9.5.07

QUIKSILVER


Enquanto se mantém fiel às raízes das montanhas e das ondas, a QUIKSILVER ficou conhecida como a marca de vestuário premium de lifestyle e cultura jovem no mercado de esportes radicais. Surfistas e skatistas famosos endossam seus produtos, atestando, não somente a qualidade, mas um espírito de aventura, que transformaram a marca em um ícone no segmento de boardsports, reconhecida no mundo por apoiar e patrocinar alguns dos principais eventos e atletas de esportes com prancha. 

A história 
A história começou quando o surfista australiano Alan Green (foto abaixo) decidiu ganhar a vida criando “boardshorts” (as tradicionais bermudas de surfe), e assim, tentar viver do esporte que era sua grande paixão. Com a entrada de John Law na sociedade ambos começaram a desenvolver um novo conceito de bermudas especiais para a prática do surfe e fundaram a QUIKSILVER no ano de 1969 em Torquay (estado de Victoria) no sul da Austrália. As bermudas da época tinham corte quadrado, material duro, secagem lenta, com fecho complicado e muito desconfortável pra remar na prancha. Foi então que a dupla criou algo totalmente novo: as primeiras bermudas com velcro no lugar de zíper, cós mais baixo na frente que nas costas, o que fazia que ele abraçasse o corpo do atleta sem restrição de movimentos, aberturas em “V” nas laterais e cores vibrantes. A responsabilidade de escolher o nome da nova marca coube a Bárbara, namorada de Green. Pelos discos mais tocados na vitrola do casal ser de uma psicodélica banda da cidade de San Francisco chamada Quicksilver Messenger Service, a procura estava encerrada. Apenas uma modificação: a retirada da letra “c” do nome da banda, pois eles não tinham dinheiro pra fazer uma busca de marcas e patente.


Inicialmente a pequena produção, totalmente artesanal, era vendida em pequenas lojas especializadas em surfe já em 1970. As primeiras exportações aconteceram em 1974 para lojas no Havaí, um reduto preferido dos surfistas na época. Confortáveis e descontraídas, as peças conquistaram o público jovem. Poucos anos mais tarde conseguiram unir o design à funcionalidade, fazendo “boardshorts” para os melhores surfistas do mundo. Quando em 1976, o americano Jeff Hakman, um dos primeiros surfistas patrocinados pela QUIKSILVER, obteve a licença para produção e distribuição da marca nos Estados Unidos, a empresa ganhou enorme impulso e ainda mais popularidade. Junto com seu amigo Bob McKnight, eles resolveram vender as peças no porta-malas de sua caminhonete, enquanto viajavam de praia em praia na ensolarada costa da Califórnia. Em 1985 iniciaram a distribuição dos produtos em lojas de departamento tradicionais como Macy’s, Marshall Fields, Dayton Hudson e Dillard’s, e rapidamente os produtos da QUIKSILVER se tornaram extremamente populares entre os jovens americanos. A primeira loja da marca foi inaugurada na praia de Newport, estado da Califórnia. Ainda nesta década a QUIKSILVER foi lançada na Europa, Ásia, Japão, África do Sul e Brasil.


Em 1990, a empresa resolveu investir no público feminino com o lançamento da marca ROXY, que, em 1994, lançou as primeiras bermudas desenvolvidas especialmente para as mulheres praticarem surfe. Pouco antes, em 1992, a marca inaugurou uma loja na badalada Waikiki no Havaí. O sucesso não parou por aí. Anos mais tarde a marca conseguiu penetrar no grande mercado mundial e se tornou uma das maiores e mais bem sucedidas empresas do setor no mundo, principalmente depois do ano de 2000, quando os licenciados americanos compraram os direitos da marca QUIKSILVER na região asiática e pouco depois unificaram as operações. Em 2002, através de uma parceria com o atleta profissional de skate Tony Hawk, introduziu uma linha especialmente para os amantes desse esporte, ampliando assim seu público alvo. Além disso, lançou um revolucionário wetsuit (batizado de The Cell), desenvolvido para todos os níveis de surfe, com design revolucionário, maior flexibilidade, mais leve e proporcionando total liberdade ao atleta.


Em 2004, pela primeira vez em sua história, o faturamento rompeu a barreira de US$ 1 bilhão, muito em virtude da diversificação de suas linhas de produtos, que englobaram, além do surfe, o esqui (a linha foi introduzida em 1988) e outros esportes radicais. Além disso, nesse mesmo ano a empresa comprou a DC Shoes, fabricante americana especializada em calçados para esportes radicais, bem como bonés, camisas jeans e jaquetas, ampliando assim sua atuação no segmento. No ano seguinte a empresa adquiriu a tradicional produtora de equipamentos de esqui Rossignol, mas a venderia três anos depois. Nos últimos anos sua linha de produto foi ampliada contando também com relógios, óculos, produtos pessoais e vestuário casual, fazendo com que a QUIKSILVER se transformasse em uma marca de estilo de vida. Uma das últimas inovações da marca foi o lançamento no mercado da QUIKSILVER WOMEN, uma linha de roupas e acessórios voltados para mulheres de 18 a 24 anos.


Após viver uma enorme crise financeira, que quase levou à empresa a falência, em 2017 adotou o nome corporativo de Boardriders Inc., tendo a QUIKSILVER como sua principal marca. Em 2018, uma tragédia abalou a empresa. Isto porque, o CEO da Boardriders, Pierre Agnès, uma das pessoas mais influentes na indústria do surfe, desapareceu após ter saído de lancha para pescar no mar. O francês deixou a cidade de Capbreton, no sudoeste da França para pescar sozinho. Posteriormente, sua embarcação foi encontrada na mesma região, porém estava vazia. Alguns dias depois, ele foi oficialmente dado como desaparecido no mar. Atualmente, a QUIKSILVER oferece uma linha em constante evolução de materiais, estampas e tecnologias. Além de bermudas para surfe, a marca desenha e produz uma linha completa de vestuário, com roupas de mergulho e para neve, além de acessórios. Os calçados da empresa são desenhados em Huntington Beach (Califórnia), um paraíso para surfistas e fãs de punk rock. Já as roupas e os acessórios são desenvolvidos em um polo de operações no resort litorâneo de Saint-Jean-de-Luz, na França.


