5.6.08

SEGWAY

Eles despontam nas grandes cidades, especialmente americanas, em bom ritmo. Policiais de Washington desfilam nos veículos. Carteiros do Serviço Postal Americano também. Animadores dos parques da Disney giram a bordo das máquinas. À primeira vista, este veículo de locomoção não nos parece tão espetacular, pois se assemelha a um patinete com ares futurista movido a bateria com tecnologia avançada. Mas aqueles que o experimentaram asseguram que é uma verdadeira revolução no conceito de locomoção. O SEGWAY está timidamente mudando a forma como as pessoas se locomovem nas cidades.

A história
Tudo começou em 1991 quando Dean Kamen, que antes inventara um bem-sucedido aparelho de diálise e uma cadeira de rodas que subia escadas pelo corrimão e colocava os deficientes em posição vertical, resolveu inventar um meio de transporte eficiente (propício para o perímetro urbano), com 0% de emissão de poluentes, compacto e com apenas duas rodas, utilizando a tecnologia de estabilização dinâmica. Depois de oito anos de intensas pesquisas e desenvolvimento, surgia o Segway Human Transporter (em português transportador de pessoas). Sua concepção revolucionária permitia que o condutor se movimentasse com muita segurança para frente e para trás com uma simples inclinação do corpo. Para realizar curvas à esquerda e à direita bastava manusear um único comando localizado no punho esquerdo do guidão. Este equilíbrio era o aspecto mais surpreendente sobre o SEGWAY e também a chave para a sua operação.


Para compreender como o sistema funciona, basta levar em consideração o modelo que o inventor usou para desenvolver o dispositivo: o corpo humano. Quando caminhamos, qualquer inclinação realizada pelo nosso corpo é detectada pelo cérebro devido a uma alteração no fluido do ouvido interno, fazendo com que uma perna se movimente para frente, impedindo a queda. Se continuarmos a nos inclinar para frente o cérebro continuará a colocar uma perna à frente, mantendo-nos em pé. Ao invés de cairmos, andamos pra frente, um passo de cada vez. O SEGWAY fazia praticamente a mesma coisa, mas utilizava rodas ao invés de pernas, um motor ao invés de músculos, um grupo de microprocessadores ao invés do cérebro e um conjunto de sofisticados sensores de inclinação ao invés do sistema de equilíbrio do ouvido interno. Como o cérebro, o SEGWAY sabia quando você estava se inclinando para frente. Para manter o equilíbrio, movimentava as rodas na velocidade certa e você se movia para frente.


O próximo passo foi amealhar US$ 38 milhões de investidores para fundar a empresa Acros no dia 27 de julho de 1999. Na primavera de 2000, arrecadou outros US$ 90 milhões, e no ano seguinte a fábrica, localizada em Bedford, estado americano de New Hampshire, estava concluída e pronta para entrar em operação. Em dezembro de 2001, em um planeta ainda assustado com os atentados terroristas de 11 de setembro, ele decidiu exibir “a Coisa” ou “Ginger”, dois dos codinomes do veículo. Foi ao programa Good Morning America, da rede de televisão ABC, campeão de audiência da TV americana, descrevendo a máquina como o primeiro transporte humano que possuía “auto-equilíbrio”. Deste momento em diante o invento mostrou uma vocação de “produtos virais”, como os especialistas em marketing definem os inventos capazes de produzir intenso boca à boca. O ator australiano Russel Crowe e o compositor Sting apareceram no programa de Jay Leno em cima do revolucionário veículo. O inventor foi capa da conceituada revista Time, onde declarou em uma entrevista que sua máquina seria para o carro o que ele foi para os veículos antigos. A badalada revista New Yorker colocou o terrorista Bin Laden a bordo de um SEGWAY. Kamen conquistara a notoriedade. Virou estrela, foi comparado a Thomas Alva Edison. Faltava, evidentemente, o teste das ruas.


Finalmente, em 18 de novembro de 2002, o SEGWAY PERSONAL TRANSPORTER (PT) começou a ser vendido para o público. Na Amazon (site de comércio eletrônico), transformaram-se em sucesso repentino. Porém, o grande desafio era convencer os céticos de que era um produto útil. Mas havia um problema: nem os próprios fabricantes sabiam se deviam vendê-lo ao lado de jet-skis, carros e motos ou em áreas separadas dos supermercados. O SEGWAY pertencia a uma categoria rara de produtos, aqueles de chamada “inovação descontínua”. Eles impõem mudanças de hábitos, muitas vezes exigem alterações na infra-estrutura das cidades. E foi justamente isso o que começou a acontecer: grandes cidades americanas começaram a mudar a legislação de trânsito para abrigar o invento, permitindo assim sua utilização no perímetro urbano.


O SEGWAY foi autorizado a circular em calçadas de 36 estados americanos, mas com restrições. Ele podia alcançar até 25 km/h de velocidade, mas determinou-se o máximo de 12 km/h. Foi então que as vendas começaram a aumentar conquistando os consumidores domésticos e principalmente organizações governamentais, como por exemplo, o Departamento de Polícia de Atlanta, o primeiro a utilizar os veículos no patrulhamento urbano. A partir de 2004, a empresa começou a criar uma rede global de distribuição, dobrando sua presença mundial no ano seguinte. O veículo chegou ao Brasil em 2006.


Tudo ia bem até que em setembro de 2006 a empresa fez um recall para os mais de 23 mil veículos fabricados até então, em virtude de um defeito de software que poderia causar a inversão de direção nas rodas. Diversos condutores tinham caído de suas máquinas e sofrido ferimentos como dentes quebrados e pulsos fraturados. A SEGWAY então ofereceu gratuitamente um upgrade de software que resolveria o problema. A partir de então o futuro da SEGWAY começou a ser colocado em risco. Afinal, sua trajetória até aqui tinha sido marcada por acidentes de percurso. Apresentado como um veículo de locomoção revolucionário por seu criador a engenhoca ganhou as ruas e áreas de lazer de diversas cidades do mundo.


No entanto, o sucesso do produto junto à comunidade acadêmica e aos ecologistas, não se reproduziu, com a mesma proporção, nas vendas. No final de 2009, como as vendas não cresciam no ritmo esperado, o fundador vende a empresa para o milionário britânico Jimi Heselden, que fez fortuna com empreiteiras e empresas de engenharia. Como uma dessas peças que o destino nos prega, no mês de outubro de 2010, Jimi, de 62 anos, foi encontrado morto no fundo de um precipício, em um rio perto de Leeds, no norte da Inglaterra, junto a um SEGWAY. Segundo a polícia, o milionário caiu no barranco ao perder o controle do veículo fabricado pela sua empresa.


