12.9.08

PIZZA FUSION

Era uma questão de tempo até alguém aplicar um modelo de sustentabilidade no ramo de pizzarias. Já não é mais. A rede PIZZA FUSION está revolucionando o mercado americano, conquistando clientes preocupados, não somente com a saúde, mas também com a preservação do meio ambiente. Vendendo pizzas orgânicas em lojas ecologicamente construídas, a rede se tornou uma das vedetes do segmento nos Estados Unidos.
-
A história
Tudo começou quando Vaughan Lazar e Michael Gordon, amigos desde os tempos em que cursavam a Florida Atlantic University, vislumbraram uma oportunidade, de não somente criarem um negócio para ganhar dinheiro, mas que também pudesse alertar, e mostrar exemplos, de como a sustentabilidade é importante nos dias de hoje. Depois de um bate papo, regado a vinho orgânico, Vaughan, que possuía uma empresa de impressão e design em Fort Lauderdale na Flórida, e Michael, proprietário de uma empresa de gestão de bens e imóveis, resolveram fundar uma rede de pizzaria diferente, após identificarem o crescente interesse das pessoas em produtos orgânicos. Sem nenhuma experiência em restaurantes, os dois jovens então, contrataram um consultor em pizzas, Dave Ostrander, para ajudar a desenvolver o conceito da nova empresa.
-
-
O resultado do projeto foi a inauguração em 7 de julho de 2006 da primeira unidade da PIZZA FUSION, localizada em Deerfield Beach, cidade litorânea no sudeste do ensolarado estado da Flórida. A loja ecologicamente correta e o cardápio contendo uma alimentação orgânica, chamou a atenção dos consumidores por alguns diferenciais: a utilização 100% de energia renovável (eólica); ingredientes orgânicos 100% certificados nos molhos, massas e legumes; o frango natural, criado de forma livre e não confinada; a carne com certificação 100% orgânica, livre de qualquer hormônio, pesticidas, antibióticos e inseticidas. O cardápio, além de pizzas, feitas no formato oval e comprido, continha sanduíches de ciabatta, sobremesas e saladas embaladas, em que 98% dos ingredientes eram orgânicos. O cardápio também tinha opções de vinhos e cervejas orgânicas.
-
-
E não parava por aí. Para colocar a teoria de sustentabilidade na prática, a PIZZA FUSION tem um serviço de entrega que utiliza somente automóveis híbridos (modelo Toyota Prius e Toyota Camry), faz reciclagem, utiliza papel-higiênico e toalhas 100% recicláveis e usa apenas talheres biodegradáveis. Além disso, equilibram o uso de energia com certificados de energia eólica e constroem todas as lojas de acordo com padrões sustentáveis, utilizando materiais reciclados como nas paredes verdes feitas de garrafas plásticas recicláveis e nos uniformes dos funcionários, além da utilização de madeiras certificadas (todas as pias dos banheiros são feitas de bambus), lâmpadas econômicas e tintas que não agridem a natureza.
-
-
Com o slogan “Saving the Earth, One Pizza at a Time” (Salvando a Terra, Com uma Pizza por Vez), a PIZZA FUSION se tornou uma das primeiras redes de alimentação rápida dos Estados Unidos a adotar esse conceito. E o novo modelo, apesar de vender pizzas cerca de 35% mais caras que outras redes tradicionais, foi bem aceito pelos consumidores. Desde janeiro de 2007, quando foi introduzido o sistema de franquia a empresa vendeu mais de 70 unidades franqueadas em 10 estados americanos, incluindo Flórida, Califórnia, Nevada, Arizona, Washington, Colorado, e Pennsylvania. A primeira franquia foi inaugurada em 24 de março de 2007 na cidade de Fort Lauderdale na Flórida.
-
-
No final de 2007, a rede inaugurou a primeira unidade do estado da Flórida contendo o certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) dado pelo U.S. Green Building Council, que atesta construções que utilizem práticas que reduzam o impacto ambiental (suas lojas consomem 40% menos energia e 20% menos água anualmente), além de proporcionarem uma qualidade de vida e saúde melhor para quem trabalha nos prédios. Atualmente, todas as lojas da rede (cada uma com capacidade média para 60 pessoas sentadas) possuem o certificado, tornando a PIZZA FUSION um “Greenest Restaurant Chain” (algo como “A cadeia de restaurante mais verde”, no sentido ecologicamente correto). Em 2010 a rede assinou seu primeiro contrato de franquia no exterior para inauguração de unidades na Arábria Saudita. Um dos ícones da PIZZA FUSION é a embalagem da pizza para viagem: feita de material 100% reciclável em formato retangular comprido e contendo a assinatura “This Pizza Was Made With Love By_________” (Esta pizza foi feita com amor por - assinatura do funcionário que a fez). Todas as lojas oferecem descontos para os clientes que trouxerem de volta a embalagem de pizza para reciclagem.
-
-
Uma receita verde
A PIZZA FUSION tem uma receita para salvar o mundo que inclui: vendedores conscientes; compromisso com a educação ambiental no sentido de despertar a consciência para enfoques sustentáveis de modo de vida e negócios; educação do público em geral sobre a importância do modo de vida sustentável por meio de um serviço comunitário ecológico; lobby para ação política para incentivar um futuro mais sustentável; apoio à agricultura orgânica; e avaliação contínua do impacto ambiental da loja na busca incessante de diminuir a pegada ecológica.
-
-
Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação: 7 de julho de 2006
● Fundador: Vaughan Lazar e Michael Gordon
● Sede mundial:
Fort Lauderdale, Florida
● Proprietário da marca: Pizza Fusion Holdings
● Capital aberto:
Não
● CEO: Vaughan Lazar
● COO:
Michael Gordon
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Lojas: 30

● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos)
● Funcionários:
650
● Segmento:
Alimentação rápida
● Principais produtos:
Pizzas orgânicas
● Ícones: A embalagem de pizza para viagem
● Slogan: Saving the Earth, One Pizza at a Time.
● Website:
www.pizzafusion.com
-
A marca nos Estados Unidos
Atualmente a PIZZA FUSION possui 30 restaurantes (mais 30 em fase de implantação) espalhados por 15 estados americanos, sendo pioneira no segmento de alimentação rápida ao utilizar o conceito de comida orgânica e sustentabilidade.
-
Você sabia?
A média de preço de uma pizza na rede é de US$ 20. A pizza mais cara, que custa US$ 48, é Surf & Turf, feita com camarão e lagosta.
-
-
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
-
Última atualização em 4/6/2010

9.9.08

BRANDS EVOLUTION 6

Nesta seção do Blog estarei trazendo constantemente a evolução visual de algumas marcas. Tendências, personalidade, criatividade, conceito, tipologias e os mais variados recursos para embarcarmos em uma verdadeira viagem visual. Recentemente grandes marcas passaram por grandes reformulações visuais como podemos acompanhar nas imagens abaixo.
-











7.9.08

MORMAII

Seus óculos são famosos pela qualidade ótica e pelo design moderno. Suas roupas de neoprene estão entre as melhores do mundo. Relógios, bicicletas, moda jovem e muito mais. Todo produto com o logotipo da MORMAII têm muito valor agregado, pois carrega a alma do surf e uma história de glória para a indústria brasileira, já que a empresa é a maior no segmento de artigos esportivos para esportes aquáticos da América Latina.
-
A história
Tudo começou nos anos setenta, quando o Brasil, então com 90 milhões de habitantes, era um país com litoral pouco explorado. Só os pescadores moravam nas praias mais afastadas de cidades costeiras. O surf nem era visto como um esporte em si, e sim um estilo de vida do qual só algumas pessoas desfrutavam. Para conhecer as melhores ondas e mapear o litoral do país, o surfista era um nômade. Em busca de aventuras, essa “tribo” mantinha contato com vilas de pescadores artesanais. Uma delas era Garopaba, em Santa Catarina. As ondas perfeitas que rolavam (e rolam até hoje) na região e municípios vizinhos, nas praias do Silveira, Ferrugem, Vila, Rosa, Guarda do Emabaú foram um dos motivos pelo qual o médico gaúcho Marco Aurélio Raymundo (mais conhecido pelo apelido de Dr. Morongo), formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, saiu da cidade grande e se mudou para aquele lugar remoto, ainda sem abastecimento de energia elétrica, no ano de 1974.
-
-
Tudo ia bem, com o emprego no posto de saúde e surfando nas horas vagas, até que o frio chegou junto com o inverno e ondas perfeitas começaram a quebrar nos picos de surf. Permanecer na água era impossível, por causa das baixas temperaturas do mar, inferiores a 18º, sem falar nos ventos gelados, vindos do sul e oeste. Os surfistas tentavam driblar o frio com todos os tipos de invenções, até tomavam cachaça e entravam na água com malha de lã. Nada funcionava. Foi então que o médico tomou a iniciativa de costurar uma roupa de neoprene, na garagem de sua casa de madeira, em frente à praia de Garopaba (hoje no local funciona o MORMAII Café).
-
-
Naquele momento surgiu a MORMAII, em 1975, embora a marca tenha sido registrada no INPI (Instituto nacional da propriedade Industrial) anos mais tarde, em 1979. O nome da empresa MORMAII é derivado da junção do apelido de seu criador - Morongo - com o nome de sua ex-mulher, Maira e “i” dobrado, deriva de Hawaii, paraíso para os amantes do surfe. A criação de Morongo ofereceu a oportunidade de qualquer surfista brasileiro ter sua própria roupa de neoprene (wetsuit em inglês) para surfar, sem depender de marcas estrangeiras. Até mesmo os pescadores se tornaram clientes, adquirindo wetsuits para tarrafear na beira do mar e das lagoas no inverno. Desde então, as wetsuits se tornaram indispensáveis para os surfistas curtirem as ondas, durante o ano todo.
-
-
Com o Regime Militar no poder, o Brasil foi alvo de uma política protecionista que fechou o país às importações, então, as roupas da MORMAII se multiplicaram. Junto com a história da marca MORMAII que se proliferava pelo país com a assinatura “a sua marca na água”, o surf no Brasil também explodia, conquistando muitos adeptos nos anos 80. Virou um esporte sério e profissional tendo um Circuito Brasileiro prestigiado pelos melhores atletas, com empresas como a MORMAII patrocinando etapas e competidores. Ainda nessa época, apareceram com força pelo Brasil outras modalidades de ação que derivam do surf, como o windsurf, skate e bodyboard, além do mergulho e triatlon. E a MORMAII também ofereceu o mesmo conforto das wetsuits e da moda masculina e feminina, acessórios e equipamentos, para atletas de todas as atividades de esportes alternativos ao futebol, vôlei, basquete e corridas.
-
-
Em 2003 a empresa começou um plano de forte expansão internacional que teve início com a inauguração de um escritório em Málaga, na Espanha. Logo depois foi a vez de “atacar” a França, Itália, Inglaterra e Portugal. No ano passado, a MORMAII faturou mais de 22% em relação a 2006, com um detalhe, as expectativas de crescimento em 2007 já haviam sido superadas ao final do primeiro semestre. É o sexto ano consecutivo com altas taxas de crescimento na venda de artigos esportivos. Apesar de todo o crescimento, a MORMAII preservou seu estilo original. A sede continua instalada na cidade de Garopaba e seu fundador é o diretor-presidente e também piloto de testes dos produtos. “Eu mesmo testo durante um ano cada novo protótipo e suas inovações, antes do modelo ser fabricado para o consumidor”, explica Morongo.
-
-
A linha do tempo
1997
Lançamento da primeira coleção de óculos da marca. A coleção de óculos da marca se tornou um dos ícones do segmento no mercado brasileiro. A linha solar tem 20 modelos (todos com nomes de praias) com muitas combinações diferentes de cores. Recentemente, foi fechado um acordo com a Brasif em Miami para que todos as lojas dutyfree (também conhecidas como freeshops) no mundo vendam óculos MORMAII.
2003
Lançamento de uma coleção de óculos para receituário.
2006
Lançamento dos óculos MORMAII Floater, com dupla função, podendo ser usados no dia-a-dia ou na prática de esportes radicais, na superfície da água.
Lançamento de uma linha de bicicletas. A empresa já lançou 27 modelos de bicicletas que são comercializados em todo o Brasil.
Lançamento de uma linha de protetores solares.
2007
Lançamento das sandálias Neocycle, confeccionada com matérias recicláveis da roupas de neoprene. O processo de produção consiste em triturar os wetsuits que não têm mais condições de uso e misturá-los a retalhos de neoprene, originando uma matéria prima reciclada, macia e flexível, incluída na composição do solado nos modelos de sandálias.
Lançamento do Acqua Player, tocador digital à prova de água com 1 GB de memória, que integrava o Kit Water proof, incluindo além do aparelho: fone de ouvido a prova d'água, fone Street, strap de braço, bolsinha de neoprene, carregador bi-volt e bateria de litium.
Lançamento do Knee Brace, uma joelheira reforçada para os praticantes de windsurf, kitesurf, tow-in, esqui-aquático, wakeboard, snowboard e outros esportes que geram muito impacto nestas articulações.
Lançamento dos alimentos Mormaii Protein Pro e Mormaii Energy Pro, barras energéticas saborosas e nutritivas com deliciosa cobertura sabor chocolate para ser consumido antes e depois da prática de atividades físicas.
Inauguração, em novembro, de um quiosque no movimentado aeroporto Internacional do Galeão (Rio de Janeiro). O Galeão é o terceiro aeroporto internacional que recebe um quiosque da marca catarinense – os outros são em Florianópolis (SC) e Belém (PA).
Inauguração, em dezembro, da primeira loja da marca dentro de um aeroporto, localizada em Congonhas (São Paulo), onde é possível encontrar todos os itens da MORMAII à venda e alta qualidade no atendimento.
2008
Lançamento de sua nova coleção de roupas de neoprene com inovações tecnológicas e no design que oferecem aos consumidores mais mobilidade, conforto, novas cores, excelente acabamento e a alta qualidade.
Lançamento do MORMAII Essence: quatro fragrâncias em embalagens diferenciadas inspiradas nas regiões brasileiras. A MORMAII também possui loção pós-barba, xampu 3 em 1 (xampu, condicionador e sabonete), creme fixador de cabelos, hidratante para pele, xampu e condicionador.
Lançamento da Vulcanus, uma roupa revolucionária no visual e ultra-anatômica. Possibilita mais remada e mais explosão nos momentos decisivos. É fabricada com Techprene Super Stretch 300%, uma exclusividade da MORMAII, que deixa a roupa muito mais leve, macia e elástica. Todos os detalhes foram estudados. O Seal Tape, disponível em toda linha Vulcanus vem aplicado dentro da roupa, acompanhando as costuras blindstitch, impedindo totalmente a entrada de água. Um colete interno ainda elimina a entrada de água pelo Zipper YKK de metal com trava automática. A roupa é também mais durável, devido aos reforços Powertex aplicados nos joelhos.
Lançamento do Beat Wireless, um head fone com MP3 acoplado; além de um Pen Drive emborrachado em forma de bracelete.

