26.9.06

LOJAS RENNER


A rede de lojas RENNER busca com o encantamento superar as expectativas dos clientes, oferecendo produtos que seguem fielmente as tendências da moda mundial. Com diferentes estilos de moda, qualidade, preços competitivos e excelência nos serviços prestados, a rede conquistou milhões de consumidores pelo Brasil afora. Seu grande diferencial é a Filosofia de Encantamento, pela qual não basta satisfazer, mas superar as expectativas dos clientes. Um estilo de gestão que tem como essência o atendimento diferenciado com o “jeito Renner de ser”.

A história
Antônio Jacob Renner foi quem começou a escrever a história do nome RENNER. Descendente de alemães começou a trabalhar ainda menino na fábrica de banha da família no município de São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul. Em 1912, iniciou o grupo A. J. Renner com uma indústria têxtil instalada no bairro de Navegantes em Porto Alegre. Comercializava capas de pura lã e capas do vestuário masculino, resistentes ao frio, ao tradicional vento Minuano e às chuvas, tornando-se uma peça de roupa indispensável, tanto para o gaúcho da campanha e caixeiros-viajantes, como também ao homem da cidade. O primeiro ponto de venda para a comercialização de artigos têxteis foi inaugurado somente em 1922 com o nome de LOJAS RENNER. A partir de 1940, com a comercialização de um mix mais amplo de produtos, a RENNER se tornou uma loja de departamentos. Em 1965, devido ao seu crescimento e evolução, o grupo A. J. Renner optou por tornar independentes as diferentes empresas que o formavam, ocasião em que foi então constituída a empresa Lojas Renner S.A. Com a abertura do capital da empresa na Bolsa de Valores em 1967, a rede ganhou fôlego financeiro para crescer dentro do estado do Rio Grande do Sul. A empresa introduziu de forma pioneira, em 1979, o Cartão Renner, que possibilitava o pagamento parcelado das compras.


Ao final de 1991, a rede de lojas (que nesta época era composta por apenas 8 unidades) passou por uma completa reestruturação. O modelo de loja de departamentos “full line” foi substituído pelo conceito de loja de departamentos com especialização em moda e produtos focados mais no público feminino. Com essa guinada, ficou mais próxima de seus principais concorrentes: Riachuelo e C&A. Mas, enquanto a C&A se especializou em moda jovem, e os produtos da Riachuelo eram pensados para donas de casa e mães de família, o foco da RENNER foi a mulher moderna que trabalha. A partir de 1994, a rede iniciou um grande plano de expansão. Plenamente reestruturada, a empresa inaugurou lojas além das fronteiras do Rio Grande do Sul, passando, então, a atuar no estado de Santa Catarina, com unidades nas cidades de Florianópolis e Joinville.


Pouco depois, em 1996, com o sucesso da iniciativa de expansão, a operação foi estendida também ao estado do Paraná, com a inauguração de uma loja em Curitiba. Neste momento, a RENNER se consolidou nesses mercados como uma loja de departamentos especializada em moda com produtos de qualidade a preços competitivos. Ainda neste ano, a RENNER criou o “Encantômetro”, um painel eletrônico localizado na saída de cada loja, que tinha como objetivo monitorar a qualidade do atendimento oferecido pelos colaboradores, além da percepção e do grau de encantamento dos clientes. Esta iniciativa era uma clara demonstração da preocupação que a empresa tinha em relação à satisfação de seus clientes.


No ano seguinte foi dado outro grande passo: a entrada da RENNER no estado de São Paulo, principal centro econômico do país com a aquisição das tradicionais e famosas lojas do Mappin e da Mesbla. E isto só foi possível quando a empresa foi comprada pelo grupo americano J. C. Penney, em dezembro de 1998, recebendo o impulso necessário para sua expansão em todas as regiões do Brasil. Como subsidiária do grupo americano a RENNER obteve alguns benefícios operacionais, tais como o acesso a fornecedores internacionais, especialistas na escolha de pontos comerciais, bem como a procedimentos e controles internos diferenciados. Em 1999, a rede voltou a se expandir, desta vez para o estado do Rio de Janeiro, inaugurando quatro lojas na capital, uma em Niterói e outra em Volta Redonda. Também foram inauguradas lojas em Belo Horizonte e Brasília.


A RENNER foi pioneira em implantar no país, no ano de 2002, o conceito de “Estilos de Vida” no desenvolvimento de suas coleções e na organização de suas lojas. A exposição coordenada de roupas, calçados e acessórios, sob marcas que refletem diferentes atitudes, interesses e personalidades, facilitava a escolha dos clientes, pois permitia que cada um identificasse claramente o conjunto de peças que melhor refletia seu jeito de ser e de viver, reduzindo assim o seu tempo de compras. O conceito levou à criação de marcas próprias como a Just be, Blue Steel, Rip Coast, Get Over, Request, entre outras.


Em junho de 2005, com a saída da JC Penney da sociedade, as ações da RENNER foram vendidas de forma pulverizada na Bovespa, tornando-a a primeira corporação brasileira (com 100% das ações negociadas em bolsa). A partir desse ano, a empresa, que já possuía 64 pontos de venda, iniciou o lançamento de novos serviços financeiros, que compreendem as vendas financiadas em 0+8 parcelas fixas com encargos, os Empréstimos Pessoais (incluindo Saque Rápido), os Títulos de Capitalização e os Seguros, comercializados por meio do Realize Renner, espaço reservado nas lojas para a oferta desses serviços. Em 2006, a RENNER iniciou a segunda fase do plano de expansão e a rede passou a atuar nos estados de Pernambuco, Ceará e Bahia. O cenário desafiador desencadeado pela crise em 2009 foi uma oportunidade para a rede conquistar novos mercados com a inauguração de dez novas lojas em várias regiões do país.


Em julho de 2009, três novas marcas foram introduzidas ao mix de produtos: “Collection” (dirigida ao público feminino adulto que valoriza toques de glamour no seu dia a dia), “Maternity Renner” (voltada para gestantes) e “Satinato” (primeira marca exclusiva de calçados da RENNER, com modelos para o público feminino), ampliando os nichos até então contemplado nos departamentos da rede. O ano de 2010 foi marcante para a rede gaúcha: iniciou a venda de roupas por meio de sua loja virtual, oferecendo itens de vestuário, acessórios e calçados, ampliando o atual mix de produtos vendidos pela Internet, composto por moda íntima, relógios, e perfumaria; inaugurou sua primeira loja no formato compacto, voltada exclusivamente ao público feminino; e abriu uma enorme loja (3.2 mil metros quadrados divididos em 2 andares) em plena Avenida Paulista em São Paulo. Em 2011 a empresa adquiriu por R$ 165 milhões a rede de lojas Camicado (então com 27 lojas), que atua no comércio varejista de utilidades domésticas, artigos de cama, mesa e banho e decoração, complementando assim o pacote de produtos e serviços oferecidos pela RENNER.


Atualmente, o consumidor que ingressa em qualquer uma das lojas da rede RENNER, encontra peças para renovar o guarda-roupa com as últimas tendências em roupas, calçados, acessórios e moda íntima. Os setores de beleza e perfumaria também estão recheados com marcas consagradas internacionalmente.


A evolução visual
Recentemente o logotipo da RENNER passou por uma pequena alteração adquirindo um visual em três dimensões muito mais moderno e dinâmico.


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1912
● Fundador: Antônio Jacob Renner
● Sede mundial: Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
● Proprietário da marca: Lojas Renner S.A.
● Capital aberto: Sim (1967)
● Presidente do conselho: Cláudio Thomas Lobo Sonder
● Diretor presidente: José Galló
● Faturamento: R$ 3.2 bilhões (2011)
● Lucro: R$ 336.9 milhões (2011)
● Valor de mercado: R$ 6.8 bilhões (julho/2012)
● Valor da marca: R$ 835 milhões (2011)
● Lojas: 164
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Funcionários: 13.340
● Segmento: Varejo (loja de departamento)
● Principais produtos: Roupas, calçados, acessórios e cosméticos
● Concorrentes diretos: C&A e Riachuelo
● Ícones: O “Encantômetro”
● Slogan: Você tem seu estilo. A Renner tem todos.
● Website: www.lojasrenner.com.br

O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca RENNER está avaliada em R$ 835 milhões, ocupando a posição de número 11 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil.

