10.5.07

ZOOMP

Sem sombra de dúvida a ZOOMP influenciou decisivamente a trajetória da moda contemporânea brasileira. Considerada por muitos como uma marca de vanguarda, ela foi a responsável pela popularização do jeanswear no país. Desde que surgiu a ZOOMP teve momentos de grande experimentação, como o lançamento do jeans lavado, peça que causou frisson no mundo fashion e que é ícone da marca até hoje.
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A história
Tudo começou no início da década de 70, quando Renato Kherlakian, um jovem de origem Armênia, cujos pais eram proprietários de uma grande loja de caxemira no centro de São Paulo, começou sua trajetória no mundo da moda. Na então badalada Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta, zona sul de São Paulo, despertou a atenção de uma consumidora, encantada com a camisa que o empresário vestia. Aquele encontro rendeu-lhe a primeira encomenda. O primeiro passo foi apenas revender roupas, mas logo começou a criar e produzir modelos próprios, que podiam ser encontrados nas mais importantes lojas paulistanas. A marca ZOOMP foi criada somente em 1974, com o objetivo de transformar o jeans em artigo de moda para jovens descolados.
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As primeiras calças jeans da marca, cujo corte vestia as brasileiras como uma luva, foram distribuídas em butiques, freqüentadas por pessoas de alto poder aquisitivo. Com muito requinte e sofisticação, a peça entrou de vez no guarda roupa da seleta clientela, que não só a usava, mas começava a criar uma identidade com a marca e usar o próprio corpo para divulgar a recém criada grife. Sua primeira coleção, chamada Sexy Jeans, foi lançada em 1979. Sua estréia foi totalmente inusitada para o meio da moda. No Sandália de Prata, tradicional casa de samba de São Paulo. Na platéia, 900 pessoas ansiosas por assistir ao primeiro grande desfile de moda fora das tradicionais passarelas. A ZOOMP inaugurava naquela noite um novo conceito de grife no Brasil e fazia do raio amarelo, sua marca registrada, um dos símbolos de status mais cobiçados do país. A marca abriu sua primeira loja no recém-inaugurado Shopping Eldorado em 1981, e nos anos seguintes dominou o mercado, transformando o raio amarelo em um dos maiores objetos de desejo da juventude.
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A marca implantou um novo conceito de loja ao alinhavar a mesma linguagem para a música ambiente, a cenografia das vitrines e a equipe de vendas, composta por jovens formadores de opinião. O projeto arquitetônico era assinado por Sig Bergamin e as cenografias feitas por Cristina de Sá, uma novidade para um mercado que acordava para a necessidade de se imprimir ao ponto-de-venda a personalidade da marca. A receita deu tão certo, que, em três anos, a ZOOMP já contava com cinco lojas próprias no eixo Rio-São Paulo. A partir de 1984 iniciou grande plano de expansão e concessão de franquias em todo o país.
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Nos anos 90, a marca viveu momentos delicados diante da abertura do mercado aos produtos importados, sendo obrigada a rever seus custos, a enxugar seus quadros e o número de lojas. A marca então, tentando surpreender sua clientela, começou a inovar em cada coleção lançada; rejuvenesceu o ambiente das lojas; lançou uma segunda marca, a Zapping, inspirada no streetwear; e transformou a grife em um objeto de desejo cada vez mais cobiçado. No início do novo milênio a ZOOMP chegou a ter 800 funcionários e 84 lojas espalhadas em dez países. Mas, a posição e o glamou da marca começaram a ruir poucos anos depois. Afundada em pesadas dívidas a ZOOMP foi adquirida em julho de 2006 pelo grupo Identidade Moda.
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Porém, o que parecia a salvação se transformou em uma tragédia: a crise financeira só piorou, surgiram inúmeros protestos na justiça, as coleções ficaram menos variadas e os pedidos de entrega escassos, cancelamento do desfile na São Paulo Fashion Week (da qual a ZOOMP havia participado de todas as edições), fechamento de boa parte de suas lojas (hoje, apenas um punhado delas sobrevive), até afundar com pedido de falência decretado no início do mês de fevereiro de 2009 (revogado poucos dias depois). Diante de tantos problemas, a Global Capital, gestora do fundo de crédito, assumiu a ZOOMP, e aos poucos está tentando recuperar a marca e seu prestígio. Uma tarefa considerada dificílima, visto que a ZOOMP nem de longe tem o prestígio que possuía.
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Dados corporativos
● Origem:
Brasil
● Fundação: 1974
● Fundador:
Renato Kherlakian
● Sede mundial:
Barueri, São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca:
Capital Global
● Capital aberto:
Não
● Presidente: Julius Buchenrode
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Lojas: 10
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Funcionários: 450
● Segmento: Moda
● Principais produtos: Jeans, roupas e acessórios
● Ícones:
As calças jeans e o raio amarelo de seu logotipo
● Website:
www.zoomp.com.br
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A marca no Brasil
Atualmente a ZOOMP possui uma pequena rede de 10 lojas, e seus produtos (mais de 600 itens entre jeans, roupas – masculina e feminina – além de acessórios e calçados) são comercializados em mais de 1.500 pontos de vendas do país. Mesmo com a crise que assolou a empresa, a ZOOMP manteve sua média histórica e vendeu mais de um milhão de calças em 2009.
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Você sabia?
As campanhas publicitárias da marca eram de causar inveja a qualquer concorrente, com a participação de muitas modelos famosas, entre elas Gisele Bündchen, Naomi Campbell, Jeiza Chiminnazo, Eva Herzigova, Ana Cláudia Michels, Caroline Ribeiro e Fernanda Tavares.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e Veja), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), e Wikipedia (informações devidamente checadas).
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Última atualização em 14/6/2010

OLYMPIKUS


Quem poderia imaginar que uma marca esportiva genuinamente brasileira iria afrontar gigantes globais como Nike e Adidas. Que iria se tornar sinônimo do melhor vôlei do mundo. Patrocinar os maiores atletas do Brasil. Dificilmente ninguém apostaria nisso. Mas a OLYMPIKUS apostou, colocando a cada dia nas pistas, nas ruas, nas quadras e nas academias as melhores tecnologias à disposição dos melhores atletas. Afinal, a marca está continuamente investindo em tecnologia e inovação, priorizando pesquisas e desenvolvimento de novos produtos, sempre em busca da melhor performance para milhões de atletas, sejam eles amadores ou profissionais. 

A história 
A marca foi criada em 1975 pela Azaleia, empresa especializada em calçados femininos desde 1958, aproveitando a época em que foi aprovada uma lei federal que instituiu a obrigatoriedade da prática de educação física nas escolas, tendo como primeiro produto um modelo de tênis ideal para resistir às provas do dia-a-dia das crianças e jovens. E já nascia competitivo. Forte, resistente, indestrutível, foi o primeiro modelo de tênis feito em couro do mercado brasileiro, superando os tradicionais modelos em tecido da época. A marca OLYMPIKUS começava a fazer história entre os brasileiros.


Foi a partir da década de 1980 que ingressaram no mercado brasileiro as marcas esportivas internacionais, trazendo produtos com novas tecnologias, estratégias de marketing inovadoras e grandes celebridades do esporte em campanhas publicitárias. Para enfrentá-las a OLYMPIKUS se fortaleceu, investiu em design, em tecnologia, desenvolveu novos produtos, e começou a criar relações de grande envolvimento com o esporte brasileiro através de campanhas publicitárias estreladas por ídolos do esporte nacional. Em 1995 a OLYMPIKUS entrou literalmente nas quadras patrocinando um super time de vôlei que marcou época, com os melhores atletas brasileiros: o time OLYMPIKUS de vôlei. O investimento da marca no esporte tinha várias justificativas: o vôlei tinha acabado de conquistar, nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil em esportes coletivos, desfrutava de grande popularidade entre os jovens e contava com uma base de praticantes dos dois sexos, possibilitando um excelente canal de comunicação da marca com esses públicos.