Os patrocínios 
A QUIKSILVER é famosa por patrocinar os melhores atletas do surfe, skate e esportes de neve. Os primeiros patrocínios a atletas começaram em 1978, com Rabbit Bartholomew, que viria a se tornar campeão mundial, e Bruce Raymond. E ganharam impulso a partir de 1988, quando o bi-campeão mundial Tom Carroll assinou um contrato de US$ 1 milhão com a QUIKSILVER. Seu maior destaque seria Kelly Slater, nove vezes campeão do mundo e que assinou seu primeiro contrato com a marca em 1990, além do famoso atleta do skate Tony Hawk. Atualmente a QUIKSILVER patrocina aproximadamente 500 atletas amadores e profissionais de surfe (como Jeremy Flores), esqui, skate e snowboard. A empresa também patrocina importantes torneios de surfe como o Quiksilver Pro Gold Coast, na Austrália; e o Quiksilver Pro France, na França.


Fazendo o bem 
Durante anos, a QUIKSILVER tem estado ativamente envolvida em atividades de caridade, tanto local como globalmente. A marca reconhece o conceito de responsabilidade social corporativa e a importância de se fazer o bem. Deseja que seu trabalho filantrópico tenha um impacto para além do que faz como marca, e acredita que pode fazer isso coordenando o apoio de outras organizações e pessoas. A Quiksilver Foundation foi formada para agregar todas as doações de caridade da marca em um só lugar. Iniciou suas atividades como uma fundação privada sem fins lucrativos em outubro de 2004. É uma organização comprometida em beneficiar e melhorar a qualidade de vida das comunidades de surfistas em todo o mundo através da preservação do meio ambiente, educação, saúde e projetos relacionados à juventude.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O primeiro logotipo da marca era um cisne, ou um “pato” como o fundador costumava chamá-lo. Mas o logotipo que faria a marca reconhecida no mundo inteiro, conhecido como Mountain and Wave, seria criado pouco depois. Em 1981 o icônico logotipo foi modernizado pelo designer californiano Ray Smith. O logotipo é representado por uma enorme onda com uma montanha em um fundo vermelho ou preto. Esses símbolos representam o estado americano da Califórnia, apesar da marca ser de origem australiana. Porém, muitos acreditam que o logotipo tenha sido influenciado pela The Great Wave off Kanagawa (em português A Grande Onda de Kanagawa), gravura criada pelo mestre japonês Katsushika Hokusai.


Ao longo dos anos o logotipo foi sendo modificado, ganhando versões mais modernas e novas tipografias de letra.


Os slogans 
Stay High! (2016) 
Original Thinking.


Dados corporativos 
● Origem: Austrália 
● Fundação: 1969 
● Fundador: Alan Green e John Law 
● Sede mundial: Huntington Beach, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Boardriders Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dave Tanner 
● Faturamento: US$ 1.8 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 700 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.100 
● Segmento: Marcas esportivas 
● Principais produtos: Pranchas, wetsuits, roupas de surfe e acessórios esportivos 
● Concorrentes diretos: Billabong, Rip Curl, Rusty, Reef, O’Neill e Hurley 
● Slogan: Stay High! 
● Website: www.quiksilver.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a QUIKSILVER, que produz equipamentos, acessórios, calçados e roupas esportivas para atividades como surfe, skate, esqui e snowboard, além de uma linha de óculos e relógios, vende seus produtos em mais de 100 países através de 700 lojas próprias (em sua maioria concentradas na Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos), lojas especializadas e lojas de departamento, alcançando faturamento global de aproximadamente US$ 1.8 bilhões. A marca QUIKSILVER pertence à Boardriders, proprietária também da Roxy e DC Shoes, e que recentemente, no início de janeiro de 2018, adquiriu a rival australiana Billabong, passando a deter os dois mais importantes nomes do surfwear no mundo. 

Você sabia? 
Desde 1984 a marca realiza anualmente o Quiksilver In Memory of Eddie Aikau, em Waimea Bay no Havaí. Este campeonato de ondas gigantes é uma homenagem a Eddie Aikau, primeiro salva-vidas oficial da baía de Waimea e surfista de onda gigante mais famoso do Havaí. Eddie perdeu sua vida tragicamente em 1978, aos 31 anos, durante a recreação da Viagem Polinésia, entre o Havaí e o Taiti. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 6/4/2018 

8.5.07

THREE DOG BAKERY


Depois de festas de aniversários, coleiras de ouro e banhos de flores, para satisfazer os seres caninos, a mais nova mania é uma padaria especializada para esses vorazes consumidores. Com suas guloseimas caninas a rede de padaria canina THREE DOG BAKERY é hoje um dos maiores sucessos no mercado americano no setor de varejo.

A história
Tudo começou quando Dan Dye e Mark Beckloff, proprietários de três cães, chamados Sarah, Dottie e Gracie, começaram a produzir domesticamente receitas apetitosas de biscoitos e bolos para seus adoráveis caninos, após constatarem que todos os alimentos para cachorros até então disponíveis no mercado continham grandes quantidades de componentes químicos e artificiais, além de conservantes. Apaixonados por seus cachorros, eles decidiram então partir para uma inovadora missão: produzir diariamente (fresquinhos) os melhores biscoitos e bolos para cachorros, oferecendo assim os mais saudáveis e naturais produtos para alimentar seus amigos de quatro patas. Foi então que, em 1989, a dupla abandonou seus empregos e teve a ousada ideia de abrir uma panificadora canina. A primeira THREE DOG BAKERY, nome em homenagem aos seus três amados cães, foi inaugurada na cidade de Kansas City, estado americano do Missouri, para vender biscoitos, bolos e outros quitutes caninos feitos diariamente com ingredientes naturais e saudáveis, e desenvolvidos com a ajuda de veterinários. A primeira loja da rede, além de oferecer alternativas naturais e até mais saborosas, tinha uma decoração aconchegante, tanto para os donos como para os cães.


Vendendo biscoitos a 59 centavos de dólar o sucesso do novo empreendimento foi praticamente instantâneo. Afinal, a THREE DOG BAKERY, oferecia guloseimas livres de conservantes, aditivos e subprodutos, e feitas somente com ingredientes comprovadamente seguros para cães. Não demorou muito para novas lojas serem inauguradas. No início do novo milênio, em 2001, a rede já contava com 23 unidades em funcionamento. Pouco depois, em 2003, a rede conseguiu colocar seus produtos nas prateleiras de 10.000 lojas de grandes varejistas, incluindo Wegman’s, Kroger e Publix, espalhadas pelo país. A partir deste momento as vendas dispararam e a THREE DOG BAKERY tinha mais um canal de vendas. Além disso, lojas foram inauguradas no Canadá e Hong Kong.


