Concorrentes diretos: Grendene, Beira Rio, Grendha, Dakota, Kolosh e Ramarim 
● Ícones: A linha de calçados Anabela 
● Slogan: Bonito é você gostar de você. 
● Website: www.azaleia.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a AZALEIA, uma das marcas líderes no segmento de calçados femininos no Brasil e na América Latina, comercializa seus produtos em aproximadamente 30 países ao redor do mundo, com lojas próprias no Brasil, Peru e Colômbia. Os calçados da marca estão presentes em mais de 14.000 pontos de venda no Brasil. No final de 2015, a empresa vendeu a Azaleia Argentina para a Dass Nordeste. 

Você sabia? 
Ao longo dos anos, uma linha da AZALEIA se tornou extremamente famosa: Anabela, formada por tamancos e sandálias de salto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Veja, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/3/2017

5.5.06

HAVAIANAS


Elas estão nas prateleiras de lojas de departamentos chiques como Saks Fifth Avenue e Bergdorf Goodman, em Nova York, e Galeries Lafayette, em Paris. Ocupam espaço em vitrines da badalada Via Spiga, em Milão, dividindo a cena com marcas famosas como Dior e Prada. Adornam pés de socialites, artistas, modelos e até mesmo de presidentes da república. Ao mesmo tempo são vistas em uma marcha do Movimento Sem-Terra em Brasília, nos pés de milhares de homens, mulheres e crianças. Sem dúvida é a sandália mais democrática que se tem notícia. Assim é HAVAIANAS. Calça “do mais pobre ao mais rico” - como disse o escritor Jorge Amado. O que começou como um produto popular, que já foi considerado “coisa de pobre” no Brasil, virou produto fashion em menos de quatro décadas, e hoje enfeita pezinhos milionários, como das atrizes Julia Roberts e Sandra Bullock, e das modelos Naomi Campbell e Kate Mossvisto. Bonita e confortável, a sandália se transformou em um objeto cult. No exterior, os modelos mais incrementados, feitos sob encomenda, chegam a custar US$ 100. Nada mal para a brasileiríssima HAVAIANAS. 

A história 
Tudo leva a crer que foi a Zori, típica sandália de dedo com tiras de tecido e sola de palha de arroz e usada pelos agricultores japoneses, a real fonte de inspiração para a criação das sandálias HAVAIANAS no dia 8 de junho de 1962 pela empresa Alpargatas São Paulo, fundada em 1907. Por essa razão, a palmilha das HAVAIANAS possui uma textura que reproduz pequenos grãos de arroz, um dos muitos detalhes que a torna inconfundível. Mas a versão nacional trazia um grande diferencial: eram feitas de borracha. Um produto natural, totalmente nacional e que, acima de tudo, garantia um calçado durável e confortável. Devido a sua comodidade, durabilidade e ótimo preço, os brasileiros das classes trabalhadoras se apaixonaram pelos primeiros modelos do tal chinelo, ainda com sola bicolor azul e branca combinando com as tiras azuis. Nascia aí o calçado do povo. Embora o design das sandálias fosse de origem oriental, seu nome foi inspirado no Havaí, o paraíso do sol e do mar, onde ricos e famosos americanos passavam suas férias na década de 1960. Esse nome era considerado ideal, já que a sandália era adequada para o uso em países de clima quente e tropical, pois deixava os pés descobertos, evitando o excesso de transpiração.


A ideia da nova sandália se espalhou feito rastilho de pólvora e, em menos de um ano, a empresa fabricava mais de mil pares por dia. Exatamente dois anos depois de seu lançamento, já fazendo sucesso, a direção da empresa resolveu entrar com pedido de patente de modelo industrial n.5891, sob o título “palmilha com forquilha ornamentada por duas gregas, de direções paralelas, cada uma formada por pequenos frisos em linha quebrada, entrelaçados”. O pedido chegou ao Departamento Nacional da Propriedade Industrial do Ministério da Indústria e do Comércio exatamente no dia 13 de agosto de 1964 e foi concedido dois anos mais tarde. Nesta época, vendedores-viajantes levavam HAVAIANAS para cidades de todo o país dirigindo Volkswagen Kombi. A chegada deles era um acontecimento. Estacionavam em frente às lojas, e todos da cidade corriam para ouvir notícias da cidade grande e comprar seu par de HAVAIANAS, que eram distribuídas em sacos plásticos. O sucesso das sandálias levou ao aparecimento das imitações e com elas “Proteja-se das fajutas. Legítimas, só Havaianas” (como dizia o slogan criado em 1973 pela agência JW Thompson), as únicas que “não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras”. As cópias, de qualidade inferior, eram citadas pelos comerciais da marca como “fajutas”, e o novo termo acabou sendo incluído no Dicionário Aurélio como sinônimo de produto de má qualidade.


