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23.1.17

KONE


O principal objetivo da finlandesa KONE é oferecer soluções inteligentes e eco-eficientes para melhorar a experiência de circulação de pessoas em grandes edificações de uma forma suave, confortável, segura e com reduzido tempo de espera. Ajudar um número crescente de pessoas a viver, trabalhar e viajar convenientemente e com segurança em um mundo cada vez mais urbanizado é o que a KONE faz. 

A história 
As raízes da KONE remontam ao dia 27 de outubro de 1910 e à fundação da Osakeyhtiö KONE Aktiebolag, uma pequena oficina de reparações elétricas na cidade de Helsinki como filial da empresa russa Gottfr. Strömberg Oy. Inicialmente a oficina reformava e vendia motores usados da Strömberg sob o nome KONE. Em finlandês a palavra “kone” significa “máquina”. Também importava e instalava elevadores da empresa sueca Graham Brothers. Em 1914, quando a Primeira Guerra Mundial atingiu a Europa, a Finlândia ainda era parte do Império Russo. Por isso, durante o conflito a empresa produziu mais de 10 milhões de escudos de bronze e balas para o exército russo. O primeiro elevador feito com componentes produzidos pela KONE foi instalado em uma área de Helsinki em 1918, mesmo ano em que a marca lançou seu primeiro anúncio publicitário. Após o conflito a demanda por elevadores era baixa e a KONE produzia 4 elevadores anualmente, número que cresceu para 100 em 1924.


Ainda em 1924, com o pedido de falência da empresa Strömberg, proprietária da KONE, o empresário Harald Herlin notou que a subsidiária finlandesa era rentável e comprou-a, transformando-a em uma empresa independente. Durante essa década os negócios da empresa cresceram e, em 1927, consolidou suas operações em uma antiga fábrica de margarina. A produção saltou para 200 elevadores por ano. A KONE dominou o mercado de elevadores finlandês no início da década de 1930, mas ele era pequeno. A Grande Depressão Econômica fez com que as vendas despencassem para níveis do início da década anterior. Com isso, em 1933, a empresa iniciou a produção de guindastes industriais para compensar as fracas vendas de elevadores. Apesar disso, em 1939 a KONE comemorou a produção de seu elevador de número 3.000. Durante a Segunda Guerra Mundial, a maior parte de sua capacidade produtiva foi convertida e redirecionada para servir aos esforços de defesa da Finlândia, fabricando geradores, mas mantendo, de forma tímida, a fabricação de elevadores e guindastes.


Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, o acordo de paz estipulou que a Finlândia pagasse reparos de guerra para a União Soviética sob a forma de bens de capital. Com isso, entre 1945 e 1952, a KONE enviou 108 elevadores, 202 guindastes industriais e 265 motores elétricos para a União Soviética, tudo pago pelo governo da Finlândia. A indústria de construção da Finlândia começou a se recuperar dos efeitos da guerra somente no início da década de 1950. Com isso, complexos habitacionais, centros comerciais, hospitais e edifícios de escritórios finalmente começaram a surgir. A KONE se aproveitou deste bom momento para desenvolver controles sofisticados de acessos e portas automáticas para seus elevadores. Em 1967 a empresa inaugurou sua nova fábrica de elevadores, cuja capacidade era de 2.000 unidades por ano, o dobro do tamanho de todo mercado de elevadores da Finlândia. No ano seguinte, com a aquisição da fabricante de elevadores ASEA, a KONE se tornou líder de mercado no norte da Europa. Depois de mais algumas aquisições, seis anos mais tarde, a KONE já possuía operações de vendas e serviços em nove países.


Em 1974, a KONE deu um grande salto com a aquisição da divisão europeia de elevadores da Westinghouse, então líder de mercado na França e Bélgica. Com isso a empresa finlandesa também herdou a experiência em elevadores para arranha-céus, coisa que carecia. Pouco depois, no verão de 1976, inaugurou um novo laboratório de testes no topo da sua torre de 68 metros de altura em Hyvinkää, na Finlândia. Isto permitiu o teste de velocidade de elevador de até 7 metros por segundo. Finalmente no ano seguinte a KONE iniciou a produção de escadas rolantes. Durante a década de 1980 a empresa se tornou um enorme conglomerado com presença em diversos mercados geográficos mundiais. Fabricava elevadores, escadas rolantes e guindastes, oferecia tecnologia médica e manipulação para a indústria de papel e celulose, sistemas de encanamentos hidráulicos de alta pressão e até soluções de acesso de carga a bordo. Neste período, elevadores e escadas rolantes da KONE foram instalados em alguns dos edifícios mais emblemáticos da época, como a Ópera da Bastilha, em Paris, e o novo edifício do Ministério do Interior da Arábia Saudita. Outro fato marcante desta década aconteceu em 1981 com a aquisição da Armor Elevator Co., ingressando assim oficialmente no mercado americano. Ao final desta década, a KONE já era uma das três maiores fabricante de elevadores, escadas rolantes e guindastes do mundo.


Em meados da década de 1990, a KONE resolveu se focar na produção de elevadores e escadas rolantes, vendendo assim todas as suas outras divisões. Em 1994 adquiriu a quarta maior fabricante de elevador dos Estados Unidos, a Montgomery Elevator Company, fortalecendo ainda mais sua presença nesse enorme mercado. Além disso, nos anos seguintes ingressou na China e expandiu suas operações na Índia. Em apenas alguns anos, a KONE tinha trocado a diversidade de produtos para a cobertura geográfica ampliada em seu core business: elevadores e escadas rolantes. E também investiu em tecnologia, como por exemplo, em 1996 quando lançou o KONE MonoSpace®, primeiro elevador com menos espaço para sala de máquinas do mundo, que revolucionou a indústria. O investimento em tecnologia e pesquisa continuou em 1998 com a inauguração de uma nova e moderna torre de testes em Lohja, na Finlândia. Pela primeira vez, era possível testar distâncias superiores a 200 metros antes da instalação do elevador.


Em 2001 a empresa introduziu o JumpLift®, um elevador de construção com uma sala de máquinas temporária que pode ser movida para cima à medida que a construção avança, o que permitia um processo de construção rápida e segura em todas as condições meteorológicas. No ano seguinte, a empresa expandiu suas operações em importantes mercados de rápido crescimento, como por exemplo, China, Índia, Rússia e Oriente Médio. Em 2007 a KONE deixou oficialmente de fabricar elevadores hidráulicos. Mais recentemente, em 2014, a empresa adquiriu a divisão de elevadores e escadas rolantes da Marryat & Scott (Quênia) juntamente com seus distribuidores autorizados na África Oriental e Central.


Atualmente a linha de produtos da marca é variada, como por exemplo, elevadores de tração econológicos (sem uso de óleo), projetados para edifícios de escritórios; elevadores de alto desempenho utilizados em arranha-céus com mais de 100 andares de altura; ou escadas rolantes projetadas para uso interno ou externo em aeroportos, estádios, metrôs e shopping centers. Entre as principais tecnologias oferecidas pela empresa finlandesa estão: KONE UltraRope™, introduzida em 2013 e que estabelece um novo padrão para os edifícios de grande altitude, oferecendo eco-eficiência, fiabilidade e durabilidade, além de melhorar o desempenho do elevador; KONE MiniSpace™, um elevador com pequena sala de máquina, sendo solução ideal para arranha-céus mais exigentes, pois são alimentados pela máquina de elevação KONE EcoDisc®, que oferece eficiência energética, conforto de percurso e um design de interiores premiado; a esteira rolante KONE InnoTrack™, que capacita as pessoas se moverem rapidamente e sem problemas em longas distâncias, além de serem fáceis de instalar, sem fazer mudanças nas estruturas de piso, e cujo design modular significa que pode facilmente mudar a sua extensão ou localização; o motor de elevação KONE EcoDisc™, cujo sistema inovador de enrolamento em cobre reduz a quantidade de energia perdida em forma de calor, tornando os elevadores muito eficientes em termos energéticos; e o Sistema de controle de destino KONE Polaris™, que aumenta a capacidade de manuseamento do elevador, melhora o conforto dos passageiros e reduz os tempos de espera.