Atualmente as lojas THREE DOG BAKERY contam com a mais criativa variedade de acessórios para cachorros jamais vista, incluindo velas de aroma terapia e livros de receita, capaz de deixar qualquer ser humano com água na boca. As vitrines exibem variedades dos mais diferentes tipos de biscoitos que, atendendo à vontade do privilegiado, podem ser mergulhados em calda de chocolate quente. Uma das guloseimas mais populares da rede é o “Scottie Biscotti”, um biscoito de canela molhado em manteiga de amendoim derretida, e os “Pupcakes”, tradicionais bolinhos de maçã com cobertura de iogurte de baunilha.


Há também bolos para diversas ocasiões, de aniversários a casamentos, um livro com mais de 50 receitas naturais (Three Dog Bakery Cookbook) e um catálogo de vendas por correio (introduzido em junho de 1995) chamado Dogalog. O sucesso foi tanto que os dois fundadores da panificadora canina chegaram a apresentar um programa de culinária no Canal Food Network, onde ensinavam receitas saudáveis para os bichanos. Os cães Dottie, Gracie e Sarah, que originaram o nome da marca já faleceram. Apesar disto, vários produtos da rede levam seus nomes, que hoje não se resumem mais somente a comida, mas também a roupas, acessórios e muitos outros acessórios caninos.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1989
● Fundador: Dan Dye e Mark Beckloff
● Sede mundial: Kansas City, Missouri
● Proprietário da marca: Three Dog Bakery, Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO: Scott Ragan
● Faturamento: US$ 35 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 40
● Presença global: 3 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 200
● Segmento: Pet Care
● Principais produtos: Produtos e comidas para cachorros
● Concorrentes diretos: Blue Dog Bakery e Just Dogs! Gourmet Bakery
● Ícones: Dogalogs (catálogo) e o livro de receitas Three Dog Bakery Cookbook
● Slogan: The Bakery for Dogs.
● Website: www.threedog.com

A marca no mundo
A THREE DOG BAKERY possui mais de 30 lojas espalhadas pelos Estados Unidos, 3 no Canadá, além de 6 unidades em Hong Kong. Além disso, comercializa seus produtos através de grandes varejistas do mercado americano.

Você sabia?
Por mais que os doces, bolos e biscoitos tenham sido feitos para o melhor amigo do homem, alguns humanos não resistem, e acabam provando e até gostando das guloseimas da rede.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas); revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 5/5/2013

7.5.07

CURVES

Você tem como utilizar 30 minutos por dia, 3 vezes por semana, para melhorar sua qualidade de vida? Gostaria de se exercitar em um ambiente especialmente criado para mulheres? Sempre desejou um programa de condicionamento físico que você pudesse fazer e ainda fosse divertido? Se a resposta for sim a CURVES espera por você. Na rede de academia americana, uma espécie de “Clube da Luluzinha”, a mulher realiza um treinamento aeróbico juntamente com um de força muscular, numa única série de apenas 30 minutos. O sistema foi desenvolvido sobre equipamentos de resistência hidráulica simples de usar, elaborados especificamente para mulheres, de forma que não há necessidade de se trocar pinos ou peso. Nada precisa ser configurado.

A história
Sua história começou em 1976 quando o fundador da CURVES FOR WOMEN, Gary Heavin, abandonou seus estudos na área médica devido a sua difícil situação financeira. Foi nesse momento que ele adquiriu uma academia falida na cidade de Houston, estado do Texas, e começou a oferecer serviços em atividades físicas que preveniam problemas de saúde. Porém, por volta de seus 30 anos de idade, ele perdeu tudo que tinha construído: uma rede de academias com 17 unidades. Foi então, que ele decidiu reconstruir seu negócio colocando em prática todas as lições de sucesso e fracasso que aprendeu ao longo de sua vida profissional. Em 1992, Gary e sua esposa, Diane, abriram o primeiro dos novos clubes em Harlingen, estado do Texas, com o nome de CURVES FOR WOMEN.


Esse novo conceito de 30 minutos de exercícios com treinamento de força muscular, atividade cardiovascular, guia-orientado para perda de peso e um ambiente agradável e estimulante, específico para mulheres, se tornou imediatamente um grande sucesso. Trabalhando exclusivamente com o universo feminino a CURVES foi o primeiro centro de cultura física e perda de peso dedicado a oferecer recursos acessíveis e eficazes em atividade física e informação nutricional especificamente para mulheres, criando um ambiente acolhedor, de modo que elas fiquem totalmente à vontade na academia, sem homens, sem espelhos e conversando umas com as outras. Com isso Gary esperava conquistar um nicho inexplorado entre as grandes academias: o de mulheres gordinhas, infelizes com o corpo e que não tinham o hábito de fazer exercícios físicos.


O sucesso inicial fez com que o casal iniciasse o desenvolvimento de um plano para franquear o conceito da CURVES. Em outubro de 1995, o primeiro clube franqueado foi inaugurado na cidade de Paris, que apesar do nome está localizada no estado do Texas. Em apenas um ano e meio a empresa já contava com mais de 250 unidades em funcionamento. Somente no ano de 1999 foi inaugurada primeira academia internacional no Canadá. Foram mais de 5.000 academias abertas até 2002. No ano seguinte a rede experimentou um grande crescimento internacional com unidades inauguradas no Brasil, Chile, República Dominicana, Guatemala, Irlanda, Itália, Nova Zelândia, Irlanda do Norte, Peru, Porto Rico, Escócia e Ilhas Virgens.


No dia 10 de outubro de 2006 a CURVES comemorou a inauguração de sua academia de número 10.000. Atualmente a rede de academia é um dos maiores operadores de sistema de franquia do mundo. Nos anos seguintes a marca foi estendida para outras categorias de produtos, como por exemplo, vitaminas e suplementos, barras de cereais e até pipoca para microondas com baixo teor de gordura e calorias. Hoje em dia, uma das vantagens obtidas pelas sócias da academia é a Ferramenta Nutricional Mais Curves, um portal de internet que disponibiliza à aluna um sistema de acompanhamento nutricional, com dicas de cardápios e as devidas substituições alimentares, um diário de calorias, dicas de como comer fora, além de uma área para administração pessoal.


