17.10.06

TILIBRA


A época de volta às aulas é muito marcante na vida dos estudantes, que ficam repletos de expectativas diante das mudanças de um novo ano. A memória da vida escolar registrada em cada objeto ajuda a construir o conhecimento e a personalidade de cada um. Há mais de 80 anos, a TILIBRA está presente nesses momentos com um companheiro inseparável, o caderno. Por meio dele, milhões estudaram, cursaram primário, secundário e universidades. Mas o mais importante, milhões escreveram ensinamentos para uma vida toda. Por isso, a marca se consolidou como líder, presente no dia a dia de crianças, jovens e adultos, e agradando aos mais diversos estilos e necessidades inúmeros outros produtos. 

A história 
Tudo começou no dia 8 de dezembro de 1928 quando o carioca João Batista Martins Coube resolveu vender sua casa e começar seu próprio negócio com uma modesta porta comercial na cidade de Bauru, interior paulista, com o nome de Typografia Brasil. O novo negócio, que empregava quatro funcionários, passou a fabricar cadernos escolares cada vez mais inovadores. Em pouco tempo o prédio ficou pequeno para comportar a expansão da empresa que passou a comercializar também brinquedos, tintas, artigos para escritório e engenharia. Com isso a empresa se mudou para uma sede maior. Já nos anos de 1940 o negócio foi expandido mais uma vez, incluindo não só tipografia, mas também uma livraria. A denominação foi mudada então para Tipografia e Livraria Brasil, se tornando a primeira sociedade anônima da cidade de Bauru. No final desta década, em 1949, ocorreu a inauguração de um moderno prédio de quatro andares, onde a loja ficava localizada no pavimento térreo e a gráfica nos andares superiores.


No início da década de 1950, a empresa já contava com representantes comerciais em onze estados brasileiros, distribuindo seus produtos em boa parte do país, e uma forte política de investimentos em modernas máquinas gráficas. Em 1960, a marca virou um acrônimo formado pelas primeiras sílabas das três palavras que constituíam o antigo nome da empresa, passando oficialmente a se chamar TILIBRA (Tipografia e Livraria Brasil). O início da década de 1970 foi marcado pelo falecimento do fundador. A partir de então seus quatro filhos, Luiz, Henrique, Sérvio e Ruben, deram continuidade ao trabalho iniciado pelo pai, dando início a uma nova fase na história da TILIBRA.


Nos anos de 1980 a empresa consolidou a qualidade dos produtos, investiu constantemente em tecnologia avançada, adotou um marketing agressivo e iniciou o licenciamento de grandes marcas e personagens famosos como Garfield e Snoopy, que passaram a estampar as capas de seus cadernos. A TILIBRA começou a trabalhar com licenciamento ao perceber que o mercado consumidor valorizava a imagem dos personagens e isso poderia agregava valor aos seus produtos. Ainda nesta década a TILIBRA participou da primeira Feira Escolar no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Na década seguinte a empresa assinou contratos de exclusividade para utilizar a imagem de artistas e personagens famosos como Xuxa e Comandos em Ação, além de introduzir marcas próprias como Click e Grafite. Ainda nesta década, em 1995, com a chegada de personagens famosos da Disney como Mickey Mouse, Minnie e Ursinho Pooh, solidificaram ainda mais os diferenciais dos produtos da marca. Em 2003, a empresa criou a marca Jolie, representada por delicadas personagens acompanhadas por animais, que surgiu para atender o desejo de meninas que gostam de produtos delicados e sofisticados e se identificam com a riqueza de detalhes das personagens.


A TILIBRA foi adquirida em agosto de 2004 pela empresa americana MeadWestvaco, líder global em produção e soluções de embalagens, que atuava também no mercado de produtos ao consumidor, materiais de escritório e produtos químicos especiais. Nos anos seguintes, com a marca própria Menininhas (criada em 2002 e representada pelas personagens pré-adolescentes Kizy Lie, Mel, Cléo, Tamy e Luly), a TILIBRA ingressou na área de licenciamento, mas dessa vez como detentora da marca, já que além de ilustrar seus próprios cadernos, passou a trazer faturamento via licenciamento em outras áreas de consumo. Para se ter ideia da importância da marca nesta época, em 2006, quatro em cada dez cadernos vendidos no Brasil eram TILIBRA. Mais de 50% das agendas comercializadas no país também eram da marca. O ciclo de novidades não teve fim na TILIBRA: em 2008, a fabricante lançou calculadoras, grampeadores, quadros brancos, pastas, fitas adesivas, tesouras, colas, massas de modelar, entre outros produtos. Em pleno período de recuperação da crise econômica internacional, a TILIBRA comprou a Grafon’s Company Gráfica, uma fábrica de cartões de expressão social, papéis para presentes e cadernos de alta qualidade.


Não bastava produzir cadernos, agendas e tantos outros produtos escolares e de papelaria. A TILIBRA também resolveu ingressar no mercado de instrumentos de escrita. Canetas, lápis, lapiseiras, giz de cera, marca-texto, corretivos, borrachas e apontadores foram as novidades da empresa para o volta às aulas de 2010. E até produtos eletrônicos, como fones de ouvido, foram adicionados a sua linha de produtos. Em 2012, através de um processo de fusão, a divisão de negócios de papelaria do grupo MWV (incluindo a TILIBRA) juntou-se à ACCO Brands, uma empresa que em mais de 100 anos de história tem sido um dos maiores fornecedores mundiais de produtos para escritório, materiais de consumo e soluções em acabamento de impressão.


Atualmente, a TILIBRA trabalha com marcas próprias (como Menininhas, Jolie Clube e Plush Poison) e licenças de personagens, seriados e artistas (entre os quais Mickey Mouse, Chaves, Toy Story, Betty Boop, Simpsons, My Little Pony, Mônica, Family Guy, Hot Wheels, Carrossel, Chiquititas, Game of Thrones, Transformers, Marvel, entre outros). Seu principal produto, o caderno, é oferecido em diversas versões de 40, 48, 50, 60, 70, 80, 96, 100, 192, 200 e 320 folhas. Além disso, eles são oferecidos com capa dura, estilo fichário, com capas para guardar folhas soltas dentro, com adesivos, pedagógicos (caligrafia, cartografia, aritmética e desenho), dentre outros modelos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo de sua história. Na última delas o logotipo ganhou um tom de azul escuro.


