21.2.08

NUTTY BAVARIAN


Seus pequenos carrinhos ou quiosques são identificados à distância pelo inconfundível aroma de amendoins, nozes e amêndoas sendo glaceadas que se espalha por aeroportos, cinemas, shopping centers, zoológicos e estádios. A receita é artesanal, trazida da região da Bavária, na Alemanha. E a marca não poderia ter um nome mais alemão: NUTTY BAVARIAN.

A história
Tudo começou quando os nuts (amêndoas, nozes, amendoins, pistaches, avelãs, castanhas de caju e macadâmias) torrados e glaceados, bastante populares na Alemanha, conquistaram e seduziram o paladar do americano John Mauter durante uma visita à região da Bavária. De volta aos Estados Unidos, John largou seu cargo de diretor em uma multinacional e arriscou tudo na criação da THE NUTTY BAVARIAN, nada mais que um quiosque solitário dentro do parque temático da Universal Studios, localizado na cidade de Orlando na Flórida, em 1989. Originalmente eram produzidas de forma artesanal respeitando a receita original vinda das ruas da Bavária com um exclusivo xarope à base de canela, sem óleo. Poucos anos mais tarde, o ex-presidente americano Bill Clinton provou, gostou e não engasgou. Mais: ao servir aqueles amendoins doces nas recepções da Casa Branca ele nem podia imaginar a força que estava dando ao fornecedor do produto, a THE NUTTY BAVARIAN.


A ideia de John foi comprada em 1994 por um ex-engenheiro da NASA, David Brent, que hoje é o presidente da empresa. Utilizando seus conhecimentos em engenharia, ele desenvolveu uma máquina para torrar o amendoim, que reduziu os custos do processo, que antes dependia de equipamentos caros importados da Alemanha. Assim, baseando-se no custo baixo e na simplicidade de utilização e implantação de seu sistema, a THE NUTTY BAVARIAN cresceu rapidamente espalhando-se por 10 cidades americanas.


Dois anos depois a empresa já possuía mais de 100 pontos de venda. O crescimento acelerado só foi possível graças ao sistema de franquia, que possibilitou a instalação de quiosques e carrinhos em locais de grande circulação, como por exemplo, shopping centers, parques temáticos, arenas esportivas, zoológicos e aeroportos. A empresa chegou ao Brasil nesse mesmo ano pelas mãos de Adriana Auriemo, instalando seu primeiro quiosque na cidade de Campos do Jordão durante a temporada de inverno, e não demorou muito para “tropicalizar” a linha de produtos (desde o teor de açúcar até os tipos de grãos) com castanha-do-pará, amendoim e castanha-de-caju, nativos do Brasil. Adriana, filha de um dos donos dos laboratórios Delboni Auriemo, conheceu a marca em uma viagem de férias ao ir assistir um jogo de basquete do Orlando Magic. Procurou David Brent e disse que queria testar a ideia no Brasil. Ressabiado, o americano topou, mas sob uma condição — se ela não abrisse cinco pontos de venda em cinco anos, perderia a licença. A moça conseguiu um empréstimo com seu pai de US$ 500 mil e não montou cinco, mas 50 quiosques.


Recentemente, todo o sabor e o irresistível aroma das guloseimas glaceadas da NUTTY BAVARIAN, que estavam disponíveis apenas nos tradicionais quiosques, agora podem ser encontrados também nas principais redes varejistas do Brasil, além de cinemas, locadoras, empórios, teatros, eventos, hotéis e lojas de conveniências. A empresa apresentou com absoluto sucesso o Nutty Express, embalagem longa vida com as deliciosas guloseimas. Além disso, a marca criou várias embalagens especiais para presentes (incluindo latas e embalagens que possuem um sistema Zip, permitindo assim que seja facilmente fechada, conservando a crocância e qualidade), infantis (com o personagem NUTINHO e sua turma) e para datas específicas, como Páscoa e Dia dos Namorados. O sucesso mundial da marca é devido ao fato da empresa aplicar o marketing sensorial (entenda-se cheiro, mostrando que o produto está sendo feito na hora, fresquinho e crocante) de forma empírica.


Os aromáticos quiosques
Os quiosques da NUTTY BAVARIAN são carrinhos de dois metros quadrados que necessitam apenas de uma tomada de 220V para funcionar. Este formato apresenta facilidade de locomoção de um ponto ao outro, o que permite experimentar pontos diferentes sem se preocupar com gastos com reformas, decoração e novas instalações. Feitos na hora, em uma máquina elétrica totalmente automatizada, as amêndoas, nozes, amendoins, castanhas de caju e macadâmias são torradas e glaceadas com um xarope a base de canela. Sua venda é feita através de cones de papel ou em latas para presente. Por serem torrados (sem óleo), e não fritos, os produtos são isentos de colesterol, mantendo as proteínas e vitaminas naturais das castanhas, nozes, amêndoas e amendoins.


Ao longo dos anos a NUTTY BAVARIAN foi modernizando seus pontos de venda (quiosques), tornando-os ambientes agradáveis e extremamente modernos. O último modelo de quiosque da marca foi implantado em 2012, representando um antigo armazém.


A mascote
O personagem símbolo da marca se chamava TIO NUTTY até o presidente da empresa, David Brent, não conhecer Adriana Auriemo, responsável pelo ingresso da NUTTY BAVARIAN no Brasil. Devido aos excepcionais resultados da marca no país, como forma de gratidão, o presidente da empresa resolveu rebatizar o personagem de BRUNO, nome do filho mais velho de Adriana. E não parou por aí. O personagem ganhou até uma história: ele teria nascido em 1891 no pequeno vilarejo de Footfurt na região da Bavária.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos, especialmente no Brasil, mas sempre manteve como símbolo central o bigodudo Bruno, um típico bávaro e mascote da NUTTY BAVARIAN. Outra grande alteração ocorreu em relação ao nome que perdeu a palavra THE.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 1989
● Criador: John Mauter
● Sede mundial: Sanford, Flórida
● Proprietário da marca: The Nutty Bavarian, Inc.
● Capital aberto: Não
● Presidente: David Brent
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Quiosques: + 800
● Presença global: + 25 países
● Presença no Brasil: Sim (141 quiosques)
● Maiores mercados: Estados Unidos e Brasil
● Segmento: Doces
● Principais produtos: Amêndoas, amendoins e nozes glaceadas
● Concorrentes diretos: Não possui
● Ícones: O aroma de seus produtos ao serem glaceados

A marca no mundo
Atualmente a NUTTY BAVARIAN possui mais de 800 quiosques, carrinhos e pontos de venda, na sua grande maioria em sistema de franquia, em mais de 25 países distribuídos pela América do Norte, Central, do Sul e algumas regiões do Caribe, localizados em centros de compras, parques temáticos (como por exemplo, Universal Studios, Six Flags, entre outros), aeroportos, zoológicos, arenas esportivas e feiras. Somente no Brasil são mais de 140 pontos de venda em 12 estados.

