11.6.08

DIPPIN' DOTS

Imaginem um sorvete em formato de pequenas bolinhas que derretem ao entrar em contato com a boca? Acrescentem a isso muitas cores, sabores e uma consistência exclusiva, em uma verdadeira explosão de gostosura sem igual no mercado. O nome deste revolucionário sorvete é DIPPIN’ DOTS, que se tornou uma verdadeira mania entre os americanos.

A história
A história começa em 1986 quando Curt Jones, um microbiologista responsável pelo setor de produção de bactérias de uma empresa americana, teve a idéia de produzir sorvetes congelados a baixíssimas temperaturas. Na época, ele inventou um sistema de congelamento de bactérias e resolveu testar com sorvetes, que mesmo num calor intenso, de temperaturas de até 40 graus, não derretiam facilmente. O resultado surgiu no ano seguinte: um sorvete de mini-bolinhas que não se grudavam, criado a partir de um método diferente de congelamento chamado criogenia (técnica de congelamento com nitrogênio líquido a baixíssimas temperaturas). A massa era feita de pequenas bolinhas que não derretiam e só se dissolviam ao entrarem em contato com a boca. A receita do sorvete era a mesma de um sorvete de massa convencional, porém, com a vantagem de utilizar menos conservantes e estabilizantes.


O produto usava a temperatura como meio de conservação. Enquanto um sorvete convencional é mantido a 10º graus abaixo de zero, os DIPPIN’ DOTS têm que ser armazenados a 40º negativos e servidos, preferencialmente, a 26º abaixo de zero. Finalmente em 1988 o microbiologista fundou uma empresa para produzir o revolucionário sorvete e mostrar ao mundo sua nova invenção. A produção começou de maneira modesta na acanhada garagem da casa de seus pais em Grand Chain, estado do Illinois. Era preciso ver a aceitação do público diante da novidade. Uma loja em Lexington, estado do Kentucky; amigos e familiares; e o primeiro contrato para vender seus produtos dentro do parque de diversão Opryland em Nashville, estado do Tennessee, foram o principal cartão de visita do novo sorvete até 1989. Mais do que o simples prazer de degustar, o produto foi considerado uma vanguarda para o setor, ao oferecer uma experiência sensorial completa ao consumidor (visual diferente, consistência exclusiva que chega a fazer barulho no copo, cheiro e gosto de sorvete gelado). Começava então uma verdadeira mania pelos Estados Unidos.


Com o aumento da demanda pelo produto, a garagem onde o DIPPIN’S DOTS era produzido ficou pequena, e Curt Jones, resolveu mudar a produção para uma pequena loja na cidade de Paducah no estado do Kentucky. Em 1991 a empresa estabeleceu uma rede de distribuição para atuar em feiras, festivais e áreas comerciais. Deste momento em diante, o estopim do sucesso havia sido aceso.


Nos anos seguintes a expansão foi rápida: em 1995 assinou contrato de licenciamento com o Japão e a Austrália, iniciando a internacionalização da marca; inaugurou uma enorme fábrica em Paducah, Kentucky; introduziu, em 1998, o programa de máquinas automáticas, primeiramente instaladas em salas de cinema espalhadas pelo país; assinou o primeiro contrato de franquia em 2000; iniciou as vendas via Internet em 2002; começou a ser oferecido como item regular do cardápio do McDonald’s da cidade de São Francisco, logo se espalhando por centenas de lojas da rede; inaugurou, em 2002, a primeira fábrica no exterior, localizada na Coréia do Sul, para atender ao mercado asiático. A este altura o produto já era uma verdadeira febre em parques temáticos e lojas do McDonald’s nos Estados Unidos. E o sucesso aumentou depois que o fundador da empresa apareceu em programas de televisão como o popular Oprah Winfrey Show, fazendo com que a marca ingressasse em mercados tão distintos como Panamá, Holanda e Colômbia. Recentemente seus sorvetes começaram a serem vendidos em grandes varejistas. Além disso, a marca lançou outras delícias como o Dotwich, um sanduíche de bolachas recheados com o tradicional sorvete da DIPPIN’ DOTS.


Os produtos
Os sorvetes são vendidos em copinhos ou saquinhos de 85 gramas, e podem ser encontrados, dependendo das regiões, na versão tradicional, diet e light, em mais de 60 sabores como café, chocolate, baunilha, morango, laranja, banana-split, algodão-doce, chiclete, melancia, cookies, melão, limão e menta com chocolate. A partir de 2005 a marca começou a diversificar sua linha de produtos com a introdução de bolos e sanduíches de bolachas (Dotwiches) recheados com as tradicionais bolinhas de sorvetes. Mais recentemente, em 2006, introduziu uma linha de sorvetes convencionais misturados com as tradicionais bolinhas DIPPIN’S DOTS, assim como bolos, milkshakes, cafés, sundaes e iogurtes em suas lojas.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, mas sempre manteve seu caráter lúdico.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação: 1988
● Fundador: Curt Jones
● Sede mundial: Paducah, Kentucky
● Proprietário da marca: Dippin’ Dots, Inc.
● Capital aberto: Não
● Chairman: Curt Jones
● CEO & Presidente: Tom Leonard
● Faturamento: US$ 115 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: + 500 (lojas, quiosques, carrinhos e máquinas automáticas)
● Presença global: 15 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 800
● Segmento: Sorveterias
● Principais produtos:
Sorvetes e derivados
● Ícones: As pequenas bolinhas de sorvetes
● Slogan:
Ice Cream of the Future.
● Website: www.dippindots.com

A marca no mundo
Os produtos DIPPIN’ DOTS podem ser encontrados em mais de 2.500 pontos de vendas localizados em parques temáticos (Disneylândia, Six Flags, Cedar Fair e SeaWorld), zoológicos, aquários, feiras, festivais, cinemas e arenas esportivas, em mais de 800 lojas do McDonald’s da costa oeste, além das quase 500 lojas próprias, quiosques e máquinas automáticas localizadas, geralmente, dentro de shopping centers e áreas comerciais. México, Japão, Canadá, Israel, Filipinas, Colômbia, Holanda e Coréia do Sul são outros países que já conhecem o produto e aderiram ao sistema de franquias para a comercialização. A empresa possui, além da enorme fábrica nos Estados Unidos, uma na Coréia do Sul e um centro de distribuição na Austrália.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 29/5/2011

9.6.08

MÉDECINS SANS FRONTIÉRES


Epidemias. Terremotos. Tufões. Guerras civis. Inundações. São em cenários como esses que os profissionais da organização Médicos Sem Fronteiras atuam, proporcionando que milhões de pessoas tenham ao menos uma chance de sobrevivência. Seus voluntários levam socorro às populações em perigo e às vítimas de catástrofes de origem natural ou humana e de situações de conflito, sem qualquer discriminação racial, religiosa, filosófica ou política. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, os Médicos Sem Fronteiras reivindicam, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício da sua atividade. 