Por mero acaso, as HAVAIANAS evoluíram, devido a um lote que deveria ser na tradicional cor azul que em virtude de um problema técnico saiu verde. O que era para ser um desastre se tornou um imenso sucesso e marcou uma nova era para a marca. A nova cor foi tão bem recebida pelo público que a marca começou a produzir os mesmos chinelos com tiras em outras cores, como verde, amarelo, rosa, vermelho e preto. Em 1980, já eram vendidos mais de 80 milhões de pares da sandália por ano. Nesta década, ainda com quatro cores do modelo original, as HAVAIANAS tornavam-se cada vez mais populares entre as classes humildes, e estavam de tal forma enraizadas que chegaram a ser consideradas pelo governo como um “produto de primeira necessidade”, passando inclusive a fazer parte dos itens integrantes da cesta básica, assim como o arroz e o feijão. Foi assim que o governo brasileiro começou a fiscalizar seu preço como fazia com os outros produtos considerados essenciais, mantendo assim, a inflação sob controle. Durante quase trinta anos o consumidor das tradicionais sandálias, vendidas com mais frequência em mercados de bairros, se restringia a uma classe menos favorecida e costumava-se dizer que “Havaianas era chinelo de pobre”. Depois da forte concorrência dos chinelos de PVC, liderados pelo modelo Rider, da Grendene, era preciso adotar um novo posicionamento para alavancar as vendas que estavam em queda e mudar sua imagem na mente dos consumidores brasileiros.


A partir dos anos de 1990, HAVAIANAS não parou mais de inventar moda. Foram criadas novas estampas, cores e modelos – até mesmo para os que mal tinham aprendido a andar, como a HAVAIANAS BABY; ou a HAVAIANAS SURF, com modelos simples de tiras pretas com cores e estampas renovadas e desenhos de manobras, paisagens, tribais e grafismos que refletiam o espírito do surfe. Mas o grande toque de Midas foi o lançamento, em 1994, de uma nova versão: HAVAIANAS TOP, com cores fortes, ligeiramente mais altas no calcanhar do que o modelo original, borracha mais macia e o nome gravado em relevo. O novo modelo, com tiras e solados monocromáticos, foi inspirado na moda inventada pelos surfistas brasileiros que viravam as palmilhas de suas (antigas) HAVAIANAS a fim de deixar a face colorida voltada para cima. O modelo, inicialmente disponível em mais de 15 cores, foi posicionado no mercado como um produto mais caro do que as tradicionais. Impulsionada por maciços investimentos em campanhas publicitárias protagonizadas por artistas e celebridades, transformou-se em objeto de desejo. No primeiro ano foram comercializadas 300 mil unidades das novas sandálias. Nas revistas, a explosão de cores e as imagens divertidas dos anúncios traduziam o alto-astral da marca. Em seguida, a distribuição também passou a ser focada em nichos de mercado. Cada ponto de venda recebia um modelo diferente, de acordo com seu público alvo. Outra mudança foi na exposição do produto nos pontos de venda. Ao invés das grandes cestas com os pares misturados, criou-se um display para valorizar o produto, facilitar a escolha e, claro, impulsionar as vendas. Em 1999, a marca continuou se espalhando pelo mundo. Suas sandálias começaram a ser distribuídas oficialmente na Espanha, Portugal, Itália, França, Inglaterra, Estados Unidos, República Dominicana e Japão. Antes, a marca já era exportada para países vizinhos, como Bolívia e Paraguai, mas como um produto para uso funcional – propósito totalmente oposto à nova estratégia da marca, que buscava apropriar sofisticação às sandálias.


