30.1.08

STEINWAY & SONS

Para os amantes da música, requinte e som de altíssima qualidade, um instrumento como o piano, já nobre por si só - produzido como uma jóia cuidadosamente elaborada tanto acústica como visualmente - traz consigo como valor agregado a magia e o privilégio de deliciar os sentidos. Tanto para quem toca, como para quem ouve. Por isso, há mais de um século, os maiores pianistas do mundo preferem expressar seu talento musical tocando os pianos STEINWAY & SONS. Essa lista inclui os gigantes da música clássica, popular e do jazz, homens e mulheres que moldaram a música universal.

A história
Quando o imigrante alemão Heinrich Engelhart Steinway, mestre marceneiro especializado em armários, fundou a empresa em um galpão alugado na Rua Varick em Manhattan, Nova York, no dia 5 de março 1853, ele já tinha fabricado 482 pianos, desde seu primeiro em 1836, produzido de forma precária na cozinha de sua casa em Seesen na Alemanha, e hoje caçados compulsivamente pelos colecionadores. Em virtude do preconceito contra os alemães, a pequena empresa foi batizada de STEINWAY & SONS. O primeiro piano produzido pela empresa, na verdade o de número 483, foi vendido para uma família americana de nome Griswold por US$ 500 e agora faz parte do acervo do renomado Metropolitan Museum of Art de Nova York. Desde oinício, o patriarca Henry impôs uma regra: os pianos seriam feitos artesanalmente, sem pressa e com as melhores matérias-primas encontradas no mercado, pois cada um deveria estar à altura dos maiores músicos, mesmo que fossem comprados por iniciantes. Os projetos revolucionários e o acabamento excepcional da STEINWAY tiveram logo seu merecido reconhecimento. A partir de 1855 os pianos da marca receberam medalhas de ouro em várias exposições nos Estados Unidos e também na Europa. O primeiro instrumento de cauda foi vendido em 1856. A partir de então, baseado em teorias científicas emergentes, ele desenvolveu o piano moderno.


Durante os 40 anos seguintes Henry Steinway, juntamente com seus filhos, desenvolveu o piano moderno; a metade das 114 patentes da empresa foi desenvolvida durante aquele período. Muitas dessas invenções eram baseadas em pesquisas científicas emergentes, tais como as de teoria acústica do famoso físico Hermann Von Helmholtz. Em 1866, a empresa abriu sua primeira loja de varejo na 14th Street em Manhattan, onde havia uma sala de concertos para duas mil pessoas, que por 25 anos tornou-se o centro artístico principal de Nova York, até a fundação do Carnegie Hall em 1891. Recebeu o reconhecimento internacional na Exposição de Paris com a prestigiosa medalha Grand Gold Medal of Honor, em 1867, pela qualidade de seus projetos e de sua fabricação, sendo a primeira empresa americana na história a receber tal prêmio. Os pianos STEINWAY logo se tornaram os instrumentos preferidos pelos membros da realeza e conquistaram o respeito e admiração dos maiores pianistas do mundo. A empresa mudou-se para o Steinway Village, no Queens, Nova York, onde construiu uma cidade própria, que possuía além da fábrica e fundição, casas para os funcionários, escolas, bibliotecas, correio próprio, banhos públicos, parques e uma estrada de ferro.


Com o falecimento do patriarca Henry em 1871, os filhos C.F. Theodore e William assumiram o comando da empresa. Theodore, talentoso pianista, ficou responsável pela parte técnica da fabricação dos pianos e conquistou 41 patentes para a empresa, sendo uma em 1875, pelo moderno piano de cauda concerto. Nesse mesmo ano, William inaugurou um showroom em Londres. Cinco anos mais tarde entrou em funcionamento a fábrica de Hamburgo na Alemanha e foi inaugurada a STEINWAY HAUS, loja varejista na mesma cidade; outra loja foi aberta em Berlim em 1909. Em 1972, depois de anos de batalha entre várias gerações da família Steinway, a empresa foi vendida para a CBS, que em 1995 vendeu novamente a empresa, depois de seguidos anos de prejuízos, para a Selmer, comandada por um grupo de investidores. Em 2003, para celebrar os 150 anos da mais prestigiada fabricante de pianos do mundo, a empresa chamou o estilista Karl Lagerfeld para emprestar seu talento artístico ao instrumento. O instrumento, assinado pelo famoso estilista, era todo em laca preta por fora e vermelha por dentro, e o design retangular das pernas e da caixa de música era o toque de classe de Karl. O valor do instrumento girava em torno de US$ 100 mil.


