19.6.08

BIMBO


Pães, bisnaguinhas, bolos, rocamboles e doces todos os dias estão presentes em milhares de mesas pelo mundo afora. Muitos deles levam uma assinatura em comum: BIMBO. O grupo mexicano está muito mais presente nos hábitos alimentares das pessoas do que elas possam imaginar, com seus produtos sendo sinônimos de qualidade e tradição no segmento de panificação. 

A história 
Tudo começou no dia 4 de julho de 1945 quando um grupo de empresários, formado por Lorenzo Servitje, Jaime Jorba, Jaime Sendra, José T. Mata, Alfonso Velasco e Roberto Servitje, com vasta experiência no setor de panificação fundou oficialmente a PANIFICACIÓN BIMBO que iniciou suas atividades com a inauguração de uma fábrica com sede em Santa Maria Insurgentes, contando com apenas 34 funcionários. O objetivo do grupo de empresário era produzir um pão realmente bom, nutritivo, saboroso e fresco que pudesse agradar aos consumidores e chegar a todos os lugares do país. As instalações da fábrica eram compostas por um local para escritórios, um pátio, um armazém e uma área de produção que hoje seria considerada rudimentar, pois algumas operações eram feitas manualmente, como por exemplo, os pães que chegavam a ser desenformados através de golpes, com muita força.


Os primeiros produtos do Ursinho Bimbo (personagem símbolo da marca) que incluíam o pão de forma (chamado Super-Pan Bimbo), o pão de forma pequeno e as torradas, saíram do forno exatamente às 15 horas do dia 2 de dezembro. O pão de forma se tornou um enorme sucesso na Cidade do México ao ser comercializado envolto por um papel celofane que permitia aos consumidores constatarem a qualidade do produto. Prático, higiênico, saboroso e fresco o pão rapidamente conquistou o paladar dos mexicanos. A distribuição para padarias, lojas de fábrica e pequenas estabelecimentos de varejo era realizada por 10 caminhões que abasteciam unicamente o Distrito Federal do México. Os primeiros produtos da empresa foram acompanhados por uma enorme campanha publicitária, onde o famoso ursinho aparecia em divertidas histórias ressaltando as qualidades práticas e nutritivas dos pães.


O pão preto começou a ser fabricado a partir de janeiro de 1946 e no final do ano seguinte foi lançada no mercado a deliciosa linha de bolos. Nesta época a empresa oferecia nove produtos, incluindo pão branco, pão preto, torradas, pão doce, biscoitos de passa e bolos. Com uma equipe de talentosos vendedores, nos anos seguintes, os produtos BIMBO foram chegando a inúmeras cidades mexicanas. Em 1952 a empresa lançou um de seus produtos mais populares: as famosas rosquinhas, conhecidas na época como Donas Del Osito (rosquinhas do ursinho, em português). Ainda neste ano, diversificou sua linha de produtos com a introdução dos pães para cachorro-quente e hambúrguer, além da tradicional Maria Mole. Em 1956, uma segunda fábrica foi inaugurada para atender a crescente demanda do mercado. Nesta altura a empresa contava com 700 funcionários e 140 caminhões de entrega, consumindo mensalmente 300 toneladas de farinha de trigo. Pouco depois, em 1958, a empresa lançou Gansito, pequenas bolachas recheadas de creme e marmelada e cobertas de chocolate.


Na década de 1960 a empresa passou por uma grande reestruturação, iniciou seu processo de internacionalização com a construção de quatro fábricas na Espanha e seus produtos conquistaram enorme popularidade nos hábitos das famílias mexicanas. Além disso, introduziu novidades: Pão Integral e Rocambole de Canela (ambos em 1963) e o pão em fatias no mercado espanhol (1964). A década seguinte tem início com o lançamento, em 1971, dos Bimbuñuelos, espécie de cookie extremamente popular no México. Em 1972, a empresa mostrou força ao inaugurar, na Cidade do México, a maior fábrica de panificação da América Latina. No ano seguinte a empresa lançou a marmelada fresca, primeiro produto da BIMBO não panificado. Pouco depois, em 1976, ocorreu o lançamento das tradicionais tortillas. No final desta década a empresa começou a crescer através de aquisições de outras marcas tradicionais, especialmente no setor de doces e chocolates. Além disso, vendeu suas operações na Espanha.


No início dos anos de 1980, um acontecimento iria mudar a história da BIMBO: um comprador da rede McDonald’s no México estava selecionando fornecedores de pães e considerou que os produtos da empresa não eram bons o suficiente. O grupo investiu, então, mais de US$ 30 milhões para aumentar a qualidade de seus produtos. Hoje, a BIMBO é a única fornecedora de pães para a rede de alimentação rápida americana no território mexicano. Em 1984 a empresa iniciou a exportação de seus produtos para os Estados Unidos.


A globalização em mercados alternativos foi uma estratégia iniciada nas décadas de 1990 e 2000 pela empresa. Na ocasião, a economia mexicana dava seus primeiros passos rumo à abertura. Uma espécie de vaticínio tomou conta do mundo dos negócios local: as empresas mexicanas estavam fadadas a perecer por falta de competitividade diante da iminente invasão dos produtos estrangeiros. A empresa tratou de usar a mesma arma para enfrentar a concorrência com diversas aquisições de marcas locais em outros países. O resultado pode ser visto hoje: a BIMBO atua em 22 países, entre eles China, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos, além da maioria dos mercados latino-americanos, comercializando produtos de alta qualidade e extremamente competitivos.


Nos anos seguintes, a marca mexicana lançou uma grande variedade de pães funcionais, feitos com ingredientes selecionados como grãos (cereais). No final de 2010 a empresa mexicana anunciou a aquisição da divisão de panificação da Sara Lee na América do Norte por US$ 959 milhões, aumentando assim ainda mais sua presença no maior mercado consumidor do mundo. Além disso, recomprou a BIMBO IBERIA (Espanha e Portugal). Mais recentemente, em 2014, a BIMBO adquiriu a Canada Bread, impulsionando assim sua estratégia global de crescimento no Canadá e Reino Unido.


A evolução visual 
O logotipo da BIMBO passou por inúmeras mudanças no decorrer dos tempos. O pão de forma (Super-Pan), primeiro produto da empresa, possuía um logotipo onde o famoso ursinho (conhecido no México como EL OSITO) apareceu pela primeira vez. O principal símbolo da marca BIMBO foi personagem símbolo da marca inspirado em um cartão de natal enviado por um neto de um dos fundadores da empresa. Porém, o primeiro logotipo da marca utilizado em suas embalagens era bastante simples.


O ursinho só foi definitivamente incorporado ao logotipo da marca em 1970, quando a empresa comemorava 25 anos de fundação. Em 1990 o logotipo passou por uma enorme mudança, ganhando ares mais modernos (todo em vermelho com detalhes branco), com o sorridente ursinho tendo ainda mais destaque e ganhando um chapéu de confeiteiro com a letra B. Em 2000 ocorreu mudança nas cores com o logotipo adotando também o azul. Nos anos seguintes o logotipo foi apenas modernizado, com a última modificação significativa ocorrida em 2003.