A linha do tempo
2000
Inauguração da primeira CURVES FOR WOMEN na Espanha.
2001
Inauguração da primeira CURVES FOR WOMEN no México.
2002
Inauguração da primeira CURVES FOR WOMEN na Inglaterra e em Portugal.
2003
Inauguração da primeira CURVES FOR WOMEN no Brasil, Chile, República Dominicana, Guatemala, Irlanda, Itália, Nova Zelândia, Peru, Porto Rico e Ilhas Virgens.
2004
Inauguração da primeira CURVES FOR WOMEN na Argentina, Austrália, Bahamas, Bermuda, Ilhas Caimans, Colômbia, Costa Rica, Chipre, Equador, El Salvador, França, Guam, Honduras, Holanda e Panamá.
2005
Inauguração da primeira CURVES FOR WOMEN na, Bolívia, Barbados, Alemanha, Grécia, Islândia, Japão, Nicarágua, África do Sul e Venezuela.
2006
Inauguração da primeira CURVES FOR WOMEN na Dinamarca, Hong Kong, Suécia, Noruega, Jamaica, Namíbia, Coréia do Sul, Egito, Hungria e Israel.
Inauguração da primeira academia em um hospital, localizada na cidade de Houston, dentro do Houston Northwest Medical Center.
2007
Inauguração da primeira CURVES FOR WOMEN no Kuwait, Líbano, Marrocos, St. Lucia e Turquia.
Lançamento de uma linha de cereais com a marca CURVES, desenvolvida em parceria com a General Mills, e atualmente disponível em mais de 20.000 lojas de varejo nos Estados Unidos.
Lançamento do
www.curvescomplete.com, um sistema de assinatura on-line para perder peso baseado no famoso livro “Permanent Results Without Permanent Dieting”, escrito por Gary Heavin, fundador da empresa. O serviço aos assinantes é composto por dicas de dietas, programa motivacional com profissionais especializadas, programa de exercícios físicos e dúvidas nutricionais.
2008
Inauguração de academias no Bahrain, Bélgica, Botsuana, Jordânia, Malta, Qatar, Arábia Saudita, Eslováquia e Ucrânia.
2009
Inauguração de suas primeiras unidades na Bulgária e Senegal.


Só na Curves
Na CURVES a cliente realiza um treinamento aeróbico juntamente com um de força muscular, numa única série de apenas 30 minutos. O sistema foi desenvolvido sobre equipamentos de resistência hidráulica simples de usar, elaborados especificamente para mulheres, de forma que não há necessidade de se trocar pinos ou peso. Nada precisa ser configurado. Muitas das sócias dizem que seu tempo na CURVES são os 30 minutos mais rápidos da semana. A total alegria, risadas, conversas e a atenção especial que ela encontra em uma típica academia da rede é diferente de qualquer outro centro de condicionamento físico que ela já possa ter visitado.


A CURVES não é apenas a franquia em condicionamento físico que mais cresce no mundo, é a que mais cresce na história, entre todas as outras modalidades existentes. E, esse resultado foi alcançado quase que exclusivamente baseando-se em boas referências e no típico boca a boca das associadas. Hoje, a rede conta com mais de quatro milhões de sócias. Mulheres de todo o mundo estão descobrindo que a CURVES é única: 30 minutos de exercícios, um centro de perda de peso, além de oferecer todo apoio que precisam para alcançarem seus objetivos. O Ciclo de Treinamento Curves é uma série de atividade física completa que inclui todos os cinco elementos necessários para um perfeito resultado: aquecimento, exercício aeróbico, fortalecimento muscular, resfriamento e alongamento. Além disso:
● Os equipamentos utilizam resistência hidráulica.
● Não há pinos ou anilhas de peso para manusear ou mudar.
● O nível de resistência se adapta a cada usuária, permitindo a execução do Ciclo de Treinamento de forma cômoda e segura.
● A cliente empurra e depois puxa – melhor do que levantar e abaixar pesos. Dessa forma reduz-se a possibilidade de dores e lesões.
● A atividade física sem impactos, além de segura, ajuda a manter uma boa densidade óssea e combate a osteoporose.
● Fortalecer os músculos ajuda no equilíbrio das articulações, que é parte fundamental do tratamento da artrite.
● A CURVES oferece um treinamento de força muscular que as mulheres podem fazer.
● Mulheres de qualquer idade podem exercitar-se em seus aparelhos. Eles são ajustáveis a qualquer nível de preparo físico. A rede possui associadas com menos de 12 anos e até com mais de 105 anos de idade.


Os slogans
Your curves will amaze you.
The Power to amaze yourself.
Amaze yourself.
Fortalecendo mulheres.
(Brasil)


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
1992
● Fundador:
Gary e Diane Heavin
● Sede mundial: Waco, Texas
● Proprietário da marca:
Curves International, Inc.
● Capital aberto: Não
● Chairman & CEO:
Gary Heavin
● Presidente:
Michael (Mike) Raymond
● Faturamento: US$ 3.6 bilhões (estimado)
● Lucro:
Não divulgado
● Academias:
10.269
● Associados:
+ 4 milhões
● Presença global: 75 países
● Presença no Brasil: Sim (230 academias)
● Funcionários: 250 (sem contar os franqueados)
● Segmento: Ginástica e saúde
● Principais produtos:
Academias de ginástica para mulheres
● Principais concorrentes:
Contour Express e Workout Express
● Ícones:
O sistema de ginástica de apenas 30 minutos diários
● Slogan:
Your curves will amaze you.
● Website: www.curves.com

A marca no mundo
A empresa é a maior franquia de fitness do mundo. Suas mais de 10.250 unidades (no Brasil já passam de 230 com mais de 84 mil alunas) operam em 75 países do mundo (incluindo os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, África do Sul, Irlanda, Nova Zelândia, Escócia, Japão, Espanha, México e França) e ainda continuam em expansão. Atualmente mais de 4 milhões de mulheres (3 milhões somente nos Estados Unidos) freqüentam a CURVES que tem faturamento anual superior a US$ 3.6 bilhão. A força da marca é tamanha, que somente nos Estados Unidos existe uma unidade da CURVES para cada 2.5 lojas do McDonald’s.

Você sabia?
A CURVES vem sendo constantemente eleita anualmente pela revista Entrepreneur como um dos melhores empreendimentos em franquias e já entrou para o Livro dos Recordes como “A maior franquia de fitness do mundo”. O fato desse enorme crescimento estar ligado, quase que exclusivamente ao boca a boca positivo realizado pelas sócias dos clubes, representa uma verdadeira recompensa para o que esse programa oferece.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 14/11/2011

POLENGHI


Especialista há mais de 65 anos na arte de produzir os melhores queijos, a POLENGHI busca facilitar a exploração do delicioso mundo dos queijos, oferecendo uma completa linha de produtos conforme a orientação do consumidor, com opções para o dia a dia e ocasiões especiais. Seus deliciosos queijos são presença obrigatória nas gôndolas dos supermercados e mercearias, no preparo de pratos deliciosos, nas mesas de café da manhã e lanches pelo Brasil afora, transformando milhões de pessoas em verdadeiros “ratinhos”. 

