8.10.06

DEUTSCHE WELLE (DW)

De alemão a árabe, passando pelos idiomas português, inglês, urdu e chinês. Em 30 idiomas diferentes, notícias, atualidades, cultura e a língua alemã são difundidas diariamente com qualidade e precisão para todo o mundo pela DEUTSCHE WELLE, a empresa de comunicação internacional da Alemanha.

A história
A história da emissora começou no dia 3 de maio de 1953 quando foi levada ao ar uma transmissão radiofônica em ondas curtas, dirigida a cidadãos alemães em todo o mundo. A mensagem – “aos queridos compatriotas em todo o mundo” – fora gravada pessoalmente pelo então presidente da Alemanha, Theodor Heuss, que salientou que o papel da nova emissora era buscar a distensão e difundir a imagem da Alemanha do pós-guerra, informando ao mundo sobre os acontecimentos políticos, econômicos e culturais do país. As três horas de programa no primeiro dia tiveram música clássica, incluindo obras de Beethoven e valsas vienenses, além de um bloco de notícias, um comentário e canções populares. No programa piloto da série “Como vivemos”, foi apresentada uma reportagem especial sobre Berlim. Poucas semanas mais tarde, em 11 de junho, foi assinado um contrato entre membros da rede pública ARD para a criação da programação conjunta em ondas curtas sob o nome DEUTSCHE WELLE (em português “onda alemã”). Primeiramente, ficou sob responsabilidade do Nordwestdeutscher Rundfunk (NWDR), mais tarde do Westdeutscher Rundfunk (WDR) em Colônia, cujo diretor geral assumiu também o comando da DW, abreviação pela qual a empresa ficou carinhosamente conhecida.


Um ano depois, tiveram início as transmissões radiofônicas em inglês, francês, espanhol e português. Em pouco tempo, a DW conquistou posição permanente entre as quatro principais emissoras internacionais do mundo. As transmissões regulares da DW-RADIO por ondas curtas para o Brasil foram iniciadas em 1957. Cinco anos depois, foi criada a Redação Brasileira: houve então um considerável aumento da equipe e do tempo de transmissão para o Brasil. Ainda neste ano, a programação foi ampliada e passou a ser transmitida em outros idiomas, como por exemplo, persa, turco, russo, polonês, tcheco, eslovaco, húngaro, sérvio e croata. No ano seguinte, as transmissões estavam disponíveis também em indonésio, búlgaro, romeno e esloveno, além dos idiomas africanos suaíli e hauçá. Nesse mesmo ano, a DEUTSCHE WELLE produziu pela primeira vez cópias de filmes para televisão. A programação foi ampliada outras duas vezes, em 1964 e 1970, passando a oferecer conteúdo também em grego, italiano, hindi e urdu, e depois em pashtun e dari. Em 1974, foi inaugurada uma nova sede de transmissão na cidade de Colônia. Com a reunificação da Alemanha em 1990, a Radio Berlin International (RBI), encarregada da transmissão de conteúdos em línguas estrangeiras na antiga República Democrática Alemã, deixou de existir e muitas de suas tarefas foram incorporadas pela DEUTSCHE WELLE.


Em 1º de abril de 1992 foi ao ar em Berlim a primeira transmissão televisiva da DEUTSCHE WELLE (DW-TV), nos idiomas alemão e inglês. O novo programa, transmitido via satélite, foi rapidamente ampliado para espanhol e albanês. Com a reestruturação do sistema público de televisão alemão, que determinou a incorporação da emissora de rádio DeutschlandFunk pela DeutschlandRadio, a DW incorporou também alguns dos programas em língua estrangeira da extinta emissora. Um ano depois, em 1994, a DEUTSCHE WELLE se tornou a primeira emissora pública alemã com presença na internet. A programação foi ampliada mais uma vez em 2000, passando a incluir o idioma ucraniano.


Até 2003, a sede da organização ficava na cidade de Colônia. Foi na ocasião de seu 50º aniversário (com cerimônia oficial em 27 de junho) que a DW se mudou para o antigo bairro do governo em Bonn. Lá são produzidos os programas de rádio, enquanto a produção televisiva é toda feita e produzida em Berlim. Em janeiro de 2005 foi inaugurado o serviço de transmissão em árabe. Atualmente, a empresa calcula que um total de mais de 200 milhões de ouvintes e telespectadores em todo o mundo acesse seus conteúdos semanalmente.


A evolução visual
A identidade visual da marca sofreu alterações ao longo dos anos. Após uma primeira mudança radical ocorrida em 1995, no mês de fevereiro de 2012 a DEUTSCHE WELLE apresentou oficialmente sua nova identidade visual, que se tornou mais forte e atraente.


A abreviatura DW, pela qual a emissora ficou conhecida, também seguiu os padrões da nova identidade visual da marca.


Dados corporativos
● Origem:
Alemanha
● Fundação:
3 de maio de 1953
● Fundador:
Governo Alemão
● Sede mundial:
Bonn e Berlim, Alemanha
● Proprietário da marca: ARD
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman:
Peter Clever
● Diretor geral:
Erik Bettermann
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global:
+ 60 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários:
1.500
● Segmento:
Comunicação
● Principais produtos:
Televisão, rádio e internet
● Concorrentes diretos:
BBC World, TVE, RAI e RFI
● Slogan:
At the Heart of Europe.
● Website: www.dw.de

A marca no mundo
Atualmente a DW é a 10º maior emissora do mundo, transmitindo para mais de 60 países do mundo programas de rádio em 30 línguas, além de oferecer uma programação televisiva em quatro idiomas (alemão, inglês, árabe e espanhol) e um amplo portal de conteúdo on-line em 30 línguas com ênfase no alemão, inglês, espanhol, português, russo e chinês. A televisão (DW-TV) é conhecida por 97 milhões de pessoas com mais de 15 anos de idade em todo o mundo. Destes, 22 milhões assistem aos seus programas com regularidade. Já as transmissões de rádio são ouvidas regularmente por 28 milhões de pessoas. A emissora ainda mantém escritórios e estúdios nas cidades Washington, Moscou e Bruxelas. Embora seja um órgão de direito público e as verbas (em 2012 o orçamento é de aproximadamente €271 milhões) venham dos cofres estatais, os profissionais de rádio, televisão e online da emissora decidem em reuniões de redação sobre os temas que enfocam, de forma independente, soberana e responsável.