A história 
A organização Médecins Sans Frontières (conhecida no Brasil de Médicos Sem Fronteiras) foi criada no dia 20 de dezembro de 1971 por um grupo de 13 jovens médicos franceses (conhecidos então como French Doctors), liderado pelo médico Bernard Kouchner, e jornalistas, liderados por Raymond Borel, editor chefe do jornal médico Tonus, que, em sua maioria, tinham trabalhado como voluntários da Cruz Vermelha em Biafra, região no sudeste da Nigéria, que, no final dos anos de 1960, estava sendo destruída por uma guerra civil brutal. Enquanto trabalhavam para socorrer as vítimas do conflito, eles perceberam que as limitações da ajuda humanitária internacional da época eram fatais. Para tratar dos doentes e feridos era preciso esperar por um entendimento entre as partes em conflito ou pela autorização oficial das autoridades locais. Além dos entraves burocráticos e políticos, os grupos de ajuda humanitária não se manifestavam diante dos fatos testemunhados, ainda que diante de situações gritantes.


Ao retornarem à França, estimaram que a política de neutralidade e de reserva da Cruz Vermelha havia sido um erro, e que era necessária a criação de uma associação que aliasse ajuda humanitária e ações de sensibilização junto à mídia e às instituições políticas. A organização surgiu com o objetivo de levar cuidados de saúde para quem mais precisa, independentemente de interesses políticos, raça, credo ou nacionalidade. Na verdade era uma organização humanitária que associava ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, dando visibilidade a realidades que não podiam permanecer negligenciadas. Seus fundadores acreditavam que todas as pessoas tinham o direito a tratamento médico, e que essa necessidade era mais importante que as fronteiras nacionais (princípio de ingerência). No ano seguinte, o MSF fez sua primeira intervenção, na Nicarágua, após um terremoto que devastou a capital do país, Manágua, matando entre 10 e 30 mil pessoas.


Ainda nesta década a organização atuou em Honduras, depois da passagem de um furacão em 1974; nos campos de refugiados da Tailândia, em 1975; estabeleceu o primeiro programa médico de grande escala durante a crise de refugiados no Camboja, em 1975; e no Líbano, em 1976, durante sua primeira missão de guerra. Pouco depois, em 1980, após a ocupação do Afeganistão pelos Estados Unidos, o MSF forneceu proteção e estrutura para as vítimas da guerra. No final desta década, em 1988, a organização levou ajuda às vítimas de um grande terremoto na Armênia. A atuação da organização nesses anos culminou com o recebimento do Prêmio Nobel da Paz em 1999 em reconhecimento ao trabalho humanitário pioneiro em diversos continentes e para honrar seus profissionais médicos, que haviam atuado em mais de 80 países, tendo tratado dezenas de milhões de pessoas. A partir desse ano, a organização começou a promover a Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais, visando chamar a atenção para doenças negligenciadas, como a malária, doença de Chagas e a doença do sono, que matam milhões de pessoas a cada ano. Além disso, a campanha também visava proporcionar o acesso a medicamentos para tratamento da AIDS nos países mais atingidos.


Neste momento a organização já possuía escritórios regionais em vários países, inclusive no Brasil, onde havia desembarcado no começo da década. A partir de 2005, o MSF começou a recrutar profissionais brasileiros para trabalhar em seus projetos pelo mundo. Nos últimos anos, algumas das crises nas quais o MSF esteve presente ativamente foram: o Terremoto no Haiti (2010), a Guerra da Síria (2011), o Tufão nas Filipinas (2013), a Epidemia de Ebola na África ocidental (2014), o Conflito do Iêmen (2015) e o Terremoto no Nepal (2015). Em 2015, um bombardeio dos Estados Unidos ao centro de trauma do MSF na cidade de Kunduz, no Afeganistão, fez o maior número de vítimas em ataques a instalações da organização: 42 pessoas foram mortas, sendo 14 profissionais do MSF.


Nos últimos anos, o MSF proporciona também ações de longo prazo, na ajuda a refugiados, em casos de conflitos prolongados, instabilidade crônica ou após a ocorrência de catástrofes naturais ou provocadas pela ação humana. Também é missão do MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos. Além disso, em situações em que a atuação médica não é suficiente para garantir a sobrevivência de determinada população – como ocorre em casos de extrema urgência –, a organização pode fornecer água, alimentos, saneamento e abrigos. Esse tipo de ação se dá prioritariamente em períodos de crise, quando o equilíbrio anterior de uma situação é rompido e a vida das pessoas é ameaçada.


A linha do tempo 
1984 
Grande projeto de nutrição intensiva para vítimas da fome na Etiópia, na África. 
1985 
A organização é expulsa da Etiópia depois de ter denunciado o desvio da ajuda humanitária e a migração forçada das populações locais. 
1987 
Primeiros projetos médico-sociais em países desenvolvidos, começando pela França. 
1989 
Lançamento de programas de saúde na Europa Oriental, depois do colapso do bloco comunista. 
1991 
Primeira intervenção no Brasil, para conter uma epidemia de cólera na Amazônia. Depois de 10 anos, o MSF finalizou atuação na região, uma vez que os povos indígenas atendidos passaram a ter acesso a cuidados básicos de saúde com a criação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). 
Denuncia a limpeza étnica e crimes contra a humanidade, na Bósnia-Herzegovina. 
1993 
Chegada ao Rio de Janeiro, iniciando trabalhos com crianças de rua. 
1994 
Presença antes, durante e depois do genocídio em Ruanda, na África, onde aproximadamente 800 mil ruandeses da etnia tutsi foram assassinados por milicianos hutus. 
1996 
Vacinação de 4.5 milhões de pessoas contra a meningite, na Nigéria. 
1997 
Intervenção em epidemia de cólera no oeste da África. 
1998 
Assistência e envio de medicamentos e de material médico para as vítimas do furacão que varreu a América Central (Honduras, Nicarágua e Guatemala). 
Causou polêmica ao retirar-se da Coréia do Norte, acusando o regime de Pyongyang de malversar a ajuda humanitária vinda do exterior. 
1999 
Assistência humanitária aos refugiados durante a guerra do Kosovo. 
2000 
Denuncia a negligência em relação ao povo angolano em meio à guerra entre governo e rebeldes. 
2001 
Critica a operação pão e bombas durante ataque dos Estados Unidos ao Afeganistão. 
2002 
Amplia presença em Angola, que, após o fim do conflito que durou anos, vivia a pior crise de desnutrição da África na última década. 
2003 
Durante pesados conflitos entre forças do governo e tropas rebeldes na capital da Libéria, o MSF oferece assistência a milhares de deslocados e transforma casas em hospitais. 
2010 
Após o terremoto que devastou o Haiti, a organização tratou mais de 173 mil pacientes e realizou mais de 11 mil cirurgias. 
2011 
Concentra esforços no atendimento às pessoas afetadas pelo conflito na Síria e atua em três hospitais no norte do país transformando casas e uma granja em hospitais. Impedido de acessar outras áreas da Síria, o MSF inicia apoio a mais de 50 unidades de saúde espalhadas pelo país. 
2013 
A República Centro-Africana alcança status de emergência humanitária crônica após o golpe de Estado e a violência chega a níveis sem precedentes. O MSF mantém sete projetos regulares e seis de emergência, em quase todo o país, além prestar assistência a refugiados nos países vizinhos. É das poucas organizações que levam cuidados a essa população. 
2014 
Início de uma epidemia de Ebola sem precedentes: em seis países, o MSF tratou quase 5 mil pacientes no ano, aproximadamente 25% de todos os casos declarados na África Ocidental.


