26.9.06

HARPER'S BAZAAR


A tradicional revista HARPER’S BAZAAR é um dos mais poderosos instrumentos de venda para quem vive e faz moda. Alta credibilidade, segmentação, consolidação de marcas, exposição de detalhes e formação de opiniões. A revista oferece tantas vantagens para quem trabalha com moda que é praticamente impossível lançar e manter uma grife sem utilizar a HARPER’S BAZAAR como mídia. Sofisticada, elegante e provocante, é o principal recurso para as mulheres que buscam estilo. 

A história 
A história da prestigiosa revista americana começou quando Fletcher Harper, um dos editores da Harper Brothers, resolveu criar uma revista feminina que abordasse moda, além de assuntos domésticos, direcionada para a típica dona de casa da classe média da época. Logo após a Guerra Civil Americana, no dia 2 de novembro de 1867, circulou o primeiro número da HARPER’S BAZAR (nesta época escrita com apenas uma letra A), sendo a primeira revista nesse segmento a ser introduzida no mercado americano. Seu primeiro número, que circulou em forma de folhetim, foi algo inédito do segmento no mercado editorial americano. Afinal, antes somente em Paris lia-se sobre moda e seus correlatos. Estilistas consagrados como Charles Frederick Worth já causavam furor nos olhos atentos da elite americana. Nesta época, os modelos apresentados na revista ainda eram ilustrados e não fotografados. A partir de 1894, quando a primeira capa colorida da revista apareceu, além das influências da Art Nouveau, a HARPER’S BAZAR começou a utilizar belas ilustrações e fotografias para ilustrar suas páginas.


A revista foi publicada semanalmente até 1901, quando se tornou mensal. Em 1913, a tradicional revista foi comprada por US$ 10 mil (uma verdadeira fortuna para a época) pelo império Hearst de publicações, comandado por William Hearst. Sob a tutela de um novo comando a revista foi revitalizada, principalmente com a utilização de fotografias elaboradas e especificas sobre o tema principal (moda). Somente em 1929 a revista passou a se chamar oficialmente HARPER’S BAZAAR (agora escrito com duas letras A). Neste mesmo ano a revista lançou sua primeira edição internacional no Reino Unido.


Rapidamente se tornou uma revista de grande influência entre as mulheres americanas e o mundo da moda, principalmente sob a direção de Carmel Snow, que foi a editora de 1933 a 1958, período em que a HARPER’S BAZAAR promoveu estilismo, fotografia e ilustração. Ela foi a responsável por montar uma equipe extremamente talentosa que incluía o designer gráfico Alexey Brodovitch (responsável pela criação do tradicional logotipo da revista, conhecido como “Didot”) e a editora de moda Diana Vreeland (publicou sua primeira coluna em 1936 e trabalhou na revista até 1962, quando se transferiu para a concorrente Vogue). Além disso, essa talentosa equipe redefiniu o design editorial com a utilização de espaços brancos, tipografia limpa, textos fluentes e fotografias marcantes e bem posicionadas. No ano de 1945 introduziu no mercado a JUNIOR BAZAAR, uma nova revista direcionada para mulheres mais jovens.


Nas décadas seguintes passaram e desfilaram por suas páginas verdadeiros ícones da moda mundial como a editora Anna Wintour, os fotógrafos Richard Avedon, Diane Arbus e Man Ray, além de artistas como Andy Warhol e das modelos mais consagradas do mundo. Nos últimos anos a revista lançou várias edições internacionais, como por exemplo, na Austrália, em 1998, cuja primeira capa estampava a bela Nicole Kidman. O Brasil também ganhou sua edição, lançada oficialmente em novembro de 2011, cuja estrela da capa era Gisele Bündchen, que usava um maiô da grife Chanel, em fotos com temáticas pop dos anos 60 clicadas pelo fotógrafo Terry Richardson em New York. Além disso, a revista expandiu a forma como seus leitores recebem seu conteúdo, além da versão impressa, oferece suas matérias através do site, aplicativos e da versão eletrônica. Atualmente, todos os meses, a HARPER’S BAZAAR publica os trabalhos de estilistas, escritores, fotógrafos e designers dentro de uma perspectiva sofisticada do mundo da moda, da beleza e da cultura popular.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 2 de novembro de 1867 
● Criador: Fletcher Harper 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Hearst Corporation 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: David Carey (Hearst Magazine) 
● Editor chefe: Glenda Bailey 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Edições internacionais: 31 
● Circulação: 754.000 exemplares/mês 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Mídia 
● Principais produtos: Revista de moda 
● Concorrentes diretos: Vogue, Elle, Cosmopolitan, Marie Claire, Vanity Fair, InStyle e W 
● Slogan: Where fashion gets personal. 
● Website: www.harpersbazaar.com.br 

A marca no mundo 
A HARPER’S BAZAAR, mais antiga revista de moda do mundo, possui leitores em mais de 90 países no mundo e 31 edições internacionais em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Hong Kong, Espanha, Japão, Coréia do Sul, Brasil, Rússia, Singapura, Emirados Árabes e Reino Unido. A revista tem circulação mensal de 754.000 exemplares. Aproximadamente 89% de seus leitores são do sexo feminino. A revista possui enorme circulação nas cidades de Nova York, Los Angeles, Chicago, San Francisco, Filadélfia e Washington. 

Você sabia? 
Durante anos a tradicional revista foi conhecida pelo icônico slogan “The well-dressed woman and the well-dressed mind” (em tradução livre “A fonte de estilo para as mulheres e as mentes bem vestidas”). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/12/2014

BROOKS BROTHERS


As listras e o xadrez compõem as estampas de suas inúmeras peças. As cores sóbrias e os tons pastéis, distribuídos por tecidos aconchegantes, remetem a conforto e classe. Seus modelos foram inspirados em esportes como o golfe, a equitação e o tênis, e a praticidade das peças sempre foi uma de suas grandes qualidades. As coleções apresentam figurinos apropriados tanto para uma festa de gala quanto para caminhadas ao ar livre. Clássica e elegante. Esses dois adjetivos são os mais adequados para descrever a tradicionalíssima grife americana BROOKS BROTHERS, que há dois séculos veste homens, e agora também mulheres, com elegância e requinte. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 7 de abril de 1818 na cidade de Nova York quando Henry Sands Brooks abriu uma pequena loja chamada H. & D.H. Brooks & Co., que foi pioneira no conceito prêt-à-porter (roupas prontas) para homens nos Estados Unidos. A modesta loja tinha como lema “fabricar e negociar apenas mercadorias de excelente qualidade, vendê-las a um preço justo e tratar com pessoas que procurem e apreciem tais mercadorias”. Por se tratar de uma marca que fabricava e comercializava as próprias roupas, tanto de prêt-à-porter como costumes feitos sob medida, sempre possuiu controle absoluto sobre seus produtos, o que assegurava a altíssima qualidade de suas roupas. E a marca soube inovar em sua área, introduzindo elementos clássicos e de requinte ao guarda-roupa de seus clientes. No ano de 1849 a empresa lançou os primeiros ternos prontos no mercado americano.