A linha do tempo
2003
No dia 29 de agosto, mais de dois mil proprietários de SEGWAY se reuniram na cidade de Chicago para o SEGWAYFEST, um evento criado e realizado pelos proprietários para compartilhar a experiência com o produto. O evento ganhou tanta força, que hoje em dia é realizado anualmente.
2005
Anunciados mais dois novos modelos do veículo: Segway Cross-Terrain Transporter (para terrenos irregulares) e Segway Golf Transporter (para ser utilizado em campos de golfe). Os novos modelos eram equipados com uma nova bateria de Lítio que proporcionava maior autonomia.
No dia 16 de novembro, o Presidente George Busch presenteou com um SEGWAY o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi.
2006
A prefeitura da cidade de Chicago assina o maior contrato de uma instituição do governo com a empresa para o fornecimento de veículos para utilização em diversos departamentos.
Lançamento da segunda geração de veículos SEGWAY amparado por uma enorme campanha com o slogan “Simply Moving”.
Lançamento de duas novas tecnologias em seus modelos: LeanSteer (permite manobrar apenas inclinando o corpo para o lado que se deseja virar melhorando a dirigibilidade) e InfoKey (uma espécie de controle remoto sem fio capaz de manobrar o veículo à distância, funcionando também como velocímetro, hodômetro e alarme).
2007
Lançamento, em edição limitada, do modelo SEGWAY i2 Ferrari autografado pelos pilotos Kimi Raikkonen e Felipe Massa. O modelo possuía uma bolsa de couro legítimo utilizada como compartimento.
Apresentação do protótipo SEGWAY CENTAUR. Tratava-se de um quadriciclo inspirado no Centauro, personagem da mitologia grega que tinha metade do corpo de um cavalo e a outra metade de um homem. O veículo utilizava o mesmo sistema do HT, chegava a 32 km/h e podia ser usado em duas ou em quatro rodas. Era dotado de um design agressivo e um belo sistema de suspensão, sendo indicado para atividades esportivas ao ar livre.
2009
Em parceria com a GM anunciou o primeiro protótipo do “projeto P.U.M.A. (Personal Urban Mobility and Accessibility)”, um veículo elétrico de visual peculiar com capacidade para duas pessoas e que possuía somente duas rodas. O projeto tinha suas características voltadas pra o uso urbano, permitindo realizar trajetos rápidos, silenciosos, limpos e com segurança a um custo total baixo, isso porque além de não gastar combustível o protótipo teria um valor aproximado de apenas 25% de um automóvel tradicional. Com o crescimento dos grandes centros urbanos, que dia a dia vem ficando cada vez mais apertados, o P.U.M.A seria uma solução racional, melhorando a mobilidade e deixando o motorista menos refém do trânsito, além de aliviar a poluição adotando um motor elétrico. Mas isso é claro, era apenas um protótipo.


Os modelos
A SEGWAY fábrica sete modelos do veículo:
SEGWAY i2: modelo padrão e simples, especialmente desenvolvido para serem utilizados em terrenos normais. Pesando menos de 50 kg, o modelo atinge velocidade máxima de 20 km/h, sendo capaz de suportar 118 kg e percorrer 38 km com uma bateria. O preço sugerido para o i2 é de aproximadamente US$ 5.000.
SEGWAY x2: versão do modelo padrão mais resistente e forte para ser utilizado em todo tipo de terreno, até mesmo na grama. O preço sugerido para o modelo é de US$ 5.500.
SEGWAY i2 COMMUTER: versão desenvolvida para percorrer pequenas distâncias, principalmente nas ruas de grandes cidades. É o modelo ideal para ir ao trabalho, pois tem capacidade para rodar quase 38 km com uma bateria de lítio.
SEGWAY x2 ADVENTURE: versão esportiva, com visual moderno e funcional (compartimento para levar ferramentas, objetos pessoais, garrafa de água, entre outros objetos), ideal para ser utilizada em terrenos acidentados (trilhas na floresta, lama, subidas íngremes, etc.).
SEGWAY i2 CARGO: modelo comercial com compartimentos para carregar até 13 kg de material, ideal para ser utilizado por empresas para entregas de pequenas mercadorias.
SEGWAY x2 TURF: modelo especificamente desenvolvido para locomoção em grama ou areia sem danificar o terreno ou agredir a natureza.
SEGWAY x2 GOLF: modelo especificamente desenvolvido para locomoção em grama sem danificá-la. O modelo é utilizado nas deslocações em campos de golfe, onde além da praticidade (compartimento para carregar os tacos e equipamentos) é extremamente silencioso.


A SEGWAY também possui modelos (i2 Police e x2 Police) especialmente desenvolvidos para a polícia, ideal para serem utilizados em patrulhamento de ruas, parques, centros de compras, aeroportos e bases militares. Atualmente mais de 1.200 forças policiais e agências de segurança em todo mundo utilizam o veículo.


O veículo do futuro ou um enorme fracasso?
O SEGWAY é uma ótima opção para uso no perímetro urbano. Os carros ocupam muito espaço e, em locais restritos, como nas ruas de uma cidade, podem causar grandes engarrafamentos. Estacionar um carro também é uma dificuldade e eles são caros de se manter. Tudo considerado, o carro não é a opção ideal para percursos pequenos em áreas congestionadas. O SEGWAY é apenas um pouco maior que uma pessoa, de forma que não provoca congestionamentos como um carro. Como é um veículo de calçada, ele permite uma movimentação ágil através das multidões, evitando completamente as rodovias. Mas apesar desses argumentos, o SEGWAY tem encontrado restrições em muitos países devido à legislação de trânsito. Além disso, como scooters e bicicletas, esses veículos estarão cada vez mais envolvidos em acidentes com pedestres. Mas os seus defensores dizem que ele é tão perigoso quanto caminhar, considerando que se locomove a velocidades relativamente baixas.


Mesmo que ele não possa levar as pessoas ao seu destino em altas velocidades, consegue com sua marcha lenta, driblar o congestionamento. Chegando ao seu destino, seus condutores podem levá-lo consigo para qualquer lugar sem se preocupar com estacionamento. Também não precisam parar no posto de gasolina, pois o veículo é abastecido com eletricidade doméstica. O meio-ambiente agradece. Os SEGWAY são também boas máquinas para locomoção em depósitos entulhados, onde corredores apertados não permitem o uso de veículos maiores. Muitas pessoas podem achá-los úteis para se movimentar em extensas áreas públicas, como aeroportos ou parques de diversões. Não há limite na diversidade do seu uso. Ele se adapta à maior parte dos lugares onde se possa caminhar. Apesar de todos esses argumentos, o SEGWAY não obteve grande sucesso em modificar o mundo. O preço alto, a pouca autonomia e as restrições de legislação de trânsito provavelmente tem sido os maiores obstáculos. Com o tempo, o veículo considerado “revolucionário” se tornou um produto de nicho, usado principalmente em rondas de segurança em ambientes fechados, forças policiais, serviços governamentais e outras atividades restritas. Recentemente, entretanto, a empresa anunciou opções de financiamento e leasing. Ela também espera que o aumento nos preços do combustível faça disparar as vendas. Outra aposta da empresa para popularizar o produto e proporcionar um contato direto com o público são os diversos tours a bordo de um SEGWAY à famosos pontos turísticos por grandes cidades do mundo, como por exemplo, Atlanta, Budapeste, Berlim, Chicago, Munique, Paris, Madri, São Francisco, Viena e Washington.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
27 de julho de 1999
● Fundador:
Dean Kamen
● Sede mundial:
Bedford, New Hampshire
● Proprietário da marca:
Segway, Inc.
● Capital aberto:
Não
● CEO:
Wayne Mitchell
● Faturamento: US$ 100 milhões (estimado)
● Lucro:
Não divulgado
● Concessionárias:
+ 250
● Presença global:
80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 300
● Segmento:
Transportes
● Principais produtos:
Veículo de transporte pessoal
● Ícones: O
design do veículo
● Slogan:
Simply Moving.
● Website: www.segway.com

A marca no mundo
A linha de produtos SEGWAY é comercializada em mais de 250 concessionárias (aproximadamente 100 localizadas nos Estados Unidos) em 80 países ao redor do mundo. Um dos maiores clientes da empresa são organizações governamentais (principalmente a polícia e o setor de segurança) que utilizam um modelo especialmente desenvolvido para ser utilizado em patrulhamento e segurança. Cerca de 80% das vendas da SEGWAY são para empresas, enquanto os consumidores individuais respondem por 20%.

