5.9.06

Brands Evolution

Nesta nova seção do Blog estarei trazendo constantemente a evolução visual de algumas marcas. Tendências, personalidade, criatividade, conceito, tipologias e os mais variados recursos para embarcarmos em uma verdadeira viagem visual.
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LÖWENBRÄU


Em um mundo marcado por constantes mudanças, valores duradouros são crucialmente importantes. Natureza e tradição puras, combinadas com a tecnologia mais moderna: isso é o que representa a Baviera e sua cerveja. E a tradução perfeita dessa cerveja é a LÖWENBRÄU, que no mundo inteiro virou sinônimo da arte bávara de fabricação deste líquido sagrado. 

A história 
Uma das mais tradicionais e conhecidas cervejas alemãs, a LÖWENBRÄU, tem suas origens no ano de 1383, quando foi produzida pela primeira vez pelo proprietário da “Hospedaria do Leão” (em alemão “Zum Löwen”). No ano de 1516 foi aprovada a Lei da Pureza (Reinheitsgebot), criada para evitar a utilização de ingredientes baratos e muitas vezes pouco saudáveis, pela qual a cerveja deveria ser produzida exclusivamente a base de cevada, lúpulo, levedura e água. Com este preceito, as fábricas de cerveja da Baviera assumiram o papel de maior destaque na produção e distribuição de cervejas na Alemanha e no mundo. E a marca do leão sempre esteve no topo deste processo. Uma materialização perfeita da arte e do saber fazer dos bávaros na fabricação de cervejas, que garantiriam à cerveja do leão grande êxito em todo o mundo nos séculos seguintes. Pouco depois, em 1524, na cidade de Munique, capital da Baviera, localizada na região ao sul da Alemanha, mais precisamente em um lugar conhecido como “Löwengrube” (literalmente a “cova dos leões”), próximo à igreja Frauenkirche, foi construída uma fábrica que mais tarde ficaria famosa em todo o mundo. Mas foi apenas em 1746 que o nome LÖWENBRÄU, que significa “cervejaria do leão”, foi oficialmente adotado. O nome tem suas origens no fundador da cidade de Munique, Duque Henry Guelph, que tinha o apelido de “Leão”.


Mas foi em 1818 que Georg Brey adquiriu a cervejaria e a conduziu, desde a época manufatureira até o período industrial. Em 1863, a LÖWENBRÄU já era a cerveja mais popular de Munique. A empresa familiar se converteu no ano de 1872 em uma sociedade por ações, sendo a primeira entre as cervejarias de Munique a realizar esse feito. Na época desta conversão, a LÖWENBRÄU já era a maior cervejaria da Alemanha e, ao mesmo tempo, a cervejaria líder em exportações. Somente em 1878 a cervejaria passou a se chamar oficialmente LÖWENBRÄU AG. Em 1886, o leão, símbolo da marca, se tornou marca registrada. Em 1900, na Paris World Exhibition, a cerveja LÖWENBRÄU recebeu seu primeiro prêmio de grande expressão internacional.


De 1914 a 1945 a cervejaria passou por graves problemas, especialmente em virtude das duas Grandes Guerras Mundiais. Mas isso não impediu que em 1928 se tornasse a primeira cervejaria de Munique a atingir a marca de 1 milhão de hectolitros produzidos. Após ser destruída por bombas durante a Segunda Guerra, a LÖWENBRÄU provou que uma boa cerveja sempre sobrevive. Três anos após o fim do conflito, a produção voltou ao normal e a cerveja começou a ser exportada, tendo como destino a Suíça. Quatro anos mais tarde um leão mecânico, símbolo da marca, emitiu seus primeiros rugidos na tradicional Oktoberfest, fincando a presença da marca no evento, da qual sempre participou. No começo da década de 1970 a produção da cervejaria atingia a marca de 1.5 milhões de hectolitros (equivalente a 40 milhões de galões). Em 1974 foram assinados os primeiros contratos de licenciamento com a Inglaterra e os Estados Unidos, onde a cerveja passou a ser produzida pela Miller Brewing Company sob supervisão rigorosa dos alemães.


Nos próximos anos a LÖWENBRÄU conquistou novos mercados internacionais, como por exemplo, o Japão, e se tornou uma das marcas alemãs de cerveja mais populares do mundo. No ano de 1997, com o objetivo de manter a presença e crescimento em um mercado globalizado, duas das mais tradicionais cervejarias da cidade de Munique, a LÖWENBRÄU e a Spaten, realizaram uma fusão. Poucos anos depois, em 2003, a marca foi adquirida pela Interbrew, que no ano seguinte se fundiu com a Inbev (atual Anheuser-Busch InBev), passando a fazer parte da maior cervejaria do mundo nos dias atuais e iniciando um novo e forte período de expansão internacional.


A herança do Leão 
Uma estreita relação entre produto e pátria é o capital incalculável que caracteriza até hoje a LÖWENBRÄU como uma das marcas mais antigas da Alemanha. Atualmente, essa herança pode ser degustada em uma extensa e completa linha de cerveja: 
LÖWENBRÄU ORIGINAL: uma típica cerveja de Munique, do tipo lager, com uma coloração amarela clara e delicadamente amarga. É refrescante, ligeiramente seca, revelando sutis notas de cereal. O seu sabor é revelador de bastante corpo e uma lupulagem suave que a torna agradável de beber. Possui teor alcoólico de 5.2%. 
LÖWENBRÄU OKTOBERFESTBIER: comercializada exclusivamente na época da festa da cerveja de Munique, a famosa Oktoberfest, é mais encorpada e possui 6.1% de teor alcoólico. 
LÖWENBRÄU URTYP: cerveja produzida através dos métodos tradicionais de Munique, com sabor adocicado comercializada em garrafas flip-top. 
LÖWENBRÄU WEISSE: clássica cerveja de trigo de Munique produzida desde 1927. 
LÖWENBRÄU PREMIUM PILS: cerveja premium tipo pilsner com 5.2% de teor alcoólico. 
LÖWENBRÄU ALCOHOL-FREE: cerveja praticamente sem álcool, contendo apenas 0.5% de teor. 
LÖWENBRÄU RADLER: cerveja especial com apenas 2.5% de teor alcoólico e 50% de suco de limão para ser consumida nos dias quentes de verão. 
LÖWENBRÄU VICTOR (TRIUMPHATOR): cerveja escura e extremamente forte, com teor alcoólico de 7.6%, introduzida pela primeira vez em 1925. 
LÖWENBRÄU DUNKEL: cerveja tipo dunkel forte (5.5% de graduação alcoólica) e encorpada.