Como o Grupo BIMBO tem o mesmo nome de sua principal marca, é utilizado um logotipo diferente para representar a imagem corporativa da empresa. Recentemente o logotipo corporativo passou por uma acentuada remodelação, adotando um design mais próximo ao da marca BIMBO.


Os slogans 
Bimbo. El Cariño que despierta a México. (2015) 
With love as always. 
Con el cariño de siempre. (década de 1990)


Dados corporativos 
● Origem: México 
● Fundação: 4 de julho de 1945 
● Fundador: Lorenzo Servitje, Jaime Jorba, Jaime Sendra, José T. Mata, Alfonso Velasco e Roberto Servitje 
● Sede mundial: Cidade do México, México 
● Proprietário da marca: Grupo Bimbo S.A.B. de C.V. 
● Capital aberto: Sim (1980) 
● Chairman & CEO: Daniel Servitje Montull 
● Faturamento: US$ 13.8 bilhões (2015) 
● Lucro: US$ 329 milhões (2015) 
● Valor de mercado: US$ 13 bilhões (novembro/2016) 
● Fábricas: 166 
● Presença global: 22 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: México, Estados Unidos e Brasil 
● Funcionários: 129.000 
● Segmento: Panificação 
● Principais produtos: Pães, torradas, bolos, biscoitos e derivados 
● Concorrentes diretos: Flowers Food, Gruma, Kellogg’s, Hostess Brands e Wickbold (Brasil) 
● Ícones: “El Osito” (o ursinho) 
● Slogan: With love as always. 

A marca no Brasil 
A empresa mexicana desembarcou oficialmente no Brasil somente no dia 16 de março de 2001 quando comprou as tradicionais marcas Pullman (responsável por lançar em 1953 o primeiro pão de forma do mercado brasileiro) e Plus Vita (cujas origens datam de 1939 como uma padaria no Rio de Janeiro), do grupo holandês Bunge, por US$ 63 milhões. Em 2008 a BIMBO comprou 75% da panificadora gaúcha Nutrella (fundada em 1972), se tornando líder no segmento de pães industrializados no país. Ainda este ano, a empresa mexicana inaugurou em São Paulo um moderno centro de pesquisas para desenvolver projetos de prolongamento da vida útil de pães, novos aromas e lançamentos. Atualmente a BIMBO, que conta com 5.400 funcionários em sete fábricas no país, é líder nos principais segmentos de panificação no Brasil, oferecendo pães, bisnaguinhas, bolos, rocamboles, doces e snacks. Além da Pullman e Plus Vita, a empresa é proprietária das marcas Nutrella, Ana Maria, Rap 10, Crocantíssimo, Firenze e Laura.


A marca no mundo 
Hoje o Grupo BIMBO, maior e mais importante empresa de panificação do mundo por seu volume de produção e faturamento, produz, distribui e comercializa mais de 10.000 produtos sob mais de 100 marcas diferentes (entre as quais BIMBO, Pullman, Nutrella, Oroweat, Arnold, Ideal, Thomas’, Sara Lee, Ricolino e Marinela). Para a distribuição de seus produtos fabricados em suas 166 fábricas instaladas nos Estados Unidos, Canadá, México, América Central, América do Sul, Europa e China, a empresa conta com uma frota de 29 mil caminhões que percorrem mais de 52 mil rotas, o que permite abastecer mais de 2.5 milhões de pontos de vendas em 22 países. Com faturamento de US$ 13.8 bilhões em 2015, dos quais 51% vêm dos Estados Unidos e Canadá, a empresa fabrica diariamente 44 milhões de produtos. Somente a marca BIMBO tem faturamento superior a US$ 1 bilhão. 

Você sabia? 
O Grupo BIMBO é atualmente a maior empresa de alimentos do México, produzindo uma enorme infinidade de produtos, entre os quais se destacam grande variedade de pães (empacotado/embalado), bolinhos caseiros, biscoitos, doces, chocolates, batatas doces e salgados, tortilhas empacotadas de milho e farinha de trigo, torradas, doce de leite e comida processada. 
A hipótese mais provável para o surgimento do nome BIMBO foi à combinação de Bingo (tradicional jogo de azar) e Bambi (famoso filme de Walt Disney). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, EmablagemMarca e Exame), jornais (Valor Econômico, Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 9/11/2016

