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14.7.08

CACAU SHOW


A CACAU SHOW fabrica muito mais do que chocolates e deliciosas trufas. O que produz são pequenas demonstrações de carinho que fazem as pessoas se sentirem lembradas e amadas. A marca se esforça ao máximo para que o maior número de pessoas possa fazer um doce gesto capaz de provocar sorrisos, abraços e beijos. Especialista em chocolates com diferentes intensidades de sabor, a marca está em constante inovação e oferece uma variedade de produtos para todos os gostos e momentos. 

A história 
A empresa nasceu quando o fundador, Alexandre Tadeu da Costa (foto abaixo), um rapaz de família humilde, filho de pai tecelão e mãe vendedora de produtos de beleza em domicílio, começou a revender chocolates de uma indústria. Na primeira Páscoa, em 1988, ele vendeu, além de outros produtos, dois mil ovos de 50g. Porém, quando chegou à fábrica, ele descobriu que cometera um enorme engano, por não conhecer o suficiente a linha de produtos da empresa que, na verdade, não fabricava ovos de 50g e não teria condições de fabricá-los antes do domingo de Páscoa para honrar as vendas efetuadas. Frente a isso, preocupado em honrar a encomenda e em não perder o pedido, o estudante, então com 17 anos, comprou a matéria-prima necessária e procurou alguém que estivesse acostumado a fabricar chocolates em casa. Em uma loja especializada no ramo, conheceu uma senhora chamada Cleusa Trentin que fazia chocolates caseiros e que viria a ser a primeira funcionária da CACAU SHOW. Comprou formas, embalagens e quantidades suficientes do produto em barras para derreter e em seguida transformá-lo em ovos de Páscoa.


Durante três dias, com uma jornada diária de 18 horas de trabalho devido ao prazo de entrega apertado, foi possível honrar todas as encomendas. Essa operação gerou um lucro líquido de aproximadamente US$ 500. Depois da experiência, Alexandre percebeu que havia um mercado muito pouco explorado de chocolates artesanais e resolveu investir nisso. Com esse capital inicial, a empresa iniciou suas atividades no mês de outubro de 1988 no bairro da Casa Verde, em São Paulo. Inicialmente o novo empreendimento se estabeleceu em uma pequena sala de apenas 12 m² da empresa de seus pais, vendedores de produtos da Avon e potes da Tupperware, que inicialmente foi cedido sem custo por seis meses. Após esse período inicial, ele passou a pagar aluguel. Foi criado um catálogo de vendas para encomendas, a exemplo do que algumas marcas de cosméticos e perfumes faziam. Nessa época, o processo de produção era bem precário: ele e uma funcionária produziam e saíam vendendo as guloseimas (trufas e bombons) em padarias e supermercados da zona oeste de São Paulo, contando também com a ajuda de alguns poucos revendedores. A produção caseira era transportada no banco de trás de um Fusca ano 1978.


Porém, foi preciso mudar a estrutura de distribuição, pois, para o tipo e o custo do produto vendido, ficava muito caro o sistema de comissões e de prazos de pagamento habituais ao canal de venda domiciliar. Foi nesta época que Alexandre optou por atender diretamente a pequenos pontos-de-venda, como bares e lanchonetes, sem contar com a intermediação de atacadistas ou distribuidores. A experiência de sair vendendo pessoalmente, de loja em loja, foi considerada insubstituível pelo empresário, pois graças a ela, soube exatamente como se vende, conheceu profundamente o mercado e o perfil dos compradores, as dificuldades e oportunidades encontradas, podendo, portanto, preparar seus vendedores da melhor maneira para o dia a dia nas ruas. Além de vender o produto, buscou também informações técnicas: como fabricar, conservar, embalar, e assim por diante. Nesta busca de aperfeiçoamento da qualidade, fez cursos de vários tipos, desde aqueles oferecidos por grandes fornecedores e revendedores de chocolates em barra até cursos tipicamente voltados para donas de casa.


Um momento difícil para a empresa ocorreu no verão de 1992. Como é natural e ocorre em todos os verões com produtos à base de chocolate, as vendas da marca caíram acentuadamente. O produto parou de rodar no ponto de venda e, devido à sua curta vida útil, começou a estragar. Todos os produtos deteriorados foram trocados sem qualquer ônus para os varejistas. Até aí era uma situação tradicional de verão, quando frequentemente é necessário “colocar dinheiro” na empresa; foi então que a crise se instalou, porque não havia caixa suficiente para cobrir as despesas. Mais uma vez, Alexandre não ficou parado, reclamando, nem saiu atrás de empréstimos para cobrir as despesas. Ao contrário, buscou oportunidades de longo prazo. Como o fim do ano se aproximava, comprou uma máquina para fazer panettones, e vendeu-os; montou quiosques em feiras de natal para oferecer não somente seus chocolates, mas também produtos adequados à temperatura do verão, como salgadinhos e sucos, adquiridos de terceiros: ou seja, quando a situação de seus produtos se complicou, a empresa mudou, rápida e temporariamente, sua oferta ao mercado para poder suprir os problemas e sair da crise em boas condições.