A partir do ano 2000, as sandálias da marca se tornam mania internacional. Estrangeiros compravam no Brasil e levavam para seus países como objetos de desejo ou presentes. Rapidamente as HAVAIANAS viraram assunto nas páginas das grandes revistas e jornais do mundo, e conquistaram algumas das vitrines mais concorridas do planeta. O novo posicionamento também permitiu o desenvolvimento de estratégias mais ousadas, como a parceria feita com a joalheria HStern para lançar seis pares de HAVAIANAS com acabamento em ouro 18K e diamantes. Um deles chegou a ser vendido por R$ 52 mil. Isso gerou uma enorme exposição de mídia espontânea para a marca. O mesmo ocorreu quando a empresa colocou o logotipo de Miró nas sandálias que foram distribuídas em uma festa no consulado espanhol, em 2004.


Continuando a segmentação de mercado, novas versões e muitas cores foram lançadas, além da introdução, em 2005, das HAVAIANAS SOCKS, uma meia que se adaptava ao contorno do dedão do pé, permitindo que ele se encaixasse perfeitamente na sandália (primeiro passo para a extensão da marca para outra categoria de mercado). O produto foi introduzido no mercado com o slogan “Havaianas Socks, para quem é louco por Havaianas”. As novas opções e o posicionamento diferenciado caíram no gosto do povo. E de repente, andar de HAVAIANAS por aí não parecia mais coisa de pobre, mas algo da moda. E assim as sandálias se tornaram objeto de desejo dos brasileiros mais abastados. Em 2006, as sandálias HAVAIANAS foram consideradas o produto brasileiro mais popular fora do país.


Sucessivos ciclos de inovação em estilos e cores, que passaram a ser pesquisados com a ajuda de birôs internacionais, romperam com o velho estigma e valorizaram o produto. A partir de 2008 a empresa iniciou a inauguração de lojas franqueadas das HAVAIANAS, onde era possível encontrar todos os produtos da marca em um só lugar, em um ambiente colorido e moderno com todo o astral que a marca representa. Ao final deste ano a marca já possuía 26 lojas franqueadas, incluindo o conceito de quiosques em grandes centros comerciais de algumas cidades brasileiras.


A expansão da linha de produtos (sandálias, meias e toalhas) teve continuidade nesse mesmo ano, quando no mês de novembro a marca lançou oficialmente no mercado uma linha de bolsas. Foram, inicialmente, oito modelos em cores, tamanhos e formatos diferentes. Tinha a Mega, ideal para quem ama levar todo o armário na bolsa; a Side, inspirada no modelo carteiro; a Tote, espaçosa e com base reforçada; a Zip com vários zíperes e um compartimento coringa para guardar toalhas ou jaquetas; e a Saco com alças iguais as das tiras da sandália - ideal para quem gosta de carregar somente o necessário. Produzidas 100% em algodão possuíam detalhes emborrachados e em metal e a versão estampada trazia um floral composto por pequenas sandálias HAVAIANAS. O charme ficava claro, por conta do chaveirinho em formato da tradicional sandália colorida. As novas bolsas foram comercializadas inicialmente em apenas 60 pontos de venda em todo o país e em um único local no exterior: a sofisticada Galeries Lafayette, em Paris.


Para manter a posição de destaque no mercado, a Alpargatas, detentora da marca, apostou em ampliação constante nas suas linhas e no conceito de brasilidade. A principal extensão no portfólio de HAVAIANAS para além das tradicionais sandálias de borracha ocorreu em 2010 com o lançamento da SOUL COLLECTION, coleção de calçados fechados e tênis (feitos de lona e os tradicionais solados de borracha em seu interior), incluindo as alpargatas, popularmente conhecidas como “as Havaianas cobertas”. A princípio, os produtos foram desenhados para atender o mercado europeu que, por conta do inverno rigoroso, não dava espaço para a venda dos modelos originais durante todo o ano. A internet, no entanto, acabou fazendo com que os itens acabassem ficando conhecidos e caíssem no gosto dos consumidores brasileiros. Além dos calçados fechados, a marca trabalha atualmente com produtos de outras categorias como bolsas, toalhas, chaveiros, capas para celular e mais recentemente lançou uma linha de galochas mais que descoladas.