A história 
A história teve início quando imigrantes italianos fundaram a CIA BRASILEIRA DE LATICÍNIOS POLENGHI em 1947 na pequena e pacata cidade de Angatuba, interior do estado de São Paulo. A paixão na arte de fazer queijos de alta qualidade culminou com o lançamento do produto de maior sucesso da marca no ano de 1955: o POLENGUINHO, um queijo pasteurizado vendido em pequenos tabletes que podia ser consumido a qualquer hora e em qualquer lugar, pois não necessitava de refrigeração. O novo produto era produzido a partir de queijos especiais por meio do processo UHT e possuía sabor suave e característico, massa homogênea e textura extremamente cremosa. Rapidamente o Polenguinho se tornou um verdadeiro sucesso no mercado, transformando-se um em um legítimo clássico da marca e presença constante em milhões de lancheiras escolares. E não foi só: prático, saudável e pouco calórico, o queijinho passou a estar presente no dia a dia dos brasileiros, se tornando a companhia certa em viagens, a estrela de um piquenique no parque, o protagonista do café da manhã e parceiro no trabalho.


Os rumos da POLENGHI começaram a mudar quando as altas vendas acabaram atraindo a atenção do grupo francês Soparind Bongrain, um das maiores produtores de queijos especiais do mundo, que adquiriu a empresa brasileira em 1977. Este grupo francês nasceu em 1956, em Loraine, França, a partir do desenvolvimento de uma inovação no segmento, “Caprice des Dieux”, que a princípio era produzido artesanalmente por mestres na arte de fazer queijos. Os anos de 1980 foram marcados por outro lançamento (em 1985) de enorme sucesso: ALOUETTE, um queijo cremoso aerado de origem francesa, que hoje conta com uma linha composta por seis sabores diferentes. Ainda nesta década, com a força desse poderoso grupo francês a marca começou a comprar outras empresas, como por exemplo, a Skandia (1987) e a Campo Limpo (1988), duas tradicionais produtoras de laticínios.


A década de 1990 foi marcada pela ampla diversificação em sua linha de produtos com inúmeros lançamentos, como por exemplo, o Cream Cheese (1993); a linha de queijos fatiados para sanduíches (1996); o Frescatino Light (1998), um queijo Minas Frescal leve e macio; e o primeiro queijo light da POLENGHI (1999). Com a chegada do novo milênio a POLENGHI resolveu apostar ainda mais na diversificação de seus produtos com a introdução da linha POLENGUINHO LIGHT em 2000; a linha POLENGUINHO SABORES e o requeijão em 2004, cuja versão cremosa seria introduzida três anos mais tarde. Em 2005, a marca ingressou no segmento de queijos finos com o lançamento da linha POLENGHI SELÉCTION, composta por queijos especiais tipo Brie, Camembert, Gorgonzola, Gruyère, Maasdam, além do queijo para Foundue. Em 2006, a marca introduziu outras duas grandes novidades: o POLENGUINHO FIBRAS e o POLENGUINHO SUPER (feito de queijo com sabor de chocolate e com sabor de morango) direcionado para o público infantil. Nesta época, a POLENGHI foi completamente reposicionada no mercado nacional através da inovação e reformulação de embalagens, além de reforçar, com campanhas institucionais, a marca como um todo.


No ano seguinte, a marca inseriu mais um novo sabor na linha Polenguinho, agora disponível na versão pizza, com um toque de orégano, azeite e tomate. Já em 2009, a marca apresentou as novas embalagens para todos os sabores do Polenguinho. Além disso, a empresa buscou no Polenguinho Light os ingredientes mais leves e criou a versão Light Fibras e Cálcio, uma receita perfeita para quem procura qualidade de vida, pois o novo produto possuía apenas 36 calorias por porção e quase o triplo de fibras de uma barrinha de cereais. A versão Tradicional, por exemplo, possui cerca de três vezes mais proteínas e três vezes mais vitamina A do que 100 ml de leite. Outra inovação em seu principal produto ocorreu em 2010 com o lançamento do POLENGUINHO POCKET, cuja principal característica era uma embalagem prática e moderna com dois queijinhos de 17 gramas. Dois anos depois essa versão ganharia a opção light, rica em cálcio e com apenas 30 calorias por unidade; e em 2014 novos sabores como gruyère, cheddar e gorgonzola. Atualmente, por meio de um moderno processo de fabricação, cada Polenghuinho é preparado e embalado sem nenhum contato manual. Outra facilidade do produto é que ele não precisa de refrigeração e pode, portanto, ser consumido no café da manhã, no lanche da tarde, no carro, na academia, em reuniões e viagens.


Umas das mais recentes novidades da marca, lançada em 2012, é a linha APÉRITIF POLENGHI SÉLECTION, que traz três diferentes tipos de queijos, o Brie, o Bleu de Bresse e o Mi–Chèvre (produzido com leite de vaca e cabra), em um formato prático e exclusivo (alongado), basta cortar e servir. Além disso, em 2014, incrementou sua saborosa e diversificada linha de produtos com dois lançamentos, o Creme de Ricota Light e o Queijo Minas Frescal Cremoso. Modernos e versáteis, os produtos podem ser utilizados em diferentes momentos do dia, como opções nutritivas e diferenciadas para acompanhar pães, torradas ou biscoitos salgados, no café da manhã ou em lanches entre as refeições. Além disso, são ótimos ingredientes culinários, servindo como base para receitas, sendo uma excelente alternativa ao creme de leite e ao requeijão. E não parou por aí: introduziu o Requeijão Cremoso Polenguinho, nas opções Tradicional e Light (com 27% a menos de calorias e 35% a menos de gordura). O novo produto é o Polenguinho em versão espalhável.


Durante todos esses anos, a POLENGHI tem se destacado pela capacidade de inovação com o lançamento de produtos revolucionários e pela busca da melhoria contínua dos produtos existentes, se transformando em uma das maiores empresas do segmento no mundo oferecendo ao consumidor um extenso portfólio para vários momentos do dia: seja com POLENGUINHO durante todo o dia e em qualquer lugar; no café da manhã com Frescatino, cream cheese ou requeijão cremoso; em momentos especiais com a linha de queijos finos como camembert, brie, gruyére, gorgonzola ou fondue; ou até mesmo no segmento de alimentação rápida com queijos fatiados tipo cheddar, prato e mussarela. Por isso, diariamente a POLENGHI procura maneiras de transformar o queijo em uma experiência saborosa.