Hoje em dia as soluções de locomoção da KONE estão instaladas em construções emblemáticas como o estádio Lucas Oil em Indianápolis (servindo 70.000 mil pessoas com 14 escadas rolantes, 9 elevadores, 2 elevadores hidráulicos e o sistema de monitoramento KONE E-Link™), o Madison Square Garden em Nova York (48 escadas rolantes, 5 elevadores hidráulicos e 12 elevadores modernizados), o navio Celebrity Eclipse (8 elevadores de passageiros panorâmicos, 4 elevadores de passageiros, 9 elevadores de serviço e 1 elevador de plataforma de fácil acesso) e a Torre Doha (17 elevadores, 3 elevadores especiais, 1 elevador de carga, 5 elevadores hidráulicos e o sistema de controle de destino KONE Polaris™).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por acentuadas modificações ao longo dos anos. O logotipo original surgiu em 1910 com um design simples, que refletia as raízes modestas da empresa como uma oficina de reparação de motores elétricos. A palavra “osakeyhtiö” abaixo do nome significa “corporação” em finlandês. A primeira modificação ocorreu no ano de 1948 quando foram adicionadas roldanas no logotipo, para representar o foco de negócios em elevadores e guindastes industriais. Em 1967, um novo logotipo foi adotado para representar as ambições internacionais da empresa. Com isso, a identidade visual ganhou uma nova tipografia de letra, com o nome da marca escrito em quatro blocos paralelos azuis. Finalmente em 1990 o logotipo atual foi adotado. As letras dentro dos blocos azuis foram atualizadas com uma tipografia simples e o azul ganhou uma nova tonalidade.


Dados corporativos 
● Origem: Finlândia 
● Fundação: 27 de outubro de 1910 
● Fundador: Gottfr. Strömberg Oy 
● Sede mundial: Helsinki, Finlândia 
● Proprietário da marca: Kone Oyj 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Antti Herlin 
● CEO & Presidente: Henrik Ehrnrooth 
● Faturamento: €8.64 bilhões (2015) 
● Lucro: €1.24 bilhões (2015) 
● Valor de mercado: €22.7 bilhões (janeiro/2017) 
● Fábricas:
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 50.000 
● Segmento: Sistemas de transporte verticais 
● Principais produtos: Elevadores, escadas e esteiras rolantes 
● Concorrentes diretos: Otis, Schindler, Thyssenkrupp, ABB, Fujitec, Hitachi, Mitsubishi e Hyundai 
● Ícones: A cor azul-clara 
● Slogan: Dedicated To People Flow. 
● Website: www.kone.com 

A marca no mundo 
A KONE comercializa sua linha de produtos, que engloba elevadores, escadas e esteiras rolantes, portões e portas automáticas, motores elétricos e sistemas de controle de fluxo de pessoas, em mais de 80 países (sendo 60 deles com presença física). Com mais de 400 mil clientes e 1.1 milhões de equipamentos em operação (dos quais mais de 520 mil elevadores), a KONE, quarta maior fabricante de elevadores e escadas rolantes do mundo, faturou €8.64 bilhões em 2015. A empresa fabrica e instala mais de 50.000 elevadores e escadas rolantes por ano. A KONE possui 9 centros de Pesquisa e Desenvolvimento (em países como Finlândia, Alemanha, Índia, Itália, China, México e Estados Unidos), responsáveis por mais de 3.000 patentes no setor, além de sete unidades fabris e uma rede de distribuidores autorizados. 

Você sabia? 
A família Herlin, uma das mais ricas da Finlândia, é a maior acionista da empresa com aproximadamente 22% das ações. 
A revista Forbes elegeu a KONE como uma das empresas mais inovadoras do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 23/1/2017

