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27.3.17

CAMISARIA COLOMBO


Foco em atender as necessidades do homem moderno de forma conveniente, prática e com qualidade. Foi assim que a CAMISARIA COLOMBO se tornou uma das mais tradicionais marcas de moda masculina do país, com 100 anos de atuação no mercado. Em qualquer uma de suas lojas é possível encontrar tudo em moda masculina para quem deseja se vestir bem pagando pouco por isso. 

A história 
Tudo começou com um libanês de origem humilde que chegou ao Brasil com sua família. Seu sonho era construir uma vida nova e digna, no país desconhecido. Foi assim que, no mês de outubro de 1917, Aziz Jabur Maluf abriu as portas de um pequeno comércio de moda masculina. Na modesta loja localizada na esquina das ruas Direita e Líbero Badaró, no centro de São Paulo, o comerciante vendia gravatas italianas, camisas finas e ternos confeccionados com tecidos importados da Inglaterra. A clientela era composta principalmente pela elite paulista, que podia pagar os altos preços dos produtos importados.


Por mais de sete décadas a CAMISARIA COLOMBO teve somente um ponto de venda, mas com seus produtos de alto padrão e qualidade conquistou um enorme público fiel, com clientes como o ex-presidente Jânio Quadros. Tudo começou a mudar quando Álvaro Jabur Maluf Júnior, neto do fundador, assumiu o comando da empresa. Juntamente com seu irmão, Paulo, elaborou todo projeto de expansão, que começou com a inauguração de uma loja no Shopping Ibirapuera, no bairro de Moema, em 1990. Com a abertura de mais dois pontos de venda na capital, os dois resolveram estender as atividades da rede para o interior paulista e, posteriormente, outros estados. Mas para transformar uma grife tradicional em uma das maiores redes de vestuário masculino do mercado brasileiro, os irmãos desenvolveram o conceito de “moda inteligente”, que consiste em oferecer produtos com a qualidade responsável pelo tradicionalismo da marca, a preços justos. Ou seja, até então sinônimo de moda masculina elegante, a COLOMBO fez uma opção preferencial pelos consumidores das classes emergentes. Essa foi a fórmula que popularizou a marca junto às classes B e C, garantindo sucesso ao plano de expansão da empresa. A política do “preço justo” acabou se transformando na plataforma de crescimento da empresa.


Sempre atenta às tendências do mercado, a COLOMBO também foi a primeira rede de vestuário masculino a oferecer kit com preços promocionais – camisa, calça e sapato, por exemplo. Iniciativa que, além de ser copiada pela concorrência, se tornou uma exigência dos consumidores. Também inovou ao, em 2005, se tornar a primeira empresa do Brasil a implantar um sistema de cotas para negros e afros descendentes em seu quadro de funcionários. A partir desse momento, a empresa implantou um agressivo plano de expansão. Até o final de 2007, mais 15 lojas foram inauguradas. A marca também passou a investir em marketing, como por exemplo, ao completar 90 anos, em 2007, com uma campanha publicitária estrelada pelo ator Marcos Pasquim. No final de 2009 a rede já contava com 198 lojas em 23 estados brasileiros.


A partir de 2010, a marca ingressou em outros segmentos da moda, como calçados masculinos, relógios, moda infantil e feminina (COLOMBO WOMAN). E para continuar crescendo, a empresa vendeu 49% de suas ações para a Gávea Investimentos. Com novo aporte financeiro, a COLOMBO continuou seu acelerado processo de expansão, com média de 50 lojas inauguradas por ano. Em 2015 já eram 428 unidades. Além disso, contratou garotos-propaganda de peso como o ator Caio Castro e o apresentador Rodrigo Faro. Mas toda essa expansão e investimento tiveram um alto custo. Após a recompra de 49.9% das ações pelos irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, e depois de uma fracassada e conturbada negociação com o empresário paulista Mario Garnero, a COLOMBO se viu em apuros, com dívidas gigantescas. Com isso, a empresa passou por uma enorme reestruturação, pediu recuperação extrajudicial e, somente em 2016, fechou 90 lojas. Tudo para voltar a ser lucrativa.


Sempre preocupada com o bem-estar e em proporcionar melhorias aos seus clientes, a marca inova também com tecnologia têxtil, tecidos novos, cortes mais finos e estruturados, para facilitar o caimento e movimento. Peças básicas, que não saem de moda e que o consumidor vai utilizar no dia-a-dia do trabalho ou do lazer, são encontradas o ano todo nas lojas da rede. Além do básico, a marca também conta com uma linha Premium que traz novidades a cada estação. Um dos pontos fortes da COLOMBO é sua identidade. Ao longo dos anos, tornou-se conhecida como a marca ideal para o homem inteligente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A principal foi a modernização da tipografia de letra, mas sempre mantendo a coroa como símbolo visual.


Os slogans 
O Brasil veste esta marca. 
O estilo que conquista. 
A moda inteligente. 
O espaço da moda.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Outubro de 1917 
● Fundador: Aziz Jabur Maluf 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Q1 Comercial de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Warley Pimentel 
● Faturamento: R$ 370 milhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 320 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 2.000 (incluindo franqueados) 
● Segmento: Moda (varejo) 
● Principais produtos: Ternos, camisas, calças, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aramis, Dudalina, Brooksfield, Vila Romana, Harry’s, Luigi Bertolli e Cia. do Terno 
● Ícones: A coroa 
● Slogan: O Brasil veste esta marca. 

A marca no Brasil 
Atualmente a COLOMBO, uma das maiores redes de moda masculina do país, conta com 320 lojas espalhadas por 26 estados brasileiros, que oferecem roupas e acessórios para homens, mulheres e crianças. A COLOMBO vende mais de 300.000 ternos por ano. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), portais de notícias (Portal Fator), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/3/2017

10.1.14

DESIGUAL


A espanhola DESIGUAL é um dos verdadeiros fenômenos da moda atual com seu estilo “hippie fashion”. Conquistou jovens descolados, moderninhos e celebridades com roupas e acessórios cujo conceito sustentável, cores fortes e estampas diversas, aliados a ousadia, atitude e no diferente, transformou a marca venerada por milhões de consumidores em todos os cantos do planeta. 