A associação com o esporte também permitiu a OLYMPIKUS vincular-se a conceitos como saúde e bem-estar e, ao buscar se especializar na produção de materiais de alta qualidade para a prática esportiva, estimular a disseminação desses conceitos. Dois anos depois, em 1997, iniciou com a Confederação Brasileira de Voleibol, uma das mais fortes e lucrativas parcerias do esporte brasileiro, que dura até os dias de hoje, com muitas vitórias e conquistas inéditas. A OLYMPIKUS passou a ser então a marca oficial da CBV, apoiando e patrocinando o melhor time de vôlei do mundo. A OLYMPIKUS deixava de ser, mesmo que timidamente, apenas uma marca de tênis e passava a ser uma marca de artigos esportivos, produzindo uniformes e vestuários de alto desempenho com os mais sofisticados materiais e as mais avançadas tecnologias.


Líder absoluta em vendas, líder em lembrança de marca e líder nas quadras e nas pistas, a OLYMPIKUS ainda preparava mais um grande salto. Na década de 1990, a marca se uniu a grandes nomes do esporte nacional como Claudinei Quirino (atletismo), Gustavo Borges (natação), Vanderlei Cordeiro (maratona) e Mauren Maggi (atletismo), passando a ser patrocinadora oficial da Confederação Brasileira de Atletismo e do Comitê Olímpico Brasileiro em 1999. Ainda nesta década, em 1996, a OLYMPIKUS deixou definitivamente de ser apenas uma marca de tênis e passou a vender diversas peças de vestuário esportivo, como camisetas e até mochilas.


No ano seguinte, revolucionou o mercado com o lançamento do TUBE, uma tecnologia de amortecimento aparente exclusiva da marca. Inspirada nos tubos flexíveis que protegem grandes edificações de cidades como Los Angeles e Tóquio dos efeitos devastadores de grandes terremotos, e proporcionando um amortecimento de alto desempenho, ela pode ser considerada a principal inovação dos produtos OLYMPIKUS em toda sua história. Nos anos seguintes surgiram outras tecnologias como a BoxSystem, tecnologia de amortecimento de impacto composta por uma peça de EVA sobre uma sola de borracha resistente; Dry Action, tecido de alta transpiração que elimina o suor e evita a aderência na pele, facilitando a circulação do ar e garante controle térmico; DuoFlow, tecnologia de amortecimento de impacto sofrido pelo calcanhar; EVAFlow, dois tipos diferentes de EVA que garantem além de absorção de impacto, extrema leveza; Glidertec, tecnologia que une borracha e EVA para maior segurança e amortecimento; Solar Tech, tecido especial que bloqueia os raios UVA e UVB, garantindo proteção solar; e a Supporter, tecnologia que proporciona maior estabilidade e flexibilidade.


No início do novo milênio a marca resolveu apostar todas as suas fichas no atacante da Seleção Brasileira de vôlei Giba, que se tornou um consultor para seus produtos no esporte, e no tenista brasileiro Gustavo Kuerten (cuja marca patrocinou entre 2002 e 2003). Pouco depois, em 2003, foi a vez do técnico Bernardinho se tornar garoto-propaganda da marca. Em 2006, com a marca bem estabelecida no mundo esportivo, a OLYMPIKUS marcou presença no segmento urbano com o lançamento da OLK, uma linha de calçados e acessórios casuais, que tinha como principal garoto-propaganda o apresentador Luciano Hulk. Além disso, a marca inaugurou sua primeira loja própria. Em 2008, a OLYMPIKUS esteve presente no maior evento esportivo do mundo: os Jogos Olímpicos. Os uniformes e equipamentos esportivos da marca foram utilizados por toda delegação brasileira e mais sete países participantes. Era uma enorme exposição mundial para a marca brasileira. Além disso, iniciou forte investimento no mercado argentino, dando os primeiros passos para internacionalização da marca. Em 2009 a marca se tornou patrocinadora do Flamengo, assinando o maior contrato da história do futebol sul-americano até então, aproximadamente R$ 170 milhões.


Em 2010, a marca ampliou sua linha de running de alto desempenho com tecnologia TUBE TECH através do lançamento do modelo Tera 2 Prona (para pisada pronada), que tem como principal característica o amortecimento de impacto, presente no calcanhar e na planta do pé; e trouxe o ZOMAX, um tênis que tinha design totalmente inovador e cores em estilo metalizado, além de possuir em sua base um material termoplástico nobre e resistente, o TPE, que garante maior amortecimento e propulsão durante as passadas, sendo um enorme sucesso em vendas. Em 2011 mais uma grande novidade: OLYMPIKUS TUBE OSS, um tênis com tecnologia que acompanha o movimento dos pés através de um sistema de máxima leveza e absorção do impacto. Além disso, apresentou a tecnologia MOV, que dobra, gira, vira e torce, tudo para acompanhar o movimento e garantir maior conforto e flexibilidade nas práticas esportivas. Pouco depois, em 2014, a marca inaugurou seu comércio online para todo território brasileiro. Mais recentemente, em 2016, a marca lançou a linha OLYMPIKUS CLÁSSICOS, composta por tênis casuais, que trazem o lifestyle esportivo para as ruas, com uma pegada urbana e despojada. Além disso, apresentou sua nova tecnologia com o conceito “o impacto vai sumir sob os seus pés”, que traz duas lâminas de gel no solado dos tênis, garantindo uma melhor absorção no impacto.


Apesar do investimento milionário feito em inovação e depois de grandes prejuízos e redução em sua participação de mercado, o que agravou a crise financeira em sua controladora, a OLYMPIKUS desistiu de tentar brigar de igual para igual com Nike e Adidas - agora a maioria de seus tênis custa entre R$ 200 e R$ 300, valor inferior ao tíquete médio das rivais estrangeiras. Além disso, direcionou seu foco de patrocínio e marketing no vôlei (de praia e quadra), corrida de rua e fitness, e parou de investir no futebol.


Um marketing ousado 
Patrocinadora dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro em 2007, a OLYMPIKUS produziu aproximadamente 70 mil peças, entre roupas e calçados de treino, competição e pódio para atender os cerca de 970 membros da delegação brasileira que participaram do torneio. A marca esportiva vestiu 25 dos 42 países participantes dos Jogos Pan-Americanos, ou seja, aproximadamente 3.500 atletas de um total previsto de 5.000. O investimento total da marca em marketing, de 2005 a 2007 (desenvolvimento de produtos, patrocínio e comunicação dos Jogos Pan-Americanos) foi de R$ 100 milhões. O ano de 2008 foi marcado pela presença em um evento internacional, os Jogos Olímpicos de Pequim. A OLYMPIKUS vestiu os 450 integrantes da delegação brasileira em Pequim e de outros sete países latino-americanos. Foram produzidas mais de 53 mil peças para atender aos atletas, nas 28 modalidades esportivas. Também se fez presente nos Jogos Paraolímpicos, fornecendo 14 mil peças.


Atualmente a marca associada ao DNA do esporte nacional desenvolve materiais e tecnologia para atletas de inúmeras modalidades esportivas diferentes. A marca também é patrocinadora da Confederação Brasileira de Vôlei e dos astros da Seleção Brasileira Masculina de Vôlei, Murilo Endres e Bernardinho. Juntam-se a este grupo a dupla de vôlei de praia Ágatha e Bárbara, e o técnico José Roberto Guimarães. A OLYMPIKUS, depois de patrocinar o Flamengo (de 2009 a 2013) e o Cruzeiro (de 2012 a 2014), é fornecedora de material esportivo de grandes clubes brasileiros de vôlei. Além disso, desde 2011, a OLYMPIKUS é a marca esportiva oficial da Maratona do Rio, uma das provas mais lindas e importantes do cenário mundial.


A evolução visual 
A identidade visual da marca, identificada pelas as três argolas entrelaçadas, passou por pequenas remodelações ao longo dos anos, como pode ser visto na imagem abaixo.