17.6.08

BUELL

A sensação é realmente de estar voando, vendo à frente apenas os instrumentos do painel e o asfalto passando sob o nariz. Se levantar um pouco o rosto tirar o painel do campo de visão aí sim, parece estar voando. Motos originais e arrojadas no desenho e na técnica. A originalidade parece ser mesmo a tônica da marca americana de motocicletas esportivas BUELL. Os aficionados que as dirigem garantem que a experiência é sensacional, muito parecida de estar sentado em um moto de competição.
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A história
Tudo começou quando o engenheiro e piloto de competição Erik Buell, que havia trabalhado durante quatro anos na tradicional Harley-Davidson resolveu deixar a empresa, em 1983, para realizar um grande sonho: construir uma motocicleta de competição americana que pudesse duelar com as motos importadas, especialmente as japonesas e italianas. Fundou então, na cidade de East Troy, em Wisconsin, a Buell Motorcycle Company. A primeira motocicleta produzida pela empresa, a BUELL RW 750, com motor dois tempos de quatro cilindros e 750cc, foi especialmente desenvolvida para competir na classe Formula 1 da AMA (American Motorcycle Association). Era uma motocicleta com excepcional performance nas curvas, característica que virou um dos pontos fortes da marca até os dias de hoje.
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Porém, com a extinção desta categoria e a regulamentação do Campeonato de Superbikes, para 1986, ele partiu para o desenvolvimento de um novo modelo, a RR 1000, que utilizava um motor Harley XR 1000. Produziu 50 unidades até que acabasse o suprimento de motores; então passou a usar o 1200 da Harley, produzindo mais 65 motos. Depois da RR 1200 vieram a RS 1200 de dois lugares (primeira moto de estrada da marca), em 1989, e a RSS 1200, em 1992. Nesta altura as motos BUELL chamavam a atenção dos aficionados por performance e velocidade.
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Iniciou uma bem-sucedida parceria com a Harley-Davidson em 1993 quando a empresa comprou 49% de suas ações; sendo incorporada definitivamente em 1998. Nesse período a BUELL pode ser beneficiar de toda tecnologia e conhecimento da marca centenária. A vocação para inovar de todos os modelos BUELL foi construída em torno de uma filosofia: a Trilogia de Tecnologia. O preceito consiste em três regras para a fabricação das motos: rigidez de quadro, centralização de massa e baixo peso. Em outras palavras, o chassi rígido reduz a flexibilidade da motocicleta e aumenta sua estabilidade, especialmente em pisos irregulares. Outro ponto é o objetivo de limitar ao mínimo possível o peso de todos os componentes não sustentados por molas. Isso permite que os pneus mantenham contato constante com o piso. A menor massa não suspensa também resulta em maior agilidade, assegura tração o tempo todo, o que se traduz em desempenho, estabilidade e segurança.
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A BUELL também é conhecida por desenvolver soluções inovadoras, como o freio ZTL (Zero Torsion Load), sistema no qual o disco de freio é fixado na parte de fora da roda dianteira, no aro, e não no cubo central, como nas motos existentes no mercado. Esse processo impede que o ato de brecar torça o disco e, com isso, proporciona uma frenagem mais segura. O resultado é uma redução de três quilos na parte frontal da motocicleta. Direcionada ao público jovem com idade entre 25 e 35 anos, a marca chegou ao Brasil pelas mãos do Grupo Izzo. A empresa escolheu a dedo o local onde seria instalada a primeira concessionária exclusiva (Buell Concept Store) no país em outubro de 2005: Rua Oscar Freire. Não é apenas nos equipamentos motorizados de duas rodas que a BUELL dissemina o seu nome. A montadora também se dedica no setor de acessórios e recentemente trouxe ao Brasil uma nova linha de capacetes. Em novembro de 2006 a BUELL construiu a moto de número 100 mil desde sua fundação. No dia 30 de outubro de 2009, a BUELL, que se caracterizou pelas soluções inovadoras, como o tanque integrado ao quadro e pelos grandes discos de freio perimetrais, encerrou suas atividades. Nem mesmo a alta qualidade de seus produtos salvou a marca. Isto porque, sua proprietária, a Harley-Davidson, vive um momento delicado com enorme queda nas vendas. A rede de concessionárias será mantida em um primeiro momento, tal como a fabricação de peças de reposição. Resta saber se o encerramento é definitivo, pois a Harley-Davidson continua sendo proprietária da marca.
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As máquinas
Todas as motocicletas BUELL possuem centralização de massa (centro de gravidade baixo, inclusive com o escapamento direcionado para a parte de baixo da moto); tanque de combustível integrado ao chassi e tanque de óleo integrado à balança traseira (isso mesmo, a gasolina fica armazenada e circula dentro do quadro da moto e o óleo nas cavidades da suspensão traseira); freio dianteiro com pinça de 6 pistões (além do disco de freio ser invertido e acompanhar o aro da roda); e suspensão dianteira Showa tipo Upside Down. Sua linha é composta por modelos como:
BUELL 1125 R: lançada em 2008, em comemoração aos 25 anos da marca, surgiu para romper alguns padrões: inédito motor fabricado pela austríaca Rotax, com refrigeração líquida, em substituição aos já tradicionais propulsores da Harley-Davidson que vinham equipando toda a linha BUELL ao longo dos anos. A moto superesportiva é a mais potente já desenvolvida pela empresa.
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BUELL City Cross: motocicleta que se destaca pela distância reduzida entre eixos, que é de apenas 132 centímetros, equipada com motor de 984 cm3, que rende 92 cv de potência. O visual traduz o nome da moto, que através da posição de pilotagem privilegia a dirigibilidade e conforto. Não existe garupa.
BUELL Lightning XB12S: Motocicleta compacta equipada com motor Thunderstorm de 1.200cc, injeção eletrônica, que combina força bruta com design minimalista proporcionando excelente dirigibilidade, especialmente nas curvas. Nesta motocicleta, o que chama a atenção mesmo é o quadro de seção retangular que “abraça” o falso tanque e o motor. Além da capa do tanque, elaborada em alguns modelos com material translúcido. A moto apresenta cores vivas, que transmitem ar de jovialidade (Laranja Translúcida, Preto ou Vermelho Translúcido). O visual inusitado desta BUELL é completado pelo duplo farol (um para luz baixa e outro para luz alta) e as rodas de liga-leve de seis raios. O escape sob o motor é outro destaque, não só estético, mas que também ajuda na concentração de massa.
BUELL Lightning XB9XSX: motocicleta com motor dois cilindros em V, de 984cm³ de cilindrada, pesando apenas 177kg a seco e com distância entre eixos de 1.320mm, mostra-se uma devoradora de curvas, extremamente ágil e bastante divertida de pilotar. Essa característica rendeu ao modelo o título de streetfighter, ou guerreira urbana, já que é capaz de driblar o trânsito e proporcionar boas arrancadas.
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BUELL Lightning Super XB12STT: a quilométrica extensão do nome, uma interminável mistura de denominações, letras e números, é para designar que a mais nova integrante da família Lightning incorpora características esportivas em uma moto de rua. Uma fusão de estilos, entre o fora-de-estrada, o supermotard e o street fighter (guerreiro urbano). Do fora-de-estrada, a Super TT herdou o guidão equipado com cross bar, que é uma barra de reforço, além dos protetores de punho. Nas laterais, características esportivas, com adoção de acabamento porta números (number plates), como nas motos de competição. Mesmo visual adotado na mini-carenagem sobre o farol. O banco alto e plano, com 798mm de altura, permite movimentações como em uma on off-road, mas também facilita uma pilotagem estilo supermotard ou street fighter no asfalto.
BUELL Ulysses XB12X: motocicleta que se sobressai do restante da linha BUELL pelo jeitão musculoso de big trail, com uma pitada de supermotard – rodas de aro 17” e pneus com perfil mais esportivo. Robusta, impressiona por sua estética, com destaque para o conjunto formado pelo largo quadro e balança, que “abraçam” as partes mecânica e ciclística. A moto conta ainda com suspensão de longo curso, banco largo, protetores de mão, escape sob o motor e um funcional triple tail, que serve de encosto para o garupa ou suporte para bagagem. Apesar de suas características visuais, esta sport adventure não foi feita para grandes deslocamentos na terra.
BUELL Ulysses XB12XT: motocicleta big trail, classificada como Adventure, para encarar grandes viagens mais voltada para o turismo e o asfalto. Este modelo ganhou aperfeiçoamento aerodinâmico, com a adoção de um pára-brisas maior e desmontável, além de punhos aquecidos, para rodar à noite, ou no inverno, com duas regulagens de temperatura. Para levar toda bagagem necessária nas viagens, foi desenvolvido um kit (equipamento de série), composto de bolsas laterais e um bauleto central, que também serve de apoio para as costas do passageiro. O bauleto e as bolsas são rígidas, removíveis, fechadas com chave e à prova de água. A moto também possui tomadas de força de 12V, para conectar aparelhos externos, como sistema de navegação GPS, carregador de celular ou outras necessidades.
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A evolução visual
Em 2009, a BUELL renovou, além de alguns de seus modelos de motocicletas, a identidade visual da marca. O logotipo foi completamente remodelado, ganhando um cavalo alado (muito semelhante a um Pégasus) em tons metálicos. A cor azul foi excluída.
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Os slogans
Own the corners.
(2006)
Different in every sense. (2003)
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Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
1983
● Encerramento:
30 de outubro de 2009
● Fundador:
Erik Buell
● Sede mundial: East Troy, Wisconsin
● Proprietário da marca: Harley-Davidson Motor Company
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman:
Erik Buell
● CEO & Presidente: Jon Flickinger
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Produção anual:
10.000 unidades
● Presença global:
80 países
● Presença no Brasil: Sim (9 concessionárias)
● Funcionários: 600
● Segmento:
Motocicletas
● Principais produtos:
Motocicletas esportivas, acessórios e equipamentos
● Ícones: O design das motocicletas
● Slogan: Own the corners.
● Website:
www.buell.com
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A marca no mundo
A fábrica da BUELL estava instalada na cidade de East Troy, em Wisconsin, nos Estados UNidos. Na unidade eram produzidas aproximadamente 10 mil motos por ano, além de peças, acessórios e roupas especiais, vendidas em mais de 80 países ao redor do mundo.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 10/4/2010