Você sabia?
66,7% dos consumidores da marca NUTTY BAVARIAN são atraídos pelo cheiro das nozes, avelãs e amêndoas sendo assadas na hora. O estudo mostra que a primeira sensação que vem à cabeça dos consumidores quando elas pensam na marca é o odor adocicado das nozes, avelãs e amêndoas.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 26/1/2013

12.2.08

SAGATIBA

No mundo inteiro, bebe-se cachaça. Não há tradução para o nome da única bebida genuinamente brasileira, que conquistou o planeta com total autenticidade, pura ou na forma de caipirinha. Mas só há pouco tempo, depois de tanta fama e de ter seu nome registrado internacionalmente é que a cachaça começou a ganhar status e uma imagem sofisticada. E a marca SAGATIBA é a de maior expressão internacional com suas campanhas e ações ousadas.

A história
Um dos motivos do nascimento da marca SAGATIBA foi justamente a identificação de uma oportunidade no mercado externo. No Brasil, a cachaça sempre foi amplamente conhecida, diferentemente do que acontecia na Europa e nos Estados Unidos. Lá a caipirinha, geralmente feita com rum e vodca, era conhecida e identificada como uma bebida tipicamente brasileira. Porém, poucos sabiam que a caipirinha tomada no Brasil era feita com cachaça. Dessa oportunidade e do fato da cachaça ser o único destilado com potencial de exportação que ainda não havia explodido surgiu em 2004 a marca SAGATIBA, que inaugurou no Brasil e no exterior a categoria Premium no segmento de cachaça, em um setor acostumado a trabalhar segundo padrões tradicionais há quase 500 anos. O nome da nova cachaça resultou da união do sufixo saga, que na cultura nórdica significa busca, com a palavra tiba da língua indígena tupi, que significa repetidas vezes ou infinita. A cachaça foi lançada no mercado em maio de 2004 pelas mãos do empresário paulista Marcos de Moraes, filho do ex-rei da soja Olacyr de Moraes, que tinha um plano ambicioso. Sua meta era transformar a bebida em um ícone internacional, numa marca que projetasse mundialmente o mais tradicional destilado brasileiro.


A idéia ao criar a marca SAGATIBA era evocar a essência do Brasil contemporâneo e apresentá-la ao resto do mundo com produtos que representassem a evolução na história da cachaça. Uma nova era de qualidade, de pureza excepcional, de leveza e sofisticação ao paladar. Para alcançar a meta, o empresário, uma espécie de empreendedor serial, não poupou esforços. Juntamente com seus sócios, Roberto Biaggi, um dos herdeiros da usina de cana-de-açúcar Santa Elisa, e Lucas Rodas, ele contratou uma agência de publicidade famosa, a Saatchi & Saatchi de Londres, para promover a bebida em revistas badaladas, como as edições inglesas da Vanity Fair e da Esquire, e em bares e restaurantes de grandes capitais européias.


No final deste ano a marca já estava fortemente presente na Inglaterra, Holanda e Itália. O início foi bastante lento no mercado internacional, vendendo quase 100 mil garrafas no exterior. Em 2006, com apenas dois anos no mercado, o volume de vendas da marca cresceu muito e alcançou 800 mil garrafas, sendo metade deste volume destinado principalmente ao mercado europeu. Desde abril deste ano a cachaça passou a ser vendida com exclusividade em todos os 15 navios da rede Princess Cruise ao redor do mundo. Em 2008 a marca lançou novas ações: embalagens promocionais para presente acompanhada de uma versão miniatura da cachaça (50 ml) ou com dois copos, tipo americano, de brinde.


Desde que foi introduzida no mercado a SAGATIBA desempenhou um papel importante na evolução da história da cachaça e de sua imagem no mundo. Unindo inovação tecnológica e modernidade a uma tradição de produção de quase cinco séculos, a empresa desenvolveu o processo de multidestilação, no qual, após a seleção, moagem e fermentação do caldo de cana-de-açúcar, permite que os componentes da bebida sejam separados e controlados individualmente. O resultado é um produto de altíssima qualidade, que concorre com os melhores destilados do mundo. A SAGATIBA em pouco tempo provou, também, que é uma bebida versátil, que vai muito além da caipirinha, e compõe perfeitamente os mais diversos coquetéis. Depois de firmar acordo com a Campari do Brasil para distribuição em todo o território brasileiro e demais países da América do Sul de sua cachaça, em agosto de 2011 a SAGATIBA foi comprada por US$ 26 milhões pela tradicional fabricante italiana, fundada na cidade de Milão em 1860. Com isso, a marca SAGATIBA se fortalece e se torna cada vez mais competitiva no mercado.


