19.11.07

CROCS


Todos usam: jovens, adultos e crianças, provavelmente seu maior público. Alguns acham brega. Outros usam sem nenhuma vergonha. Eles são coloridos, transados, confortáveis, higiênicos, fáceis de usar e digamos um pouco esquisitos. Os calçados CROCS se transformaram em um fenômeno global, a ponto de ser fotografado nos pés do ex-presidente americano George W. Busch, um fã declarado dos confortáveis calçados, assim como Al Pacino, Jack Nicholson, Ben Afleck, Drew Barrymore, Oprah Winfrey e a cantora Madonna. Até Sergey Brin, um dos fundadores do Google, ostentou um par vermelho em uma conferência. Uma verdadeira epidemia fashion nos pés. 

A história 
A ideia surgiu em 1999 quando a empresa canadense Foam Creations desenvolveu o Croslite™, um material exclusivo composto de uma resina de célula fechada que representava uma expressiva inovação no âmbito do conforto e funcionalidade do calçado: antimicrobiano, resistente ao odor (bactérias e fungos), leve, resistente e antiderrapante. O novo material ainda proporcionava amortecimento e reduzia o impacto recebido pelos pés e pernas ao andar. Foi então que Lyndon “Duke” Hanson, Scott Seamans e George Boedecker Jr., três jovens executivos americanos e velejadores da cidade de Boulder no estado do Colorado, queriam apenas ter, em seus armários, um calçado perfeito para usar em barcos: confortável, antiderrapante e que não acumulasse água. Descontentes com os produtos que existiam no mercado, eles resolveram desenvolver um modelo próprio utilizando a tal resina. O nome CROCS, uma abreviatura em inglês para crocodilo, surgiu em alusão a esses animais fortes e resistentes e que não contam com nenhum predador natural. Os crocodilos adaptam-se bem tanto na água, quanto na terra e tem vida longa, essencial para qualquer calçado. Todas estas qualidades eram e ainda são inerentes aos produtos da marca: não escorregam, não produzem cheiro e são impermeáveis. Originalmente o intuito era vender o calçado para velejadores, devido ao seu solado antiderrapante que não marcava o deque dos barcos.


A CROCS marcou sua estreia no mercado americano em novembro de 2002 com o modelo Beach, um calçado extremamente leve (pesava apenas 170g), macio, antiderrapante e livre de odores e bactérias, ideal para o lazer e para atividades recreativas ao ar livre, como pesca, vela e ciclismo. O modelo foi oficialmente colocado a venda em uma feira náutica na cidade de Ft. Lauderdale, na ensolarada Flórida. Em apenas três dias, ao preço de US$ 30, vendeu mil pares rapidamente. Com formato que remetia ao dos tradicionais tamancos holandeses de madeira, o modelo se diferenciava, além da modelagem que privilegia o conforto e a total ergonomia, por uma inovadora alça intercambiável que envolvia o calcanhar e, principalmente, por seu material exclusivo e ultraleve. Não demorou muito para os médicos, grandes praticantes de vela, descobrirem que os calçados eram ótimos para substituir os tradicionais calçados que usavam nos hospitais.


De boca em boca, em pouco tempo, os calçados já eram usados por aqueles que profissionalmente eram obrigados a passar longos períodos em pé, e assim precisam de conforto e de calçados antiderrapantes. A fama aumentou quando atores de Hollywood e celebridades se declararam fãs do produto cheio de furinhos, preso na parte de trás do pé por uma alça, que deixava o calcanhar de fora. Em 2003 CROCS se tornou um fenômeno global aceito como um calçado confortável e fashion para todas as ocasiões. Foi neste mesmo ano que a marca lançou o primeiro calçado especificamente desenvolvido para o público feminino, batizado de Nile. Nos dois anos seguintes voltou seu foco para adaptar-se ao rápido crescimento: expandiu as linhas de produtos, inaugurou seu primeiro ponto de venda próprio (um quiosque), construiu novas fábricas, criou um programa de logística para a crescente capacidade de demanda e produção, contratou uma competente diretoria executiva e adquiriu, em 2004, a Foam Criations, empresa que produzia o material básico do calçado, o Croslite™, assegurando assim sua patente.


Em 2005, utilizando bom-humor e ironia a marca lançou uma campanha publicitária com o slogan “Ugly Can Be Beautiful” (O feio pode ser bonito, em português). Em 2006 a empresa adquiriu por US$ 20 milhões a Jibbitz, marca de acessórios especiais que produzia pequenos broches coloridos (cristais, flores e personagens licenciados) especialmente desenvolvidos para adornar os calçados CROCS. Hoje em dia são mais de 700 itens disponíveis para o consumidor personalizar seus calçados, além de acessórios como porta celulares. Demonstrando a força de sua marca, neste mesmo ano passou a ser patrocinadora oficial da Associação Profissional de Vôlei, um dos seus primeiros investimentos nos esportes.


Em 2006, a CROCS escolheu o Brasil para instalar a primeira fábrica na América Latina, localizada em Sorocaba, no interior de São Paulo. A mais nova unidade começou a produzir em julho e tinha capacidade para fabricar 3 milhões de pares de calçados por ano, sendo que 35% a 50% direcionados para exportação. Mas devido à grave crise econômica mundial e a inundação de importantes mercados por produtos piratas, a empresa anunciou no final de 2008, o fechamento da fábrica. Em comunicado, informou que o fechamento foi determinado pela matriz do grupo nos Estados Unidos e tinha como objetivo ajustar a estrutura de custos global da empresa. O mercado brasileiro passou a ser abastecido pelas fábricas do México, China e Estados Unidos.


Em 2010, após amargar um enorme tropeço em suas vendas, resolveu também apostar em produtos diferentes e proporcionar aos consumidores maiores opções, com o lançamento de sandálias de salto alto de tiras vermelhas; sapatilhas femininas (chamadas CROCS MARNIE); uma moderna linha de tênis, confeccionados com o mesmo material revolucionário dos calçados originais da marca; CROCBAND FLIP, uma espécie de sandália havaianas da marca; e até sapatos sociais de couro.


Além disso, a marca revolucionou o mercado em 2011 com o lançamento da CROCS CHAMELEONS, um calçado para crianças que muda de cor, de um tom de base translúcida para uma cor brilhante quando exposta à luz do sol e depois regressa à cor original quando afastado dos raios UV. Ainda este ano, a marca ingressou no mercado de calçados tonificantes de músculos, feitos de um material que permite a tonificação das pernas enquanto você anda. E nos últimos anos, como forma de enfrentar as dificuldades nas vendas de calçados, a empresa estendeu a marca CROCS para outras categorias de produtos com o lançamento de chapéus, bolsas, mochilas, meias e óculos (cujas hastes da armação podem ser personalizadas com peças coloridas). E apesar de toda essa diversificação em sua linha de produtos, os calçados mais populares da CROCS (chamados de clogs) atraem principalmente crianças, profissionais da área da saúde e da gastronomia gerando mais de 45% das vendas da empresa. Hoje em dia, o principal objetivo da CROCS é criar calçados com o conceito “Find Your Fun”, buscando de uma maneira extrovertida, a diversão e conforto, sem deixar de explorar o lado fashion dos calçados.