A história 
A história começou com um jovem designer suíço chamado Thomas Andreas Meyer (foto abaixo). Era o início da década de 1980, e ele vendia camisetas estampadas com desenhos de grafite e manchas caleidoscópicas em um dos inúmeros mercados na paradisíaca ilha espanhola de Ibiza. Pouco depois, em 1983 o jovem Meyer desejava dar uma resposta à uniformização do vestuário. Não por acaso, a primeira peça criada por ele foi uma jaqueta feita com retalhos de calças jeans usadas. As jaquetas rapidamente se transformaram em um enorme sucesso e o jovem suíço queria achar um nome para lançar uma marca própria. Em 1984, trabalhando em conjunto com Isabel Coixet’s, ele escolheu o nome DESIGUAL, acompanhado pelo slogan “Desigual não é o mesmo”, criado para marcar mais do que um estilo, uma posição política a respeito da ditadura da moda. Com o conceito “Vestimos pessoas, não corpos” (“Vestimos personas, no cuerpos”), a DESIGUAL tentou inovar ao acreditar que as pessoas passariam a vestir-se “de uma maneira diferente”, apostando alto em camisetas, jeans e camisas com enfoque nitidamente urbano, ajudando assim a “gerar sentimentos positivos”. A ideia era que as pessoas usassem roupas confortáveis, coloridas, divertidas e diferentes.


No ano seguinte a marca apresentou sua primeira coleção. Já a primeira loja foi inaugurada em Ibiza no ano de 1986. E expandiu o negócio pela Espanha, iniciando por Barcelona e cidades vizinhas. Apesar do sucesso das roupas, a DESIGUAL sofria com decisões erradas no negócio. Porém, isso deu a oportunidade de repensarem a marca, lançando uma nova coleção, que incluía camisetas, calças, jaquetas, saias e vestidos para um público jovem e que se transformou em um grande sucesso de vendas, além das estamparias exclusivas, ousadas e irreverentes criadas pelo próprio Thomas Meyer. No início da década de 1990 a marca já estava consolidada na Espanha, com suas roupas sendo vendidas em lojas de departamento e multimarcas de grandes cidades, e decidiu exportar para França e Portugal. Porém, a DESIGUAL encontrou muitas dificuldades nesses mercados e resolveu criar uma rede de lojas próprias, inaugurando em 1996 novas lojas em Salou, Lloret de Mar e Platja d’Aro, três destinos turísticos badalados.


Em 1998 a marca inaugurou uma enorme loja em um badalado centro de compras na cidade de Barcelona. Após aumentar sua linha de produtos, a DESIGUAL inaugurou em 2002 a primeira loja fora de Barcelona, na cidade de Valladolid. Pouco depois, em 2004, a marca apresentou sua primeira coleção para crianças e inaugurou mais 24 novas lojas. No mês de outubro de 2006 a DESIGUAL inaugurou uma loja em Cingapura, a primeira fora do território espanhol. E a expansão internacional não parou por aí. Em 2007 uma moderna loja foi inaugurada na badalada Regent Street em Londres. Além disso, a marca lançou o “joya”, uma reinterpretação moderna e ousada do casaco (coat), uma peça que conseguiu transformá-lo popular novamente entre milhares de mulheres do mundo inteiro. 2009 foi um ano de suma importância para a marca: depois de abrir um corner dentro da loja de departamento Macy’s em Nova York, sua roupas começaram a serem vendidas em aproximadamente 500 lojas multimarcas pelos Estados Unidos. Foi também neste ano que as vendas externas superaram as do mercado espanhol. Era um indício de sucesso da globalização da marca espanhola. No ano seguinte a marca inaugurou a maior de suas lojas em uma localização badalada da cidade de Madri, com mais de 2.000 m². Além disso, inaugurou duas modernas lojas âncoras em Paris e San Francisco.
 

Nesse período, a DESIGUAL, além da linha adulta - feminina e masculina – e sua coleção para crianças, lançou peças para bebês, calçados (sapatos, tênis e botas), acessórios (como as descoladas e badaladas bolsas da marca, além de carteiras, lenços, bijuterias e cintos), perfumes e uma linha de artigos de decoração (Desigual Living). Todo esse conjunto apostava nas cores fortes, nas estampas “gritantes” e na irreverência para se diferenciar. A marca também lançou coleções temáticas, como a inspirada no canadense Cirque du Soleil, e investiu em parcerias, por exemplo, com o estilista francês Christian Lacroix. Depois, a DESIGUAL inaugurou uma descolada loja-conceito em plena Quinta Avenida, em Nova York, para marcar a expansão da marca em território americano.


Em novembro de 2013 a DESIGUAL, que já comercializava seus produtos através de algumas selecionadas lojas multimarcas, oficialmente desembarcou no Brasil com a inauguração de uma loja própria no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, trazendo seu estilo único e espontâneo. A inauguração contou com DJ, distribuição de bolsas, pulseiras, óculos, balões, além de comida e aperitivos. O Brasil foi o 110º país a receber a marca, que estava presente na América Latina desde 2010 (a primeira unidade foi aberta na Colômbia), em mercados como Argentina, Chile, Panamá e Venezuela. Nos últimos anos, com o aumento cada vez maior da concorrência neste setor, perda de faturamento, fechamento de lojas deficitárias em mercados problemáticos (incluindo o Brasil), a DESIGUAL vem reagindo a uma economia hostil em grandes mercados onde está presente. Em 2018, a marca apresentou, em parceria com a Coca-Cola, uma coleção composta por peças originais, frescas e coloridas com o inconfundível logotipo da marca americana. A coleção era composta por uma série de peças com uma impressão vintage, mas absolutamente intemporal, desde camisas com designs simples até casacos de cabedal, onde o vermelho era a cor predominante.