Porém, foi somente em 1850 que a empresa adotou seu atual nome, quando os netos de Henry Brooks, os irmãos Edward, Daniel, John e Elisha, herdaram-na de seu pai. No mesmo ano, foi criado o tradicional símbolo da marca: uma ovelha de ouro suspensa por uma fita (conhecida como “The Golden Fleece”, em português “O Velo Dourado”, na mitologia grega a lã de ouro do carneiro alado Crisómalo), que já era emblema dos mercadores britânicos de lã, bem como da ordem dos Cavaleiros do Cordeiro de Ouro (fundada pelo duque da Borgonha, Felipe, o Bom). Somente no ano de 1858 foi aberta a segunda loja da marca, situada na esquina da badalada Broadway com a Grand Street.


Em 1896, John E. Brooks, um dos herdeiros da marca, ficou impressionado com os colarinhos abotoados nas pontas usados pelos jogadores de pólo a cavalo na Inglaterra. Quatro anos depois, a marca lançou nos Estados Unidos a camisa com o colarinho abotoado. Essa foi uma das diversas especialidades da BROOKS BROTHERS, muitas das quais tiveram origem na elegante Inglaterra. Outras incluem a gravata em seda foulard introduzida em 1890; o tweed Harris (importado da Escócia); meias em tricô com padrão de losangos Argyle (inspirado no xadrez de clãs escoceses); as gravatas Repp com estampas diagonais (inspiradas nas regimentais inglesas, elas tiveram seus traços diagonais redirecionados); o tecido Madras (de algodão e com listras de variadas larguras, formando grandes xadrezes, que foi inicialmente adotado em camisas criadas para oficiais britânicos na Índia) usado em camisas, calças e jaquetas em 1902; o suéter Shetland (originalmente feito à mão por camponeses da ilha de mesmo nome) introduzidos em 1904; e o Paletó Pólo (originariamente em branco, com botões de madrepérola e cinto, e que mais tarde passou a existir também em cinza e em pêlo de camelo, com diversos modelos de cinto) lançado em 1910. Pouco depois, em 1915, inaugurou uma loja da badalada Madison Avenue, em Nova York, onde permanece até os dias atuais.


Em 1920 introduziu as gravatas com listras diagonais, que iriam se tornar sinônimo da marca. Nesta época a BROOKS BROTHERS já era uma marca elegante e clássica, usada pelas elites americanas. A marca também inovou ao introduzir em 1930 o seersucker (em português, anarruga), um tecido leve em algodão com superfície de listras enrugadas usado tanto em sobretudos como em roupas de verão. Nesta época, em plena Grande Depressão Americana, a empresa foi uma das poucas a estender suas linhas de créditos. Em 1946, a empresa inaugurou uma fábrica no bairro do Brooklyn para produzir camisas masculinas. Pouco depois, em 1949, a BROOKS BROTHERS começou a vender camisas femininas de algodão cor-de-rosa com colarinho abotoado, ingressando definitivamente neste mercado. Camisas pólo de caxemira, lançadas na década de 1950, também foram apropriadas pelas mulheres. Em 1953, a marca inovou ao lançar no mercado a primeira camisa que não precisava ser passada a ferro.


Em 1969 existiam dez lojas BROOKS BROTHERS, localizadas nas cidades de Nova York, Chicago, Boston, San Francisco, Pittsburgh, Los Angeles, Atlanta e Washington. Em 1976 a marca inovou ao introduzir um novo departamento chamado BROOKSGATE, com roupas e ternos feitos especialmente para jovens executivos. Além disso, a marca criou um departamento exclusivo para moda feminina, lançando sua primeira coleção completa. Três anos mais tarde começou sua expansão internacional com a inauguração de uma loja no Japão. No ano de 1988 a tradicional loja de departamento inglesa Marks & Spencer comprou a marca e realizou uma reforma monumental na loja âncora localizada na sofisticada Madison Avenue, em Nova York; abriu outlets (espécie de ponta de estoque), o primeiro inaugurado em 1991 na cidade de Kittery, estado americano do Maine; e, em 1999, inaugurou uma segunda loja âncora em Nova York, na badalada 5ª Avenida.


Em 2001 a marca foi vendida pela rede de lojas britânicas para a Retail Brand Alliance (RBA), uma subsidiária da Luxottica, por US$ 225 milhões. Nesse mesmo ano a marca inovou mais uma vez ao introduzir o “digital tailoring” – inovadora tecnologia de escaneamento do corporal, permitindo ao cliente customizar ternos, casacos esportivos, calças e camisas. O resultado são peças de caimento perfeito e impecáveis, adaptadas aos contornos únicos e proporções específicas do corpo de cada cliente. O dono da RBA e CEO, o milionário italiano Claudio Del Vecchio, foi o responsável pelo projeto lançado em setembro de 2006, o “Brooks Brothers Laboratory Collection”. Trata-se de um conceito criativo no qual designers conceituados são convidados a desenharem pequenas coleções para a marca. Thom Browne foi o primeiro a participar do projeto e sua coleção contou com 50 peças para a coleção Black Fleece do outono 2007. No ano seguinte, a marca lançou uma sofisticada linha de malas de viagens em couro batizada de Brooks Brothers by Hartmann. Além disso, introduziu uma linha de roupas esportivas para a prática do golfe.


A revitalização da marca coincidiu com o momento em que a moda respirava os ares nostálgicos dos anos de 1950 e 1960, décadas de sucesso e que definiram o estilo da BROOKS BROTHERS. Assim, os arquivos da marca têm servido como inspiração para novas combinações de cores, materiais e tecidos, tendo nos ternos, camisas e gravatas o carro-chefe da grife. Em 2009, a marca inaugurou suas primeiras lojas próprias no Canadá e no México. Contrariando as previsões, a BROOKS BROTHERS sobreviveu a dezenas de milhares de concorrentes que abriram e fecharam suas portas, a guerras civis e mundiais, e a crises econômicas e depressões de proporções globais. Por exemplo, durante a posse presidencial de 2017, tanto o presidente eleito Donald Trump quanto o ex-presidente Barack Obama usaram casacos (sobretudos) da tradicional marca americana. E parte desse enorme sucesso se deve a sensibilidade de clientes fiéis que, em tempos onde a lealdade às marcas é praticamente inexistente ou rara, mantém a tradição de frequentar suas lojas e serem atendidos impecavelmente pelos mesmos vendedores, décadas a fio.