* A LÖWENBRÄU também está disponível na versão chope.


A casa do leão 
A Löwenbräukeller foi aberta ao público em 1883, como pub e restaurante, na cidade de Munique. Antes disso, o local havia sido usado por vários séculos apenas para fabricação de cerveja. Este agradável local atrai turistas e habitantes locais com deliciosos pratos da culinária regional, ótima cerveja, além da atmosfera acolhedora da Baviera. A estrutura da LÖWENBRÄU oferece diferentes ambientes a seus clientes. Um dos ambientes mais populares é o enorme jardim da cerveja, um terraço arborizado com capacidade para mil pessoas. Durante os meses do verão, os habitantes locais costumam vir ao local vestidos com trajes tradicionais para relaxar com uma bebida refrescante à sombra de belas árvores. Em qualquer época do ano, o restaurante oferece um ambiente confortável, onde os clientes podem saborear deliciosos pratos da culinária da Baviera.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas atualizações ao longo dos anos, mas sempre manteve o leão como principal símbolo.


Os slogans 
Löwenbräu. Born in Munich, loved by the world. (2008) 
Only pure thoughts go into Lowenbrau. (2003) 
Beer at its purest. (2001) 
Löwenbräu, a beer like Bavaria. (2000) 
You can talk about anything over a Löwenbräu. (1999) 
What we Germans lack in humour, we make up for in our bier. (1994) 
Strong on tradition. (1985) 
The Pils to be taken seriously. (1980) 
This night calls for Löwenbräu. (anos de 1980) 
This World Belongs To Löwenbräu. (anos de 1980) 
The world’s most exclusive and expensive beer. (1976)


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 1383 
● Fundador: Desconhecido 
● Sede mundial: Munique, Alemanha 
● Proprietário da marca: Anheuser-Busch InBev SA/NV 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Carlos Brito 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas 
● Concorrentes diretos: Paulaner, Erdinger, Hoegaarden, Hofbräu München, Beck’s, Oettinger, Franziskaner e Bitburger 
● Ícones: O leão 
● Slogan: Born in Munich, loved by the world. 
● Website: www.loewenbraeu.de 

A marca no mundo 
A LÖWENBRÄU se tornou uma das cervejas mais conhecidas e clássicas da Alemanha, sendo exportada para mais de 60 países ao redor do mundo. Atualmente a linha de cervejas da marca é comercializada em várias embalagens como lata (330 ml e 500 ml), garrafas (330 ml e 500 ml) e barril de 5 litros. 

Você sabia? 
A cerveja está presente na Oktoberfest da cidade de Munique desde sua primeira edição realizada em 1810. Atualmente, a marca patrocina duas grandes tendas da Oktoberfest e continua a ser associada à famosa tradição cervejeira de Munique. A LÖWENBRÄU é uma das seis marcas de cerveja oficiais da Oktoberfest, juntamente com Augustiner, Hacker-Pschorr, Hofbräu, Paulaner e Spaten-Franziskaner. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), portais (UOL e Blog Clube do Malte), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Expedia e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 1/5/2017

Olympic Logotype

Uma das marcas visualmente mais poderosas e populares do planeta é o logotipo dos Jogos Olímpicos. Os anéis olímpicos foram uma idéia do francês Pierre de Fredi, conhecido como o Barão Pierre de Coubertin, em 1913. Os pequenos círculos eram compostos por cinco cores: azul, amarelo, preto, verde e vermelho, interligados sobre um fundo branco. O simbolismo dos anéis entrelaçados representava à união dos cinco continentes e o encontro de todos os atletas do mundo nos Jogos Olímpicos, e pelo menos uma de suas seis cores, incluída a branca, está presente na bandeira de cada um dos países filiados ao COI (Comite Olímpico Internacional), criado em 23 de junho de 1894 pelo próprio Barão Pierre de Coubertin. A Europa era representada pelo azul; a Ásia pelo amarelo; a África pelo preto; a Oceânia pelo verde e as Américas pelo vermelho. A primeira bandeira a conter o logotipo olímpico, media 3m X 2m, e foi costurada na loja Bon Marché, em Paris. Ela fez sua aparição oficial no ano seguinte. Mas só seria hasteada num estádio na Olímpiada de 1920. É a principal representação gráfica dos Jogos Olímpicos e a marca do próprio Comitê Olímpico Internacional. A marca do Comitê Olímpico Brasileiro une os anéis (ou aros como queiram) olímpicos à Bandeira Nacional.
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CHASE


A marca CHASE é considerada uma verdadeira grife do segmento financeiro americano. Secular, forte e influente, seus serviços financeiros sempre foram desenvolvidos para clientes da classe média alta que exigem, acima de tudo, um atendimento diferenciado e a certeza de que seu dinheiro estará sendo bem guardado e investido. 

A história 
A origem de uma das marcas mais tradicionais do segmento financeiro do mercado americano começou exatamente no dia 1 de setembro de 1799 quando o político Aaron Burr fundou a empresa The Manhattan Company na casa de número 40 em Wall Street, centro de Nova York. Inicialmente a empresa era uma portadora de água potável, fazendo o transporte do Rio Bronx para a cidade, em uma época onde a epidemia de febre amarela causava pânico às autoridades sanitárias, matando 45 pessoas diariamente em virtude da água contaminada. Mas, uma rivalidade com o proprietário do Bank of New York, Alexander Hamilton, um fervoroso federalista e que mantinha o monopólio do segmento bancário na cidade, levou o senhor Burr, conduzido por fatores políticos, a mudar os rumos da empresa e transformá-la em um banco, republicano como sua ideologia política, que ficou conhecido como Bank of the Manhattan Company. Os bancos então, se utilizavam de todos os artifícios, incluindo a decomposição do crédito, para conquistar clientes.