Os divertidos modelos 
Os calçados CROCS possuem uma ampla variedade de cores (mais de 20), incluindo tamanhos que variam do número 21, para crianças, até 44, para adultos, além de 30 modelos (básicos) de calçados diferentes, incluindo as linhas infantis e licenciadas como a Disney Kids Cayman, calçados com os buracos de ventilação cortados no formato das orelhas do Mickey Mouse. Os modelos mais populares são: 
CROCS BEACH: modelo original que custa em torno de US$ 30. 
CROCS KIDS CAYMAN: voltado para crianças a partir de 2 anos. 
CROCS OF ROAD: uma versão esportiva do modelo original, com solado que remete ao das rodas de um jipe e alça turbo original, intercambiável e ajustável, através de um vélcro. 
CROCS GIRLS MARY JANE: um calçado aberto na parte de cima e voltado para crianças e meninas adolescentes. 
CROCS ATHENS: primeira sandália de dedo da marca. 
CROCS GEORGIE: primeira bota da marca. 
CROCS ENDEAVOR: calçado fechado na parte de cima, sem os tradicionais furinhos do modelo original. 
CROCS TRANSLUCENT: uma linha com calçados mais delicados (sapatilhas com cores vivas e alegres) composta por modelos que têm certa transparência. 
CROCS PREPAIR: uma linha criada para auxiliar os atletas profissionais e amadores antes e após as atividades físicas com a certificação do US Ergonomics (Instituto Americano de Ergonomia), que comprova os altos benefícios ergonômicos e o destacado nível de conforto e adaptabilidade que o produto proporciona ao consumidor, minimizando os fatores de risco que podem acarretar no desenvolvimento de lesões musculares. 
CROCS RX: linha desenvolvida especialmente para pessoas com problemas relacionados à saúde dos pés e lançada em 2005. 
CROCS GABE: uma versão divertida do modelo Kids Classic com a carinha do Duke (Crocodilo símbolo da marca) estampada no calçado. 
CROCS WORK SHOES: que une a leveza e o conforto do material exclusivo Croslite™, com a proteção necessária aos pés de profissionais de cozinha e trabalhadores de outros segmentos, como por exemplo, do setor hospitalar e hoteleiro.


Ao todos são mais de 300 modelos diferentes com mais de 400 combinações de cores para o consumidor escolher. Eis a divertida e criativa fórmula de sucesso da CROCS.


A comunicação 
A comunicação da CROCS com o consumidor é feita por diversos canais. Um dos principais são os eventos relacionados a esportes e entretenimento. Esta é uma das formas que a marca encontrou para gerar experiência com o público. Por outro lado, tem em seus quiosques uma forma de se comunicar através de materiais de ponto-de-venda. Tudo é pensado para que a marca se ajuste ao tamanho ideal, sem ficar apertado nem frouxo no pé e na cabeça do consumidor. A internet, uma coisa óbvia hoje em dia, é outra ferramenta forte utilizada pela CROCS. Navegando pela rede os usuários estão cada vez mais antenados nos lançamentos do mercado e não demorou muito para que a marca se tornasse tema e inspiração para blogs e sites de relacionamento. Além da internet, as crianças têm papel fundamental na curta história da CROCS, e não é à toa que a empresa investe em vários eventos infantis todos os anos. Presente em diversos países, a CROCS mantém um padrão em sua comunicação: ser customizada para cada público onde atua.


Em 2010, a marca lançou uma divertida campanha publicitária com o slogan “Sinta o amor” (“Feel The Love”, em inglês), que divulgava mais de 20 novos estilos de calçados e apresentava as novas e excêntricas mascotes da marca, batizadas de “Croslite”, uma turminha colorida de CROCS animados, que brincam com o conforto do calçado. A criação das mascotes foi inspirada para dar vida à principal matéria-prima dos calçados, o Croslite™, mostrando aos consumidores a função dos produtos de cuidar e massagear os pés. Justamente um dos filmes comerciais da marca mostrava as divertidas mascotes massageando os pés de uma moça que acabou de voltar depois de um árduo dia de trabalho.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma acentuada modificação ao longo de sua história. Hoje em dia o logotipo da marca pode ser aplicado em preto ou no tradicional verde-claro. O simpático jacaré, batizado de DUKE (apelido de um dos fundadores da empresa) é o principal símbolo de reconhecimento da marca.


Os slogans 
Find your Fun. (2015) 
A Shoe For Every You. (2013) 
Feel The Love. (2010) 
Feel As Good As You Look. 
Ugly Can Be Beautiful. (2005) 
Anywhere. Any Time.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: Julho de 2002 
● Fundador: Lyndon Hanson, Scott Seamans e George Boedecker Jr. 
● Sede mundial: Niwot, Colorado, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Crocs Inc. 
● Capital aberto: Sim (2006) 
● Chairman: Thomas Smach 
● CEO: Gregg Ribatt 
● Faturamento: US$ 1.19 bilhões (2014) 
● Lucro: - US$ 2.2 milhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 843.3 milhões (dezembro/2015) 
● Fábricas:
● Lojas: 500 (lojas, quiosques e outlets) 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 4.900 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Sandálias, botas, sapatilhas, tênis e acessórios 
● Principais concorrentes: Nike, Deckers Outdoor, Skechers, Geox, Timberland e Havaianas 
● Ícones: O calçado original da marca e Duke (o jacaré) 
● Mascote: Croslite 
● Slogan: Find your Fun. 
● Website: www.crocs.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia, a marca CROCS está presente em mais de 90 países, tendo seus produtos vendidos em aproximadamente 21.000 pontos-de-venda, 500 lojas próprias (incluindo quiosques e unidades no formato outlet), além de 46 lojas virtuais da empresa. No Brasil, os calçados podem ser encontrados em mais de 1.000 pontos-de-venda (incluindo 70 lojas e quiosques próprios). Os calçados são produzidos em seis fábricas: Estados Unidos, México, Itália, Bósnia, China e Canadá. Uma equipe de designers italianos da empresa, altamente qualificada, atua para garantir que a marca coloque no mercado lançamentos que traduzam novas tendências em design e cores a cada dois meses. A empresa vendeu mais de 56 milhões de pares de calçados no mundo inteiro em 2014. 

Você sabia? 
A empresa é a terceira maior fabricante de calçados do planeta, e desde o lançamento dos calçados CROCS já foram vendidos mais de 300 milhões de pares. 
Em 2007 a marca firmou uma parceria com o badalado chef de cozinha americano Mario Batali, que resultou na criação do calçado em um tom de laranja exclusivo, batizado de Batali Bistro. 
Desde 2008, a marca já doou mais de 3 milhões de pares de calçados para pessoas necessitadas em mais de 40 países como parte de sua plataforma de responsabilidade social chamada CROCS CARE


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/12/2015

FACEBOOK


As redes sociais viraram uma epidemia na internet. Durante anos gigantes como Orkut e MySpace dominaram esse segmento. Mas agora, o fenômeno digital atende pelo nome de FACEBOOK, que virou o “queridinho” dos cibernéticos com números que apavoram qualquer concorrência: mais de 1.65 bilhões de usuários, em apenas 20 minutos são compartilhados mais de 1.5 milhões de links, anexadas 4 milhões de novas fotos, enviadas mais de 8 milhões de mensagens e feito mais de 50 milhões de comentários. E tudo isso em um ambiente em que gigantes surgem e desaparecem em alta velocidade. Por isso, não é nenhum exagero afirmar que o FACEBOOK mudou a maneira como as pessoas usam a web e se conectam com os amigos. Afinal, a maior rede social da história da internet segue crescendo em faturamento e número de adeptos. 