Um ícone americano 
O maior patrimônio da BROOKS BROTHERS é o fato de sua história se confundir com a própria história dos Estados Unidos. O lendário casaco preto (sobretudo) de Abraham Lincoln confirma essa relação. Com uma águia e os dizeres “One Country, One Destiny” (“Um país, um destino”, em português), ele foi, coincidentemente, o mesmo que o presidente usou no dia de sua posse e com o qual foi assassinado na fatídica noite no Ford’s Theater, em Washington. Desde então, nenhum outro casaco como aquele foi confeccionado na cor preta.


A marca já vestiu diversas celebridades, tais como gerações de famílias riquíssimas (entre as quais os poderosos membros do clã Rockefeller e Vanderbilt), líderes políticos, atores de Hollywood, heróis de guerra e esportistas. Entre os admiradores da marca estão Paul McCartney (fã das gravatas da marca), Jon Voight, Kevin Bacon, Ben Affleck, Will Smith e o ex-presidente Bill Clinton. Cary Grant, Gary Cooper, Douglas Fairbanks, Rudolph Valentino, Errol Flynn, Rudy Vallee e John Barrymore foram dos homens mais bem-vestidos de sua época, e todos foram clientes da BROOKS BROTHERS. Outros clientes históricos foram Fred Astaire, Clark Gable, Katherine Hepburn, John Pierpont Morgan e os também ex-presidentes Franklin D. Roosevelt, Richard Nixon, George H. W. Bush e John F. Kennedy. Além desses clientes famosos, a BROOKS BROTHERS é a responsável pelo figurino da Lincoln Jazz Orchestra, cujo diretor artístico é Wynton Marsalis.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos tempos. Do primeiro logotipo, passando pelo tradicional ícone da ovelha de ouro suspensa por uma fita, que se tornou símbolo da sofisticação e elegância para quem tem a honra de vestir BROOKS BROTHERS, a marca sempre manteve uma áurea clássica. O tradicional símbolo está praticamente onipresente em sua comunicação, ambiente das lojas, embalagens e etiquetas.


As lojas de desconto da marca, batizadas de BROOKS BROTHERS FACTORY STORE, utilizam uma tipografia de letra diferente.


Os slogans 
Two Hundred Years of American Style. 
The Original American Brand. 
An American Icon Since 1818. 
Generations of Style.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 7 de abril de 1818 
● Fundador: Henry Sands Brooks 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Brooks Brothers Group Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Retail Brand Alliance) 
● CEO: Claudio Del Vecchio 
● Faturamento: €1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 280 
● Presença global: 71 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 3.500 
● Segmento: Moda casual 
● Principais produtos: Roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Van Heusen, Arrow, Ralph Lauren, Gant, Lacoste, La Martina, Original Penguin e Paul & Shark 
● Ícones: O símbolo The Golden Fleece 
● Slogan: Two Hundred Years of American Style. 
● Website: www.brooksbrothers.com 

A marca no mundo 
A tradicional e clássica BROOKS BROTHERS, mais antiga fabricante americana de roupas masculinas, possui mais de 210 lojas e outlets nos Estados Unidos e opera ainda outras 70 unidades em outros países 70 países, como por exemplo, Austrália, Japão (segundo mais importante mercado da marca), Coréia do Sul, China, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Emirados Árabes Unidos, México, Canadá, Chile e Taiwan. A marca, que se caracteriza pelas estampas onde o xadrez e as listras têm destaque especial, mantém lojas âncoras em cidades como Nova York, San Francisco, Chicago, Boston e Beverly Hills. O vestuário masculino representa 80% das vendas anuais da marca, aproximadamente €1 bilhão. 

Você sabia? 
A marca americana não se apega somente à tradição. Procura acompanhar a história. Além da modernização de suas técnicas de fabricação e de gerenciamento, há uma responsabilidade social construída através de atividades filantrópicas. A BROOKS BROTHERS mantém um hospital infantil que investe em tratamentos para o câncer, além de uma fundação destinada a ajudar diversos mecanismos de caridade pelo país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Adega), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/7/2018

MANOLO BLAHNIK


O estilista espanhol Manolo Blahnik é dono de uma das mais proeminentes marcas de sapatos femininos. “Um belo par de Manolo é melhor que sexo”, disse Madonna. “Claro, dura muito mais”, completou o estilista. Sarah Jessica Parker era uma “viciada em Manolo” no seriado Sex and The City, onde interpretava a protagonista Carrie Bradshaw. Na vida real, se tornou sua melhor garota-propaganda. Diana Vreeland e Lady Di não viviam sem os seus; Bianca Jagger e Jerry Hall descobriram que tinham mais uma paixão em comum. As sandálias e os sapatos mais cobiçados do momento são frisson, um fetiche, um sonho de consumo e símbolo máximo do mundo fashion. Manolo Blahnik é um artesão com olhar impecável para os detalhes tratando o pé como um objeto de desejo, que deve ser revelado e valorizado ao mesmo tempo. Seus croquis são tão coloridos e esfuziantes quanto os saltos que correm nos pés mais bem vestidos do mundo. Um ícone que tem, literalmente, todas as mulheres aos seus pés. Afinal, Manolo Blahnik não tem apenas uma clientela fiel, ele tem seguidoras. 

A história 
O estilista Manuel “Manolo” Blahnik Rodríguez (foto abaixo), filho de mãe espanhola e pai checo, nasceu em Santa Cruz de La Palma nas Ilhas Canárias no dia 27 de novembro de 1942 e foi criado em uma plantação de banana pertencente a sua família. Chegou a estudar literatura e arquitetura na Universidade de Genebra na Suíça e, em 1968, foi estagiar na escola de arte do Museu do Louvre, em Paris. Foi lá que ele desenvolveu seu senso artístico, o que refletiria nos seus futuros trabalhos. Mudou-se para Londres em 1970 onde trabalhou como fotógrafo para o jornal local Sunday Times e imediatamente mergulhou no mundo da moda. O sucesso começou no ano seguinte quando ao encontrar-se, em uma visita a Nova York, com Diana Vreeland, então poderosa editora da revista Vogue norte-americana, mostrou-lhe, entre outros, alguns esboços de calçados, nada mais do que um hobby, na ocasião. Com sua fina percepção do que era talento e qualidade, a editora perguntou-lhe se podia fabricá-los. Começava então uma carreira rumo ao sucesso. Ao retornar para Londres começou a fazer sapatos para a loja Zapata. Uma curiosidade: o estilista começou sua fantástica trajetória desenhando sapatos masculinos na Inglaterra, mas redirecionou sua carreira por achar que a sapataria masculina era muito limitada.


