30.5.08

ZIPCAR


Seus carros ficam estacionados e espalhados por grandes cidades como Washington, Nova York, Boston, Chicago, San Francisco, Toronto e até Londres, e podem ser alugados e utilizados por dia ou até mesmo por poucas horas, usando apenas um código e um cartão. Tudo feito online, sem burocracia e de forma rápida. Com novidades tecnológicas aqui (como destravar um carro apertando um simples botão do iPhone), uma pitada de marketing ali e uma dose enorme de inovação capaz de colocar um setor inteiro de pernas para o ar, a ZIPCAR está roubando a cena no setor de aluguel de automóveis nos Estados Unidos. Afinal, mostrou que criar uma comunidade de pessoas interessadas em compartilhar carros, com reserva pela internet e flexibilidade suficiente para usá-los apenas por algumas horas, pode ser um excelente negócio. 

A história 
Tudo começou em janeiro de 2000 quando as amigas e empreendedoras, Robin Chase e Antje Danielson, fundaram a empresa americana ZIPCAR em Cambridge, região da cidade de Boston, estado americano de Massachusetts, tendo como objetivo montar uma locadora de automóveis diferente da maioria que estavam estabelecidas no mercado. Elas se inspiraram em um conceito de compartilhamento de carros (“carsharing”, em inglês) que existia na cidade de Berlim depois de uma viagem a Alemanha. Lá, grupos de motoristas conhecidos utilizavam um único carro num dia, em vez de seus próprios automóveis, e este ficava em locais de fácil acesso. Em vez do esquema convencional, os veículos da ZIPCAR ficariam espalhados por diversos pontos da cidade, como em estacionamentos e postos de gasolina parceiros. Os clientes não precisariam enfrentar espera ou atendentes. Teriam apenas de agendar, por telefone ou pela internet, os horários de utilização do automóvel desejado. Depois, era só ir até o carro alugado e abri-lo com um cartão de associado para sair dirigindo.


Também seria possível alugá-lo por períodos mais flexíveis, não apenas por diárias, mas pelo intervalo de 1 hora, por exemplo. Os primeiros carros (modelo VW Beetle) foram colocados nas ruas centrais de Boston em abril de 2000. Depois de seis messes a frota já era de 27 veículos. Em setembro de 2001 o serviço foi disponibilizado para a capital Washington, e no início de 2002 a cidade de Nova York ganhou uma filial. Muita gente aderiu ao novo modelo de locação e, no início de 2003, a empresa tinha cerca de 5.000 clientes e incorporou a sua frota seus primeiros modelos híbridos. Boa parte deles era formada por pessoas entusiasmadas com a proposta das empreendedoras americanas. Alguns arcavam com despesas que nem faziam parte do contrato, como mandar lavar o carro antes de devolvê-lo.


O problema era que o aumento da legião de fãs não se refletia no crescimento econômico da ZIPCAR. Quatro anos depois de começar, a empresa ainda faturava US$ 2 milhões, atuando nas cidades de Boston, Nova York e Washington. Uma porção de pequenos problemas operacionais emperrava o desenvolvimento da empresa. Faltava uma solução, por exemplo, para a confusão logística que acontecia quando algum cliente atrasava para entregar o automóvel, o que não era tão raro. Era preciso pôr em prática uma série de reformulações. A empresa começou pelo caminho aparentemente mais drástico, o afastamento de Robin do comando.


Para o lugar da fundadora foi convidado Scott Griffith, um consultor que tinha sido executivo da Boeing e também passara por outras duas pequenas empresas. A partir de 2003, Griffith assumiu o controle operacional da ZIPCAR. Começava então uma verdadeira revolução na empresa. As mudanças começaram com um recuo tático. Uma pesquisa constatou que alguns potenciais consumidores não usavam o serviço porque nem sempre encontravam automóveis próximos a eles. A ZIPCAR tinha carros espalhados por vários pontos das cidades de Washington, Nova York e Boston, mas a distribuição parecia um tanto quanto arbitrária. Para corrigir esse problema foi realizado um mapeamento por zonas e começou a se investir em uma de cada vez, criando garagens e estacionamentos pequenos nos bairros onde os vizinhos podiam retirar e deixar também os carros contratados. Só depois de conquistar de verdade um bairro, a ZIPCAR partia para outro. Ao mesmo tempo, a empresa também foi sintonizando as características dos automóveis com o gosto dos clientes. Bairros com um público mais jovem, por exemplo, tendiam a ganhar carros mais esportivos como os modelos Mini. Bairros nobres e antigos ganharam automóveis clássicos como Volvo.


O próximo movimento foi mirar os clientes corporativos com o lançamento em 2004 do plano Z2B e inserir, aos poucos, mais veículos híbridos e até elétricos em sua frota. Outra estratégia foi incentivar os administradores de cada cidade a assumir os lucros e prejuízos de suas unidades. Ninguém queria perder dinheiro e começaram a pipocar boas ideias de divulgação. Um escritório de Boston, por exemplo, levou funcionários até o pátio da universidade de Harvard para fazer desafios de matemática envolvendo os carros da locadora. Em sua reestruturação, a ZIPCAR mirou, também, a partir de agosto de 2004, em jovens e universitários com o serviço ZIPCAR U. Foi uma inovação ousada. Como se trata de um público que as estatísticas revelam ser de maior risco, quase nenhuma locadora de automóveis americana que ria alugar carros para menores de 21 anos, e quem tem menos de 25, geralmente tinha que pagar uma tarifa mais alta (são cobradas taxas adicionais de risco). O raciocínio: jovens, nessa idade, não têm dinheiro para ter um bom carro, mas conseguem pagar para tê-los por um dia ou algumas horas eventuais – e impressionar uma garota com um modelo bacana. Para viabilizar a iniciativa, a empresa negociou tarifas menores de seguro para jovens. Foram feitas parcerias com 140 universidades para colocar carros nos estacionamentos dos cursos, por um aluguel mais barato. Hoje, cerca de dois terços dos usuários da ZIPCAR têm menos de 35 anos.


As mudanças colocaram a empresa no caminho do crescimento. Em 2005, a ZIPCAR conseguiu um aporte de US$ 10 milhões. Começou então uma fase de forte expansão inaugurando serviços em outras grandes cidades como San Francisco, Toronto e Londres (2006), Vancouver (2007) e Filadélfia. Em 31 de outubro de 2007, em uma atitude agressiva, a ZIPCAR comprou sua principal concorrente, a Flexcar. Em 2009 a ZIPCAR criou um aplicativo para iPhone que permitia ao cliente realizar diferentes tipos de busca de acordo com suas necessidades, como por exemplo, pesquisar pela locadora mais próxima (com auxilio de mapas), pelo dia e hora da retirada e devolução do carro, pela categoria e modelo do veículo, e até mesmo “destravar” o carro alugado pelo próprio aparelho.


Em 2011, ano em que abriu seu capital na Bolsa de Valores, a ZIPCAR tinha 500 mil clientes cadastrados. No ano seguinte a empresa iniciou uma forte expansão com o início de seus serviços nos três principais aeroportos da cidade de Nova York (Newark, JFK e La Guardia). No início de 2013 a empresa foi adquirida pela Avis Budget Group por US$ 500 milhões. Ainda nesse ano a marca lançou sua primeira campanha na televisão nos Estados Unidos. Além disso, a empresa se expandiu pelo continente europeu inaugurando operações na Espanha e Áustria. Mais recentemente, em 2014, a marca lançou o ZIPCAR ONE>WAY, um novo serviço que permite aos membros alugar carros para viagens curtas entre cidades e até mesmo devolvê-los em aeroportos. O novo serviço utiliza exclusivamente o modelo Honda Fit.