Essa rivalidade não se restringiu aos negócios. No dia 11 de julho de 1804 Alexander Hamilton foi morto por Aaron Burr, que tinha enorme fama de bom atirador, em um típico duelo de faroeste em um remoto lugar em Weehawken, Nova Jersey. Nas décadas seguintes o senhor Burr transformou o Bank of Manhattan em uma verdadeira pedra sólida do segmento financeiro nos Estados Unidos. Em 1955 quando o Bank of Manhattan comprou o Chase National Bank, fundado em 1877 por John Thompson e nomeado assim em homenagem ao ex-secretário do tesouro americano Salmon Portland Chase, que nunca possuiu qualquer ligação com a instituição, o nome escolhido para o novo banco foi THE CHASE MANHATTAN BANK.


Liderado pelo magnata americano David Rockefeller, já que sua família exercia forte influência no Chase National Bank, durante as décadas de 1970 e 1980, o banco se tornou um dos maiores e mais prestigiosos do mundo. O famoso slogan “The right relationship is the thing” tornou a marca ainda mais conhecida no mercado. Mas, apesar da tradição secular, o CHASE MANHATTAN, se viu afetado nos anos de 1990 pelo colapso imobiliário ocorrido no mercado americano e acabou sendo adquirido pelo Chemical Bank em 1996. Como a marca CHASE MANHATTAN era extremamente forte e confiável no mercado financeiro, ela foi mantida nos bancos de varejo.


Em uma nova crise, no mês de dezembro de 2000, através de uma transação de troca de ações avaliada em US$ 36 bilhões, o tradicional banco de investimento J.P. Morgan, que há mais de um século abriu os cofres para salvar a Bolsa de Valores americana de um colapso e o Tesouro Nacional da falência, foi comprado pelo CHASE MANHATTAN BANK, passando a se chamar oficialmente JPMorgan Chase & Co. Graças a essa operação, o novo conglomerado financeiro, que possuía ativos de US$ 660 bilhões, se tornou um verdadeiro gigante do segmento no mercado financeiro. A marca CHASE, que a partir deste momento não utilizaria mais a palavra Manhattan, passou a ser utilizada como braço do grupo nos serviços financeiros de varejo em território americano, como agências bancárias, cartões de crédito, seguros e financiamentos.


Em 2004, com a aquisição do Bank One, o CHASE se tornou o maior emissor de cartões de crédito dos Estados Unidos. Pouco depois, em 2006, adquiriu a rede bancária do Bank of New York Company, através da qual obteve acesso a 700 mil novos clientes e 338 agências nos estado de Connecticut, Indiana, Nova Jersey e Nova York. Nos anos seguintes o CHASE continuou sua forte tradição de oferecer serviços de alta qualidade e rentabilidade a clientes exigentes. Nos últimos anos, sempre inovador no setor, uma das novidades foi o lançamento em 2009 do Chase Sapphire, um exclusivo cartão de crédito, que exige uma renda mínima mensal de US$ 120 mil, e combina Rewards (onde a pontuação de bônus nunca expira), benefícios e serviços Premium, além de não haver limite de gastos. Mais recentemente, em 2016, o banco lançou o cartão Chase Sapphire Reserve, feito de metal, com um bônus de inscrição de 50.000 pontos (após gastar US$ 4 mil nos primeiros três meses) e ideal para quem viaja frequentemente, pois oferece benefícios exclusivos como receber três vezes mais pontos sobre gastos com viagens e refeições. O produto fez tanto sucesso entre os consumidores que o banco ficou temporariamente sem o metal para produzir os cartões. Além disso, nos últimos anos o tradicional banco incorporou as mais modernas tecnologias a seus serviços, como por exemplo, um aplicativo onde o cliente pode acessar informações diversas, fazer transferências e adquirir serviços que o CHASE oferece.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por diversas reformulações, principalmente devido às constantes fusões e aquisições ocorridas ao longo dos anos. O tradicional símbolo da marca, uma espécie de octógono com cantos arredondados (colorido), surgiu em 1961, poucos anos depois da constituição oficial do THE CHASE MANHATTAN BANK. Depois de adotar as características cores azul e vermelha (ambas em tons escuros) em 1976 e, a partir de 2000, apenas o nome CHASE, a última modificação ocorreu no ano de 2005, quando a marca apresentou um novo logotipo com novas cores e uma nova tipografia de letra.


Os slogans 
So You Can. (2013) 
Chase What Matters. (2008) 
What matters most. 
Your choice. Your Chase. 
The right relationship is the thing.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1 de setembro de 1799 
● Fundador: Aaron Burr 
● Sede mundial: Chicago, Illinois, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: JPMorgan Chase & Co. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● CEO: James Dimon 
● Faturamento: US$ 71.6 bilhões (2016) 
● Lucro: US$ 14.7 bilhões (2016) 
● Agências bancárias: 5.100 
● Presença global: 2 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 250.000 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Serviços bancários, investimentos, cartões de crédito e seguros 
● Concorrentes diretos: Wells Fargo, Citibank, Bank of America, HSBC, Capital One, PNC e US Bank 
● Slogan: So You Can. 
● Website: www.chase.com 

A marca no mundo 
Atualmente o CHASE, que atua como banco de varejo e comercial do grupo JPMorgan Chase & Co., possui mais de 5.100 agências bancárias e 16.000 caixas automáticos espalhados por vários estados americanos. O CHASE, que está entre os quatro grandes bancos comerciais americanos, possui mais de 150 milhões de cartões de crédito e débito em circulação nos Estados Unidos e Canadá, e oferece ainda serviços financeiros como seguros, planos de aposentadoria, financiamentos e crédito pessoal para milhões de clientes, incluindo pequenos negócios. 