Você sabia?
A SEGWAY já vendeu mais 80.000 unidades de seu veículo de transporte pessoal desde o lançamento.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 28/1/2012

30.5.08

ZIPCAR


Seus carros ficam estacionados e espalhados por grandes cidades como Washington, Nova York, Boston, Chicago, San Francisco, Toronto e até Londres, e podem ser alugados e utilizados por dia ou até mesmo por poucas horas, usando apenas um código e um cartão. Tudo feito online, sem burocracia e de forma rápida. Com novidades tecnológicas aqui (como destravar um carro apertando um simples botão do iPhone), uma pitada de marketing ali e uma dose enorme de inovação capaz de colocar um setor inteiro de pernas para o ar, a ZIPCAR está roubando a cena no setor de aluguel de automóveis nos Estados Unidos. Afinal, mostrou que criar uma comunidade de pessoas interessadas em compartilhar carros, com reserva pela internet e flexibilidade suficiente para usá-los apenas por algumas horas, pode ser um excelente negócio. 

A história 
Tudo começou em janeiro de 2000 quando as amigas e empreendedoras, Robin Chase e Antje Danielson, fundaram a empresa americana ZIPCAR em Cambridge, região da cidade de Boston, estado americano de Massachusetts, tendo como objetivo montar uma locadora de automóveis diferente da maioria que estavam estabelecidas no mercado. Elas se inspiraram em um conceito de compartilhamento de carros (“carsharing”, em inglês) que existia na cidade de Berlim depois de uma viagem a Alemanha. Lá, grupos de motoristas conhecidos utilizavam um único carro num dia, em vez de seus próprios automóveis, e este ficava em locais de fácil acesso. Em vez do esquema convencional, os veículos da ZIPCAR ficariam espalhados por diversos pontos da cidade, como em estacionamentos e postos de gasolina parceiros. Os clientes não precisariam enfrentar espera ou atendentes. Teriam apenas de agendar, por telefone ou pela internet, os horários de utilização do automóvel desejado. Depois, era só ir até o carro alugado e abri-lo com um cartão de associado para sair dirigindo.


Também seria possível alugá-lo por períodos mais flexíveis, não apenas por diárias, mas pelo intervalo de 1 hora, por exemplo. Os primeiros carros (modelo VW Beetle) foram colocados nas ruas centrais de Boston em abril de 2000. Depois de seis messes a frota já era de 27 veículos. Em setembro de 2001 o serviço foi disponibilizado para a capital Washington, e no início de 2002 a cidade de Nova York ganhou uma filial. Muita gente aderiu ao novo modelo de locação e, no início de 2003, a empresa tinha cerca de 5.000 clientes e incorporou a sua frota seus primeiros modelos híbridos. Boa parte deles era formada por pessoas entusiasmadas com a proposta das empreendedoras americanas. Alguns arcavam com despesas que nem faziam parte do contrato, como mandar lavar o carro antes de devolvê-lo.


O problema era que o aumento da legião de fãs não se refletia no crescimento econômico da ZIPCAR. Quatro anos depois de começar, a empresa ainda faturava US$ 2 milhões, atuando nas cidades de Boston, Nova York e Washington. Uma porção de pequenos problemas operacionais emperrava o desenvolvimento da empresa. Faltava uma solução, por exemplo, para a confusão logística que acontecia quando algum cliente atrasava para entregar o automóvel, o que não era tão raro. Era preciso pôr em prática uma série de reformulações. A empresa começou pelo caminho aparentemente mais drástico, o afastamento de Robin do comando.


Para o lugar da fundadora foi convidado Scott Griffith, um consultor que tinha sido executivo da Boeing e também passara por outras duas pequenas empresas. A partir de 2003, Griffith assumiu o controle operacional da ZIPCAR. Começava então uma verdadeira revolução na empresa. As mudanças começaram com um recuo tático. Uma pesquisa constatou que alguns potenciais consumidores não usavam o serviço porque nem sempre encontravam automóveis próximos a eles. A ZIPCAR tinha carros espalhados por vários pontos das cidades de Washington, Nova York e Boston, mas a distribuição parecia um tanto quanto arbitrária. Para corrigir esse problema foi realizado um mapeamento por zonas e começou a se investir em uma de cada vez, criando garagens e estacionamentos pequenos nos bairros onde os vizinhos podiam retirar e deixar também os carros contratados. Só depois de conquistar de verdade um bairro, a ZIPCAR partia para outro. Ao mesmo tempo, a empresa também foi sintonizando as características dos automóveis com o gosto dos clientes. Bairros com um público mais jovem, por exemplo, tendiam a ganhar carros mais esportivos como os modelos Mini. Bairros nobres e antigos ganharam automóveis clássicos como Volvo.


O próximo movimento foi mirar os clientes corporativos com o lançamento em 2004 do plano Z2B e inserir, aos poucos, mais veículos híbridos e até elétricos em sua frota. Outra estratégia foi incentivar os administradores de cada cidade a assumir os lucros e prejuízos de suas unidades. Ninguém queria perder dinheiro e começaram a pipocar boas ideias de divulgação. Um escritório de Boston, por exemplo, levou funcionários até o pátio da universidade de Harvard para fazer desafios de matemática envolvendo os carros da locadora. Em sua reestruturação, a ZIPCAR mirou, também, a partir de agosto de 2004, em jovens e universitários com o serviço ZIPCAR U. Foi uma inovação ousada. Como se trata de um público que as estatísticas revelam ser de maior risco, quase nenhuma locadora de automóveis americana que ria alugar carros para menores de 21 anos, e quem tem menos de 25, geralmente tinha que pagar uma tarifa mais alta (são cobradas taxas adicionais de risco). O raciocínio: jovens, nessa idade, não têm dinheiro para ter um bom carro, mas conseguem pagar para tê-los por um dia ou algumas horas eventuais – e impressionar uma garota com um modelo bacana. Para viabilizar a iniciativa, a empresa negociou tarifas menores de seguro para jovens. Foram feitas parcerias com 140 universidades para colocar carros nos estacionamentos dos cursos, por um aluguel mais barato. Hoje, cerca de dois terços dos usuários da ZIPCAR têm menos de 35 anos.


As mudanças colocaram a empresa no caminho do crescimento. Em 2005, a ZIPCAR conseguiu um aporte de US$ 10 milhões. Começou então uma fase de forte expansão inaugurando serviços em outras grandes cidades como San Francisco, Toronto e Londres (2006), Vancouver (2007) e Filadélfia. Em 31 de outubro de 2007, em uma atitude agressiva, a ZIPCAR comprou sua principal concorrente, a Flexcar. Em 2009 a ZIPCAR criou um aplicativo para iPhone que permitia ao cliente realizar diferentes tipos de busca de acordo com suas necessidades, como por exemplo, pesquisar pela locadora mais próxima (com auxilio de mapas), pelo dia e hora da retirada e devolução do carro, pela categoria e modelo do veículo, e até mesmo “destravar” o carro alugado pelo próprio aparelho.


Em 2011, ano em que abriu seu capital na Bolsa de Valores, a ZIPCAR tinha 500 mil clientes cadastrados. No ano seguinte a empresa iniciou uma forte expansão com o início de seus serviços nos três principais aeroportos da cidade de Nova York (Newark, JFK e La Guardia). No início de 2013 a empresa foi adquirida pela Avis Budget Group por US$ 500 milhões. Ainda nesse ano a marca lançou sua primeira campanha na televisão nos Estados Unidos. Além disso, a empresa se expandiu pelo continente europeu inaugurando operações na Espanha e Áustria. Mais recentemente, em 2014, a marca lançou o ZIPCAR ONE>WAY, um novo serviço que permite aos membros alugar carros para viagens curtas entre cidades e até mesmo devolvê-los em aeroportos. O novo serviço utiliza exclusivamente o modelo Honda Fit.


