6.2.08

JANSPORT


Não existe nenhuma marca que fabrique mochilas com a mesma quantidade de modelos e cores, e tamanha qualidade. Funcionais e modernas elas são encontradas em abundância nas costas de estudantes, empresários, turistas e amantes de esportes ao ar livre, um público “ligado” nas tendências da moda. Por tudo isso, a JANSPORT se transformou na marca de mochilas e malas preferida dos moderninhos e descolados no mundo todo. 

A história 
A marca surgiu da ideia de três jovens hippies: Murray Pletz, sua namorada, Jan Lewis, e seu primo Skip Yowell, que moravam no noroeste do Pacífico e possuíam em comum a paixão pela vida ao ar livre e a adoração por viagens. Juntos, os três fizeram mais de 100 viagens, no auge do movimento hippie, em meados dos anos de 1960. Na primeira, eles percorreram de jipe todo o oeste americano, do Colorado até a Califórnia. Depois, pegaram a estrada em busca de bons lugares para fazer escalada. Foi durante essas aventuras que os três sentiram a necessidade de equipamentos mais apropriados. “Em uma ocasião, queríamos guardar o machadinho que usávamos para escalar e sentimos falta de um bolso lateral na mochila. Outra vez, estávamos em um lugar cheio de neve e o zíper da mochila congelou”, lembra um dos fundadores da empresa. Da necessidade, e com conhecimento de causa, eles foram adaptando e criando equipamentos próprios. Trocaram o zíper de metal por um de plástico, costuraram bolsos com fundos reforçados nas laterais, e criaram uma estrutura de metal revolucionária para a época, que tinha como objetivo envolver a mochila e acomodar mais bagagem.


Murray foi responsável pelo desenvolvimento da estrutura de alumínio para mochilas, com a qual conquistou um concurso de desenho patrocinado pela empresa americana Alcoa, e Jan de uma técnica para costurá-las, além da criação das estampas. Inicialmente a venda de mochilas era um hobby, mas rapidamente se tornou um excelente negócio. Murray prometeu a Jan que se ela se casasse com ele, a empresa chamaria JANSPORT, e assim nasceu essa paixão. As adaptações viraram, de fato, um produto, no verão de 1967, quando os três deixaram a faculdade e desenvolveram o protótipo para ser utilizado por mochileiros, inaugurando uma pequena fábrica na cidade de Seattle, estado de Washington, instalada na sobreloja do negócio do pai de Murray. Rapidamente, a marca ficou conhecida pelas criações que evocavam a funcionalidade, o design simples e a durabilidade, elementos chave que acompanham a JANSPORT desde seus primórdios. Inicialmente a nova empresa vendia mochilas para aventureiros e alpinistas que iam à região de Seattle. Além de mochilas para alpinismo e esqui, um revendedor próximo ao campus da Universidade de Washington contribuiu muito para a popularização das vantagens das mochilas JANSPORT no clima úmido da cidade, mantendo secos os livros e cadernos dos estudantes. O casamento acabou em divórcio em 1970 e Pletz abandonou a empresa, deixando-a a cargo da sua ex-mulher e do seu primo.


Em 1972 a empresa foi vendida à K2 CORPORATION, uma fabricante de materiais para esportes de inverno. O sucesso da marca, em virtude da versatilidade das mochilas, veio em 1973 quando elas foram solicitadas para o filme “Travessia para o Futuro” (em inglês “Idaho Transfer”), uma aventura dirigida por Peter Fonda. Para isso, os criadores se inspiraram no filme “Easy Rider” e produziram a mochila do Capitão América com as cores da bandeira dos Estados Unidos. A ideia foi um avassalador sucesso e virou mania principalmente entre as crianças da época, que a usavam para ir à escola. Pouco tempo depois, em 1975, a JANSPORT lançou a primeira mochila para uso comercial (conhecida como daypack). O modelo fez enorme sucesso entre os estudantes que as utilizavam para transportar inúmeros livros e materiais escolares. O modelo SuperBreak (confeccionado em poliéster, é leve e resistente, podendo guardar de pequenos a grandes objetos facilmente com total organização), lançado no mercado em 1979, é o mais tradicional da marca e até hoje é o número um em vendas nos Estados Unidos. Em 1985 a marca comemorou duas grandes conquistas: um milhão de mochilas daypack vendidas e US$ 25 milhões de faturamento.


Depois de passar por muitas mãos, em 1986, a empresa foi adquirida pela VF Corporation, proprietária de marcas famosas como Timberland, The North Face, Wrangler e Lee. Na década de 1990 as vendas explodiram e a marca se tornou líder do mercado americano, principalmente ao desenvolver tecnologias inovadoras no segmento, como as mochilas impermeáveis em 1996; compartimentos nas mochilas para carregar CD e laptop em 1997; mochilas especialmente desenvolvidas para a prática de esportes como esqui; e mochilas transparentes para alunos de universidades e escolas em virtude da onda de atentados a tiro nestas instituições, evitando ou facilitando assim as revistas. A partir de 2002, a linha de produtos foi diversificada com o lançamento de pequenas malas com rodinhas, bolsas de ombros e bolsas para homens (conhecidas como crossover packs). Além disso, suas estampas, invariavelmente criativas e coloridas, conquistaram milhares de consumidores de outros países. Na América Latina a marca americana iniciou suas atividades somente em 2006. Hoje em dia, a JANSPORT sempre inova e cria produtos funcionais que atendam aos diversos estilos, necessidades e que possam inspirá-lo pela vida.


As mochilas 
Um dos carros chefe da linha de produtos da marca é o tradicional modelo Right Pack, que possui as costas completamente acolchoadas e couro de camurça para uma maior durabilidade contra desgastes; há também a Air Shell, que possui compartimento exclusivo para Laptop; a Air Vital, com as alças air lift, sistema de suspensão que alivia o peso carregado em até 50%; a linha All Terra com mochilas extremamente resistentes e perfeitas para pessoas que curtem de aventuras e praticidade; e ainda a mala de rodinhas Hampton, com alças que permitem que o produto vire uma mochila.