Os slogans 
Quem é fã vai de Tilibra. (2015) 
Tilibra, do jeito que você pensa.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 8 de dezembro de 1928 
● Fundador: João Batista Martins Coube 
● Sede mundial: Bauru, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Tilibra Produtos de Papelaria Ltda. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da ACCO Brands Corporation) 
● CEO: Boris Elisman 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 18 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Papelaria 
● Principais produtos: Cadernos, agendas, fichários, lápis e canetas 
● Concorrentes diretos: Bic, Moleskine, Faber-Castell, Crayola, Spiral, Foroni e Jandaia 
● Ícones: Os cadernos escolares de capa dura 
● Slogan: Quem é fã vai de Tilibra. 
● Website: www.tilibra.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a TILIBRA é a marca líder e maior fabricante de cadernos do mercado brasileiro, além de atuar no segmento de material escolar (cadernos, estojos, bolsas e acessórios), linha casa (produtos para uso diário, voltados especialmente para o público feminino) e escritório, com seus produtos presentes em papelarias, livrarias e outros estabelecimentos comerciais. Seus produtos são exportados para mais de 18 países como Estados Unidos, Canadá, Chile, Costa Rica, Equador, Paraguai, Argentina, Bolívia, Venezuela, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai. Somente no Brasil seus produtos são distribuídos através de 270 mil pontos de venda espalhados em todo o território nacional. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/5/2015

VIRGIN


Onde há uma oportunidade, lá está Sir Richard Branson e sua marca, a VIRGIN, pronto para fazer acontecer. Seu grupo começou com uma gravadora e lojas de discos, depois decolou com o transporte aéreo espalhando-se para serviços diversos como bancários, viagens, entretenimento, saúde e fitness e comunicação. Hoje são mais de 60 empresas sob a poderosa marca VIRGIN. O incansável espírito de empreendedorismo e inovação de Sir Richard criou um grupo diversificado. A motivação para criar um novo negócio pode ser uma paixão pessoal (seu gosto por viagens de balão deu origem à Virgin Balloon Fligths), satisfazer-se como consumidor (a dificuldade, em determinada ocasião, de conseguir um voo para Porto Rico fez com que criasse a Virgin Atlantic Airways) ou desafiar marcas consolidadas (o que o levou a criar a Virgin Cola, considerada um fracasso). “Começo uma empresa quando encontro algo que me interessa”, disse certa vez em uma entrevista à revista The New Yorker. E assim é o espírito da VIRGIN. 

A história 
As empresas do Grupo VIRGIN são tão criativas e fantásticas como a personalidade de seu criador: Sir Richard Charles Nicholas Branson, um simpático barbicha com cara de roqueiro maluco. Ele é mesmo um homem incomum. Gago e tímido foi mau aluno, o que levou seu pai a dizer que “Richard não seria grande coisa na vida”. Ledo engano. Começou sua empreitada em 1968 juntamente com seu amigo de escola John Holland-Gem, quando fundou a Student, uma revista alternativa para a juventude, que conectava estudantes e abordava temas de importância social, como por exemplo, gravidez na adolescência e tentativas de suicídio. O lado social sempre esteve presente nas iniciativas dele, sendo um dos fatores de seu sucesso até os dias de hoje. Feita por estudantes para estudantes, a publicação conseguiu a proeza de vender US$ 8 mil em anúncios publicitários logo em sua primeira edição. O dinheiro foi suficiente para custear a primeira impressão de 50 mil exemplares gratuitos, e fez Richard abrir os olhos para o grande potencial do que tinha em mãos. Os negócios começaram a prosperar e, quando a circulação aumentou, ele decidiu abandonar a escola. O diretor lhe disse: “Branson, de duas, uma: ou você se tornará um milionário, ou vai acabar na cadeia”. Ambas as previsões se realizaram. Poucos anos depois, em fevereiro de 1970, juntamente com seu amigo Nik Powell, fundou a empresa que viria a se tornar a VIRGIN, começando a vender discos pelo correio. O nome VIRGIN foi escolhido porque era o primeiro negócio oficial de Sir Richard Branson. Como algumas operações eram internacionais, em um imbróglio fiscal, foi preso pelas autoridades aduaneiras e libertado com pagamento de fiança pouco depois.


No ano seguinte já inaugurava a primeira loja (imagem acima) em plena Oxford Street na cidade de Londres, um lugar onde, além de comprar discos, as pessoas podiam se encontrar e ouvir músicas. Em 1972, já então com 20 lojas em funcionamento, fundou seu primeiro estúdio de gravação o VIRGIN RECORDS, localizado em uma mansão em Shirton-on-Cherwell, próximo a Oxford, e que se tornaria um marco na indústria musical. Em 25 de maio de 1973, a gravadora lançou seus primeiros quatro álbuns, entre os quais, Tubular Bells, de Mike Oldfield, que se tornou um dos maiores sucessos de vendas da década, com mais de cinco milhões de exemplares comercializados. Em três anos, a VIRGIN era a empresa mais quente do mercado britânico, e Branson, com quase 24 anos, já era milionário.


Os próximos anos foram dedicados a crescer e diversificar o portfólio de empresas e produtos, a maioria delas sob a poderosa imagem da marca VIRGIN, na cor escarlate como o sangue. E a gravadora ganhou ainda mais notoriedade ao assinar contrato com a banda punk Sex Pistols em 1977, e cujo disco “Never Mind the Bollocks” fez enorme sucesso no mercado britânico. Além da repercussão mundial que causou, o disco abriu as portas para uma enxurrada de novas bandas do estilo punk, divulgando ainda mais o nome da gravadora. Aproveitando-se disso, a VIRGIN assinou com nomes como Culture Club, Rolling Stones e Genesis, tornando-se uma das maiores gravadoras do mundo. Ainda nesta década a empresa se expandiu com a abertura, em 1978, de seu primeiro night-club, chamado The Venue, onde atuavam os artistas da gravadora. Logo depois, a VIRGIN RECORDS começou a atuar no mercado internacional, inicialmente por meio de licenças, e mais tarde estabelecendo subsidiárias próprias, a primeira delas na França. Finalmente em 1981 a VIRGIN começava a ganhar dinheiro. Phil Collins, ex-baterista dos Genesis, assinou com a empresa. Neste momento a VIRGIN MUSIC tinha nove músicas no Top 20 britânico. Apesar do sucesso, Sir Richard parecia não ter limites, comprando o clube Roof Gardens, em Kensington, e o clube gay Heaven, em Charing Cross, além de lançar a revista Event. Em 1982, mais dois artistas importantes, Boy George e os Culture Club, assinam os direitos mundiais com a VIRGIN.


No ano seguinte, ele procurava novos negócios para investir. Nascia então a VIRGIN VISION (precursora da VIRGIN COMMUNICATIONS), criada para distribuir filmes e vídeos e operar no setor de televisão; a Vanson Developments, para explorar oportunidades na promoção imobiliária no Reino Unido; e a VIRGIN GAMES, editora de software de jogos para computador. Porém, uma de suas maiores apostas, começou a florescer em 1984, quando o advogado americano Randolph Fields propõe a Richard investir em uma companhia aérea. Nasciam assim a VIRGIN ATLANTIC AIRWAYS e a VIRGIN CARGO, duas das empresas que seriam as mais rentáveis do grupo. Em 1988, a empresa vendeu 67 das 102 lojas VIRGIN à empresa W.H. Smith, para financiar a instalação da VIRGIN MEGASTORES em Paris, e quitar a dívida da Virgin Atlantic Airways, que comprava, neste ano, o seu quarto avião.


Em 1990 nascia a VIRGIN LIGHTSHIPS para desenvolver um novo tipo de publicidade em balões a hélio, iluminados internamente. No ano seguinte ocorreu o lançamento da primeira estação de rádio comercial de rock, a INR2. Em 1992 o grupo vendeu a VIRGIN MUSIC, a joia da coroa de Sir Richard, para a Tohrn EMI por US$ 1 bilhão. Com dinheiro em mãos, investiu em outras empresas do grupo, em especial na companhia aérea. Em 1996 nascia a VIRGIN BRIDE, em Londres, que chegou a ser a maior loja de noivas da Europa, e a VIRGIN NET, empresa de internet do grupo.