A marca no Brasil
Segunda maior rede de lojas de departamentos de vestuário do Brasil, a RENER possui 164 lojas (com área de vendas de aproximadamente 300 mil metros quadrados) espalhadas por todos os estados brasileiros. Atualmente o Cartão Renner possui uma forte base de clientes que ultrapassa 16 milhões de pessoas. Cada loja da rede possui em média quatro mil metros quadrados e aproximadamente 100 funcionários. Cada unidade tem cerca de 20 mil itens nos departamentos de moda (feminina, masculina, adolescente, infantil e baby), perfumaria, acessórios, cama, mesa e banho, decoração e utilidades para o lar. Sua maior loja está situada em Porto Alegre, na Avenida Otávio Rocha, e conta com 7 pavimentos de área de vendas e aproximadamente 500 colaboradores. A empresa ainda é proprietária da Camicado, que conta com 33 lojas espalhadas por oito estados brasileiros.

Você sabia?
É a única loja de departamentos no Brasil que trabalha com perfumaria de luxo, oferecendo grandes marcas como Carolina Herrera, Azarro, Hugo Boss, entre outras.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e Veja), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 25/7/2012

Popeye (Popeye The Sailorman)


Popeye é o marinheiro mais famoso do mundo, um fenômeno entre crianças e adultos, e mesmo depois de tanto tempo não perdeu o encanto, sendo assistido por milhões de pessoas nos dias de hoje. O personagem foi criado em 1929 pelo desenhista Elzie Crisler Segar para uma tira do Evening Journal chamada "Timble Theater", que tinha como personagens principais a jovem Olive Oyl (Olívia Palito), o irmão de Olívia chamado Castor Oyl (Castor Palito), Ham Gravy (o namorado de Olívia), Hotfoot, King Bozo e Whiffle Hen. No dia 19 de janeiro estreava mais um personagem na tira, um marinheiro com um cachimbo na boca e caolho. Assim surgia Popeye. O seu nome em inglês significava "olho estourado" (Pop = estouro, Eye = olho), por isso Popeye era caolho do olho direito. Segar criou também a idéia do espinafre. Sempre que estava em apuros, Popeye comia um pouco de espinafre e torna-se extremamente forte e praticamente invencível. A tira, que já era famosa antes do marinheiro, ganhou milhares de novos leitores com ele. Somente em 1932, o principal adversário de Popeye, "Bluto The Terrible", conhecido no Brasil como Brutus, apareceu na história chamada "The Eighth Sea". Como Popeye estava se tornando popular, em julho de 1933, estreou no cinema em um desenho animado ao lado de Betty Boop. Não demorou muito para que Popeye ganhasse seu próprio desenho, produzido pelos estúdios Fleischer, em um total de 109 episódios produzidos até 1942. Foi nessa época que apareceram outros personagens do desenho, como Gugu, um bebê orfão abandonado pela mãe que não tinha condições financeiras para cuidar dele; Dudu (Wimpy), um comedor de hambúrguer e dono do slogan mais conhecido da série: “I’ll gladly pay you Tuesday for a hamburger today” (Eu pagarei com satisfação na terça-feira por um hambúrguer hoje); além dos sobrinhos do Popeye, "Pipeye, Pupeye, Poopeye e Peepeye", que apareciam em alguns episódios. Em seguida o desenho passou a ser produzido pela Paramount Pictures onde ficou até 1959 totalizando 231 episódios. Em 1960 Al Brodax deu uma nova roupagem ao desenho que começou a ser produzido pela King Features/Paramount. Nesta nova versão o marinheiro Popeye ganhou mais alguns inimigos como a Bruxa do Mar (Sea Hag) e Alice a Grande (Alice The Goon), entre outros. A partir de 1978 a Hanna-Barbera começou a produzir o desenho. Foi então que surgiram inúmeras versões como Popeye – O Caçador de Tesouros, Popeye nos Esportes, o Novo Show do Popeye e as Aventuras do Popeye. Em 1980, Popeye ganhou uma versão em carne e osso, no filme Popeye, com direção de Robert Altman, e roteiro de Jules Feiffer, com Robin Williams no papel de Popeye, e Shelley Duvall no papel de Olívia Palito. Em 1981 foi lançado uma nova versão do desenho produzido também pela Hanna-Barbera, intitulada O Show do Popeye e Olívia Palito. Em 1987, mais uma versão do desenho foi lançada, onde Popeye aparecia com o seu filho. Em 2001 a última versão do marinheiro foi lançada com o nome "O novo Show do Popeye". Ao todo, um dos desenhos mais conhecidos e duradouros de todos os tempos, tem quase 600 episódios produzidos.
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Você Sabia?
* O marinheiro se casou duas vezes, a primeira foi em 1983, quando a editora Ocean Comics decidiu que estava na hora do marinheiro virar homem sério. Mas a série foi tão mal recebida pelos leitores - afinal, o casamento encerrava o triângulo amoroso com Brutus, que move quase todas as histórias - que em algumas edições tudo voltou a ser como era antes (leitores e editora simplesmente fingiram que nada aconteceu). O segundo casamento ocorreu em fevereiro de 1999, mas desta vez a Ocean Comics foi mais precavida. Na verdade, o casamento ocorreu em uma daquelas famosas revistas do estilo "o que aconteceria se", ou seja, uma história única, fora da cronologia, que - explicaram os editores - foi lançada apenas para comemorar os 70 anos do personagem.
* No ápice do estrelato Popeye gerou um aumento de 30% no consumo de espinafre - pois as mães, convenciam os filhos a comerem espinafre alegando que assim eles ficariam fortes.
* Atualmente, Popeye é publicado em pouco mais de 50 jornais, segundo a King Features, responsável pela distribuição das tiras.
* No Brasil o Popeye estreiou em 1936, sendo publicado cerca de 50 tiras do famoso marinheiro.
* O personagem apareceu pela primeira vez na televisão em 1956.

LIVRARIA SARAIVA


Foi o tempo que livrarias só comercializavam livros. A SARAIVA mantém em suas prateleiras muito mais que livros, proporcionando conveniência, cultura e entretenimento. O cliente pode passar horas agradáveis apreciando uma boa leitura em um ambiente aconchegante ou escutar músicas, assistir filmes, e se preferir comprar produtos de informática e papelaria. 

A história 
Tudo começou no dia 13 de dezembro de 1914 quando o português Joaquim Ignácio da Fonseca Saraiva, após duas décadas morando no Brasil, fundou a empresa Saraiva & Cia., um pequeno estabelecimento que comercializava livros usados. O imigrante, um apaixonado por livros jurídicos, que já havia trabalhado em uma livraria na cidade do Porto chamada Biblioteca do Cura da Aldeia, se aproximou de professores e alunos da mais tradicional faculdade brasileira de direito. O sebo, localizado no Largo do Ouvidor, bem próximo da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, recebeu o nome comercial de Livraria Acadêmica. Seu proprietário ganharia o apelido de Conselheiro Saraiva, em virtude das valiosas indicações que dava àqueles que frequentavam sua livraria. Em 1917, Joaquim editou o primeiro livro, Casamento Civil, de Aniceto Corrêa, inaugurando a fase editorial da livraria. Rapidamente, a pequena livraria tornou-se conhecida de professores e estudantes de direito frequentadores da região.


Nos trinta anos seguintes, a livraria teria como prioridade a área jurídica, que até então padecera da falta de qualquer esquema industrial, obrigando os autores a assumir os encargos da produção, financiamento e distribuição de suas obras. No ano de 1934 a editora estendeu suas atividades comerciais e começou a editar também livros didáticos, literatura geral, ciências, etc., ao mesmo tempo em que ampliou as atividades editoriais no campo jurídico e se tornou a mais conceituada editora desse tipo de obra no Brasil. Com a morte de seu fundador, em 1944, a livraria ganhou o nome dele, SARAIVA. Após sucessivos êxitos editoriais, em 1947 a empresa se transformou em sociedade anônima, com a denominação Saraiva S.A. - Livreiros Editores. Em 1967 a SARAIVA ingressou de forma decisiva no mercado dos livros didáticos, editando uma coleção de matemática para as quatro séries do então curso ginasial. O processo de crescimento e formação de uma rede de lojas se iniciou concretamente com a inauguração da segunda LIVRARIA SARAIVA em 1972, na Praça da Sé, marco central da capital de São Paulo.