As variedades
● A Sagatiba Pura é fabricada através do processo de coluna, sendo multidestilada, o que lhe garante um sabor suave (graduação alcoólica de 38%), aroma agradável e aspecto cristalino, ideal para a preparação da tradicional caipirinha, além de diversos outros coquetéis. O mais famoso é o Wallpaper, feito com SAGATIBA PURA, açúcar de baunilha, maracujá e pimenta dedo de moça. O drinque foi criado pelo embaixador mundial da marca, o mestre da coquetelaria John Gakuru, para a revista britânica Wallpaper. Foi eleito pela revista americana US Weekly a bebida preferida da modelo Gisele Bündchen. Durante todas as etapas da produção, seja nos caminhões, nas tubulações industriais ou nos tanques de armazenamento, o produto entra em contato apenas com revestimentos de aço inox. Outra novidade da SAGATIBA PURA é a adição de água no início da destilação, que conserva a densidade do produto, e não no final como a indústria de cachaça normalmente faz. O sistema de aquecimento da destilação é indireto por vapor, o que mantém as características originais da cana, como o aroma e o sabor. O resultado de todos esses cuidados é um produto premium com nível de qualidade capaz de atender aos mercados e consumidores mais exigentes.
● A Sagatiba Velha é feita de lotes limitados e exclusivos das melhores cachaças artesanais mineiras, destilada em alambiques de cobre e envelhecida lentamente em barris de madeira nobre, por um período mínimo de dois anos. Atualmente, esta produção limitada é destinada a SAGATIBA VELHA ESPLÊNDIDA, que tem graduação alcoólica de 38%, buquê agradável, sabor suave e corpo macio. É ideal para ser apreciada pura ou em combinações que deixem seu sabor em evidência. A SAGATIBA VELHA utiliza-se de um processo onde a cana é moída menos de 24 horas após a colheita e, em seguida, o caldo começa a ser fermentado em contato com o cobre do interior do alambique. O cobre e a lenta destilação são os elementos-chave para o sabor, aroma e corpo final da bebida. O resultado desta técnica é uma cachaça branca que em seguida é armazenada em barris para o envelhecimento. A madeira escolhida para dar cor e sabor à SAGATIBA VELHA foi o carvalho, que, além de possuir certificado de segurança alimentar, já é conhecido pelo paladar do consumidor em geral, uma vez que é o mais utilizado em todo o mundo para o envelhecimento de diversos destilados. No mercado, é possível encontrar também a SAGATIBA VELHA LUXUOSA, uma cachaça dourada, mais encorpada, com aroma frutado e sabor amadeirado. Sua graduação alcoólica é de 40%. É vendida somente no Duty Free dos aeroportos.
● A Sagatiba Preciosa é uma cachaça dourada super premium produzida em edição limitada (apenas 3 mil garrafas) com 42% volume alcoólico. Durante 23 anos descansou em barris de carvalho, trazidos da Europa há um século por Francisco Schmidt, fundador do Engenho Central, a mais antiga destilaria de São Paulo, criada em 1960 na cidade de Ribeirão Preto. A cachaça foi produzida em 1982, e os tonéis foram descobertos em 2004, quando o conteúdo foi filtrado e purificado de acordo com os padrões de qualidade da SAGATIBA, para garantir que as características originais, como o aroma e o sabor, fossem preservados. O lançamento oficial foi no primeiro leilão de Cachaça da história da Christie’s, renomada casa de leilões, em Londres, sendo vendida por €550 a garrafa. A garrafa da SAGATIBA PRECIOSA foi desenvolvida com exclusividade pela Saverglass, de Paris, considerada a mais tradicional e renomada empresa de embalagens de vidros em todo o mundo. Além do Brasil, a cachaça também é distribuída na Alemanha, em Portugal, na Holanda, no Reino Unido e na Austrália.


As ações de marketing
A estratégia de marketing da marca SAGATIBA segue a mesma linha realizada no Brasil: gerar brand awareness e experimentação por meio de eventos e ações diferenciadas para o público-alvo. A SAGATIBA marca presença em eventos descolados como a Semana de Moda de Nova York e na Grécia com ações em locais disputados por moderninhos como Atenas e Mykonos, além de promover degustação em lugares públicos como o aeroporto de Heathrow em Londres. Em 2006 chamou a atenção da mídia nacional e internacional para uma ação realizada em Cannes, que tinha três pilares: cinema, festa e futebol. Durante o festival de cinema, promoveu um jogo de futebol para convidados ilustres com ícones do futebol brasileiro como Raí, Leonardo e Taffarel. Na platéia, vips internacionais e nacionais como Sting e Fernanda Lima. A festa foi a pré-estréia do documentário “Puro Espírito do Brasil”, narrado pelo cantor Seu Jorge, e aconteceu na casa de veraneio de Pierre Cardin. Recepcionados pelo próprio estilista, os quase 800 convidados assistiram a um show de Jorge Benjor e o documentário foi apresentado em vários países pela BBC, CNBC e algumas companhias aéreas. Outra campanha, intitulada “Explica?”, que chamou a atenção seguia uma linha criativa semelhante à anterior “O que é Sagatiba?”, que apresentou o produto ao público. O objetivo é sempre instigar a curiosidade do público com bom humor e de uma maneira completamente inusitada.


Uma das últimas campanhas da marca teve foco global, voltada para mercado internacional. Criada pela agência Almap BBDO, a campanha exibia frutas em uma composição mais psicodélica e focando na garrafa de SAGATIBA PURA e nos drinques e “mixabilidade” do produto. Tudo isso combinado ao design da embalagem, o site da marca na Internet, um aplicativo para Iphone com drinques preparados com o produto, entre outras ações, são criados para modernizar e aproximar a relação entre o público e a cachaça.


A nova campanha da marca, lançada em abril de 2011, utiliza uma linguagem bem humorada, inteligente, irreverente e irônica, trazendo para o consumidor muito da personalidade da SAGATIBA. Com o slogan “Academia Sagatiba de Caipirinha: em prol da caipirinha perfeita”, o filme da campanha traz o universo da caipirinha, que é um patrimônio nacional, e que precisa ser elaborada com perfeição.


Os slogans
Academia Sagatiba de Caipirinha: em prol da caipirinha perfeita. (2011)
Puro espírito do Brasil. (antigo)
A cachaça além da cachaça. (antigo)


Dados corporativos
● Origem:
Brasil
● Lançamento:
2004
● Criador:
Marcos de Moraes
● Sede mundial:
São Paulo, São Paulo
● Proprietário da marca:
Gruppo Campari
● Capital aberto: Não
● CEO:
Bob Kunze-Concewitz
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global:
40 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Maiores mercados:
Brasil, Inglaterra e Alemanha
● Funcionários:
+ 100
● Segmento: Bebidas alcoólicas
● Principais produtos: Cachaças
● Ícones: A garrafa
● Slogan:
Academia Sagatiba de Caipirinha: em prol da caipirinha perfeita.
● Website: www.sagatiba.com.br

A marca no mundo
A cachaça SAGATIBA, produzida na cidade de Patrocínio Paulista, está disponível em mais de 40 mil pontos de venda no Brasil, além de 5.5 mil pontos de venda em aproximadamente 40 países como Reino Unido, Itália, Holanda, Suíça, Noruega, Alemanha, Grécia, Portugal, França, Irlanda, Índia, Taiti (Polinésia Francesa), Estados Unidos, Canadá, Venezuela, Colômbia, Nova Zelândia, Austrália, Uruguai, Chile, Sri Lanka, Maldivas, Singapura, Indonésia, Malásia, Vietnã, Emirados Árabes (Dubai), Dinamarca, Suécia, Espanha e República de Chipre, além das lojas duty free do Reino Unido, da Austrália e do Brasil. Anualmente são vendidas mais de 1.2 milhões de garrafas de SAGATIBA em todo o mundo.