11.6.08

DIPPIN' DOTS

Imaginem um sorvete em formato de pequenas bolinhas que derretem ao entrar em contato com a boca? Acrescentem a isso muitas cores, sabores e uma consistência exclusiva, em uma verdadeira explosão de gostosura sem igual no mercado. O nome deste revolucionário sorvete é DIPPIN’ DOTS, que se tornou uma verdadeira mania entre os americanos.

A história
A história começa em 1986 quando Curt Jones, um microbiologista responsável pelo setor de produção de bactérias de uma empresa americana, teve a idéia de produzir sorvetes congelados a baixíssimas temperaturas. Na época, ele inventou um sistema de congelamento de bactérias e resolveu testar com sorvetes, que mesmo num calor intenso, de temperaturas de até 40 graus, não derretiam facilmente. O resultado surgiu no ano seguinte: um sorvete de mini-bolinhas que não se grudavam, criado a partir de um método diferente de congelamento chamado criogenia (técnica de congelamento com nitrogênio líquido a baixíssimas temperaturas). A massa era feita de pequenas bolinhas que não derretiam e só se dissolviam ao entrarem em contato com a boca. A receita do sorvete era a mesma de um sorvete de massa convencional, porém, com a vantagem de utilizar menos conservantes e estabilizantes.


O produto usava a temperatura como meio de conservação. Enquanto um sorvete convencional é mantido a 10º graus abaixo de zero, os DIPPIN’ DOTS têm que ser armazenados a 40º negativos e servidos, preferencialmente, a 26º abaixo de zero. Finalmente em 1988 o microbiologista fundou uma empresa para produzir o revolucionário sorvete e mostrar ao mundo sua nova invenção. A produção começou de maneira modesta na acanhada garagem da casa de seus pais em Grand Chain, estado do Illinois. Era preciso ver a aceitação do público diante da novidade. Uma loja em Lexington, estado do Kentucky; amigos e familiares; e o primeiro contrato para vender seus produtos dentro do parque de diversão Opryland em Nashville, estado do Tennessee, foram o principal cartão de visita do novo sorvete até 1989. Mais do que o simples prazer de degustar, o produto foi considerado uma vanguarda para o setor, ao oferecer uma experiência sensorial completa ao consumidor (visual diferente, consistência exclusiva que chega a fazer barulho no copo, cheiro e gosto de sorvete gelado). Começava então uma verdadeira mania pelos Estados Unidos.


Com o aumento da demanda pelo produto, a garagem onde o DIPPIN’S DOTS era produzido ficou pequena, e Curt Jones, resolveu mudar a produção para uma pequena loja na cidade de Paducah no estado do Kentucky. Em 1991 a empresa estabeleceu uma rede de distribuição para atuar em feiras, festivais e áreas comerciais. Deste momento em diante, o estopim do sucesso havia sido aceso.


Nos anos seguintes a expansão foi rápida: em 1995 assinou contrato de licenciamento com o Japão e a Austrália, iniciando a internacionalização da marca; inaugurou uma enorme fábrica em Paducah, Kentucky; introduziu, em 1998, o programa de máquinas automáticas, primeiramente instaladas em salas de cinema espalhadas pelo país; assinou o primeiro contrato de franquia em 2000; iniciou as vendas via Internet em 2002; começou a ser oferecido como item regular do cardápio do McDonald’s da cidade de São Francisco, logo se espalhando por centenas de lojas da rede; inaugurou, em 2002, a primeira fábrica no exterior, localizada na Coréia do Sul, para atender ao mercado asiático. A este altura o produto já era uma verdadeira febre em parques temáticos e lojas do McDonald’s nos Estados Unidos. E o sucesso aumentou depois que o fundador da empresa apareceu em programas de televisão como o popular Oprah Winfrey Show, fazendo com que a marca ingressasse em mercados tão distintos como Panamá, Holanda e Colômbia. Recentemente seus sorvetes começaram a serem vendidos em grandes varejistas. Além disso, a marca lançou outras delícias como o Dotwich, um sanduíche de bolachas recheados com o tradicional sorvete da DIPPIN’ DOTS.


Os produtos
Os sorvetes são vendidos em copinhos ou saquinhos de 85 gramas, e podem ser encontrados, dependendo das regiões, na versão tradicional, diet e light, em mais de 60 sabores como café, chocolate, baunilha, morango, laranja, banana-split, algodão-doce, chiclete, melancia, cookies, melão, limão e menta com chocolate. A partir de 2005 a marca começou a diversificar sua linha de produtos com a introdução de bolos e sanduíches de bolachas (Dotwiches) recheados com as tradicionais bolinhas de sorvetes. Mais recentemente, em 2006, introduziu uma linha de sorvetes convencionais misturados com as tradicionais bolinhas DIPPIN’S DOTS, assim como bolos, milkshakes, cafés, sundaes e iogurtes em suas lojas.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, mas sempre manteve seu caráter lúdico.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação: 1988
● Fundador: Curt Jones
● Sede mundial: Paducah, Kentucky
● Proprietário da marca: Dippin’ Dots, Inc.
● Capital aberto: Não
● Chairman: Curt Jones
● CEO & Presidente: Tom Leonard
● Faturamento: US$ 115 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: + 500 (lojas, quiosques, carrinhos e máquinas automáticas)
● Presença global: 15 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 800
● Segmento: Sorveterias
● Principais produtos:
Sorvetes e derivados
● Ícones: As pequenas bolinhas de sorvetes
● Slogan:
Ice Cream of the Future.
● Website: www.dippindots.com

A marca no mundo
Os produtos DIPPIN’ DOTS podem ser encontrados em mais de 2.500 pontos de vendas localizados em parques temáticos (Disneylândia, Six Flags, Cedar Fair e SeaWorld), zoológicos, aquários, feiras, festivais, cinemas e arenas esportivas, em mais de 800 lojas do McDonald’s da costa oeste, além das quase 500 lojas próprias, quiosques e máquinas automáticas localizadas, geralmente, dentro de shopping centers e áreas comerciais. México, Japão, Canadá, Israel, Filipinas, Colômbia, Holanda e Coréia do Sul são outros países que já conhecem o produto e aderiram ao sistema de franquias para a comercialização. A empresa possui, além da enorme fábrica nos Estados Unidos, uma na Coréia do Sul e um centro de distribuição na Austrália.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 29/5/2011

9.6.08

MÉDECINS SANS FRONTIÉRES


Epidemias. Terremotos. Tufões. Guerras civis. Inundações. São em cenários como esses que os profissionais da organização Médicos Sem Fronteiras atuam, proporcionando que milhões de pessoas tenham ao menos uma chance de sobrevivência. Seus voluntários levam socorro às populações em perigo e às vítimas de catástrofes de origem natural ou humana e de situações de conflito, sem qualquer discriminação racial, religiosa, filosófica ou política. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, os Médicos Sem Fronteiras reivindicam, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício da sua atividade. 