Recentemente, em 2007, a empresa construiu uma verdadeira obra-prima para os ouvidos mais exigentes. Trata-se do Model D. Construído com a colaboração de Peter Lyngdorf (um dos mais famosos engenheiros da atualidade), suas caixas têm aproximadamente 2 metros e 15 centímetros de altura e levam 400 kg de alumínio na composição (um pouquinho mais que um Audi A8). A unidade central é equipada com um CD player e um centro de equalização. Os amplificadores são individuais para cada falante - cada torre tem 4 woofers de fibra de carbono de 12", 2 médios de 5" e 1 tweeter heil ribbon. O acabamento é laqueado, em preto, feito em Hamburgo, com detalhes em bronze (iguais aos dos pianos serie D, feitos no mesmo local). A central de equalização up-convert realiza todas as análises do ambiente e regula o equipamento inteiro. O resultado? A serie D da STEINWAY é a principal referencia de qualidade em pianos para salas de concerto. O estéreo recebeu o mesmo nome porque não seria lançado enquanto não se atingisse a mesma qualidade - o som de um piano D emitido pelo equipamento ou tocado ao vivo em um teatro perfeito teria que ser idêntico. O preço começa em US$ 150.000.


Em 2010, a marca americana apostou em uma grande jogada de marketing ao se associar a alemã BMW, que criou uma edição especial do Série 7, chamada de Composition. A união das empresas resultou na produção de um carro potente, mas extremamente delicado e elegante. O interior foi decorado em couro merino (preto ou branco, para contrastar o exterior), que remetem ao teclado do piano; todos os acessórios e adereços do modelo receberam um bordado exclusivo com o logo da STEINWAY & SONS. A empresa costuma usar uma frase para descrever seus excepcionais e impecáveis instrumentos: “Por mais de 150 anos, a STEINWAY & SONS tem feito os mais refinados pianos do mundo – e inspirado os artistas que os fazem cantar”. Isto pode ser observado pela absoluta hegemonia dos pianos da marca nos grandes concertos e principais conservatórios de música do mundo inteiro.


Os artistas
Hoje em dia “STEINWAY ARTIST” é o título de mais de 95% dos grandes pianistas em atividade (cerca de 1.600), entre os quais Harry Connick Jr, Michel Legrand, Diana Krall, Evgeny Kissin e Krystian Zimerman, assim como conjuntos de música de câmara do mundo todo. Cada um deles possui o seu piano e escolhe se apresentar tocando um legítimo piano STEINWAY & SONS, sem qualquer contrato ou acordo de propaganda entre o pianista e a marca. Nenhum deles faz propaganda da STEINWAY & SONS.


A produção
Apesar de todo avanço tecnológico, a empresa continua com a fabricação artesanal de seu produto. A única modernização é um programa que permite o recorte da tampa do instrumento. O processo de fabricação de um instrumento leva geralmente de 10 a 12 meses, além do tempo que a madeira leva para ser maturada. O cliente pode ainda encomendar o tipo de madeira (Ébano, Rosewood, Mogno ou Nogueira) e acabamento, sendo que a produção de um piano de luxo pode chegar a aproximadamente US$ 500 mil, dependendo do que o consumidor deseja. Devido à produção limitada, um piano de cauda preto, por exemplo, tem previsão de entrega para fevereiro de 2013. O processo artesanal mantido até hoje garante sua preferência entre grandes nomes mundiais da arte.


Antes de chegar ao palco cada piano STEINWAY nasce em sua grande maioria na histórica fábrica localizada no bairro de Queens, na cidade de Nova York. São ao todo mais de 12 mil as peças que compõem um único piano. E cada instrumento é talhado à mão como se fazia em 1870. Hoje em dia, 400 artistas provenientes de 25 países trabalham ali. São jamaicanos, croatas, bósnios, naturais da Guiana, da Ucrânia e, claro operários americanos ligados à arte de fabricar pianos, talhando-os a partir de madeiras selecionadas, dando-lhes forma, implantando-lhes os mecanismos, as teclas, as cordas, criando cada instrumento com uma identidade única, porque a empresa não fabrica dois pianos exatamente iguais, muito embora o som que cada um deles produza tenha a qualidade que os tornou famosos em todo o mundo.


