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14.1.15

THE SALVATION ARMY (EXÉRCITO DE SALVAÇÃO)


THE SALVATION ARMY, conhecido no Brasil como EXÉRCITO DE SALVAÇÃO, é uma das instituições de ajuda humanitária mais atuante no mundo. Há mais de um século esta respeitada instituição contribui diretamente para o bem estar da sociedade mundial. Os programas e projetos se estendem pelo mundo todo, pois não há fronteiras que o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO não ultrapasse para ajudar da melhor maneira possível quem necessita. 

A história 
Tudo começou na região leste da cidade de Londres em pleno auge da Revolução Industrial. Era 1865 quando o pastor metodista William Booth contou para seu filho sobre os inúmeros moradores de rua dormindo em bancos nas margens do rio Tamisa, e obteve uma resposta simples: “Vá e faça alguma coisa”. E William fez. Juntamente com sua mulher, Catherine Mumford, fundou no dia 5 de julho a organização Missão Cristã do Leste de Londres, cuja missão era ajudar os mais necessitados suprindo as necessidades espirituais e físicas que afligiam milhares de homens, mulheres e crianças. No natal de 1878 ele reorganizou a instituição, dando-lhe um caráter militar e mudando seu nome para THE SALVATION ARMY (em português Exército de Salvação). Enquanto William pregava aos pobres e miseráveis, Catherine contatava os ricos, conseguindo assim apoio financeiro para a continuidade do trabalho. Ela também atuava como ministra religiosa, o que era bastante incomum naquela época. William Booth logo se ficou conhecido como General e sua esposa Catherine como a Mãe do Exército de Salvação.


William descrevia o lema da organização como os três “S”, que representavam a melhor maneira de como o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO atuava: primeiro a Sopa, depois o Sabão e por fim a Salvação. Os primeiros membros da organização eram alcoólatras, viciados e prostitutas convertidos ao protestantismo. Muitos destes, em função da busca por uma vida de acordo com os princípios morais do cristianismo protestante, mudavam seus hábitos de vida. À medida que o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO se expandia, também crescia a oposição ao movimento na Inglaterra. Os oponentes da instituição se reuniam no chamado “Exército Esqueleto” (Skeleton Army), para perturbar os encontros do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO e suas atividades sociais. Muitos oponentes, que chegavam a agredir fisicamente os membros salvacionistas, eram proprietários de tabernas e bares que estavam perdendo seus clientes, ao passo que novas pessoas largavam o vício e se uniam ao EXÉRCITO DE SALVAÇÃO. Mas William insistiu em suas ações, fornecendo abrigo e alimento, buscando náufragos e vítimas de acidentes, cuidando de emprego e saúde, conciliando famílias, criticando a superexploração do trabalhador e combatendo a prostituição.


A partir do fim do século XIX e início do século XX o trabalho humanitário do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO se expandiu rapidamente para outros países como Estados Unidos (1880), Austrália (1881), França (1881), Índia (1882), Canadá (1882), África do Sul (1883), Alemanha (1886), Argentina (1890), Uruguai (1890), Japão (1895), Coréia (1908) e Chile (1909). Convidado para importantes cerimônias, como por exemplo, a coroação de Eduardo VII ou a abertura da sessão legislativa do Senado Americano, William Booth faleceu no dia 20 de agosto de 1912. Em sessenta anos como evangelista, Booth viajou cinco milhões de milhas, pregou quase 60.000 sermões e seu espírito hipnótico atraiu 16.000 oficiais (membros) para seguir a bandeira do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO em 58 países, para pregar o evangelho em 34 línguas.


No Brasil a organização passou a atuar em 1922 com a chegada de David Miche e Stelle Miche na cidade do Rio de Janeiro. Foram recebidos com simpatia por muitos brasileiros que já conheciam o trabalho da organização no hemisfério norte, mas com alguma desconfiança por aqueles que não conheciam a missão da instituição. Sempre preocupado com a miséria existente no país, já em 1928 foi criado um espaço na cidade de Santos para atender aos marinheiros expostos a perigos e dificuldades próprias da profissão. Pouco depois, em 1931, trabalho parecido foi desenvolvido na cidade do Rio de Janeiro, sempre visando o resgate do ser humano de situações degradantes. Ao longo dos anos o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO passou a atender diversos grupos sociais no território brasileiro, que tinham em comum o desamparo social, a falta de perspectivas de vida e futuro.


No Brasil em 2000 foi criado o programa de lojas beneficentes, batizadas de Salvashopping, que desde então tem atuado como verdadeiro parceiro da população de baixa renda nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. As lojas beneficentes atuam em diversos países ao redor do mundo e têm por finalidade criar oportunidades para que as pessoas possam apoiar a missão do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO. Isso se dá através da coleta de doações em domicílio e da venda dos objetos doados nos bazares tais como roupas, móveis e eletrodomésticos que, depois de classificados e avaliados, são comercializados ao público em geral. O programa também é uma oportunidade para ação social na captação de recursos e na criação de empregos para jovens iniciantes no mercado de trabalho. Todos os recursos gerados são empregados na manutenção das diversas atividades sociais do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO. O valor é revertido para os programas assistenciais mantidos pela instituição tais como centros comunitários, creches, centros integrados, clínicas médicas e lares para idosos.