A história 
O estudante de graduação Mark Zuckerberg e seus colegas de quarto Dustin Moskovitz e Chris Hughes criaram o [thefacebook] (inicialmente escrito assim mesmo) dentro de seu dormitório no campus universitário, no dia 4 de fevereiro de 2004, com o suporte e a acessória de Andrew McCollum e Eduardo Saverin, este último brasileiro, permitindo que os colegas da tradicional Universidade de Harvard, na região de Boston, na costa leste dos Estados Unidos, pudessem colocar fotos e se manter em contato uns com os outros, compartilhando assim experiências e planejando eventos. Em quatro horas a novidade atraiu 450 visitantes. No final do primeiro mês aproximadamente metade dos alunos da tradicional universidade estava cadastrado. Apesar da ideia inicial que a adesão fosse restrita apenas aos estudantes da universidade de Harvard, o serviço mostrou seu poder de conectar pessoas segundo afinidades e interesses, atraindo interesse de outras instituições de ensino superior americanas e passou a admitir estudantes de outras universidades da região de Boston, como por exemplo, Boston College, Boston University, Northeastern University, Tufts University e o tradicional Instituto de Tecnologia de Massachusetts (popularmente conhecido como MIT), além de Rochester, Stanford, Columbia, Yale e NYU.



Já no meio de 2004, a rede social recebeu sua primeira rodada de investimentos, feita por Peter Thiel, no valor de US$ 500 mil. Em dezembro rompia a barreira de 1 milhão de cadastrados. Era um sucesso avassalador na comunidade estudantil americana. Afinal, todos aguardavam ansiosamente um convite para fazer parte do seleto grupo de cadastrados. No dia 23 de agosto de 2005, a empresa comprou o domínio facebook.com da Aboutface por US$ 200 mil e descartou definitivamente o “The” de seu nome. Além disso, o FACEBOOK repaginou seu site deixando-o mais amigável aos usuários. Somente a partir de 11 de setembro de 2006, qualquer internauta, desde que tivesse mais de 13 anos, através de um email, poderia se cadastrar no FACEBOOK. A explosão de tráfego foi visível: crescia aproximadamente 3% por semana. Nesta época as atualizações eram frequentes: versão mobile, opções de mural, compartilhamento, anúncios, traduções oficiais em diversas línguas e integração com empresas.


Em 2007, o FACEBOOK tornou-se uma das empresas de internet mais valorizadas do mundo, cujo valor estimado chegava a impressionantes US$ 15 bilhões. Tudo em virtude da poderosa Microsoft que comprou uma parte minoritária da empresa (1.6% de participação no capital) por US$ 240 milhões, batendo uma proposta do rival Google. Nesta época o FACEBOOK contava com mais de 49 milhões de usuários, 250 mil novos registros por dia e um modesto lucro de US$ 30 milhões. Além disso, a rede social apresentou várias novidades para atrair ainda mais usuários: Facebook Ads (iniciativa de marketing que inclui um sistema de sites parceiros para permitir aos usuários compartilhar informações sobre suas atividades neles com amigos), Facebook Pages (permite que empresas hospedem páginas na rede social de várias marcas, produtos e serviços), Facebook Social Ads (sistema de veiculação de anúncios baseado no perfil do usuário e de seus amigos e em dados de atividade), Facebook Insights (serviço de fornecimento de publicidade com dados analíticos incluindo métricas de desempenho) e Facebook Marketplace (funcionalidade que permite aos usuários publicarem classificados gratuitamente).


Em 2009 a rede social apresentou uma novidade que se tornaria extremamente popular: o famoso botão LIKE. Hoje, o símbolo do polegar para cima é mundialmente usado e compreendido. Ainda este ano, o FACEBOOK lançou o jogo social FarmVille, desenvolvido pela Zynga, cujo objetivo era evoluir administrando uma fazenda virtual, com atividades que incluíam o plantio, cultivo e colheita de diversas plantas e árvores, criações de animais, além da construção de casas, celeiros e outros elementos típicos de uma vida rural. O jogo chegou a possuir mais de 100 milhões de usuários no FACEBOOK. O enorme sucesso do FarmVille fez com que o FACEBOOK oferecesse outros jogos sociais que arregimentaram milhões de novos usuários para a rede social. Outro fator para manter o sucesso e a popularidade do FACEBOOK são as constantes inovações, como aconteceu em 2010 quando foi lançado o Facebook Places, um sistema de geolocalização no qual o usuário pode compartilhar com seus amigos onde ele está; e o Fecebook Mail, um serviço de mensagens que mescla SMS, email e bate-papo. O resultado dessas inovações: um crescimento impressionante que superou os 500 milhões de usuários ativos, sendo nos Estados Unidos o site mais visitado.



Todo esse sucesso atraiu a atenção de grandes investidores: no início de janeiro de 2011 a empresa arrecadou US$ 500 milhões do banco Goldman Sachs e de um investidor russo, o que levou o FACEBOOK a ser avaliado, segundo estimativa já que não possuía capital aberto, em US$ 50 bilhões. Enquanto isso no Brasil, apesar da enorme popularidade do Orkut na época, o número de usuários do FACEBOOK mais que dobrou totalizando mais de 45 milhões de pessoas. Ainda este ano, a rede social disponibilizou uma nova funcionalidade aos usuários: a capacidade de fazer chamadas de voz ao vivo via Facebook Chat. Depois de tanto sucesso e despertar interesse de gigantes do setor, finalmente no dia 18 de maio de 2012 o FACEBOOK realizou sua oferta pública inicial de ações na Bolsa de Valores NASDAQ. As ações foram oferecidas ao preço inicial de US$ 38, o que rendeu US$ 16 bilhões à empresa. O valor arrecadado coloca o IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial, que equivale à abertura de capital de uma empresa) do FACEBOOK acima das ofertas iniciais de empresas como Google, Zynga e Groupon. Além disso, pouco antes, o FACEBOOK havia comprado por US$ 1 bilhão o Instagram, aplicativo para as plataformas móveis iOS e Android que personaliza fotos. A estratégia agregava inteligência e incentivava engajamento à rede social, uma vez que os usuários do aplicativo eram fiéis ao serviço.


Outro passo estratégico do FACEBOOK foi adicionar mais recursos à plataforma, de forma a alimentar a curiosidade do usuário — que, de outra forma, procuraria o “novo” em outro ambiente virtual. Isso explica o lançamento do aplicativo de leitura de notícias Paper, um agregador de notícias. No final de 2014, a empresa realizou uma jogada ousada no mundo digital ao comprar por impressionantes US$ 22 bilhões o WhatsApp, o tão conhecido aplicativo para troca de mensagens pelo celular, que na época tinha 600 milhões de usuários. No início de 2016, disponibilizou para todos os usuários o Reactions, cuja função era mostrar que há outros sentimentos além do botão de curtir. Com isso, além de “curtir” alguma coisa, os usuários podem expressar suas emoções com emoticons, que significam “amei”, “haha”, “uau”, “triste” e “nervoso”. As diferentes reações são animadas e se mexem conforme o usuário segura o dedo na tela ou passa o cursor por cima do botão “Curtir”. Outra novidade foi o Facebook Live, uma ferramenta que possibilita a transmissão de vídeos, ao vivo, na linha do tempo da plataforma. Pouco depois, no mês de abril, o FACEBOOK anunciou oficialmente que a rede social é acessada por um bilhão de usuários de todo o mundo todos os dias. Um sucesso nunca visto antes no mundo digital.