Ainda em 2010, como parte do plano de consolidação da marca no mercado internacional, a cidade espanhola de Barcelona foi a primeira a receber um espaço exclusivo da HAVAIANAS. Pouco depois, a segunda franquia internacional foi inaugurada na ensolarada Huntington Beach na Califórnia. Além disso, como forma de agradecer a todos os consumidores e a todos os que apoiam a marca ao longo da sua história foi lançada a iniciativa MYOH (abreviação de “Make Your Own Havaianas”). Era uma coleção completa de solas e tiras de diferentes cores em separado que, junto com vários alfinetes e pequenos cristais Swarovski, ofereciam a possibilidade ao consumidor de criar o seu par único e exclusivo de HAVAIANAS, com infinitas possibilidades. Em 2012, um desafio inusitado proposto pela marca resultaria no aparecimento de um novo produto. A marca pretendia alcançar o recorde mundial do maior número de sandálias flutuantes no mar nas praias do litoral australiano. Para isso foram criadas boias infláveis gigantes no formato da tradicional sandália. A campanha foi um estrondoso sucesso e a praia vencedora foi na região Cottesloe, no oeste da Austrália, reunindo mais de 2 mil pessoas deitadas em suas boias. No ano seguinte as boias foram lançadas no mercado brasileiro, disponível em cinco cores (verde limão, azul carbono, salmão, fúcsia e lilás).


Em 2015, ocorreu um fato de extrema importância para o desenvolvimento internacional da marca: a inauguração de uma loja dentro do Disney Springs, centro de compras e entretenimento do complexo Disney na cidade de Orlando, onde é possível encontrar sandálias com temas da Disney ou sem desenhos, de várias cores, para adultos e crianças. Mais recentemente, a marca lançou novos produtos e ingressou em novas categorias, como por exemplo, uma coleção de óculos, que tem tudo a ver com a marca, um produto ligado ao verão e ao calor.


Pouquíssimas marcas no mundo conseguiram se reinventar e conquistar status internacional sem precisar mudar a essência de seu produto por décadas como fez a HAVAIANAS. E hoje em dia, símbolo do alto-astral brasileiro em qualquer parte do mundo, a HAVAIANAS oferece produtos que vão muito além das clássicas sandálias. Somente a linha das sandálias HAVAIANAS cresceu de apenas um modelo até meados da década de 1990 para mais de 400 modelos nos dias atuais, comercializadas em mais de 65 cores e 600 combinações de estampas diferentes.