Os slogans 
Seu corpo não foi feito para ficar parado. (2014)
Inspire-se. (2008) 
Vai aonde você vai. (2008, OLYMPIKUS OLK) 
Invente seu jogo. (2007)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1975 
● Criador: Azaleia Calçados 
● Sede mundial: Jundiaí, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Vulcabras-azaleia S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Pedro Grendene Bartelle 
● Faturamento: R$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 25 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Material esportivo 
● Principais produtos: Calçados, roupas e acessórios esportivos 
● Concorrentes diretos: Penalty, Topper, Adidas, Nike, Puma, Mizuno, Asics, New Balance e Reebok
● Ícones: A tecnologia TUBE 
● Slogan: Seu corpo não foi feito para ficar parado. 
● Website: www.olympikus.com.br 

A marca no mundo 
A OLYMPIKUS, marca líder do mercado nacional de material esportivo, exporta seus produtos para mais de 25 países nas Américas e na Europa. Hoje em dia é uma das cinco maiores empresas do setor calçadista do mundo. A produção atinge atualmente mais de 150 mil pares/dia, totalizando 17 milhões de pares. A marca é uma das líderes no segmento de tênis esportivos, com 10% em volume de vendas do mercado brasileiro.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Época Negócios e Veja), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 18/1/2017

WESSEL


Não é, de forma alguma, exagero afirmar que a WESSEL é uma das maiores autoridades em carnes especiais do Brasil. Seu grande segredo é o corte, e quem paga mais caro pelas carnes da grife, sempre macias e saborosas, leva a certeza de ter comprado o melhor pedaço de boi disponível no mercado. A WESSEL definitivamente revolucionou o modo de vender carnes para os brasileiros. E tudo para que, diante da churrasqueira ou do fogão, os consumidores sigam transformando boas carnes em pratos inesquecíveis. 

A história 
Para contar a história da marca é preciso voltar um pouco no tempo. Tudo começou em 1830 quando a família de origem judia Wessel abriu seu primeiro açougue na pequena cidade de Tata, no interior da Hungria. Nos primeiros 100 anos, ainda em Tata, a família se dedicou ao comércio de carnes e fabricação de frios e embutidos exclusivos. László Wessel (imagem abaixo) conseguiu sobreviver à Segunda Guerra Mundial e ao campo de concentração justamente por saber cortar e preparar carnes. Pouco depois, a família protagonizou uma fuga cinematográfica da Hungria após o regime comunista tomar o poder em 1956. Somente no ano seguinte conseguiram embarcar no navio francês Provence, que os trouxe ao Brasil, desembarcando no porto de Santos. A família, que se instalou em São Paulo, no tradicional bairro do Bixiga, começaria desenvolver um novo conceito de carnes no Brasil. Logo perceberam que ser açougueiro no país era meio pejorativo. E que, como o mais jovem mestre-açougueiro diplomado na história da Hungria, aos 23 anos, poderia mostrar aos paulistanos porque ser mestre-açougueiro era uma profissão nobre na Europa.


Em 1958, ele deixou de ser empregado, era desossador de carnes em um frigorífico, para abrir seu próprio açougue, quase sem nenhum capital. O sucesso foi imediato, tanto que em menos de um ano a família já estava em boas condições financeiras. Ele passou a oferecer cortes bovinos semelhantes ao que se fazia na Europa e assim atraiu consumidores de origem europeia que estavam no país para trabalhar em empresas como Volkswagen e Rhodia. Ele também trouxe ao país os melhores cortes de carne (a picanha, por exemplo, que foi responsável por transformar o churrasco em preferência nacional) e produtos até então pouco conhecidos pelos brasileiros.


A partir de 1967, seu filho, István, que era a quarta geração da família a trabalhar com carnes, passou a inovar. Primeiro, em 1969, implantou métodos modernos de maturação que garantiram carnes mais macias, decretando o fim da carne dura. A maturação, é simples, trata-se de um método completamente natural de amaciamento de carnes em que as enzimas da própria carne é que a amaciam. A carne embalada a vácuo “descansa” por 21 a 30 dias a 0ºC. Só isso. Ou quase, pois a carne tem que ser de boa qualidade para melhorar, e deve haver um controle rigoroso de higiene. Esta foi a primeira grande mudança que a marca fez no mercado de carnes. Depois, no dia 19 de dezembro de 1974 inaugurou a primeira loja-butique especializada em carnes nobres embaladas, localizada em plena Avenida Faria Lima, região nobre da cidade de São Paulo. Na verdade a loja era o primeiro açougue sem açougueiros, que vendia a carne já embalada e pronta para o consumo, coisa inimaginável na época, um novo conceito em comércio de carnes no país. Além disso, introduziu uma linha de facas, tábuas, churrasqueiras e outros acessórios com a marca WESSEL; inovou ao lançar no mercado o carpaccio (carne crua finíssima) em abril de 1980, que em pouco tempo conquistou apreciadores fiéis e em 30 anos, vendeu nada menos do que 10 milhões de caixinhas de 250 gramas; ingressou no segmento de fornecimento de carnes para hotéis e restaurantes em 1989; lançou o hambúrguer, sem adicionar em sua preparação nada além de carne e sua gordura, em 1992, surgindo então o hambúrguer gourmet; e introduziu o Steak Tartare e Baby Búfalo, este último em 1994.


O sucesso das carnes WESSEL no varejo atingiria sua plenitude em 1995, ao firmar contratos com grandes redes de supermercados que sempre deram atenção especial a linha de produtos de alta qualidade. Com isso, a marca abriu mais de 100 corners em supermercados e publicou aproximadamente 200 artigos na imprensa especializada e outros três livros falando de carne e seus cortes. A criação mais recente da marca é a Wessel Gastronomia, um novo conceito onde são apresentadas carnes de forma diferente da habitual, permitindo que, em poucos minutos, se possa servir refeições inesquecíveis, com praticidade e muito sabor. A primeira linha de produtos da Wessel Gastronomia foi o Direto da Grelha composto de cinco itens: Picanha, Fraldinha, Bife de Chorizo, Costelinha de Porco e Sobrecoxa Desossada. Essas carnes eram assadas na frente do cliente, para que ele pudesse praticar em casa, sem sujar nada e em poucos minutos, um dos mais populares “esportes” de nosso país: churrasco.


Durante a temporada 2007/2008 de cruzeiros marítimos no Brasil, a WESSEL forneceu nada menos do que quatro toneladas de carne nobre por semana para sete navios, de quatro administradoras, que aportaram por aqui. Era o sucesso de uma grife de carnes, saboreada também em alto mar. Nos últimos anos a WESSEL ampliou sua linha de produtos com o lançamento de uma linha de salsichas (Branca, com Alho, Frankfurt e Viena), carnes de porco temperadas (costela, filé mingon, lombo e bisteca) e frango pronto (espetinho, milanesa, tiras de peito e filé de peito assados), que já vem com tempero suave e sem conservantes.


Portanto, há quase 60 anos o que a WESSEL mais fez foi inovar. Produtos limpos, práticos, adequados à vida moderna, saborosos e com toques de gastronomia. Essas são as principais qualidades que os clientes encontram quando compram os produtos da marca. Esse é um pouco da história de uma marca tradicional, que tem profundo orgulho em dizer que “as carnes Wessel são escolhidas a dedo” (e são mesmo), pois são produzidas de forma artesanal a partir de matérias-primas da melhor qualidade e com uma supervisão pessoal da família Wessel. A WESSEL não é apenas uma marca, é o sobrenome de uma família que tem paixão e conhecimento pelas melhores carnes.