Você sabia? 
A marca CHASE é desde 1982 a principal patrocinadora do milionário torneio de tênis US Open. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 11/9/2017

CONTINENTAL AIRLINES

Pontualidade, serviço cortês, atendimento exemplar, aeronaves modernas e total preocupação com os passageiros. Há anos a CONTINENTAL AIRLINES é eleita uma das melhores e mais eficientes companhias aéreas dos Estados Unidos, colocando seus passageiros sempre em primeiro lugar.
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A história
A companhia aérea começou suas atividades com o nome de Varney Speed Lines, fundada por Walter T. Varney e seu sócio Louis Mueller, inaugurando vôos de passageiros e transporte postal em 15 de julho de 1934, através de uma rota de 850 km da cidade de Pueblo no estado do Colorado para El Paso no Texas, com escalas em Las Vegas, Santa Fé e Albuquerque no Novo México, com uma pequena frota de aeronaves Lockheed Veja, que tinham capacidade para apenas 4 passageiros. Em julho de 1936, 40% da nova empresa foi vendida para Robert F. Six, que dirigiu a companhia aérea por mais de 40 anos. Somente no dia 1 de julho de 1937, a empresa adotou o nome de CONTINENTAL AIRLINES. Durante a Segunda Guerra Mundial, a CONTINENTAL AIRLINES construiu o Centro de Modificações de Denver, onde modificava aeronaves modelos B-17 Flying Fortresses e B-29 Super Fortresses para servir ao esforço de guerra americano.
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No dia 10 de dezembro de 1953, a companhia aérea assinou um contrato de fusão com a Pioneer Airlines, acrescentando 16 novas cidades do Texas e do Novo México ao seu crescente mapa de rotas. Suas origens regionais começaram a mudar em 1957, quando inaugurou vôos entre as cidades de Los Angeles e Chicago, com escalas em Denver e Kansas City, inaugurando o serviço “Gold Carpet Service”. A realização destes vôos só foi possível graças a utilização dos primeiros aviões Douglas DC-7B, substituídos no ano seguinte pelos Vickers Viscount 800. No dia 8 de junho de 1959, foi realizado o primeiro vôo a jato da CONTINENTAL AIRLINES (com um Boeing 707-120). Para manter sua pequena frota de jatos, a companhia desenvolveu um programa inovador de “manutenção progressiva” que permitia manter sua frota de aeronaves 707 voando 7 dias por semana, 16 horas por dia. Em julho de 1963, a empresa mudou sua sede para a cidade de Los Angeles. Nesta década, durante a Guerra do Vietnã, a CONTINENTAL AIRLINES transportou as tropas americanas para o oriente.
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A experiência da empresa na área do Pacífico durante a guerra levou à formação da Air Micronesia (atual CONTINENTAL MICRONESIA) em 1968. Seu primeiro vôo cobriu mais de 4.000 milhas (6.400 km), com sete escalas, indo de Saipan até Honolulu, em um 727-100 apelidado de Ju Ju. Na década seguinte, o mapa de rotas da CONTINENTAL AIRLINES sofreu um crescimento significativo como em agosto de 1976, quando a C.A.B. concedeu rotas entre Saipan e pontos do Japão para a Air Micronesia. Mas, para a CONTINENTAL AIRLINES, a expansão mais significativa foi a aprovação de uma nova rota de Los Angeles para Nova Zelândia e Austrália pelo presidente Jimmy Carter em 1977. Em 1978, com a desregulamentação das empresas aéreas em 1978, teve início um período de turbulência que durou mais de uma década para a companhia aérea.
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A partir da fusão com a Texas International, ocorrida em 31 de outubro de 1982 e conduzida por Frank Lorenzo (mantendo o nome CONTINENTAL), a empresa passou a oferecer serviços para quatro continentes (Américas do Norte e do Sul, Ásia e Austrália), contando com uma frota de 112 aeronaves. A fusão em nada ajudou a já debilitada saúde financeira da empresa: em 1983 pediu concordata para reorganização segundo o Capítulo 11 da Lei Federal de Falências. A reconstrução da empresa foi iniciada imediatamente e já em 1984 registrou lucros de US$ 50 milhões. Em 1986, após sua reestruturação, dispensou a concordata. No ano seguinte, visando crescer no mercado interno americano, as companhias aéreas New York Air, Frontier e People Express foram compradas, transformando a CONTINENTAL AIRLINES na terceira maior companhia aérea do mercado americano.
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Mas apesar disso, novos problemas começaram a surgir, especialmente devido ao crescente custo dos combustíveis, decorrente da invasão do Kuwait pelo Iraque, levando-a a solicitar novamente concordata. A situação só melhorou no início da administração de Gordon Bethune, que conseguiu, a partir da segunda metade da década de 90, reorganizar a empresa e torná-la competitiva. A frota passou por um processo de racionalização, aeronaves mais antigas e onerosas foram aposentadas, os funcionários ganharam novos estímulos e começaram a receber participações em dinheiro nos resultados do grupo. Os resultados puderam ser vistos em março de 1995, quando a CONTINENTAL AIRLINES foi a primeira colocada em desempenho de pontualidade em vôos domésticos entre as 10 maiores empresas aéreas dos Estados Unidos. Além disso, novas rotas internacionais foram sendo conquistadas: hoje a CONTINENTAL AIRLINES voa para quase toda a Europa, e também para o Oriente Médio, Ásia, América Latina e Caribe, desde seus dois principais hubs, Newark e Houston.
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No final da década, em 20 de novembro de 1998, a CONTINENTAL AIRLINES e a Northwest Airlines realizaram o anúncio formal de sua aliança para aumentar a concorrência e melhorar as opções de viagem para os usuários. Os principais benefícios para os usuários incluíam rotas domésticas e internacionais em code-share em 28 vôos internacionais semanais entre os Estados Unidos e o Japão e 21 vôos semanais para Singapura, Bangkok, Tailândia e Seul na Coréia; reciprocidade dos programas de milhagem; e compartilhamento de salas nos aeroportos. A aliança criou a quarta maior rede de empresas aéreas dos Estados Unidos, tornando-a competitiva com o grupo “The Big Three” (As Três Grandes) de empresas aéreas com sede no país.
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Em meados de 2004, a CONTINENTAL se juntou à SkyTeam, a aliança de empresas aéreas com crescimento mais rápido do mundo, que alinhava 9 transportadoras internacionais e oferecia 14.320 partidas diárias para mais de 650 destinos. No ano seguinte, se tornou a primeira empresa aérea de passageiros dos Estados Unidos a iniciar vôos para a China continental em aproximadamente 20 anos, ao inaugurar seu novo serviço diário partindo do seu hub de Nova York, o Aeroporto Internacional Newark Liberty, para Pequim. A crise financeira que abalou o mundo em 2008 também fez estragos na CONTINENTAL, que demitiu, reduziu o número de aeronaves e cancelou cerca de 20 rotas que não eram lucrativas. Recentemente, em outubro de 2009, a companhia aérea deixou de ser membor da SkyTeam para ingressar Star Alliance.
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Atualmente a CONTINENTAL AIRLINES opera uma frota completa de aeronaves Boeing moderna e eficiente. A companhia aérea também está comprometida com o meio-ambiente através do programa Eco-Skies™. A iniciativa estendida a toda a empresa procura ajudar a minimizar a taxa de emissão de dióxido de carbono da companhia aérea e encoraja seus clientes e fornecedores a fazerem o mesmo. A CONTINENTAL AIRLINES foi a primeira grande companhia aérea norte-americana a realizar um teste de vôo usando biocombustível sustentável. Em maio de 2010, a empresa anunciou uma fusão com a United Airlines, criando a maior empresa aérea do mundo se considerada a relação entre o número de passageiros e milhas percorridas. A nova companhia aérea manterá o nome UNITED AIRLINES, terá sua sede na cidade de Chicago e transportará 144 milhões de passageiros para 370 cidades em todo o mundo.
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A linha do tempo
1969