As tecnologias 
A tecnologia é um dos pontos fortes da marca e a grande preocupação da JANSPORT para desenvolver cada produto pensando no dia a dia das pessoas, incorporando praticidade e conforto às suas vidas. Algumas das tecnologias desenvolvidas pela marca se tornaram referência para o mercado: 
Airlift Exos 
Um tipo de exoesqueleto em combinação com as alças de suspensão EXO-Flight que proporciona um perfeito apoio para a mochila. Essa tecnologia foi desenvolvida em 1999. 
Low-Jack Áudio 
Compartimento nas alças para suporte de tocadores de música digital. 
Airlift 2.1 
“Gelastic Gellycomb” posicionadas estrategicamente para proporcionar muito mais conforto. 
Infusion 
Proteções de borracha nas mochilas. 
Laptop Compartment 
Compartimentos desenvolvidos especialmente para transporte de laptop. 
ShockShield 
Combinação de espuma e polímeros que absorvem impacto para uma dupla proteção. 
Wheeled 
Produtos equipados com rodinhas de 80 mm, com tração e ótima estabilidade. 
Digi Pod 
Compartimento interior especialmente desenvolvido para abrigar com segurança câmeras digitais, mp3 players ou outros equipamentos eletrônicos. 
Water Tower Technology 
Reservatório de água desenvolvido para proporcionar um fluxo perfeito do líquido. Possui um tubo de conexão flexível e prático. 
Hydro Dynamic Technology 
Sistema de hidratação com uma grande abertura (63 mm), giro de 360º e válvula com Nirvana Moutpiece. 
Interchangable Straps 
Alças que podem ser alteradas para personalizar as mochilas. 
Ball Bag 
Compartimento extra que pode ser acoplado à mochila trazendo mais espaço para acomodar materiais esportivos. 
Drop Zone 
Espaço extra que desaparece quando não é necessário. 
Women’s Fit 
Produtos especialmente desenvolvidos para as mulheres e suas formas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. O logotipo atual é a representação da etiqueta presente em todos os seus produtos.


Os slogans 
Discover Freedom. 
Jansport goes wherever life takes you. 
Whatever It Is, Everyone’s Got One. 
What’s Your Outdoors?


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1967 
● Fundador: Jan Lewis, Murray Pletz e Skip Yowell 
● Sede mundial: Alameda, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Jansport, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da VF Corporation) 
● CEO: Steve Rendle 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Acessórios esportivos 
● Principais produtos: Mochilas, bolsas e malas 
● Concorrentes diretos: Oakley, Eastpak, High Sierra, Victorinox, Kipling, Ogio, Nike e Adidas 
● Ícones: O modelo de mochila daypack 
● Slogan: Discover freedom. 
● Website: www.jansport.com.br 

A marca no mundo 
A JANSPORT está presente em mais de 60 países da Europa, Ásia e América Latina, vendendo anualmente mais de 11 milhões de mochilas, bolsas e malas e alcançando um faturamento estimado de US$ 1 bilhão. O maior mercado da marca é os Estados Unidos, onde a empresa é líder absoluta. Juntamente com a The North Face e a Eastpak, marcas que também pertence à VF Corporation, a JANSPORT é responsável por 55% das vendas de mochilas no mercado americano. 

Você sabia? 
Skip Yowell descreve sua trajetória e dos sócios no livro The Hippie Guide to Climbing the Corporate Ladder & Other Mountains, lançado em 2006 nos Estados Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/3/2017

31.1.08

H&M


Quem gosta de design e moda, em suas viagens ao exterior, quer seja pela Europa ou América do Norte, não deixa de dar uma passadinha em uma das lojas da rede H&M, amada e idolatrada pelos moderninhos atuais. Suas lojas, amplas e modernas, vendem peças com design original a preços irresistíveis e mais ainda, a marca sueca consegue traduzir para as ruas o que é tendência nas passarelas. Além disso, a H&M é responsável por grandes histerias no mundo da moda através do lançamento de coleções em parcerias com grifes, estilistas e celebridades. 

A história 
A H&M foi fundada em 1947 na cidade de Västerås, localizada a 100 quilômetros de Estocolmo na Suécia, por Erling Persson, que interessado em vender moda a preços baixos, abriu uma pequena loja somente de roupas feminina chamada Hennes (que em sueco significa “delas”). O modesto negócio foi inspirado nas tradicionais lojas de departamento americanas da época, com as quais ele ficara encantando durante uma viagem a Nova York. A filosofia principal da empresa era oferecer moda e qualidade a preços acessíveis. Em 1952 foi inaugurada sua primeira loja na cidade de Estocolmo. Já a primeira loja internacional foi inaugurada somente em 1964 na Noruega, seguida três anos depois por uma nova unidade na Dinamarca. Em 1968 a empresa incorporou uma pequena rede de lojas masculina de roupas e acessórios para caça chamada Mauritz Widforss e passou a se chamar oficialmente Hennes & Mauritz, que mais tarde seria conhecida apenas pela sigla H&M. Como os estoques da loja vieram juntos, a rede começou também a vender roupas masculinas, e dois anos mais tarde introduziu uma linha de roupas para crianças. Nos anos seguintes a rede de lojas se expandiu pelo norte da Europa, especialmente pelos países nórdicos.