A evolução visual 
Em 2009, a POLENGHI apresentou sua identidade de marca atual, que ganhou visual mais sofisticado e moderno com a adoção de uma nova tipografia de letra e novos tons nas cores. O tradicional P dentro de um brasão vermelho também foi modernizado.


A embalagem de seu principal produto, o POLENGUINHO, passou por diversas modificações no decorrer dos anos, como mostra a imagem abaixo.


Os slogans 
O queijo em seu melhor momento. (2009) 
Os melhores queijos para cada momento. 
Polenguinho, o jeito quadradinho de comer queijo desde 1900 e bolinha. (2013) 
Polenguinho Pocket, o Polenguinho que roda com você. (2011) 
Polenguinho é da Polenghi. (2007) 
Polenguinho: o queijinho preferido do Brasil. (1998) 
Polenguinho, o gostoso pedaço da vida.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1947 
● Fundador: Imigrantes italianos 
● Sede mundial: Angatuba, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Polenghi Indústrias Alimentícias Ltda. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Grupo Soparind Bongrain) 
● Diretor geral: Paulo Netto 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas: 3 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Laticínios 
● Principais produtos: Queijos e requeijões 
● Concorrentes diretos: Tirolez, Balkis, Scala, Catupiry, Philadelphia Cream Cheese, Serrabela e Sadia 
● Ícones: O queijo Polenguinho 
● Slogan: O queijo em seu melhor momento. 
● Website: www.polenghi.com.br 

A marca no mundo
No Brasil, a POLENGHI, uma subsidiária do grupo francês Soparind Bongrain, possui 3 fábricas nos estados de São Paulo (Angatuba), Minas Gerais (São Vicente) e Goiás (Goiatuba). Contando com aproximadamente mil funcionários, sua extensa linha de produtos (que engloba requeijão, cream cheese, além de queijos especiais como camembert, brie, gorgonzola e frescatino) é distribuída em todo território nacional. A empresa também exporta seus produtos para 10 outros países. 

Você sabia? 
O POLENGUINHO é líder do mercado de queijos fundidos de porção com mais de 90% de participação. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Época Negócios, Isto é Dinheiro e EmbalagemMarca), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/10/2014

6.5.07

CLARÍN

O diário CLARÍN se transformou na semente do poderoso e influente conglomerado multimídia Grupo Clarín, uma espécie de Rede Globo portenha, transmitindo ao povo argentino desde seu lançamento através de suas páginas a realidade local e internacional de uma forma crível e confiável.
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A história
O jornal tablóide CLARÍN foi fundado em 28 de agosto de 1945 na cidade de Buenos Aires pelo jornalista, político e ex-ministro Roberto J. Noble. Nasceu com formato tablóide, bem ilustrado e fácil de ler, com foco no entretenimento e nos esportes. Foi muito bem recebido pelos leitores. Apesar da sua circulação ter disparado em seus primeiros anos de vida, o diário levou um certo tempo para se consolidar nacionalmente e exercer certa influência. Em 1965 tornou-se o jornal com maior tiragem na capital argentina.
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Em 1967, com o fechamento de “El Mundo”, o primeiro tablóide editado na Argentina, o CLARÍN conseguiu incorporar uma parte de seus leitores e passou de 347 mil para 424 mil exemplares editados diariamente. Foi nesta época que o CLARÍN começou a inovar, ao se tornar o primeiro jornal argentino a lançar uma revista semanal. Com a morte de seu fundador, em 1969, o jornal foi herdado por sua viúva, Ernestina Herrera de Noble, que deu continuidade no desenvolvimentismo do jornal. A principal etapa de crescimento do jornal aconteceu foi no fim da década de 80 e começo de 90, quando a empresa se diversificou, endividando-se pesadamente em dólares. Nessa época, o banco americano de investimentos Goldman Sachs pagou US$ 500 milhões para adquirir 18% do grupo.
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Os anos 90 foram cheios de novidades: primeiro, em 1995, o jornal lançou sua página na Internet, que rapidamente se tornou um enorme sucesso; e, no ano seguinte, passou a ser editado em cores. Em 2003, o diário passou por uma enorme reformulação gráfica. Além do formato tablóide, tido como mais prático que o tradicional standard, as letras se tornaram grandes e os espaços bem divididos. Outra característica foi o uso do negrito para destacar as passagens mais importantes da matéria. O CLARÍN publica regularmente 13 suplementos: Viajes (turismo), Mujer (feminino), Ollas e Sartenes (culinário), Autos (automóveis), Rural, Informática 2.0, Si! (voltado para adolescentes), Countries (para moradores de condomínios fechados), Econômico, Revista Ñ (cultural), Zonales (voltado para bairros ou regiões específicos), Arquitectura e La Guia (guia cultural). Além desses, de tempos em tempos são vendidos junto com o jornal fascículos colecionáveis que abordam assuntos como costura, tecelagem, dicionários, enciclopédias e coisas do gênero, o que aumenta ainda mais as vendas.
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Um dos pontos mais fortes e criticados do CLARÍN é seu marketing. Tudo é feito pensando primeiro na vendagem, depois na informação em si e no papel que ela terá na sociedade. Um exemplo disso foi a edição do dia em que Saddam Hussein foi capturado pelas tropas americanas. No mesmo dia, um domingo, a equipe de futebol do Boca Juniors foi campeão da Copa Intercontinental de Futebol. Qual seria a informação mais importante para a sociedade como um todo? E qual foi o grande destaque do diário na segunda-feira seguinte? O Boca. “Boca Campeón” em letras garrafais, com uma enorme foto de um jogador correndo de braços abertos, quase ultrapassando os limites do papel. A prisão de Saddam teve algum destaque, é certo, mas bem abaixo da chamada sobre o Boca Juniors e com foto e títulos menores. A capa do diário às segundas-feiras costuma ser sobre futebol, já que esse é realmente o assunto que mais vende.
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Além disso, o CLARÍN não se destaca por seu posicionamento político. O jornal não é considerado claramente de direita nem de esquerda, mas, sim, procura acompanhar o que se imagina que pensa a opinião pública como um todo. Parte do marketing, claro. O diário é definido pelos componentes de sua redação como um jornal dirigido a todos as camadas sociais, classes econômicas e faixas etárias. O esporte é um dos carros-chefe do CLARÍN. A editoria de esportes é a que conta com o maior número de profissionais na redação. Isto, apesar de a empresa ser proprietária do Olé, jornal diário esportivo de grande sucesso.
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Dados corporativos
● Origem: Argentina
● Fundação:
28 de agosto de 1945
● Fundador: Roberto J. Noble
● Sede mundial:
Buenos Aires, Argentina
● Proprietário da marca:
Grupo Clarín
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Diretora geral: Ernestina Herrera de Noble
● CEO:
Héctor Magnetto
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Circulação diária: 500.000 exemplares
● Presença global: 40 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 1.000
● Segmento:
Comunicação
● Principais produtos:
Jornais
● Ícones: A seção esportiva
● Slogan: O grande diário argentino.
● Website:
www.clarin.com
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A marca no mundo
O tradicional diário lido todos os dias por aproximadamente 1.8 milhões de argentinos, chega a todos os cantos do país graças a sua eficiente e enorme rede de distribuição. Sua vendagem na Argentina é mais que o dobro que seu concorrente direto, o La Nación. Somente na capital, o diário possui 44% de participação de mercado. Além disso, o CLARÍN ainda é lido em outros 40 países ao redor do mundo.
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Você sabia?
Segundo Alexa Internet, órgão internacional que mede o tráfego na web, sua versão eletrônica é o jornal de língua espanhola online mais visitado no mundo, com aproximadamente 4 milhões de visualizações mensais.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 14/1/2010