Você sabia?
Atualmente a tarefa da DW, prevista em lei, é divulgar uma imagem completa da vida política, econômica e cultural da Alemanha, uma visão ampla e objetiva dos acontecimentos mundiais, bem como esclarecer a posição alemã sobre questões importantes.
Em agosto de 1924 foi fundada a Deutsche Welle GmbH, uma associação de todas as emissoras radiofônicas regionais, que não tem nada a ver com a atual DW.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 19/3/2012

INTERCONTINENTAL HOTELS


A rede de hotéis INTERCONTINENTAL oferece conforto, praticidade e serviços excepcionais em dezenas de metrópoles do mundo, sendo um dos destinos preferidos de turistas e viajantes a negócios. Cada propriedade oferece estilo próprio, da elegância clássica ao urban chic, e resorts em paradisíacas praias tropicais, tornando-a a rede ideal para viajantes exigentes e que sabem o que desejam. 

A história 
Tudo começou logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, período em que aconteceu um boom de turistas e viajantes de avião pelo mundo. Juan Trippe, que estava no comando da tradicional Pan American World Airways (mais conhecida como PanAm), empresa aérea fundada em 1927, percebeu uma grande oportunidade: construir hotéis nas rotas servidas pela companhia aérea que pudessem ser uma opção de hospedagem aos viajantes da PanAm. Foi então que, como parte do plano de expansão da companhia na América Latina e posteriormente no resto do mundo, no dia 4 de abril de 1946, a empresa foi fundada, adotando o nome de InterContinental Hotels Corporation. O primeiro hotel da rede foi inaugurado em 1947 com o nome de Hotel Grande, localizado na cidade de Belém, no Brasil, quando poucos conheciam o conceito de hotel cinco estrelas. Rapidamente outros hotéis foram sendo construídos ao longo de suas rotas, principalmente na América Latina, como por exemplo, o Tamanaco InterContinental, em Caracas na Venezuela, e o Hotel Tequendama InterContinental Bogotá na Colômbia.


Os hotéis serviam não somente milhares de turistas, mas também como base de hospedagem de seus 40 mil funcionários, incluindo comissários de bordo e pilotos. Como uma das primeiras redes internacional de hotéis, cada unidade eram planejada para oferecer uma experiência agradável e única, principalmente aos viajantes à negócios. Ainda na década de 1950 a rede inaugurou sua primeira unidade hoteleira na região do Caribe. A década seguinte foi marcada por uma grande expansão internacional, com a rede inaugurando suas primeiras unidades fora da América Latina, sendo uma das primeiras a estabelecer hotéis na região do Oriente Médio, Ásia e África. Em 1963, num período de duas semanas, a rede inaugurou quatro unidades na Europa. Os anos 60 também ficaram marcados pelo lançamento do Six Continents Club, primeiro programa de fidelidade de hóspedes da indústria hoteleira.


Na década de 1970, várias outras unidades foram inauguradas em cidades importantes dos Estados Unidos como San Francisco e Nova York, e o INTERCONTINENTAL se tornou uma rede de hotéis sofisticada hospedando nomes famosos que incluíram George V e a Rainha Mary, o príncipe Rainier e a princesa Grace, Ava Gardner, Josephine Baker, Martin Luther King Jr. (que escreveu seu mais inspiracional discurso no ano de 1963 em um quarto do hotel de Washington), Nat King Cole, Imelda Marcos, Margaret Thatcher, Louis Armstrong, e os presidentes Ronald Reagan e Jacques Chirac. No início da década de 1980, com a crise financeira vivida pela companhia aérea, a rede INTERCONTINENTAL, então com 83 hotéis localizados em 47 países, foi vendida no dia 10 de setembro de 1981. Os novos proprietários deram prosseguimento ao plano de expansão da rede com a inauguração de unidade em cidades como Nova Orleans, Miami e Washington, além de uma suntuosa unidade na cidade do Cairo, nas margens do Rio Nilo. Na década de 1990, a rede reingressou no mercado mexicano com a inauguração de hotéis em importantes cidades turísticas como Cancun, Cozumel, Cidade do México, Los Cabos, Puerto Vallarta e Ixtapa.


Em 1998 a rede foi adquirida pelo Grupo Bass plc (uma tradicional cervejaria britânica que estava investindo no segmento de hotelaria) por aproximadamente US$ 500 milhões. Nos anos seguintes a rede continuou seu desenvolvimento com inauguração de hotéis e resorts, especialmente nos Estados Unidos. Até 2003, a marca pertencia a Six Continents, uma subsidiária da tradicional cervejaria Bass. Com a separação das unidades de negócios, foi criada a InterContinental Hotels Group, que hoje administra 11 marcas internacionais de hotéis em mais de 100 países, incluindo a INTERCONTINENTAL.


Em 2006, a rede inaugurou dois importantes hotéis: em Londres e na cidade de Boston. No ano seguinte o INTERCONTINENTAL inaugurou seu hotel de número 150 em Dubai; e, em 2008, mais dois novos hotéis foram inaugurados na China, que se tornou um mercado extremamente importante para a empresa. Mais recentemente, em 2010, os icônicos hotéis The Venetian e The Palazzo em Las Vegas, foram integrados a rede INTERCONTINENTAL. Além disso, em 2012, a rede inaugurou um luxuoso e sofisticado hotel na cidade de Doha no Catar. Em 2013, a rede INTERCONTINENTAL HOTELS & RESORTS foi considerada a marca líder de hotel do mundo, pelo quarto ano consecutivo, assim como também melhor hotel para negócios do mundo pelo segundo ano consecutivo, pela World Travel Awards. A INTERCONTINENTAL foi a primeira marca de hotel a oferecer informação de concierge específica para os destinos globais através de sites e vídeos, de forma que os hóspedes possam desfrutar de experiências de viagem mais enriquecedoras aproveitando os profundos conhecimentos das equipes de concierges. Atualmente mais de 50 hotéis da rede INTERCONTINENTAL estão em fase de desenvolvimento e construção ao redor do mundo, com inauguração prevista para os próximos três anos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Primeiro, com a junção do nome (antes a marca era escrita como InterContinental), um novo logotipo foi apresentado, incluindo uma nova topografia de letra, mais sofisticada. Mais recentemente, o tradicional símbolo da marca, a letra “i” dentro de um ícone ovalado, foi remodelado e adquiriu uma imagem muito mais sofisticada.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 4 de abril de 1946 
● Fundador: Juan Trippe 
● Sede mundial: Denham, Inglaterra 
● Proprietário da marca: InterContinental Hotels Group Plc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Patrick Cescau 
● CEO: Richard Solomons 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Hotéis: 183 
● Presença global: 66 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Turismo 
● Principais produtos: Hotéis de categoria superior 
● Concorrentes diretos: Hilton, Marriott, Hyatt, Sheraton, Renaissance e Westin 
● Slogan: An InterContinental life. 
● Website: www.intercontinental.com 

A marca no mundo 
Atualmente a rede INTERCONTINENTAL é composta por aproximadamente 1985 hotéis e resorts, disponibilizando mais de 60 mil quartos em 66 países ao redor do mundo. A China é o país que possui mais hotéis da rede com 30 unidades, seguida pelos Estados Unidos com 24 hotéis. A rede possui apenas um hotel no Brasil, localizado em São Paulo (recentemente reformado). A rede possuía outra unidade no Brasil, localizada em São Conrado no Rio de Janeiro, mas após a invasão de traficantes no mês de agosto de 2010, a empresa vendeu o hotel para a BHG, que o renomeou para Golden Tulip. 