A década de 1970 foi recheada de novidades: lançamento de uma linha de cosméticos (1975), inauguração da primeira loja no Reino Unido (1976), lançamento de roupas e acessórios para adolescentes (1976) e a introdução de uma linha de roupas para bebês (1978). A próxima década foi marcada por inaugurações de lojas em grandes mercados europeus como Alemanha (1980) e Holanda (1989). Nos anos de 1990 a empresa iniciou um forte período de expansão, inaugurando suas primeiras lojas na Bélgica (1992), Áustria (1994) e França (1998), além de consolidar posição em seus antigos mercados. Em 1998 a rede ganhou mais um canal de vendas com o lançamento de seu comércio eletrônico, que hoje está disponível em mais de 10 mercados mundiais. No ano 2000, a varejista ingressou no mercado espanhol e americano (sua principal loja fica localizada na badalada esquina da 5ª Avenida), ambos com grande êxito comercial. A H&M inaugurou sua primeira loja em solo canadense no ano de 2004. Pouco depois, em 2006, inaugurou sua primeira loja no Oriente Médio (Dubai), seguida por uma unidade no Kuwait, também iniciando o sistema de franquia, impulsionando ainda mais seu processo de expansão global. Em 2007 a rede lançou uma linha de calçados, expandindo ainda mais seu portfólio.


A profunda crise econômica que abalou o mercado mundial pareceu ter chegado como uma espécie de benção para a H&M. Nenhuma das grandes varejistas de roupas atravessou tão bem a grave crise quanto à rede sueca. Em 2008 a H&M obteve o melhor resultado em toda sua história, além de inaugurar sua primeira unidade em solo japonês. E a sede de crescimento parecia não ter limites: em 2009 a rede inaugurou 225 novas unidades pelo mundo. Ainda neste ano, a H&M iniciou a venda de móveis, inicialmente somente através de catálogos na internet, em países como Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca e Alemanha.


Após ingressar em importantes mercados, como a Rússia e a China, em 2010, a H&M, um exemplo de sucesso no varejo com as suas rápidas mudanças de coleção e interpretações (cópias) de peças dos grandes estilistas, inaugurou suas primeiras lojas em Israel (nas cidades de Tel Aviv e Jerusalém), além de abrir a primeira loja H&M HOME fora da Suécia, que oferece uma vasta gama de objetos de decoração e móveis; e uma linha de cosmético orgânico, composta por gel de banho, esfoliante, loção corporal, creme para as mãos e protetor labial. A linha orgânica foi um passo natural, visto que a H&M já trabalhava com algodão orgânico há anos e os clientes cada vez mais se identificam com produtos mais ecológicos.


No final deste ano, em dezembro, a rede inaugurou sua maior unidade no mundo na cidade de Las Vegas, localizada no The Forum Shops do Hotel Caesars Palace, com 5.000 m² de área, divididos em três andares. Em 2011, provando ser uma rede democrática que visa atender a todos os públicos, a H&M lançou a linha “Big is Beautiful” (“Grande é Bonito”), apelidada de “Bib”. As roupas têm numeração que começam a partir do tamanho 50 e visam atender as mulheres mais curvilíneas. No ano seguinte a rede deu continuidade ao seu ambicioso plano de expansão internacional ao inaugurar uma loja no México e, em 2013, abrir sua primeira loja na América do Sul, localizada em Santiago, capital do Chile, onde 2.500 pessoas ficaram mais de 12 horas na fila esperando a estreia da loja. Com isso, os rumores de sua entrada no mercado brasileiro são cada vez mais fortes, com inauguração de uma loja já em 2014. Ao contrário da percepção popular de como as marcas de fast-fashion fazem negócios, a H&M foi eleita a Empresa Mais Ética do Mundo em 2014. O prêmio foi entregue pelo Instituto Ethisphere, um grupo de pesquisa independente que promove as melhores práticas na ética empresarial e governamental.


O design 
A H&M tem uma ampla gama de produtos que se divide em coleções para mulher, homem, jovens, criança e cosméticos que são renovados constantemente. A rede de varejo não fabrica uma só peça – produz tudo em mais de 900 fornecedores terceirizados, na própria Europa e na Ásia, onde concentra 80% da fabricação de seus produtos. Em contrapartida, toda concepção e desenho de seus produtos estão concentrados no escritório central da empresa, uma casa modesta na cidade de Estocolmo. Lá, em uma chamada Sala Branca, as coleções são criadas por uma equipe de 160 designers que se dedicam a transportar para roupas e acessórios as tendências que detectam nas ruas, nas passarelas, em shows de música e na televisão. Tudo chefiado pela badalada estilista e diretora criativa Margareta Van Den Bosch, um dos nomes apontados pelo enorme sucesso da marca sueca. As coleções são planejadas com bastante antecedência, mas a capacidade de colocar coisas novas nas lojas é impressionante: do computador à arara, uma peça, em situações de emergência, não leva mais que vinte dias.


Nos últimos anos a H&M tem conseguido se aproximar de estilistas e personalidades extremamente influentes no universo da moda através de parcerias para colaborações exclusivas e únicas. Karl Lagerfeld (2004), Stella McCartney (2005), Viktor & Rolf (2006), Roberto Cavalli (2007), Jimmy Choo (2009), Lanvin (2010), Donatella Versace (2011), Martin Margiela (2012) e Isabel Marant (2013) são alguns dos nomes que trabalharam com a empresa nestas colaborações. O lançamento dessas coleções causam verdadeira correria e euforia em suas lojas, quer seja em uma esquina de Oxford Circus, região central de Londres, ou na esquina da 5ª Avenida com a Rua 51, em Nova York, quando dezenas de mulheres resistem à temperatura de 7 graus e à chuva fina para comprar por preços irrisórios peças assinadas por grandes nomes do mundo da moda. Outra inovação ocorreu em março de 2007 quando H&M lançou uma linha completa de roupa e acessórios desenhada pela cantora Madonna em colaboração com Margareta van den Bosch. A coleção chamada “M by Madonna” foi um reflexo do estilo intemporal, único e glamoroso da cantora, que também emprestou sua imagem para uma enorme campanha publicitária da rede.