Sua primeira aparição no mundo da moda foi em um desfile do badalado estilista britânico Ossie Clark, em 1972. Os sapatos, com tiras de camurça verde e falsas cerejas, eram maravilhosos, mas os saltos, com aproximadamente 12 centímetros de altura, feitos de borracha, não eram, e entortavam nos pés das modelos. Entre elas estavam Bianca Jagger e Marisa Berenson, que apesar do problema, adoraram a novidade. Mas é claro que Manolo percebeu que precisava aprender muito sobre sapatos e foi estudar o assunto com um profissional. Em 1973 comprou a loja Zapata, localizada na Rua Old Church, região de Chelsea em Londres, com US$ 4.000 provenientes de um empréstimo, e lançou oficialmente sua grife. O sucesso veio rapidamente e logo passou a ter clientes fiéis, desde celebridades do cinema e televisão à realeza britânica. No ano seguinte tornou-se o primeiro homem a aparecer na capa da edição britânica da revista Vogue. Rapidamente seu talento conquistou clientes famosas e chiques como Jacqueline Kennedy e a princesa Diana.


Em 1978 a marca ingressou no mercado americano criando uma coleção exclusiva para a famosa loja de departamento Blommingdale’s, inaugurando, no ano seguinte, sua loja na badalada Madison Avenue em Nova York. Em 1980, criou uma coleção especial para o desfile de Perry Ellis. Foi a primeira vez que a marca participou de um grande evento nos Estados Unidos. Ainda nesta década, em 1982, criou sapatos para as coleções de Calvin Klein. A década de 1990 começou com a inauguração de uma loja em Hong Kong. Neste momento seus sapatos eram disputados pelos maiores e mais descolados estilistas do mundo. Em 1997, foi responsável pela criação da coleção dos sapatos da marca Christian Dior. Alcançou a glória em 2000 quando sua marca se tornou objeto de desejo depois da grande popularidade de seus sapatos no seriado Sex and The City. Isso porque eles não saíam dos pés de Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda.


No início de 2003, os espetaculares sapatos do estilista foram o centro de uma exposição realizada no Museu do Design, em Londres, e também tema do livro Manolo Blahnik Drawings, escrito pelo jornalista de moda Colin McDowell. E foi somente em 2005 que a marca inaugurou sua primeira loja na Espanha, país de origem do estilista. Em 2006, surpreendeu o mundo da moda ao lançar o sapato “salto sem salto”, que tinha o formato e arquitetura de um sapato de salto alto, mas sem o salto. O que era um sonho de consumo exclusivamente feminino agora não é mais, afinal, no começo de 2008 o estilista lançou sua pequena coleção de sapatos masculinos. Pouco depois, em 2010, o estilista também lançou uma pequena linha de acessórios e papelaria, com lenços, echarpes, gravatas, almofadas, livros e cadernos com estampas exclusivas para a loja Liberty London. Nos últimos anos, a marca expandiu timidamente sua linha de produtos com o lançamento de coleções de meias e bolsas para festas. Mais recentemente, em 2016, a marca lançou seu comércio online, expandindo assim seu alcance de vendas.


As obras de arte 
Objetos de desejo e fetiche de 10 entre 10 mulheres antenadas do mundo fashion, os calçados de MANOLO BLAHNIK abusam de “ingredientes” como plumas, lantejoulas, laços, anéis, correntes, fitas, coral, renda, pele de crocodilo e avestruz, entre muitos outros materiais exóticos. O estilista participa de todas as fases da elaboração do produto. Desde os primeiros croquis até a criação das campanhas publicitárias em que geralmente usa seus próprios desenhos. Tudo começa com ele mesmo, que desenha cada modelo, e depois o esculpe em madeira. A seguir, escolhe os materiais adequados a cada um e supervisiona todo o trabalho de fabricação. Suas criações, para muitos especialistas, são tanto moda quanto arte, por suas concepções ousadas e incomuns, pelas cores e materiais que utiliza, pelo acabamento impecável que dá a cada peça.


O preço de suas pequenas peças de arte varia entre €500 e €2.500. Carinhosamente, ele chama suas criações de “meus sapatos estúpidos”, e tem, entre eles, os seus preferidos: o mais elegante é um modelo de cetim, para noivas; o mais estranho é inspirado em uma tradicional bota Timberland, mas com salto de 8 centímetros; e o mais subversivo, jamais foi fabricado - em aço, alumínio e titânio, poderia machucar a mão de alguém no processo de produção. A cada coleção são lançados 250 modelos, produzidos em quatro pequenas fábricas nas cidades de Milão na Itália. Por tudo isso, cada par de Manolo é único, exuberante, luxuoso e extremamente desejado.


O começo da fama 
Foi Bianca Jagger que faria com que o estilista começasse a ficar conhecido: em 1977 ela usou uma de suas criações para uma noitada no Studio 54, a discoteca mais famosa de Nova York e do mundo, na época, e na qual entrou montada a cavalo. Impossível não notar o que usava nos pés, mas mesmo assim os calçados do espanhol continuaram ainda por algum tempo como uma espécie de segredo, conhecido apenas por modelos e estilistas. Até o dia que foi citado em uma famosa série da televisão inglesa. Tratava-se de Absolutely Faboulous, um corrosivo, irônico e irresistível retrato do mundo da moda e seus afins, sucesso mundial nos anos de 1980 e 1990. A personagem principal da série, e igualmente sua autora, Jennifer Saunders, representavam o papel de uma perfeita vítima da moda, a quem nada impedia, nem seu físico um pouco avantajado, nem qualquer mínima dose de bom senso, de cobrir-se de grifes da cabeça aos pés, com os resultados desastrosos e cômicos que se possa imaginar. Ao citar Manolo Blahnik em um dos episódios de AbFab, como a série ficou conhecida, Saunders, na pele de Edwina, uma promotora de eventos de moda, lançava-o definitivamente para a fama.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas remodelações ao longo dos anos.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1973 
● Fundador: Manolo Blahnik 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Manolo Blahnik International Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Kristina Blahnik 
● Diretor criativo: Manolo Blahnik 
● Faturamento: US$ 135 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 12 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Sapatos, bolsas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Jimmy Choo, Salvatore Ferragamo, Christian Louboutin, Roger Vivier, Christian Dior, Chanel e Walter Steiger 
● Ícones: Seus sapatos incomuns 
● Website: www.manoloblahnik.com 

A marca no mundo 
Os cobiçados produtos MANOLO BLAHNIK, como sapatos, bolsas e meias, são encontrados em mais de 70 países através das melhores lojas de departamento do mundo, como Neiman Marcus, Harvey Nichols, Barneys New York, Saks Fifth Avenue e Bloomingdale’s, além de sofisticadas lojas especializadas e em 12 lojas próprias da marca espalhadas por países como Estados Unidos (Nova York), Inglaterra (Londres), Hong Kong, Coréia do Sul (Seul), Rússia (Moscou), Espanha (Barcelona e Madri), Malásia (Kuala Lumpur) e Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi). Todos os anos a marca vende aproximadamente 100 mil pares de sapatos no mundo. 