O funcionamento 
O processo ocorre da seguinte forma: pela internet o cliente se cadastra e recebe mediante o pagamento de uma taxa anual de US$ 60, o ZIPCARD, um cartão semelhante ao de crédito, com uma identificação via rádio frequência. Depois, quando quiser alugar um carro, o associado (chamado pela empresa de ZIPSTER) basta entrar no site, incluir o endereço onde se encontra, a data, a hora e a duração do aluguel e imediatamente uma lista de carros disponíveis naquela região surgirá na tela. Então, é só dirigir-se ao ponto indicado, localizar o carro (identificado com um adesivo com o logotipo da ZIPCAR), passar o cartão sobre o para-brisa e “clique” – a porta irá se abrir. Lá dentro estarão as chaves. O tanque estará cheio e o seguro incluso. A partir daí, é só dirigir e ainda se quiser pode deixar o veículo em outras zonas da cidade atendidas pela ZIPCAR. Os preços do aluguel variam entre US$ 8.33 (no plano Extra Value) e US$ 9.25 (no plano Occasional Driving) por hora, ou de US$ 75 à US$ 84 a diária em média.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas acentuadas modificações ao longo dos anos. A primeira ocorreu em 2003 quando o logotipo ganhou um novo símbolo: a silhueta de um automóvel em substituição ao original Z (que indicava um caminho). Pouco depois, em 2004, uma nova alteração: o símbolo passou a ser uma letra Z estilizada com uma roda.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2000 
● Fundador: Robin Chase e Antje Danielson 
● Sede mundial: Boston, Massachusetts 
● Proprietário da marca: Zipcar, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Avis Budget Group, Inc.) 
● Presidente: Kaye Ceille 
● Faturamento: US$ 390 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Frota: 10.000 automóveis 
● Associados: 870.000 
● Presença global: 6 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Locadoras de veículo 
● Principais produtos: Aluguel de carro compartilhado 
● Concorrentes diretos: I-GO, Getaround, Hertz on Demand, Enterprise’s WeCar e Car2Go 
● Ícones: Seu revolucionário sistema de aluguel de carro 
● Slogan: Wheels when you want them. 
● Website: www.zipcar.com 

A marca no mundo 
Atualmente, a ZIPCAR, que faturou estimados US$ 350 milhões por ano, possui filiais espalhadas pelo Reino Unido (atendendo a cidade de Londres, Bristol, Cambridge, Brighton, Edinburgh e Oxford), Canadá (Vancouver e Toronto), Espanha (Barcelona) e Áustria (em várias cidades). Nos Estados Unidos, a empresa está presente em mais de 2.500 locais (alguns com apenas um carro) em mais de 25 grandes cidades, e em 300 universidades e 30 aeroportos, contando com uma frota superior a 10 mil veículos (que abrange mais de 30 marcas e modelos diferentes, como por exemplo, BMW, Volvo, Mini Cooper, Toyota Prius, além de picapes). A empresa possui mais de 870 mil associados cadastrados, metade dos quais estão na faixa entre 18 e 44 anos. A média de aluguel na ZIPCAR costuma durar por apenas duas ou três horas. No ano de 2013 o usuário gastou em média US$ 390. 

Você sabia? 
Cerca de 10 milhões de pessoas vivem a dez minutos a pé de algum de seus carros, segundo a empresa, que escolhe os locais com base em dados sobre a densidade populacional, nível educacional e porcentagem de proprietários de carros. 
Segundo dados divulgados pela empresa, 40% dos clientes venderam seus carros ou chegaram a pensar nesta decisão depois que alugaram veículos na ZIPCAR. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 26/7/2014

24.5.08

CHIPOTLE


Os clientes costumam esperar 15 minutos nas filas até serem atendidos. E não é porque eles têm dificuldade de escolher um dos itens do cardápio. Há apenas cinco opções. A demora é explicada pelo fato de todos os pratos, sempre fartos, serem preparados na hora, com ingredientes frescos e naturais. A grande estrela do restrito cardápio são os burritos com diferentes recheios, pesando mais de 500g, e embalados em papel laminado. Essa fórmula aparentemente paradoxal de competir no mercado de alimentação rápida transformou a rede CHIPOTLE em um verdadeiro sucesso dentro do competitivo mercado americano. 

A história 
Tudo começou quando Steve Ells, um chef de cozinha recém-formado pelo célebre Culinary Institute of America, em Hyde Park, Nova York, observando o crescente sucesso das chamadas taquerías e com US$ 85.000 emprestados de seu pai, decidiu inaugurar o primeiro CHIPOTLE MEXICAN GRILL no dia 13 de julho de 1993, na cidade de Denver, estado do Colorado, localizado em uma antiga sorveteria e próximo ao campus da universidade da cidade. Inicialmente, ele planejava usar o novo negócio, especializado em comida mexicana e batizado com o nome de uma pimenta típica do México (Chipotle), para ganhar dinheiro suficiente para abrir um restaurante mais sofisticado. Para distinguir o CHIPOTLE de outros restaurantes do segmento de alimentação rápida, ele incluiu no tradicional burrito ingredientes mais rebuscados como arroz com coentro fresco picado e carne marinada por 12 horas.


Também organizou os funcionários em uma eficiente linha de montagem para que os clientes pudessem escolher os ingredientes e observar o burrito ser preparado na hora. E ambientou o restaurante de forma minimalista, com mesas de madeira e decoração feita de metal ondulado. Era o começo de um novo segmento dentro da indústria de alimentação rápida: “fast casual”, que têm decoração mais atraente e comida um pouco mais cara que as tradicionais redes de hambúrguer. Outro diferencial da marca era que Steve Ells, um ferrenho defensor dos animais, adotou práticas como só comprar carne de fornecedores que criam e abatem os animais de maneira digna. A política explica, em parte, o número de consumidores que são aficionados pela rede, e que fazem uma tremenda campanha boca a boca. Após um mês de funcionamento o restaurante, que ocupava uma área de 74 m², já vendia mil burritos por dia.


A segunda loja foi inaugurada em 1995 e outras seis no ano seguinte. Para formar uma clientela fiel, em 1997, o diretor de relações públicas da empresa mandou entregar burritos gratuitos para os repórteres que estavam cobrindo o julgamento de Timothy McVeigh, um fuzileiro naval que causara a morte de 168 pessoas na explosão de um prédio do governo americano na cidade de Oklahoma dois anos antes. O julgamento ocorreu em Denver, cidade natal da empresa. O sucesso da ação foi imediato. A rede ainda se apoiou em brindes e ações inusitadas ao invés de utilizar anúncios tradicionais. Por exemplo, durante o Dia das Bruxas (Halloween), a rede distribuía gratuitamente um burrito, ou um taco, ou uma salada, a qualquer cliente que viesse fantasiado de um desses pratos em suas lojas.


Em 1998, quando a rede CHIPOTLE já contava com 14 restaurantes, Ells vendeu parte da empresa para o poderoso McDonald’s. Foi uma ação inesperada considerando-se o desprezo com que ele falava do segmento de alimentação rápida tradicional: “O fast food tradicional se tornou pouco mais do que combustível”, dizia ele. Mas o McDonald’s tinha o capital que ajudaria a rede CHIPOTLE a crescer e concordou em dar autonomia a ele. Com investimentos de US$ 360 milhões a rede iniciou uma forte e rápida expansão no mercado americano inaugurando lojas fora do estado do Colorado, como por exemplo, na cidade de Columbus, Minneapolis, Chicago, Cleveland, Dayton, Phoenix, Dallas e Washington (1999). Em 2003 a rede introduziu um de seus itens de maior sucesso: Burrito Bowls (o tradicional burritos sem a tortilla, servido em tigelas). A rede cresceu 72% em número de lojas e 134% em receita nos últimos três anos, se tornando a vedete do segmento de alimentação rápida no mercado americano.