Você sabia?
No Beverage Testing Institute (BTI) de Chicago, um dos mais importantes institutos de análise de bebidas alcoólicas do mundo, a SAGATIBA PRECIOSA foi a única cachaça do mundo a conquistar a medalha de platina da entidade e a integrar sua categoria máxima, a Superlative Category. Ela obteve 96 pontos em uma escala que varia de 0 a 100, sendo 98 a máxima pontuação atingida por um destilado até hoje. A SAGATIBA PURA e a SAGATIBA VELHA receberam medalhas de ouro, com 93 pontos. Vale lembrar, que acima de 90 pontos a bebida é considerada excepcional.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 23/9/2011

6.2.08

JANSPORT


Não existe nenhuma marca que fabrique mochilas com a mesma quantidade de modelos e cores, e tamanha qualidade. Funcionais e modernas elas são encontradas em abundância nas costas de estudantes, empresários, turistas e amantes de esportes ao ar livre, um público “ligado” nas tendências da moda. Por tudo isso, a JANSPORT se transformou na marca de mochilas e malas preferida dos moderninhos e descolados no mundo todo. 

A história 
A marca surgiu da ideia de três jovens hippies: Murray Pletz, sua namorada, Jan Lewis, e seu primo Skip Yowell, que moravam no noroeste do Pacífico e possuíam em comum a paixão pela vida ao ar livre e a adoração por viagens. Juntos, os três fizeram mais de 100 viagens, no auge do movimento hippie, em meados dos anos de 1960. Na primeira, eles percorreram de jipe todo o oeste americano, do Colorado até a Califórnia. Depois, pegaram a estrada em busca de bons lugares para fazer escalada. Foi durante essas aventuras que os três sentiram a necessidade de equipamentos mais apropriados. “Em uma ocasião, queríamos guardar o machadinho que usávamos para escalar e sentimos falta de um bolso lateral na mochila. Outra vez, estávamos em um lugar cheio de neve e o zíper da mochila congelou”, lembra um dos fundadores da empresa. Da necessidade, e com conhecimento de causa, eles foram adaptando e criando equipamentos próprios. Trocaram o zíper de metal por um de plástico, costuraram bolsos com fundos reforçados nas laterais, e criaram uma estrutura de metal revolucionária para a época, que tinha como objetivo envolver a mochila e acomodar mais bagagem.


Murray foi responsável pelo desenvolvimento da estrutura de alumínio para mochilas, com a qual conquistou um concurso de desenho patrocinado pela empresa americana Alcoa, e Jan de uma técnica para costurá-las, além da criação das estampas. Inicialmente a venda de mochilas era um hobby, mas rapidamente se tornou um excelente negócio. Murray prometeu a Jan que se ela se casasse com ele, a empresa chamaria JANSPORT, e assim nasceu essa paixão. As adaptações viraram, de fato, um produto, no verão de 1967, quando os três deixaram a faculdade e desenvolveram o protótipo para ser utilizado por mochileiros, inaugurando uma pequena fábrica na cidade de Seattle, estado de Washington, instalada na sobreloja do negócio do pai de Murray. Rapidamente, a marca ficou conhecida pelas criações que evocavam a funcionalidade, o design simples e a durabilidade, elementos chave que acompanham a JANSPORT desde seus primórdios. Inicialmente a nova empresa vendia mochilas para aventureiros e alpinistas que iam à região de Seattle. Além de mochilas para alpinismo e esqui, um revendedor próximo ao campus da Universidade de Washington contribuiu muito para a popularização das vantagens das mochilas JANSPORT no clima úmido da cidade, mantendo secos os livros e cadernos dos estudantes. O casamento acabou em divórcio em 1970 e Pletz abandonou a empresa, deixando-a a cargo da sua ex-mulher e do seu primo.


Em 1972 a empresa foi vendida à K2 CORPORATION, uma fabricante de materiais para esportes de inverno. O sucesso da marca, em virtude da versatilidade das mochilas, veio em 1973 quando elas foram solicitadas para o filme “Travessia para o Futuro” (em inglês “Idaho Transfer”), uma aventura dirigida por Peter Fonda. Para isso, os criadores se inspiraram no filme “Easy Rider” e produziram a mochila do Capitão América com as cores da bandeira dos Estados Unidos. A ideia foi um avassalador sucesso e virou mania principalmente entre as crianças da época, que a usavam para ir à escola. Pouco tempo depois, em 1975, a JANSPORT lançou a primeira mochila para uso comercial (conhecida como daypack). O modelo fez enorme sucesso entre os estudantes que as utilizavam para transportar inúmeros livros e materiais escolares. O modelo SuperBreak (confeccionado em poliéster, é leve e resistente, podendo guardar de pequenos a grandes objetos facilmente com total organização), lançado no mercado em 1979, é o mais tradicional da marca e até hoje é o número um em vendas nos Estados Unidos. Em 1985 a marca comemorou duas grandes conquistas: um milhão de mochilas daypack vendidas e US$ 25 milhões de faturamento.


Depois de passar por muitas mãos, em 1986, a empresa foi adquirida pela VF Corporation, proprietária de marcas famosas como Timberland, The North Face, Wrangler e Lee. Na década de 1990 as vendas explodiram e a marca se tornou líder do mercado americano, principalmente ao desenvolver tecnologias inovadoras no segmento, como as mochilas impermeáveis em 1996; compartimentos nas mochilas para carregar CD e laptop em 1997; mochilas especialmente desenvolvidas para a prática de esportes como esqui; e mochilas transparentes para alunos de universidades e escolas em virtude da onda de atentados a tiro nestas instituições, evitando ou facilitando assim as revistas. A partir de 2002, a linha de produtos foi diversificada com o lançamento de pequenas malas com rodinhas, bolsas de ombros e bolsas para homens (conhecidas como crossover packs). Além disso, suas estampas, invariavelmente criativas e coloridas, conquistaram milhares de consumidores de outros países. Na América Latina a marca americana iniciou suas atividades somente em 2006. Hoje em dia, a JANSPORT sempre inova e cria produtos funcionais que atendam aos diversos estilos, necessidades e que possam inspirá-lo pela vida.


As mochilas 
Um dos carros chefe da linha de produtos da marca é o tradicional modelo Right Pack, que possui as costas completamente acolchoadas e couro de camurça para uma maior durabilidade contra desgastes; há também a Air Shell, que possui compartimento exclusivo para Laptop; a Air Vital, com as alças air lift, sistema de suspensão que alivia o peso carregado em até 50%; a linha All Terra com mochilas extremamente resistentes e perfeitas para pessoas que curtem de aventuras e praticidade; e ainda a mala de rodinhas Hampton, com alças que permitem que o produto vire uma mochila.