Você sabia? 
Dentre os inúmeros prêmios que recebeu, Manolo foi nomeado Designer de Acessórios do Ano pelo Conselho Britânico de Moda em 1990, 1999 e 2003. Além disso, recebeu o título honorário de doutor pelo Royal London College of Art and Royal Society of Arts da Inglaterra. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 20/6/2017

Snoopy (Peanuts)



Se o sucesso pode ser traduzido em números, o das tirinhas do personagem Snoopy é incontestável. O famosos beagle e sua turma têm mais de 355 milhões de tiras impressas em 2600 jornais de todo o mundo (traduzidas para 26 idiomas distintos), seus desenhos animados são assistidos por 6,6 milhões de crianças apenas no canal pago Nickelodeon, nos Estados Unidos, e o site de Snoopy recebe uma média de 2 milhões de visitas diárias. Um dos personagens animados mais famosos do mundo poderia não ter sido criado se não fosse a insistência do autor. Charlie Schulz criou em 1947, para o jornal St. Paul Pioneer Press, a tira "Lil' Folks" (Gente Pequena), um protótipo da turma de Snoopy. A tira foi cancelada após dois anos, porque Shulz solicitou que a historinha fosse publicada diariamente - e acabou demitido por causa disso. Determinado a vencer com sua obra, Shulz continuou trabalhando nas tiras e as enviava pelo correio para a distribuidora United Feature Syndicate, que a recusava sistematicamente. Até que, no segundo semestre de 1950, após uma reunião pessoal com a diretoria do sindicato, a tira acabou sendo aprovada e, no dia 2 de outubro daquele ano, estreou em sete jornais. Com um detalhe curioso: o nome "Lil Folks" trocado para Peanuts, por imposição da empresa (Schulz detestou o nome). A tira rapidamente se tornou uma coqueluche nos Estados Unidos e fora deles. No dia 19 de Outubro de 1952, snoopy verbalizou os seus pensamentos aos leitores pela primeira vez através de balões. Somente no dia 5 de janeiro de 1956 que Snoopy começou a andar em duas patas. No dia 23 de agosto de 1959 Sally surge de uma brincadeira. Já o pássaro Woodstock surgiu apenas no dia 4 de abril de 1967. Seguindo os quadrinhos, surgiram os desenhos animados, peças de teatro (You are a Good Man, Charlie Brown, encenada na Broadway, ganhou dois prêmios Tony) e centenas de produtos de licensiamento, de camisetas e relógios a brinquedos e videogames. Snoopy ultrapassou até mesmo a fronteira do planeta: em 1969, os astronautas que pisaram na Lua pela primeira vez levaram na cápsula um desenho do beagle. O sucesso do cãozinho e da turma de Charlie Brown se reflete claramente em cifras: os produtos com a marca Snoopy rendem mais de US$ 3 bilhões. O desenho mostra a turma do Charlie Brown e de seu cachorro Snoopy. Charlie Brown também, conhecido no Brasil como Minduim, traduzido assim pelo cartunista Ziraldo, é o protagonista do desenho vivendo fatos comuns a maioria dos garotos e garotas junto com a sua turma. Toda a turma de Charlie Brown possui personalidades marcantes. Seu melhor amigo Linus andava com um cobertor azul para todos os lados não largando por nada; Lucy irmã de Linus sempre procurava meios de deixar Charlie em situações bastante embaraçosas, e também era mandona e apaixonada por Schroeder o pianista que tocava Beethoven; Patty Pimentinha que inúmeras vezes demonstra seu amor por Charlie Brown tem um jeito moleque; Marcie a melhor amiga de Patty sempre usava a palavra "meu" para chamá-la; Sally irmã de Charlie era apaixonada por Linus e por fim o passarinho amarelo chamado Woodstock. No dia 12 de fevereiro de 2000, Charles Schulz morreu de câncer aos 77 anos em Santa Rosa, Califórnia. No dia 13 de fevereiro de 2000 saiu em todos os jornais a última tira dos Peanuts.
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Did You Know?
* O autor Charlie Schulz pensou em batizá-lo de "Snuffy" e não Snoopy. Para desenhar Snoopy, Schultz se inspirou em um cachorro branco e preto chamado Spilke, que ele ganhou quando tinha 12 anos.
* O personagem Charlie Brown existiu. Era um funcionário de uma escola de desenho na qual Schulz trabalhou na década de 1940.
* Foram feitos quatro filmes com a turma: Snoopy, Come Home, A Boy named Charlie Brown, Bon Voyage, Charlie Brown! e Race for your life, Charlie Brown.
* Snoopy foi a primeira tira de jornal a ter mais de 3 personagens.
* Os primeiros cartões do Snoopy foram introduzidos em 1960 pela Hallmark.
* Cerca de 18.000 tiras de Peanuts foram feitas ao longo do tempo.

LOJAS CEM


Experimente tentar comprar móveis, equipamentos eletrônicos ou eletrodomésticos em cidades do interior dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e fatalmente você literalmente “cairá” dentro de um unidade das LOJAS CEM, umas das redes varejistas mais sólidas do mercado brasileiro, que através de lojas padronizadas, preços baixos e atendimento excelente, conquistou milhões de consumidores. 