A rede começou sua expansão internacional em 2008, quando inaugurou um restaurante no Canadá, localizado em Ontário. Em 2010 a rede cresceu muito: foram 129 novos restaurantes inaugurados nos Estados Unidos; inauguração da milésima unidade da rede, localizada em Flower Mound, estado do Texas; além de uma unidade em Toronto no Canadá e a estréia no mercado europeu com a inauguração de uma unidade na cidade de Londres. Em maio de 2012 a rede deu continuidade ao seu plano de expansão no continente europeu ao inaugurar um restaurante em Paris.


O cardápio 
O cardápio da rede é bastante restrito, composto basicamente por cinco tipos de comida: burritos, burrito bowls, tacos, fajitas e saladas. Pode parecer difícil manter o interesse dos clientes com o restrito cardápio, mas ele aparenta ser mais variado do que parece por causa das muitas maneiras como os ingredientes podem ser combinados. Segundo a empresa, existe mais de 65.000 variações que podem ser feitas com os ingredientes que incluem itens como frango, carne desfiada, carne de porco, vários tipos de feijões, arroz, milho, legumes e vegetais, guacamole, queijos e molhos especiais. O cardápio ainda é composto por batata-frita, cervejas, e claro, as famosas margaritas. Adicionalmente, existem os chamados “Secret Items” que não aparecem no cardápio, como por exemplo, os itens do menu infantil (quesadillas, arroz e feijão e tacos individuais).


O conceito 
O slogan “FOOD WITH INTEGRITY” (“Comida com integridade”) antes de tudo é uma filosofia da CHIPOTLE. É a preocupação com os ingredientes servidos nos restaurantes da rede. É como fornecedores criam animais de maneira mais natural e humana e produzem ingredientes de forma mais sustentável para o ambiente, uma abordagem que a empresa chama de “comida com integridade”. É o respeito da rede ao meio ambiente. Esta preocupação ganhou força dentro da CHIPOTLE em 2000, quando a empresa começou a comprar somente carne de porcos criados de uma forma natural. Outras medidas foram adotadas nos anos seguintes: inicia a compra de carne de frangos criados de maneira natural, sem a utilização de antibióticos, hormônios de crescimento e à base de uma dieta vegetariana (2002); feijões orgânicos (2004); acentua a utilização do azeite em seus pratos e passa a utilizar óleo sem gorduras trans (2004); e começa a reciclar plástico e vidros em seus restaurantes (2006). Além disso, nenhum de seus restaurantes tem freezers, fornos micro-ondas e abridores de latas.


Em 2012, todo esse conceito da marca foi traduzido através de uma animação irretocável, batizada de “Back To The Start”, que mostra de forma poética e sensível a opção da rede por produtos locais e orgânicos, ao invés da cadeia de produção cruel e devastadora em que os animais e a natureza são submetidos diariamente. A primorosa animação incentivava fazendeiros a retornarem as suas origens, em esquema mais sustentável, ao invés de transformar suas propriedades em fábricas de animais. A trilha sonora, “The Scientist” do ColdPlay, foi interpretada por Willie Nelson. Assista a animação no vídeo abaixo.

   

O sucesso 
A rede CHIPOTLE conseguiu ser bem sucedida até agora rejeitando a maioria das técnicas mais usadas pela indústria de alimentação rápida: não mostra o produto em suas ações de comunicação, não faz propaganda na televisão, não abre franquias, utiliza alguns dos ingredientes mais caros da indústria e seus executivos não estão muito preocupados em fazer seus clientes esperarem até 15 minutos numa fila que frequentemente passa da porta de suas lojas. Apesar disso, as ações da empresa mais do que dobraram nos últimos anos, tornando-a a rede de restaurantes de capital aberto de melhor desempenho nas bolsas de valores americanas. E enquanto redes de alimentação rápida tradicionais divulgam crescimento baixo nas lojas abertas há mais de um ano, a CHIPOTLE cresce em uma taxa anual de dois dígitos há quase dez anos.


Campanhas que fizeram história 
A CHIPOTLE investe sua verba de comunicação quase que exclusivamente em mídia exterior, com algumas ações de apoio em rádio. O resultado não só proporcionou uma rápida expansão da marca, mas também um dos maiores fenômenos de criação de publicidade por parte dos próprios consumidores. A CHIPOTLE incentiva consumidores, batizados de FAN-ANTICS, a mandarem fotos demonstrando seu relacionamento e paixão pela marca, e hoje em dia, se você procurar no YouTube, vai encontrar vários vídeos produzidos por usuários sobre a marca. A campanha de mídia exterior utiliza praticamente todos os canais e tem sempre a presença do produto – a tradicional embalagem prateada do burrito - e uma frase bem-humorada destacando o seu tamanho excepcional. Mas há um detalhe curioso no material de propaganda: a CHIPOTLE nunca mostra um burrito desembrulhado de seu tradicional papel alumínio. Somente em 2012 a rede veiculou seu primeiro comercial na televisão.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. A última delas ocorreu em 2009 quando a rede apresentou sua nova identidade visual onde a pimenta de seu logotipo ganhou uma imagem mais moderna e adotou uma tipografia de letra mais sofisticada.


O logotipo abaixo é utilizado na fachada de seus restaurantes.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 13 de julho de 1993 
● Fundador: Steve Ells 
● Sede mundial: Denver, Colorado 
● Proprietário da marca: Chipotle Mexican Grill Inc. 
● Capital aberto: Sim (2006) 
● Chairman & CEO: Steve Ells 
● Presidente: Montgomery Moran 
● Faturamento: US$ 2.73 bilhões (2012) 
● Lucro: US$ 278 milhões (2012) 
● Valor de mercado: US$ 12.4 bilhões (agosto/2013)
● Restaurantes: 1.450 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 37.310 
● Segmento: Alimentação rápida 
● Principais produtos: Tacos, burritos, fajitas, guacamole e saladas 
● Concorrentes diretos: Taco Bell, Panda Express, Qdoba, Baja Fresh e Lime Fresh Mexican Grill 
● Ícones: O burrito embrulhado em papel alumínio 
● Slogan: Food With Integrity. 
● Website: www.chipotle.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CHIPOTLE possui mais de 1.450 restaurantes localizados em 43 estados americanos e no Distrito de Columbia, além de unidades em Londres, Paris e algumas cidades canadenses, como por exemplo, Ontário e Toronto. A rede, que serve aproximadamente 800.000 pessoas todos os dias, alcançou faturamento superior a US$ 2.7 bilhões em 2012. 

Você sabia? 
Cada unidade da rede fatura em média US$ 1.8 milhões anualmente. 
O nome da rede se pronuncia chi-POAT-lay


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 27/8/2013

22.5.08

TIVO

Tocou o telefone? Pause. Desligou o telefone? Play. Quer rever algum detalhe do filme? Replay. Quer assistir a um imperdível capítulo de seus seriados preferidos, mas os dois passam ao mesmo tempo? Record. Simples assim. E o melhor: nada de CD. Tudo digital, que fica armazenado em uma biblioteca virtual. Isto tudo é possível com um pequeno aparelho que mudou a maneira como se assiste à televisão e recebe conteúdo de mídia. Através dele é possível alugar milhões de vídeos e shows através da Internet; gravar programas de televisão e transferi-los para o computador; ouvir músicas e gravá-las no iPod; pausar programas, mesmo os transmitidos ao vivo; reprisar cenas; ouvir rádio; compartilhar fotos e vídeos e muito mais. A marca TiVo é a pura convergência de mídias, onde que controla o conteúdo é o telespectador.