No ano de 1978, a empresa ampliou a linha de livros universitário publicando, além de obras jurídicas, inúmeras outras sobre economia, administração e educação. Em 1994, reafirmando seu pioneirismo com as publicações jurídicas, a SARAIVA lançou, em formato de CD-ROM, a LIS (Legislação Informatizada Saraiva), um banco de dados sobre a legislação federal equivalente a 40 volumes impressos. Sempre atenta às tendências mundiais do varejo e de forma pioneira, em 1996, a empresa inaugurou suas primeiras lojas no conceito mega-livrarias, com o objetivo de proporcionar aos clientes entretenimento, cultura e conveniência em um único lugar. Foram inauguradas a Mega Store localizada no Shopping Center Eldorado em maio, e a Mega Store do Shopping Center Ibirapuera, em novembro, ambas em São Paulo. Este modelo inovador buscava atrair o público oferecendo lojas amplas e confortáveis, um amplo portfólio de produtos (livros, CDs, DVDs, papelaria, periódicos, informática, etc.), aliado a um serviço de atendimento aos clientes muito especial.


As grandes novidades dessas lojas eram: a Saraiva Music Hall, com uma completa seção de CDs e vídeos; e o Cyber Coffee & Book, um café que também oferecia acesso à internet, além de listening stations (para o cliente ouvir CDs) e DVDs stations (que exibiam trailers de filmes e shows). No ano 1998, entraram no ar, de forma ainda tímida, as operações de venda de produtos da SARAIVA por meio da internet, que inicialmente comercializava apenas livros, CDs, DVDs e games. Hoje, somam-se categorias como eletrônicos, informática, revelação digital, celulares, MP3, câmeras digitais e, ainda, a venda de produtos importados como livros, DVDs e CDs. Em 2003, dando sequência ao plano de expansão de suas atividades editoriais no segmento de livros didáticos e paradidáticos, a EDITORA SARAIVA adquiriu o controle acionário da Formato Editorial, empresa localizada em Minas Gerais. Essa aquisição adicionou aproximadamente 450 novos títulos ao catálogo da SARAIVA.


Um movimento estratégico importante que teve lugar durante o ano de 2007 foi a iniciativa da empresa em criar produtos que atendessem e antecipassem demandas do mercado educacional por conteúdos digitais. Neste mesmo ano a SARAIVA lançou o selo Saraiva Educação Multimídia. Na rede de livraria os investimentos foram alocados principalmente na expansão do número de lojas, com a inauguração recorde de sete unidades. No dia 6 de março de 2008 a empresa comprou por R$ 60 milhões a Livraria Siciliano, fundada em 1928, somando assim a sua rede mais de 50 lojas em quatorze estados brasileiros. Nos anos seguintes, as lojas da rede Siciliano foram reformadas, algumas fechadas e outras transformadas em SARAIVA. Em maio de 2009 a empresa lançou o Saraiva Digital Player, uma alternativa inovadora que permitia a venda e aluguel de filmes por meio de download. No ano seguinte, lançou o Saraiva Digital Reader, uma plataforma que permite a venda de Livros Digitais (e-books). Pouco depois, em 2013, a SARAIVA inaugurou sua primeira loja em aeroporto, no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica). Além disso, anunciou o lançamento de seu self-publishing: Publique-se!, onde é possível transformar textos em livros digitais em apenas um clique.


Em 2014, ano em que a empresa completou 100 anos, foi lançado o Lev, primeiro leitor digital portátil da SARAIVA, que vinha com a plataforma de livros digitais disponíveis no ecossistema da empresa (531 mil títulos em língua estrangeira e 144 mil títulos em português). Pioneira no setor digital, também apresentou o novo comércio eletrônico que contava com layout moderno e tinha como objetivo oferecer ao consumidor uma experiência única e rica com acesso a uma gama de conteúdos relacionados ao mix de produtos disponíveis. O ano de 2015 marcou uma grande mudança nas atividades da SARAIVA, com a venda dos ativos editoriais, o que permitiu um foco 100% dedicado às atividades do varejo, que englobam as lojas físicas e o comércio eletrônico. Nos últimos anos, ao invés de brigar com as tecnologias digitais, a SARAIVA aumentou a aposta na internet e na oferta de diferentes tipos de produtos. Com isso, colocou em prática um plano de aproveitar ainda mais sua loja virtual para vender também assinaturas de revistas, cursos, passagens aéreas e até material esportivo. Além disso, fortaleceu o posicionamento em serviços financeiros, como a venda de garantia estendida e o seguro e proteção contra roubo e furto. A SARAIVA, empresa focada em educação, cultura e entretenimento, está presente em todas as fases da vida de seus clientes. A empresa opera por meio do conceito multicanal, que integra lojas físicas, internet e dispositivos móveis, com uma ampla gama de produtos e serviços.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações ao longo dos anos. Querendo se distanciar do título de livraria e caminhar para se tornar uma varejista que vende de tudo na área de informação e entretenimento, a palavra “livraria” foi retirada do logotipo. A identidade visual também pode ser aplicada sob um fundo amarelo.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 13 de dezembro de 1914 
● Fundador: Joaquim Ignácio da Fonseca Saraiva 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Saraiva S.A. Livreiros Editores 
● Capital aberto: Sim 
● Presidente do conselho: Jorge Eduardo Saraiva 
● Presidente: Jorge Saraiva Neto 
● Faturamento: R$ 1.89 bilhões (2016) 
● Lucro: - R$ 49.6 milhões (2016) 
● Valor de mercado: R$ 135 milhões (julho/2017) 
● Lojas: 113 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 3.860 
● Segmento: Varejo (livraria) 
● Principais produtos: Livros, DVDs, revistas, jornais, eletrônicos e artigos de papelaria 
● Concorrentes diretos: Livraria Cultura, Fnac, Livraria da Vila, Nobel e Amazon 
● Website: www.saraiva.com.br 

A marca no Brasil 
A SARAIVA é uma das maiores redes de livrarias do país possuindo atualmente mais de 110 lojas em 17 estados brasileiros, que recebem mais de 70 milhões de visitantes por ano. O site da empresa tem uma base ativa de 4.8 milhões de clientes ativos. Além disso, tem 13.8 milhões de clientes em seu programa de fidelidade (SARAIVA PLUS) e realiza mais de 4.700 eventos culturais por ano. A SARAIVA comercializa livros, itens de papelaria, música, filmes, games e softwares, telefonia, eletrônicos, periódicos, além de serviços de recarga de celular, venda de ingressos, cartão presente, cartões pré-pagos, seguros, assistência técnica, entrega garantida e entrega em domicílio. 

Você sabia? 
A SARAIVA possui dois conceitos básicos de lojas: Mega Stores (que possuem áreas de vendas de 460 m² a 1.800 m² e oferecem até 71 mil itens) e Lojas Tradicionais (que possuem áreas de vendas de 110 m² a 480 m² e oferecem até 15 mil itens). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Veja, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/7/2017

VOGUE


É provavelmente a revista mais famosa do mundo, a mais vendida, a mais influente e também a mais criticada. Ela é conhecida como a bíblia da moda. Deliberadamente elitista, a revista VOGUE, cujo nome, em francês, deriva do adjetivo “en vogue”, ou seja, “popular”, representa os ideais do luxo, sendo a referência e o espelho do mundo da moda. Suas capas são disputadas por modelos como se fosse o maior contrato de suas vidas. Estilistas se preocupam com suas críticas, e sabem, que de uma maneira ou de outra, o sucesso de uma coleção passa pelas páginas da aclamada revista. 