Missões do bem 
Atualmente, as principais ações do MSF no mundo são: 
+ Campanhas de vacinação 
+ Ações de prevenção de doenças 
+ Assistência a campos de refugiados 
+ Nutrição terapêutica e suplementar 
+ Distribuição de alimentos em regiões em situação de fome aguda 
+ Distribuição de medicamentos 
+ Assistência médica dentro de instalações públicas pré-existentes 
+ Reforma de estruturas de saúde - reabilitação de hospitais e clínicas 
+ Cirurgias 
+ Campanhas de sensibilização da opinião pública 
+ Projetos de saneamento e provisão de água 
+ Construção de hospitais e postos de saúde 
+ Formação de agentes comunitários 
+ Formação de pessoal de saúde 
+ Apoio à reinserção social 
+ Acompanhamento epidemiológico de um país ou região


A ajuda em números 
A cada ano, aproximadamente 7.700 médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde da organização Médecins Sans Frontières, partem de diferentes países, em direção a quase 470 projetos de ajuda humanitária em mais de 70 países, levando atendimento para mais de 30 mil pessoas diariamente. O trabalho sério da organização realmente salva milhões de vidas anualmente: são aproximadamente 9.1 milhões de consultas ambulatoriais; 3 milhões de crianças vacinadas; 43 mil cirurgias de guerra; tratamento para mais de 180 mil casos de desnutrição severa e moderada; mais de 250 mil partos; 30.600 imigrantes e refugiados resgatados do mar; mais de 55 mil internações; tratamento para casos de malária (2.5 milhões de pessoas), HIV/AIDS (mais de 220 mil pacientes), tuberculose, sarampo, meningite e cólera; milhões de atendimentos psicológicos; além da distribuição de milhares de kits de higiene e cozinha e lonas plásticas.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 20 de dezembro de 1971 
● Fundador: Bernard Kouchner e Raymond Borel 
● Sede mundial: Genebra, Suíça 
● Proprietário da marca: Médecins Sans Frontières 
● Capital aberto: Não (organização não-governamental) 
● Presidente: Joanne Liu 
● Secretário Geral: Jérôme Oberreit 
● Arrecadação: €1.5 bilhões (2016) 
● Presença global: 71 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários/voluntários: 36.000 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais produtos: Assistência médica e humanitária 
● Concorrentes diretos: Red Cross (Cruz Vermelha), Médecins du Monde, The Salvation Army e Anistia Internacional 
● Slogan: Hope without borders. 
● Website: www.msf.org.br 

A marca no Brasil 
Em 1991, o Médicos Sem Fronteiras iniciou sua primeira intervenção no Brasil no combate a uma epidemia de cólera na Amazônia, em parceria com o Ministério da Saúde. Depois que a epidemia foi controlada, o MSF passou a desenvolver um trabalho de saúde preventiva com tribos indígenas, impulsionada pelo alto índice de mortalidade e morbidade provocadas principalmente pela malária. Nos anos seguintes, a organização implantou vários projetos, como por exemplo, em 1996 quando criou o Programa Local de Prevenção a DST/Aids, através da implantação de bancos de preservativos e atividades educativas de prevenção em comunidades carentes do Rio de Janeiro, em parceria com associações de moradores; o Dentemania em 1998, onde realizava um trabalho com crianças de rua e de comunidades carentes, para ensinar, de maneira lúdica, como manter a higiene bucal; e constituiu, em 1998, uma rede de médicos voluntários que se preocupam com a questão da exclusão social e oferecem atendimento gratuito à população excluída. Atualmente, o MSF do Brasil envia 150 brasileiros de diversas especialidades para seus projetos pelo mundo e conta com aproximadamente 260 mil doadores.


A marca no mundo 
Hoje, mais de 36 mil profissionais, dos quais mais de 7.700 são médicos, trabalham com a organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que oferece assistência à saúde, em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social em mais de 70 países. Aproximadamente 95% da arrecadação provém de doações particulares (são mais de 6 milhões de doadores individuais), enquanto o restante é proveniente de governos e empresas. Atualmente é a maior organização de ajuda humanitária não governamental do mundo, na área da saúde. 

Você sabia? 
A organização, mundialmente conhecida pela sigla MSF (abreviação da frase em francês “Médecins Sans Frontières”), também adota os nomes MÉDICOS SEM FRONTEIRAS (no Brasil) e DOCTORS WITHOUT BORDERS (nos Estados Unidos). 
Em junho de 2016, após o acordo firmado entre a União Europeia e a Turquia, o MSF decidiu não receber mais recursos financeiros dos países-membros do bloco em protesto contra a vergonhosa política migratória imposta a refugiados e migrantes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/11/2017

5.6.08

SEGWAY

Eles despontam nas grandes cidades, especialmente americanas, em bom ritmo. Policiais de Washington desfilam nos veículos. Carteiros do Serviço Postal Americano também. Animadores dos parques da Disney giram a bordo das máquinas. À primeira vista, este veículo de locomoção não nos parece tão espetacular, pois se assemelha a um patinete com ares futurista movido a bateria com tecnologia avançada. Mas aqueles que o experimentaram asseguram que é uma verdadeira revolução no conceito de locomoção. O SEGWAY está timidamente mudando a forma como as pessoas se locomovem nas cidades.

A história
Tudo começou em 1991 quando Dean Kamen, que antes inventara um bem-sucedido aparelho de diálise e uma cadeira de rodas que subia escadas pelo corrimão e colocava os deficientes em posição vertical, resolveu inventar um meio de transporte eficiente (propício para o perímetro urbano), com 0% de emissão de poluentes, compacto e com apenas duas rodas, utilizando a tecnologia de estabilização dinâmica. Depois de oito anos de intensas pesquisas e desenvolvimento, surgia o Segway Human Transporter (em português transportador de pessoas). Sua concepção revolucionária permitia que o condutor se movimentasse com muita segurança para frente e para trás com uma simples inclinação do corpo. Para realizar curvas à esquerda e à direita bastava manusear um único comando localizado no punho esquerdo do guidão. Este equilíbrio era o aspecto mais surpreendente sobre o SEGWAY e também a chave para a sua operação.


Para compreender como o sistema funciona, basta levar em consideração o modelo que o inventor usou para desenvolver o dispositivo: o corpo humano. Quando caminhamos, qualquer inclinação realizada pelo nosso corpo é detectada pelo cérebro devido a uma alteração no fluido do ouvido interno, fazendo com que uma perna se movimente para frente, impedindo a queda. Se continuarmos a nos inclinar para frente o cérebro continuará a colocar uma perna à frente, mantendo-nos em pé. Ao invés de cairmos, andamos pra frente, um passo de cada vez. O SEGWAY fazia praticamente a mesma coisa, mas utilizava rodas ao invés de pernas, um motor ao invés de músculos, um grupo de microprocessadores ao invés do cérebro e um conjunto de sofisticados sensores de inclinação ao invés do sistema de equilíbrio do ouvido interno. Como o cérebro, o SEGWAY sabia quando você estava se inclinando para frente. Para manter o equilíbrio, movimentava as rodas na velocidade certa e você se movia para frente.