No dia 9 de setembro a empresa iniciou seu primeiro vôo partindo do continente para o Havaí.
1970
No dia 26 de junho realizou o primeiro vôo com uma aeronave widebody, um Boeing 747.
1972
Tem início, no dia 1 de junho, o serviço com as aeronaves widebody DC-10.
1979
Tem início, em janeiro, o serviço entre Houston e a capital Washington D.C.
1985
Foi inaugurado, no dia 28 de abril, o primeiro serviço sem escalas para a Europa com vôos a partir de Newark e Houston para Londres. Mais tarde seriam acrescentadas as cidades de Paris, Frankfurt, Madri e Munique.
1987
Lançamento do programa de milhagem OnePass.
1988
Formação da primeira aliança global com a Scandinavian Airline Systems (SAS).
1992
Lançamento do premiado serviço BusinessFirst em vôos transoceânicos, estabelecendo um padrão de excelência em viagens de longa distância e negócios.
1995
Por quatro meses consecutivos (agosto à novembro), a CONTINENTAL foi a primeira colocada entre as 10 maiores empresas aéreas dos Estados Unidos em manuseio de bagagem doméstica, de acordo com o Relatório de Viagens Aéreas para o Consumidor do Departamento dos Transportes.
1997
A CONTINENTAL foi indicada como empresa aérea do ano de 1996 pela Air Transport World.
No mês de julho lançou os primeiros vôos para o Brasil.
1998
Lançamento dos primeiros vôos para a Irlanda e a Escócia.
No mês de outubro foram recebidas as primeiras aeronaves Boeing 777 preparadas para realizar vôos sem escalas a partir das cidades de Houston e Newark com destino a Tóquio. O vôo diário sem escalas de Houston para Tóquio no Japão seria iniciado no dia 31 de janeiro de 1999, sendo o primeiro sem escala de Houston para a Ásia.
1999
Aposentadoria do último Boeing 747-200 e do último Boeing 737-200 no dia 2 de março. A CONTINENTAL aposentou essas aeronaves para abrir espaço para 60 jatos mais eficientes da Boeing que entrariam em serviço.
A CONTINENTAL e a Copa Airlines iniciam o regime de code-share em mais de 60 vôos para 30 destinos.
Lançamento do serviço diário sem escalas entre Nova York e Tel Aviv.
A CONTINENTAL AIRLINES e a America West Airlines se tornam as primeiras empresas aéreas dos Estados Unidos a realizar emissão de bilhetes eletrônicos interlinhas.
2001
Lançamento do primeiro vôo sem escalas entre Nova York e Hong Kong, criando uma conexão direta entre duas das mais vibrantes cidades do mundo e reduzindo o tempo de viagem em mais de duas horas.
2002
Realizou seu primeiro vôo transatlântico no dia 10 de abril usando os novos assentos melhorados e especialmente projetados para a classe BusinessFirst. Os assentos apresentavam diversas melhorias significativas de projeto que davam mais conforto para os usuários. Com 22 polegadas (56 cm), era o assento mais largo de classe executiva do mundo; oferecia reclinação de 170 graus entre o assento e o encosto e 6,5 pés de (1,90 m) de espaço para dormir quando totalmente aberto.
2006
No dia 18 de abril a empresa instalou seu milésimo quiosque de auto-atendimento para check-in em Bogotá na Colômbia. A CONTINENTAL agora oferecia mais quiosques por usuário do que qualquer outra empresa aérea.
Inauguração do abrigo para animais no Aeroporto Intercontinental George Bush em Houston no Texas, primeira instalação desse tipo de propriedade de uma empresa aérea situada dentro de um aeroporto nos Estados Unidos. Esse novo serviço seria oferecido para os clientes de quatro patas da empresa que utilizassem o serviço PetSafe.
A CONTINENTAL e a U.S. Helicopter entraram em parceria para iniciar um serviço de traslado de oito minutos entre Manhattan e o Aeroporto Internacional Newark Liberty.
2007
Introdução dos novos cardápios para a primeira classe em vôos nos Estados Unidos, Canadá e determinados destinos da América Latina e Caribe. Os novos cardápios foram criados no Congresso de Chefs Continental com base em feedback extensivo dos clientes e funcionários.
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Serviços personalizados
A premiada BusinessFirst, uma espécie de primeira classe com preço de classe executiva, oferece ao passageiro da CONTINENTAL AIRLINES os mais altos níveis de conforto e cuidado, a melhor qualidade de serviço durante todo o vôo e atenção pessoal a cada detalhe. Os serviços incluem uma ampla variedade de deliciosas seleções de cardápio, bem como vinhos especiais e champanhes, todos servidos com estilo em peças de porcelana, copos de cristais e talheres modernos. Além disso, os concierges adicionam um toque pessoal ao serviço muito antes da partida. Estes representantes especialmente treinados fornecem uma ajuda ainda em terra que complementa os premiados serviços de bordo.
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O conforto dos assentos é um padrão de excelência da BusinessFirst: o assento-leito, um dos mais largos assentos de classe executiva disponíveis, mede 22 polegadas de largura; reclina para um ângulo quase reto de 170 graus, possibilitando o melhor em descanso e relaxamento; e possui um sistema pessoal de entretenimento, montado no console do descanso de braço, que fornece uma variedade de opções, apresentando até 16 canais de programação de vídeo em vários idiomas, 20 canais de programação de áudio, 10 jogos e fones de ouvido estéreo de alta fidelidade. Além disso, a empresa oferece aos clientes da BusinessFirst um kit de conveniência completo com produtos especiais da marca canadense Escents Aromatherapy. O serviço é oferecido em vôos operados pela CONTINENTAL e CONTINENTAL MICRONESIA nos seguintes mercados: Europa, Oriente Médio, Ásia (de/para os Estados Unidos), sul da América do Sul e Havaí.
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A evolução visual
De 1944 a 1967 a companhia aérea utilizou um logotipo representado por uma águia nas cores da bandeira americana. Em 1968, a CONTINENTAL AIRLINES divulgou uma nova identidade corporativa: um brasão oblongo representando os rastros de vapor de um jato com um esquema de cores em dourado, vermelho e laranja (utilizado nas pinturas dos aviões). No dia 12 de fevereiro de 1991, a CONTINENTAL divulgou sua nova identidade visual azul e cinza com um globo passando a fazer parte de seu logotipo. Recentemente o logotipo da marca passou por uma atualização adotando um tom de azul mais claro.
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Os slogans
Work Hard, Fly Right. (1998)
The Airline That Pride Built. (1968)
The Proud Bird with the Golden Tail. (1968)
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Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação: 15 de julho de 1934
● Fundador:
Walter T. Varney e Louis Mueller
● Sede mundial:
Houston, Texas
● Proprietário da marca:
Continental Airlines, Inc.
● Capital aberto:
Sim
● Chairman & CEO:
Lawrence W. Kellner
● Presidente:
Jeffery Smisek
● Faturamento: US$ 12.6 bilhões (2009)
● Lucro: - US$ 282 milhões (2009)
● Valor de mercado: US$ 3.1 bilhões (junho/2010)
● Hubs:
Houston, New York, Cleveland e Guam
● Frota: 600 aviões (Boeing 737, 757, 767 e 777)
● Destinos:
265
● Passageiros transportados: 62.8 milhões (2009)