A história 
A mais aclamada revista de moda da história, a VOGUE, foi lançada oficialmente no dia 17 de dezembro de 1892 na cidade de Nova York, idealizada por Arthur Baldwin Turnure, um editor aristocrata e amigo das famílias mais distintas e privilegiadas da cidade, e Harry McVickar, como um pequeno folhetim de moda, com aproximadamente 30 páginas, destinado a alta sociedade nova-iorquina no final do século 19, cujo objetivo era representar os interesses e o estilo de vida desta classe. O preço de capa era de 10 centavos de dólar (equivalente a US$ 2.63 em 2015). A primeira edição trazia artigos de moda para homens e mulheres, críticas dos livros recentemente mais publicados, música, arte e um grande número de artigos de etiqueta e sobre como se comportar em reuniões sociais. Nesta época poucos vaticinariam tão grande sucesso e uma vida tão longa a uma publicação semanal que abordava temas fúteis para a época, como a moda, a vida mundana, artes e o design. A popularização da moda aconteceu com o seu lançamento, tendo em seus primeiros números personalidades como Gertrude Vanderbilt Whitney vestindo suas próprias roupas. O primeiro editor-chefe da revista foi Josephine Redding, que ficou no cargo até 1901. Devido ao aumento do conteúdo a revista se tornou uma publicação quinzenal em 1902.


A história da VOGUE começou a tomar novos rumos em 1909 quando foi adquirida pelo jovem advogado e editor Condé Montrose Nast, que de um modo visionário, tornou a revista o ponto de partida de um império editorial internacional. A primeira edição sob o comando do novo proprietário foi lançada no dia 24 de junho, e mostrava, entre outras coisas, os vestidos usados pelas mulheres mais ricas dos Estados Unidos. A publicação teve seu conteúdo reformulado para torná-la mais atraente e transformou a moda em “objeto de desejo” e “sonho de consumo” para as mulheres. Condé Nast transformou a VOGUE, até então uma pequena publicação quinzenal, em uma das revistas de moda mais influentes do século 20. A edição britânica da VOGUE foi lançada em 15 de setembro de 1916, sendo a primeira fora dos Estados Unidos. Pouco depois, foram lançadas as edições francesa (exatamente no dia 15 de junho de 1920), uma das mais importantes pelo sucesso internacional da revista; espanhola (1921), italiana (1922) e alemã (1924).


Até a década de 1930, as capas da revista eram 100% ilustradas e, apesar de seguirem uma estética art déco, mudavam bastante a cada edição. Durante este período, especialistas em ilustração como Georges Lepape, Eduardo Benito e Carl Erickson ou artistas como Christian Bérard e Salvador Dalí, usaram a capa da VOGUE como se fosse uma galeria em circulação, criando um potente mix de moda, beleza feminina, arte, estilo, glamour e jornalismo. Foi somente a partir dos anos de 1940 que as fotografias passaram a predominar as capas da revista VOGUE. A edição australiana, uma das mais importantes, foi lançada em 1959.


Na década de 1960, já sob o comando da editora-chefe Diana Vreeland, a revista começou a ter um apelo mais jovem, focada na revolução sexual da época, abordando mais moda contemporânea, além de editoriais que discutiam a sexualidade. Em 1966, Donyale Luna tornou-se a primeira negra a aparecer na capa da VOGUE, pela edição inglesa. Na década seguinte, ao comando de Grace Mirabella, que assumiu o cargo de editora-chefe em 1971, a revista passou a apostar em editoriais mais extensos e elaborados, adotando um estilo diferente para atender as mudanças de seu público alvo. Além disso, em 1973, a revista VOGUE passou a ter circulação mensal. Foi nesta década, no mês de maio de 1975, que a VOGUE lançou sua edição brasileira, sendo a primeira na América Latina.


A revista VOGUE começaria a ganhar status de “Bíblia da Moda”, a partir de 1988, quando Anna Wintour assumiu o cargo de editora-chefe, e transformou radicalmente a revista. Sob seu comando, vários estilistas, até então desconhecidos, e modelos novatas, viraram celebridades quase que do dia para noite. Ela também foi responsável pelo lançamento de vários novos produtos segmentados, como a versão online, que foi ao ar pela primeira vez em 1996; a inovadora TEEN VOGUE, uma revista voltada para jovens, que tinha como foco a moda e celebridades, mas também oferecia informação sobre diversão e atualidades, em fevereiro de 2003; a MEN’S VOGUE nos Estados Unidos, voltada para o público masculino, introduzida em 2005, mas cuja circulação independente foi cancelada poucos anos depois; e diversas outras revistas como a VOGUE LIVING (lançada em 2006 e conhecida no Brasil como VOGUE CASA). No Brasil a revista também se segmentou com o lançamento da VOGUE RG (destinada à alta sociedade e estilo de vida sofisticado, extinta em 2014), além dos suplementos especiais como VOGUE PASSARELAS, VOGUE NOIVA e VOGUE JÓIAS. Em 2011 a revista lançou o site Voguepedia, uma espécie de enciclopédia fashion online que disponibiliza todas as informações coletadas e divulgadas durante os mais de 120 anos da revista.


Além de tudo isso, a revista se transformou em referência para fotógrafos, modelos, produtores de moda, estilistas e muitas outras publicações do segmento. E todo esse poder pode ser comprovado em setembro de 2007, quando a edição circulou com 824 páginas, três quartos delas de publicidade, tornando-se a revista mensal com o maior volume de páginas e anúncios da história editorial americana. Hoje em dia aparecer na VOGUE é estar na moda. A moda não gira apenas em torno do vestuário, é um estilo de vida: como vivemos, viajamos, comemos e decoramos nossas casas. E por todos estes motivos a VOGUE é uma referência mundial: é visionária, inspiradora e cosmopolita. Um grupo seleto que é sinônimo de elegância e sofisticação. Por tudo isso, suas capas são disputadas por super modelos, e os estilistas sabem que o sucesso de uma coleção passa pelas páginas da aclamada revista.


A “papisa” da moda 
Com cabelos curtos, óculos escuros e expressão austera, Anna Wintour é há anos presença constante nas primeiras fileiras dos principais desfiles de moda de Nova York a Paris. Ela, que nasceu em Londres, filha de pai britânico e mãe americana, é editora-chefe da edição americana da VOGUE, descrita por muitos como a revista de moda mais influente do mundo. Seus colegas da revista a descrevem como a “papisa da moda” e dizem que ela “não é calorosa ou amigável”. A própria Anna Wintour diz que acha que seus colegas consideram seu trabalho divertido e que as pessoas que ironizam a moda o fazem por ter medo da própria moda. Seu domínio implacável sobre a indústria da moda durante os anos em que vem dirigindo a revista lhe valeu uma reputação de pessoa gelada. Essa fama teria inspirado a personagem de Meryl Streep no filme “O Diabo Veste Prada”, de 2006. Sua história com a VOGUE começou, após ingressar para a revista em 1983, no cargo até então inexistente de editora criativa, forjado especialmente para ela pelos diretores da Condé Nast, entusiasmados com seu trabalho na badalada revista New York. Anna passou mais de dois anos trabalhando a seu próprio modo na VOGUE, sem dar satisfações a Mirabella, até ser transferida para o cargo de editora da VOGUE britânica, em Londres. Ela mudou radicalmente a edição inglesa da revista, demitindo a maioria dos profissionais que lá trabalhavam, contratando novas estrelas do jornalismo fashion, mudando o enfoque editorial para uma maior praticidade, assumindo um controle total da revista com seu estilo gélido e autoritário e recebendo o apelido, que a perseguiria por anos, de “Nuclear Wintour”, uma brincadeira com a expressão “Nuclear Winter” (Inverno Nuclear) então em voga nos tempos de Guerra Fria, sobre um possível futuro do planeta após um holocausto atômico.