Propagandas que fizeram história 
As campanhas de marketing da H&M ficaram famosas nos anos de 1990, graças à imagem de atrizes e celebridades como Geena Davis, Bridget Fonda e modelos como Gisele Bündchen e Claudia Schiffer. Em 2014 foi a vez da estonteante modelo Miranda Kerr protagonizar anúncios para a marca. A brasileira Isabeli Fontana foi a estrela da coleção de inverno em 2013; Amber Valetta foi a musa da publicidade de uma coleção feita com materiais sustentáveis; e a francesa Laetitia Casta já promoveu a linha de lingerie. Mas nem só de famosas modelos vivem as campanhas da H&M: Madonna já protagonizou campanhas em 2006; a cantora australiana de corpo invejável, Kylie Minogue, se tornou o rosto da campanha da linha de praia; o jogador David estrelou em 2012 a campanha de lançamento de uma linha própria de cuecas em parceria com a marca sueca; a cantora Lana Del Rey trabalhou como garota-propaganda da marca em 2012; e a musa Beyoncé estrelou em 2013 uma campanha para a linha praia.


Para entender um pouco o poder da empresa sueca, em fevereiro de 2011, a primeira-dama americana Michelle Obama apareceu em um programa matutino com um vestido da H&M de míseros US$ 34, que todos queriam saber de qual grife era. Artistas como Beyoncé e Natalie Portman, fãs da marca, já foram fotografadas com as versáteis peças da grife sueca.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Depois de assumir definitivamente o nome H&M, cujo objetivo era simplificar a percepção da marca em um mercado global, a H&M adotou a cor vermelha. Mais recentemente a marca alterou levemente seu logotipo. As principais mudanças ocorreram na tipografia do & (que ficou mais fino), na letra H (que foi afinada e alongada para acompanhar o M) e na letra M (cujas bordas ficaram mais uniformes).


As diferenças, que para muitos passaram despercebidas, podem ser melhores visualizadas na imagem abaixo (clique para ampliar).


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Fundação: 1947 
● Fundador: Erling Persson 
● Sede mundial: Estocolmo, Suécia 
● Proprietário da marca: Hennes & Mauritz AB Company 
● Capital aberto: Sim (1974) 
● Chairman: Stefan Persson 
● CEO: Karl-Johan Persson 
● Diretora criativa: Margareta Van Den Bosch 
● Faturamento: US$ 19.1 bilhões (2013) 
● Lucro: US$ 2.55 bilhões (2013) 
● Valor de mercado: US$ 75 bilhões (julho/2014) 
● Valor da marca: US$ 18.168 bilhões (2013) 
● Lojas: 2.513 
● Presença global: 54 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Maiores mercados: Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, Suécia e França 
● Funcionários: 116.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, cosméticos e móveis 
● Concorrentes diretos: Zara, Topshop, C&A, GAP e Forever 21 
● Ícones: A tendência atual de suas roupas e acessórios 
● Slogan: Fashion available for everybody. 
● Website: www.hm.com 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca H&M está avaliada em US$ 18.168 bilhões, ocupando a posição de número 21 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. 

A marca no mundo 
A H&M, segunda maior empresa de vestuário do mundo (atrás apenas da espanhola Zara), está presente em 54 países com mais de 2.500 lojas, tendo na Alemanha seu maior mercado, gerando 25% de suas receitas anuais (que em 2013 superaram US$ 19 bilhões). Atualmente, mais da metade de seu faturamento vem de suas lojas localizadas no exterior. Após a Alemanha (onde estão localizadas mais de 390 lojas), os maiores mercados da marca são Estados Unidos (+ 310 lojas) e Inglaterra (213 unidades). A rede também conta com outros dois importantes canais de vendas: internet e catálogo. A empresa inaugura mais de 200 novas lojas por ano, isto equivale quase a uma rede Marisa inteira. 

Você Sabia? 
A H&M é controlada pela família do atual chairman Stefan Persson (filho bilionário do fundador da empresa). 
A empresa também é proprietária das marcas COS (moda mais minimalista), & Other Stories (moda mais sofisticada), Monki, Weekday, Cheap Monday e H&M Home. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites de moda (PureTrend), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 3/7/2014

30.1.08

STEINWAY & SONS

Para os amantes da música, requinte e som de altíssima qualidade, um instrumento como o piano, já nobre por si só - produzido como uma jóia cuidadosamente elaborada tanto acústica como visualmente - traz consigo como valor agregado a magia e o privilégio de deliciar os sentidos. Tanto para quem toca, como para quem ouve. Por isso, há mais de um século, os maiores pianistas do mundo preferem expressar seu talento musical tocando os pianos STEINWAY & SONS. Essa lista inclui os gigantes da música clássica, popular e do jazz, homens e mulheres que moldaram a música universal.

A história
Quando o imigrante alemão Heinrich Engelhart Steinway, mestre marceneiro especializado em armários, fundou a empresa em um galpão alugado na Rua Varick em Manhattan, Nova York, no dia 5 de março 1853, ele já tinha fabricado 482 pianos, desde seu primeiro em 1836, produzido de forma precária na cozinha de sua casa em Seesen na Alemanha, e hoje caçados compulsivamente pelos colecionadores. Em virtude do preconceito contra os alemães, a pequena empresa foi batizada de STEINWAY & SONS. O primeiro piano produzido pela empresa, na verdade o de número 483, foi vendido para uma família americana de nome Griswold por US$ 500 e agora faz parte do acervo do renomado Metropolitan Museum of Art de Nova York. Desde oinício, o patriarca Henry impôs uma regra: os pianos seriam feitos artesanalmente, sem pressa e com as melhores matérias-primas encontradas no mercado, pois cada um deveria estar à altura dos maiores músicos, mesmo que fossem comprados por iniciantes. Os projetos revolucionários e o acabamento excepcional da STEINWAY tiveram logo seu merecido reconhecimento. A partir de 1855 os pianos da marca receberam medalhas de ouro em várias exposições nos Estados Unidos e também na Europa. O primeiro instrumento de cauda foi vendido em 1856. A partir de então, baseado em teorias científicas emergentes, ele desenvolveu o piano moderno.