16.11.10

ALSTOM

A ALSTOM é poderosa. Isto pode ser medido pelas relações estreitas, e muitas vezes perigosas, com os principais governos das nações mais ricas e desenvolvidas do mundo. Mas, o poder da empresa francesa pode ser mesmo medido quando milhões de pessoas no mundo se movimentam pelas cidades de forma ordenada ou recebem iluminação em suas casas. A ALSTOM, definitivamente, é um gigante de proporções devastadoras para qualquer economia mundial.
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A história
Tudco começou no período após a Primeira Guerra Mundial, quando a eletricidade começava a ganhar impulso. As origens da ALSTOM datam exatamente desta época, quando em 1928 a empresa foi originalmente constituída com a denominação Compagnie Générale d’Electricité’s Alsthom, resultado da fusão de três companhias: Société Alsacienne de Constructions Mécaniques (fundada em 1826 e tradicional produtora de máquinas têxteis, máquinas gráficas de papel e tecidos, motores diesel, caldeiras, geradores e até cabos de comunicação), Compagnie Générale d'Electricité (CGE) e Compagnie Francaise Thomson-Houston. O nome da nova empresa, que iria atuar na área de energia, foi derivado da região onde foi fundada (Alsácia, leste da França) e do engenheiro elétrico britânico Elihu Thomson, fundador de uma das empresas que se fundiram. Era a simples contração de ALSácia-THOMson. A primeira fábrica da empresa estava localizada em Belfort. Pouco depois, em 1932, a empresa adquiriu a Constructions Electriques de France, fabricante de locomotivas elétricas, assim como equipamentos hidráulicos e elétricos. Foi a partir deste momento que o transporte passou a fazer parte dos negócios da empresa.
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Nas próximas décadas a empresa se desenvolveu muito no mercado francês. Em 1975, forneceu as primeiras peças fixas da estrutura para o desvio do Rio Paraná no projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Desde essa época, forneceu para a usina: gerador, regulador de tensão, turbina, sistemas auxiliares do gerador de proteção, de monitoramento, auxiliares da turbina, regulador de velocidade, e Sistema Digital de Supervisão e Controle. Em 1976, aconteceu a fusão da empresa com Chantiers de l’Atlantique, que agregou ao portfólio os produtos marítimos. No final desta década, em 1978, a empresa entregou o primeiro TGV (trem de alta velocidade) para a SNCF, uma companhia estatal francesa de trens. Em 1986, a fábrica de belfort recebeu a encomenda para a fabricação da maior turbina a gás do mundo. Três anos mais tarde uma nova fusão com a britânica GEC (The General Electric Company) deu origem a GEC Alsthom. Desse momento em diante a empresa iria iniciar uma enorme expansão internacional, já que o mercado francês não era suficiente para seus ambiciosos planos. Em 1998, a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores de Paris e adotou oficialmente o nome de ALSTOM, sem a letra H.
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A partir de 2001 a ALSTOM ingressou em uma crise profunda, devido a problemas em turbinas desenvolvidas na virada do século e fracassos de sua divisão naval (apesar de deconstruir o Queen Mary 2, então maior transatlântico do mundo), que seria vendida em 2006. Os problemas financeiros devido aos reparos das turbinas GT24 e GT26 quase levaram a empresa a falência. O resultado da crise foi refletido no mercado financeiro: em 12 de março de 2003, as ações da empresa eram cotadas a apenas €1.36. E foi preciso uma enorme ajuda financeira do governo francês para que a ALSTOM fosse capaz de se recuperar. Apesar de nos anos seguintes a ALSTOM ter voltado a dar lucro, aumentado consideravelmente seu faturamento, e adquirido empresas importantes (como as atividades de alta tensão do grupo RITZ, trazendo expertise no campo dos transformadores de alta tensão), a multinacional francesa esteve envolvida em vários escândalos. A empresa é investigada na Suíça, na França e no Brasil, pela suspeita de ter pago suborno a políticos de São Paulo, durante o governo Geraldo Alckmin, em troca de favorecimentos em encomendas públicas, da CPTM (trens) e do Metrô de São Paulo, em um escândalo que ficou conhecido como “Escândalo do caso Alstom”. Segundo matéria do jornal The Wall Street Journal, a ALSTOM teria paga US$ 6.8 milhões de propina para obter um contrato com o Metrô de São Paulo.
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Apesar disso, seu poder parece inabalável: entre os metrôs que possuem seus equipamentos em operação estão o de Londres, Paris, Nova York e Cingapura, além do trem-bala Eurostar, que passa por baixo do Canal da Mancha e liga Inglaterra e França. No Brasil, é líder no fornecimento de equipamentos e serviços para usinas hidrelétricas e térmicas, respondendo por mais de 60% da capacidade instalada. Entre as usinas que possui equipamentos da empresa estão Itaipu e Tucuruí. No setor de transporte participa, entre outros, dos metrôs de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
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Em 2007, um trem de alta velocidade desenvolvido pela empresa bateu o recorde de velocidade, atingindo 574 km/h em uma viagem que reuniu ministros franceses, chefes de Estado e jornalistas. Recentemente, em fevereiro de 2008, a empresa apresentou o AGV (Automotrice Grande Vitesse), sua nova e moderna geração de trens de altíssima velocidade, capaz de operar a uma velocidade comercial de 360 km/h e com um consumo de energia 20% menor. Além disso, a empresa francesa aposta muito no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), uma espécie de metrô aberto. Isto porque, o VLT é uma nova solução de transportes sustentável por utilizar energia limpa e por sua capacidade de transporte, sendo considerado uma solução ultra moderna contra a poluição e o congestionamento no centro de grandes cidades. VLT tem capacidade para transportar mais de 400 passageiros por viagem, o mesmo que 100 carros ou 6 ônibus. Pode ainda contar com uma tecnologia de ponta com alimentação de energia pelo solo sem o uso de catenárias – o que preserva centros históricos. Hoje, mais de 1.100 VLT da ALSTOM estão em operação em 29 cidades como Paris, Dublin, Nice, Bordeaux, Lyon, Roterdã, Madri, Melbourne, Jerusalém, Istambul e Dubai.
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A evolução visual
A identidade visual da empresa mudou inúmeras vezes no decorrer de sua história, principalmente resultado da várias fusões que ocorreram. O primeiro logotipo, quando ainda o nome era escrito ALSTHOM, possuía um ponto separando as sílabas ALS e THOM. Este ponto seria removido dois anos mais tarde. Somente em 1998 o nome passou a ser ALSTOM sem a letra H e a empresa adotou a identidade visual atual.
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Os slogans
We are shaping the future.
More and more people need Alstom.
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Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1928
● Fundador: Fusão de três empresas
● Sede mundial: Levallois Perret, França
● Proprietário da marca:
Alstom S.A.
● Capital aberto: Sim (1998)
● Chairman & CEO: Patrick Kron
● Faturamento: €19.7 bilhões (2009)
● Lucro: €1.21 bilhões (2009)
● Valor de mercado: €9.9 bilhões (novembro/2010)
● Presença global: 70 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 96.500
● Segmento:
Infraestrutura de energia e transporte
● Principais produtos: Composições de metro, trem e VLT, turbinas e geradores
● Slogan: We are shaping the future.
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A marca no Brasil
A ALSTOM iniciou sua atuação no país em 1985 através da aquisição da Mecânica Pesada S.A, empresa fundada em 1955. Pouco depois, em 1989, as empresas MASA e Balteau são incorporadas. Em 1995, iniciou atividades no setor de sinalização ferroviária, com a compra de 60% das ações da CMW Equipamentos S.A, que seria adquirida definitivamente dois anos depois. Em 1999 ingressou no segmento de equipamentos elétricos de alta tensão. A partir do novo milênio a ALSTOM, através de aquisições, expandiu seus setores de Transmissão & Distribuição e Energia. Em 2005 inaugurou uma nova fábrica em Minas Gerais. A inauguração da unidade de painéis eletrônicos marcou o ingresso da empresa em uma nova atividade, a fim de melhor atender os mercados de Power Conversion: siderurgia, mineração e petróleo e gás. Pouco depois, em 2007, inaugurou a unidade Bandeirantes, um novo complexo para integrar os setores de energia e transporte. Hoje em dia, embalada pelas obras do PAC nas áreas de transporte e energia, a filial brasileira deve crescer muito, se consolidando como uma das seis maiores subsidiárias do grupo no mundo.
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Atualmente, os mais de 4 mil funcionários no Brasil estão divididos entre a unidade Bandeirantes, na capital paulista, onde concentra profissionais dedicados ao desenvolvimento de projetos e soluções e áreas administrativas; a fábrica de trens, localizada no bairro da Lapa, também em São Paulo; a fábrica de equipamentos para energia hidrelétrica em Taubaté, interior do Estado de São Paulo, além de funcionários que trabalham em instalações de clientes por todo o país. E foi graças a essas fábricas que a empresa conseguiu exportar vagões para o metrô de Nova York e turbinas para o complexo hidrelétrico de Três Gargantas, na China. Nos últimos cinco anos, a ALSTOM produziu no Brasil mais de 400 carros de metrô.
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A marca no mundo
Hoje em dia a ALSTOM, uma das principais empresas mundiais na área de infraestrutura de energia e transporte, está presente em mais de 70 países. A empresa francesa atua primariamente em dois segmentos: ALSTOM TRANSPORT (indústria de materiais ferroviários), como por exemplo, composições de alta velocidade, trens urbanos, metros, e veículos lives sobre trilhos; e ALSTOM POWER (produção de energia), que atua na construção de usinas, equipamentos como turbinas e geradores, além da prestação de serviços. Dentro de seus ramos de atuação, a ALSTOM é líder mundial em plantas energéticas, produção de turbinas, serviços de geração de energia, sistemas de controle de qualidade de ar, trens de alta velocidade (domina o mercado global com 75% de participação) e trens urbanos. No dia 7 de junho de 2010, foi formada uma terceira divisão de negócio da empresa, batizada de ALSTOM GRID, resultado da aquisição da atividade de Transmissão da Areva T&D, estando entre os três maiores grupos especializados em transmissão de energia elétrica. Esta aquisição, no valor de €2.3 bilhões, dá uma nova dimensão ao Grupo, que passa a ter, com suas três atividades, um faturamento superior a €23 bilhões e empregar mais de 96.000 pessoas.
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Você sabia?
Nos últimos 25 anos trens de alta velocidade da empresa transportaram mais de 1.5 bilhões de passageiros sem registrar qualquer acidente fatal.
Aproximadamente 25% de toda energia gerada no mundo passa por equipamentos da ALSTOM.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 16/11/2010

27.7.06

HITACHI


A japonesa HITACHI desenvolve soluções integradas pensando nos principais desafios que a sociedade enfrenta diariamente. Consciente de que o mundo necessita cada vez mais de infraestruturas inteligentes e eficientes, o foco atual da empresa é a Inovação Social, ou seja, soluções feitas para apoiar a sociedade em diversos segmentos e possibilitar um futuro repleto de sorrisos para as gerações que estão por vir. Esta é a especialidade da HITACHI: acompanhar o desenvolvimento local com soluções globais em tecnologia e produtos voltados ao bem-estar e ao desenvolvimento. 