A linha do tempo 
1995 
Lançamento das HAVAIANAS BABY, sandálias direcionadas para um público infantil, em tamanhos que variam do 17/18 ao 23/24, com feixe para prender ao calcanhar. Possuem as variações Baby Pets (com bichinhos nas tirinhas), Baby Brasil (com estilo idêntico ao modelo adulto) e Baby Estampadas (com estampas coloridas na base). 
Lançamento das HAVAIANAS FLORAL, com flores de hibiscus, a primeira de muitas sandálias estampadas da marca. 
Lançamento das HAVAIANAS FIT, sandálias com solado super macio que acompanham as curvas dos pés e tiras que se ajustam aos calcanhares. 
1998 
Lançamento, para a Copa do Mundo de Futebol de 1998, das HAVAIANAS COPA, sandálias com uma pequena bandeira do Brasil na tira e duas faixas com as cores da bandeira na lateral do solado. Essa sandália rapidamente se tornou objeto de desejo no exterior e motivo de orgulho para os brasileiros. O sucesso mundial das bandeirinhas fez com que a linha fosse rebatizada de HAVAIANAS BRASIL, hoje uma das mais vendidas no mundo. 
Lançamento das HAVAIANAS FASHION, sandálias com o solado mais alto na parte de trás, conferindo um leve salto ao modelo, direcionadas ao público feminino. 
2000 
Lançamento da primeira sandália que brilhava no escuro, tudo para que os brasileiros comemorassem o Réveillon do milênio com uma HAVAIANAS nos pés. 
2001 
Lançamento das HAVAIANAS SPECIAL COLLECTION, sandálias super especiais com detalhes exclusivos como cristais e malhas de metal costuradas à mão por artesãs no Nordeste. 
2002 
Lançamento das HAVAIANAS STYLE, sandálias com a parte frontal ainda mais larga, em um formato mais próximo do quadrado. 
2003 
Lançamento das HAVAIANAS FLASH, que possuíam diferentes formas de tiras e estampas. 
Lançamento das HAVAIANAS HIGH, modelos com saltos de até 6 centímetros disponíveis em diferentes cores e estampas. 
2004 
Lançamento das HAVAIANAS IPÊ, modelos com estampas de animais em extinção feitas em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), onde 7% das vendas líquidas eram destinadas ao instituto, que desenvolve projetos voltados à conservação da Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal. Essa parceria teve início com uma coleção formada por sandálias que ilustravam o peixe-boi, o mico leão de cara-preta e o papagaio de cara-roxa. Já no ano seguinte, houve a renovação da coleção com novas espécies como a arara, o muriqui e a onça. Houve também o lançamento da coleção filhotes para as crianças, devido aos inúmeros pedidos dos consumidores. Até hoje, mais de R$ 3.5 milhões já foram repassados ao instituto. 
2005 
Lançamento das HAVAIANAS CARTUNISTA, sandálias infantis que traziam estampas de cartunistas famosos. 
Lançamento das HAVAIANAS JOY, modelo feminino com salto pequeno de 3 centímetros. Não possuíam estampas nem variação de modelos, apenas de cores. Todas traziam flores delicadas presas às tiras. 
2006 
Lançamento das HAVAIANAS MENINA, uma linha feminina com modelos perfumados, muito cor-de-rosa e estampas de corações, flores e frutas. 
Lançamento das HAVAIANAS MENINO, sandálias com temas de esportes radicais e aventura. 
2007 
Lançamento das HAVAIANAS SLIM, sandálias simples com tiras cinco milímetros mais finas e delicadas e solado baixo e mais estreito. Rapidamente esse modelo caiu no gosto do público feminino e se tornou um ícone da marca. 
Lançamento das HAVAIANAS TRIAL, sandália com tiras fixas e mais largas que contornam o calcanhar garantindo estabilidade aos pés. 
Lançamento das HAVAIANAS WAVE, sandálias masculinas com formato anatômico com a espuma de borracha do solado mais macia e maleável e com tiras bicolores mais largas. 
Lançamento das HAVAIANAS LOGO, sandálias com tiras translúcidas que traziam o logotipo da marca em borracha injetada, em cor contrastante. 
Lançamento das HAVAIANAS 4 NITE, modelo com tiras e estampas fosforescentes. 
2009 
Lançamento de uma edição especial das sandálias com toque retrô e visual sofisticado, uma releitura do modelo tradicional com sola branca e tiras coloridas. As femininas foram criadas na cor nude metalizado, e para os homens a cor eleita foi cinza também metalizado. As sandálias eram entregues dentro de uma caixa, cuja parte interna apresentava a patente da marca e um texto cronológico que contava a sua história. 
Lançamento das HAVAIANAS SLIM ÁFRICA, com estampas tribais e combinações de cores vibrantes. 
Lançamento das HAVAIANAS SLIM WIND, que esbanjava conforto com sua tira tubular. 
Lançamento das HAVAIANAS FUN, criadas para o público adolescente com estampas modernas e divertidas, em opções de tira flúor ou jelly. 
Lançamento das HAVAIANAS SLIM ILLUSION, sandálias femininas super delicadas, psicodélicas e coloridas, que chegaram ao mercado com tiras nas cores neon, flúor e candy combinando com os traços de cores vibrantes pincelados nas solas. 
2010 
Lançamento das HAVAIANAS TEAMS, sandálias que traziam as cores e estampas das 32 seleções que participaram da Copa do Mundo de Futebol da África do Sul. 
Lançamento das HAVAIANAS DIA DOS NAMORADOS, sandálias delicadas e românticas. O novo modelo foi desenvolvido no formato Slim, com tiras douradas e solado estampado com corações vermelhos e dourados. 
2011 
A marca inicia uma parceria com a Disney em modelos exclusivos com os personagens desse mundo mágico. 
2012 
Lançamento de capas de borracha para celulares e tablets em vários formatos e cores que utilizam a textura de arroz presente nas palmilhas das sandálias. Tudo para deixar o aparelho celular com um visual alegre e ao mesmo tempo mais protegido. 
2013 
Lançamento da HAVAIANAS FLAT, nova linha de sandálias feminina com modelos rasteirinhos. As sandálias são mais delicadas, tem o solado mais fino e tiras mais curtas, com uma versão de duas tiras na horizontal (FLAT GUM). 
2014 
Lançamento de uma coleção de roupas femininas e masculinas, com peças que possam ser combinadas com as sandálias e, por isso, a prioridade foi para a moda praia e casual (camisetas, bermudas, vestidos e até biquínis). 
Lançamento da HAVAIANAS POWER, modelo ideal para relaxar os pés antes e depois de praticar esportes. Com design exclusivo e formulação de borracha extra macia, sua sola massageia e relaxa os pés, garantindo um conforto superior. Também possui tiras vazadas, que proporcionam maior respirabilidade para os pés. 
2016 
Lançamento da ALPARGATAS SLIM, modelo exclusivamente feminino que chegou para completar a linha de alpargatas e sneakers da marca. 
Lançamento da ORIGINE SOFT, modelo estilo alpargatas agora na versão em moletom, tecido de malha super macio e confortável, que conquistou status fashion nas passarelas do mundo inteiro de uns anos para cá. 
Lançamento de sua primeira coleção de óculos, produzidos com materiais mais flexíveis para seguir o padrão de maleabilidade da marca. Para isso, foram usados borracha, acetato e poliamida transparente. Inicialmente havia duas versões disponíveis, adulto e júnior. Cada modelo é batizado com os nomes de famosas praias brasileiras: Rio, Paraty, Noronha e Trancoso.