● Programa de milhagem:
OnePass
● Presença global: 65 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários:
39.640
● Segmento:
Aviação
● Principais produtos:
Aviação comercial e cargueira
● Subsidiárias: Continental Micronesia, Continental Express e Continental Connection
● Slogan:
Work Hard. Fly Right.
● Website:
www.continental.com
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A marca no mundo
Hoje em dia a CONTINENTAL AIRLINES, quarta maior empresa aérea americana, e uma das melhores na qualidade dos serviços prestados, possui uma frota de 600 aeronaves que cobrem mais de 133 cidades americanas e mais de 132 destinos internacionais. A CONTINENTAL AIRLINES conta com centros de conexões em Nova York, Houston, Cleveland e Guam, transportando aproximadamente 63 milhões de passageiros por ano. Junto com suas subsidiárias, opera mais de 3.100 vôos diários pelas Américas, Europa e Ásia. Para o Brasil, a CONTINENTAL serve as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro através de dois vôos noturnos, saindo de Houston (Texas) e de Newark (New Jersey). A empresa possui ainda aproximadamente 25 Presidents Clubs (área e salas vips) localizadas em aeroportos americanos. Álém da aviação comercial, a empresa também é proprietária da CONTINENTAL CARGO, companhia aérea cargueira que presta serviço para 200 destinos no mundo todo.
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Você sabia?
Em 2009, pelo sexto ano consecutivo, a CONTINENTAL AIRLINES foi nomeada pela revista Fortune a “Companhia Aérea mais Admirada do Mundo”.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 5/6/2010