O funcionamento 
O processo ocorre da seguinte forma: pela internet o cliente se cadastra e recebe mediante o pagamento de uma taxa anual de US$ 60, o ZIPCARD, um cartão semelhante ao de crédito, com uma identificação via rádio frequência. Depois, quando quiser alugar um carro, o associado (chamado pela empresa de ZIPSTER) basta entrar no site, incluir o endereço onde se encontra, a data, a hora e a duração do aluguel e imediatamente uma lista de carros disponíveis naquela região surgirá na tela. Então, é só dirigir-se ao ponto indicado, localizar o carro (identificado com um adesivo com o logotipo da ZIPCAR), passar o cartão sobre o para-brisa e “clique” – a porta irá se abrir. Lá dentro estarão as chaves. O tanque estará cheio e o seguro incluso. A partir daí, é só dirigir e ainda se quiser pode deixar o veículo em outras zonas da cidade atendidas pela ZIPCAR. Os preços do aluguel variam entre US$ 8.33 (no plano Extra Value) e US$ 9.25 (no plano Occasional Driving) por hora, ou de US$ 75 à US$ 84 a diária em média.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas acentuadas modificações ao longo dos anos. A primeira ocorreu em 2003 quando o logotipo ganhou um novo símbolo: a silhueta de um automóvel em substituição ao original Z (que indicava um caminho). Pouco depois, em 2004, uma nova alteração: o símbolo passou a ser uma letra Z estilizada com uma roda.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2000 
● Fundador: Robin Chase e Antje Danielson 
● Sede mundial: Boston, Massachusetts 
● Proprietário da marca: Zipcar, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Avis Budget Group, Inc.) 
● Presidente: Kaye Ceille 
● Faturamento: US$ 390 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Frota: 10.000 automóveis 
● Associados: 870.000 
● Presença global: 6 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Locadoras de veículo 
● Principais produtos: Aluguel de carro compartilhado 
● Concorrentes diretos: I-GO, Getaround, Hertz on Demand, Enterprise’s WeCar e Car2Go 
● Ícones: Seu revolucionário sistema de aluguel de carro 
● Slogan: Wheels when you want them. 
● Website: www.zipcar.com 

A marca no mundo 
Atualmente, a ZIPCAR, que faturou estimados US$ 350 milhões por ano, possui filiais espalhadas pelo Reino Unido (atendendo a cidade de Londres, Bristol, Cambridge, Brighton, Edinburgh e Oxford), Canadá (Vancouver e Toronto), Espanha (Barcelona) e Áustria (em várias cidades). Nos Estados Unidos, a empresa está presente em mais de 2.500 locais (alguns com apenas um carro) em mais de 25 grandes cidades, e em 300 universidades e 30 aeroportos, contando com uma frota superior a 10 mil veículos (que abrange mais de 30 marcas e modelos diferentes, como por exemplo, BMW, Volvo, Mini Cooper, Toyota Prius, além de picapes). A empresa possui mais de 870 mil associados cadastrados, metade dos quais estão na faixa entre 18 e 44 anos. A média de aluguel na ZIPCAR costuma durar por apenas duas ou três horas. No ano de 2013 o usuário gastou em média US$ 390. 

Você sabia? 
Cerca de 10 milhões de pessoas vivem a dez minutos a pé de algum de seus carros, segundo a empresa, que escolhe os locais com base em dados sobre a densidade populacional, nível educacional e porcentagem de proprietários de carros. 
Segundo dados divulgados pela empresa, 40% dos clientes venderam seus carros ou chegaram a pensar nesta decisão depois que alugaram veículos na ZIPCAR. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 26/7/2014

24.5.08

CHIPOTLE


Os clientes costumam esperar 15 minutos nas filas até serem atendidos. E não é porque eles têm dificuldade de escolher um dos itens do cardápio. Há apenas cinco opções. A demora é explicada pelo fato de todos os pratos, sempre fartos, serem preparados na hora, com ingredientes frescos e naturais. A grande estrela do restrito cardápio são os burritos com diferentes recheios, pesando mais de 500g, e embalados em papel laminado. Essa fórmula aparentemente paradoxal de competir no mercado de alimentação rápida transformou a rede CHIPOTLE em um verdadeiro sucesso dentro do competitivo mercado americano. 

A história 
Tudo começou quando Steve Ells, um chef de cozinha recém-formado pelo célebre Culinary Institute of America, em Hyde Park, Nova York, observando o crescente sucesso das chamadas taquerías e com US$ 85.000 emprestados de seu pai, decidiu inaugurar o primeiro CHIPOTLE MEXICAN GRILL no dia 13 de julho de 1993, na cidade de Denver, estado do Colorado, localizado em uma antiga sorveteria e próximo ao campus da universidade da cidade. Inicialmente, ele planejava usar o novo negócio, especializado em comida mexicana e batizado com o nome de uma pimenta típica do México (Chipotle), para ganhar dinheiro suficiente para abrir um restaurante mais sofisticado. Para distinguir o CHIPOTLE de outros restaurantes do segmento de alimentação rápida, ele incluiu no tradicional burrito ingredientes mais rebuscados como arroz com coentro fresco picado e carne marinada por 12 horas.


Também organizou os funcionários em uma eficiente linha de montagem para que os clientes pudessem escolher os ingredientes e observar o burrito ser preparado na hora. E ambientou o restaurante de forma minimalista, com mesas de madeira e decoração feita de metal ondulado. Era o começo de um novo segmento dentro da indústria de alimentação rápida: “fast casual”, que têm decoração mais atraente e comida um pouco mais cara que as tradicionais redes de hambúrguer. Outro diferencial da marca era que Steve Ells, um ferrenho defensor dos animais, adotou práticas como só comprar carne de fornecedores que criam e abatem os animais de maneira digna. A política explica, em parte, o número de consumidores que são aficionados pela rede, e que fazem uma tremenda campanha boca a boca. Após um mês de funcionamento o restaurante, que ocupava uma área de 74 m², já vendia mil burritos por dia.


A segunda loja foi inaugurada em 1995 e outras seis no ano seguinte. Para formar uma clientela fiel, em 1997, o diretor de relações públicas da empresa mandou entregar burritos gratuitos para os repórteres que estavam cobrindo o julgamento de Timothy McVeigh, um fuzileiro naval que causara a morte de 168 pessoas na explosão de um prédio do governo americano na cidade de Oklahoma dois anos antes. O julgamento ocorreu em Denver, cidade natal da empresa. O sucesso da ação foi imediato. A rede ainda se apoiou em brindes e ações inusitadas ao invés de utilizar anúncios tradicionais. Por exemplo, durante o Dia das Bruxas (Halloween), a rede distribuía gratuitamente um burrito, ou um taco, ou uma salada, a qualquer cliente que viesse fantasiado de um desses pratos em suas lojas.


Em 1998, quando a rede CHIPOTLE já contava com 14 restaurantes, Ells vendeu parte da empresa para o poderoso McDonald’s. Foi uma ação inesperada considerando-se o desprezo com que ele falava do segmento de alimentação rápida tradicional: “O fast food tradicional se tornou pouco mais do que combustível”, dizia ele. Mas o McDonald’s tinha o capital que ajudaria a rede CHIPOTLE a crescer e concordou em dar autonomia a ele. Com investimentos de US$ 360 milhões a rede iniciou uma forte e rápida expansão no mercado americano inaugurando lojas fora do estado do Colorado, como por exemplo, na cidade de Columbus, Minneapolis, Chicago, Cleveland, Dayton, Phoenix, Dallas e Washington (1999). Em 2003 a rede introduziu um de seus itens de maior sucesso: Burrito Bowls (o tradicional burritos sem a tortilla, servido em tigelas). A rede cresceu 72% em número de lojas e 134% em receita nos últimos três anos, se tornando a vedete do segmento de alimentação rápida no mercado americano.