A primeira loja própria da CACAU SHOW só surgiu em 2001, instalada em um pequeno espaço de 40 m² na cidade de Piracicaba, no interior paulista. E foi por acaso. Isto porque, na Páscoa daquele ano, um distribuidor local comprou chocolates em excesso e não tinha espaço para estocar os produtos no apartamento. A solução então foi criar um depósito com uma loja na frente. Pouco depois, ainda neste ano, a empresa implantou o sistema de franquia. Era o que faltava para dar consistência à CACAU SHOW. Nos anos seguintes foram inauguradas centenas de lojas em várias cidades brasileiras, o que já fazia da CACAU SHOW a maior rede de chocolates finos do Brasil em número de unidades. Em 2005 a empresa ganhou o prêmio de “Melhor Franquia do Ano”, na categoria Cafeteria e Confeitaria. Somente em 2006 a marca fez o primeiro anúncio em televisão, iniciando assim seus investimentos em propaganda. Ainda este ano, para dar conta da expansão, a empresa abandonou sua antiga fábrica de cinco mil metros quadrados, na capital paulista, e inaugurou uma nova unidade de 17 mil metros quadrados em Itapevi, interior de São Paulo. O novo empreendimento consumiu um investimento inicial de R$ 15 milhões. Para a produção de trufas, carro-chefe da rede, a CACAU SHOW conta com a maior máquina de fabricação de trufas da América do Sul, com capacidade para produzir uma tonelada de trufas por hora. Em meados de 2007 a CACAU SHOW se tornou a maior rede de lojas de chocolates finos do mundo, ao ultrapassar em número de unidades a americana Rocky Mountain. E o crescimento não parou por aí: em 2008, inaugurou 234 novas lojas; e no ano de 2010 atingiu a marca de mil lojas em funcionamento.


O sucesso dos últimos anos também foi amparado pelos constantes lançamentos e serviços inovadores, como por exemplo, a implantação do famoso café espresso em alguma de suas lojas; a realização do Festival das Trufas, cuja primeira edição ocorreu em 2004, onde inicialmente ao comprar 9 unidades a décima saía totalmente grátis, e hoje lança novos e inusitados sabores a cada ano com promoções e descontos; a criação de kits para datas comemorativas, incluindo o Dia dos Namorados, que em 2010, em uma atitude ousada continha um livro Kama Sutra de bolso, creme de massagem sabor trufa (comestível) e plaquinhas de chocolate ao leite com posições do Kama Sutra; além de novos produtos como o fondue; o chocolate quente, servido no inverno; o Tablete +Leite, que trazia 28% de cacau e era fabricado com leite de alta qualidade com quase o dobro da quantidade dos outros chocolates, resultando em uma textura cremosa do leite, que acentua o sabor e faz com que o produto derreta na boca mais facilmente; a caixa Intensidade (continha minitabletes de diferentes graduações de cacau para uma experiência única na degustação do chocolate); e o Montebello, uma deliciosa “montanha” de marshmallow coberta com o puro chocolate ao leite (conhecido como merengue), disponível em vários sabores como Coco Queimado, Tradicional e Maracujá e Coco.


Em 2016, a rede anunciou a ampliação de seus negócios para o segmento de sorvetes, com a Gelateria Cacau Show, que recria os itens de sucesso da marca em forma de sorvete, como LaCreme, Trufa Tradicional, Intensidade e Mexo, bem como apresenta os sabores frutados Morango Fresco e Limão-Siciliano. As novidades chegaram em duas versões: cobertos com o tradicional chocolate CACAU SHOW e recheio cremoso; e sem cobertura. A princípio, as delícias geladas estavam presentes em 343 lojas da rede, localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.


Em três décadas, a CACAU SHOW cresceu enormemente e se tornou uma deliciosa história de sucesso ao inaugurar um nicho de mercado até então inexplorado. Com lojas e embalagens semelhantes às de marcas de primeira linha, aliou uma imagem de sofisticação a um preço mais baixo e alta qualidade. Atualmente a CACAU SHOW oferece quatro formatos para atuação no varejo: Loja (experiência completa de produtos e serviços, no mais moderno conceito de varejo), Quiosque (praticidade e agilidade em atendimento para ótimos pontos de venda), Gelateria (gelatos italianos inspirados em sucessos da marca para centros de grande fluxo) e Chocolateria (os principais produtos sempre em destaque e proximidade do consumidor).


Os produtos 
A CACAU SHOW oferece uma linha completa formada por mais de 200 produtos como tabletes (que engloba a linha laCreme, composta por tabletes, trufas e bombons de chocolate ao leite que derretem na boca; ou a Bendito Cacao, lançada em 2015 e composta por tabletes de chocolates com 52%, 65%, 70% e 80% de cacau), bombons finos, pastilhas de chocolate com menta, garrafinhas de chocolate ao leite (com recheios de licor, nos sabores conhaque, marula e cereja), chocolate sem lactose, orgânico, com certificado de origem, ou seja, diversas opções para todos os paladares. Também conta com linha diet de ovos de Páscoa, bombons, trufas, tabletes e outros itens. Além disso, sua linha oferece Fondue e panettones (o com recheio de trufa foi lançado em 2008). Outro sucesso da rede é a linha Petit Deli, deliciosos bombons de chocolate ao leite com recheio sabor petit gâteau decorados com granulado de chocolate amargo ou bombons de chocolate ao leite com recheio sabor petit gâteau de caramelo decorados com chocolate branco. Entre os ovos de Páscoa, um dos mais populares entre as crianças é o Ovo Chocomonstros, um ovo de chocolate ao leite, acompanhado de uma divertida touca com movimento.