A história 
A organização Médecins Sans Frontières (conhecida no Brasil de Médicos Sem Fronteiras) foi criada no dia 20 de dezembro de 1971 por um grupo de 13 jovens médicos franceses (conhecidos então como French Doctors), liderado pelo médico Bernard Kouchner, e jornalistas, liderados por Raymond Borel, editor chefe do jornal médico Tonus, que, em sua maioria, tinham trabalhado como voluntários da Cruz Vermelha em Biafra, região no sudeste da Nigéria, que, no final dos anos de 1960, estava sendo destruída por uma guerra civil brutal. Enquanto trabalhavam para socorrer as vítimas do conflito, eles perceberam que as limitações da ajuda humanitária internacional da época eram fatais. Para tratar dos doentes e feridos era preciso esperar por um entendimento entre as partes em conflito ou pela autorização oficial das autoridades locais. Além dos entraves burocráticos e políticos, os grupos de ajuda humanitária não se manifestavam diante dos fatos testemunhados, ainda que diante de situações gritantes.


Ao retornarem à França, estimaram que a política de neutralidade e de reserva da Cruz Vermelha havia sido um erro, e que era necessária a criação de uma associação que aliasse ajuda humanitária e ações de sensibilização junto à mídia e às instituições políticas. A organização surgiu com o objetivo de levar cuidados de saúde para quem mais precisa, independentemente de interesses políticos, raça, credo ou nacionalidade. Na verdade era uma organização humanitária que associava ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, dando visibilidade a realidades que não podiam permanecer negligenciadas. Seus fundadores acreditavam que todas as pessoas tinham o direito a tratamento médico, e que essa necessidade era mais importante que as fronteiras nacionais (princípio de ingerência). No ano seguinte, o MSF fez sua primeira intervenção, na Nicarágua, após um terremoto que devastou a capital do país, Manágua, matando entre 10 e 30 mil pessoas.


Ainda nesta década a organização atuou em Honduras, depois da passagem de um furacão em 1974; nos campos de refugiados da Tailândia, em 1975; estabeleceu o primeiro programa médico de grande escala durante a crise de refugiados no Camboja, em 1975; e no Líbano, em 1976, durante sua primeira missão de guerra. Pouco depois, em 1980, após a ocupação do Afeganistão pelos Estados Unidos, o MSF forneceu proteção e estrutura para as vítimas da guerra. No final desta década, em 1988, a organização levou ajuda às vítimas de um grande terremoto na Armênia. A atuação da organização nesses anos culminou com o recebimento do Prêmio Nobel da Paz em 1999 em reconhecimento ao trabalho humanitário pioneiro em diversos continentes e para honrar seus profissionais médicos, que haviam atuado em mais de 80 países, tendo tratado dezenas de milhões de pessoas. A partir desse ano, a organização começou a promover a Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais, visando chamar a atenção para doenças negligenciadas, como a malária, doença de Chagas e a doença do sono, que matam milhões de pessoas a cada ano. Além disso, a campanha também visava proporcionar o acesso a medicamentos para tratamento da AIDS nos países mais atingidos.


Neste momento a organização já possuía escritórios regionais em vários países, inclusive no Brasil, onde havia desembarcado no começo da década. A partir de 2005, o MSF começou a recrutar profissionais brasileiros para trabalhar em seus projetos pelo mundo. Nos últimos anos, algumas das crises nas quais o MSF esteve presente ativamente foram: o Terremoto no Haiti (2010), a Guerra da Síria (2011), o Tufão nas Filipinas (2013), a Epidemia de Ebola na África ocidental (2014), o Conflito do Iêmen (2015) e o Terremoto no Nepal (2015). Em 2015, um bombardeio dos Estados Unidos ao centro de trauma do MSF na cidade de Kunduz, no Afeganistão, fez o maior número de vítimas em ataques a instalações da organização: 42 pessoas foram mortas, sendo 14 profissionais do MSF.


Nos últimos anos, o MSF proporciona também ações de longo prazo, na ajuda a refugiados, em casos de conflitos prolongados, instabilidade crônica ou após a ocorrência de catástrofes naturais ou provocadas pela ação humana. Também é missão do MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos. Além disso, em situações em que a atuação médica não é suficiente para garantir a sobrevivência de determinada população – como ocorre em casos de extrema urgência –, a organização pode fornecer água, alimentos, saneamento e abrigos. Esse tipo de ação se dá prioritariamente em períodos de crise, quando o equilíbrio anterior de uma situação é rompido e a vida das pessoas é ameaçada.


A linha do tempo 
1984 
Grande projeto de nutrição intensiva para vítimas da fome na Etiópia, na África. 
1985 
A organização é expulsa da Etiópia depois de ter denunciado o desvio da ajuda humanitária e a migração forçada das populações locais. 
1987 
Primeiros projetos médico-sociais em países desenvolvidos, começando pela França. 
1989 
Lançamento de programas de saúde na Europa Oriental, depois do colapso do bloco comunista. 
1991 
Primeira intervenção no Brasil, para conter uma epidemia de cólera na Amazônia. Depois de 10 anos, o MSF finalizou atuação na região, uma vez que os povos indígenas atendidos passaram a ter acesso a cuidados básicos de saúde com a criação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). 
Denuncia a limpeza étnica e crimes contra a humanidade, na Bósnia-Herzegovina. 
1993 
Chegada ao Rio de Janeiro, iniciando trabalhos com crianças de rua. 
1994 
Presença antes, durante e depois do genocídio em Ruanda, na África, onde aproximadamente 800 mil ruandeses da etnia tutsi foram assassinados por milicianos hutus. 
1996 
Vacinação de 4.5 milhões de pessoas contra a meningite, na Nigéria. 
1997 
Intervenção em epidemia de cólera no oeste da África. 
1998 
Assistência e envio de medicamentos e de material médico para as vítimas do furacão que varreu a América Central (Honduras, Nicarágua e Guatemala). 
Causou polêmica ao retirar-se da Coréia do Norte, acusando o regime de Pyongyang de malversar a ajuda humanitária vinda do exterior. 
1999 
Assistência humanitária aos refugiados durante a guerra do Kosovo. 
2000 
Denuncia a negligência em relação ao povo angolano em meio à guerra entre governo e rebeldes. 
2001 
Critica a operação pão e bombas durante ataque dos Estados Unidos ao Afeganistão. 
2002 
Amplia presença em Angola, que, após o fim do conflito que durou anos, vivia a pior crise de desnutrição da África na última década. 
2003 
Durante pesados conflitos entre forças do governo e tropas rebeldes na capital da Libéria, o MSF oferece assistência a milhares de deslocados e transforma casas em hospitais. 
2010 
Após o terremoto que devastou o Haiti, a organização tratou mais de 173 mil pacientes e realizou mais de 11 mil cirurgias. 
2011 
Concentra esforços no atendimento às pessoas afetadas pelo conflito na Síria e atua em três hospitais no norte do país transformando casas e uma granja em hospitais. Impedido de acessar outras áreas da Síria, o MSF inicia apoio a mais de 50 unidades de saúde espalhadas pelo país. 
2013 
A República Centro-Africana alcança status de emergência humanitária crônica após o golpe de Estado e a violência chega a níveis sem precedentes. O MSF mantém sete projetos regulares e seis de emergência, em quase todo o país, além prestar assistência a refugiados nos países vizinhos. É das poucas organizações que levam cuidados a essa população. 
2014 
Início de uma epidemia de Ebola sem precedentes: em seis países, o MSF tratou quase 5 mil pacientes no ano, aproximadamente 25% de todos os casos declarados na África Ocidental.