Especialista em carnes 
No Brasil a WESSEL notabilizou-se pelo lançamento e comercialização de produtos de qualidade premium e com cortes especiais como: Picanha, Bife Ancho (a parte mais suculenta do contrafilé), Bife de Chorizo (corte que tornou a carne argentina famosa no mundo), Fraldinha, Filé Mignon para Rosbife, Filé Mignon Fatiado (escalopes finos da parte mais macia), Filé Mignon para Foundue (um filé aperitivo), Medalhão de File Mignon, Paillard de Filé Mignon, Strogonoff de Filé Mignon (cotado na ponta da faca), Pernil de Cordeiro, Lombo de Cordeiro, Carré de Cordeiro, Hambúrgueres (picanha, filé mignon, fraldinha e frango), Linguiças (calabresa, calabresa picante, frango, lombo toscana, além da versão aperitivo). Durante anos, um de seus principais produtos foi o Carpaccio Wessel, apresentado em caixas de 250 gramas, que servia quatro boas porções. As finíssimas fatias vinham interfolheadas, prontas para a montagem do prato, exatamente como a receita original italiana. A caixa, também continha a receita do delicioso molho.


Outro grande sucesso da WESSEL é seu hambúrguer. Em primeiro lugar, eles têm nome e sobrenome. Não é apenas hambúrguer, mas hambúrguer de Picanha, de Fraldinha ou de Sobrecoxa de Frango. Os ingredientes são apenas os indispensáveis: a carne e sua gordura. Sem gordura o hambúrguer se torna seco, duro e sem-graça. Os temperos presentes nos hambúrgueres industriais mascaram o bom sabor da carne e é por esta razão que são utilizados. Por isso o hambúrguer WESSEL é tão bom e tão diferente dos outros. A marca possui ainda uma linha de molhos chamada Barbecue Sauce Wessel, que traz um sabor especial quando servido com os hambúrgueres e também nos churrascos.


A evolução visual 
O logotipo da marca WESSEL passou por pequenas modificações ao longo dos anos, mas sempre manteve a tradicional cor vermelha associada à carne.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1958 
● Fundador: László Wessel 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Wessel Culinária & Carnes Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Daniel Wessel 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Carnes especiais, linguiças e salsichas 
● Concorrentes diretos: Bassi, Swift, Montana e Marfrig 
● Ícones: O carpaccio 
● Slogan: Carnes escolhidas a dedo. 
● Website: www.wessel.com.br 

A marca no Brasil 
A WESSEL atualmente, além dos corners dentro de supermercados, vende suas nobres carnes em uma loja própria (localizada em um bairro nobre de São Paulo) e produz aproximadamente um milhão de hambúrgueres por mês. A empresa, no entanto, tem maior atuação no fornecimento de carnes em porções controladas para hotéis e restaurantes, que representam 70% de seu faturamento. Com esse sistema, hoje em dia, a marca fornece carnes para 800 restaurantes e hotéis em todo o Brasil, que recebem diariamente os hambúrgueres, carne moída, e outros cortes, embalados à vácuo, com absoluta higiene. Atualmente a empresa é tocada por Daniel Wessel, filho de István, a quinta geração da família. 

Você sabia? 
A WESSEL é uma das maiores vendedoras de carne de vitelo no Brasil. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/7/2017

9.5.07

AZZARO


Além de uma moda que valorizou o glamour e a beleza da mulher em primeiro lugar, os perfumes assinados por Loris Azzaro (pronuncia-se “Aza-RRÔ”) lhe trouxeram repercussão e fama mundial. Hoje sua moda e fragrâncias de sucesso ganham o mundo e conquistam cada vez mais admiradores. 

A história 
As invasões francesas e suas colônias inspiraram muitos imigrantes de países pobres da África, que partiram para Paris na esperança de fazer fama e fortuna, levando na bagagem o novo para o velho continente. Essa é a história de muitos, em particular de Loris Azzaro (foto abaixo), filho de pais italianos (sicilianos), que nasceu no dia 9 de fevereiro de 1933, em Túnis, capital da Tunísia. Passou a infância e a adolescência nesse exótico país localizado no norte da África. Já adulto, rumou para a França, com o objetivo de estudar ciências políticas em Toulouse, mas abandonou a vida acadêmica e mergulhou de cabeça no universo da moda. Em 1962, inaugurou sua Maison no emblemático endereço da capital parisiense que sedia até hoje a primeira loja da grife: número 65 da Rue du Faubourg Saint Honoré.


No começo da carreira, ele desenhava acessórios bordados com contas e joias para sua esposa, até que, em 1968, um vestido com círculos vazados no decote lhe garantiu o reconhecimento do mundo da moda. Batizado de “8”, o estilo de decote usado nesse vestido tornou-se uma das maiores marcas registradas da costura de Azzaro até os dias de hoje. Rapidamente, e por força da ousadia, o estilista conquistou fama, respeito e admiração, criando vestidos para festas luxuosas, destinados exclusivamente a elite da sociedade francesa. O corte ousado, os ornamentos de contas, os vestidos justos e os corpetes drapeados ou plissados tornaram-se genes de seu DNA. O final dos anos de 1960 pregava uma moda simples e futurista, o que não o impediu de trazer de volta o strass e as lantejoulas, já que a mulher AZZARO era um objeto de sedução e, por isso, tinha de ser glamorosa e sexy.


Loris também seguiu os passos de costureiros famosos que presenteavam atrizes e celebridades com seus vestidos na esperança de que, assim, pudessem sair do anonimato, ser citado em colunas sociais e, em particular, em publicações que sempre fizeram a cabeça de outras mulheres, como as tradicionais revistas Vogue, Elle e Marie Claire. As origens africanas nunca abandonaram a visão desse estilista, e, ao contrário, era essa capacidade de aliar novos materiais a desenhos exóticos e sensuais, o que, desde o início, permitiu a ele crescer em um disputado mercado francês da indústria da moda. Com esse perfil, agradou em cheio um público que lhe garantiu muito retorno: as estrelas do cinema, mulheres sedentas de glamour e brilho. Ele vestiu belas e famosas mulheres como as divas Brigitte Bardot, Sophia Loren, Raquel Welsh, Claudia Cardinale, Jane Birkin, Angie Bowie, Isabelle Adjani e, mais recentemente, Nicole Kidman.


Em meados da década de 1970, após descobrir o mundo da perfumaria sofisticada, Azzaro passou a criar perfumes famosos pela originalidade de seus frascos, de seus nomes e pela qualidade de suas essências. Após uma vida de trabalho, conquistas e muito glamour, o estilista morreu de câncer, no dia 20 de novembro de 2003, aos 70 anos de idade. Após sua morte, suas criações se valorizaram e tornaram-se tesouros vintage (termo que vem do inglês, usado originalmente na cultura de vinhos para denominar o ano de uma colheita de uvas, mas que na moda define peças antigas e originais, em geral, únicas, e que expressem claramente o estilo de uma época ou de seu estilista).


As novas criações da grife também povoaram os tapetes vermelhos de eventos famosos, como por exemplo, a badalada noite de entrega do Oscar, desenhados pela sucessora de Loris Azzaro, a argentina Vanessa Seward (que assumiu em 2004 o cargo de diretora criativa da grife, depois de experiências com Chanel e Yves Saint Laurent). Ela incorporou ao legado de Azzaro a sua visão pessoal, e mantendo assim inalterada a visão do estilista, mesclando-a com mais conforto e modernidade de forma que os vestidos possam ser usados tanto durante a noite como durante o dia, sem perder o glamour, reservando-se apenas para as coleções de gala, os brilhos com os quais Loris emprestava exótica elegância a corpos femininos. A marca voltou aos holofotes. Prova disso foi a inclusão de cenas de um desfile da grife no aclamado filme “O Diabo Veste Prada”. Depois de uma meteórica passagem (que não durou nem um ano) da estilista franco-brasileira Mathilde Castello Branco, os espanhóis Arnaud Maillard e Alvaro Castejon assumiram a direção criativa da grife francesa, apresentando a primeira coleção em junho de 2013.


Apesar do glamour de suas criações, Loris Azzaro nunca integrou o universo da alta costura francesa. A melhor definição para o seu trabalho é prêt-à-porter de luxo. Tanto que, atualmente, as roupas da linha de maior padrão da grife recebem a assinatura de Azzaro Couture. Além dessa série top, o universo AZZARO é composto de prêt-à-porter feminino e masculino (este instituído pelo criador no ano de comemoração de 30 anos da marca, em 1992), moda praia, sapatos, perfumes e acessórios como lenços, bijuterias, óculos, relógios e gravatas.