As tecnologias 
A tecnologia é um dos pontos fortes da marca e a grande preocupação da JANSPORT para desenvolver cada produto pensando no dia a dia das pessoas, incorporando praticidade e conforto às suas vidas. Algumas das tecnologias desenvolvidas pela marca se tornaram referência para o mercado: 
Airlift Exos 
Um tipo de exoesqueleto em combinação com as alças de suspensão EXO-Flight que proporciona um perfeito apoio para a mochila. Essa tecnologia foi desenvolvida em 1999. 
Low-Jack Áudio 
Compartimento nas alças para suporte de tocadores de música digital. 
Airlift 2.1 
“Gelastic Gellycomb” posicionadas estrategicamente para proporcionar muito mais conforto. 
Infusion 
Proteções de borracha nas mochilas. 
Laptop Compartment 
Compartimentos desenvolvidos especialmente para transporte de laptop. 
ShockShield 
Combinação de espuma e polímeros que absorvem impacto para uma dupla proteção. 
Wheeled 
Produtos equipados com rodinhas de 80 mm, com tração e ótima estabilidade. 
Digi Pod 
Compartimento interior especialmente desenvolvido para abrigar com segurança câmeras digitais, mp3 players ou outros equipamentos eletrônicos. 
Water Tower Technology 
Reservatório de água desenvolvido para proporcionar um fluxo perfeito do líquido. Possui um tubo de conexão flexível e prático. 
Hydro Dynamic Technology 
Sistema de hidratação com uma grande abertura (63 mm), giro de 360º e válvula com Nirvana Moutpiece. 
Interchangable Straps 
Alças que podem ser alteradas para personalizar as mochilas. 
Ball Bag 
Compartimento extra que pode ser acoplado à mochila trazendo mais espaço para acomodar materiais esportivos. 
Drop Zone 
Espaço extra que desaparece quando não é necessário. 
Women’s Fit 
Produtos especialmente desenvolvidos para as mulheres e suas formas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. O logotipo atual é a representação da etiqueta presente em todos os seus produtos.


Os slogans 
Discover Freedom. 
Jansport goes wherever life takes you. 
Whatever It Is, Everyone’s Got One. 
What’s Your Outdoors?


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1967 
● Fundador: Jan Lewis, Murray Pletz e Skip Yowell 
● Sede mundial: Alameda, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Jansport, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da VF Corporation) 
● CEO: Steve Rendle 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Acessórios esportivos 
● Principais produtos: Mochilas, bolsas e malas 
● Concorrentes diretos: Oakley, Eastpak, High Sierra, Victorinox, Kipling, Ogio, Nike e Adidas 
● Ícones: O modelo de mochila daypack 
● Slogan: Discover freedom. 
● Website: www.jansport.com.br 

A marca no mundo 
A JANSPORT está presente em mais de 60 países da Europa, Ásia e América Latina, vendendo anualmente mais de 11 milhões de mochilas, bolsas e malas e alcançando um faturamento estimado de US$ 1 bilhão. O maior mercado da marca é os Estados Unidos, onde a empresa é líder absoluta. Juntamente com a The North Face e a Eastpak, marcas que também pertence à VF Corporation, a JANSPORT é responsável por 55% das vendas de mochilas no mercado americano. 

Você sabia? 
Skip Yowell descreve sua trajetória e dos sócios no livro The Hippie Guide to Climbing the Corporate Ladder & Other Mountains, lançado em 2006 nos Estados Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/3/2017

31.1.08

H&M


Quem gosta de design e moda, em suas viagens ao exterior, quer seja pela Europa ou América do Norte, não deixa de dar uma passadinha em uma das lojas da rede H&M, amada e idolatrada pelos moderninhos atuais. Suas lojas, amplas e modernas, vendem peças com design original a preços irresistíveis e mais ainda, a marca sueca consegue traduzir para as ruas o que é tendência nas passarelas. Além disso, a H&M é responsável por grandes histerias no mundo da moda através do lançamento de coleções em parcerias com grifes, estilistas e celebridades. 

A história 
A H&M foi fundada em 1947 na cidade de Västerås, localizada a 100 quilômetros de Estocolmo na Suécia, por Erling Persson, que interessado em vender moda a preços baixos, abriu uma pequena loja somente de roupas feminina chamada Hennes (que em sueco significa “delas”). O modesto negócio foi inspirado nas tradicionais lojas de departamento americanas da época, com as quais ele ficara encantando durante uma viagem a Nova York. A filosofia principal da empresa era oferecer moda e qualidade a preços acessíveis. Em 1952 foi inaugurada sua primeira loja na cidade de Estocolmo. Já a primeira loja internacional foi inaugurada somente em 1964 na Noruega, seguida três anos depois por uma nova unidade na Dinamarca. Em 1968 a empresa incorporou uma pequena rede de lojas masculina de roupas e acessórios para caça chamada Mauritz Widforss e passou a se chamar oficialmente Hennes & Mauritz, que mais tarde seria conhecida apenas pela sigla H&M. Como os estoques da loja vieram juntos, a rede começou também a vender roupas masculinas, e dois anos mais tarde introduziu uma linha de roupas para crianças. Nos anos seguintes a rede de lojas se expandiu pelo norte da Europa, especialmente pelos países nórdicos.


A década de 1970 foi recheada de novidades: lançamento de uma linha de cosméticos (1975), inauguração da primeira loja no Reino Unido (1976), lançamento de roupas e acessórios para adolescentes (1976) e a introdução de uma linha de roupas para bebês (1978). A próxima década foi marcada por inaugurações de lojas em grandes mercados europeus como Alemanha (1980) e Holanda (1989). Nos anos de 1990 a empresa iniciou um forte período de expansão, inaugurando suas primeiras lojas na Bélgica (1992), Áustria (1994) e França (1998), além de consolidar posição em seus antigos mercados. Em 1998 a rede ganhou mais um canal de vendas com o lançamento de seu comércio eletrônico, que hoje está disponível em mais de 10 mercados mundiais. No ano 2000, a varejista ingressou no mercado espanhol e americano (sua principal loja fica localizada na badalada esquina da 5ª Avenida), ambos com grande êxito comercial. A H&M inaugurou sua primeira loja em solo canadense no ano de 2004. Pouco depois, em 2006, inaugurou sua primeira loja no Oriente Médio (Dubai), seguida por uma unidade no Kuwait, também iniciando o sistema de franquia, impulsionando ainda mais seu processo de expansão global. Em 2007 a rede lançou uma linha de calçados, expandindo ainda mais seu portfólio.


A profunda crise econômica que abalou o mercado mundial pareceu ter chegado como uma espécie de benção para a H&M. Nenhuma das grandes varejistas de roupas atravessou tão bem a grave crise quanto à rede sueca. Em 2008 a H&M obteve o melhor resultado em toda sua história, além de inaugurar sua primeira unidade em solo japonês. E a sede de crescimento parecia não ter limites: em 2009 a rede inaugurou 225 novas unidades pelo mundo. Ainda neste ano, a H&M iniciou a venda de móveis, inicialmente somente através de catálogos na internet, em países como Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca e Alemanha.