Em novembro de 1988, conseguiu então o cargo que perseguia desde criança: ser a editora-chefe da maior revista de moda do mundo, a VOGUE americana, com a saída de seu maior “desafeto”, Grace Mirabella. E chegou revolucionando, pois foi a primeira vez que uma calça jeans aparecia na capa de uma publicação. Preocupados com a ascensão da concorrente francesa Elle, lançada em 1985 em edição norte-americana, os diretores da Condé Nast depositaram suas esperanças em Wintour para colocar a revista novamente no topo, longe da concorrência. Ela apertou o foco da revista, sofisticando ainda mais o material editorial; rejuvenesceu as capas, trocando as fotos em close de estúdio utilizadas por Mirabella por fotos em plano americano ou corpo inteiro em luz natural – atualizando o estilo começado por uma de suas antecessoras dos primórdios da revista e um dos maiores ícones do mundo da moda, Diana Vreeland; lançando modelos adolescentes quase desconhecidas (entre elas, nos anos de 1990, a brasileira Gisele Bündchen, uma de suas favoritas, que já apareceu na capa da revista americana mais de 10 vezes); mostrando modelos de corpo e cabelos molhados na capa à luz do sol, até sem maquiagem; investindo na geração saúde da época; valorizando o trabalho de maquiadores, cabeleireiros, produtores e fotógrafos, ao mesmo tempo em que colocava em suas capas personalidades como estrelas de cinema e socialites americanas e europeias e até uma primeira-dama. Seu conhecido método de controle total foi implantado em tudo, texto e fotografia, que passaram a ter sua aprovação pessoal com mão de ferro. Além disso, descobriu, divulgou e ajudou a tornaram-se consagrados novos estilistas então desconhecidos como Marc Jacobs, Tom Ford e John Galliano, passando a determinar o parâmetro “fashion” mundial até para as revistas concorrentes. Não é a toa que hoje em dia vários desfiles de moda não começam enquanto Anna não chega.


Em pouco tempo sob seu comando, a revista VOGUE recuperou-se da influência de suas concorrentes diretas Elle, Harper’s Bazaar e Women’s Wear Daily, aumentando seu faturamento e tiragem. Sua obsessão por peles como adereços necessários ao luxo da moda e sua recusa em aceitar na revista anúncios pagos de associações de defesa dos animais, a colocou como alvo principal de entidades como a PETA, que em um desfile da Victoria’s Secret em 2002 invadiu a passarela para protestar com cartazes contra o desfile de Gisele Bündchen, uma de suas protegidas, coberta de peles, na presença de Wintour na primeira fila da audiência. Anna Wintour recebe mais de US$ 2 milhões de dólares anuais, além de todas as mordomias inerentes ao cargo, como US$ 50.000 para roupas que ela quase nunca compra, pois os estilistas mais famosos do mundo brigam para lhe vestir gratuitamente.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 17 de dezembro de 1892 
● Criador: Arthur Turnure e Harry McVickar 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Condé Nast Publications, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Robert Sauerberg Jr. 
● Editor-chefe: Anna Wintour (Estados Unidos) 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Edições internacionais: 23 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 900 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revistas de moda e estilo de vida 
● Concorrentes diretos: W, Harper’s Bazaar, Elle, Cosmopolitan, Marie Claire, Vanity Fair e InStyle 
● Ícones: A disputada capa da revista 
● Slogan: If it wasn’t in VOGUE, it wasn’t in vogue. 
● Website: www.vogue.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente, a revista VOGUE é publicada nos Estados Unidos (tiragem de 1.25 milhões de exemplares por mês), e possui 22 edições internacionais em países como Alemanha, Austrália, China, Japão, Coréia do Sul, Índia, Espanha, França, Itália, México, Reino Unido, Taiwan, Portugal e Brasil, onde a Edições Globo Condé Nast é a responsável por sua publicação, cuja tiragem é de aproximadamente 80 mil exemplares. Se somadas as vendas de suas edições internacionais a publicação tem uma circulação mensal mundial estimada em 2 milhões de exemplares. Todos os meses a revista VOGUE é lida por mais de 22 milhões de pessoas em 90 países no mundo, sendo 87.7% delas mulheres. O conteúdo das revistas com o título VOGUE podem ser acessados em múltiplas plataformas. 

Você sabia? 
Desde seu lançamento pouquíssimas celebridades femininas negras já posaram para a capa da revista, entre as privilegiadas estão, Donyale Luna (a primeira a aparecer na capa da VOGUE, na edição inglesa), a modelo Beverly Johnson (a primeira a ser fotografada em 1974, na edição americana), Halle Berry (atriz de “A Última Ceia”), a cantora Jennifer Hudson e a apresentadora Oprah Winfrey. 
Em todos esses anos apenas cinco homens apareceram na capa da VOGUE na edição americana: Richard Gere com Cindy Crawford (em novembro de 1992), George Clooney com Gisele Bündchen (junho de 1992), LeBron James com Gisele Bündchen (abril de 2008), Ryan Lochte com Hope Solo e Serena Williams (junho de 2012) e Kanye West com Kim Kardashian (março de 2014). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/12/2015

BENTLEY

Designer distinto, imponência britânica, acabamento luxuoso e detalhado, imagem forte e robusta, exclusividade, e uma tradição praticamente imbatível no segmento de automóveis de alto luxo. A marca BENTLEY é muito mais que um automóvel de luxo, seus proprietários, diga-se de passagem, poucos privilegiados no mundo, são pessoas que dão valor, não somente ao desempenho e estilo, mas principalmente a tradição. Embora sua linha atual abranja vários modelos, um BENTLEY de manufatura artesanal é inconfundível. Basta um relance dos faróis duplos, da grade frontal ou de suas linhas altas para reconhecer um.

A história
Uma das mais luxuosas e exclusivas marcas de automóveis do planeta nasceu pelas mãos do inglês Walter Owen Bentley, um engenheiro e aficionado por velocidade. Em 1905, com apenas 16 anos, ele foi trabalhar na divisão de locomotivas da companhia ferroviária britânica Great Northern Railway. Mas seria com os carros que W.O. Bentley, como era chamado, se tornaria reconhecido mundialmente. Sua saga começou em 1912 quando a família iniciou a importação de carros esportes da francesa DFP. E foi em uma visita à fábrica da DFP que ele teve uma idéia brilhante: ao ver um peso de papel feito em alumínio pensou em desenvolver pistões desse material para substituir os feitos de ferro fundido. A inovação de Bentley foi aplicada a motores radiais rotativos (nos quais os pistões giravam e o virabrequim ficava parado) de aviões da Primeira Guerra e, mais tarde, chegou aos automóveis.


A tradicional e clássica BENTLEY MOTORS foi fundada somente no ano de 1919, na cidade de Londres, nascida da parceria de W.O. e seu irmão, Henry. Já em seu primeiro ano produziu dois protótipos – EXP 1 e EXP 2, predecessores do 3-Litre, primeiro modelo oficial da montadora, lançado em 1921. Os protótipos revolucionaram o mercado com seu motor de 4 cilindros e 16 válvulas, comando no cabeçote e pistões de alumínio. Para a época era um feito e tanto. Dois anos mais tarde, o EXP 2 conquistou a primeira vitória da BENTLEY em competições esportivas, em uma prova disputada em Brooklands. Os modelos esportivos chegavam atingir 160 km/h, e para pará-los BENTLEY havia colocado freios nas quatro rodas (outra inovação para a época). Esse lendário modelo ainda existe e pertence à montadora. Já o EXP 1 foi destruído em um acidente nos anos 1920.


Com o modelo 3-Litre a montadora iniciou também sua história de sucesso em provas de automobilismo, com o clássico símbolo do “B” alado. Ettore Bugatti, já famoso fabricante de carros esportes, respeitaria logo o aguerrido adversário, ainda que apelidando o 3-Litre de “a carroça mais rápida do mundo”. A consagração da BENTLEY viria em 1924, com a primeira vitória na tradicional 24 horas de Le Mans. Em 1925, anunciaria o lançamento de um novo carro: o 6 ½-Litre. Bentley fez modificações no bloco anterior e transformou-o em um 6-cilindros, mantendo as 4 válvulas com comando no cabeçote. Esse motor tinha quase 1.1 litros por cilindro. Sua potência chegava a mais de 200 cv. Uma versão esportiva viria em 1928, batizada de SPEED SIX, que se tornaria o BENTLEY de maior sucesso nas pistas de corrida. A BENTLEY viria a tornar-se famosa pelas quatro vitórias consecutivas nas 24h de Le Mans, entre os anos de 1927 e 1930. Nesta época o seu maior competidor era a Bugatti, cujo peso e elegância, mas também fragilidade contrastava com a robustez e durabilidade da BENTLEY.