Os diferenciais 
O FACEBOOK permite o compartilhamento de informações, vídeos, fotos, sistema de geolocalização, bate-papo e participação em grupos, ou seja, atividades comuns que existem em diversas outras redes sociais. Então por que todo esse crescimento e enorme sucesso? O verdadeiro diferencial do FACEBOOK foi a decisão de manter sua interface de programação de aplicações, também chamada de API, aberta a desenvolvedores independentes. Essa estratégia permite que a rede social se renove de acordo com as tendências e preferências dos próprios internautas, chamando atenção dos usuários fidelizados e potenciais. Essa ação de sucesso fez com que seus principais concorrentes também adotassem essa política, porém tardiamente. Alguns outros fatores e estratégias também colaboram para seu sucesso: 
Privacidade (o perfil fica visível apenas para os amigos do usuário). 
Fotografias - disponíveis desde outubro de 2005 - (não há limite de fotos e de tamanho, além de ser possível montar álbuns personalizados com ferramentas como o Slideshow e o Photobucket). 
Chat - disponível desde 2008 - (há mais de 40 tipos de aplicativos que disponibilizam chats no perfil). 
Feeds - disponível desde 2006 - (assim que é feito o login, são mostrados os feeds dos amigos, como as alterações que eles fizeram no perfil, os aplicativos que eles adicionaram ou qualquer evento ou site que eles postaram). 
Compartilhamento (o usuário pode compartilhar tudo: links, vídeos, fotos, blogs, músicas e muitos mais). 
Interface do usuário (a interface é muito mais agradável e inteligente). 
Aplicativos (há impressionantes 15.000 disponíveis, de horóscopos e presentes virtuais a players de música e vídeo, tornando-se o grande trunfo do FACEBOOK). 
Vídeos - disponível desde 2007 - (há ferramentas para vídeos em comunidades e o usuário pode postar vídeos de praticamente todos os formatos). 
Safe Check - disponível desde 2014 - (uma funcionalidade que permite avisar à sua rede de contatos que você se encontra bem e a salvo, apesar do que possa parecer). 
Facebook Messenger - disponível desde 2011 - (funcionalidade desagregada da rede social para aplicação móvel, permitindo conversar através de mensagens enviadas e recebidas com notificações). 
Jogos sociais (jogos inteligentes e divertidos como FarmVille, CityVille, Máfia Wars, Candy Crush, Pet Rescue e Café World conquistaram milhares de fãs no mundo inteiro, permitindo assim a socialização entre os usuários).

O gigante em números 
● Controla três aplicativos com mais de 1 bilhão de usuários, o que denota sua dominância sobre o mercado de aplicativos móveis: FACEBOOK, Messenger e WhatsApp. 
● Com mais de 1.65 bilhões de usuários ativos, são gerados 45 bilhões de comentários por dia, 4 bilhões de vídeos assistidos, além de promover 150 bilhões de conexões – ou amizades – entre usuários. 
● Mais de 17 bilhões de fotos são enviadas para amigos através do Messenger todos os meses. 
● A rede social tornou-se a número 1 no ranking dos sites mais acessados nos Estados Unidos no dia 9 de março de 2010. 
● Nos Estados Unidos, o FACEBOOK recebe aproximadamente 10% de todas as visitas da internet. 
● São mais de 2 milhões de anunciantes. 
● O tempo médio por dia no FACEBOOK é superior a 40 minutos nos Estados Unidos. 
● Os maiores mercados, em termos de usuários, são Estados Unidos, Índia, Brasil, Indonésia, México, Reino Unido, Turquia e Filipinas. 
● O termo ‘facebook’ é o mais buscado nos Estados Unidos e tem sido nos últimos três anos. 
● Nos Estados Unidos, 10 estados são responsáveis por 52% das visitas ao FACEBOOK – Califórnia, Texas, Nova York, Flórida, Illinois, Pensilvânia, Ohio, Michigan, Geórgia e Carolina do Norte. No Brasil, apenas São Paulo e Rio de Janeiro, somados, corresponderam a mais de 50% das visitas. 
● Sofre 600 mil tentativas de invasão por dia. 
● Um terço dos processos de divórcio nos Estados Unidos contém a palavra “Facebook”. 
● 30 milhões de contas pertencem a pessoas que já morreram.


A sede 
O FACEBOOK inaugurou uma nova sede no mês de março de 2015, uma construção interligada por um túnel subterrâneo ao edifício onde fica o escritório antigo da empresa (aquele que possui a imagem do botão “curtir” em uma enorme placa na entrada). Batizada de MPK 20 (código para Menlo Park, prédio 20), foi desenhada pelo renomado arquiteto canadense Frank Gehry, conhecido por projetos arrojados como o Museu Guggenheim, na Espanha, e está localizada em Menlo Park, no estádio da Califórnia, região do Vale do Silício. O complexo, uma construção relativamente simples de metal, concreto e vidro, tem mais de 430.000 m² e capacidade para aproximadamente 3.000 funcionários. O lugar é um imenso escritório aberto que tem como objetivo refletir a missão da rede social de conectar as pessoa. Um dos destaques do complexo é o telhado do edifício principal, onde há um gigantesco jardim suspenso de aproximadamente 90.000 m² com 400 árvores (algumas delas frutíferas), trilhas para caminhada e muitos espaços ao ar livre para sentar e trabalhar. O jardim também funciona como uma forma de ajudar no isolamento térmico, barateando os custos de resfriamento e aquecimento do prédio. Na parte interna, o prédio apresenta paredes grafitadas e instalações artísticas criadas por 15 artistas locais, mesas perto umas das outras em espaços mais abertos e salas amplas, todas com paredes de vidro. Uma das salas de reunião tem o chão inteiramente coberto por bolinhas coloridas, como aquelas de piscinas de festas infantis.


Ao redor do prédio há cafés ao ar livre, churrasqueiras e até bancadas de trabalho embaixo de árvores. A sede ainda abriga o Laboratório de Inovação, ironicamente batizado de “Area 404”, uma alusão à identificação numérica do erro que todos os internautas temem e que surge quando uma página da web não foi encontrada, equipado com maquinaria pesada e de tecnologia de ponta. É desse laboratório que o FACEBOOK pretende desenvolver óculos de realidade virtual, drones emissores de Wi-Fi e câmeras que filmam em 360º, aprofundando a sua presença na esfera da tecnologia do futuro. O laboratório tem mais de 50 estações de trabalho, sendo composto por duas áreas principais: uma dedicada à engenharia elétrica e outra ao desenvolvimento de protótipos.


O gênio por trás da marca 
Mark Elliot Zuckerberg nasceu no dia 14 de maio de 1984 em White Plains, condado de Westchester, e cresceu em Dobbs Ferry, um subúrbio de classe média alta de Nova York. É o segundo de quatro filhos – e o único homem – de um dentista e de uma psiquiatra. Na escola onde estudava, a Ardsley High School, alcançou grande destaque em arte e cultura clássica. Após se transferir para a Phillips Exeter Academy, ganhou vários prêmios em ciências da astronomia, matemática e física. Nos estudos clássicos, Mark aprendeu a ler e escrever francês, hebraico, latim e grego antigo e ainda pertenceu a equipe de esgrima. De origem judaica, ele começou a mexer com computadores bem cedo, aprendeu a fazer programação por conta própria. Quando estava no último ano do ensino médio, ele e o amigo Adam D’Angelo desenvolveram um programa para o Winamp, um tocador de MP3 que “aprendia” os hábitos musicais de uma pessoa e criava uma lista de acordo com seu gosto. Eles ofereceram o download gratuito de sua criação na internet e grandes empresas como a America Online e a Microsoft entraram em contato. “Foi uma oferta do tipo vocês podem vir trabalhar para nós, e, por falar nisso, nós também vamos levar essa coisa que vocês fizeram”, diz Zuckerberg. Apesar disso, os dois resolveram ir para a faculdade.


D’Angelo foi para a Caltech e Zuckerberg para Harvard, onde tudo começou. Cursando psicologia e ciência da computação, Mark criou um programa bem diferente, batizado inicialmente de Facemash, que permitia aos alunos escolher a menina com melhor aparência nas fotos. Conforme informações de uma colega da época, esse programa foi criado inicialmente com um único propósito: diversão. Mas a gritaria de meninas ofendidas obrigou Mark a deixar o site mais comportado e pouco depois, ele criaria o FACEBOOK. No ano de 2010, ele foi nomeado pela tradicional revista Time como a “Pessoa do Ano”. A história de sucesso do FACEBOOK e de seu criador foi retratada em 2010 no filme “The Social Network” (em português “A Rede Social”). E seu nome foi escrito na cultura pop quando Mark Zuckerberg ganhou uma participação especial na série Os Simpsons, cujo episódio foi ao ar no dia 10 de abril de 2010, mostrando ele como um cara legal e capaz de fazer amizades, inclusive com o personagem Bart Simpson.