O mundo aos seus pés 
A revolução da marca começou com a criação do departamento de comércio exterior em 1999. Até então, as vendas para o exterior eram esparsas, ou seja, não havia um movimento articulado em direção a esse mercado. A decisão de explorar a marca no exterior deu-se pelo fato de ser um produto tipicamente brasileiro, colorido e sem concorrência interna ou externa. E uma das primeiras medidas para chegar a esses destinos foi reorganizar a rede de distribuidores no mundo todo. Alguns eventos contribuíram para o sucesso da marca no exterior, como quando as brasileiríssimas sandálias chegaram ao mercado francês em 2001 através de uma amostra sobre a América Latina na chique Galeries Lafayette, onde foram vendidos três mil pares de HAVAIANAS. Em 2003, os tradicionais chinelos de borracha desfilaram nos pés de todas as modelos na passarela do estilista Jean-Paul Gaultier. Nada melhor para criar uma boa imagem da sandália e aumentar as vendas. Hoje, é possível esbarrar nas ruas com milhões de franceses usando HAVAIANAS. Esse aumento só foi possível porque a distribuidora francesa trabalhou o conceito da marca. Além do desfile de Gaultier a empresa fez parceria com grandes lojas de departamento, como a Galeries Lafayette, Printemps e o Le Bon Marché, que passaram a comercializar as sandálias.


Outro evento importante para divulgação da marca no exterior ocorreu em 2003 quando foram distribuídas sandálias HAVAIANAS aos indicados ao Oscar. Dois meses antes da cerimônia a empresa desenvolveu um modelo sofisticado, decorado com cristais austríacos Swarovski e guardado em caixas especiais com o nome dos atores imitando os símbolos estampados na calçada da fama de Hollywood. Paralelamente, a fábrica entrou em contato com os agentes das 61 celebridades indicadas ao prêmio - entre elas, Jack Nicholson, Nicole Kidman e Renée Zellweger - para saber que número elas calçavam. No dia seguinte à premiação, todos receberam sua sandália. Afinal, depois de horas sobre saltos e sapatos apertados no tapete vermelho, nada melhor do que pisar em uma HAVAIANAS. Iniciativas como essa ajudaram a empresas a vender 1 milhão de pares de HAVAIANAS aos varejistas americanos neste ano. Nos últimos anos, a receita gerada pela exportação do produto praticamente quadruplicou. Estados Unidos, França e Austrália são os maiores mercados da marca no exterior. Em acelerado ritmo de expansão internacional a marca passou a atuar diretamente na Europa em 2008.


Outro fator importante para consolidação da marca no mundo ocorreu quando grifes de renome internacional ofereceram a sua própria visão de HAVAIANAS através de edições limitadas: a grife francesa Céline (2004), HStern (2010), Paul&Joe (2010) e Missoni (2011 e 2012). Além disso, considerada como “a sandália de quem tem muito dinheiro e nada para provar”, a comunicação criada para veiculação da marca no exterior utiliza linguagem que sustenta tal fato, como por exemplo, “Somente o Titanic tinha tantos milionários em cima”. Em pouco mais de uma década, devido a todas essas ações, as tradicionais sandálias HAVAIANAS saíram das praias brasileiras e foram parar em mais de 100 países e nos pés de celebridades como Angelina Jolie, Brad Pitt, Britney Spears, Kate Hudson e até da princesa Stéphanie de Mônaco.