Após ingressar em importantes mercados, como a Rússia e a China, em 2010, a H&M, um exemplo de sucesso no varejo com as suas rápidas mudanças de coleção e interpretações (cópias) de peças dos grandes estilistas, inaugurou suas primeiras lojas em Israel (nas cidades de Tel Aviv e Jerusalém), além de abrir a primeira loja H&M HOME fora da Suécia, que oferece uma vasta gama de objetos de decoração e móveis; e uma linha de cosmético orgânico, composta por gel de banho, esfoliante, loção corporal, creme para as mãos e protetor labial. A linha orgânica foi um passo natural, visto que a H&M já trabalhava com algodão orgânico há anos e os clientes cada vez mais se identificam com produtos mais ecológicos.


No final deste ano, em dezembro, a rede inaugurou sua maior unidade no mundo na cidade de Las Vegas, localizada no The Forum Shops do Hotel Caesars Palace, com 5.000 m² de área, divididos em três andares. Em 2011, provando ser uma rede democrática que visa atender a todos os públicos, a H&M lançou a linha “Big is Beautiful” (“Grande é Bonito”), apelidada de “Bib”. As roupas têm numeração que começam a partir do tamanho 50 e visam atender as mulheres mais curvilíneas. No ano seguinte a rede deu continuidade ao seu ambicioso plano de expansão internacional ao inaugurar uma loja no México e, em 2013, abrir sua primeira loja na América do Sul, localizada em Santiago, capital do Chile, onde 2.500 pessoas ficaram mais de 12 horas na fila esperando a estreia da loja. Com isso, os rumores de sua entrada no mercado brasileiro são cada vez mais fortes, com inauguração de uma loja já em 2014. Ao contrário da percepção popular de como as marcas de fast-fashion fazem negócios, a H&M foi eleita a Empresa Mais Ética do Mundo em 2014. O prêmio foi entregue pelo Instituto Ethisphere, um grupo de pesquisa independente que promove as melhores práticas na ética empresarial e governamental.


O design 
A H&M tem uma ampla gama de produtos que se divide em coleções para mulher, homem, jovens, criança e cosméticos que são renovados constantemente. A rede de varejo não fabrica uma só peça – produz tudo em mais de 900 fornecedores terceirizados, na própria Europa e na Ásia, onde concentra 80% da fabricação de seus produtos. Em contrapartida, toda concepção e desenho de seus produtos estão concentrados no escritório central da empresa, uma casa modesta na cidade de Estocolmo. Lá, em uma chamada Sala Branca, as coleções são criadas por uma equipe de 160 designers que se dedicam a transportar para roupas e acessórios as tendências que detectam nas ruas, nas passarelas, em shows de música e na televisão. Tudo chefiado pela badalada estilista e diretora criativa Margareta Van Den Bosch, um dos nomes apontados pelo enorme sucesso da marca sueca. As coleções são planejadas com bastante antecedência, mas a capacidade de colocar coisas novas nas lojas é impressionante: do computador à arara, uma peça, em situações de emergência, não leva mais que vinte dias.


Nos últimos anos a H&M tem conseguido se aproximar de estilistas e personalidades extremamente influentes no universo da moda através de parcerias para colaborações exclusivas e únicas. Karl Lagerfeld (2004), Stella McCartney (2005), Viktor & Rolf (2006), Roberto Cavalli (2007), Jimmy Choo (2009), Lanvin (2010), Donatella Versace (2011), Martin Margiela (2012) e Isabel Marant (2013) são alguns dos nomes que trabalharam com a empresa nestas colaborações. O lançamento dessas coleções causam verdadeira correria e euforia em suas lojas, quer seja em uma esquina de Oxford Circus, região central de Londres, ou na esquina da 5ª Avenida com a Rua 51, em Nova York, quando dezenas de mulheres resistem à temperatura de 7 graus e à chuva fina para comprar por preços irrisórios peças assinadas por grandes nomes do mundo da moda. Outra inovação ocorreu em março de 2007 quando H&M lançou uma linha completa de roupa e acessórios desenhada pela cantora Madonna em colaboração com Margareta van den Bosch. A coleção chamada “M by Madonna” foi um reflexo do estilo intemporal, único e glamoroso da cantora, que também emprestou sua imagem para uma enorme campanha publicitária da rede.


Propagandas que fizeram história 
As campanhas de marketing da H&M ficaram famosas nos anos de 1990, graças à imagem de atrizes e celebridades como Geena Davis, Bridget Fonda e modelos como Gisele Bündchen e Claudia Schiffer. Em 2014 foi a vez da estonteante modelo Miranda Kerr protagonizar anúncios para a marca. A brasileira Isabeli Fontana foi a estrela da coleção de inverno em 2013; Amber Valetta foi a musa da publicidade de uma coleção feita com materiais sustentáveis; e a francesa Laetitia Casta já promoveu a linha de lingerie. Mas nem só de famosas modelos vivem as campanhas da H&M: Madonna já protagonizou campanhas em 2006; a cantora australiana de corpo invejável, Kylie Minogue, se tornou o rosto da campanha da linha de praia; o jogador David estrelou em 2012 a campanha de lançamento de uma linha própria de cuecas em parceria com a marca sueca; a cantora Lana Del Rey trabalhou como garota-propaganda da marca em 2012; e a musa Beyoncé estrelou em 2013 uma campanha para a linha praia.


Para entender um pouco o poder da empresa sueca, em fevereiro de 2011, a primeira-dama americana Michelle Obama apareceu em um programa matutino com um vestido da H&M de míseros US$ 34, que todos queriam saber de qual grife era. Artistas como Beyoncé e Natalie Portman, fãs da marca, já foram fotografadas com as versáteis peças da grife sueca.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Depois de assumir definitivamente o nome H&M, cujo objetivo era simplificar a percepção da marca em um mercado global, a H&M adotou a cor vermelha. Mais recentemente a marca alterou levemente seu logotipo. As principais mudanças ocorreram na tipografia do & (que ficou mais fino), na letra H (que foi afinada e alongada para acompanhar o M) e na letra M (cujas bordas ficaram mais uniformes).


As diferenças, que para muitos passaram despercebidas, podem ser melhores visualizadas na imagem abaixo (clique para ampliar).