O investimento
Um piano STEINWAY é além de tudo um bom investimento. Um bem cujo valor cresce ao longo do tempo e é passado, com orgulho, de uma geração a outra. A valorização de um Steinway Grand Concert pode alcançar 200%. Um recorde impressionante. Feita uma observação de algumas décadas, o proprietário de um STEINWAY pode ver o valor de varejo de seu instrumento crescer 4.3 vezes do preço original. Hoje, o proprietário recebe um termo de garantia com validade de dez anos, de que o instrumento será aceito pelo mesmo valor adquirido na troca por um piano de cauda novo. Outra exclusividade da marca.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
5 de março de 1853
● Fundador:
Henry Engelhart Steinway
● Sede mundial: Long Island, New York e Hamburgo, Alemanha
● Proprietário da marca:
Steinway Musical Instruments Inc.
● Capital aberto: Sim
● Chairman: Michael Sweeney
● Presidente:
Thomas Kurrer
● Faturamento: US$ 318.1 milhões (2010)
● Lucro: US$ 7.9 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 322 milhões (janeiro/2012)
● Fábricas:
2
● Presença global:
100 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 1.680
● Segmento:
Instrumentos musicais
● Principais produtos:
Pianos
● Principais concorrentes:
Bösendorfer, Bechstein e Fazioli
● Ícones:
Seus tradicionais e impecáveis pianos
● Slogan:
The Instrument of the Immortals.
● Website: www.steinway.com

A marca no mundo
Hoje são fabricados aproximadamente quatro mil pianos STEINWAY (de cauda e vertical) por ano. A empresa vende seus produtos em mais de 200 revendedores independentes cuidadosamente selecionados e 12 showroons localizados nos Estados Unidos e na Europa. A empresa ainda é proprietária das marcas BOSTON (pianos de alta qualidade e preço mais acessíveis) e ESSEX (pianos mais acessíveis).

Você sabia?
Na América do Norte a empresa mantém o exclusivo “banco de pianos”, único no mundo, com mais de trezentos pianos de cauda distribuídos entre os representantes do continente, sempre preparados dentro dos padrões STEINWAY de afinação e regulagem, que ficam à disposição para concertos e recitais. No STEINWAY HALL de Nova York (localizado no número 109 W da 57th St. em Manhattan) fica o famoso “basement” (porão), quartel-general desse banco de pianos, onde os artistas escolhem o instrumento que será utilizado para as suas apresentações.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 19/1/2012

25.1.08

HOMENZINHO AZUL COTONETES

O Homenzinho Azul, um careca gorducho que nos anúncios da JOHNSON & JOHNSON aparecia enrolado em uma toalha saindo do banho rebolando e cantando, foi criado em 1978, por Edmar Salles, da agência Lowe Lintas, e animado por Walbercy Ribas, da Start Anima de Desenhos animados, para comunicar a marca de hastes flexíveis COTONETES no mercado brasileiro. O comercial de estreia, que fazia parte de uma campanha com o objetivo de reforçar o conceito de hastes flexíveis conquistou Leão de Bronze no Festival de Cannes do mesmo ano. O objetivo da campanha, que tinha como tema “Gente grande também precisa de carinho”, era mostrar que o produto tinha outros usos além dos cuidados infantis. Assista abaixo o primeiro comercial do carismático personagem.

   

Desde então, a empresa já produziu mais de 20 filmes com o personagem que ainda hoje ilustra a embalagem dos tradicionais Cotonetes Johnson & Johnson. Hoje, esse gordinho, careca e simpático é visto pelos consumidores como uma figura bem resolvida por não ceder à pressão dos padrões estéticos.



As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/8/2013

23.1.08

VALE


Um verdadeiro gigante global. Atuação em cinco continentes com presença em 37 países. Faturamento superior a R$ 103 bilhões. Mais de 200 mil empregos gerados. Valor de mercado que supera os US$ 90 bilhões. Segunda maior mineradora do mundo. Esses são dados escritos sobre linhas de ouro, ou melhor, de níquel, ferro, alumínio, cobre, manganês e outras 40 espécies de metais e minerais, da VALE, uma empresa presente no seu dia a dia muito mais do que você possa pensar. Afinal, de telefones celulares a aviões, de estruturas de prédios a moedas, os minérios são ingredientes para diversos itens indispensáveis para o seu dia a dia.