A loja conceito 
A primeira loja-conceito da marca no mundo, batizada de ESPAÇO HAVAIANAS, foi inaugurada no dia 23 de janeiro de 2009, na badalada Rua Oscar Freire, no bairro dos Jardins em São Paulo. A loja reunia tudo o que os apaixonados por HAVAIANAS sempre sonharam: linha completa de sandálias, produtos exclusivos para o mercado internacional, customização e novos produtos. Com 300 m² o luxuoso endereço, assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, é decorado com mosaico de claraboias no teto e paisagismo lateral (com palmeiras e pitangueiras), passando a impressão de se estar literalmente em uma praça, inclusive com barraca de feira, que remete à origem dos chinelos. Além disso, os bancos de tronco de madeira pequiá e o piso de pedra Goiás tornam o ambiente bem despojado. O sistema de luz, som (há setenta caixas acústicas escondidas no jardim e nas prateleiras) e vídeo é acionado por uma rede de computadores.


Os produtos para exportação ficam expostos em um contêiner. Amplo e contemporâneo, o espaço reúne todas as principais linhas da marca divididas por setores, com destaques para dois: Barraca de Feira, em homenagem à origem popular das HAVAIANAS, expondo os modelos mais tradicionais como se fossem frutas da estação; e Customização, com as inúmeras possibilidades de combinações entre solas, tiras e pins. Existe ainda um corner com as opções infantis, expostas em um display em formato de quebra-cabeça. O visitante pode encontrar toda a linha das sandálias (são mais de 400 modelos, inclusive, os destinados apenas à exportação), desde a mais simples até uma customizada com cristais Swarovski. Além da coleção de bolsas e também toalhas, chaveiros, pins, capas de celulares, meias, roupas e calçados. O visitante pode também conhecer a história e evolução da marca em um cubo vidro (onde repousa o primeiro modelo da sandália criado em 1962), ou nas paredes, onde frases e informações explicam a trajetória e o desenvolvimento da marca ao longo dos seus mais de 50 anos de existência. O visitante pode inclusive customizar as sandálias. Há uma tela no balcão, onde o produto criado é fotografado e assinado, depois é arquivado em uma biblioteca virtual.


A cinquentona 
Em 2012, para celebrar o seu 50º aniversário, a HAVAIANAS lançou uma edição limitada de sandálias, inspiradas na virada da marca, ocorrida nos anos de 1990, quando as pessoas tiveram a ideia de virar a sola das HAVAIANAS para cima, criando a sandália de uma cor só. Uma edição de 50 mil pares da nova sandália foi vendida no Brasil, Estados Unidos, Europa e em outros países. O modelo comemorativo na verdade era dois: um que lembrava aquele originalmente lançado em 1962, de solado branco e tira colorida; e o de uma cor só, simulando aqueles de solado virado. E para celebrar este momento tão importante para a marca, 100% da receita líquida da venda dos produtos foi revertida ao projeto Selo Unicef, iniciativa do fundo voltada aos municípios brasileiros para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes.


Campanhas que fizeram história 
A qualidade do produto, a estratégia de marketing e as campanhas publicitárias baseadas em depoimentos de gente famosa usando as tradicionais sandálias, trouxeram vida para a marca, ainda que ela dispensasse maiores apresentações. Quem primeiro apresentou o produto, no início da década de 1970, foi o saudoso humorista Chico Anysio com o slogan “Não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras”. Na década de 1990, ele voltou em um dos anúncios do lançamento das HAVAIANAS TOP proclamando “Isso é amor antigo”. A simbiose entre o produto e o artista foi tão grande que houve tempo em que se acreditava ser ele o dono da marca. Saiu Chico Anysio e entrou Thereza Collor. “Todo mundo usa Havaianas” era o tema da campanha que foi ao ar logo depois com o ator Luis Fernando Guimarães. Ele flagrava personalidades como Vera Fisher, Malu Mader, Maurício Mattar e o jogador Bebeto usando as sandálias.