Durante os 40 anos seguintes Henry Steinway, juntamente com seus filhos, desenvolveu o piano moderno; a metade das 114 patentes da empresa foi desenvolvida durante aquele período. Muitas dessas invenções eram baseadas em pesquisas científicas emergentes, tais como as de teoria acústica do famoso físico Hermann Von Helmholtz. Em 1866, a empresa abriu sua primeira loja de varejo na 14th Street em Manhattan, onde havia uma sala de concertos para duas mil pessoas, que por 25 anos tornou-se o centro artístico principal de Nova York, até a fundação do Carnegie Hall em 1891. Recebeu o reconhecimento internacional na Exposição de Paris com a prestigiosa medalha Grand Gold Medal of Honor, em 1867, pela qualidade de seus projetos e de sua fabricação, sendo a primeira empresa americana na história a receber tal prêmio. Os pianos STEINWAY logo se tornaram os instrumentos preferidos pelos membros da realeza e conquistaram o respeito e admiração dos maiores pianistas do mundo. A empresa mudou-se para o Steinway Village, no Queens, Nova York, onde construiu uma cidade própria, que possuía além da fábrica e fundição, casas para os funcionários, escolas, bibliotecas, correio próprio, banhos públicos, parques e uma estrada de ferro.


Com o falecimento do patriarca Henry em 1871, os filhos C.F. Theodore e William assumiram o comando da empresa. Theodore, talentoso pianista, ficou responsável pela parte técnica da fabricação dos pianos e conquistou 41 patentes para a empresa, sendo uma em 1875, pelo moderno piano de cauda concerto. Nesse mesmo ano, William inaugurou um showroom em Londres. Cinco anos mais tarde entrou em funcionamento a fábrica de Hamburgo na Alemanha e foi inaugurada a STEINWAY HAUS, loja varejista na mesma cidade; outra loja foi aberta em Berlim em 1909. Em 1972, depois de anos de batalha entre várias gerações da família Steinway, a empresa foi vendida para a CBS, que em 1995 vendeu novamente a empresa, depois de seguidos anos de prejuízos, para a Selmer, comandada por um grupo de investidores. Em 2003, para celebrar os 150 anos da mais prestigiada fabricante de pianos do mundo, a empresa chamou o estilista Karl Lagerfeld para emprestar seu talento artístico ao instrumento. O instrumento, assinado pelo famoso estilista, era todo em laca preta por fora e vermelha por dentro, e o design retangular das pernas e da caixa de música era o toque de classe de Karl. O valor do instrumento girava em torno de US$ 100 mil.


Recentemente, em 2007, a empresa construiu uma verdadeira obra-prima para os ouvidos mais exigentes. Trata-se do Model D. Construído com a colaboração de Peter Lyngdorf (um dos mais famosos engenheiros da atualidade), suas caixas têm aproximadamente 2 metros e 15 centímetros de altura e levam 400 kg de alumínio na composição (um pouquinho mais que um Audi A8). A unidade central é equipada com um CD player e um centro de equalização. Os amplificadores são individuais para cada falante - cada torre tem 4 woofers de fibra de carbono de 12", 2 médios de 5" e 1 tweeter heil ribbon. O acabamento é laqueado, em preto, feito em Hamburgo, com detalhes em bronze (iguais aos dos pianos serie D, feitos no mesmo local). A central de equalização up-convert realiza todas as análises do ambiente e regula o equipamento inteiro. O resultado? A serie D da STEINWAY é a principal referencia de qualidade em pianos para salas de concerto. O estéreo recebeu o mesmo nome porque não seria lançado enquanto não se atingisse a mesma qualidade - o som de um piano D emitido pelo equipamento ou tocado ao vivo em um teatro perfeito teria que ser idêntico. O preço começa em US$ 150.000.


Em 2010, a marca americana apostou em uma grande jogada de marketing ao se associar a alemã BMW, que criou uma edição especial do Série 7, chamada de Composition. A união das empresas resultou na produção de um carro potente, mas extremamente delicado e elegante. O interior foi decorado em couro merino (preto ou branco, para contrastar o exterior), que remetem ao teclado do piano; todos os acessórios e adereços do modelo receberam um bordado exclusivo com o logo da STEINWAY & SONS. A empresa costuma usar uma frase para descrever seus excepcionais e impecáveis instrumentos: “Por mais de 150 anos, a STEINWAY & SONS tem feito os mais refinados pianos do mundo – e inspirado os artistas que os fazem cantar”. Isto pode ser observado pela absoluta hegemonia dos pianos da marca nos grandes concertos e principais conservatórios de música do mundo inteiro.


Os artistas
Hoje em dia “STEINWAY ARTIST” é o título de mais de 95% dos grandes pianistas em atividade (cerca de 1.600), entre os quais Harry Connick Jr, Michel Legrand, Diana Krall, Evgeny Kissin e Krystian Zimerman, assim como conjuntos de música de câmara do mundo todo. Cada um deles possui o seu piano e escolhe se apresentar tocando um legítimo piano STEINWAY & SONS, sem qualquer contrato ou acordo de propaganda entre o pianista e a marca. Nenhum deles faz propaganda da STEINWAY & SONS.


A produção
Apesar de todo avanço tecnológico, a empresa continua com a fabricação artesanal de seu produto. A única modernização é um programa que permite o recorte da tampa do instrumento. O processo de fabricação de um instrumento leva geralmente de 10 a 12 meses, além do tempo que a madeira leva para ser maturada. O cliente pode ainda encomendar o tipo de madeira (Ébano, Rosewood, Mogno ou Nogueira) e acabamento, sendo que a produção de um piano de luxo pode chegar a aproximadamente US$ 500 mil, dependendo do que o consumidor deseja. Devido à produção limitada, um piano de cauda preto, por exemplo, tem previsão de entrega para fevereiro de 2013. O processo artesanal mantido até hoje garante sua preferência entre grandes nomes mundiais da arte.