Apesar da enorme e deliciosa gama de produtos, o carro-chefe da marca é a trufa (cuja linha é batizada de Truffon), que sem dúvida é uma verdadeira tentação. Mensalmente são produzidos mais de 15 milhões de unidades, de aproximadamente 25 sabores diferentes, em uma receita que recebe mais manteiga de cacau que os chocolates normais. Entre os variados sabores estão trufas recheadas de morango, maracujá, coco, cereja, laranja, avelã, cocada, brigadeiro, chocolate com menta, caju com canela, torta de limão, chocolate ao leite e branco, algodão doce, maçã do amor, floresta negra e licor de chocolate. Existem também as trufas com edições limitadas e sazonais. Na época do natal, por exemplo, é comercializada a trufa com sabor panettone e chocotone, e no verão, a CACAU SHOW inova com sabores como pêssego, frutas tropicais, piñacolada, graviola e até caipirinha. Reconhecida como especialista em trufas, a marca já lançou mais de 55 sabores desde sua criação.


A fantástica loja de chocolate 
Quem já assistiu ao clássico do cinema “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, protagonizado pelo excêntrico Willy Wonka, vai querer conhecer a CACAU SHOW MEGA STORE, inaugurada no mês de novembro de 2017, em Itapevi (na altura do quilômetro 35 da Rodovia Castelo Branco), no interior de São Paulo. A loja de 2.000 m², consumiu um investimento de R$ 7 milhões e tem capacidade para receber até 1.000 visitantes por dia. Na fachada do prédio há um enorme painel (batizado de História do Cacau) do artista plástico Eduardo Kobra, considerado o maior grafite do mundo com 5.728 m². Mais da metade do lúdico espaço é ocupado por um pequeno parque temático denominado Cacau Parque. Na entrada, há um carrossel com 7 metros de altura. Uma árvore e um urso falantes cumprimentam aqueles que chegam, tudo isso ao lado de escorregadores e mesas para desenhar. Um vagão de trem se revela um cinema para dezesseis pessoas, onde um filme de cinco minutos conta a história da empresa. As cadeiras se mexem e há simulação de neve. No canto oposto, fica um museu que conta a história do chocolate.


Outra atração é o processo de produção do chocolate, que pode ser observado por uma parede de vidro, desde a torra da semente do cacau até o produto final que fica ali disponível para degustação. No local é possível customizar o próprio tablete de 40g (dá até para gravar nomes) ou fazer uma barra de chocolate (de 500 gramas) com os ingredientes que você escolher. Uma área de 10 m² funciona como outlet, vendendo artigos de linha, campanhas passadas e lançamentos com desconto. Em todo o espaço existem mais de 300 itens para qualquer bolso. O complexo tem ainda uma cafeteria com deliciosos cafés, uma linha exclusiva de sobremesas, como por exemplo, o petit gâteau e fondue. Além disso, pais e filhos podem aprender a fazer a guloseima de cacau em workshops. É possível também agendar uma festa, pois há um ambiente reservado para um bufê de até 100 pessoas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo dos anos. No final de 2016 a marca lançou seu novo logotipo, apresentando um símbolo que representa a junção de um “C” e um “S”, além de uma nova tipografia de letra (com traços mais arredondados). Na nova identidade as estrelas, antes em formato de arco, foram posicionadas em linha reta abaixo do nome da marca.


Os slogans 
Carinho em Cada Pedacinho. (2014) 
Pra vida ficar mais show. (2013) 
Um show de chocolate. (2009) 
Aqui é fácil fazer alguém feliz. (2008) 
Qualidade sempre presente.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1988 
● Fundador: Alexandre Tadeu da Costa 
● Sede mundial: Itapevi, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Indústria Brasileira de Alimentos e Chocolate Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Alexandre Tadeu da Costa 
● Faturamento: R$ 3.3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 2.070 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Maiores mercados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais 
● Funcionários: 7.000 
● Segmento: Chocolates 
● Principais produtos: Chocolates, bombons, trufas e ovos de Páscoa 
● Concorrentes diretos: Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau e Munik 
● Ícones: As trufas 
● Slogan: Carinho em Cada Pedacinho. 
● Website: www.cacaushow.com.br 

A marca no mundo 
A CACAU SHOW, maior empresa brasileira na produção de chocolates finos, é também uma das maiores franqueadoras do país, sendo a maior rede de lojas especializada em chocolates finos do mundo com mais de 2.070 unidades distribuídas em 1.000 municípios de 26 estados brasileiros. Por ano são atendidos mais de 53 milhões de clientes, vendidos mais de 300 milhões de chocolates e faturamento superior a R$ 3.3 bilhões (dados de 2017). A empresa possui cinco fábricas - em Itapevi (SP), Campos do Jordão (SP), Capital Paulista e Curitiba (PR) - e uma produção de mais de 12 mil toneladas de chocolates ao ano. Anualmente a CACAU SHOW lança 100 novos produtos. Hoje, a empresa atua também em outros canais de venda: direta, in-company (em grandes empresas) e domiciliar. 