A história
A empresa começou suas atividades no dia 4 de agosto de 1997 com o nome de Teleworld, Inc., fundada por Michael Ramsay e Jim Barton, profissionais veteranos das empresas Silicon Graphics e Time Warner, inicialmente com o intuito de desenvolver um dispositivo de rede para uso doméstico. Porém em pouco tempo os objetivos da empresa mudaram totalmente. Foi então que surgiu a idéia de criar e desenvolver um mecanismo de gravação de vídeo digital em disco rígido. O novo produto e serviço foram colocados em teste para moradores da cidade de San Francisco no ano seguinte. Somente em 31 de março de 1999, a empresa introduziu oficialmente no mercado americano o DVR (gravador de vídeo digital) TiVo, um aparelho que podia ser comparado a um videocassete (VCR), em que, manualmente, era possível determinar horários para gravação da programação da televisão (somente a recebida através de empresas de TV a cabo ou satélite) para visualização posterior. Porém, diferente de um videocassete, utilizava um disco rígido (Hard Disk) de computador como meio de armazenamento.


O principal diferencial do aparelho, que o distinguia dos videocassetes, era a possibilidade de detecção e exclusão da publicidade que acompanhava os programas veiculados pela TV comercial, dessa forma transformando o formato original do produto áudio visual que seria assistido pelo usuário. Também era possível pausar a programação da televisão, mesmo para eventos ao vivo. Na primeira versão da plataforma, chamada Series1, o TiVo conseguia gravar até 30 horas de programação da televisão. Os aparelhos eram vendidos com preços entre US$ 499 e US$ 1.499, dependendo da capacidade de gravação (10 horas ou 30 horas). Para ter acesso ao serviço era preciso pagar uma assinatura de um plano mensal no valor de US$ 10.


As pessoas levaram algum tempo para perceber o que o TiVo significava, além de permitir dar uma pausa na programação da TV. Muitos consumidores estavam receosos com o alto custo de uma nova forma de ser ver a mídia. O serviço foi lançado no mercado inglês no ano de 2000, mas não fez o sucesso esperado: apenas 35.000 unidades vendidas em 18 meses. Em 2002, a empresa introduziu no mercado americano um novo gravador, o TiVo Series2. E depois começou implantar melhoramentos nele. No ano seguinte, em novembro, o número de assinantes atingiu um milhão dentro dos Estados Unidos. Nesta época já haviam sido vendidos três milhões de aparelhos no mercado americano, e apenas 1/3 continham o logotipo da TiVo. A empresa também encontrava dificuldades para ser tornar rentável, especialmente em virtude da concorrência. Nos anos seguintes foram introduzidos no mercado vários serviços que transformaram o gravador de vídeo digital da TiVo em uma central de entretenimento, com gerenciamento podendo ser feito até pela Internet. Somente em agosto de 2005 a empresa conseguiu registrar seus primeiros lucros. Porém, as boas notícias não duraram muito. Nos últimos anos a TiVo vem registrando prejuízos e perdendo assinantes.


A linha do tempo
2005
Introdução do TiVo ToGo, expandindo a convergência de mídias, permitindo assim a transferência do conteúdo gravado no aparelho para computadores pessoais.
Introdução do TiVo Desktop, permitindo a transferência de vídeos no formato MPEG2 do computador para os aparelho de DVR.
2006
Introdução do TiVoCast, um serviço de banda larga que inicialmente oferecia downloads de conteúdo da NBA (liga masculina profissional de basquete), WNBA (liga feminina de basquete), The New York Times (jornal), Heavy.com (site popular de vídeos), iVillage (site direcionado especialmente para o mundo feminino), Danger Rangers e H2O.
Lançamento do serviço TiVo Mobile, onde através do celular ou laptop, era possível agendar e determinar horários e programas de gravação no aparelho TiVo, eliminando a obrigatoriedade de fazer isso diretamente no aparelho.
Lançamento do TiVo Series2 DT, aparelho, com capacidade para 80 horas de gravação, que conseguia gravar dois programas ao mesmo tempo.
Lançamento do TiVo Series3 HD, primeiro aparelho com capacidade para gravar em alta definição.
2007
O serviço Tivo ToGo é estendido para computadores Macintosh.
Lançamento do TiVo HD, um novo aparelho que permitia a gravação de conteúdo em alta definição. Com o novo aparelho era possível gravar até 20 horas de programação em alta definição ou 180 horas em formato digital.
2008
Lançamento do TiVo Swivel Search, um sistema de busca que permitia encontrar shows e filmes através do nome de atores, diretores ou por gênero.


Os aparelhos
Hoje em dia a empresa oferece três tipos de aparelhos: TiVo Premier (US$ 99), capaz de gravar dois programas ao mesmo tempo, com capacidade para 45 horas em programas HD; o TiVo Premier XL (US$ 299), com capacidade para 150 horas de gravação em alta definição; e o TiVo Premier Elite (US$ 499), para gravação em alta definição com 300 horas de capacidade, permitindo gravar dois programas ao mesmo tempo. O plano básico mensal da TiVo custa apenas US$ 19.99.


A evolução visual
O tradicional logotipo da marca passou por apenas uma alteração no ano de 2006. Ganhou uma forma mais arredondada e a escrita do nome ganhou novas cores nas letras “i” e “o”.


Os slogans
My TiVo Gets Me.
TiVo: the brain to your TV.
(TiVo: o cérebro para a sua TV)
You’ve got a life. TiVo gets it. (2004)
TiVo is TV your way. (2002)


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
4 de agosto de 1997
● Fundador:
Michael Ramsay e Jim Barton
● Sede mundial:
Alviso, Califórnia
● Proprietário da marca:
TiVo, Inc.
● Capital aberto: Sim (1999)
● CEO & Presidente:
Thomas Rogers
● Faturamento: US$ 219.6 milhões (2010)
● Lucro: - US$ 84.5 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 1.3 bilhões (janeiro/2012)
● Assinantes:
2.04 milhões
● Presença global:
8 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários:
514
● Segmento:
Eletrônicos
● Principais produtos:
Gravador Digital de Vídeo e outros serviços de mídia
● Principais concorrentes:
ReplayTv, Comcast e EchoStar
● Ícones: O logotipo
● Slogan:
My TiVo Gets Me.
● Website: www.tivo.com

A marca no mundo
A TiVo vende seus aparelhos e serviços em sete países ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Canadá (exceto a província de Québec), México, Taiwan, Nova Zelândia, Austrália e Espanha. Os aparelhos podem ser adquiridos em inúmeras lojas de varejo (como por exemplo, Best Buy e Sears) ou diretamente no site da empresa. Atualmente a TiVo conta com mais de 2 milhões de assinantes.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 15/1/2012

CERVEJA DEVASSA


Carioquíssima da gema, desejada por homens e mulheres de todas as tribos e, ainda por cima, gostosa do princípio ao fim. Quem conhece vira amante. É o tipo de cerveja que te pega pelo colarinho, te seduz pelo aroma e faz você se apaixonar de vez pelo paladar. A cerveja DEVASSA com seu iconoclasta slogan “Um tesão de cerveja”, está literalmente na boca do povo e se tornou um explícito objeto de desejo. 