Antes de chegar ao palco cada piano STEINWAY nasce em sua grande maioria na histórica fábrica localizada no bairro de Queens, na cidade de Nova York. São ao todo mais de 12 mil as peças que compõem um único piano. E cada instrumento é talhado à mão como se fazia em 1870. Hoje em dia, 400 artistas provenientes de 25 países trabalham ali. São jamaicanos, croatas, bósnios, naturais da Guiana, da Ucrânia e, claro operários americanos ligados à arte de fabricar pianos, talhando-os a partir de madeiras selecionadas, dando-lhes forma, implantando-lhes os mecanismos, as teclas, as cordas, criando cada instrumento com uma identidade única, porque a empresa não fabrica dois pianos exatamente iguais, muito embora o som que cada um deles produza tenha a qualidade que os tornou famosos em todo o mundo.


O investimento
Um piano STEINWAY é além de tudo um bom investimento. Um bem cujo valor cresce ao longo do tempo e é passado, com orgulho, de uma geração a outra. A valorização de um Steinway Grand Concert pode alcançar 200%. Um recorde impressionante. Feita uma observação de algumas décadas, o proprietário de um STEINWAY pode ver o valor de varejo de seu instrumento crescer 4.3 vezes do preço original. Hoje, o proprietário recebe um termo de garantia com validade de dez anos, de que o instrumento será aceito pelo mesmo valor adquirido na troca por um piano de cauda novo. Outra exclusividade da marca.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
5 de março de 1853
● Fundador:
Henry Engelhart Steinway
● Sede mundial: Long Island, New York e Hamburgo, Alemanha
● Proprietário da marca:
Steinway Musical Instruments Inc.
● Capital aberto: Sim
● Chairman: Michael Sweeney
● Presidente:
Thomas Kurrer
● Faturamento: US$ 318.1 milhões (2010)
● Lucro: US$ 7.9 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 322 milhões (janeiro/2012)
● Fábricas:
2
● Presença global:
100 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 1.680
● Segmento:
Instrumentos musicais
● Principais produtos:
Pianos
● Principais concorrentes:
Bösendorfer, Bechstein e Fazioli
● Ícones:
Seus tradicionais e impecáveis pianos
● Slogan:
The Instrument of the Immortals.
● Website: www.steinway.com

A marca no mundo
Hoje são fabricados aproximadamente quatro mil pianos STEINWAY (de cauda e vertical) por ano. A empresa vende seus produtos em mais de 200 revendedores independentes cuidadosamente selecionados e 12 showroons localizados nos Estados Unidos e na Europa. A empresa ainda é proprietária das marcas BOSTON (pianos de alta qualidade e preço mais acessíveis) e ESSEX (pianos mais acessíveis).

Você sabia?
Na América do Norte a empresa mantém o exclusivo “banco de pianos”, único no mundo, com mais de trezentos pianos de cauda distribuídos entre os representantes do continente, sempre preparados dentro dos padrões STEINWAY de afinação e regulagem, que ficam à disposição para concertos e recitais. No STEINWAY HALL de Nova York (localizado no número 109 W da 57th St. em Manhattan) fica o famoso “basement” (porão), quartel-general desse banco de pianos, onde os artistas escolhem o instrumento que será utilizado para as suas apresentações.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 19/1/2012

25.1.08

HOMENZINHO AZUL COTONETES

O Homenzinho Azul, um careca gorducho que nos anúncios da JOHNSON & JOHNSON aparecia enrolado em uma toalha saindo do banho rebolando e cantando, foi criado em 1978, por Edmar Salles, da agência Lowe Lintas, e animado por Walbercy Ribas, da Start Anima de Desenhos animados, para comunicar a marca de hastes flexíveis COTONETES no mercado brasileiro. O comercial de estreia, que fazia parte de uma campanha com o objetivo de reforçar o conceito de hastes flexíveis conquistou Leão de Bronze no Festival de Cannes do mesmo ano. O objetivo da campanha, que tinha como tema “Gente grande também precisa de carinho”, era mostrar que o produto tinha outros usos além dos cuidados infantis. Assista abaixo o primeiro comercial do carismático personagem.

   

Desde então, a empresa já produziu mais de 20 filmes com o personagem que ainda hoje ilustra a embalagem dos tradicionais Cotonetes Johnson & Johnson. Hoje, esse gordinho, careca e simpático é visto pelos consumidores como uma figura bem resolvida por não ceder à pressão dos padrões estéticos.



As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/8/2013

23.1.08

VALE


Um verdadeiro gigante global. Atuação em cinco continentes com presença em 37 países. Faturamento superior a R$ 103 bilhões. Mais de 200 mil empregos gerados. Valor de mercado que supera os US$ 90 bilhões. Segunda maior mineradora do mundo. Esses são dados escritos sobre linhas de ouro, ou melhor, de níquel, ferro, alumínio, cobre, manganês e outras 40 espécies de metais e minerais, da VALE, uma empresa presente no seu dia a dia muito mais do que você possa pensar. Afinal, de telefones celulares a aviões, de estruturas de prédios a moedas, os minérios são ingredientes para diversos itens indispensáveis para o seu dia a dia.