Você sabia? 
Em relação ao retorno do investimento para lojas franqueadas, a empresa afirma que 82% de seus franqueados o obtiveram até a primeira Páscoa. 
A cada Páscoa a marca vende aproximadamente 5 milhões de ovos, detendo, segundo pesquisas, aproximadamente 10% do mercado. Além disso, durante o período de Natal são vendidos mais de 2 milhões de panettones. 
No dia 24 de dezembro de 2009 a empresa fundou o Instituto Cacau Show, cujo objetivo é promover serviços, programas, projetos de proteção básica e direitos sócios assistenciais por meio de atividades educacionais, culturais, ambientais, esportivas, jurídicas e profissionalizantes, atingindo todas as faixas etárias. Hoje já são mais de 1.500 pessoas assistidas, entre crianças, adolescentes e idosos com aulas de reforço escolar, esporte e informática. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Veja e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/4/2018

29.5.06

KOPENHAGEN


Ela praticamente não tem concorrente no Brasil. É única no segmento de chocolates finos com tradição. Os executivos da empresa costumam dizer que os concorrentes são lojas de presentes, como flores, joias e roupas. Além de chocolate, a marca vende desejo, glamour e sofisticação. Ótimos presentes para o ano todo. A KOPENHAGEN oferece uma variedade de produtos que marcaram época e já seduziram três gerações de brasileiros, afinal, quem resiste a uma Nhá Benta ou a um punhado de Chumbinhos? Há nove décadas, a KOPENHAGEN está neste seleto grupo de marcas que sobreviveram a décadas de transformações econômicas e de comportamento do consumidor. 

A história 
A história da empresa começou em meados da década de 1920 com a chegada ao Brasil de um casal de imigrantes, Anna e David Kopenhagen, provenientes da Letônia, situada no gelado mar Báltico. Foi Anna quem trouxe de lá a receita do marzipan (um clássico doce europeu feito da mistura da amêndoa e açúcar), até então desconhecida no Brasil. A partir de 1928, Anna (que era pianista) passava as noites fabricando as deliciosas bolinhas de marzipan para que David (estudante de medicina) pudesse sair bem cedo, a pé para economizar condução, em busca de clientes. No início, os compradores eram funcionários e clientes de bancos europeus no centro de São Paulo. Com muita perseverança, David conquistou clientes para o produto e, em 1929, o casal resolveu inaugurar a primeira loja, localizada na Rua Miguel Couto, também no centro de São Paulo. Bonecos, bichinhos e outras figuras feitas de marzipan eram expostos delicadamente na vitrine da mais nova delicatesse da cidade. E logo inauguraram uma segunda loja, na mesma rua. Em 1930, quando o casal já produzia chocolate e balas, surgiram os ovos de páscoa (na versão chocolate ao leite e crocante). Nesta época, eles decoravam as vitrines de acordo com as festividades da época.


No início da próxima década, em 1943, o casal adquiriu uma fábrica no bairro do Itaim Bibi, com excelentes instalações e tecnologia avançada para a época. Assim, a empresa passou a produzir também chocolates finos, bombons, balas, confeitos, biscoitos, além de deliciosos panetones em grande escala. Se o nome remetia a um universo que não é o brasileiro, mas de um grupo linguístico eslavo, os produtos, pelo contrário, tinham apelos bem característicos da nossa cultura. Ainda esta década, a empresa chegou a então capital federal, Rio de Janeiro, com uma loja na Rua do Ouvidor, no centro da cidade - a primeira fora de São Paulo. Nesta época a empresa já oferecia produtos como Língua de Gato (que segundo dados da empresa é o item, entre os clássicos, mais lembrado nas pesquisas), Chumbinho (bolinhas de chocolate com crocante) e Lajotinha (uma espécie de waffle coberto de chocolate). Nos anos seguintes a marca introduziu no mercado produtos que se tornariam ícones de muitas gerações, como por exemplo, os bombons Cherry Brandy, a Nhá Benta, as garrafinhas Kopenhagen (recheadas com licor, conhaque, uísque e rum), entre outras delícias. Nos anos de 1950 a marca adotou o atual logotipo, na verdade a assinatura de David Kopenhagen. Foi nesta época que a marca começou a conquistar o público infantil. Tudo por causa de um aviãozinho Constellation cujo interior vinha abarrotado de deliciosos drageados. Os anos de 1960 foram marcados por deliciosas novidades: as tradicionais caixas de bombom com tampas transparentes; a inauguração da loja no shopping Iguatemi em 1968; e os coelhos de chocolate com nome de gente (Lito, Vera e Bastião).


Nos anos seguintes a KOPENHAGEN investiu na diversificação de suas embalagens, com seus tradicionais laços, para atender aos clientes mais exigentes que desejavam presentear pessoas queridas, além da criação do famoso lápis recheado com deliciosas balas, que tanto sucesso fez com a garotada. Em 1985 a empresa implantou seu sistema de franquias, para garantir a expansão do negócio fora do eixo Rio-São Paulo, até então mercado dominante para a KOPENHAGEN. Até as décadas de 1980 e 1990, a marca ia muito bem e havia se transformado em sinônimo de chocolates finos. Os novos concorrentes, a volátil economia brasileira e a falta de investimento na empresa deram sinais de enfraquecimento da marca e seus produtos não vendiam mais como em outros anos. Em 1996, a história mudou. O empresário Celso Ricardo de Moraes, então proprietário do laboratório Virtus, fabricante dos conhecidos Adocyl, Maracugina e Atroveran, comprou a KOPENHAGEN, a época com 100 lojas, e que desde então cresce em um ritmo alucinante e equilibrado.


O que foi feito? Lançamento de novos produtos para atender praticamente todos os segmentos, ampliação do foco de atuação buscando novos públicos e forte investimento em comunicação para rejuvenescer a marca. As mudanças implantadas pela nova gestão, como por exemplo, a transformação visual de todas as lojas (com ambientação sofisticada, o objetivo dos pontos de venda era comunicar os produtos e fazer um convite mais do que tentador a experimentar as guloseimas da marca), a diversificação dos produtos e a inauguração dos cafés nas unidades da rede, foram responsáveis por quadruplicar o faturamento da empresa. Apesar disso, o contato com a família fundadora não foi deixado de lado. Quando um produto estava para ser lançado, eles sempre davam opinião, pois conheciam o negócio muito bem.