Hoje em dia, ele é um típico geek, o nerd que gosta de tecnologia, e dono de uma fortuna estimada em US$ 53.7 bilhões e de uma empresa avaliada em mais de US$ 350 bilhões. Avesso a badalações, ele tem uma rotina burocrática. Embora tenha uma enorme fortuna no banco, há poucos anos atrás sua casa não oferecia nem um mínimo de conforto. Vivia em apartamento alugado, cuja mobília se resumia a um colchão no chão, duas cadeiras e uma mesa. “Nunca fui apegado ao dinheiro”, costuma afirmar o geek, que quase nunca se separa do seu jeans, tênis e moletom. Após abrir o capital de sua empresa, no dia 18 de maio de 2012, Mark, cujo salário como presidente do FACEBOOK é de míseros US$ 1, se casou no dia seguinte com sua namorada de longa data, a médica Priscilla Chan, com a qual teve uma filha em 2015. Uma curiosidade: Mark é daltônico e não consegue diferenciar as cores verde e vermelho. A cor que ele enxerga melhor é o azul, que não por acaso é a cor predominante do FACEBOOK.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A primeira ocorreu em 2005 quando a marca, escrita originalmente como [thefacebook], retirou a palavra “the” e os parênteses de seu logotipo. No dia 1 de julho de 2015 o FACEBOOK apresentou oficialmente sua nova identidade visual: as letras ficaram mais finas e espaçadas, e o “a” se tornou arredondado. O logotipo pode ser aplicado com ou sem o fundo azul.


O tradicional ícone com a letra F, utilizado especialmente na versão mobile também passou por alterações. A última delas ocorreu em 2013.


Dados Corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 4 de fevereiro de 2004 
● Fundador: Mark Zuckerberg, Chris Hughes, Dustin Moskovitz e Eduardo Saverin 
● Sede mundial: Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Facebook Inc. 
● Capital aberto: Sim (2012) 
● CEO: Mark Zuckerberg 
● Faturamento: US$ 17.92 bilhões (2015) 
● Lucro: US$ 3.68 bilhões (2015) 
● Valor de mercado: US$ 357.1 bilhões (agosto/2016) 
● Valor da marca: US$ 22.029 bilhões (2015) 
● Usuários: 1.65 bilhões 
● Acessos: 3º site mais visitado da internet (agosto/2016) 
● Presença global: Sim (quase qualquer país pode acessar) 
● Maiores mercados: Estados Unidos, Índia, Brasil e Indonésia 
● Funcionários: 13.600 
● Segmento: Internet 
● Principais produtos: Rede social de relacionamento e aplicativos 
● Concorrentes diretos: Twitter, LinkedIn, Snapchat, Google+, Youtube, Pinterest, MySpace, We Chat, Tumblr, Tinder e Weibo 
● Ícones: O botão “Like” 
● Slogan: Be connected, be discovered, be on Facebook. 
● Website: www.facebook.com 

O valor  
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca FACEBOOK está avaliada em US$ 22.029 bilhões, ocupando a posição de número 23 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.  

A marca no mundo 
O FACEBOOK, que hoje já conta com mais de 1.65 bilhões de usuários (80% deles fora dos Estados Unidos e Canadá), está disponível em mais de 120 línguas e idiomas em quase todos os países do mundo (exceto nos quais é bloqueado por governos). Os países com mais usuários do FACEBOOK são Estados Unidos, Índia, Brasil e Indonésia. Além disso, são 800 milhões de usuários mensais no Facebook Messenger, 400 milhões de usuários no Instagram, além do movimento nas funcionalidades da rede social: 1 bilhão de pessoas usam os grupos do FACEBOOK todo mês, 850 milhões de pessoas usam os eventos mensalmente. A rede também afirma que já são 19 milhões de pessoas conectadas pelo Internet.org e que 50 milhões de pequenos negócios usam as páginas no FACEBOOK. No Brasil o número de usuários ultrapassa 99 milhões de usuários (8 em cada 10 brasileiros estão conectados na rede social). Aproximadamente 940 milhões de usuários ativos acessam o site através de dispositivos móveis (celulares ou tablets). Com todos esses números o faturamento da empresa superou os US$ 17.9 bilhões em 2015. 


Você sabia? 
A página oficial da marca no próprio FACEBOOK tem mais de 172 milhões de seguidores. 
95 milhões é o número de usuários do FACEBOOK na China, país que proíbe o uso da rede social. 
No FACEBOOK estão publicadas mais de 250 bilhões de fotos. Diariamente são mais de 300 milhões de novas fotos publicadas. Somente durante o final de semana do ano novo de 2010 foram postadas mais de 750 milhões de fotos. Um verdadeiro recorde. 
Em  2011, uma brecha de segurança do FACEBOOK permitiu que vazassem na internet fotos que Mark Zuckerberg configurou como sendo privadas. As imagens mostravam Mark cozinhando, recebendo amigos e dormindo com o cachorro. 
O FACEBOOK já utilizou, mesmo que de forma discreta, alguns slogans, como por exemplo, “Be connected, be discovered, be on Facebook” e “Facebook is a social utility that connects you with the people around you”


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame, Veja, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico, O Globo, Folha e Estadão), sites de tecnologia (TecMundo e Canaltech), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 19/8/2016

20.9.07

AVISO!

Peço desculpa pela falta de atualização do blog, que será retomado em breve. Estive ausente por um bom motivo: o lançamento do blog http://www.powerfullbrands.blogspot.com/ que é especializado nas marcas mais poderosas e influentes do planeta. Vale a pena dar uma olhada. Está cheio de novidades e muito completo com textos e informações atualizados, vídeos e fotos das marcas mais poderosas do planeta.
abs
Kadu Dias