Com roupas alegres e um modelo de negócios parecido com o de suas concorrentes Zara e H&M, a espanhola DESIGUAL conquistou milhões de consumidores em todas as partes do mundo. A marca leva o conceito “fast fashion” a sério: é capaz de entregar às lojas até 140 mil peças em um só dia. Para isso, conta com centros de distribuição em Nova Jersey (EUA), Hong Kong, Gavá e Viladecans. A marca coloca no mercado mais de 2.500 diferentes peças ao ano. Elas são distribuídas em lotes reduzidos, que não chegam exatamente da mesma forma em todas as lojas. Essa enorme agilidade é um ponto forte. A diversidade alta e a distribuição limitada diminuem a probabilidade de duas mulheres se encontrarem em um mesmo lugar com vestidos iguais. Além disso, entre outros aspectos essenciais para sua expansão, a marca adotou uma globalização agressiva e uma logística muito bem estruturada e eficiente.


Marketing ousado 
Um dos fatores apontados para tamanho sucesso da marca espanhola é o seu marketing agressivo. Uma das ações realizadas pela marca que mais chamaram a atenção é a chamada SEMINAKED PARTY, criada em 2005 e cujo mote era “Entre pelado e saia vestido”. Em algumas cidades do mundo, tanto no verão como no inverno, todos os anos, é comum em um determinado dia, pela manhã, centenas de pessoas - a maioria jovem - se aglomeraram diante de uma vitrine da DESIGUAL. Um detalhe chama mais a atenção do que o tamanho da fila: todos vestem somente roupas íntimas, apenas cuecas e lingeries. Isto porque os 100 primeiros podem entrar, vestir-se (com duas peças) e sair sem pagar absolutamente nada. Os demais ganham 50% de desconto. Todos são consumidores comuns que respondem ao anúncio da campanha da DESIGUAL todos os anos.


Outra ação surpreendente da marca, batizada de DESIGUAL KISSTOUR, ocorreu a partir de 2010, nas cidades de Berlim, Londres e Paris, onde centenas de casais se beijavam em belos parques também a convite da DESIGUAL, que aproveitou a paz e o amor para distribuir camisetas e balões com seu logotipo estampado. Com ações assim espalhafatosas, a marca espanhola vem chamando a atenção de milhões de jovens que frequentam lojas onde se encontra de tudo para vestir no dia a dia e se toca música alta, em um ambiente moderno e descolado.


A evolução visual 
O logotipo original da marca foi criado pelo artista catalão Pere Torrent e carregava um detalhe ousado: a letra S invertida. Esse logotipo ficou popular ao ser aplicado em fundos coloridos que mais pareciam pinturas abstratas. No início de 2019, a marca espanhola remodelou seu logotipo de forma radical e ousada. A identidade visual apresentava o nome da marca escrito de trás para frente. Mais uma atitude desigual da marca espanhola.


Com a nova identidade visual adotada em 2019, foi criado um símbolo para aplicação em ambientes digitais e também em produtos, como pode ser visto na imagem abaixo.


Os slogans 
Desigual it’s not the same. 
La vida es chula.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1984 
● Fundador: Thomas Meyer 
● Sede mundial: Barcelona, Espanha 
● Proprietário da marca: Desigual S.L. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Thomas Meyer 
● Faturamento: €655 milhões (2018) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 500 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.700 
● Segmento: Varejo (moda) 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Zara, H&M, Topshop, C&A, Mango, Uniqlo, Forever 21 e GAP 
● Ícones: As estampas e cores 
● Slogan: Desigual it’s not the same. 
● Website: www.desigual.com 

A marca no mundo 
Com faturamento anual de €655 milhões (dados de 2018), a DESIGUAL vende seus produtos em mais de 90 países através de 500 lojas próprias (com flagship stores em Nova York, Paris, Berlim, Amsterdã, San Francisco, Milão, Barcelona e Madri), 9.000 lojas multimarcas e 2.200 concessões em grandes lojas de departamentos. Além disso, a marca tem mais de 60 pontos de venda dentro dos 35 aeroportos mais movimentados do mundo. Empregando mais de 3.700 pessoas de 100 nacionalidades diferentes, a marca vende mais de 55 milhões de peças anualmente. Os maiores mercados da marca são a Espanha e os Estados Unidos. 

Você sabia? 
A preocupação da DESIGUAL com o bem estar do cliente vai além de uma roupa exclusiva. Até a iluminação dos espaços é pensada para valorizar as peças e criar um clima aconchegante. 
Os turistas brasileiros estão entre os maiores clientes da marca na Europa e nos Estados Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Exame, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/10/2019

5.6.12

UNIQLO


Filas enormes em Tóquio. Uma febre no Japão, que já se espalhou para o resto da Ásia, Europa e Estados Unidos. Esse fenômeno capaz de arrastar multidões para suas lojas atende pelo nome de UNIQLO, que se tornou o maior caso de sucesso empresarial do Japão nas últimas décadas. Mas afinal, qual o segredo para tanto sucesso? Roupas de ótima qualidade, com preços inacreditáveis, algumas, inclusive, assinadas por estilistas famosos, apresentadas em uma infinidade de cores e dispostas em lojas com ambientes modernos e descolados. Por isso, quem procura uma marca ousada e que, ao mesmo tempo, disponha de produtos tradicionais, mas com um ar de contemporaneidade, encontra na UNIQLO a opção perfeita para o seu armário. A rede japonesa não se considera uma fast-fashion, mas sim uma marca de lifewear com uma mistura entre moda, contemporaneidade e inovação tecnológica. 

A história 
Tudo começou com um jovem visionário chamado Tadashi Yanai, descendente de uma família com alguma tradição no ramo da moda. Seu pai, Hitoshi, fundou em 1949 a Ogori Shoji, uma pequena loja especializada em alfaiataria masculina, especialmente ternos, em Yamaguchi. Naquela época, um supermercado e uma construtora também faziam parte dos negócios da família. Tadashi resolveu ajudá-lo ao completar 23 anos e após receber o diploma de economia e ciências políticas pela prestigiosa Universidade Waseda, em Tóquio. Uma de suas primeiras ações foi viajar para os Estados Unidos, onde conheceu as principais redes de varejo especializadas em moda, como por exemplo, a sofisticada Barneys, em Nova York. Originalmente voltada apenas para o público masculino, a Barneys iniciava na época a diversificação de seu catálogo para se tornar uma rede completa de moda. O jovem ficou impressionado com o modelo e resolveu levá-lo para o Japão. No início dos anos de 1970, quando já estava à frente dos negócios da família, livrou-se do supermercado e da construtora para se concentrar na moda, lançando as sementes do que seria depois o grupo Fast Retailing.