A história 
Tudo começou no ano de 1910 quando o engenheiro elétrico Namihei Odaira (imagem abaixo) abriu uma pequena oficina de reparos de motores elétricos na província de Ibaraki, em uma cidade batizada, não por acaso, com o nome da companhia: HITACHI. Não demorou muito para a modesta oficina começar a fabricar seus primeiros produtos: motores elétricos de indução com potência de cinco cavalos do Japão. No ano seguinte, a empresa já fabricava também transformadores. Em 1914, a empresa ampliou sua linha de produtos com a produção de amperímetros e voltímetros de corrente alternada. Pouco depois, em 1916, a empresa desenvolveu uma turbina a água de 10.000 HP e no ano seguinte, passou a fabricar também ventiladores elétricos. A partir deste momento, a empresa sempre agiu a partir de uma filosofia empresarial de contribuir para a sociedade por meio da tecnologia. A década de 1920 foi um período marcante para a empresa: em 1924, decidiu fabricar produtos mais pesados como locomotivas elétricas de grande porte e, em 1927, iniciou a fabricação de geladeiras.


Na década seguinte a HITACHI começou sua expansão internacional e aumentou ainda mais sua linha de produtos com a fabricação de pilhas eletrolíticas hidráulicas (1931), elevadores e da primeira geladeira elétrica da marca (1932). A empresa detectou, em 1940, a grande oportunidade de atuar em um mercado até então desconhecido e iniciou suas atividades no Brasil com o fornecimento de bombas para usinas hidrelétricas. Esta era uma das primeiras operações da HITACHI fora do Japão. Hoje, são 13 empresas do conglomerado no país empregando mais de 1.400 funcionários em 5 plantas de manufatura, que também abriga, a partir de abril de 2014, a matriz regional para a América do Sul, a Hitachi South America. Ainda em 1940 a empresa foi responsável por concluir uma central automática com 5.000 linhas. Durante a Segunda Guerra Mundial a HITACHI voltou boa parte de sua produção para a fabricação de geradores para aviões de combate. Com o fim do conflito mundial, em 1948 a empresa iniciou a produção de ferramentas elétricas como furadeiras. No ano seguinte, a HITACHI completou a construção de sua primeira escavadeira, ingressando assim em um novo segmento de mercado. Em 1951, construiu a turbina aquática Kaplan de 6.500 kW e um gerador de 7.000 kVA (primeiro do tipo guarda-chuva fabricado no Japão) e, em 1953, apresentou a turbina resfriada a hidrogênio. Pouco depois, em 1956, mais uma vez de forma inovadora a HITACHI concluiu o primeiro motor diesel-elétrico a ser fabricado no Japão. Dois anos mais tarde, além de fabricar o primeiro rádio portátil de seis transistores, os microscópios eletrônicos produzidos pela empresa receberam o Grand Prix na Exposição Mundial de Bruxelas.


Em 1959, além de se estabelecer nos Estados Unidos, desenvolveu a fabricação de computadores eletrônicos baseados em transistores, apresentou o sistema de reserva de assentos para ferrovias nacionais (1961), lançou a lava-louça automática em 1961 e três anos mais tarde produziu o primeiro vagão do chamado trem bala no Japão. No final desta década, em 1967 iniciou a fabricação de ar-condicionado para ambientes domésticos, em 1968 desenvolveu elevadores de 300 m/min para arranha-céus e, em 1969, desenvolveu o sistema de operações bancárias online e iniciou as vendas dos televisores totalmente a cores. Os anos de 1970 foram marcados por produtos e descobertas inovadoras, como por exemplo, o desenvolvimento de uma unidade de armazenamento de arquivos de 1 Gbyte (1971), de um novo tipo de tubo de captação de imagens (1973), a entrega da primeira série de computadores de grande porte para usos gerais (1975) e o desenvolvimento do primeiro microscópio eletrônico de emissão de campo do mundo e da câmera em cores experimental com dispositivo de imagem miniatura de estado sólido, ambos em 1978. A partir da década seguinte, a HITACHI ingressou no mercado europeu (1982), crescendo em um ritmo forte e constante. Durante os anos seguintes lançou inovações, como a tela grande que usava cristal líquido colorido (1987) e, em 1989, estabeleceu dois centros de Pesquisa e Desenvolvimento nos Estados Unidos e dois laboratórios na Europa.


No início da década de 1990, a HITACHI desenvolveu o monitor colorido de cristal líquido de alta resolução e lançou o computador com a velocidade de processamento mais rápida do mundo na época. Pouco depois, em 1993, a HITACHI, lançou o trem-bala com velocidade máxima de 270 km/h, desenvolveu o sequenciador de DNA de matriz capilar e demonstrou com pioneirismo mundial com sucesso a operação de memória de elétrons à temperatura ambiente. Com a chegada do novo milênio, a HITACHI continuou pesquisando e criando novas tecnologias como o processador de aplicação para telefones celulares e o primeiro notebook silencioso resfriado por líquido do mundo, apresentado em 2002. A partir de 2008, o gigante japonês começou a enfrentar um dos piores momentos de sua história. Com o agravamento da crise econômica mundial, a HITACHI foi atingida de maneira potencialmente destrutiva. Resultado: cortou mais de 7 mil empregos, anunciou prejuízos bilionários e iniciou a busca por novos mercados, especialmente os dos países emergentes. Com isso, nos anos seguintes a empresa encerrou a produção de algumas linhas de produtos menos rentáveis e vendeu outras divisões de negócios, como por exemplo, em 2011 quando se desfez de sua divisão de HDs (discos rígidos); quando anunciou em 2012 que deixaria de produzir televisores no Japão; em 2015 ao concluir um acordo com a Johnson Controls para assumir seu negócio de ar-condicionado (com licença do uso da marca HITACHI); ou em 2017 com a venda de sua divisão de ferramentas elétricas. Em contrapartida, no mês de fevereiro de 2017, HITACHI e Honda anunciaram uma parceria para desenvolver, produzir e vender motores para veículos elétricos; e, no ano de 2018, a empresa japonesa adquiriu a divisão de Power Grids (redes elétricas) da suíça ABB.


A HITACHI está constantemente inovando. Para isso investe em pesquisas e desenvolvimento (destina 4% de seu faturamento anual) para oferecer sempre as melhores soluções em sistemas e equipamentos para os setores de energia, infraestrutura industrial, materiais de alta-precisão, máquinas de construção, mídias digitais, sistemas eletrônicos e equipamentos, serviços financeiros, sistemas automotivos, sistemas eletrônicos, equipamentos de saúde, tecnologia da informação e transportes. Maquinário pesado, compressores, transformadores, sistemas de monotrilho e trens de alta velocidade, escavadeiras, instrumentos de análise (como o espectrofotômetro e microscópios eletrônico), equipamentos médicos (ressonância magnética e ultrassom), produtos eletrônicos automotivos (incluindo sistemas multimídia e sistemas para navegação GPS, além de uma gama de alto-falantes, subwoofers, equipamentos de áudio e vídeo), redes elétricas, semicondutores, elevadores e escadas rolantes, são alguns dos produtos fabricados pela HITACHI que fazem o mundo funcionar. O atual slogan da marca não poderia expressar melhor sua filosofia: “Inspire the next” (“Inspire o próximo”, em português).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Até 1992, o logotipo da HITACHI era formado por dois ideogramas estilizados, que apareciam dentro de um círculo. As quatro farpas ao redor da circunferência representavam os raios de sol, idealizado pelo fundador, e queriam dizer que uma pessoa, diante do sol nascendo, planeje um futuro melhor para todos. Afinal, HI (sol) TACHI (levantar ou erguer) significa “O sol se levanta, o sol nasce”. Foi então que em 1992, a empresa adotou somente o nome como identidade visual, que poderia ser aplicada nas cores vermelha e preta. Em 2001, a empresa incorporou o slogan “Inspire the next” ao seu logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 1910 
● Fundador: Namihei Odaira 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Hitachi Ltd. 
● Capital aberto: Sim (1982) 
● Chairman: Hiroaki Nakanishi 
● CEO: Toshiaki Higashihara 
● Faturamento: US$ 85.4 bilhões (2018) 
● Lucro: US$ 2.89 bilhões (2018) 
● Valor de mercado: US$ 36.1 bilhões (outubro/2019) 
● Presença global: 140 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 295.950 
● Segmento: Conglomerado 
● Principais produtos: Automação industrial, centrais de energia, sistemas de informação, locomotivas, equipamentos médicos e elevadores 
● Concorrentes diretos: Toshiba, Siemens, Fujitsu, Mitsubishi Electric, NEC, ABB e General Electric (GE) 
● Slogan: Inspire the next. 
● Website: www.hitachi.com.br 

A marca no mundo 
O grupo HITACHI, um dos maiores e mais importantes conglomerados japoneses, é um gigante que oferece a seus clientes tecnologia da informação, soluções em segurança, materiais industriais, equipamentos de radiodifusão, tecnologia de transmissão, infraestrutura, maquinário para construção, equipamentos médicos e de biotecnologia, soluções para o setor de transporte e produtos automotivos. A empresa vende sua vasta linha de produtos e soluções em mais de 140 países ao redor do mundo, faturando US$ 85.4 bilhões (dados/2018) e empregando mais de 295.000 pessoas. 