Felix The Cat


A história de um dos personagens mais famosos e antigos do mundo começou em 1919 quando o cartunista e animador Otto Messmer criou o "Gato Felix" (Felix The Cat), enquanto trabalhava no estúdio Patt Sullivan de New York. Felix era um gato preto de forma arredondada, com grandes olhos brancos e um imenso sorriso; seu nome estava relacionado a duas palavras em latim: felis (gato) e felix (feliz ou estar com sorte). Seus primeiros desenhos eram mudos e em preto e branco. O personagem fez sua primeira aparição no curta metragem "Feline Follies", no Paramount-Publix Theatres em 9 de novembro de 1919. Pouco tempo depois, um de seus assistentes, Joe Oriolo, tratou de dar um novo impulso ao personagem, criando novos personagens e dotando-o de um imaginário mais rico. A partir daí foi surgiram a Sacola Mágica (Magic Bag) e também os outros personagens da história, Poindexter, Vavoon e o Professor. Somente em 1923 estrearam as famosas tirinhas em jornais americanos que debutaram no jornal England's Daily Sketch no dia 1 de agosto. O personagem se tornou o desenho animado mais famoso do mundo até o aparecimento do Mickey. O Gato Felix foi a primeira imagem a ser transmitida em um receptor de televisão. Isso aconteceu em 1928 nos laboratórios da RCA Research Labs. Foi utilizado um boneco de Felix para efetuar os testes com um equipamento revolucionário e que o mundo jamais sonhara poder existir, a Televisão. Messmer começou então a desenvolver um novo Felix para a RCA. Na década de 50, Joe Oriolo, foi o responsável pelas séries produzidas para a televisão como Felix's Magic Bag of Tricks. Em 1991 foi lançado o filme "Felix The Cat - O Filme", primeiro longa metragem do personagem. Em meados desta década, o filho de Oriolo, Don, criou o personagem Baby Felix para o mercado japonês. Felix foi apresentado no Brasil em diversos canais de televisão, entre eles, Record, Gazeta, Tupi, Globo e recentemente no canal Boomerang.
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Você Sabia?
* As histórias do Gato Felix foram publicadas por 250 jornais diferentes em todo o mundo.
* O aviador Charles Lindbergh usou o personagem como mascote em seu histórico vôo sobre o Atlântico. Ele foi o primeiro homem a fazer o trajeto Nova York-Paris sem escalas.
* Ele foi apontado pela revista TV Guide como um dos 25 desenhos mais famosos de todo o mundo.

CHICK-FIL-A COWS

Uma das campanhas de maior sucesso na história da publicidade americana foi criada para a rede CHICK-FIL-A. A campanha chamada “Eat Mor Chikin” (em português “coma mais frango”), escrito de forma errônea propositalmente, afinal a frase era escrita por “animais irracionais”, foi introduzida em 1995 na cidade de Atlanta através de outdoors, tendo como personagens principais simpáticas e dissimuladas vaquinhas que incentivavam o consumo de frango. A ideia era basear o marketing da marca na história das vaquinhas que queriam autopreservar-se, e estimulavam o consumo da carne de frango nos sanduíches e pratos, salvando assim a sua pele. Uma ideia genial, um conceito forte e carregado de muito humor. A campanha se tornou tão famosa que as vaquinhas ganharam status de porta-vozes de uma rede de alimentação rápida que vende alimentos à base de frango, substituindo a antiga mascote da marca, o carismático galinho Doodles.


A estratégia de marketing foi tão bem executada que história contada no site da empresa é a seguinte: há muito tempo atrás, um pequeno rebanho de vacas renegadas teve uma ideia revolucionária de como salvar suas próprias peles. Se conseguissem convencer as pessoas a comerem frango ao invés de hambúrguer de vaca, então elas viveriam por muito mais tempo. Depois de escaparem do pasto, o rebanho começou a pichar outdoors com a seguinte mensagem: EAT MOR CHIKIN (Coma mais frango). Então, mais vacas se juntaram ao grupo e ajudaram a espalhar o recado. As simpáticas vacas foram criadas pela agência de publicidade The Richards Group, da cidade de Dallas. Em 1997 as dissimuladas mascotes apareceram pela primeira vez em um comercial de televisão. No ano seguinte, devido ao enorme sucesso e popularidade dos personagens, a CHICK-FIL-A resolveu vender em seus restaurantes calendários temáticos das vaquinhas. Hoje em dia, esses calendários tornaram-se uma tradição anual da empresa, tendo suas vendas anuais aumentadas de 337 mil cópias no ano inaugural para mais de 2.6 milhões de cópias nos dias atuais. E a popularidade das personagens também foi estendida a uma enorme linha de produtos como canecas, roupas, bonés, toalhas, malas, apetrechos para cozinha, brinquedos (principalmente bichos de pelúcia) e outra infinidade de itens.


No dia 15 de julho de 2005 a rede realizou pela primeira vez o “Cow Appreciation Day”, onde em um dia determinado os clientes que entrassem em seus restaurantes devidamente vestidos de vaca (fantasias, camisetas, máscaras ou adereços) não pagariam pela refeição. O evento se tornou um sucesso e já está em sua nona edição, onde compareceram aproximadamente 300.000 clientes fantasiados. As vaquinhas fazem tanto sucesso que sua Fan Page no Facebook possui aproximadamente 700.000 fãs (https://www.facebook.com/EatMorChikin).



As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 21/4/2013

AZALEIA


Utilizando o conceito “Mulher Brasileira: a grande inspiração da Azaleia”, uma das marcas líderes no segmento de calçados femininos no Brasil e na América Latina, sempre desenvolveu um amplo leque de produtos para atender a todos os gostos femininos. É esta ligação que fortalece cada dia mais, a relação entre a AZALEIA e a mulher brasileira. 

A história 
A história teve início no estado do Rio Grande do Sul, na pequena cidade de Parobé, a 80 quilômetros da capital, Porto Alegre, quando no dia 2 de dezembro de 1958, um grupo de amigos, formado por Nestor Herculano de Paula, Arnaldo Luiz de Paula, Theno José Berlitz, Nelson e Arlindo Lauck, fundou a empresa Berlitz, Lauck e Cia. Ltda. com o objetivo de produzir sapatos femininos artesanais. Inicialmente a nova empresa se instalou em um barracão de madeira alugado, antiga cancha de bolão desativada, contando com o trabalho dos sócios e suas respectivas esposas. Ao final de seu primeiro dia de existência a empresa produziu 10 pares praticamente de forma artesanal. A primeira marca própria lançada pela empresa no mercado foi a LAIKA, aproveitando a popularidade da cachorrinha de mesmo nome que foi ao espaço a bordo do foguete russo Sputnik. Essa foi a primeira marca de calçados femininos do país.


No início dos anos de 1960 a empresa passou a utilizar a marca Néctar, e pouco tempo depois, em 1965, surgiu oficialmente a marca AZALÉIA (assim mesmo com acento), nome sugerido pelo primeiro representante comercial da empresa, Antônio Costa Lopes. Nos anos seguintes, a trajetória da empresa foi marcada por avanços no setor calçadista como, por exemplo, ao criar, em 1975, a primeira marca global de calçado esportivo brasileiro Olympikus e iniciar as exportações de sapatos femininos com a marca AZALEIA. Em 1997, a empresa instalou uma unidade produtiva na cidade de Itapetinga, localizada no interior do Estado da Bahia, com o objetivo de atender a alta demanda de seus calçados no nordeste do país.