Missões do bem 
Atualmente, as principais ações do MSF no mundo são: 
+ Campanhas de vacinação 
+ Ações de prevenção de doenças 
+ Assistência a campos de refugiados 
+ Nutrição terapêutica e suplementar 
+ Distribuição de alimentos em regiões em situação de fome aguda 
+ Distribuição de medicamentos 
+ Assistência médica dentro de instalações públicas pré-existentes 
+ Reforma de estruturas de saúde - reabilitação de hospitais e clínicas 
+ Cirurgias 
+ Campanhas de sensibilização da opinião pública 
+ Projetos de saneamento e provisão de água 
+ Construção de hospitais e postos de saúde 
+ Formação de agentes comunitários 
+ Formação de pessoal de saúde 
+ Apoio à reinserção social 
+ Acompanhamento epidemiológico de um país ou região


A ajuda em números 
A cada ano, aproximadamente 7.700 médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde da organização Médecins Sans Frontières, partem de diferentes países, em direção a quase 470 projetos de ajuda humanitária em mais de 70 países, levando atendimento para mais de 30 mil pessoas diariamente. O trabalho sério da organização realmente salva milhões de vidas anualmente: são aproximadamente 9.1 milhões de consultas ambulatoriais; 3 milhões de crianças vacinadas; 43 mil cirurgias de guerra; tratamento para mais de 180 mil casos de desnutrição severa e moderada; mais de 250 mil partos; 30.600 imigrantes e refugiados resgatados do mar; mais de 55 mil internações; tratamento para casos de malária (2.5 milhões de pessoas), HIV/AIDS (mais de 220 mil pacientes), tuberculose, sarampo, meningite e cólera; milhões de atendimentos psicológicos; além da distribuição de milhares de kits de higiene e cozinha e lonas plásticas.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 20 de dezembro de 1971 
● Fundador: Bernard Kouchner e Raymond Borel 
● Sede mundial: Genebra, Suíça 
● Proprietário da marca: Médecins Sans Frontières 
● Capital aberto: Não (organização não-governamental) 
● Presidente: Joanne Liu 
● Secretário Geral: Jérôme Oberreit 
● Arrecadação: €1.5 bilhões (2016) 
● Presença global: 71 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários/voluntários: 36.000 
● Segmento: Terceiro setor 
● Principais produtos: Assistência médica e humanitária 
● Concorrentes diretos: Red Cross (Cruz Vermelha), Médecins du Monde, The Salvation Army e Anistia Internacional 
● Slogan: Hope without borders. 
● Website: www.msf.org.br 

A marca no Brasil 
Em 1991, o Médicos Sem Fronteiras iniciou sua primeira intervenção no Brasil no combate a uma epidemia de cólera na Amazônia, em parceria com o Ministério da Saúde. Depois que a epidemia foi controlada, o MSF passou a desenvolver um trabalho de saúde preventiva com tribos indígenas, impulsionada pelo alto índice de mortalidade e morbidade provocadas principalmente pela malária. Nos anos seguintes, a organização implantou vários projetos, como por exemplo, em 1996 quando criou o Programa Local de Prevenção a DST/Aids, através da implantação de bancos de preservativos e atividades educativas de prevenção em comunidades carentes do Rio de Janeiro, em parceria com associações de moradores; o Dentemania em 1998, onde realizava um trabalho com crianças de rua e de comunidades carentes, para ensinar, de maneira lúdica, como manter a higiene bucal; e constituiu, em 1998, uma rede de médicos voluntários que se preocupam com a questão da exclusão social e oferecem atendimento gratuito à população excluída. Atualmente, o MSF do Brasil envia 150 brasileiros de diversas especialidades para seus projetos pelo mundo e conta com aproximadamente 260 mil doadores.


A marca no mundo 
Hoje, mais de 36 mil profissionais, dos quais mais de 7.700 são médicos, trabalham com a organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que oferece assistência à saúde, em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social em mais de 70 países. Aproximadamente 95% da arrecadação provém de doações particulares (são mais de 6 milhões de doadores individuais), enquanto o restante é proveniente de governos e empresas. Atualmente é a maior organização de ajuda humanitária não governamental do mundo, na área da saúde. 

Você sabia? 
A organização, mundialmente conhecida pela sigla MSF (abreviação da frase em francês “Médecins Sans Frontières”), também adota os nomes MÉDICOS SEM FRONTEIRAS (no Brasil) e DOCTORS WITHOUT BORDERS (nos Estados Unidos). 
Em junho de 2016, após o acordo firmado entre a União Europeia e a Turquia, o MSF decidiu não receber mais recursos financeiros dos países-membros do bloco em protesto contra a vergonhosa política migratória imposta a refugiados e migrantes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/11/2017

5.6.08

SEGWAY

Eles despontam nas grandes cidades, especialmente americanas, em bom ritmo. Policiais de Washington desfilam nos veículos. Carteiros do Serviço Postal Americano também. Animadores dos parques da Disney giram a bordo das máquinas. À primeira vista, este veículo de locomoção não nos parece tão espetacular, pois se assemelha a um patinete com ares futurista movido a bateria com tecnologia avançada. Mas aqueles que o experimentaram asseguram que é uma verdadeira revolução no conceito de locomoção. O SEGWAY está timidamente mudando a forma como as pessoas se locomovem nas cidades.

A história
Tudo começou em 1991 quando Dean Kamen, que antes inventara um bem-sucedido aparelho de diálise e uma cadeira de rodas que subia escadas pelo corrimão e colocava os deficientes em posição vertical, resolveu inventar um meio de transporte eficiente (propício para o perímetro urbano), com 0% de emissão de poluentes, compacto e com apenas duas rodas, utilizando a tecnologia de estabilização dinâmica. Depois de oito anos de intensas pesquisas e desenvolvimento, surgia o Segway Human Transporter (em português transportador de pessoas). Sua concepção revolucionária permitia que o condutor se movimentasse com muita segurança para frente e para trás com uma simples inclinação do corpo. Para realizar curvas à esquerda e à direita bastava manusear um único comando localizado no punho esquerdo do guidão. Este equilíbrio era o aspecto mais surpreendente sobre o SEGWAY e também a chave para a sua operação.