A história do grupo começou a mudar quando ele resolveu inaugurar no dia 2 de junho de 1984, no subúrbio de Hiroshima, a Unique Clothing Warehouse (foto acima), uma loja de roupas casuais amparada pela filosofia “Made for All”, ou seja, oferecer roupas de qualidade à preços acessíveis, que possam ser utilizadas em todas as estações do ano e para todas as pessoas, independente de idade, etnia, profissão ou sexo. Pouco depois, como o nome era muito longo foi abreviado para UNICLO, uma contração para “roupa única” em português. Isto porque, a nova marca oferecia uma coleção unissex de peças básicas. Porém, quando a marca foi registrada em Hong Kong, o C foi escrito como Q por engano e uma marca valiosa nascia: UNIQLO (Unique Clothing). A marca teve um crescimento meteórico no Japão nos anos de 1990 vendendo o conceito cheap chic (o tradicional “chique barato”), que alia qualidade e design à preços acessíveis. Em 1994 já eram 100 lojas espalhadas pelo país do sol nascente. Nos anos seguintes, centenas e centenas de novas lojas foram inauguradas em lugares até então inimagináveis para uma rede varejista. Hoje é possível encontrar uma lojinha da UNIQLO em pequenos vilarejos e estações de trem, e até debaixo da ponte, como em Yurakucho, a poucas quadras do sofisticado bairro de Ginza em Tóquio.


Ainda nesta década, em 1997, a rede adotou a estratégia SPA (Speciality-store/retailer of Private-label Apparel), que consiste em produzir suas próprias roupas e vendê-las exclusivamente. Apesar do enorme sucesso em pequenas e médias cidades japonesas, a rede somente inaugurou sua primeira loja na capital Tóquio no final de 1998. Pouco tempo depois lançou o produto que transformaria a UNIQLO em um nome familiar: uma jaqueta de fleece de US$ 20, produzida em todas as cores do arco-íris. Desde então, o fleece deixou de ser um tecido caro e tecnológico usado por alpinistas e esquiadores para ser utilizado na rua, no trabalho, na faculdade, em casa. Dois anos depois, em mais uma mostra de ousadia, inaugurou sua loja online. Finalmente em 2001, com a marca completamente estabelecida no Japão, eram mais de 500 lojas espalhadas pelo país, a UNIQLO inaugurou suas primeiras unidades fora do país, na cidade de Londres. Porém as vendas não decolaram de início e a estratégia foi repensada anos depois. A expansão continuou nos anos seguintes com inaugurações de lojas na China (2002), Coréia do Sul e Hong Kong, ambas em 2005. Nesse período a marca também introduziu novidades, como uma linha de lingeries e a inauguração de uma loja exclusivamente para a venda de roupas infantis, fechada anos mais tarde. Apesar de ter alcançado enorme popularidade no Japão, a UNIQLO realmente ganhou fama internacional somente em novembro de 2006, quando abriu sua primeira loja em Nova York, no badalado bairro do Soho.


A expansão internacional se acentuou nos anos seguintes com a inauguração de lojas em Paris (2007), Cingapura (2009), Moscou (2010), Kuala Lumpur (2010) e Bangkok (2011), além de uma moderníssima flagship store na Quinta Avenida em Nova York. Nos anos seguintes, o número de lojas da UNIQLO fora do Japão cresceu rapidamente, à medida que a empresa se expandiu para cidades menores na China. Como resultado desta estratégia, em 2018, o faturamento das operações internacionais superou a japonesa pela primeira vez, mostrando a força da UNIQLO como uma marca global. A empresa, apesar de possuir a maior rede de lojas de roupas da Ásia, ainda encontra resistências na Europa e principalmente nos Estados Unidos. O comércio eletrônico é outro complicador, já que cresce forte no mercado americano, frente ao fechamento de lojas físicas. Mas a UNIQLO investe em treinamento e está experimentando as vendas com a presença física em novos formatos no mercado americano. Por exemplo, recentemente inaugurou uma loja na estação central de trem de Washington, além de disponibilizar máquinas de auto-atendimento instaladas em aeroportos americanos para atender o cliente que esqueceu itens de viagem, em especial roupas. A UNIQLO continua a abrir lojas de grande porte em algumas das cidades e locais mais importantes do mundo como parte de seus esforços contínuos para solidificar seu status como uma marca verdadeiramente global.


Uma das estratégias da rede, adotada nos últimos anos, é fazer parcerias com estilistas famosos para assinar coleções limitadas, como por exemplo, Jill Sander, Lulu Guinness, Alexander Wang e Tomas Maier. O resultado: um verdadeiro alvoroço em suas lojas, onde consumidores praticamente disputam à tapas suas peças de roupas. Além disso, a rede está sempre inovando na disposição de seus produtos nas lojas. Por exemplo, na cidade de Xangai, manequins flutuam e giram em 360 graus através de uma espécie de tubo pelos andares da loja como em um carrossel, permitindo que o cliente tenha uma melhor visão da peça que está sendo exibida. Em um esforço para melhorar sua imagem no país natal, onde é vista como uma rede de roupas populares, diferente do status “cool” construído no Ocidente, a UNIQLO inaugurou no dia 16 de março de 2012 na cidade de Tóquio sua maior loja no mundo. O prédio de 12 andares fica localizado em Ginza, bairro mais sofisticado da cidade japonesa, que abriga as principais marcas de luxo do mundo. Os números eram gigantescos: 5.000 m² divididos em doze andares, 100 provadores, 50 caixas e atendimento em quatro línguas, por todos os funcionários.