Uma das primeiras ações foi investir US$ 5 milhões na transferência da fábrica do bairro do Itaim Bibi para Tamboré, em Barueri, na Grande São Paulo, tomando o cuidado de levar algumas máquinas originais para o novo espaço de 18.000 m². Atualmente na fábrica, uma das mais modernas da América Latina, trabalham aproximadamente mil empregados. Paralelamente, implantou um rígido controle de qualidade e contratou uma empresa especializada em franquia para cuidar dos rumos da rede. O lançamento de novos produtos passou a ser uma tarefa conjunta de um gourmet e do departamento de marketing, que confere as principais tendências do setor no mundo. Assim chegaram ao mercado, nos últimos tempos, a linha infantil KOPENHAGEN da Turminha e os bombons à base de frutas, só para citar alguns itens.


Outra ação importante foi a criação, em 1999, da Kop to Company, a divisão institucional, desenvolvida com o objetivo de preparar brindes personalizados para empresas. No primeiro ano de atividade a divisão respondeu por 10% do faturamento da empresa. Em 2003 a KOPENHAGEN se tornou a única fabricante nacional de chocolates presente nas lojas Duty Free e uma das primeiras a ganhar as prateleiras das lojas de departamento americanas. O primeiro carregamento de Nhá Benta de 18 milhões de unidades que, somados a 1 milhão de caixas de bombons Cherry Brandy representavam uma negociação de peso.


O processo de modernização da marca se intensificou em 2004, com a chegada da filha do proprietário, Renata Moraes à vice-presidência. Ao seu comando, no ano seguinte, a empresa abriu 24 novos pontos de venda. A criação do Passaporte da Turminha, que permitia aos consumidores mirins colecionar selos e trocá-los por presentes, surgiu por intermédio da executiva. A proposta era fidelizar uma nova geração de consumidores ainda pouco acostumada a se lambuzar com Nhá Benta e Língua de Gato. Em três meses de campanha foram cadastrados 20 mil nomes. Renata também comandou o lançamento da loja virtual em 2007 (disponibilizando toda linha de produto da marca, exceto bebidas, mousses, e produtos a granel) e o relançamento da linha de sorvetes da marca. A primeira experiência com o produto ocorreu em 2001, porém não foi levada adiante por conta do racionamento de energia elétrica da época, tornando o custo das geladeiras alto demais. Outra estratégia da KOPENHAGEN tem sido a de usar cada vez mais os cafés e bebidas geladas como catalisador de público, afinal, eles fazem com que o consumidor permaneça mais tempo no ponto de venda. Além disso, foi criado o KOP CLUB, um programa de relacionamento que retribui as compras com privilégios à altura do bom gosto e sofisticação, e que em 2016 chegou a 1 milhão de membros. Em 2010, a empresa inaugurou um moderno complexo fabril em Extrema (MG), que mais parece uma fantástica fábrica de chocolate.


Em 2013 a rede inaugurou sua primeira flagship store (loja conceito) na badalada Rua Oscar Freire em São Paulo, onde foi conceituado um show room exclusivo de produtos para reforçar um elemento novo que a marca estava introduzindo, a Linha Gifts Luxo Kopenhagen, uma coleção de produtos como bonbonnières, baleiros, vasos, porta objetos, sousplats, porta joias e caixas para guardar relógios, entre outros itens à venda, juntamente com delícias da marca, para que o consumidor vivencie e eternize os bons momentos junto a KOPENHAGEN. Na loja, o cliente tem a oportunidade de vivenciar experiências únicas, desde o primeiro momento que adentrar ao local, ao ser instigado pelo delicioso aroma de chocolate que permeia o ambiente criando uma atmosfera de prazer ao consumo. A loja conceito também oferece aos consumidores apaixonados pela marca reedições limitadas de clássicos KOPENHAGEN, presente na memória de muitos clientes, como as pequenas frutinhas feitas artesanalmente em marzipan, além de tortas e macarons inspirados nos clássicos.


Poucas marcas conseguem chegar com tanto vigor aos 90 anos no Brasil como a KOPENHAGEN. E para comemorar esta marca, em 2018 a marca decidiu realizar os desejos de alguns de seus clientes mais fiéis, relançando alguns chocolates que fizeram sucesso ao longo de sua história como o bombom avelã (bombom de chocolate com pedacinhos de avelã), Jelly Gadern (gelatinas cobertas com chocolate nos sabores limão, laranja e morango) e as tradicionais batatinhas de marzipan (que de acordo com a empresa foi o primeiro sucesso da KOPENHAGEN e marcou a infância de muitos consumidores). Além dos relançamentos, a marca está reformulando todo o conceito de suas lojas. Agora a marca deve assumir cores mais vibrantes e compatíveis com o “mood” do público.


Atualmente a KOPENHAGEN tem como missão: fabricar produtos de altíssima qualidade, preservando seu sabor com sofisticação e originalidade. Preocupada em proporcionar felicidade através de seus chocolates e doces, está sempre atenta às mudanças do mercado para inovar e ir ao encontro às preferências de seus consumidores, oferecendo as melhores lojas, o melhor atendimento e o melhor produto para consumir e presentear. Por isso, há 90 anos a marca está presente nos mais doces momentos dos fãs e apreciadores dos sabores únicos de seus clássicos.