Você sabia? 
Mais de 25 hotéis da rede espalhados pelo mundo são enormes, sofisticados e completos resorts. 
A suíte presidencial do hotel INTERCONTINENTAL em Miami é extremamente famosa por acomodar com conforto alguns hóspedes ilustres. É onde o Presidente Barack Obama se hospeda com frequência quando em visita á cidade. A diária desta suíte custa em torno de US$ 2.000, dependendo da época do ano. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/9/2013

FIORUCCI

Biquínis surpreendentemente coloridos, jeans surpreendentemente justos, camisetas e acessórios extravagantes, com muito brilho e cores berrantes, especialmente rosa-choque. Para a marca italiana FIORUCCI, nada é sagrado. A grande idéia é transformar algo comum e ordinário em moda. E esta é a real magia da FIORUCCI, o nome de um look (visual), de um conceito, de um fenômeno empresarial e social.
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A história
Tudo começou em 1962, quando o italiano Elio Fiorucci herdou de seu pai uma sapataria na cidade de Milão. Na época com apenas 22 anos, levou três pares de galochas brilhantes e coloridas para uma revista de moda semanal de Milão e convenceu os editores a publicarem uma foto. A idéia, aparentemente estranha, virou sensação no país da noite para o dia. Começava a surgir o espírito da marca FIORUCCI. Em meados desta década, começou a viajar para Londres, buscando roupas da moda. Em 1967, enquanto a América curtia Bob Dylan, The Doors, LSD e os jovens se vestiam de modo a chocar a sociedade, Milão era uma cidade conservadora e intocável pela insanidade. Foi nesse cenário que a loja da FIORUCCI em Milão, localizada na Galleria Passerella, abriu suas portas no dia 31 de maio como uma alternativa de estilo de compras. Naquela época, a loja tinha paredes laqueadas de branco, com uma grande escala azul, onde subiam e desciam as primeiras mini-saias ao som dos Beatles. Projetado pela escultora Amália Del Ponte, o espaço foi inaugurado pelo popular cantor italiano Adriano Celentano, que apareceu na abertura em um Cadillac cor-de-rosa.
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Elio trouxe a cultura jovem de Londres e da América para Milão e a apresentou aos jovens italianos, que adoraram. Eles mal haviam visto camisetas, jeans e glitter, e agora já podiam comprar tudo isso. Nada da FIORUCCI era original, exceto ela toda. A loja logo se tornou ponto de encontro dos modernos italianos. Em 1971, no meio da Guerra do Vietnam, o camuflado era o novo uniforme dos jovens pacifistas. A estampa camuflada tornou-se um clássico, ocasionalmente usado pela marca, em tons menos bélicos. Em 1974 uma segunda loja foi inaugurada na cidade de Milão em plena Via Torino e no ano seguinte em Londres, localizada na famosa Kings Roads. Ainda em 1975, os designers da grife, seguiram a trilha dos hippies e encontraram no Afeganistão aqueles casacos e jaquetas bordados com pele de ovelha, que iriam ser adotados por uma geração inteira. Eles abriram um caminho para uma grande gama de cores, roupas de brilhos exóticos, retirados de pequenos mercados ao redor do mundo.
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A FIORUCCI fez grande sucesso nos Estados Unidos com a inauguração da loja na cidade de Nova York em 1976. Entre os assíduos freqüentadores estava Andy Warhol que se divertia muito comprando objetos de plástico e onde, todos os sábados, autografava cópias da sua revista, a “Interview”. Era o começo da conquista dos jovens americanos. No ano de 1978, a montadora Alfa Romeo quis renovar o seu famoso carro Giulietta e pediu para a marca vesti-lo para a ocasião. A FIORUCCI contratou dois designers para a tarefa: os arquitetos Ettore Sotsass e Andréa Branzi. Sem alterar qualquer aspecto técnico-estrutural, os designers interferiram na atmosfera com o mote de “tudo é possível”. Até rodas azuis claras e a superfície do chassi de casca de laranja. O projeto deu ainda mais visibilidade para a grife italiana. Nesta década a marca se tornou famosa e ícone de uma geração. Viajando constantemente, Elio colhia idéias e peças que passava a uma equipe de estilistas. As roupas das lojas FIORUCCI eram jovens, novas e, com freqüência, divertidas: galochas de plástico em cores fortes; acessórios eletrônicos; camisetas com estampas computadorizadas; meias e lenços fluorescentes e jeans justos e anatômicos, que fizeram enorme sucesso.
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A marca captou o espírito do momento para um mercado predominantemente jovem, reciclando idéias antigas. No início dos anos 80, a coleção de camisetas, tops e moletons, ilustrados com os desenhos de Walt Disney nasceram. O sucesso de vendas foi tanta, que o nome da FIORUCCI entrou para a “American Multinational’s book of fame” por ter estendido a lenda do Mickey Mouse para os adultos e o universo da moda. Em 1983 inaugurou sua loja em Paris com um grande show da cantora Madonna. Era o jeito FIORUCCI de fazer barulho e chamar a atenção da mídia.
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Em 1989, passando por uma grave crise financeira (chegou a pedir falência) e de identidade, a FIORUCCI foi adquirida pela EDWIN, uma gigante japonesa do jeans Premium, por meros US$ 41 milhões em 1990. Respeitando a origem da marca italiana, todos os designers, confecção da imagem e comunicação, permaneceram no escritório de Milão. Os novos administradores ampliam o sucesso: além do vestiário, a FIORUCCI lança, no final da década, dois perfumes jovens e muitos outros acessórios. Pouco anos depois, em 1993, à partir de uma idéia da designer Gioia Magnani, um pequeno coração (estreito e comprido) apareceu pela primeira vez em uma camiseta comemorativa do Dia dos Namorados. E, logo depois, tornou-se a perfeita alusão para o frasco do segundo perfume da marca: Fiorucci Loves You. Inevitavelmente, transcendeu a ação inicial, tornando-se mais um ícone da marca.
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À partir de 2004 começa a sua expansão de franquias pela Ásia, com aberturas de uma rede de lojas no Japão (loja âncora em Tóquio), Coréia do Sul, China e Hong Kong. E à partir de 2007 começa novamente a expansão da FIORUCCI no Brasil. Apesar do império FIORUCCI ter passado por vários donos e mesmo com o passar dos anos e as mudanças, seu visual continua o mesmo: divertido e anti-fashion.
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A linha do tempo
1968
Lançamento das camisetas com temas indianos cheias de cores vibrantes e brilhos. Elas se tornaram um sucesso instantâneo.
1975
Lançamento da linha de roupas infantis com a marca FIORUCCINO.
1978
Em parceria com a Metalflex, a grife foi uma das primeiras a lançar uma linha de óculos.
1979
Inauguração da famosa loja da grife em Los Angeles, na badalada região de Beverly Hills.
1982
Em parceria com a DuPont, faz o primeiro jeans com strecht do mundo.
Re-introduziu a mini-saia com enorme sucesso. Em apenas dois meses, mais de 100 mil peças foram vendidas.
Promove o show lendário com Simon and Garfunkel em pleno Central Park, em Nova York.
1983
Lançamento de uma linha de ginástica composta por calças de lycra, body, polainas e colãs.