Você sabia? 
No Brasil a HITACHI já foi marca de televisores nos anos de 1990 em uma parceria com a Philco


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 13/10/2019

14.6.06

OTIS


Enquanto a OTIS fabrica, instala, moderniza e mantêm elevadores, escadas rolantes e esteiras, o coração do negócio está voltado em encontrar formas para resolver os problemas de locomoção de pessoas. Se um cliente precisar de um elevador sofisticado para o prédio mais alto do mundo ou um simples elevador para uma casa de dois andares, a OTIS dedica-se para fornecer as soluções mais seguras e confiáveis possíveis. A OTIS exibe uma presença de mercado impressionante, a ponto de fazer parte da vida de milhões de pessoas que transitam diariamente pelos principais edifícios do mundo ou por residências verticais de todos os padrões. 

A história 
Sua história começou em 1853 quando Elisha Graves Otis fundou a empresa em Yonkers, na grande Nova York, após ter inventado no ano anterior um mecanismo de segurança para uma plataforma de elevação. Ele sonhou com edifícios altos, elegantes e capazes até de “arranhar o céu”. Justamente quando as construções ainda tinham limitações extremas de crescimento e eram acanhadas e baixas. E conseguiu. A primeira venda da empresa aconteceu no dia 20 de setembro, quando Benjamin Newhouse, proprietário de uma fábrica de móveis da cidade de Nova York, comprou a invenção de Otis pelo preço de US$ 300. Ao longo desse ano mais duas unidades foram vendidas. Porém, as vendas estagnaram e, em maio de 1854, ele resolveu fazer uma demonstração pública para apresentar o produto: sobre uma plataforma acima de uma multidão no Palácio de Cristal de Nova York, o pragmático mecânico chocou a todos quando dramaticamente cortou com um machado a única corda que suspendia a plataforma onde ele estava. A plataforma caiu por alguns centímetros, mas parou. Seu revolucionário freio de segurança impediu a plataforma de se chocar contra o solo. “Tudo em segurança senhores, tudo em segurança!” proclamou Elisha Otis. Com seu freio de segurança, a OTIS iniciou literalmente a indústria moderna de elevadores. Depois da apresentação as vendas dispararam, e sua invenção permitiu a edifícios - e imaginações de arquitetos - subir em direção ao céu, dando uma forma moderna ao horizonte urbano.


Em 1857, o E.V. Haughwout Building, localizado em Nova York, foi o primeiro edifício do mundo a instalar um elevador de passageiros da OTIS. O senhor Otis faleceu no dia 8 de abril de 1861 durante a epidemia de difteria. Com isso, seus dois filhos, Charles e Norton, assumiram o comando da empresa. Neste mesmo ano a empresa patenteou o primeiro elevador com motor a vapor do mundo. Em 1878, apresentou dois novos aperfeiçoamentos: um elevador hidráulico, capaz de desenvolver alta velocidade; e um novo dispositivo de segurança, que fazia parar gradualmente o elevador em alta velocidade. Em 1884 a empresa estabeleceu escritórios de venda em Londres e Paris, dando início a sua expansão internacional. Quatro anos mais tarde, a empresa conquistou um contrato para a instalação de elevadores na Torre Eiffel, fato de extrema importância na história da marca. Nos anos seguintes instalou elevadores na Rússia (1893), no Japão (1896) e Buenos Aires (1898).


Em 1900, surpreendeu novamente ao apresentar a escada rolante na Feira Mundial de Paris na França. Além disso, pouco depois, introduziu o design que passaria a ser o padrão na indústria de elevadores: o elevador com máquina de tração sem engrenagem. Nas próximas três décadas a OTIS iria estar presente nos edifícios e monumentos mais importantes do mundo, como por exemplo, em 1902 quando instalou elevadores no Flatiron Building de 20 andares, um dos primeiros arranha-céus na cidade de Nova York; em 1906 quando instalou seu primeiro elevador no Brasil, no Palácio das Laranjeiras, o prédio oficial do Governo do Rio de Janeiro; em 1912 instalando elevadores no Woolworth Building de 60 andares na cidade de Nova York; e na Torre Lacerda em Salvador, ligando as partes baixa e alta da cidade; ou quando instalou o primeiro sistema de controle com “memória” no St. Luke’s Hospital em Chicago em 1916, permitindo operação automática sem cabineiro; e em 1931 quando instalou elevadores no emblemático Empire State Building na cidade de Nova York. Em 1948 lançou no mercado o sistema de elevador eletrônico automático. No ano de 1967, instalou 255 elevadores e 71 escadas rolantes no World Trade Center (sim, as torres gêmeas dos atentados terroristas) na cidade de Nova York.


Em 1976 tornou-se uma subsidiária controlada pela United Technologies Corporation, proprietária de marcas como Carrier (ar-condicionado) e Pratt & Whitney (motores de aviões). Pouco depois, em 1978, lançou no mercado a esteira rolante. No ano seguinte lançou o Elevonic 101, um sistema de controle de elevador totalmente microprocessado, e dois anos depois foi a vez do Elevonic 401, o primeiro sistema de controle com sintetizador de voz, mostrador de informações e sistemas de segurança. No início da década de 1990, mais precisamente em 1993, a empresa conquistou um contrato no valor de US$ 50 milhões (até então o maior contrato de novos equipamentos na história da indústria) para a instalação de elevadores nas torres Petronas Twin Towers em Kuala Lumpur, Malásia. Em 2001, finalizou a modernização dos elevadores OTIS que servem o piso superior da Torre Eiffel em Paris, França.


Em 2008, a OTIS firmou dois enormes contratos com a ECE Europa Bau & Projektmanagement GmbH (avaliado em US$ 74 milhões) para fornecer e instalar elevadores, escadas e esteiras rolantes em 19 shopping centers planejados em diversos países europeus; e outro no valor de US$ 23 milhões para fornecimento de elevadores de alta velocidade com eficiência energética para o Guangzhou International Financial Center localizado na China, um prédio de escritórios e hotel com 432 metros de altura e 103 andares, um dos mais altos do mundo. A empresa forneceu e instalou uma combinação de elevadores Skyway de cabine dupla com velocidade de até 7 metros por segundo e elevadores sem casa de máquinas de alta velocidade de até 8 metros por segundo. Os elevadores sem casa de máquinas reduzem a utilização de energia em até 50%, comparados com os sistemas convencionais com casa de máquinas.


Outra novidade foi o lançamento do seu sistema EMS Panorama System™, que permite ao cliente monitorar, controlar, relatar e gerenciar uma ampla variedade de funções operacionais dos elevadores. Com este sistema, é possível monitorar o desempenho e a segurança dos elevadores, os padrões de tráfego, os principais eventos do equipamento e muitas outras funções. Seus mais avançados produtos atualmente são o elevador Gen2®, que redefiniu a indústria de elevadores com uma tecnologia revolucionária que substituiu os cabos de aço convencionais por cintas planas de aço revestidas com poliuretano, proporcionando uma viagem mais confortável, maior confiabilidade, uma operação mais eficiente, e maior eficiência energética se comparado aos elevadores convencionais acionados por cabos; e o elevador Gen2 Switch™, que elimina a necessidade de energia trifásica, pode ser movido à energia solar e utiliza tecnologia de bateria para continuar operando quando a energia elétrica acaba.