Lançamento de uma linha de capacetes para motociclistas.
-

-
Os produtos
A MORMAII é a pioneira com quase trinta anos de inovações no setor, o maior mix de produtos e maior faturamento entre as marcas do mercado de surf e esportes aquáticos, no Brasil. Ao longo das três décadas que atravessou, a MORMAII expandindo em diversos setores, mesmo diante da série de crises sofridas pelo país. Chegou ao século XXI com boa saúde financeira e experiência, somando 5.80 itens no seu mix de produtos que abrangem confecção, calçados, óculos, equipamentos de esporte, cosméticos e muitos outros. O crescimento da marca foi além das fronteiras e seduziu clientes nos países com os mais rígidos padrões de qualidade. Praticando preços competitivos em produtos nacionais e aplicando a máxima qualidade de matéria prima, a marca vem disputando o mercado internacional com grandes corporações, mas mantém sua originalidade. Apesar do grande número de produtos, a MORMAII ficou conhecida por suas impecáveis roupas de neoprene. Os primeiros wetsuit foram diferenciados diferenciados, feitos especialmente para surfistas. A seguir, desenvolveu trajes para mergulho, jet-ski, triatlo, windsurf e muitos outros esportes, cujos praticantes adotaram o neoprene da MORMAII como equipamento oficial na água.
-

-
As constantes melhorias tecnológicas e no design das peças de neoprene fizeram com que a marca brasileira tivesse boa aceitação no mundo todo, sendo eleita pela revista inglesa Wavelength como “a melhor wetsuit de surf no mundo”. A grande variedade de modelos de roupas de neoprene recebe a melhor matéria prima disponível no mercado. As peças são fabricadas até hoje em Garopaba e antes de chegarem ao consumidor, qualquer novidade é submetida aos mais rigorosos testes de qualidade e durabilidade, por uma equipe de esportistas consagrados. E como se não bastasse o rígido controle de qualidade, a MORMAII ainda conta com um grande diferencial sobre outras marcas de wetsuits: assistência técnica direta do fabricante. Em relação à coleção de roupas normais, atualmente a MORMAII lança mais de 500 itens de vestuário por coleção. O estilo da marca continua preservado, mas as inovações tecnológicas e matéria-prima de alto nível são sempre melhoradas, para produzir uma moda da mais alta qualidade. Por ter nascido no Sul, onde o clima é mais ameno, a MORMAII é uma das poucas marcas de surfwear que tem duas coleções inverno e verão, todos os anos. Em virtude da excelente aceitação, o processo se inverteu e hoje o setor de confecção representa um dos maiores faturamentos da empresa.
-