1985
A grife foi coroada como “Rei do Jeans” na Europa.
1989
Produz outra linha de design, desta vez assinado pela inglesa Vivienne Wetwood.
1997
Licencia sua primeira linha de produtos para casa.
1999
Lançamento do primeiro perfume da marca.
2001
Lançamento do perfume Fiorucci Love You.
2002
Desenvolve um projeto de designer, através do FIORUCCI DESIGN OFFICE, para os assentos dos aviões da companhia aérea Eurofly. Com motivos havaianos, os assentos se tornaram uma sensação entre os turistas. Devido ao bom resultado, a FIORUCCI estendeu o contrato: a partir de 2004, produtos da marca eram comercializados dentro das aeronaves; criou os uniformes dos comissários de bordo; e remodelou novamente os assentos.
2003
Lançamento da primeira linha de maquiagem da grife.
2004
Lançamento de sua linha de roupas íntimas e moda praia.
2007
Lançamento, em comemoração aos 40 anos da grife, de uma calça jeans com modelagem sequinha e o bolso bordado com a frase Love Fiorucci.
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As lojas e produtos
A FIORUCCI é inovadora na forma como moldou o conceito e visual de suas lojas. Ao invés de apenas trabalhar com a moda (vestuário: confecção e calçados), ela se transformou em uma pequena loja de conveniência, onde produtos inovadores estão ao alcance do consumidor. Desde roupas femininas, masculinas, infantis, sapatos, bolsas, acessórios, roupas íntimas e de banho, perfumes, maquiagens, até produtos para casa e gadgets, podem ser encontrados em suas deliciosas e divertidas lojas, que no mundo, fazem do ato de ir às compras, antes de tudo uma “experiência dos sentidos”.
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Os clientes são envolvidos pela música vibrante, pelo perfume de café expresso ou incenso, pelos produtos acessíveis ao toque, chocolates e deliciosas balas a vontade e pela exibição da moda em cores berrantes e formas intensas. Hoje, o jeans é o carro-chefe da marca, podendo ser encontrado em suas lojas próprias e tantas outras localizadas nos locais mais badalados do mundo. Foi FIORUCCI a primeira a lançar nas boutiques o jeans, antes vendido e posicionado como calças de trabalho. Já em 1976, a FIORUCCI vendia seu jeans por um preço acessível, posicionado com o slogan “todos podem ter”. Nesta época, custava aproximadamente 9.000 liras, enquanto um vidro de xampu custava 4.000 liras.
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Criando estilos
Ao longo dos anos a FIORUCCI ficou conhecida por seus produtos - diferentes e inusitados - e campanhas, deixando célebres algumas imagens, que trazem um revival instantâneo da marca. Mas são os detalhes que fazem a alma e o espírito da marca italiana: botões multicoloridos em camisas masculinas, a costura metálica em xales outrora comuns, exatamente o que fez daquela primeira galocha Crayola diferente de qualquer outra no mundo. A FIORUCCI consagrou alguns ícones:
- Logomarca dos anjinhos
- Calça jeans
- Dourado
(em sapatos, bolsas, botas, jeans, cintos e malas)
- Estampas de animais (tecido sintético reproduzindo as pele)
- Estrelinhas coladas nas roupas em cores pastéis e brilhantes
- O coração
- Estampas militares
- Bolsas de plástico
- Listras
- Grafismos
- Roupas em Lycra
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A logomarca dos anjos
Em 1970, FIORUCCI se tornou uma marca de verdade, adotando um logotipo, com a força de um ícone arquétipo: os dois pequenos anjos, os quais - desde então - se tornaram o símbolo mundial da marca, um gráfico decorativo colocado em cima de vestuários, acessórios e aparelhos. Os anjos, em estilo vitoriano, adaptados pelo artista gráfico italiano Ítalo Lupi, não foram escolhidos por acaso. Enquanto símbolos de liberdade e movimento são apropriados à grife que ao mesmo tempo deu início a uma verdadeira e própria revolução de cores, de fantasia e de liberdade.
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A comunicação
A marca adotou a formula criada por Oliviero Toscani, famoso fotógrafo da marca Benetton, que a posicionou na Europa e que é mantida até hoje: sensualidade, liberdade, bom humor, transgressão e irreverência. As produções elaborados pelo fotógrafo, buscam a nostalgia do passado da marca, com imagens de pin-up dos anos 60 e 70. Ressaltando a exuberância do corpo feminino, quase a transformando em uma boneca - as tornando um fetiche – mostra, porém, o outro lado, a de uma mulher no controle da situação, no comando de seu “estilo de vida”. Generosa na abundância de idéias, provocante e irônica em sua comunicação, revolucionária nas suas apresentações, o estilo FIORUCCI - um tanto humorístico, livre, sensual e ”estilo de vida” próprio - que sempre foi idolatrado pelos consumidores, procurado por estrelas e personalidades, mas também acessível para muitos. O apoio da marca foi fundamental para a abertura do inesquecível clube Studio 54 (marco na noite novaiorquina e templo mundial da disco music inaugurada em 1977 em Manhattan) e também para alavancar a carreira de Madonna, que fez sua primeira apresentação num desfile da marca.
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Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 31 de maio de 1967
● Fundador:
Elio Fiorucci
● Sede mundial:
Milão, Itália
● Proprietário da marca: Edwin Co., Ltd
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Lojas:
+ 100
● Presença global: 120 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários:
3.000
● Segmento:
Vestuário
● Principais produtos: Roupas, calçados, óculos, perfumes
● Ícones: Seus jeans e os anjos de seu logotipo
● Website: www.fiorucci.it
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A marca no Brasil
A marca foi introduzida no Brasil pela especialista em moda Glória Kalil (ela representou a marca no país por 17 anos, e tudo era fabricado aqui), sua representante de 1976 a 1992. Ícone dos anos 80, a FIORUCCI lançou moda entre os jovens brasileiros, conquistou também os fashionistas da época com seus jeans e camisetas badalados e caros. Mas inexplicavelmente caiu em desgraça, devido a popularização de seus produtos e a queda de qualidade na produção de suas peças. Como em um passe de mágica, a grife perdeu seu apelo e praticamente sumiu do mercado brasileiro. Em 2007, a FIORUCCI, agora em novas mãos, começou novamente reconquistar o consumidor brasileiro com seus produtos, e principalmente com seu forte conceito. Para 2009, a marca pretende abrir pelo menos três lojas próprias. Os famosos anjinhos que eram obrigatórios nos anos 80 estão de volta ao Brasil com um mix de produto completo.
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A marca no mundo
Além das lojas em Nova York e Los Angeles, está presente por toda a Europa em cidades como Londres Paris e Milão, na América do Sul (Argentina, Chile, Peru e Colômbia), México e na Ásia (Japão, China, Coréia do Sul, Taiwan e Tailândia). Sua rede de lojas próprias conta atualmente com mais de 100 unidades.
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Você sabia?
A FIORUCCI é líder italiana em exportação no seu segmento.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 30/5/2009