A história
A história da VALE, conhecida até pouco tempo atrás como Companhia Vale do Rio Doce, está intimamente ligada à construção da estrada de ferro Vitória-Minas, durante a qual os engenheiros ingleses envolvidos em seu projeto tomaram conhecimento da existência de uma grande reserva de minério de ferro naquela região. Vários grupos de investidores internacionais adquiriram extensas glebas de terra próximas à cidade de Itabira e, em 1909, se uniram para fundar o Brazilian Hematite Syndicate, um sindicato que visava explorá-las. Em 1910, durante o XI Congresso Geológico e Mineralógico, realizado em Estocolmo, na Suécia, essas reservas foram estimadas em 2 bilhões de toneladas métricas. No ano seguinte o empresário americano Percival Farquhar adquiriu todas as ações do Brazilian Hematite Syndicate e mudou seu nome para Itabira Iron Ore Company. O empresário fez planos para que nova empresa exportasse 10 milhões de toneladas anuais de minério de ferro para os Estados Unidos, utilizando navios pertencentes a seu sindicato que, no retorno, trariam carvão ao Brasil, tornando assim o frete mais econômico. Mas o empresário não obteve sucesso em sua empreitada. Embora pudesse contar com a simpatia do Presidente do Brasil, Epitácio Pessoa, que lhe deu uma concessão conhecida como Contrato de Itabira de 1920, ele encontrou ferozes opositores a seu projeto, dentre eles o presidente do estado de Minas Gerais (então quase autônomo), Artur Bernardes, que depois se elegeria presidente da república.


Décadas de debates acalorados se seguiram, o país praticamente dividido entre os adeptos das duas posições, e o projeto de Farquhar não saía da prancheta. Esse plano foi inviabilizado quando Getúlio Vargas assumiu o poder, à frente da revolução de 1930, e encampou as reservas de ferro que pertenciam a Farquhar, criando com elas, através do decreto-lei nº 4.352, em 1 de junho de 1942, a Companhia Vale do Rio Doce S. A., como uma empresa estatal, para o qual obteve o beneplácito dos Estados Unidos e da Inglaterra num tratado chamado de Acordos de Washington, que possibilitaram a industrialização do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.


Após sua fundação, a VALE conseguiu ir, pouco a pouco, expandindo sua produção de minério de ferro, mas de forma ainda muito lenta. O Brasil tinha grandes reservas do mineral, mas a demanda era reduzida. A empresa vivia praticamente só para fornecer matéria prima para as siderúrgicas nacionais, sendo a maior delas, então, a Companhia Siderúrgica Nacional. No final dos anos 50, a VALE era uma empresa acanhada que extraia de 3 a 4 milhões de toneladas/ano, menos da metade do planejado por Farquhar em 1920. Isso representava um faturamento pequeno, dado o baixo valor econômico do mineral bruto. Em 1961 entrou em cena seu novo presidente, Eliezer Batista, “o engenheiro ferroviário que ligou a VALE ao resto do mundo”. Percebendo a necessidade dos japoneses de expandir seu parque siderúrgico, extremamente danificado durante a Segunda Guerra Mundial, o pai de Eike Batista, criou o conceito de distância econômica, o que permitiu à empresa entregar minério de ferro ao Japão a preços competitivos com o das minas da Austrália, através do Porto de Tubarão. Foram assinados, em 1962, contratos de exportação, válidos por 15 anos, com 11 siderúrgicas japonesas, num total de 5 milhões de toneladas/ano - quase que dobrando a produção da VALE. Com a criação da DOCENAVE, empresa de navegação da VALE, em 1962, e com a inauguração do Porto de Tubarão, em 1966, a empresa ingressou em uma nova fase - de crescimento vertiginoso - com sua produção passando de 10 milhões de toneladas em 1966 para 18 milhões em 1970 e atingindo a incrível marca de 56 milhões de toneladas em 1974, ano em que a então estatal assumiu a liderança mundial na exportação de minério de ferro, a qual nunca mais perdeu.


Em 1979, quando tomou posse como presidente da república, o general João Batista Figueiredo trouxe Eliezer Batista de volta à presidência da empresa. Ele estava, desde o golpe militar de 1964, em uma espécie de “exílio branco” na Europa, por ter sido ministro de João Goulart. Após duras e complexas negociações, ele conseguiu tornar a VALE, (que era minoritária, com uma participação de 49.75%), a sócia majoritária do complexo de Carajás que fora descoberto na década de 1970 pela U.S. Steel. Situado na Serra dos Carajás, era uma grande província mineralógica que continha a maior reserva mundial de minério de ferro de alto teor, além de grandes reservas de manganês, cobre, ouro e minérios raros. Para a realização desse projeto foi criada uma grande infraestrutura, que incluía a Usina hidrelétrica de Tucuruí, uma das maiores do mundo, a Estrada de Ferro Carajás-Itaqui e o Porto de Ponta da Madeira, localizado em Itaqui (Maranhão).