CONVERSE ALL★STAR


Dizem que quanto mais velho, mais gostoso fica. Surrado, customizado, com cadarço de cores diferentes. Cada um tem seu próprio jeito de usar ALL★STAR, o tênis que não sai dos pés de muitas gerações. Jovens e adultos, universitários, roqueiros, profissionais liberais e celebridades, o ALL★STAR é sucesso em todas as tribos. Não é de hoje que famosos exibem seus pares. Companhia para todas as ocasiões há quem afirme que não vive sem um dos tênis mais lendários e emblemáticos de todos os tempos. 

A história 
A história de um dos maiores ícones da cultura americana e posteriormente mundial começou quando Marquis Mills Converse fundou a empresa Converse Rubber Company em 1908, na pequena cidade de Malden, estado do Massachusetts. Em 1917, a empresa lançou uma linha de calçados esportivos, incluindo um tênis feito de lona, sola grossa e biqueira de borracha que revolucionou o basquete, esporte que se tornava cada vez mais popular entre os americanos, criando assim um calçado inovador para a época, o mundialmente famoso CONVERSE ALL★STAR, com o selo de estrela na parte lateral do tornozelo. Em 1921, o jogador de basquete Charles “Chuck” Taylor foi recrutado para representar e vender o modelo, viajar pelo país e “evangelizar” os demais jogadores de basquete. Nesse mesmo ano, ele sugeriu novas ideias para uma versão do ALL★STAR: acrescentou fissuras no solado, para diminuir a derrapagem nas quadras, proporcionando assim mais tração; e adicionou uma proteção no calcanhar para melhorar o apoio e proteção ao tornozelo dos jogadores. Lançado em 1923, o CONVERSE ALL★STAR com sua assinatura foi um sucesso instantâneo, sendo o único tênis usado por todos os jogadores de basquete, quer seja profissional ou universitário.


O tênis foi o primeiro modelo produzido para o mercado de massa americano e rapidamente toda a América sucumbiu ao estilo do ALL★STAR, que passou a ser o tênis oficial dos jogadores de basquete americanos. ALL★STAR se tornou tão popular, que em 1936 foi escolhido como o tênis oficial dos participantes dos Jogos Olímpicos da Alemanha, então nazista. E o sucesso não parava. Em 1939, a equipe do New York Rens venceu o campeonato nacional de basquete usando ALL★STAR. O design básico, o conforto, a durabilidade e a funcionalidade foram características que determinaram a escolha do CONVERSE ALL★STAR como calçado oficial das forças armadas americanas durante a Segunda Guerra Mundial. Até 1947 o ALL★STAR só era encontrado na tradicional cor preta. Mas isso mudou com o lançamento do tênis na cor branca, criando assim mais uma opção básica para seus consumidores.


O sucesso continuou e nos anos de 1950 e 1960, grandes estrelas do cinema e do rock adotaram o ALL★STAR como um item básico em seu visual. O ator James Dean, ícone da rebeldia na época, não saía jamais sem os seus durante a filmagem de “A Fúria da Vida”. Bruce Springsteen, Graham Nash e Eddie Van Halen eram vistos calçando ALL★STAR em seus shows. Até 1955, cerca de 100 milhões de espectadores assistiam aos jogos da NBA e o CHUCK TAYLOR ALL★STAR se tornou o calçado número 1 na América. Na década de 1960, Hollywood se encantou e utilizou cada vez mais os famosos tênis no cinema. A distância entre os mundos do esporte e da moda começava a se apagar. Outras marcas iniciaram o desenvolvimento de calçados com tecnologia mais avançada e em materiais mais adequados ao basquete. A empresa respondeu a esta demanda agregando cores e materiais como o couro, camurça e vinil; e lançando em 1966 a versão cano curto (conhecida como Oxford Sneaker) e em sete cores variadas para combinar com os uniformes dos times de basquete. Era o começo de uma nova história para o tradicional ícone, que sairia das quadras para definitivamente ganhar os pés de milhões de pessoas. O ALL★STAR firmou seu espaço nos anos de 1970 quando ganhou definitivamente os pés do rock and roll. Apesar disso, ALL★STAR sentiu a ameaça de perder seu lugar estrelado frente ao crescimento de marcas como Nike, Reebok, Puma e Adidas. Mas o tênis seguiu sua trajetória impulsionada pelo LIFESTYLE.


O calçado foi uma verdadeira febre nos anos 1980, época da moda do conceito “vários em um”. O tênis manteve o modelo clássico, mas a sola era ligada com um zíper à parte de cima, dando a possibilidade de 3 ALL★STAR em 1. Também foi lançado o modelo original em couro – chamado de ALL★STAR 2000 – e que se tornou um sucesso entre os consumidores, vendendo mais de 1 milhão de pares. Nesta década algumas personalidades entraram para a história como adeptos dos tênis, entre eles o roqueiro Kurt Cobain, do Nirvana, e os integrantes do Ramones, que acabaram arregimentando usuários entre os fãs de suas bandas. Foi ainda nos anos de 1980, ultrapassadas quaisquer barreiras culturais e sociais, que os tênis ALL★STAR consolidam-se definitivamente como o produto democrático, que atendia a mundos diversos, chegando, inclusive, em terras brasileiras pela primeira vez, onde ficou conhecido pelo slogan “O tênis de todas as estrelas”.