A linha do tempo 
1930 
Lançamento dos primeiros ovos de Páscoa. 
1941 
Lançamento da LAJOTINHA
1944 
Criação da famosa e tradicional bala de leite, que se tornaria um dos ícones da marca. O nome já apostava no sucesso que faria: Bala Super Leite
1953 
Criação do famoso bombom CHERRY BRANDY, chocolate ao leite recheado com cerejas maceradas em licor cherry brandy, cobertas com o delicioso creme fondant. 
1975 
Lançamento da linha de chocolates diet. 
1978 
Abertura do primeiro café na unidade da Rua Joaquim Floriano em São Paulo. 
1983 
A empresa passa a produzir seus próprios cookies, através de máquinas australianas que faziam o biscoito, instaladas em algumas lojas da rede. 
1993 
Introdução do café como extensão da linha de produtos. Atualmente aproximadamente 90% de suas lojas vendem café. 
2001 
Lançamento da NHÁ BENTA DE MORANGO, que tirou proveito da tentadora sinergia entre morango e chocolate, um par que casa tão bem quanto Romeu e Julieta. O galã Edson Celulari protagonizou a campanha de lançamento do novo produto, que custou R$ 2.5 milhões e carregou o slogan “Você também vai se apaixonar por ela”. O aroma de morango não é fácil de lidar industrialmente. Em função disso, o departamento de engenharia da empresa teve que trabalhar bastante até chegar a um sabor capaz de provocar uma reação bombástica entre os consumidores. 
2003 
Lançamento do KOPENHAGEN DA TURMINHA, uma linha infantil criada para tentar conquistar uma geração que não conhecia Língua de Gato ou Nhá Benta. 
2004 
Lançamento da edição limitada de NHÁ BENTA de chocolate com pimenta
2005 
Lançamento da NHÁ BENTA DE MARACUJÁ. O novo produto chegou a vender 34 unidades por minuto entre os meses de julho e dezembro. 
Lançamento de seis novos ovos para a Páscoa: Chumbinho, Pastilha Dragê, Nhá Benta Maracujá, Fruit Sensation, Língua de Gato e Nhá Benta Special. Além disso, ocorreu a modernização das embalagens de toda a linha específica para a data e ambientação das lojas. 
Lançamento da CAIXA ROSAS, com 8 rosas de chocolate ao leite. 
2006 
Lançamento da linha MANIA, composta por bombons de chocolate ao leite, com recheios a base de creme de marshmallow nos sabores chocolate, coco, frutas vermelhas, abacaxi e maçã verde. Para o lançamento da nova linha a empresa investiu R$ 6 milhões em uma completa campanha de comunicação que trazia a cantora Ivete Sangalo como garota propaganda cantando o jingle que iria virar uma verdadeira “mania”.  
Lançamento da linha de chocolates em barra com 70% de cacau. 
2007 
Lançamento da NHÁ BENTA DE CHOCOLATE. A nova versão do produto (que consumiu 14 meses de pesquisa de mercado, estudos de campo e análises sensoriais, totalizando um investimento de R$ 250 mil), trazia chocolate por todos os lados - na casquinha, no granulado e também junto com o famoso marshmallow da marca, não demorou muito para conquistar os consumidores. Com investimentos de R$ 7 milhões e o mote “Quem Ama Nhá Benta, Experimenta!”, a campanha publicitária de lançamento contou com dois porta-vozes: os atores Edson Celulari e Fábio Assunção. O sucesso do novo produto pode ser comprovado com as 665 mil unidades vendidas em apenas quarenta dias, fechando o ano com mais de 2 milhões de unidades comercializadas. 
Lançamento da linha de chocolates light, com redução calórica de 25%, composta por Língua de Gato, pastilhas mini kop, caixa de bombons ao leite e tabletes de 40 gramas. 
Lançamento do GRANULADO KOPENHAGEN, vendido a granel, sendo o primeiro produto criado para que os consumidores possam elaborar suas próprias receitas com ingredientes da marca. 
Lançamento do CAPUCCINO KOPENHAGEN, decorado com uma pastilha de chocolate no formato de grão de café. 
Lançamento do FOUNDUE KOPENHAGEN, com 150g do mais puro chocolate em uma bandeja acompanhada com mais 150g de especialidades da grife, como por exemplo, canudos de waffles, cookies e lajotinhas. Para prepará-lo, bastava retirar a tampa do pote, levá-lo ao forno microondas por um minuto, em potência média e misturar. 
2008 
Lançamento de uma linha de sorvetes com os tradicionais sabores de Chocolate com Chumbinho, Nhá Benta Tradicional, Maracujá com Marshmallow e Lajotinha. A campanha de lançamento contava com o slogan “As mesmas delícias que você adora, só que geladinhas”. A venda era feita em potinhos individuais de 120 gramas. 
Lançamento de linha KOPERALTAS, composta por 13 itens tradicionais da marca em uma linguagem voltada para o público infantil, além de um site divertido e interativo onde os personagens Kika, Kakau e Papão eram os protagonistas. 
2009 
Lançamento das Bebidas de Verão, uma linha com oito deliciosas e refrescantes bebidas geladas como sodas italianas, chás, cafés e chocolates gelados. 
Lançamento da Nhá Benta no sabor de coco, criada para aguçar os sentidos como dizia o slogan do novo produto “Uma delícia em todos os sentidos”
2010 
Lançamento do OVO 4 CLÁSSICOS, que misturava os clássicos da marca em um só ovo. 
2011 
Lançamento de quatro deliciosas versões da LAJOTINHA: Lajotinha de colher, um pote cheio do creme a base de castanha de caju e canela com pequenos flocos crocantes que lembram wafer; Mini-Lajotinhas, uma caixa com 15 unidades do tradicional produto; trufas Lajotinha; e canudos de wafer recheados com creme Lajotinha. 
2012 
Lançamento da linha Língua de Gato, composta por trufas, colher de chocolate, tablete e Língua de Gato de Colher (versão cremosa para comer com colher). 
Lançamento da NHÁ BENTA DUO, que juntava em um único produto dois sabores. Eram três opções: marshmallow tradicional com morango, maracujá ou chocolate. 
2013 
Lançamento do panetone Língua Gato, que se tornou um sucesso em vendas. 
Lançamento da linha Nhá Benta Dessert no sabor frutas vermelhas. 
2014 
Lançamento da nova loja online, inicialmente atendendo 13 estados brasileiros e o Distrito Federal. 
Lançamento do ALFAJOR KOPENHAGEN em três diferentes versões (55g, caixa com seis unidades e mini). 
Lançamento da linha KOP KIDS, uma linha exclusiva com produtos deliciosos e divertidos desenvolvidos para o público infantil, como gotinhas cobertas de chocolate, tabletes com gomas coloridas e pirulito Língua de Gato. 
Lançamento da linha de Ovos de Páscoa Dessert, inspirada em deliciosas sobremesas como Suflê de Chocolate, Mil Folhas, Tiramisu, Bem-Casado e Mousse de Limão. 
Lançamento da linha de picolés, em parceria com a Diletto, nos sabores Cookie ao Rum, Língua de Gato, Nhá Benta, Lajotinha e Língua de Gato com doce de leite. 
2015 
Lançamento dos Kopinhos Clássicos e Dessert, produtos artesanais e indulgentes em formatos inusitados. São deliciosos copinhos de chocolate ao leite com recheio de Nhá Benta, Lajotinha, Língua de Gato, Crème Brûlée, Torta de limão ou Cheesecake. 
2016 
Lançamento do KEEP KOP, pequenos e deliciosos pedaços crocantes de chocolate em uma embalagem prática: a ideia é consumi-los em qualquer hora e lugar. Inicialmente eram dois sabores: Cookie Rum, de chocolate ao leite com pedaços do delicioso Cookie Rum, e Caramelo e Flor de Sal, de chocolate ao leite com crocante de castanha de caju, flocos de arroz e flor de sal. 
2017 
Lançamento da NHÁ BENTA CARAMELO MACCHIATO, feita com duas camadas de chocolate, waffer com marshmallow sabor cappuccino e recheio sabor caramelo.