O projeto Grande Carajás entrou em operação em 1985, o que permitiu a VALE bater novo recorde na extração de minério de ferro, em 1989, com 108 milhões de toneladas métricas. A empresa foi privatizada em maio de 1997 durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, por R$ 3.3 bilhões, valor próximo do que atualmente a empresa lucra em um único mês. Nesta época a VALE produzia 114 milhões de toneladas/ano. Logo após a privatização, entretanto, os lucros da empresa aumentaram consideravelmente. No início do novo século a empresa começou uma feroz “corrida as compras”, adquirindo a Socoimex por US$ 5 milhões em 2000, a Feterco por US$ 523 milhões, a MBR por US$ 25 milhões e a Samitri por US$ 710 milhões em 2001; a CAEMI por US$ 426 milhões em 2003; a Rio Verde por US$ 47 milhões; em outubro de 2006 a canadense Inco por US$ 18.9 bilhões, tornando-se a segunda maior empresa de mineração do mundo, atrás somente da anglo-australiana BHP Billiton; e em fevereiro de 2007 adquiriu a mineradora de carvão australiana AMCI Holdings, por US$ 835 milhões. Em 2009 a CVRD mudou oficialmente de nome para VALE S.A. Atualmente, pressionada pela crise econômica europeia e a queda da demanda na China, a mineradora brasileira foca suas ações no Brasil, onde investirá R$ 40 bilhões até 2016.


Fatos importantes
1953
Primeiro embarque de minério de ferro para o Japão.
Utiliza pela primeira vez um navio brasileiro, o Siderúrgica Nove, no carregamento de minério para os Estados Unidos.
1960
Criação da Companhia Siderúrgica Vatu, primeira subsidiária da VALE para o beneficiamento de minérios, fabricação e comercialização de ferro-esponja.
1962
Assinados contratos de longo prazo com siderúrgicas japonesas e usinas alemãs.
1971
Em 7 de julho, é fundada a Rio Doce Geologia e Mineração S.A. (Docegeo), subsidiária integral da VALE, com o objetivo de realizar pesquisas e lavra de minério.
1974
Se torna a maior exportadora de minério de ferro do mundo, detentora de 16% do mercado transoceânico do minério.
1982
Com o início das operações da Valesul Alumínio S.A., no Rio de Janeiro (RJ), ingressa no segmento de alumínio e contribui para reduzir as importações brasileiras do metal.
1988
Elimina o uso de carvão vegetal de florestas nativas e alcança autosuficiência do material a partir de florestas plantadas.
2001
Entra em consórcio para construir e operar duas usinas hidrelétricas em Minas Gerais: Capim Branco I e II.
2004
Inaugurada em 2 de julho a mina do Sossego, a primeira mina de cobre do Brasil, no Pará. O projeto, realizado em tempo recorde, teve 73% de sua mão de obra local.
2006
Inaugura em 5 de maio o Trem da Vale, restabelecendo o percurso ferroviário entre Ouro Preto e Mariana (MG).
Inaugura em 10 de maio a Usina Hidrelétrica Eliezer Batista, em Aimorés, Minas Gerais.


A evolução visual
No final de novembro de 2007 a empresa anunciou uma completa reformulação em sua identidade visual. As mudanças em sua marca centraram o foco no nome pelo qual o grupo era mais conhecido no mercado: VALE. As iniciais CVRD, que faziam parte da logomarca da empresa, cederam lugar à nova marca em todos os produtos ou materiais de divulgação da empresa. O novo logotipo, criado pela empresa americana Lippincott Mercer, tem como destaque a letra V, com relevo em forma de coração em verde e amarelo. Com a mudança da marca, a empresa buscava consolidar sua imagem de empresa brasileira com atuação global, cuja força, simplicidade e sonoridade do nome “Vale”, seria mais facilmente usado em oito idiomas. A internacionalização da VALE, reforçada após a compra da mineradora canadense Inco, teve forte peso no processo de troca da marca.


Os slogans
Não existe futuro sem mineração. Não existe mineração sem pensar no futuro das pessoas.
Vale: uma empresa cada vez mais verde. E amarela. (2009)


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1 de junho de 1942
● Fundador: Governo Getúlio Vargas
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Vale S.A.
● Capital aberto: Sim
● Presidente do conselho: Dan Conrado
● CEO: Murilo Ferreira
● Faturamento: R$ 103.1 bilhões (2011)
● Lucro: R$ 37.8 bilhões (2011)
● Valor de mercado: US$ 91.7 bilhões (novembro/2012)
● Valor da marca: R$ 2.656 bilhões (2011)
● Presença global: 37 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 200.000
● Segmento: Mineração, logística e energia
● Principais produtos: Extração, beneficiamento e comércio de minérios, transporte ferroviário e operação portuária
● Concorrentes diretos: BHP Billiton e da Rio Tinto
● Slogan: Não existe futuro sem mineração. Não existe mineração sem pensar no futuro das pessoas.
● Website: www.vale.com

O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca VALE está avaliada em R$ 2.656 bilhões, ocupando a posição de número 8 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil.