Hoje em dia, o trabalho social do EXÉRCITO DE SALVAÇÃO é bastante diversificado, divido em três grandes áreas: Assistencial (compreende a organização e manutenção de programas de proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice, de abrigos para gestantes e mulheres, crianças e adolescentes em situação de risco ou carentes, pessoas idosas e necessitadas em geral, e de clínicas médicas, dentárias e serviços à comunidade), Promocional (compreende a organização e manutenção de programas de promoção humana, tais como residência para estudantes, instituições de longa permanência para a terceira idade e promoção de cursos, seminários, profissionalização, entre outros) e Educacional (compreende a organização e manutenção de programas de educação infantil, de apoio escolar, escolas e cursos). Destaca-se também o atendimento a situações de emergência em todo o mundo.


Nos últimos anos o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO tem trabalhado intensamente para servir à humanidade que sofre com situações degradantes e grandes catástrofes através de ações como o auxílio à população de Santa Catarina atingida pelas enchentes de 2007, às vítimas da Guerra do Iraque, aos desabrigados de desastres naturais como o Furacão Katrina nos Estados Unidos e o devastador Tsunami que literalmente “varreu” alguns países da Ásia e a promoção de programas de apoio aos portadores de AIDS no continente africano. Com isso, a instituição tem aliviado o sofrimento de milhares de pessoas ao redor do mundo.


A evolução visual 
O tradicional logotipo da marca, um escudo vermelho, foi adotado em 1901. Ao redor do mundo THE SALVATION ARMY adota outros nomes de acordo com idiomas locais, como por exemplo, no Brasil (EXÉRCITO DE SALVAÇÃO), na Itália (ESERCITO DELLA SALVEZZA) e em países de língua espanhola (EJÉRCITO DE SALVACIÓN) e francesa (ARMÉE DU SALUT). Apesar da diferença entre os nomes, o logotipo da marca é utilizado com sua estrutura original, com pequenas diferenças entre os tons de vermelho.


O logotipo utilizado no Brasil mantém a estrutura original, porém com contornos mais modernos.


Os slogans 
Doing the most good. 
Transforming lives in every community. Strength 
For Today, Hope For Tomorrow.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 5 de julho de 1865 
● Fundador: William Booth e Catherine Mumford 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: The Salvation Army 
● Capital aberto: Não (Organização religiosa e filantrópica) 
● Líder: André Cox 
● Membros: 1.600.000 
● Arrecadação: Não divulgado 
● Presença global: 126 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 110.000 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais serviços: Hospitais, maternidades, clínicas de reabilitação, abrigos e ajudas humanitárias 
● Organizações semelhantes: Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras, Anistia Internacional e United Way 
● Ícones: O escudo vermelho 
● Slogan: Doing the most good. 

A marca no mundo 
Atualmente THE SALVATION ARMY, uma das maiores instituições de caridade e ajuda humanitária do mundo, está presente em 126 países através de igrejas, lojas beneficentes, abrigos, centros comunitários, hospitais, escolas, lares para idosos, creches, centros de recuperação, veículos e equipes de emergência. A organização prega a palavra de Deus em mais de 175 idiomas, aliando seu trabalho evangelístico a um cunho social intenso. No Brasil o EXÉRCITO DE SALVAÇÃO mantém 27 unidades de atendimento social, agrupadas em abrigos, centros de educação infantil, apoio sócio educativo em meio aberto, centros integrados, apoio ao idoso e residência de estudantes, além de 46 igrejas em diversos estados. 

Você sabia? 
O EXÉRCITO DE SALVAÇÃO herdou do metodismo a maior parte de suas crenças e tradição doutrinária, e por isso se inclui na igreja de origem Wesleyana. As igrejas são chamadas “corpos” e os membros são denominados “soldados”. Os membros usam uniforme e há uma hierarquia de característica militar, onde os pastores e bispos são “capitães”, “majores”, “coronéis” e “comissários”. 
O EXÉRCITO DE SALVAÇÃO é extremamente conhecido por suas orquestras/bandas, formadas pelos membros das igrejas ao redor do mundo. A principal função dessas bandas é auxiliar musicalmente nas reuniões e também divulgar a obra da instituição em locais abertos. A banda “mais prestigiada” é a International Staff Band, fundada em 1891. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/1/2015

9.3.11

DOUTORES DA ALEGRIA


Dizem que é mais difícil arrancar risadas do que lágrimas e que poucos têm talento para transformar uma situação complicada ou delicada em comédia. E para complicar um pouco mais, levar o riso a locais de extrema tristeza, como os hospitais, não é tarefa nada fácil. Se rir é o melhor remédio, como diz o famoso ditado popular, os DOUTORES DA ALEGRIA são a melhor receita para levar alegria, distração e conforto para milhares de crianças internadas em hospitais espalhados pelo Brasil. E o único pagamento que eles aceitam são sorrisos e gargalhadas. 