MAYBELLINE NEW YORK


MAYBELLINE NEW YORK leva as tendências da passarela para as ruas, dando poder às mulheres para mostrar o que são, explorar novos looks, e se orgulharem da sua própria criatividade e individualidade. Inspirado por mulheres confiantes e realizadas, a marca oferece fórmulas científicas avançadas, texturas revolucionárias e cores que ditam tendências lançando produtos práticos, inovadores e acessíveis. E não foi por acaso que a MAYBELLINE NEW YORK se tornou a marca de cosmético número 1 no mundo. 

A história 
A história começou quando Maybel Williams, uma jovem americana, se divertia testando receitas de beleza em sua modesta casa nos arredores da cidade de Chicago, estado de Illinois. Uma dessas experiências, aplicar vaselina, cinza de cortiça e carvão (responsável pela cor) sobre os cílios, chamou a atenção de seu irmão, Thomas Lyle Williams, que observava com curiosidade as travessuras de Maybel. “É para aumentá–los”, justificou a irmã. Resultado: T.L. Williams, um jovem químico de apenas 19 anos, transformou a receita de sua irmã em um grande sucesso comercial, fundando MAYBELLINE LABORATORIES em 1915. Quando foi batizar a invenção, T.L. resolveu homenagear sua musa inspiradora. Sendo assim, uniu o nome da irmã (Maybel) às quatro últimas letras da palavra vaseline (vaselina, em inglês), um dos componentes do novo cosmético.


Dois anos mais tarde introduziu seu primeiro produto no mercado: Maybelline Cake Mascara, uma mistura mais segura de vaselina com pó de carvão e primeiro cosmético moderno para os olhos indicado para uso diário. Além disso, o produto tinha um conceito de aplicação mais prático, pois vinha em um estojo com espelho e uma escovinha de cerdas. O cosmético era, inicialmente, apenas vendido por correio. No entanto, o produto fez tanto sucesso que começou a ser pedido pelas senhoras nas drogarias e lojas especializadas. Ao longo dos anos vários produtos foram sendo introduzidos como as sombras coloridas para os olhos em 1920 e os delineadores em 1930. Ainda na década de 30, para que pudesse responder à procura cada vez mais crescente pelos seus produtos a empresa começou a distribuí-los a uma maior quantidade de lojas, inclusive drogarias. As sombras para os olhos e os recém-lançados lápis-de-olho se tornaram bastante conhecidos. A MAYBELLINE também lançou um pack de máscara que era vendido por apenas 10 centavos de dólar. Além disso, a marca lançou suas primeiras campanhas publicitárias, que continham anúncios onde Betty Grable demonstrava um passo a passo para obter visuais fantásticos. O resultado foi que em meado desta década, 63% das americanas já usavam máscara nos olhos.


As décadas de 1940 e 1950 foram marcadas pelas sombras em formato de canetas e pelo surgimento do delineador líquido. Ainda na década de 50 a MAYBELLINE foi uma das primeiras empresas de cosméticos a anunciar na televisão, que já chegava a muitos lares americanos. “Preferida pelas mulheres inteligentes em todo o mundo”, era a mensagem publicitária. Foi neste período que a MAYBELLINE iniciou a exportação de seus produtos para vários países. A década de 1960 começou com o lançamento da Ultra Lash, o primeiro rímel comercializado dentro de um tubo. Vendido apenas por um dólar e a prova de água, seu pincel dosava bem a quantidade de produto, além de separar e alongar os fios. Em 1967, a empresa Plough Inc. comprou a MAYBELLINE.


As linhas de maquiagens, batons e esmaltes foram introduzidas no mercado em 1970. No ano seguinte a MAYBELLINE introduziu no mercado um produto de enorme sucesso: Great Lash, outro rímel resistente à água, identificado pelo seu inconfundível tubo rosa e verde, e, que até hoje, continua a ser o mais vendido no mercado americano. Pouco depois, em 1975, para atender a enorme demanda a marca inaugurou sua nova fábrica em North Little Rock, estado do Arkansas, empregando inicialmente 350 pessoas. Foi também nesta década que a marca lançou o primeiro gloss labial colorido com aplicação de “rollerball”, em sabores como chiclete, menta e cereja.


Em 1983, foi colocado à venda no mercado o “Shine Free Oil Control”, desenvolvido exclusivamente para mulheres com pele oleosa, cuja fórmula não obstruía os poros. Com este produto, a pele conseguia manter-se fresca e com um ar natural durante todo o dia, sendo a oleosidade controlada. A década de 1990 tem início com a MAYBELLINE mudando de mãos, sendo adquirida pelo grupo de investidores Wasserstein Perella & Co. No ano seguinte, ocorreu o lançamento do slogan que tornaria a marca ainda mais famosa e popular: “Maybe she’s born with it. Maybe it’s Maybelline” (algo como “Talvez ela tenha nascido com isso. Talvez seja Maybelline”). Este slogan exprime a ideia de que a beleza de cada mulher deveria ser revelada e, foi e ainda é, um grande sucesso para a marca, sendo reconhecido por todo o mundo.