A história 
A história começou em 1952, na pacata cidade de Salto, localizada a 100 quilômetros da capital paulista. Nesta época, o descendente de imigrantes italianos Remígio Dalla Vecchia, conhecido carinhosamente como “Seu Gino”, inaugurou no dia 1 de julho uma pequena loja de conserto e venda de peças, acessórios e bicicletas, chamada Casa de Bicicletas Zanni & Dalla Vecchia. O novo negócio só pode ser inaugurado porque parte do capital inicial foi proveniente de uma indenização recebida pela esposa do fundador, Nair Zanni Dalla Vecchia, então operária, de uma indústria têxtil. Apesar de constituir a empresa, o Sr. Remígio continuou trabalhando como funcionário na Light, antiga empresa de eletricidade de São Paulo, até se aposentar, em 1964. Somente quatro anos mais tarde, em 1956, os rumos da empresa começariam a mudar quando os filhos do Sr. Remígio, além de seu genro, resolveram apostar na ampliação dos negócios: os consertos, as peças e as bicicletas deram espaço aos eletrodomésticos, e, em 1966, também a uma linha de móveis. Nesta época a empresa se mudou para um prédio próprio e maior para atender a crescente demanda do mercado.


Em 1968, o Sr. Remígio resolveu se aposentar e seus filhos assumiram o comando da empresa com o claro objetivo de ir muito além da loja que possuíam na época. Neste mesmo ano a empresa iniciou seu processo de expansão ao inaugurar sua primeira filial na cidade de Indaiatuba, também no interior de São Paulo. Pouco depois, em 1971, com lojas amplas, grande variedade de produtos e exposição diferenciada, formando ambientes, a empresa ganha mercado e inaugura mais uma filial na cidade de Itu. Em 1976 a empresa promoveu um concurso para a escolha de um nome que fosse de fácil pronúncia e memorização: o vitorioso foi LOJAS CEM (abreviação de Centro dos Eletrodomésticos e Móveis, que eram os principais produtos da empresa na época). A partir deste momento a LOJAS CEM cresceu rapidamente, inaugurando várias outras lojas pelas cidades do interior paulista e também na grande São Paulo. Com isso, em 1981, a pequena rede que já somava oito lojas, inaugurou uma nova unidade na cidade de Rio Claro. Em apenas cinco anos, a empresa dobrou de tamanho. Em 1989, já com 33 lojas em funcionamento, teve início a expansão para outros estados com a inauguração da primeira loja em Minas Gerais, localizada na cidade de Pouso Alegre.


Uma década mais tarde, em 1999, a rede, então com 88 lojas, se expandiu para o estado do Rio de Janeiro com a inauguração de sua primeira unidade em Barra do Piraí, e no ano seguinte, ingressou no estado do Paraná com a abertura de uma loja em São José dos Pinhais, além de inaugurar sua centésima loja na cidade de São José do Rio Preto no interior de São Paulo. Neste período a rede expandiu sua linha de produtos passando a comercializar microcomputadores, celulares e louças de cozinha. No início do novo milênio, em 2002, a sede da empresa é transferida para seu novo Centro Administrativo e de Distribuição. Com 71.000 m² de área construída, o novo CAD tinha capacidade para abastecer até 250 lojas e muito espaço para ampliações futuras. Em 2006 a empresa passou a integrar o seleto grupo de varejistas com faturamento superior a R$ 1 bilhão e adotou um novo padrão visual, iniciando a remodelação completa de todas as suas lojas.


Atualmente cada unidade da rede LOJAS CEM, que possui em média área de 1.400 m², oferece quase 3.000 itens, entre os quais, uma completa linha de móveis, eletrodomésticos, produtos de informática, celulares e muitos outros produtos. A empresa ainda coloca à disposição de seus clientes listas de casamentos e serviços como entregas gratuitas nas cidades com lojas e montagem grátis de móveis.


Comunicação 
A LOJAS CEM utiliza em sua comunicação uma turma bastante divertida, liderada pela mascote da marca, um maquinista chamado MEC-NISTA, personagem que representa a presteza de atendimento da rede varejista. Essa turma é uma bem-humorada e caricaturada representação da missão e dos valores da empresa.


A turma é completada pelos personagens TRENZINHO DO CEM (que representa a entrega eficiente da rede), CENTAVO (representa os preços baixos e as melhores ofertas), CENTENA (responsável pela qualidade dos produtos e serviços) e VITÓRIA (que representa a exigência de seus clientes).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenos ajustes ao longo dos anos, com o logotipo ganhando formas mais arredondadas.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1 de julho de 1952 
● Fundador: Remígio Dalla Vecchia 
● Sede mundial: Salto, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Lojas Cem S/A 
● Capital aberto: Não 
● Diretores proprietários: Cícero, Natale, Giacomo e Eda Dalla Vecchia 
● Presidente: José Domingos Alves 
● Faturamento: R$ 3.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 223 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Móveis, eletrodomésticos e produtos eletrônicos 
● Concorrentes diretos: Casas Bahia, Magazine Luiza, Marabraz, Ricardo Eletro, Ponto Frio, Colombo e Insinuante 
● Mascote: Mec-Nista 
● Slogan: Ainda bem que tem Lojas Cem. 
● Website: www.lojascem.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente, a rede varejista, sétima maior do país, conta com mais de 220 lojas espalhadas pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, empregando mais de 10.000 pessoas. A rede, cujo faturamento anual é superior a R$ 3.5 bilhões, possui 2.5% de participação de mercado no segmento. As LOJAS CEM contam com uma carteira que possui mais de 8 milhões de clientes. Aproximadamente 70% das vendas são feitas com financiamento próprio, em carnês; 10% à vista e 20% no cartão de crédito. Cada loja da rede está instalada em imóvel de propriedade da empresa. 

Você sabia? 
A LOJAS CEM está entre as 50 maiores varejistas do mercado brasileiro. 
Todas as lojas inauguradas sempre estão localizadas em um raio de até 600 quilômetros do Centro Administrativo e de Distribuição (CAD), em Salto, o que a torna ágil para viabilizar a entrega de mercadorias em até 48 horas para toda rede. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/3/2015

GULLIVER


Muitos de seus brinquedos como o tradicional Forte Apache, marcaram a infância de milhões de crianças brasileiras e se tornaram verdadeiros clássicos que continuam, mesmo depois de anos e anos, encantando gerações de pequenos. 

A história 
A história da marca GULLIVER começou na Espanha com Mariano Lavin Ortiz, que já mantinha forte relação com o universo dos brinquedos, sendo proprietário de uma pequena fábrica na cidade de Madri no começo dos anos de 1950. Sua convicção democrática, no entanto, era incompatível com a política do general Francisco Franco e, no ano de 1959, ele imigrou para o Brasil com sua família. Assim como no célebre romance de Jonathan Swift chamado “As Viagens de Gulliver”, onde o herói da história saía de seu país indo parar em Lilliput, uma terra habitada por homens pequeninos, na chegada ao Brasil encontraram também uma porção de seres pequeninos: as crianças.