15.8.07

SHOP TOUR

O SHOP TOUR não é apenas uma emissora ou programa de televisão, é uma ferramenta de pesquisa para que o consumidor encontre produtos e serviços das empresas, facilitando assim a relação de compra e venda. Todos os dias do ano, a qualquer hora, em qualquer lugar do Brasil. SHOP TOUR é muito mais que um canal de compras, se transformou em um local de informações e pesquisa para o consumidor fazer um bom negócio e comprar bem. A marca SHOP TOUR, e o forte critério de avaliação de anunciantes, permitem que marcas consagradas estejam sempre ao lado de empresas idôneas e íntegras.
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A história
O SHOP TOUR foi fundado em 1987 por iniciativa do publicitário Luiz Antonio Cury Galebe, depois de identificar o crescimento do segmento de vendas de produtos e serviços pela televisão, que crescia muito no Brasil. O SHOP TOUR, inspirado em um canal americano, o QVC, dedicado inteiramente ao anúncio de produtos, foi pioneiro em programação voltada a vendas e oportunidades de negócios, vendendo espaços para anunciantes que queriam vender seus produtos ou serviços. Surgiu como um programa de apenas 10 minutos diários e alguns poucos lojistas e anunciantes, que ocupava as madrugadas de canais de baixa audiência como a Rede Gazeta e apresentado inicialmente pelo próprio Galebe. Porém, o horário inadequado não ajudou e o SHOP TOUR não ficou mais do que um ano no ar. Mas, nessa breve passagem, o SHOP TOUR deixou saudades e provou ser viável, com mais estrutura e horário compatíveis. Por isso, Galebe não desistiu.
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A partir da década de 1990, o programa foi exibido por várias emissoras de televisão como Record, Manchete, Jovem Pan, Bandeirantes e CBI, e passou a contar com uma equipe de mais de uma dezena de repórteres e apersentadores. Rapidamente, toda semana novas empresas faziam sua estréia na televisão através do SHOP TOUR devido à sua fácil acessibilidade. Os preços melhores oferecidos pelos anunciantes e a linguagem rápida, cheia de cortes e tomadas curtas, não deixavam o Shop Tour ficar “chato”. Com o passar dos anos o SHOP TOUR foi ganhando espaço, prestígio e credibilidade, aumentando consideravelmente sua audiência, e conseqüentemente os negócios.
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No início dos anos 2000, Galebe conquistou um canal próprio em UHF e o SHOP TOUR passou a ser um canal de televisão independente. A partir de 2006, o canal investiu muito dinheiro para criar uma estrutura de promoções pela Internet que hoje já representa 40% do faturamento da empresa. Nos anos seguintes a empresa consolidou a sua participação na internet, lançou o Bazar Shop Tour (feira onde os clientes que vendem no canal e na internet estão também num espaço físico) e ainda trabalhou a expansão das franquias, com a chegada em novos mercados. A ferramenta online trouxe para o portfólio do canal clientes como Visa, Makro, Abril, Carrefour, Dell, Net entre outros. Recentemente o site do Shop Tour (www.shoptour.com.br) ultrapassou a casa dos 3 mil videos streaming disponíveis, criando ainda a possibilidade de ser assistido, ao vivo, de qualquer parte do mundo.
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Hoje em dia, são em média 70 gravações por dia, 492 por semana, 2.100 por mês. Isso representa mais de 25 mil comerciais gravados, editados e veiculados anualmente. Atinge aproximadamente 20 milhões de telespectadores e sua programação contempla os mais variados segmentos do mercado econômico como: automóveis, decoração, educação, moda, imóveis, lazer, serviços, tecnologia e turismo. Para isso, utiliza uma estrutura própria criada para atender a toda essa demanda de anunciantes: são 13 apresentadores (entre eles Kátia Romão, Luiz Antônio Galebe, Roger Furlan e Claudia Spinelli) e 17 equipes de gravação externa (fora de estúdio) especializadas no formato do programa e focada na venda de marcas, produtos e serviços. Atualmente o SHOP TOUR é o canal referência no país quando se fala em televendas. Além disso, a produz conteúdo jornalístico, dicas culturais e avisos de proteção e defesa ao consumidor, ao longo de suas 24 horas de transmissão diária.
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A evolução visual
O logotipo e a identidade visual do SHOP TOUR mudaram nesses mais de 20 anos no ar. O logotipo atual é muito mais moderno e dinâmico de um canal de televisão.
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Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1987
● Fundador: Luiz Antonio Cury Galebe
● Sede mundial:
São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca:
Grupo Shop Tour
● Capital aberto:
Não
● Presidente executivo: José Roberto De Raphael
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Retransmissoras:
26
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Funcionários:
400
● Segmento:
Comunicação
● Principais produtos: Canal de televendas
● Ícones: O próprio Luiz Antonio Galebe
● Website:
www.shoptour.com.br
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A marca no Brasil
Atualmente o canal SHOP TOUR transmite sua programação para todo o Brasil pela Sky canal 16. Em São Paulo é transmitido pela Net no canal 14, TVA canal 10, TV Alphaville canal 22 e pela BIG Tv no canal 6. Além disso o conal é transmitido em UHF no canal 46, que abrange mais de 50 municípios em 10 estados Brasileiros.
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Você sabia?
Grandes empresas como montadoras de automóveis, construtoras e incorporadoras de imóveis apresentam freqüentemente seus principais lançamentos e novidades no canal.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), e Wikipedia (informações devidamente checadas).
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Última atualização em 4/10/2009

SWAROVSKI


Eles estão em toda parte. Nas principais coleções de moda. Brilham nos modelos de grifes tradicionais. Enfeitam sapatos caríssimos. Estão presentes em mostras de design e arquitetura. Adornam joias deslumbrantes. A febre do cristal tem nome: SWAROVSKI, a centenária empresa familiar austríaca que conseguiu atrair a atenção mundial para a matéria-prima que produz, tornando-se referência luxuosa quando o assunto é polimento de vidros e produtos de cristal.

A história
A história dos famosos cristais SWAROVSKI (pronuncia-se “is-va-RÓ-vis-qui”) começou em 1892 quando Daniel Swarovski, um jovem cientista e visionário nascido na região da Boêmia, onde trabalhou cortando vidros e cristais manualmente na pequena fábrica de seu pai, inventou uma máquina de corte automática capaz de lapidar industrialmente cristais e pedras preciosas com inigualável perfeição e precisão, muito superior à do processo manual. Três anos mais tarde, se mudou com a família para o vilarejo de Wattens, localizado 15 quilômetros a leste da cidade de Innsbruck, no coração dos Alpes Tiroleses, na Áustria, e fundou, com apoio financeiro de Armand Kosman e de seu cunhado Franz Weis, a A. Kosmann, Daniel Swarovski & Co., com a inauguração de uma pequena fábrica de corte de cristais. Naquela cidade, Daniel soube tirar vantagem da hidroeletricidade local para utilizar na moenda de alta intensidade elétrica que ele patenteou. Porém, mais do que aproveitar as correntezas dos rios alpinos para gerar eletricidade, o empresário queria esconder sua tecnologia dos concorrentes tchecos. A região também era uma rota estratégica para o comércio de cristais, que na época tinha a cidade de Paris como principal centro de comércio.


Primogênito de uma família de cortadores de vidro da Boêmia, a máquina de corte automático inventada por ele fazia com que os cristais SWAROVSKI fossem perfeitamente facetados, com brilho e precisão. Essa técnica revolucionária de lapidação industrial é guardada até os dias de hoje a sete chaves. O segredo acabou sendo dividido somente entre 158 membros da família, que hoje participam direta ou indiretamente das atividades do grupo (embora apenas seis pessoas tenham assento no conselho de administração). As visitas à fábrica são terminantemente proibidas. A partir de 1908, Daniel e seus dois filhos procuraram a receita ideal para a produção de cristais, e construíram fornos de fundição especial. Em 1932, a empresa finalmente foi capaz de iniciar a produção de seus próprios cristais. Essas joias eram tão brilhantes e perfeitas que imediatamente causaram uma agitação no mundo todo. Ao longo dos próximos anos, a SWAROVSKI ampliou sua gama de produtos, adicionando um número de itens de alta qualidade, tais como aparelhos óticos de precisão e lustres de cristal (Strass®).


O envolvimento da SWAROVSKI com a moda data do começo do século passado, quando Daniel e seus filhos passaram a trabalhar com estilistas, dentre eles, a francesa Chanel e a italiana Schiaparelli. Porém, nenhum outro estilista trabalhou de forma tão próxima com a SWAROVSKI como Christian Dior. Conhecido por resgatar o glamour e a feminilidade da mulher ao lançar o new look em 1947, três anos mais tarde o francês se uniu à fabricante de cristais com o intuito de elaborar uma nova maneira de usar o brilho em suas criações. Dior trabalhou em parceria com o neto do fundador, Manfred, e o joalheiro Francis Winter, em busca de uma pedra especial. A inspiração foi o esplendor do século 18, referência ao glamour do império francês, que viveu seus dias de glória no castelo de Versalhes. O resultado foi um tratamento especial que trouxe as cores do arco-íris ao cristal. Por lembrar as luzes da Escandinávia, a pedra ficou conhecida como aurora boreal, um grande sucesso até os dias de hoje.