A linha do tempo 
1975 
Lançamento do perfume feminino COUTURE, primeira fragrância da marca AZZARO. Recentemente o perfume, que se tornou assinatura da grife, foi reinterpretado pela então estilista da marca Vanessa Seward. 
1978 
Lançamento do perfume masculino AZZARO POUR HOMME, que além de se tornar um ícone da grife, foi um dos mais vendidos na história da perfumaria. O perfume, que leva em sua composição 320 ingredientes, entre eles o chá mate e a raríssima lavanda da Hungria, foi inspirado em um homem sedutor, viril e clássico. Suas notas combinam gerânio de Bourbon, âmbar, sândalo, vetiver e musgo de carvalho. O perfume é um sucesso internacional até os dias de hoje. Número três na França, número cinco na Europa, número dez no mundo, número dois no Brasil. Um líder indiscutível no território masculino. 
1984 
Lançamento do perfume feminino AZZARO 9, uma fragrância doce, elegante e contemporânea. 
1989 
Lançamento do perfume ACTEUR, uma água de colônia masculina com uma mistura exótica de madeiras e especiarias. 
1993 
Lançamento do perfume feminino OH LA LA, uma fragrância com mistura oriental, preparada com mais de 70% de componentes naturais, um recorde absoluto, uma vez que as essências são tão raras e caras, que a maioria prefere recorrer às substâncias sintéticas, desenvolvidas em laboratório. 
1995 
Lançamento do perfume EAU BELLE, uma combinação perfeita entre o cítrico e o floral. O resultado é um aroma refrescante e delicioso, perfeito para adolescentes ou para mulheres que se sentem eternamente jovens. 
1996 
Lançamento do perfume masculino CHROME, feito com os mais diversos aromas, é indicado para quem procura algo surpreendente. 
1999 
Lançamento do perfume feminino AZZURA, composto por notas de bergamota, flor de lótus, misk branco e âmbar, criando um aroma indescritível. 
2000 
Lançamento da colônia masculina PURE VETIVER, composto por notas de gengibre, grapefruit, vetiver do Haiti e jasmim, resultando em um aroma delicioso e refrescante. Perfeito para homens que gostam de se sentirem cheirosos o dia todo. 
2001 
Lançamento da colônia masculina PURE LAVENDER
2002 
Lançamento da colônia masculina PURE CEDRAT, uma combinação perfeita entre notas de jasmim, cardamomo, gengibre e patchouli. Perfeita para usar diariamente, tanto em encontros profissionais ou passeios. 
Lançamento do perfume feminino ORANGE TONIC com uma combinação suave e refrescante entre notas de laranja, bergamota, gengibre, limão, jasmim, mandarina, âmbar e cedro. Perfeito para o uso diário, pois possui alto poder de fixação. 
2003 
Lançamento do perfume VISIT FOR MEN com uma fragrância masculina classificada como sensual. Possui nos moscada, cardamomo, âmbar e madeiras preciosas. 
2004 
Lançamento do perfume masculino ONYX, composto por notas de bergamota, anis, limão, cardamomo, vertiver, musk e patchouli. Perfeito para homens decididos, provocantes e que gostam de deixar seu toque por onde passam. 
2005 
Lançamento do perfume feminino VISIT FOR WOMEN, uma distinta fragrância com composição original, um regresso à feminilidade resplandecente e harmoniosa. Elegante, tem uma dimensão “chique” qualitativa no que se refere à eleição das matérias-primas. 
Lançamento do SILVER BLACK, perfume masculino que reinventa a sedução e representa o retorno do “chic”, criando uma sutil combinação de elegância e masculinidade. 
2006 
Lançamento do perfume feminino PINK TONIC, uma homenagem à juventude e feminilidade. Um frescor vivo e radiante em um frasco moderno e límpido. Composto por notas de rosa, magnólia, baunilha, cedro, framboesa, flor de cedro, entre outros, é ideal para mulheres românticas. Gotas de alegria e espontaneidade definem esse novo universo da marca AZZARO. 
Lançamento do perfume masculino BRIGHT VISIT, especialmente desenvolvido para aquele consumidor leal, exigente e conhecedor de fragrâncias. O perfume traz uma nova dimensão luminosa e radiante como a luz do verão. Na nota de saída, carambola, mandarina e toranja são os responsáveis pela luminosidade que a fragrância visa transmitir. A noz-moscada e o cedro do Líbano que compõem a nota de coração são responsáveis pelo frescor da fragrância, perfeita para o verão. Na nota de fundo, âmbar e almíscar criam uma base amadeirada que se fixa na pele sensualmente. 
2007 
Lançamento do CHROME LEGEND, perfume masculino refrescante, feito para conquistar novos horizontes. Com um aroma fresco, frutal e amadeirado, ele reúne notas cítricas, folhas verdes, âmbar e almíscar. Um perfume que evoca os valores de AZZARO, personificando o espírito de conquista do homem arrojado. A versão feminina foi lançada neste mesmo ano. 
Lançamento do perfume AZZARO NOW nas versões feminina e masculina, criando uma conexão mágica e imediata entre um homem e uma mulher que compartilham os mesmos códigos. A embalagem conta com um design diferenciado e um forte apelo à sensualidade. Os frascos das duas versões, criados pela designer Emmanuelle Royer, têm formato anatômico e lembram tanto um mouse, como um celular, além de se encaixarem quando colocados um sobre o outro. 
Lançamento do perfume feminino BLUE CHARM em edição limitada. O perfume possuía uma fragrância floral frutal com notas de bergamota, flores brancas de pêssego, flor de cerejeira, lótus, daphne, lírio, cedro branco, musgo branco e âmbar branca. 
2009 
Lançamento do AQUA, perfume masculino refrescante, leve e sedutor. Sua nota de entrada é uma mistura de Bergamota com Grapefruit e Manjericão, que dão frescor ao perfume, o segundo acorde é uma fusão de castanha com madeira de cedro e seu aroma amadeirado é finalizado pelo toque de vertiver e âmbar. 
Lançamento dos perfumes TWIN MEN (contemporâneo, elegante, profundo e intenso. Com notas frescas, frutadas e aromáticas) e TWIN WOMEN (suave, que transmite um ar de inocência, feminilidade e ao mesmo tempo, sensualidade). 
2011 
Lançamento do perfume masculino AZZARO DECIBEL
2015 
Lançamento do AZZARO POUR ELLE, um perfume feminino que chega ao mercado com a missão de repetir em vendas o que a versão masculina de AZZARO conquistou nas últimas décadas. O perfume foi lançado em primeira mão no Brasil, com a top brasileira Ana Beatriz Barros como estrela.


Os perfumes 
Os perfumes são um capítulo à parte na história de sucesso de Loris Azzaro, que considerava inadmissível criar uma roupa sem o toque final de uma fragrância. Ele costumava dizer: “É importante seduzir. Para mim, o perfume é uma arma de sedução indispensável e da qual não poderia me privar”. Sua obsessão por aromas vinha do mar Mediterrâneo, fonte eterna de sua inspiração, e que banha a sua Tunísia natal. No segmento de perfumaria, obteve consagração mundial. Nos últimos 40 anos, muitos de seus perfumes integram a lista dos dez mais vendidos em várias partes do mundo, a ponto de muitas pessoas, até hoje, ignorarem a sua força como criador de moda, acreditando que Loris Azzaro seja apenas sinônimo de perfume. O grande sucesso deve-se ao Azzaro pour Homme, lançado em 1978 e que se tornou um ícone da perfumaria mundial, usado tanto por homens quanto mulheres. De 1975 a 2006, foram lançados mais de 20 perfumes, entre eles os campeões de vendas Azzaro pour Homme, Chrome (moderno e masculino, é azul com os olhos de Azzaro, e que nos últimos anos teve como garoto-propaganda Enrique Iglesias) e Acteur e os femininos Eau Belle e o novo Pink Tonic (primeiro investimento da marca no público feminino jovem). E a saga perfumada de AZZARO continua até os dias de hoje.