A marca explora com grande inteligência as redes sociais e aplicativos para dispositivos móveis. Por exemplo, a marca japonesa inovou ao lançar uma nova funcionalidade associada ao Facebook: o Uniqlooks. O site consiste basicamente na criação de uma comunidade de moda que convida os membros a compartilhar seu estilo pessoal. Basta fazer upload de uma fotografia que revele o look criado com peças da UNIQLO e esperar por comentários, dicas e feedback oferecido por estilistas profissionais. Outro sucesso é o aplicativo Wake Up, cujo objetivo é tornar o despertar o mais prazeroso possível, oferecendo uma música criada automaticamente, de acordo com o dia da semana, horário e o clima que está lá fora. O aplicativo também oferece a opção da pessoa compartilhar em redes sociais a hora exata, a temperatura e o clima ao despertar.


Tecnologia em tecidos inovadores 
A marca japonesa também ficou extremamente popular por uma linha de roupas chamada HEATTECH, lançada em 2003 e feita a partir de uma fibra sintética mesclada a uma proteína do leite. As roupas são leves, macias e confortáveis. O tecido transforma o vapor emitido pelo corpo em calor enquanto que as bolsas de ar existentes entre as suas fibras o retêm. O tecido ainda possui características antibacterianas que diminuem os odores desagradáveis causados pelo uso prolongado da roupa. Além disso, a marca tem como destaque a tecnologia nas roupas, que desmistifica o conceito de que é necessário roupas pesadas e caríssimas para não passar frio no inverno. Ao contrário, as jaquetas da UNIQLO são leves, à prova d’água, com proteção contra o vento e com valores muito acessíveis. Hoje em dia a UNIQLO possui três modernos centros de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo, onde cientistas têxteis estão trabalhando continuamente, por exemplo, para tornar o jeans “não processado” mais confortável e para tentar imprimir em 3D a lã de caxemira e de cordeiro. O resultado de tanta pesquisa e investimento é traduzido em tecidos como o Ultra light down (um isolador de luz usado nos casacos produzidos desde 2009) e AIRism (blusas no estilo “segunda pele” projetadas para afastar suor, lançadas em 2013).


Comunicação 
Para reforçar o apelo da UNIQLO em tempos de incertezas e crise, a marca multiplicou o investimento em publicidade nos últimos anos, veiculando anúncios na televisão japonesa com celebridades locais e internacionais, como Orlando Bloom, Charlize Theron e a bela Susan Sarandon. Porém, a maior amostra de que a UNIQLO queria se tornar uma marca global influente foi dada em maio de 2012, quando anunciou a escolha do tenista sérvio Novak Djokovic como embaixador internacional da marca. A parceria de cinco anos promoveu a marca e as roupas UNIQLO em todo o mundo. Além disso, o tenista participou dos grandes torneios de tênis com roupas de jogo desenvolvidas pela marca japonesa. Em 2018, a marca japonesa assinou um dos maiores patrocínios de todos os tempos com Roger Federer, ícone do tênis mundial, em uma estratégia de visibilidade para ser a líder mundial no varejo de roupas. A empresa tirou da Nike o tenista suíço que passou a estampar a marca japonesa no seu uniforme. Estima-se que o valor do contrato atinja US$ 300 milhões, quantia que Federer deverá receber nos próximos 10 anos.


O gênio por trás da marca 
Jaspion e Jiraya são exemplos de como os japoneses gostam de batizar os super-heróis nacionais com nomes exóticos e que tenham boa sonoridade. O mais recente exemplar dessa estirpe é Hitorigachi, palavra que significa “o único vencedor” na tradução para o português. Nos últimos tempos, esse passou a ser o codinome adotado pela imprensa local para se referir a Tadashi Yanai (foto abaixo), um senhor de 70 anos. Mas afinal, que poderes sobrenaturais e façanhas ele protagonizou para ser chamado assim? Ele é um vencedor em meio a uma economia estagnada. Seu grupo de moda, o Fast Retailing, dono de seis marcas de roupas, cresce velozmente vendendo para consumidores que, assustados pela crise mundial e pela recessão japonesa, hoje parecem dispostos a não comprar nada. Capitaneado pela UNIQLO, o grupo de moda deste pacato senhor, considerado o homem mais rico do Japão, cresce a uma velocidade impressionante, assim como seu faturamento e lucro. Este verdadeiro milagre em tempos de estagnação, incertezas e crises tem uma receita básica: uma combinação de preço baixo, marketing agressivo com inovação no design e investimentos em desenvolvimento de tecnologia dos tecidos.


Desde 1991, ele baseia seu modelo de negócios de “baixo custo” na compra de lotes enormes de roupas de fornecedores chineses. Os descontos obtidos com essa operação são repassados quase integralmente aos clientes de suas lojas. Aproximadamente 90% das roupas da UNIQLO, responsável pela maior parte do faturamento do grupo, são “Made in China”. Resultado: camisetas vendidas a US$ 19 e jeans que custam meros US$ 49. Num país conhecido pelo alto custo de vida, as roupas da marca são vistas como verdadeiras pechinchas e ganharam a preferência de milhões de consumidores que desejam qualidade a preços praticamente imbatíveis. E a ambição deste senhor parece não ter limite: em um curto espaço de tempo, ele planeja tornar a UNIQLO na maior rede de moda casual do mundo, abrir uma média de 300 lojas por ano e chegar a produção de 5 bilhões de peças. O foco principal deve ser a região asiática, especialmente aumentar presença na China e Coréia do Sul. Á exemplo da maioria de outros executivos japoneses, o homem mais rico do Japão, com fortuna avaliada em US$ 24.9 bilhões, tem um perfil muito discreto. De sua vida pessoal, sabe-se apenas que é casado, tem dois filhos e que nas horas vagas costuma jogar golfe, como todo bom asiático. No estilo de gestão dos negócios é reconhecido pela persistência e ambição. Nada mal para um jovem que transformou uma pequena rede de alfaiataria que herdou do pai nos anos de 1970 em uma marca global e dominante no varejo de vestuário.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações desde sua criação. Em 2006, o logotipo ganhou um tom de vermelho mais forte e vivo e uma nova tipografia de letra.