O showroom
Em 2008 a MORMAII inaugurou um enorme um showroom na capital paulista. O local escolhido para prestar o melhor atendimento aos clientes da marca fica na Vila Olímpia, numa casa com área de 250 metros quadrados, tem capacidade de expor todo mostruário das coleções masculina, feminina e infanto-juvenil, tanto de confecção como das consagradas wetsuits. Além disso, o cliente ainda comprova a qualidade de pranchas, bikes, acessórios, cosméticos, óculos, relógios, calçados e todos os outros produtos da marca de surfwear com maior faturamento no mercado nacional. O atendimento é realizado por uma equipe experiente de representantes da MORMAII, que garante maior satisfação e facilidade aos clientes da região. Há também no local uma sala de treinamento para as equipes dos lojistas e materiais de ponto de venda expostos.
-

A comunicação
A comunicação da MORMAII veiculada constantemente na mídia impressa e eletrônica divulga lançamentos, além de apresentar ao público os atletas patrocinados. São quase trinta os membros contratados na equipe e vários outros competidores apoiados pela MORMAII como Kauli Seadi, bicampeão mundial de Extreme Windsurf; Alessander Lenzi, tricampeão mundial de jet-ski; Fabio Gouveia, um dos maiores ícones do Surf; entre outros peixes grandes que fazem o nome do Brasil lá fora.
-

-
A evolução visual
Ao longo de sua história o logotipo da MORMAII passou por grandes modificações, desde o primeiro com sua cor amarela. A última modificação ocorreu em 2005 quando o logotipo ganhou um visual moderno e mais agressivo.
-
-
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação:
1979
● Fundador:
Marco Aurélio Raymundo
● Sede mundial:
Garopaba, Santa Catarina
● Proprietário da marca:
Marco Aurélio Raymundo
● Capital aberto:
Não
● Diretor presidente: Marco Aurélio Raymundo
● Faturamento: R$ 250 milhões (estimado)
● Lucro:
Não divulgado
● Lojas: + 30
● Presença global: 70 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários:
500
● Segmento:
Vestuário
● Principais produtos:
Roupas de neoprene, óculos, relógios, roupas e acessórios
● Ícones: As roupas de Neoprene
● Slogan: A sua marca na água.
● Website:
www.mormaii.com.br
-
A marca no mundo
Atualmente a MORMAII vende seus inúmeros produtos em mais de 30 lojas próprias e cinco quiosques exclusivos, instalados em diferentes locais do Brasil, além de outros 20 mil pontos de venda que cobrem todo o território nacional. No exterior, o trabalho da marca também está em franca atividade. Exporta para aproximadamente 70 países, como Israel, França, Itália, Espanha, EUA, México, Argentina, Chile, entre outros. Tem empresas licenciadas nos cinco continentes. A empresa produz tudo ligado aos esportes de ação outdoor, desde os já consagrados óculos (cuja capacidade de produção diária ultrapassa as 2.500 unidades) e roupas de neoprene, relógios, bicicletas, até novidades como equipamento de kitesurf. São 32 empresas licenciadas fabricando itens exclusivos, com a logomarca MORMAII.
-
Você sabia?
Os óculos MORMAII são exportados contendo a bandeira do Brasil para demonstrar que são integralmente nacional.
-
-
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é, Veja, Época e Isto é Dinheiro) e Wikipedia (informações devidamente checadas).
-
Última atualização em 3/5/2009

4.9.08

APRESENTAÇÃO OFICIAL

Esse é o logotipo oficial do BLOG. Ele poderá ser utilizado em outras variações de cores (preto ou branco) dependendo da cor de fundo. Será também criado um slogan, que em breve postarei aqui.
-
-
Aos meus leitores fiéis muito obrigado.

KADU DIAS

2.9.08

LOGOTIPO

Atendendo a inúmeros pedidos, estou em processo de inspiração para criação do logotipo do MUNDO DAS MARCAS. O resultado da criação será divulgado amanhã.
-
-
AVISO: Os leitores agora podem contar com o serviço de assinatura de FEEDS, localizado na parte de baixo do menu lateral.
LEMBRETE: As marcas que possuem este símbolo logo após o nome do menu lateral estão com os perfis totalmente novos, muito mais completos (com conteúdo sem igual na Internet em língua portuguesa). Vale a pena conferir!

30.8.08

ORANGE COUNTY CHOPPERS

Motocicletas psicodélicas com guidão alto, tanques finos e pneu lá na frente. O grande diferencial delas é que são temáticas e para poucos: não saem da oficina por menos de US$ 40 mil. A lista de clientes é estrelada. Lance Armstrong, Keanu Reaves, Ewan McGregor, Joe Perry (guitarrista do Aerosmith) e Peter Fonda são alguns dos que possuem uma máquina exclusiva da ORANGE COUNTY CHOPPERS, uma empresa familiar, comandada por Paul Teutul, e sua cara de mau, que fatura milhões de dólares vendendo rebeldia e criatividade sobre duas rodas.