Para compreender como o sistema funciona, basta levar em consideração o modelo que o inventor usou para desenvolver o dispositivo: o corpo humano. Quando caminhamos, qualquer inclinação realizada pelo nosso corpo é detectada pelo cérebro devido a uma alteração no fluido do ouvido interno, fazendo com que uma perna se movimente para frente, impedindo a queda. Se continuarmos a nos inclinar para frente o cérebro continuará a colocar uma perna à frente, mantendo-nos em pé. Ao invés de cairmos, andamos pra frente, um passo de cada vez. O SEGWAY fazia praticamente a mesma coisa, mas utilizava rodas ao invés de pernas, um motor ao invés de músculos, um grupo de microprocessadores ao invés do cérebro e um conjunto de sofisticados sensores de inclinação ao invés do sistema de equilíbrio do ouvido interno. Como o cérebro, o SEGWAY sabia quando você estava se inclinando para frente. Para manter o equilíbrio, movimentava as rodas na velocidade certa e você se movia para frente.


O próximo passo foi amealhar US$ 38 milhões de investidores para fundar a empresa Acros no dia 27 de julho de 1999. Na primavera de 2000, arrecadou outros US$ 90 milhões, e no ano seguinte a fábrica, localizada em Bedford, estado americano de New Hampshire, estava concluída e pronta para entrar em operação. Em dezembro de 2001, em um planeta ainda assustado com os atentados terroristas de 11 de setembro, ele decidiu exibir “a Coisa” ou “Ginger”, dois dos codinomes do veículo. Foi ao programa Good Morning America, da rede de televisão ABC, campeão de audiência da TV americana, descrevendo a máquina como o primeiro transporte humano que possuía “auto-equilíbrio”. Deste momento em diante o invento mostrou uma vocação de “produtos virais”, como os especialistas em marketing definem os inventos capazes de produzir intenso boca à boca. O ator australiano Russel Crowe e o compositor Sting apareceram no programa de Jay Leno em cima do revolucionário veículo. O inventor foi capa da conceituada revista Time, onde declarou em uma entrevista que sua máquina seria para o carro o que ele foi para os veículos antigos. A badalada revista New Yorker colocou o terrorista Bin Laden a bordo de um SEGWAY. Kamen conquistara a notoriedade. Virou estrela, foi comparado a Thomas Alva Edison. Faltava, evidentemente, o teste das ruas.


Finalmente, em 18 de novembro de 2002, o SEGWAY PERSONAL TRANSPORTER (PT) começou a ser vendido para o público. Na Amazon (site de comércio eletrônico), transformaram-se em sucesso repentino. Porém, o grande desafio era convencer os céticos de que era um produto útil. Mas havia um problema: nem os próprios fabricantes sabiam se deviam vendê-lo ao lado de jet-skis, carros e motos ou em áreas separadas dos supermercados. O SEGWAY pertencia a uma categoria rara de produtos, aqueles de chamada “inovação descontínua”. Eles impõem mudanças de hábitos, muitas vezes exigem alterações na infra-estrutura das cidades. E foi justamente isso o que começou a acontecer: grandes cidades americanas começaram a mudar a legislação de trânsito para abrigar o invento, permitindo assim sua utilização no perímetro urbano.


O SEGWAY foi autorizado a circular em calçadas de 36 estados americanos, mas com restrições. Ele podia alcançar até 25 km/h de velocidade, mas determinou-se o máximo de 12 km/h. Foi então que as vendas começaram a aumentar conquistando os consumidores domésticos e principalmente organizações governamentais, como por exemplo, o Departamento de Polícia de Atlanta, o primeiro a utilizar os veículos no patrulhamento urbano. A partir de 2004, a empresa começou a criar uma rede global de distribuição, dobrando sua presença mundial no ano seguinte. O veículo chegou ao Brasil em 2006.


Tudo ia bem até que em setembro de 2006 a empresa fez um recall para os mais de 23 mil veículos fabricados até então, em virtude de um defeito de software que poderia causar a inversão de direção nas rodas. Diversos condutores tinham caído de suas máquinas e sofrido ferimentos como dentes quebrados e pulsos fraturados. A SEGWAY então ofereceu gratuitamente um upgrade de software que resolveria o problema. A partir de então o futuro da SEGWAY começou a ser colocado em risco. Afinal, sua trajetória até aqui tinha sido marcada por acidentes de percurso. Apresentado como um veículo de locomoção revolucionário por seu criador a engenhoca ganhou as ruas e áreas de lazer de diversas cidades do mundo.


No entanto, o sucesso do produto junto à comunidade acadêmica e aos ecologistas, não se reproduziu, com a mesma proporção, nas vendas. No final de 2009, como as vendas não cresciam no ritmo esperado, o fundador vende a empresa para o milionário britânico Jimi Heselden, que fez fortuna com empreiteiras e empresas de engenharia. Como uma dessas peças que o destino nos prega, no mês de outubro de 2010, Jimi, de 62 anos, foi encontrado morto no fundo de um precipício, em um rio perto de Leeds, no norte da Inglaterra, junto a um SEGWAY. Segundo a polícia, o milionário caiu no barranco ao perder o controle do veículo fabricado pela sua empresa.


A linha do tempo
2003
No dia 29 de agosto, mais de dois mil proprietários de SEGWAY se reuniram na cidade de Chicago para o SEGWAYFEST, um evento criado e realizado pelos proprietários para compartilhar a experiência com o produto. O evento ganhou tanta força, que hoje em dia é realizado anualmente.
2005
Anunciados mais dois novos modelos do veículo: Segway Cross-Terrain Transporter (para terrenos irregulares) e Segway Golf Transporter (para ser utilizado em campos de golfe). Os novos modelos eram equipados com uma nova bateria de Lítio que proporcionava maior autonomia.
No dia 16 de novembro, o Presidente George Busch presenteou com um SEGWAY o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi.
2006
A prefeitura da cidade de Chicago assina o maior contrato de uma instituição do governo com a empresa para o fornecimento de veículos para utilização em diversos departamentos.
Lançamento da segunda geração de veículos SEGWAY amparado por uma enorme campanha com o slogan “Simply Moving”.
Lançamento de duas novas tecnologias em seus modelos: LeanSteer (permite manobrar apenas inclinando o corpo para o lado que se deseja virar melhorando a dirigibilidade) e InfoKey (uma espécie de controle remoto sem fio capaz de manobrar o veículo à distância, funcionando também como velocímetro, hodômetro e alarme).
2007
Lançamento, em edição limitada, do modelo SEGWAY i2 Ferrari autografado pelos pilotos Kimi Raikkonen e Felipe Massa. O modelo possuía uma bolsa de couro legítimo utilizada como compartimento.
Apresentação do protótipo SEGWAY CENTAUR. Tratava-se de um quadriciclo inspirado no Centauro, personagem da mitologia grega que tinha metade do corpo de um cavalo e a outra metade de um homem. O veículo utilizava o mesmo sistema do HT, chegava a 32 km/h e podia ser usado em duas ou em quatro rodas. Era dotado de um design agressivo e um belo sistema de suspensão, sendo indicado para atividades esportivas ao ar livre.
2009
Em parceria com a GM anunciou o primeiro protótipo do “projeto P.U.M.A. (Personal Urban Mobility and Accessibility)”, um veículo elétrico de visual peculiar com capacidade para duas pessoas e que possuía somente duas rodas. O projeto tinha suas características voltadas pra o uso urbano, permitindo realizar trajetos rápidos, silenciosos, limpos e com segurança a um custo total baixo, isso porque além de não gastar combustível o protótipo teria um valor aproximado de apenas 25% de um automóvel tradicional. Com o crescimento dos grandes centros urbanos, que dia a dia vem ficando cada vez mais apertados, o P.U.M.A seria uma solução racional, melhorando a mobilidade e deixando o motorista menos refém do trânsito, além de aliviar a poluição adotando um motor elétrico. Mas isso é claro, era apenas um protótipo.