É muito comum, especialmente no Japão e outros países asiáticos as fachadas das lojas, materiais de comunicação e sacolas de compras estamparem o nome UNIQLO também escrito em japonês.


Os slogans 
LifeWear. (2013) 
Made for All. 
Simple made better.


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 2 de junho de 1984 
● Fundador: Tadashi Yanai 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: UNIQLO Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Fast Retailing Co.) 
● CEO & Presidente: Tadashi Yanai 
● Faturamento: US$ 15.9 bilhões (2018) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 2.068 
● Presença global: 23 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 53.500 
● Segmento: Varejo (moda) 
● Principais produtos: Roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: H&M, Zara, Topshop, GAP, Mango, C&A, Desigual e Forever 21 
● Ícones: As roupas básicas 
● Slogan: LifeWear. 
● Website: www.uniqlo.co.jp 

A marca no mundo 
A varejista de moda UNIQLO, terceira maior do mundo em seu segmento, que pertence ao Grupo Fast Retailing, possui atualmente mais de 2.000 lojas localizadas em 23 países ao redor do mundo, especialmente na região asiática. A rede está fortemente presente no Japão (onde estão localizadas mais de 820 de suas lojas), além de possuir unidades nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Alemanha, França, Rússia, Índia, China, Hong Kong, Taiwan, Singapura, Malásia, Tailândia, Coréia do Sul, entre outros. A rede oferece vestuário feminino, masculino e infantil até acessórios de moda como calçados, bolsas e mochilas, além de chapéus, bonés, cachecóis e lenços. Em 2018, o faturamento da UNIQLO ultrapassou US$ 15 bilhões. E pensar que todo esse dinheiro surgiu a partir da venda de camisetas básicas de US$ 19.50. 

Você sabia? 
No dia 7 de julho de 2017, a empresa inaugurou sua nova sede próxima da futura vila dos atletas dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020. Batizada de Uniqlo City Tokyo possui 16.500 m² de área e abriga mais de 1.000 empregados de 20 nacionalidades, além de espaços decorados com os embaixadores globais da marca: o golfista Adam Scott e os tenistas Kei Nishikori e Roger Federer. 
A loja da rede localizada no badalado bairro do Soho, em Nova York, recebe mais de 25 mil consumidores em um sábado regular. 
A UNIQLO foi responsável pela confecção e fornecimento dos uniformes da equipe olímpica japonesa nas Olimpíadas de 1998 e 2002. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 18/9/2019

2.3.12

TOPSHOP


Sucesso entre o público feminino e rival de redes como a espanhola Zara e a sueca H&M, a britânica TOPSHOP se especializou no segmento fast fashion, roupas modernas e atuais vendidas em grande escala a preços extremamente acessíveis, em alguns casos com coleções assinadas por badalados estilistas e celebridades. O resultado foi que a TOPSHOP se transformou em um fenômeno de vendas, cujas roupas são cobiçadas por mulheres ligadas em moda e novas tendências. 

A história 
A TOPSHOP surgiu em 1964 na cidade inglesa de Sheffield como uma marca própria de moda feminina no subsolo da pequena rede de lojas de departamento Peter Robinson. A nova marca foi criada pelo filho de um imigrante lituano, Raymond Montague Burton, cujo pai era proprietário da rede, para atender a nova cultura de moda que eclodia no país, direcionada para um público mais jovem. Inicialmente com o nome de Peter Robinson’s Top Shop, a marca fez grande sucesso entre as jovens mulheres inglesas ávidas por novidades. O grande sucesso no segmento feminino levou a empresa a criar pouco depois, em 1970, a TOPMAN, uma marca voltada para o público masculino, que hoje em dia, em algumas lojas, divide espaço com a TOPSHOP. A marca de moda feminina ganhou tamanha importância que se tornou independente em 1974 quando foi inaugurada a primeira loja própria da TOPSHOP. Nos anos seguintes, além de inaugurar novas lojas pelo Reino Unido, se distinguiu por lançar, de forma constante e consistente, coleções de roupas bem modernas que se destacavam pela inovação, originalidade e exclusividade. Apesar do sucesso no Reino Unido foi apenas em 2002 que a TOPSHOP começou a mudar de rumo e deu um grande salto. Foi quando o bilionário britânico Philip Green, conhecido por seu faro apurado para bons negócios e dono de uma fortuna comprou o grupo Arcadia, controlador da rede de lojas.


Desde então, além de inaugurar inúmeras lojas em vários países, a TOPSHOP investiu em parcerias bem-sucedidas com estilistas renomados, como o escocês Christopher Kane, a britânica Stella McCartney e Alexander McQueen, que criaram coleções modernas e descoladas à preços mais acessíveis. A marca também fez trabalhos em conjunto com artistas, designers e celebridades, entre eles a inglesa Stella Vine. A parceria mais famosa até hoje, no entanto, foi com a polêmica modelo Kate Moss, que desenhou e foi garota-propaganda para as coleções da TOPSHOP entre 2007 (ano em que a varejista ingressou no mercado americano) e 2011. Sua primeira coleção causou tanto impacto que as pessoas acamparam na frente da TOPSHOP localizada na Oxford Circus, em Londres, quase um dia antes do lançamento. Resultado: em menos de uma hora 90% da coleção assinada pela modelo já estava vendida. Através dessas parcerias a marca britânica fez enorme sucesso entre as adolescentes e as mulheres modernas, que não têm medo de ousar e criar visuais modernos, versáteis e muito fashion. Estas coleções de roupas femininas exclusivas são sempre garantia de enorme sucesso de vendas e uma importante ferramenta de marketing para a marca.