Em 2016, lançou o New Gen2®, seu elevador conectado da próxima geração, baseado na confiável tecnologia Gen2 que traz maior conectividade e uma experiência mais simples e intuitiva para os passageiros. Com a aplicação móvel eCall™ desenvolvida exclusivamente pela OTIS, os passageiros poderão chamar e direcionar o elevador à distância com seus smartphones. A tela eView™ dentro da cabine enriquece a viagem com informações em tempo real que podem ser customizadas em cada prédio. Pela primeira vez como opção padrão, a empresa está oferecendo aos administradores de edifícios a oportunidade de prover informações customizadas diretamente aos passageiros, incluindo novidades e atividades relativas ao prédio, previsão do tempo, informações sobre trânsito e listas de reprodução de mídias pré-gravadas. Ao longo de mais de 160 anos de história a OTIS mudou a aparência do mundo. Do humilde início em Yonkers, Nova York, para líder mundial que é hoje. A OTIS é uma prova de segurança, serviços e performance ao longo da história.


No topo do mundo 
Hoje, ao mais suave dos toques, os elevadores transportam de forma célere, silenciosa e segura bilhões de pessoas ao topo dos mais altos edifícios do mundo. E proporcionam com toda segurança o deslumbramento das mais espetaculares vistas das paisagens urbanas do planeta. Do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, à Torre Eiffel, em Paris, ao Kremlin, em Moscou, ou ao Citicorp Center, em Nova York, passando pelo hotel mais alto do mundo, o Westin Stamford, em Cingapura – com seus 73 andares e 79 elevadores – ou, ainda pelo Centro Mundial do Comércio na Cidade do México, o sistema de transporte é o mesmo: OTIS, marca escolhida atualmente por 10 dos 20 edifícios mais altos do planeta. As Petronas Twin Towers, em Kuala Lampur, na Malásia; o Hong Kong e Shanghai Bank, na China; o Luxor Hotel, em Las Vegas, nos Estados Unidos; ou os elevadores panorâmicos que deslizam por tubos de vidro na CN Tower, em Toronto, Canadá, na mais alta estrutura isolada existente no mundo, são algumas das construções mais famosas que optaram pela marca. Além é claro dos 57 elevadores de alta tecnologia (viajam a 35 km/h, terceiro na lista dos mais velozes do mundo) e oito escadas rolantes que equipam o Burj Khalifa, em Dubai, edifício mais alto do mundo com 828 metros de altura e 160 andares. O imponente edifício tem um elevador OTIS com a distância de viagem mais longa do mundo (504 metros); o desembarque de elevador mais alto do mundo (638 metros); e os elevadores de cabine dupla mais rápidos do mundo (10 metros por segundo).


Da mesma forma, o centenário complexo Raffles City, em Cingapura; e o lendário Chrysler Building, em Nova York; bem como o Museu do Louvre, em Paris; a Torre Picasso, em Madri; a casa de espetáculos Sydney Opera House, na Austrália; ou os metrôs de Londres e Santiago, e os sistemas de transporte brasileiros de São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro utilizam equipamentos OTIS. E tem mais: o revolucionário sistema OTIS de elevador horizontal de passageiros do Aeroporto de Narita, em Tóquio, Japão; as esteiras rolantes Trav-O-Lator, para o transporte de pessoas no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris; e o mais longo sistema de escadas rolantes exposto ao tempo já fabricado no mundo (230 metros), do Ocean Park, em Hong Kong. E até o menor desse tipo de escadas existentes no planeta – com apenas três degraus – instalado no jardim do Rei Fahd, da Arábia Saudita. Ou seja, todos esses luxuosos e importantes empreendimentos imobiliários são equipados com elevadores e escadas rolantes OTIS. E em todos eles, a viagem para cima ou para baixo transcorre em questão de segundos ou minutos, de forma confortável, sofisticada e segura.


A segurança 
Hoje, a OTIS tem um dos melhores recordes de segurança na indústria de transporte vertical, trabalhando constantemente para melhorar a segurança dos produtos existentes e desenvolver tecnologias seguras para novos produtos. A OTIS enfatiza uma política corporativa de “Segurança em primeiro lugar” e implanta procedimentos padrão para assegurar que toda instalação e serviço sempre sejam realizados de maneira segura. Os produtos da empresa passam por testes rigorosos e seguros nos Centros de Testes ao redor do mundo. A OTIS opera uma das torres de testes de elevadores mais altas do mundo, localizada em Shibayama, no Japão. Esta torre de testes mede 154 metros acima do solo e 27 metros abaixo do solo. O Centro de Pesquisas em Bristol, estado americano de Connectcuit, é a sede do Centro de Qualidade e Garantia da OTIS e da torre de testes mais alta da América do Norte – 117 metros de altura. A empresa realiza mais de 20 testes avançados em cada peça do equipamento, incluindo testes que reproduzem as piores condições operacionais e que simulam situações em que os equipamentos possam enfrentar durante o transporte até o local de instalação em todos os lugares do mundo. Além de manter unidades de fabricação nas Américas, Europa a Ásia, a OTIS mantém também unidades de engenharia na Áustria, Brasil, China, República Checa, França, Alemanha, Japão, Índia, Coréia do Sul, Espanha e Estados Unidos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma grande e acentuada remodelação, que aconteceu em 1984 quando o logotipo atual foi adotado.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1853 
● Fundador: Elisha Graves Otis 
● Sede mundial: Farmington, Connecticut, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Otis Elevator Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da United Technologies Corporation) 
● Chairman & CEO: Philippe Delpech 
● Faturamento: US$ 12 bilhões (2015) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 200 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 66.000 
● Segmento: Sistemas de transporte verticais 
● Principais produtos: Elevadores, escadas rolantes e esteiras 
● Concorrentes diretos: Schindler, Kone, Thyssenkrupp, ABB, Fujitec, Hitachi, Mitsubishi e Hyundai 
● Slogan: We’ll take you all the way to the top. 
● Website: www.otis.com/site/br 

A marca no Brasil 
A história da OTIS no Brasil remonta, na verdade, a 1887, quando iniciou aqui suas atividades através de representantes locais que lançaram as bases para um negócio que transformaria os horizontes não só do país e, sim, de toda a América Latina. Mas o seu verdadeiro momento no país começou em 1906 com a venda de seu primeiro elevador elétrico para o Palácio das Laranjeiras, hoje residência oficial do governo do Rio de Janeiro. O elevador se encontra com exemplar conservação até hoje, com suas características estéticas originais, assim como o que foi instalado em 1910 no antigo prédio da Light, e atualmente Shopping Light, no centro de São Paulo. Começava então, silenciosamente no Brasil, uma viagem às alturas com os elevadores OTIS, que aceleraram o processo de evolução do transporte vertical no país, redefinindo completamente o conceito nacional de construção e a própria urbanização de suas principais cidades. Era, na verdade, o início de uma revolução dos costumes, da arte e da arquitetura. Aqui, da mesma forma como já ocorrera em quase todos os lugares do mundo antes da implantação da tecnologia do transporte vertical, a altura máxima dos prédios não ultrapassava o terceiro andar.