A grande estrela 
Para alguns, um verdadeiro pecado, e, para muitos, um delírio. Essa é a ideia que vem à mente quando se pensa em saborear uma deliciosa Nhá Benta. A ideia do doce nasceu quando a KOPENHAGEN cogitou a possibilidade de produzir hóstias para a Igreja. O projeto não vingou, mas fez história: o biscoito waffer foi, literalmente, a base para a criação da Nhá Benta. Um dos grandes sucessos de venda da marca foi lançado em 1950 como uma primorosa receita de marshmallow sobre um biscoito waffer, sendo tudo coberto por uma camada de chocolate ao leite. Inicialmente adotou o nome de Pão de Açúcar, por causa do seu formato. Em 1952, passou a ser chamada de Sinhá Moça e, finalmente em 1954, recebeu o nome de Nhá Benta. O marshmallow com cobertura de chocolate ao leite foi criação de um austríaco chamado Höffer, que na época era o responsável pelas montagens do marzipan. Era tudo feito à mão, em um saco, um por um, sobre papel-manteiga. Na hora de soltar não se aproveitavam todos. Foi aí que entrou o waffer, para fazer a base. Estava pronta a receita de um clássico. O seu prestígio vem da combinação do verdadeiro marshmallow apoiado em um waffer crocante e recoberto por uma deliciosa camada de chocolate - tudo produzido pela KOPENHAGEN. Não foi por acaso que o produto se tornou o maior ícone da marca. Nos últimos dez anos, a linha ganhou novos sabores como morango, maracujá, chocolate, coco e até caramelo, alguns deles em edição limitada.


A Nhá Benta, guloseima campeã de vendas da marca, comemorou em 2010 seus 60 anos. Para celebrar, a marca reuniu em um só produto outros dois clássicos para deleite da legião de fãs que a guloseima conquistou ao longo dos anos. Tratava-se da Nhá Benta Clássicos, com base de waffer recheado com creme de Lajotinha, recheio de marshmallow com um toque de canela e mini Chumbinhos e cobertura de chocolate ao leite decorado com Chumbinhos. Atualmente mais de 5.5 milhões de unidade de Nhá Benta são vendidas anualmente no Brasil.


A qualidade 
Para garantir e manter qualidade do produto final a empresa adota como parâmetro padrões internacionais de fabricação, que garantem que a KOPENHAGEN não seja apenas mais uma loja de doces no mercado, mas uma grife de chocolates que estimula um paladar mais requintado. O chocolate ao leite da marca é constituído por pasta ou licor de cacau, manteiga de cacau (ingrediente mais caro da formulação e responsável pela dureza, temperatura ambiente, rápida e completa fusão na boca, brilho e lustro), açúcar, leite em pó integral, lecitina de soja (emulsificante/agente de superfície, atua na interface açúcar gordura) e vanilina (aroma artificial de baunilha). A KOPENHAGEN não utiliza gordura vegetal hidrogenada no chocolate puro. Portanto, o chocolate terá uma quantidade ínfima de gordura trans em relação aos demais disponíveis no mercado. Além do chocolate da marca ser de um sabor e qualidade inigualável ainda é mais saudável.