Com a chegada do novo milênio a empresa desenvolveu novas marcas com o objetivo de atingir públicos distintos: em 2001 criou a Dijean, uma marca de calçados voltada para o público adolescente feminino com uma diversidade de modelos e estilos que busca atender estas consumidoras tão seletivas e vorazes por novidades e; em 2005, a Funny, uma marca direcionada para meninas que estavam entrando na adolescência. Em 2005, a atriz e ex-BBB Grazi Massafera passou a estrelar as campanhas da marca, representando a mulher brasileira, a grande inspiração da AZALEIA. No ano seguinte, a empresa criou mais uma marca: A/Z, uma linha de calçados mais sofisticada destinada às mulheres das classes A e B que se caracterizava por coleções com design arrojado e materiais diferenciados, abusando no uso de apliques, detalhes e pedrarias, em materiais nobres e acabamento impecável nos saltos finos, plataformas, rasteiras e anabelas em diversas alturas e formatos.


Em julho de 2007, a tradicional fabricante de calçados Vulcabrás, fundada em 1952, comprou a empresa formando assim a Vulcabrás-azaleia. Nesta época, a AZALEIA era um gigante do setor: produzia 45 milhões de pares de sapatos por ano, empregava 14 mil funcionários e faturava aproximadamente R$ 980 milhões. A partir deste momento AZALEIA deixou de ser uma empresa para se tornar uma marca dentro do portfólio da nova empresa. Pouco depois, em 2009, ocorreu o lançamento de uma sandália, cuja marca significou a estreia da marca no segmento de licenciamento com celebridades. A escolhida para a parceria foi a atriz Grazielli Massafera, sendo lançado um único modelo de sandália com cinco cores. O resultado obtido foi além do esperado vendendo 80 mil unidades da sandália GRAZI AZALEIA em uma feira do setor. Essa linha se tornou um grande sucesso e rejuvenesceu a marca. Depois de identificar através de pesquisas em desfiles internacionais, nas ruas e vitrines de grandes capitais da moda e no comportamento do consumidor, em 2010 a marca lançou sua maior coleção dos últimos cinco anos, com mais de 500 produtos, inspirada nos metais. Pouco depois introduziu a linha AZALEIA FIT, desenvolvida em couro legítimo e materiais nobres.


Nos últimos anos a marca AZALEIA, que já foi referência em calçados femininos no Brasil nas décadas de 1980 e 1990, acabou ficando perdida dentro do portfólio da Vulcabrás/Azaleia, que havia decidido investir em sua linha de calçados esportivos. Porém, em 2015, a empresa resolveu “resgatar” a marca AZALEIA. A divisão feminina, que ficou durante anos em segundo plano em relação à linha de calçados esportivos Olympikus, voltou a ter estrutura própria. Por trás do investimento estava a ambição de que a fatia da marca no faturamento da empresa subisse de 15% para 50% nos próximos anos. Percebendo que outras marcas conseguiram se estabelecer justamente no nicho que a AZALEIA deixou vago - sapatos de preço competitivo para mulheres - e que era difícil competir com os tênis de marcas estrangeiras, a empresa decidiu reverter a estratégia e voltara investir na AZALEIA. Com isso, em 2016, além dos modelos tradicionais que unem conforto, qualidade e design, a marca apresentou uma novidade, uma linha completa de calçados flatform (salto plataforma reto). Outra estratégia para tornar a AZALEIA mais fashion foi associar a marca á pessoas formadoras de opinião, como por exemplo, a blogueira gaúcha Clau Bartelle, que assinou uma coleção. Atualmente, em todas as coleções, a tecnologia e o conforto trabalham sempre a favor do estilo. Buscando inspiração na beleza, pluralidade e criatividade da brasileira.


A evolução visual 
Ao longo dos anos o logotipo da marca AZALEIA passou por muitas modificações. Até alguns anos atrás, a cor laranja sempre esteve presente em sua identidade visual. Mas isso mudou. No final de 2010 a mudança foi radical: saiu a cor laranja para entrar a dourada, passando uma imagem de sofisticação para a marca; e a palavra Azaléia perdeu o assento agudo, para seguir o Novo Acordo Ortográfico entre os oito países que têm a língua portuguesa como idioma oficial. Mais recentemente o logotipo adotou um novo tom de dourado, mais puxando para o areia.


Os slogans 
Bonito é você gostar de você. (2011) 
Mulher brasileira. A grande inspiração da Azaleia. (2009)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 2 de dezembro de 1958 (empresa) e 1965 (marca) 
● Fundador: Nestor Herculano de Paula, Arnaldo Luiz de Paula, Theno José Berlitz, Nelson e Arlindo Lauck 
● Sede mundial: Jundiaí, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Vulcabrás-azaleia S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Presidente: Pedro Grendene Bartelle Filho 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sapatos femininos, tamancos, botas e sandálias 
● Concorrentes diretos: Grendene, Beira Rio, Grendha, Dakota, Kolosh e Ramarim 
● Ícones: A linha de calçados Anabela 
● Slogan: Bonito é você gostar de você. 
● Website: www.azaleia.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a AZALEIA, uma das marcas líderes no segmento de calçados femininos no Brasil e na América Latina, comercializa seus produtos em aproximadamente 30 países ao redor do mundo, com lojas próprias no Brasil, Peru e Colômbia. Os calçados da marca estão presentes em mais de 14.000 pontos de venda no Brasil. No final de 2015, a empresa vendeu a Azaleia Argentina para a Dass Nordeste. 

Você sabia? 
Ao longo dos anos, uma linha da AZALEIA se tornou extremamente famosa: Anabela, formada por tamancos e sandálias de salto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Veja, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/3/2017