Quando parecia que a saga de Sir Richard tinha chegado ao fim, ele lançou novos serviços como uma empresa de cosmético e cuidados pessoais em 1997; serviços financeiros; o refrigerante VIRGIN COLA, que estreou oficialmente em Nova York no ano de 1998; o cartão de crédito VIRGIN em 2002; uma empresa para explorar o turismo espacial; uma companhia aérea de baixa tarifa na Nigéria; além do lançamento do serviço de telefonia móvel em outros países como Estados Unidos, Canadá e África do Sul. Depois a empresa ingressou do milionário mundo da Fórmula 1 com a escuderia VIRGIN RACING, aventura que duraria pouco, as daria visibilidade a marca. E nos últimos anos diversificou sua empresa e a marca VIRGIN para os setores de saúde e fitness, e mais recentemente, para cruzeiros marítimos.


As empresas 
O Grupo VIRGIN é composto por mais de 60 empresas e marcas que atuam nos mais variados segmentos de mercado. As empresas do grupo têm uma coisa em comum: não importa o segmento em que atuam, todas proporcionam ao consumidor uma experiência de entretenimento. Não interessa se o consumidor vai ouvir uma música, falar ao telefone, voar de Londres a Nova York, andar horas de trem ou até mesmo desejar ir ao espaço em um futuro próximo, a VIRGIN tenta oferecer mais diversão e experiência que os concorrentes.


Dentre as muitas empresas e marcas, as mais importantes e inusitadas são: 
VIRGIN MEGASTORES (1971) 
Rede de lojas especializadas em música, filmes, jogos para videogames e eletrônicos. Atualmente o grupo é proprietário de 14 lojas nos Emirados Árabes Unidos. 
Uma das melhores e mais conceituadas companhias aéreas do planeta, transporta anualmente 5.3 milhões de passageiros, em uma das frotas mais novas da aviação mundial, composta por 44 aeronaves para 30 destinos na Ásia, Europa, Caribe, África do Sul e América do Norte com faturamento anual de £2.66 bilhões. Atualmente a VIRGIN detém somente 20% da companhia aérea. 
VIRGIN HOLIDAYS (1985) 
Uma agência de turismo que tinha como principal objetivo vender pacotes de férias e assentos nos aviões da Virgin Atlantic Airways para suas rotas de Nova York, Orlando e Miami. Atualmente a agência vende para 397.000 passageiros (dados de 2017) pacotes turísticos e passagens aéreas para os Estados Unidos, Canadá, Caribe e África do Sul. Também é responsável pela VIRGIN HOLIDAYS CRUISES, que vende pacotes turísticos para cruzeiros marítimos. 
VIRGIN BALLOON FLIGHTS (1987) 
Opera a maior frota de balões do Reino Unido em mais de 100 localidades diferentes na Inglaterra, Escócia e País de Gales. Por ano mais de 30 mil passageiros voam em seus balões. As viagens, para até 19 pessoas, duram cerca de uma hora. 
VIRGIN BOOKS (1991) 
Editora de livros, inclusive digitais, no segmento de esportes, romances, ficção, cultura popular, humor e música. Atualmente a VIRGIN detém apenas 10% do negócio. 
VIRGIN RADIO (1993) 
Estações de rádios do grupo, inclusive pela internet. O grupo licencia a marca VIRGIN para estações de rádios em outros países da Europa, América do Norte, Oriente Médio e Ásia, com mais de 18 milhões de ouvintes diariamente. 
VIRGIN VOUCHER (1995) 
Uma espécie de vale-presente que pode ser utilizado na maioria das empresas do grupo e seus parceiros. 
VIRGIN MONEY (1995) 
Empresa de serviços financeiros que oferece cartões de crédito, empréstimos, pensões e seguros com atuação no Reino Unido (onde possui mais de 4 milhões de clientes), Austrália e África do Sul. A VIRGIN detém 34% da empresa. 
VIRGIN TRAINS (1997) 
A empresa foi constituída para aproveitar a oportunidade criada pela privatização da companhia estatal British Rail em meados da década de 1990. A empresa opera serviços de passageiros de longa distância na Linha Principal da Costa Oeste, entre Londres, West Midlands, Noroeste da Inglaterra, Norte do País de Gales e Escócia. O serviço conecta seis das maiores cidades do Reino Unido, como Londres, Birmingham, Manchester, Liverpool, Glasgow e Edimburgo, que possui uma população metropolitana combinada de mais de 18 milhões de pessoas. Uma das vedetes da empresa é o “Pendolino”, um super-moderno trem elétrico. A VIRGIN detém 51% do negócio. 
VIRGIN ACTIVE (1999) 
Rede de modernas academias com mais de 60 unidades espalhadas pelo Reino Unido. A rede possui unidades também na Itália, Espanha, Portugal, Austrália, e África do Sul com um total de mais de 200 academias e 975.000 alunos. A VIRGIN detém 20% da rede de academias. 
VIRGIN MOBILE (1999) 
Empresa de telefonia móvel que comercializa aparelho e planos, com milhões de clientes em países como Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália, África do Sul, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, México, Colômbia, Chile, entre outros. 
VIRGIN EXPERINCE DAYS (2001) 
Empresa de vale-presentes corporativos exóticos e inusitados como estadias em spas, experiências de direção em automóveis como Porsche e Ferrari, passeios em balões, rafting, entre outras experiências radicais. Seu slogan é “Live for the present”
VIRGIN GALACTIC (2004) 
Empresa criada para desenvolver o turismo espacial comercial. Centenas de pessoas já se inscreveram para viajar, no futuro, para o espaço a bordo da VIRGIN GALACTIC, em um voo de três horas em que os passageiros irão experimentar a sensação de anti-gravidade, uma vez que a nave alcança uma altura superior a 100 quilômetros. Em 2018, a nova nave espacial da empresa (Virgin Galactic VSS Unity) realizou o seu primeiro voo supersônico, a partir do deserto de Mojave, na Califórnia, o primeiro desde o acidente fatal em 2014 que matou um piloto. O teste foi considerado um sucesso. O bilhete da viagem deverá custar aproximadamente €200 mil e inclui um curso de formação de três dias. A VIRGIN é proprietária de 33% da empresa. 
VIRGIN PULSE (2004)
Empresa com foco em saúde corporativa que oferece uma plataforma digital para que empregadores possam engajar seus funcionários em práticas saudáveis e mudanças de estilo de vida. A empresa adotou esse nome somente em 2013. 
VIRGIN LIMITED EDITION (2009) 
Turistas milionários podem se hospedar nas propriedades paradisíacas de Sir Richard, como a Ilha Necker, no Caribe, ou a reserva Ulusaba, na África do Sul, e até mesmo desfrutar de um catamarã à vela de 32 metros com itinerários feitos sob medida, aconchegantes vilas e chalés localizados em Moskito Island (Ilha Virgens Britânicas) e Kasbah Tamadot (Marrocos). A mais nova opção oferecida pela empresa atende pelo nome Necker Nymph, um planador subaquático tripulado capaz de explorar o fundo do mar do Caribe, cujo mergulho turístico custa US$ 25.000 por semana. Outro serviço oferecido é o aluguel do Necker Belle, o iate de 105 pés de Sir Richard, por US$ 88.000 por semana. 
VIRGIN HEALTH BANK (2009) 
Empresa de armazenamento de células tronco. Seu banco de saúde armazena células tanto para uso privado quanto para uso público. A empresa atua no Reino Unido. O slogan da empresa é “With you for life”
VIRGIN HOTELS (2010) 
Rede de hotéis (quatro estrelas) cuja primeira unidade foi inaugurada na cidade de Chicago em 2015. A rede tem unidades em desenvolvimento em cidades como Nova York, Dallas, San Francisco, Nova Orleans, Washington, Las Vegas, entre outras. 
VIRGIN CARE (2010) 
É uma rede assistencial, formada por clínicas populares, e que hoje é subcontratada pelo NHS (o sistema público inglês) para assistir a população do Reino Unido. São mais de 400 unidades distribuídas em Primare Care Services (atendimento emergencial e clínica geral), Intermediate Care Services (especialidades), Community Services (reabilitação, saúde sexual, cuidados paliativos etc) e Social Care Services. 
VIRGIN OCEANIC (2011) 
Empresa de exploração oceânica que no futuro oferecerá viagens turísticas ao fundo do mar, para que pessoas comuns possam fazer viagens que hoje apenas pesquisadores são capazes de realizar. 
VIRGIN RACING (2013) 
Escuderia que compete no campeonato mundial de carros elétricos, que teve a temporada inaugural em 2014. 
VIRGIN VOYAGES (2014) 
Empresa de cruzeiros marítimos que deverá iniciar suas operações em 2020. A empresa já encomendou três navios, e promete oferecer o melhor serviço de cruzeiros que inicialmente se concentrarão no Caribe, e também um tratamento diferenciado para seus tripulantes.