A história 
Tudo começou no ano de 2001 quando dois jovens empresários da noite carioca, Marcello Macedo e Marcelo do Rio, perceberam que havia uma lacuna a ser explorada: criar uma cerveja especial com alma brasileira e qualidade europeia. Foi então que eles desenvolveram a DEVASSA, uma cerveja com nome ousado e sabor refinado. Mas nada seria possível sem a criação dos bares que trouxessem as características da cerveja ao público. E foi então, que no ano de 2002, eles inauguraram um bar na Av. General San Martin 1.241, no charmoso bairro do Leblon, Rio de Janeiro. Inicialmente a CERVEJA DEVASSA, tinha sua fabricação terceirizada, ao mestre cervejeiro André Nothaft. A aposta no negócio transformou a cervejaria em um verdadeiro templo de experimentação do produto. No mês de maio de 2003 foi fundada oficialmente a União das Devassas Cervejaria Ltda., com a entrada de Joca Muller na sociedade já formada pelos dois jovens. Em agosto do ano seguinte, com a conclusão da montagem da primeira fábrica, localizada no bairro de Santo Cristo, zona portuária do Rio de Janeiro, e com produção mensal de 8 mil litros e capacidade para até 55 mil litros, foi iniciada a fabricação própria da DEVASSA, produzindo as cervejas LOURA (pilsen) e RUIVA (pale ale), antes fabricadas pela Brewtech.


A cerveja tornou-se, rapidamente, pequeno ícone de uma cidade acostumada a construir mitos. A produção começou com 8.000 litros por mês escoados apenas pelo miúdo bar do Leblon. A decoração descontraída, o cardápio com petiscos típicos de boteco e o chope servido com três dedos de creme caíram no gosto dos clientes e a DEVASSA também. Com sucesso retumbante, não demorou muito para nascer uma segunda unidade no início de 2004 e pouco depois a empresa implantar o sistema de franquia para seus bares. Ainda este ano a marca passou a ser comercializada nas lojas do Pão de Açúcar do Rio de Janeiro, ganhando mais visibilidade no mercado ao ingressar em um poderoso canal de venda. Em maio de 2005, a cervejaria lançou no mercado a versão escura de sua cerveja, a DEVASSA NEGRA (dark lager).


A DEVASSA vinha agradando não só aos brasileiros, mas também consumidores de outros países. Ainda em 2005, a marca iniciou um bem-sucedido movimento de internacionalização quando um distribuidor inglês quis vender o produto em pubs londrinos. Ao ver a cerveja citada em uma reportagem, foi o inglês que se interessou pela importação do produto, no sentido inverso ao habitual. Hoje, a cerveja DEVASSA é vendida em mais de 20 pubs de Londres e recebeu, em 2005, um prêmio de melhor cerveja brasileira vendida na Inglaterra, dado por uma conceituada revista britânica.


Tanto sucesso chamou a atenção de cervejarias maiores, e no dia 6 de agosto de 2007, o Grupo Schincariol, comprou por R$ 30 milhões 70% da União das Devassas Cervejaria (UDC). A empresa assumiu as marcas da UDC, a unidade de produção e a estrutura de distribuição, o que foi de suma importância para a expansão da DEVASSA no território brasileiro. Os proprietários da UDC, Marcelo do Rio e Cello Macedo, continuaram como sócios e como gestores das franquias, que englobavam três estabelecimentos próprios e 10 franqueados. Após a compra os novos proprietários optaram por expandir a rede de franquias existente, inaugurando outros bares em grandes e importantes cidades brasileiras.


A DEVASSA então passou a utilizar as 12 fábricas da Schincariol espalhadas pelo país para produzir o chope e as cervejas da marca. Como a produção é toda artesanal e as bebidas não são pasteurizadas, precisa ser fabricada o mais próximo possível do local onde será consumida. Pouco antes do carnaval de 2010, a marca investiu R$ 100 milhões para o lançamento da DEVASSA BEM LOIRA, uma cerveja pilsen com um sabor mais próximo da cerveja que o brasileiro está acostumado a beber, comercializada nas versões lata (alumínio), garrafa (600 ml) e chope, inicialmente na região sudeste. A campanha de lançamento foi protagonizada pela polêmica celebridade internacional Paris Hilton, ex-herdeira milionária dos hotéis da rede Hilton.


Em 2011, a compra do Grupo Schincariol pela Kirin Holdings Company, fez com que a DEVASSA passasse a fazer parte do portfólio da tradicional empresa japonesa. Nos anos seguintes a marca ampliou consideravelmente sua distribuição pelo território brasileiro, investiu pesado em marketing com campanhas polêmicas e no carnaval carioca, além de ampliar sua linha de cerejas, incluindo a versão DEVASSA by PLAYBOY, em parceria com a tradicional revista masculina e cuja garrafa transparente tinha o nome e a pin-up, típica da marca, em alto relevo no vidro.


Em 2014, a marca lançou no mercado uma edição limitada de latinhas da cerveja, batizada de DEVASSA ONE. A marca trocou sua embalagem tradicional branca por outras de cores variadas (vermelha, cinza, preta, verde, amarela e azul), com o intuito de estimular os consumidores a colecionarem as latas. Ao posicioná-las umas ao lado de outras, era possível formar diversas imagens como bandeiras, símbolos, objetos e palavras. A campanha de divulgação contou com a atriz Grazi Massafera e o craque Romário, e tinha o slogan “De um jeito ou de outro todo mundo vai para a pelada”. A novidade era uma continuação da campanha lançada no início de fevereiro e protagonizada pelo jogador Romário, cujo mote era “Pelada. O lado Devassa do futebol”. Atualmente, antes de pegar você de jeito, a DEVASSA é preparada com cuidados mais do que especiais. Com uma formulação própria, a sua produção artesanal é feita com maltes selecionados, sem aditivos ou conservantes.


Os tipos de cervejas 
A cervejaria produz atualmente sete tipos especiais da cerveja ou chope DEAVASSA. Eles seriam biotipos de mulheres brasileiras que chamam mais a atenção, afinal, todas as cervejarias normalmente só possuem a loura, mas a DEVASSA não: 
DEVASSA LOURA 
Em chope ou long-neck, é a cerveja tipo Pilsener ou Lager, feita com maltes selecionados. É leve, refrescante e tem um sabor muito mais apurado do que o das Pilseners comuns. Ideal para acompanhar peixes, frangos e saladas. 
DEVASSA RUIVA 
Em chope ou long-neck, é encorpada, feita com seis tipos de maltes importados, tem cor avermelhada e é extremamente cremosa. É uma Tropical Ale. Ou seja: uma Ale com ginga, cheia de malandragem. Ideal para acompanhar carnes vermelhas, massas com molhos condimentados e queijos como parmesão, gouda e emmental. 
DEVASSA NEGRA 
Em chope ou long-neck, é uma cerveja escura produzida com maltes especiais. Deliciosamente cremosa, tem um paladar marcante, amargor moderado e aroma de café. Ideal para acompanhar sobremesas, principalmente as que têm como base o chocolate. 
DEVASSA ÍNDIA 
Chope inspirado na tradicional Pale Ale britânica, com alto teor alcoólico, amargor intenso e forte aroma de lúpulo. 
DEVASSA SARARÁ 
Chope tipo Weiss, feito de malte de trigo e cevada, com aromas que lembram banana e cravo. De coloração clara, mas aparência turva, por não ser filtrada, é uma cerveja de baixíssimo amargor, muito refrescante e ideal para os dias quentes de verão. Este chope vai muito bem quando acompanhado de petiscos e pratos apimentados. 
DEVASSA BEM LOURA 
Uma cerveja pilsen com um sabor mais próximo da que o brasileiro está acostumado a beber. Ou seja, uma cerveja mais suave. E ainda vem no tamanho da sua vontade: chope, lata (269 ml, 350 ml e 473 ml) e garrafa (300 ml, 600 ml e 1 litro). 
DEVASSA by PLAYBOY 
De tímida, não tem nada. Começando por sua garrafa totalmente transparente, 275 ml, que mostra tudo logo de cara, principalmente qualidade e paladar superior. Seu lúpulo e óleos especiais transbordam irreverência e sensualidade. Ela tem um gosto único, é refrescante e suave como uma perfeita cerveja pilsen deve ser. A garrafa foi inspirada no formato do corpo de uma mulher sensual, cheia de curvas, como a pin-up símbolo da marca.