Em fevereiro de 1996, MAYBELLINE foi incorporada à gigante francesa L’Oréal, chegando ao Brasil em agosto do ano seguinte. A gestão experiente da empresa francesa estimulou a MAYBELLINE para que criasse produtos com a mais avançada tecnologia. Com a chegada do novo milênio a MAYBELLINE se tornou a empresa de cosmético número 1 dos Estados Unidos. Em 2001, foi lançado no mercado mais um produto campeão de vendas: o Wet Shine Wet Look Lipcolor, que dava um brilho nos lábios, deixando-os com a aparência de como se estivessem molhados.


No ano seguinte, a MAYBELLINE, finalmente se tornou a marca de cosmético número 1 no mundo. Com a mudança da sede para a cidade de Nova York a marca passou a se chamar oficialmente MAYBELLINE NEW YORK em 2004. Um dos recentes sucessos da marca foi o lançamento em 2009 do Dream Fresh BB Cream, que promete 8 soluções em um único produto: hidrata, protege com FPS 30, ilumina, tem fórmula oil free, disfarça imperfeições, se ajusta ao tom da pele, melhora a aparência da pele e suaviza. Outra novidade inovadora foi lançada em 2011: a linha Color Tattoo, sombras em creme que utilizam tecnologia de pigmentação completamente nova, entregando assim cores intensas que duram 24 horas e permitindo às mulheres trabalhar e brincar com as cores de uma forma quase artística.


No Brasil, a marca adicionou diversos produtos ao seu portfólio, inclusive com fórmulas adaptadas às consumidoras brasileiras (por exemplo, a máscara Colossal Super Filme e a linha de base e pó Pure Make Up), e está consolidada como uma das líderes do varejo de maquiagem. A MAYBELLINE também aumentou sua distribuição com a inauguração de quiosques exclusivos (através de franquias) em diversas cidades, como Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Além de ser a patrocinadora oficial de 13 semanas de moda mundiais, entre elas Nova York, Berlim e Tóquio, desde 2009 a marca produz um calendário de colecionador, em edição limitada, que retrata seu espírito: cores incríveis, porta-vozes lindas e a cidade de Nova York como inspiração. A imagem da marca foi ou é traduzida por famosas e belas porta–vozes mundiais como Josie Maran, Tomiko Fraser, a brasileira Adriana Lima, Kristin Davis (a Charlotte do seriado Sex and The City) e Gigi Hadid, atual rosto da MAYBELLINE NEW YORK.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Aos poucos a tipografia de letra foi sendo refinada.


Em 1996 o nome da marca passou a ser escrito em letras maiúsculas. Em 2004 o logotipo apresentou um visual mais moderno e sofisticado, incluindo a inserção da palavra NEW YORK. Mais recentemente a tipografia de letra foi levemente afinada. O logotipo pode ser aplicado em preto, azul, entre outras cores.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1915 
● Fundador: Thomas Lyle Williams 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Maybelline LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da L’Oréal S.A.) 
● Presidente: David Greenberg 
● Faturamento: US$ 2.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.500 
● Segmento: Cosméticos 
● Principais produtos: Máscaras para cílios, lápis, sombras, pós–compactos, batons e esmaltes 
● Concorrentes diretos: Revlon, Covergirl, Neutrogena, Rimmel London, Max Factor, Bourjois e L’Oréal 
● Ícones: O rímel 
● Slogan: Maybe She’s Born With It. Maybe It’s Maybelline. 
● Website: www.maybelline.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a MAYBELLINE NEW YORK, uma das marcas líderes globais no segmento de maquiagens e cosméticos, comercializa seus produtos em mais de 100 países ao redor do mundo, oferecendo uma linha completa com mais de 300 produtos (desde máscaras para cílios, lápis, sombras, pós–compactos, batons, glosses até uma incrível coleção de esmaltes), aliada a uma cartela de cores com ampla variedade de opções em sintonia com os lançamentos da moda. A marca também vende seus produtos através de quiosques exclusivos, em formato candy shop, onde as clientes podem escolher e experimentar os produtos, incluindo maquiagem para olhos, lábios, face e unhas. Segundo relatório da consultoria Brand Finance a MAYBELLINE NEW YORK é a quarta marca de cosméticos mais valiosa do mundo. 

Você sabia? 
Durante a Segunda Guerra Mundial não era possível encontrar meia-calça em virtude da escassez do náilon, amplamente utilizado na confecção de pára-quedas. Por isso as mulheres improvisavam usando o delineador de olhos da MAYBELLINE para simular a costura que fica atrás da perna. 
A palavra rímel surgiu do sobrenome de Eugene Rimmel. Em 1929 a empresa criada por ele também passou a fabricar cosméticos para serem usados nos cílios. Apesar da marca MAYBELLINE ter sido pioneira na criação do produto, foi a Rimmel que popularizou o seu uso. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 20/7/2015

CONCHA y TORO


A vinícola chilena Concha y Toro nos últimos anos acabou por sepultar um tabu que há décadas dizia que vinhos de qualidade eram franceses ou italianos. Quer seja no segmento premium ou no popular os vinhos da Concha y Toro estão entre os melhores e mais consumidos do mundo, conquistando o olfato e o paladar até dos mais exigentes consumidores. 

A história 
A história de uma das marcas mais fortes do Chile começou no ano de 1883 quando Don Melchor de Concha y Toro, um distinto advogado, empresário (que acumulou fortuna explorando minas de prata no deserto de Atacama) e político influente no país (incluindo eleições para deputado e senador e três passagens pelo Ministério da Fazenda), acompanhado de sua riquíssima mulher Emiliana Subercaseaux, fundou a vinícola com o nome de Marquês de Casa Concha, localizada na pré-cordilheira, perto da cidade de Santiago, com o objetivo de explorar o potencial da produção vitivinícola do vale do Rio Maipo, onde o clima era mediterrâneo e o solo aluvial. Ele importou as mais exclusivas mudas de uvas de Bordeaux, região francesa tradicional na produção dos melhores vinhos do mundo, plantou no vinhedo de Ponte Alta e, em pouco tempo, colheu uvas de boa qualidade, que lhe rendiam vinhos interessantes. Foi então que ele contratou um importante enólogo francês, Monsieur de Labouchere, para preparar os seus vinhos. Começava a nascer uma lenda.


O maior e mais importante vinhedo do Chile foi pioneiro na produção de vinhos. Conta a história que uma praga devastadora arrasou as plantações na Europa de onde foram colhidas as mudas trazidas por Don Melchor. Por isso, apenas ali, no Vale do Maipo, encontram-se as raras parreiras com as uvas que produzem o famoso vinho Don Melchor, que conquistou os críticos internacionais da bebida. Os vinhos produzidos tiveram sucesso imediato. Porém, foi o emblemático Casillero del Diablo, feito da uva Cabernet Sauvignon, que projetou o vinho chileno para o mundo. Foi em 1891 que Don Melchor criou a lenda do que é hoje um dos vinhos mais conhecidos mundialmente. A lenda que cerca este mítico e aclamado vinho, transformou os vinhedos do Chile famosos no mundo inteiro. No ano seguinte, com a morte do fundador no dia 21 de julho, seu filho, Juan Enrique, assumiu o comando dos negócios.