A história 
A inspiração para a criação dos DOUTORES DA ALEGRIA começou no ano de 1986 quando Michael Christensen, um palhaço americano, diretor do Big Apple Circus de Nova York, apresentava-se em uma comemoração num hospital daquela cidade, quando pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens do local por outras alegres e engraçadas. Essa foi a semente do Clown Care Unit™, um grupo pioneiro de artistas especialmente treinados para levar alegria à crianças internadas em hospitais de Nova York. Em 1988 Wellington Nogueira, um ator graduado pela Academia Americana de Teatro Dramático e Musical de Nova York, onde trabalhou em algumas das melhores companhias de teatro, cinema e circo, passou a integrar a trupe americana. No dia do teste brincou com um garoto engessado das pernas até a barriga, cheio de tubos espetados e várias cicatrizes de operações ortopédicas. Quando terminou, ouviu do menino: “Estou me sentido melhor, muito obrigado”. Nascia naquele momento o Dr. Zinho.


Voltando ao Brasil, em 1991, para ficar com o pai doente, já em estado terminal, percebeu que havia muita coisa a ser feita nos hospitais brasileiros e resolveu tentar aqui um projeto parecido ao americano, enquanto ex-colegas faziam o mesmo na França (Le Rire Medecin) e Alemanha (Die Klown Doktoren). Os preparativos foram extremamente trabalhosos, mas valeu muito a pena: em setembro daquele ano, em uma louvável iniciativa do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (atualmente conhecido como Hospital da Criança), em São Paulo, teve início o programa DOUTORES DA ALEGRIA. Surgia assim um grupo dedicado a levar alegria a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde, através da arte do palhaço, nutrindo esta forma de expressão como meio de enriquecimento da experiência humana.


Nesta época pouco se falava da necessidade de humanizar o tratamento de doentes em hospitais. Os DOUTORES DA ALEGRIA inovaram ao chamar atenção para o fato e ao realizar suas intervenções de maneira profissional. Munidos de jalecos brancos e narizes de palhaço, nos anos seguintes, a trupe foi aumentando e se apresentando em outros hospitais de São Paulo. Em 1996 os DOUTORES DA ALEGRIA entraram nas empresas pela primeira vez, por meio de palestras. E também chegaram ao Rio de Janeiro (1998) e ao Recife (2003). Em 2007, a organização inventou dois novos produtos como forma de aumentar sua arrecadação: Poemas Esparadrápicos, um rolo com catorze poesias adesivas, à venda em seu site; e Riso 9000, em que palhaços visitam empresas para fazer esquetes, fazendo uma varredura besteirológica por baias, salas de reunião, cafés e corredores, oxigenando o ambiente e lembrando sempre que bobagem pouca é desgraça. Em 2008, dando sequência ao seu projeto de expansão, os DOUTORES DA ALEGRIA iniciaram atividades na ala pediátrica da Santa Casa na cidade de Belo Horizonte em Minas Gerais.


Atualmente, os DOUTORES DA ALEGRIA trabalham ainda pelo cumprimento de novos objetivos. Entre eles, a ampliação de sua atuação em hospitais da rede pública, o desenvolvimento do Programa Palhaços em Rede, que desde 2007 promove encontros e oficinas com grupos de ação semelhante ao da organização, que hoje reúne mais de 650 grupos de palhaços, que trabalham em hospitais de todos os estados brasileiros, oferecendo assim orientação gratuita cujo objetivo é reforçar a identidade dos grupos, prezando pela qualidade do trabalho levado para dentro dos hospitais. Além disso, o grupo realiza duas atividades fantásticas: Roda Besteirológica, realizada a cada dois meses em um hospital diferente, apresenta cenas e descobertas besteirológicas; e Bloco do Miolinho Mole, que realiza desde 2007 um cortejo pelos hospitais atendidos no Recife com instrumentos musicais, frevos carnavalescos e até estandarte.


Apesar de ser impossível medir se as intervenções dos “besteirologistas”, como eles se denominam, contribuem para o tratamento dos pacientes infantis, é sabido que o riso influi positivamente no sistema imunológico. E ainda hoje a essência do trabalho é a utilização da paródia do palhaço que brinca de ser médico no hospital, tendo como referência a alegria e o lado saudável das crianças e colaborando para a transformação do ambiente em que se inserem.


Escola do riso 
Além de contar com um núcleo de pesquisa dedicado à arte do palhaço, com foco na produção de conhecimento e criações artísticas, a organização, desde 2008, tem a Escola de Palhaços dos Doutores da Alegria, que ministra cursos voltados na pesquisa da linguagem do palhaço e na formação de jovens, artistas profissionais e interessados. O aprendizado é traduzido pela máxima “a máscara se dá pelo outro”, significando que a sala de aula está sempre em construção, levando em conta a experiência de vida e a história de cada aluno e abrindo um espaço de possibilidades, tentativas e descobertas. Essa metodologia nasceu em parte da experiência, dos questionamentos de conteúdos e dinâmicas nos cursos ministrados e em parte da prática nos hospitais, da abordagem com as crianças. Os cursos da escola não se destinam a formar palhaços para a atuação em hospitais. Mais de 180 jovens artistas já se formaram em um programa com duração de três anos.