O conceito 
DEVASSA é uma cerveja que nasceu pra ser cult. Começa pelo nome: uma cerveja que se auto-proclama “Devassa” deve ser, no mínimo, espirituosa. Alguém que vale a pena conhecer. No universo das cervejas, marcado por uma corrida desenfreada pela garota-propaganda mais gostosa, de repente, surge uma pequena marca que tira sarro de tudo isso. DEVASSA é o escracho, uma gostosa maneira de você tirar uma onda. Ela é tudo que as outras cervejas gostariam de ser, mas morrem de vergonha. E, só de curtição. DEVASSA vem nas versões loura, ruiva e negra. Fetiche completo. DEVASSA é um estado de espírito. Aquele astral que atrai coisas boas, pessoas interessantes, papos divertidos. Pedir uma DEVASSA tem também certa dose de “segundas intenções”. DEVASSA suscita “azaração”. Se não fosse pra ser assim, o nome poderia ser qualquer um, menos este. Mas não é só isso. DEVASSA é descompromisso. Quem bebe procura liberdade. Nada de fazer tipo, caras e bocas, fingir ser o que não é. DEVASSA é autêntica. Deboche, escracho, carioquice, e boa dose de sem-vergonhice. DEVASSA faz a vida ser mais gostosa. É um tesão de cerveja.


Os bares 
Atualmente existem 28 bares da marca (oficialmente chamados Cervejaria Devassa) localizados em cidades como Rio de Janeiro, Campinas, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia, que servem como importante ferramenta de marketing para a marca. Só a decoração já vale a visita: em um espaço de 250 m² mesinhas de madeira, piso lembrando o calçadão de Copacabana, iluminação gostosa e aconchegante, criando um clima descolado para encontrar amigos e festejar. Nas paredes, o toque especial são as reproduções de imagens dos tanques de fabricação, ajudando a criar uma sensação de que você está tomando uma DEVASSA no local onde ela foi fabricada. O cardápio das cervejarias foi criado com petiscos e guloseimas especialmente para serem consumidos com cada determinado tipo de cerveja que a DEVASSA oferece. São comidas típicas de botecos como bolinhos de bacalhau, camarões e lulas empanadas, mandioca frita, calabresa flambada na cachaça, batata frita, costelas de porco, carne seca, caldo de feijão, queijo coalho, croquetes de carne, porções de pastéis, entre outras delícias. Algumas cervejarias ainda servem almoço executivo.


Mas o show fica mesmo pela maneira que a DEVASSA instituiu para servir o chope. Logo após a produção os barris seguem para os bares da rede e permanecem armazenados em câmaras frias. De lá, o chope é conduzido por uma tubulação subterrânea a 3 graus negativos até chegar ao balcão, em torneiras belgas, para enfim ser lentamente despejado na temperatura ideal no copo. O sistema de franquia ainda oferece o modelo de Mini Cervejaria Devassa, com cardápio reduzido, harmonizado ao portfólio completo de bebidas da marca, em um espaço de 90 m².


A cervejaria 
Uma parte dessas deliciosas cervejas especiais e chopes são produzidas em uma fábrica, 1.200 m² e uma capacidade de produção superior a 1 milhão de litros/mês, localizada no bairro de Santo Cristo na cidade do Rio de Janeiro. Lá são fabricados os três tipos de cerveja e os cinco tipos de chope (loura, ruiva, negra, índia e sarará). A produção artesanal, os maltes selecionados e importados utilizados na sua fabricação e sua fórmula única fazem com que a cerveja tenha um sabor único. Além de um conceituado mestre cervejeiro, a fábrica conta com um laboratório para desenvolvimento de novas cervejas e até dos novos sabores.


Comunicação polêmica 
A comunicação da marca, assim como o próprio nome, é extremamente polêmica, mas ao mesmo tempo divertida e despretensiosa. Se o nome DEVASSA já causa furor, em 2010, a marca iniciou sua linha de comunicação provocativa e picante. Isto porque, o primeiro comercial da cerveja DEVASSA BEM LOURA, estrelado pela polêmica socialite Paris Hilton, provocou protestos fervorosos em grupos de defesa dos direitos das mulheres. A campanha publicitária apresentava a provocante Paris Hilton com um vestido preto pegando uma lata da cerveja da geladeira e passando-a a por seu corpo em uma atitude sensual. Tudo sendo observada por admiradores. Para o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) o comercial era apelativo sexualmente, e posteriormente foi removido por ordem do Conselho. O comercial da cerveja foi então reeditado com a inserção de tarjas pretas na pin-up do rótulo da cerveja, tampando os seios da figura de uma mulher (apesar de estarem vestidos com um top) para indicar censura. Era apenas o começo de uma comunicação centrada na polêmica.


Em 2011, campanha publicitária contou com a cantora brasileira Sandy como garota-propaganda da marca, cuja escolha dividiu opiniões devido à imagem de “boa moça e recatada” da mesma. O primeiro filme da campanha mostrava a cantora, com os cabelos pintados de loiro, na balada, e tinha como tema a frase “Todo mundo tem um lado Devassa. A Sandy também”. Em 2012, em mais uma atitude ousada, a marca optou por um garoto-propaganda, o empresário Hugh Hefner, criador da revista Playboy. Porém, ele não compareceu ao camarote da cerveja na Marquês de Sapucaí, sendo representado pelo filho, Cooper Hefner. Já em 2013, foi a vez da atriz brasileira Alline Moraes estrear como musa da marca e do camarote DEVASSA. O mote da campanha foi “a primeira vez com uma Devassa”. O comercial da campanha também chegou a ser denunciado ao Conar, porém, desta vez, foi absolvido. Ainda neste ano mais uma polêmica: a campanha publicitária da DEVASSA TROPICAL DARK, trazia um anúncio com uma ilustração de uma mulher negra, em pose sensual e com um vestido de gala com as costas abertas, junto à mensagem “É pelo corpo que se conhece a verdadeira negra”.


A evolução visual 
No carnaval de 2015 a marca apresentou sua nova identidade visual. O novo logotipo tem um visual mais contemporâneo e um maior peso para o nome. A tradicional pin-up, elemento-chave da marca, também passou por uma sutil mudança, apresentando um cabelo mais leve, um rosto com traços melhorados e um biquíni com cintura mais baixa e top tomara-que-caia. Além disso, seu tamanho foi diminuído para dar mais visibilidade ao nome da marca. O novo logotipo reforça os conceitos de ousadia e irreverência da marca.