Os modelos
A SEGWAY fábrica sete modelos do veículo:
SEGWAY i2: modelo padrão e simples, especialmente desenvolvido para serem utilizados em terrenos normais. Pesando menos de 50 kg, o modelo atinge velocidade máxima de 20 km/h, sendo capaz de suportar 118 kg e percorrer 38 km com uma bateria. O preço sugerido para o i2 é de aproximadamente US$ 5.000.
SEGWAY x2: versão do modelo padrão mais resistente e forte para ser utilizado em todo tipo de terreno, até mesmo na grama. O preço sugerido para o modelo é de US$ 5.500.
SEGWAY i2 COMMUTER: versão desenvolvida para percorrer pequenas distâncias, principalmente nas ruas de grandes cidades. É o modelo ideal para ir ao trabalho, pois tem capacidade para rodar quase 38 km com uma bateria de lítio.
SEGWAY x2 ADVENTURE: versão esportiva, com visual moderno e funcional (compartimento para levar ferramentas, objetos pessoais, garrafa de água, entre outros objetos), ideal para ser utilizada em terrenos acidentados (trilhas na floresta, lama, subidas íngremes, etc.).
SEGWAY i2 CARGO: modelo comercial com compartimentos para carregar até 13 kg de material, ideal para ser utilizado por empresas para entregas de pequenas mercadorias.
SEGWAY x2 TURF: modelo especificamente desenvolvido para locomoção em grama ou areia sem danificar o terreno ou agredir a natureza.
SEGWAY x2 GOLF: modelo especificamente desenvolvido para locomoção em grama sem danificá-la. O modelo é utilizado nas deslocações em campos de golfe, onde além da praticidade (compartimento para carregar os tacos e equipamentos) é extremamente silencioso.


A SEGWAY também possui modelos (i2 Police e x2 Police) especialmente desenvolvidos para a polícia, ideal para serem utilizados em patrulhamento de ruas, parques, centros de compras, aeroportos e bases militares. Atualmente mais de 1.200 forças policiais e agências de segurança em todo mundo utilizam o veículo.


O veículo do futuro ou um enorme fracasso?
O SEGWAY é uma ótima opção para uso no perímetro urbano. Os carros ocupam muito espaço e, em locais restritos, como nas ruas de uma cidade, podem causar grandes engarrafamentos. Estacionar um carro também é uma dificuldade e eles são caros de se manter. Tudo considerado, o carro não é a opção ideal para percursos pequenos em áreas congestionadas. O SEGWAY é apenas um pouco maior que uma pessoa, de forma que não provoca congestionamentos como um carro. Como é um veículo de calçada, ele permite uma movimentação ágil através das multidões, evitando completamente as rodovias. Mas apesar desses argumentos, o SEGWAY tem encontrado restrições em muitos países devido à legislação de trânsito. Além disso, como scooters e bicicletas, esses veículos estarão cada vez mais envolvidos em acidentes com pedestres. Mas os seus defensores dizem que ele é tão perigoso quanto caminhar, considerando que se locomove a velocidades relativamente baixas.


Mesmo que ele não possa levar as pessoas ao seu destino em altas velocidades, consegue com sua marcha lenta, driblar o congestionamento. Chegando ao seu destino, seus condutores podem levá-lo consigo para qualquer lugar sem se preocupar com estacionamento. Também não precisam parar no posto de gasolina, pois o veículo é abastecido com eletricidade doméstica. O meio-ambiente agradece. Os SEGWAY são também boas máquinas para locomoção em depósitos entulhados, onde corredores apertados não permitem o uso de veículos maiores. Muitas pessoas podem achá-los úteis para se movimentar em extensas áreas públicas, como aeroportos ou parques de diversões. Não há limite na diversidade do seu uso. Ele se adapta à maior parte dos lugares onde se possa caminhar. Apesar de todos esses argumentos, o SEGWAY não obteve grande sucesso em modificar o mundo. O preço alto, a pouca autonomia e as restrições de legislação de trânsito provavelmente tem sido os maiores obstáculos. Com o tempo, o veículo considerado “revolucionário” se tornou um produto de nicho, usado principalmente em rondas de segurança em ambientes fechados, forças policiais, serviços governamentais e outras atividades restritas. Recentemente, entretanto, a empresa anunciou opções de financiamento e leasing. Ela também espera que o aumento nos preços do combustível faça disparar as vendas. Outra aposta da empresa para popularizar o produto e proporcionar um contato direto com o público são os diversos tours a bordo de um SEGWAY à famosos pontos turísticos por grandes cidades do mundo, como por exemplo, Atlanta, Budapeste, Berlim, Chicago, Munique, Paris, Madri, São Francisco, Viena e Washington.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
27 de julho de 1999
● Fundador:
Dean Kamen
● Sede mundial:
Bedford, New Hampshire
● Proprietário da marca:
Segway, Inc.
● Capital aberto:
Não
● CEO:
Wayne Mitchell
● Faturamento: US$ 100 milhões (estimado)
● Lucro:
Não divulgado
● Concessionárias:
+ 250
● Presença global:
80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 300
● Segmento:
Transportes
● Principais produtos:
Veículo de transporte pessoal
● Ícones: O
design do veículo
● Slogan:
Simply Moving.
● Website: www.segway.com

A marca no mundo
A linha de produtos SEGWAY é comercializada em mais de 250 concessionárias (aproximadamente 100 localizadas nos Estados Unidos) em 80 países ao redor do mundo. Um dos maiores clientes da empresa são organizações governamentais (principalmente a polícia e o setor de segurança) que utilizam um modelo especialmente desenvolvido para ser utilizado em patrulhamento e segurança. Cerca de 80% das vendas da SEGWAY são para empresas, enquanto os consumidores individuais respondem por 20%.

Você sabia?
A SEGWAY já vendeu mais 80.000 unidades de seu veículo de transporte pessoal desde o lançamento.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 28/1/2012