A evolução visual 
Há alguns anos atrás o logotipo dos DOUTORES DA ALEGRIA passou por uma modernização, adquirindo um visual mais sóbrio, visando passar mais credibilidade e seriedade no trabalho “engraçado” que a trupe realiza divertindo crianças em diversos hospitais.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1991 
● Fundador: Wellington Nogueira 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Grupo Doutores da Alegria 
● Capital aberto: Não (Sociedade civil sem fins lucrativos)
● Presidente: Carmen Lúcia Ritner 
● Coordenador Unidade de Negócios: Wellington Nogueira 
● Orçamento: R$ 6 milhões (estimado) 
● Sedes regionais:
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários da alegria: 90 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais produtos: Levar alegria às crianças internadas 
● Ícones: Os palhaços (denominados de “besteirologistas”) 
● Slogan: O engraçado é que é sério. 

A marca no Brasil 
Hoje em dia os DOUTORES DA ALEGRIA, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, realiza mais de 62 mil visitas por ano a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. A organização conta com uma equipe de 30 funcionários e colaboradores nas áreas de pesquisa, formação, gestão, administração e mobilização, e mais de 40 artistas que atuam hoje dentro de 24 hospitais. Desde sua fundação eles já visitaram mais de 900 mil crianças e adolescentes hospitalizados, atingindo também cerca de 750 mil familiares, e envolvendo mais de 14 mil profissionais de saúde. Suas receitas são provenientes de doações de empresas e pessoas físicas (Sócios da Alegria) na forma de patrocínio, parceria e associação, além de palestras e venda de materiais (roupas, DVDs, livros e brinquedos) pelo site. 

Você sabia? 
Para ser um Doutor da Alegria é preciso ser artista profissional (palhaço ou ator especializado na linguagem do palhaço). Esses artistas são remunerados. 
A organização recebeu em 1997 o Prêmio Criança da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e foi incluída três vezes na lista das 100 melhores práticas globais da divisão Habitat da Organização das Nações Unidas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Veja, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 11/7/2013

24.2.11

AACD


Imagine uma marca do bem, que sem visar um centavo sequer de lucro, durante mais de seis décadas trabalha pelo bem-estar de pessoas com deficiências físicas, oferecendo além de um tratamento de qualidade, carinho e amor. Essa é a AACD, a Associação de Assistência à Criança Deficiente, cuja missão é tratar, reabilitar e reintegrar portadores de deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, contribuindo assim para a integração social. 

A história 
Tudo nasceu do sonho de um médico paulista que desejava criar no Brasil um centro de reabilitação com a mesma qualidade dos centros que conhecia no exterior, para tratar crianças e adolescentes portadores de deficiências físicas, reabilitando-os para o convívio social e para as ocupações profissionais. Foi pensando nisso que o médico ortopedista Dr. Renato da Costa Bonfim, após fazer estágio em ortopedia infantil nos Estados Unidos, reuniu um grupo de idealistas e, no dia 3 de agosto de 1950, fundou a AACD, inicialmente conhecida como Associação de Assistência à Criança Defeituosa. Os primeiros passos do projeto foram dados em um casarão alugado da Alameda Barão de Piracicaba em São Paulo. Lá, foi instalado um centro de reabilitação e educação, em outubro de 1952, com capacidade para 23 pacientes internos e 40 semi-internos. Inicialmente o centro foi idealizado para tratar crianças com Paralisia Infantil, doença que vitimava grande parcela da população naquela época. Com o crescimento da entidade, a necessidade de arrecadar fundos tornava-se, assim, essencial. Partindo desse ponto, coube à então chamada “equipe social”, formada depois da fundação da associação, viabilizar as ferramentas que tornasse possível a sustentação da AACD. Junto com a equipe de médicos da entidade, voluntários, pessoas da comunidade e até mesmo membros do exército, formaram um verdadeiro desfile de tropas pedindo doações para a população nas ruas do centro da cidade de São Paulo.


Em 1962 a própria AACD passou a produzir diversos tipos de próteses, órteses e acessórios. Mas graças à colaboração dos primeiros doadores, a AACD pôde fundar seu primeiro centro de reabilitação em um terreno doado pela prefeitura, na Rua Ascendino Reis, bairro do Ibirapuera, no mês de junho de 1963. Ainda nesta década foram inauguradas novas unidades pela cidade. Os anos de 1970 foram importantes, entre outras coisas, pelo reconhecimento internacional ao trabalho realizado pela AACD. Com a chegada dos anos de 1980, tiveram início etapas importantes de algumas áreas assistenciais que passaram a ser oferecidas aos pacientes. Entre as quais, destaca-se o trabalho psicológico junto aos pais, assim como a implantação do departamento de Cartões de Natal, que passaram a ser produzidos e comercializados como forma de ampliar a arrecadação da AACD.


A década seguinte começou com a inauguração, em 1993, do Hospital Abreu Sodré (atual AACD Hospital) dentro do complexo da AACD Ibirapuera para atender as crianças e adultos que necessitavam de cirurgias. Em 1996, tiveram início as atividades do centro diagnóstico com a finalidade de atender a demanda de pessoas portadoras de deficiências especiais e também àquelas que não têm deficiências, mas que por alguma fatalidade momentânea necessitam realizar algum exame mais específico. O trabalho de conseguir recursos ganhou enorme impulso no final desta década, quando a entidade, com a ajuda de parceiros, passou a produzir o TELETON, que tinha como principal objetivo arrecadar fundos para a AACD. Desde então, já foram construídos 11 novos centros de reabilitação com o dinheiro proveniente deste projeto.