Em 1965 a empresa passou a se dedicar à indústria de joias, oferecendo gemas naturais lapidadas com precisão. A história de sucesso das peças que representam animais começou por acaso em 1976, quando um funcionário da empresa pegou um pingente de em lustre que havia se quebrado e, de brincadeira, fez um ratinho. Foi um verdadeiro sucesso, e, rapidamente a SWAROVSKI estava produzindo cisnes, golfinhos, patos, cães, gatos, girafas, tartarugas, camelo, dragões e até uma série inspirada nos personagens de Walt Disney, e tirando metade de suas receitas dos pequenos animais que brilhavam. Fenômeno de vendas e marketing, a paixão pelos famosos animaizinhos originou até um time de colecionadores, batizado de Sociedade do Cristal, com aproximadamente 350 mil membros em todo o mundo - que desfrutam o direito de adquirir alguns objetos com exclusividade. Foi nesta mesma época que a empresa chegou ao Brasil, fornecendo sinalizadores reflexivos (mais conhecidos como olhos-de-gato) que eram colocados nas diversas rodovias inauguradas pelo governo federal. Depois vieram as miniaturas e as pedras para bijuterias. Mas também aqui, durante muito tempo, a marca foi uma ilustre desconhecida.


Até meados da década de 80, a SWAROVSKI era ligada praticamente a uma única linha de produto: as miniaturas de animais. Focando no segmento de bens de luxo, em 1989 a empresa criou a linha Daniel Swarovski. Considerada a área mais criativa da marca, conta com uma equipe de designers sediada em Paris que cria jóias, bolsas, relógios e acessórios para decoração, com o mesmo tema: cristais - e com muito luxo. O investimento foi certeiro. Depois de investir no resgate da vocação fashion das pedrinhas, não demorou muito para que voltassem a ser usadas por expoentes das indústrias de moda, joalheria e iluminação.


Mas a grande reviravolta da SWAROVSKI começou mesmo em 1995, ano do centenário da empresa, quando Nadja Swarovski, tataraneta do fundador, assumiu a vice-presidência de comunicação da marca. Comenta-se que por trás da mudança também estava uma antipatia dela pelos carros-chefes da empresa: as miniaturas de animais. Desde o começo, ela trabalhou para fortalecer a imagem da marca ao aproximá-la do mundo da alta costura. A estratégia de Nadja foi bem simples: convidar grandes estilistas europeus, como Alexander McQueen e John Galliano, para visitar a única fábrica da empresa localizada na pitoresca Wattens. Lá, ela mostrava aos costureiros como o uso do cristal podia tornar suas coleções ainda mais interessantes e se dispunha a lhes fornecer pedras gratuitamente. Em troca, eles apenas precisavam dizer, depois de um desfile, que os modelos eram confeccionados com cristais SWAROVSKI.


Além do resgate de sua vocação fashion, a revitalização da marca contou também com linhas conceituais de mobiliário e iluminação assinadas por conceituados designers. A coleção Swarovski Crystal Palace é parte dessa iniciativa. São lustres de cristal nada tradicionais, assinados por nomes como o egípcio Karim Rashid e o austríaco Georg Baldele. O desafio de ir além da aplicação dos cristais também chegou aos móveis. Exemplos disso é o sofá Edra e o Crystal Carpet (do inglês, “tapete de cristal”). Com essas medidas certeiras, ela resgatou a imagem de fabricante de bens de luxo que a empresa desfrutava nos anos 40, quando fazia pedras para colares da grife francesa Chanel e para filmes de Hollywood, como do sapatinho vermelho de Dorothy, personagem de Judy Garland, no filme “O Mágico de Oz” ou no brilho do vestido que Marilyn Monroe usou para cantar o tórrido “Parabéns a Você”, de maneira para lá de sedutora, ao presidente americano John Kennedy.


As primeiras lojas próprias da marca foram inauguradas em 1999, simultaneamente em Viena e Hong Kong. A primeira loja na América Latina foi inaugurada em Buenos Aires. Em 2000, a primeira loja no Brasil foi aberta no Shopping Morumbi, em São Paulo. Em 2012, pela primeira vez em sua história, para expandir seus horizontes, a marca resolveu eleger uma atriz (a nova bond girl, a atriz francesa Bérénice Marlohe) como musa para estrelar a nova campanha Outono/Inverno 2012-2013, além da nova coleção "Kingdom of Jewels". Sinônimo de elegância e distinção, os cristais SWAROVSKI estão presentes nos ambientes mais sofisticados de Nova York, Paris, Madrid, Londres e São Paulo. Nos Estados Unidos, personalidades como Marilyn Monroe, Rita Hayworth e Tina Turner já se exibiram com estes brilhantes cristais austríacos.


A linha do tempo
1919
Lançamento de uma linha de ferramentas para lapidação e corte sob a marca Tyrolit.
1940
Lançamento dos refletores e sinais luminosos para estradas sob a marca Swareflex que seria registrada dez anos depois.
1949
Criação da SWAROVSKI OPTIK, divisão responsável pela criação e desenvolvimento de telescópios, lunetas e binóculos.
1956
No intuito de criar cristais que permitissem a luz refletir as cores do arco-íris, a empresa inventou e desenvolveu, juntamente com Christian Dior, uma técnica que recobria alguns de seus cristais com metais químicos. Chamada de Aurora Borealis, ou AB, é uma das mais populares coberturas que dá à superfície do cristal uma aparência multicolorida.
1965
Lançamento de componentes de cristais para serem utilizados especialmente em lustres e luminárias. Outros produtos para iluminação foram lançados e registrados em 1977 sob a marca Strass®.
1975
A tecnologia Hotfix desenvolvida pela SWAROVSKI, torna possível a aplicação de cristais em diversos materiais.
1976
Um pequeno rato de cristal levou a marca a uma nova era: inicia-se a produção de miniaturas produzidas em cristal.
1977
Lançamento da primeira coleção de bijuterias fashion, ou joias fashion, como a empresa prefere chamar. O novo produto foi o golpe de mestre da marca. A partir daí a SWAROVSKI criou um novo mercado, ajudou a popularizar as joias e passou a vender seus cristais tanto para outras empresas como para o consumidor final. 
1987
Fundação da Sociedade de Colecionadores Swarowski (Swarovski Collectors Society) oferecendo aos colecionadores de cristais da marca benefícios e serviços exclusivos. Atualmente existem mais de 350 mil associados em 125 países.
1989
Lançamento da linha DANIEL SWAROVSKI composta por objetos em edições limitadas criados pelos arquitetos e designers italianos Alessandro Mendini, Ettore Sottsass e Stefano Ricci.
1999
Criação da Girafa Bebê (Baby Giraffe), peça em cristal claro, facetado, com olhos em cristal de topázio esfumaçado e detalhes foscos.
1993
Lançamento da CRYSTAL MESH (malha em cristal), tiras bordadas flexíveis de cristais SWAROVSKI voltadas para a confecção de braceletes, relógios e bolsas. Atualmente é extensivamente utilizada por marcas de luxo como Dolce & Gabbana, Chanel e Louis Vuitton, para serem usadas na fabricação de acessórios.
2003
Lançamento do CRYSTAL FABRIC, um tecido de cristais triturados e prensados desenvolvido para ser utilizado na confecção de roupas.
2004
Introdução do Xillion, um novo corte patenteado e elaborado para otimizar o brilho dos produtos Roses (componentes de cristais com a parte de trás reta) e dos Chatons (cortes no estilo de diamantes).
2008
Lançamento da SWAROVSKI CRYSTALLIZED, uma nova versão comercial da marca (loja conceito), focada em produtos exclusivos, peças desenhadas por designers renomados e itens tailor made. Além de joias oferece diversos acessórios como capa de celular, fone de ouvido e uma coleção sofisticada para noivas. Hoje, são mais de 40 colaboradores espalhados pelo mundo criando peças, dentre eles a brasileira Camila Klein. Existem somente seis dessas lojas no mundo, localizadas em Nova York, Londres, Xangai e Viena, que contam com o serviço de um pequeno restaurante e uma espécie de “biblioteca de luz”, onde estão expostas mais de 2.000 pedras de diferentes cores, formas e tamanhos, além de acessórios e ferramentas que podem ser utilizadas pelos clientes para a customização das peças. O objetivo é estimular a arte a criatividade e a imaginação dos clientes.
Lançamento em parceria com a Philips da linha ACTIVE-CRYSTALS, aparelhos eletrônicos, como por exemplo, pen-drive e fones de ouvido, adornados com cristais. A eclética linha funde perfeitamente moda e tecnologia em designs belos e sofisticados.
2009
Lançamento da primeira coleção de relógios da marca.
2010
Lançamento em parceria com a italiana Marcolin da primeira coleção de óculos escuros da marca. A linha é composta de 45 modelos, modernos e clássicos, com design inovador e sofisticado.
Lançamento da SWAROVSKI CRYSTAL FOREST, um novo conceito de loja inspirado na relação cristal+natureza. Tokujin Yoshioka foi quem projetou esta maravilha em Ginza, o bairro mais sofisticado de Tóquio. No exterior foi adotada uma composição singular de tubos de aço que saem do teto, sugerindo uma formação de cristais de gelo no meio da cidade e, curiosamente, refletindo a rua de maneira fragmentada. Um jogo de luzes, sombras, reflexos que encanta. Já no interior, ao olhar para o teto, o cliente vislumbra uma imensa cortina de cristal transparente, que se repete em toda a loja. Ao subir pela escadaria, pensará que está escalando uma geleira. Em cada degrau de vidro, pequenos pedaços de cristal completam o espaço interior do bloco, dando uma sensação espetacular. Para completar este espaço único, o segundo andar apresenta um conjunto de cristais que lembram uma chuva de estrelas. Este novo conceito será aplicado nas principais lojas da marca no mundo.