O próximo passo foi amealhar US$ 38 milhões de investidores para fundar a empresa Acros no dia 27 de julho de 1999. Na primavera de 2000, arrecadou outros US$ 90 milhões, e no ano seguinte a fábrica, localizada em Bedford, estado americano de New Hampshire, estava concluída e pronta para entrar em operação. Em dezembro de 2001, em um planeta ainda assustado com os atentados terroristas de 11 de setembro, ele decidiu exibir “a Coisa” ou “Ginger”, dois dos codinomes do veículo. Foi ao programa Good Morning America, da rede de televisão ABC, campeão de audiência da TV americana, descrevendo a máquina como o primeiro transporte humano que possuía “auto-equilíbrio”. Deste momento em diante o invento mostrou uma vocação de “produtos virais”, como os especialistas em marketing definem os inventos capazes de produzir intenso boca à boca. O ator australiano Russel Crowe e o compositor Sting apareceram no programa de Jay Leno em cima do revolucionário veículo. O inventor foi capa da conceituada revista Time, onde declarou em uma entrevista que sua máquina seria para o carro o que ele foi para os veículos antigos. A badalada revista New Yorker colocou o terrorista Bin Laden a bordo de um SEGWAY. Kamen conquistara a notoriedade. Virou estrela, foi comparado a Thomas Alva Edison. Faltava, evidentemente, o teste das ruas.


Finalmente, em 18 de novembro de 2002, o SEGWAY PERSONAL TRANSPORTER (PT) começou a ser vendido para o público. Na Amazon (site de comércio eletrônico), transformaram-se em sucesso repentino. Porém, o grande desafio era convencer os céticos de que era um produto útil. Mas havia um problema: nem os próprios fabricantes sabiam se deviam vendê-lo ao lado de jet-skis, carros e motos ou em áreas separadas dos supermercados. O SEGWAY pertencia a uma categoria rara de produtos, aqueles de chamada “inovação descontínua”. Eles impõem mudanças de hábitos, muitas vezes exigem alterações na infra-estrutura das cidades. E foi justamente isso o que começou a acontecer: grandes cidades americanas começaram a mudar a legislação de trânsito para abrigar o invento, permitindo assim sua utilização no perímetro urbano.


O SEGWAY foi autorizado a circular em calçadas de 36 estados americanos, mas com restrições. Ele podia alcançar até 25 km/h de velocidade, mas determinou-se o máximo de 12 km/h. Foi então que as vendas começaram a aumentar conquistando os consumidores domésticos e principalmente organizações governamentais, como por exemplo, o Departamento de Polícia de Atlanta, o primeiro a utilizar os veículos no patrulhamento urbano. A partir de 2004, a empresa começou a criar uma rede global de distribuição, dobrando sua presença mundial no ano seguinte. O veículo chegou ao Brasil em 2006.


Tudo ia bem até que em setembro de 2006 a empresa fez um recall para os mais de 23 mil veículos fabricados até então, em virtude de um defeito de software que poderia causar a inversão de direção nas rodas. Diversos condutores tinham caído de suas máquinas e sofrido ferimentos como dentes quebrados e pulsos fraturados. A SEGWAY então ofereceu gratuitamente um upgrade de software que resolveria o problema. A partir de então o futuro da SEGWAY começou a ser colocado em risco. Afinal, sua trajetória até aqui tinha sido marcada por acidentes de percurso. Apresentado como um veículo de locomoção revolucionário por seu criador a engenhoca ganhou as ruas e áreas de lazer de diversas cidades do mundo.


No entanto, o sucesso do produto junto à comunidade acadêmica e aos ecologistas, não se reproduziu, com a mesma proporção, nas vendas. No final de 2009, como as vendas não cresciam no ritmo esperado, o fundador vende a empresa para o milionário britânico Jimi Heselden, que fez fortuna com empreiteiras e empresas de engenharia. Como uma dessas peças que o destino nos prega, no mês de outubro de 2010, Jimi, de 62 anos, foi encontrado morto no fundo de um precipício, em um rio perto de Leeds, no norte da Inglaterra, junto a um SEGWAY. Segundo a polícia, o milionário caiu no barranco ao perder o controle do veículo fabricado pela sua empresa.


A linha do tempo
2003
No dia 29 de agosto, mais de dois mil proprietários de SEGWAY se reuniram na cidade de Chicago para o SEGWAYFEST, um evento criado e realizado pelos proprietários para compartilhar a experiência com o produto. O evento ganhou tanta força, que hoje em dia é realizado anualmente.
2005
Anunciados mais dois novos modelos do veículo: Segway Cross-Terrain Transporter (para terrenos irregulares) e Segway Golf Transporter (para ser utilizado em campos de golfe). Os novos modelos eram equipados com uma nova bateria de Lítio que proporcionava maior autonomia.
No dia 16 de novembro, o Presidente George Busch presenteou com um SEGWAY o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi.
2006
A prefeitura da cidade de Chicago assina o maior contrato de uma instituição do governo com a empresa para o fornecimento de veículos para utilização em diversos departamentos.
Lançamento da segunda geração de veículos SEGWAY amparado por uma enorme campanha com o slogan “Simply Moving”.
Lançamento de duas novas tecnologias em seus modelos: LeanSteer (permite manobrar apenas inclinando o corpo para o lado que se deseja virar melhorando a dirigibilidade) e InfoKey (uma espécie de controle remoto sem fio capaz de manobrar o veículo à distância, funcionando também como velocímetro, hodômetro e alarme).
2007
Lançamento, em edição limitada, do modelo SEGWAY i2 Ferrari autografado pelos pilotos Kimi Raikkonen e Felipe Massa. O modelo possuía uma bolsa de couro legítimo utilizada como compartimento.
Apresentação do protótipo SEGWAY CENTAUR. Tratava-se de um quadriciclo inspirado no Centauro, personagem da mitologia grega que tinha metade do corpo de um cavalo e a outra metade de um homem. O veículo utilizava o mesmo sistema do HT, chegava a 32 km/h e podia ser usado em duas ou em quatro rodas. Era dotado de um design agressivo e um belo sistema de suspensão, sendo indicado para atividades esportivas ao ar livre.
2009
Em parceria com a GM anunciou o primeiro protótipo do “projeto P.U.M.A. (Personal Urban Mobility and Accessibility)”, um veículo elétrico de visual peculiar com capacidade para duas pessoas e que possuía somente duas rodas. O projeto tinha suas características voltadas pra o uso urbano, permitindo realizar trajetos rápidos, silenciosos, limpos e com segurança a um custo total baixo, isso porque além de não gastar combustível o protótipo teria um valor aproximado de apenas 25% de um automóvel tradicional. Com o crescimento dos grandes centros urbanos, que dia a dia vem ficando cada vez mais apertados, o P.U.M.A seria uma solução racional, melhorando a mobilidade e deixando o motorista menos refém do trânsito, além de aliviar a poluição adotando um motor elétrico. Mas isso é claro, era apenas um protótipo.