Em 2000, ao completar 50 anos, a AACD mudou seu nome para Associação de Assistência à Criança Deficiente, ao invés de Defeituosa, graças a um plebiscito feito entre seus pacientes, que consideraram o nome original inadequado, e não parou de crescer, construindo três fábricas de aparelhos ortopédicos e novas unidades fora de São Paulo, em cidades como Porto Alegre (2000), Nova Iguaçu (2004), Joinville (2006), São José do Rio Preto (2008), Poços de Calda (2011) e Campina Grande (2014). Além disso, em 2012, a AACD assumiu e incorporou a administração do Lar Escola São Francisco, centro de reabilitação médico que atende pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida desde 1943.


Atualmente, a AACD conta com alguns importantes canais de arrecadação e captação de recursos: os tradicionais cartões de natal; associados e empresas que contribuem regularmente; atendimentos hospitalares de pacientes que têm condições de pagar; os famosos cofrinhos vermelhos encontrados em milhares de pontos de venda como hipermercados ou grandes redes de varejo; a produção de próteses sob medida, fornecidas a várias entidades no Brasil e no exterior; e o licenciamento de marcas (Teleton e AACD). O importante trabalho feito pela AACD nos dias de hoje pode ser medido em números: a instituição realiza todos os anos mais de 1.5 milhões de atendimentos, fabrica 76 mil produtos ortopédicos, realizada mais de 7.900 cirurgias, aproximadamente 3.500 terapias e 41.000 exames de diagnósticos. Nesses mais de 60 anos, a AACD atendeu mais de 17 milhões de crianças, jovens e adultos. Por isso tudo, cada vez mais, a AACD acredita em uma sociedade que convive com as diferenças porque reconhece em cada indivíduo sua capacidade de evoluir e contribuir para um mundo mais humano.


O Teleton 
Criado nos Estados Unidos em 1966 pelo ator e comediante Jerry Lewis, que tinha um filho deficiente físico, o TELETON é realizado anualmente em mais de 20 países da Europa, América do Norte e América do Sul. Com o objetivo de ampliar seu atendimento, que até 1998 era centralizado na unidade de São Paulo, a AACD iniciou, juntamente com o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), a produção do TELETON no dia 16 de maio, uma maratona televisiva que buscava conscientizar a população a respeito das possibilidades de um deficiente físico, gerando grande mobilização social. Além de prestar contas das atividades realizadas pela AACD, é uma das principais ferramentas de captação de recursos da instituição.


Em sua primeira edição, o projeto arrecadou R$ 14.855.000, que foi utilizado para a construção de uma nova unidade da AACD em Recife (PE) em 1999 e na reforma da unidade da Mooca, em São Paulo. A 17ª edição do evento foi realizada no final de 2014, onde mais uma vez a AACD contou com a parceria do SBT, responsável pela geração e transmissão do evento para todo o país, durante mais de 24 horas, ao vivo, para arrecadar mais de R$ 30 milhões, superando a meta estabelecida. A edição recebeu mais de 180 artistas, 145 personalidades da internet e 37 atrações musicais no palco. O dinheiro arrecadado neste ano foi utilizado para a manutenção dos 15 centros de reabilitação espalhados pelo Brasil, além de um hospital.


Em 2012 o Teleton apresentou uma nova identidade visual, que seria adotada pela AACD no ano seguinte.


A evolução visual 
O logotipo da AACD passou por algumas modificações ao longo dos anos. Em 2000, com a mudança de nome para Associação de Assistência à Criança Deficiente, foi adotada uma nova identidade visual, que manteve a criança com muletas, mas em uma nova interpretação. Nos anos seguintes a identidade visual foi sendo aprimorada. As grandes mudanças ocorreram na modernização do tradicional bonequinho, que representa uma criança apoiada na primeira letra A como se fosse uma muleta, e no aumento da grossura da fonte da letra.


Em 2013, ocorreu a renovação da logomarca institucional após constatar que a marca não refletia mais a realidade da instituição junto à sociedade. Afinal, nesse novo cenário, o objetivo inicial da reabilitação ampliou-se para a integração social e a busca pela autonomia das pessoas com deficiência física. O estudo chegou à proposta de unir a marca AACD, que apresenta tradicionalmente o significado de palavras-chave, como solidez, competência, ética, excelência, superação, autonomia, dedicação e alegria, com a nova marca do Teleton (apresentada em 2012), que possuía uma excelente visibilidade. Assim o novo logotipo adotou conceitos como alegria, vibração e o calor. Também foram utilizadas formas orgânicas, que transmitissem a ideia do movimento, da multiplicidade, profundidade e amplitude.