Com a enorme crise econômica gerada pelo período da Grande Depressão, em 1931, a Rolls-Royce comprou a BENTLEY, que se destacava pela qualidade e potência de seus bólidos esportivos. Por décadas ambas fabricaram automóveis exclusivos, luxuosos e que se tornaram objetos de desejo, como o Bentley Mark VI, Continental R (1952) e o Bentley T Series (introduzido em 1965). Os automóveis BENTLEY ganharam fama pelo seu desempenho esportivo e produção artesanal. Desde a mudança para a fábrica de Crewe, em 1946, a BENTLEY criou uma extensa linha de modelos esportivos com um padrão inigualável de qualidade.


A fábrica permaneceu sob o comando da Rolls-Royce até 1998, quando ambas foram compradas pela Volkswagen – numa manobra comercial em que venceu a BMW, que fornecia motores para as marcas e detinha a licença de uso da marca Rolls-Royce. As montadoras alemãs entrariam em acordo e, a partir de 2002, a VW ficou com a BENTLEY, entregando a Rolls-Royce à BMW. Já sob o comando da Volkswagen, a BENTLEY voltaria a correr em Le Mans após 71 anos de ausência. Foi em 2001, com o EXP SPEED 8, praticamente uma versão do Audi R8, vencedor da prova nas três edições anteriores. E a marca de W.O. Bentley se consagraria novamente, levando o lendário “B” alado e o bravo histórico de seus “Bentley Boys” ao primeiro lugar em 2003. Neste mesmo ano foi lançado o Bentley Continental GT, um grand tourer de duas portas com capacidade para 4 passageiros que viria a substituir os modelos Continental R e T, este último lançado em 1997.


A partir desta época a procura dos modelos fabricados pela BENTLEY aumentou de tal modo que os clientes chegavam à esperar um ano para que o seu carro fosse entregue. Em 2006, ano em que comemorou os 60 anos de atividade da fábrica de Crewe, a BENTLEY introduziu o Continental GT Diamond Series, uma série especial limitada a apenas 400 unidades. Neste mesmo ano estreou no mercado o Bentley Continental GTC, a versão conversível do famoso modelo Continental. Sob o comando da VW a montadora vive seus melhores anos com as vendas em altas: Em 2010 comercializou 5.177 unidades; em 2009 4.616; em 2008 7.600 unidades, contra 10.014 unidades (um recorde em sua história) em 2007; 9.000 em 2006; 8.500 automóveis em 2005; 6.500 em 2004 e apenas 1.000 no ano de 2003. Em 2008, uma das marcas mais tradicionais do mundo automobilístico se rendeu ao motor flexfuel, que usa tanto gasolina como etanol. A BENTLEY apresentou o modelo em março de 2009. Recentemente, em 2010, a exclusiva marca inaugurou sua primeira concessionária na cidade de São Paulo, onde seu modelo mais conhecido, o BENTLEY CONTINENTAL GT, é comercializado por nada menos que R$ 928.000.


Os modelos atuais
CONTINENTAL GT: um cupê de duas portas com capacidade para quatro pessoas lançado em 2003, como substituto do modelo Continental R e T. Este modelo representou uma nova era para a BENTLEY: primeiro modelo lançado desde que a marca foi adquirida pela Volkswagen. Pela primeira vez a BENTLEY saía debaixo das asas da Rolls Royce. O modelo está em sua segunda geração, que oferece ainda como item opcional o sistema de som da britânica Naim (US$ 7.015), que proporciona uma verdadeira sinfonia aos tímpanos com 1.100 watts de som digital.
CONTINENTAL FLYING SPUR: um luxuoso sedã lançado em 2005. O modelo é a versão quatro portas do Continental GT.
CONTINENTAL GTC: apresentado em setembro de 2005, é um belíssimo cupê conversível com o mais puro DNA da marca BENTLEY. O modelo é equipado com um motor W12 biturbo 6,0-litros de 560 cv, sistema de tração nas quatro rodas e suspensão a ar, que tornaram os outros modelos da linha mais do que festejados. A diferença é que carro o também ultrapassa os 300 km/h (chega a 312 km/h, para ser mais exato), mas o faz com a capota arriada (306 km/h, neste caso).
CONTINENTAL SUPERSPORTS: o modelo introduzido no mercado em 2010 é uma versão super esportiva do tradicional Continental, cujo desempenho é superior em relação ao tradicional, graças a mudanças técnicas em benefício da redução de peso. Essa redução foi obtida através da introdução de novos bancos, tipo concha feitos em fibra de carbono e revestidos em Alcântara e couro costurado a mão. Aliás, todo o carro é feito à mão e no mais primoroso trabalho de manufatura manual, a BENTLEY entrega para o cliente um automóvel da mais alta qualidade nos quesitos construção e segurança, esta garantida pela tecnologia empregada no sistema de freios – feitos de cerâmica e 20 kg mais leves – suspensão e chassi. Sob o capô, uma usina de força com 12 cilindros em W, 6.0 litros e turbo compressor. Os 621 cv de seu W12 o fazem partir do 0 até os 100 km/h em apenas 3.9 segundos e alcançar 329 km/h de velocidade final.
MUSLANNE: lançado no mercado em 2010, um sedã de porte grande equipado com um poderoso motor V8. De linhas clássicas, o bólido conjuga muita força ao ambiente interno requintado como o palácio de um nobre britânico. Credenciais que levam o modelo à galeria de carros de sonhos. Não é só no desenho que o carro faz referência ao passado. O nome vem da enorme reta do circuito de Le Sarthe, no qual são disputadas as provas das 24 de Le Mans. Por essa reta, atualmente interrompida por chicanes, passaram modelos da BENTLEY que ganharam a prova pela primeira vez em 1924.


O berço da BENTLEY
Reconhece o nome Crewe? Para entusiastas automotivos somente a menção dele já faz o coração palpitar. É nesta pacata cidade, no interior da Inglaterra, que desde 1946, estão reunidas todas as operações da BENTLEY, em uma instalação fabril com mais de 60 anos de existência, que acolhe quatro mil trabalhadores (500 deles nas áreas de design e engenharia), produz anualmente dez mil automóveis (e a produção está toda vendida) e onde passado, presente e futuro convivem de forma quase única. Não existem muitos locais no planeta onde, lado a lado (embora em linhas de produção distintas), seja produzido um modelo com o nível de modernidade do Continental (nas suas várias versões) e outros quase artesanalmente. Se, no primeiro caso, o nível de automatização é relativamente elevado, no segundo, boa parte do processo de fabricação é manual, ou, pelo menos, recorrendo a processos e técnicas convencionais, essencial para permitir o grau de personalização que sempre foi uma das características mais fortes de seus automóveis.


Todos os modelos da marca britânica podem ser personalizados e existem 51 opções de tons para o exterior do veículo, sete opções de madeira, mais de 12 tipos de rodas e 18 cores internas. Isso torna seus carros únicos, transformando-os em objetos de desejo. Conhecer de perto as seções onde são tratados e aplicados os revestimentos em pele é uma experiência única. Nada menos do que seis tipos de madeira estão disponíveis, e nesta área (que alguém carinhosamente define como “a maior marcenaria do mundo”) convivem máquinas modernas de corte a laser com processos e maquinário com 60 ou mesmo 80 anos de idade. Tal como no caso das peles, a maioria provém da Escandinávia, aproximadamente 11 peças completas e 12 horas são necessárias para forrar um modelo Continental; número que se eleva para 17 a 25 peças, dependo do grau de personalização pretendido pelo cliente. Para se ter idéia, o Continental GT, um cupê de duas portas, leva aproximadamente 150 horas para ficar pronto, enquanto um carro popular leva, em média, 17 horas para ser produzido.