O primeiro carregamento de Concha y Toro á desembarcar na Europa foi em 1933 no porto de Roterdã na Holanda. A consagração da conquista do mercado mundial se deu a partir de 1957, com a vinda de Don Eduardo Guilisasti Tagle para a presidência da empresa, o qual adquiriu novos vinhedos; criou uma vinícola orientada só para a exportação, chamada Cono Sur; fincou pé no outro lado da cordilheira, adquirindo um vinhedo em Mendoza (Argentina), onde instalou a Bodega Trivento, também focada no mercado externo; iniciou o desenvolvimento de novos produtos e adequou a política da empresa aos padrões mundiais de qualidade. Em 1994, se tornou a primeira empresa do setor no mundo a comercializar ações na Bolsa de Valores de Nova York.


A partir desta década a empresa iniciou o lançamento de vinhos excepcionais, como por exemplo, em 1997 quando foi produzido em parceria com a famosa e conceituada vinícola francesa Baron Phillippe de Rotschild, o aclamado Almaviva, safra 1996, inaugurando, no Chile, a categoria Primer Orden (equivalente à categoria francesa “Grand Cru Classe”). As uvas utilizadas na fabricação deste aclamado vinho advêm de plantas com mais de vinte e cinco anos de idade e que se encontram em um setor denominado Puente Alto. O Almaviva é o único vinho do Chile a ter sua bodega em caráter Chateau, ou seja, um vinhedo, uma bodega e uma equipe técnica exclusivos para a produção de um único vinho. Para entender o sucesso desse vinho tinto, 99% de sua produção é exportada e negociada por brokers franceses e distribuída para as melhores lojas, hotéis e restaurantes do mundo. Em 2000, outra lenda foi introduzida no mercado: o vinho TERRUNYO, proveniente da seleção dos melhores vinhedos, em qual se identifica um caráter único e complexo em cada variedade selecionada.


Quatro anos mais tarde a Concha y Toro atingiu o volume de 1.5 milhões de caixas do vinho Casillero del Diablo exportadas. Nesta época, o mais conhecido vinho da empresa, justamente o Casillero del Diablo, ganhou nova roupagem e garrafa, além de uma enorme campanha de marketing nos 114 países onde era comercializado, se transformando em uma marca global. Nesta época, a Concha y Toro se posicionava como a sétima maior produtora do mundo e a primeira da América do Sul. Em 2010 a Concha y Toro assinou uma parceria inédita com o Manchester United para ser o vinho oficial da tradicional equipe inglesa de futebol. O acordo tinha como objetivo aumentar a notoriedade da Concha y Toro e das suas marcas no mundo inteiro, com particular foco nos mercados da Ásia, América Latina, África, além do leste e norte da Europa. No início de 2011, a empresa anunciou a compra da Fetzer Vineyards, maior vinícola do condado de Mendocino, no estado americano da Califórnia. Com isso, a empresa chilena adicionou ao seu portfólio marcas como Fetzer, Bonterra, Five Rivers, Jekel, Sanctuary e a licença de uso da Little Black Dress. No final de 2014, a empresa inaugurou o seu primeiro Centro de Pesquisas e Inovação, um moderno complexo de laboratórios e cave experimental, únicos na América Latina, cujo objetivo é explorar o potencial de outras cepas e melhorar as já cultivadas no Chile.


Afinal, o que faz uma marca de vinho ser tão apreciada e admirada assim? Um dos segredos está na matéria-prima. A Concha y Toro tem como filosofia que a qualidade dos vinhos nasce na parra, independentemente de estarmos falando de vinhos com produção em massa, como Frontera ou Sunrise, ou de vinhos especiais, como Amelia ou Don Melchior. E para garantir matéria-prima de qualidade alguns cuidados são fundamentais. A escolha do terroir – termo francês que significa o local ideal para a plantação – a adequada seleção das mudas e o manejo são os fatores principais que influenciam em qualquer produto final da Concha y Toro.


Um vinho cheio de mistérios 
Basta identificar no rótulo o semblante ornado por chifres para saber que o vinho em questão é o chileno Casillero del Diablo, uma espécie de fenômeno capaz de agradar a quase todos os paladares. A lenda desse vinho, inicialmente feito da uva Cabernet Sauvignon, começou há mais de cem anos, em 1891, quando o fundador da marca resolveu reservar para si os melhores vinhos das safras de suas vinícolas. Como forma de manter inalteradas as condições de temperatura e unidade, estes vinhos foram guardados ao fundo de uma magnífica adega subterrânea, um depósito especialmente destinado a este fim. Passado algum tempo Don Melchor de Concha y Toro percebeu que estes vinhos estavam desaparecendo misteriosamente. Depois de inúmeras conversas chegou à conclusão que estavam sendo roubados por pessoas das redondezas. Diante disto, para cessar o sumiço dessa reserva preciosa, espalhou ardilosamente o boato de que o próprio diabo vivia dentro do porão no qual os vinhos estavam armazenados. Bastou que um ou dois empregados vissem sombras e ouvissem barulhos no local para que o rumor se espalhasse. E a história funcionou. O medo afastou todos os ladrões, e, nunca mais, sequer uma garrafa voltou a desaparecer. Nascia assim o lendário vinho Casillero del Diablo (em espanhol algo como “A Adega do Diabo”). O mítico vinho seria lançado no mercado somente em 1966, sendo um dos principais responsáveis por projetar a Concha y Toro internacionalmente, vendendo mais de 5.22 milhões de caixas (9 litros) no mundo inteiro em 2017.


Atualmente a linha Casillero de Diablo é composta pelos vinhos tintos (Carmenére, Merlot, Cabernet Sauvignon, Shiraz, Pinot Noir e Malbec), brancos (Chardonnay, Sauvignon Blanc Riesling, Pinot Grigio, Viognier e Gewürztraminer) e rose (Shiraz), além da linha Reserva Privada (CS/Shiraz e Sauvignon Blanc) e um espumante. Mais recentemente a empresa lançou o Casillero del Diablo Vintage, uma réplica exata do primeiro Casillero del Diablo, lançado décadas atrás, vindo direto da famosa adega onde nasceu a lenda. Um produto único, do renomado Vale do Maipo, que é uma reprodução em edição limitada do vinho que se tornou, com o passar do tempo, um dos Cabernet Sauvignons mais conhecidos no mundo. O famoso vinho tem como slogan “Casillero del Diablo. The original wine legend” (“La Leyenda Original del Vino”).