A rede começou sua expansão internacional em 2008, quando inaugurou um restaurante no Canadá, localizado em Ontário. Em 2010 a rede cresceu muito: foram 129 novos restaurantes inaugurados nos Estados Unidos; inauguração da milésima unidade da rede, localizada em Flower Mound, estado do Texas; além de uma unidade em Toronto no Canadá e a estréia no mercado europeu com a inauguração de uma unidade na cidade de Londres. Em maio de 2012 a rede deu continuidade ao seu plano de expansão no continente europeu ao inaugurar um restaurante em Paris.


O cardápio 
O cardápio da rede é bastante restrito, composto basicamente por cinco tipos de comida: burritos, burrito bowls, tacos, fajitas e saladas. Pode parecer difícil manter o interesse dos clientes com o restrito cardápio, mas ele aparenta ser mais variado do que parece por causa das muitas maneiras como os ingredientes podem ser combinados. Segundo a empresa, existe mais de 65.000 variações que podem ser feitas com os ingredientes que incluem itens como frango, carne desfiada, carne de porco, vários tipos de feijões, arroz, milho, legumes e vegetais, guacamole, queijos e molhos especiais. O cardápio ainda é composto por batata-frita, cervejas, e claro, as famosas margaritas. Adicionalmente, existem os chamados “Secret Items” que não aparecem no cardápio, como por exemplo, os itens do menu infantil (quesadillas, arroz e feijão e tacos individuais).


O conceito 
O slogan “FOOD WITH INTEGRITY” (“Comida com integridade”) antes de tudo é uma filosofia da CHIPOTLE. É a preocupação com os ingredientes servidos nos restaurantes da rede. É como fornecedores criam animais de maneira mais natural e humana e produzem ingredientes de forma mais sustentável para o ambiente, uma abordagem que a empresa chama de “comida com integridade”. É o respeito da rede ao meio ambiente. Esta preocupação ganhou força dentro da CHIPOTLE em 2000, quando a empresa começou a comprar somente carne de porcos criados de uma forma natural. Outras medidas foram adotadas nos anos seguintes: inicia a compra de carne de frangos criados de maneira natural, sem a utilização de antibióticos, hormônios de crescimento e à base de uma dieta vegetariana (2002); feijões orgânicos (2004); acentua a utilização do azeite em seus pratos e passa a utilizar óleo sem gorduras trans (2004); e começa a reciclar plástico e vidros em seus restaurantes (2006). Além disso, nenhum de seus restaurantes tem freezers, fornos micro-ondas e abridores de latas.


Em 2012, todo esse conceito da marca foi traduzido através de uma animação irretocável, batizada de “Back To The Start”, que mostra de forma poética e sensível a opção da rede por produtos locais e orgânicos, ao invés da cadeia de produção cruel e devastadora em que os animais e a natureza são submetidos diariamente. A primorosa animação incentivava fazendeiros a retornarem as suas origens, em esquema mais sustentável, ao invés de transformar suas propriedades em fábricas de animais. A trilha sonora, “The Scientist” do ColdPlay, foi interpretada por Willie Nelson. Assista a animação no vídeo abaixo.

   

O sucesso 
A rede CHIPOTLE conseguiu ser bem sucedida até agora rejeitando a maioria das técnicas mais usadas pela indústria de alimentação rápida: não mostra o produto em suas ações de comunicação, não faz propaganda na televisão, não abre franquias, utiliza alguns dos ingredientes mais caros da indústria e seus executivos não estão muito preocupados em fazer seus clientes esperarem até 15 minutos numa fila que frequentemente passa da porta de suas lojas. Apesar disso, as ações da empresa mais do que dobraram nos últimos anos, tornando-a a rede de restaurantes de capital aberto de melhor desempenho nas bolsas de valores americanas. E enquanto redes de alimentação rápida tradicionais divulgam crescimento baixo nas lojas abertas há mais de um ano, a CHIPOTLE cresce em uma taxa anual de dois dígitos há quase dez anos.


Campanhas que fizeram história 
A CHIPOTLE investe sua verba de comunicação quase que exclusivamente em mídia exterior, com algumas ações de apoio em rádio. O resultado não só proporcionou uma rápida expansão da marca, mas também um dos maiores fenômenos de criação de publicidade por parte dos próprios consumidores. A CHIPOTLE incentiva consumidores, batizados de FAN-ANTICS, a mandarem fotos demonstrando seu relacionamento e paixão pela marca, e hoje em dia, se você procurar no YouTube, vai encontrar vários vídeos produzidos por usuários sobre a marca. A campanha de mídia exterior utiliza praticamente todos os canais e tem sempre a presença do produto – a tradicional embalagem prateada do burrito - e uma frase bem-humorada destacando o seu tamanho excepcional. Mas há um detalhe curioso no material de propaganda: a CHIPOTLE nunca mostra um burrito desembrulhado de seu tradicional papel alumínio. Somente em 2012 a rede veiculou seu primeiro comercial na televisão.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. A última delas ocorreu em 2009 quando a rede apresentou sua nova identidade visual onde a pimenta de seu logotipo ganhou uma imagem mais moderna e adotou uma tipografia de letra mais sofisticada.


O logotipo abaixo é utilizado na fachada de seus restaurantes.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 13 de julho de 1993 
● Fundador: Steve Ells 
● Sede mundial: Denver, Colorado 
● Proprietário da marca: Chipotle Mexican Grill Inc. 
● Capital aberto: Sim (2006) 
● Chairman & CEO: Steve Ells 
● Presidente: Montgomery Moran 
● Faturamento: US$ 2.73 bilhões (2012) 
● Lucro: US$ 278 milhões (2012) 
● Valor de mercado: US$ 12.4 bilhões (agosto/2013)
● Restaurantes: 1.450 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 37.310 
● Segmento: Alimentação rápida 
● Principais produtos: Tacos, burritos, fajitas, guacamole e saladas 
● Concorrentes diretos: Taco Bell, Panda Express, Qdoba, Baja Fresh e Lime Fresh Mexican Grill 
● Ícones: O burrito embrulhado em papel alumínio 
● Slogan: Food With Integrity. 
● Website: www.chipotle.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CHIPOTLE possui mais de 1.450 restaurantes localizados em 43 estados americanos e no Distrito de Columbia, além de unidades em Londres, Paris e algumas cidades canadenses, como por exemplo, Ontário e Toronto. A rede, que serve aproximadamente 800.000 pessoas todos os dias, alcançou faturamento superior a US$ 2.7 bilhões em 2012. 

Você sabia? 
Cada unidade da rede fatura em média US$ 1.8 milhões anualmente. 
O nome da rede se pronuncia chi-POAT-lay


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 27/8/2013

22.5.08

TIVO

Tocou o telefone? Pause. Desligou o telefone? Play. Quer rever algum detalhe do filme? Replay. Quer assistir a um imperdível capítulo de seus seriados preferidos, mas os dois passam ao mesmo tempo? Record. Simples assim. E o melhor: nada de CD. Tudo digital, que fica armazenado em uma biblioteca virtual. Isto tudo é possível com um pequeno aparelho que mudou a maneira como se assiste à televisão e recebe conteúdo de mídia. Através dele é possível alugar milhões de vídeos e shows através da Internet; gravar programas de televisão e transferi-los para o computador; ouvir músicas e gravá-las no iPod; pausar programas, mesmo os transmitidos ao vivo; reprisar cenas; ouvir rádio; compartilhar fotos e vídeos e muito mais. A marca TiVo é a pura convergência de mídias, onde que controla o conteúdo é o telespectador.