E foi pensando nelas e para dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo pai na Espanha e aqui (ele foi sócio na empresa Casablanca, que lançou o Forte Apache no mercado brasileiro) que, no mês de outubro 1969, em São Caetano do Sul, o filho Mariano Lavin Cebada e sua esposa Ana Exposito Cantero fundaram a Gulliver Manufatura de Brinquedos. O nome foi escolhido por eles, que quando crianças, eram fascinados pelas viagens narradas no romance do escritor irlandês Jonathan Swift. No começo eram produzidos brinquedos de PVC, que evoluíram depois para diversos processos de transformação de plásticos. No início produzindo miniaturas pintadas artesanalmente baseadas em seriados de TV de temas do velho oeste americano, que faziam enorme sucesso, entre os quais Bonanza e Rin Tin Tin, surgiram no mercado Forte Apache (que havia sido lançado nos Estados Unidos em 1952), Acampamento Apache, Caravana, Chaparral, e figuras de plástico rígido pintadas à mão de Super-Heróis (Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Batman, Robin, Hulk, Surfista Prateado, Duende Verde, Mulher Maravilha, Super-Homem, Aquaman, Batgirl, Gavião Negro e os vilões Coringa e Pinguim), além do tradicional Zoológico (miniaturas de animais feitas em plástico e pintadas a mão). 




Na década de 1970 a GULLIVER lançou os tradicionais jogos de futebol de botão, que se tornaram um ícone da marca. Em 1975, entram em cena os personagens de pelúcia da Família Peposo (Papai e Mamãe Ursos e seus dois filhotes Peposinho e Peposinha), com 2 milhões de unidades comercializadas, juntamente com os Agarradinhos - mascotes de pelúcia que com 8 milhões de unidades vendidas em 4 anos alcançaram recorde de vendas do setor de brinquedos no país. Alguns casos de sucesso vividos pela empresa ao longo dos próximos anos chamam a atenção como do Xadrez Mequinho, com 150.000 jogos vendidos no primeiro ano e torneios promovidos em clubes como Esperia e Juventus, na capital paulista, com 7.500 e 10.000 participantes, basicamente crianças. Em 1977, a empresa lançou a primeira coleção de figuras articuladas do mercado brasileiro, baseadas em Super-Heróis como Batman e Robin, Falcão, Fantasma, Capitão América, Zorro, sem falar no inesquecível Batmóvel clássico. Nos anos seguintes destacaram-se inúmeros sucessos de vendas como Big Frota, Pino Gol, Caneta-Maluca, Linha Náutica, incorporando uma grande parte de mão-de-obra artesanal, além do Futebol Club (réplicas de jogadores de futebol com perna articulada, que formam um time em um campo, com traves e gol).


Em 2001 a GULLIVER lançou no mercado brasileiro as charmosas bonequinhas fashion BRATZ que se tornaram uma verdadeira febre entre as meninas. No ano de 2006, a GULLIVER introduziu no mercado o que as crianças queriam cada vez mais: brinquedos tecnológicos. O primeiro a chegar foi o pequeno iDog, um simpático cãozinho eletrônico que se alimentava de músicas. O pet eletrônico podia ser levado no bolso e interagia com seu dono e com a música que ele escutava. Ao ser conectado a um MP3 player (ou qualquer outro dispositivo portátil), se tornava um auto-falante e, além de emitir o som, se movimentava no ritmo da música. Foi um enorme sucesso de venda. Nos anos seguintes a empresa lançou brinquedos que se tornaram um grande sucesso entre as crianças: Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Shrek, Piratas no Caribe, Chaves, Senhor dos Anéis, Spice Girls, Spawn, SOS Comandos e Meninas Super Poderosas.


Recentemente, em 2012, a GULLIVER mais uma vez conseguiu antever as tendências de mercado e lançou a linha de brinquedos Neymar Jr Futebol Clube (incluindo futebol de botão), que em apenas quatro dias atingiu a marca de 150 mil unidades comercializadas. Além disso, a empresa apostou em linha próprias como GULLIVER BABY (brinquedos para bebês maiores de 1 ano), GULLIVER ACTIVITY (linha de brinquedos de montar semelhante ao Lego), GULLIVER PRAIA & JARDIM (brinquedos como baldes, pás, regadores, rastelos, cadeiras de plástico, moldes para areia, caminhões), GULLIVER GARDEN (kits para brincar no jardim com regador, pá, rastelo, balde e até sementes) e SUPER BLOCOS (blocos de encaixe para montar em tamanho grande). Outras linhas populares da empresa são FAZENDINHA e ZOOLÓGICO (kits com animais e cenários de plástico), além da COLLECTA (réplicas em miniaturas de diversos animais das mais variadas espécies).


Funcionando hoje em novas e modernas instalações, em São Caetano do Sul, a GULLIVER continua evoluindo e procurando oferecer sempre o melhor em seu segmento, incluindo os brinquedos de tendência de moda e as licenças, que geralmente estão relacionados com os personagens de televisão e filmes de cinema de enorme sucesso. Por isso a GULLIVER está há quase 50 anos presente nas primeiras aventuras da infância de milhões de brasileiros.



Dados corporativos 
● Origem: Brasil

● Fundação: Outubro de 1969

● Fundador: Mariano Lavin Cebada e Ana Exposito Cantero

● Sede mundial: São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil

● Proprietário da marca: Gulliver S.A. Manufatura de Brinquedos

● Capital aberto: Não
● Diretor: Rodrigo Lavin Gamboa e Andres Luis Lavin

● Faturamento: R$ 100 milhões (estimado)

● Lucro: Não divulgado

● Presença global: Não (presente somente no Brasil)

● Funcionários: 400

● Segmento: Brinquedos

● Principais produtos: Bonecas, bonecos, jogos e brinquedos educativos 
● Concorrentes diretos: Estrela, Grow, Hasbro, Mattel e Playmobil

● Ícones: O Forte Apache

● Website: www.gulliver.com.br 

A marca no Brasil

Líder no mercado de bonecos articulados de ação e em brinquedos inspirados no futebol, a GULLIVER possui uma área fabril de 15 mil m², vendendo seus produtos em milhares de pontos de vendas espalhados pelo país. Atualmente a empresa produz e importa uma grande linha de produtos, desde brinquedos de primeira infância, pré-escolares até os inspirados em séries de TV, personagens de cinema e personagens para colecionar.



Você sabia?