Os “Bentley Boys”
W.O. Bentley era um apaixonado entusiasta do esporte a motor, mas nem sempre tinha disposição para enfrentar horas ao volante de um carro – o que ele fez pessoalmente algumas vezes. Surgiram, então, os chamados “Bentley Boys”, pilotos amadores, em sua grande maioria, aventureiros endinheirados que não corriam pelo pagamento, mas pelo amor ao esporte – e pela inegável prova de coragem. O primeiro deles foi John Duff, que não era exatamente rico – pretendia ser um concessionário BENTLEY. Mas esbanjava coragem e, após algumas importantes vitórias, conquistou a tradicional prova de 1924 em Le Mans, tendo Frank Clement como seu co-piloto. Clement, aliás, era o responsável pelos “departamentos” de corrida e desenvolvimento da BENTLEY, sendo ele próprio o piloto de testes. O núcleo central dos Bentley Boys seria consolidado nos anos seguintes por Dr. Dudley Benjafield (“Benjy”, um médico bacteriologista), Clement, Bertie Kensington Moir e Sammy Davies, editor de esporte da centenária revista inglesa Autocar. A esse grupo juntou-se Woolf Barnato, rico explorador de diamantes na África do Sul. Na verdade, as corridas eram a segunda atividade de Barnato na fábrica inglesa.


Em 1926 a BENTLEY atravessava intensas dificuldades financeiras e W.O. – que, a despeito de ser um ótimo engenheiro, era um péssimo administrador – vendeu parte da montadora a Barnato, que assumiu a maioria acionária e a presidência. O fundador permaneceu como diretor administrativo. Nesta época ele começou a trabalhar numa versão de maior cilindrada do 3-Litre – o 4 ½-Litre. Então surge outro “Bentley Boy”, o inglês Henry “Tim” Birkin, tido como um dos melhores pilotos da Inglaterra até hoje. Após guiar o 4 ½-Litre em provas na Irlanda, França e Alemanha, Tim obteve a permissão de Woolf Barnato para fazer algumas melhorias no carro. Contrariando W.O. Bentley, que não admitia qualquer tipo de sobre-alimentação em seus carros (ele gostava da frase “there’s no replacement for displacement”, algo como “não há substituto para cilindrada”), Birkin instalou um compressor no 4 ½-Litre, criando um dos mais interessantes carros de corrida da história – o BLOWER BENTLEY. Mas o “Blower” sofria com a falta de durabilidade, e as quebras o impediram de conquistar maiores vitórias. Isso, no entanto, não o impediu de se tornar o carro de James Bond nos livros originais. Suas incursões em Le Mans foram sempre emocionantes. Como na prova de 1930, em que a BENTLEY bateu a equipe Mercedes-Benz e o lendário piloto Rudi Caracciola, conquistando sua 5ª vitória na prova. Depois da vitória, a BENTLEY anunciou sua retirada das pistas.


O BENTLEY BOND
Um dos proprietários mais famosos de um BENTLEY, na verdade, nunca existiu. Ele é o agente 007, conhecido como James Bond, do Serviço Secreto de Sua Majestade. Nos romances originais de Ian Fleming, Bond possuía vários modelos da marca inglesa (nos filmes ele normalmente dirigia um Aston Martin). Nos três primeiros livros de James Bond, o espião conduzia sempre um carro da marca BENTLEY, que posteriormente foi trocada pela também inglesa Aston Martin, que na década de 50 exaltava para o mundo a esportividade dos carros britânicos. Fontes ainda indicam que a BENTLEY era a marca de automóveis preferida de Ian Fleming. O primeiro BENTLEY utilizado por James Bond foi destruído em “Moonraker” (“007 Contra o Foguete da Morte”, no Brasil), devido a uma perseguição com um caminhão. Em 2008, a editora inglesa Penguim Books, lançou o livro “Davil May Care”, história inédita sobre o agente secreto da coroa britânica James Bond. Mas, ao contrário dos últimos filmes da série, o meio de transporte do espião não era um Astion Martin. Desta vez, os aparatos tecnológicos e armamentos de última geração foram instalados em um BENTLEY. O livro, com tiragem limitada em 300 exemplares, imita o aspecto do manual do proprietário de modelos da marca dos anos 50 e 60 e homenageia Ian Fleming, criador do 007. Já a trama leva a assinatura do escritor Sebastian Faulks, conhecido na Europa por seus romances policiais. O livro podia ser encomendado por R$ 2.500.


Alguns proprietários não-fictícios dos modelos da marca inglesa também obtiveram grande fama. O rapper Jay-Z menciona a marca inglesa em várias de suas canções e também os dirige pelas ruas. Ludacris possui um BENTLEY Continental GT prateado - ele afirma que virou fã por causa de seu amigo Shaquille O’Neal. Shaq, inclusive, é dono de um BENTLEY que dizem conter um logotipo personalizado do Super-Homem montado na grade dianteira. Alguns outros proprietários famosos do BENTLEY são: Paris Hilton (celebridade presa em seu BENTLEY por dirigir com uma carteira de motorista suspensa), Kobe Bryant (estrela de basquete dos Los Angeles Lakers), Fabolous (rapper e orgulhoso proprietário de um dos modelos da marca), The Game (rapper e ex-proprietário de um BENTLEY, que doou seu carro em um leilão para levantar recursos para vítimas do Furacão Katrina) e Xzibit (rapper e proprietário de um BENTLEY Continental GT).


Dados corporativos
● Origem:
Inglaterra
● Fundação: 18 de janeiro de 1919
● Fundador: Walter e Henry Bentley
● Sede mundial: Crewe, Inglaterra
● Proprietário da marca: Volkswagem Group
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman & CEO:
Wolfgang Duerheimer
● Faturamento: €721 milhões (2010)
● Lucro: - €245 milhões (2010)
● Vendas anuais: 5.117 unidades (2010)
● Concessionárias: 180
● Presença global:
90 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 4.000
● Segmento: Automobilístico
● Principais produtos:
Automóveis de luxo
● Principais concorrentes:
Rolls-Royce, Jaguar e Bugatti
● Ícones: O famoso “B” alado
● Website: www.bentleymotors.com

A marca no mundo
A exclusiva marca BENTLEY vende seus automóveis em mais de 90 países ao redor do mundo, tendo na América do Norte (que absorve 40% da produção), Europa, China e principalmente Oriente Médio como seus maiores mercados. Atualmente a marca é representada por mais de 180 concessionárias no mundo inteiro, vendendo em 2010 pouco mais de 5.100 unidades.

Você sabia?
Desde 2008 todos os modelos da BENTLEY são equipados com poderosos e sofisticados sistemas de som projetados pela renomada marca britânica NAIM.
O automóvel da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, reflete a sua personalidade aristocrática. Trata-se de um Bentley Arnage Royal, uma jóia de US$ 15 milhões dada de presente à rainha pela montadora de veículos em comemoração aos 50 anos de reinado, o chamado Jubileu de Ouro, em 2002.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 21/7/2011

CASA DO PÃO DE QUEIJO


O pão de queijo é uma comida típica mineira assim como o acarajé na Bahia. Mas seu maior divulgador, responsável por tornar seu consumo um hábito para milhões de brasileiros, foi a rede CASA DO PÃO DE QUEIJO, que passou a ser sinônimo de qualidade, higiene e rapidez de serviço, proporcionando ao consumidor saborear um pão de queijo sempre quentinho saído do forno na hora. 

A história 
A ideia para a fundação da CASA DO PÃO DE QUEIJO começou a germinar na década de 1960 em São Paulo, quando certo dia, o engenheiro Mário Carneiro recebeu em sua casa a visita de Belarmino Iglezias, dono do sofisticado restaurante paulistano Rubayat. Belarmino, sem querer, foi quem fomentou o início do negócio: ele provou os pães de queijo feitos pela mãe de Mário e ficou encantado. Daí para aparecer no couvert do badalado restaurante foi um pulo. Mário convenceu a mãe, uma mineira de Monte Alegre, a produzir os pães para o restaurante, começando, assim, a história da CASA DO PÃO DE QUEIJO. Com a produção cada vez maior para o restaurante, ele resolveu alugar uma sala, mas tinha a certeza de que ainda precisaria de mais espaço. Um belo dia, seu pai, Alberto, passeando com ele por uma rua no centro da cidade, viu uma loja fechada e sugeriu que a alugasse para abrir, ali, a primeira CASA DO PÃO DE QUEIJO.