A história
O conceito de moto chopper (motocicletas personalizadas), originado nos Estados Unidos, foi disseminado mundo afora através do filme “Easy Rider” (Sem Destino), lançado em 1969, em que os atores Peter Fonda e Denis Hopper interpretam os dois motociclistas que viajam pela América sobre suas incríveis maquinas. As motos do filme, que tinham nome (chamavam-se: Capitão América e Billy Bike), talvez sejam até hoje as “Choppers” mais famosas do mundo todo. Outro filme famoso da época que trazia as motocicletas choppers em destaque foi “The Wild One” (O Selvagem), interpretado pelo galã Marlon Brando. Com suas motos potentes, os astros de Hollywood inspiraram muitos jovens nas décadas de 60 e 70.


Foi nesse contexto, da febre das motocicletas choppers dos filmes de Hollywood, que o americano Paul Teutul, dono de um inconfundível e grande bigode, braços tatuados e cara de mau, teve o seu amor despertado pelas máquinas de duas rodas. Porém, a origem dos negócios da família Teutul foi outra. Na década de 70, Paul iniciou, em Montgomery, Nova York, uma empresa de montagem de estruturas de aço chamada Orange County Ironworks (conhecida pela sigla OCI). Na época, o endereço da firma era a caçamba da camionete de Paul e fazia desde escadas de prédios a carrocerias de carro. Ao mesmo tempo em que a OCI ia prosperando, o empresário foi desenvolvendo a idéia de usar sua paixão pelas motos para criar um novo negócio. Foi o sucesso da pioneira OCI que permitiu a Paul desenvolver o sonho de montar motocicletas, nas horas de folga, com a ajuda do seu filho, Paul Jr.


Com apenas 12 anos, Paul Jr. passava a maior parte das férias escolares na empresa do pai, aprendendo tudo sobre a utilização de aço, que seria usado mais tarde para a montagem das motocicletas. Quando ainda cursava o ginásio, participou do programa de Serviço Educacional Cooperativo, aperfeiçoando sua habilidade de montagem. Logo após graduar-se, foi trabalhar com o pai na Orange County Ironworks, tornando-se chefe da sessão de trilhos e grades. Em 1999, já com três fábricas próprias, o empresário resolveu transformar seu hobby - a montagem de motocicletas “chopper” – em uma nova empresa localizada em Rock Tavern a 130 quilômetros de Nova York: a OCC (ORANGE COUNTY CHOPPERS). Foi aí que entrou em cena o talento de Paul Jr., que deixou a OCI para ser chefe de design e fabricação da recém-criada empresa. A ORANGE COUNTY CHOPPERS deu o passo inicial no mundo das máquinas personalizadas no festival de motos de Daytona, conhecido como “Biketoberfest”, em 1999, com a apresentação da moto “True Blue”, fabricada no porão da casa da família.


A criação do time, formado por pai e filho, causou um grande interesse nos consumidores. Outras motos temáticas foram surgindo em seguida, como a “Spider Bike” (em tons de vermelho, com pára-lamas imitando teias de aranha), desenhada a partir do personagem em quadrinhos Homem Aranha e comprada pelo músico Wyclef Jean, do The Fugees.


O destino da pequena e familiar empresa iria mudar em 2001, devido ao enorme sucesso dos famosos “reality shows”. Em virtude do grande sucesso dos programas de carros customizados como o “Monster Garage”, Sean Gallagher, diretor de desenvolvimento do canal de televisão Discovery, tinha a intenção de expandir este gênero com um tipo diferente de “reality show”, que retratasse um fabricante de motos com excelente design e talento. Na busca por fabricantes de motocicletas, o diretor encontrou o site da OCC. A família Teutul tinha um talento diferenciado na fabricação de motocicletas sob encomenda. A partir de uma lista composta por mais de 20 lojas de motos que tinha em consideração, o relacionamento entre um pai e seu filho, trabalhando juntos em um negócio familiar de sucesso, atraiu o interesse do produtor e a OCC foi escolhida para fazer o programa. No dia 29 de setembro de 2002, foi ao ar o primeiro capítulo da série AMERICAN CHOPPER, no canal por assinatura People+Arts, da BBC e Discovery Networks, voltado ao gênero estilo de vida.


A grande sacada do programa e da família Teutul para fazer sucesso rapidamente foi explorar o patriotismo americano em um momento delicado de sua história. O programa de TV, que não à toa leva a palavra “American” no início do nome, se tornou extremamente popular quando Paul Jr. inventou uma moto para homenagear os bombeiros mortos no trágico atentado terrorista no dia 11 de setembro. Depois, veio um modelo para os soldados que lutavam no Afeganistão e outro chamado “Air Force One” (como o avião presidencial dos Estados Unidos). Não por acaso, na sede da empresa foi colocada uma placa enviada pelo Pentágono, com os dizeres: “Orange County Choppers – True American Heroes” (“Verdadeiros Heróis Americanos”). A tensão entre os membros do programa e a fascinação do público pelas super máquinas garantiram a audiência do programa.


Aproveitando o sucesso, Paul Teutul fez o que quase todos os astros da mídia americana vinham fazendo: emprestou sua imagem para produtos. Daí surgiram as motos em miniatura, fabricadas pela Matchbox, e até mesmo a colônia pós-barba. A série estabeleceu uma conexão com os telespectadores porque a família Teutul representava o verdadeiro herói da classe trabalhadora americana: vieram do nada, montaram a loja e estão na TV. Impulsionada pelo sucesso na televisão a empresa começou a se destacar mundialmente como referência na fabricação de motos choppers. Em 2002, a OCC foi reconhecida pela revista “American Iron Magazine” como uma das 12 melhores montadoras de motos do mundo; assim como foi citada no livro Haute Motor: The Art of Chopper (novembro de 2003), entre as 19 melhores montadoras. As motos da oficina também foram capas de revistas de renome, como “American Iron Freeway” (França), “Norsk Biker Journal” (Noruega), “Street Chopper” e “V-Twin Motorcycles”.