A evolução visual 
A identidade visual da marca AZZARO passou por algumas mudanças ao longo dos anos, adquirindo uma imagem mais moderna e sofisticada.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1962 
● Fundador: Loris Azzaro 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Reig Capital Group e Groupe Clarins (fragrâncias) 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Carlos Reig 
● Diretor de criação: Arnaud Maillard e Alvaro Castejon 
● Faturamento: €100 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas:
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Perfumes, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Pierre Cardin, Kenzo, Paco Rabanne, Cerruti e Davidoff 
● Ícones: Os perfumes 

A marca no mundo 
Os produtos da grife francesa são vendidos em mais de 120 países ao redor do mundo, através de sua única loja própria, localizada na cidade de Paris, e nas melhores e mais chiques lojas de departamento e lojas especializadas em moda e perfumaria. A divisão de perfumes é de propriedade do Groupe Clarins desde 1995. 

Você sabia? 
A marca AZZARO ao longo dos anos lançou moda que virou ícone de um segmento como os vestidos de noite, o vestido “8” (com círculos vazados no decote em forma de um número oito), os corpetes drapeados, os bordados com contas, o Strass e a lantejoulas, os tecidos fluidos como jérsei e chiffon, e o perfume Azzaro pour Homme. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 7/12/2015

BANCO DO BRASIL


A missão do Banco do Brasil, segundo sua filosofia corporativa, é “ser a solução em serviços e intermediação financeira, atender às expectativas de clientes e acionistas, fortalecer o compromisso entre os funcionários e a empresa e contribuir para o desenvolvimento do país”. E isso o BB vem fazendo há mais de 200 anos. 

A história 
O Banco do Brasil (conhecido popularmente também como BB) foi fundado em 12 de outubro de 1808 no Rio de Janeiro, através de um alvará concedido pelo príncipe-regente Dom João de Bragança (futuro Rei D. João VI de Portugal) com um capital inicial de 1.200 contos, sendo o primeiro banco a operar no Brasil e o quarto emissor de moedas do mundo. Antes dele, apenas Suécia (1668), Inglaterra (1694) e França (1800) haviam emitido moedas. O BB iniciou suas atividades somente no ano seguinte, exatamente no dia 11 de dezembro, com a inauguração de sua primeira agência, tendo como principal objetivo fornecer moeda divisionária e, assim, dinamizar o comércio local. A aparência era de estabelecimento mercantil, instalado em um prédio da antiga Rua Direita, esquina da Rua de São Pedro, mas estava destinado a servir imediatamente ao Governo, não como agente em algumas de suas transações financeiras de importância, mas principalmente prestando-lhe auxílio de crédito em circunstâncias extraordinárias.


O Banco do Brasil evoluiu para uma forma híbrida, com funções de banco comercial e banco central (função exercida até 1964). Além de oferecer empréstimos e outros serviços bancários, cuidava também do redesconto, da fiscalização bancária, do câmbio e do depósito das reservas dos bancos privados. Ainda detinha o privilégio da venda dos produtos de que a Coroa Portuguesa tinha em seu monopólio: pau-brasil, diamantes e marfim. Com financiamento integral do Banco do Brasil, em 1819 foi construída a sede para a Bolsa de Valores no Rio de Janeiro. Na verdade a história do banco pode ser dividida em três fases: a primeira tem início com a sua criação, em 1808, pelo príncipe regente, por sugestão do conde de Linhares, Rodrigo de Sousa Coutinho, quando da vinda da família real portuguesa para o Brasil, antes mesmo da independência do país, que ocorreu em 1822 (foi liquidado em 23 de setembro de 1829 devido ao grande saque feito pela família Real antes de seu retorno a Portugal); a segunda, em 1851, com seu relançamento por Irineu Evangelista de Souza, futuro Barão e Visconde de Mauá, ocasião em que se registrou a primeira operação com ações do BB na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro; e a terceira, em 1893, após a fusão com o Banco da República dos Estados Unidos do Brasil. Foi neste período que o banco concedeu suas primeiras linhas de crédito rural. A PREVI, Caixa da Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, foi criada em 1904, antes mesmo da instituição da seguridade oficial no Brasil.


O Banco do Brasil atual surgiu em 1905, quando uma crise bancária levou seu predecessor direto, o Banco da República, à beira da falência. Devido à importante posição que o Banco da República ocupava no sistema financeiro do país e a seu papel semi-oficial como banqueiro do governo, o Tesouro Federal interveio para apoiá-lo. O banco reorganizado, agora chamado Banco do Brasil, ficou sob controle direto da União. No ano seguinte ocorreu a listagem pública das ações do Banco do Brasil nas bolsas de valores. Em 1936, criou uma de suas mais importantes ferramentas de atuação econômica: a Carteira de Crédito Agrícola e Industrial. Era o BB apoiando e incentivando o desenvolvimento do país.


Na década de 1940, o BB esteve presente na Marcha para o Oeste, deflagrada pelo então presidente Getúlio Vargas, ajudando a incorporar milhares de hectares de terras ao processo produtivo. Em 10 de novembro de 1941, o BB inaugurou, em Assunção, no Paraguai, sua primeira agência no exterior. A sede do BB foi transferida para Brasília no dia da inauguração da nova capital, em 21 de abril de 1960. Até 1966 o banco instalou poucas agências no exterior. A partir de 1967, passou a atuar com maior impulso no plano internacional. Agências e escritórios foram abertos na América Latina. No mesmo ano, autorizou-se a abertura da filial de Nova York, inaugurada em 1º de abril de 1969. Dois anos depois, o banco somava 975 agências em território nacional e 14 no exterior. Em 1986 o Governo Federal autorizou o BB a atuar em todos os segmentos de mercado. Com isso, no dia 15 de maio, o banco constitui a BB Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Iniciou-se, assim, a transformação do banco em conglomerado financeiro.


Em 1994, desempenhou um papel de destaque na substituição da moeda (Cruzeiro pelo Real), pois ficou responsável pela distribuição da nova moeda em todo o Brasil, por meio das 31 mil agências bancárias espalhadas pelo país. Nos anos seguintes, como forma de aumentar sua presença em vários segmentos do mercado, o BB ampliou sua atuação por meio de novos produtos e serviços, tais como a criação da BB Consórcios, do Brasilveículos (seguradora de veículos criada em 1997), do Brasilsaúde (seguros de saúde), da Brasilcap (capitalização), do BB Cartões (cartões de crédito) e do Banco Popular do Brasil (BPB). Em 2001, tornou-se banco múltiplo. Nos últimos anos o BB aumentou sua presença internacional. Na Argentina, atua por meio do Banco Patagonia – cujo controle foi adquirido em 2011 –, que mantém aproximadamente 200 pontos de atendimento e está presente em todas as províncias do país. Já nos Estados Unidos, o Banco do Brasil Américas, que adotou esse nome em 2012 após a aquisição do Eurobank, tem sete agências (todas no estado da Flórida) e, por meio de convênios, oferece rede superior a 65 mil terminais para saques e demais serviços bancários tanto para pessoa física quanto jurídica, inclusive opções de investimento, cartões de crédito e empréstimos.


Em dezembro de 2015, o Banco do Brasil atingiu a marca de 1 bilhão de transações realizadas por meio de mobile banking em um único mês. Por isso, cada vez mais o banco tem apostado no autoatendimento pela internet, celular e tablet, que conta agora com mais de cem opções de transações e funcionalidades. Mais recentemente, o banco criou o primeiro cartão virtual de débito e crédito do mercado, que possibilita pagamentos em lojas físicas pelo celular. Além disso, No final de 2016, o BB anunciou que vai fechar agências bancárias, ampliar o atendimento digital, lançar um plano de aposentadoria incentivada e propor redução da jornada de trabalho para parte dos funcionários. Serão fechadas 31 superintendências regionais e 402 agências. Outras 379 agências serão transformadas em postos de atendimento bancário. A estratégia de ampliação do atendimento por canais digitais prevê a abertura, ainda em 2017, de mais 255 unidades de atendimento digital, entre escritórios e agências digitais, que irão se somar às 245 já existentes. Essas unidades digitais já atendem a 1.3 milhões de clientes.