A história
A empresa começou suas atividades no dia 4 de agosto de 1997 com o nome de Teleworld, Inc., fundada por Michael Ramsay e Jim Barton, profissionais veteranos das empresas Silicon Graphics e Time Warner, inicialmente com o intuito de desenvolver um dispositivo de rede para uso doméstico. Porém em pouco tempo os objetivos da empresa mudaram totalmente. Foi então que surgiu a idéia de criar e desenvolver um mecanismo de gravação de vídeo digital em disco rígido. O novo produto e serviço foram colocados em teste para moradores da cidade de San Francisco no ano seguinte. Somente em 31 de março de 1999, a empresa introduziu oficialmente no mercado americano o DVR (gravador de vídeo digital) TiVo, um aparelho que podia ser comparado a um videocassete (VCR), em que, manualmente, era possível determinar horários para gravação da programação da televisão (somente a recebida através de empresas de TV a cabo ou satélite) para visualização posterior. Porém, diferente de um videocassete, utilizava um disco rígido (Hard Disk) de computador como meio de armazenamento.


O principal diferencial do aparelho, que o distinguia dos videocassetes, era a possibilidade de detecção e exclusão da publicidade que acompanhava os programas veiculados pela TV comercial, dessa forma transformando o formato original do produto áudio visual que seria assistido pelo usuário. Também era possível pausar a programação da televisão, mesmo para eventos ao vivo. Na primeira versão da plataforma, chamada Series1, o TiVo conseguia gravar até 30 horas de programação da televisão. Os aparelhos eram vendidos com preços entre US$ 499 e US$ 1.499, dependendo da capacidade de gravação (10 horas ou 30 horas). Para ter acesso ao serviço era preciso pagar uma assinatura de um plano mensal no valor de US$ 10.


As pessoas levaram algum tempo para perceber o que o TiVo significava, além de permitir dar uma pausa na programação da TV. Muitos consumidores estavam receosos com o alto custo de uma nova forma de ser ver a mídia. O serviço foi lançado no mercado inglês no ano de 2000, mas não fez o sucesso esperado: apenas 35.000 unidades vendidas em 18 meses. Em 2002, a empresa introduziu no mercado americano um novo gravador, o TiVo Series2. E depois começou implantar melhoramentos nele. No ano seguinte, em novembro, o número de assinantes atingiu um milhão dentro dos Estados Unidos. Nesta época já haviam sido vendidos três milhões de aparelhos no mercado americano, e apenas 1/3 continham o logotipo da TiVo. A empresa também encontrava dificuldades para ser tornar rentável, especialmente em virtude da concorrência. Nos anos seguintes foram introduzidos no mercado vários serviços que transformaram o gravador de vídeo digital da TiVo em uma central de entretenimento, com gerenciamento podendo ser feito até pela Internet. Somente em agosto de 2005 a empresa conseguiu registrar seus primeiros lucros. Porém, as boas notícias não duraram muito. Nos últimos anos a TiVo vem registrando prejuízos e perdendo assinantes.


A linha do tempo
2005
Introdução do TiVo ToGo, expandindo a convergência de mídias, permitindo assim a transferência do conteúdo gravado no aparelho para computadores pessoais.
Introdução do TiVo Desktop, permitindo a transferência de vídeos no formato MPEG2 do computador para os aparelho de DVR.
2006
Introdução do TiVoCast, um serviço de banda larga que inicialmente oferecia downloads de conteúdo da NBA (liga masculina profissional de basquete), WNBA (liga feminina de basquete), The New York Times (jornal), Heavy.com (site popular de vídeos), iVillage (site direcionado especialmente para o mundo feminino), Danger Rangers e H2O.
Lançamento do serviço TiVo Mobile, onde através do celular ou laptop, era possível agendar e determinar horários e programas de gravação no aparelho TiVo, eliminando a obrigatoriedade de fazer isso diretamente no aparelho.
Lançamento do TiVo Series2 DT, aparelho, com capacidade para 80 horas de gravação, que conseguia gravar dois programas ao mesmo tempo.
Lançamento do TiVo Series3 HD, primeiro aparelho com capacidade para gravar em alta definição.
2007
O serviço Tivo ToGo é estendido para computadores Macintosh.
Lançamento do TiVo HD, um novo aparelho que permitia a gravação de conteúdo em alta definição. Com o novo aparelho era possível gravar até 20 horas de programação em alta definição ou 180 horas em formato digital.
2008
Lançamento do TiVo Swivel Search, um sistema de busca que permitia encontrar shows e filmes através do nome de atores, diretores ou por gênero.


Os aparelhos
Hoje em dia a empresa oferece três tipos de aparelhos: TiVo Premier (US$ 99), capaz de gravar dois programas ao mesmo tempo, com capacidade para 45 horas em programas HD; o TiVo Premier XL (US$ 299), com capacidade para 150 horas de gravação em alta definição; e o TiVo Premier Elite (US$ 499), para gravação em alta definição com 300 horas de capacidade, permitindo gravar dois programas ao mesmo tempo. O plano básico mensal da TiVo custa apenas US$ 19.99.


A evolução visual
O tradicional logotipo da marca passou por apenas uma alteração no ano de 2006. Ganhou uma forma mais arredondada e a escrita do nome ganhou novas cores nas letras “i” e “o”.


Os slogans
My TiVo Gets Me.
TiVo: the brain to your TV.
(TiVo: o cérebro para a sua TV)
You’ve got a life. TiVo gets it. (2004)
TiVo is TV your way. (2002)


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
4 de agosto de 1997
● Fundador:
Michael Ramsay e Jim Barton
● Sede mundial:
Alviso, Califórnia
● Proprietário da marca:
TiVo, Inc.
● Capital aberto: Sim (1999)
● CEO & Presidente:
Thomas Rogers
● Faturamento: US$ 219.6 milhões (2010)
● Lucro: - US$ 84.5 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 1.3 bilhões (janeiro/2012)
● Assinantes:
2.04 milhões
● Presença global:
8 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários:
514
● Segmento:
Eletrônicos
● Principais produtos:
Gravador Digital de Vídeo e outros serviços de mídia
● Principais concorrentes:
ReplayTv, Comcast e EchoStar
● Ícones: O logotipo
● Slogan:
My TiVo Gets Me.
● Website: www.tivo.com

A marca no mundo
A TiVo vende seus aparelhos e serviços em sete países ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Canadá (exceto a província de Québec), México, Taiwan, Nova Zelândia, Austrália e Espanha. Os aparelhos podem ser adquiridos em inúmeras lojas de varejo (como por exemplo, Best Buy e Sears) ou diretamente no site da empresa. Atualmente a TiVo conta com mais de 2 milhões de assinantes.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 15/1/2012

CERVEJA DEVASSA


Carioquíssima da gema, desejada por homens e mulheres de todas as tribos e, ainda por cima, gostosa do princípio ao fim. Quem conhece vira amante. É o tipo de cerveja que te pega pelo colarinho, te seduz pelo aroma e faz você se apaixonar de vez pelo paladar. A cerveja DEVASSA com seu iconoclasta slogan “Um tesão de cerveja”, está literalmente na boca do povo e se tornou um explícito objeto de desejo. 