Os modelos
A SEGWAY fábrica sete modelos do veículo:
SEGWAY i2: modelo padrão e simples, especialmente desenvolvido para serem utilizados em terrenos normais. Pesando menos de 50 kg, o modelo atinge velocidade máxima de 20 km/h, sendo capaz de suportar 118 kg e percorrer 38 km com uma bateria. O preço sugerido para o i2 é de aproximadamente US$ 5.000.
SEGWAY x2: versão do modelo padrão mais resistente e forte para ser utilizado em todo tipo de terreno, até mesmo na grama. O preço sugerido para o modelo é de US$ 5.500.
SEGWAY i2 COMMUTER: versão desenvolvida para percorrer pequenas distâncias, principalmente nas ruas de grandes cidades. É o modelo ideal para ir ao trabalho, pois tem capacidade para rodar quase 38 km com uma bateria de lítio.
SEGWAY x2 ADVENTURE: versão esportiva, com visual moderno e funcional (compartimento para levar ferramentas, objetos pessoais, garrafa de água, entre outros objetos), ideal para ser utilizada em terrenos acidentados (trilhas na floresta, lama, subidas íngremes, etc.).
SEGWAY i2 CARGO: modelo comercial com compartimentos para carregar até 13 kg de material, ideal para ser utilizado por empresas para entregas de pequenas mercadorias.
SEGWAY x2 TURF: modelo especificamente desenvolvido para locomoção em grama ou areia sem danificar o terreno ou agredir a natureza.
SEGWAY x2 GOLF: modelo especificamente desenvolvido para locomoção em grama sem danificá-la. O modelo é utilizado nas deslocações em campos de golfe, onde além da praticidade (compartimento para carregar os tacos e equipamentos) é extremamente silencioso.


A SEGWAY também possui modelos (i2 Police e x2 Police) especialmente desenvolvidos para a polícia, ideal para serem utilizados em patrulhamento de ruas, parques, centros de compras, aeroportos e bases militares. Atualmente mais de 1.200 forças policiais e agências de segurança em todo mundo utilizam o veículo.


O veículo do futuro ou um enorme fracasso?
O SEGWAY é uma ótima opção para uso no perímetro urbano. Os carros ocupam muito espaço e, em locais restritos, como nas ruas de uma cidade, podem causar grandes engarrafamentos. Estacionar um carro também é uma dificuldade e eles são caros de se manter. Tudo considerado, o carro não é a opção ideal para percursos pequenos em áreas congestionadas. O SEGWAY é apenas um pouco maior que uma pessoa, de forma que não provoca congestionamentos como um carro. Como é um veículo de calçada, ele permite uma movimentação ágil através das multidões, evitando completamente as rodovias. Mas apesar desses argumentos, o SEGWAY tem encontrado restrições em muitos países devido à legislação de trânsito. Além disso, como scooters e bicicletas, esses veículos estarão cada vez mais envolvidos em acidentes com pedestres. Mas os seus defensores dizem que ele é tão perigoso quanto caminhar, considerando que se locomove a velocidades relativamente baixas.


Mesmo que ele não possa levar as pessoas ao seu destino em altas velocidades, consegue com sua marcha lenta, driblar o congestionamento. Chegando ao seu destino, seus condutores podem levá-lo consigo para qualquer lugar sem se preocupar com estacionamento. Também não precisam parar no posto de gasolina, pois o veículo é abastecido com eletricidade doméstica. O meio-ambiente agradece. Os SEGWAY são também boas máquinas para locomoção em depósitos entulhados, onde corredores apertados não permitem o uso de veículos maiores. Muitas pessoas podem achá-los úteis para se movimentar em extensas áreas públicas, como aeroportos ou parques de diversões. Não há limite na diversidade do seu uso. Ele se adapta à maior parte dos lugares onde se possa caminhar. Apesar de todos esses argumentos, o SEGWAY não obteve grande sucesso em modificar o mundo. O preço alto, a pouca autonomia e as restrições de legislação de trânsito provavelmente tem sido os maiores obstáculos. Com o tempo, o veículo considerado “revolucionário” se tornou um produto de nicho, usado principalmente em rondas de segurança em ambientes fechados, forças policiais, serviços governamentais e outras atividades restritas. Recentemente, entretanto, a empresa anunciou opções de financiamento e leasing. Ela também espera que o aumento nos preços do combustível faça disparar as vendas. Outra aposta da empresa para popularizar o produto e proporcionar um contato direto com o público são os diversos tours a bordo de um SEGWAY à famosos pontos turísticos por grandes cidades do mundo, como por exemplo, Atlanta, Budapeste, Berlim, Chicago, Munique, Paris, Madri, São Francisco, Viena e Washington.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
27 de julho de 1999
● Fundador:
Dean Kamen
● Sede mundial:
Bedford, New Hampshire
● Proprietário da marca:
Segway, Inc.
● Capital aberto:
Não
● CEO:
Wayne Mitchell
● Faturamento: US$ 100 milhões (estimado)
● Lucro:
Não divulgado
● Concessionárias:
+ 250
● Presença global:
80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 300
● Segmento:
Transportes
● Principais produtos:
Veículo de transporte pessoal
● Ícones: O
design do veículo
● Slogan:
Simply Moving.
● Website: www.segway.com

A marca no mundo
A linha de produtos SEGWAY é comercializada em mais de 250 concessionárias (aproximadamente 100 localizadas nos Estados Unidos) em 80 países ao redor do mundo. Um dos maiores clientes da empresa são organizações governamentais (principalmente a polícia e o setor de segurança) que utilizam um modelo especialmente desenvolvido para ser utilizado em patrulhamento e segurança. Cerca de 80% das vendas da SEGWAY são para empresas, enquanto os consumidores individuais respondem por 20%.

Você sabia?
A SEGWAY já vendeu mais 80.000 unidades de seu veículo de transporte pessoal desde o lançamento.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 28/1/2012

30.5.08

ZIPCAR


Seus carros ficam estacionados e espalhados por grandes cidades como Washington, Nova York, Boston, Chicago, San Francisco, Toronto e até Londres, e podem ser alugados e utilizados por dia ou até mesmo por poucas horas, usando apenas um código e um cartão. Tudo feito online, sem burocracia e de forma rápida. Com novidades tecnológicas aqui (como destravar um carro apertando um simples botão do iPhone), uma pitada de marketing ali e uma dose enorme de inovação capaz de colocar um setor inteiro de pernas para o ar, a ZIPCAR está roubando a cena no setor de aluguel de automóveis nos Estados Unidos. Afinal, mostrou que criar uma comunidade de pessoas interessadas em compartilhar carros, com reserva pela internet e flexibilidade suficiente para usá-los apenas por algumas horas, pode ser um excelente negócio. 