A primeira loja foi inaugurada em 1967, na tradicional Rua Aurora, centro da cidade de São Paulo, dando o pontapé inicial em um projeto que se tornaria uma das maiores redes de alimentação do país. A ideia foi servir para os paulistanos o famoso pão de queijo, receita original de Dona Arthêmia, mãe de Mário, e personagem retratada no logotipo da marca. A tradicional receita de sua mãe, que é mantida em segredo até os dias de hoje, fazia sucesso entre conhecidos desde a década de 1930 na região de Uberlândia. Até então, o produto pão de queijo, típico da região de Minas Gerais, não fazia parte do hábito alimentar dos paulistanos. A loja foi um enorme sucesso, chegando a comercializar em seu primeiro dia de funcionamento mais de 2.000 pães de queijo. Inicialmente os pães de queijo eram colocados em uma cestinha no balcão coberta com um pano de prato bordado. As pessoas escolhiam, pegavam e saíam comendo pelas ruas. Com o tempo passou a oferecer refrigerante caçulinha para acompanhar. Com o passar dos anos, a linha de produtos cresceu (foram adicionados ao cardápio salgados, sanduíches, folhados, chás, cafés e sucos), assim como a demanda dos consumidores por mais lojas.


Foi então, em 1981, que o filho do fundador, Alberto Carneiro Neto, ingressou na empresa reformulando muita coisa: primeiro, padronizou as cores das lojas, o sistema de caixa, aumentou o números de unidades (até então eram apenas três lojas) e, sobretudo, a qualidade da produção com a inauguração em 1983 de uma fábrica no bairro da Barra Funda. Em 1987, já com 13 lojas próprias, sempre bem localizadas e prontas para atender os consumidores que vinham de todos os lugares saborear os famosos pães de queijo, iniciou o projeto de formatação de um sistema de franquia, com produtos e técnicas operacionais e de vendas padronizado, agregando mais valor à imagem da simpática Dona Arthêmia que passou a ser sua marca registrada.


Com média de uma nova loja inaugurada a cada ano, o negócio que até então havia se mantido como uma empresa familiar figurava entre os mais prósperos comércios do ramo de alimentação da época, agregando a um sistema operacional eficiente, lojas bem operadas e localizadas, boa lucratividade e produto de baixo preço. A morte de Mário, em 1993, formalizou a liderança de seu filho que já vinha há tempos tocando a operação da rede. Em 1994, foram inauguradas franquias em Diadema, Mauá, Santo André, São Bernardo e São Caetano. No final desta década, o cardápio recebeu novas variações, como o pão de queijo com recheio injetado e o panini, uma massa folhada e prensada numa tostadeira para deixá-la mais esticada, quente e crocante, recheada com ingredientes de alta qualidade, como por exemplo, presunto, queijo, salame, manteiga ou até mesmo creme de avelã. A rede também ingressou com tudo na onda dos sucos de polpa. Mas um produto em particular, além é claro do pão de queijo, foi fundamental para aumentar as vendas: o café espresso.


Em 2000, a empresa expandiu novamente seu cardápio com a introdução de produtos inéditos, entre os quais, o sorvete de iogurte, novas versões de sucos, sanduíches lights e reforço na família de doces brasileiros com deliciosas sobremesas, como por exemplo, doce de leite e abóbora com coco. No início de 2001, a empresa passou a ser uma marca internacional, com a inauguração de unidades em Portugal. Porém a rede precisou se adaptar ao hábito local de se tomar café com algum acompanhamento doce. Ou seja, a tradição brasileira do café com pão de queijo não se repetiu no mercado português. Neste ano a rede começou a utilizar o formato delivery (entrega a domicílio), em fase de testes em sua loja-conceito. Com o sucesso do novo canal de vendas, a entrega em domicílio começou a ser oferecida em algumas de suas unidades (atualmente algumas lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte e Roraima disponibilizam o serviço). Nesta época, para atender a constante e alta demanda a empresa inaugurou uma nova fábrica em Itupeva, interior de São Paulo.


Em 2002 a CASA DO PÃO DE QUEIJO já possuía mais de 300 lojas em 14 estados brasileiros e a liderança absoluta neste segmento. Além das franquias, a rede implantou o famoso sistema de torres, espécies de vitrines com produtos da rede instaladas em outros tipos de estabelecimentos como escolas e lojas de conveniências. Novos produtos também foram adicionados ao cardápio, ampliando assim as opções para os consumidores. Em 2004 a rede experimentou uma nova experiência internacional, quando começou a funcionar dentro de uma loja de conveniência no sistema “loja dentro da loja”, uma espécie de posto avançado da rede. No local eram vendidos quase todos os produtos do cardápio, com exceção de alguns folhados. Miami foi a cidade escolhida como porta de entrada. O motivo foi a similaridade dos produtos brasileiros com a cultura da região, tradicional reduto hispânico.


Em 2008, a rede começou a adotar um novo posicionamento. Seguindo a tendência das cafeterias de luxo, a empresa desenvolveu um projeto para atender os apreciadores de café e frequentadores do Shopping D&D em São Paulo. O novo ponto de venda tinha mesas, sofás e foi projetado pela área de arquitetura da rede que, a pedido do grupo, desenvolveu um modelo diferenciado com estilo contemporâneo, madeira no tom marrom-escuro e acabamento de pastilhas beges. Já o balcão era iluminado, dando destaque às pastilhas verdes, extremamente tradicionais na decoração de suas lojas. No ano seguinte a empresa expandiu sua área de atuação ao lançar pães de queijo congelados para venda direta no varejo (supermercados).


No final de 2010, a rede trouxe mais uma novidade para o seu cardápio: o pastel de forno da Vovó. Com farto recheio, assado e servido quentinho, o novo quitute foi desenvolvido pela própria empresa a partir de uma tradicional receita, igualzinha àquela feita pelas nossas avós. Pouco depois, em 2012, a rede estreou na categoria panettones com dois sabores que remetiam à brasilidade e às delícias preparadas pela vovó: Doce de Leite e Goiabada. Além disso, a empresa combinou as franquias Casa do Pão de Queijo e O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, da qual é proprietária no mercado brasileiro, em um único espaço (loja), apostando assim no modelo de co-branding para expandir a rede e oferecer aos consumidores produtos que se complementem.


A evolução visual 
A inconfundível imagem da Vovó Arthêmia passou a fazer parte da identidade visual da marca em 1987. Mais recentemente a CASA DO PÃO DE QUEIJO reformulou sua identidade visual apresentando um novo logotipo. Nesta nova identidade a figura da Vovó Arthêmia, que na vida real morreu em 1997 aos 92 anos, ganhou ar mais moderno e limpo, cores mais vivas (amarelo e verde), além de uma nova tipografia de letra. O logotipo pode ser aplicado na horizontal ou na vertical.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1967 
● Fundador: Mário Carneiro 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: CPQ Brasil S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Alberto Carneiro Neto 
● Faturamento: R$ 400 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 450 
● Presença global: 3 países 
● Presença global: Sim 
● Funcionários: 6.000 (incluindo franqueados) 
● Segmento: Alimentação rápida 
● Principais produtos: Pães de queijo, folhados, sucos e cafés 
● Concorrentes diretos: Fran’s Café, Rei do Mate, Café do Ponto e Forno de Minas 
● Ícones: Vovó Arthêmia 

A marca no mundo 
Hoje a rede conta com mais de 450 lojas (presente em 25 estados brasileiros), incluindo quiosques, e localizadas nos principais shoppings, hipermercados, galerias, hospitais, ruas e avenidas, além dos mais de 1.000 pontos de venda dentro de outros estabelecimentos em todo Brasil. É atualmente uma das maiores redes de franquias do setor de alimentação no Brasil, em número de lojas. Além disso, a rede possui uma loja em Miami e outras três em Portugal. Anualmente, a rede atende aproximadamente 40 milhões de pessoas, serve mais de 35 milhões de pães de queijo, 22 milhões de xícaras de café, 5 milhões de folhados, 5 milhões de sanduíches e 5 milhões de sucos. 

Você sabia? 
A receita original dos famosos e deliciosos pães de queijo da rede leva 30% de queijo na massa (o dobro de uma receita tradicional), além de utilizar dois tipos de queijo: meia cura e frescal. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).  
Última atualização em 31/10/2014