Os slogans 
Todo mundo tem um lado devassa. (2011) 
Bem gostosa, bem devassa. (2010) 
A cerveja bem devassa. 
Um tesão de cerveja. (2007)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 2001 
● Criador: Marcello Macedo e Marcelo do Rio 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: Brasil Kirin Indústria de Bebidas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Gino Di Domenico 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Bares: 28 
● Presença global: 6 países 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas especiais e chope 
● Concorrentes diretos: Colorado, Dado Bier, Amazon Beer, Bamberg, Proibida, Brahma e Bohemia 
● Ícones: A pin-up de seu logotipo 
● Slogan: Todo mundo tem um lado devassa. 
● Website: www.devassa.com.br 

A marca no mundo 
No Brasil suas cervejas são encontradas em mais de 4.000 pontos-de-venda (bares e supermercados) nas regiões sul, sudeste e nordeste. Além disso, a marca DEVASSA comercializa seus famosos chopes em 28 bares (Cervejarias Devassa) localizados em 13 estados brasileiros. A cerveja também é exportada para outros países como a Inglaterra, Escócia e Estados Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Época Negócios e EmbalagemMarca), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/1/2016

20.5.08

BUILD-A-BEAR WORKSHOP


O ursinho de pelúcia é um símbolo tangível de amor, segurança e amizade. Quando crianças, os ursinhos nos mantém aquecidos à noite e nos confortam e protegem contra os monstros que se escondem embaixo da cama ou dentro do armário. Quando crescemos, o ursinho passa a simbolizar o romance e o amor. Durante todos os estágios da vida, o ursinho de pelúcia representa felicidade, segurança e nos alegra quando nos sentimos sozinhos. O ursinho é um constante amigo de todas as horas e a ligação que desenvolvemos com eles são muito especiais. Percebendo isso, a BUILD-A-BEAR WORKSHOP construiu uma experiência única de varejo que faz o cliente se apaixonar pelo ursinho e outros animais de pelúcia que está preste a comprar. Se você é doido por ursinhos fofinhos, ursos quentinhos, ou animais macios de pelúcia, a BUILD-A-BEAR WORKSHOP é o lugar certo. 

A história 
Transformar o tradicional urso de pelúcia em um negócio milionário foi resultado da genialidade da executiva Maxine Clark, uma americana que fez carreira no varejo, ocupando o posto de CEO da Payless Shoes, uma rede nacional de sapatos com preços acessíveis. Mas ela notava no seu trabalho anterior uma preocupação excessiva com preço e pouca atenção ao cliente. Deixou então seu salário de seis dígitos para buscar um negócio que lhe proporcionasse mais satisfação pessoal e ao mesmo tempo servisse mais o consumidor. Inspirou-se na filha de 10 anos de uma amiga, Katie, que colecionava uma marca de bichos de pelúcia. Em uma bela tarde, Maxine levou-a para comprar mais um bichinho. Ao chegar à uma loja, não havia nada de novo. Foi aí que veio a ideia de incrementar este segmento de mercado. A tentativa inicial foi comprar o negócio dos fabricantes de bichos de pelúcia – mas ninguém queria vender.


Então ela criou o seu próprio negócio: BUILD-A-BEAR WORKSHOP, desenvolvida para atender uma crescente demanda por interatividade e exclusividade nos produtos e serviços oferecidos pelo varejo, especialmente voltado para o segmento infantil. A primeira loja foi inaugurada no mês de outubro de 1997, localizada em um shopping center da cidade de St. Louis, estado do Missouri. A loja onde o cliente fabricava (desde colocar o enchimento) e vestia (com diversas roupas e acessórios), da forma que preferia ou sonhava seu próprio ursinho ou outros animais de pelúcia à sua escolha, se tornou um verdadeiro sucesso. Afinal, a experiência vivida pela criança fazia com ela não comprasse apenas um bichinho de pelúcia, mas sim um amigo que tinha “vida”. Só no primeiro ano, as vendas somaram US$ 1.7 milhões. Bem mais do que o esperado.


Já em 2001, a National Retail Federation conferiu à BUILD-A-BEAR WORSHOP o prêmio de melhor varejista do ano. Era o reconhecimento do sucesso. A expansão internacional da empresa começou antes do previsto, em maio de 2003, com a inauguração da primeira loja no Canadá, provando que bichos de pelúcia são poliglotas. Nos anos seguintes, a empresa experimentou uma forte expansão internacional inaugurando lojas em países como Rússia, França, Inglaterra, Alemanha e China. Para isso, a empresa escolheu meticulosamente parceiros bastante experientes na área comercial e que conheçam profundamente os aspectos da cultura local, como por exemplo, na China, onde existe um bichinho de pelúcia para cada animal do calendário chinês.


Nos três anos seguintes a empresa começou a diversificar seus modelos de lojas com o lançamento de unidades móveis, dentro de arenas esportivas, de lojas da rede Rainforest Café e de zoológicos (a primeira unidade foi inaugurada em 2006 no Saint Louis Zoo). Em 2007, para comemorar os 10 anos de criação da marca, foi declarado o “The Year of Friendship” (O ano da amizade), que culminou com o lançamento do site buildabearville.com, proporcionando as crianças uma experiência divertida e interativa com jogos e brincadeiras no mundo dos ursinhos, que davam brindes, retirados nas lojas. Nos anos seguintes a rede inaugurou lojas em vários países ao redor do mundo, incluindo uma unidade no Brasil, localizada no shopping Eldorado, que abriu suas portas no final de junho de 2011. Mas sem nenhuma explicação a unidade brasileira foi fechada pouco tempo depois.


Em 2012 a BUILD-A-BEAR WORKSHOP atingiu uma marca histórica: 100 milhões de bichos de pelúcia “construídos”. A partir de 2013 a rede apresentou uma nova ambientação para suas lojas, deixando o ambiente ainda mais lúdico e interativo. Nos últimos anos, a rede também iniciou a venda de personagens famosos, como por exemplo, a simpática Hello Kitty, os adoráveis pôneis da série “Meu Pequeno Pônei”, Olaf e Elsa do filme “Frozen”, As Tartarugas Ninjas e os divertidos Minions. Todos com o mesmo processo de construção dos bichinhos de pelúcia tradicionais. Por tudo essa experiência proporcionada para milhões de crianças, a marca utiliza como slogan “Where Best Friends Are Made” (em português algo como “Onde os melhores amigos são feitos”).


Mais recentemente, em 2015, a empresa lançou Promise Pets™, uma coleção de animais de estimação de pelúcia extremamente realista com raças como Golden Retriever, Beagle, Yorkshire Terrier e gato persa. Essa linha dispõe de um atrativo. Além dos bichinhos de pelúcia é possível baixar um aplicativo móvel e trazer a experiência de cuidar de um animal de estimação para a vida real, ensinando as crianças sobre todos os cuidados que se deve ter ao adquirir um animalzinho de verdade. Parte das vendas dessa coleção será doada para instituições que tentam achar um novo lar para animais abandonados.


As lojas 
BUILD-A-BEAR WORKSHOP não é somente uma loja, é um entretenimento onde o cliente fabrica e veste, da forma que preferir, seu próprio ursinho ou outros animais de pelúcia à sua escolha. Cada loja oferece uma extensa e coordenada oferta de produtos, incluindo 30 diferentes tipos de animais (como ursos, sapos, gatos, coelhos, cachorros, macacos, vacas e porcos) que podem ser construídos com uma grande variedade de roupas, sapatos e acessórios. Tudo acompanhado por profissionais. O conceito da loja tem um extenso apelo de idade e demográfico, o que inclui crianças, jovens, pais e avós. As lojas estão localizadas, preferencialmente, dentro de shopping centers ou em centros comerciais movimentados como a sofisticada 5ª Avenida em Nova York, onde na entrada dois ursos animados recebem os visitantes. A loja é decorada com cadeiras infantis e computadores mirins, além de contar com um café e espaço para festas de aniversários.