O sucesso do programa, e conseqüentemente da empresa ORANGE COUNTY CHOPPERS, pode ser medido, quando o faturamento da família Teutul atingiu US$ 360 milhões. Desse total, apenas cerca de pouco mais de 10% vieram das motos customizadas. O restante veio do contrato com a Discovery e da venda dos produtos licenciados com a marca OCC. Nesta época, o fenômeno já havia tomado conta do mundo. Tanto que a loja de produtos licenciados recebe encomendas do Japão, da Rússia, da Coréia do Sul, da Nigéria e até mesmo do Brasil. Entre outros modelos famosos construídos e criados pela empresa estão a “The Comanche” (que tem como referência o helicóptero Bell RAH 66, usado pelo exército americano); a futurista “I Robot” (inspirada no filme “Eu, Robô” e encomendada pelo ator Will Smith), duas das mais famosas máquinas, cujas construções foram exibidas em episódios de grande audiência do programa; e a “The Original”, moto preta e prata, com detalhes em azul e motor S&S (Smith and Smith) de 1638 cilindradas. Além disso, em 2009, a OCC apresentou a SMART CHOPPER, sua primeira moto elétrica, construída em parceria com a Siemens, que forneceu a tecnologia das baterias, motor e sistema de recarga. A motocicleta foi a leilão em 2010 para levantar fundos para um projeto de caridade.


A lista de clientes da empresa traz diversos nomes famosos. Com um custo entre US$ 35 mil e US$ 150 mil (uma Harley-Davidson tradicional custa em média, sem modificações, US$ 20 mil), as “choppers” fabricadas pela empresa já foram vendidas para estrelas como o ciclista Lance Armstrong, o roqueiro Tommy Lee, o ator Will Smith e o apresentador Jay Leno.


O Reality Show
A idéia inicial do programa (visto em mais de 170 países) era centralizar as ações na criação e na montagem das motocicletas, que quase foi deixada em segundo plano quando se observou o que estava acontecendo na tela da televisão. Os membros da família possuíam um intenso e explosivo relacionamento e isso saltou aos olhos dos diretores do programa. O AMERICAN CHOPPER passou a ser menos sobre as motos e mais sobre a dinâmica por trás da fabricação delas. Na relação entre Paul Teutul e Paul Jr., seus estilos de trabalho são contrastantes (estavam sempre brigando por problemas na construção das motos ou até mesmo por pequenos motivos, como uma broca perdida ou pela sujeira na oficina), mas nota-se uma série interessante de “conversas” entre pai e filho, enquanto se esforçam para cumprir, com prazos de entrega aparentemente impossíveis de realizar, um trabalho de alta qualidade que represente a OCC. A cada semana, eles criavam um novo modelo e apresentavam ao longo programa todo o processo de elaboração das motos. Os desenhos temáticos são marcas registradas da família. Além de Paul Teutul e Paul Jr., Michael Teutul (o “Mikey”) também era destaque no enredo do programa. Nos Estados Unidos, cada episódio do programa chegou a atrair em média quatro milhões de espectadores. No Brasil, a atração também foi um estrondoso sucesso de audiência da televisão paga. No Orkut, existem mais de 70 comunidades brasileiras dedicadas ao programa e seus personagens. Em 2010, o programa acabou de forma precoce em fevereiro, resultado da briga final entre o pai, Paul Sr. e o filho, Paul Jr., ter sido levada para os tribunais do Estado de Nova York. O continuou com a OCC e o filho abriu sua própria empresa. Pois bem, não demorou muito os dois voltaram a trabalhar em um mesmo programa, só que com gravações separadas. O programa, batizado de “Paul Senior vs. Paul Junior”, foi gravado com duas equipes de produção, independentes e sem nenhuma forma de comunicação entre si, onde pai e filho entraram em uma disputa construindo motocicletas diferentes, que competem entre si.


A sede
Até poucos meses atrás, se você perguntasse a qualquer fanático por motos onde ficava a cidade de Montgomery, a resposta viria de forma invertida: fica onde está a oficina ORANGE COUNTY CHOPPERS (OCC). Porém, a partir de 24 de abril de 2008, os fãs do bigodudo Paul S e de seus filhos Paul Junior e Michael tem na memória o nome de outra cidade nas redondezas de Nova York, além de Montgomery: a cidade de Newburgh, onde foi inaugurada a enorme e belíssima sede da empresa. Ás margens de uma rodovia interestadual e de frente para o luxuoso Hotel Hilton, um gigantesco galpão de fachada de vidro medindo 30 mil m2 e lembrando mais um shopping center do que uma oficina mecânica, é a nova casa da OCC. A nova sede abriga, além da linha de produção de motos, a central de serviços, uma loja da marca OCC, escritórios, showrooms, e uma enorme área dedicada a produção e filmagem do programa American Chopper. Apesar da nova sede, a antiga, que estava localizada desde 2004 em Montgomery, deixará saudades.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo de sua história.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação: 1999
● Fundador:
Paul Teutul e Paul Teutul Jr.
● Sede mundial: Newburgh, New York
● Proprietário da marca:
Orange County Choppers, Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO: Paul Teutul
● Chefe de design:
Jason Pohl
● Faturamento: US$ 50 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 2 (+ 1 quiosque)
● Concessionárias autorizadas: 13
● Presença global:
2 países
● Funcionários: 100
● Segmento: Motociclístico
● Principais produtos:
Motocicletas personalizadas e produtos licenciados
● Ícones: O programa American Chopper
● Slogan:
Premier builder of distinctive custom bikes.
● Website: www.orangecountychoppers.com

A marca no mundo
O reality show American Chopper transformou a pequena oficina de motos do empresário Paul Teutul em um negócio capaz de gerar pelo menos US$ 360 milhões, dos quais US$ 50 milhões provenientes da venda das máquinas customizadas. O restante é proveniente do contrato com a Discovery e da venda de produtos da marca, como camisetas, jaquetas, bonés, brinquedos, óculos, canecas de cerveja, DVDs, jogos eletrônicos, perfumes e até bonecos de seus protagonistas, pacatos habitantes de uma cidadezinha interiorana no estado de Nova York. A empresa tem uma pequena rede de concessionárias em cidades como San Antonio e Houston, Texas; Jackson, Michigan; Fort Lauderdale, Flórida; Newburgh, Nova York; Las Vegas, Nevada; e Tulsa, Oklahoma. A OCC ainda possui duas lojas, uma localizada em sua sede e outra no Palisades Center Mall em West Nyack, além de um quiosque sazonal no Woodbury Commons Outlet Mall em Central Valley, Nova York. Hoje a empresa é uma das mais importantes fabricantes de motos customizadas do mundo.