A história 
Tudo começou no ano de 2001 quando dois jovens empresários da noite carioca, Marcello Macedo e Marcelo do Rio, perceberam que havia uma lacuna a ser explorada: criar uma cerveja especial com alma brasileira e qualidade europeia. Foi então que eles desenvolveram a DEVASSA, uma cerveja com nome ousado e sabor refinado. Mas nada seria possível sem a criação dos bares que trouxessem as características da cerveja ao público. E foi então, que no ano de 2002, eles inauguraram um bar na Av. General San Martin 1.241, no charmoso bairro do Leblon, Rio de Janeiro. Inicialmente a CERVEJA DEVASSA, tinha sua fabricação terceirizada, ao mestre cervejeiro André Nothaft. A aposta no negócio transformou a cervejaria em um verdadeiro templo de experimentação do produto. No mês de maio de 2003 foi fundada oficialmente a União das Devassas Cervejaria Ltda., com a entrada de Joca Muller na sociedade já formada pelos dois jovens. Em agosto do ano seguinte, com a conclusão da montagem da primeira fábrica, localizada no bairro de Santo Cristo, zona portuária do Rio de Janeiro, e com produção mensal de 8 mil litros e capacidade para até 55 mil litros, foi iniciada a fabricação própria da DEVASSA, produzindo as cervejas LOURA (pilsen) e RUIVA (pale ale), antes fabricadas pela Brewtech.


A cerveja tornou-se, rapidamente, pequeno ícone de uma cidade acostumada a construir mitos. A produção começou com 8.000 litros por mês escoados apenas pelo miúdo bar do Leblon. A decoração descontraída, o cardápio com petiscos típicos de boteco e o chope servido com três dedos de creme caíram no gosto dos clientes e a DEVASSA também. Com sucesso retumbante, não demorou muito para nascer uma segunda unidade no início de 2004 e pouco depois a empresa implantar o sistema de franquia para seus bares. Ainda este ano a marca passou a ser comercializada nas lojas do Pão de Açúcar do Rio de Janeiro, ganhando mais visibilidade no mercado ao ingressar em um poderoso canal de venda. Em maio de 2005, a cervejaria lançou no mercado a versão escura de sua cerveja, a DEVASSA NEGRA (dark lager).


A DEVASSA vinha agradando não só aos brasileiros, mas também consumidores de outros países. Ainda em 2005, a marca iniciou um bem-sucedido movimento de internacionalização quando um distribuidor inglês quis vender o produto em pubs londrinos. Ao ver a cerveja citada em uma reportagem, foi o inglês que se interessou pela importação do produto, no sentido inverso ao habitual. Hoje, a cerveja DEVASSA é vendida em mais de 20 pubs de Londres e recebeu, em 2005, um prêmio de melhor cerveja brasileira vendida na Inglaterra, dado por uma conceituada revista britânica.


Tanto sucesso chamou a atenção de cervejarias maiores, e no dia 6 de agosto de 2007, o Grupo Schincariol, comprou por R$ 30 milhões 70% da União das Devassas Cervejaria (UDC). A empresa assumiu as marcas da UDC, a unidade de produção e a estrutura de distribuição, o que foi de suma importância para a expansão da DEVASSA no território brasileiro. Os proprietários da UDC, Marcelo do Rio e Cello Macedo, continuaram como sócios e como gestores das franquias, que englobavam três estabelecimentos próprios e 10 franqueados. Após a compra os novos proprietários optaram por expandir a rede de franquias existente, inaugurando outros bares em grandes e importantes cidades brasileiras.


A DEVASSA então passou a utilizar as 12 fábricas da Schincariol espalhadas pelo país para produzir o chope e as cervejas da marca. Como a produção é toda artesanal e as bebidas não são pasteurizadas, precisa ser fabricada o mais próximo possível do local onde será consumida. Pouco antes do carnaval de 2010, a marca investiu R$ 100 milhões para o lançamento da DEVASSA BEM LOIRA, uma cerveja pilsen com um sabor mais próximo da cerveja que o brasileiro está acostumado a beber, comercializada nas versões lata (alumínio), garrafa (600 ml) e chope, inicialmente na região sudeste. A campanha de lançamento foi protagonizada pela polêmica celebridade internacional Paris Hilton, ex-herdeira milionária dos hotéis da rede Hilton.


Em 2011, a compra do Grupo Schincariol pela Kirin Holdings Company, fez com que a DEVASSA passasse a fazer parte do portfólio da tradicional empresa japonesa. Nos anos seguintes a marca ampliou consideravelmente sua distribuição pelo território brasileiro, investiu pesado em marketing com campanhas polêmicas e no carnaval carioca, além de ampliar sua linha de cerejas, incluindo a versão DEVASSA by PLAYBOY, em parceria com a tradicional revista masculina e cuja garrafa transparente tinha o nome e a pin-up, típica da marca, em alto relevo no vidro.


Em 2014, a marca lançou no mercado uma edição limitada de latinhas da cerveja, batizada de DEVASSA ONE. A marca trocou sua embalagem tradicional branca por outras de cores variadas (vermelha, cinza, preta, verde, amarela e azul), com o intuito de estimular os consumidores a colecionarem as latas. Ao posicioná-las umas ao lado de outras, era possível formar diversas imagens como bandeiras, símbolos, objetos e palavras. A campanha de divulgação contou com a atriz Grazi Massafera e o craque Romário, e tinha o slogan “De um jeito ou de outro todo mundo vai para a pelada”. A novidade era uma continuação da campanha lançada no início de fevereiro e protagonizada pelo jogador Romário, cujo mote era “Pelada. O lado Devassa do futebol”. Atualmente, antes de pegar você de jeito, a DEVASSA é preparada com cuidados mais do que especiais. Com uma formulação própria, a sua produção artesanal é feita com maltes selecionados, sem aditivos ou conservantes.


Os tipos de cervejas 
A cervejaria produz atualmente sete tipos especiais da cerveja ou chope DEAVASSA. Eles seriam biotipos de mulheres brasileiras que chamam mais a atenção, afinal, todas as cervejarias normalmente só possuem a loura, mas a DEVASSA não: 
DEVASSA LOURA 
Em chope ou long-neck, é a cerveja tipo Pilsener ou Lager, feita com maltes selecionados. É leve, refrescante e tem um sabor muito mais apurado do que o das Pilseners comuns. Ideal para acompanhar peixes, frangos e saladas. 
DEVASSA RUIVA 
Em chope ou long-neck, é encorpada, feita com seis tipos de maltes importados, tem cor avermelhada e é extremamente cremosa. É uma Tropical Ale. Ou seja: uma Ale com ginga, cheia de malandragem. Ideal para acompanhar carnes vermelhas, massas com molhos condimentados e queijos como parmesão, gouda e emmental. 
DEVASSA NEGRA 
Em chope ou long-neck, é uma cerveja escura produzida com maltes especiais. Deliciosamente cremosa, tem um paladar marcante, amargor moderado e aroma de café. Ideal para acompanhar sobremesas, principalmente as que têm como base o chocolate. 
DEVASSA ÍNDIA 
Chope inspirado na tradicional Pale Ale britânica, com alto teor alcoólico, amargor intenso e forte aroma de lúpulo. 
DEVASSA SARARÁ 
Chope tipo Weiss, feito de malte de trigo e cevada, com aromas que lembram banana e cravo. De coloração clara, mas aparência turva, por não ser filtrada, é uma cerveja de baixíssimo amargor, muito refrescante e ideal para os dias quentes de verão. Este chope vai muito bem quando acompanhado de petiscos e pratos apimentados. 
DEVASSA BEM LOURA 
Uma cerveja pilsen com um sabor mais próximo da que o brasileiro está acostumado a beber. Ou seja, uma cerveja mais suave. E ainda vem no tamanho da sua vontade: chope, lata (269 ml, 350 ml e 473 ml) e garrafa (300 ml, 600 ml e 1 litro). 
DEVASSA by PLAYBOY 
De tímida, não tem nada. Começando por sua garrafa totalmente transparente, 275 ml, que mostra tudo logo de cara, principalmente qualidade e paladar superior. Seu lúpulo e óleos especiais transbordam irreverência e sensualidade. Ela tem um gosto único, é refrescante e suave como uma perfeita cerveja pilsen deve ser. A garrafa foi inspirada no formato do corpo de uma mulher sensual, cheia de curvas, como a pin-up símbolo da marca.