A história 
Tudo começou em janeiro de 2000 quando as amigas e empreendedoras, Robin Chase e Antje Danielson, fundaram a empresa americana ZIPCAR em Cambridge, região da cidade de Boston, estado americano de Massachusetts, tendo como objetivo montar uma locadora de automóveis diferente da maioria que estavam estabelecidas no mercado. Elas se inspiraram em um conceito de compartilhamento de carros (“carsharing”, em inglês) que existia na cidade de Berlim depois de uma viagem a Alemanha. Lá, grupos de motoristas conhecidos utilizavam um único carro num dia, em vez de seus próprios automóveis, e este ficava em locais de fácil acesso. Em vez do esquema convencional, os veículos da ZIPCAR ficariam espalhados por diversos pontos da cidade, como em estacionamentos e postos de gasolina parceiros. Os clientes não precisariam enfrentar espera ou atendentes. Teriam apenas de agendar, por telefone ou pela internet, os horários de utilização do automóvel desejado. Depois, era só ir até o carro alugado e abri-lo com um cartão de associado para sair dirigindo.


Também seria possível alugá-lo por períodos mais flexíveis, não apenas por diárias, mas pelo intervalo de 1 hora, por exemplo. Os primeiros carros (modelo VW Beetle) foram colocados nas ruas centrais de Boston em abril de 2000. Depois de seis messes a frota já era de 27 veículos. Em setembro de 2001 o serviço foi disponibilizado para a capital Washington, e no início de 2002 a cidade de Nova York ganhou uma filial. Muita gente aderiu ao novo modelo de locação e, no início de 2003, a empresa tinha cerca de 5.000 clientes e incorporou a sua frota seus primeiros modelos híbridos. Boa parte deles era formada por pessoas entusiasmadas com a proposta das empreendedoras americanas. Alguns arcavam com despesas que nem faziam parte do contrato, como mandar lavar o carro antes de devolvê-lo.


O problema era que o aumento da legião de fãs não se refletia no crescimento econômico da ZIPCAR. Quatro anos depois de começar, a empresa ainda faturava US$ 2 milhões, atuando nas cidades de Boston, Nova York e Washington. Uma porção de pequenos problemas operacionais emperrava o desenvolvimento da empresa. Faltava uma solução, por exemplo, para a confusão logística que acontecia quando algum cliente atrasava para entregar o automóvel, o que não era tão raro. Era preciso pôr em prática uma série de reformulações. A empresa começou pelo caminho aparentemente mais drástico, o afastamento de Robin do comando.


Para o lugar da fundadora foi convidado Scott Griffith, um consultor que tinha sido executivo da Boeing e também passara por outras duas pequenas empresas. A partir de 2003, Griffith assumiu o controle operacional da ZIPCAR. Começava então uma verdadeira revolução na empresa. As mudanças começaram com um recuo tático. Uma pesquisa constatou que alguns potenciais consumidores não usavam o serviço porque nem sempre encontravam automóveis próximos a eles. A ZIPCAR tinha carros espalhados por vários pontos das cidades de Washington, Nova York e Boston, mas a distribuição parecia um tanto quanto arbitrária. Para corrigir esse problema foi realizado um mapeamento por zonas e começou a se investir em uma de cada vez, criando garagens e estacionamentos pequenos nos bairros onde os vizinhos podiam retirar e deixar também os carros contratados. Só depois de conquistar de verdade um bairro, a ZIPCAR partia para outro. Ao mesmo tempo, a empresa também foi sintonizando as características dos automóveis com o gosto dos clientes. Bairros com um público mais jovem, por exemplo, tendiam a ganhar carros mais esportivos como os modelos Mini. Bairros nobres e antigos ganharam automóveis clássicos como Volvo.


O próximo movimento foi mirar os clientes corporativos com o lançamento em 2004 do plano Z2B e inserir, aos poucos, mais veículos híbridos e até elétricos em sua frota. Outra estratégia foi incentivar os administradores de cada cidade a assumir os lucros e prejuízos de suas unidades. Ninguém queria perder dinheiro e começaram a pipocar boas ideias de divulgação. Um escritório de Boston, por exemplo, levou funcionários até o pátio da universidade de Harvard para fazer desafios de matemática envolvendo os carros da locadora. Em sua reestruturação, a ZIPCAR mirou, também, a partir de agosto de 2004, em jovens e universitários com o serviço ZIPCAR U. Foi uma inovação ousada. Como se trata de um público que as estatísticas revelam ser de maior risco, quase nenhuma locadora de automóveis americana que ria alugar carros para menores de 21 anos, e quem tem menos de 25, geralmente tinha que pagar uma tarifa mais alta (são cobradas taxas adicionais de risco). O raciocínio: jovens, nessa idade, não têm dinheiro para ter um bom carro, mas conseguem pagar para tê-los por um dia ou algumas horas eventuais – e impressionar uma garota com um modelo bacana. Para viabilizar a iniciativa, a empresa negociou tarifas menores de seguro para jovens. Foram feitas parcerias com 140 universidades para colocar carros nos estacionamentos dos cursos, por um aluguel mais barato. Hoje, cerca de dois terços dos usuários da ZIPCAR têm menos de 35 anos.


As mudanças colocaram a empresa no caminho do crescimento. Em 2005, a ZIPCAR conseguiu um aporte de US$ 10 milhões. Começou então uma fase de forte expansão inaugurando serviços em outras grandes cidades como San Francisco, Toronto e Londres (2006), Vancouver (2007) e Filadélfia. Em 31 de outubro de 2007, em uma atitude agressiva, a ZIPCAR comprou sua principal concorrente, a Flexcar. Em 2009 a ZIPCAR criou um aplicativo para iPhone que permitia ao cliente realizar diferentes tipos de busca de acordo com suas necessidades, como por exemplo, pesquisar pela locadora mais próxima (com auxilio de mapas), pelo dia e hora da retirada e devolução do carro, pela categoria e modelo do veículo, e até mesmo “destravar” o carro alugado pelo próprio aparelho.


Em 2011, ano em que abriu seu capital na Bolsa de Valores, a ZIPCAR tinha 500 mil clientes cadastrados. No ano seguinte a empresa iniciou uma forte expansão com o início de seus serviços nos três principais aeroportos da cidade de Nova York (Newark, JFK e La Guardia). No início de 2013 a empresa foi adquirida pela Avis Budget Group por US$ 500 milhões. Ainda nesse ano a marca lançou sua primeira campanha na televisão nos Estados Unidos. Além disso, a empresa se expandiu pelo continente europeu inaugurando operações na Espanha e Áustria. Mais recentemente, em 2014, a marca lançou o ZIPCAR ONE>WAY, um novo serviço que permite aos membros alugar carros para viagens curtas entre cidades e até mesmo devolvê-los em aeroportos. O novo serviço utiliza exclusivamente o modelo Honda Fit.