● Em 2015, os produtos licenciados corresponderam a 25% do faturamento da empresa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/8/2016

NICK@NITE


Se você é fã dos nostálgicos seriados cômicos americanos de décadas atrás, certamente o NICK@NITE é o lugar certo para rever e matar saudades de personagens que fizeram muito sucesso. O bloco noturno do canal infantil Nickelodeon é uma verdadeira diversão para qualquer marmanjo. 

A história 
O NICK at NITE (inicialmente escrito assim) estreou oficialmente no dia 1 de julho de 1985 às 8 horas da noite nos Estados Unidos como um bloco televisivo noturno do canal infantil Nickelodeon. A ideia surgiu quando o então presidente da MTV Networks, Bob Pittman, pediu que o gerente geral do Nickelodeon, Gerry Laybourne, desenvolvesse um bloco noturno voltado para um público adulto para ocupar o lugar vago deixado pelo bloco channel (conhecido atualmente como o canal A&E Network). O nome do novo bloco foi composto pelas palavras Nick, proveniente de Nickelodeon, e Nite, gíria em inglês para designar a palavra “noite”. Era algo como “Nickelodeon à Noite”. O bloco, que inicialmente ia ao ar entre as 8 horas da noite e 6 horas da manhã, horário onde a audiência infantil era praticamente nula, exibia séries cômicas (conhecidas popularmente como sitcoms) clássicas dos anos de 1950 e 1960 como The Donna Reed Show, Dennis the Menace e Route 66.


O NICK@NITE foi pioneiro nas chamadas “Maratonas”, onde para promover suas séries, fazia a apresentação de diversos episódios seguidos de um mesmo sitcom. Com o crescimento da audiência do bloco, novas séries foram acrescentadas em sua programação. Em 1994, quando a famosa série cômica I Love Lucy passou a fazer parte de sua programação, a maratona do sitcom incluía todas as séries feitas pela atriz Lucille Ball (como I Love Lucy, The Lucy-Desi Comedy Hour, The Lucy Show, Here’s Lucy e Life With Lucy). Em 1995, para comemorar os 10 anos de vida do NICK@NITE, um grande evento foi programado: a exibição de todas as séries que o bloco já havia transmitido. Durante uma semana, a programação apresentava a história de cada série, o episódio número um e quanto tempo ela havia ficado na grade de programação do bloco. O bloco tentou, na década de 1990, produzir suas próprias séries sem muito sucesso. NICK@NITE demorou mais de 20 anos para chagar na América Latina. 




No Brasil, estreou no início de 2005 com apenas quatro atrações (dubladas em português), devido a problemas técnicos: Alf, o ETeimoso; Os Monstros; A Feiticeira; e a famosa Jeannie é um Gênio. Pouco depois, em 1° de maio, estrearam novas séries como A Família Addams, Primo Cruzado, Vivendo e Aprendendo e a inédita Mork & Mindy. Em 3 de junho foi adicionado à programação do bloco a série Minha Família É uma Bagunça. No dia 1º de fevereiro de 2008, o NICK@NITE, após quase 2 anos sem novidades, estreou dois novos seriados: Kenan e Kel (dos anos de 1990) e Clarissa. Pouco depois, no dia 5 de maio, entram no ar as séries Um Maluco no Pedaço e Agente 86. No Brasil o canal adotou o slogan “Comédias e Comédias”, se referindo ao conteúdo de séries cômicas, ou seja, sitcoms. 




Em 1 de janeiro de 2015 o bloco NICK@NITE foi extinto da América Latina, permanecendo somente na Nickelodeon brasileira, cuja programação é recheada de seriados voltados para adolescentes como See Dad Run. Atualmente o bloco, que é considerado uma espécie de “canal separado do Nickelodeon”, tem em sua programação (das 21:00 as 6:30) americana tradicionais séries dos anos de 1980 a 2000, como por exemplo, Instant Mom, George Lopez (com audiência de 800.000 telespectadores), Friends, The Fresh Prince of Bel-Air e Full House. Em alguns países, o NICK@NITE transmite programas e séries do Nickelodeon que foram descontinuadas. 




A evolução visual 

O logotipo do NICK@NITE passou por inúmeras modificações durante os anos. Os primeiros logotipos tinham formatos diferentes, como por exemplo, uma lua amarela (em alusão ao horário noturno da programação) ou até mesmo um triângulo. Em 1992 apresentou um novo logotipo, que continha um losango no fundo. Apesar disso, até 2002, outra variações foram utilizadas.


Finalmente em 2002, o logotipo ganhou um fundo redondo, uma coloração azul e o símbolo @ em substituição a palavra “at”. De janeiro de 2006 a setembro de 2007 esse logotipo adotou a cor laranja, para ter uma associação mais direta com o canal Nickelodeon. Pouco depois, o NICK@NITE lançou seu novo logotipo, composto pelo formato de uma lua crescente na cor laranja, com a volta da palavra “at”. 



Porém, no dia 28 de setembro de 2009, como parte do alinhamento de todas as marcas do Nickelodeon, o NICK@NITE (com a volta da @) ganhou um novo e moderno logotipo. Esse logotipo se tornou totalmente laranja a partir de 2013.


Os slogans 
The All New Nick at Nite. 
What Adults Want. (2013) 
Tonite’s the Right Nite for Nick at Nite. (2013) 
It’s Here All Nite on Nick at Nite. (2009)

It’s not just nite, it’s Nick at Nite. (2007) 

We play favorites. (2003) 
All Sitcoms, All Night Long. (2001) 
The Place for TV Hits. (1997) 
Classic TV. (1992) 
Hello, Out There From TV Land. (1985)

Comédias e Comédias. (Brasil) 



Dados corporativos 

● Origem: Estados Unidos 

● Lançamento: 1 de julho de 1985 

● Criador: Gerry Laybourne e o canal Nickelodeon
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos
● Proprietário da marca: Viacom Media Networks
● Capital aberto: Não 

● Presidente: Cyma Zarghami 

● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado 

● Presença global: 35 países 

● Presença no Brasil: Sim 

● Funcionários: 1.000 

● Segmento: Comunicação 

● Principais produtos: Séries de comédia antigas 
● Concorrentes diretos: Comedy Central e Adult Swin 

● Slogan: The All New Nick at Nite. 

● Website: www.nickatnite.com 

A marca no mundo 

Transmitido para 35 países ao redor do mundo, o NICK@NITE possui uma audiência média diária superior a 3 milhões de telespectadores. Entre os países que possuem a programação do NICK@NITE, que se tornou uma valiosa marca para o canal Nickelodeon, estão Estados Unidos (presente em aproximadamente 98 milhões de lares), Canadá, Índia, Reino Unido, Irlanda, Japão, Rússia e algumas nações da Ásia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 22/6/2016