Um cardápio de qualidade 
Os vinhos Concha y Toro e Casillero del Diablo são apenas algumas das marcas produzidas pela empresa. Entre sua gama de produtos existem desde vinhos de excepcional qualidade como Don Melchor (um Cabernet Sauvignon feito com uvas do melhor e mais antigo vinhedo da casa, o Puente Alto, lançado no mercado em 1987. Até 2000, era 100% Cabernet Sauvignon, mas a partir de 2001 foram agregadas as uvas Petit Verdot e Cabernet Franc), Carmín de Peumo (um vinho espetacular, com seu aroma e cor, que consagrou internacionalmente a uva Carmenère), Amelia, Terrunyo (produzido com uvas de vinhedos selecionados onde o micro-clima, as uvas Carmenère, o solo e a mão perita do homem interagem de forma mágica, criando a harmonia perfeita dando origem à qualidade única), Marqués de Casa Concha (uma linha de vinhos Charddonay e Merlot), Trio (elaborado com corte de três uvas: Cabernet Sauvignon, Shiraz e Cabernet Franc), Late Harvest (único vinho de sobremesa da empresa, um blend de Sauvigon Blanc e Riesling colhidas tardiamente com grande concentração de açúcar) e Almaviva (um ícone dos vinhos chilenos); passando por vinhos de excelente custo benefício como Sunrise e Frontera; até os populares de boa qualidade como Tocornal, Clos de Pirque, Exportación e Fressco. A empresa ainda oferece os vinhos Trivento (que trabalha com a uva Malbec) da Argentina, além de Fetzer e Bonterra (que se destaca pelo vinho orgânico), marcas californianas.


Em 2005, uma das melhores colheitas que houve em todo o Chile, permitiu o nascimento do Casillero del Diablo Reserva Privada. A equipe agrícola da Concha y Toro por anos trabalhou para elaborar um grande vinho e eis que do Vale do Maipo, na zona de Pirque e Rapel, em Pneumo, surgiu este vinho que permaneceu em barril de roble francês por 14 meses dando maior complexidade e aporte de madeira ao Casillero del Diablo. Atualmente todos os vinhos da Concha y Toro são produzidos em 11.000 hectares de vinhedos no Chile, na Argentina e nos Estados Unidos, o que torna a empresa a segunda maior a nível mundial com vinhedos próprios.


A vinícola 
Um passeio pela história do vinho. Assim pode ser definida a visita à Concha y Toro, a maior e mais importante vinícola do Chile e da América Latina, localizada em Pirque, pequeno município a 27 km da capital chilena. Logo ao chegar, entende-se porque Concha y Toro é uma das vinícolas mais procuradas pelos turistas e amantes dos vinhos.


A paisagem é fascinante. Em grande parte dos 68 hectares (com as mais nobres uvas francesas, tais como Chardonnay, Sauvignon Blanc, Merlot, Pinot Noir, Semillon e Gewurztraminer), extensos campos verdes formam um horizonte de se perder de vista. As flores, que emolduram as construções, deixam o ambiente ainda mais romântico e deslumbrante. A visita é bastante agradável e se inicia com um pequeno filme sobre a criação da Concha y Toro. O tour na propriedade passa pela linda casa amarela (chamada de Casona), cercada de belos jardins, com um lago e muitas roseiras, onde habitava Don Melchior e seus descendentes; pelos campos cobertos por parreiras, conhecendo os tipos de uvas (ao todo estão plantados 26 tipos diferentes), inclusive a Carmenère, que é oriunda da França, mas hoje em dia exclusiva do Chile; por todas as etapas de produção; e finalmente uma seção de degustação de tais preciosidades, acompanhada de tapas (petiscos, que incluem queijos, patês e castanhas), onde os enólogos dão uma pequena aula aos leigos no assunto, com dicas de como segurar na taça, sentir o cheiro da bebida e prová-la.


Mas o ponto alto da visita é conhecer o local chamado Casillero del Diablo, onde estão as garrafas do precioso vinho e no qual se criou uma lenda. A história é narrada aos turistas por uma voz macabra dentro da adega subterrânea. As luzes se apagam, uma gargalhada ecoa e na parede surge uma imagem projetada do diabo encapuzado. É um dos momentos mais divertidos do passeio. No final do tour o visitante leva a taça de vinho (na qual foram feitas degustações) de lembrança, com o nome da vinícola. Na propriedade há ainda uma loja para comprar vinhos e outros acessórios. A cada dez minutos parte um tour, alternando os idiomas inglês, espanhol e português. Também há guias que falam japonês.


A evolução visual 
A identidade visual da marca chilena passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Mais recentemente a marca apresentou um novo logotipo com tipografia de letra mais moderna.


Além disso, foi criado também um logotipo que utiliza como símbolo as iniciais CT.


Dados corporativos 
● Origem: Chile 
● Fundação: 1883 
● Fundador: Don Melchor De Concha y Toro 
● Sede mundial: Santiago, Chile 
● Proprietário da marca: Viña Concha y Toro S.A. 
● Capital aberto: Sim (1994) 
● Chairman: Alfonso Larraín Santa Maria 
● CEO: Eduardo Guilisasti Gana 
● Faturamento: US$ 965.7 milhões (2017) 
● Lucro: US$ 81.2 milhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 1.57 bilhões (junho/2018) 
● Presença global: 147 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.600 
● Segmento: Bebidas Alcoólicas 
● Principais produtos: Vinhos e espumantes 
● Concorrentes diretos: Viña Santa Carolina, Viña Santa Rita, Santa Helena, Terrazas, Robert Mondavi, E&J Gallo, Treasury Wine Estates e Jacob’s Creek 
● Ícones: O vinho Casillero del Diablo 
● Website: www.conchaytoro.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente, o vinhedo, responsável por mais de 33% da exportação do Chile no segmento, está localizado em uma região ideal para a produção da uva Cabernet Sauvignon, possuindo moderna tecnologia em equipamentos de refrigeração, tanques de aço inoxidável, filtros e barris de carvalho americano ou encina francesa. Em 2017 a Concha y Toro vendeu 34.8 milhões de caixas (9 litros) de vinhos para mais de 147 países ao redor do mundo. Atualmente a empresa é a segunda maior vinícola do mundo (em área plantada), com capacidade para produzir mais de 370 milhões de litros de vinho, e a quinta marca de vinho mais vendida do mundo. Os maiores mercados da marca são Inglaterra, Estados Unidos, Chile, Alemanha e Brasil. 

Você sabia? 
A Concha y Toro foi considerada, em 2014, a “Marca de Vinhos Mais Poderosa do Mundo” pela consultoria inglesa Intangible Business. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/6/2018