Você sabia?
A ORANGE COUNTY CHOPPERS, desde sua fundação, já fabricou mais de mil motocicletas exclusivas e personalizadas.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 14/6/2011

DIÁRIO LANCE!

O futebol sempre foi a paixão número um do brasileiro no esporte. Há pouco mais de dez anos, o leitor jovem (quer seja palmeirense, Corintiano, tricolor, rubro-negro ou santista) que jamais teve o hábito de ir a uma banca comprar jornal ganhou um motivo para sair de casa atrás das principais notícias sobre o seu time do coração: o Diário Esportivo Lance!, que em uma década se transformou num sucesso editorial.
-
A história
Tudo começou quando Walter de Mattos Júnior resolveu passear pelo mundo para conhecer os fenômenos dos diários esportivos estrangeiros. La Gazzetta dello Sport, da Itália, fundada em 1927; o tablóide dos esportes de Madrid, O Marca; na França, o Léquipe; em Portugal, A Bola; e na Argentina, o Olé. Queria criar um veículo semelhante no Brasil e que, sem dúvida, faria muito sucesso. No dia 14 de agosto de 1997, o diário esportivo Lance! estava com sua equipe formada. Com Lédio Carmona, veterano de duas Copas do Mundo por Placar e Jornal do Brasil; Leão Serva, diretor de redação na Folha de S. Paulo e do Jornal da Tarde, e César Seabra, editor de Esportes de O Globo. Depois de montada surgiram os problemas: Qual o público-alvo? Walter já tinha tudo planejado. Queria que fossem vendidas por assinaturas. Mas não imaginava que as classes desfavorecidas e os jovens seriam os principais leitores. O jornal circulou pela primeira vez no dia 26 de outubro de 1997 no Rio de Janeiro, uma semana depois do portal esportivo LANCENET estar disponível na Internet.
-
-
Uma semana depois, no dia 2 de novembro, sairia a edição paulista. Em formato tablóide, não usual no país, o jornal foi o primeiro em cores no Brasil e de leitura curta. O lançamento contou com diversas promoções e um forte investimento em comunicação para o jovem leitor a fim de tirá-lo de casa para comprar o Lance!. O planejamento da campanha de lançamento do diário estimava a venda de 80 mil exemplares por mês. O jornal exibia edições diferentes para Rio e São Paulo e sua distribuição começou terceirizada. Apesar da novidade, o lançamento do jornal acarretou em um fracasso fabuloso, onde a expectativa de venda foi frustrante devido ao grande investimento feito com capitais de risco. Um ano após a chegada do jornal nas bancas veio a Copa do Mundo de 1998. A expectativa de todos os colaboradores envolvidos com o tablóide era a melhor possível. Ano de Copa do Mundo significava busca por mais informação por parte do leitor e, conseqüentemente, uma grande oportunidade de atingir a expectativa de vendas. E foi novamente criado um leque de promoções baseada no conceito esportivo com fascículos, bola, camisa, entre outros. Com todos os olhos dos leitores voltados para o maior evento de futebol do mundo, o que era oportunidade virou guerra.
-
-
Assim como o Lance! foi criado para veicular notícias somente sobre esportes outros jornais tiveram a mesma visão do “negócio” futebol e passaram a ser – mesmo que momentaneamente - jornais de esportes. Assim como a Copa do Mundo daquele ano foi uma catástrofe para todos os brasileiros, para o Lance! não foi diferente. Mesmo com uma redação instalada em Paris e jornais impressos na França, a venda do diário não passou de 6 mil exemplares. Depois da decepção dupla em apenas um mês – a perda da Copa e o fracasso nas vendas – a decisão tomada pela cúpula do tablóide foi de descaracterizar o projeto. Entre as idéias sugeridas estava a de não usar mais cores na publicação, reduzindo o custo da impressão. Após as dificuldades encontradas desde o início do jornal, Afonso Cunha, diretor executivo do Lance!, tomou uma decisão que talvez tenha sido a mais importante da história do diário. “Se é para fracassar, que seja com convicção”.
-
-
Diante do fracasso iminente, foi decidido que o projeto seria mantido, porém com alguns ajustes operacionais, oferecendo conteúdo de qualidade. O ano seguinte, 1999, foi o período em que as notícias passaram a ser agradáveis. Após um enxugamento na estrutura do jornal com foco no Rio de Janeiro, o Lance! ganhou terreno e relevância para o leitor a partir da Internet. Com o crescimento das vendas, o jornal viu a marca Lance! ser consolidada ano após ano, com mudanças em sua apresentação. Com a marca reconhecida e o público-alvo reagindo às campanhas e ações promocionais, a empresa passou a adotar uma visão minimalista, apresentando a letra “L” como marca, remetendo a um posicionamento jovem e diferente.
-
-
Já com cinco anos de existência, o Lance! encontrou novas dificuldades com a mudança de governo em 2003, uma vez que o preço do Dólar chegou a R$ 4,00, o que se transformou em tragédia para os veículos impressos. Assim como uma bola cruzada pelo alto na área, o jornal fez, mais uma vez, novos cortes. Através de uma reforma capital e societária, o jornal perdeu alguns sócios mas readmitiu outros profissionais que conheciam o ritmo e o perfil do diário. Desde então, desenvolveu novas marcas, ampliou sua plataforma e venceu o preconceito sobre os diários esportivos. Com investimento em marketing através de ações promocionais foi possível contornar mais uma dificuldade usando três vertentes: ações promocionais (oferecendo mochilas, camisas e outros produtos para o leitor), desenvolvimento da marca através da comunicação e o trade marketing. Em novembro de 2004, a edição Minas Gerais chegou ao mercado. No dia 29 de janeiro de 2006, o jornal publicou sua 3000ª edição. Contrariando prognósticos pessimistas, a maior inovação do jornalismo esportivo, nos anos 90, veio para se consolidar como expressão de uma imprensa combativa e inteligente.