Embora a produção seja enorme muita coisa ainda é feita artesanalmente. Como a empresa confecciona tudo o que é usado (é uma fábrica dentro da outra), depois de juntar as matérias-primas (muitas delas são importadas), o chocolate fica dentro da conchadeira durante três dias para misturar e amaciar a massa (vários tanques de 200 kg a 6 toneladas produzem mais de seis tipos de massa, como chocolates ao leite, branco, amargo, 70% cacau, diet e puro cacau). Além desses sabores, as massas também podem ser aromatizadas, com laranja ou menta, por exemplo, ou receber frutas nesse momento. Em seguida, ele segue para ser temperado. Neste processo, o chocolate entra quente e sai frio para que ele possa se solidificar. A parte artesanal da produção, por exemplo, está impressa principalmente na confecção dos bombons e das garrafinhas de licor. Neste último caso, cada uma é mergulhada individualmente dentro do chocolate por uma pessoa; já os bombons que possuem decoração de chocolate por cima, são feitos um a um. Além disso, o bombom Cherry Brandy, que permanece sendo feito um a um, leva 15 dias para ficar pronto para o consumo. Suas cerejas chegam do Chile, já em conserva. Como são cerejas naturais, algumas podem conter caroço – por isso a fitinha da embalagem do bombom avisa aos desligados. As frutinhas ficam banhadas por cinco dias em uma preparação com o licor cherry brandy e outros ingredientes especiais. Dentro da fábrica, alguns produtos possuem seções exclusivas, como a Nhá Benta (o carro-chefe da marca) e o marzipan. A confecção deste último, aliás, é feita unitariamente, quando cada um é medido com um tipo de régua, que garante que todos sejam feitos do mesmo tamanho. A empresa desembolsa aproximadamente R$ 1.5 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos anualmente.


Uma loja divertida 
Procurando expandir sua marca além dos chocolates e doces que a tornaram famosa, a KOPENHAGEN iniciou no fim de 2007, em 22 de outubro, um projeto-piloto, em uma loja ampliada, com sobremesas, bebidas e pratos finos. Com investimento de R$ 500 mil, a empresa inaugurou, no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas (interior de São Paulo), a KOPENHAGEN GOURMET STATION. Para a empresa, a loja era um campo de provas, uma forma de compreender a real força da marca e testar novos produtos. Uma vez aceitos, eles podem ser incorporados ao cardápio da rede. O objetivo da loja era tirar o cliente do ambiente de um shopping e, com isso, fazê-lo viver uma experiência de compra diferente. Mesinhas sem cadeiras oferecem um apoio para quem fez uma pausa rápida para tomar um café. Nas duas laterais da loja, estantes de madeira cor de chocolate vão do chão ao teto e estão recheadas de produtos, em apresentações convidativas. No lado esquerdo, um enorme balcão exibe mais itens da linha de produtos, como Nhá Benta, de vários sabores, bombons e doces sortidos. Para alcançar os itens mais altos, há escadinhas de metal, semelhantes às das bibliotecas antigas. Mais um item retrô em uma loja montada com toques de nostalgia. A área dos fundos possui uma divisória de metal, como um corrimão de estação de trem. Se as mesinhas do meio da loja e o balcão de café dizem “aproveite seu curto tempo”, a área do restaurante convida a permanecer por horas. Ininterruptamente, um monitor de plasma apresenta a loja, com um vídeo que termina ao som de um apito de trem. Um toque que dá a cada três minutos a impressão de que mais uma locomotiva chegou. O mix criado foi pensado não apenas na refeição, mas também no conceito da marca e do ponto de venda. Por isso, os pratos salgados e doces contam com uma apresentação diferenciada.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1928 
● Fundador: Anna e David Kopenhagen 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Grupo CRM Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Celso Ricardo de Moraes 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 350 
● Presença global: 3 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Chocolates premium 
● Principais produtos: Chocolates e derivados, doces e cafés 
● Concorrentes diretos: Chocolat Du Jour, Lindt, Havanna, Ofner e Cacau Show 
● Ícones: Nhá Benta, bombons Cherry Brandy, Língua de Gato, Chumbinho e Lajotinha 
● Slogan: Kopenhagen. Marca para sempre. 
● Website: www.kopenhagen.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a KOPENHAGEN está presente em mais de 90 cidades brasileiras, localizadas em quase todos os estados do país, com uma rede de 350 lojas, além de ter presença no mercado internacional, através da exportação de produtos para os Estados Unidos e México. São mais de 10 milhões clientes atendidos com ética e respeito todos os anos. São aproximadamente 300 itens diferentes em sua linha de produto, sinônimos de tradição, sabor e qualidade em chocolates e confeitos finos. Aproximadamente 65% do faturamento da empresa estão concentrados em São Paulo e Rio de Janeiro. A KOPENHAGEN faz parte do Grupo CRM, proprietário também da marca Chocolates Brasil Cacau. 

Você sabia? 
A empresa produz mais de 2.7 mil toneladas de chocolate anualmente e o período da Páscoa representa aproximadamente 35% de seu faturamento anual. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), jornais (Meio Mensagem, Valor Econômico, Folha e Estadão) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/4/2018