Em 1992, o ALL★STAR, que já havia virado um ícone no segmento de calçados, comemorou 75 anos com 500 milhões de pares vendidos no mundo inteiro. Em 2001, a empresa sofreu com altas dívidas e suas ações chegaram a valer menos de US$ 1 na Bolsa de Valores. Tal queda lhe valeu lugar no capítulo 11 da lei americana de empresas em falência. Foi neste momento que a Converse foi assumida pelo fundo americano Footwear Acquisition, que pagou aproximadamente €125 milhões pela empresa. A produção foi transferida para a Ásia e as filiais estrangeiras foram fechadas e convertidas em distribuidores, que passaram a ter contratos de licenciamento.


A empresa foi comprada pela poderosa Nike em 2003 por US$ 305 milhões, quando ainda enfrentava enormes dificuldades financeiras, basicamente pelo valor da marca ALL★STAR. Para a Nike, a compra da empresa iria ajudar a ocupar um espaço que a marca ainda não conseguiu tomar: tênis de preços mais baixo. Nos anos seguintes, aos poucos a marca ALL★STAR foi reconquistando ex-clientes e outras várias gerações de novos consumidores. Outro fator importante para a marca voltar a ganhar força no mercado foi a distribuição. Rede seletiva para distribuir o produto, valor agregada à marca e a comunicação, além de trabalhar com formadores de opinião. Rapidamente o produto voltou a se tornar um acessório básico, um ícone da juventude descolada e moderna. Hoje, com um nome que pesa mais de US$ 2 bilhões em vendas, a líder de calçados esportivos resgatou definitivamente a marca ALL★STAR. Não apenas salvou a marca, como transformou o tênis de bico branco em líder entre os varejistas de muitos países. Embora a idade, a marca de tênis, uma verdadeira estrela no segmento, vestindo jovens e velhos, homens e mulheres, crianças de todos os países, nunca foi tão popular e moderna, mesmo tendo que lutar hoje contra a falsificação. Assim, a cada ano, centenas de milhões de pares são vendidas no mundo. Mais do que um modismo, ALL★STAR é uma epidemia, que oferece modelos de tênis em mais de cem cores e materiais diferentes.


A marca também apostou em parcerias com estilistas, designers e celebridades para lançar edições limitadas deste verdadeiro ícone da cultura americana. Uma das mais recentes novidades da marca é o Converse Chuck Taylor All★Star Monochrome, o clássico modelo em versões completamente monocromáticas, do cadarço à sola. Em 2015, a marca resolveu atualizar o CHUCK TAYLOR ALL★STAR, que ganhou interior almofadado, forro de camurça micro perfurada para respirabilidade durante longos períodos de uso, língua anti-deslizante, tecido de alta qualidade, entressola totalmente branca e palmilha Lunarlon, uma espuma leve e elástica com tecnologia de amortecimento. Batizado de CHUCK II, o clássico modelo foi desenvolvido pensando no conforto. Ele calça perfeitamente no pé e ainda é fiel às suas origens. Novo, mas do jeito que todo mundo já conhece. Os novos modelos, tanto de cano baixo como alto, foram lançados nas cores preta, vermelha, azul e branca.


Essas mudanças podem ser vistas na imagem abaixo: acima o modelo original (que continua a ser produzido normalmente) e abaixo o novo design.


A identidade visual 
O logotipo da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, como mostra a imagem abaixo.


A imagem da direita é o logotipo da marca ALL★STAR, utilizado nos tênis, localizado na parte inferior traseira. Já a imagem da esquerda é a identidade visual utilizada nos tênis de cano alto, na lateral.


Os slogans 
All Star Stay True. 
Always a Classic. 
Só Converse é All★Star. (Brasil) 
O tênis de todas as estrelas. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1917 
● Criador: Marquis Mills Converse 
● Sede mundial: Boston, Massachusetts, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Converse Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Nike Inc.) 
● CEO: Jim Calhoun 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 160 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Tênis 
● Concorrentes diretos: Keds, Skechers, DC Shoes, Vans e K-Swiss 
● Ícones: O próprio tênis 
● Slogan: All Star Stay True. 
● Website: www.converse.com.br 

A marca no mundo 
A Converse comercializa os tênis ALL★STAR em mais de 35 mil lojas independentes em 160 países ao redor do mundo. Além disso, os tênis podem ser encontrados na mais de 90 lojas próprias da Converse em território americano. Desde seu lançamento no mercado já foram comercializados mais de um 1.3 bilhões de pares do CONVERSE CHUCK TAYLOR ALL★STAR. Os modelos clássicos, de lona, com cano baixo, e cores tradicionais, como azul, preto e vermelho são os mais vendidos pela marca. A enorme popularidade do modelo faz com que 65% dos americanos tenham pelo menos um par de ALL★STAR. O tênis jamais esteve tanto na moda. Mais de 3.000 novos modelos são lançados a cada ano. A marca é dividida em diferentes linhas que são vendidas de forma segmentada conforme o ponto de venda: Premium para butiques altamente especializadas, Clássico para lojas multimarcas e esportivas, Rock e Militares entre os especialistas de jeans, etc. Se um CONVERSE ALL★STAR custa hoje aproximadamente US$ 45 nos Estados Unidos, ele custava somente US$ 6 em 1957. 

Você sabia? 
Ao longo dos anos o tradicional tênis ganhou vários apelidos: “Cons”, “Connies”, “Convics”, “Verses”, “Chuckers”, “Chucks”, ”Chuckies”, “Chuckie T’s”, “Chucker Boots” ou “Chuck Taylors”. 
O líder da banda Nirvana, Kurt Cobain, sempre era visto com um par de ALL★STAR surrado nos pés. Como parte da comemoração do centenário da Converse, foi lançada em 2008 uma edição especial, estampada com textos e desenhos tirados do diário do cantor, que cometeu suicídio no dia 5 de abril de 1994, aos 27 anos. 
Chuck Taylor nasceu no dia 24 de junho de 1901. Ele atuou na liga estudantil de basquete e, na década de 1920, jogou por diversas equipes, como Original Celtics, Buffalo Germans e Akron Firestones. Contratado pelo executivo da Converse Bob Pletz em 1921, sua missão era rodar pelo país e convencer técnicos e jogadores a usar o ALL★STAR assinado por ele. Chuck vendeu tênis e treinou equipes de basquete por toda a sua vida. Aposentado em 1968, ele morreu de ataque cardíaco em 23 de junho de 1969, na Flórida. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 26/10/2015