Os slogans 
Vida é movimento. (2013) 
Você faz parte dessa história. 
As diferenças acabam aqui. (2005)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 3 de agosto de 1950 
● Fundador: Dr. Renato da Costa Bonfim 
● Sede mundial: Cidade de São Paulo, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Associação de Assistência à Criança Deficiente 
● Capital aberto: Não (instituição sem fins lucrativos) 
● Presidente emérito: Carlos Alberto Magalhães Lancellotti 
● Presidente: Regina Helena S. Velloso 
● CEO: João Octaviano Machado Neto 
● Arrecadação: R$ 346 milhões (2013) 
● Centros de reabilitação: 15 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Colaboradores: 4.300 (funcionários e voluntários) 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais produtos: Terapia, atendimento, cirurgias e aulas para portadores de deficiência 
● Ícones: O projeto Teleton 
● Slogan: Vida é movimento. 
● Website: www.aacd.org.br 

A marca no Brasil 
Hoje em dia a AACD, uma entidade privada sem fins lucrativos, realiza mais de 1.5 milhões de atendimentos (incluindo cirurgias, consultas, aulas, terapias) por ano em 15 unidades distribuídas por seis estados do país: AACD Ibirapuera (SP), AACD Mooca (SP), AACD Osasco (SP), AACD São José do Rio Preto (SP), AACD Campo Grande (SP), AACD Mogi das Cruzes (SP), AACD Santana (SP), AACD Recife (PE), AACD Uberlândia (MG), AACD Porto Alegre (RS), AACD Nova Iguaçu (RJ), AACD Joinville (SC), AACD Poços de Calda (MG) e AACD Campina Grande (PB). Além disso, a AACD possui 4 escolas que oferecem formação acadêmica básica (do jardim 1 à 4ª série do ensino fundamental) aos pacientes com condições cognitivas preservadas; seis oficinas de aparelhos ortopédicos, um centro de diagnósticos e um hospital (com 115 leitos, incluindo os setores de internação e a UTI, e que possui um dos mais completos centros tecnológicos do país para cirurgias ortopédicas). A instituição também conta com uma loja ortopédica que oferece ao consumidor produtos médico-hospitalares de uso comum, como imobilizadores, cadeiras de rodas, cadeiras de banho, andadores e muletas, bengalas e estabilizadores, joelheiras, cadeiras para autos e produtos pós-cirúrgicos. Esse trabalho de importante alcance social respalda-se na sensibilidade, consciência e participação de muitos brasileiros, que contribuem efetivamente para o funcionamento e desenvolvimento da instituição. Para cumprir essa missão, a AACD conta com doações espontâneas, realiza campanhas e projetos, vende produtos e firma parcerias. 

Você sabia? 
As clínicas em atividade na AACD são: Paralisia Cerebral, Lesão Medular, Lesão Encefálica Adquirida (Infantil e Adulto), Mielomeningocele (conhecida como Espinha Bífida), Malformações Congênitas, Amputados, Doenças Neuromusculares e entre outras. Cada uma dessas clínicas possui um grupo de profissionais habilitados em fornecer um tratamento consistente e uniforme ao paciente. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa, revistas (Veja, Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 23/2/2015

9.6.08

MÉDECINS SANS FRONTIÉRES


Epidemias. Terremotos. Tufões. Guerras civis. Inundações. São em cenários como esses que os profissionais da organização Médicos Sem Fronteiras atuam, proporcionando que milhões de pessoas tenham ao menos uma chance de sobrevivência. Seus voluntários levam socorro às populações em perigo e às vítimas de catástrofes de origem natural ou humana e de situações de conflito, sem qualquer discriminação racial, religiosa, filosófica ou política. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, os Médicos Sem Fronteiras reivindicam, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício da sua atividade. 

A história 
A organização Médecins Sans Frontières (conhecida no Brasil de Médicos Sem Fronteiras) foi criada no dia 20 de dezembro de 1971 por um grupo de 13 jovens médicos franceses (conhecidos então como French Doctors), liderado pelo médico Bernard Kouchner, e jornalistas, liderados por Raymond Borel, editor chefe do jornal médico Tonus, que, em sua maioria, tinham trabalhado como voluntários da Cruz Vermelha em Biafra, região no sudeste da Nigéria, que, no final dos anos de 1960, estava sendo destruída por uma guerra civil brutal. Enquanto trabalhavam para socorrer as vítimas do conflito, eles perceberam que as limitações da ajuda humanitária internacional da época eram fatais. Para tratar dos doentes e feridos era preciso esperar por um entendimento entre as partes em conflito ou pela autorização oficial das autoridades locais. Além dos entraves burocráticos e políticos, os grupos de ajuda humanitária não se manifestavam diante dos fatos testemunhados, ainda que diante de situações gritantes.


Ao retornarem à França, estimaram que a política de neutralidade e de reserva da Cruz Vermelha havia sido um erro, e que era necessária a criação de uma associação que aliasse ajuda humanitária e ações de sensibilização junto à mídia e às instituições políticas. A organização surgiu com o objetivo de levar cuidados de saúde para quem mais precisa, independentemente de interesses políticos, raça, credo ou nacionalidade. Na verdade era uma organização humanitária que associava ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, dando visibilidade a realidades que não podiam permanecer negligenciadas. Seus fundadores acreditavam que todas as pessoas tinham o direito a tratamento médico, e que essa necessidade era mais importante que as fronteiras nacionais (princípio de ingerência). No ano seguinte, o MSF fez sua primeira intervenção, na Nicarágua, após um terremoto que devastou a capital do país, Manágua, matando entre 10 e 30 mil pessoas.