-
Outros produtos
Hoje, além do diário e do portal, o grupo Lance! tem também outros produtos na área de comunicação: a revista A+, lançada em 2000, que originalmente circulava com o jornal todos os sábados e passou a ser mensal em outubro de 2007; a agência de notícias LancePress; a Lance! Editorial; a Rádio Lance! (lançada em 2004); a TV Lance! (com exibições pela Internet); o LanceClic (sistema de assinatura da versão eletrônica do diário); e o LanceMobile (serviço que distribui conteúdo esportivo pelo celular, lançado em 2005).
-
-
O sucesso
Concorrente da veterana Gazeta Esportiva, que em 1980 destacava manchetes de forma picante, o jornal veio para tentar, e conseguiu, o que a Gazeta não. Lance! arriscou “fazer jornalismo esportivo como nunca se viu”. O jornal cativou o público com suas páginas coloridas, formato tablóide, notícias diárias sobre os times, jogadores, além de bate-bola com os atletas, novidades diárias e estatísticas para as próximas rodadas. Matérias sobre os mais variados esportes são tratadas, mesmo sendo curtas como notícias all news. Ao final, traz os resultados dos campeonatos e pôsteres dos campeões. Ponto também para os excelentes especiais que a Lance faz antes dos principais campeonatos de futebol, e para sua revista Lance A+. A sessão mais interativa é a tabelinha, na penúltima página, com pequenos textos de leitores que enviam suas broncas, pedidos e “zoam dos adversários” via e-mail ou carta. Já na última aparece a programação da TV para o leitor não perder nenhum jogo. Os colunistas renomados como Juca Kfouri, Paulo Vinícius Coelho, Paulo César Vasconcelos, Benjamim Back e Roberto Assaf dão enfoque principalmente para o futebol, sempre mostrando o lado cômico da notícia, sem falar nas mais variadas formas de promoção que atraem ainda mais os leitores. Diversão, seriedade, honestidade e prêmios são os ingredientes dessa receita esportiva que é o diário Lance!.
-
Jornalismo transparente
Gostem ou não gostem, uma coisa ninguém pode negar: o Lance! não tem se furtado à boa luta. Tão investigativo como preciso na análise dos seus comentaristas, combateu a CBF e os desmandos de seu presidente. Mostrou, em textos inteligíveis para o leitor, majoritariamente situado na faixa de 15 a 24 anos, o caráter escravocrata da Lei do Passe. Apoiou todas as iniciativas que visavam a estabelecer um calendário viável para o futebol brasileiro. Colidiu com interesses políticos regionais ao defender o fim dos falidos torneios estaduais. Deu amplo espaço às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que foram instaladas para apurar irregularidades envolvendo dirigentes esportivos em negociatas lesivas ao patrimônio dos clubes. Vislumbrou no Clube dos 13 a possibilidade de ruptura com modelos organizacionais ultrapassados e lamentou sua domesticação pela CBF. Sem descuidar de uma inteligente formulação gráfica, que contempla desde o desenho tático ao retrospecto de cada equipe em múltiplas competições, o jornal já pode ser considerado a maior vitória da imprensa esportiva. Seu objetivo foi alcançado de forma inquestionável. Elevou o esporte à dimensão política e, ao fazê-lo, inscreveu a ética como elemento propulsor do sucesso esportivo. Seus leitores ludicamente adquirem consciência crítica. Sem dúvida, um golaço.
-
A evolução visual
Em 2007, para comemorar o décimo aniversário do jornal, foi criada uma campanha, com a presença do Rei Pelé, e que continha o slogan “LANCE! 10 anos. O LANCE! também é dez”. O Diário aproveitou também para modernizar seu logotipo.
-
-
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Lançamento:
1997
● Fundador:
Walter de Mattos Júnior
● Sede mundial:
Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Grupo Lance!
● Capital aberto:
Não
● Presidente:
Walter de Mattos Júnior
● Diretor executivo:
Afonso Cunha
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Leitores:
1.5 milhões
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Maiores mercados:
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais
● Funcionários:
500
● Segmento:
Mídia
● Principais produtos: Jornal e portal esportivo
● Ícones: O formato tablóide do jornal

● Slogan: O diário dos esportes.
● Website:
www.lancenet.com
-
A marca no Brasil
O jornal tem versões regionais para outros estados, e com isso, alcance nacional, sendo lido por mais de 1.5 milhões de pessoas (sendo 87% homens) com tiragem diária superior a 135.000 exemplares. Atualmente, o jornal tem três redações: em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, com edições também em Manaus e Curitiba. O site Lancenet, com uma equipe formada por mais de 100 jornalistas e fotógrafos no Brasil e no exterior, fornece um conteúdo ágil, em tempo real, do mundo esportivo. O site recebe mensalmente quase 700 mil visitantes.
-
-
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Iso é, Época, Veja e Isto é Dinheiro), sites especializados em esportes e marketing esportivo, e Wikipedia (informações devidamente checadas).
-
Última atualização em 30/3/2009