Os cristais
As peças que levam a marca do “cisne” são fabricadas em cristal puríssimo, garantindo transparência e brilho inigualáveis. Nenhum outro material capta a luz e a reflete num arco-íris de efeito tão luminoso e intenso. Um dos segredos do cristal SWAROVSKI é a precisão no talhe. As facetas perfeitamente lapidadas garantem a máxima refração da luz. Além disso, para auferir maior brilho e luminosidade às peças é utilizada uma porcentagem de aproximadamente 32% de chumbo em sua composição. Esta técnica tornou-se um dos principais diferenciais da grife. Hoje em dia a SWAROVSKI produz a tradicional pedra lapidada em 50.000 variações de cor, formato e tamanho, entre elas o célebre strass, nome que ela patenteou para identificar originalmente as pedras que ornamentavam lustres de cristal e que virou sinônimo de brilho.


Os centros criativos
A divisão de componentes de cristais do grupo, responsável pela venda de cristais para aplicação em produtos de outras marcas, possui Centros de Serviço de Criação (chamados Creative Service Center), uma espécie de showroom para informações e consultorias de seus produtos, criados para atender clientes dos segmentos de moda, confecção, acessórios e arquitetura. A primeira unidade foi inaugurada em 1995 na cidade de Wattens, seguida de unidades em Paris (1999), Nova York (1999), Londres (2000), Milão (2000), São Paulo (2001) e Dubai (2001).


O parque de cristal
Situado em Wattens, uma pitoresca cidade austríaca cercada por deslumbrantes montanhas cobertas de neve, o Kristallwelten (em alemão “Mundos dos Cristais”), uma espécie de museu multimídia, foi inaugurado em outubro de 1995 para comemorar o centenário da empresa. Concebido como uma ferramenta de marketing, o museu, com projeto assinado por André Heller, deveria receber, de acordo com as previsões mais otimistas, 400 visitantes por dia. Atualmente, são vendidos 4 mil ingressos diários, em média, e a atração tornou-se, de acordo com a empresa, a segunda mais visitada na Áustria. Até os dias de hoje, mais de 10 milhões de pessoas visitaram o museu, localizado ao lado da fábrica da SWAROVSKI. Na entrada do museu está localizada uma enorme fonte em formato de um rosto, causando a impressão ao visitante de estar prestes a entrar em um corpo de uma criatura fantástica.


O interior, praticamente 2.000m² de labirintos, possui uma sala psicodélica que imita o interior de um cristal, várias instalações artísticas que associam os cristais da marca a obras de Andy Warhol, Salvador Dalí, Marc Chagall, Joan Miró, Pablo Picasso, além de curiosidades como o menor (de 0,87 milímetros) e o maior (62 quilos), cristal já lapidados no mundo. O lugar também abriga vários eventos culturais, Há também um sofisticado café-restaurante, onde é possível provar delícias em um ambiente único. O visitante mergulha literalmente no mundo cheio de esplendor do cristal. É um lugar de emoções e um fenômeno moderno no meio das suntuosas montanhas do Tirol.


O logotipo
O logotipo original da marca SWAROVSKI era uma flor chamada “edelweiss”, que tem a aparência de uma estrela. Na década de 1970 este símbolo foi substituído pelo logotipo conhecido como S.A.L., que seria trocado pelo atual cisne estilizado que serve como logotipo da marca desde 1988. Todas as esculturas são marcadas com esse logotipo.


Dados corporativos
● Origem: Áustria
● Fundação: 1895
● Fundador: Daniel Swarovski
● Sede mundial: Wattens, Áustria
● Proprietário da marca: Daniel Swarovski Corporation
● Capital aberto: Não
● Chairman: Helmut Swarovski
● CEO: Robert Buchbauer 
● Faturamento: €2.87 bilhões (2011)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 2.218
● Presença global: + 120 países
● Presença no Brasil: Sim (7 lojas)
● Funcionários: 31.400
● Segmento: Joalheria
● Principais produtos: Objetos, componentes e jóias em cristais
● Concorrentes diretos: Baccarat, Tiffany & Co. e Bulgari
● Ícones: O cisne de seu logotipo e os famosos bichinhos de cristais
● Website: www.swarovski.com 

A marca no mundo
Atualmente a empresa conta com mais de 2.200 lojas espalhadas por 120 países ao redor do mundo. Sem perder o brilho nas passarelas dos templos da moda, os cristais – fabricados a um incrível ritmo de 300 milhões de unidades por dia, em 50 mil variações de cores, formatos e tamanhos – também reluzem em produtos de categorias tão díspares quanto roupas e acessórios, móveis e objetos de decoração, eletrodomésticos e telefones celulares. A empresa possui unidades produtivas em 8 países. Outras subsidiárias da empresa são a Tyrolit (produção de ferramentas de retificação e polimento), a Swareflex (que fabrica refletores de segurança em estradas) e a Swarovski Optik (produz instrumentos óticos de precisão, que incluem binóculos e lunetas). 

Você sabia?
Atualmente a SWAROKSKI mantém parcerias com marcas de luxo como Yves Saint Laurent, Armani, Versace, Gucci e Prada, além de badalados designers de vanguardas como Hussein Chalayan e Viktor & Rolf.
O STRASS, nome que se tornou sinônimo de brilho, foi patenteado pela SWAROVSKI para identificar as pedras que originalmente ornamentavam seus lustres de cristal.
Não apenas na moda destaca-se a grife SWAROVSKI. Na decoração, seus cristais estão presentes nos principais templos mundiais de cultura. Adivinhe de quem são os cristais que decoram o Metropolitan Opera, em Nova York, ou o palácio de Versalhes?


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 15/5/2012