A construção do bichinho de pelúcia passa por um verdadeiro ritual de etapas: 
CHOOSE ME (ME ESCOLHA): O cliente pode escolher entre uma seleção de ursos, cachorros, gatos, coelhos, macacos, vacas e uma série limitada de ursinhos colecionáveis, para começar a construção do seu amiguinho. 
HEAR ME (ME OUÇA): Nesse estágio, o cliente é convidado a selecionar sons entre uma série de opções para colocar dentro dos bichinhos. Pode ser ruídos típicos dos animais, batidas do coração, saudações pessoais e até mesmo frase como “I love You”. 
STUFF ME e HEART STUFF: Nesta fase o bichinho recebe o enchimento necessário e o cliente tem a oportunidade de incluir um coração dentro dele. A criança aquece o coração colocando-o na palma de suas mãos, faz um pedido e o coloca dentro de seu novo amigo peludo. 
STITCH ME (ME COSTURE): Antes de fechar o bichinho, o funcionário da BUIL-A-BEAR insere um código de barras que permite ao dono localizar o bichinho caso ele seja perdido e devolvido para a loja. Isto só é possível porque o bichinho é registrado no “Ache o urso”, um sistema exclusivo da marca capaz de localizar ursos perdidos e levá-los de volta para casa. 
FLUFF ME: Nesse estágio o bichinho de pelúcia passa por um verdadeiro tratamento digno de um SPA, que o torna mais fofinho e macio do que nunca. 
NAME ME (ME NOMEIE): O dono do bichinho escolhe o nome do amiguinho e imprime a sua certidão de nascimento. 
DRESS ME (ME VISTA): Nesse estágio o dono do bichinho tem a sua disposição uma coleção completa de roupas e acessórios disponíveis para incrementar a personalização do amiguinho. Para o novo xodó existe desde as camisetas “I Love NY” a jaquetas jeans, passando por coletes, botas, bonés, óculos e tênis.


Depois de finalizado o processo o bichinho está pronto para ser levado para casa. É então, que ele é colocado em uma embalagem especial chamada Cub Condo (uma caixa em forma de casa) para que chegue com toda segurança em seu novo lar.


As lojas da rede BUILD-A-BEAR WORKSHOP também oferecem outros diferenciais como a Build-a-Party (possibilidade dos clientes realizarem suas festas de aniversário dentro da loja); e a Bear Jammin, música ambiente que toca nas lojas, criação de Timmy Tappan, compositor de Nashville, que está disponível para venda.


Para as cidades ou locais onde não existem lojas da marca, a empresa criou, em 2005, o chamado Build-A-Bear Workshop On Tour, um enorme caminhão amarelo com um urso inflável no teto que ao ser aberto se transforma em uma imensa e completa loja da marca, proporcionando assim muita diversão para crianças que não tem acesso as suas lojas. Desde sua introdução, o caminhão já percorreu mais de 13 mil milhas por cidades americanas.


A turma de pelúcia 
A principal mascote da marca, um urso chamado BEAREMY®, surgiu no dia 21 de agosto de 1998. E logo se tornou um grande sucesso. Vestido de boné de beisebol e camiseta, este simpático urso marrom teve seu nome escolhido em um concurso realizado entre os clientes da marca. O nome escolhido foi sugerido por Samantha moradora da cidade de Madison, estado do Illinois. Não demorou muito para a mascote se tornar uma celebridade, participando de inaugurações de novas lojas ou viajando pelos Estados Unidos, onde visitava crianças em hospitais para distribuir abraços.


A principal mascote tem uma turma de amigos, entre eles Pawlette Coufur (uma coelhinha que é sua melhor amiga); Ted The Tailor (um urso alfaiate atrapalhado); Nikki’s Bear (um urso rosa nomeado em homenagem a Nikki Giampolo, um estudante, músico e atleta que morreu em 2002 depois de lutar seis meses contra um câncer ósseo) e Champ Bear (um urso relacionado a ações de caridade infantil, com vendas revertidas para instituições de câncer, autismo e diabete juvenil). Todos esses personagens estão disponíveis para compra nas lojas BUILD-A-BEAR WORKSHOP.


A diversificação do conceito 
Em novembro de 2004, a empresa expandiu o conceito de “Faça seu próprio bichinho de pelúcia” para bonecas, com a abertura de sua primeira loja FRIENDS 2B MADE, onde os clientes faziam suas próprias bonecas, criavam vínculos afetivos e se divertiam na escolha de roupas e acessórios. A rede que chegou a ter 50 unidades encerrou suas atividades em 2009. Outra tentativa ocorreu em 2006, com a criação da BUILD-A-DINO WORKSHOP, rede que atualmente possui 6 lojas, onde as crianças podem “estufar” e montar dinossauros nos mesmo moldes dos ursinhos de pelúcia.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas grandes modificações ao longo dos anos. A primeira dessas modificações ocorreu em 2013, quando o logotipo ganhou um visual mais limpo com destaque ainda maior para o tradicional ursinho. Além disso, pequenos detalhes foram acrescentados: o pingo da letra “i” na palavra Build ganhou um coração vermelho; e na palavra Workshop o botão vermelho foi mudado de lugar e o carretel de linha definitivamente retirado. Em 2015 nova modificação: foram criados dois logotipos, um para a marca e outro para a rede de lojas. A nova identidade visual para a rede de lojas ganhou ares mais divertido, nova tipografia de letra e apenas a cara do carismático ursinho.


Já o logotipo para a marca BUILD-A-BEAR manteve o tradicional ursinho com seu coração vermelho. Foi adicionada a data de fundação da empresa e duas pequenas patas azuis. O coração vermelho é um dos símbolos da marca, pois quando a criança realiza o enchimento do bicho de pelúcia, ela acrescenta um coração, passando a ideia de amor, relação e vida para um simples brinquedo de pelúcia.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1997 
● Fundador: Maxine Clark 
● Sede mundial: Overland, Missouri, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Build-A-Bear Workshop, Inc. 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Maxine Clark 
● CEO: Sharon Price John 
● Faturamento: US$ 392.4 milhões (2014) 
● Lucro: US$ 13.9 milhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 271.6 milhões (junho/2015) 
● Lojas: 400 
● Presença global: 20 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 900 
● Segmento: Brinquedos 
● Principais produtos: Bichos de pelúcia customizados 
● Concorrentes diretos: American Girl, Ridemakerz, Steiff, Budsies e Disney Store 
● Mascote: Bearemy® 
● Slogan: Where Best Friends Are Made. 
● Website: www.buildabear.com 

A marca no mundo 
A BUILD-A-BEAR (“construa um urso”, em inglês) se tornou um império ao reinventar os ursinhos de pelúcia: são mais de 400 lojas nos Estados Unidos (onde todas as unidades são da própria empresa), Canadá, Reino Unido, Irlanda e em alguns outros países da Europa, África e Ásia como Japão, Coréia do Sul, Tailândia, Taiwan, Cingapura, Noruega, Suécia, Holanda, Alemanha, França, África do Sul, Rússia, além do México. As lojas internacionais são operadas por meio de franquias. O faturamento da empresa somou mais de US$ 390 milhões em 2014, e desde a sua fundação já foram vendidos mais de 125 milhões de bichinhos de pelúcia. 

Você sabia? 
O termo TEDDY BEAR, surgiu em 1902, quando o então presidente americano Theodore Roosevelt foi convidado a participar de uma caçada. Os anfitriões capturaram um urso e ofertaram-no ao presidente para que o matasse e o levasse para casa como troféu. Por amor aos animais, o presidente se recusou a matar o urso. Essa história se espalhou pelos Estados Unidos e um vendedor de brinquedos de Nova York teve a ideia de fabricar ursos de pelúcia. Ele batizou o urso de pelúcia de Teddy Bear. Teddy era o apelido do presidente Roosevelt e “Bear” significa urso em inglês. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 2/6/2015