Outras empresas que ostentavam a marca VIRGIN foram vendidas, muitas delas por decisão estratégica do grupo, como por exemplo, a VIRGIN WINES, criada em 1999 para vender exclusivamente vinho pela internet e vendida em 2005 para a Direct Wines; a VIRGIN AUSTRALIA, companhia aérea fundada em 3 de agosto de 2000, que se transformou na segunda maior empresa aérea da Austrália, e alguns anos atrás se tornou independente, apenas licenciando o nome VIRGIN; a VIRGIN AMERICA, companhia aérea doméstica americana que iniciou suas atividades no dia 8 de agosto de 2007 com 12 aeronaves que voavam para 5 destinos e foi recentemente vendida para o Alaska Group; a VIRGIN GAMES, empresa fundada em 2003 para a criação e desenvolvimento de jogos de apostas para internet como cassino, pôquer, bingo, entre outros, que foi vendida em 2013; a VIRGIN MEDIA, fundada em 2006 como uma operadora de televisão a cabo, telefone fixo e móvel, além de internet no Reino Unido, sendo atualmente de propriedade da Liberty Global (sob royalties da VIRGIN).


Mas Sir Richard Branson também comete erros. E algumas de suas empreitadas acabaram não vingando, como por exemplo, a VIRGIN DRINKS, empresa criada para comercialização de bebidas como o refrigerante VIRGIN COLA, introduzido no mercado americano em 1998, e bebidas alcoólicas como a VIRGIN VODKA, lançada em 1994 no mercado inglês; a VIRGIN LIMOBIKES, empresa criada em 1995 para a prestação de serviços diferenciados de moto táxis em Londres; a VIRGIN BRIDES, loja de vestidos e acessórios para noivas, madrinhas e damas de honra, inaugurada em 1996 na cidade de Londres, em cuja inauguração Sir Richard compareceu vestido a caráter, com véu e grinalda, além de raspar seu lendário cavanhaque; o V FESTIVAL, empresa de organização de festivais de música no Reino Unido, Austrália, Canadá e Estados Unidos, cujo primeiro evento foi realizado em agosto de 1996, com um dia de shows no Victoria Park e dois dias no Hylands Park; a VIRGIN LIMOUSINES, empresa criada em 1999 para prestar serviço de aluguel de limusines nas cidades californianas de San Francisco, Oakland e região; a VirginStudent criada no início dos anos 2000 como uma espécie de rede social para estudantes; e a VIRGIN SPA, empresa criada em 2006 que chegou a administrar mais de 17 spas na África do Sul.


Fazendo o bem 
Em setembro de 2004, Sir Richard criou a VIRGIN UNITE, uma fundação sem fins lucrativos, para lidar com problemas sociais e ambientais difíceis, e que se esforça para tornar os negócios uma força para o bem. Hoje em dia, Sir Richard Branson dedica a maior parte de seu tempo à fundação com atuação no Reino Unido, Canadá, África do Sul, Estados Unidos e Austrália. A fundação apoia projetos diversos, como por exemplo, defender os direitos gays, trabalhar para a reforma das políticas de drogas, lutar contra a caça predatória e a pena de morte.


O gênio por trás da marca 
Ele é ousado, atrevido e boa-pinta. Carismático, provocativo e determinado. Corajoso, exibido e impulsivo. E claro bilionário (sua fortuna pessoal é de US$ 5.1 bilhões, dados de 2017). Richard Charles Nicholas Branson nasceu no dia 18 de julho de 1950 em Surrey, já atravessou oceanos de balão, quebrou recordes de velocidade, fez aparições em filmes de James Bond e seriados como Friends, Baywatch e The Simpsons, e chegou a aparecer nu em pêlo na capa de uma revista famosa (posando para incrédulos fotógrafos). “Você nunca vai ser nada na vida” disparou um furioso Edward Branson para seu filho mais velho, Richard. Pesava sobre os ombros de Edward, um respeitado advogado vindo de uma família tradicional, ver seu primogênito indo muito mal nos estudos e abrindo dentro de casa um comércio para venda de discos por correio. Já sua mãe, Eve, tinha sido aeromoça nas rotas entre o Reino Unido e a América do Sul. Será que estaria escondido em algum ponto obscuro e desconhecido de seu DNA sua paixão pela aviação? Pelo menos não até aqueles anos loucos, os Swinging Sixties em Londres. Mas esta é uma das facetas da fascinante personalidade de Branson: apesar de ser extremamente sincero, ele sempre guarda cartas sob as mangas dos suéteres de tricô, que são sua marca registrada. A paixão pela aviação talvez estivesse dormente, escondida sob o seu verdadeiro talento: vender. Desde o início de seu comércio caseiro de discos, sempre soube vender tudo o que quis, pelo preço que desejasse: de discos e preservativos (o que faria décadas depois) aos projetos pessoais mais tresloucados, como cruzar o Atlântico em uma lancha ou dar a volta ao mundo em um balão sem reabastecer.