Em 2010, a marca inovou mais uma vez ao lançar uma linha de cosméticos, que no ano seguinte ganhou a companhia de uma diversificada linha de esmaltes cintilantes. No ano seguinte inaugurou suas primeiras lojas na Austrália. Pouco depois, em 2012, seguindo as tendências de mercado, a marca lançou uma linha de roupas sustentáveis, a Reclaim. A rede britânica abriu suas portas no Brasil em 2012, com a inauguração de uma loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Depois de inaugurar mais duas unidades na capital paulista, a rede britânica não suportou a concorrência e fechou suas lojas no país em 2017. Nos anos seguintes, a TOPSHOP enfrentou a forte e canibal concorrência deste setor e assistiu seu rendimento despencar, além da gravíssima acusação de um caso de assédio sexual contra Philip Green, então presidente do Arcadia Group, que controla a marca TOPSHOP. Essa acusação gerou um boicote nas redes sociais em relação à marca e, em 2018, a cantora Beyoncé não quis lançar a sua coleção de roupa Ivy Park em parceria com a rede. Com esta enorme crise, financeira e de imagem, a TOPSHOP anunciou em 2019 o fechamento de todas as 11 lojas nos Estados Unidos. No entanto, a marca continuará a vender suas mercadorias exclusivamente nas lojas de departamento Nordstrom. Além disso, várias unidades deficitárias no Reino Unido também foram fechadas.


A sofisticada região londrina de Oxford Circus abriga a maior unidade da rede, inaugurada em 1994, com 8.400 m² distribuídos em cinco andares e que recebe aproximadamente 30 mil visitantes por dia. Essa unidade é uma meca do consumo e lifestyle, vendendo desde cupcakes, sorvetes, roupas, acessórios, além de itens para cachorro, oferecendo ainda serviços de sobrancelha, cabelo, unha e reparo de roupas. A rede possui ainda enormes lojas âncoras em cidades, como por exemplo, Liverpool (5.600 m²), Belfast (3.700 m²) e Leeds (2.900 m²). Nessas lojas a rede oferece o serviço de Personal Shopping, onde consultoras acompanham os clientes traçando o perfil e as necessidades de cada pessoa, permitindo que as compras sejam exatamente aquilo que se busca.


Dedicando-se à comercialização de roupas e acessórios para o segmento feminino, masculino e infantil, a marca rapidamente saltou fronteiras e é atualmente uma grife muito procurada mundialmente por jovens que adoram seguir as mais recentes tendências de moda, sem que para tal tenham de gastar muito dinheiro. As linhas Premium da rede incluem Boutique (peças contemporâneas e luxuosas) e Topshop Unique (única coleção projetada por um varejista a ser exibida na tradicional London Fashion Week). A TOPSHOP é o clássico caso de propaganda e marketing que deu certo: parcerias estratégicas, celebridades desfilando com suas peças e lojas suntuosas e estrategicamente localizadas.


A evolução visual 
O logotipo da marca britânica passou por pequenas alterações ao longo dos anos. Na década de 1990 o nome da marca ganhou uma nova tipografia de letra e passou a ser escrito na horizontal. Em 2005 o logotipo adotou uma tipografia de letra mais afinada e sofisticada. Mais recentemente, em 2018, a marca apresentou um novo logotipo, onde as letras ganharam maior espaçamento e o efeito bold.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1964 
● Fundador: Raymond Montague Burton 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Topshop/Topman Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Arcadia Group Limited) 
● CEO: Ian Grabiner 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 500 
● Presença global: 38 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Maiores mercados: Reino Unido, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Irlanda 
● Funcionários: 6.000 
● Segmento: Varejo (moda) 
● Principais produtos: Roupas, calçados, bolsas, cosméticos e acessórios 
● Concorrentes diretos: Zara, C&A, GAP, H&M, Uniqlo, Mango, Desigual, Forever 21, Primark e Asos 
● Website: www.topshop.com 

A marca no mundo 
Atualmente a TOPSHOP, especializada em moda (feminina, masculina e infantil), além de cosméticos e acessórios, possui mais de 320 lojas no Reino Unido e outras 180 em mais de 37 países, entre os quais Canadá, Irlanda, França, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Israel, Kuwait, Tailândia, Chile, África do Sul e Filipinas. Além disso, a marca tem forte presença na internet, onde seu comércio online entrega para 110 países e cuja página recebe mais de 4.5 milhões de visitas semanalmente. A marca vende um par de calças jeans a cada 5 segundos. A TOPSHOP pertence ao Arcadia Group, proprietário de marcas como Burton, Dorothy Perkins e Miss Selfridge. 

Você sabia? 
A TOPSHOP é conhecida por apresentar algumas das melhores ofertas na internet, através da apresentação constante de diversas promoções e descontos imperdíveis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Exame, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), portais (BBC), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/10/2019

29.10.11

AÉROPOSTALE


É muito pouco improvável não ver alguém usando roupas da marca AÉROPOSTALE nas grandes cidades americanas. Com uma proposta que alia roupas e acessórios descolados a um preço bastante competitivo, a marca conquistou os adolescentes e jovens americanos com seu estilo despojado, se tornando uma das “vedetes” do segmento de moda casual nos Estados Unidos. Muito em virtude da ambientação e decoração de suas lojas, que são representadas com entusiasmo, modernidade e senso de aventura, criando uma atmosfera energética com móveis arrojados, sinalizações criativas, iluminação clara e música contagiante. 

A história 
Tudo começou no início da década de 1980 quando a tradicional rede de lojas de departamento Macy’s lançou a AÉROPOSTALE como uma marca própria de roupas e acessórios casuais, direcionada para o público masculino jovem. O nome, que em francês significa “correio aéreo”, foi inspirado em uma companhia aérea fundada em 1918, conhecida como Compagnie Générale Aéropostale e pioneira em realizar voos entre a França e a América do Sul. Em poucos anos as vendas da marca cresceram absurdamente, especialmente pela qualidade, variedade, visual e preço acessível. Em uma atitude ousada, a Macy’s resolveu “dar vida própria” para sua marca própria ao inaugurar no dia 14 de agosto de 1987 a primeira loja da AÉROPOSTALE na cidade de Nova York, que ampliou seu conceito e posicionamento vendendo roupas e acessórios para meninos e meninas de 14 a 17 anos. Era o tímido início de uma varejista que faria enorme sucesso no segmento de moda casual nos anos seguintes.