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Fundação: 1947 
● Fundador: Erling Persson 
● Sede mundial: Estocolmo, Suécia 
● Proprietário da marca: Hennes & Mauritz AB Company 
● Capital aberto: Sim (1974) 
● Chairman: Stefan Persson 
● CEO: Karl-Johan Persson 
● Diretora criativa: Margareta Van Den Bosch 
● Faturamento: US$ 19.1 bilhões (2013) 
● Lucro: US$ 2.55 bilhões (2013) 
● Valor de mercado: US$ 75 bilhões (julho/2014) 
● Valor da marca: US$ 18.168 bilhões (2013) 
● Lojas: 2.513 
● Presença global: 54 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Maiores mercados: Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, Suécia e França 
● Funcionários: 116.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, cosméticos e móveis 
● Concorrentes diretos: Zara, Topshop, C&A, GAP e Forever 21 
● Ícones: A tendência atual de suas roupas e acessórios 
● Slogan: Fashion available for everybody. 
● Website: www.hm.com 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca H&M está avaliada em US$ 18.168 bilhões, ocupando a posição de número 21 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. 

A marca no mundo 
A H&M, segunda maior empresa de vestuário do mundo (atrás apenas da espanhola Zara), está presente em 54 países com mais de 2.500 lojas, tendo na Alemanha seu maior mercado, gerando 25% de suas receitas anuais (que em 2013 superaram US$ 19 bilhões). Atualmente, mais da metade de seu faturamento vem de suas lojas localizadas no exterior. Após a Alemanha (onde estão localizadas mais de 390 lojas), os maiores mercados da marca são Estados Unidos (+ 310 lojas) e Inglaterra (213 unidades). A rede também conta com outros dois importantes canais de vendas: internet e catálogo. A empresa inaugura mais de 200 novas lojas por ano, isto equivale quase a uma rede Marisa inteira. 

Você Sabia? 
A H&M é controlada pela família do atual chairman Stefan Persson (filho bilionário do fundador da empresa). 
A empresa também é proprietária das marcas COS (moda mais minimalista), & Other Stories (moda mais sofisticada), Monki, Weekday, Cheap Monday e H&M Home. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites de moda (PureTrend), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 3/7/2014

30.1.08

STEINWAY & SONS

Para os amantes da música, requinte e som de altíssima qualidade, um instrumento como o piano, já nobre por si só - produzido como uma jóia cuidadosamente elaborada tanto acústica como visualmente - traz consigo como valor agregado a magia e o privilégio de deliciar os sentidos. Tanto para quem toca, como para quem ouve. Por isso, há mais de um século, os maiores pianistas do mundo preferem expressar seu talento musical tocando os pianos STEINWAY & SONS. Essa lista inclui os gigantes da música clássica, popular e do jazz, homens e mulheres que moldaram a música universal.

A história
Quando o imigrante alemão Heinrich Engelhart Steinway, mestre marceneiro especializado em armários, fundou a empresa em um galpão alugado na Rua Varick em Manhattan, Nova York, no dia 5 de março 1853, ele já tinha fabricado 482 pianos, desde seu primeiro em 1836, produzido de forma precária na cozinha de sua casa em Seesen na Alemanha, e hoje caçados compulsivamente pelos colecionadores. Em virtude do preconceito contra os alemães, a pequena empresa foi batizada de STEINWAY & SONS. O primeiro piano produzido pela empresa, na verdade o de número 483, foi vendido para uma família americana de nome Griswold por US$ 500 e agora faz parte do acervo do renomado Metropolitan Museum of Art de Nova York. Desde oinício, o patriarca Henry impôs uma regra: os pianos seriam feitos artesanalmente, sem pressa e com as melhores matérias-primas encontradas no mercado, pois cada um deveria estar à altura dos maiores músicos, mesmo que fossem comprados por iniciantes. Os projetos revolucionários e o acabamento excepcional da STEINWAY tiveram logo seu merecido reconhecimento. A partir de 1855 os pianos da marca receberam medalhas de ouro em várias exposições nos Estados Unidos e também na Europa. O primeiro instrumento de cauda foi vendido em 1856. A partir de então, baseado em teorias científicas emergentes, ele desenvolveu o piano moderno.


Durante os 40 anos seguintes Henry Steinway, juntamente com seus filhos, desenvolveu o piano moderno; a metade das 114 patentes da empresa foi desenvolvida durante aquele período. Muitas dessas invenções eram baseadas em pesquisas científicas emergentes, tais como as de teoria acústica do famoso físico Hermann Von Helmholtz. Em 1866, a empresa abriu sua primeira loja de varejo na 14th Street em Manhattan, onde havia uma sala de concertos para duas mil pessoas, que por 25 anos tornou-se o centro artístico principal de Nova York, até a fundação do Carnegie Hall em 1891. Recebeu o reconhecimento internacional na Exposição de Paris com a prestigiosa medalha Grand Gold Medal of Honor, em 1867, pela qualidade de seus projetos e de sua fabricação, sendo a primeira empresa americana na história a receber tal prêmio. Os pianos STEINWAY logo se tornaram os instrumentos preferidos pelos membros da realeza e conquistaram o respeito e admiração dos maiores pianistas do mundo. A empresa mudou-se para o Steinway Village, no Queens, Nova York, onde construiu uma cidade própria, que possuía além da fábrica e fundição, casas para os funcionários, escolas, bibliotecas, correio próprio, banhos públicos, parques e uma estrada de ferro.


Com o falecimento do patriarca Henry em 1871, os filhos C.F. Theodore e William assumiram o comando da empresa. Theodore, talentoso pianista, ficou responsável pela parte técnica da fabricação dos pianos e conquistou 41 patentes para a empresa, sendo uma em 1875, pelo moderno piano de cauda concerto. Nesse mesmo ano, William inaugurou um showroom em Londres. Cinco anos mais tarde entrou em funcionamento a fábrica de Hamburgo na Alemanha e foi inaugurada a STEINWAY HAUS, loja varejista na mesma cidade; outra loja foi aberta em Berlim em 1909. Em 1972, depois de anos de batalha entre várias gerações da família Steinway, a empresa foi vendida para a CBS, que em 1995 vendeu novamente a empresa, depois de seguidos anos de prejuízos, para a Selmer, comandada por um grupo de investidores. Em 2003, para celebrar os 150 anos da mais prestigiada fabricante de pianos do mundo, a empresa chamou o estilista Karl Lagerfeld para emprestar seu talento artístico ao instrumento. O instrumento, assinado pelo famoso estilista, era todo em laca preta por fora e vermelha por dentro, e o design retangular das pernas e da caixa de música era o toque de classe de Karl. O valor do instrumento girava em torno de US$ 100 mil.