A venda de discos por correspondência logo cresceu para uma sobreloja em Oxford Street. E depois finalmente para uma gravadora. Os próximos anos foram dedicados a crescer e diversificar o portfólio de empresas e produtos, a maioria delas sob a imagem poderosa da marca VIRGIN. De boates a jornais para adolescentes, de lojas de conveniência a empresas de táxi e companhias aéreas, o império de Branson crescia, bem como sua notoriedade. Seu jeito, porém, permanecia o mesmo: incorrigível, costumava ligar diretamente para seus interlocutores, e só parou de fazê-lo, pois não era mais atendido. As pessoas sempre achavam que se tratava de trote. Ou então, convidava os funcionários para festas a fantasia, apostando qualquer bobagem com algum deles. Quem perdesse, tinha de tirar toda a roupa. Como consequência, foi visto por seus funcionários mais do que uma vez do mesmo jeito que sua mamãe o via quando passava talquinho no seu bebê. Em outra aposta, Branson perdeu para o amigo Tony Fernandes, então executivo chefe da AirAsia, sobre o resultado da Fórmula 1. Para pagar a aposta, se vestiu de aeromoça da AirAsia e serviu os passageiros. E ainda teve que ver Fernandes “demiti-lo” no primeiro dia de trabalho. Ele também já se vestiu de Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Como Papai Noel, percorreu a Avenida Champs-Élysées, em Paris, em 2007, para promover sua estação de rádio. Claro que a mística, a atração pela pessoa de Branson só fazia crescer na mesma proporção de seus negócios. Um faro inato para os negócios, um jeito pessoal cativante, franco e direto, e um gosto pela autopromoção que beira o mais desvairado narcisismo são algumas de suas características fundamentais, e pontos-chave para provar errado o vaticínio de seu rabugento pai.


Não sendo de nenhuma família nobre, seu sucesso na estrada da vida lhe valeu o título de “Sir” em 1999, ao receber a honraria de Cavaleiro concedida pela Rainha da Inglaterra. Pelo menos no marketing, Sir Richard Branson tem sangue azul: ele é o Rei do Marketing. Mas também comete erros. E admite que o pior deles foi o lançamento do refrigerante VIRGIN COLA. O produto sumiu de muitas prateleiras, mas Sir Richard, que era disléxico (pessoa que possuí um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração), não cansava de repetir que ele era líder de mercado em Bangladesh. Quando não está dando expediente em sua ilha particular no Caribe (a Necker Island, localizada nas Ilhas Virgens Britânicas, adquirida em 1978 por US$ 180 mil), ele é o garoto-propaganda de quase todas as suas mais de 60 empresas, sempre com bom humor e muitas vezes em situações inusitadas. Para lançar a marca de vestidos de noiva VIRGIN BRIDE, por exemplo, vestiu-se de branco e raspou seu lendário cavanhaque. No anúncio da empresa de telefonia VIRGIN MOBILE, desceu a fachada da loja de CDs VIRGIN MEGASTORE de Londres pendurado em uma corda. E já chegou a se vestir de aeromoça, nem tão sexy, em voos da Virgin Atlantic Airways. A pessoa que ele mais admirava no mundo era seu amigo Nelson Mandela. Uma vez, Mandela telefonou-lhe para dizer que uma grande rede de spas havia quebrado e 5.000 pessoas iriam perder o emprego. Ele tomou um avião, olhou os livros e a VIRGIN chegou a ter 85% dos spas na África do Sul.


A casa dele em Londres é uma residência de quatro andares do século 19. Ele não tem motorista. Toma táxi. Assim como a rainha, não carrega dinheiro e tem de arranjar trocados com os colegas. Tampouco carrega chaves. Espera do lado de fora de seu escritório até que alguém o deixe entrar. Em festas flerta acintosamente e, muitas vezes, é protagonista de trotes maldosos, como erguer uma mulher de vestido curto até que todos vejam sua lingerie. Os ingleses acham isso encantador. Os americanos provavelmente o processariam. Sir Richard Branson é mesmo surpreendente. Seu carisma, fortuna e presença constante na mídia conseguiram vários amigos influentes, especialmente duas mulheres muito famosas na sua Grã-Bretanha. A Dama de Ferro, Margaret Thatcher, que via nele o arquétipo ideal de seus sonhos neoliberais. E sempre a ocupar um lugar especial em seu coração, ninguém menos que Sua Alteza Real, a Princesa de Gales, Lady Di. As aventuras de Sir Richard estão bem documentadas no livro “Losing My Virginity” e sua visão de negócios é descrita no livro “Business Stripped Bare”.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma grande remodelação ao longo dos anos. O logotipo original da marca, criado pelo ilustrador inglês Roger Dean e conhecido como “The Gemini”, apresentava gêmeas siameses nuas descansando em frente à árvore psicodélica com um dragão ao lado, cuja cauda tremulava sugestivamente entre as pernas. Em 1979, o tradicional logotipo da marca como conhecemos hoje foi rascunhado em um guardanapo, por um jovem designer. Depois de passar por uma atualização com afinamento da letra e mudança no design da letra V, em 2006, esse logotipo passou por uma pequena modernização, adotando uma nova tipografia de letra.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: Fevereiro de 1970 
● Fundador: Sir Richard Branson e Nik Powell 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Virgin Group Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Peter Norris 
● CEO: Josh Bayliss 
● Faturamento: £19.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Empresas/produtos: 60 
● Presença global: 35 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 71.000 
● Segmento: Conglomerado 
● Principais produtos: Companhia aérea, trens, comunicações, mídia, entretenimento e turismo 
● Concorrentes diretos: SpaceX, Blue Origin, British Airways, FirstGroup, Verizon, T-Mobile, Thomas Cook e TUI Travel 
● Ícones: Sir Richard Branson e a cor vermelha escarlate 
● Website: www.virgin.com 

A marca no mundo 
O VIRGIN GROUP é um conglomerado privado composto mais de 60 empresas e marcas, que emprega ao todo mais de 71 mil pessoas em 35 países, servindo anualmente mais de 53 milhões de consumidores todos os anos. Os analistas falam em um faturamento de £19.5 bilhões por ano. O grupo ganha dinheiro através de uma mistura complexa de participações em empresas e royalties obtidos com o licenciamento da marca. A VIRGIN é um conglomerado incomum. A maior parte de sua receita vem de uma companhia aérea (da qual só detém 20%), telefonia, serviços bancários, comunicação móvel, mídia, turismo e transporte ferroviário. Porém, 20% vêm de dezenas de empreendimentos pequenos e espalhados, tanto que, é difícil acreditar, que o próprio Sir Richard se lembre de todos. 