O funcionamento 
O processo ocorre da seguinte forma: pela internet o cliente se cadastra e recebe mediante o pagamento de uma taxa anual de US$ 60, o ZIPCARD, um cartão semelhante ao de crédito, com uma identificação via rádio frequência. Depois, quando quiser alugar um carro, o associado (chamado pela empresa de ZIPSTER) basta entrar no site, incluir o endereço onde se encontra, a data, a hora e a duração do aluguel e imediatamente uma lista de carros disponíveis naquela região surgirá na tela. Então, é só dirigir-se ao ponto indicado, localizar o carro (identificado com um adesivo com o logotipo da ZIPCAR), passar o cartão sobre o para-brisa e “clique” – a porta irá se abrir. Lá dentro estarão as chaves. O tanque estará cheio e o seguro incluso. A partir daí, é só dirigir e ainda se quiser pode deixar o veículo em outras zonas da cidade atendidas pela ZIPCAR. Os preços do aluguel variam entre US$ 8.33 (no plano Extra Value) e US$ 9.25 (no plano Occasional Driving) por hora, ou de US$ 75 à US$ 84 a diária em média.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas acentuadas modificações ao longo dos anos. A primeira ocorreu em 2003 quando o logotipo ganhou um novo símbolo: a silhueta de um automóvel em substituição ao original Z (que indicava um caminho). Pouco depois, em 2004, uma nova alteração: o símbolo passou a ser uma letra Z estilizada com uma roda.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2000 
● Fundador: Robin Chase e Antje Danielson 
● Sede mundial: Boston, Massachusetts 
● Proprietário da marca: Zipcar, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Avis Budget Group, Inc.) 
● Presidente: Kaye Ceille 
● Faturamento: US$ 390 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Frota: 10.000 automóveis 
● Associados: 870.000 
● Presença global: 6 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Locadoras de veículo 
● Principais produtos: Aluguel de carro compartilhado 
● Concorrentes diretos: I-GO, Getaround, Hertz on Demand, Enterprise’s WeCar e Car2Go 
● Ícones: Seu revolucionário sistema de aluguel de carro 
● Slogan: Wheels when you want them. 
● Website: www.zipcar.com 

A marca no mundo 
Atualmente, a ZIPCAR, que faturou estimados US$ 350 milhões por ano, possui filiais espalhadas pelo Reino Unido (atendendo a cidade de Londres, Bristol, Cambridge, Brighton, Edinburgh e Oxford), Canadá (Vancouver e Toronto), Espanha (Barcelona) e Áustria (em várias cidades). Nos Estados Unidos, a empresa está presente em mais de 2.500 locais (alguns com apenas um carro) em mais de 25 grandes cidades, e em 300 universidades e 30 aeroportos, contando com uma frota superior a 10 mil veículos (que abrange mais de 30 marcas e modelos diferentes, como por exemplo, BMW, Volvo, Mini Cooper, Toyota Prius, além de picapes). A empresa possui mais de 870 mil associados cadastrados, metade dos quais estão na faixa entre 18 e 44 anos. A média de aluguel na ZIPCAR costuma durar por apenas duas ou três horas. No ano de 2013 o usuário gastou em média US$ 390. 

Você sabia? 
Cerca de 10 milhões de pessoas vivem a dez minutos a pé de algum de seus carros, segundo a empresa, que escolhe os locais com base em dados sobre a densidade populacional, nível educacional e porcentagem de proprietários de carros. 
Segundo dados divulgados pela empresa, 40% dos clientes venderam seus carros ou chegaram a pensar nesta decisão depois que alugaram veículos na ZIPCAR. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 26/7/2014

24.5.08

CHIPOTLE


Os clientes costumam esperar 15 minutos nas filas até serem atendidos. E não é porque eles têm dificuldade de escolher um dos itens do cardápio. Há apenas cinco opções. A demora é explicada pelo fato de todos os pratos, sempre fartos, serem preparados na hora, com ingredientes frescos e naturais. A grande estrela do restrito cardápio são os burritos com diferentes recheios, pesando mais de 500g, e embalados em papel laminado. Essa fórmula aparentemente paradoxal de competir no mercado de alimentação rápida transformou a rede CHIPOTLE em um verdadeiro sucesso dentro do competitivo mercado americano. 

A história 
Tudo começou quando Steve Ells, um chef de cozinha recém-formado pelo célebre Culinary Institute of America, em Hyde Park, Nova York, observando o crescente sucesso das chamadas taquerías e com US$ 85.000 emprestados de seu pai, decidiu inaugurar o primeiro CHIPOTLE MEXICAN GRILL no dia 13 de julho de 1993, na cidade de Denver, estado do Colorado, localizado em uma antiga sorveteria e próximo ao campus da universidade da cidade. Inicialmente, ele planejava usar o novo negócio, especializado em comida mexicana e batizado com o nome de uma pimenta típica do México (Chipotle), para ganhar dinheiro suficiente para abrir um restaurante mais sofisticado. Para distinguir o CHIPOTLE de outros restaurantes do segmento de alimentação rápida, ele incluiu no tradicional burrito ingredientes mais rebuscados como arroz com coentro fresco picado e carne marinada por 12 horas.


Também organizou os funcionários em uma eficiente linha de montagem para que os clientes pudessem escolher os ingredientes e observar o burrito ser preparado na hora. E ambientou o restaurante de forma minimalista, com mesas de madeira e decoração feita de metal ondulado. Era o começo de um novo segmento dentro da indústria de alimentação rápida: “fast casual”, que têm decoração mais atraente e comida um pouco mais cara que as tradicionais redes de hambúrguer. Outro diferencial da marca era que Steve Ells, um ferrenho defensor dos animais, adotou práticas como só comprar carne de fornecedores que criam e abatem os animais de maneira digna. A política explica, em parte, o número de consumidores que são aficionados pela rede, e que fazem uma tremenda campanha boca a boca. Após um mês de funcionamento o restaurante, que ocupava uma área de 74 m², já vendia mil burritos por dia.


A segunda loja foi inaugurada em 1995 e outras seis no ano seguinte. Para formar uma clientela fiel, em 1997, o diretor de relações públicas da empresa mandou entregar burritos gratuitos para os repórteres que estavam cobrindo o julgamento de Timothy McVeigh, um fuzileiro naval que causara a morte de 168 pessoas na explosão de um prédio do governo americano na cidade de Oklahoma dois anos antes. O julgamento ocorreu em Denver, cidade natal da empresa. O sucesso da ação foi imediato. A rede ainda se apoiou em brindes e ações inusitadas ao invés de utilizar anúncios tradicionais. Por exemplo, durante o Dia das Bruxas (Halloween), a rede distribuía gratuitamente um burrito, ou um taco, ou uma salada, a qualquer cliente que viesse fantasiado de um desses pratos em suas lojas.


Em 1998, quando a rede CHIPOTLE já contava com 14 restaurantes, Ells vendeu parte da empresa para o poderoso McDonald’s. Foi uma ação inesperada considerando-se o desprezo com que ele falava do segmento de alimentação rápida tradicional: “O fast food tradicional se tornou pouco mais do que combustível”, dizia ele. Mas o McDonald’s tinha o capital que ajudaria a rede CHIPOTLE a crescer e concordou em dar autonomia a ele. Com investimentos de US$ 360 milhões a rede iniciou uma forte e rápida expansão no mercado americano inaugurando lojas fora do estado do Colorado, como por exemplo, na cidade de Columbus, Minneapolis, Chicago, Cleveland, Dayton, Phoenix, Dallas e Washington (1999). Em 2003 a rede introduziu um de seus itens de maior sucesso: Burrito Bowls (o tradicional burritos sem a tortilla, servido em tigelas). A rede cresceu 72% em número de lojas e 134% em receita nos últimos três anos, se tornando a vedete do segmento de alimentação rápida no mercado americano.