A história
A história da VALE, conhecida até pouco tempo atrás como Companhia Vale do Rio Doce, está intimamente ligada à construção da estrada de ferro Vitória-Minas, durante a qual os engenheiros ingleses envolvidos em seu projeto tomaram conhecimento da existência de uma grande reserva de minério de ferro naquela região. Vários grupos de investidores internacionais adquiriram extensas glebas de terra próximas à cidade de Itabira e, em 1909, se uniram para fundar o Brazilian Hematite Syndicate, um sindicato que visava explorá-las. Em 1910, durante o XI Congresso Geológico e Mineralógico, realizado em Estocolmo, na Suécia, essas reservas foram estimadas em 2 bilhões de toneladas métricas. No ano seguinte o empresário americano Percival Farquhar adquiriu todas as ações do Brazilian Hematite Syndicate e mudou seu nome para Itabira Iron Ore Company. O empresário fez planos para que nova empresa exportasse 10 milhões de toneladas anuais de minério de ferro para os Estados Unidos, utilizando navios pertencentes a seu sindicato que, no retorno, trariam carvão ao Brasil, tornando assim o frete mais econômico. Mas o empresário não obteve sucesso em sua empreitada. Embora pudesse contar com a simpatia do Presidente do Brasil, Epitácio Pessoa, que lhe deu uma concessão conhecida como Contrato de Itabira de 1920, ele encontrou ferozes opositores a seu projeto, dentre eles o presidente do estado de Minas Gerais (então quase autônomo), Artur Bernardes, que depois se elegeria presidente da república.


Décadas de debates acalorados se seguiram, o país praticamente dividido entre os adeptos das duas posições, e o projeto de Farquhar não saía da prancheta. Esse plano foi inviabilizado quando Getúlio Vargas assumiu o poder, à frente da revolução de 1930, e encampou as reservas de ferro que pertenciam a Farquhar, criando com elas, através do decreto-lei nº 4.352, em 1 de junho de 1942, a Companhia Vale do Rio Doce S. A., como uma empresa estatal, para o qual obteve o beneplácito dos Estados Unidos e da Inglaterra num tratado chamado de Acordos de Washington, que possibilitaram a industrialização do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.


Após sua fundação, a VALE conseguiu ir, pouco a pouco, expandindo sua produção de minério de ferro, mas de forma ainda muito lenta. O Brasil tinha grandes reservas do mineral, mas a demanda era reduzida. A empresa vivia praticamente só para fornecer matéria prima para as siderúrgicas nacionais, sendo a maior delas, então, a Companhia Siderúrgica Nacional. No final dos anos 50, a VALE era uma empresa acanhada que extraia de 3 a 4 milhões de toneladas/ano, menos da metade do planejado por Farquhar em 1920. Isso representava um faturamento pequeno, dado o baixo valor econômico do mineral bruto. Em 1961 entrou em cena seu novo presidente, Eliezer Batista, “o engenheiro ferroviário que ligou a VALE ao resto do mundo”. Percebendo a necessidade dos japoneses de expandir seu parque siderúrgico, extremamente danificado durante a Segunda Guerra Mundial, o pai de Eike Batista, criou o conceito de distância econômica, o que permitiu à empresa entregar minério de ferro ao Japão a preços competitivos com o das minas da Austrália, através do Porto de Tubarão. Foram assinados, em 1962, contratos de exportação, válidos por 15 anos, com 11 siderúrgicas japonesas, num total de 5 milhões de toneladas/ano - quase que dobrando a produção da VALE. Com a criação da DOCENAVE, empresa de navegação da VALE, em 1962, e com a inauguração do Porto de Tubarão, em 1966, a empresa ingressou em uma nova fase - de crescimento vertiginoso - com sua produção passando de 10 milhões de toneladas em 1966 para 18 milhões em 1970 e atingindo a incrível marca de 56 milhões de toneladas em 1974, ano em que a então estatal assumiu a liderança mundial na exportação de minério de ferro, a qual nunca mais perdeu.


Em 1979, quando tomou posse como presidente da república, o general João Batista Figueiredo trouxe Eliezer Batista de volta à presidência da empresa. Ele estava, desde o golpe militar de 1964, em uma espécie de “exílio branco” na Europa, por ter sido ministro de João Goulart. Após duras e complexas negociações, ele conseguiu tornar a VALE, (que era minoritária, com uma participação de 49.75%), a sócia majoritária do complexo de Carajás que fora descoberto na década de 1970 pela U.S. Steel. Situado na Serra dos Carajás, era uma grande província mineralógica que continha a maior reserva mundial de minério de ferro de alto teor, além de grandes reservas de manganês, cobre, ouro e minérios raros. Para a realização desse projeto foi criada uma grande infraestrutura, que incluía a Usina hidrelétrica de Tucuruí, uma das maiores do mundo, a Estrada de Ferro Carajás-Itaqui e o Porto de Ponta da Madeira, localizado em Itaqui (Maranhão).


O projeto Grande Carajás entrou em operação em 1985, o que permitiu a VALE bater novo recorde na extração de minério de ferro, em 1989, com 108 milhões de toneladas métricas. A empresa foi privatizada em maio de 1997 durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, por R$ 3.3 bilhões, valor próximo do que atualmente a empresa lucra em um único mês. Nesta época a VALE produzia 114 milhões de toneladas/ano. Logo após a privatização, entretanto, os lucros da empresa aumentaram consideravelmente. No início do novo século a empresa começou uma feroz “corrida as compras”, adquirindo a Socoimex por US$ 5 milhões em 2000, a Feterco por US$ 523 milhões, a MBR por US$ 25 milhões e a Samitri por US$ 710 milhões em 2001; a CAEMI por US$ 426 milhões em 2003; a Rio Verde por US$ 47 milhões; em outubro de 2006 a canadense Inco por US$ 18.9 bilhões, tornando-se a segunda maior empresa de mineração do mundo, atrás somente da anglo-australiana BHP Billiton; e em fevereiro de 2007 adquiriu a mineradora de carvão australiana AMCI Holdings, por US$ 835 milhões. Em 2009 a CVRD mudou oficialmente de nome para VALE S.A. Atualmente, pressionada pela crise econômica europeia e a queda da demanda na China, a mineradora brasileira foca suas ações no Brasil, onde investirá R$ 40 bilhões até 2016.