Você sabia? 
A VIRGIN é uma das marcas de maior prestigio na Europa. Além disso, a VIRGIN tem um reconhecimento de marca de 99% no Reino Unido, França e Austrália, além de 96% nos Estados Unidos e África do Sul. 
A empresa ainda possui o VIRGIN GREEN FUND, um fundo de investimentos criado em 2006 que coloca milhões de dólares em projetos de combustíveis alternativos e energia renovável na América do Norte e Europa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), portais (Terra), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 24/4/2018

WET'N WILD

Em dias escaldantes de verão, os parques WET’N WILD se transformam em verdadeiros oásis para quem mora longe da praia e ou não é muito fã de areia e mar. O equilíbrio entre as atrações passivas, como uma piscina de ondas, e brinquedos radicais, como os escorregadores altos e íngremes (que atingem velocidades espantosas), garante diversão e relaxamento para milhões de famílias e turistas. Dos mais novos aos mais velhos. Não é sequer preciso saber nadar para se divertir no parque.
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A história
A história começou quando o visionário George Millay, criador do parque Sea World no início da década de 70, se desentendeu com seus sócios e resolveu fundar outro parque temático. Depois de três anos de desenvolvimento, ele inaugurou no ano de 1977 em uma ampla área da International Drive, a avenida mais turística da cidade de Orlando, estado americano da Flórida, o Wet n' Wild FunPark, um divertido e animado parque temático. Essa nova modalidade de parque de diversão, e considerado o primeiro grande parque exclusivamente aquático do mundo, lhe rendeu o paelido de “Pai dos Parques Aquáticos” (Father of the Waterpark). O novo conceito de parque propiciava aos visitantes uma enorme diversão em tobogãs, grandes paredes de água e piscinas exuberantes e divertidas com ondas artificiais, além de uma atmosfera descontraída e aconchegante que imitava o ambiente das praias.
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Essa fórmula divertida rapidamente se tornou um enorme sucesso de público, e, em 1982, uma segunda unidade foi inaugurada na cidade de Arlington no Texas, que possuía três vezes o tamanho do parque de Orlando. Nos anos seguintes, com o enorme sucesso do WET’N WILD, a empresa construiu outras unidades em cidades como Las Vegas (1984). Esta década foi marcada pelo crescimento do parque aquático de Orlando, que ganhou novas atrações e mais espaço.
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A primeira unidade internacional foi inaugurada em 1997 na bela e ensolarada cidade litorânea de Cancún no México. No ano seguinte, juntamente com parceiros locais, a empresa inaugurou uma unidade em Itupeva, no interior do estado de São Paulo. O senhor Millay vendeu seu império aquático para o Universal Studios neste mesmo ano. A grande concorrência no setor de parques aquáticos, principalmente de grandes grupos de entretenimento com a Disney, obrigou o WET’N WILD a fechar ou vender algumas unidades, como o parque do Texas, vendido para o Six Flags e agora chamado Hurricane Harbor; e o de Las Vegas, fechado em 2004 para dar lugar a um cassino.
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O parque de Orlando
O parque, instalado em uma área de 240.000 m2 possui 17 atrações principais, como piscinas com ondas artificiais, tobogãs, escorregadores e tubos, que agradam visitantes de todas as idades. O parque conta ainda com inúmeras áreas de descanso onde é possível tomar sol, além de uma enorme loja (Beach Shop) que vende desde lembranças do WET’N WILD até roupas para banho, toalhas, protetores e bronzeadores, e várias opções de restaurantes.
Atrações
Brain Wash

Inaugurada em 2007, uma das atrações mais modernas do parque é composta por uma estrutura, cuja altura é semelhante à de um prédio de seis andares, e que engloba um enorme escorregador vertical de 16 metros de altura, que encaminha o visitante para um grande funil, onde após rodopiar sem parar ele cai na água. A partida é um dos pontos altos da atração, já que uma curva inclinada impulsiona o visitante a uma alta velocidade logo no início. Durante o trajeto, músicas, luzes e vídeos são exibidos para confundir e empolgar ainda mais o visitante.
The Blast
Toboágua que literalmente sopra o visitante ao longo de um canal de 188 metros com jatos e explosões de água que desliza por meio de um bote inflável.
The Bomb Bay
Uma das atrações mais populares e temidas do parque é um toboágua gigante, com uma enorme queda vertical (23 metros), que desliza em linha reta até a piscina.
The Storm
Atração impressionante onde o visitante desliza por dois toboáguas em círculos como se estivesse dentro de um furacão antes de cair na piscina.
Mach 5
Atração onde o visitante trafega, munido unicamente de um tapete de espuma, através por até três toboáguas cheios de curvas.
Der Stuka
Tobogã, que apesar de ser alto, é indicado para quem deseja relaxar.
The Black Hole
Trata-se de uma bóia para 2 pessoas que passa por um tobogã fechado cheios de cores e luzes.
Disco H2O
Ao som das típicas discotecas dos anos 70 e com uma belíssima iluminação colorida e som ambiente os visitantes são convidados a participar dessa atração por meio de enormes discos que comportam até 4 pessoas.
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The Surge
Tobogã de 5 andares pelo qual o visitante desliza a bordo de um bote que comporta até 4 pessoas.
Bubba Tub
Bóia com capacidade para 4 pessoas que desliza por um toboágua de seis andares.
The Flyer
Tobogãs pelos quais os visitantes deslizam por uma queda de aproximadamente 12 metros de altura e posteriormente atravessam um trajeto repleto de curvas.
Lazy River
Atração onde o visitante pode relaxar enquanto navega em uma bóia por um rio passando por um lindo cenário que recria a velha Flórida.
Bubble Up
Atração em formato de uma enorme bola inflável com um esguicho de água no seu topo que faz com que as crianças deslizem por ela.
Wave Pool
Enorme e clássica piscina com ondas artificiais e cascatas.
Kids Park
Área que oferece várias atrações aquáticas para crianças que na sua grande maioria são versões mais amenas das atrações existentes no parque para os adultos.
Wake Zone
Espaço aberto somente entre os meses de maio e setembro utilizado para a prática de Wakeboard.
Volleyball
Espaço para a prática do vôlei de praia.
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O parque do Brasil
Localizado na cidade de Itupeva, no interior do estado de São Paulo, região que possui temperatura anual média de 24ºC, fator decisivo para abrigar o parque, o WET’N WILD, instalado em uma área de 160.000 m2, conta, além das 12 atrações (desde piscinas até tobogãs estonteantemente altos e inclinados e trechos com correnteza suave para relaxamento), com uma total infra-estrutura para receber anualmente aproximadamente 380 mil pessoas, que se deleitaram nas atrações aquáticas que, juntas, utilizam 7 milhões de litros de água. O parque possui ainda 11 espaços gastronômicos com opções de cardápio bastante variadas, que vão de lanches como pizza, sanduíches e frituras, a refeições como espetinhos e lasanhas. O parque tem capacidade para receber até 7.000 visitantes por dia e fica aberto de setembro a maio, sendo que os meses de pico são dezembro e janeiro, época de férias e de muito calor. Nos meses mais frios, em que fica fechado ao público, o parque é utilizado por empresas para treinamentos motivacionais de funcionários e outros eventos corporativos.
Atrações
Crazy Drop
Estrutura em forma de U, que lembra uma pista de skate, com 13 metros de altura (equivalente a um prédio de 4 andares). Duas pessoas saem de uma das extremidades dentro de uma bóia (que é empurrada pelos monitores para ganhar velocidade) e escorregam de uma ponta à outra pela superfície irrigada, até perderem a velocidade.
Bubba Tub
Tobogã de 15 metros de altura (equivalente a um prédio de 6 andares) cheio de curvas pelo percurso, para descer em bóias em grupos de duas pessoas. Desemboca em uma piscina rasa de 45 centímetros, que serve apenas para amparar a bóia.
Twister
Dois tobogãs de 15,5 metros de altura (equivalente a um prédio de 6 andares), 60 metros de comprimento e 43 graus de inclinação, com curvas por todo o percurso.
Space Bowl
Em forma de funil (de 8,5 metros de diâmetro), é uma combinação de tobogã com “redemoinho”. O visitante desce sem bóia, deitado com o corpo esticado, roda pela superfície do funil e passa pelo buraco de 2,25 metros de diâmetro, caindo em uma piscina de 2,55 metros de profundidade. Uma das atrações mais populares do parque, o Space Bowl foi apelidado pelo público de “descarga” devido ao movimento em espiral que o corpo faz durante a queda.
Kamikaze
Uma das atrações mais emocionantes: dois tobogãs de 18 metros de altura e 70 graus de inclinação sem curvas, com um “tombo” no meio que, combinado à velocidade da queda, chega a fazer o corpo desgrudar do brinquedo por alguns segundos.
Lazy River
Piscina em formato de rio, com 4,5 metros de largura, 320 metros de comprimento e 1,05 metro de profundidade. A suave correnteza simulada não passa de 1,08 quilômetros por hora. Bóias são permitidas, mas não obrigatórias. É uma opção para quem não é fã de adrenalina e para os que quiserem relaxar um pouco depois de brincar nas outras atrações.
Wave Lagoon
A maior piscina do parque tem um volume de água de 2,4 mil metros cúbicos e imita as ondas do mar. Turbinas propulsoras produzem cinco tipos de ondas de duração e tamanhos diferentes – as maiores podem chegar a 1,2 metros de altura.
Surge
Bóias com capacidade para até 3 pessoas que passam por muitas curvas e alguns tombos em um percurso de 168 metros de comprimento que começa a uma altura de 15 metros. A sensação chega a ser comparada à de fazer rafting.
Bubble Up
Pula-pula inflável abobadado de 3,5 metros de altura exclusivo para crianças. Fica inserido em uma piscina de 1 metro de profundidade. A superfície macia e alaranjada de vinil é irrigada por um chafariz localizado no topo da estrutura. A diversão está em escalar o pula-pula e escorregar lá de cima.
Suntan
Piscina rasa, com 40 centímetros de profundidade ideal para famílias com crianças pequenas (e também para quem quer apenas tomar um pouco de sol). A atração tem um bate-bate aquático. Cada carrinho comporta até 3 pessoas por vez, entre crianças e pais.
Kids Lagoon
Área dedicada a crianças pequenas com quatro mini-toboáguas e piscina de 45 centímetros de profundidade. Os pais podem entrar com as crianças ou ficar nas mesas ao lado, observando e descansando.
Water Wars
­Área para guerras de bexiga. Na quadra de 6 metros de largura por 12 metros de comprimento, os visitantes se posicionam em lados opostos embaixo de “trincheiras”, estruturas com grades na frente e um grande estilingue no topo. O objetivo é atirar bexigas d’água nos adversários e fugir das investidas deles. As grades das trincheiras fazem com que a maioria das bexigas estourem, deixando a brincadeira mais divertida e refrescante - inclusive para quem assiste.
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Os slogans
The Recognized Name in Family Water Fun!
Todo mundo nessa onda!
(Brasil)
A onda é essa. (Brasil)
A marca da emoção. (Brasil)
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação:
1977
● Fundador: George Millay
● Sede mundial:
Orlando, Flórida
● Proprietário da marca: NBC Universal
● Capital aberto: Não
● Presidente:
William Davis
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Parques:
2
● Visitantes: 2 milhões
● Presença global:
2 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 2.000
● Segmento:
Entretenimento
● Principais produtos:
Parques aquáticos
● Ícones:
Os enormes tobogãs
● Slogan: The Recognized Name in Family Water Fun!
● Website:
www.wetnwild.com.br
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A marca no mundo
Atualmente o WET’N WILD, que pertence a empresa NBC Universal, possui apenas dois parques aquáticos no mundo: em Orlando, que recebeu 1.3 milhões de visitantes em 2008; e na cidade de Itupeva no Brasil, parque que recebe anualmente 380 mil visitantes.
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Você sabia?
Apesar de existir um WET’N WILD na cidade de Greensboro, estado americano da Carolina do Norte, ele não faz mais parte da empresa.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 30/12/2009