O conceito 
DEVASSA é uma cerveja que nasceu pra ser cult. Começa pelo nome: uma cerveja que se auto-proclama “Devassa” deve ser, no mínimo, espirituosa. Alguém que vale a pena conhecer. No universo das cervejas, marcado por uma corrida desenfreada pela garota-propaganda mais gostosa, de repente, surge uma pequena marca que tira sarro de tudo isso. DEVASSA é o escracho, uma gostosa maneira de você tirar uma onda. Ela é tudo que as outras cervejas gostariam de ser, mas morrem de vergonha. E, só de curtição. DEVASSA vem nas versões loura, ruiva e negra. Fetiche completo. DEVASSA é um estado de espírito. Aquele astral que atrai coisas boas, pessoas interessantes, papos divertidos. Pedir uma DEVASSA tem também certa dose de “segundas intenções”. DEVASSA suscita “azaração”. Se não fosse pra ser assim, o nome poderia ser qualquer um, menos este. Mas não é só isso. DEVASSA é descompromisso. Quem bebe procura liberdade. Nada de fazer tipo, caras e bocas, fingir ser o que não é. DEVASSA é autêntica. Deboche, escracho, carioquice, e boa dose de sem-vergonhice. DEVASSA faz a vida ser mais gostosa. É um tesão de cerveja.


Os bares 
Atualmente existem 28 bares da marca (oficialmente chamados Cervejaria Devassa) localizados em cidades como Rio de Janeiro, Campinas, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia, que servem como importante ferramenta de marketing para a marca. Só a decoração já vale a visita: em um espaço de 250 m² mesinhas de madeira, piso lembrando o calçadão de Copacabana, iluminação gostosa e aconchegante, criando um clima descolado para encontrar amigos e festejar. Nas paredes, o toque especial são as reproduções de imagens dos tanques de fabricação, ajudando a criar uma sensação de que você está tomando uma DEVASSA no local onde ela foi fabricada. O cardápio das cervejarias foi criado com petiscos e guloseimas especialmente para serem consumidos com cada determinado tipo de cerveja que a DEVASSA oferece. São comidas típicas de botecos como bolinhos de bacalhau, camarões e lulas empanadas, mandioca frita, calabresa flambada na cachaça, batata frita, costelas de porco, carne seca, caldo de feijão, queijo coalho, croquetes de carne, porções de pastéis, entre outras delícias. Algumas cervejarias ainda servem almoço executivo.


Mas o show fica mesmo pela maneira que a DEVASSA instituiu para servir o chope. Logo após a produção os barris seguem para os bares da rede e permanecem armazenados em câmaras frias. De lá, o chope é conduzido por uma tubulação subterrânea a 3 graus negativos até chegar ao balcão, em torneiras belgas, para enfim ser lentamente despejado na temperatura ideal no copo. O sistema de franquia ainda oferece o modelo de Mini Cervejaria Devassa, com cardápio reduzido, harmonizado ao portfólio completo de bebidas da marca, em um espaço de 90 m².


A cervejaria 
Uma parte dessas deliciosas cervejas especiais e chopes são produzidas em uma fábrica, 1.200 m² e uma capacidade de produção superior a 1 milhão de litros/mês, localizada no bairro de Santo Cristo na cidade do Rio de Janeiro. Lá são fabricados os três tipos de cerveja e os cinco tipos de chope (loura, ruiva, negra, índia e sarará). A produção artesanal, os maltes selecionados e importados utilizados na sua fabricação e sua fórmula única fazem com que a cerveja tenha um sabor único. Além de um conceituado mestre cervejeiro, a fábrica conta com um laboratório para desenvolvimento de novas cervejas e até dos novos sabores.


Comunicação polêmica 
A comunicação da marca, assim como o próprio nome, é extremamente polêmica, mas ao mesmo tempo divertida e despretensiosa. Se o nome DEVASSA já causa furor, em 2010, a marca iniciou sua linha de comunicação provocativa e picante. Isto porque, o primeiro comercial da cerveja DEVASSA BEM LOURA, estrelado pela polêmica socialite Paris Hilton, provocou protestos fervorosos em grupos de defesa dos direitos das mulheres. A campanha publicitária apresentava a provocante Paris Hilton com um vestido preto pegando uma lata da cerveja da geladeira e passando-a a por seu corpo em uma atitude sensual. Tudo sendo observada por admiradores. Para o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) o comercial era apelativo sexualmente, e posteriormente foi removido por ordem do Conselho. O comercial da cerveja foi então reeditado com a inserção de tarjas pretas na pin-up do rótulo da cerveja, tampando os seios da figura de uma mulher (apesar de estarem vestidos com um top) para indicar censura. Era apenas o começo de uma comunicação centrada na polêmica.


Em 2011, campanha publicitária contou com a cantora brasileira Sandy como garota-propaganda da marca, cuja escolha dividiu opiniões devido à imagem de “boa moça e recatada” da mesma. O primeiro filme da campanha mostrava a cantora, com os cabelos pintados de loiro, na balada, e tinha como tema a frase “Todo mundo tem um lado Devassa. A Sandy também”. Em 2012, em mais uma atitude ousada, a marca optou por um garoto-propaganda, o empresário Hugh Hefner, criador da revista Playboy. Porém, ele não compareceu ao camarote da cerveja na Marquês de Sapucaí, sendo representado pelo filho, Cooper Hefner. Já em 2013, foi a vez da atriz brasileira Alline Moraes estrear como musa da marca e do camarote DEVASSA. O mote da campanha foi “a primeira vez com uma Devassa”. O comercial da campanha também chegou a ser denunciado ao Conar, porém, desta vez, foi absolvido. Ainda neste ano mais uma polêmica: a campanha publicitária da DEVASSA TROPICAL DARK, trazia um anúncio com uma ilustração de uma mulher negra, em pose sensual e com um vestido de gala com as costas abertas, junto à mensagem “É pelo corpo que se conhece a verdadeira negra”.


A evolução visual 
No carnaval de 2015 a marca apresentou sua nova identidade visual. O novo logotipo tem um visual mais contemporâneo e um maior peso para o nome. A tradicional pin-up, elemento-chave da marca, também passou por uma sutil mudança, apresentando um cabelo mais leve, um rosto com traços melhorados e um biquíni com cintura mais baixa e top tomara-que-caia. Além disso, seu tamanho foi diminuído para dar mais visibilidade ao nome da marca. O novo logotipo reforça os conceitos de ousadia e irreverência da marca.


Os slogans 
Todo mundo tem um lado devassa. (2011) 
Bem gostosa, bem devassa. (2010) 
A cerveja bem devassa. 
Um tesão de cerveja. (2007)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 2001 
● Criador: Marcello Macedo e Marcelo do Rio 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: Brasil Kirin Indústria de Bebidas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Gino Di Domenico 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Bares: 28 
● Presença global: 6 países 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas especiais e chope 
● Concorrentes diretos: Colorado, Dado Bier, Amazon Beer, Bamberg, Proibida, Brahma e Bohemia 
● Ícones: A pin-up de seu logotipo 
● Slogan: Todo mundo tem um lado devassa. 
● Website: www.devassa.com.br 

A marca no mundo 
No Brasil suas cervejas são encontradas em mais de 4.000 pontos-de-venda (bares e supermercados) nas regiões sul, sudeste e nordeste. Além disso, a marca DEVASSA comercializa seus famosos chopes em 28 bares (Cervejarias Devassa) localizados em 13 estados brasileiros. A cerveja também é exportada para outros países como a Inglaterra, Escócia e Estados Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Época Negócios e EmbalagemMarca), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/1/2016