Fatos importantes
1953
Primeiro embarque de minério de ferro para o Japão.
Utiliza pela primeira vez um navio brasileiro, o Siderúrgica Nove, no carregamento de minério para os Estados Unidos.
1960
Criação da Companhia Siderúrgica Vatu, primeira subsidiária da VALE para o beneficiamento de minérios, fabricação e comercialização de ferro-esponja.
1962
Assinados contratos de longo prazo com siderúrgicas japonesas e usinas alemãs.
1971
Em 7 de julho, é fundada a Rio Doce Geologia e Mineração S.A. (Docegeo), subsidiária integral da VALE, com o objetivo de realizar pesquisas e lavra de minério.
1974
Se torna a maior exportadora de minério de ferro do mundo, detentora de 16% do mercado transoceânico do minério.
1982
Com o início das operações da Valesul Alumínio S.A., no Rio de Janeiro (RJ), ingressa no segmento de alumínio e contribui para reduzir as importações brasileiras do metal.
1988
Elimina o uso de carvão vegetal de florestas nativas e alcança autosuficiência do material a partir de florestas plantadas.
2001
Entra em consórcio para construir e operar duas usinas hidrelétricas em Minas Gerais: Capim Branco I e II.
2004
Inaugurada em 2 de julho a mina do Sossego, a primeira mina de cobre do Brasil, no Pará. O projeto, realizado em tempo recorde, teve 73% de sua mão de obra local.
2006
Inaugura em 5 de maio o Trem da Vale, restabelecendo o percurso ferroviário entre Ouro Preto e Mariana (MG).
Inaugura em 10 de maio a Usina Hidrelétrica Eliezer Batista, em Aimorés, Minas Gerais.


A evolução visual
No final de novembro de 2007 a empresa anunciou uma completa reformulação em sua identidade visual. As mudanças em sua marca centraram o foco no nome pelo qual o grupo era mais conhecido no mercado: VALE. As iniciais CVRD, que faziam parte da logomarca da empresa, cederam lugar à nova marca em todos os produtos ou materiais de divulgação da empresa. O novo logotipo, criado pela empresa americana Lippincott Mercer, tem como destaque a letra V, com relevo em forma de coração em verde e amarelo. Com a mudança da marca, a empresa buscava consolidar sua imagem de empresa brasileira com atuação global, cuja força, simplicidade e sonoridade do nome “Vale”, seria mais facilmente usado em oito idiomas. A internacionalização da VALE, reforçada após a compra da mineradora canadense Inco, teve forte peso no processo de troca da marca.


Os slogans
Não existe futuro sem mineração. Não existe mineração sem pensar no futuro das pessoas.
Vale: uma empresa cada vez mais verde. E amarela. (2009)


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1 de junho de 1942
● Fundador: Governo Getúlio Vargas
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Vale S.A.
● Capital aberto: Sim
● Presidente do conselho: Dan Conrado
● CEO: Murilo Ferreira
● Faturamento: R$ 103.1 bilhões (2011)
● Lucro: R$ 37.8 bilhões (2011)
● Valor de mercado: US$ 91.7 bilhões (novembro/2012)
● Valor da marca: R$ 2.656 bilhões (2011)
● Presença global: 37 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 200.000
● Segmento: Mineração, logística e energia
● Principais produtos: Extração, beneficiamento e comércio de minérios, transporte ferroviário e operação portuária
● Concorrentes diretos: BHP Billiton e da Rio Tinto
● Slogan: Não existe futuro sem mineração. Não existe mineração sem pensar no futuro das pessoas.
● Website: www.vale.com

O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca VALE está avaliada em R$ 2.656 bilhões, ocupando a posição de número 8 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil.

A marca no mundo
A VALE está presente em 13 estados brasileiros, além de forte presença na América do Sul, Europa, Ásia, Oceania América do Norte e África, empregando aproximadamente 200 mil pessoas (entre profissionais próprios e terceirizados), extraindo minérios em 37 países e respondendo por uma enorme parcela nas exportações brasileiras. A VALE produz e comercializa minério de ferro, pelotas, níquel, concentrado de cobre, carvão, bauxita, alumina, alumínio, potássio, caulim, manganês e ferroligas. Do total da venda de minério, a China fica com a maior fatia individual, 31.6%, seguida da Europa e do Brasil, com 19% cada. Sempre com foco no crescimento e diversificação das atividades em mineração, investe em pesquisa mineral e tecnologias voltadas para a melhoria contínua das atividades nos cinco continentes. A empresa possui ainda mais de 10 mil quilômetros de malha ferroviária e 9 terminais portuários próprios. Em 2011 a VALE teve um desempenho financeiro extraordinário, o melhor de todos os tempos. Bateu vários recordes (entre os quais um lucro de R$ 37.8 bilhões), a despeito de um ambiente econômico desafiador. A empresa também informou que os investimentos somaram US$ 18 bilhões, em uma conta que exclui o gasto com aquisições. A VALE gastou ainda US$ 1.4 bilhões com a execução de projetos e pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Você sabia?
Com a missão de transformar recursos minerais em prosperidade e desenvolvimento sustentável, a VALE é a segunda maior mineradora no mundo, líder na produção de minério de ferro e segunda maior produtora de níquel.
O Vale Minas Gerais é o maior mineraleiro do mundo. A embarcação faz parte de uma frota de navios Valemax, uma estratégia da empresa para reduzir a distância entre o Brasil e Ásia. Ao final de 2013, serão 35 navios com capacidade de 400 mil toneladas disponíveis para realizar o transporte de minério de ferro - 19 próprios e 16 fretados pela VALE em contratos de longo prazo.
Em 70 anos a empresa produziu 5 bilhões de toneladas métricas de minério de ferro, montando que daria para construir 375.000 Torres Eiffel.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Newsweek, BusinessWeek e Time), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 23/11/2012

15.1.08

BRANDS EVOLUTION 5

Nesta seção do Blog estarei trazendo constantemente a evolução visual de algumas marcas. Tendências, personalidade, criatividade, conceito, tipologias e os mais variados recursos para embarcarmos em uma verdadeira viagem visual. Recentemente grandes marcas passaram por grandes reformulações visuais como podemos acompanhar nas imagens abaixo.
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