10.10.06

RITE AID

A rede de farmácias RITE AID se transformou em um gigante do setor combinando o visual moderno de suas lojas, a força de sua marca, uma distribuição perfeita, uma tremenda equipe de vendas com uma tecnologia soberba para servir ao cliente de uma forma agradável.

A história
A primeira loja da rede foi aberta no mês de setembro de 1962 com o nome de Thrif D Discount Center, na pacata cidade de Scranton, estado da Pensilvânia, pelo advogado Alexander Grass, após trabalhar por anos na mercearia de seu sogro quando moço. Inicialmente a sua primeira loja comercializava medicamentos, produtos de beleza, artigos de papelaria e utensílios para cozinha a preços competitivos e com descontos generosos. Ao final do primeiro ano a loja tinha faturado mais de US$ 250 mil. Era um futuro promissor para um negócio que havia começado de forma tão modesta. Nos próximos anos a empresa cresceu rapidamente, inaugurando novas lojas, expandindo-se para outros cinco estados do nordeste já em 1965. Passou a chamar-se oficialmente RITE AID em 1968 ao inaugurar sua vigésima segunda loja, especializada somente em produtos de higiene e medicamentos. Com incrível aumento de seu faturamento em virtude da venda de medicamentos com prescrição médica, a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores ainda nesse mesmo ano.


Dez anos depois de ser fundada, a rede já operava 267 lojas em 10 estados americanos. Em 1981, a RITE AID se tornou a terceira maior rede de farmácia do país e em 1983 ultrapassou a barreira de US$ 1 bilhão em faturamento. No ano de 1987 a rede operava 420 lojas nos estados da Flórida, Maryland, Washington D.C, Delaware, Indiana, Nova York, Ohio, Virginia, West Virginia, Carolina do Norte e Pensilvânia. A década de 90 trouxe bons números e grande desenvolvimento para a empresa. Começou em 1995 com a aquisição da Perry Drug Stores, maior rede de farmácia do estado de Michigan. Ainda neste ano atingiu a marca das 3 mil lojas em funcionamento, transformando-se na maior rede de farmácia do país, em relação ao número de lojas. No ano seguinte continuou a era de aquisições ao comprar a Thrifty PayLess Holdings (com 1 mil lojas) expandindo seu negócios para a costa oeste do país. Depois ingressou na região da costa do Golfo através de novas aquisições.


No ano de 1999, firmou parceria com a GNC (General Nutrition Center), maior produtora e revendedora de vitaminas e suplementos dos Estados Unidos, colocando uma loja da marca dentro de suas unidades. Foi neste período que a empresa viveu sua maior crise: O ex-chefe-executivo, Martin Grass, filho do fundador, foi condenado a oito anos de prisão em 2004 e multado em US$ 500 mil por orquestrar e esconder uma fraude contábil na RITE AID. Além disso, quatro outros executivos da empresa, incluindo o ex-chefe financeiro e o ex-vice-presidente, foram condenados. Apesar dos escândalos contábeis, a partir de 2003, a RITE AID introduziu seu novo formato de loja, dando total destaque aos itens de farmácia. O novo formato de loja privilegiava amplos corredores para locomoção, profissionais e farmacêuticos para atendimento de emergência e dúvidas. A nova estratégia também estava baseada nos medicamentos, especialmente contra alergias e uma completa seção de produtos para diabetes e controle de peso, e programas de incentivo e educação para uma vida mais saudável.