Ainda nesta década a organização atuou em Honduras, depois da passagem de um furacão em 1974; nos campos de refugiados da Tailândia, em 1975; estabeleceu o primeiro programa médico de grande escala durante a crise de refugiados no Camboja, em 1975; e no Líbano, em 1976, durante sua primeira missão de guerra. Pouco depois, em 1980, após a ocupação do Afeganistão pelos Estados Unidos, o MSF forneceu proteção e estrutura para as vítimas da guerra. No final desta década, em 1988, a organização levou ajuda às vítimas de um grande terremoto na Armênia. A atuação da organização nesses anos culminou com o recebimento do Prêmio Nobel da Paz em 1999 em reconhecimento ao trabalho humanitário pioneiro em diversos continentes e para honrar seus profissionais médicos, que haviam atuado em mais de 80 países, tendo tratado dezenas de milhões de pessoas. A partir desse ano, a organização começou a promover a Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais, visando chamar a atenção para doenças negligenciadas, como a malária, doença de Chagas e a doença do sono, que matam milhões de pessoas a cada ano. Além disso, a campanha também visava proporcionar o acesso a medicamentos para tratamento da AIDS nos países mais atingidos.


Neste momento a organização já possuía escritórios regionais em vários países, inclusive no Brasil, onde havia desembarcado no começo da década. A partir de 2005, o MSF começou a recrutar profissionais brasileiros para trabalhar em seus projetos pelo mundo. Nos últimos anos, algumas das crises nas quais o MSF esteve presente ativamente foram: o Terremoto no Haiti (2010), a Guerra da Síria (2011), o Tufão nas Filipinas (2013), a Epidemia de Ebola na África ocidental (2014), o Conflito do Iêmen (2015) e o Terremoto no Nepal (2015). Em 2015, um bombardeio dos Estados Unidos ao centro de trauma do MSF na cidade de Kunduz, no Afeganistão, fez o maior número de vítimas em ataques a instalações da organização: 42 pessoas foram mortas, sendo 14 profissionais do MSF.


Nos últimos anos, o MSF proporciona também ações de longo prazo, na ajuda a refugiados, em casos de conflitos prolongados, instabilidade crônica ou após a ocorrência de catástrofes naturais ou provocadas pela ação humana. Também é missão do MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos. Além disso, em situações em que a atuação médica não é suficiente para garantir a sobrevivência de determinada população – como ocorre em casos de extrema urgência –, a organização pode fornecer água, alimentos, saneamento e abrigos. Esse tipo de ação se dá prioritariamente em períodos de crise, quando o equilíbrio anterior de uma situação é rompido e a vida das pessoas é ameaçada.


A linha do tempo 
1984 
Grande projeto de nutrição intensiva para vítimas da fome na Etiópia, na África. 
1985 
A organização é expulsa da Etiópia depois de ter denunciado o desvio da ajuda humanitária e a migração forçada das populações locais. 
1987 
Primeiros projetos médico-sociais em países desenvolvidos, começando pela França. 
1989 
Lançamento de programas de saúde na Europa Oriental, depois do colapso do bloco comunista. 
1991 
Primeira intervenção no Brasil, para conter uma epidemia de cólera na Amazônia. Depois de 10 anos, o MSF finalizou atuação na região, uma vez que os povos indígenas atendidos passaram a ter acesso a cuidados básicos de saúde com a criação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). 
Denuncia a limpeza étnica e crimes contra a humanidade, na Bósnia-Herzegovina. 
1993 
Chegada ao Rio de Janeiro, iniciando trabalhos com crianças de rua. 
1994 
Presença antes, durante e depois do genocídio em Ruanda, na África, onde aproximadamente 800 mil ruandeses da etnia tutsi foram assassinados por milicianos hutus. 
1996 
Vacinação de 4.5 milhões de pessoas contra a meningite, na Nigéria. 
1997 
Intervenção em epidemia de cólera no oeste da África. 
1998 
Assistência e envio de medicamentos e de material médico para as vítimas do furacão que varreu a América Central (Honduras, Nicarágua e Guatemala). 
Causou polêmica ao retirar-se da Coréia do Norte, acusando o regime de Pyongyang de malversar a ajuda humanitária vinda do exterior. 
1999 
Assistência humanitária aos refugiados durante a guerra do Kosovo. 
2000 
Denuncia a negligência em relação ao povo angolano em meio à guerra entre governo e rebeldes. 
2001 
Critica a operação pão e bombas durante ataque dos Estados Unidos ao Afeganistão. 
2002 
Amplia presença em Angola, que, após o fim do conflito que durou anos, vivia a pior crise de desnutrição da África na última década. 
2003 
Durante pesados conflitos entre forças do governo e tropas rebeldes na capital da Libéria, o MSF oferece assistência a milhares de deslocados e transforma casas em hospitais. 
2010 
Após o terremoto que devastou o Haiti, a organização tratou mais de 173 mil pacientes e realizou mais de 11 mil cirurgias. 
2011 
Concentra esforços no atendimento às pessoas afetadas pelo conflito na Síria e atua em três hospitais no norte do país transformando casas e uma granja em hospitais. Impedido de acessar outras áreas da Síria, o MSF inicia apoio a mais de 50 unidades de saúde espalhadas pelo país. 
2013 
A República Centro-Africana alcança status de emergência humanitária crônica após o golpe de Estado e a violência chega a níveis sem precedentes. O MSF mantém sete projetos regulares e seis de emergência, em quase todo o país, além prestar assistência a refugiados nos países vizinhos. É das poucas organizações que levam cuidados a essa população. 
2014 
Início de uma epidemia de Ebola sem precedentes: em seis países, o MSF tratou quase 5 mil pacientes no ano, aproximadamente 25% de todos os casos declarados na África Ocidental.