Com um visual “clean”, enorme variedade e peças totalmente usáveis em qualquer ocasião, a marca se destacou entre os adolescentes e jovens americanos. Nos anos seguintes outras lojas foram inauguradas em grandes cidades americanas, especialmente no estado da Califórnia. Em 1994, com a compra da Macy’s pela Federated Department Stores, a AÉROPOSTALE acabou sendo adquirida junto. Pouco depois, em 1998, a marca foi comprada por bancos de investimentos, entre os quais o Bear Stearns, por aproximadamente US$ 15 milhões. Nessa época, a AÉROPOSTALE possuía 119 lojas espalhados pelo país. Em 2002, como forma de levantar dinheiro para sua expansão a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores. Nesta época a AÉROPOSTALE possuía 273 lojas em 33 estados americanos. Com dinheiro em caixa, a empresa expandiu sua linha de produtos, como por exemplo, a introdução de uma linha de roupas íntimas, e inaugurou novas lojas em várias cidades americanas. Em 2005 a marca iniciou seu comércio eletrônico, criando mais um canal de venda para seus consumidores, e no ano seguinte, já atingia mais de 740 lojas em funcionamento.


A AÉROPOSTALE iniciou sua expansão internacional exatamente no dia 3 de agosto de 2007 com a inauguração de uma loja na cidade de London, província de Ontário no Canadá. O sucesso da marca em solo canadense foi tamanho que em pouco mais de três anos a rede atingiu 60 lojas em funcionamento. O passo seguinte foi a inauguração em 2008 de uma loja em Porto Rico. Pouco depois, em maio de 2009, estendeu suas operações ao Oriente Médio com a inauguração de uma loja em Dubai nos Emirados Árabes Unidos. Ainda em 2009, a empresa lançou a P.S. from AÉROPOSTALE, uma linha de roupas e acessórios para crianças entre 5 e 12 anos, cujas primeiras lojas foram inauguradas na área metropolitana de Nova York.


O ano de 2010 foi histórico para a marca. Isto por que a AÉROPOSTALE inaugurou sua mais emblemática, e também maior, loja até então, localizada em plena Times Square, no coração da Big Apple. A inspiração do espaço veio das próprias ruas, trazendo a essência da cidade para dentro da loja. Por isso o metrô foi utilizado para caracterizar o local. Uma entrada para a loja foi instalada na saída da estação que contempla a Times Square, direcionando o cliente com imagens típicas da cidade. Todo o espaço era dividido como se fossem “estações de compra” – cada setor era separado de modo a trazer ao visitante a sensação de estar em uma linha do metrô de NY. Imagens dos pontos turísticos da cidade garantiam que os visitantes ingressassem em uma viajem pela Big Apple, do subúrbio à estação de metrô até os bairros mais chiques. O ponto alto da loja, com certeza, era a varanda localizada no segundo andar, que tinha como vista a agitada Times Square.


No ano de 2011, a empresa anunciou a inauguração de lojas na Malásia, Cingapura e Indonésia. Tudo andava bem até que, em 2014, com dívidas no valor de US$ 390 milhões, a empresa entrou com um pedido de falência na corte especializada de Nova York. O plano de recuperação previa o fechamento de 150 lojas e a venda de ativos em 6 meses para redução dos prejuízos. Especialistas apontaram como causas o avanço das lojas online e o acirramento da competição com outras empresas do segmento fast-fashion, como por exemplo, Forever 21, H&M, Uniqlo e Zara. Em 2016 um grupo, liderado por empresas credoras administradoras dos espaços das lojas restantes, especialmente a Authentic Brands Group, arrematou por US$ 243 milhões os ativos da empresa, encerrando o plano de recuperação e realizando a reabertura de lojas antigas. Aos poucos a marca vem se recuperando, ampliando sua atuação no varejo e no comércio online e, hoje em dia, a AÉROPOSTALE oferece uma grande variedade de peças urbanas e descoladas que fazem a cabeça de um público jovem que busca na marca uma fonte de inspiração para seu dia-a-dia.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou pequenas alterações ao longo dos anos. Durante anos a marca foi reconhecida pelo seu logotipo em azul com um acento estilizado na palavra “aéro”. Em 2017, a marca remodelou sua identidade visual, que adquiriu uma tipografia de letra mais sofisticada.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 14 de agosto de 1987 
● Criador: R.H. Macy & Co. 
● Sede mundial: Lyndhurst, New Jersey, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Aero OpCo LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Authentic Brands Group LLC) 
● CEO: Marc Miller 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 850 
● Presença global: 20 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Moda casual 
● Principais produtos: Camisetas, calças jeans, vestidos, jaquetas, pólos e bolsas 
● Concorrentes diretos: Abercrombie & Fitch, Holister, Old Navy, GAP, Urban Outfitters e American Eagle 
● Slogan: Aéropostale. Clothes gone global. 
● Website: www.aeropostale.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a AÉROPOSTALE, uma das principais marcas de moda casual do mercado americano, possui mais de 500 lojas localizadas nos Estados Unidos e Porto Rico, e por meio de parcerias de licenciamento, mais de 350 unidades são operadas internacionalmente em países como Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Omã, Kuwait, Qatar, Índia, Egito, Grécia, Turquia, Filipinas, México, Panamá, Guatemala e Chile. Além disso, a empresa possui pontos-de-venda em sofisticadas lojas de departamento. Com um rigoroso processo de controle de qualidade em todos os seus produtos, que vão desde calças jeans até acessórios como bonés, meias e inclusive uma linha de roupas íntimas, a marca fatura anualmente estimados US$ 1 bilhão. 

Você sabia? 
A marca utiliza em muitos de seus produtos as iniciais A87 que significa: A de AÉROPOSTALE e 87, os dois últimos dígitos do ano em que a empresa inaugurou sua primeira loja própria (considerada oficialmente sua data de fundação). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/8/2019