Em 2005 a rede introduziu no mercado o Living More, um programa de fidelidade para pessoas idosas que oferecia 10% de desconto em medicamentos, além de outros benefícios adicionais como ligação grátis 24 horas/sete dias por semana e acesso online a um farmacêutico, além dos pontos acumulados servirem para ganhar tanto uma supervisão da saúde como descontos em produtos. Esse programa de fidelidade seria descontinuado em 2010 para o lançamento de um novo, batizado de wellness+, que em pouco tempo já contava com mais de 30 milhões de associados. No dia 4 de junho de 2007 a empresa concretizou a compra por US$ 2.6 bilhões das redes de farmácias Brooks e Eckerd, adicionando mais de 1.850 lojas e passando assim a ter uma presença mais marcante em muitos estados americanos, se transformando na maior rede da costa leste do país e terceira maior, atrás somente da CVS e do Walgreens.


Os slogans
With us, it’s personal.
(2006)
Our rights, right now, Rite Aid.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1962
● Fundador: Alexander Grass
● Sede mundial: Camp Hill, Pensilvânia
● Proprietário da marca:
Rite Aid Corp.
● Capital aberto: Sim (1968)
● Chairman: Mary Sammons
● CEO & Presidente: John Standley
● Faturamento: US$ 25.2 bilhões (2010)
● Lucro: - US$ 555.4 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 979.1 milhões (junho/2011)
● Lojas: 4.715
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos)
● Funcionários: 91.800
● Segmento: Farmácias
● Principais produtos: Remédios e produtos para higiene e beleza
● Maiores concorrentes:
Walgreens e CVS
● Slogan:
With us, it’s personal.
● Website: www.riteaid.com

A marca no mundo
A RITE AID, terceira maior rede de farmácias dos Estados Unidos, possui mais de 4.700 lojas, localizadas 31 estados americanos, mais o Distrito de Columbia, com vendas anuais superiores a US$ 25 bilhões e 91 mil empregados. O site da empresa na Internet recebe anualmente mais de 16 milhões de visitas. Em 2010 os medicamentos com prescrição médica responderam por 67.8% das vendas da rede.

Você sabia?
Cada loja da RITE AID comercializa aproximadamente 28 mil itens nos segmentos de medicamentos com prescrição médica, produtos de beleza e cosméticos, produtos de higiene pessoal, bebidas, comidas, presentes e utensílios para casa.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 21/6/2011

† OCEANAIR (1998-2010)


A OceanAir começou como um modesto serviço de táxi aéreo. Mas rapidamente se transformou em uma das maiores companhias aéreas do mercado brasileiro. Transportou milhões de passageiros de uma forma honesta e acessível. Cresceu tanto que comprou a colombiana Avianca. E, em 2010, a marca foi extinta, engolida pela tradição da AVIANCA. Mas, aí a OceanAir já tinha cumprido seu papel: proporcionar a chance de muitos brasileiros viajarem de avião pela primeira vez.

A história
A OceanAir foi criada pelo grupo Marítima Petróleo em 1998 como uma empresa de táxi aéreo para atender aos executivos, engenheiros e operários da indústria do petróleo que se dirigiam à região de Macaé e Campos dos Goytacazes no estado do Rio de Janeiro. A pequena empresa operava inicialmente com uma aeronave turboélice Brasília, dado a Gérman Efromovich, presidente e proprietário do grupo, como pagamento de uma dívida. A história começou a mudar em 2002 quando a OceanAir recebeu autorização do DAC (Departamento de Aviação Civil e atual ANAC) para operar linhas sistemáticas em estreita colaboração com a companhia aérea Rio-Sul, de quem arrendou algumas aeronaves EMB-120. Foi então que começou a operar serviços que a própria Rio-Sul decidiu abandonar, depois que esta resolveu concentrar suas operações como "subsidiária de voos executivos" do Grupo Varig. Com isso, passou a operar entre os aeroportos de Congonhas, Guarulhos (SP), Santos Dumont (RJ), Macaé (RJ) e Campos (RJ).


Pouco tempo depois, a empresa aproveitou a turbulência financeira atravessada pelo grupo Varig e assumiu voos para nada menos que 14 cidades. Pintados em cores chamativas como laranja, vermelho, amarelo, rosa e roxo, os aviões Embraer Brasília ganharam "irmãos maiores", os Fokker 50. A companhia chamava atenção não só pelas cores, mas pela agressiva expansão. Rapidamente a empresa ganhou mercado com eficiência, bom serviço e preços acessíveis. Além disso, a AceanAir costurou novos acordos de cooperação internacional, como o fechado com a Continental Airlines - que ligava a cidade de Macaé (RJ) a Guarulhos (SP) pela companhia e, depois, para Houston, nos Estados Unidos.


A crise na indústria da aviação depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 se transformou em enormes oportunidades para a OceanAir, que, no mês de março de 2004, comprou a combalida companhia aérea colombiana Avianca, a mais antiga das Américas. O próximo passo foi aumentar a oferta de assentos. E para isso adquiriu, junto a American Airlines, jatos Fokker 100, que entraram em operação em 2006 já no padrão de cores da Avianca (vermelho e branco). A empresa cresceu ocupando os espaços deixados pelas companhias aéreas maiores que, para reduzir os prejuízos, desativaram os pequenos aviões de suas frotas e eliminaram as escalas deficitárias de seus vôos. Nos anos seguintes a OceanAir expandiu suas operações para dez estados brasileiros, com voos que ligavam mais de 26 cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília e Vitória, em rotas regionais.


Além disso, colocou em prática um agressivo plano de expansão, dando início às rotas internacionais, operadas com dois modelos Boeing 767-300ER. O ano de 2008 foi extremamente complicado para a OceanAir, principalmente em razão da aquisição das operações da BRA, o que variou ainda mais a diversificada frota da empresa, que englobava desde os pequenos Brasília até Boeing-767. Assim com baixa rentabilidade e aumento nos custos operacionais, a OceanAir manteve apenas os Fokker em sua frota, eliminando rotas regionais e internacionais (voava para a Cidade do México). No dia 26 abril de 2010 um fato inevitável aconteceu: a OceanAir assumiu definitivamente o nome AVIANCA BRASIL. A marca OceanAir, que ensinou a tantos brasileiros que era possível viajar de avião com preços acessíveis e bons serviços, acabou engolida pela tradição da AVIANCA, a segunda companhia aérea comercial mais antiga do mundo.


A evolução visual
A identidade visual da OceanAir passou por uma modificação acentuada no início dos anos 2000, quando adquiriu uma imagem mais moderna e impactante, principalmente em seus tradicionais aviões branco e vermelho.


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1998
● Extinção: 26 de abril de 2010
● Fundador: Gérman Efromovich
● Proprietário da marca: Avianca Holdings S.A.
● Segmento: Aviação comercial


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do antigo site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro e Época Negócios), sites especializados em aviação e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 17/7/2013