A OTIS atuava no Brasil inicialmente com componentes importados, só inaugurando a sua primeira fábrica em 1934, no Rio de Janeiro. Em 1951, partiu para novo empreendimento em Santo André, na região do ABC, dinâmico pólo industrial que surgiu na Grande São Paulo. Em 1991, a empresa ergueu o Centro Industrial de São Bernardo do Campo, também na Grande São Paulo, na época a quarta maior fábrica do Grupo em todo o mundo, em tamanho e em capacidade instalada. Esse centro industrial, com 45.000 m² de área construída em terreno de 108.000 m², dispõe de moderna tecnologia para concepção, desenvolvimento e produção de elevadores e escadas rolantes disponíveis na atualidade, os quais são exportados para toda a América Latina. Em 2013, a OTIS inaugurou sua primeira fábrica verde na América do Sul, localizada também em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A nova planta, que aumentou capacidade de produção em 50%, utiliza energia natural e um sistema construtivo altamente eficiente para auxiliar na redução do consumo de energia elétrica ao mesmo tempo em que utiliza o processo de água de reuso em suas operações. A fábrica conta ainda com uma torre de testes de elevadores com 47 metros de altura; um moderno centro de treinamento técnico; e um showroom de produtos com mais de 400 m² de área e que apresenta a inovação tecnológica de produtos e serviços.


A marca no mundo 
A OTIS, maior empresa mundial na fabricação, venda e prestação de serviços de produtos voltados para o deslocamento de pessoas, incluindo elevadores, escadas rolantes, sistemas “shuttle” e esteiras rolantes, está presente em mais de 200 países e territórios, empregando mais de 66 mil colaboradores, dos quais 55 mil trabalham fora dos Estados Unidos. 80% de seu faturamento (US$ 12 bilhões em 2015) é gerado fora dos Estados Unidos. Aproximadamente 2.6 milhões de elevadores, escadas rolantes e esteiras OTIS estão em operação no mundo inteiro. 

Você sabia? 
A OTIS vende anualmente mais de 135.000 elevadores, escadas rolantes e esteiras no mundo inteiro. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/12/2016

8.6.06

SCHINDLER


Ao longo da história, a mobilidade e o movimento foram fatores decisivos para o desenvolvimento das grandes civilizações. E há mais de 140 anos a marca SCHINDLER faz parte dessa história transportando pessoas verticalmente e horizontalmente. Para a empresa suíça, elevadores, escadas e esteiras rolantes não são apenas simples meios de transportes. Eles são responsáveis pelo movimento da vida e pela mobilidade de milhares de pessoas ao redor do mundo, todos os dias. 

A história 
Tudo começou no ano de 1874, na cidade suíça de Lucerna, quando o engenheiro de precisão Robert Schindler se uniu a Eduard Villiger para fundar a Schindler & Villiger, uma empresa que visava produzir equipamentos para elevação e máquinas de todos os tipos, incluindo elevadores. Em 1883 a nova empresa já produzia equipamentos para lavanderia e iniciou o desenvolvimento de elevadores movidos á água. Somente em 1890, a empresa entregou seu primeiro elevador de carga hidráulico. Dois anos depois era construído o primeiro elevador elétrico com acionamento por correia. A fábrica cresceu e Robert Schindler assumiu a liderança da empresa, agora chamada Robert Schindler, Machinery Manufacturer. A partir de então, a expansão vertical das cidades fizeram do elevador um elemento essencial para o desenvolvimento e a empresa começou a crescer rapidamente, aperfeiçoando os modelos de elevadores, tanto no quesito de tecnologia como de segurança.


Quase na virada do século, em 1899, a empresa iniciou a produção de elevadores com engrenagens, movido por um motor elétrico e controlado por meio de uma corda de tração. Em 1901, Robert vendeu a empresa para seu sobrinho, Alfred Schindler, que assumiu o comando e deu continuidade ao trabalho do tio. No ano seguinte a SCHINDLER entregou o primeiro elevador de passageiros com controle de botão de pressão automático. A primeira subsidiária estrangeira da empresa foi instalada em 1906 na cidade alemã de Berlim, e pouco depois em Paris na França. A partir de 1910 a SCHINDLER começou uma grande e agressiva expansão internacional com inauguração de escritórios de vendas na Argentina, Turquia, Argélia, Rússia, Itália, Bélgica, Romênia, Espanha, Egito e Polônia, entre outros países.


Em 1936, ingressou em um novo segmento de mercado ao instalar sua primeira escada rolante. Depois de um difícil período durante a Segunda Guerra Mundial, a SCHINDLER voltou a crescer. Em 27 de junho de 1957 foi inaugurada a moderna fábrica em Ebikon e a SCHINDLER mudou a matriz da cidade de Lucerna para Ebikon. No dia 18 de setembro de 1970, a empresa adotou oficialmente o nome de SCHINDLER HOLDING AG, e no ano seguinte, abriu o capital na Bolsa de Valores, o que contribuiu para acelerar sua globalização. A empresa suíça somente ingressou no mercado da América do Norte em 1979 quando comprou a Haughton Elevator Company, baseada na cidade de Toledo no estado de Ohio, inicialmente comercializando seus produtos com a marca Schindler-Haughton.


No final da próxima década, em 1989, a empresa aumentou de forma drástica sua presença nos Estados Unidos ao adquirir a divisão de elevadores e escadas rolantes da Westinghouse Electric, uma das maiores produtoras da época. No início da década de 1990, a SCHINDLER atingiu uma marca histórica quando a escada rolante de número 20.000 deixou a linha de produção de sua fábrica na Áustria. Logo depois, em 1993, a SCHINDLER, com pouco mais de 20% de participação de mercado mundial assumiu a liderança no segmento de escadas rolantes. Em 1996 a empresa também se tornou líder de mercado no segmento marítimo. Nesta época o maior transatlântico do mundo era equipado com elevadores da marca suíça.


Com a chegada do novo milênio a SCHINDLER garantiu enormes contratos de instalações em edifícios emblemáticos, como por exemplo, o Federation Tower em Moscou, com 448 metros de altura; e o World Trade Center 3 em Beijing na China, um edifício com 330 metros de altura e elevadores capazes de atingir uma velocidade de 10m/s. Além disso a empresa desenvolveu tecnologias extremamente avançadas como o BioPass, onde o elevador só pode ser acionado por pessoas previamente cadastradas, reconhecidas por meio de um inteligente sistema de biometria, onde com um simples toque de um dos dedos, o elevador reconhece a digital e autoriza a viagem do passageiro a seu destino com rapidez e segurança; e o FieldLink, um computador de mão e celular que permite um atendimento mais rápido a partir do acesso online e em tempo real aos dados dos equipamentos do edifício.


Mais recentemente a empresa lançou a Schindler 5500, uma linha global de elevadores modulares e de configuração altamente flexível (capacidade de 600 kg a 2.500 kg, 8 a 33 passageiros, percurso de até 150m e velocidade de até 3.0 m/s, com ou sem casa de máquinas), uma combinação perfeita entre flexibilidade, sustentabilidade, alto desempenho e liberdade em design, atributos que facilitam sua aplicação em diversos segmentos do mercado.


Atualmente a história e a tradição da SCHINDLER se traduzem em modernidade e na tecnologia de seus produtos, sem nunca deixar de lado o conforto, o design perfeito que os passageiros merecem e o atendimento a todos os padrões de segurança exigidos pelo mercado mundial. A preocupação é estar sempre um passo à frente da evolução no transporte de pessoas, desenvolvendo soluções que antes só estavam na imaginação das pessoas. Por tudo isso, a SCHINDLER oferece soluções que movimentam o mundo.