Em mais de dois séculos, o banco participou dos principais acontecimentos da vida econômica e financeira do Brasil, colecionando histórias de pioneirismo e liderança. Foi o primeiro a entrar para a bolsa de valores; a lançar cartão de múltiplas funções; a lançar o serviço de mobile banking; a se comprometer com uma Agenda 21 Empresarial; e a aderir aos Princípios do Equador. Hoje é líder em ativos, depósitos totais, câmbio exportação, carteira de crédito, base de correntistas, rede própria de atendimento no país, entre outros. Os investimentos em tecnologia, o treinamento dos seus mais de 109 mil funcionários e a estratégia de segmentação dos mercados têm sido fundamentais para reafirmar o BB como uma empresa ágil, moderna e competitiva, que alinha seus negócios ao compromisso de contribuir para o desenvolvimento do país.


O Banco do Brasil possui importante presença nos agronegócios do país, financiando igualmente boa parte das exportações e contribuindo para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas por meio de linhas de crédito de capital de giro e investimento. O BB é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de economia mista, com participação da União em 59.1% das ações, seguido de capital estrangeiro (29.8%) e da Previ (10.4%).


A linha do tempo 
1968 
Desenvolvimento e lançamento do Cartão de Garantia de Cheques. O cartão permitia identificar os clientes que mantinham um saldo médio predeterminado pela instituição. Com ele foi criado o Cheque-ouro. Antes dele, a folha de cheque nada mais era que uma nota promissória. Com o cartão, o cliente poderia comprar e pagar com cheques, até determinados valores, sem problemas para o lojista. 
1976 
Inauguração, em 15 de novembro, na cidade mato-grossense de Barra do Bugres, de sua milésima agência, um marco na expansão da rede bancária nacional. 
1988 
O ano foi marcado por grandes realizações, sobretudo no campo mercadológico. Dentre os novos produtos e serviços ofertados, destacavam-se o Ourocard, primeiro cartão de múltiplo uso do mercado, as operações de leasing financeiro, iniciadas em julho, e a criação, em outubro, do BB Banco de Investimento S.A
1989 
O BB reafirmou sua posição de vanguarda, dessa vez no apoio à disseminação e democratização da cultura, com a inauguração do primeiro Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Iniciativa que teve continuidade com a fundação de outros CCBB, em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, e com o Circuito Cultural Banco do Brasil, evento itinerante que leva cultura e diversão para mais de 200 mil pessoas todos os anos, em diversas cidades do Brasil. Os CCBB são espaços multidisciplinares com programação regular (6 dias por semana), nas áreas de artes cênicas, cinema, exposição, ideias (palestras, debates e seminários), música e programa educativo. Em todos esses anos de atuação, os CCBB receberam mais de 80 milhões de visitantes, com a realização de mais de 3.700 projetos, consolidando-se como um dos principais centros culturais no cenário cultural brasileiro e internacional. 
1993 
Criação, em associação com o Principal Financial Group e o Sebrae, da Brasilprev Seguros e Previdência, uma empresa de previdência complementar que tem como missão proporcionar aos clientes soluções de segurança financeira e serviços de alta qualidade para viabilizar projetos de vida. Oferece planos de previdência complementar aberta para pessoas físicas e jurídicas, nas modalidades Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) para mais de 1.91 milhões de clientes. 
1995 
Criação, em parceria com o Icatu Hartford, Sulamérica e Aliança da Bahia, da Brasilcap para vender títulos de capitalização. Referência no mercado de capitalização, superou a marca de 7 milhões de clientes ativos em todo Brasil. Desde seu lançamento, já premiou quase 560 mil títulos e entregou mais de R$ 1.8 bilhões em prêmios. Em 2016, lançou o novo Ourocap, que tem planos com pagamentos mensais e pagamento único, além de diversas opções de valores. 
1996 
Lançamento de seu site institucional. Em 2000 foi feita a reconstrução do Portal BB na internet, com o objetivo de adequá-lo à estratégia corporativa da empresa e trazer benefícios para os usuários. O novo Portal passou a abrigar sites de investimentos, agronegócios, negócios internacionais, relações com investidores, notícias, cultura e esportes; consolidando-se como a instituição financeira brasileira com maior presença na rede mundial. 
1998 
O banco inaugura seu Centro Tecnológico, um dos mais modernos e bem-equipados do mundo. 
2003 
Criação em 17 de setembro do Banco Popular do Brasil, uma instituição financeira destinada exclusivamente às pessoas de baixa renda. Neste banco era possível abrir conta corrente simplificada (com juros baixos), fazer empréstimos e adquirir cartão de débito e crédito; além de aberturas de poupanças. A operação foi encerrada em 2008 devido aos enormes prejuízos. 
2004 
Criação do BB ESTILO, um modelo de relacionamento bancário que oferece atendimento personalizado, assessoria financeira, além de produtos e serviços desenvolvidos especialmente para clientes exigentes e com poder aquisitivo mais elevado. Dentre os serviços diferenciados, há, por exemplo, produtos exclusivos de investimentos, previdência privada, seguros, cartões de crédito, entrega de documentos em domicílio, módulo especializado na central de atendimento telefônica, salas do investidor e personalização de talões de cheques. Hoje, o banco tem 250 agências e mais de 950.000 clientes na categoria Estilo – que abrange pessoas com ganhos superiores a R$ 8.000 ou investimentos acima de R$ 100.000. 
2008 
Em novembro, o BB conclui a compra da Nossa Caixa, banco do estado de São Paulo. O valor da operação foi de R$ 5.38 bilhões. Mesmo com a compra, no entanto, o BB não retomou a liderança do ranking dos maiores bancos do país, já que a fusão entre o Itaú e o Unibanco deu origem à maior instituição do setor no Hemisfério Sul. 
2009 
No dia 9 de janeiro, anunciou, por R$ 4.95 bilhões, a compra de 49.9% das ações ON do Banco Votorantim.


Universidade corporativa 
A Unibb disponibiliza programas de capacitação para diversos públicos de relacionamento do banco. Naturalmente, o principal público-alvo são os seus funcionários. Os treinamentos internos desenvolvidos para este público são presenciais ou auto-instrucionais, isto é, a distância. São utilizadas diversas metodologias para a disponibilização de cursos: apostilados, por meio da TVBB, internet e a metodologia Sinapse. Atualmente conta com 26 gerências regionais e 4 plataformas, distribuídas no país. Essas unidades oferecem ambientes para aprendizagem e contam com profissionais experientes para apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários da empresa, além de conduzir, no seu âmbito de atuação, os processos operacionais da Vice-Presidência de Distribuição de Varejo e Gestão de Pessoas.


Patrocínios 
O apoio a projetos que colaboram para o desenvolvimento do país e das comunidades é realizado desde a fundação do Banco do Brasil, em 1808. Seguramente pode-se dizer que o Banco do Brasil é o mais antigo patrocinador em atividade no país e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável do esporte e da cultura são reconhecidos pela crítica e público. As ações de patrocínio esportivo do Banco do Brasil, que datam de 1991, são focadas no apoio ao Vôlei de Praia, Vôlei de Quadra, Futebol de Salão, Tênis e Iatismo. São projetos proprietários, desenvolvidos em conjunto com as confederações/atletas e que contemplam ações sociais e ambientais, como arrecadação de alimentos, neutralização das emissões de carbono e inclusão das categorias de base.