A rede começou sua expansão internacional em 2008, quando inaugurou um restaurante no Canadá, localizado em Ontário. Em 2010 a rede cresceu muito: foram 129 novos restaurantes inaugurados nos Estados Unidos; inauguração da milésima unidade da rede, localizada em Flower Mound, estado do Texas; além de uma unidade em Toronto no Canadá e a estréia no mercado europeu com a inauguração de uma unidade na cidade de Londres. Em maio de 2012 a rede deu continuidade ao seu plano de expansão no continente europeu ao inaugurar um restaurante em Paris.


O cardápio 
O cardápio da rede é bastante restrito, composto basicamente por cinco tipos de comida: burritos, burrito bowls, tacos, fajitas e saladas. Pode parecer difícil manter o interesse dos clientes com o restrito cardápio, mas ele aparenta ser mais variado do que parece por causa das muitas maneiras como os ingredientes podem ser combinados. Segundo a empresa, existe mais de 65.000 variações que podem ser feitas com os ingredientes que incluem itens como frango, carne desfiada, carne de porco, vários tipos de feijões, arroz, milho, legumes e vegetais, guacamole, queijos e molhos especiais. O cardápio ainda é composto por batata-frita, cervejas, e claro, as famosas margaritas. Adicionalmente, existem os chamados “Secret Items” que não aparecem no cardápio, como por exemplo, os itens do menu infantil (quesadillas, arroz e feijão e tacos individuais).


O conceito 
O slogan “FOOD WITH INTEGRITY” (“Comida com integridade”) antes de tudo é uma filosofia da CHIPOTLE. É a preocupação com os ingredientes servidos nos restaurantes da rede. É como fornecedores criam animais de maneira mais natural e humana e produzem ingredientes de forma mais sustentável para o ambiente, uma abordagem que a empresa chama de “comida com integridade”. É o respeito da rede ao meio ambiente. Esta preocupação ganhou força dentro da CHIPOTLE em 2000, quando a empresa começou a comprar somente carne de porcos criados de uma forma natural. Outras medidas foram adotadas nos anos seguintes: inicia a compra de carne de frangos criados de maneira natural, sem a utilização de antibióticos, hormônios de crescimento e à base de uma dieta vegetariana (2002); feijões orgânicos (2004); acentua a utilização do azeite em seus pratos e passa a utilizar óleo sem gorduras trans (2004); e começa a reciclar plástico e vidros em seus restaurantes (2006). Além disso, nenhum de seus restaurantes tem freezers, fornos micro-ondas e abridores de latas.


Em 2012, todo esse conceito da marca foi traduzido através de uma animação irretocável, batizada de “Back To The Start”, que mostra de forma poética e sensível a opção da rede por produtos locais e orgânicos, ao invés da cadeia de produção cruel e devastadora em que os animais e a natureza são submetidos diariamente. A primorosa animação incentivava fazendeiros a retornarem as suas origens, em esquema mais sustentável, ao invés de transformar suas propriedades em fábricas de animais. A trilha sonora, “The Scientist” do ColdPlay, foi interpretada por Willie Nelson. Assista a animação no vídeo abaixo.

   

O sucesso 
A rede CHIPOTLE conseguiu ser bem sucedida até agora rejeitando a maioria das técnicas mais usadas pela indústria de alimentação rápida: não mostra o produto em suas ações de comunicação, não faz propaganda na televisão, não abre franquias, utiliza alguns dos ingredientes mais caros da indústria e seus executivos não estão muito preocupados em fazer seus clientes esperarem até 15 minutos numa fila que frequentemente passa da porta de suas lojas. Apesar disso, as ações da empresa mais do que dobraram nos últimos anos, tornando-a a rede de restaurantes de capital aberto de melhor desempenho nas bolsas de valores americanas. E enquanto redes de alimentação rápida tradicionais divulgam crescimento baixo nas lojas abertas há mais de um ano, a CHIPOTLE cresce em uma taxa anual de dois dígitos há quase dez anos.


Campanhas que fizeram história 
A CHIPOTLE investe sua verba de comunicação quase que exclusivamente em mídia exterior, com algumas ações de apoio em rádio. O resultado não só proporcionou uma rápida expansão da marca, mas também um dos maiores fenômenos de criação de publicidade por parte dos próprios consumidores. A CHIPOTLE incentiva consumidores, batizados de FAN-ANTICS, a mandarem fotos demonstrando seu relacionamento e paixão pela marca, e hoje em dia, se você procurar no YouTube, vai encontrar vários vídeos produzidos por usuários sobre a marca. A campanha de mídia exterior utiliza praticamente todos os canais e tem sempre a presença do produto – a tradicional embalagem prateada do burrito - e uma frase bem-humorada destacando o seu tamanho excepcional. Mas há um detalhe curioso no material de propaganda: a CHIPOTLE nunca mostra um burrito desembrulhado de seu tradicional papel alumínio. Somente em 2012 a rede veiculou seu primeiro comercial na televisão.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. A última delas ocorreu em 2009 quando a rede apresentou sua nova identidade visual onde a pimenta de seu logotipo ganhou uma imagem mais moderna e adotou uma tipografia de letra mais sofisticada.


O logotipo abaixo é utilizado na fachada de seus restaurantes.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 13 de julho de 1993 
● Fundador: Steve Ells 
● Sede mundial: Denver, Colorado 
● Proprietário da marca: Chipotle Mexican Grill Inc. 
● Capital aberto: Sim (2006) 
● Chairman & CEO: Steve Ells 
● Presidente: Montgomery Moran 
● Faturamento: US$ 2.73 bilhões (2012) 
● Lucro: US$ 278 milhões (2012) 
● Valor de mercado: US$ 12.4 bilhões (agosto/2013)
● Restaurantes: 1.450 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 37.310 
● Segmento: Alimentação rápida 
● Principais produtos: Tacos, burritos, fajitas, guacamole e saladas 
● Concorrentes diretos: Taco Bell, Panda Express, Qdoba, Baja Fresh e Lime Fresh Mexican Grill 
● Ícones: O burrito embrulhado em papel alumínio 
● Slogan: Food With Integrity. 
● Website: www.chipotle.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CHIPOTLE possui mais de 1.450 restaurantes localizados em 43 estados americanos e no Distrito de Columbia, além de unidades em Londres, Paris e algumas cidades canadenses, como por exemplo, Ontário e Toronto. A rede, que serve aproximadamente 800.000 pessoas todos os dias, alcançou faturamento superior a US$ 2.7 bilhões em 2012. 

Você sabia? 
Cada unidade da rede fatura em média US$ 1.8 milhões anualmente. 
O nome da rede se pronuncia chi-POAT-lay


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 27/8/2013