A linha do tempo 
1909 
Entrega do primeiro elevador elétrico com várias velocidades, conduzido por um motor Oerlikon de dois tempos. 
1910 
Entrega do primeiro elevador elétrico com motor monofásico. 
1912 
Entrega do primeiro elevador hidráulico com botões de controle eletrônicos. 
1913 
Construção do primeiro elevador elétrico com motor que gerava força de 2.5 hp. 
1915 
Início da produção própria de motores de elevadores. 
1916 
Instalação do primeiro elevador totalmente construído pela empresa na cidade de Valparaíso no Chile. 
1925 
Entrega do primeiro elevador com velocidade de 1.5m/s e nivelamento automático de chão. 
1934 
Entrega do primeiro elevador com controle seletivo. 
1955 
Lançamento do SUPERMATIC, primeiro sistema de controle programado de elevador. 
1956 
Introdução do primeiro elevador do mundo com movimentação controlada eletronicamente por corrente alternada. 
1979 
Desenvolvimento do MICONIC, um novo sistema de controle capaz de equipar todos os elevadores com microprocessadores. 
1985 
Instalação do primeiro elevador de dois andares na cidade de Toronto no Canadá. 
1996 
Introdução do sistema de controle MICONIC 10, onde o desempenho dos elevadores em edifícios comerciais é elevado a sua extrema potencialidade. O sistema garantia um menor tempo de viagem, proporcionando um perfeito equilíbrio na utilização dos elevadores, evitando que algumas cabinas estejam lotadas e outras vazias. 
1998 
Introdução do SCHINDLER SMART MRL 001, um elevador extremamente moderno que opera sem casa de máquina. 
2003 
Introdução do SchindlerID, que consiste em uma interface de acesso homem-máquina possibilitando um novo nível de comunicação e assim, um novo patamar de utilidade para o elevador. Os passageiros se identificam por meio de um símbolo, Pin (chaveiro ou broche) ou outro dispositivo eletrônico, como uma chave de acesso, que permita a leitura de seus dados. O Schindler ID indicará o elevador que atende perfeitamente à necessidade de destino e no menor espaço de tempo. 
2009 
Lançamento do SCHINDLER PORT, único sistema de pré-seleção de destino, em que o destino de cada passageiro é reconhecido previamente pela manobra do elevador, permitindo o seu transporte de maneira, rápida, eficaz e sustentável. Em sua mais recente geração, através de um terminal com tela touch e sensor de presença, os passageiros são identificados automaticamente e atendidos de maneira rápida e personalizada.


A evolução visual 
O primeiro logotipo da SCHINDLER foi criado em 1910 pelo próprio Alfred Schindler, sobrinho do fundador da empresa, em colaboração com um jovem empregado da empresa chamado Maxime Chatelain: era composto por um círculo perfeito e um compasso que representavam a precisão e a arte da engenharia, contendo também o nome e o ano de fundação da empresa. Em 1925 o logotipo passou por sua primeira alteração quando o compasso ganhou formas abstratas.


Depois de passar por uma pequena atualização em 1974, o logotipo sofreu uma mudança radical em 1985: três listras vermelhas foram inseridas e se tornaram dominantes. Além disso, assim como o nome e o símbolo do antigo logotipo, elas foram posicionadas na vertical para representar o principal “core business” da empresa. Finalmente em 2006, como estratégia de alinhamento global da marca, o novo e atual logotipo da empresa foi introduzido: com imagem mais moderna, o símbolo ganhou três dimensões para representar a modernidade e movimento.


No Brasil, onde a empresa atua com o nome de ATLAS SCHINDLER, a mudança também foi efetuada com o novo logotipo ganhando um visual bastante diferente do anterior.


Os slogans 
We move over 1 billion people per day. 
We move people. (2006) 
The elevator and escalator company. (1995)


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1874 
● Fundador: Robert Schindler e Eduard Villiger 
● Sede mundial: Ebikon, Suíça 
● Proprietário da marca: Schindler Holding AG 
● Capital aberto: Sim (1971) 
● CEO: Thomas Oetterli 
● Faturamento: US$ 9.75 bilhões (2015) 
● Lucro: US$ 760 milhões (2015) 
● Valor de mercado: US$ 20 bilhões (agosto/2016) 
● Presença global: 140 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 57.000 
● Segmento: Sistemas de transportes 
● Principais produtos: Elevadores, escadas e esteiras rolantes 
● Concorrentes diretos: Otis, Kone, Thyssenkrupp, ABB, Fujitec, Hitachi, Mitsubishi e Hyundai 
● Slogan: We move over 1 billion people per day. 

A marca no Brasil 
A história da marca no país começou em 1920 com o início do processo de verticalização das construções urbanas, quando a SCHINDLER comercializou seus primeiros elevadores em território brasileiro. Com o sucesso de vendas de seus elevadores no país, a empresa estabeleceu no Rio de Janeiro, em 1937, a Elevadores Schindler do Brasil. Nas décadas seguintes a empresa inovou no mercado brasileiro ao inaugurar em 1954 a primeira fábrica de equipamentos para transporte vertical, no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Na década de 1990, a SCHINDLER começou a ocupar posição de destaque no mercado brasileiro de elevadores, apesar da tímida presença. Finalmente no dia 24 de maio de 1999, o grupo suíço adquiriu o controle acionário da Elevadores Atlas S.A., até então líder absoluta do mercado nacional. Começou então a integração entre a empresa do grupo no Brasil, a Elevadores Schindler do Brasil e a Elevadores Atlas, empresa fundada em 1918 como uma pequena oficina destinada à instalação e manutenção de elevadores importados, que lançou várias inovações no mercado nacional, como por exemplo, em 1928 quando instalou os primeiros elevadores de alta velocidade; em 1952 ao inaugurar a primeira garagem automática produzida no país; ou ainda, ao instalar elevadores em todos os prédios oficiais da Capital Federal recém-construída, em 1956.


Com a chegada do novo milênio, a ATLAS SCHINDLER introduziu no país modernos equipamentos com tecnologia de ponta como o elevador sem casa de máquinas (SmartMRL); os elevadores NeoLift, com design totalmente inovador; o BioPass, um sistema que utiliza a biometria para reconhecer a digital do passageiro, transformando o elevador em mais um elemento ativo de segurança para o condomínio; o Score Card, ferramenta onde os clientes do Atendimento Avançado acompanham online todas as manutenções realizadas em seus edifícios; e a nova geração de elevadores, que dispensam a construção da casa de máquinas, não utilizam óleos lubrificantes e economizam até 70% de energia. Recentemente, em 2016, a ATLAS SCHINDLER atingiu a marca de 203.000 elevadores instalados no Brasil. Atualmente, a empresa conta com uma fábrica instalada em Londrina no Paraná, cujo parque fabril também foi planejado para a exportação de equipamentos de transporte vertical principalmente para a América Latina. A empresa também modernizou sua linha de elevadores. Antes, para produzir um equipamento personalizado e sob medida, a equipe precisava se deslocar até a construção do prédio. Hoje, a produção ocorre dentro da fábrica, com tamanho e acabamentos escolhidos pelo cliente. Com mais de 3.500 técnicos e 150 Postos de Atendimento em todo Brasil, a empresa também oferece serviços de manutenção e modernização de equipamentos, que prevê a atualização tecnológica e estética de elevadores, escadas e esteiras rolantes.


A marca no mundo 
O GRUPO SCHINDLER, líder global no fornecimento de soluções de mobilidade, maior fornecedor de escadas rolantes e o segundo maior fabricante de elevadores em todo o mundo, está presente em mais de 140 países, além de possuir unidades fabris no Brasil, China, Índia Eslováquia, Espanha, Suíça e Estados Unidos. A empresa concebe, fabrica, instala, moderniza e garante a manutenção de sistemas de transportes em edifícios (residencial, público ou comercial), hospitais, arenas esportivas, hotéis, centros de compras ou no transporte público. 

Você sabia? 
Mais de 1 bilhão de pessoas, em todo o mundo, são transportadas diariamente por elevadores, escadas rolantes e esteiras rolantes da marca SCHINDLER. A dedicação e a experiência acumulada em mais de 140 anos de existência garantem que essas vidas sejam transportadas com segurança e conforto. 
Os produtos da marca estão instalados em lugares notáveis como a Casa Branca, o Pentágono, o Aeroporto Internacional de Orlando e o Rockefeller Center, em Nova York. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 8/8/2016