A marca no mundo
A VALE está presente em 13 estados brasileiros, além de forte presença na América do Sul, Europa, Ásia, Oceania América do Norte e África, empregando aproximadamente 200 mil pessoas (entre profissionais próprios e terceirizados), extraindo minérios em 37 países e respondendo por uma enorme parcela nas exportações brasileiras. A VALE produz e comercializa minério de ferro, pelotas, níquel, concentrado de cobre, carvão, bauxita, alumina, alumínio, potássio, caulim, manganês e ferroligas. Do total da venda de minério, a China fica com a maior fatia individual, 31.6%, seguida da Europa e do Brasil, com 19% cada. Sempre com foco no crescimento e diversificação das atividades em mineração, investe em pesquisa mineral e tecnologias voltadas para a melhoria contínua das atividades nos cinco continentes. A empresa possui ainda mais de 10 mil quilômetros de malha ferroviária e 9 terminais portuários próprios. Em 2011 a VALE teve um desempenho financeiro extraordinário, o melhor de todos os tempos. Bateu vários recordes (entre os quais um lucro de R$ 37.8 bilhões), a despeito de um ambiente econômico desafiador. A empresa também informou que os investimentos somaram US$ 18 bilhões, em uma conta que exclui o gasto com aquisições. A VALE gastou ainda US$ 1.4 bilhões com a execução de projetos e pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Você sabia?
Com a missão de transformar recursos minerais em prosperidade e desenvolvimento sustentável, a VALE é a segunda maior mineradora no mundo, líder na produção de minério de ferro e segunda maior produtora de níquel.
O Vale Minas Gerais é o maior mineraleiro do mundo. A embarcação faz parte de uma frota de navios Valemax, uma estratégia da empresa para reduzir a distância entre o Brasil e Ásia. Ao final de 2013, serão 35 navios com capacidade de 400 mil toneladas disponíveis para realizar o transporte de minério de ferro - 19 próprios e 16 fretados pela VALE em contratos de longo prazo.
Em 70 anos a empresa produziu 5 bilhões de toneladas métricas de minério de ferro, montando que daria para construir 375.000 Torres Eiffel.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Newsweek, BusinessWeek e Time), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 23/11/2012

15.1.08

BRANDS EVOLUTION 5

Nesta seção do Blog estarei trazendo constantemente a evolução visual de algumas marcas. Tendências, personalidade, criatividade, conceito, tipologias e os mais variados recursos para embarcarmos em uma verdadeira viagem visual. Recentemente grandes marcas passaram por grandes reformulações visuais como podemos acompanhar nas imagens abaixo.
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10.1.08

UNCLE BEN'S


Hoje em dia aproximadamente 5 bilhões de habitantes do planeta consomem arroz. Para milhares, prepará-lo é uma tarefa penosa e o resultado final, em muitos casos, é desastroso. Arroz saboroso, soltinho e vistoso é para quem realmente sabe cozinhar. Isto até não conhecer a marca UNCLE BEN’S, que apresentou ao mundo uma maneira de preparar arroz de forma fácil, rápida e com resultado apetitoso. 

A história 
O surgimento da marca UNCLE BEN’S começou com a empresa Converted Rice Inc., que durante a Segunda Guerra Mundial era fornecedora de arroz para as tropas do exército americano. Terminado o conflito, Gordon L. Harwell, presidente e proprietário da empresa, estava jantando com seu sócio em um restaurante da cidade de Chicago, quando lhe ocorreu a ideia de introduzir seu arroz para o consumidor comum, já que havia perdido seu maior cliente, o exército americano. Foi então que ele lembrou da história de um fazendeiro negro, chamado “Tio Ben” (em inglês “Uncle Ben”), bastante conhecido pelos donos de moinhos da cidade de Houston no estado Texas, por sempre produzir o arroz de melhor qualidade. Seu arroz era uma referência e sua e fama se espalhou por todo o condado. Como não havia nenhuma fotografia do tal fazendeiro, Gordon resolveu pedir que o maître do restaurante, Frank Brown, vestido com uma tradicional gravata borboleta, posasse para a foto que iria aparecer nas embalagens e no logotipo do arroz UNCLE BEN’S. Não somente o nome foi registrado como marca, como também o termo “Converted” (convertido). Com tudo pronto, o arroz foi lançado oficialmente no mercado americano no ano de 1946 com o nome de UNCLE BEN’S CONVERTED LONG GRAIN WHITE RICE.