Missões do bem 
Atualmente, as principais ações do MSF no mundo são: 
+ Campanhas de vacinação 
+ Ações de prevenção de doenças 
+ Assistência a campos de refugiados 
+ Nutrição terapêutica e suplementar 
+ Distribuição de alimentos em regiões em situação de fome aguda 
+ Distribuição de medicamentos 
+ Assistência médica dentro de instalações públicas pré-existentes 
+ Reforma de estruturas de saúde - reabilitação de hospitais e clínicas 
+ Cirurgias 
+ Campanhas de sensibilização da opinião pública 
+ Projetos de saneamento e provisão de água 
+ Construção de hospitais e postos de saúde 
+ Formação de agentes comunitários 
+ Formação de pessoal de saúde 
+ Apoio à reinserção social 
+ Acompanhamento epidemiológico de um país ou região


A ajuda em números 
A cada ano, aproximadamente 7.700 médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde da organização Médecins Sans Frontières, partem de diferentes países, em direção a quase 470 projetos de ajuda humanitária em mais de 70 países, levando atendimento para mais de 30 mil pessoas diariamente. O trabalho sério da organização realmente salva milhões de vidas anualmente: são aproximadamente 9.1 milhões de consultas ambulatoriais; 3 milhões de crianças vacinadas; 43 mil cirurgias de guerra; tratamento para mais de 180 mil casos de desnutrição severa e moderada; mais de 250 mil partos; 30.600 imigrantes e refugiados resgatados do mar; mais de 55 mil internações; tratamento para casos de malária (2.5 milhões de pessoas), HIV/AIDS (mais de 220 mil pacientes), tuberculose, sarampo, meningite e cólera; milhões de atendimentos psicológicos; além da distribuição de milhares de kits de higiene e cozinha e lonas plásticas.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 20 de dezembro de 1971 
● Fundador: Bernard Kouchner e Raymond Borel 
● Sede mundial: Genebra, Suíça 
● Proprietário da marca: Médecins Sans Frontières 
● Capital aberto: Não (organização não-governamental) 
● Presidente: Joanne Liu 
● Secretário Geral: Jérôme Oberreit 
● Arrecadação: €1.5 bilhões (2016) 
● Presença global: 71 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários/voluntários: 36.000 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais produtos: Assistência médica e humanitária 
● Concorrentes diretos: Red Cross (Cruz Vermelha), Médecins du Monde, The Salvation Army e Anistia Internacional 
● Slogan: Hope without borders. 
● Website: www.msf.org.br 

A marca no Brasil 
Em 1991, o Médicos Sem Fronteiras iniciou sua primeira intervenção no Brasil no combate a uma epidemia de cólera na Amazônia, em parceria com o Ministério da Saúde. Depois que a epidemia foi controlada, o MSF passou a desenvolver um trabalho de saúde preventiva com tribos indígenas, impulsionada pelo alto índice de mortalidade e morbidade provocadas principalmente pela malária. Nos anos seguintes, a organização implantou vários projetos, como por exemplo, em 1996 quando criou o Programa Local de Prevenção a DST/Aids, através da implantação de bancos de preservativos e atividades educativas de prevenção em comunidades carentes do Rio de Janeiro, em parceria com associações de moradores; o Dentemania em 1998, onde realizava um trabalho com crianças de rua e de comunidades carentes, para ensinar, de maneira lúdica, como manter a higiene bucal; e constituiu, em 1998, uma rede de médicos voluntários que se preocupam com a questão da exclusão social e oferecem atendimento gratuito à população excluída. Atualmente, o MSF do Brasil envia 150 brasileiros de diversas especialidades para seus projetos pelo mundo e conta com aproximadamente 260 mil doadores.


A marca no mundo 
Hoje, mais de 36 mil profissionais, dos quais mais de 7.700 são médicos, trabalham com a organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que oferece assistência à saúde, em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social em mais de 70 países. Aproximadamente 95% da arrecadação provém de doações particulares (são mais de 6 milhões de doadores individuais), enquanto o restante é proveniente de governos e empresas. Atualmente é a maior organização de ajuda humanitária não governamental do mundo, na área da saúde. 

Você sabia? 
A organização, mundialmente conhecida pela sigla MSF (abreviação da frase em francês “Médecins Sans Frontières”), também adota os nomes MÉDICOS SEM FRONTEIRAS (no Brasil) e DOCTORS WITHOUT BORDERS (nos Estados Unidos). 
Em junho de 2016, após o acordo firmado entre a União Europeia e a Turquia, o MSF decidiu não receber mais recursos financeiros dos países-membros do bloco em protesto contra a vergonhosa política migratória imposta a refugiados e migrantes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/11/2017