Por exemplo, o investimento no marketing esportivo, em especial o vôlei, reforçou a exposição do amarelo, da marca e dos produtos do BB. Tal investimento foi consagrado com a conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, pela seleção masculina de vôlei. E o BB tornou-se o banco do esporte brasileiro. Passados mais de 20 anos do início da parceria com o voleibol, as seleções feminina e masculina estão entre as melhores do mundo. Outros exemplos de apoio ao esporte nacional são o patrocínio ao piloto de automobilismo Felipe Nasr em 2012, possibilitando a sua primeira participação na Fórmula GP2 Series, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento da carreira do jovem piloto, em busca de uma vaga na F1 (que de fato aconteceu); e a Confederação Brasileira de Handebol, quando em dezembro de 2013, apenas cinco meses após a assinatura do contrato a seleção feminina conquistou pela primeira vez, o título mundial da modalidade, disputado na Sérvia.


Fazendo o bem 
No dia 23 de dezembro de 1985 ocorreu a criação da Fundação Banco do Brasil como importante instrumento de transformação em educação, cultura e esporte. Ao longo dos anos seu objetivo foi ampliado e passou a propiciar o acesso a oportunidades de trabalho e renda, às políticas públicas, contribuir para uma educação integrada e participativa, além da conquista de autonomia para uma vida digna sustentada e a emancipação social, política e produtiva dos indivíduos, potencializando os valores das comunidades e o saber-fazer local. Em mais de 30 anos já alfabetizou mais de 150 mil pessoas, investiu em programas de inclusão digital, de reciclagem, de tecnologia social, entre muitos outros projetos de assistência a comunidades urbanas e rurais. Somente nos últimos dez anos, 2004 a 2015, mais de três milhões de pessoas tiveram suas vidas transformadas pelos quase seis mil projetos apoiados e investimentos sociais que totalizam R$ 2.3 bilhões. A fundação tem o slogan “Inclusão que Transforma”.


Campanhas que fizeram história 
A campanha publicitária “Todo Seu”, lançada pelo Banco do Brasil no final de 2006, tinha como objetivo aproximar a empresa de cada brasileiro, motivo pelo qual, no primeiro dia útil de 2007, os letreiros de algumas agências exibiam nomes representativos de uma grande parcela da população do país. Era uma maneira simbólica de homenagear cada cidadão, correntista ou não, e de dizer que o BB está inteiramente à sua disposição. Era também um tributo à brasilidade. A troca temporária dos letreiros em 300 agências – das quase 4 mil que faziam parte da rede do BB – não pretendia de forma alguma mudar o nome da empresa. Mesmo as peças publicitárias veiculadas na mídia traziam a assinatura Banco do Brasil. É justamente por ser uma instituição comprometida com a sociedade brasileira que o BB pôde adotar essa postura. Às vésperas de completar 200 anos, continuava a ser o Banco da Ana, do Antônio, do João, do Paulo, da Teresa e de cada brasileiro.


Uma marca forte 
O reconhecido logotipo do Banco do Brasil foi proposto em 1968 através de um concurso vencido por Dírcio Guilhon (arquiteto), José Milton Ferrari (designer) e Humberto Bonetti (desenhista). A identidade visual era composta por duas letras “B” entrelaçadas, representando as abreviações do nome do banco, assim como também fazia alusão a um cifrão ($), símbolo do dinheiro. Em 1985 aconteceu a primeira atualização: pequenos cortes nas hastes dos dois “B” tornaram a marca mais simples e simétrica, e o desenho não se alterava com a rotação de 180º. Ele podia ser usado nas versões outline (só o contorno) e chapada. As cores institucionais passaram a ser o “azul-rei”, pela identificação histórica do BB com a cor azul, e “ouro-rico”, que traduzia o valor da expressão “ouro” presente em marcas de produtos como Cheque-ouro, Ourocard, Poupança-ouro. No ano seguinte, ocorreu a extinção do ouro-rico como cor institucional, principalmente, pela limitação de uso (não era possível incluí-lo em anúncios de revista, por exemplo) e por seu alto custo de impressão. Assim, foi adotado como cor institucional o amarelo, que rapidamente assumiu papel marcante em toda a comunicação visual do BB. Em 1994 ocorreu mais uma atualização do símbolo. A mudança simplificou sua estrutura e deixou o formato dos “B” mais evidente. Esse ajuste foi conseguido com a retirada das interseções internas que dificultavam a percepção das letras.


Já em 2002, os “B” que formam o símbolo foram suavemente afinados, o que possibilitou a sua rotação e redução sem perda visual. Neste período, a marca era tão forte (nível de reconhecimento acima de 90%) que o banco abriu mão, nas propagandas, do nome Banco do Brasil. Isto colocou o BB em um seleto grupo de marcas que se comunica por meio de imagens e de ícones.


Os slogans 
Bom pra todos. (2012) 
Todo seu. (2006) 
O tempo todo com você. (2002) 
O banco do seu bolso. (2006, Internet Banking)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 12 de outubro de 1808 
● Fundador: Dom João de Bragança (futuro Rei D. João VI de Portugal) 
● Sede mundial: Brasília, Distrito Federal, Brasil 
● Proprietário da marca: Banco do Brasil S.A. 
● Capital aberto: Sim 
● Presidente: Paulo Caffarelli 
● Faturamento: R$ 182.3 bilhões (2015) 
● Lucro: R$ 14.1 bilhões (2015) 
● Valor de mercado: R$ 77.4 bilhões (dezembro/2016) 
● Valor da marca: R$ 9.981 bilhões (2016) 
● Clientes: 61 milhões 
● Agências: 4.972 
● Presença global: 24 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 109.200 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Serviços bancário, previdência, seguros, investimentos e meios de pagamento 
● Concorrentes diretos: Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e Banrisul 
● Slogan: Bom pra todos. 
● Website: www.bb.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca Banco do Brasil está avaliada em R$ 9.981 bilhões, ocupando a posição de número 5 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil. 

A marca no mundo 
O Banco do Brasil é a maior instituição financeira da América latina, sendo o primeiro a oferecer soluções de comércio exterior através da internet. É um dos maiores no Brasil em total de ativos (R$ 1.44 trilhões), e líder em administração de recursos de terceiros, crédito, captação e nos mercados de câmbio de exportação e importação. Possui a maior base de clientes (mais de 61 milhões) e a maior rede própria de atendimento do Brasil (67.700 mil pontos, distribuídos em 3.566 municípios), entre agências (4.972) e postos de atendimento de correspondentes (identificada pela marca MaisBB, com 14.361 pontos de atendimento e estabelecimentos conveniados, entre os quais 6.155 pontos do Banco Postal) e compartilhados (35.708 pontos, sendo 18.550 do Banco24horas), sendo que 95% de suas agências possuem salas de auto-atendimento (são mais de 57 mil terminais), que funcionam além do expediente bancário. O BB encerrou 2015 com 13.900 terminais com dispositivos biométricos e 23.2 milhões de clientes aptos a usar essa tecnologia. Além disso, o Banco do Brasil têm em circulação mais de 80 milhões de cartões de crédito no país. Atua nos principais mercados econômicos, mas também apoiando mercados não-tradicionais ou emergentes, onde oferece as mais diversas soluções para a realização de negócios. São 38 pontos de presença, em 23 países, distribuídos pela Europa, América do Sul, Central e do Norte, Ásia (destaca-se a instalação da primeira agência de uma instituição financeira brasileira na China) e África. Em complemento, acordos mantidos com outras instituições financeiras permitem o atendimento em 105 países por meio de 859 bancos que atuam como correspondentes. 

Você sabia? 
O BB só permitiu que as mulheres participassem dos concursos de admissão no ano de 1969. Atualmente as mulheres representam 35% dos 109 mil funcionários. 
Recentemente, objeto das pedaladas fiscais (quando o Tesouro atrasou pagamentos ao banco para disfarçar o rombo nas contas públicas), o BB foi um instrumento do PT para expandir artificialmente o crédito e serviu para desviar recursos. Com isso, o BB foi usado como um instrumento para reaquecer a economia após a crise internacional de 2008 e para, artificialmente, baixar os juros e expandir o crédito nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Veja), jornais (Valor Econômico, Folha, O Globo e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 11/12/2016