Na televisão, a popularidade de Carolina Ferraz caiu ao tirar suas HAVAIANAS. Cristiana Oliveira ia tirando as peças de sua indumentária para descobrir o responsável pelos miligramas a mais que a balança quebrada não acusava. Em outro filme uma fã quase descobre Fábio Assunção disfarçado na praia através de suas sandálias. Pouco depois um garoto beijava as sandálias de Rodrigo Santoro pensando serem de Luana Piovani; outro pedia as HAVAIANAS da Deborah Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Raí, Popó, Luma de Oliveira, Hortência, Reinaldo Gianechini, Luiza Brunet e Cauã Raymond também apareceram nas telinhas em divertidas situações relacionadas à marca. Mais recentemente, celebridades como a cantora Sandy e até o ex-jogador Biro-Biro estrearam campanhas da marca. Atrizes, atletas, apresentadores de programas televisivos, modelos, entre outras figuras conhecidas do grande público já representaram a HAVAIANAS, de forma a catalisar a mensagem de que “todo mundo usa”, elevando a fama do chinelo a nível internacional e conquistando renomadas publicações de moda. Uma coisa é certa: objeto de desejo, as HAVAIANAS têm glamour, personalidade e estilo. Básicas, irresistíveis, imprescindíveis, elas serão eternas enquanto durarem. Suas famosas campanhas publicitárias impressas também são cheias de humor, cores e uma linha alegre criativa.


Em 2016, a marca que se transformou em uma espécie de símbolo de produto Made in Brazil, lançou a sua primeira campanha global com o slogan “Original do Brasil desde 1962”, reforçando a história da marca e sua forte relação com os brasileiros.


O logotipo 
A identidade visual da marca HAVAIANAS pode ser aplicada de três maneiras diferentes, como mostra a imagem abaixo.


Os slogans 
Original do Brasil desde 1962. (2016) 
Havaianas, todo mundo usa. (1994) 
Legítimas só Havaianas. 
As legítimas, recuse imitação. 
A grande sandália. (década de 1970) 
Havaianas, As Legítimas. (1973) 
Diga-me com quem andas. (década de 1970) 
Não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras. (década de 1970) 
Havaianas, o andar mais confortável do mundo. (década de 1960)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 8 de junho de 1962 
● Criador: São Paulo Alpargatas S.A. 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Alpargatas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Márcio Luiz Simões Utsch 
● Faturamento: R$ 2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Valor da marca: R$ 607 milhões (2016) 
● Loja: 550 
● Presença global: 117 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Brasil, Estados Unidos, França e Austrália 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Sandálias, calçados, meias e bolsas 
● Concorrentes diretos: Ipanema, Dupé, Rider, Amazonas Sandals, Indaiá e Usaflex 
● Ícones: As próprias sandálias 
● Slogan: Original do Brasil desde 1962. 
● Website: www.havaianas.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca HAVAIANAS está avaliada em R$ 607 milhões, ocupando a posição de número 17 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil. 

A marca no mundo 
Hoje em dia a marca possui participação de 85% no mercado brasileiro de sandálias de borracha (já entre sandálias no geral, tem uma fatia de aproximadamente 50%), comercializa mais de 210 milhões de pares das famosas sandálias, das quais mais de 20% exportados para mais de 110 países dos cinco continentes (da França ao Japão, de Honduras ao Congo), podendo ser encontrada em mais de 150 mil pontos de venda somente no Brasil. A marca mantém 550 lojas próprias pelo mundo, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Orlando, Madri, Barcelona, Valência, Roma, Paris e Londres. Com mais de 10 mil pontos de venda no exterior, as exportações chegam a 30 milhões de pares. Atualmente a HAVAIANAS é a 4ª marca mais lembrada da América Latina, representando quase 50% do faturamento (R$ 4 bilhões em 2016) da Alpargatas. A cada três brasileiros, dois em média consomem um par de HAVAIANAS por ano. Sua linha de produtos inclui, além dos chinelos de borracha, bolsas de lona, toalhas de algodão, chaveiros, pingentes e capas para celulares, meias, óculos, calçados casuais, tênis, alpargatas e até galochas. 

Você sabia? 
Somente na fábrica de Campina Grande (Paraíba) são produzidos mais de seis pares de sandálias HAVAIANAS por segundo. Desde seu lançamento as sandálias já venderam 3.9 bilhões de pares. 
No exterior a sandália é chamada de FLIP FLOP HAVAIANAS
As HAVAIANAS foram comparadas pelo jornal americano The Wall Street Journal e pela revista inglesa The Independent Review ao Boeing e ao VW Fusca, produtos que reinventaram suas categorias de mercado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e Veja), jornais (Valor Econômico, O Globo, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 4/4/2017