O arroz era parboilizado e polido. A palavra “parboilizado” deriva da expressão inglesa “parboiled”, dando ideia de cozimento parcial que ocorre no processo industrial. O processo de parboilização, inventado pelo químico de alimentos inglês Eric Huzenlaub na década de 1930, baseia-se no tratamento hidrotérmico a que é submetido o arroz em casca, pela ação tão somente da água e do calor, seguido de gelatinização parcial ou total do amido e secagem, cujo objetivo é fazer com que os nutrientes – vitaminas e sais minerais - presentes na casca, migrem para o interior do grão. UNCLE BEN’S possuía três vezes mais vitaminas do que o arroz branco normal. O lançamento foi apoiado por campanhas comerciais veiculadas em revistas populares, como por exemplo, a tradicional Time que destacavam a praticidade do produto através do slogan “Cooks up perfect every time”. O sucesso foi imediato, pois as donas de casa adoraram um arroz de qualidade incomparável, com grãos longos e uniformes, que não precisava ser escolhido, lavado, ou fritado, e ficava pronto rapidamente com muito mais facilidade. Em apenas seis anos o arroz UNCLE BEN’S se tornou líder do mercado americano.


Ainda em 1952 a marca foi introduzida nos mercados inglês, francês e austríaco, iniciando assim um processo de internacionalização. No início da década seguinte a marca iniciou a ampliação de sua linha com o lançamento de variedades exóticas de arroz, como o selvagem, e ensinou aos consumidores como utilizá-las para preparar refeições deliciosas. Não demorou muito para UNCLE BEN’S chamar a atenção da Mars Incorporated, tradicional empresa americana fundada em 1911, mais conhecida pelos seus deliciosos chocolates, que adquiriu a marca, transformando-a em uma subsidiária em 1964. Em menos de uma década a vendas romperam a barreira dos US$ 100 milhões. No início dos anos de 1970 a marca introduziu no mercado o arroz integral, uma nova delícia, ainda mais nutritiva, que cai rapidamente no gosto dos americanos. Com a expansão do mercado e a alta demanda, em 1977, foi inaugurada uma nova fábrica em Greenville, estado do Mississippi, e a primeira unidade fabril na Europa, localizada em Olen, na Bélgica. Nesse mesmo ano o arroz UNCLE BEN’S foi lançado no mercado brasileiro, trazendo praticidade no preparo e sabor para as refeições.


Nas décadas seguintes a marca lançou uma grande quantidade de novos produtos como arroz em saquinhos, risotos prontos, arroz instantâneo, arroz com temperos e acompanhamentos, e arroz para forno microondas, que se tornaram um enorme sucesso, fazendo com que a marca fosse uma das mais rentáveis para a empresa Mars, proprietária de marcas como Whiskas, M&M’s, Pedigree, entre outras. Além disso, nos anos de 1990 a UNCLE BEN’S experimentou a primeira extensão de marca com o lançamento de uma completa linha de molhos para salada, molhos cremosos, sopas prontas e até mesmo arroz doce com canela. Outro fator foi importante para a marca se tornar popular, especialmente no mercado americano. Em 1997 a UNCLE BEN’S assinou contrato com a estrela nigeriana da NBA Hakeem Olajuwon, que passou a ser garoto-propaganda da marca.


No ano seguinte, UNCLE BEN’S já tinha fábricas espalhadas pela Austrália, Alemanha, Inglaterra, Holanda e Bélgica, além de sua gigante unidade fabril no estado do Texas. Além disso, a marca consolidava sua posição de líder absoluta do mercado americano de arroz. Mais recentemente, com a procura por parte dos consumidores de opções mais saudáveis na alimentação diária, a marca lançou a linha Rice & Grains, que mistura o tradicional arroz com grãos saudáveis, como por exemplo, quinoa e cevada. Já no Brasil a marca lançou a linha UNCLE BEN’S BISTRÔ, cujas receitas são cuidadosamente preparadas com ingredientes selecionados, nas versões risoto de queijo, risoto de funghi e risoto de vegetais.