Recentemente, em 2007, a empresa construiu uma verdadeira obra-prima para os ouvidos mais exigentes. Trata-se do Model D. Construído com a colaboração de Peter Lyngdorf (um dos mais famosos engenheiros da atualidade), suas caixas têm aproximadamente 2 metros e 15 centímetros de altura e levam 400 kg de alumínio na composição (um pouquinho mais que um Audi A8). A unidade central é equipada com um CD player e um centro de equalização. Os amplificadores são individuais para cada falante - cada torre tem 4 woofers de fibra de carbono de 12", 2 médios de 5" e 1 tweeter heil ribbon. O acabamento é laqueado, em preto, feito em Hamburgo, com detalhes em bronze (iguais aos dos pianos serie D, feitos no mesmo local). A central de equalização up-convert realiza todas as análises do ambiente e regula o equipamento inteiro. O resultado? A serie D da STEINWAY é a principal referencia de qualidade em pianos para salas de concerto. O estéreo recebeu o mesmo nome porque não seria lançado enquanto não se atingisse a mesma qualidade - o som de um piano D emitido pelo equipamento ou tocado ao vivo em um teatro perfeito teria que ser idêntico. O preço começa em US$ 150.000.


Em 2010, a marca americana apostou em uma grande jogada de marketing ao se associar a alemã BMW, que criou uma edição especial do Série 7, chamada de Composition. A união das empresas resultou na produção de um carro potente, mas extremamente delicado e elegante. O interior foi decorado em couro merino (preto ou branco, para contrastar o exterior), que remetem ao teclado do piano; todos os acessórios e adereços do modelo receberam um bordado exclusivo com o logo da STEINWAY & SONS. A empresa costuma usar uma frase para descrever seus excepcionais e impecáveis instrumentos: “Por mais de 150 anos, a STEINWAY & SONS tem feito os mais refinados pianos do mundo – e inspirado os artistas que os fazem cantar”. Isto pode ser observado pela absoluta hegemonia dos pianos da marca nos grandes concertos e principais conservatórios de música do mundo inteiro.


Os artistas
Hoje em dia “STEINWAY ARTIST” é o título de mais de 95% dos grandes pianistas em atividade (cerca de 1.600), entre os quais Harry Connick Jr, Michel Legrand, Diana Krall, Evgeny Kissin e Krystian Zimerman, assim como conjuntos de música de câmara do mundo todo. Cada um deles possui o seu piano e escolhe se apresentar tocando um legítimo piano STEINWAY & SONS, sem qualquer contrato ou acordo de propaganda entre o pianista e a marca. Nenhum deles faz propaganda da STEINWAY & SONS.


A produção
Apesar de todo avanço tecnológico, a empresa continua com a fabricação artesanal de seu produto. A única modernização é um programa que permite o recorte da tampa do instrumento. O processo de fabricação de um instrumento leva geralmente de 10 a 12 meses, além do tempo que a madeira leva para ser maturada. O cliente pode ainda encomendar o tipo de madeira (Ébano, Rosewood, Mogno ou Nogueira) e acabamento, sendo que a produção de um piano de luxo pode chegar a aproximadamente US$ 500 mil, dependendo do que o consumidor deseja. Devido à produção limitada, um piano de cauda preto, por exemplo, tem previsão de entrega para fevereiro de 2013. O processo artesanal mantido até hoje garante sua preferência entre grandes nomes mundiais da arte.


Antes de chegar ao palco cada piano STEINWAY nasce em sua grande maioria na histórica fábrica localizada no bairro de Queens, na cidade de Nova York. São ao todo mais de 12 mil as peças que compõem um único piano. E cada instrumento é talhado à mão como se fazia em 1870. Hoje em dia, 400 artistas provenientes de 25 países trabalham ali. São jamaicanos, croatas, bósnios, naturais da Guiana, da Ucrânia e, claro operários americanos ligados à arte de fabricar pianos, talhando-os a partir de madeiras selecionadas, dando-lhes forma, implantando-lhes os mecanismos, as teclas, as cordas, criando cada instrumento com uma identidade única, porque a empresa não fabrica dois pianos exatamente iguais, muito embora o som que cada um deles produza tenha a qualidade que os tornou famosos em todo o mundo.


O investimento
Um piano STEINWAY é além de tudo um bom investimento. Um bem cujo valor cresce ao longo do tempo e é passado, com orgulho, de uma geração a outra. A valorização de um Steinway Grand Concert pode alcançar 200%. Um recorde impressionante. Feita uma observação de algumas décadas, o proprietário de um STEINWAY pode ver o valor de varejo de seu instrumento crescer 4.3 vezes do preço original. Hoje, o proprietário recebe um termo de garantia com validade de dez anos, de que o instrumento será aceito pelo mesmo valor adquirido na troca por um piano de cauda novo. Outra exclusividade da marca.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
5 de março de 1853
● Fundador:
Henry Engelhart Steinway
● Sede mundial: Long Island, New York e Hamburgo, Alemanha
● Proprietário da marca:
Steinway Musical Instruments Inc.
● Capital aberto: Sim
● Chairman: Michael Sweeney
● Presidente:
Thomas Kurrer
● Faturamento: US$ 318.1 milhões (2010)
● Lucro: US$ 7.9 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 322 milhões (janeiro/2012)
● Fábricas:
2
● Presença global:
100 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 1.680
● Segmento:
Instrumentos musicais
● Principais produtos:
Pianos
● Principais concorrentes:
Bösendorfer, Bechstein e Fazioli
● Ícones:
Seus tradicionais e impecáveis pianos
● Slogan:
The Instrument of the Immortals.
● Website: www.steinway.com

A marca no mundo
Hoje são fabricados aproximadamente quatro mil pianos STEINWAY (de cauda e vertical) por ano. A empresa vende seus produtos em mais de 200 revendedores independentes cuidadosamente selecionados e 12 showroons localizados nos Estados Unidos e na Europa. A empresa ainda é proprietária das marcas BOSTON (pianos de alta qualidade e preço mais acessíveis) e ESSEX (pianos mais acessíveis).

Você sabia?
Na América do Norte a empresa mantém o exclusivo “banco de pianos”, único no mundo, com mais de trezentos pianos de cauda distribuídos entre os representantes do continente, sempre preparados dentro dos padrões STEINWAY de afinação e regulagem, que ficam à disposição para concertos e recitais. No STEINWAY HALL de Nova York (localizado no número 109 W da 57th St. em Manhattan) fica o famoso “basement” (porão), quartel-general desse banco de pianos, onde os artistas escolhem o instrumento que será utilizado para as suas apresentações.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 19/1/2012