A linha do tempo 
1952 
Lançamento do UNCLE BEN’S READ RICE, um arroz de fácil e rápido preparo. 
1961 
Lançamento do UNCLE BEN’S LONG GRAIN & WILD RICE ORIGINAL RECIPE, uma espécie conhecida como arroz selvagem. 
1972 
Lançamento do UNCLE BEN’S SELECT BROWN RICE, conhecido popularmente como arroz integral. Este tipo é mais nutritivo que o arroz branco e parboilizado original. 
1987 
As inovações continuam com o lançamento da linha UNCLE BEN’S COUNTRY INN em 8 deliciosas variações como Broccoli Rice (com brócolis), Chicken (com Frango), Chicken & Vegetable (frango com vegetais), Mexican Fiesta (com pimenta, pimentão, alho e cebola), Chicken & Broccoli (frango com brócolis), entre outas. 
1988 
Lançamento do UNCLE BEN’S BOIL IN THE BAG, o tradicional arroz embalado em saquinhos de práticas porções, tornando o preparo ainda mais fácil e rápido. 
1993 
Lançamento de uma linha de molhos para saladas com a marca UNCLE BEN’S. 
1994 
Lançamento da Hearty Soup (linha de sopas prontas no sabor Broccoli Cheese & Rice Soup) e Rice Puddings (arroz doce com um toque de canela). 
1997 
Lançamento do arroz fortificado com cálcio, vitaminas e outros minerais. 
1998 
Introdução da linha UNCLE BEN’S FLAVORFUL RICE em cinco diferentes temperos como Garlic & Butter (alho e manteiga), Chicken & Herb (frango e ervas), Roasted Chicken (frango assado), Parmesan & Butter (queijo parmesão e manteiga) e Four Cheese (quatro queijos). 
2000 
Lançamento do UNCLE BEN’S FROZEN BOWLS RICE, um arroz que passa pelo processo de congelamento. 
Lançamento do UNCLE BEN’S EXPRESS, um arroz especialmente desenvolvido para forno microondas. Com o rápido sucesso no mercado, chegam novos sabores como quatro queijos, tomate, ervas e tempero oriental, entre outros. 
2004 
Lançamento do UNCLE BEN’S READY RICE, uma nova linha de preparo rápido que fica pronto em apenas 90 segundos para ser utilizada em forno microondas. 
2009 
Lançamento do arroz marrom em saquinhos, tornando o preparo ainda mais fácil e rápido.


A mudança de imagem 
Ao longo dos anos a marca UNCLE BEN’S sempre foi severamente criticada e atacada por organizações e pessoas devido ao uso da imagem, em seu logotipo, de uma figura afro-americana com jeito serviçal. As críticas pesadas desencadearam uma enorme campanha publicitária para mudar esta imagem lançada em março de 2007. O Tio Ben (Uncle Ben), figura onipresente no logotipo da marca, foi promovido a Chairman (presidente do conselho de uma corporação), como tentativa de desvincular a imagem de serviçal que o personagem passou durante mais de 60 anos. A mudança de posicionamento podia ser vista na página oficial do produto na internet, onde um escritório opulento, ricamente decorado e digno dos maiores executivos do mundo, fazia com que o internauta explorasse todos os aspectos da empresa chefiada agora pelo Tio Ben. Mais recentemente a marca atualizou a imagem de Tio Ben, que ganhou um ar mais jovial com roupas informais. A evolução visual de Tio Ben pode ser conferida na imagem abaixo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos, mas sempre manteve como figura central o simpático “Tio Ben”, que recentemente ganhou uma imagem mais atual e moderna.


Os slogans 
Begin with Ben. 
Ben knows best. 
UNCLE BEN’S. Perfect Every Time. 
Cooks up perfect every time. (anos de 1940)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1946 
● Criador: Converted Rice, Inc. 
● Sede mundial: Houston, Texas, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Mars Incorporated 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Grant Reid 
● Presidente: Fiona Dawson 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Estados Unidos, Reino Unido e França 
● Segmento: Alimentação 
● Principais produtos: Arroz e molhos para salada 
● Concorrentes diretos: Rice-A-Roni, Minute Rice, Camil e Tio João (Brasil) 
● Ícones: O personagem “Tio Ben” 
● Slogan: Begin with Ben. 
● Website: www.unclebens.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a marca UNCLE BEN’S, que pertence ao gigante americano Mars Incorporated, está presente em mais de 100 países com uma linha de produtos que vai desde o tradicional arroz até molhos e risotos. A marca UNCLE BEN’S é líder absoluta do mercado americano, também com forte presença no Reino Unido e França, faturando mais de US$ 1 bilhão anualmente. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 27/2/2018